Archive for March, 2019

Médias de Público em Gre-Nais desde 1999

March 16, 2019

Médias público grenais gauchão na Arena

Desde 1999 foram disputados 81 Gre-Nais, sendo que a média de público nos clássicos desse período é de 33.340 torcedores por partida.

O Grêmio recebeu o Inter 11 vezes na Arena desde a sua inauguração. A média de público nesses jogos é de 44.354 (41.145 pagantes).

Pelo Gauchão, foram realizados 6 clássicos na Arena, com média de 41.707 (38.930 pagantes)

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Gauchão 1979 – Grêmio 1×1 Inter

March 16, 2019

1979 grenal 1x1 foto correio

No Gauchão de 1979, Grêmio e Inter se enfrentaram no Olímpico na última rodada do segundo turno. O tricolor já havia garantido a primeira posição dessa fase, assim como acontecera no primeiro turno, o que lhe garantia dois pontos extras no octagonal final.

Diante desse cenário, o Inter foi a campo com um time misto. Poucas horas antes da bola rolar, o presidente Marcelo Feijó (tio do atual presidente colorado) anunciou a demissão do técnico Cláudio Duarte e o licenciamento (sabe-se lá o que isso significa) do departamento de futebol comando por Gilberto Medeiros (pai do atual presidente colorado).

O Inter surpreendeu e saiu na frente com um gol de borracha. Éder empatou o jogo no segundo tempo, convertendo pênalti sofrido por Paulo César Caju. Abaixo a crônica do Correio do Povo sobre a partida:

1979 grenal 1x1 guaiba

GRE-NAL NÃO FUGIU À TRADIÇÃO
O Grêmio queria plasmar no Gre-Nal sua superioridade diante do Internacional no atual campeonato. Mas o andamento da partida, mesmo com o Inter jogando sem alguns titulares, mostrou a tradicional igualdade de força durante o clássico do Rio G. do Sul.
Duas horas e meia antes da partida surgiu o anúncio da saída do técnico Cláudio Duarte, do licenciamento de Gilberto Medeiros e seus principais assessores, veio a palavra de Marcelo Feijó, dizendo que ele estava também respondendo pelo futebol do Internacional. Neste clima e ainda sem Valdomiro, Falcão, Mário e Adilson, as chances do Inter, teoricamente, eram menores contra um Grêmio líder e com a massa de torcedores a seu favor.
Os primeiros minutos do Gre-Nal mostraram o Internacional precavido na defesa, com vários jogadores no meio de campo e usando apenas os contra-ataques. O domínio territorial do Grêmio foi notório, mas as conclusões não apareciam. O Inter aos poucos foi dominando o meio de campo onde Batista, Tonho, Borracha e movimentavam-se com autoridade e tranquilidade.
O resultado desse domínio no meio-campo proporcionou excelentes contra-ataques, principalmente quando Chico Espina era lançado e vencia os combates diretos contra Vilson e principalmente contra Ancheta.
Aos 20 minutos o Inter atacou forte e Vitor Hugo tentando defender entregou a bola nos pés de Chico Espina, que passou a Jair. Daí o passe foi rápido para o garoto Borracha que da entrada da área atirou rasante no canto esquerdo de Manga para fazer um a zero. A pequena torcida do Inter comemorou intensamente o golo e a imensa maioria de gremistas se olhavam estupefatos sem saber o que tinha acontecido.
Ainda no primeiro tempo o time de Fantoni passaria por mais três sustos. Logo depois do golo o Inter atacou e, num erro do bandeirinha Erick Fuchs, Borracha ficou cara a cara com Manga e não fosse a providencial salda do goleiro teria feito o segundo. Depois Jair, em duas vezes, quase marcou. O primeiro tempo terminou com justa vitória parcial do Internacional.
O EMPATE
No segundo tempo Tarciso, atingido por Cláudio Mineiro, foi substituído por Jurandir. A troca trouxe vantagens ao Grémio que ao colocar Jurandir na ponta fazendo-o ajudar o meio de campo, equilibrou e partida naquele setor.
O Inter não mudou e confirmou usando o contra-ataque como arma principal. Só que no segundo tempo teve apenas uma chance viva de gol quando Tonho ia chutar e foi atrapalhado por Chico Espina. O Grêmio atacou sempre, mas na maioria das vezes exagerou no chuveirinho.
Aos 27 minutos André foi lançado e conseguiu dar o passe para Paulo César. Batista entrou por trás e derrubou o jogador gremista. Gallas marcou o pênalte que resultou na expulsão de Batista, por reclamação, Eder destacado para cobrar bateu forte e marcou. O Grêmio tentou desempatar com Baltazar já no lugar de Nardela mas a defesa do Inter resistiu o um a um. O técnico Otacilio usou os reservas Toninho e Sílvio e manteve o esquema empregado desde o início do Gre-Nal.” (Correio do Povo, terça-feira, 24 de julho de 1979)

