Archive for April, 2019

Gauchão 1989 -Glória 1×2 Grêmio

April 30, 2019
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Foto: José Doval (Zero Hora)

Esse jogo contra o Glória, em Vacaria, marcou uma virada do Grêmio na temporada 1989. Era a última rodada do segundo turno do Gauchão, e o tricolor precisava da vitória para avançar ao quadrangular final do turno e assim manter vivas as chances de ir para o hexagonal final da competição.

Cláudio Duarte, que havia assumido o comando do time no início da semana (Rubens Minelli fora demitido após a derrota nos pênaltis para o Passo Fundo) promoveu a estreia dos recém contratados Hélcio, Jandir e Edinho. A partir daí começou a se firmar a base da equipe que ganharia o pentacampeonato gaúcho e a primeira edição da Copa do Brasil.

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Foto: José Doval (Zero Hora)

GRÊMIO VENCE A GUERRA E VAI PARA O QUADRANGULAR
Na estréia de Cláudio. Duarte, time supera jogo tumultuado e fica a um ponto do Hexagonal

O Grêmio venceu a “guerra” de Vacaria, ao ganhar do Glória por 2 a 1, e classificou-se ao Quadrangular em segundo lugar no Grupo B, com,11 pontos positivos. O Pelotas ficou em primeiro com 13. Na classificação geral, o time de Cláudio Duarte tem 24 pontos. E precisa de apenas mais um para chegar ao Hexagonal. Em resumo, basta não chegar em último no Quadrangular para que a participação na etapa final do Gauchão esteja assegurada. O adversário do Grêmio na próxima quarta-feira será o Aimoré, em São Leopoldo. No domingo, o jogo acontecerá no Estádio Olímpico, contra o Pelotas.

No Alto da Glória, a confusão foi a marca predominante. O Grêmio atacou durante todo o primeiro tempo. O Glória simplesmente não teve poder ofensivo. E concluiu apenas duas bolas contra o gol de Mazaropi, ambas por Juarez e para fora, sendo uma delas sobre o alambrado, caindo fora do estádio. Enquanto isso, o lateral esquerdo Hélcio, um dos estreantes, mostrava bom futebol e marcava com firmeza. Edinho, era o dono da área. E Jandir, o último dos três reforços recém-contratados, apesar da falta de ritmo, organizava os lances de frente. A partida, até 25 minutos, foi dura, com muitas faltas e enorme tensão. Aí, o ponteiro esquerdo Paulo Egídio lançou urna bola em diagonal para o Almir. O ponteiro driblou Francisco, um mau marcador, passou também por Juarez e chutou forte na saída de Gasperin, aos 30 minutos. O Glória teve que se abrir e buscar o empate. Mas o Grêmio continuou melhor.

Daltro Menezes, aos 37 minutos, tirou Francisco e colocou Zé Roberto em seu lugar. O lateral não acompanhava. Almir. Branco, o mais qualificado atleta de Daltro, não rendeu bem nos primeiros 45 minutos. Com isso, a superioridade do Grêmio implantou-se exatamente a partir do setor de criação.

Tumulto

No segundo tempo, o Glória voltou desesperado. E contou com a intranqüilidade do árbitro Carlos Martins para transformar o jogo em um grande tumulto, com 17 minutos de paralisação. O primeiro desentendimento ocorreu quando Paulão, que entrou em lugar de Edimilson, cruzou uma bola para a área e Rubinho fez o gol. Martins marcou impedimento. Nesta altura, a violência já predominava. Depois, Kita e Juarez chocaram-se de cabeça. O centroavante do Grêmio sofreu afundamento do malar e foi retirado de campo. O zagueiro teve que prosseguir com uma bandagem. Aos 18 minutos, Marcos Vinícius, que substituiu Kita, foi lançado, entrou na área, e foi puxado: pênalti.

O Glória discordou da marcação de Martins e houve invasão de campo de parte do treinador Daltro Menezes e dirigentes. Paulão pressionou Carlos Martins e chegou mesma a dar-lhe um encontrão. A Brigada Militar entrou no gramado. Houve muitas ameaças a Martins. Aos 27 minutos, Edinho bateu a penalidade e fez 2 a 0. Carlos Martins, entretanto, perturbou-se. Aos 33 minutos, expulsou Edinho, que, provocado por Zé Cláudio, estava envolvido em mais uma discussão. Com isso, o Glória cresceu. Aos 37 minutos, Alfinete afastou mal uma bola dentro da área e, na sobra, Zé Cláudio descontou.

Ainda houve tempo para mais atritos. O médico Alarico Endres tentou prestar atendimento dentro do campo e foi agredido. Daltro Menezes insultou e ameaçou Martins. Aos 43 minutos, a partida recomeçou. E foi até 61 minutos. Quase ao final, Cuca aparou um cruzamento e encobriu Gasperin, em gol legítimo. O confuso Carlos Martins apitou impedimento. Contrariou o experiente Justimiano Gularte, que nada tinha assinalado. O Glória perdeu, mas lutou até o fim. E fez de tudo para desestabilizar o sistema nervoso de quem estivesse por perto.” (Renato Barros e Carlos Alberto Fruet, Zero Hora, 1º de maio de 1989)

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Foto: Valdir Friolin (Placar)

A Guerra de Vacaria

Ser gremista no começo de 1989 era um suplício. Em péssima fase, o tricolor não convencia no campeonato gaúcho. Na penúltima rodada da fase classificatória, com a vaga à fase final a perigo, deixou escapar uma vitória fácil contra o Passo Fundo, no Olímpico. Precisaria vencer seu último jogo para conseguir a classificação. E o adversário era ninguém mais, ninguém menos, do que o Glória. E em Vacaria, no Altos da Glória…

Entre o dia do empate contra o Passo Fundo e o jogo contra o “Leão”, o Grêmio desencadeou uma grande mobilização. Chamou Cláudio Duarte para o comando técnico e contratou três reforços: o zagueiro Edinho, capitão do Brasil na Copa de 86, o volante Jandir e o lateral-esquerdo Hélcio. Os recém-chegados teriam pouco menos de uma semana para se adaptarem e absorverem as instruções do treinador.

Seria o suficiente para derrotar o Glória? Além de possuir uma equipe entrosada, o moral estava em alta graças à melhor campanha da competição até aquele momento. Não bastasse isso, o “Leão” não perdia em casa há 24 jogos, quase um ano sem derrota. Cláudio Duarte reconhecia a força do oponente: “O time do Daltro [Menezes] ataca com muita vontade e mostra que está sempre disposto a vencer”.

Não havia dúvida: aquele domingo, 30 de abril de 1989, prometia muita emoção. Todos os olhos voltaram-se para Vacaria. Era lá que o tricolor iria disputar uma das partidas mais decisivas de sua existência. Ironicamente, contra um clube que possuía as mesmas cores e levava “Grêmio” em seu nome. Uma grande expectativa tomou conta da cidade, e os ingressos postos à venda esgotaram-se rapidamente. No data do jogo, a cidade não cabia em si de tanta excitação. Na hora marcada para a abertura dos portões, grandes filas se formavam junto às entradas. Faltando duas horas para o começo do confronto, a lotação do estádio estava completa. Aquelas 8.510 pessoas – recorde de público do Altos da Glória em todos os tempos – testemunhariam um dos episódios mais dramáticos da história do futebol gaúcho: a “Guerra de Vacaria”!

