Archive for July, 2018

Copa do Brasil 1995 – Grêmio 1×0 Flamengo

July 31, 2018
1995 Gremio 1x0 Flamengo Mazinho Gelson Valdir Friolin ZH

Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

O confronto entre Grêmio e Flamengo pela semifinal da Copa do Brasil de 1995 registra o quinto maior público pagante do tricolor como mandante na história da competição (só fica atrás das finais de 1989, 1994, 2016 e do Gre-Nal de 1992).

O grande interesse da torcida por esse jogo pode ser atribuído a vários fatores. Vale lembrar que esse foi o primeiro ano que o SBT exibiu a Copa do Brasil. A transmissão dos jogos em horário nobre por Sílvio Luiz & Cia certamente ajudou a alavancar o prestígio do torneio.

Também é importante lembrar que o Flamengo havia contratado Romário no início de 1995 e na semana anterior havia anunciado Edmundo. Os auto-intitulados “Bad Boys” formariam, juntamente com Sávio, o famigerado “Melhor ataque do mundo”. Contudo, só Sávio atuou em Porto Alegre. O “Baixinho’ estava lesionado e o “Animal” já havia jogado na Copa do Brasil pelo Palmeiras.

Mas creio que o principal fator de entusiasmo dos gremistas era a a própria campanha do tricolor na competição, tendo superado Palmeiras e São Paulo para chegar na semifinal (enquanto o Flamengo, de maneira bastante suspeita, havia tido um caminho bem mais fácil)

O Grêmio precisava de um 1×0. E conseguiu o 1×0. Num cruzamento que terminou com uma tabela entre Paulo Nunes e Jardel (foto abaixo).

O detalhe lendário/folclórico desse jogo é a briga entre os técnicos Luis Felipe Scolari e Vanderlei Luxemburgo aos 32 minutos do segundo tempo, após as expulsões de Roger e Mauricinho. Luxa afirmou ter recebido um soco do treinador gremistas, enquanto Felipão alega ter somente empurrado o seu oponente.

1995 Gremio 1x0 Flamengo Julio Cordeiro Zh

Foto: Julio Cordeiro (Zero Hora)

O herói Jardel dedica o gol ao amigo Magno

Herói do Grêmio nos jogos da semifinal da Copa do Brasil, o centroavante Jardel foi um dos jogadores mais festejados pelos torcedores ao final da partida no Olímpico. Emocionado, o artilheiro vibrou muito junto á torcida e fez questão de dedicar o gol decisivo para o ata-cante Magno, que se lesionou no jogo do Rio de Janeiro. “Eu tinha prometido ao Magno e, felizmente, pude cumprir a minha palavra”, disse o goleador.

Mas a festa não foi somente de Jardel. A vitória sobre o Flamengo foi muito comemorada no vestiário gremista. Jogadores e dirigentes eram uma só alegria. O presidente Fábio Koff destacou a união de todo o grupo que soube novamente superar os problemas e também agradeceu o apoio do público. “Com a força desta torcida, seremos novamente campeões”, afirmou o presidente.

O zagueiro Adilson, um dos jogadores mais sérios e ponderados do grupo, desta vez não escondia e emoção pela vitória. Improvisado como volante, Adilson comentou que a equipe não fez uma partida excepcional, mas alcançou o resultado desejado. “Todos estão de parabéns”, resumiu o zagueiro. O volante Goiano enfatizou a garra como fator fundamental.

Passada a euforia inicial, a comissão técnica do Grêmio começa a partir de hoje a projetar primeiro jogo contra o Corinthians, no dia 14. Sem Dinho e Arílson, o técnico Luiz Felipe não terá também o lateral Roger, que foi expulso e cumprirá suspensão. “Teremos que adaptar o Scheidt ou Carlos Miguel na posição, mas ainda é muito cedo para definir isto” analisou o treinador. No sábado, o time reserva joga em Pelotas.” (Zero Hora – 1º de junho de 1995)

TÉCNICOS TROCAM OFENSAS
Longe das câmeras da televisão, aos 33 minutos do segundo tempo, houve incidente entre os técnicos Luiz Felipe (Grêmio) e Wanderley Luxemburgo (Flamengo). Luxemburgo disse que foi agredido pelo treinador gremista. “Fui dizer a ele que um jogo não é uma guerra, mas o Luiz Felipe comprovou que é um mau caráter e me agrediu no queixo e no peito, reclamou. “Hoje acredito quando dizem que ele manda bater”, disse Luxemburgo. Luiz Felipe rebateu: “Naquela agressão do Mauricinho contra o Goiano, Luxemburgo me chamou de marginal, palhaço, que o meu time era um bando de louco”, disse. “Bando de louco são eles, e o Luxemburgo passa por bonzinho”. “Eu não aguentei as ofensas e só dei um empurrão, mas se já estou sendo rotulado de marginal, deveria ter dado um soco”, ressaltou.
Luxemburgo elogiou o estilo do Grêmio e acha que o time gaúcho será campeão, mas deixou claro que não é mais amigo de Luiz Felipe. “Não estou preocupado com isso”, completou o técnico gremista, agora preocupado com a raça do Corinthians” (Zero Hora – 1º de junho de 1995)

” Coluna do Falcão*
MÉRITOS PARA JARDEL

[…]

No ataque, o Grêmio só tinha uma jogada: o centro alto para Jardel. E exagerou nela. Muitas vezes, levantava do meio do campo, em vez de procurar urna zona mais adequada, entre a lateral e a área. O principal marcador de Jardel acabou sendo o goleiro Roger, que com as mãos só podia mesmo levar a melhor. No segundo tempo, porém, o Flamengo resolveu ficar atrás e facilitou a execução da jogada preferencial do Grêmio, em cima de fardel. Recuando, permitiu a bola alçada de perto da área, com mais direção e mais preparada para a conclusão do centroavante, Jardel, aliás, voltou a ser o jogador mais importante do Grêmio, porque é nele que se concentra sempre a esperança de gol. E isso é o que ele melhor sabe fazer, pois é objetivo, tem boa colocação na área e sabe aproveitar o mínimo vacilo dos zagueiros. Foi assim que garantiu ontem a vitória que deixa o Grêmio a um Corinthians do seu terceiro título na Copa do Brasil.” (*Depoimento a Nilson Souza, Zero Hora, 1º de junho de 1995)