1979 grenal 1x1 anuncio inter

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GRÊMIO: Manga; Vilson, Ancheta, Vantuir, Dirceu; Vitor Hugo, Nardela (Baltazar), Paulo César; Tarciso (Jurandir), André Catimba e Éder Aleixo.
Técnico: Orlando Fantoni

INTER: Benitez; João Carlos, Mauro, Beliato, Cláudio Mineiro; Batista, Tonho, Borracha (Sílvio); Jair, Rogério (Toninho) e Chico Espina.
Técnico: Otacílio Gonçalves (interino)

Gauchão 1979 – 2º Turno – 19ª Rodada
Data: 22 de julho de 1979, domingo, 15h3omin
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre/RS
Público: 47.427
Renda: Cr$ 2.102.500,00
Árbitro: Roque José Gallas
Assistentes: Erick Fuchs e Ricardo Piva
Cartãos vermelho: Batista (27 do 2ºT)
Gols: Borracha, aos 25 do 1º tempo. Éder (de pênalti) aos 27 minutos do segundo tempo

Libertadores 2019 – Grêmio 0x1 Libertad

March 13, 2019

Gremio x Libertad

A derrota foi merecida. O Grêmio fez uma partida horrível. Uma das piores atuações do time desde que Renato Portaluppi voltou a casamata gremista em 2016. O tricolor teve mais de 65% de posse de bola, mas sem nenhuma efetividade. Foram apenas 3 chutes no gol de Martin Silva.

O público ficou dentro da média desse tipo de jogo pela Libertadores. Eu sinceramente esperava mais gente, tendo em vista o momento do clube (e fatores como o tamanho do quadro social). Creio ter sido um erro grave praticar nesse jogo valores de ingressos mais caros do que serão praticados para o Grenal pela primeira fase do Gauchão.

– Média de público do Grêmio na Arena em 2019:

17.561 (15.761 pagantes)

Finalmente o Grêmio usou a fonte do número de 2018 no calção preto (no passado usou sempre a fonte de 2016 no calção titular).

Curiosidade inútil: Com esse jogo, a meia preta passou a ser a segunda mais usada pelo clube na Libertadores (28 ocasiões, contra 27 da azul).
Gremio x Libertad
Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 0x1 Libertad

GRÊMIO: Paulo Victor; Leonardo Gomes, Geromel, Kannemann e Cortez; Michel, Maicon (Jean Pyerre, 13/2ºT); Marinho (Diego Tardelli, 23/2ºT), Luan e Everton; Felipe Vizeu (André, intervalo).
Técnico: Renato Portaluppi

LIBERTAD: Martín Silva; Piris, Paulo da Silva, Luis Cardozo e Cougo; Bareiro, Aquino (Riveros, 13/2ºT), Mejía e Rivero (Benítez, 21/2ºT); Martínez (Recalde, 35/2ºT) e Óscar Cardozo.
Técnico: José Chamot

Data: 12 de março, terça-feira,  21h30min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Público: 32.998 (30.680 pagantes)
Renda: R$ 1.136.733,00
Árbitro: Diego Haro-PER
Assistentes: Victor Raez-PER e Michael Orue-PER
Cartão amarelo: Maicon, Marinho, Luan (Grêmio) Cougo, Oscar Cardoso, Edgar Benítez (Libertad)
Gol: Bareiro, aos 47 minutos do primeiro tempo.

