Archive for November, 2019

Brasileirão 1981 – 2ª Fase – 4ª Rodada – Grêmio 1×0 São Paulo

November 30, 2019

Foto: Zero Hora

 

Esse foi um jogo paradigmático na campanha do título brasileiro de 1981. A equipe gremista precisava vencer o então invicto São Paulo no Olímpico para continuar com chances de classificação para as oitavas de final. O Grêmio estava na 3ª posição do Grupo I da segunda fase, com 1 vitória e duas derrotas, sendo que somente os dois primeiros colocados de cada grupo avançavam para a fase seguinte.

Ênio Andrade tinha uma série de desfalques. Uchoa, Vantuir, Vicente e Jurandir estavam lesionados, além de Dirceu e Renato Sá que estavam suspensos. Desse modo o treinador se viu obrigado a promover a entrada de diversos jovens oriundos da base na defesa gremista (Ilgo Wink conta que os setoristas do Grêmio já faziam uma espécie de lobby pelas prata da casa na época).

E a gurizada deu conta do recado e não saiu mais do time. O estreante Paulo Roberto foi um dos destaques do time, na vitória de 1×0 com gol do artilheiro Baltazar.

Uma curiosidade, na Zero Hora da época foi publicada a informação de que o bicho por essa vitória foi de 30 mil cruzeiros (o equivalente a cinco mil reais nos dias de hoje).

Foto: Zero Hora

GOL DE BALTAZAR DÁ VITÓRIA AO GRÊMIO E ACABA COM A INVENCIBILIDADE DO S.PAULO

Porto Alegre – Com um gol de Baltasar, aos 25 minutos do segundo tempo, o Grêmio venceu o São Paulo (que era o único invicto da Taça de Ouro), ontem à tarde, no Estádio Olímpico, e manteve as esperanças de classificação à fase seguinte do Campeonato. Agora, tem quatro pontos ganhos e ainda lhe faltam dois jogos, um deles em casa, contra o Inter de Limeira, seu principal adversário no grupo I.

Fundamentalmente, a vitória premiou o time que mais a procurou. O São Paulo, praticamente classificado, propôs, durante todo tempo, um jogo defensivo, apenas com Assis e Valtinho na frente, tentando as jogadas de contra-ataque. Mas o Grêmio, levado pela necessidade de vencer e muito incentivado por sua torcida; não deu as mínimas chances ao São Paulo. Além’ de criar inúmeras chances para marcar.

SÓ ATAQUE
Se o São Paulo não chegou a criar lima única situação de gol, o Grêmio teve, nos dois tempos de Jogo, muitas oportunidades para marcar, com o goleiro Toinho fazendo grandes defesas. Com uma movimentação constante no setor de, meio de campo e com o apoio constante dos dois laterais (a estréia do Juvenil Paulo Roberto foi excelente), o Grêmio forçou sempre a zaga paulista

A primeira grande chance do Grêmio foi com Vilson Tadei, aos 25 minutos, do primeiro tempo, quando penetrou pelo meio e obrigou o goleiro Toinho a fazer grande defesa. Aos 35, Casemiro chutou muito forte de fora da área, com a bola batendo na trave direita. Aos 39, o Juvenil Paulo Roberto bateu falta da mela esquerda, e obrigou Toinho a fazer outra grande defesa.

No segundo tempo, logo aos 4 minutos, Tarciso tinha tudo para marcar, quando o zagueiro Nei salvou. Aos 24, Paulo Isidoro cabeceou livre e Toinho fez outra grande defesa. Mas, aos 25, Tarciso bateu falta da direita e Baltazar, no meio da zaga do São Paulo, conseguiu cabecear, vencendo o goleiro Toinho, que passou a ser chamado de “Frangueiro” pela torcida. Os Jogadores do São Paulo, sentindo que a invencibilidade estava sendo perdida, ficaram muito nervosos em campo e Élvio acabou expulso depois de atingir Paulo Isidoro. O lateral Chiquito, no mesmo lance, tentou atingir com a bola o médico do Grêmio, que atendia a Isidoro, ainda em campo. Com essa vitória, o Grêmio soma quatro pontos na tabela de classificação, que deverá ser decidida contra o Inter de Limeira, no Estádio Olímpico. Antes disso, o Grêmio joga contra o Fortaleza, em Fortaleza.” (Jornal do Brasil, domingo, 22 de março de 1981)

Placar: Com muita garra o Grêmio derrotou o último invicto e fez sua melhor partida neste nacional. O São Paulo usou toda a catimba possível mas não pôde evitar a derrota e a perda da invencibilidade.

VITÓRIA DIFÍCIL MANTÉM GRÊMIO NA LUTA PELA CLASSIFICAÇÃO
A torcida gostou do gol de Baltazar e do ótimo futebol apresentado pelos novos jogadores

O gol de Baltazar que deu a vitória ao Grêmio, sábado à tarde no Olímpico, ficou como a imagem da própria partida: a bola nem chegou até o fundo da goleira —o goleiro Toinho agarrou-a logo que ultrapassou a risca — mas bastou para manter o clube com boas chances de classificação à próxima fase da Taça de Ouro. Difícil, dramático, tenso — assim foi o jogo contra o São Paulo que perdeu sua invencibilidade a muito custo, diante de mais de 30 mil torcedores que ficaram entusiasmados com a nova equipe do grêmio.

Foi realmente um jogo decisivo para o clube em todos os sentidos. A equipe enfrentou todas as espécies de dificuldades. Desde a catimba e provocações dos jogadores adversários até as chances de gol não aproveitadas que serviram para aumentar o nervosismo nas arquibancadas e no gramado. Tudo foi superado. A partir da vitalidade, disposição e garra de garotos como Paulo Roberto e Casemiro — sem falar nas suas qualidades individuais — o time de Ênio Andrade dominou completamente o São Paulo e teve condições de vencer por uma diferença maior.

O Grêmio mostrou que pode ter uma equipe com possibilidades de tentar resultados ainda melhores. Sua vitória convenceu e fez justiça na medida em que apenas uma equipe preocupou-se em construí-la.

OS MENINOS

Se nos primeiros 20 minutos o jogo se manteve equilibrado com o São Paulo adotando até mesmo uma posição ofensiva, De León tratou de usar sua experiência para impor seu futebol e empurrar o restante do time para frente. Se as faltas cometidas pelos paulistas única forma com que os jogadores do Grêmio tentarem o gol neste período não foram aproveitadas tanto por Paulo Isidoro como por Odair — Paulo Roberto provou depois que o time já dispõe de um cobrador: aos 36 minutos do primeiro tempo ele quase acertou, o que se repetiria em duas oportunidades no segundo tempo.

Se o Grêmio não tinha jogadas inteligentes pelo meio da área, Vilson Tadei em tabela com Paulo Isidoro ficou sozinho à frente de Toinho obrigando o goleiro a fazer sua primeira grande defesa aos 25 minutos do primeiro tempo. Se o Grêmio antes não tinha chute de longa distância, Casemiro provou o contrário acertando o poste aos 34 minutos. “O time dos meninos” como diria Ênio Andrade depois do jogo, realmente surpreendeu pela consciência e espírito de luta.

O São Paulo saiu de campo sem ter chutado nenhuma bola ao gol de Leão. E o time paulista acabou perdendo tranquilidade e a elegância. ÉIvio foi expulso por chutar Isidoro e Chiquito depois de uma discussão com o médico Alarico Endres na beira do gramado tentou acertar com urna bolada o reservado do Grêmio. Ás vezes violento, mas sempre disputando o jogo ao final deixava algumas comprovações: o Grêmio superara suas próprias dificuldades, Paulo Roberto tem um futebol de craque e Baltazar é mesmo um jogador com inspiração divina.

Mas a classificação ainda não está garantida, pois o Inter de Limeira fez 5 a 1 no Fortaleza no sábado à noite e o Grêmio ainda continua precisando de grandes vitórias.

O placar

BALTAZAR, aos 26 minutos do segundo tempo : 1 a 0 para o Grêmio – Tarciso sofreu falta de Marinho na ponta direita. Ele mesmo bateu em cruzamento sobre a área. Baltazar cabeceou para baixo, o pique enganou Toinho que deixou a bola passar por cima do seu ombro e cair dentro da goleira no lado direito.” (Geanoni Peixoto e Pedro Macedo, Zero Hora, Segunda-feira, 23 de março de 1981)

Foto: Correio do Povo

GRÊMIO VENCE SÃO PAULO E PARTE PARA CLASSIFICAÇÃO

Falta ao lado direito. Tarciso é rápido na cobrança, cruzando para a área. Zagueiros do São Paulo vacilam e Baltazar é preciso na cabeçada. Vinte e cinco minutos, segundo tempo, o Grêmio estava vencendo o São Paulo, por 1×0, no Olímpico, iniciando a arrancada rumo à classificação.

Apesar de ser superior ao time paulista, o Grêmio teve um primeiro tempo de muitas ameaças, finalizações e. por azar, grandes defesas do goleiro Toinho. Plenamente ofensivo e explorando o recuo do São Paulo, o tricolor pressionou com insistência. O gol, porém, não saiu nesta fase.

No tempo final, o mesmo domínio. Depois, o gol que fez justiça. O Grêmio mostrou mais futebol. Daí o escore favorável e o apoio da torcida (CrS 3.279.540,00, a arrecadação) que não parou um instante de incentivar os jogadores.

