Archive for April, 2020

Libertadores 1995 – Olimpia 0x3 Grêmio

April 25, 2020

Foto: José Doval (Zero Hora)

 

Há 25 anos o Grêmio ganhava do Olimpia por 3×0 no primeiro jogo das Oitavas de final da Libertadores de 1995.

Abaixo transcrevo matérias sobre a partida. Interessante notar que o Correio do Povo afirma que o segundo gol saiu aos 6 minutos do segundo tempo, já a Zero Hora cita 8 minutos e 30 segundos. Contudo, no vídeo da partida fica claro que Jardel ampliou o placar aos 12 minutos da segunda etapa.

 

GRÊMIO DÁ UM SHOW, FAZ 3 A 0 E ESTÁ QUASE NA PRÓXIMA FASE DA LIBERTADORES

O Grêmio praticamente garantiu sua classificação à próxima fase da Copa Libertadores ao golear o Olímpia por 3 a 0, ontem à noite, em pleno Defensores del Chaco. No segundo jogo, dia 3, no Olímpico, poderá perder até por 2 a 0 que terá a vaga assegurada para enfrentar Independiente ou Vela Sarsfield, da Argentina, ou, de novo, o Palmeiras.

No começo, o time gaúcho sentiu a pressão paraguaia, que tinha todo o apoio de sua torcida. Mesmo assim, o Grêmio manteve a calma, tocando a bola com segurança para chegar à frente. Num contra-ataque, aos 8 minutos, Arilson chutou forte e o Arbiza salvou. Aos 24, Danrlei brilhou, evitando o gol de Baez.

Quando o Olímpia era superior em campo, aconteceu o primeiro gol do Grêmio. Aos 28 minutos, na cobrança de escanteio por Arce, a bola foi afastada por Caballero. Fora da área, Dinho aparou o rebote e acertou um chute fulminante para fazer 1 a 0 e calar a torcida. Sete minutos depois. Carlos Miguel, com o goleiro fora da jogada, chutou fraco para Suarez salvar.

No segundo tempo, o time treinado por Luiz Felipe ignorou a tentativa de reação do Olímpia. E, logo aos 6 minutos, Arce levantou para Paulo Nunes, que desviou de cabeça para Jardel. O centroavante aproveitou o descuido da zaga com o goleiro Arbiza, pegou a bola, avançou e a empurrou, com calma e categoria, para a rede: 2 a 0.

Depois disso, o Olímpia foi todo para o ataque, abrindo espaço para os lançamentos longos. Aos 19, Dinho, o melhor em campo, recuperou a bola no meio de campo e lançou Paulo Nunes na direita. O ponta disparou em direção à área e tocou no canto esquerdo, na saída desesperada de Arbiza. O jogo continuou movimentado e muito leal, com as duas equipes atacando e criando boas oportunidades de gol. No final do jogo, o presidente Fábio Koff convocou a torcida a colaborar com clube, comparecendo aos jogos.” (Correio do Povo, quarta-feira, 26 de abril de 1995)

GRÊMIO SE IMPÕE E HUMILHA O OLIMPIA

O time gaúcho mostrou personalidade e um futebol eficiente para golear fora de casa e decidir a vaga em vantagem

O Grêmio teve uma excepcional atuação e deu um passo importante em busca de uma vaga às quartas de final da Copa Libertadores ao golear o Olimpia por 3 a 0, ontem à noite, no Estádio Defensores del Chaco, em Assunção. Agora o time gaúcho tem a vantagem de se classificar até cm derrota por diferença de dois gols no dia 3 de maio, em Porto Alegre.

A estratégia do Grêmio foi perfeita no primeiro tempo. O time gaúcho esperou pela iniciativa do Olimpia, para conhecer o seu potencial, corrigiu a marcação no meio e se recompôs. Os paraguaios conseguiram boas jogadas ao explorar a fragilidade do lateral Arce como marcador. Aos sete minutos Báez cruzou da esquerda e Samaniego errou em bola. O Grêmio reagiu com Arilson, um minuto depois, em chute forte que o goleiro Arbiza desviou para escanteio.