Médias de Público na Libertadores

March 12, 2019

Publicos mandante

O Grêmio faz hoje seu 91º jogo como mandante pela Libertadores. Conforme noticiado pelo Correio do Povo “a administração da Arena espera um público de 30 mil pessoas para o jogo entre Grêmio e Libertad nesta terça-feira“.

Esse previsão está dentro da média histórica do clube em partidas desse tipo (conforme quadro acima). Nas 90 vezes que disputou partidas em casa na Libertadores, o Grêmio tem média de 32.049 torcedores por jogo. No caso de partidas de fase de grupos na Arena a média é de 31.876 (29.548 pagantes).

Vale lembrar que essa é a 19ª participação do Grêmio na Libertadores. A média de público dos primeiros jogos em casa nas 18 participações anteriores é de 31.444 torcedores. O maior público de uma primeira partida em casa aconteceu em 1998, contra o Vasco na fase de grupos, com 50.032 (42.156 pagantes). Contra o Palmeiras, na fase de grupos em 1995, foram 49.610 (43.847 pagantes). O menor público foi verificado em 2003, contra o Pumas, com 12.005 (9.712 pagantes).

Gauchão 2019 – Grêmio 3×0 São José

March 10, 2019

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O Grêmio ganhou do São José, com 3 golaços. André teve grande atuação, fazendo o que sempre se esperou dele, que é dar mobilidade e agilidade ao ataque tricolor.

– Média de público do Grêmio na Arena em 2019:

14..476 (12.778 pagantes)

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Fotos: Superior_Norte (Instagram) e Eduardo Torres (EC São José)

Grêmio 3×0 São José

GRÊMIO: Júlio César; Matheus Henrique, Paulo Miranda, Marcelo Oliveira e Juninho Capixaba; Darlan (Diego Tardelli, 17/2ºT) e Thaciano; Montoya (Thonny Anderson, 32/2ºT), Jean Pyerre (Leonardo Gomes, 26/2ºT) e Pepê; André
Técnico: Renato Portaluppi

SÃO JOSÉ: Fábio; Marcio Lima, Rafael Goiano, Everton Alemão e Dudu Mandai; Bruno Jesus (Márcio Jonatan, int), Tássio, Matheusinho e Tavares; Tiago Pará (Wandinho, 38’/2º) e Crystopher (Everton Júnior, 18’/2º)
Técnico: Rafael Jacques

9ª Rodada – Campeonato Gaúcho 2019
Data: 09 de março, sábado, 19h00min
Público: 9.104 (7.616 pagantes)
Renda: R$ 281.542
Árbitro: Douglas Silva
Assistentes: Élio Nepomuceno de Andrade Júnior e Júlio Cesar Espinoza de Freitas
Cartões amarelos: Marcelo Oliveira (Grêmio); Márcio Lima e Tássio (São José)
Gols: Montoya, aos 28 minutos e Pepê, aos 30 minutos do primeiro tempo; André, aos 31 minutos do segundo tempo.

Gauchão 1975 – Grêmio 1×0 São José

March 9, 2019

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No Gauchão de 1975 o Grêmio treinado por Ênio Andrade recebeu o São José treinado por Poletto, e só garantiu a vitória com um gol de Vilson, aos 31 minutos do segundo tempo.

Como já foi lembrado pelo Beto Xavier, no primeiro semestre daquele ano o Grêmio praticamente adotou a camisa azul celeste como seu fardamento número 1.

