Archive for April, 2018

Libertadores 1990 – Grêmio 0x0 Cerro Porteño

April 30, 2018

1990 cerro casa libertadores Lemyr Martins Placar

A primeira vez que o Grêmio recebeu o Cerro Porteño em casa foi em 27 de abril de 1990, pela última rodada da fase de grupos da Libertadores daquele ano.

O tricolor, comandado por Evaristo de Macedo, precisava de uma vitória simples para avançar para a próxima fase (3 das 4 equipes de cada grupo passavam para as oitavas de final) mas o time não saiu do 0x0 no Olímpico.

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“GRÊMIO É ELIMINADO PELO CERRO

A euforia dos jogadores do Cerro Porteño ao final do 0 a 0 contra o Grêmio, no Estádio Olímpico, mostra bem o que representa, para paraguaios e outros sul-americanos, a Taça Libertadores da América. A garra, o bom senso de marcação e alguma sorte valeram a eles a classificação, em pleno Brasil, para a segunda fase da competição. O Grêmio, que em seis jogos só ganhou um, terminou esta etapa em último lugar, num grupo de quatro equipes, que classificava três, e esta eliminado.

O tricolor gaúcho bem que tentou, muito mais na base do abafa do que na técnica. Teve lá as suas chances. Na fase inicial, Alfinete, Cuca e Nilson perderam gols. O Cerro, com 10 homens na defesa, tratava de tirar o perigo de sua área de qualquer jeito – tarefa facilitada pela irritante insistência do Grêmio em tentar o chuveirinho.

Na fase final, não adiantou nem o apoio da torcida. Aos 22 minutos,  no lance de maior perigo para os paraguaios, Nilson entrou pela direita e chutou na trave. Fora isso, o bom goleiro Roberto Fernandez teve mais trabalho cortando os cruzamentos do que em defesas difíceis. No último minuto, outro exemplo da determinação (premiada) do Cerro: antes da cobrança do córner, os jogadores pediam raça uns aos outros

O Grupo Cinco terminou com o Olimpia, também do Paragauia, em primeiro lugar (sete pontos). O Cerro veio em segundo, com seis, como o Vasco, mas fez mais gols que o time carioca – oito contra cinco. Agora, em agosto, o Vasco pega o Nacional, de Medellin, atual campeão.” 
(Jornal do Brasil – 28 de abril de 1990)

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GRÊMIO FORA DA COMPETIÇÃO

Incompetência. Assim pode ser explicado o empate em O a O do Grêmio de Porto Alegre, ontem, no Estádio Olímpico, diante do Cerro Porteño, do Paraguai, time que em momento algum demonstrou interesse pelas jogadas eficientes de ataque, senão em míseros contra-ataques propiciados pelo clube gaúcho.

O Grêmio perdeu-se em toques excessivos e jogadas em profundidade que encontravam uma severa retranca paraguaia.

O time paraguaio chegou a Porto Alegre disposto a obter o empate que o classificava na segunda etapa da Taça Libertadores da América e conseguiu. Assim, Sanabria e Palacios ficavam bem abertos pelas extremas e o restante do time atras, esperando a retomada da bola. Esta era feita até com relativa facilidade, pois que os jogadores do Grêmio insistiam em carregar a bola em demasia. Houve momentos em que dois paraguaios cercavam um brasileiro, normalmente Paulo Egídio ou Lino, os donos da bola, além de Alfinete em desastradas subidas ao ataque. Poderiam jogar a noite toda que o gol não sairia.

O Grêmio jogou com Mazaropi; Alfinete, Vilson, Luis Eduardo e Hélcio; João Antonio, Lino e Cuca; Darci (Almir), Nilson e Paulo Egldio. O Cerro Porteño com Fernandes; Barrios, Cristaldo, Rivarola e Jacquet; Garay, Rívero e Sortelo; Battaglia (Struway), Sanabria e Palacio (Peres).

(Jornal dos Sports – 28 de abril de 1990)

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“GRÊMIO ELIMINADO PELOS PARAGUAIOS

Ninguém esperava, mas o Grêmio empatou novamente ontem, no Olímpico, desta vez contra o Cerro, em O a O. O resultado, combinado com a vitória vascaína sobre o Olímpia, eliminou o Grêmio precocemente da Libertadores, numa grande frustração para seus torcedores

Aquilo que parecia uma barbada acabou se transformando numa tragédia, e os mais de 20 mil torcedores que compareceram ao Olímpico no início da noite de ontem deixaram o estádio decepcionados com a apresentação do time de Evaristo de Macedo e a precoce desclassificação do Grêmio da Taça Libertadores, ao empatar com o Cerro, do Paraguai, em O a 0. Numa chave de quatro clubes, onde Três se classificaram, o Grêmio acabou ficando em último lugar.

