Libertadores 1990 – Grêmio 0x0 Cerro Porteño

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1990 cerro casa libertadores Lemyr Martins Placar

A primeira vez que o Grêmio recebeu o Cerro Porteño em casa foi em 27 de abril de 1990, pela última rodada da fase de grupos da Libertadores daquele ano.

O tricolor, comandado por Evaristo de Macedo, precisava de uma vitória simples para avançar para a próxima fase (3 das 4 equipes de cada grupo passavam para as oitavas de final) mas o time não saiu do 0x0 no Olímpico.

1990 cerro casa JORNAL DO BRASIL

“GRÊMIO É ELIMINADO PELO CERRO

A euforia dos jogadores do Cerro Porteño ao final do 0 a 0 contra o Grêmio, no Estádio Olímpico, mostra bem o que representa, para paraguaios e outros sul-americanos, a Taça Libertadores da América. A garra, o bom senso de marcação e alguma sorte valeram a eles a classificação, em pleno Brasil, para a segunda fase da competição. O Grêmio, que em seis jogos só ganhou um, terminou esta etapa em último lugar, num grupo de quatro equipes, que classificava três, e esta eliminado.

O tricolor gaúcho bem que tentou, muito mais na base do abafa do que na técnica. Teve lá as suas chances. Na fase inicial, Alfinete, Cuca e Nilson perderam gols. O Cerro, com 10 homens na defesa, tratava de tirar o perigo de sua área de qualquer jeito – tarefa facilitada pela irritante insistência do Grêmio em tentar o chuveirinho.

Na fase final, não adiantou nem o apoio da torcida. Aos 22 minutos,  no lance de maior perigo para os paraguaios, Nilson entrou pela direita e chutou na trave. Fora isso, o bom goleiro Roberto Fernandez teve mais trabalho cortando os cruzamentos do que em defesas difíceis. No último minuto, outro exemplo da determinação (premiada) do Cerro: antes da cobrança do córner, os jogadores pediam raça uns aos outros

O Grupo Cinco terminou com o Olimpia, também do Paragauia, em primeiro lugar (sete pontos). O Cerro veio em segundo, com seis, como o Vasco, mas fez mais gols que o time carioca – oito contra cinco. Agora, em agosto, o Vasco pega o Nacional, de Medellin, atual campeão.” 
(Jornal do Brasil – 28 de abril de 1990)

jornal dos sports 1990 abril 28 gremio cerro

GRÊMIO FORA DA COMPETIÇÃO

Incompetência. Assim pode ser explicado o empate em O a O do Grêmio de Porto Alegre, ontem, no Estádio Olímpico, diante do Cerro Porteño, do Paraguai, time que em momento algum demonstrou interesse pelas jogadas eficientes de ataque, senão em míseros contra-ataques propiciados pelo clube gaúcho.

O Grêmio perdeu-se em toques excessivos e jogadas em profundidade que encontravam uma severa retranca paraguaia.

O time paraguaio chegou a Porto Alegre disposto a obter o empate que o classificava na segunda etapa da Taça Libertadores da América e conseguiu. Assim, Sanabria e Palacios ficavam bem abertos pelas extremas e o restante do time atras, esperando a retomada da bola. Esta era feita até com relativa facilidade, pois que os jogadores do Grêmio insistiam em carregar a bola em demasia. Houve momentos em que dois paraguaios cercavam um brasileiro, normalmente Paulo Egídio ou Lino, os donos da bola, além de Alfinete em desastradas subidas ao ataque. Poderiam jogar a noite toda que o gol não sairia.

O Grêmio jogou com Mazaropi; Alfinete, Vilson, Luis Eduardo e Hélcio; João Antonio, Lino e Cuca; Darci (Almir), Nilson e Paulo Egldio. O Cerro Porteño com Fernandes; Barrios, Cristaldo, Rivarola e Jacquet; Garay, Rívero e Sortelo; Battaglia (Struway), Sanabria e Palacio (Peres).