O Grêmio ganhou por 1×0 do São Paulo, com Leão; Paulo Roberto, Newmar, De León e Casemiro; China, Paulo Isidoro, Tadei; Tamiso, Baltazar e Odair. O São Paulo jogou com Toinho; Chiquito, Nei, Dario Pereira e Marinho; Almir, Élvio (expulso) e Éverton; Valtinho (Tatu), Assis (Marquinho) e Heriberto. Bráulio Zanotto foi um bom árbitro, com Célio Laudelino e José Nunes, os auxiliares.

A vitória gremista foi amplamente festejada. É o que o torcedor esperava. Agora, sem dúvida, passando pelo São Paulo, o time tem condições de continuar lutando pelo objetivo maior: a classificação. Outro fator positivo da vitória: a. excelente estréia do lateral Paulo Roberto. O júnior esteve excelente na marcação e, quando partiu para o apoio, saiu-se com segurança. Portanto, foi outro motivo de grande vibração da torcida. Agora, mais tranqüilo, bicampeão gaúcho prepara-se para enfrentar a próxima jornada. A primeira decisão foi vencida.” (Correio do Povo, 22 de março de 1981)

Foto: Correio do Povo

Grêmio 1 x 0 São Paulo

GRÊMIO: Leão; Paulo Roberto, Newmar, De León e Casemiro; China, Paulo Isidoro e Vílson Tadei; Tarciso, Baltazar e Odair
Técnico: Ênio Andrade

SÃO PAULO: Toinho, Chiquito, Nei, Darío Pereyra e Marinho; Almir, Élvio e Éverton; Valtinho (Tatú 37 do 2º), Assis (Marquinhos 22 do 2º) e Eriberto.
Técnico: Carlos Alberto Silva

Brasileirão 1981 – 2ª Fase- 4ª rodada
Data: 21 de março de 1983, Sábado, 16h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 27.999 pagantes
Renda: Cr$ 3.279.540,00
Juiz: Bráulio Zanotto (PR)
Auxiliares: Celso Laudelino da Silva e José Nunes
Cartão Amarelo: De León
Cartão Vermelho: Élvio, 31 do 2º
Gol: Baltazar, aos 25 minutos do 2ºtempo

Brasileirão 2019 – Athlético-PR 2×0 Grêmio

November 29, 2019

Gremio x Athletico-PR
Eu tinha alguma esperança que os atletas do Grêmio entrariam em campo tentando demonstrar que a eliminação para esse Athlético na Copa do Brasil foi injusta. Mas, infelizmente, mais uma vez o tricolor acabou sendo dominado pelo Furacão.

Nikão estava distribuindo ponta-pés desde o início do jogo. Diego Tardelli é um atleta com experiência suficiente para não se abalar com isso e/ou saber a forma e momento certo de dar o troco. Mas a expulsão dele foi inaceitável até mesmo para um juvenil.

Gremio x Athletico-PRFoto: Lucas Uebel (Grêmio FBPA)

Athlético-PR 2×0 Grêmio

ATHLETICO-PR: Santos; Jonathan (Adriano, 11/2ºT), Thiago Heleno, Léo Pereira e Márcio Azevedo; Wellington, Camacho (Erick, 33/2ºT) e Lucho González (Léo Cittadini, 23/2ºT); Nikão, Marcelo Cirino e Rony
Técnico: Eduardo Barros

GRÊMIO: Paulo Victor; Galhardo, Geromel, Kannemann e Bruno Cortez; Michel e Matheus Henrique; Alisson (Darlan, 37/2ºT), Diego Tardelli e Everton; Luciano (Pepê, 23/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

35ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2019
Data: 27 de novembro de 2019, quarta-feira, 21h30min
Local: Arena da Baixada, em Curitiba (PR)
Público:  21.709
Renda: 572.985,00
Arbitragem: Bruno Arleu de Araujo (RJ)
Auxiliares: Luiz Claudio Regazone (RJ) e Michael Correia (RJ)
VAR: Pathrice Wallace Corrêa Maia (RJ)
Cartões amarelos: Wellington, Camacho e Nikão (Athletico-PR); Kannemann, Bruno Cortez, Michel e Matheus Henrique (Grêmio)
Cartões vermelhos: Diego Tardelli (Grêmio)
Gols: Márcio Azevedo, aos 32 do 1º tempo e Nikão (de pênalti) aos 18 minutos do 2º tempo

Brasileirão 1973 – Atlético Paranaense 2×0 Grêmio

November 26, 2019
1973 athletico pr fora placar sergio lopes

Foto: Placar

 

No Brasileirão de 1973, Atlético Paranaense e Grêmio se enfrentaram no Couto Pereira. Vitória dos mandantes por 2×0.

Mesmo com o revés, o Grêmio permaneceu na segunda posição geral da primeira fase (tendo encerrado essa etapa três pontos atrás do líder Palmeiras).

 

1973 athletico pr fora diario da tarde caio primeiro gol

Foto: Diário da Tarde

FOI A 2.ª DERROTA DO GRÊMIO

Curitiba — O Grêmio perdeu para o Atlético Paranaense por 2 a 0, no Estádio Belfot Duarte e ao final o técnico Carlos Froner disse que não poderia falar apenas na ausência de Mazinho, Tarciso e Humberto Ramos “porque um time que creditar’ a derrota à falta de três dos seus jogadores não pode entrar no Campeonato Nacional”. Isso só seria um exagero se os três jogadores ausentes fossem simples peças de um time não as peças mais importantes de um esquema, como são Mazinho, Humberto Ramos e Tarciso. Sem eles o Grêmio abriu o seu meio-campo, desprotegeu a sua defesa e teve enorme dificuldade quando com a bola dominada de passar ao ataque, A falta de Mazinho deixou Carlos Alberto sobrecarregado na marcação, perturbou a defesa e Ancheta teve que cobrir todas as posições porque Beto, com uma fita apache encobrindo um curativo na testa não podia cabecear e isso preocupou desde o início.

E o Atlético, bem armado, ia à frente com força e desde o início criou jogadas perigosas, principalmente através de Lourival, Caio e Sicupira, seus principais jogadores. A falha de marcação na defesa era explorada com tabelas rápidas, e para superar o meio-campo do Grêmio, o Atlético usava quatro jogadores de bom toque de bola à exceção de Sergio Lopes, mais plantado, de extrema movimentação. Logo aos 6 minutos, depois de boa jogada de Caio e Sicupira, Didi Duarte quase marcou. E aos 12 minutos, depois de saída errada da defesa do Grêmio, Cláudio perdeu para Didi Duarte, este tabelou com Caio, foi derrubado e na cobrança da falta com barreira, Caio chutou muito bem, com efeito, vencendo a Picasso e marcando 1 a 0.

Até os 35 minutos o Grêmio não acertou nenhum chute no golo de Nascimento, e só o Atlético jogava na frente, sempre disposto e criando mais oportunidades. Quase no fim do primeiro tempo, Sicupira foi à linha de fundo e cruzou. Caio esperou a queda da bola, cabeceou no travessão e na volta Sidnei chegou atrasado, quase embaixo do golo, perdendo a chance de fazer o segundo. O Grêmio, pouco antes, teve uma bola chutada contra o travessão do golo de Nascimento, com Carlos Alberto tentando de fora da área.

MUDANÇA — A entrada de Lairton aos 8 minutos do segundo tempo, em lugar de Iura, parecia resolver o problema do Grêmio. Em poucos minutos ele já tinha conseguido duas jogadas de multo perigo em um chute certo no golo, que Nascimento evitou fazendo boa defesa. Paulo Sérgio já estava bem colocado. Oberti voltava um pouco para ajudar na preparação e o placar poderia mudar a qualquer momento. Mas o Atlético, que se jogava na defesa, teve acima tudo sorte — na base de um contra-ataque, Caio cabeceou para trás, a bola caiu entre os zagueiros e Sicupira, passando na corrida, tomou a frente na jogada, avançou um pouco e chutou fazendo 2 a 0, aos 13 minutos. A partir daí o jogo ficou resolvido. O Grêmio continuou todo no ataque, às vezes desordenadamente (depois Froner tirou Paulo Sergio e colocou Bolivar), o goleiro Nascimento fez defesas excelentes mas no todo o Atlético estava bem colocado e garantiu a vitória por 2 a 0, ganhando melhores condições para disputar uma vaga entre os 20 classificados para as semi-finais.” (Edegar Schmidt, Correio do Povo, 27 de novembro de 1973)

1973 athletico pr fora correio do povo caio beto

Foto: Correio do Povo

 

“Sempre bato faltas desta maneira. Tinha eu , o Sicupira e o Sidney, mas achei que a distância e a colocação eram para mim. Acertei e partimos na frente do Grêmio. No Grêmio eu não batia faltas, porque o Flecha era o principal cobrador, por isso a surpresa deles”, comentava Caio, autor do primeiro gol atleticano na vitória de domingo, frente ao seu ex-clube, o Grêmio. No Atlético tudo e alegria e fé na classificação, que agora já ficou mais perto. “Com esta vitória frente ao Grêmio, tudo melhorou, passamos para o 22º lugar, está bem melhor, né?” dizia Didi Duarte.” (Diário do Paraná, terça-feira, 27 de novembro de 1973)

