Libertadores 2002 – Grêmio 4×0 River Plate

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Foto: Itamar Aguiar (O Sul)

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Foto: Itamar Aguiar (O Sul)

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Foto: Ronaldo Bernandi (Zero Hora)

O último confronto entre Grêmio e River em Porto Alegre aconteceu em maio de 2002, pelo jogo de volta das oitavas de final da Libertadores daquela temporada. A situação da época era bastante parecida com a de 2018, tendo o Grêmio na ida por 2×1 (naquela época não havia saldo qualificado).

Em casa o Grêmio confirmou a classificação atropelando o River, num legítimo “dois vira, quatro ganha”. Com um jogador a menos desde os 30 minutos do primeiro tempo, Ramon Diaz chegou a tirar Ortega, Ledesma e D´alessandro no intervalo, visando poupar esses atletas para os compromissos  restantes do campeonato argentino ( o qual conseguiu conquistar dez dias depois).

Como curiosidade, vale mencionar que esse jogo não teve qualquer tipo de transmissão televisiva para o Brasil. O que talvez explique o fato de ter sido registrado nessa partida o maior público presente do Grêmio em oitavas de final de Libertadores.

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Foto: José Doval (Zero Hora)

TRICOLOR MATA O RIVER PLATE COM DIREITO A OLÉ.
Equipe de Tite aplicou goleada histórica de 4 a 0, ontem, garantindo vaga nas quartas-de-final da Copa Libertadores.

A classificação do Grêmio para as quartas-de-final da Libertadores teve um herói. Um herói que até pouco tempo era olhado com desconfiança pela torcida. Um herói chamado Gilberto. Foi ele, quem marcou o segundo gol da vitória de 2 a 1 da semana passada. Gol que matou o River Plate, diante da incredulidade de Nuñez no derradeiro minuto do jogo.

Gilberto não foi diferente, ontem, na revanche entre as duas equipes, no Olímpico. No último minuto, desta vez do primeiro tempo, driblou três adversários e chutou em cima de um Comisso desesperado. No rebote, Luizão foi indefectível e marcou 2 a 0.

Cerca de 15 minutos antes da lírica criação de Gilberto, o experimentado zagueiro paraguaio Ayala foi expulso. A partir dali o River Plate, que sustentava o equilíbrio tático com o Grêmio, adernou tão rápido quanto o Titanic. Então Rodrigo Mendes, percebendo a sincope do time portenho, trabalhou com Zinho e não precisou fuzilar – típico do goleador gremista na Libertadores – Comisso. Apenas colocou, aos 32, leve, suave, numa espécie de carinho na amada. Amada bola. E o 1 a 0 no placar.

HERMANOS – Ortega, a grande esperança do River, não deu vazão a raiva que nutre pelo Grêmio. Foi uma das vítimas daquele 4 a 2 de 2001, em Nunez, pela Copa Mercosul. Saiu no intervalo. Ramón Díaz, de boca aberta como sempre, sequer soltou os crônicos oh…oh…oh… Estava em estado de choque absoluto, Promoveu trocas fúteis e sem efeitos práticos.

O Grêmio voltou afinado feito uma orquestra de tango. E pela quarta vez em dez meses, a equipe gaúcha tirou o River para dançar. E dançar. E girar aos olhos felizes de 50 mil torcedores. Husain, que havia entrado no segundo tempo, não suportou, bateu e foi para rua e levou consigo o orgulho e arrogância do futebol argentino.

Zinho encarregou-se de enfiar ainda mais o River no fundo do poço escuro. Ampliou para 3 a O aos 25. O fim dos argentinos foi decretado aos 32. Luís Mário, que substituiu Luizão, usou toda a sua reconhecida velocidade para cima da desmontada defesa do River. O passe de Mendes foi perfeito e o atacante gremista não encontrou grandes dificuldades de desviar de Comisso, decretar a goleada de 4 a 0. Vejamos o que dirá o diário argentino Olé hoje. Terá de engolir o Tricolor e 4 a 0. O Grêmio esmagou os adversários. Não chores por mim Argentina...” (Antônio Celso Sampaio – O Sul – 3 de maio de 2002)

TÉCNICO TITE ELOGIOU AMADURECIMENTO DO TIME.
Germano exige “pés no chão”.

pés no chão. Manter os pés no chão e a humildade. Esta foi a recomendação do vice-presidente de futebol do Grêmio, José Otávio Germano, logo após a goleada gremista em cima do River Plate. Germano parabenizou a aplicação dos jogadores e o comportamento da torcida, extremamente disciplinado.