O time gremista entrou era campo sabendo que precisava vencer a partida, pois, com a vitória do Vasco sobre o Olímpia, por 1 a 0, ocorrida na tarde de ontem, em São Januário, Vasco e Olimpia garantiram classificação para a outra fase da Libertadores. O Grêmio iniciou a partida com quatro pontos, um a menos que o adversário, sabendo que um empate o afastava da competição.

Porém, o time gremista não pensava encontrar um adversário bem postado, tem do no goleiro Fernandes o melhor jogador da partida, ao fazer excelentes defesas. O Grêmio teve uma grande chance de gol no primeiro tempo nos pés de Cuca, aos 36min. Porém, a individualidade do meio-campista determinou que o arqueiro Fernandes fizesse excelente defesa. Nilson, quase no final da etapa inicial, acabou perdendo outra oportunidade.

No segundo tempo, o técnico Evaristo tirou Darci do time c colocou Almir em seu lugar. Mesmo assim, o time continuou errando as jogadas de meio-campo, principalmente na aproximação com o ataque. O Grêmio era um time que não conseguia se encontrar em campo. Aos 32min, o técnico colocou em campo Nando, em substituição a Lino. Com dois centroavantes parecia que o time de Evaristo iria furar o bloqueio do Cerro, mas aconteceu o contrário, pois foi o time do Paraguai que começou ameaçar a meta de Mazaropi.

Muito abatido após a partida, Evaristo inocentou o grupo pela desclassificação. “O nosso time foi brilhante na partida contra o Olímpia. Porém, não conseguimos um melhor resultado naquele jogo. Foi ali que começou a desclassificação do time” afirmou.”

(Pioneiro – 28 de abril de 1990)

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Fotos: Lemyr Martins (Placar) e Paulo Dias (Folha de Hoje)

Grêmio 0x0 Cerro Porteño

GRÊMIO: Mazaropi; Alfinete, Luis Eduardo, Vílson e Hélcio; Lino, João Antônio, Cuca e Darci (Almir 46); Paulo Egídio (Nando 32 do 2º tempo) e Nílson
Técnico: Evaristo de Macedo

CERRO PORTEÑO: Gato Fernandez; Teófilo Barrios, Blás Cristaldo, Catalino Rivarola e Justo Jacquet; Pedro Garay, José Riveros e Juan Battaglia; Gustavo Sotelo, Miguel Sanabria (Estanislao Struway 43 do 2ºT), e Emelio Palácios (Mauricio Pérez 37 do 2ºT).
Técnico: Sérgio Markarián

Copa Libertadores da América 1990 – Grupo 5 – 6ª Rodada
Data: 27 de abril de 1990, sexta-feira, 18h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre – RS
Público: 19.659 pagantes
Renda: Cr$ 3.609.540,00
Árbitro: Roberto Otello (URU)
Assistentes: Ernesto Fillipi e José Nieves
Cartões amarelos: Luís Eduardo, João Antonio, Fernandez, Garay, Riveros e Palacios

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Brasileirão 2018 – Botafogo 2×1 Grêmio

April 30, 2018

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Com um time praticamente reserva, o Grêmio teve fraco rendimento e acabou sendo derrotado pelo Botafogo no Engenhão. O tricolor teve uma postura bem mais passiva/reativa e raramente conseguiu construir jogadas mais efetivas de ataque. O Botafogo aparecia mais no campo de frente e abriu o placar com um gol de Brenner, que aproveitou da marcação demasiadamente distante de Madson na jogada. O Grêmio empatou ainda no primeiro tempo, num escanteio que Michel subiu junto com Igor Rabello e o botafoguense acabou marcando contra.

Não houve melhora no futebol gremista no segundo tempo e o Botafogo acabou saindo com a vitória num dos últimos lances da partida, com um chute de Gílson de fora da área (gol que, por toda a situação, lembrou muito o gol marcado por Leandro Guerreiro no Brasileirão de 2009).

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Não creio que alguém questione a necessidade de poupar jogadores ao longo da temporada. Os questionamentos se voltam para a forma que o Grêmio anda conduzindo esse tema. Renato dá a entender que só existem duas opções: 1) Jogar com força máxima em todos os jogos e aumentar o risco de lesões; ou 2) Descaracterizar completamente a equipe em determinados jogos para poupar os principais atletas. Acho que existe um caminho do meio. Arthur, por exemplo, tinha atuado em 12 dos 25 jogos do Grêmio até aqui (836 dos 1080 minutos desses 12 jogos). Precisava mesmo ser poupado no Engenhão?