Depois de duas conclusões sem perigo – Samaniego de falta e Báez para fora – o Olimpia teve o seu melhor momento aos 23 minutos: Báez disputou com Arílson na área e chutou forte, Danrlei defendeu parcialmente e, no rebote, Monzón deu de calcanhar para Samaniego concluir cruzado, para fora. A partir deste momento o Grêmio teve o controle da partida.

O domínio foi concretizado a partir do belo gol de Dinho, aos 28 minutos, Arce cobrou escanteio da esquerda, Caballero afastou de cabeça e no rebote, de sem-pulo, de fora da área, Dinho acertou um chute forte, que ainda desviou em Morán, antes de entre no gol. O a 1 a 0 empolgou o Grêmio.

Com personalidade, o time gaúcho criou outras situações. Aos 30 minutos, Jardel chutou de fora da área, um minuto depois Paulo Nunes entrou livre e concluiu por cima. Aos 35 minutos, Jardel recebeu de Arílson, deu um “balãozinho” no goleiro, devolveu para Arílson e Carlos Miguel chutou para o zagueiro Saravia salvar. O Olimpia não reagiu porque Arilson anuou Esteche.

A necessidade de fazer gols levou o técnico Luis Cubilla, do Olimpia, a colocar o veterano Amarilla, 35 anos, no lugar de Samaniego. Mas o Grêmio, determinado, manteve o domínio, explorou os erros do adversário e ampliou a vantagem aos 8min30seg: Jardel se aproveitou da indecisão entre Saravia e o goleiro e fez 2 a 0.

O time gaúcho estava infernal. Aos 19 minutos Dinho roubou uma bola no meio, lançou Paulo Nunes que entrou pela direita e chutou com precisão: 3 a 0. O Grêmio soube controlar o ritmo, Danrlei fez algumas boas defesas e garantiu o placar. No final, Dinho estava feliz: “Consegui fazer um belo gol, mas o mérito é de todos”, disse. O técnico Luiz Felipe estava contente, “Tivemos a felicidade de fazer a 3 a 0, mas precisamos agradecer a defesa por ter evitado gols no começo”, lembrou o técnico. O Grêmio chega a hoje no final da tarde.”  (Nico Noronha, Enviado Especial a Assunção, Zero Hora, quarta-feira, 26 de abril de 1995)

LAURO QUADROS: “Em Assunção, o Olimpia dominava. Mas aquele golaço do Dinho, pegando de sem pulo na veia, foi decisivo, numa partida entre dois “Coperos” ex-campeões mundiais. O Grêmio cresceu, porém só no segundo tempo Jardel e Paulo Nunes ampliaram para 3 a 0, praticamente assegurando a classificação, quarta que vem, no Olímpico.”(Zero Hora, quarta-feira, 26 de abril de 1995)

WIANEY CARLET: “Competência e sorte estão sempre juntas. O Olimpia massacrava o Grêmio quando aconteceu o disparo mortal de Dinho, auxiliado por uma falsificada perna paraguaia. Golaço que mudou a história do jogo. Depois veio Jardel, Paulo Nunes…” (Zero Hora, quarta-feira, 26 de abril de 1995)

Olimpia 0x3 Grêmio

OLIMPIA: Arbiza; Cáceres, Caballero, Saravia e Suárez; Morán, Sanabria, Monzón (Franco) e Esteche; Richard Báez e Samaniego (Amarilla).
Técnico: Luis Cubilla

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Luciano, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Arílson e Carlos Miguel; Paulo Nunes (Magno) e Jardel (Vagner Mancini).
Técnico: Luiz Felipe Scolari


Libertadores 1995, Oitavas de Final, Jogo de ida
Data: 25 de abril de 1995, terça-feira, 21h40min
Local: Defensores del Chaco, em Assunção-PAR

Público: 16.180 pagantes
Renda: US$ 80.000,00
Juiz: Alberto Tejada (FIFA/Peru)
Auxiliares: Antonio Arnao e Vitor Arambulo
Cartões amarelos: Morán, Danrlei, Roger, Luis Carlos Goiano e Paulo Nunes
Gols: Dinho aos 28 do 1° tempo, Jardel aos 11 e Paulo Nunes 19 minutos do 2°tempo

Camisa que o Danrlei usou em Palmeiras 2×2 Grêmio na Copa do Brasil de 1995

April 18, 2020

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Há 25 anos, o Grêmio eliminava o Palmeiras da Copa do Brasil de 1995, conseguindo um empate em 2×2 que o colocou nas quartas de competição mesmo jogando com dois jogadores a menos em todo os segundo tempo (Mancuso, do Palmeiras, Dinho, Goiano e Arílson foram expulsos na primeira etapa).

