Archive for May, 2020

Há 25 anos – Grêmio 1×0 Flamengo pela Copa do Brasil 1995

May 31, 2020

Há 25 anos, o Grêmio passava pelo Flamengo na semifinal da Copa do Brasil de 1995, vencendo o jogo de volta por 1×0. Em razão disso, transcrevo abaixo o post já publicado em 2018.

Acrescento que o público de 58.205 (48.905 pagantes) foi o maior do Grêmio naquela temporada (segundo maior da história do clube na Copa do Brasil, só ficando atrás da final de 1989).

1995 Gremio 1x0 Flamengo Mazinho Gelson Valdir Friolin ZH

Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

O confronto entre Grêmio e Flamengo pela semifinal da Copa do Brasil de 1995 registra o quinto maior público pagante do tricolor como mandante na história da competição (só fica atrás das finais de 1989, 1994, 2016 e do Gre-Nal de 1992).

O grande interesse da torcida por esse jogo pode ser atribuído a vários fatores. Vale lembrar que esse foi o primeiro ano que o SBT exibiu a Copa do Brasil. A transmissão dos jogos em horário nobre certamente ajudou a alavancar o prestígio do torneio.

Também é importante lembrar que o Flamengo havia contratado Romário no início de 1995 e na semana anterior havia anunciado Edmundo. Os auto-intitulados “Bad Boys” formariam, juntamente com Sávio, o famigerado “Melhor ataque do mundo”. Contudo, só Sávio atuou em Porto Alegre. O “Baixinho’ estava lesionado e o “Animal” já havia jogado na Copa do Brasil pelo Palmeiras.

Mas creio que o principal fator de entusiasmo dos gremistas era a a própria campanha do tricolor na competição, tendo superado Palmeiras e São Paulo para chegar na semifinal (enquanto o Flamengo, de maneira bastante suspeita, havia tido um caminho bem mais fácil)

O Grêmio precisava de um 1×0. E conseguiu o 1×0. Num cruzamento que terminou com uma tabela entre Paulo Nunes e Jardel (foto abaixo).

O detalhe lendário/folclórico desse jogo é a briga entre os técnicos Luis Felipe Scolari e Vanderlei Luxemburgo aos 32 minutos do segundo tempo, após as expulsões de Roger e Mauricinho. Luxa afirmou ter recebido um soco do treinador gremistas, enquanto Felipão alega ter somente empurrado o seu oponente.

1995 Gremio 1x0 Flamengo Julio Cordeiro Zh

Foto: Julio Cordeiro (Zero Hora)

O herói Jardel dedica o gol ao amigo Magno

Herói do Grêmio nos jogos da semifinal da Copa do Brasil, o centroavante Jardel foi um dos jogadores mais festejados pelos torcedores ao final da partida no Olímpico. Emocionado, o artilheiro vibrou muito junto á torcida e fez questão de dedicar o gol decisivo para o ata-cante Magno, que se lesionou no jogo do Rio de Janeiro. “Eu tinha prometido ao Magno e, felizmente, pude cumprir a minha palavra”, disse o goleador.

Mas a festa não foi somente de Jardel. A vitória sobre o Flamengo foi muito comemorada no vestiário gremista. Jogadores e dirigentes eram uma só alegria. O presidente Fábio Koff destacou a união de todo o grupo que soube novamente superar os problemas e também agradeceu o apoio do público. “Com a força desta torcida, seremos novamente campeões”, afirmou o presidente.

O zagueiro Adilson, um dos jogadores mais sérios e ponderados do grupo, desta vez não escondia e emoção pela vitória. Improvisado como volante, Adilson comentou que a equipe não fez uma partida excepcional, mas alcançou o resultado desejado. “Todos estão de parabéns”, resumiu o zagueiro. O volante Goiano enfatizou a garra como fator fundamental.