Alexandre mudou a história do jogo no segundo tempo
O reserva Alexandre, número 16, mudou a cara do jogo. Depois de um primeiro tempo confuso, com poucas jogadas de ataque, o Grêmio voltou modificado para os 45 minutos decisivos. Cansado e sem ritmo, o titular Carlos Miguel foi substituído e o time cresceu de produção. As facilidades dos cariocas começaram a desaparecer e, aos poucos, o Grêmio foi ganhando confiança. Aberto pelo lado esquerdo, Alexandre passou a preocupar o lateral Marcos Adriano e, principalmente, o treinador Wanderley Luxemburgo. Logo nos primeiros minutos da etapa final, a mudança já mostrava a diferença. Alexandre pegou a bola, partiu para o ataque e foi derrubado, por trás, pelo talentoso Marquinhos, que merecidamente ganhou o cartão amarelo. O Grêmio, a partir deste momento, entrou no jogo. Alexandre passou a ganhar as jogadas, a ir ao fundo do campo e a acertar os cruzamentos. Alexandre mostrava confiança e infernizava o sistema defensivo dos cariocas. A torcida sentiu que o time estava bem melhor e fez o seu papel, apoiando até mesmo nos raros lances errados, O Flamengo sentiu a pressão, cedeu campo e o Grêmio soube explorar este detalhe. Passou a pressionar insistentemente, sempre sob o coman-do de Alexandre, que chamava as jogadas e levava vantagem sobre os adversários, Na metade do segundo tempo, ia com o domínio técnico, o Grêmio fez o que mais necessitava. Marcou o gol, através de Jardel, aproveitando um descuido dos zagueiros. Como já era esperado, o Flamengo partiu desesperadamente em busca do empate. E, a partir deste momento, Alexandre foi mais importante. Prendeu a bola. cavou faltas e continuou jogando em busca do ataque. Seu comportamento tático somente se. alterou aos 33 minutos. com a expulsão do lateral Roger. Sem possibilidades de realizar substituições. Luiz Felipe pediu para Alexandre cuidar do setor e ele não decepcionou, Brigou pela bola, deu chutões e ajudou o Grêmio a chegar mais uma vez à decisão da Copa do Brasil.” (Zero Hora – 1º de junho de 1995)

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Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

Felipão em entrevista à Revista Placar:

“WANDERLEY LUXEMBURGO: “Ele me deu um murro no jogo Grêmio x Flamengo pela Copa do Brasil lá em Porto Alegre. Estava louco”
A RESPOSTA: “Não dei um soco. Eu o empurrei com as duas mãos, porque ele disse que eu era maluco por mandar bater nos adversários” (Placar, Edição n.º 1.107 – Setembro de 1995)

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

FUTEBOL DO RIO ELIMINADO DA COPA DO BRASIL

Flamengo perde de 1 a 0 do Grêmio e Vasco retorna cabisbaixo de São Paulo

[…]

A lamentação do técnico Vanderlei Luxemburgo deu a tônica no vestiário do Flamengo. “Com chutões para frente ninguém chega a lugar nenhum. Deveríamos ter mantido a tranquilidade do primeiro tempo”, reclamou Vanderlei, que disse ter sido agredido pelo técnico gremista, Luis Felipe, durante a confusão no segundo tempo que resultou nas expulsões da Roger e Mauricinho.

Sávio era o mais revoltado e não poupou críticas ao árbitro Márcio Rezende de Freitas. “Nem conseguia pegar na bola. Sempre que ela chegava, levava uma pancada” lamentou.

Como era de se esperar, o jogo começou com o time gaúcho tentando sufocar o Flamengo em seu próprio campo, perdendo uma boa chance logo aos 5 minutos, com Jardel e Paulo Nunes. Passada a pressão inicial, o Flamengo equilibrou e passou a tocar a bola inteligentemente. Willian aos 14, e Marquinhos aos 22, assustaram o goleiro Danrlei, mas a melhor chance apareceu aos 35, quando Branco deixou Willian na cara do gol. O meia chutou forte, mas por cima.

No segundo tempo, o Grêmio veio pra cima e o Flamengo, inexplicavelmente recuou dando campo ao adversário. O goleiro Roger ainda fez duas excelentes defesas, mas o gol não demorou: aos 23 minutos, Rivarola cobrou falta, Jardel cabeceou para Paulo Nunes, que dentro da área, devolveu a bola. O atacante do Grêmio chutou quase da pequena área e fez 1 a 0. A partir daí o Flamengo acordou e ainda tentou uma reação. Aos 47, Sávio recebeu livre da direita, trocou de perna e chutou em cima de Danrlei, que fez ótima defesa.” (Jornal do Brasil – 1º de junho de 1995)

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Foto: Roberto Santos (Correio do Povo)

Torcida empurra o time para a suada vitória

[…]

Os gremistas lotaram, literalmente, o estádio, com capacidade para 51 mil torcedores. Animados, entoavam gritos de guerra e fazia ola, dando mostrar da força do 12º jogador. Do lado de fora, já com a bola rolando, uma multidão se aglomerava nos portões, ainda na esperança de assistir ao espetáculo.

[…]
O time suportou o primeiro tempo, mas muito recuado, acabou sofrendo o gol no segundo, quando a torcida esteve ainda mais inflamada. Difícil saber se a disposição do time em campo incendiou as arquibancadas ou vice-versa.” (Jornal dos Sports – 1º de junho de 1995)

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Foto: Zero Hora

Grêmio 1×0 Flamengo

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Luciano e Roger; Adílson, Gélson, Luis Carlos Goiano e Carlos Miguel (Alexandre Xoxó); Paulo Nunes e Jardel (Nildo).
Técnico: Luis Felipe Scolari

FLAMENGO: Roger; Marcos Adriano, Jorge Luis, Gelson Baresi e Branco (Henrique); Charles, Fabinho (Mauricinho), Marquinhos e William; Mazinho e Sávio.
Técnico: Wanderley Luxemburgo

 

Copa do Brasil 1995 – Semifinal -Jogo de volta
Data: 31/05/1995, Quarta-feira, 20h45min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre, RS.
Público: 58.205 (48.905 pagantes)
Renda: R$ 477.997,00
Juiz: Márcio Rezende de Freitas-MG
Auxiliares: Marco Antonio Martins e Marco Antonio Gomes
Cartões Amarelos: Arce, Luciano, Gelson, Branco e Marquinhos
Cartões Vermelhos: Roger (Grêmio) e Mauricinho, aos 32 do 2ºT
Gol: Jardel, aos 23 minutos do segundo tempo

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Copa do Brasil 1993 – Grêmio 1×0 Flamengo

July 30, 2018
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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

Em 27 de maio de 1993 o Grêmio recebeu o Flamengo no Olímpico pela jogo de volta da semifinal da Copa do Brasil de 1993. Com o 4×3 para o Rubro-Negro no Maracanã no confronto de ida, o tricolor precisava de um simples 1×0 para classificar em Porto Alegre.  E foi exatamente esse o placar da partida, construído com um gol de Gílson Cabeção no início do segundo tempo.