Precisando vencer, o Grêmio iniciou na pressão, não permitindo que Branco e Edmundo organizassem a meio-campo do Glória e fizessem a bola chegar ao perigoso atacante Zé Cláudio. Edinho, Jandir e Hélcio davam segurança ao sistema defensivo, e não havia conclusões contra o gol tricolor. Nos primeiros minutos, a partida mostrava como seria: dura, com muitas faltas e uma tensão gigantesca.

Francisco, lateral do Glória, parecia o mais nervoso. Foi pelo seu setor que, aos 30 minutos, o Grêmio abriu o placar. Paulo Egídio lançou Almir, que passou com facilidade por Francisco, driblou Vladimir e chutou sem chances para Gasperin. Atento, Daltro substitui Francisco por Zé Roberto. Com Branco e Edmundo contidos, o “Leão” não teve forças para reagir, e o primeiro tempo acabou com vantagem gremista. No intervalo, torcedores do Glória agrediam-se nas sociais, prenunciando o clima do segundo tempo.

No retorno, Edmílson entra no lugar de Paulão. A equipe melhora, e Rubinho marca após cruzamento de Paulão, mas o gol é anulado pelo árbitro, iniciando-se grande confusão em campo e a paralisação do jogo. Pior para o auxiliar Carlos Kruse, que assinalou o impedimento: trabalhando junto às gerais, onde apenas o alambrado separa o auxiliar da torcida, passou a ser alvo de cusparadas e xingamentos. Na seqüência, numa disputa de bola pelo alto, Kita e Juarez se chocam. O primeiro sofre afundamento de malar, sendo substituído, enquanto Juarez acusa um profundo corte na cabeça. Bravo, ele volta a campo protegido por uma bandagem, pois o Glória já havia realizado as duas alterações.

Aos 18 minutos, Marcus Vinícius cai na área e o árbitro marca pênalti. O banco de reservas do time da casa invade o gramado e cerca o árbitro Carlos Martins. Após nove minutos de paralisação, Edinho cobra a penalidade, fazendo 2 a 0. Depois de tomar o segundo gol, o “Leão” parte para cima do adversário. Para compensar o prejuízo do time da casa, Martins expulsa Edinho aos 33 minutos. Valente, o Glória pressiona e é recompensado: aos 37 minutos, aproveitando um rebote, Zé Cláudio desconta. Na seqüência, o médico gremista tenta prestar socorro dentro de campo e ocorre nova invasão do banco do time de Vacaria.

O jogo parecia não ter mais fim devido às paralisações, dando um grande suspense à disputa, pois o Glória permanecia no ataque e ninguém sabia, ao certo, quanto tempo restava. Quase ao final, Cuca apara cruzamento e encobre Gasperin, mas o juiz marca impedimento, apesar de o auxiliar Justimiano Gularte nada ter sinalizado. A partida termina aos 61 minutos da segunda etapa. Emocionados, os gremistas comemoram, enquanto dirigentes, atletas e comissão técnica do Glória cercam novamente a arbitragem. Nas gerais, a torcida visitante festejava discretamente, talvez ainda sem acreditar que seu time obtivera a classificação mesmo sob tamanha “fumaceira”.

Após aquele embate, o tricolor, recuperado, conquistou o Gauchão e, na seqüência, a primeira Copa do Brasil. Mas, enquanto forem lembradas essas vitórias, será inevitável recordar que, para tanto, o Grêmio teve que subir a Serra e vencer a “Guerra de Vacaria”, um dos maiores jogos da história do futebol gaúcho. Para o “Leão” o jogo assinalou o clímax da época mais próspera e vitoriosa do clube, chamando para si as atenções do Rio Grande e do Brasil. Após aquele ciclo feliz, jamais veríamos a comunidade tão unida em torno de um único objetivo…” (Site Oficial do Glória)

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

Edinho: “Em 1989, o meu papel era o de não se envolver com o caldeirão. No jogo contra o Glória, no qual precisávamos ganhar de qualquer maneira, houve um pênalti. Percebi que ninguém queria pegar a bola e bater. Era o clima pesado. Como recém tinha chegado, eu estava fora deste ambiente. Cobrei com toda a calma e fiz o gol.” (ClicRBS, 28/08/2010 18h07min)

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Foto: Zero Hora

Glória 1×2 Grêmio

GLÓRIA: Gasperin; Chimbica, Vladimir, Juarez e Francisco (Zé Roberto); Edmílson (Paulão), Jair, Branco e Edmundo; Rubinho e Zé Cláudio
Técnico: Daltro Menezes

GRÊMIO: Mazaropi; Alfinete, Luiz Eduardo, Edinho e Hélcio; Jandir, Cristóvão e Cuca; Almir, Kita (Marcus Vinícius) e Paulo Egídio (Amaral).
Técnico: Cláudio Duarte

Gauchão 1989 – Segundo Turno – 7ª Rodada
Data: 30 de abril de 1989, domingo
Local: Estádio Altos da Glória, em Vacaria-RS
Público: 8.510 (7.213 pagantes)
Renda: NCz$ 17.096,00
Árbitro: Carlos Martins
Assistentes: Carlos Kruse e Justimiano Gularte
Cartões amarelos: Rubinho e Zé Cláudio
Cartão vermelho: Edinho (33/2ºT)
Gols: Almir, aos 30 minutos do 1º tempo; Edinho (de pênalti) aos 27 minutos do 2º tempo e Zé Cláudio, aos 37 do 2º tempo

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Brasileirão 2019 – Grêmio 1×2 Santos

April 29, 2019

Gremio x Santos

O Grêmio começou o Brasileirão 2019 com derrota. E o resultado negativo passo pelo péssimo primeiro tempo do tricolor na partida, quando se abalou demasiadamente com o gol sofrido logo cedo e passou a apressar todas as suas jogadas, cometendo um série de erros já na saída de bola. O Santos se aproveitou da situação e ampliou marcou o segundo ainda na primeira etapa.

Nos 45 minutos finais o Grêmio reagiu e pressionou bastante o Santos, mas ataque gremista perdeu diversas chances e só conseguiu diminuir o marcador nos acréscimos, num gol marcado por Everton.

É preciso dizer que o Grêmio poderia ter descontado ainda no primeiro tempo. Eu sinceramente não vejo posição irregular de Cortez no lance que a arbitragem marcou o impedimento.

Não gostei muito da nova camisa. Na transmissão o excesso de detalhes dourados e a largura demasiada da faixa preta nos ombros foram dois dos aspectos que mais me incomodaram (pretendo fazer um post específico sobre os novos uniformes). O calção usado pelos jogadores é diferente do que está sendo vendido na GrêmioMania (o de jogo tem o escudo monocromático).