Ademais, algumas coisas são difíceis de entender. No jogo de volta da semifinal do Gauchão contra o Avenida (quando o Grêmio poderia perder por até 2 gols de diferença) foram utilizados  5 titulares (5 se considerarmos Madson como titular) + 1 que ficou no banco. Contra o Botafogo, no Rio, foram 2 titulares (2 se considerarmos Madson como titular) + 1 que ficou no banco.

Não entendi por que o Grêmio jogou com o fardamento do ano passado se já foi lançada e usada  a nova camisa celeste. Isso só reforça a ideia de descaso com a competição.

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Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net) e Vitor Silva (Botafogo)

Botafogo 2×1 Grêmio

BOTAFOGO: Jefferson; Marcinho, Igor Rabello, Joel Carli e Gilson; Lindoso, Matheus Fernandes; Renatinho, Valencia (Marcos Vinícius, int.) e Pimpão (Ezequiel, 21’/2ºT); Brenner (Kieza, 36’/2ºT)
Técnico: Alberto Valentim

GRÊMIO: Paulo Victor; Madson, Bressan, Paulo Miranda e Marcelo Oliveira; Michel (Cícero, 36’/2ºT), Jailson; Alisson, Luan (Pepê, 31’/2ºT) e Maicosuel (Lima, 13’/2ºT); André
Técnico: Renato Portaluppi

03ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2018
Data: 28/04/2018, sábado, 16h00min
Local: Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro – RJ
Público: 10.748 (8.498 pagantes)
Renda: R$ 248.845,00
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araújo (SP)
Assistentes: Alex Ang Ribeiro – SP (CBF) e Bruno Salgado Rizo – SP (CBF)
Cartões amarelos: Marcelo Oliveira (7’ 2ºT) e Joel Carli (33’ 2ºT)
Gols: Brenner, aos 35 minutos; Igor Rabello (contra), aos 37 minutos do primeiro tempo; Gilson , aos 46 minutos do segundo tempo.

Copa do Brasil 2018 – Goiás 0x2 Grêmio

April 26, 2018

Gremio x Goias

O Grêmio controlou a partida no Serra Dourada desde o seu início, mas não conseguia se criar chances concretas, apesar de permanecer boa parte do tempo rondando a área do Goiás. Isso mudou aos 2 minutos do segundo tempo, quando Everton recebeu de Jael, limpou a jogada com dois toques com o lado de fora do pé e concluiu na saída do goleiro. Um golaço.

Aos 24 minutos, Ramiro insistiu em pressionar o lateral esquerdo esmeraldino, bloqueando sua tentativa de lançamento. A bola acabou indo parar dentro da área do Goiás, onde Luan dominou  foi derrubado pelo adversário. Pênalti que ele mesmo converteu.

 

Gremio x Goias

Não me parece ser precipitado dizer que o jogo de volta é praticamente “protocolar”. Assim sendo, me parece que estamos diante de uma situação ideal para testar uma redução severa no preço dos ingressos para essa partida.


Gremio x GoiasFotos
: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Goiás 0x2 Grêmio

GOIÁS: Marcelo Rangel; Caíque Sá (Alex Silva, aos 28/2°T), David Duarte, Eduardo Brock e Breno; Madison, Pedro Bambu, Rafinha Diniz e Giovanni; Maranhão (Michel, aos 27’/2°T) e Carlos Eduardo (Róbson, no intervalo).
Técnico: Hélio dos Anjos

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Madson (Alisson, aos 25/2°T), Geromel, Kannemann (André, aos 33/2°T) e Bruno Cortez; Arthur, Maicon e Ramiro; Luan, Everton e Jael (Thonny Anderson, aos 38/2°T)
Técnico: Renato Portaluppi

Copa do Brasil 2018 – Oitavas de final – Jogo de ida
Data: 25/4/2018, quarta-feira, 19h30min
Local:Estádio Serra Dourada, Goiânia (GO)
Público: 15.472 (13.550 pagantes)
Renda: R$ 307.745,00
Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (SP)
Auxiliares: Alex Ang Ribeiro (SP) e Tatiane Sacilotti dos Santos (SP)
Cartões amarelos: Eduardo Brock, David Duarte (GOI); Jael (GRÊ)
Cartão vermelho: Madison (GOI) aos 30 do 2º tempo
Gols: Everton aos 2 minutos e Luan (de pênalti) aos 24 minutos do 2° tempo

Brasileirão 2018 – Grêmio 0x0 Atlético-PR

April 23, 2018

Gremio x Atletico-PR

Renato disse que o jogo “foi uma aula de futebol“. A Zero Hora classificou o jogo como “eletrizante“. No Sportv, Roger Flores disse que esse Grêmio x Atlético foi “uma partida que encheu os olhos“.