Passada a euforia inicial, a comissão técnica do Grêmio começa a partir de hoje a projetar primeiro jogo contra o Corinthians, no dia 14. Sem Dinho e Arílson, o técnico Luiz Felipe não terá também o lateral Roger, que foi expulso e cumprirá suspensão. “Teremos que adaptar o Scheidt ou Carlos Miguel na posição, mas ainda é muito cedo para definir isto” analisou o treinador. No sábado, o time reserva joga em Pelotas.” (Zero Hora – 1º de junho de 1995)

TÉCNICOS TROCAM OFENSAS

Longe das câmeras da televisão, aos 33 minutos do segundo tempo, houve incidente entre os técnicos Luiz Felipe (Grêmio) e Wanderley Luxemburgo (Flamengo). Luxemburgo disse que foi agredido pelo treinador gremista. “Fui dizer a ele que um jogo não é uma guerra, mas o Luiz Felipe comprovou que é um mau caráter e me agrediu no queixo e no peito, reclamou. “Hoje acredito quando dizem que ele manda bater”, disse Luxemburgo. Luiz Felipe rebateu: “Naquela agressão do Mauricinho contra o Goiano, Luxemburgo me chamou de marginal, palhaço, que o meu time era um bando de louco”, disse. “Bando de louco são eles, e o Luxemburgo passa por bonzinho”. “Eu não aguentei as ofensas e só dei um empurrão, mas se já estou sendo rotulado de marginal, deveria ter dado um soco”, ressaltou.Luxemburgo elogiou o estilo do Grêmio e acha que o time gaúcho será campeão, mas deixou claro que não é mais amigo de Luiz Felipe. “Não estou preocupado com isso”, completou o técnico gremista, agora preocupado com a raça do Corinthians” (Zero Hora – 1º de junho de 1995)

” Coluna do Falcão*MÉRITOS PARA JARDEL

[…]

No ataque, o Grêmio só tinha uma jogada: o centro alto para Jardel. E exagerou nela. Muitas vezes, levantava do meio do campo, em vez de procurar urna zona mais adequada, entre a lateral e a área. O principal marcador de Jardel acabou sendo o goleiro Roger, que com as mãos só podia mesmo levar a melhor. No segundo tempo, porém, o Flamengo resolveu ficar atrás e facilitou a execução da jogada preferencial do Grêmio, em cima de fardel. Recuando, permitiu a bola alçada de perto da área, com mais direção e mais preparada para a conclusão do centroavante, Jardel, aliás, voltou a ser o jogador mais importante do Grêmio, porque é nele que se concentra sempre a esperança de gol. E isso é o que ele melhor sabe fazer, pois é objetivo, tem boa colocação na área e sabe aproveitar o mínimo vacilo dos zagueiros. Foi assim que garantiu ontem a vitória que deixa o Grêmio a um Corinthians do seu terceiro título na Copa do Brasil.” (*Depoimento a Nilson Souza, Zero Hora, 1º de junho de 1995)

Alexandre mudou a história do jogo no segundo tempo O reserva Alexandre, número 16, mudou a cara do jogo. Depois de um primeiro tempo confuso, com poucas jogadas de ataque, o Grêmio voltou modificado para os 45 minutos decisivos. Cansado e sem ritmo, o titular Carlos Miguel foi substituído e o time cresceu de produção. As facilidades dos cariocas começaram a desaparecer e, aos poucos, o Grêmio foi ganhando confiança. Aberto pelo lado esquerdo, Alexandre passou a preocupar o lateral Marcos Adriano e, principalmente, o treinador Wanderley Luxemburgo. Logo nos primeiros minutos da etapa final, a mudança já mostrava a diferença. Alexandre pegou a bola, partiu para o ataque e foi derrubado, por trás, pelo talentoso Marquinhos, que merecidamente ganhou o cartão amarelo. O Grêmio, a partir deste momento, entrou no jogo. Alexandre passou a ganhar as jogadas, a ir ao fundo do campo e a acertar os cruzamentos. Alexandre mostrava confiança e infernizava o sistema defensivo dos cariocas. A torcida sentiu que o time estava bem melhor e fez o seu papel, apoiando até mesmo nos raros lances errados, O Flamengo sentiu a pressão, cedeu campo e o Grêmio soube explorar este detalhe. Passou a pressionar insistentemente, sempre sob o coman-do de Alexandre, que chamava as jogadas e levava vantagem sobre os adversários, Na metade do segundo tempo, ia com o domínio técnico, o Grêmio fez o que mais necessitava. Marcou o gol, através de Jardel, aproveitando um descuido dos zagueiros. Como já era esperado, o Flamengo partiu desesperadamente em busca do empate. E, a partir deste momento, Alexandre foi mais importante. Prendeu a bola. cavou faltas e continuou jogando em busca do ataque. Seu comportamento tático somente se. alterou aos 33 minutos. com a expulsão do lateral Roger. Sem possibilidades de realizar substituições. Luiz Felipe pediu para Alexandre cuidar do setor e ele não decepcionou, Brigou pela bola, deu chutões e ajudou o Grêmio a chegar mais uma vez à decisão da Copa do Brasil.” (Zero Hora – 1º de junho de 1995)

Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

Felipão em entrevista à Revista Placar:“WANDERLEY LUXEMBURGO: “Ele me deu um murro no jogo Grêmio x Flamengo pela Copa do Brasil lá em Porto Alegre. Estava louco” A RESPOSTA: “Não dei um soco. Eu o empurrei com as duas mãos, porque ele disse que eu era maluco por mandar bater nos adversários” (Placar, Edição n.º 1.107 – Setembro de 1995)

Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

FUTEBOL DO RIO ELIMINADO DA COPA DO BRASIL

Flamengo perde de 1 a 0 do Grêmio e Vasco retorna cabisbaixo de São Paulo […]A lamentação do técnico Vanderlei Luxemburgo deu a tônica no vestiário do Flamengo. “Com chutões para frente ninguém chega a lugar nenhum. Deveríamos ter mantido a tranquilidade do primeiro tempo”, reclamou Vanderlei, que disse ter sido agredido pelo técnico gremista, Luis Felipe, durante a confusão no segundo tempo que resultou nas expulsões da Roger e Mauricinho.

Sávio era o mais revoltado e não poupou críticas ao árbitro Márcio Rezende de Freitas. “Nem conseguia pegar na bola. Sempre que ela chegava, levava uma pancada” lamentou.

Como era de se esperar, o jogo começou com o time gaúcho tentando sufocar o Flamengo em seu próprio campo, perdendo uma boa chance logo aos 5 minutos, com Jardel e Paulo Nunes. Passada a pressão inicial, o Flamengo equilibrou e passou a tocar a bola inteligentemente. Willian aos 14, e Marquinhos aos 22, assustaram o goleiro Danrlei, mas a melhor chance apareceu aos 35, quando Branco deixou Willian na cara do gol. O meia chutou forte, mas por cima.

No segundo tempo, o Grêmio veio pra cima e o Flamengo, inexplicavelmente recuou dando campo ao adversário. O goleiro Roger ainda fez duas excelentes defesas, mas o gol não demorou: aos 23 minutos, Rivarola cobrou falta, Jardel cabeceou para Paulo Nunes, que dentro da área, devolveu a bola. O atacante do Grêmio chutou quase da pequena área e fez 1 a 0. A partir daí o Flamengo acordou e ainda tentou uma reação. Aos 47, Sávio recebeu livre da direita, trocou de perna e chutou em cima de Danrlei, que fez ótima defesa.” (Jornal do Brasil – 1º de junho de 1995)

Foto: Roberto Santos (Correio do Povo)

Torcida empurra o time para a suada vitória

[…]

Os gremistas lotaram, literalmente, o estádio, com capacidade para 51 mil torcedores. Animados, entoavam gritos de guerra e fazia ola, dando mostrar da força do 12º jogador. Do lado de fora, já com a bola rolando, uma multidão se aglomerava nos portões, ainda na esperança de assistir ao espetáculo.