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POR POUCO O GRÊMIO NÃO PAROU NA RETRANCA DO SÃO JOSÉ

Depois de um primeiro tempo de futebol mal jogado e vaiado pelos torcedores, sem chutar uma só bola contra a meta do São José e sem explosão nas jogadas de ataque, o Grêmio só conseguiu marcar aos 31 minutos da segunda etapa, alcançando uma difícil vitória, por 1 x 0. O técnico Paulo Sérgio Poletto armou um esquema para neutralizar as principais jogadas do Grêmio, colocando dois homens sobre Zequinha, e Nenê. Sua meia-cancha jogou recuada para reforçar o bloqueio defensivo, criando grandes dificuldades para o ataque gremista. Com a vitória de ontem à noite, no Olímpico, os tricolores assumem a liderança isolada do campeonato gaúcho, por pontos ganhos, pelo menos até hoje à noite, quando o Internacional jogará contra o São Paulo, de Rio Grande.

PRIMEIRO TEMPO

O São José entrou em campo com um esquema bem armado para dificultar as principais jogadas do Grêmio. O lateral-direito Norival e o ponteiro Rogério encarregaram-se da marcação de Nenê, enquanto Pedro e Joãozinho, pela esquerda, colaram em Zequinha, para evitar suas cruzadas. A meia-cancha do São José reforçou a defesa para bloquear o ataque gremista e apenas Emir permanecia, eventualmente, na frente aguardando os lançamentos que, em número de dois ou três, não chegaram a resultar em boas jogadas contra a meta de Picasso.

O maior defeito do Grêmio no primeiro tempo foi a lentidão. Nenhuma situação de golo foi criada nos primeiros 45 minutos de jogo. Cacau por duas vezes ensaiou jogadas de penetração, lançando Tarciso, que terminaram em chutes dispersivos. O ponteiro Nenê, pouco acionado, teve duas oportunidades para o arremate final. Na primeira, errou a meta e na segunda, lançado em profundidade, acabou perdendo a bola para o lateral Norival. Tarciso, aos 30 minutos, recebeu um passe pelo meio, atrás dos zagueiros, mas o goleiro Cláudio, com grande tranquilidade, saiu da área e conseguiu dar um balãozinho no avente gremista e chutar para o meio, do campo.

SEGUNDO TEMPO

Mesmo com uma temperatura de 10 graus, a torcida tricolor procurou esquentar o jogo na segunda etapa, incentivando o time, o que não havia feito nos primeiros 45 minutos. Nenê, aos 8 minutos, criou a primeira situação que ajudou a animar um pouco mais os torcedores. Recebeu uma bola pela esquerda, venceu a mareação de Norival, mas chutou por cima da meta de Cláudio, numa bela jogada. A essa altura Paulo Sergio Poletto precisou retirar Norival, uma das melhores figuras da equipe, lesionado, colocando Flávio em seu lugar.

Embora aumentando bastante o ritmo de jogo, o Grêmio continuou encontrando dificuldades para penetrar na área adversária até os 31 minutos, quando a torcida tricolor conseguiu respirar aliviada, depois de muito sofrimento, com o golo de Vilson. Nenê sofreu uma falta pelo lado esquerdo, Bolívar cobrou por cima e, na saída do arqueiro Cláudio, Vilson marcou de cabeça.” (Correio do Povo, 5 de junho de 1975)

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ingressos

Grêmio 1×0 São José

GRÊMIO Picasso; Vilson, Beto Bacamarte, Beto Fuscão e Bolivar; Cacau, Iúra (Luis Freire) e Neca; Zequinha, Tarciso e Nenê
Técnico: Ênio Andrade

São José: Claudio, Norival (Flavio), Paulinho, Paulo Sousa e Pedro; Celso, Vasquez e Dorinho; Rogério (Antonio Carlos), Emir e Joãozinho
Técnico: Paulo Sérgio Poletto

Gauchão 1975
Data: 4 de junho de 1975, quarta-feira
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Renda: Cr$ 79.441,00
Árbitro: Luis Louruz
Auxiliares: Paulo Serafim e Adão Alipio Soares
Gol: Vilson, aos 31 minutos do segundo tempo

Libertadores 2019 – Rosario Central 1×1 Grêmio

March 7, 2019

O Grêmio parece ter jogado uma partida de Libertadores em ritmo de Gauchão (o que, até certo ponto, é natural, visto que o time até aqui só tinha tido compromissos pelo certamente estadual). E ainda assim conseguiu um empate, que diante das circunstâncias  (jogo fora de casa e ter levado gol logo no primeiro minuto) pode ser considerado bom resultado.