1973 athletico pr fora diario da tarde 01

Foto: Diário da Tarde

A ÚNICA COISA RUIM DESSE JOGO: A RENDA

Esse jogo de ontem em Belfort Duarte foi assim: de um lado, um time jogando para o gol – jogando certo, com poucas falhas, quase perfeito:: do outro um time se defendendo muito, indo de vez em quando ao ataque. Resultado, teria que ganhar o tine de futebol certo, que procurava o gol e, esse foi o Atlético Paranaense, que derrotou o Grêmio Portoalegrense por dois gols a zero, num jogo de técnica e velocidade e, que teve como única coisa ruim a arrecadação (Cr$ 78.317,00), que trouxe novos prejuízos para o rubro-negro […]” (Diário da Tarde, segunda-feira, 26 de novembro de 1973)

1973 athletico pr fora diario da tarde ladinho

Foto: Diário da Tarde

Atlético Paranaense 2×0 Grêmio

ATLÉTICO-PR: Nascimento; Julio, Di, Alfredo e Ladinho; Lourival e Sergio Lopes; Sidnei, Sicupira (Bene). Caio e Didi Duarte (Renatinho).
Técnico: Lanzoninho

GRÊMIO: Picasso; Claudio, Ancheta, Beto Bacamarte e Jorge Tabajara; Carlos Alberto e Paulo Sergio (Bolivar); Carlinhos, Iura (Lairton), Oberti e Loivo.
Técnico: Carlos Froner

Brasileirão 1973 – Primeira fase – Returno – 4ª Rodada
Data: 25 de novembro de 1973, domingo, 16h00min
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba-PR
Publico: 8.751
Renda: Cr$ 78.317,00
Juiz: Luis Carlos Felix – RJ
Auxiliares: Joaquim Gonçalves e Josias Paulino
Gols: Caio, aos 12 minutos do 1º tempo e Sicupira, aos 13 minutos do 2º tempo

Brasileirão 2019 – Palmeiras 1×2 Grêmio

November 25, 2019

2019 palmeiras Marcos Ribolli ge

O campeonato de pontos corridos proporciona algumas sensações estranhas. Como essa é de ontem, onde havia certo constrangimento em comemorar um gol da vitória no último minuto porque isso significou o título de um terceiro time, que sequer entrou em campo no domingo.

Renato já deveria pensar em iniciar algumas partidas com essa formação com Everton e Pepê no ataque.

Gremio x PalmeirasFotos: Marcos Ribolli (Globo Esporte) e Lucas Uebel (Grêmio.net)

Palmeiras 1×2 Grêmio

PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha, Gustavo Gómez (Ramires, 25/2ºT), Vitor Hugo, Diogo Barbosa; Thiago Santos, Bruno Henrique; Dudu, Lucas Lima, Zé Rafael (William, 18/2ºT); Borja (Luiz Adriano, intervalo)
Técnico: Mano Menezes

GRÊMIO: Paulo Victor; Léo Moura, Geromel, Kannemann, Cortez; Matheus Henrique, Maicon (Michel, 24/2ºT); Alisson, Diego Tardelli (Patrick, 38/2ºT), Everton; Luciano (Pepê, 20/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

34ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2019
Data: 24 de novembro de 2019, domingo, 16h00min
Local: Allianz Parque, em São Paulo – SP
Público: 22.767 pagantes
Renda: R$ 1.292.109
Arbitro: Wilton Pereira Sampaio
Auxiliares: Fabricio Vilarinho da Silva e Bruno Raphael Pires
VAR: Wagner Reway (PB)
Cartões amarelos: Matheus Henrique, Diego Tardelli, Thiago Santos e Dudu
Gols: Everton (de pênalti), aos 23 minutos do 2º tempo; Bruno Henrique (de pênalti), aos 37 minutos, e Pepê, aos 49 minutos do 2º tempo.

Brasileirão 1995 – Palmeiras 3×0 Grêmio

November 23, 2019
1995 palmeiras 3x0 gremio b

Foto: Zero Hora

Esse foi o último dos setes confrontos entre Palmeiras e Grêmio no ano de 1995.  Um detalhe interessante é que em todos esses sete jogos há uma pequena variação dos uniformes dos times. Nesse, o Palmeiras estava usando sua nova camisa da Rhummel, com o scudetto de campeão brasileiro de 1994, enquanto o Grêmio entrou em campo com um calção todo preto (sem a listra nas laterais usada nos jogos anteriores).

Mesmo com a vitória (iniciada com um gol de mão de Edilson) o Palmeiras não conseguiu a classificação para as semifinais, tendo empatado com o Juventude no Alfredo Jaconi na última rodada da primeira fase.

A última matéria da Folha de São Paulo transcrita abaixo menciona que os jogadores do Palmeiras recebiam R$ 700,00 por resultado positivo. Esse valor, ajustado pelo IGPM, corresponderia a cerca R$ 4.300,00 atualmente.

1995 palmeiras 3x0 gremio emerson b

Foto: Zero Hora

GRÊMIO NÃO RESISTE AO BOM FUTEBOL DO PALMEIRAS
Os paulistas mantêm a liderança isolada no grupo com 22 pontos ganhos e são favoritos para garantir a classificação

O sétimo encontro do clássico do ano teve vantagem paulista. O Palmeiras fez 3 a 0 em um Grêmio desfalcado, mas aguerrido, e é favorito para ganhar a vaga do Grupo A, agora com 22 pontos, contra 19 do Cruzeiro (um jogo a menos). Sem cinco titulares, o Grêmio surpreendeu com a volta de Émerson, depois de sete meses recuperando-se de cirurgia no joelho. O time gaúcho fica em nono lugar.

O Palmeiras jogou-se ao ataque logo no início. Aos 10 minutos, Muller recebeu um lançamento às costas de André Vieira. Cruzou na medida para a cabeça de Edilson. A bola ainda tocou `no braço do atacante e entrou. Com desvantagem, o Grêmio reagiu. Arilson e Emérson, em freqüentes deslocamentos, confundiram o bom meio-de-campo paulista e levaram vantagem. A volta de Émerson ficou marcante em um chute de pé esquerdo, aos 20 minutos. A bola raspou o travessão. Depois de ter sido tirado do futebol por uma falta de Pedrinho, do Brasil, de Farroupilha, Émerson teve fôlego para jogar 55 minutos.

O Grêmio perdeu a partida pelo lado direito. O segundo gol do Palmeiras nasceu de um cruzamento em que André Vieira tentou rebater e Wágner Fernandes não alcançou. Cafu fez o corta-luz, a bola sobrou para Rivaldo, que chutou de bico, rasteiro. O goleiro Danrlei tentou tirar com os pés, mas não teve sorte. A bola passou por entre suas pernas aos 15 minutos do segundo tempo.

O nervosismo ameaçou reprisar a tensão dos jogos da Libertadores. Goiano acertou Antônio Carlos logo no início. E Cléber revidou sobre Arilson. Ao ‘final (36 minutos), Rivaldo arrancou do meio e marcou o terceiro.” (Zero Hora, segunda-feira, 2 de outubro de 1995)

Revista Placar

O JOGO: A necessidade da vitoria empurrou a Palmeiras ao ataque e a primeiro gol saiu logo no início. Com a vantagem, o time explorou – e bem – os contra-ataques.

HISTÓRIA: CONFRONTO - PALMEIRAS X GRÊMIO

PALMEIRAS BATE GRÊMIO E É O FAVORITO À VAGA
O Palmeiras derrotou ontem o Grêmio por 3 a 0 no Parque Antarctica. Com o resultado, a equipe paulista mantém a liderança no Grupo A e o favoritismo à vaga nas finais do Brasileiro.
O técnico palmeirense, Carlos Alberto Silva, surpreendeu ao escalar Cafu na lateral-direita e Alex Alves no ataque, tirando o lateral Índio da equipe.
Com isso, o Palmeiras modificou sua maneira habitual de jogar, abandonando as tabelas rápidas e adotando os lançamentos para aproveitar a velocidade de Alex.
O bicampeão brasileiro marcou logo aos 9min de jogo. Muller recebeu um passe em profundidade de Wágner pela esquerda e cruzou. Edílson, desmarcado, tocou de cabeça. A bola ainda resvalou na sua mão e entrou.
A desvantagem não intimidou o Grêmio. A equipe gaúcha manteve a partida equilibrada.
O Palmeiras concentrava demais suas investidas pelo lado esquerdo. Na direita, Cafu não recebia ajuda de ninguém do meio-campo ou do ataque.
Além disso, ao insistir excessivamente nos lançamentos, o Palmeiras acabava devolvendo a posse da bola ao time gaúcho com muita facilidade.
O Grêmio teve, aos 36min, a sua melhor oportunidade na primeira etapa. O lateral-esquerdo Roger penetrou na área e chutou colocado. Velloso espalmou para escanteio.
Para a segunda etapa, o Palmeiras voltou com Índio no lugar de Alex Alves. Cafu foi para o meio-campo e Edílson, para o ataque.
A modificação devolveu ao time o seu estilo de toques habitual, além de reequilibrar os dois lados da equipe e melhorar a marcação no meio-campo.
O segundo gol palmeirense saiu aos 13min. Cafu cruzou rasteiro da linha de fundo, Muller deixou a bola passar e Rivaldo chutou fraco. A bola acabou passando por entre as pernas de Danrlei.
Rivaldo fez também o terceiro gol, quando o Grêmio já não tinha chance de reação. Ele partiu com a bola dominada do meio-campo, driblou dois adversários e tocou na saída de Danrlei.” (Folha de São Paulo, segunda-feira, 2 de outubro de 1995)