[…]O time suportou o primeiro tempo, mas muito recuado, acabou sofrendo o gol no segundo, quando a torcida esteve ainda mais inflamada. Difícil saber se a disposição do time em campo incendiou as arquibancadas ou vice-versa.” (Jornal dos Sports – 1º de junho de 1995)

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Foto: Zero Hora

Grêmio 1×0 Flamengo

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Luciano e Roger; Adílson, Gélson, Luis Carlos Goiano e Carlos Miguel (Alexandre Xoxó); Paulo Nunes e Jardel (Nildo).
Técnico: Luis Felipe Scolari

FLAMENGO: Roger; Marcos Adriano, Jorge Luis, Gelson Baresi e Branco (Henrique); Charles, Fabinho (Mauricinho), Marquinhos e William; Mazinho e Sávio.
Técnico: Wanderley Luxemburgo

Copa do Brasil 1995 – Semifinal -Jogo de volta
Data: 31/05/1995, Quarta-feira, 20h45min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre, RS.
Público: 58.205 (48.905 pagantes)
Renda: R$ 477.997,00
Juiz: Márcio Rezende de Freitas-MG
Auxiliares: Marco Antonio Martins e Marco Antonio Gomes
Cartões Amarelos: Arce, Luciano, Gelson, Branco e Marquinhos
Cartões Vermelhos: Roger (Grêmio) e Mauricinho, aos 32 do 2ºT
Gol: Jardel, aos 23 minutos do segundo tempo

P.S.: Na versão anterior do texto eu havia afirmado que Silvio Luiz estava na transmissão do jogo na TV. O Edu Cesar, com propriedade, lembrou que em 1995 Silvio Luiz ainda não estava no SBT. O narrador principal de equipe formada por Silvio Santos era o Luiz Alfredo

Como ficaria a camisa do Grêmio no modelo usado pela Umbro no Fluminense?

May 29, 2020

Sendo o Fluminense o outro clube tricolor da Umbro no Brasil a comparação seria inevitável. E acredito que a camisa titular dos cariocas ficou muito melhor resolvida do que a do Grêmio. A começar, obviamente, pela gola, mas também pela proporção das listras e pela aplicação da marca d´água (muito mais suave na do Fluminense).

Diante disso eu resolvi fazer uma simulação de como ficaria a camisa do Grêmio caso a Umbro usasse o mesmo modelo/template do Fluminense

Me pareceu que a opção com a listra preta centralizada ficou mais interessante.

 
Abaixo na versão “desenhada”. Aqui igualmente me pareceu que a versão com a listra preta centralizada ficou melhor.

Simulações com base no kit para PES 2020 desenvolvido por Bruno Manoel.

Camisa Tricolor 2020

May 24, 2020

lançamento 2

 

Eu estou entre aqueles que não gostaram da nova camisa tricolor do Grêmio. E infelizmente são muitas as questões que me desagradam nesse novo modelo.

Os dois aspectos mais flagrantes (e, ao meu ver, inexplicáveis) são os detalhes em um outro tom de azul na parte de baixo da gola na frente da camisa e na parte superior das costas. Custo a crer que alguém considerou que essa era a melhor solução para essas partes.

Vi algumas pessoas reclamando do tom de azul da camisa. A mim isso não incomoda. Gosto da variação de ano pra ano e acho que o da dessa temporada não é demasiadamente escuro (diferente do azul royal usado entre 1991 e 1993, que ao meu ver fugia sim da tradição do clube).

E, a princípio, não vejo problemas da camisa tricolor ter algum tipo de marca d´água ou estampa. Mas acho que essa foi muito mal aplicada. O contraste é muito alto, deveria ser bem mais sutil (tal qual na camisa reserva do Santos), isso somado ao fato da repetição do desenho ser “grande” e ficar limitado a listra azul tornam essa aplicação muito bruta/grosseira (aqui fica difícil não fazer uma comparação com a nova camisa do Fluminense, cuja marca d´água ficou bem mais harmoniosa e fluída).

Mais uma vez eu fico com a sensação de  primeiro esboço do desenho da camisa acabou virando o produto final, sem nenhum ajuste, revisão ou melhoria. Uma pena.

Também não gostei nenhum pouco da entrevista que executivo de marketing do Grêmio, Beto Carvalho deu à Rádio Grenal. Quando é preciso dizer que a camisa vai “crescer” com a volta dos jogos é porque ela não foi muito bem desenhada. Confesso ter imensa curiosidade em saber quem são as “várias pessoas” que participaram da “aprovação interna” (que eu saiba tradicionalmente a aprovação dos uniformes é feita pelo Conselho de Administração).