Geromel poderia ter buscado revidar a agressão sofrida numa jogada fora da área. Correria menos riscos.

Marinho foi um dos nomes da partida. Contudo, ficou claro que havia um distanciamento entre ele e Leonardo Gomes. Tanto é que os dois se aproximaram no segundo tempo e as substituições feitas por Renato visaram ocupar o lado direito do meio campo gremista (conforme se percebe nas imagens abaixo)

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Foto: Hector Rio (AFP/Correio do Povo) e C.A.Rosario Central

ROSARIO CENTRAL: Ledesma; Bettini (Rizzi, int), Barbieri, Cabezas e Molina; Rinaudo, Gil, Allione (Camacho, 27/2ºT) e Aguirre; Riaño e Zampedri (Lovera, 32/2ºT)
Técnico: Paulo Ferrari

GRÊMIO: Paulo Victor; Leonardo Gomes, Geromel, Kannemann e Bruno Cortez; Rômulo e Maicon (Jean Pyerre, 32/2ºT); Marinho, Luan (Matheus Henrique, 19/2ºT) e Everton; Felipe Vizeu (André, 28/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

Libertadores 2019 – Grupo H – 1ª Rodada
Data: 06/3/2019, quarta-feira, 21h30min
Local: Gigante de Arroyto, em Rosario – ARG
Árbitro: Roddy Zambrano (EQU)
Auxiliares: Bryon Romero (EQU) e Juan Macias(EQU)
Cartões amarelos:  Zampedri, Geromel, Matheus Henrique
Gols: Zampedri, aos 2 minutos do primeiro tempo; Everton, aos 12 minutos do primeiro tempo

Combinações de uniforme usados em jogos de Libertadores

March 6, 2019

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Até hoje, o Grêmio fez 181 partidas pela Libertadores (90 em casa, 90 fora e 1 em campo neutro, num jogo desempate contra o Flamengo no Pacaembu em 1984)

Eu fiz um levantamento dos uniformes usados nessas 181 partidas. Separando por peça os dados são os seguintes

CAMISAS:
– Tricolor: usada em 149 ocasiões (82,32%)
– Branca: usada em 16 ocasiões (8,84%)
– Azul: usada em 14 ocasiões (7,73%)
– Preta: usada em 2 ocasiões (1,11%)

CALÇÕES:
– Preto: usado em 139 ocasiões (76,8%)
– Branco: usado em 34 ocasiões (18,78%)
– Azul: usado em 8 ocasiões (4,42%)

MEIAS
– Branca: usada em 127 ocasiões (70,16%)
– Azul: usada em 27 ocasiões (14,92%)
– Preta: usada em 27 ocasiões (14,92%)

Nas combinações, a mais usada, por óbvio, foi a tradicional (camisa tricolor, calção preto e meia branca) em 94 jogos (51%). Na sequência a combinação com camisa tricolor e calções e meias pretos com 18 jogos (9,94%) e camisa tricolor com calções e meias brancos, com 17 jogos (9,39%).

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Estava lendo o livro Seu Verardi e o Grêmio: Uma História de Amor” e me deparei com o trecho acima, no qual o Seu Verardi afirma que o Grêmio usou a camisa tricolor com calção branco e meia azul nas finais contra o Peñarol em 1983 (afirmativa que ele repete num trecho mais adiante). Creio que houve um problema de revisão no livro, visto que o Grêmio só foi usar meia azul na Libertadores de 1997, sendo que a combinação usada em Tóquio só foi ser vista num jogo de Libertadores no confronto com o Guarani em Assunção, nas oitavas de final da edição daquele ano. Nas finais de 1983 o Grêmio repetiu a combinação já usada anteriormente contra o Estudiantes, com camisa tricolor, calções e meias brancos.

Como última curiosidade vale lembrar que em 3 ocasiões o Grêmio usou camisa reserva em jogos disputados em Porto Alegre: Nos jogos contra Oriente Petrolero e 12 de Octubre em 2002 e contra o Deportes Iquique em 2017.