PALMEIRAS DERROTA GRÊMIO E CONTINUA LÍDER NO GRUPO A
O Palmeiras derrotou ontem o Grêmio por 3 a 0. Com o resultado, a equipe paulista mantém a liderança no grupo A e o favoritismo à vaga nas finais do Brasileiro.
O Palmeiras marcou logo aos 9min de jogo. Muller puxou um contra-ataque rápido pela esquerda e cruzou. Edílson, desmarcado, tocou de cabeça. A bola ainda resvalou involuntariamente na mão.
A desvantagem não intimidou o Grêmio. A equipe gaúcha manteve a partida equilibrada.
Teve aos 36min a sua melhor oportunidade na primeira etapa. O lateral-esquerdo Roger penetrou na área e chutou colocado. Velloso espalmou para escanteio.
Para a segunda etapa, o Palmeiras voltou com Índio no lugar de Alex Alves. Cafu foi para o meio e Edílson, para o ataque.
O segundo gol palmeirense saiu aos 13min. Cafu cruzou rasteiro da linha de fundo, Muller deixou a bola passar e Rivaldo chutou fraco. A bola acabou passando por entre as pernas de Danrlei.
Rivaldo fez também o terceiro. Ele partiu com a bola dominada do meio-campo, driblou dois adversários e tocou na saída de Danrlei.” (Folha de São Paulo, segunda-feira, 2 de outubro de 1995)

TIME EXIBE ESTILOS DIFERENTES
O Palmeiras exibiu estilos diferentes em cada tempo da partida. No primeiro, a entrada de Alex Alves no ataque mudou radicalmente o perfil ofensivo da equipe.
Por ser um atacante veloz, Alex levou o time a adotar um estilo à base de lançamentos longos às costas dos zagueiros adversários.
Essa estratégia tornou-se ainda mais evidente, ontem, pelo fato de o Palmeiras ter marcado seu primeiro gol logo no início -aliás, numa jogada de lançamento para Muller na ponta esquerda.
Em contrapartida, os meias-ofensivos palmeirenses tiveram pouca participação na criação.
Como o time preferiu a velocidade ao toque, Edílson e Rivaldo evitaram reter a bola em busca de tabelas ou jogadas individuais.
Ao mesmo tempo, o lado direito, que costuma funcionar bem com Índio na lateral e Cafu na meia, praticamente desapareceu.
A substituição de Alex Alves por Índio, no intervalo, devolveu ao Palmeiras o estilo “natural” de toque de bola rápido e o equilíbrio entre os dois lados do time, além de aumentar o poder de marcação, graças ao deslocamento de Cafu para o meio-campo.” (Mário Moreira e Arnaldo Ribeiro, Folha de São Paulo, segunda-feira, 2 de outubro de 1995)

JUCA KFOURI
[…]E que o Palmeiras voltou a a se organizar mais cedo do que seria razoável esperar. Aliás, com frequência, querem saber: o que a coluna tem contra o jogador Muller?
A resposta é sempre a mesma: nada. A não ser a indiferença que ele confunde com frieza, por mais que se argumente que ganhou quase tudo que disputou no São Paulo, etc e tal -até fazendo gol sem querer na decisão do mundial de clubes contra o Milan, em 93.
Pois bem. Agora a coluna faz a mesma pergunta com mão invertida: o que o craque Muller tem contra a coluna?
Porque é estranho saber ao voltar que ele tem feito a diferença e é o maior responsável pela ascensão alviverde. Será mesmo?
A partida contra o Grêmio mostrou que sim. Muller participou até pouco, mas deu o primeiro gol, foi espertíssimo no segundo e sempre tocou de primeira. Mostrou que nada tem contra a coluna. E vice-versa, estamos entendidos?” (Juca Kfouri, Folha de São Paulo, segunda-feira, 2 de outubro de 1995)

HISTÓRIA: CONFRONTO - PALMEIRAS X GRÊMIO

ALBERTO HELENA JR. – PALMEIRAS VENCE COM AS ARMAS DO RIVAL
O mais curioso é que o Palmeiras venceu o Grêmio ontem, no Parque Antarctica, com folga no marcador, com as armas desse seu recente e feroz rival: o contragolpe. Talvez, por estar fora do páreo, na qualidade de livre-atirador, o Grêmio veio a São Paulo seduzido pela idéia de que poderia pregar uma peça no Palestra.
E se transfigurou em campo: de humilde, modesto e disciplinado guerreiro, atirou-se de peito aberto sobre a área inimiga. Pimba, um contra-ataque rápido pela esquerda, o cruzamento exato de Muller para a cabeçada de Edílson, e eis o Palmeiras com a vantagem que pediu a Deus. E assim foi até o final.
No segundo tempo, mais duas pontadas e mais dois gols de Rivaldo. Isso sem que o Palmeiras brilhasse, nem mesmo impusesse sua técnica mais refinada.
Na verdade, nem precisou.” (Alberto Helena Jr. – Folha de São Paulo, segunda-feira, 2 de outubro de 1995)

DANRLEI SE DIZ ARREPENDIDO
Ontem, definitivamente, não foi um bom dia para o goleiro gremista Danrlei, 22.
Seu time perdeu por 3 a 0, ele levou um gol entre as pernas e foi xingado durante todo o jogo pelos torcedores palmeirenses.
Aos gritos de “covarde”, Danrlei deixou o campo tranquilamente. “Isso não me abala”, disse.

Folha – Os palmeirenses ainda não perdoaram o soco que você deu no Válber, no jogo pela Taça Libertadores, e te xingaram muito. Isso não te incomodou?
Danrlei – Não. Quem não souber trabalhar nessas condições, não pode ser jogador. Eu gosto de jogar assim. Dá mais vontade.
Folha – Você não se sente arrependido?
Danrlei – Isso já passou. Vi o erro que fiz e me arrependo dele. Esse tipo de coisa não vai mais acontecer.
Folha – O Grêmio vai continuar desprezando o Campeonato Brasileiro?
Danrlei – Vamos continuar nos preparando para a decisão do Mundial interclubes, em novembro.” (Arnaldo Ribeiro, Folha de São Paulo, segunda-feira, 2 de outubro de 1995)

RIVALDO VOLTA A MARCAR GOLS
O meia-atacante Rivaldo, 23, fez ontem seus dois primeiros gols no Brasileiro. Não marcava desde 22 de julho, contra o Mogi Mirim, pelo Paulista.
Para ele, a formação tática do Palmeiras no segundo tempo funcionou melhor que a do primeiro.

Folha – Havia muito tempo que você não marcava. Estava com saudade de fazer gols?
Rivaldo – É, fazia dois jogos e meio que eu não marcava, desde que renovei contrato. Fazer gol é sempre importante para um jogador. Graças a Deus, consegui marcar dois. No último, senti que os zagueiros deram uma puxada para o lado e que o campo estava livre para eu avançar.
Folha – O Palmeiras usou táticas diferentes no primeiro e no segundo tempo. Qual foi a melhor?
Rivaldo – A do segundo tempo. No primeiro, insistimos nos lançamentos para o Alex Alves e erramos quase todos. Depois, com o Cafu no meio-campo, ficamos mais fortes na marcação.” (Mário Moreira, Folha de São Paulo, segunda-feira, 2 de outubro de 1995)

ALEX ALVES SE IRRITA E VAI EMBORA NO INTERVALO
O atacante Alex Alves não gostou de ser substituído no intervalo e, irritado, deixou o Parque Antarctica antes do segundo tempo.
Ao saber da atitude do jogador, o técnico Carlos Alberto Silva disse que Alex “tem de se ajustar e dizer por que foi embora”.
Apesar disso, ele afirmou que pretende conversar com o atacante para, só então, decidir se toma alguma medida disciplinar.
O vice-presidente de futebol, Seraphim Del Grande, disse que os jogadores substituídos não têm obrigação de esperar o fim das partidas para ir embora, mesmo com a possibilidade de serem sorteados para o exame antidoping.
“Em princípio, não há motivo para punir o Alex”, afirmou.
Silva explicou que substituiu o jogador porque o Palmeiras estava errando os lançamentos para ele e perdendo sempre a posse da bola.
“Não é que o Alex estivesse mal. O time é que não estava trabalhando a bola. Depois, com o Cafu no meio-campo, o setor se fortaleceu.”
O ministro do Planejamento, José Serra, torcedor do Palmeiras, assistiu ao jogo e foi ao vestiário cumprimentar o time pela vitória.
“É a quarta vez que venho e o Palmeiras ganha. Quando precisarem, contem comigo”, brincou.
O técnico Luiz Felipe, do Grêmio, reclamou muito da arbitragem de Antônio Pereira da Silva.
Segundo ele, o juiz errou ao validar o primeiro gol do Palmeiras, marcado por Edílson.
“Todo mundo viu que a bola bateu na mão dele antes de entrar. Faz oito jogos que não vencemos com as arbitragens desse juiz. Não pode ser só coincidência.”
Luiz Felipe, porém, achou justo o resultado da partida. “O Palmeiras hoje é melhor que o Grêmio e mereceu vencer.” (Mário Moreira e Arnaldo Ribeiro, Folha de São Paulo, segunda-feira, 2 de outubro de 1995)