E um diretor do clube não pode simplesmente se eximir de qualquer responsabilidade sobre o valor das camisas afirmando que “A questão preço é a Umbro que impõe“. Não vivemos um momento  muito propício para promover um aumento no preço das camisas (de R$ 290 para R$ 320 na versão de jogador). E sigo achando uma bobagem essa política de ter uma camisa de torcedor e uma de jogador (nesse aspecto vale lembrar que clubes como o São Paulo e Internacional só tem um modelo de camisa e ele custa R$ 250 – ou seja a camisa de “atleta” do co-irmão é setenta reais mais barata do que a camisa de atleta do Grêmio).

Essa gola ficou muito mal resolvida. Todas as outras opções adotadas pela Umbro para os clubes brasileiros em 2020 são bem mais interessantes.

Mas talvez essa gola escolhida para o Grêmio pudesse ser aplicada de uma maneira mais inteligente. Abaixo uma comparação com o modelo original e duas possibilidades de “correção”. Na do centro a listra azul seguiria até em cima, suprimindo esse detalhe da gola. Na da direita esse V ficaria em branco.

No modelo do ano passado já havia uma diferença entre a gola da camisa de jogo para a gola da camisa feminina. Dessa vez o modelo de jogo feminina tem a mesma gola do modelo de jogo masculino, porém a versão de “torcedora” e o kit infantil tem uma gola distinta das demais camisas (uma gola mais tradicional e harmoniosa, diga-se de passagem)

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Outra questão que não tem explicação é esse “recorte” em outro tom de azul na parte de cima das costas da camiseta. Abaixo fiz um comparativo com duas possibilidades de “correção”. Na do centro a listra azul seguiria até em cima. Na da direita, esse recorte ficaria em preto.

 

Outra coisa que vem se repetindo a cada temporada é o fato do Banrisul da parte da frente ser em transfer/silkado enquanto o das costas é sublimado (o patrocínio sublimado é mais resistente/durável e confortável)

E assim como já aconteceu no ano passado a camisa versão de torcedor não tem patrocínio nas costas (faria mais sentido uma versão sem nenhum patrocínio).

E sigo achando que o patrocínio do Banrisul está demasiadamente largo (começa antes do logo da Umbra e termina depois do distintivo)

 

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Como pode se ver no comparativo acima a Umbro vem alternando a cor da listra centralizada, nos anos pares é azul, enquanto nos anos ímpares é preta (de 2000 pra cá só tivemos a listra branca centralizada nos uniformes de 2006 e 2013)

Sigo achando que a listra branca da camisa está demasiadamente estreita. Nas camisas clássicas, na média, a listras preta e azul costumam ser quatro vezes maior que a listra branca. Contudo,a após 2015 a Umbro passou usar outras proporções (conforme gráfico abaixo) nas suas criações:

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– Na camisa de 2015 a listra preta e a listra azul eram 4 vezes maiores que a listra branca.

– Na camisa de 2016 a listra preta e a listra azul eram 6 vezes maiores que a listra branca.

– Na camisa de 2017 a listra preta e a listra azul eram 8 vezes maiores que a listra branca.

– Na camisa de 2018 a listra preta e a listra azul eram 3,6 vezes maiores que a listra branca.

– Na camisa de 2019 a listra preta é 9,5 vezes maior que a listra branca, enquanto a listra azul é 10,7 vezes maior que a listra branca.

– Na camisa de 2020 a listra preta é 8,5 vezes maior que a listra branca, enquanto a listra azul é 7,5 vezes maior que a listra branca

 

Copa do Brasil 1995 – Grêmio 2×0 São Paulo

May 12, 2020

Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

Em 12 de maio de 1995, o Grêmio venceu o São Paulo por 2×0 no Olímpico, pelo jogo de volta das quartas-de-final da Copa do Brasil.

