Libertadores 2018 – Grêmio 1×2 River Plate

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A prudência recomendaria um pouco mais de espera para ter o devido distanciamento crítico, mas eu já arrisco em afirmar, no calor do momento mesmo, que esse jogo entrou para história como uma das eliminações mais doloridas  do Grêmio. E foi especialmente dolorido porque o tricolor esteve muito perto de chegar a sua sexta final de Libertadores (o que seria sua segunda decisão da competição em sequência).

Foi dolorido mas não foi injusto, porque o confronto foi decidido nos detalhes. Em Buenos Aires os “detalhes” penderam a favor do Grêmio. Em Porto Alegre, os “detalhes” penderam para o River.

O Grêmio mais uma vez adotou uma postura mais reativa, “abrindo mão” da posse de bola. E assim foi resistindo ao River no início do primeiro tempo, conseguindo até ampliar sua vantagem aos 35 minutos, com Leonardo Gomes apanhando um rebote de escanteio (ele praticamente fez o gol que deixou de fazer em Buenos Aires).

Na etapa final, o jogo parecia transcorrer mais ao feitio do tricolor. Everton, que entrara no lugar de Maicon (que esteve fora do seu padrão habitual), teve chance de liquidar a partida, mas o bom goleiro Armani conseguiu travar a conclusão do avante gremista. Quando faltavam menos de dez minutos para  o final, o River empatou o jogo, numa falta cobrada na área que Borré desviou para as redes. E aos 42, o juiz, com auxilio do VAR, marcou um pênalti de Bressan, que Pity Martinez converteu, classificando os visitantes.

Eu não marcaria o pênalti dado pelo árbitro Andrés Cunha. Vale lembrar que o texto da regra fala em “tocar deliberadamente a bola com as mãos“. Não acho que o toque foi deliberado (e me parece que o juiz desconsiderou o critério “a distância entre o jogador e a bola (bola inesperada)“). Mas é preciso reconhecer que a arbitragem mundial (como pode ser visto na Copa do Mundo) vem marcando pênalti em lances parecidos com esse.  O problema maior é a falta de critério, uma vez que, aparentemente, o VAR não foi acionado no toque de braço de Borré no gol de empate do River Plate.

Mas é bom lembrar que o Grêmio chegou bastante enfraquecido nessa semifinal. O time principal foi “preservado” inúmeras vezes ao longo da temporada e mesmo assim o grupo sofreu com lesões no momento decisivo. Luan não participou de nenhum dos jogos contra o River e Everton atuou em pouco mais de 30 minutos dos 180 do confronto. As contratações mais caras da temporada (André e Marinho) não deram nenhuma resposta. A discrepância (não só de qualidade, mas principalmente de característica) entre os zagueiros titulares e reservas do Grêmio era conhecida desde o ano passado e pouco se fez para corrigir isso. Enfim, é possível dizer que o Grêmio da semifinal de 2018 decaiu na comparação com o Grêmio da semifinal de 2017 (enquanto o nível dos adversários, ao menos em tradição, aumentou).

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– Média de público do Grêmio na Libertadores 2018:
38.821 (36.250 pagantes)

– Média de público da Arena na atual temporada:
25.940 (23.788 pagantes)

– Média de público do Grêmio na história da Libertadores (90 jogos em casa):
32.049 torcedores

– Média de público em jogos de semifinal da Libertadores (7 jogos em casa):
41.747 (37.655 pagantes)

– Média de público do Grêmio em partidas de Libertadores na Arena (26 jogos):
37.873 (35.360 pagantes)

– Média de público do Grêmio em partidas de mata-mata pela Libertadores na Arena (11 jogos):
46.051 (43.287 pagantes)

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Gremio vs River 30.10.2018 Foto Maxi FaillaFotos: Conmebol , Ricardo Giusti (Correio do Povo), Maxi Failla Olé e Eduardo Moura (GloboEsporte)

Grêmio 1×2 River Plate

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Leonardo, Geromel, Paulo Miranda (Bressan, 25’/2º) e Bruno Cortez; Michel e Maicon (Everton, 9’/2º); Ramiro, Cícero e Alisson; Jael (Thaciano, 40’/2º).
Técnico: Renato Portaluppi

RIVER PLATE: Armani; Montiel, Maidana, Pinola e Casco; Ponzio (Enzo Pérez, 23’/1º), Palacios, Quintero (Scocco, 17’/2º) e Nacho Fernández (Pity Martínez, int); Borré e Lucas Pratto.
Técnico: Marcelo Gallardo

Libertadores 2018 – Semifinal – jogo de volta
Data: 30 de outubro de 2018, terça-feira, 21h30min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Público: 53.571 (49.893 pagantes)
Renda: R$ 4.477.119,50
Árbitro: Andrés Cunha (Uruguai)
Asistentes: Nicolás Tarán y Richard Trinidad (Uruguai)
Quarto Árbitro: Jonathan Fuentes (Uruguai)
VAR: Leodan González (Uruguai)
AVAR 1: Esteban Ostojich (Uruguay)
AVAR 2: Mauricio Espinosa (Uruguai)
Cartões amarelos: Enzo Pérez, Pinola, Paulo Miranda, Cortez, Bressan, Cícero
Cartão vermelho: Bressan
Gols: Leonardo, aos 35 minutos do primeiro tempo; Borré, aos 36 e Pity Martínez (de pênalti), aos 49 minutos do segundo tempo.

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