Libertadores 1982 – Grêmio 1×2 Defensor

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1982 Libertadores Gremio 1x2 defensor Mauro Mattos Zero Hora Gol De Leon
O menor público do Grêmio como mandante em jogos de Libertadores foi registrado em 1982, na partida contra o Defensor, quando o Olímpico recebeu apenas 1.780 pagantes.

Era o último jogo da fase de grupos e as duas equipes já estavam eliminadas (O Peñarol, que viria a ser campeão mundial daquela temporada, já havia garantido 1º lugar do grupo) e os uruguaios se deram melhor, conquistando um 2×1 numa chuvosa noite de sexta-feira.

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QUE ESTA DERROTA SIRVA DE LIÇÃO
Desta vez o Grêmio não foi bem e mostrou falhas na sua defesa

Libertadores, só no ano que vem. E Para completar a frustração, a despedida foi com derrota diante de um modesto Defensor: 2 a 1. O Grêmio foi para a frente e tomou gols no contra-ataque. Valeu como uma lição ao novo esquema do treinador Carlos Castilho. O veterano Mastrangelo e Caillava marcaram para os uruguaios e De León para um Grêmio longe do time que recente-mente aplicou goleada no Olimpico. Leão, por três defesas consideráveis, foi um dos melhores em campo, junto com Isaias e os vários jogadores de meio de campo que o Defensor usou para congestionar o toque gremista. A torcida não atendeu ao apelo da direção, mesmo com os ingressos pela metade, a chuva atrapalhou.

O primeiro tempo estava sofrível, o Grêmio andou longe de repetir as últimas atuações com China e Batista no meio. Tudo porque o Defensor, se não trouxe estrelas, ao menos confirmou a fama de atuar na marcação, desmanchando jogadas e saindo para o contra-ataque. Antes de tudo, não deu espaço para o meio gremista que não soube solucionar uma jogada combinada para o aproveitamento dos atacantes. Mesmo assim, foi o Grêmio quem esteve pela primeira vez à procura do gol: aos 13 minutos, Renato perdeu um gol por não conseguir concluir o drible sobre o goleiro Carrasco, numa jogada que iniciou com Edmar e Paulo Cesar.

E a velocidade exigida pelo treinador Carlos Castilho não se via no time. No primeiro contra-ataque do Defensor, De Leon se passou e deixou Mastrangelo à frente de Leão. O goleiro impediu a conclusão, a bola ainda sobrou para Caillava que se atrapalhou. Aos 35 minutos, outra vez, um contra-ataque que Caillava perdeu, depois que Leão já tinha evitado o gol de Mastrangelo. Para terminar o primeiro tempo, o gol do ponteiro Mastrangelo, veterano jogador que esteve no Boca Juniors e que, surpreendentemente, ganhou no pique curto de Paulo Cesar, na zaga, para depois deslocar o goleiro Leão. Leandro havia saído, levou uma cotovelada, sangrou a boca e entrou Casemiro na lateral, passando Paulo Cesar para a área.

O empate vilo aos 4 minutos do segundo tempo. Cobrança de Paulo Roberto, Carrasco escorregou e facilitou a conclusão de De León. As jogadas erradas, no entanto, continuaram soltas. Tanto que os jogadores gesticulavam um para o outro, reclamando a toda hora, como aconteceu num lance entre Isidoro e Paulo Roberto.

O Defensor, como de costume, recuou o time, esperou outro contra-ataque, a exemplo do gol de Caillava, numa resposta errada da defesa, aos 15 minutos finais. Edmar perdeu um gol logo em seguida, a bola bateu no rosto de Carrasco. Forlan, o dono do time aos 36 anos, acertou um chute que Leão foi obrigado a fazer pose, defendendo com a mão trocada.

Bonamigo entrou no lugar de China, muito embora o centromédio tenha jogadoo bem no primeiro tempo. Isaias ainda colocou uma bola no poste aos 41 minutos, e não adiantou a pressão do final da partida, porque àquela altura o Defensor já estava com cinco jogadores no meio de campo. O juiz chileno Abel Gnecco foi regular.

O placar

MASTRANGELO para o Defensor, 1 a O aos 41 minutos do primeiro tempo: Bola lançada em profundidade para Mastrangelo. O veterano soube deslocar Paulo César e ganhou na velocidade, ficou à frente de Leão e o deslocou apenas.

DE LEÓN para o Grêmio, 1 a 1, aos 4 minutos do segundo tempo: Uma cobrança de escanteio de Paulo Roberto. o goleiro Carrasco derrapou e deixou De León em condições de marcar, sem dificuldade.

CAILLABA para o Defensor, 2 a 1, aos 15 minutos do segundo tempo: Paulo Roberto cortou mal uma ¡ogada em seu setor. o resto da defesa ficou mal colocada. Apenas Caillaba estava no lance, que marcou por cobertura sem chances para Leão.” (Jones Lopes da Silva, Zero Hora, 25 de setembro de 1982)

DE LEÓN: “Foi uma partida difícil, porque o Defensor usou muito jogador no meio de campo. Mesmo assim, não tivemos sorte, as coisas não davam cer-to e só resta partir para o Gauchão.Temos que estar atentos para os erros cometidos e pro-curar corrigi-los em tempo para continuar na frente da tabe-la e conseguir reabilitação no regional.”

CARLOS CASTILHO: “O adversário foi mais esperto, disposto, teve mais intuição. Enfim. soube ganhar urna partida com garra. acima de tudo. Os gols que tomamos, partiram de nossas falhas e não propriamente de jogadas combinadas dos uruguaios. Fizemos realmente muito pouco para merecer uma vitória nestas  circunstâncias. Mesmo assim, acho que valeu a experiência co-mo uma espécie de lição para os próximos jogos.”

DERROTA NA CHUVA
O goleiro Leão reconheceu que o Grêmio não esteve bem, ontem à noite, contra o Defensor, no estádio Olímpico, despedindo-se da Libertadores da América. E as suas palavras, ditas numa entrevista triste, sintetizaram o que aconteceu em campo. O Grêmio não esteve bem e perdeu a partida. Numa noite de muita chuva e de escasso público, o Grêmio não soube equilibrar a garra e a disposição do Defensor. E o técnico Carlos Castilho perdeu a sua invencibilidade no Olímpico. O escore de dois a um foi justo pelo que os uruguaios fizeram. A Libertadores, para o Grêmio, foi um sonho que terminou.” (Ruy Carlos Ostermann, Zero Hora, 25 de setembro de 1982)

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Fotos: Mauro Mattos (Zero Hora)

Grêmio 1×2 Defensor

GRÊMIO: Leão, Paulo Roberto, Leandro (Casemiro), De León e Paulo César Magalhães; Batista, China e Paulo Isidoro (Bonamigo); Renato Portaluppi, Edmar e Isaías.
Técnico: Carlos Castilho

DEFENSOR: Carrasco,  Pablo Forlán, Russo, Acevedo e Bartolomeo (Meroni); Villazán, Sarubi e Gomez; Mastrángelo, Caillava e Tolosa (Anzorena).
Técnico: Baudilio Jauregui

Libertadores 1982 – Grupo 2 – 6ª Rodada
Data: 24 de setembro de 1982, sexta-feira
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre – RS
Público: 1.780 pagantes
Renda: Cr$ 1.092,200
Árbitro: Abel Gnecco (ARG)
Auxiliares: Claudio Busca e Arturo Iturraldi
Gols: Mastrángelo, aos 31 minutos do 1º tempo. De León, aos 4 minutos e Caillava, aos 15 minutos do segundo tempo

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