Foi uma vitória categórica, que consolidou o Grêmio como a grande sensação daquela temporada. Interessante notar (na coluna transcrita abaixo) que Alberto Helena já previa que Paulo Nunes e Jardel “se juntaram no Grêmio para fazer história“.

Se a memória não me trai, a foto abaixo foi publicada no Correio do Povo do dia seguinte (a pandemia não me permitiu que eu conseguisse confirmar isso). De qualquer forma para mim ela registra muito bem o momento que o time que viria a ser campeão da Libertadores nos meses seguintes superava o time que havia chegado nas finais das últimas três Libertadores.

GRÊMIO VENCE E PASSA PARA AS SEMIFINAIS
O time se impôs ao São Paulo por 2 a 0, gols de Arilson e Jardel, e enfrenta o vencedor de Cruzeiro e Flamengo

Com uma vitória de 2 a 0 sobre o São Paulo (gols de Arílson e Jardel), ontem à noite, no Estádio Olímpico, o Grêmio garantiu a sua classificação à fase semifinal da Copa do Brasil 1995. Na próxima etapa da competição o time gaúcho vai enfrentar o vencedor de Flamengo ou Cruzeiro (MG), nos dias 23 e 31 de maio. A segunda partida será em Porto Alegre.

Com o apoio da torcida a equipe do técnico Luiz Felipe foi melhor desde o começo da partida, utilizando principalmente as jogadas de contra-ataque – com Paulo Nunes e Jardel. Mesmo não podendo contar com titulares importantes – Luciano e Adílson – além de perder Carlos Miguel, que não se recuperou de lesão, o Grêmio dominou o São Paulo e teve pelo menos duas chances claras de gols por intermédio de Dinho e Jardel.

Na segunda etapa o Grêmio continuou marcando forte no meio-campo e anulou as jogadas de ataque do São Paulo e no contra-ataque chegou várias vezes ao gol adversário. O primeiro gol veio depois de excelente cruzamento de Goiano. Jardel disputou com Zetti e a bola sobrou para Arílson, que marcou aos 23 minutos. Dez minutos depois, Jardel definiu o placar com um gol de cabeça. Alemão foi expulso no fim” (Zero Hora, Sábado, 13 de maio de 1995)

Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

GRÊMIO ELIMINA O SÃO PAULO DA COPA DO BRASIL

O São Paulo perdeu para o Grêmio por 2 a 0 ontem, em Porto Alegre, e foi eliminado da Copa do Brasil.
Classificado, o Grêmio enfrenta o vencedor do confronto entre Flamengo e Cruzeiro nas semifinais.
O primeiro tempo do jogo foi muito equilibrado. Após pressão inicial, o Grêmio recuou o seu time e passou a explorar os contra-ataques, já que o São Paulo tomava a iniciativa da partida.
Cada time perdeu nessa etapa quatro chances de gol.
No segundo tempo, o Grêmio esteve melhor e chegou ao gol aos 22min. Goiano cruzou, Jardel dividiu com a zaga e a bola sobrou para Arílson marcar.
O Grêmio definiu a vitória aos 32min, após falha de Zetti. Ele perdeu no alto para Jardel, que cabeceou para o gol. Zetti ficou pedindo falta.
O São Paulo cederá gratuitamente o seu Centro de Treinamento ao Valencia, da Espanha, entre 1 e 18 de agosto. Lá, o time espanhol fará a sua pré-temporada.” (Folha de São Paulo, sábado, 13 de maio de 1995)

ALBERTO HELENA JR: “E o tricolor chega diante do União vergado sob a carga da desclassificação na Copa Brasil, sua última alternativa para cortar caminho em direção à Libertadores. Perdeu a chance diante do Grêmio, um time armado com jogadores recrutados aqui e ali, sem grande expressão. Mas, sob a orientação inteligente e firme de Luiz Felipe, conseguiu formar um conjunto heróico, capaz de passar por cima de Palmeiras, São Paulo e quantos mais cruzem sua estrada.
O equilíbrio se irradia em todas as suas linhas, a partir do goleiro Danrlei, a mais grata revelação na sua posição nos últimos tempos. E chega a Paulo Nunes e Jardel, Mutt e Jeff, o baixinho ágil, de reflexos rápidos, e o gigante que de tonto não tem nada. Um veio do Fla; outro, do Vasco. E ambos se juntaram no Grêmio para fazer história” (Folha de São Paulo, domingo, 14 de maio de 1995)

Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

TRICOLOR ESTÁ NA SEMIFINAL DA COPA

Porto Alegre — Com a força de sua torcida, que lotou o Olímpico, o Grêmio teve toda a garra e técnicas indispensáveis para atropelar o São Paulo, pelo placar de 2 a 0. garantindo presença na semifinal da Copa do Brasil. A equipe de Luiz Felipe reprisou seus grandes momentos deste ano e soube esperar o momento certo para matar o adversário.

Depois de um primeiro tempo equilibrado, com os goleiros fazendo defesas difíceis, a definição da partida ocorreu na etapa final. Aos 23 minutos, quando o São Pauto tentava pressionar, num contra-ataque, Goiano cruzou, Jardel cabeceou e a bola sobrou para Arilson driblar o goleiro e fazer 1 a 0. Aos 32, numa falha incrível de Zetti, Jardel, de cabeça. estabeleceu o segundo, para o delírio da torcida, que cantou o “olé”. Alemão, aos 45 minutos, foi expulso por chutar Paulo Nunes, mostrando o desespero da equipe paulista.

A renda do jogo foi de R$ 370.051,00, para 46.791 pagantes – cerca de dois mil torcedores não conseguiram entrar no estádio. Agora o Grêmio espera o vencedor de Flamengo e Cruzeiro, para os jogos nos dias 23 e 31 deste mês.” (Pioneiro, sábado, 13 de maio de 1995)

Grêmio 2×0 São Paulo

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Scheidt e Roger; Dinho, Goiano, Gelson e Arílson (Alexandre); Paulo Nunes e Jardel (Nildo)
Técnico: Luiz Felipe

SÃO PAULO: Zetti; Cláudio, Júnior Baiano, Bordon e Murilo; Mona, Alemão, Denílson (Palhinha) e Juninho; Caio e Bentinho (Dodô)
Técnico: Telê Santana

Data: 12 de maio de 1995, sexta-feira, 20h45min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 53.797 (46.791 pagantes)
Renda: R$ 370.071,00
Juiz: Márcio Rezende de Freitas
Cartões Amarelos: Scheidt, Rivarola, Arílson e Bentinho
Cartão vermelho:  Alemão
Gols: Arílson aos 22 minutos e Jardel aos 32 minutos do segundo tempo

Copa do Brasil 1995 – São Paulo 1×1 Grêmio

May 5, 2020
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Foto: Paulo Pinto (Revista Super Sport)

Em 5 de maio de 1995, Menos de 48 horas depois de eliminar o Olimpia na Libertadores o Grêmio voltou a entrar campo, dessa vez no Pacaembu, contra o São Paulo pela partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil.

O calendário esdruxulo obrigou o Grêmio a ser criativo na preparação para esse confronto. A escalação dessa noite foi testada na vitória por 3×0 diante do Juventude no domingo anterior, com Adilson de volante, somando-se a Gelson, Vagner Mancini e Carlos Miguel na meia-cancha (Arilson, Dinho e Goiano suspensos em virtude dos cartões vermelhos recebidos contra o Palmeiras na fase anterior) .

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Foto: Orlando Kissner (Revista Super Sport)

SÃO PAULO CEDE EMPATE AO GRÊMIO E SE COMPLICA NA COPA DO BRASIL
São Paulo e Grêmio empataram ontem, no Pacaembu, no primeiro jogo entre os times pelas quartas-de-final da Copa do Brasil. A partida de volta será no próximo dia 12, em Porto Alegre. Quem vencer, ganha a vaga. Se der empate de 0 a 0, o classificado é o Grêmio.

O jogo começou equilibrado. O São Paulo pressionava, mas o Grêmio respondia nos contra-ataques. A primeira grande chance de gol ocorreu aos 11min. O goleiro do Grêmio, Danrlei, fez duas grandes defesas seguidas após chutes de Caio e Juninho.