ALEX ALVES DIZ QUE SAIU DO ESTÁDIO POR `PRESSA`
O atacante Alex Alves, do Palmeiras, disse ontem à Folha que deixou o Parque Antarctica no intervalo do jogo contra o Grêmio, na véspera, porque estava “com pressa”.
Ele tivera sua substituição decidida pelo técnico Carlos Alberto Silva para o segundo tempo.
“Tinha que viajar e aproveitei para tentar trocar a passagem para um horário mais cedo”, afirmou Alex. Ele não quis revelar para onde teria viajado.
A Folha telefonou várias vezes para a casa de Alex Alves ontem, mas, antes de o atacante finalmente atender, o meia Paulo Isidoro, que mora com ele, dera informação diferente.
“Quando cheguei do jogo, no domingo à noite, ele já estava dormindo. Hoje (ontem), ele saiu cedo e nós não conversamos”, disse o meia.
Alex Alves admitiu ter ficado chateado pela substituição. “Mas a opção é do técnico. Se ele quiser me tirar, ele é quem manda.”
O jogador acha que estava “muito bem” na partida.
A diretoria do Palmeiras só vai punir Alex Alves se Carlos Alberto Silva pedir.
A informação foi dada pelo vice-presidente de futebol, Seraphim Del Grande. Segundo ele, Silva deve conversar hoje com Alex, na reapresentação dos jogadores, para obter uma explicação.
O atacante, porém, disse não acreditar que o treinador tome essa iniciativa. “A opção de ficar no estádio é minha. Se eu quiser, vou embora.”
Del Grande afirmou que os jogadores substituídos não têm obrigação de esperar o fim das partidas para deixar o estádio, mesmo com a possibilidade de serem sorteados para o exame antidoping.
“Nem me lembrei que podia ficar para o antidoping”, disse Alex. “Se me lembrasse, não teria ido embora.”
Seraphim Del Grande afirmou que o Palmeiras não tem condições de aumentar o valor mínimo dos prêmios por vitória no Campeonato Brasileiro.
Os jogadores alegam que os R$ 700 pagos pelos resultados positivos estão abaixo dos valores pagos por outros clubes grandes.
“Não temos como aumentar o valor dos prêmios porque as rendas estão muito baixas”, disse o dirigente.
“Além disso, os jogadores estão recebendo direito de arena pelas transmissões das partidas pela TV cinco vezes maior do que no ano passado”, acrescentou.” (Mário Moreira, Folha de São Paulo, terça-feira, 3 de outubro de 1995)

Palmeiras 3×0 Grêmio

PALMEIRAS: Velloso; Cafu, Antônio Carlos (Célio Lúcio), Cléber e Wágner; Amaral, Mancuso, Edílson e Rivaldo; Alex Alves (Índio) e Muller
Técnico: Carlos Alberto Silva

GRÊMIO: Danrlei; André Vieira (Carlos Alberto), Rivarola, Wágner Fernandes e Roger; Gélson, Goiano, Émerson (Ranieli) e Arílson; Márcio (Magno) e Jardel
Técnico: Luis Felipe Scolari

Brasileirão 1995 – 1ª Fase – 10ª Rodada
Data: 1º de outubro de 1995, domingo, 19h00min
Local: Estádio do Parque Antarctica, em São Paulo – SP
Público: 7.199 pagantes
Renda: R$ 78.760,00
Juiz: Antônio Pereira da Silva (GO)
Auxiliares: Filomeno Dourado e Elmo Rezende
Cartões amarelos: Wágner Fernandez, Cléber, Edílson, Antônio Carlos e Jardel
Gols: Edílson, aos 9 minutos do primeiro tempo, Rivaldo, aos 13 minutos e aos 41 minutos do segundo tempo

Brasileirão 2019 – Grêmio 0x1 Flamengo

November 18, 2019

Gremio x FlamengoGremio x Flamengo

O Grêmio (desfalcado de Matheus Henrique e Kannemann) não fez grande partida contra o time “misto” do Flamengo e acabou sendo derrotado por 1 a 0.

O “detalhe” é que o gol saiu em pênalti inexistente. Estranhamente a arbitragem ignorou os apelos dos jogadores do Grêmio, que pediam para que o lance fosse revisto, uma vez a bola bateu no braço de apoio de Leo Moura, quando este deu um carrinho.

Essa situação foi amplamente divulgada quando da final da Copa América. O pênalti não deveria ser marcado. Mas o juiz e todos os seus auxiliares preferiram seguir convictos no seu erro.

O triste é que haverá pouca crítica em cima desse fato. O que torna pouco provável uma melhora no nível da arbitragem nacional. Sempre há alguém pra contemporizar. Rodrigo Mattos, do UOL, disse que “Precisa de uma definição mais clara sobre o que é pênalti ou não em certos lances. Porque a real é que não está claro neste tipo de lance“. PVC, inicialmente, disse que “O pênalti marcado por Gabriel e que deu vitória ao rubro-negro é discutível. Mas o Grêmio não mereceu o empate“.

Ao contrário do que esses dois jornalistas escreveram, há sim uma definição para esse tipo de lance, é ela é bastante clara. E sendo clara, a questão se torna indiscutível. Ademais, cabe ressaltar o quão equivocada é a ideia de que um time possa ou não merecer uma arbitragem justa.

Abaixo a reprodução do material da FIFA elucidando essa questão (conforme disponibilizado no site da Federação Goiana, assim como também divulgado pela Federação Portuguesa)

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– Média de Público do Grêmio no Brasileirão 2019:
19.496 (17.298 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Arena na atual temporada:
24.975 (22.649 pagantes)

– Média de público do Grêmio como mandante em 2019:
23.893 (21.636 pagantes)


Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net) e Alexandre Vidal (C.R. Flamengo)

Grêmio 0x1 Flamengo

GRÊMIO: Paulo Victor; Léo Moura (Vizeu, 31/2ºT), Geromel, David Braz e Cortez; Michel (André, 20/2ºT) e Maicon; Alisson, Diego Tardelli (Pepê, intervalo) e Everton; Luciano
Técnico: Renato Portaluppi

FLAMENGO: Diego Alves; Rodinei, Thuler (Rodrigo Caio, 39/2ºT), Rhodolfo e Renê; Piris da Motta, Diego (Vinícius Souza, 20/2ºT), Lucas Silva (Everton Ribeiro, 9/2ºT) e Arrascaeta; Reinier e Gabigol
Técnico: Jorge Jesus

33ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2019
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre – RS
Público: 30.980 (28.541 pagantes)
Renda R$ 1.175.820,00
Arbitragem: Raphael Claus (Fifa)
Auxiliares: Danilo Ricardo Simon Manis (Fifa) e Anderson de Moraes Coelho
VAR: José Claudio Rocha Filho (quarteto de SP).
Cartões amarelos: Piris da Motta, Rodinei, Alisson
Cartão vermelho: Gabigol
Gol: Gabigol (de pênalti) aos 36 do primeiro tempo

Brasileirão 1986 – Grêmio 0x0 Flamengo

November 17, 2019
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Foto:  Eduardo Vasseur (Correio do Povo)

 

Grêmio e Flamengo se enfrentaram pela 5ª rodada da primeira fase do Brasileirão de 1986. O empate sem gols foi melhor para os visitantes que lideravam o grupo.

Os dois times voltariam a se enfrentar na fase seguinte, primeiro num empate no Rio e depois novamente no Olímpico, mas dessa vez com vitória tricolor por 2×0.

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Foto: Placar

GRÊMIO SÓ EMPATE CONTRA O FLA DESFALCADO

Ainda não foi desta vez, ontem, contra o Flamengo, no Estádio Olímpico, que o Grêmio recuperou-se da sua má fase no Campeonato Brasileiro. Havia unanimidade por parte da Comissão técnica e dos jogadores, antes do jogo, que contra o time carioca seria o jogo da reabilitação. No entanto, dentro de campo, o time campeão gaúcho continuou a mostrar os mesmos defeitos dos jogos anteriores, ou seja: existe uma crise técnica coletiva e alguns jogadores como Caio Jr., Valdo e Paulo Bonamigo, não estão jogando o que realmente podem.

É bem verdade que, ontem, com relação aos jogos anteriores, o Grêmio melhorou, mas não multo. Nem mesmo o retorno do meia-cancha Luiz Carlos, jogador que segundo Espinosa, desequilibra e dá ao time uma força técnica fora do comum, ajudou na recuperação.

Diante de um Flamengo descaracterizado, sem Adilio, Mozer e Leandro — sem contar, ainda, com as ausências de Zico e Sócrates que ainda não jogaram nesse Nacional — o Grêmio não teve condições de vencer E não soube por quê?

Porque taticamente houve uma enorme separação entre o setor da meia-cancha e o ataque. Ninguém do Grêmio soube trabalhar a bola com habilidade no sentido de penetração. Faltou maior imaginação nas construções das jogadas pelo meio e consciência de quando deveriam reter a bola ou lançá-la. A jogada mais importante e aguda do Grêmio durante os 90 minutos, foi a de sempre: Renato.

Ele criou algumas chances de gol e quando não foi individualista, quando cruzou bolas para a grande área, lá no meio não tinha ninguém.