Danrlei teve atuação decisiva na partida. O detalhe é que ele jogou essa partida com uma camisa da Penalty sem qualquer patrocínio (tanto na frente, como também nas costas da camisa). Não encontrei nenhuma justificativa para ele ter ido a campo sem a marca do patrocinador (a época, Coca-cola).

Murilo já havia utilizado uma camisa idêntica em um jogo contra o Glória, em Vacaria, no Gauchão daquele ano. Posteriormente ele usou uma camisa parecida, mas com patrocínio da Renner em um patch branco e sem o distintivo do Grêmio na semifinal e na final da Libertadores (outro mistério é o motivo de Murilo ter tirado a foto com a equipe titular nesse jogo em Guayaquil). Depois disso ele utilizou um modelo com gola redonda,  distintivo e patrocínio da Renner na final do Brasileirão de 1996 e um parecido com um detalhe em V no Gauchão de 1997 (essa camisa com gola V foi usado por Silvio no jogo contra o São Paulo no Brasileirão de 1996)

O goleiro Antonio Carlos (inscrito na Libertadores de 1995) aparece em fotos de divulgação do clube com a camisa com Renner em patch branco mas com distintivo. E no site “Camisas do Grêmio” está publicada um versão da camisa com o patrocínio da Renner em um patch preto por cima do antigo patrocínio da Coca-Cola (não encontrei nenhuma foto de um goleiro usando essa versão).

 

Foto: Orlando Kissner

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Foto: Orlando Kissner

GRÊMIO GARANTE A VAGA NA RAÇA
O time gaúcho foi valente, segurou o empate com oito jogadores e vai pegar o São Paulo

O Grêmio conseguiu passar para as quartas-de-final da Copa do Brasil com um dramático empate de 2 a 2 com o Palmeiras, ontem à noite no Estádio do Parque Antártica. O clube gaúcho mostrou um futebol de força, objetividade e superação, e superou com oitos jogador – três do Grêmio e um do Palmeiras foram expulsos no primeiro tempo – o bicampeão brasileiro. O saldo qualificado – gol fora vale o dobro – assegurou a classificação por que em Porto Alegre houve o empate em 1 a 1. O adversário do Grêmio é o São Paulo, que também empatou com o Remo (1 a 1). O primeiro jogo será na capital paulista.

A principal jogada do Palmeiras com o atacante Rivaldo foi anulada logo no começo da partida. Os meio-campistas Goiano e Dinho reforçaram a marcação sobre o atleta. Aos sete minutos o meia Carlos Miguel passou para Paulo Nunes. O ponta lançou na área, a bola bateu no ombro de Goiano e encobriu o goleiro Veloso: 1 a 0. O gol desnorteou o Palmeiras. O meio de campo paulista errava os passes e deixava espaços para o contra-ataque. Na cobrança de escanteio por Arce aos 24 minutos iniciais, o atacante Paulo Nunes completou no canto direito: 2 a 0.

Com o resultado adverso o Palmeiras intensificou as disputas de bola com rispidez e violência. Em poucos minutos o volante Mancuso foi expulso. O Grêmio poderia aproveitar o momento favorável. Mas seus jogadores revidaram as faltas e três receberam cartão vermelho. Dinho, Arílson e Goiano. O jogo ficou para por oito minutos no primeiro tempo por causa das suspensões.