Gremio x Santos

Público de hoje foi o maior dos nove jogos que o Grêmio fez contra o Santos desde a inauguração da Arena

– Média de público do Grêmio na Arena na atual temporada:
24.255 (22.139 pagantes)

– Média de Público de todos os jogos contra o Santos pelo Brasileirão na Arena:
22.071 (20.201 pagantes)

– Média de Público de todos os jogos pelo Brasileirão na Arena:
24.128 (21.873 pagantes)

– Média de público da Arena em jogos às 11h de domingo pelo Brasileirão:
33.473 (31.195)

Gremio x Santos
Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 1×2 Santos

GRÊMIO: Paulo Victor; Leonardo Gomes, Geromel, Kannemann e Cortez (Felipe Vizeu, 28’/2ºT); Matheus Henrique, Maicon; Alisson (Diego Tardelli, 6’/2ºT), Jean Pyerre (Luan, 14’/2ºT) e Everton; André.
Técnico: Renato Portaluppi

SANTOS: Vanderlei, Lucas Veríssimo, Aguilar e Gustavo Henrique; Victor Ferraz, Diego Pituca, Jean Lucas (Carlos Sánchez 35’/2ºT) e Felipe Jonatan; Jean Mota (Alison, int); Eduardo Sasha (Derlis González, 22’/2ºT) e Soteldo.
Técnico: Jorge Sampaoli

01ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2019
Data: 28 de abril de 2019, domingo, 11h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre
Público: 34.291 (32.318 pagantes)
Renda: R$ 1.371.049
Árbitro: Bruno Arleu de Araújo-RJ
Auxiliares: Rodrigo Correa e Thiago Henrique Neto
VAR: Rodrigo Carvalhaes de Miranda (RJ).
Cartões amarelos: Maicon, Kannemann e Matheus Henrique; Alison e Diego Pituca
Cartão vermelho: Derlis González
Gols: Eduardo Sasha, aos cinco, Felipe Jonatan, aos 34 minutos do primeiro tempo, e Everton , aos 47 minutos do segundo tempo.

Brasileirão 1973 – Grêmio 1×0 Santos – O último jogo de Pelé no Olímpico

April 25, 2019
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Foto: Correio do Povo

Em jogo válido pelo Brasileirão de 1973, mas disputado em janeiro de 1974, Pelé fez seu último jogo no Estádio Olímpico.

E o Grêmio ganhou por 1×0, com um gol de Carlinhos, já nos acréscimos do segundo tempo.

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SENSACIONAL VITÓRIA DO GRÊMIO

O Grêmio precisava da vitória para aspirar a uma classificação ou continuar lutando por ela. O importante golo de Carlinhos, no fim do jogo, confirmou a melhor exibição gremista, principalmente no segundo tempo. O Santos veio a Porto Alegre com Pelé (que não jogou bem) e uma das melhores campanhas na fase semifinal do campeonato nacional.

Exatamente por isso o técnico Carlos Froner cuidou, inicialmente, de brecar o início das jogadas na meia-cancha do Santos, que tinha o recuo de Pelé. Assim Froner deixou Carlinhos na reserva e colocou Humberto Ramos como falso ponteiro-direito. Fixo na ponta, o jogador mais habilidoso do ataque gremista, ficou, praticamente sem função, pois nunca teve um companheiro para dar continuidade às jogadas. O Santos começou dando um susto no Grêmio quando Mazinho, batendo Jorge Tabajara e cruzando forte, fez Beto, na tentativa de rebater, atirar no poste direito de Picasso. Depois Humberto Ramos foi liberado da função de jogar na ponta e passou a acionar pelo meio e o Grêmio cresceu de produção.

A melhor oportunidade do primeiro tempo foi um escanteio que Loivo cobrou certo para, Mazinho cabecear no travessão, com o goleiro Cejas saltando tarde, e por isso batida totalmente no lance. Pelé adiantado começou a voltar para buscar o jogo que não chegava até ele, e Edu foi marcado por Renato Cogo. Assim o primeiro tempo terminou zero a zero.

SEGUNDO TEMPO
No segundo tempo, o Grêmio cresceu muito de produção e dominou o Santos que passou a contar com o recuo de Pelé e a penetração de Brecha, meia-cancha, como ponta-de-lança. Sentindo a pressão gremista o Santos passou a tocar a bola e a demorar na cobrança de faltas ou laterais, com a clara intenção de fazer o tempo passar, uma vez que o empate seria bom. O treinador Pepe só não contava com a entrada de Carlinhos no lugar de Humberto Ramos. Aí Mazinho fez a função de Humberto e o Grêmio teve a formação mais racional, a que realmente mostrou um time melhor que o Santos e com vontade de ganhar. A primeira grande oportunidade do segundo tempo foi um chute de Tarciso que bateu nos dois postes do goleiro Cejas. Cada vez mais aumentava a pressão gremista e o Santos só teve um grande lance, que Nenê desperdiçou depois de receber ótimo passe de Pelé. Antes Brecha fora lançado pelo mesmo jogador e, livre, arremessou para fora.

E quando parecia que o jogo terminaria mesmo empatado, Carlinhos foi recompensado por sua grande atuação e por ter mudado a feição do jogo. Ele recebeu de C. Alberto, que estava na linha de escanteio, caiu pela meia direita e arrematou em curva com o pé esquerdo, 30 segundos além do tempo regulamentar. A bola ainda raspou em Nenê e encobriu o goleiro Cejas, para estabelecer a mais importante vitória gremista na fase semifinal.” (Correio do Povo, terça-feira, 29 de janeiro de 1974)

 

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Ruy Carlos Ostermann – Correio do Povo, terça-feira, 29 de janeiro de 1974

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SANTOS CONFIAVA NO EMPATE, O GRÊMIO MARCOU E GANHOU

O Santos não conseguiu dominar e vencer o Grêmio. Como o jogo estava terminando, preferiu optar pelo empate. Mas acabou sendo surpreendido por um gol de Carlinhos nos segundos finais e teve que se conformar com uma derrota inesperada, principalmente pela maneira como vinha jogando ultimamente O favoritismo não adiantou nada.

Os problemas internos que existem no Grêmio são os mesmos que existiam quando, nas eliminatórias, sofreu a goleada de 4 a 0 para o Santos no Pacaembu. Foi o último jogo entre os dois. Acontece que naquele tempo nada transparecia, muito pelo contrário, a imagem do time gaúcho era a mais tranquila possível e todos o apontavam como um exemplo de disciplina dentro e fora do campo.

Hoje a situação é outra, Oberti vendido para o Old Boys da Argentina, depois de acusado pelo técnico Carlos Fronner de jogar dopado, revelou que a situação interna do Grêmio não é o que se dizia mas muito pelo contrário: o ambiente é dos piores, com todo tipo de brigas e interferências no trabalho dos jogadores, técnico, e demais áreas administrativas.

Talvez seja por isto que o jogo de ontem foi tão ruim O Grêmio, para não sofrer nova goleada, e desta ver com repercussão pior ainda, por se tratar do jogo em Porto Alegre, começou na retranca. O Santos, por sua vez, não estava em grande dia. Pelé, que ultimamente tem se cansado de mostrar que continua o melhor jogador do mundo, acompanhou o baixo rendimento do time. Em outras palavras, não fez nada a não ser trocar passes e fazer uns poucos lançamentos visando principalmente a esquerda, na esperança de que Edu fizesse alguma coisa.

O jogo foi se desenrolando assim monótono para a decepção da torcida. No segundo tempo a situação continuava a mesma, com apenas uma diferença: Carlinhos e Tarciso, antes isolados no ataque, ganharam mais um companheiro: o ponta-esquerda Loivo que recebeu ordens para avançar também. Mas só nos momentos de contra-golpes.