O Grêmio, que contava com Dener, Carlos Miguel, Dorival Junior, Eduardo Heuser , Luís Carlos Winck (entre outros) era treinado por Sérgio Cosme, que chegava a sua segunda final seguida da Copa do Brasil em um intervalo de seis meses (ele havia disputado a final de 1992, em dezembro, pelo Fluminense)

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

O GRÊMIO SOFRE, VENCE, E VAI À FINAL
O time gaúcho mostrou dificuldades mas o gol de Gilson garantiu vaga nas finais que começam domingo, no Olímpico
O Grêmio é, pela terceira vez, finalista da Copa do Brasil, competição que chega a sua 5ª edição. A vaga foi garantida na noite de ontem, no Estádio Olímpico, com a vitória sobre o Flamengo por 1 a O. No primeiro jogo, no Rio, os cariocas ganharam por 4 a 3 e precisavam do empate. O Grêmio começa a decisão do título e uma vaga para a Libertadores em dois jogos contra o Cruzeiro, o primeiro no domingo, no Olímpico e o segundo no dia 3 de junho em Minas. A torcida gremista fez e muito bem a sua parte. Encarou as gangues que atacavam perto do estádio, conseguiu enganar a segurança e estourar seus foguetes, e incentivou o time com gana incomum. Bom seria que os jogadores tivessem começado o jogo com o mesmo entusiasmo. Mas estiveram longe disso. A zaga saía errado, Pingo e Júnior se mandavam desprotegendo o meio de forma irresponsável, e lá na frente o time só aparecia em escassas investidas do habilidoso Dener. Sem ser brilhante, o Flamengo era um time melhor, chegando a assustar os gremistas com um escanteio cobrado no travessão por Djalminha. A conversa no vestiário, feito mágica, mudou tudo. A insegurança do primeiro tempo deu lugar a objetividade e velocidade, com resultados imediatos: aos 5 minutos Eduardo Souza fez bom cruzamento e Gilson, sempre ele, cabeceou para marcar 1 a O. O Flamengo já não tinha o zagueiro Rogério, machucado e substituído por Andrei, e isso trazia prejuízos. Dener, dois minutos depois da abertura do placar, esteve próximo de ampliar, pois entrou área a dentro driblando todos que via pela frente, mas Gottardo salvou sobre a risca.
PRESSÃO – A conhecida irregularidade gremista ainda resultaria em sustos para os 50 mil fiéis que passaram por cima do frio e foram apoiar o time. Por momentos o controle do jogo escapava e o Flamengo tirava proveito para tentar o empate. Djalminha teve a melhor chance mas, assim como no primeiro tempo, acertou o poste. Gílson fez o mesmo na goleira de Gilmar, a três minutos do final, numa seqüência de oportunidades que, aproveitadas, teriam resultado em vantagem maior. “( Zero Hora – 28 de maio de 1993)

Gilson e Dener fizeram a diferença no Olímpico
Somente um craque como Dener e um goleador como Gílson para desequilibrarem na noite da classificação para a final da Copa do Brasil. O meia criou boas situações, com dribles e lançamentos precisos. O centroavante ameaçou o goleiro Gilmar durante os 90 minutos. O artilheiro da Copa do Brasil só acertou uma vez, mas foi o gol da vitória, seu 22° na temporada e o sétimo na competição. “Eu faço mesmo”, gritou Gilson aos 5 minutos do segundo tempo. Gílson espera manter a boa média de gols e prometeu fazer 50 até o final do ano. “Estou marcando mais de urna vez por partida e, às vezes, até mais”, avaliou o centroavante. Mas não escondeu a satisfação de decidir a partida na noite de ontem. “É sempre bom fazer um gol num jogo importante como este”, reconheceu. “Foi uma jogada belíssima do Eduardo e o matador estava lá para fazer”, elogiou o técnico Sérgio Cosme. Dener foi o outro destaque do time, pois sempre que pegava a bola, ameaçava a zaga do Flamengo com grandes jogadas individuais, e mostrou que sabe deixar seus companheiros livres em ótimas condições para marcar. “O ti-me foi bem, todo mundo lutou e mostramos que somos capazes de chegar à final”, destacou o jogador que no segundo tempo enganou duas vezes a zaga do Flamengo.” (Zero Hora – 28 de maio de 1993)

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

GRÊMIO É NOVAMENTE FINALISTA
Despachou (1 a 0) o Flamengo e decide o título da Copa do Brasil com o Cruzeiro

O Grêmio ainda não é o time dos sonhos dos gremistas, mas ao menos está vencendo quando precisa vencer. Ontem à noite, no Olímpico, depois de momentos difíceis diante do Flamengo, se recuperou e fez o gol que o leva à final da Copa do Brasil. Domingo, às 18h, no Olímpico, Grêmio decide com o Cruzeiro.
Muito da vitória se deve ao treinador Sérgio Cosme. Ele colocou em campo Marco Aurélio para melhorar a marcação e Mabília para qualificar o toque de bola. O que se viu, a partir daí, foi um Grêmio que massacrou o Flamengo no segundo tempo. Logo aos 5 minutos, Eduardo foi ao fundo e Gilson cabeceou para fazer 1 a O. Nos últimos minutos, o Grêmio teve pelo menos quatro grandes oportunidades para dar uma goleada no time carioca.” (Correio do Povo – 28 de maio de 1993)

Gilson: ‘Eu estou aqui para fazer gol’
Cercado pelos companheiros, que o abraçavam após a marcação do gol, aos cinco minutos do segundo tempo, o centroavante Gilson foi sincero no desabafo ao repórter Luiz Henrique Benfica, da Rádio Guaíba: “Eu faço mesmo”, disse. Este gol, o seu oitavo na Copa do Brasil. mostra que o jogador está em excelente fase. sendo o artilheiro da competição: “Estou aí para isto mesmo”, afirmou enquanto escutava pela Rádio Guaíba, emocionado, a repetição do gol que levou o time à final contra o Cruzeiro em dois jogos.
O vice-presidente de futebol, Luiz Carlos Silveira Martins, emocionado, quase não conseguia falar. Antes de entrar no vestiário, para comemorar a vitória com os jogadores, ele fez unia convocação para o jogo de domingo: “Todos têm que estar aqui no Olímpico novamente para lotar o estádio, como aconteceu hoje (ontem)”, salientou. Já o zagueiro Paulão, que jogou no Cruzeiro, advertiu que o seu ex-time é experiente em decisões: ´Eles sabem como jogar nesta hora. Mas sou mais Grêmio´.” (Correio do Povo – 28 de maio de 1993)

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FLAMENGO VOLTA A DOMINAR E PERDER
Porto Alegre – Foi a reprise de um filme quatro dias depois. Como no domingo,quando sofreu o gol aos três minutos do segundo tempo, pressionou e não soube empatar com o Vasco, o Flamengo foi novamente derrotado ontem à noite. Precisando pelo menos do empate com o Grêmio, o time dominou no primeiro tempo, sofreu o gol de Gilson aos cinco do segundo, atacou muito, mas não teve competência para empatar. Nos minutos final Gilmar ainda salvou o Flamengo com três grandes defesas.