O segundo tempo foi dramático para o Grêmio. Com dois a jogadores a mais o Palmeiras pressionou e aos oito minutos o meio-campista Lozano (substituto de Maurílio) diminuiu: 2 a 1. O técnico do Grêmio, Luiz Felipe, retirou Jardel e colocou o volante André Vieira. O empate ocorre aos 31 minutos, por Rivaldo: 2 a 2. O desespero gremista poderia ser toral se o goleiro Danrlei não fizesse grandes defesas, como a na cabeçada de Rivaldo a dois minutos do final.” (Zero Hora – 19 de abril de 1995)

Foto: Placar

DANRLEI FAZ A FELICIDADE DA TORCIDA
O jovem goleiro que fez 22 anos na terça-feira foi saudado por sua magnífica atuação no empate com o Palmeiras
[…]
Foi inacreditável”, recordou Danrlei a respeito do jogo. “No vestiário o Luiz Felipe pediu esforço redobrado para segurar o 2 a 0”, lembrou. O Grêmio retornou com oito jogadores, sem Dinho, Goiano e Arílson, expulsos.

Um gol do volante Lozano aos oito minutos apavorou o goleiro nascido em Crissiumal, a 548 quilômetros de Porto Alegre. “Só falta empatarem”, pensou Danrlei. E aos 31, Rivaldo igualou o placar. “Quase enlouqueci”, disse. Os 14 minutos restantes foram de Danrlei. Intervenções seguras e ousadas nos pés dos atacantes do Palmeiras. Saídas oportunas nos cruzamentos.

A dois minutos do final, uma espetacular defesa. O lateral Roberto Carlos lançou a bola na área. Os 15 mil torcedores palmeirenses viram a entrada de Rivaldo pelo lado oposto e se levantaram. Pressentiram o gol da vitória. Mas Danrlei previu a ação do avante. “Ele fez como eu queria, fechei o ângulo direito e esperei a cabeçada no lado esquerdo”, explicou. A bola foi na direção esperada e parou nas mãos do goleiro, a menos de 15 centímetros da linha do gol. O Grêmio assegurou a continuidade no torneio. Com a ajuda de Danrlei de Deus Hinterholz, o aniversariante.” (Alvaro Larangeira – Zero Hora – 20 de abril de 1995)

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“A casa era do Palmeiras, mas a festa foi do Grêmio, numa partida inesquecível pela Copa do Brasil. Os gaúchos seguraram (na bola e no braço) um empate heróico em 2×2 com apenas oito jogadores em campo. O resultado tirou os paulistas da competição e a pequena torcida tricolor no Parque Antártica se divertiu aos gritos de “e-li-mi-na-do” (Revista Placar, 1995)

LUIZ FELIPE ELOGIA A RESISTÊNCIA HERÓICA
[…]
Luiz Felipe considerou o fôlego e a garra dos atletas, resultado do competente trabalho de Paixão, fundamentais ontem à noite. O técnico lamentou o descontrole emocional da equipe, principalmente do volante Dinho, um dos três expulsos, junto com o armador Arílson e o meia Goiano.
” Eu passei para os jogadores tanta raiva de querer ganhar do Palmeiras, que quase a equipe foi prejudicada” afirmou Luiz Felipe. O goleiro Danrlei, que estava de aniversário, ajoelhou-se ao final do jogo e chorou, emocionado.” (Zero Hora – 19 de abril de 1995)