Confesso que eu fico não compartilho desse mesmo entusiasmo e satisfação com o jogo. Por um lado, acho legal que o placar de 0x0 não seja um impeditivo para análises animados do que se viu em campo (algo impensável tempo atrás). Por outro lado, acho que há um certo exagero nesse viés positivo, e me parece que isso passo lelo fato do jogo ter sido bem menos truncado (68% de bola rolando) do que a média recente das partidas do Brasileirão.

Achei muito interessante ver a movimentação no início do jogo, quando o Grêmio tentou pressionar o adversário no campo de ataque e o Atlético, mesmo acossado, não fugiu da sua proposta de sair jogando com a bola no chão.  Mas é essa dinâmica se resolveu ou foi se diluindo ao longo do jogo muito mais pelo cansaço dos jogadores do que por um movimento tático de algum dos treinadores.  No geral é possível dizer que o Grêmio foi levemente superior e teve as melhores chances de marcar, mas no primeiro tempo faltou um pouco mais de capricho no penúltimo e último toques e no segundo tempo faltou ímpeto (leia-se “pernas e/ou pulmão”) para sair com a vitória.

Gremio x Atletico-PR

É interessante notar que o Atlético trocou mais passes que o Grêmio mesmo tendo um percentual menor de posse bola.

Dessa vez o Grêmio usou sua nova camisa celeste, mas a meia usada ainda foi a do ano passado, num tom de azul um pouco mais claro/fraco (o que na transmissão da TV era quase imperceptível). Como disse no post anterior, gostei do detalhe das listras que começam na camisa e seguem no calção, mas ainda assim estou curioso pra ver o time em campo com a camisa celeste e calções e meias pretos.

Na era dos pontos corridos, apenas em 2017 o Grêmio conseguiu 6 pontos nas 2 primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro. Em 2008, 2016 e 2018 conseguiu 4.

Média de público dos 11 jogos realizados (até aqui) na Arena em 2018:
21.365 (19.205 pagantes)

Gremio x Atletico-PRFotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 0x0 Atlético-PR

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Léo Moura (Alisson, int), Geromel, Bressan e Cortez; Arthur (Jael, 30’/2º) e Maicon (Maicosuel, 39’/2º); Ramiro, Luan e Everton; André
Técnico: Renato Portaluppi

ATLÉTICO-PR: Santos; Pavez, Paulo André e Thiago Heleno; Rosseto, Camacho, Lucho González (Bruno Guimarães, 5’/2º) e Thiago Carleto; Nikão, Pablo (Ederson, 23’/2º) e Guilherme (Zé Ivaldo, 30’/2º)
Técnico: Fernando Diniz

02ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2018
Data: 22 de abril de 2018, domingo, 19h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre – RS
​Público: 23.894 (22.049 pagantes)
Renda: R$ 688.660,00
Árbitro: Raphael Claus (SP).
Assistentes: Alessandro Alvaro Rocha de Matos (SP) e Danilo Ricardo Simon Manis (SP).
Cartões amarelos: Pablo, Camacho e Bruno Guimarães; Geromel, André e Ramiro (GRE).
Cartão vermelho: Camacho (aos 28 minutos do 2º tempo).​

Camisa Celeste “Charrua” Umbro 2018

April 19, 2018

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Confesso que esperava mais dessa camisa “Charrua” do Grêmio. De toda essa coleção “Nations” da Umbro era a proposta que mais fazia sentido. E talvez, juntamente com a do Bahia, seja a camisa que ficou melhor resolvida. Mas mesmo assim tem alguns problemas.

O principal, para meu gosto, reside no fato da camisa ser demasiadamente semelhante a camisa celeste do ano passado. Assim como em 2017 a gola é redonda e preta. Assim como no ano passado o corte é raglan (e a do ano passado parecia vestir melhor). Assim como no passado os logos da Umbro e do Banrisul são estampados em preto. A principal alteração foi a mudança/correção do tom de azul da camisa (mas o distintivo segue tendo um azul diferente da camisa), o que parece ser muito pouco para justificar um novo lançamento.