O dirigente destacou a calma da equipe dentro da partida. A qualidade de aguardar as ocasiões certas e tornar as coisas mais fáceis a partir da dedicação tática e técnica “Tivemos superioridade e equilíbrio emocional no transcorrer do confronto”, afirmou Germano.

DETERMINAÇÃO- O zagueiro Anderson Polga disse, pouco depois de deixar o campo, no final da partida, que o Grêmio goleou o River Plate porque soube fazer, como ninguém, o dever de casa. Ganhou em Buenos Aires e reafirmou a vantagem no Olímpico.

O lateral-direito Anderson enalteceu o espirito de luta da equipe. “Fomos em busca da vitória desde o minuto inicial da partida. Conseguimos nos impor pela força da nossa dedicação”, observou.

O goleiro Eduardo Martini foi exigido somente em pouquíssimos lances, nos 45 minutos iniciais, antes do estabelecimento da vantagem gremista no placar. Soubemos dominar o River. Atuamos da mesma maneira que em Buenos Aires. Marcamos firme, fechamos espaços e chutamos de média e longa distâncias”.

O técnico Tite mostrava-se exultante. Elogiou o desempenho do Grêmio e a maturidade do grupo de jogadores na grande vitória. Alias, histórica” (Antônio Celso Sampaio – O Sul – 3 de maio de 2002)

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

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Foto: Clarin

ARRASADOR
Sabe aqueles jogos em que o torcedor sai do estádio convencido da absoluta inexistência de motivos para não acreditar no sonho de um título? Pois é. Este, exatamente este, é o sentimento que restou da goleada do Grêmio sobre o River Plate por 4 a O, ontem, no Olímpico.

O adversário nas quartas-de-final é o Nacional do Uruguai, que empatou ontem à noite (2h pelo horário brasileiro) em 0x0 com o América, da Colômbia. Como venceu a partida de ida, garantiu a vaga. O primeiro jogo acontece dia 8, no Olímpico e decisão será a dia 15 de maio, no Uruguai

A torcida gritou “olé” quando estava 4 a 0 River, entregue, já com dois expulsos. Os argentinos odeiam isso. O que é, convenhamos, uma maravilha: eles vieram a Porto Alegre, levaram quatro, perderam a cabeça e entraram na roda. Por alguns minutos, até Tite mandar suspender O “olé”, os orgulhos argentinos foram humilhados pelos brasileiros vestidos de azul. Justamente eles, que não perdem uma oportunidade sequer para fazer piada com os rivais no continente. Mas, enfim, o jogo.

O jogo começou, como previa o técnico Tite. Equilibrado, com os dois times marcando muito sem a bola e trocando passes com ela. Grêmio e River atuam de forma muito parecida. O esquema é o mesmo, o 3- 5-2. A iniciativa de marcar a saída de bola dos zagueiros, idem. Então, foi uma partida rigorosamente igual a partir do apito do árbitro colombiano Oscar Ruiz, que justificou a alcunha de melhor do continente. O treinador do Grêmio fez algumas alterações de última hora que funcionaram. Roger marcou Ortega, Emerson vigiou D’Alessandro. E Tinga, que se imagina como perseguidor de D’Alessandro, ficou um tanto mais solto. Foi esta a surpresa de Tite.

Houve, durante 15 minutos, superioridade técnica do River. Ortega foi se desvencilhando de Roger na base da habilidade. Coudet trabalhava bem pela direita. Mas perigo a Eduardo Martini, a rigor, só no chute de Coudet rente ao poste direito. Antes, Anderson havia cobrado falta no travessão, aos 11 minutos, seguido de chute por cima de Rodrigo Mendes. Aí veio a expulsão do libero é líder do time, Ayala. Rodrigo Mendes acreditou na jogada no flanco esquerdo. Ayala chegou um segundo atrasado e só achou a perna do atacante. A partir daí, o Grêmio tomou conta da partida. Trocou passes, fez valer a superioridade numérica —o que não é tão simples assim e construiu a vitória estupenda, com brilho especial para Rodrigo Mendes.

O Grêmio soube se aproveitar da expulsão de Ayala e deu show.