(Jornal dos Sports – 28 de abril de 1990)

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“GRÊMIO ELIMINADO PELOS PARAGUAIOS

Ninguém esperava, mas o Grêmio empatou novamente ontem, no Olímpico, desta vez contra o Cerro, em O a O. O resultado, combinado com a vitória vascaína sobre o Olímpia, eliminou o Grêmio precocemente da Libertadores, numa grande frustração para seus torcedores

Aquilo que parecia uma barbada acabou se transformando numa tragédia, e os mais de 20 mil torcedores que compareceram ao Olímpico no início da noite de ontem deixaram o estádio decepcionados com a apresentação do time de Evaristo de Macedo e a precoce desclassificação do Grêmio da Taça Libertadores, ao empatar com o Cerro, do Paraguai, em O a 0. Numa chave de quatro clubes, onde Três se classificaram, o Grêmio acabou ficando em último lugar.

O time gremista entrou era campo sabendo que precisava vencer a partida, pois, com a vitória do Vasco sobre o Olímpia, por 1 a 0, ocorrida na tarde de ontem, em São Januário, Vasco e Olimpia garantiram classificação para a outra fase da Libertadores. O Grêmio iniciou a partida com quatro pontos, um a menos que o adversário, sabendo que um empate o afastava da competição.

Porém, o time gremista não pensava encontrar um adversário bem postado, tem do no goleiro Fernandes o melhor jogador da partida, ao fazer excelentes defesas. O Grêmio teve uma grande chance de gol no primeiro tempo nos pés de Cuca, aos 36min. Porém, a individualidade do meio-campista determinou que o arqueiro Fernandes fizesse excelente defesa. Nilson, quase no final da etapa inicial, acabou perdendo outra oportunidade.

No segundo tempo, o técnico Evaristo tirou Darci do time c colocou Almir em seu lugar. Mesmo assim, o time continuou errando as jogadas de meio-campo, principalmente na aproximação com o ataque. O Grêmio era um time que não conseguia se encontrar em campo. Aos 32min, o técnico colocou em campo Nando, em substituição a Lino. Com dois centroavantes parecia que o time de Evaristo iria furar o bloqueio do Cerro, mas aconteceu o contrário, pois foi o time do Paraguai que começou ameaçar a meta de Mazaropi.

Muito abatido após a partida, Evaristo inocentou o grupo pela desclassificação. “O nosso time foi brilhante na partida contra o Olímpia. Porém, não conseguimos um melhor resultado naquele jogo. Foi ali que começou a desclassificação do time” afirmou.”

(Pioneiro – 28 de abril de 1990)

1990 cerro casa folha de hoje Paulo Dias folha de hoje
Fotos: Lemyr Martins (Placar) e Paulo Dias (Folha de Hoje)

Grêmio 0x0 Cerro Porteño

GRÊMIO: Mazaropi; Alfinete, Luis Eduardo, Vílson e Hélcio; Lino, João Antônio, Cuca e Darci (Almir 46); Paulo Egídio (Nando 32 do 2º tempo) e Nílson
Técnico: Evaristo de Macedo

CERRO PORTEÑO: Gato Fernandez; Teófilo Barrios, Blás Cristaldo, Catalino Rivarola e Justo Jacquet; Pedro Garay, José Riveros e Juan Battaglia; Gustavo Sotelo, Miguel Sanabria (Estanislao Struway 43 do 2ºT), e Emelio Palácios (Mauricio Pérez 37 do 2ºT).
Técnico: Sérgio Markarián

Copa Libertadores da América 1990 – Grupo 5 – 6ª Rodada
Data: 27 de abril de 1990, sexta-feira, 18h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre – RS
Público: 19.659 pagantes
Renda: Cr$ 3.609.540,00
Árbitro: Roberto Otello (URU)
Assistentes: Ernesto Fillipi e José Nieves
Cartões amarelos: Luís Eduardo, João Antonio, Fernandez, Garay, Riveros e Palacios

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