Gostei dos pequenos detalhes, das listras na lateral e na abaixo da gola nas costas, assim como da marca d´água. Mas acho que foram pouco (ou mal) explorados. A marca d´água ficou restrita a parte do peito, onde já um excesso de elementos com distintivos, patch e marca do fornecedor. E as listras poderiam ter mais destaques. Fazia tempo que eu queria ver um uniforme do Grêmio com algum elemento da camisa continuando ou se repetindo no calção. Aparentemente isso foi feito, mas somente com o calção de azul (e só é possível perceber isso de soslaio nas fotos do Instagram e no vídeo do YouTube).

Ademais, eu acho que existe uma confusão conceitual na camisa. Todas as demais peças da coleção estão inspiradas nas bandeiras dos países homenageados. Na do Grêmio não fica claro se a inspiração é a bandeira uruguaia ou a camisa da seleção uruguaia.  E caso seja a seleção, é bom lembrar que tradicionalmente os uniformes da Celeste Olímpica possuem a gola branca (foi assim em 1924, 1928, 1930, 1950 e na maioria e das suas participações em Copa do Mundo. A Copa da Rússia será a primeira que o Uruguai usará a camisa celeste com gola preta). E, apesar de ter gostado da marca d´água, não entendi porque ela também foi usada na camisa do Cruzeiro (qual seria a possível ligação entre Grêmio, Uruguai, Islândia e Cruzeiro?)

Par enfatizar a semelhança nas duas últimas camisas celestes, tentei fazer, na imagens abaixo, uma simulação de como ficaria a camisa do ano passado com o tom de azul de 2018 e como ficaria a camisa dessa temporada com o tom de azul de 2017.

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Libertadores 2018 – Cerro Porteño 0x0 Grêmio

April 18, 2018

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O empate, apesar de manter o Grêmio na segunda colocação do grupo, não foi de todo ruim para o tricolor. Ao contrário do que aconteceu no Mineirão no sábado, dessa vez o time sentiu bastante a ausência de Luan. No primeiro tempo o Grêmio teve dificuldade em manter  a posse de bola e articular jogadas, e via o Cerro sempre rodando a sua área e tentando arremates de média e longa distância. Em um dos raros ataques gremistas, o árbitro deixou de marcar um pênalti em Everton.

No segundo tempo o ritmo dos mandantes diminuiu um pouco e o Grêmio passou a ter mais possibilidades. Geromel quase abriu o marcador, numa puxeta que caprichosamente parou na trave. Mas mesmo com as alterações feitas por Renato, o time gremista não conseguiu impor seu jogo (como exemplo disso podemos citar o fato do Cerro ter tido um percentual maior de posse de bola) e acabou tendo que se contentar com o 0x0 que lhe permite chegar a liderança do grupo com uma vitória no jogo da volta.

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Não entendi porque o Grêmio não usou sua camisa celeste nova. Também não entendi porque o time usou essa combinação de camisa e calções azuis com a meia branca (fica com cara de Manchester City). Lembro que essa mesma combinação foi usada no jogo contra o Deportes Iquique no Chile no ano passado.

E curiosamente esse jogo contra o Deportes Iquique no Chile também foi apitado pelo argentino Germán Delfino, que também tomou algumas decisões questionáveis contra o Grêmio.

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Fotos: Luis Vera (Getty Images), Beto Azambuja (Globo Esporte) e Lucas Uebel (Grêmio.net)

Cerro Porteño 0x0 Grêmio

CERRO PORTEÑO: Antony Silva; Raúl Cáceres, Marcos Cáceres, Escobar e Arzamendia; Palau; Jorge Rojas (Valdez, 43’/2ºT), Novick (Irrazábal, 28’/2ºT), Rodrigo Rojas, Candía; Churín
Técnico: Luis Zubeldía

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Madson, Geromel, Kannemann e Cortez; Jailson, Arthur; (Alisson, 31’/2ºT), Ramiro, Cícero (Michel, 23’/2ºT), Everton; Jael (Thonny Anderson, 36’/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

Libertadores 2018 – Grupo 1 – 3ª Rodada
Data: 17/4/2018, terça–feira, 21h30min
Local: Estádio La Nueva Olla, em Assunção, Paraguai.
Público: 40.188 (35.865 pagantes)
Renda: Gs 1.743.218.000
Árbitro: Germán Delfino (ARG)
Auxiliares: Gabriel Chade (ARG) Diego Bonfa (ARG)
Cartões amarelos: Rodrigo Rojas

Libertadores 1990 – Cerro Porteño 3×1 Grêmio

April 17, 2018

1990 Libertadores Cerro Porteno 3x1 Grêmio Cuca Valdir Friolin Zero Hora

O primeiro confronto entre Cerro Porteño e Grêmio pela Libertadores aconteceu em 30 de março de 1990,  no Defensor Del Chaco.