O posicionamento do Flamengo foi inteligente durante todo o tempo do jogo. Sabendo que teoricamente era inferior ao adversário, quando perdia a bola, todos voltavam para a proteção. Quando estavam com a bola, saiam com toques curtos e rápidos e muitas vezes conseguiram envolver o Grêmio. O campeão gaúcho fazia bem ao contrário. Era apressado, sem imaginação e não tinha conclusões. Somente no fim do jogo, num cabeceio muito forte de Luiz Carlos. o Grêmio quase ganhou o jogo, mas Zé Carlos salvou. O resultado foi justo. O Grêmio não merecia mesmo vencer e o Flamengo que veio a Porto Alegre em busca de um ponto, levou. Agora o próximo jogo será contra o Botafogo da Paraíba, quinta-feira quando o Grêmio vai fazer a estréia do seu novo centroavante: Lima.” (Correio do Povo, segunda-feira, 15 de setembro de 1986)

O DESABAFO DE RENATO

No intervalo do jogo de ontem, contra o flamengo, o ponteiro-direito Renato já estava inconformado com a maneira que o time do Grêmio vinha jogando. Quando descia as escadas para os vestiários, sempre gesticulando, ele dizia: “Tem que melhorar e muito se a gente quiser ganhar esse jogo”. Mas nem mesmo com as substituições feitas – Bonamigo no lugar de Caio Jr. e Ortiz no lugar de Valdo — o time melhorou a atuação. No final, o grande desabafo de Renato. “Se continuar dessa maneira, jogando assim, é bem melhor sair do Campeonato Brasileiro. Se aqui, diante de um público forte, dentro do nosso estádio e gente não consegue vencer, então a coisa está mal mesmo. Temos que nos reunir novamente, conversar abertamente e arrumar a casa. Ninguém consegue jogar mal assim como nós estamos. Tá certo que um jogo ou dois o time não renda o suficiente, mas jogar mal sempre, aí não dá. Temos que fazer alguma coisa para nos recuperar. Não estou entendendo o que está havendo com o time do Grêmio“. (Correio do Povo, segunda-feira, 15 de setembro de 1986)

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Foto:  Eduardo Vasseur (Correio do Povo)

 

LAZARONI SATISFEITO. CONSEGUIU O OBJETIVO

No lado do Flamengo a satisfação foi muito grande depois do empate com o Grêmio, ontem à tarde. Desfalcado de vários titulares, o time carioca velo para empatar e conseguiu seu objetivo. Teve momentos do jogo que poderia até mesmo ter ganho.

“Faltou-nos um pouco mais de ambição ofensiva — fala o técnico Sebastião Lazaroni.

Estou muito satisfeito porque saímos do Rio para buscar dois pontos contra a Ponte Preta e o Grêmio. Conseguimos três, portanto temos um na poupança, brincou. Lazaroni não escondia sua alegria pela resposta dos jovens jogadores do Flamengo a um jogo contra um time bem mais experiente. Com um amador no time, o ponta-esquerda Zinho, mais dois no banco, Valtinho e Wallace, o Flamengo mostrou em campo, com uma equipe mista, que tem padrão definido e que a entrada de outros valores não altera a forma de jogar do time.

Quando fala dos garotos, Lazaroni se entusiasma: “O que mais cuidamos no Flamengo é da garotada. Eles aprendem desde cedo a não se preocupar com o adversário, jogam normalmente seu futebol. O Grêmio é um time extraordinário, dos melhores do Brasil e empatar aqui, com todos os titulares. já é muito difícil, imaginem com os meninos. Estou muito satisfeito”.

Já o apoiador Júlio César, que esteve no Grêmio no ano de 1984, jogou multo bem e salientou as qualidades do Grêmio: “Já joguei aqui e sei o quanto é difícil sair deste campo sem ser derrotado. O Grêmio é um belo time, mas conseguimos segurar as principais jogadas deles e o empate ficou bem para todos”.

O próximo jogo do flamengo é contra o Sergipe, no Maracanã, quando Moser estará de volta ao time.” (Correio do Povo, segunda-feira, 15 de setembro de 1986)

VALDO EM MÁ FASE . ATÉ ESPINOSA PENSA ASSIM

No final do jogo de ontem, no vestiário, o técnico Valdir Espinosa dava muitas explicações sobre mais um resultado ruim do Grêmio, Em primeiro lugar, ele não aceitava a ponderação dos repórteres de que sua equipe havia jogado mal contra o Flamengo: “Acho que a campanha do Grêmio num todo não é boa, porém, o resultado de hoje não mostra isso, pois o Flamengo é uma equipe tradicional e merece o nosso respeito”.

O técnico Valdir Espinosa tem algumas explicações para a campanha da sua equipe que, depois de perder para o Paissandu e empatar com o Goiás, ontem apenas empatou com o Flamengo: “Reconheço alguns maus resultados e acho que isto deve-se, em parte, ao jogador Valdo não estar mostrando tudo o que sabe”. Espinosa tem razão. Valdo não ó nem de longe o mesmo jogador do Gauchão 86, o homem que desequilibrou o campeonato a favor do Grêmio e que também integrou  a Seleção Brasileira.

Espinosa foi cauteloso em todas as suas respostas.  Questionado sobre se o Flamengo não entrou em campo com uma equipe muito jovem — o próprio técnico Lazaroni chamou seu time de “meninos” — ele respondeu que não. “Temos que reconhecer que o Flamengo foi um time de muita disposição em campo. No futebol uma das verdades e que o jogador jovem que entra em campo quer mostrar serviço para não sair mais do time”.

Não existe, por enquanto, nenhuma campanha para tirar Valdo do time. Trata-se de uma das estrelas do Grêmio e técnico Valdir Espinosa acha que é apenas momentânea a má fase do jogador. Por aí se vê a falta que Valdo, em boa forma, faz ao Grêmio, pois ele, com Renato é uma das peças de desequilíbrio da equipe.” (Correio do Povo, segunda-feira, 15 de setembro de 1986)

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Foto:  Eduardo Vasseur (Correio do Povo)

MILTON JUNG – DESAFINAÇÃO

Nunca duvidei do que vinha sendo dito sobre o Grêmio, mesmo porque os resultados de seus três jogos falavam ainda mais alto do que as criticas que eu ouvia. Mas eu queria ver o time de Espinosa do alto do Olímpico, com vista panorâmica. Não gostei do que me foi permitido observar, mesmo descontando as dificuldades criadas pelo Flamengo, líder do grupo e equipe com boas alternativas, embora sem Zico e Sócrates, seus monstros sagrados. Esteja um time diante de um adversário fraco ou credenciado, sempre se pode perceber, porém, se joga bem ou mal, e o Grêmio está, coletiva e individualmente, muito abaixo daquele que se viu no Regional. É provável que alguns declínios individuais estejam comprometendo o conjunto. Entre tais declínios, o de Valdo é o que mais impressiona. Se antes circulava pelo campo, distribuindo a bola, organizando a meia-cancha e atuando na cobertura, hoje, faz voltas em torno de si mesmo, não chuta a gol e não acerta um passe. Ontem, Osvaldo, retornando à sua posição, e Caio, que saiu jogando, também andaram mal. Diante disso, Espinosa se vê na obrigação de realizar variações em tomo do mesmo tema. Caio, que entrava no segundo tempo, sai quando termina o primeiro; Osvaldo passa do ataque para o meia-cancha e vice-versa, mas nada muda para melhor. O Grêmio. no momento, é um time dividido dentro do campo, como se feito de setores estanques. Onde teria deixado o seu belo futebol? Na Suécia, no Marrocos? Sorte sua que seus companheiros de grupo, em sua maioria, desafiam pelo mesmo diapasão e, como se classificam seis equipes, nesta primeira fase do Nacional, não há razão para desespero e sobra tempo para que os erros sejam corrigidos.

Bem ao contrário do Grêmio, o Internacional, que entrou na Taça de Ouro envolto em descrença e com um time em formação, na base do esforço e com a inclusão de dois reforços, vai dando conta do recado. Seu empate de ontem com o Sport, na Ilha do Retiro, tratando-se de uma partida contra o líder do grupo e em campo alheio, foi um ótimo resultado.” (Milton Jung, Correio do Povo, segunda-feira, 15 de setembro de 1986)

EDEGAR SCHMIDT – BOM E RUIM

Isoladamente, olhando-se apenas o resultado; a dupla Gre-Nal foi bem no domingo. O Inter empatou no Recife, contra o Sport, melhor time da chave, e o Grêmio, mesmo em casa, empatou com o Flamengo, o que também é interessante. Mas no contexto, bom foi o empate do Inter, que começa até a surpreender. O Grêmio já começa a preocupar porque tem quatro pontos em quatro jogos, é um time com muitos jogadores em flagrante crise técnica e começa a discutir até mesmo seu excelente esquema.

A crise do Grêmio é simplesmente técnica e isso se corrige como o técnico fez com Valdo, que mesmo muito mal, começou o jogo. O que pode preocupar é há mais gente jogando abaixo do que pode e o técnico não parece mais muito convicto. Depois dos primeiros resultados, o Grêmio se modificou todo, começou o jogo com Luiz Carlos mas sem Bonamigo e sem o rodízio do meio-campo. Aos 10 minutos do segundo tempo, voltou Bonamigo, apagou-se a pedra, não valeu mais nada do que fora projetado para melhorar o time. O que é melhor para o Grêmio? Nem o próprio Grêmio sabe. Isso é que pode preocupar.