O jogo ficou um pouco mais movimentado, Carlinhos, o mais perigoso, passou a jogar mais livre de marcação, pois agora a defesa santista tinha que dividir a atenção pelas duas extremas. Contra-atacando assim, o gol surgiu. Foi muito mais por unta questão de sorte, do que por bom futebol. Aos 45 minutos, quando as esperanças tinham sido abandonadas, Carlinhos, recebeu a bola de Marinho pelo meio e venceu Cejas saiu bem, mas foi enganado com um toque pelo alto e o Grêmio ganhou o jogo. Foi uma vitória apagada onde as boas atuações foram totalmente individuais. Como a de Carlinhos que voltou muito bem, e esforçou-se o tempo todo contra uma das mais respeitadas defesas do país.

No Santos pode ser destacada a atuação do Mazinho e de Clodoaldo, um lutador incansável. Cejas não pode ser culpado pelo gol pois nada podia fazer. Durante o jogo não teve, como Picasso, momentos de grande perigo. Carlos Alberto também esteve bem, apesar de vir de três jogos parado devido à suspensão pelas ofensas ao juiz Carlos Costa numa briga com Cejas.” (Folha de São Paulo, segunda-feira, 28 de janeiro de 1974)

tabela

GRÊMIO VENCE SANTOS NO FINAL

Porto Alegre (Sucursal) — A torcida do Grêmio já estava saindo do Estádio Olímpico, consolada com um empate frente no Santos, quando 30 segundos além do tempo regulamentar Carlinhos chutou forte, a bola bateu em Zé Carlos e foi para as redes sem chance para Cejas, garantindo a vitória do time gaúcho por 1 a 0.

Um grande público assistiu à partida entusiasmado com a possibilidade de ver Pelé, mas o jogador não repetiu suas boas atuações, devido à dura marcação que recebeu da defesa do Grêmio e principalmente de Carlos Alberto que lhe perseguiu por todo o campo. A renda, surpreendente, pois o estádio praticamente lotou, foi de Cr$ 272 mil 768. O juiz Luis Carlos Félix teve uma boa atuação.

Erro do Grêmio

O Grêmio atuou com Picasso, Renato, Ancheta, Beto e Jorge Tabajara, Carlos Alberto, Paulo Sérgio e Mazinho, Humberto Ramos (Carlinhos), Tarciso e Loivo.

O Santos teve Cejas, Carlos Alberto, Marinho, Vicente e Zé Carlos, Clodoaldo, Brecha (Léo) e Nené, Marinho, Pelé e Edu. O Santos começou a partida muito bem, aproveitando as deficiências táticas do Grêmio, já que o técnico Carlos Froner deixou Carlinhos na reserva, preferindo escalar na sua posição o meia Humberto Ramos, que acabou perdido entre a ponta e o meio-campo. Aos 6 minutos, o time paulista perdeu unia boa chance quando Mazinho cruzou forte e Ancheta, na ânsia de defender, acabou mandando a bola na trave, para defesa posterior de Picasso.

Aos 10 minutos, num contra-ataque, o Grêmio por pouco não surpreendeu o Santos, mas Humberto Ramos chutou muito alto, apesar de só ter Cejas pela frente. Mais tarde, vendo o erro tático, Carlos Froner mandou que Mazinho se deslocasse para a ponta e Humberto Ramos voltasse para o meio-campo. A partida ficou mais equilibrada, apesar dos defeitos no ataque. O time gaúcho manteve-se firme na defesa, vigiando incessantemente todos os passos de Pelé. E contendo os pontos de qualquer maneira.

Mazinho, aos 32 minutos, quase colocou o Grêmio em vantagem. Ele escorou um escanteio bem cobrado por Loivo e cabeceou forte, mas a bola acabou batendo na trave e foi para fora.

Santos melhor

Prendendo a bola no meio-campo e esfriando os ataques do Grêmio, o Santos começou melhor o segundo tempo. Aos 10 minutos, a melhor jogada de Pelé: ele recebeu a bola de Clodoaldo e lançou Brecha, que correu sozinho para a área do Grémio e acabou chutando para fora.

Em seguida, o técnico do Grêmio fez a substituição de Humberto Ramos por Carlinhos, que acabou mudando todo o esquema tático da equipe, passando a explorar as jogadas pela ponta-direita. O Santos, sentindo a pressão e o apoio cia torcida ao time gaúcho, passou a catimbar o jogo. Aos 24 minutos, Tarciso realizou duas boas jogadas: na primeira, tentou encobrir Cejas e o goleiro defendeu; na segunda, chutou de fora da área, sendo que a bola bateu na. trave direita, correu na risca do gol e bateu na esquerda, terminando nas mãos do goleiro.

O ritmo de jogo do Grêmio no final foi impressionante, mas a torcida já eslava deixando o Estádio Olímpico quando aconteceu o gol. O lance começou com uma cobrança de escanteio por Loivo. Houve confusão na área e Carlinhos, de pé esquerdo, chutou forte, sendo que a bola foi para as redes depois de bater em Zé Carlos, enganando Cejas. Passavam 30 segundos do tempo regulamentar e o Grémio então, com a vitória, começava a sair da crise interna e a ter novamente esperanças na classificação.” (Jornal do Brasil, segunda-feira, 28 de janeiro de 1974)

colocaçoes

Brasileirao 1973 Gremio 1x0 Santos ingressos

GRÊMIO: Picasso: Renato Cogo, Ancheta, Beto Bacamarte e Jorge Tabajara; Carlos Alberto, Paulo Sérgio e Humberto Ramos (Carlinhos); Tarciso, Mazinho e Loivo
Técnico: Carlos Froner

SANTOS: Cejas; Carlos Alberto Torres, Marinho Perez, Vicente e Zé Carlos; Clodoaldo e Brecha (Léo); Mazinho, Nenê, Pelé e Edu
Técnico: Pepe

Data: 27 de janeiro de 1974, domingo, 18h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Renda: Cr$ 262.763,00
Juiz: Luís Carlos Félix
Auxiliares: Eraldo Palmerini e Rubens Carvalho

Libertadores 2019 – Libertad 0x2 Grêmio

April 24, 2019

2019 diego peralbo abc color
2019 Libertad Fora Dado Moura GE2019 Libertad Fora Dado Moura GE 2Gremio x Libertad

Pode ter não ter sido uma atuação brilhante, mas o Grêmio fez uma partida bastante segura e mereceu a vitória no Paraguai. Everton, mais uma vez, fez a diferença.

Impressiona a diferença de disposição/concentração desse jogo em comparação com a partida da segunda rodada em Porto Alegre.