No primeiro gol, Rodrigo e Zinho puxaram contra-ataque. O atacante, com força e explosão acertou no ângulo de Comizzo. Eram 40 minutos. Aos 45 minutos, Gilberto fez fila: driblou um, dois, o goleiro, até a bola sobrar para Luizão completar para a rede, em meio a um bolo de jogadores. No segundo tempo, a superioridade foi ainda mais flagrante. O técnico do River, Ramón entregou os pontos no intervalo. Retirou Ortega e D’Alessandro, poupando-os para as rodadas finais do Campeonato Argentino. Era a capitulação suprema. Tite ainda retirou Emerson e colocou Fernando, depois trocou Gilberto por Galvão e, finalmente. Luizão por Luís Mário. Foi um passeio. Zinho marcou o terceiro aos 24 do segundo tempo e Luís Mário fechou a goleada aos 31.
Com autoridade, o time do técnico Tite administrou o resultado: E mostrou que, a partir das evidências de ontem, o direito de sonhar com o tri da Libertadores é quase imposição para os gremistas. ” (Diogo Olivier – Zero Hora -3 de maio de 2002)

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Foto: Agência RBS

RIVER REPITIÓ LA HISTORIA Y SUMÓ UN NUEVO FRACASSO
Le tocó definir cinco etapas con equipos brasileños y siempre se retiró perdedor

PORTO ALEGRE (Especial).- Siempre la misma historia. River no se cansa de sumar fracasos ante equipos brasileños en la Copa Libertadores. Ayer, frente a Gremio, añadió otro triste capítulo. Para muchos era un desenlace previsible, porque las estadísticas, que no suelen mentir, lo orientaban hacia la eliminación y lo alejaban de un milagro con tinte de utopía. River no pudo con el club de Porto Alegre en el Monumental -menos hizo como visitante- y redondeó otra pobre actuación.

El karma brasileño comenzó en 1976, ante Cruzeiro, cuando perdió la final de la Copa Libertadores en un partido desempate en Chile por 3 a 2 (en Núñez había ganado 2 a 1 y en Belo Horizonte perdió 4 a 1).

La odisea siguió en 1982 cuando en las semifinales Flamengo lo vapuleó, tanto en el Monumental como en el Maracaná, venciéndolo 4 a 2 y 3 a 0.

Pasaron 16 años para que River volviera a cruzarse en su camino con un equipo brasileño, en 1998, pero la racha siguió inmutable. Vasco da Gama lo eliminó en las semifinales, imponiéndose por 1 a 0, en Río de Janeiro, e igualando como visitante 1 a 1, con un gol de Juninho a diez minutos del final.

Los millonarios otra vez fueron protagonistas en las semifinales de la Libertadores 99, pero encontró un verdugo verdeamarelho . Palmeiras sucumbió en Núñez por 1 a 0 y se retractó en San Pablo con una goleada por 3 a 0. Ayer, River perdió el quinto round frente a Gremio, sin atenuantes, por 4 a 0 (la peor derrota en la historia de la Libertadores, junto con el 0-4 ante San Lorenzo, en 1973) . Fiel a la historia, vio como enseguida se le escurría de las manos la posibilidad de, al menos, anotar un gol y esperar la fortuna de los penales.

Ni eso logró. Los 300 hinchas que recorrieron muchísimos kilómetros para estar con sus banderas en el estadio Olímpico de Porto Alegre se retiraron con la desazón de observar a un equipo que ya estaba derrotado antes de ingresar en el campo de juego.” (La Nacion, 3 de mayo de 2002)

“CACHETAZO: RIVER FUE UNA SOMBRA Y SE QUEDÓ CON LAS MANOS VACÍAS
En una noche negra, Gremio lo goleó por 4 a 0 y lo eliminó; los millonarios se descontrolaron: fueron expulsados Ayala y Husain

PORTO ALEGRE (Especial).- Después del cachetazo, los jugadores no encontraron consuelo. Todavía se los ve a Coudet, a Cambiasso, a Comizzo en el piso del estadio Olímpico. Es que Gremio volvió a ser el verdugo de River, lo goleó por 4 a 0 y lo eliminó de la Copa Libertadores. Así como había sucedido en la última Copa Mercosur. Pero esta vez dolió más. Porque uno de los grandes objetivos millonarios era destronar a Boca, que defiende aún su bicampeonato de América. Quería volver a Tokio y sacarse la espina del 96, cuando cayó con Juventus por 1 a 0 por la Copa Europeo-Sudamericana. Sabía que la empresa era complicada, pero fracasó.