O jogo era válido pela 3ª rodada do Grupo 5. O tricolor estreara com vitória contra o Vasco em casa, mas perdeu para o Olimpia em Assunção na segunda rodada.

O Cerro, que contava com Catalino Rivarola na sua defesa, ganhou de virada, sendo que o placar de 3×1 foi todo construído no segundo tempo. O resultado negativo e o mau futebol apresentando no Paraguai acabou resultando na demissão do técnico Paulo Sérgio Poletto na volta do Grêmio para Porto Alegre.

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Fotos: Valdir Friolin (Zero Hora)

“GRÊMIO PERDE QUATRO PONTOS E A VOZ
Cerro virou o placar, 3 a 1, Poletto mexeu errado outra vez e os jogadores recusaram—se a falar no Paraguai. O Olímpico vai ferver
O Grêmio mudou o time, trocou de camisa, entrou em campo cumprindo um ridículo pacto de silêncio contra a imprensa gaúcha (como se fosse ela a culpada pelo mau futebol da equipe), mas nada disso adiantou. Voltou a perder, desta vez para o Cerro Portenho, por 3 a 1, e ficou numa situação ruim no grupo 5 da Libertadores da América, com apenas dois pontos em três jogos. Foi a terceira derrota em nove dias, e o técnico Poletto volta a Porto Alegre ameaçado de perder seu cargo, prova maior da crise que se abateu sobre o clube.
Isso que a disposição do Grêmio contra o Cerro foi bem diferente daquela apresentada contra o Olímpia, na terça-feira. Ontem a equipe estava mais corajosa, mais ofensiva, e através de uma intensa movimentação de Darci e Paulo Egídio, conseguia atacar com frequência. Só não atingia melhores resultados porque Nilson, perdido no comando do ataque, não acompanhava a boa produção dos ponteiros. Neste primeiro período do jogo, a equipe só foi ameaçada pelos paraguaios numa única oportunidade, aos 32 minutos, quando o árbitro não assinalou impedimento de Jacquet e o lateral, na cara de Mazaropi, chutou mal, para fora.
No segundo tempo, um jogador que estivera “apagado” no primeiro, começou a se destacar: Cuca. Ele concluiu com perigo aos 9 minutos, e fez um gol aos 10. Parecia que a vitória se consolidaria com facilidade. Mas o Cerro, com uma disposição que não tivera no início, foi para cima, e aos 22 minutos, através de Sanabria (que substituíra Perez), conseguiu o empate. Torcedores e jogadores paraguaios enlouqueceram, assustaram os gremistas, e um minuto depois Garay conseguia o segundo gol. Virada. Aos 42 minutos Sanabria voltou a marcar, consolidando a vitória. O fracasso gremista no Paraguai foi completo. Ainda pela Libertadores, no Equador o Emelec empatou com o Petrolero em 2 a 2″ (Antonio Celso Sampaio – Enviado ao Paraguai – Zero Hora 31 de março de 2018)

“O Engano de Assunção
Quem leu as livros de Edgar Allan Poe sabe que o escritor norte-americano era mestre em criar histórias de terror, perseguições, de assombrações. Pois parece que os jogadores do Grêmio gostam muito do mestre maldito da literatura universal. Tanto que resolveram entrar para a galeria de seus personagens e encenaram a montagem de uma peça que tem como argumento a perseguição da imprensa ao grupo de atletas. Como nas páginas de Poe, eles vêem fantasmas onde não existem e sombras nascidas de uma única palavra: covardia, que foi usada pelo repórter Sérgio Boaz, da Rádio Gaúcha, no final da partida contra o Olímpia.
Parece que os jogadores não entenderam o contexto em que a palavra foi mencionada e inverteram tudo. Ela não quis caracterizar os atletas como homens acovardados, medrosos, mas pretendeu definir a omissão ofensiva da equipe em campo, a satisfação com o empate num jogo que se tivesse o ritmo forçado poderia ter rendido os dois pontos e a liderança do grupo consolidada. O que se referia ao plano tático foi levado para o lado pessoal. Triste engano.
O resultado foi a indignação e a lei do silêncio os jogadores resolveram não dar mais entrevistas a nenhum jornalista brasileiro em Assunção. Para os repórteres um prejuízo provocado pelo lamentável erro de interpretação acontecido depois de uma derrota dolorosa, no calor dos acontecimentos e mantido do, conto quem insiste em ver fantasmas e terror. Todos querem vitórias gaúchas. Isso traz prestigio para as próprios jogadores. Quem sabe os do Grêmio deixam as assombrações para os livros de Edgar Poe, cerram as cortinas desta peça sem humor e põem os pés no chão? Especificamente no gramado, ali é o lugar de se dar as resposta, com belas jogadas e gritos de gol. E nunca com o silêncio, como em Assunção” (Antonio Celso Sampaio – Enviado ao Paraguai – Zero Hora 31 de março de 2018)