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Foto: GauchaZH

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Foto: Ricardo Giusti (Correio do Povo)

1979 – Rosario Central 1×2 Grêmio

March 5, 2019
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Foto: Mauro Matos (Correio do Povo)

 

Grêmio e Rosario Central se enfrentaram pela primeira vez em fevereiro de 1979, na semana anterior ao carnaval. Era o sexto jogo do tricolor na temporada e o segundo de uma excursão à Argentina agenciada pelo empresário Juan Figer.

O Grêmio, que começava a ajustar suas novas contratações na equipe comandada por Orlando Fantoni, venceu por 2×1 com gols de Éder e Jurandir.

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Foto: Zero Hora – Fonte: GrêmioPédia

GRÊMIO CAMPEÃO NA ARGENTINA, NA FORÇA E NA REAÇÃO

O Grêmio, depois de uma virada marcante no segundo tempo, ontem à noite, venceu o Rosário Central e conquistou o título – o primeiro da temporada — de campeão do Torneio Internacional Cidade de Rosário, Argentina, No período inicial, prejudicado por uma penalidade máxima inexistente (nos 45 finais repetiu o mesmo erro) assinalada pelo árbitro, o Grêmio perdeu e foi uma equipe nervosa. Depois, com Éder empatando na cobrança de uma falta, e Jurandir concluindo jogada de Dirceu pela esquerda, o representante gaúcho estabeleceu a vantagem, Mais tarde, numa visível intenção de evitar a vitória do Grêmio, o juiz marcou outra penalidade máxima que só ele viu. Desta vez, porem, o excepcional Manga voou e caiu quieto com a bola, que Heredia bateu buscando o canto esquerdo. E, a partir daí, Grémio assegurou os 2 a 1.

PRIMEIRO TEMPO

Antes de iniciar o jogo, numa confissão apressada de boca de túnel, Orlando Fantoni deixou evidenciada uma preocupação: a ausência de lura, que poderia ter reflexos na movimentação do time. E, para azar do Grêmio, Renato Sá não teve condições de manter a rotação do meio-campo, deixando o ataque distanciado. E. assim, além de retardar a arrancada ofensiva, ainda deixava a velocidade de Tarciso se, dispersar.

No detalhe, a dificuldade tricolor. Mais ainda: uma penalidade máxima inexistente — obstrução de Éder e, não, falta em Orte — deixou o time nervoso. Com isso, de certa forma, entrando na catimba dos argentinos, especialistas em manhas, o Grêmio começou a se perturbar.

Apesar destes detalhes, se não fosse o lance isolado de Éder em Orte, uma penalidade máxima assinalada aos 11 minutos, numa interpretação errónea do árbitro, o Grêmio poderia ser sustentado o placar em branco nos primeiros 45 minutos. Prova disso, o Rosário Central teve apenas uma grande oportunidade para marcar: 42 min., pararam Vicente, Ladinho e Ancheta, deixando Orte entrar sozinho e chutar para fora. Além disso, nada mais, exceto ataques esporádicos.

O Grêmio sempre tomou as iniciativas na partida. Mesmo com a meia-cancha desarrumada, o time gaúcho forçou até mesmo com insistência. Aos cinco minutos, por exemplo, André perdeu um golo certo, quando Éder chutou forte e o goleiro Ferrero soltou.

Éder, devido a falta de solidariedade do meio-campo, passou todo o primeiro tempo se movimentando praticamente por todo o campo. E, sem dúvida, foi por intermédio do ponteiro que surgiram os melhores momentos para o empate.

No todo, um primeiro tempo para empate com muita justiça e não houvesse uma injusta penalidade máxima.

SEGUNDO TEMPO

De imediato, a constatação: Fantoni, neste período, tentou transformar todo o time do Grêmio. E as alterações foram profundas: a retirada preventiva de André — que estava ameaçado de expulsão — a entrada de Jurandir que foi para a ponta, enquanto Tarciso para o comando do ataque — Dirceu na lateral esquerda e, como medida tática, o deslocamento de Renato Sá para o lado esquerdo, passando Paulo César a jogar onde realmente sabe, pela meia-direita.