O Grêmio aproveitou uma falha da zaga rubro-negra — Rogério, contundido, foi substituído por Andrei no intervalo — para decidir. Depois de perder a Libertadores e ser eliminado da Copa do Brasil, o Flamengo. que sonhava ganhar três títulos no primeiro semestre de 93, limita suas chances ao Campeonato Carioca, competição em que só terá chances se o Vasco Tropeçar. Domingo, o time rubro-negro enfrenta o motivado Botafogo no Maracanã.” (Jornal do Brasil – 28 de maio de 1993)

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GOL DE GÍLSON LIQUIDA O MENGO
Porto Alegre — O Flamengo merecia coisa melhor. A derrota de 1 a 0 para o Grêmio (Gilson) só não foi injusta porque o time gaúcho soube administrar a vantagem, principalmente nos últimos 15 minutos, quando infernizou a defesa rubro-negra. Se não fosse Gilmar, o placar seria maior. Desclassificado da Copa do Brasil, sua única esperança, mesmo que remota, é se classificar para as finais do Estadual para sair da crise financeira. Marcando a saída de bola do Grêmio, o Flamengo começou surpreendendo o adversário com rápido toque de bola e jogadas de alto nível técnico no meio campo, com Djalminha e Marquinhos. Apesar da superioridade, o time rubro-negro vacilava pelo lado direito, onde Fabinho era envolvido com as investidas do arisco Dener e do apoiador Carlos Miguel. O frio de 9 graus e o mau estado do gramado não impediam Flamengo pressionar a equipe gaúcha em sua intermediária. Depois de alguns sus-tos, quando Gilmar fez pelo menos três defesas importantes, o time rubro-negro melhorou ainda mais seu toque de bola. Aos 28 minutos, a melhor oportunidade: Piá cruzou para a área, Nélio tocou de cabeça para Marquinhos chutar rente a trave. Pressionado pelos torcedores, o Grêmio voltou mais ousado no segundo tempo. Logo aos 5 minutos, o lateral Eduardo cruzou na área e o atacante Gilson cabeceou sozinho para dentro do gol. Desesperado, o Flamengo foi todo ao ataque, mas não deu sorte nas finalizações. Aproveitando os contra ataques, o time gaúcho bombardeou o gol de Gilmar nos últimos 15 minutos.” (Jornal dos Sports – 28 de maio de 1993)

ATUAÇÕES
Flamengo
Gilmar — Seguro, não teve culpa no gol. Fez pelo menos cinco defesas importantes. Nota 7
Fabinho — Foi envolvido no primeiro tempo, mas melhorou um pouco na etapa final. Nota 5
Gotardo— Teve trabalho na cobertura do lado direito. Tranqüilo, comandou a defesa do Flamengo e ainda tentou algumas jogadas de ataque. Nota 6
Rogério — Mostrou categoria nas antecipações. Mesmo fora de ritmo, jogou com raça. Nota 6. Foi substituído por Andrei, que fez muitas faltas. Nota 4
Piá — Começou errando passes e parecia nervoso. Melhorou no segundo tempo. Nota 5
Uidemar — Não esteve bem. Enfeitou demais as jogadas. Nota 3. Luís Antônio entrou em seu lugar e deu mais mobilidade ao time. Nota 6
Marquinhos — Um dos melhores do jogo. Muita disposição no combate e um toque de classe na armação das jogadas. Nota 7 Júnior — O maestro esteve num dos seus melhores dias. Mostrou habilidade na organização do meio campo. Nota 7
Djalminha — O melhor da partida. Habilidoso, empurrou o time rubro-negro para o ataque com belas jogadas que contagiavam a equipe. Nota 8
Nilson — Lento e sem inspiração. Não foi bem nem nos cabeceios, sua principal característica. Nota 3
Nélio — A mesma eficiência de sempre. Muita raça nas investidas ao ataque. Nota 7

Grêmio
O Grêmio tem uma equipe experiente e provou isso ontem. Mesmo com a desvantagem do empate entrou em campo tranqüilo e soube segurar o placar quando estava na frente. O goleiro Eduardo mostrou segurança. A zaga esteve toda no mesmo nível. Tanto Winck, como Paulão, Luciano e Eduardo aguentaram com categoria a pressão do Flamengo no final. O meio campo com Pingo. Júnior, depois Marco Aurélio, Juninho e, principalmente Dener fizeram a bola correr dentro dos interesses do Grêmio. Na frente, Gilson, o autor do gol, e Carlos Miguel foram outros destaques.” (Jornal dos Sports – 28 de maio de 1993)

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

Grêmio 1×0 Flamengo

GRÊMIO: Eduardo Heuser; Luiz Carlos Winck (Mabília 33), Paulão, Luciano e Eduardo Souza; Pingo, Dorival Júnior (Marco Aurélio) e Juninho; Dener, Gilson e Carlos Miguel.
Técnico: Sérgio Cosme

FLAMENGO: Gilmar Rinaldi; Fabinho, Wilson Gottardo, Rogério (Andrey) e Piá; Uidemar (Luís António), Marquinhos, Júnior e Djalminha; Nílson e Nélio
Técnico: Jair Pereira

Copa do Brasil 1993 – Semifinal – Jogo de volta
Data: 27 de maio de 1993, quinta-feira
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 42.036 pagantes
Renda: Cr$ 6.314.950.000,00.
Arbitragem: Márcio Rezende de Freitas (FIFA/MG)
Auxiliares: com Evaristo de Souza e Marco Martins.
Cartões Amarelos: Gilson, Juninho e André
Gol: Gílson, aos 5 minutos do segundo tempo

Brasileirão 2018 – Chapecoense 1×1 Grêmio

July 30, 2018

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O Grêmio teve um primeiro interessante, saindo na frente com Pepê (que chama a atenção pela velocidade) logo aos 2 minutos. Mas o time reserva não conseguiu ter consistência para garantir os três pontos na etapa final. Elicarlos aproveitou dois erros, um do bandeirinha (que não marcou o impedimento de Bruno Silva) e outro de Paulo Victor (que saiu errado do gol), para empatar a partida aos 17 minutos do segundo tempo

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Essa combinação de calção e meia preta com camisa celeste é matadora e deveria ser usada com mais frequência (mas o distintivo e as malhas de manga longa em outro tom de azul me incomodam um pouco).