River salió con una actitud ofensiva. Con Ricardo Rojas bien abierto por la izquierda en la función de volante y ganándole la espalda a Anderson Polga. Coudet, D´Alessandro y Ortega presionaron arriba, cerca del área del conjunto brasileño.

Por eso, por la obligación de jugar a matar o morir para revertir la derrota de 2 a 1 en Núñez, sufrió desacoples en el fondo y la línea de volantes. Ledesma vio la tarjeta amarilla enseguida por una infracción a destiempo a Zinho. De ese tiro libre, sorprendió Anderson Lima con un violento derechazo desde 30 metros, que dio en el travesaño de Comizzo. Fue el primer susto.

Gremio buscó manejar el balón con Tinga -fue la figura en el Monumental-, Lima y Gilberto, pero respetó demasiado al equipo de Ramón Díaz en el comienzo. Después, logró imponerse y Ayala fue amonestado por golpearlo a Luizao.

El negocio de River fue que Ortega generara una infracción cerca del área, pero cuando lo consiguió, a D´Alessandro le faltó precisión en la pegada. El Chori Domínguez tuvo su gran chance a los 25 minutos después de un centro de Coudet desde la derecha, pero el delantero prefirió cederle el balón a Cambiasso antes que cabecear directamente al arco.

Ayala siguió corriendo desde atrás a los rivales y se fue correctamente expulsado tras recibir la segunda tarjeta amarilla por una falta a Rodrigo Mendes.

Con un hombre de más, el local se agrandó y tras un rebote de Comizzo Roger tuvo la ventaja, pero su disparo se fue desviado. Pero el golpe no tardó en llegar y, en cinco minutos, Gremio se puso 2 a 0 con un golazo de Rodrigo Mendes, tras de una corrida de 50 metros y un derechazo cruzado, y una arremetida de Luizao , después de que Gilberto dejara en el camino a Comizzo.

En la segunda etapa, ya sin Ortega, D´Alessandro ni Ledesma, a River se le complicó mucho más. Como si hubiera renunciado a jugar; como si se tratara de cambiar el objetivo de “dar vuelta el resultado” por el de “no perder por goleada”. Los brasileños controlaron el ritmo del juego a voluntad, sin apuros.
Domínguez arrancó en off-side y tuvo una oportunidad inmejorable para descontar, pero no le acertó al arco cuando quedó mano a mano con Eduardo. Enseguida, Husain se fue expulsado por otro patadón a Gilberto.

Para cerrar la goleada, llegaron el zurdazo de Zinho y el toque de Luis Mario para el 4-0 final. Y sólo quedó tiempo para el “ole” de los brasileños.

Pasó Gremio. River sufrió un revés abultado, jugando sin alma, y reviviendo experiencias ingratas. La Libertadores ya es un mal recuerdo.

Los cambios de Ramón
Muchos se sorprendieron con las modificaciones que realizó Ramón Díaz en el entretiempo. Ingresaron Zapata, Lequi y Husain por D´Alessandro, Ortega y Ledesma, respectivamente. El DT ya había empezado a pensar en el partido de pasado mañana con Lanús por el torneo Clausura.” (La Nacion, 3 de mayo de 2002)