“Grêmio, sem 3, elimina Palmeiras


Mesmo jogando 51 minutos com dois jogadores a mais do que o Grêmio, o Palmeiras foi eliminado da Copa do Brasil, ontem à noite, no Parque Antarctica.
O jogo terminou empatado em 2 a 2. O Grêmio ficou com a vaga porque havia empatado em casa em 1 a 1 (o critério de desempate neste caso foi o número de gols marcados fora de casa).
O Grêmio enfrenta agora o São Paulo .
O Palmeiras começou o jogo melhor e logo criou duas chances, com Rivaldo. Mas aos 8min, a defesa falhou num cruzamento e Luiz Carlos Goiano marcou o primeiro gol, de cabeça.
O gol abalou o Palmeiras. Num outro cruzamento, Jardel cabeceou livre na pequena área. Velloso defendeu no reflexo.
Aos poucos, o Palmeiras recuperou o equilíbrio, mas não conseguia passar a marcação do Grêmio.
Aos 23min, a defesa falhou de novo, numa cobrança de escanteio, e o atacante Paulo Nunes completou na pequena área, livre: 2 x 0.
Aos 34min, Mancuso fez falta violenta e, como tinha o cartão amarelo, foi expulso. Parecia que o jogo estava decidido.
Dois minutos depois, ocorreu a maior confusão da partida. O zagueiro Antônio Carlos atingiu o meia Arílson sem bola. O volante Dinho peitou Antônio Carlos. Formou-se uma confusão. O palmeirense Válber chutou vários gremistas. O juiz expulsou Dinho.
Aos 43min, Arílson atingiu o lateral Roberto Carlos por trás. Foi expulso. Goiano chutou a bola para longe e foi expulso também.
Mesmo com dois jogadores a menos, o Grêmio quase liquidou o jogo ainda no primeiro tempo. Paulo Nunes invadiu a área, aos 47min, e chutou. Velloso pegou.
No segundo tempo, a 1min, Rivaldo, o maior destaque do jogo, cobrou falta, a bola bateu na barreira e saiu rente à trave.
Para fechar o meio, o técnico gremista Luiz Felipe pôs o lateral-esquerdo Roger como volante, deixando o flanco aberto. Aos 3min, o lateral-direito Flávio Conceição aproveitou a brecha e chutou rente à trave.
Aos 8min, o Palmeiras fez seu primeiro gol. Rivaldo invadiu a área e perdeu a bola. No rebote, Lozano chutou fraco e o goleiro Danrlei falhou.
Após o gol, o Palmeiras não manteve a pressão. Passou a insistir com cruzamentos altos e penetrações pelo meio. Aí o goleiro Danrlei tornou-se o destaque, nas intervenções precisas e no esforço em gastar o tempo.
Aos 31min, quando o Palmeiras parecia perdido, Rivaldo fez a jogada mais bonita do jogo. Ele recebeu a bola sobre a linha da área. De costas para Luciano, driblou o zagueiro com um toque. Entrou livre na área, fuzilou Danrlei e empatou o jogo.
Depois do gol, o Palmeiras aumentou a pressão e o Grêmio, a “catimba”. Mas o juiz só descontou 1min32.” (Marcelo Damato – Folha de São Paulo, quarta-feira, 19 de abril de 1995)

PARA ESPINOSA, ÂNSIA ATRAPALHOU

A ânsia de marcar o terceiro gol foi, na opinião do técnico Valdir Espinosa, o principal problema apresentado pelo Palmeiras no empate de 2 a 2 com o Grêmio anteontem, pela Copa do Brasil.
O resultado eliminou o Palmeiras. No primeiro jogo do confronto, em Porto Alegre, houvera empate de 1 a 1. Como o Grêmio fez mais gols no campo adversário, conseguiu a vaga.
“Em todo caso, prefiro sempre a ânsia à apatia”, disse Espinosa.
Segundo o técnico, a eliminação da Copa do Brasil trouxe lições para o Palmeiras. “Mostramos desequilíbrio emocional e isso não pode acontecer. ” (Mário Moreira, Folha de São Paulo, 20 de abril de 1995)


Palmeiras 2×2 Grêmio

PALMEIRAS: Velloso; Flávio Conceição, Antônio Carlos, Cléber e Roberto Carlos; Amaral, Mancuso, Válber e Rivaldo; Maurílio (Lozano) e Paulo Isidoro.

Técnico: Valdir Espinosa
GRÊMIO: Danrlei; Arce, Luciano, Adílson e Roger; Dinho, Luiz Carlos Goiano, Carlos Miguel e Arílson; Paulo Nunes (Magno) e Jardel (André Vieira).

Técnico: Luiz Felipe

Copa do Brasil 1995 – Oitavas de final – Jogo de volta
Data: 18 de abril de 1995, terça-feira, 20h45min
Local:
Estádio do Parque Antarctica, em São Paulo-SP
Público: 12.473 pagantes
Renda: R$ 139.400,00
Árbitro: Wilson Souza de Mendonça
Cartões vermelhos: Dinho, Arílson e Luiz Carlos Goiano; Mancuso
Gols: Luiz Carlos Goiano, aos 7min, e Paulo Nunes, aos 23min do primeiro tempo; Lozano, aos 8min, Rivaldo , aos 31min do segundo