Sensacional ver o Renato indo até o alambrado para aparecer nas selfies dos torcedores da Chapecoense.

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Fotos: Sirli Freitas (Chapecoense)

Chapecoense 1×1 Grêmio

CHAPECOENSE: Jandrei; Eduardo, Douglas, Nery Bareiro e Bruno Pacheco; Amaral, Elicarlos e Yann Rolim (Alan Ruschel, aos 32’2°T) ; Bruno Silva, Wellington Paulista (Vinícius Freitas, aos 38’/2°T) e Osman (Leandro Pereira, aos 27’/2°T)
Técnico: Gilson Kleina

GRÊMIO: Paulo Victor, Madson, Paulo Miranda, Bressan (Derlan, aos 31’/2°T) e Guilherme Guedes; Jaílson, Thaciano (Matheus Henrique, aos 29’/2°T) e Douglas; Marinho, Hernane (Thonny Anderson, aos 14’/2°T) e Pepê
Técnico: Renato Portaluppi

16ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2018
Data/: 29/7/2018, domingo, 19h00min
Local: Arena Condá, em Chapecó-SC
Público: 14.382
Renda: R$ 681.095,00
Árbitro: Rodrigo Carvalhaes de Miranda (CBF-RJ)
Auxiliares: Wendel de Paiva Gouvêia e Daniel do Espírito Santo Parro (ambos CBF-RJ)
Cartões amarelos: Eduardo (CHA); Thaciano, Paulo Victor (GRE)
Gols: Pepê, aos 2 minutos do 1º tempo. Elicarlos aos 17 do 2º tempo

Copa do Brasil 2004 – Grêmio 0x1 Flamengo

July 29, 2018
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Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

O último confronto de Grêmio e Flamengo pela Copa do Brasil em Porto Alegre aconteceu em maio de 2004, pela partida de ida das quartas de final. E o tricolor acabou sendo derrotado no Olímpico (algo que se repetiu com alguma frequência naquela temporada).

É interessante notar a obsessão do jornalista que fez a matéria do O Globo com o Cocito. Ao meu ver uma pegação no pé meio desmedida. Na minha memória o Cocito não era muito mais violante que a média dos camisas 5 que atuavam no Brasil no início dos anos 2000*. Acho que essa perseguição passa pela fatídica lesão do Kaká em 2001 e pela irresistível galhofa de repetir o apelido de “Coicito”.

* O próprio Douglas Silva** que atuou elo Flamengo nesse jogo viria a jogar no Grêmio no ano seguinte e “batia” tanto com o Cocito.
** Por falar em Douglas Silva, há uma confusão no artigo dele na Wikipedia***. Quem fez gol no Peñarol em 2003 foi o lateral esquerdo Douglas Delfino.
*** Wikipedia em português é uma das piores fontes de pesquisa de toda a internet
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Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

FALTOU TALENTO
O Grêmio precisará melhorar muito para o jogo de volta, na próxima semana, no Maracanã. Ontem, no Olímpico, time gaúcho criou poucas jogadas de ataque e acabou derrotado por 1 a 0 pelo Flamengo. Agora, terá de vencer por um gol de diferença fora de casa para passar à semifinal da Copa do Brasil.

Nada deu certo para o Grêmio. O time começou nervoso, inseguro, e não teve, novamente, qualidade para fazer gols no Flamengo. Marcando tanto quanto um time do interior quando joga em Porto Alegre, o time carioca forçava a defesa gremista a arriscar lançamentos para os atacantes e errar passes. Para piorar, em um dessas falhas, de Claudiomiro, logo aos três minutos, o centroavante Negreiros recuperou a bola, driblou Claudiomiro e encontrou Zinho livre. Da entrada da área, o meia chutou no canto no canto esquerdo, fora do alcance de Tavarelli: Flamengo 1 a 0.

Apesar do apoio da torcida mesmo com o placar desfavorável, o time dirigido por Adilson Batista demorou a se encontrar. Sem conseguir entrar na área adversária, arriscava chutes de longe. Foi assim a partir dos 10 minutos de jogo, em três chances seguidas, com Tiago Prado, Michel Bastos e Michel. Todas as conclusões pararam nas mãos do goleiro Julio César, que as defendeu sem dificuldade. Só aos 21 minutos o Grêmio levou perigo. Marcelinho, que no primeiro tempo só era parado com faltas – Henrique e Douglas Silva levaram cartões amarelos por isso -, em um giro pelo lado direito se livrou de três marcadores, cruzou rasteiro, Ratinho deu um carrinho, mas o goleiro defendeu.

Insatisfeitos com a pouca produtividade da equipe, os torcedores elegeram o responsável pela má atuação: o lateral-direito Michel. Tanto que pouco antes do intervalo, depois de mais um passe errado do jogador, a maior parte do estádio gritava pela entrada de George Lucas e chamava Adilson de burro.

No segundo tempo, Adilson mudou o lateral. Mas o esquerdo. Tirou Michel Bastos e colocou Leonardo Inácio. Não mudou muita coisa. O Grêmio começou o segundo tempo pressionando. As melhores chances eram em jogadas de bola para, mas, invariavelmente, paravam no goleiro Julio Cesar. Como no primeiro minuto, quando ele defendeu uma forte cabeçada de Claudiomiro. Com o resultado favorável, o Flamengo se fechou e procurou segurar a partida. Marcelinho tentava pelas pontas, mas não acertava os cruzamentos. Num contra-ataque rápido, Luciano Ratinho lançou Christian, mas o o centroavante chutou por cima. Na busca pelo empate, Adilson ainda colocou Fábio Pinto no lugar do contestado Michel. Luciano Santos também entrou, aos 27 minutos, no lugar de Cocito, lesionado. Claudiomiro, de cabeça, ainda teve mais uma chance, que o goleiro do Flamengo salvou. Aos 38, a melhor chance de gol, mas do Flamengo: Felipe entrou livre pela direita e chutou rasteiro na saída de Tavarelli. Na sua especialidade, o paraguaio fez a defesa. No final do jogo, vais para a atuação sem brilho do Grêmio.” (Gabriel Camargo – Zero Hora – 13 de maio de 2004)

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Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