“Gols:  para o Grêmio, 1 a 0 aos 10 minutos do segundo tempo – Paulo Egídio cobrou escanteio, Nilson desviou e Cuca, caindo, chutou para marcar.

Sanabria para o Cerro Portenho, 1 a 1 aos 22 minutos do segundo tempo — O jogador paraguaio, que substituíra Perez, se livrou com facilidade da zaga e chutou forte no canto direito.

Garay para o Cerro  Portenho, 2 a I aos 23 minutos do segundo tempo — Outra falha da confusa zaga gremista. A bola sobra para Garay que chuta sem defesa para Mazaropi.

Sanabria para o Cerro Portenho, 3 a 1 aos 42 minutos do segundo tempo — Após falta, Palacios desviou de cabeça e Sanabria completou para as redes.” (Zero Hora 31 de março de 2018)

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Cerro Porteño 3×1 Grêmio

CERRO PORTEÑO: Roberto Fernandez; Teófilo Barrios, Blás Cristaldo, Catalino Rivarola e Justo Jacquet,; Pedro Garay, José Riveros e Juan Battaglia; Mauricio Pérez (Miguel Sanabria 15 do 2ºT), Emelio Palácios e Ceferino Villagra
Técnico: Sérgio Markarián

GRÊMIO: Mazaropi, Alfinete, Luis Eduardo, Vílson e Hélcio; Jandir, Darci (Assis 23 do 2ºT), Cuca e Geverton (Nando 37 do 2ºT); Paulo Egídio e Nílson.
Técnico: Paulo Sérgio Poletto

Copa Libertadores da América de 1990 – Grupo 5 – 3ª Rodada
Data: 30 de março de 1990, sexta-feira, 21h00min
Local: Estádio Defensores del Chaco, em Assunção, Paraguai
Árbitro: Oscar Ortubé (BOL)
Auxiliares: Jorge Antequera e Mario Prado
Gols: Cuca, aos 10 minutos; Sanabria, aos 22; Garay, aos 23 e Sanabria aos 42 minutos do segundo tempo

Brasileirão 2018 – Cruzeiro 0x1 Grêmio

April 16, 2018

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A estreia do Grêmio no Brasileirão 2018 foi muito promissora. A começar pelo fato de ter conseguido essa importante contra o Cruzeiro no Mineirão sem contar com Luan e Geromel. E mesmo com esses importante desfalques o tricolor teve uma atuação animadora, controlando a posse de bola e marcando forte o adversário.  O gol saiu aos 9 minutos do segundo tempo, num cruzamento de Ramiro, que Everton desviou no primeiro pau e André completou para as redes de carrinho.

Everton está jogando demais. Deve ser bem complicado marcar ele. Jogadores que possuem essa velocidade não costumam conduzir a bola tão próxima ao pé. Além disso ele demonstra uma presença de área cada vez maior (como no lance do gol).

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A expulsão de Kannemann é indiscutível. Ele impediu uma chance clara de gol de um adversário que estava se dirigindo a meta. Imagino que a revolta dele passe mais pelo fato de o juiz não ter mostrado cartão em lances violentos de atletas do Cruzeiro.

Ficou interessante a combinação da nova camisa tricolor com calções e meias brancos. Curioso que o Grêmio começou a usar o novo calção branco, mas ainda está usando as meias de 2017.