2002 capa voltaOTRA VEZ BAILÓ CON LA MÁS FEA
River se fue de la Copa recibiendo una goleada de las que duelen y dejan secuelas. Gremio le dio un toque de novela aprovechando las expulsiones de Ayala y Husain.
¿Cuándo se murió la ilusión de River? ¿Con la rápida expulsión de Celso Ayala? ¿Tras el golazo de Rodrigo Mendes? ¿O la semana pasada, en el Monumental, cuando perdió un partido que no se puede ni debe en instancias donde la revancha se reduce al mínimo? Sea cual fuere de las razones, lo que no hay que demorar son las certezas: Gremio es un cuadrazo y probablemente el candidato más sólido para ganar esta edición de la Libertadores.
Ramón Díaz metió el plantel en una licuadora y del batido le salió Ricardo Rojas de carrilero izquierdo, Orteguita adentro con más miedo de resentirse que decisión para encarar a Anderson Polga y compañía. Y un planteo, al menos de entrada, generoso en intenciones pero marcadamente debilucho en concreciones.
La rápida tarjeta amarilla para Emerson, un implacable volante de persecución y corte, ilusionó con mayores libertades para D’Alessandro. Pero la realidad marcó otra cosa. Gremio siguió cortando con infracciones tácticas cada intento de River y, de paso, Anderson Lima metió en el travesaño una bomba de tiro libre.
Cuando el Chori Domínguez no se animó a darle de volea a un pase magistral de Coudet, chau, se escapó una chance que nunca más se presentaría con el valor que tuvo ésa.
La roja para Ayala apuró el final. El golazo de Rodrigo Mendes (con liga tras un rebote en Garcé) anunció el entierro. Y el oficio de Luizao para empujar sobre la raya una extraordinaria aparición en ataque de Gilberto (el del segundo gol en el Monumental), fue la lápida para el conjunto argentino.
Para no sufrir tanto. Si para arrancar el partido Ramón había metido al plantel en una licuadora, para afrontar el segundo tiempo el DT lo metió en una mezcladora. Tres cambios para no perder por más, para evitar la goleada, para no comerse uno de esos bailes que los brasileños son capaces de animar cuando están agrandados. Salió Ortega, aunque por lo que hizo, claramente disminuido físicamente, nunca debió haber entrado. Se fue D’Alessandro y con él partió la llave que podía abrir la puerta para jugar. Husain reemplazó a Ledesma y duró en la cancha sólo 21 minutos, porque el Turco entró para cazar brasileños y el colombiano Ruiz le recordó con una roja justiciera que la selva queda más en el interior de Brasil.
Gremio, con Tinga, Zinho, Anderson Lima y Gilberto, metió toque para aquí, toque para allá. Seguro, ganador y clasificado, el equipo de Porto Alegre movió la pelota con la soltura de un entrenamiento. Ya estaban once contra nueve cuando Zinho ajustició a Comizzo con un zurdazo demoledor. Entre Luiz Mario y Rojas fabricaron el 4-0, una bolsa de sal en la heridas sangrantes de River.
Con 50.000 gaúchos clavando oles sobre los restos de River como hace un torero con sus banderillas a un toro tambaleante, llegó el final.
Demasiado rápido River fue eliminado de la Libertadores. Poquito duró el sueño de terminar con la hegemonía de Boca en la Copa. Y si lo deportivo le duele, porque no quedan dudas de lo que significa la Libertadores para su gente, lo extradeportivo reúne algunos factores que parecen impropios para un grande como el club de Núñez.
Como si no hubiera alcanzado con los apenas 12 minutos que Orteguita jugó el partido de ida, anoche aguantó un tiempo, lapso en el cual se lo vio temeroso, lento y sin confianza, todo lo opuesto a lo que se le reconoce al Burrito legítimo. Y el descontrol disciplinario de los últimos 45 minutos, un bochorno. Pero éste es el River que hay. Y menos mal que Pipino Cuevas, el domingo pasado, sacó un conejo enorme de adentro de un bonete.” (Eduardo Castiglione, Olé, 3 de maio de 2002)

SE LES PELARON LOS CABLES…
Parecido a lo que pasó contra el Vasco, en el 2000: River fue eliminado y terminó con nueve.

“Señor, se va. Afuera, que está expulsado…”

Al final, el optimismo se transformó en impotencia. La impotencia en calentura. Y la calentura en tarjetas rojas. Porque como pasó en la Mercosur del 2000 ante el Vasco, River anoche se volvió de Porto Alegre eliminado, con expulsados y al borde de un ataque de nervios con los rivales.

Aquel 30 de noviembre del 2000, por la Copa Mercosur, en el Sao Januario, River fue a remontar un 1-4, pero no sólo perdió 1 a 0 (con gol de Juninho Paulista) sino que también sufrió las amonestaciones de Berizzo, Cardetti y Lombardi, y las expulsiones de Coudet y de Trotta. De hecho, luego de recibir la roja por pegarle y pisar a Euller sobre un lateral, la relación entre el Cabezón y los dirigentes no tuvo retorno: al capitán nunca le perdonaron semejante reacción.