“Wianey Carlet
COMPLICOU
O Flamengo mostrou ontem à noite no Olímpico que a qualidade do seu time não está afinada com os maus resultados das últimas partidas. Jogou melhor do que o Grêmio e mesmo quando foi pressionado, no segundo tempo, teve organização ofensiva e inteligência para neutralizar os esforços do adversário. Com a bola, reafirmou o histórico toque de bola carioca. Sem ela, apenas o goleiro Júlio César e o atacante Felipe não participaram do esforço coletivo de recuperação. Os destaques individuais também ficaram com o FLA. Júlio César, com duas grandes defesas, Fabiano Eller, o melhor em campo, Henrique, Reginaldo Araújo, Roger, Douglas Silva, todos tiveram atuações destacadas. O Flamengo ganhou e não foi por acaso.” (Wianey Carlet – Zero Hora – 13 de maio de 2004)

Bola Dividida – Mário Marcos de Souza
DECEPÇÃO DO GRÊMIO, ALEGRIA DO 15
A qualidade mais uma vez decidiu. Enquanto o Grêmio abusava de errar passes, o que parece uma característica irritante dos grandes times gaúchos nos dias atuais, o Flamengo marcava bem e valoriza a posse de bola, principalmente a partir de Felipe. Depois do gol de Zinho, marcado em falha da defesa gremista, o Flamengo passou a marcar bem e levou poucos sustos. Faltou competência ao Grêmio – sobrou irritação à torcida. Agora, o time terá de fazer em Volta Redonda tudo o que não conseguiu diante de sua torcida. A noite gaúcha foi salva pelo surpreendente 15 de Novembro. Depois da vitória de 3 a 0 sobre o Palmas, em Campo bom...” (Mário Marcos de Souza – Zero Hora – 13 de maio de 2004)

GRÊMIO, DERROTA NA PRIMEIRA BATALHA
Leva 1 a 0 do Flamengo e torcedor vaia o treinador Adílson. Time carioca só precisa de um empate no Rio para ir às semifinais

A vida do Grêmio na Copa do Brasil ficou complicada. Ontem, o time perdeu por 1 a 0 para o Flamengo, no Olímpico, e agora precisa reverter a situação na próxima semana, no Maracanã. Empate garante vaga aos cariocas.

Qualquer tranqüilidade que pudesse ter o Grêmio no primeiro tempo sumiu aos 3 minutos, com o gol do Flamengo. Depois de falha de Claudiomiro, a bola sobrou para Zinho, que driblou na entrada da área e desviou de Tavarelli. A vantagem surpreendeu o time e incrementou os erros de passe do lado gremista.

Sem jogadas pelo meio do campo, o Grêmio passou a apostar nos lançamentos da defesa para o ataque. Não funcionou e, nos primeiros 45 minutos, a equipe não teve nenhuma chance clara de gol, salvo um chute de Ratinho, já caído, que Júlio César defendeu.

Pior, o time cedia espaço ao Flamengo na intermediária e possibilitava aos cariocas avanços perigosos. Aos 41 minutos, Fabiano Eller deixou de ampliar o placar, ao perder o gol sem goleiro dentro da pequena área.

A inconstância dentro de campo se transformou em impaciência nas arquibancadas. Os alas Michel e Michel Bastos eram vaiados a cada passe errado e Adílson Batista escutou o coro de ‘burro’ antes mesmo do intervalo.

No segundo tempo, o nervosismo do Grêmio permaneceu, mas as oportunidades surgiram em maior número. Na mais clara, Claudiomiro forçou o goleiro Júlio César a fazer grande defesa aos 28 minutos, salvando à queima-roupa uma cabeceada do zagueiro.” (Correio do Povo – 13 de maio de 2004)

PARA ADÍLSON, ´EQUIPE ACELEROU´

Trabalhar e reverter foram os verbos mais lembrados pelos jogadores do Grêmio depois da derrota para o Flamengo. Na próxima semana, o time precisa vencer a equipe carioca no Rio de Janeiro para seguir na Copa do Brasil. Vitória por um gol de diferença a partir de 2 a 1 dá a vaga ao Grêmio.

O zagueiro Claudiomiro admite que a derrota surpreendeu o time, que esperava ir para o Rio de Janeiro com alguma vantagem. ‘Derrota nunca está nos planos, mas por que não decidir lá?’, diz ele. O outro defensor, Marcelo Magalhães, lembrou ainda a boa atuação do goleiro do Flamengo. ‘Paramos nas mãos do Júlio César’, admite.

Christian tinha outro lamento ao final do jogo. O centroavante ponderou que a bola chegou a ele apenas uma vez. ‘É difícil ter sempre 100% de aproveitamento’, afirma.

O técnico Adílson Batista disse que o gol do Flamengo, logo no início trouxe nervosismo ao time. ‘O time acelerou e queria empatar de qualquer forma, a gente tinha tempo’, alega o treinador. ” (Correio do Povo – 13 de maio de 2004)

cp ida

REDENÇÃO EM GRANDE ESTILO
Fla afasta a crise ao derrotar o Grêmio, no Olímpico, pela Copa do Brasil: 1 a 0

PORTO ALEGRE. O terror psicológico de Abel Braga funcionou e o Flamengo se recuperou em grande estilo da vergonhosa goleada para o Vitória, domingo passado, em Salvador. Com um gol de Zinho logo no início, o rubro-negro venceu o Grêmio por 1 a O, ontem à noite, no Estádio Olímpico, livrou-se de uma crise e deu um passo importante nas quartas-de-final da Copa do Brasil. O jogo de volta acontece na próxima quarta-feira, no Maracanã, e o time de Abel tem a vantagem do empate.

— Tive uma passagem muito boa pelo Grêmio, mas hoje defendo Fla-mengo evencer com gol fora de casa é melhor ainda — vibrou Zinho, que foi aplaudido pela torcida gaúcha.

O Flamengo não demorou a abrir o placar. Com três minutos de jogo, Negreiros deu um belo passe para Zinho, que deixou Cocito caído e tocou com muita categoria, fazendo Flamengo 1 a O.

• Como era de se esperar, o golpe fez o Grêmio se lançar de vez ao ataque. Aos 14, Negreiros sentiu dores na coxa esquerda e Jean entrou. Aos 39, o Flamengo perdeu uma excelente chance de fazer o segundo. Felipe tocou com perfeição para Jean, que avançou pela direita da área e cruzou rasteiro. Cocito conseguiu desviar levemente e Fabiano Eller se enrolou.

— Fazer gol fora de casa é bom. Nós estamos errando muito o último passe. Era para já termos liquidado o jogo — disse Abel, no intervalo.

O Grêmio voltou do intervalo com Leonardo Inácio no lugar de Michel Bastos. Pressionava no ataque e batia à vontade na defesa, contando com a conivência da arbitragem. O inacreditavelmente desleal Cocito fazia jus ao apelido de “Coicito”.