Gremio x Libertad
2019 Libertad Guma

Fotos: Diego Peralbo (ABC Color), Eduardo Moura (Globo Esporte), Lucas Uebel (Grêmio.net) e Club Libertad

Libertad 0x2 Grêmio

LIBERTAD: Martín Silva; Iván Piris, Luis Cardozo, José Canale e Ángel Lucena (Jorge Recalde, aos 18’/2°T); Cristian Riveros (Alan Benítez, aos 34’/2°T), Alexander Mejía, Mathías Espinoza, Antonio Bareiro e Edgar Benítez; Óscar Cardozo
Técnico: José Chamot

GRÊMIO: Paulo Victor; Leonardo Gomes, Geromel, Kannemann e Bruno Cortez; Matheus Henrique, Maicon (Michel, intervalo), Alisson (Pepê, aos 33/2°T), Jean Pyerre, e Everton; André (Diego Tardelli, aos 31/2°T)
Técnico: Renato Portaluppi

Libertadores 2019 – Grupo H – 5ª Rodada
Data: 23 de abril de 2019, terça-feira, 19h15min
Local: Estádio Defensores Del Chaco, em Assunção-PAR
Árbitro: Alexis Herrera (VEN)
Assistentes: Jorge Urrego (VEN) e Tulio Moreno (VEN)
Cartões amarelos: Ángel Cardozo, Edgar Benítez, Luis Cardozo, Recalde, Matheus Henrique, André, Jean Pyerre
Gols: Everton, aos 27 minutos do primeiro tempo e 38 minutos do segundo tempo

Gauchão 2019 – Grêmio 0x0 Inter (Grêmio 3×2 nos pênaltis)

April 22, 2019

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Foi um Gre-Nal típico. Pegado, tenso, discutido, com poucas oportunidades. Odair Hellmann escalou Pottker para ajudar a fechar o lado direito da sua defesa, e assim tratou de esperar o Grêmio. E o tricolor tinha a iniciativa, mas só ameaçava em chutes de fora da área e eventuais arrancadas de Everton.  O jogo foi desenvolvendo dessa forma (com eventuais situações de bola parada) até os 26 minutos do segundo tempo, quando Cortez caiu na área após ter seu calção puxado por Guilherme Parede.  A penalidade foi marcada, houve muita catimba e Lomba defendeu a cobrança de André. Esse lance alterou a dinâmica da partida. O Grêmio sentiu e o Inter se animou, mas 0x0 não saiu do placar. Nos pênaltis, Paulo Victor defendeu três das cinco cobranças coloradas e garantiu a permanência do (horroroso) troféu na Arena.

O pênalti foi bem marcado. Puxar o calção é falta. A regra fala em infração quando o jogador “segurar (agarrar) um adversário”. Não há qualquer referência a intensidade/força do puxão. É óbvio que o pênalti só foi marcado porque havia o recurso do VAR.  E realmente parece que o VAR irá mudar a forma como os jogadores atuam na defesa.

 

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Esse foi o maior público pagante de uma final de Campeonato Gaúcho com mando do Grêmio  desde 1989.

– Média de público do Grêmio na Arena na temporada:
23.342 (21.213 pagantes)

– Média de público do Grêmio no Gauchão em 2019:
21.502 (19.437 pagantes)

– Média de Público de todos Gre-Nais disputados na Arena:
44.844 (41.647 pagantes)

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Fotos: Eduardo Moura e Eduardo Deconto (Globo Esporte), Ricardo Duarte (S.C. Internacional)

Grêmio 0x0 Inter

GRÊMIO: Paulo Victor; Leonardo Gomes, Geromel, Kannemann e Cortez; Maicon (Michel, 35’/2ºT), Matheus Henrique, Alisson (Diego Tardelli, 38’/2ºT), Jean Pyerre (Luan, 15’/2ºT) e Everton; André
Técnico: Renato Portaluppi

INTER: Marcelo Lomba; Zeca (Camilo, 38’/2ºT), Rodrigo Moledo, Cuesta e Iago (Rafael Sobis, 52’/2ºT); Rodrigo Dourado, Edenilson, Patrick, Pottker (Parede/int.) e Nico López; Paolo Guerrero
Técnico: Odair Hellmann

Gauchão 2019 – Final – Jogo de volta
Data: 17 de abril de 2019, quarta-feira, 21h30min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre
Público: 51.003 (47.759 pagantes)
Renda: R$ 2.960.606,00
Árbitro: Jean Pierre Lima
Auxiliares: Rafael da Silva Alves e Lúcio Flor
Cartões amarelos: Kannemann, Michel; Cuesta, Rafael Sobis, Patrick, Pottker, Parede, Guerrero
Cartão vermelho: D’Alessandro (no banco de reservas)
Disputa de Pênaltis: Camilo (errou), Tardelli (converteu), Sobis (converteu), Everton (errou), Guerrero (converteu), Matheus Henrique (converteu), Cuesta (errou), Michel (errou), Nico Lopez (errou) e André (converteu)

Médias de públicos de finais do Gauchão com mando do Grêmio

April 17, 2019

finais gremio

Fiz um levantamento dos públicos das finais do Gauchão da década de 90 para cá. Na semana passada publiquei a média de público nas finais com mando do Inter. Hoje publico as médias das finais com mando tricolor, que é de 34.868 pagantes.

Vale lembrar que em 1990, 1993 e 1994 a fórmula de disputa não previa uma final. Em alguns anos a final envolvia uma melhor de três jogos, casos em que eu só considerei um jogo por mandante.

Isolando apenas as finais com Gre-Nais, a média de público em finais com mando do Grêmio é de 35.939.

finais grenal gremio

Gauchão 2019 – Inter 0x0 Grêmio

April 15, 2019

Grenal 419

O Gre-nal do jogo de ida da final do Gauchão 2019 foi um jogo relativamente aberto (para os padrões do clássico). O Grêmio foi um pouco melhor do início até mais ou menos a metade do primeiro tempo e o Inter conseguiu um maior domínio no segundo, mas nenhuma das equipes teve brilho/capricho para aproveitar esses períodos de superioridade.

Assim como aconteceu nos Gre-Nais jogados no Beira-Rio no ano passado, o Grêmio usou a meia do uniforme  azul de goleiro da temporada 2017.

O público desse domingo foi o segundo maior das finais de Gauchão com mando do Inter nos últimos 29 anos.

2019 grenal itamar aguiar
Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net), Itamar Aguiar (Terra)

Inter 0x0 Grêmio

INTER: Marcelo Lomba; Zeca, Moledo, Cuesta e Iago; Rithely (Rodrigo Lindoso, 18/2ºT); Edenilson, Patrick, D’Alessandro (Parede, 22/2ºT) e Nico López; Guerrero (Rafael Sobis, 40/2ºT).
Técnico: Odair Hellmann

GRÊMIO: Paulo Victor; Leonardo Gomes, Geromel, Kannemann e Cortez; Matheus Henrique e Maicon (Michel, 19/2ºT); Alisson (Diego Tardelli, 26/2ºT), Jean Pyerre e Everton; André (Pepê, 42/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

Gauchão 2019 – Final – Jogo de ida
Data: 14 de abril de 2019, domingo, 16h00min
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre-RS
Público: 45.209 (40.567 pagantes)
Renda: R$ 2.332.686,00
Arbitro: Leandro Vuanden,
Auxiliares: Elio Nepomuceno Junior e José Eduardo Cauza
Cartões amarelos: Iago, Lindoso, Nico López, Sobis; Michel e André (G)

Gauchão 1979 – Octagonal final – Inter 1×2 Grêmio

April 14, 2019
1979 grenal inter 1x2 gremio olivio lamas placar - Cópia

Foto: Olivio Lamas (Placar)

Com essa vitória por 2×1 no Beira-Rio o Grêmio encaminhou o título do Gauchão de 1979.

Duas curiosidades:
– A diretoria colorada franqueou a entrada para qualquer torcedor que estivesse usando uma camisa vermelha ou portasse uma bandeira do Inter.