Renato, ao sair de campo, disse claramente ao Vianei Carlet: “Se não melhorar, é melhor sair do campeonato”. Pouco antes, ele levara o terceiro amarelo, está fora do próximo jogo contra o Botafogo da Paraíba, na quinta-feira à noite no Olímpico Mas não desistiu, não é?” (Edegar Schmidt, Correio do Povo, segunda-feira, 15 de setembro de 1986)

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WASHINGTON RODRIGUES – FLA EMPATE NUM JOGÃO

Porto Alegre — Um grande jogo, no Olímpico, e um excelente resultado para o Flamengo, que, no 0 a 0 com o Grêmio, manteve a liderança do seu grupo, a invencibilidade e ficou precisando apenas de dois pontos para garantir matematicamente a classificação. E isso pode ser conseguido já na quarta-feira, no jogo com o Sergipe, no Rio.

E o Flamengo mereceu o empate, pois apresentou um futebol muito bom, sabendo usar a tática certa para a ocasião. A equipe rubro-negra teve tranqüilidade para enfrentar as dificuldades do gramado, o bom time do Grêmio e a pressão da torcida. Neutralizou as principais jogadas do adversário e ganhou um ponto, o que estava dentro dos seus planos, pois, dos quatro pontos que disputou fora de casa, o Flamengo obteve três — havia vencido a Ponte, por 1 a 0, quinta-feira, em Campinas.

O único erro do Flamengo na partida foi a insistência de alguns jogadores em utilizar as chuteiras baixas, tipo tênis, o que acarretou seguidos escorregões, permitindo até jogadas perigosas por parte do Grêmio no erro do jogador rubro-negro. Com o campo pesado como estava, não se pode entrar com chuteiras baixas. As chuteiras de trava alta oferecem mais estabilidade e evitam as constantes quedas.

De qualquer forma, o Flamengo tocou a bola, explorou os contra-ataques e em cima de grandes atuações de alguns de seus jogadores segurou o empate. Tivemos como destaque pelo lado do Flamengo o goleiro Zé Carlos, um monstro, a exemplo do que aconteceu cm Campinas. A defesa tombem esteve firme. O Adalberto marcou o Renato em cima e o ponta só teve chance de fazer uma grande jogada. O Andrade foi outro destaque e na frente o Zinho apareceu como o melhor, ajudando o meio campo pelo setor esquerdo e partindo com a bola para obrigar a defesa do Grêmio a se abrir.

Por sinal, a defesa do Grêmio é fraca, a dupla de área, Baidek e Carlos Eduardo, no chão é facilmente batida. E o Flamengo não soube explorar essa fragilidade. Mas o 0 a 0 valeu para as intenções rubro-negras, porque empatar no Olímpico não é fácil. E é bom lembrar que o Flamengo atuou ontem sem alguns titulares importantes. Do time que conquistou o titulo — não falo nem do Zico, Sócrates e Cantarele. que estão fora há meses — não atuaram em Porto Alegre Leandro, Mozer, Adilio e Marquinho” (Washington Rodrigues, Jornal dos Sports, 15 de setembro de 1986)

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Foto: Nico Esteves (Placar)

EMPATE NO SUL DEIXA MENGO NUMA BOA

PORTO ALEGRE — O Flamengo praticamente garantiu sua classificaçao para a próxima fase do Campeonato Brasileiro,  ontem, ao empatar com o Grêmio em 0 a 0, no Estádio Olímpico, graças a atuação do goleiro Zé Carlos, com defesas fantásticas, mais uma vez o herói do time. Com o resultado de ontem o campeão carioca de 86 soma 8 pontos ganhos em 5 jogos disputados. O seu próximo jogo será contra o Sergipe, quarta-feira à noite, no Estádio Caio Martins, em Niterói.

A partida foi muito disputada com as duas equipes tentando o gol a qualquer custo. O time local, empurrado pela sua imensa torcida, chegou por diversas vezes a área do adversário, mas não conseguiu êxito diante do goleiro Zé Carlos, seguro, impedindo todas as tentativas. O Flamengo, por sua vez, ressentiu-se do esforço empregado devido ao gramado encharcado, só indo à frente em contra-ataques rápidos, mas sem sucesso nas conclusões, já que Bebeto entrou em campo sem as condições físicas ideais, devido a forte gripe.

Foi o Flamengo, contudo, que por pouco quase marca o primeiro gol, logo no início da partida, através do atacante Bebeto, que de bicicleta, de dentro da área, concluiu, mas a bola desviou-se do gol, após bater no zagueiro Baidek, aos 14 minutos. O troco veio a seguir, por intermédio de Renato, que testou livre, dentro da área, obrigando Zé Carlos a espalmar para córner. Renato, novamente, fez outra grande jogada, numa arrancada sensacional pela direita, aos 22 minutos.

Na etapa final os dois times continuaram exercendo forte pressão em busca do gol: o Grêmio teve a sua frente Zé Carlos, enquanto o Flamengo continuou pecando nas conclusões dos seus atacantes. Andrade, um dos melhores em campo, aos 28 minutos, cobrou uma falta obrigando Mazaropi a fazer bela defesa. Renato perdeu uma chance aos 30 minutos. Ortiz, aos 40 minutos, mais uma vez esbarrou no goleiro Zé Carlos, ao concluir uma jogada de Valdo. ” (Jornal dos Sports, Segunda-feira, 15 de setembro de 1986)

ZÉ CARLOS FOI O GRANDE DESTAQUE

O Flamengo consegue firmar-se a cada partida do Campeonato Brasileiro, mostrando acima de tudo um time competitivo, de boa organização tática, com os seus jogadores, especialmente os mais jovens, disputando com garra e determinação todos os lances do jogo.

E a exemplo do que ocorreu no recente título estadual conquistado pela equipe da Gávea, sem a presença dos seus maiores ídolos, contundidos, o time dirigido por Sebastião Lazaroni, parte firme para a conquista do titulo nacional. O goleiro Zé Carlos, agora titular absoluto, esteve impecável novamente, com defesas providenciais, evitando a todo custo o gol do adversário. Em Campinas, na vitória sobre a Ponte Preta, ele foi também o herói do Flamengo.

Na defesa, Aldair e Guto se saíram muito bem, assim como os laterais Jorginho e Adalberto, notadamente o último, na marcação a Renato Gaúcho. Foi no meio-campo, entretanto, que o time rubro-negro se saiu muito bem: Andrade, um verdadeiro paredão à frente dos zagueiros e Júlio César e Aílton no desarme e criação das jogadas. Bebeto e Zinho igualmente estiveram bem, ao contrário de Vinícius, que ficou perdido entre os zagueiros gaúchos.

NO GRÊMIO — destacaram-se Renato Gaúcho, um perigo, mesmo marcado por até três adversários; Valdo, pela boa colocação na área e Luís Carlos, ex-Vasco, pela boa distribuição de jogo.” (Jornal dos Sports, Segunda-feira, 15 de setembro de 1986)

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FLAMENGO EMPATOU. MAS MERECIA A VITÓRIA

Porto Alegre — Um empate de 0 a 0. Foi apenas o que o Flamengo conseguiu, ontem, contra ao Grêmio, no Estádio Olímpico, numa tarde que iniciou com calor abafado e terminou debaixo de chuva intensa, cenário apropriado para o mau futebol jogado. Faltou calma ao Flamengo para fazer gol. As situações até que existiram, o Grêmio jogou muito mal, mas a afobação do time carioca afastou a bola da rede.

Para o Grêmio, que completa 83 anos de sua fundação e faz má campanha, o resultado não poderia ter sido pior: nas arquibancadas, a torcida não poupou vaias à equipe. A partida começou num clima de festa de aniversário, com foguetório, desfile de centenas de atletas das diversas categorias, as torcidas organizadas e uma banda tocando “parabéns pra você”. A prometida vitória do técnico Valdir Espinosa, para reabilitar o time, acabou, porém, não acontecendo.

Duas situações de gol foram criadas logo nos 15 minutos do primeiro tempo, por Vinícius e Zinho. A tática foi quase a mesma: de cabeça, eles concluíram contra o gol de Mazaropi, que conseguiu salvar. O Grêmio só conseguiu ver a área do Flamengo quase aos 20 minutos, quando Renato concluiu alto, de cabeça, depois de receber a bola de Valdo, numa cobrança de falta.

Quase no fim do primeiro tempo, o Grêmio reagiu à pressão do Flamengo — mais por iniciativa do ponta Renato, incansável no campo. Entretanto, logo decaiu e novamente
o Flamengo voltou a mostrar melhor rendimento. Numa entrada forte, num dos piores momentos do adversário, Ailton entrou rápido, pegando de surpresa Baidek e Luís Eduardo, contudo a bola rolou pelo lado esquerdo do gol de Mazaropi e não entrou.

Júlio César foi a grande estrela — melhor da partida escolhido pela imprensa gaúcha — do Flamengo. Durante todo o jogo mostrou-se competente e ágil na armação de jogadas ou neutralizando Renato. Junto com Andrade, deu ritmo ao time carioca, possibilitando
que a equipe apresentasse um futebol superior ao do Grêmio, embora com equívocos nas conclusões. Júlio César e Andrade assustaram o goleiro Mazaropi, com chutes fortes na metade do segundo tempo.