Com Felipe armando pela esquerda, Abel lançou Jônatas no lugar de Zinho para dar mais fôlego ao meio-campo. Mas quem pressionava era o Grêmio. Para sorte do rubro-negro, Christian errava quase tudo no ata-que. Irretocável na defesa para suportar o sufoco e tocando a bola E com inteligência no ataque, o Flamengo teve a chance de fazer o segundo com Felipe, aos 38. Mas o craque chutou em cima de Tavarelli. Um erro que não fez falta.

[…]

Ontem, o presidente do Flamengo, Márcio Braga, esteve em Brasília para se reunir com o ministro de Coordenação Política, Aldo Rebelo. Ele busca apoio para anular a de-cisão da Vara Cível Federal, que determinou que a Petrobras não pode assinar o novo contrato de patrocínio até que o clube quite suas dívidas fiscais. O departamento jurídico do Flamengo vai recorrer da decisão judicial.” (O Globo – 13 de maio de 2004)

ATUAÇÕES
FLAMENGO JÚLIO CÉSAR: Grande atuação. Sua defesa na cabeçada de Claudiomiro foi fenomenal.• Nota 8. REGINALDO ARAÚJO: Defendeu e foi várias ao ataque, mas lhe faltou criatividade. • Nota 5,5.
HENRIQUE Mais viril do que técnico, fez algumas fartas nas proximidades da área. • Nota 6.
FABIANO ELLER: Perdeu um gol incrível na pequena área, ainda mais porque tem técnica apurada e sabe bater na bola. Como zagueiro, esteve impecável. • Nota 8.
ROGER: Se lançou várias vezes à frente. Numa delas, quase teve a perna fraturada pelo violento Cocito.• NOta 7.
DA SILVA: Fez o que sabe: lutar e dar o primeiro combate para facilitar a tarefa dos zagueiros No mais, bico para frente. • Nota 6.
DOUGLAS SILVA: Fez muitas faltas Mas bem menos que o Cocito, claro. • Nota 5,5.
IBSON: Combateu e criou. Mostrou categoria em alguns momentos. No segundo tempo, ficou mais preso à defesa. • Nota 7.
ZINHO: Belo gol no início. No lance, mostrou categoria no drible e no chute. • Nota 8. JÔNATAS entrou bem na partida, mas se contundiu. • Nota 7. JULIANO atuou dois minutos. Sem nota.
FELIPE: Muito bem. Perdeu uma boa chance de gol. Parado com faltas, curiosamente recebeu cartão amarelo antes de Cocito. • Nota 8.
NEGREIROS: Com 12 minutos, sentiu a coxa e saiu. Sem nota.
JEAN entrou, correu muito, mas pouco conseguiu • Nota 6,5.
ABEL BRAGA: Armou bem a equipe. O Flamengo parecia em casa e apresentou futebol de qualidade. • Nota 7.

GRÊMIO
O time gaúcho lutou muito, sendo que Cocito com deslealdade. Este jogador foi o que houve de mais negativo na partida. Acabou castigado: contundiu-se ao fazer falta em Jean e teve que sair” (O Globo – 13 de maio de 2004)

o globo 13 maio 2004

GOL DE ZINHO DERRUBA O GRÊMIO
Flamengo larga em vantagem nas quartas de final da Copa do Brasil ao vencer o Tricolor em Porto Alegre. Jogo de volta acontecerá na próxima quarta-feira, no Rio.

Uma zaga intransponível e um veterano que costuma fazer a diferença em decisões. Esses foram os dois principais entraves do Grêmio na noite de ontem, no Olímpico, para aproveitar obter vantagem sobre o Flamengo no primeiro jogo das quartas de final da Copa do Brasil. O clube carioca fez 1 a 0 e joga pelo empate na quarta-feira que vem, no Rio, para passar à semifinal.

O Rubro-Negro não se intimidou no campo do adversário e jogou aberto, ofensivo. E assim foi, tanto que logo aos três minutos o experiente Zinho (ex-Grêmio),
deslocado pela direita, num chute perfeito, de fora da área, acertou o canto
direito de Tavarelli, fazendo o único gol da partida, surpreendendo e assustando
a torcida gremista.

A primeira grande oportunidade para os donos da casa veio aos 21, quando Marcelinho fez ótima jogada pela direita e cruzou para a grande área, onde Luciano Ratinho, bem colocado, bateu à meta, mas a bola foi nas mãos de Júlio César. O Grêmio insistia em cruzamentos altos para a área, de onde Christian tentava, mas não conseguia acertar a conclusão de cabeça. Na maioria das vezes a bola vinha da ponta-esquerda, mas o ala Michel Bastos era decepcionante e começava a irritar a torcida tricolor.
No segundo tempo o time da Azenha voltou decidido a buscar o empate, mas esbarrava no bom posicionamento da zaga rubro-negra. O técnico Adilson Batista, no desespero, fez uma troca radical. Colocou o atacante Fábio Pinto em campo, no lugar do lateral-direito Michel, que saiu sob vaias. Abel respondeu reforçando a marcação, incluindo Jônatas em substituição ao veterano Zinho. E este deixou o gramado sob aplausos da torcida gremista. O placar, porém, não se alterou até o final.” (Gazeta do Sul – 13 de maio de 2004)

gazeta do sul

Grêmio 0x1 Flamengo

GRÊMIO: Tavarelli; Marcelo Magalhães, Claudiomiro, e Tiago Prado; Michel (Fábio Pinto), Cocito (Luciano Santos), Leânderson, Luciano Ratinho e Michel Bastos (Léo Inácio); Marcelinho e Christian
Técnico: Adílson Batista

FLAMENGO: Júlio César, Reginaldo Araújo, Henrique, Fabiano Eller e Roger; Da Silva, Douglas Silva, lbson e Zinho (Jônatas e depois Juliano); Felipe e Negreiros (Jean)
Técnico: Abel Braga

Copa do Brasil 2004 – Quartas de final – jogo de ida
Data: 12 de maio de 2004, quarta-feira, 21h45min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 22.032 (19.346 pagantes)
Renda: R$ 225.267,00
Juiz: Luciano de Almeida (DF)
Auxiliares: César Augusto de Oliveira Vaz (DF) e André Veras (RS)
Cartões amarelos: Cocito, Tiago Prado, Henrique, Felipe e Douglas Silva.
Gol: Zinho, aos 3 minutos do 1º tempo

Brasileirão 2018 – Grêmio 2×1 São Paulo

July 27, 2018

2018 rubens chiri spfc (2) 2018 lucas uebel (2)

Esse jogo poderia muito bem ficar marcado como a vez em que Geromel falhou, não só uma, mas duas vezes. Na primeira o São Paulo aproveitou a rara falha do camisa 3 gremista e abriu o marcador com Diego Souza. Na segunda Marcelo Grohe fez grande defesa para evitar o gol. Contudo, diante da boa atuação do Grêmio essas falhas viraram uma mera peculiaridade da história da partida. Everton (imparável quando busca o chute rasteiro dentro da área) marcou duas vezes e garantiu a virada azul.