– O VT do jogo foi exibido a noite pela TV Guaíba (que havia sido inaugurada naquele ano).

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Foto: Correio do Povo

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Fotos: Correio do Povo

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Foto: Correio do Povo

GRÊMIO, MODÉSTIA A PARTE
Com cinco pontos ganhos à frente do Inter, o time de Paulo César está a um passo do título. Basta, apenas, que mantenha a regularidade do campeonato. Em 45 jogos do campeonato, apenas nove pontos perdidos.

A palavra mais ouvida no vestiário do Grêmio, após a vitória sobre o Inter: humildade. Quem se arriscava a falar em título já ganho recebia logo severos olhares de advertência. E, se era assim, convenhamos, não falta mais nada. Só uma hecatombe (como a de 1961, quando o Inter, com seis pontos na frente e três jogos a disputar, acabou entregando o ouro) pode melar a festa final do Grêmio.

São cinco pontos sobre o Inter, sete jogos a disputar — os do returno do octogonal, e o Grêmio mostra o time mais humilde e justamente o mais bem armado, orientado e guerreiro. Como se viu neste domingo, no Beira-Rio. Considerando que em dois turnos (38 partidas) mais sete jogos do turno inicial do octogonal, o Grêmio perdeu apenas nove pontos, o prognóstico é óbvio: ao Inter, não restam mais de 10% de esperanças matemáticas.

Sem contar com Falcão para o Gre-Nal, Zé Duarte preferiu uma formação que — podia se apostar — abriria um buraco no meio-campo. Zé dizia que precisava ganhar, por isso, arriscava com um time ofensivo. Respeitável. Só que Fantôni, que é malandro velho, preferiu manter sua estratégia de esperar atrás para ver no que dava — inclusive com o anão-guerrilheiro Jurandir, que só entra para marcar Falcão. Não deu outra. Em 12 minutos, o jogo estava liquidado. Fixado na idéia de atacar, o Inter esqueceu de cadenciar e perdeu no meio-campo, descuidou-se atrás e tomou dois gols.

E daí, pra virar? Sabe-se que isso é difícil. Ainda mais quando, do outro lado, segurando os mais entusiasmados, só soltando o time na certa, calculando tudo, está uma raposa como Paulo Cé-sar. Que bem merecia, para coroar sua atuação, ter marcado o terceiro numa de suas escapadas.

Depois do gol de Jurandir, pegando um rebote, e do de Baltazar, que escapou livre, foi esse o trabalho do Grêmio: 78 minutos de tensa porém segura contenção. Uma grande partida do time que em 45 jogos do campeonato não cansou de demonstrar que é o mais bem armado. Para o Inter, que conseguiu o seu golzinho nos descontos, fica o consolo de ter jogado sem três titulares importantes, entre eles Falcão. Eu disse consolo? Me enganei. Não há o que console uma torcida que perde o campeonato e, além de tudo, vê seu time disputando o segundo lugar com o São Paulo.” (Divino Fonseca, Revista Placar, Edição n.º 488, 31 de agosto de 1979)

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Fonte: Correio do Povo

GRÊMIO ESTÁ CADA VEZ MAIS PRÓXIMO DO TÍTULO

Com a vitória do último domingo, o Grêmio é o virtual campeão de 1979. Ganhando do Internacional por dois a um, depois de vencer até quase o final por dois a zero, o Grêmio aumentou a distância que o separa do Internacional. Os cinco pontos de vantagem dão ao Grêmio condições de conseguir o título por antecipação duas rodadas antes do dia 20 de setembro, data do próximo Gre-Nal.

Os golos da merecida vitória gremista foram marcados por Jurandir e Baltazar, no primeiro tempo e Chico Espina, anotou para o Internacional.

O árbitro Carlos Martins teve uma excelente atuação no Gre-Nal, bem auxiliado por Justimiano Goularte e Hermínio Goulart. A renda chegou perto dos três milhões de cruzeiros.

No final da partida a torcida do Grêmio comemorou vivamente o resultado, e dirigentes e jogadores foram até a beira do campo para saudar os torcedores. Os jogadores Baltazar e Jurandir foram os mais aplaudidos e o vice-presidente Fernando Zacouteguy, entusiasmado, sugeriu que os torcedores colocassem as faixas.

A VITÓRIA

O entusiasmo de Zacouteguy era perfeitamente compreensível, pois o Grêmio jogou uma grande partida e taticamente surpreendeu ao Internacional. Zé Duarte esperava, um Grêmio retrancado e foi exatamente o contrário, logo nos primeiros minutos de Gre-Nal. O Grêmio tomou a iniciativa e partiu para cima do Internacional tentando fazer o primeiro golo. E não demorou muito para conseguir. Aos sete minutos houve falta em Tarciso e Paulo César e Éder ficaram em posição de cobrar. Éder veio de longe e disparou um chute forte que Benitez não segurou firme. A defesa do Internacional estava desatenta ao rebote mas Jurandir, bem colocado, não perdeu a oportunidade e atirou para marcar.

Um golo tão, cedo só poderia causar um forte impacto psicológico no Inter e, antes mesmo que o time tivesse oportunidade de se recompor em campo, o Grêmio já estava fazendo dois a zero. Larri dominou bola na saída de área e ao tentar dar um passe para Batista entregou para Jurandir que trocou passes com Baltazar. O centroavante escapou, venceu a Larri e Batista, entrou na área e na saída do geleiro Benitez desviou com o pé esquerdo. Daí para diante o Grêmio não chutou mais a golo e o Inter teve domínio territorial. Mas a oportunidade só veio numa falta cobrada por Jair, de longa distância, que Manga, em excelente defesa, atirou para fora.

A CONFIRMAÇÃO

Zé Duarte atendeu o apelo da torcida e colocou Borracha no time. Sacou Mário e adiantou Adilson. Quando parecia eminente o crescimento do time do Internacional com a entrada de Borracha Adilson teve torção de tornozelo, depois de atirar uma bola no poste direito de Manga. A entrada de Washinton, pouco acrescentou ao time e aos poucos o Grêmio foi mandando mais e mais na partida.

Apertando a marcação no meio de campo e utilizando Baltazar para o contra-ataque, o Grêmio foi um time perigoso e bem organizado contra um adversário nervoso, desorganizado e pouco inspirado no ataque. Orlando Fantoni usou apenas uma substituição, retirando Éder e colocando Jésum para reter mais a bola no ataque. Aos 45 minutos Tonho driblou dois jogadores do Grêmio e a bola sobrou para Chico Espina chutar de longe e fazer o golo do Inter. A tentativa de reação veio tarde e o Grêmio ganhou com justiça.” (Correio do Povo, terça-feira, 28 de agosto de 1979)

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FIM DE CAMPEONATO – Lasier Martins

A questão inicial do Terceiro Tempo de ontem foi se o campeonato estaria terminado ou não. E por 9×3 a Equipe da Guaíba respondeu que sim. Belmonte, Samuel, Joabel, Cagliari, Érico, Ibsen, Élio, Edgar e este colunista afirmaram que o Grêmio já é campeão gaúcho de 79. Ranzolin, Lauro e Milton foram os votos dissidentes.