O Grêmio cresceu, cresceu muito em movimentação. E, aos 16 minutos, Éder fazia 1 x 1, cobrando uma falta com violência, venceu o goleiro Ferrero, com a bola entrando no ângulo esquerdo do Rosário Central. Um minuto após, sempre respondendo com rapidez as investidas dos argentinos, o Grêmio estabelecia a vantagem: Dirceu apoiou e fez o cruzamento, Tarciso na área deu um toque para Jurandir, que chutou para as redes. O tricolor virava o escore.

Na saída do segundo golo do Grêmio, o Rosário Central desceu perigosamente com Trama, que deu um toque com mão na bola e passou por Ancheta na área gremista. O juiz, de novo, inverteu o lance, assinalando nova penalidade máxima inexistente contra o Grêmio. Eram 19 minutos e Heredia batia forte no canto esquerdo para Manga fazer uma defesa sensacional e manter o escore de 2 x 1.

 A partir do segundo pênalti e com a vantagem no marcador, o Grêmio fez o que realmente era necessário: tratou de fechar o meio-campo, colocando Valderez ao lado de Vitor Hugo, saindo Éder. Com isso, ficaram poucos espaços para o Rosário Central tentar a ofensiva. E, assim, o time tricolor ainda teve condições de ameaçar a defesa argentina. O Grêmio teve muita garra até o final, com torcida e árbitro jogando ao lado do Rosário Central. Uma vitória para recuperar o prestigio do futebol gaúcho na Argentina.

DETALHES TÉCNICOS

Primeiro tempo — 1×0 para o Rosário, através de uma penalidade máxima duvidosa, que Garcia, aos 11 minutos, cobrou com precisão. JUIZ — Alberto Lucatelli, atuação comprometida pela sinalização de duas penalidades inexistentes contra o Grémio. Na preliminar, Independiente 2, Quilmes 0. “ (Plinio Nunes, Correio do Povo, 23 de fevereiro de 1979)

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O Grêmio, ao vencer ontem o torneio da cidade de Rosário, confirmou que está mesmo com uma equipe preparada para grandes conquistas em 79. Ao contrário do jogo de estréia, quando goleou o Independiente e mostrou excelentes qualidades técnicas, ontem, ao derrotar o Rosário Central, virando um marcador negativo de 0 a 1 para 2 a 1, mostrou também força e valentia. Deixou-se envolver pelo nervosismo e violência da partida no primeiro tempo, sofrendo ainda as conseqüências do mau posicionamento de Renato Sá, mas, no segundo período, sem a perturbação de André e com a presença do novo lateral Dirceu, o Grêmio chegou à vitória com categoria, através de dois golos (Éder e Jurandir) em dois minutos, tendo ainda Manga, em seguida, defendido um pênalte. “(Antônio Goulart, Correio do Povo, 23 de fevereiro de 1979)

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Foto: José Doval (Correio do Povo)

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Rosario Central 1×2 Grêmio

ROSARIO CENTRAL: Ricardo Ferrero; Magistral, Crayacich, Van Tuyne (Heredia) e Jorge Alberto Garcia; Gaitan, Eduardo Giuliano e Eduardo Bacas; Orte, Trama e Rubén Diaz.
Técnico: Ángel Zof

GRÊMIO: Manga; Eurico, Ancheta, Vicente e Ladinho (Dirceu); Vitor Hugo, Renato Sá e Paulo César Caju; Tarciso, André Catimba (Jurandir) e Éder (Valderez).
Técnico: Orlando Fantoni

Torneio Ciudad de Rosario – Final
Data: 22 de fevereiro de 1979, quinta-feira, 22h00min
Local: Estádio Gigante de Arroyito, em Rosario – ARG
Árbitro: Alberto Ducatelli
Auxiliares: Norberto Rodrigues e Juan Carlos Mansur
Gols: Garcia (de pênalti) aos 11 minutos do primeiro tempo. Éder aos 16 minutos e Jurandir aos 17 minutos do segundo tempo