A camisa de manga longa finalmente foi lançada, mas ontem o Thaciano entrou em campo com uma malha azul de manga longa por baixo da camisa tricolor de manga curta.

Por falar em camisa. Com esse modelo recém lançado pela Adidas os jogadores do São Paulo parecem jogadores do São Paulo quando vistos de frente e jogadores de qualquer time alvinegro quando vistos de costas.

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Público de ontem ficou um tanto abaixo da média dos confrontos anteriores recentes contra o São Paulo pelo Campeonato Brasileiro).

2018 rubens chiri spfc (1)2018 lucas uebel (1)Fotos: Rubens Chiri (SPFC) e Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 2×1 São Paulo

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Leonardo Gomes (Thaciano 36 do 2ºT), Geromel, Kannemann, Marcelo Oliveira, Maicon (Jailson, 31min/2ºT), Cícero, Ramiro, Luan (Marinho, 44min/2ºT) e Everton; Jael.
Técnico: Renato Portaluppi

SÃO PAULO: Sidão; Militão, Arboleda, Anderson Martins e Reinaldo (Brenner, 40min/2ºT); Hudson, Liziero, Nene (Gonzalo, 34min/2ºT) e J. Rojas (Lucas Fernandes, 32min/2ºT); Diego Souza e Everton
Técnico: Diego Aguirre

15ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2018
Data: 26/07/2018, quinta-feira, 19h30min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Público: 21.829 (19.865 pagantes)
Renda: R$ 695.732,00
Árbitro: Grazianni Maciel Rocha (RJ)
Assistentes: João Luiz de Albuquerque (RJ) e Thiago Henrique Farinha (RJ)
Cartões Amarelos: Hudson, Arboleda, Éder Militão, Joao Rojas e Everton; Leonardo, Kannemann, Cícero e Ramiro
Gols: Diego Souza, aos 3 minutos do 1º tempo; Everton, aos 47 minutos do 1º tempo e aos 15 minutos do 2º tempo

Brasileirão 2018 – Vasco 1×0 Grêmio

July 23, 2018

Gremio x VascoVasco x Grêmio - Brasileirão 2018

Dos defeitos apresentados pelo Grêmio no jogo de ontem, o mais fácil de aceitar foi a desatenção que resultou no gol do Vasco logo aos 2 minutos. Difícil de entender foi a falta de reação nos mais de 90 minutos seguintes. A apatia tricolor fica ainda mais inexplicável se considerarmos que o Grêmio jogou mais de uma hora com um jogador a mais. Martin Silva teve que fazer somente 3 defesas, e todas elas com imensa facilidade.

Gremio x Vasco

Na camisa celeste a transferência do logo da iPlace para cima do símbolo na Umbro não resultou num quadro tão pavoroso como nas imagens da camisa tricolor que circulavam nas redes sociais. Mas a colocação de um patrocínio no ombro, depois de toda a papagaiada de pesquisa que justificou o não-patrocínio em 2016, é de uma incoerência incrível.

Gremio x VascoGremio x VascoFotos: Lucas Uebel (Grêmio.net) e Rafael Ribeiro (Vasco.com.br)

Vasco 1×0 Grêmio

VASCO: Martín Silva; Luiz Gustavo, Breno, Ricardo e Henrique; Desábato, Andrey e Giovanni Augusto (Henríquez – 30’/2ºT); Yago Pikachu; Kelvin (Thiago Galhardo 38’/1º T) e Andrés Ríos (Paulo Vitor – 18’/2ºT)
Técnico: Jorginho

GRÊMIO: Marcelo Grohe, Léo Moura (Douglas – 14’/2ºT); Geromel, Bressan e Marcelo Oliveira (Marinho 37’/1º T); Jailson (Jael – 23’/2ºT), Cícero, Ramiro, Luane Everton; André.
Técnico: Renato Portaluppi

14ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2018
Data: 22/7/2018, domingo, 16h00min (de Brasília)
Local: Estádio São Januário, Rio de Janeiro-RJ
Público: 8.242 (7.567 pagantes)
Renda: R$ 171.160,00
Árbitro: Igor Junio Benevenuto de Oliveira (MG)
Auxiliares: Felipe Alan Costa de Oliveira e Ricardo Junio de Souza (MG)
Cartões amarelos: Breno, Henrique, Thiago Galhardo (VAS); Marcelo Oliveira, Marinho, Jael, André, Ramiro, Douglas (GRE)
Cartão vermelho: Henrique, (31’/1ºT)
Gol: Andrés Ríos, aos 2 minutos do 1º tempo

Brasileirão 2018 – Grêmio 2×0 Atlético-MG

July 19, 2018

Gremio x Atletico-MG

O Grêmio voltou da parada para Copa do Mundo. E voltou bem, vencendo com autoridade o Atlético-MG, se aproximando das equipes da ponta da tabela (na qual já se inclui, juntamente com o Galo).

André voltou a marcar e Cícero foi muito bem atuando como primeiro volante (resta saber como essa formação com Maicon e Cícero de volantes se comportaria diante de um adversário com mais iniciativa/ímpeto ofensivo)

Gremio x Atletico-MG

Média de público na Arena em 2018:
23.762 (21.623 pagantes)

Média de público do Grêmio no Brasileirão 2018:
26.977 (24.841 pagantes)
Gremio x Atletico-MG
Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 2×0 Atlético-MG

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Léo Moura (Marinho, aos 36/2ºT), Pedro Geromel, Bressan, e Cortez; Cícero, Maicon (Jailson, aos 11/2ºT), Ramiro, Luan e Everton; André (Douglas, aos 30/2ºT).
Técnico: Renato Portaluppi

ATLÉTICO-MG: Victor; Patric, Gabriel, Juninho e Fábio Santos; José Welison, Elias e Luan (Andrade, aos 15/2ºT); Chará (David Terans, aos 26/2ºT), Edinho (Denilson, aos 33/1ºT) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Thiago Larghi

13ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2018
Data: 18 de julho de 2018, quarta-feira, 21h45
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Público: 22.063 (20.311 pagantes)
Renda: R$ 637.521,00
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza (SP)
Auxiliares: Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo (SP) e Alex Ang Ribeiro (SP)
Cartões amarelos: Maicon (Grêmio); Gabriel, Elias (Atlético)
Gols: Bressan, aos 6, e André aos 12 minutos do segundo tempo