O Grêmio fez por merecer o título, porque se determinou a ganhá-lo com mais acertos que erros. Deflagrou unia mobilização geral desde o início do ano, que contagiou desde o pedreiro do Olímpico Total ao ponta-esquerda do time. Basta ver a prova: os operários da construção civil fizeram apenas meia greve nas obras do Olímpico e o Éder do Gre-Nal foi um operário no time. Em meio a estes extremos trabalharam seriamente dirigentes, torcida e outros. O Departamento Médico foi eficiente nas curas rápidas de seus pacientes, o departamento de futebol exigiu disciplina em campo e o departamento jurídico sempre foi diligente para evitar punições pesadas aos raros infratores. O Grêmio cuidou de tudo e de todos. Por isso e merecidamente, ainda muito cedo ganhou o campeonato regional e tende a distanciar-se ainda mais do segundo colocado.

A própria regularidade dos disputantes do título autoriza a lógica do maior distanciamento. O Inter continua esfacelado como time e o returno terá a fórmula de um torneio: curto e atropelado. Em três semanas estará terminado e nesse tempo não haverá condições para reviravoltas. Acreditar que o Grêmio perca cinco pontos e o Internacional nenhum até o final é acreditar em história da carochinha.

Abstraído o aspecto estatístico do campeonato, ressalta maliciosa prevenção da Federação contra o Internacional. No primeiro turno o clube jogou apenas em um domingo em seu estádio e no returno novamente só terá um jogo naquele dia mais favorável a boa arrecadação. No total do octogonal o Inter terá jogado duas vezes em domingos e o Grêmio cinco. Mais uma derrota do Inter, só que esta no terreno político, onde neste ano perdeu todas para a mater.

O Inter começa a pensar na utilização de mais juvenis no restante do campeonato. Se não incidir nos mesmos excessos da famosa juvenilização da época do sr. Braga Gastal, poderá projetar novos craques. Entretanto, esta política impõe muita habilidade. O Inter é hoje um time derrotado e confiar seu reerguimento a jogadores inexperientes é uma temeridade. Conviria à direção no restante de sua gestão salvar o que ainda puder e evitar mais queimações”. (Lasier Martins – Correio do Povo, terça-feira, 28 de agosto de 1979)

1979 anuncio inter

1979 ingressos

A GRANDE DIFERENÇA – Antônio Goulart

As atenções agora estão voltadas para a frente e todas as projeções apontam, como não poderia deixar de ser, o Grêmio como virtual campeão gaúcho de 1979. Mas o Gre-Nal não é jogo que se esgota em 24 horas. A ressaca emocional do clássico – como diria Nelson Rodrigues — perdura por mais tempo, dando validade também a considerações sob aspectos técnicos da partida.

Há alguns princípios que são imutáveis no futebol, como o de que a vitória está sempre mais próxima da equipe que se predispõe a atacar mais. E o Grêmio fez isso, pelo menos enquanto esteve interessado em construir um marcador que lhe garantisse o triunfo, o que durou menos de uma dúzia de minutos. Depois, manteve o jogo sob controle e o fez com a mais absoluta tranqüilidade e segurança, considerando o estado de ânimo que o clássico costuma despertar.

Ainda sob o ângulo ofensivo, o simples confronto dos dois setores que atuaram domingo no Beira-Rio já revela a grande diferença. De um lado um trio especialista — Tarciso, Baltazar e Éder — e que vem atuando há bastante tempo. Do outro, três que nunca haviam jogado juntos neste Octogonal – Jair, Mário e Chico Espina. Aqui, apenas dois com características nitidamente ofensivas, mas um deles é reserva. E, no segundo tempo, o centroavante foi substituído por um homem de armação, Washington. E era o Internacional que mais precisava da vitória. Mas não teve ataque para entrar com a bola uma vez sequer na área do Grémio.

Este foi o Gre-Nal de resultado mais lógico e indiscutível dos últimos tempos. Se o Grémio não optasse pela precaução, teria construído urna goleada. O Grêmio fez o jogo da determinação, da organização e do equilíbrio, técnico e emocional (nenhum cartão amarelo contra cinco do adversário, apenas um detalhe). Entrou em campo sabendo o que queria, organizou-se para esse objetivo e tratou de buscá-lo antes que o outro sequer tivesse despertado para a realidade.

O Internacional, é justo que se mencione, pagou tributo a uma situação de emergência: desfalque de três titulares, a perda de outro (Adilson) durante a partida e as condições precárias de Batista. Mas, diante do que vi em campo, não me arriscaria a dizer que o resultado seria muito diferente se a equipe estivesse completa. O time colorado foi tão flagrantemente inferior, que o próprio torcedor aceitou o resultado, conformado e triste, mas sem revolta ou qualquer tipo de contestação. Se reações houve, foi mais devido ás atuações deficientes de alguns jogadores, corno Hermes, Larri, Mário e Washington.

No confronto dos dois treinadores, Zé Duarte perdeu em tudo para Orlando Fantoni, dando a impressão de não haver se preparado convenientemente para um clássico que só conhecia de ouvir falar ou pela televisão. Enquanto o técnico estreante mandava a campo uma equipe sem muita convicção, mais na base do “vamos ver o que é que dá”, o outro se dava ao luxo de mover apenas numa peça, mas no ponto certo, considerando-se o que representava a partida. E com esta alteração (Jurandir), criou um novo repertório de jogadas, que funcionou tanto no sentido da construção, participando dos dois golos, como no sentido da destruição, impedindo que o adversário se armasse por aquele setor.

DOIS TOQUES – Teria sido o próprio transcorrer, do jogo, praticamente decidido logo aos 12 minutos, que determinou a boa atuação de Carlos Martins? Ou foi o árbitro que soube se impor e manter o controle de tudo? Acho que as duas coisas contribuíram. O que também não deixa de ser um elogio. * Conforme previ aqui, aumentaram o preço dos ingressos e sobrou espaço nas arquibancadas, e a renda ficou muito aquém do esperado. Prejuízo para os clubes e para o torcedor”. (Antônio Goulart – Correio do Povo, terça-feira, 28 de agosto de 1979)

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Foto: Correio do Povo

INTER: Benitez; Hermes, Mauro, Larry e Bereta, Batista, Tonho e Adilson, (Washington); Jair, Mário (Borracha) e Chico Espina.
Técnico: Zé Duarte

GRÊMIO: Manga; Vilson, Ancheta, Vantuir, Dirceu; Vitor Hugo, Jurandir e Paulo César Caju; Tarciso, Baltazar e Éder Aleixo (Jesum)
Técnico: Orlando Fantoni

Data: 26 de agosto de 1979, domingo
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre-RS
Renda: Cr$ 2.491.760,00
Árbitro: Carlos Martins
Assistentes: Herminio Goulart e Justiimiano Goularte
Cartões Amarelos: Larri, Batista, Adilson e Mario

Gauchão 1999 – Final – 1º Jogo – Inter 1×0 Grêmio

April 14, 2019
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Foto: Julio Cordeiro (Zero Hora)

No primeiro jogo (dos três) das finais do Gauchão de 1999, o Inter largou com uma vitória no Beira-Rio graças ao gol do zagueiro Gonçalves.

Por falar em zagueiro é válido ressaltar que os dois times zaatuaram no 3-5-2.