Anoche casi se repitió la película. Primero, con la expulsión de Celso Ayala por doble amonestación a los 30 minutos del primer tiempo (demasiado riguroso el árbitro Ruiz). Y luego, por la roja al Turco Husain, quien entró a la cancha desde el inicio de la segunda etapa, se peleó con los rivales, tiró patadas para todos los costados, y se fue con apenas 21 minutos en el campo de juego (además fueron amonestados Ledesma y Cambiasso).

“Era difícil y nos complicó quedarnos con un hombre menos en el primer tiempo”, explicó al final Ricardo Rojas, después de tirarle la camiseta a los hinchas.” (Olé, 3 de maio de 2002)

ARIEL NO ARRANCÓ
Ortega volvió a jugar luego de los desencuentros con Ramón y quedó claro que no estaba bien físicamente. Le costó superar la marca personal y salió en el descanso.

Que juega, que es preferible no arriesgarlo, que se lo pidieron sus compañeros, que ahora sí… Al final, el culebrón que protagonizan Ariel Ortega y Ramón Díaz no terminó bien. Y no sólo por la goleada en contra o la eliminación de River en la Copa Libertadores. No, en todo caso, eso es secundario. Lo importante es que anoche quedó demostrado que el jujeño no estaba listo físicamente para ponerse la 10 y mucho menos para desnivelar con gambeta, cintura e inteligencia. Su fuerte.

¿Irresponsabilidad del cuerpo médico? ¿Unas ganas terribles del jugador? ¿Otra mala decisión del técnico? Muchas pueden ser las razones acerca de por qué jugó Ortega. Lo que no admite discusión es que no estaba en condiciones de hacerlo. Una corrida en 45 minutos, dos pases mal y ningún tiro al arco demostraron que el Burrito no se encontraba en su plenitud. ¿Que le hicieron marca personal? Es verdad. Roger se le pegó desde que arrancó el partido. Y lo acosó. Y lo zamarreó. Y lo anticipó. ¿Le pegó? Sí. Fueron cinco foules en total. Pero la mayoría de ellos tácticos para impedir que se diera vuelta. Así, lo obligó a jugar de espaldas al arco de Eduardo, a descargar siempre a un toque. Un dato: la única que tuvo más o menos peligrosa fue un arranque en tres cuartos de cancha que terminó en los pies de Claudiomiro cuando intentaba meterse en el área. ¿Poco? Poquísimo para el “estandarte del equipo”, como lo definió Andrés D”Alessandro unos horas antes de viajar a Brasil. Y a la vez la confirmación de que los últimos días del Burrito en River no pintan para nada felices. ¿Por qué? Veamos…

Desconectados. La historia comenzó el martes de la semana pasada, un día antes del partido de ida con el Gremio, cuando el Burrito abandonó la práctica a los cinco minutos, acusando un dolor en la pierna derecha. Lo que sorprendió al DT, que aclaró que él no estaba al tanto de la lesión. Ante esa actitud, Ortega no dijo nada y entró a jugar. ¿El resultado? Aguantó apenas 12 minutos y debió salir por una contractura en el isquiotibial derecho. El desencuentro siguió frente a Racing, un partido que el volante quiso jugar, pero que finalmente se perdió por decisión de Ramón. Fue demasiado para el jujeño, que les habría asegurado a sus íntimos que mientras el DT no se fuera, no jugaría más en River. Aunque horas después cambiaría de parecer. ¿Qué pasará ante Lanús? El Burrito no querrá perderse el que puede ser su último partido en River…” (Santiago Gomez, Olé, 3 de maio de 2002)

TIRÓ LA TOALLA ANTES DEL FINAL
Con los cambios del entretiempo, Ramón apostó -a no perder por goleada. Pero le salió todo mal.

¡No sirve! ¡No sirve! ¡Volvé!”. Iban ocho minutos del segundo tiempo cuando Víctor Zapata se adelantó para ir a presionar sobre la salida del Gremio. Pero desde el banco, Ramón Díaz le pidió que no fuera, que esperara más atrás. Con esos gritos y con los cambios que hizo en el entretiempo, el técnico mostró la hilacha. En vez de jugarse a matar o morir, prefirió apostar a cuidarse para que Gremio no le hiciera más goles. Quedó claro que su negocio está en el torneo local.