As entradas de Bonamigo, substituindo Caio Júnior, e, depois, Ortiz no lugar de Valdo, não deram a impulsão que o Grêmio necessitava. O time continuou até o fim desentrosado, nervoso e carente da habilidade individual de seus jogadores. Aparentemente satisfeito com o empate, o Flamengo não se empenhou mais em vencer,
voltando para o Rio até entusiasmado com o desempenho dos seus novos jogadores.

Zé Carlos — Quase não foi exigido. Porém, quanto foi preciso, mostrou segurança. Nota 7.

Jorginho — Marcou Valdo com firmeza, com eficiência ao ataque. Nota 6.

Aldair — Jogou melhor em partidas anteriores. Lutou bastante, embora nervosamente. Em um lance, agarrou a bola com as mãos sem explicação. Nota 5.

Guto — Entrou no lugar de Mozer, cumprindo suspensão. Está meio pesado, sem força. Não ajudou muito o time. Nota 5.

Adalberto — Sempre que exigido foi firme ao ataque, decidido, marcou China e Osvaldo. Nota 6

Andrade — Boa atuação. Dominou com facilidade as dificuldades criadas por Renato e Caio Júnior. Quase fez gol no fim. Nota 7

Ailton — Veloz, eficiente no domínio de bola, várias vezes preparou o lance para gol, que não saiu. Nota 7

Júlio César — Merecidamente escolhido como o melhor em campo pelos repórteres esportivos gaúchos. Do início ao fim, combateu, driblou, armou e criou sempre problemas para o adversário. Nota 8

Bebeto — Foi talvez o mais fraco do time. Marcado em cima por Caio e Valdo, participou de uns poucos lances no primeiro tempo. No segundo, diminuiu o desempenho. Nota 5

Vinícius — É um guerreiro. Lutou muito, foi habilidoso, rendeu para o time. Só faltou mesmo gol. Nota 7

Zinho — Recuou demais, preocupado com Renato, e teve dificuldade de chegar à linha de fundo. Nota 5

O ponta Renato foi, sem dúvida, o melhor do Grêmio. Sozinho, fez de tudo para marcar um gol. Queria mais festa no 83° aniversário do clube, mais só o seu esforço não bastou. Saiu de campo frustrado e furioso, sugerindo que, se o time não sabe jogar, é melhor não disputar o Campeonato Brasileiro. De resto, só se salvou Baidek. ” (Juarez Porto, Jornal do Brasil, segunda-feira, 15 de setembro de 1986)

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Grêmio 0x0 Flamengo

GRÊMIO: Mazaropi; Raul, Baidek, Luís Eduardo e Casemiro; China, Osvaldo e Luís Carlos Martins; Renato, Caio Júnior (Bonamigo) e Valdo (Ortiz)
Técnico: Valdir Espinosa

FLAMENGO: Zé Carlos; Jorginho, Aldair, Guto e Adalberto; Andrade, Ailton e Júlio César; Bebeto, Vinicius e Zinho
Técnico: Sebastião Lazaroni

Brasileirão 1986 – 1ª Fase – Grupo B – 5ª Rodada
Data: 14 de setembro de 1986, domingo, 16h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 33.004 pagantes
Renda: Cz$ 799.675,00
Árbitro: Tito Rodrigues (PR)
Auxiliares: Valdir Festugato e Valdemar dos Santos
Cartões Amarelos: Renato, Luis Eduardo e Adalberto

Brasileirão 2019 – Chapecoense 0x1 Grêmio

November 11, 2019

49045745591_b2ba357abc_oaGremio x Chapecoense

Um golaço de bicicleta (marcado por Luciano) no início do jogo, seguido de uma atuação enfadonha, quase desinteressada. Foi assim que o Grêmio chegou a sua quinta vitória seguida no Brasileirão.

Gremio x ChapecoenseFotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Chapecoense 0x1 Grêmio

CHAPECOENSE: João Ricardo; Renato, Douglas (Vinicius Locatelli, Intervalo), Rafael Pereira e Bruno Pacheco; Amaral, Márcio Araújo; Arthur Gomes (Campanharo, 37/2ºT), Camilo (Dalberto, 27/2ºT) e Roberto; Everaldo
Técnico: Marquinhos Santos

GRÊMIO: Paulo Victor; Rafael Galhardo, David Braz, Kannemann e Juninho Capixaba; Darlan (Paulo Miranda, 45/2ºT) e Matheus Henrique; Alisson, Diego Tardelli (Pepê, 22/2ºT) e Everton; Luciano (Patrick, 31/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

32ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2019
Data: 10 de novembro de 2019, domingo, 19h00min
Local: Arena Condá, em Chapecó – SC
Público: 13.335 pagantes
Renda: R$ 839.550,00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (RJ) e Carlos Henrique Alves de Lima Filho (RJ)
VAR: Carlos Eduardo Nunes Braga
Cartões amarelos: Amaral ; Matheus Henrique, Patrick
Gol: Luciano, aos 2 minutos do primeiro tempo

Brasileirão 2019 – Grêmio 2×1 CSA

November 8, 2019

Gremio x CSA

O susto que o Grêmio levou, sofrendo um empate aos 44 minutos do segundo tempo, foi totalmente desnecessário. Primeiramente, pelo fato de mais uma vez a barreira tricolor ter ser aberto numa cobrança de falta e mais uma vez Paulo Victor não ter conseguido defender um chute que não foi tão bem colocado. Mas o susto foi desnecessário sobretudo pelo fato do Grêmio ter administrado a sua vantagem no placar (conquistada logo aos sete minutos) com uma aparente displicência.

 

– Média de Público do Grêmio no Brasileirão 2019:
18.778 (16.595 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Arena na atual temporada:
24.788 (22.465 pagantes)

– Média de público do Grêmio como mandante em 2019:
23.684 (21.433 pagantes)

Gremio x CSA
Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 2×1 CSA

GRÊMIO: Paulo Victor; Léo Moura, Geromel, Kannemann e Cortez; Matheus Henrique e Maicon (Rômulo, 34/2ºT); Alisson (Pepê, 23/2ºT), Diego Tardelli (Patrick 38/2ºT) e Everton; Luciano.
Técnico: Renato Portaluppi

CSA: João Carlos; Celsinho, Alan Costa, Ronaldo Alves e Euller (Ricardo Bueno 32/2ºT); João Vítor, Jean Cléber, Didira (Bruno Alves, intervalo) e Warley; Bustamante (Rafinha 23/2ºT) e Bueno
Técnico: Argel Fucks

31ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2019
Data: 07 de novembro de 2019, quinta-feira, 21h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre -RS
Público: 13.244 (11.334 pagantes)
Renda: R$ 304.304,00
Árbitro: José Mendonça da Silva Junior (PR)
Assistentes: Bruno Boschilia (FIFA-PR) e Rafael Trombeta (PR)
VAR: Paulo Roberto Alves Junior (PR)
Cartões amarelos: Kannemann, Maicon; Alan Costa, Bruno Alves
Gols: Diego Tardelli, aos sete minutos do primeiro tempo; Rafinha, aos 44 minutos do segundo tempo; Ronaldo Alves (contra), aos 48 minutos do segundo tempo

Terceira Camisa – Azul 2019

November 6, 2019

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No início de setembro a Umbro anunciou que lançaria uma coleção de terceiras camisas dos seus times no Brasil com “elementos que marcaram a década de 1990, com grafismos e traços típicos da época

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Um dia antes do aniversário do clube, o twitter oficial do Grêmio fez um pequeno teaser da nova camisa, através do qual o meu amigo Snel deduziu que o modelo gremista seria inspirada na estampa usada pela Seleção da Irlanda do Norte em 1991 (posteriormente pela Letônia).

Eu acho que existem que existem designs e elementos mais icônico dos fardamentos da Umbro dos anos 1990 do que esse da Irlanda do Norte. Contudo, ainda assim achei interessante o resultado dessa nova camisa azul do Grêmio (a mais bem trabalhada da temporada)

Mas mesmo achando a camisa mais bem trabalhada do ano, enxergo alguns elementos que desagradam. Acho que o contraste entre os tons de azul da estampa é muito baixo, o que faz com que, no campo, a camisa fique parecendo somente um azul liso.

 

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A Umbro vem usando a mesma modelagem em praticamente todos os seus clubes no Brasil. Também vem destacando esse “V” na parte inferior da gola. No caso dessa camisa do Grêmio, acredito que a camisa ficaria mais elegante (e menos parecida com a do Cruzeiro) com a gola toda em azul. Abaixo uma simulação disso:

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Já disse aqui no blog que não gostei muito da combinação do uniforme (com calção azul e meia branca) que vem sendo usada até agora. Acho que é que menos valoriza a peça. Usar uma meia azul ou mesmo um calção e meia azul marinho deixaria a combinação mais distinta (ver simulação abaixo):

Gremio x BahiaGremio x Goias

E posteriormente foi lançada a versão dessa camisa em rosa, na já habitual campanha do Outubro Rosa.

Gremio x Goias

Vale ainda lembrar que na temporada 2017-2018, a Umbro já havia feito uma releitura dessa estampa no terceiro uniforme do Derby County (foto abaixo).

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