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Foto: Sílvio Avila (Zero Hora)

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Foto: Sílvio Avila (Zero Hora)

“VENCEU QUEM QUIS JOGAR

O Gre-Nal vencido pelo Inter por 1 a O, ontem à tarde, não foi o jogo do Grêmio contra o Inter Foi o jogo do Inter. O Inter foi o protagonista da partida. O Grêmio entrou em campo como discreto coadjuvante. Condição, por sinal, proposta pelo próprio Grêmio, que foi ao Beira-Rio com um esquema tático retrancado com o qual jamais jogou ou sequer treinou.

O técnico gremista, Celso Roth, escalou o time com três zagueiros, Ronaldo Alves, Scheidt e Eder. Um deles, Éder, com a missão exclusiva de marcar Fabiano. Não foi mal Eder, mas, como estava sempre no mano-a-mano com o ponteiro colorado, enfrentou dificuldades oceânicas. Fabiano foi o melhor atacante do Inter e, quando substituído por Almir, no segundo tempo, saiu sob o brado da torcida:
– Uh. Fabiano! Uh. Fabiano!

Christian também não jogou mal, embora tenha colidido com a eficiente marcação de Ronaldo Alves.

Essa estratégia, em tese, serviria para liberar os laterais Marco Antônio e Roger. Só que Roger esteve apático, parecia deprimido, e Marco António… bem, foi corno se não houvesse Marco Antônio.

Soltos e agudos estavam mesmo eram os laterais do Inter. Enciso menos, por ter que parar o voluntarioso Cleison, que caía pelo seu setor. Mais Elivélton, o melhor em campo, que passou o tempo todo ingressando peio setor onde devia estar Marco Antônio.

Como o Grêmio estava acantonado e trêmulo diante da sua área, não se aproveitou das precariedades do meio-de-campo do Inter, lá onde o afoito Claiton era, exatamente, afoito, e Dunga se atrapalhava com a bola, fazendo-a sair feito um caroço de abacate do seu pé, sempre que sob meia-pressão. A bola que voou perfeita, alçada por Dunga, foi de falta, aos 12 minutos, direto na cabeça de Gonçalves, que se valeu da saída de gol errada de Danrlei e marcou o único gol do Gre-Nal.

Para piorar a situação do Grêmio, seu centroavante ”presente de Natal”, Agnaldo, não é que ele tenha sido ruim: foi péssimo. Agnaldo não apenas errou quase todos os lances de que participou como ainda conseguiu perder dois gols que nenhum camisa 9 assalariado pode perder – aos 33 minutos, ao receber livre de Ronaldinho, dentro da área, ele esperou, esperou. até a zaga se recuperar e colocar a bola para fora. E aos 48 minutos do segundo tempo, depois de uma falta que Ronaldinho acertou no travessão, Agnaldo, a um passo da linha de gol, deixou que a bola batesse na sua coxa e desmaiasse nas mãos do goleiro André, perplexo por ter conseguido fazer a defesa.

Essa falta de Ronaldinho, aliás, foi o lance mais polêmico do jogo. A bola bateu no travessão e no risco. Os jogadores do Grêmio reclamaram que foi gol, mas no risco não vale – a bola tem que entrar inteiramente. A falta de Ronaldinho teve uma outra importância: foi o único chute do Grêmio a gol, em toda a partida. Único! O que dá a justa medida da proposta de Celso Roth para o clássico, um amigável convite para que o Inter jogasse. E o Inter jogou.” (David Coimbra, Zero Hora, segunda-feira, 14 de junho de 1999)

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Elivélton, o melhor da partida

André – Quase não trabalhou. Seguro nas intervenções… 8

Enciso – Marcou com eficiência, mas não apoiou …………. 7

Lúcio – Foi soberano em todas as bolas pelo alto ………… 8

Gonçalves – Sua experiência tem sido fundamental …….. 9

Régis – Bem nas antecipações. Jogou com categoria……. 8

Elivélton – Foi o maior destaque do jogo. Uma lição de como se joga como ala. Marcou e atacou na hora certa …..10

Ânderson – Guerreiro e heróico, ao estilo do Gre-Nal …… 8

Dunga – Combateu e comandou o time até cansar ………. 8

Claiton – Valeu mais pelo espírito de luta e superação ….. 7

Fabiano – Iniciou como um furacão. Caiu no 2º tempo ….. 8

Christian – Irritou-se com a marcação. Sempre perigoso…8

Almir – Pouco acrescentou. 6 Denílson – Entrou aos 41..s/n

João Santos – Entrou no fim e causou lance polêmico….s/n”

(Correio do Povo, segunda-feira, 14 de junho de 1999)

Ronaldo Alves, destaque

Danrlei – Fez defesas importantes, mas vacilou no gol……7
M. Antônio – Marcou bem, mas deveria ter apoiado mais .6

R. Alves – Não deu espaço para Christian. Muito seguro ..9

Scheidt – Ficou na sobra e mostrou sua categoria ……….. 8

Éder – Teve que fazer muita faltas para conter Fabiano …7

Roger – Quase não jogou. Ficou muito preso atrás…………5

Djair – Exagerou nas faltas, mas cobriu bem o setor……….7

Goiano – Parecia perdido no esquema improvisado……….6

Cleison – Começou participativo. Cansou e sumiu …………6

Ronaldo – Sofreu com o esquema no 1º tempo, mas teve alguns lances. Depois, ao lado de Gral, melhorou muito…8

Agnaldo – Desapareceu diante da marcação forte …………4

Rodrigo Gral – Difícil entender por que não entrou antes…8

Gavião e Zé Afonso entraram bem ………………………………7

(Correio do Povo, segunda-feira, 14 de junho de 1999)

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Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

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Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

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Foto: Julio Cordeiro (Zero Hora)

INTER: André; Gonçalves, Lúcio e Regis; Enciso; Dunga (Denilson), Anderson, Claiton (João Santos) e Elivelton: Fabiano (Almir) e Christian
Técnico: Paulo Autuori

GRÊMIO: Danrlei; Ronaldo Alves (Zé Afonso), Scheidt e Eder; Marco Antonio (Gavião), Djair, Goiano, Cleison (Rodrigo Gral) e Roger; Ronaldinho e Agnaldo
Técnico: Celso Roth

Data: 13 de junho de 1999, domingo, 17h00min
Local: Estádio Beira-Rio
Público: 37.329 (29.079 pagantes)
Renda: RS 253.439,00
Árbitro: Leonardo Gaciba
Auxiliares: Valdir Cardia e Paulo Ricardo da Conceição.
Cartões amarelos: Ronaldo Alves, Cleison, Djair, Roger, Chistian, Dunga, João Santos.
Gol: Gonçalves, aos 12 minutos do segundo tempo

Médias de públicos de finais do Gauchão com mando do Internacional

April 13, 2019

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Fiz um levantamento dos públicos das finais do Gauchão da década de 90 para cá. A média de público nas finais com mando do Inter é de 31.547.

Vale lembrar que em 1990, 1993 e 1994 a fórmula de disputa não previa uma final. Em alguns anos a final envolvia uma melhor de três jogos, casos em que eu só considerei um jogo por mandante. E não achei o público pagantes das finais no Beira-Rio em 2003 e 2006 (casos em que estimei o público pagante com base no público total)

Isolando apenas as finais com Gre-Nais, a média de público em finais com mando do Inter é de 32.628.

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