Cambios, parte I. En el arranque del partido, el Pelado apostó por Domínguez en lugar de Cavenaghi, puso a Rojas como volante izquierdo y a Demichelis de stopper izquierdo (¿lo habrá probado para reemplazar al misionero el domingo?). La idea no era mala: poblar el mediocampo, adueñarse de la pelota y a correr con D”Alessandro, Ortega y el Chori. Pero el resultado no fue el esperado. Sobre todo porque la expulsión de Celso Ayala complicó todos los planes. Eso sumado a los goles de Rodrigo Mendes y Luizao terminó de desmoralizar a River.

Cambios, parte II. En el entretiempo, Ramón decidió las polémicas modificaciones. El más entendible fue el de Husain por Ledesma, quien estaba amonestado y al borde de la expulsión. Pero los ingresos de Zapata y Lequi por D”Alessandro y Ortega fueron una muestra de las intenciones del riojano: armar una defensa con cuatro y un mediocampo combativo, apostando sólo a lo que podían generar Cambiasso y Domínguez, los que quedaron más adelantados.

Pero lo peor de todo fue que esa idea de que la diferencia de dos goles no se agrandara tampoco salió bien. Husain entró muy caliente y a los 21 minutos se fue expulsado por doble amonestación. Una irresponsabilidad que dejó a River con nueve jugadores. Gremio supo aprovechar la diferencia numérica, le metió dos goles más y se floreó a puro toque. El ole de los hinchas brasileños se hizo sentir en el Estadio Olímpico. Un sonido con el que los jugadores de Ramón están acostumbrados a jugar, pero de su gente… no de los rivales.

Anoche, el que bailó fue el Millo. Y Ramón tuvo mucho que ver con esa fiestita brasileña debido a los cambios que realizó. Pensó más en cuidar a sus muchachos para el partido ante Lanús que en tirar las últimas fichas para seguir en la Copa. Y así le fue. Chau.”(Federico Del Rio, Olé, 3 de maio de 2002)

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Foto: Mauro Mattos (O Sul)

Grêmio 4×0 River Plate

GRÊMIO: Eduardo Martini; Anderson Polga, Claudiomiro e Roger; Anderson Lima, Émerson Leal (Fernando Menegazzo, intervalo), Tinga, Zinho e Gilberto (Mauro Galvão 29/2º); Luizão (Luis Mário 20/2ºt) e Rodrigo Mendes
Técnico: Tite

RIVER PLATE: Ángel Comizzo: Hernán Garcé, Celso Ayala e Martín Demichelis;  Eduardo Coudet, Cristian Ledesma (Víctor Zapata, intervalo), Esteban Cambiasso e Ricardo Rojas; Ariel Ortega (Claudio Hussaín, intervalo); Andrés D’Alessandro (Matías Lequi, intervalo) e Alejandro Domínguez
Técnico: Ramón  Díaz

Libertadores 2002 – Oitavas de Final – Jogo de ida
Data: 2 de maio de 2002, quinta-feira, 21h40min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre, RS
Público: 50.838 (44.715 pagantes)
Renda: R$ 522.625,00
Árbitro: Oscar Ruiz (COL)
Assistentes: Felipe Russi e Oswaldo Díaz (COL)
Cartões amarelos: Émerson Leal, Polga, Claudiomiro e Mauro Galvão, Ledesma e Cambiasso
Cartões vermelhos: Celso Ayala (30/1ºT) e Claudio Hussaín (22/2ºT).
Gols: Rodrigo Mendes, aos 40 minutos e Luizão, aos 45 minutos do 1º tempo; Zinho aos 24 e Luis Mário, aos 31 minutos do 2º tempio

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One Response to “Libertadores 2002 – Grêmio 4×0 River Plate”

  1. Confrontos entre Grêmio e River Plate disputados no Brasil | Grêmio1983 Says:

    […] Taça do Atlântico 1971 – Grêmio 2×0 River Plate Taça Cidade de Salvador 1972 – Grêmio 1×0 River Plate Amistoso em 1980 – Grêmio 0x1 River Plate Supercopa 1988 – Grêmio 1×0 River Plate Supercopa 1989 – Grêmio 2×1 River Plate Supercopa 1991 – Grêmio 1×1 River Plate Supercopa 1995 – Grêmio 2×1 River Plate Copa Mercosul 1998 – Grêmio 2×3 River Plate Copa Mercosul 2001 – Grêmio 1×0 River Plate Libertadores 2002 – Grêmio 4×0 River Plate […]

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