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2018 cruzeiro 0x1 gremio alexandre guzanshe vinicius silva cruzeiroFotos: Osmar Ladeia, Washington Alves (Gazeta Esportiva),  Vinnicius Silva (Cruzeiro) e Alexandre Guzanshe (Super Esportes)

CRUZEIRO: Fábio; Edílson, Léo, Dedé e Egídio; Ariel Cabral (Mancuello, aos 21’/2°T), Robinho (Rafael Marques, aos 31’/2°T) e Henrique; De Arrascaeta, Thiago Neves e Rafael Sóbis (Sassá, no intervalo)
Técnico: Mano Menezes

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Léo Moura, Paulo Miranda, Kannemann e Cortez; Arthur, Maicon (Jaílson, aos 12’/2°T),  Ramiro, Cícero e Everton (Michel, aos 39’/2°T); André (Bressan, aos 30’/2°T)
Técnico: Renato Portaluppi

01ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2018
Data: 14/4/2018, sábado, 16h00min
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte – MG
Público: 19.285 (15.446 pagantes)
Renda: R$ 418.305,00
Árbitro: Rodolpho Toski Marques (PR)
Auxiliares: Bruno Boschilia dos Santos (PR)e Victor Hugo Imazu dos Santos(PR)
Cartões amarelos: Ariel Cabral, Dedé; Ramiro
Cartão vermelho: Kannemann, aos 28 minutos do 2º tempo)
Gol: André, aos 9 minutos do 2º tempo

Camisa Celeste – Modelo Everton FC

April 12, 2018

Uma vez que já circula a informação de que a próxima camisa que a Umbro fará para o Grêmio será celeste, resolvi fazer mais uma simulação com base em modelos lançados pela marca inglesa recentemente.  Dessa vez me baseei no template da camisa titular que o Everton FC está usando no campeonato inglês  (modelo visto também nas camisas reservas do Hull City, Derby County e Bornemouth)

 

Na primeira versão, as camisa seria toda celeste, apenas com os detalhes da Umbro e Banrisul em branco (Acima, na esquerda). No outro modelo o detalhe embaixo do braco ficaria branco (acima, a direita)

Nessas versões o detalhe embaixo do braço ficaria em preto, alterando apenas a cor do logo da umbro do Banrisul

Essa de cima com o detalhe da manga/ombro em preto.

E as últimas com o detalhe da manga/ombro em branco (lembrando um pouco o modelo do Uruguai na Copa América de 1987)

Gauchão 2018 – Brasil de Pelotas 0x3 Grêmio

April 12, 2018

2018 brasil 0x3 gremio ricardo giusti - Cópia - Cópia
Pronto. Acabou o Gauchão. E acabou também o “jejum” de títulos estaduais do Grêmio. Acabou também o “mistério” sobre a permanência de Renato. Agora o clube pode voltar todas as suas atenções para os objetivos mais nobres da temporada.

O Brasil chegou a incomodar em alguns lances no primeiro tempo, Alisson Farias e Calyson estiveram perto de abrir o marcador em chutes aos 13 e 23 minutos, respectivamente. Mas no segundo tempo, após a expulsão de Leandro Leite (dessa vez não há qualquer controvérsia em relação ao cartão vermelho), o jogo foi todo do Grêmio. Cícero marcou o primeiro 35, Alisson ampliou dois minutos depois e Leo Moura marcou o terceiro aos 44 minutos.

40612019394_707601e0d0_k39516271520_a52490ea3c_k40429766435_1a58d5cda5_k26453629757_56de9196b8_kFotos: Ricardo Giusti (Correio do Povo) e Lucas Uebel (Grêmio.net)

Brasil de Pelotas 0x3 Grêmio

BRASIL: Marcelo Pitol; Edinei, Leandro Camilo, Heverton e Bruno Collaço (Rafael Dumas, aos 29’/2°T); Leandro Leite, Valdemir, Calyson e Mossoró (Van Basty, aos 5’/2°T); Alisson Farias e Lourency (Léo Bahia, aos 26’/2°T)
Técnico: Clemer

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Léo Moura, Geromel, Kannemann e Cortez; Arthur e Maicon, Ramiro (Alisson, aos 28’/2°T), Luan (Cícero, aos 34’/2°T) e Everton; Jael (Thonny Anderson, aos 21’/2°T)
Técnico: Renato Portaluppi

Gauchão 2018 – Final – Jogo de volta
Data: 08/04/2018, Domingo, 16h00min
Local: Estádio Bento Freitas, em Pelotas – RS
Público: 8.156 pagantes
Renda: R$ 417.945,00
Árbitro: Leandro Vuaden
Auxiliares: Rafael Silva Alves e Lúcio Beiersdorf Flor
Cartões amarelos: Jael (GRE); Leandro Leite (BRA)
Cartões vermelhos: Leandro Leite, aos 3 minutos do 2º tempo
Gols: Cícero, do Grêmio, aos 35 minutos do segundo tempo; Alisson,do Grêmio, aos 37 minutos do segundo tempo. Léo Moura, do Grêmio, aos 44 minutos do segundo tempo