Aos 31min, o São Paulo conseguiu marcar em uma cobrança de falta. Juninho rolou para Bentinho, que chutou com efeito. A bola ainda bateu na trave antes de entrar. O Grêmio voltou para o segundo tempo com Alexandre no lugar de Vágner Mancini.” (Folha de São Paulo, sábado, 6 de maio de 1995)

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GRÊMIO REAGE E CONSEGUE EMPATE NA RAÇA
O time gaúcho teve boa atuação em São Paulo e tem vantagem para decidir a vaga no dia 12, em Porto Alegre

O esquema que o Grêmio utilizou com tanto sucesso na partida com o Juventude, domingo passado, com o zagueiro Adílson com volante, conseguiu deter também o São Paulo, ontem no estádio Pacaembu, pela Copa do Brasil. O Grêmio empatou em 1 a 1 e estará classificado com um outro empate, desde que sem gols, na partida de volta, dia 12, em Porto Alegre.

O São Paulo começou melhor, com um toque de bola envolvente no meio-de-campo com os habilidosos Juninho e Denilson, articuladores das jogadas dos paulistas. Quem criou a primeira boa chance, porém, foi Jardel, aos oito minutos, ao receber de Arce. O susto acordou o São Paulo, que por duas vezes, aos 12 min, depois de jogada individual de Denilson, exigiu de Danrlei.

A principal jogada de contra-ataque do Grêmio, com Paulo Nunes não funcionou em parte pelo excesso de individualismo de Nunes e também pela pouca produção de Carlos Miguel e Mancini no meio de campo. As conclusões dos gaúchos surgiram mais nas bolas paradas.

Aos 31 min, o árbitro Sidrack Marinho dos Santos marcou uma falta inexistente sobre Juninho. Na cobrança, Bentinho chutou forte, a bola tocou na trave e entrou.

O Grêmio – com Alexandre no lugar de Mancini – foi melhor e mereceu o empate na etapa final. Pressionou, criou chances, a melhor delas com Jardel sozinho à frente de Zetti, aos 10min. Paulo Nunes exigiu boa defesa de Zetti, aos 15, e quatro minutos depois o São Paulo respondeu com Caio, que, desmarcado, chutou por cima. Aos 23, foi a vez de Gélson errar e, aos 35, Bentinho chutou para fora. Num escanteio, aos 39, Paulo Nunes bem colocado, completou no canto direito e fez 1 a 1.” (Zero Hora, Sábado, 6 de maio de 1995)

GRUPO VIBRA E ELOGIA A PREPARAÇÃO FÍSICA

Uma grande confraternização tomou conta do vestiário do Grêmio após o empate de 1 a 1 contra o São Paulo. Além de saudarem o resultado, jogadores e comissão técnica lembraram o desgaste que o time tem enfrentado nos últimos dias. Apenas 48 horas depois de eliminar o Olimpia pela Copa Libertadores a equipe viajou a São Paulo e teve uma boa atuação, correndo durante os 90 minutos. O técnico Luiz Felipe, entretanto, precisará agora encontrar novas soluções para um outro problema surgido: os zagueiros Adílson e Luciano estão suspensos para a partida do próximo dia 12 por causa do cartão amarelo. Em compensação, Arílson, Dinho e Goiano, ausentes ontem, devem retomar.

Todos ao final da partida lembraram de elogiar o trabalho do preparador físico Paulo Paixão, que tem colocado os atletas em boas condições físicas dentro de uma sequência de partidas. “Temos que enaltecer o trabalho do professor Paixão, o grupo vem subindo de produção gradativamente” comentou o volante Adilson, um dos destaques ontem. Luiz Felipe elogiou a disposição de seus atletas em dois jogos decisivos em 48 horas. O vice de futebol Luis Carlos Silveira Martins falou em “show” de preparo físico.

O próximo jogo do Grêmio será pelo campeonato gaúcho, terça-feira, em Porto Alegre, contra o Ypiranga. A partida de amanhã, diante do São Luiz, em Ijuí foi adiada.” (Zero Hora, Sábado, 6 de maio de 1995)

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Foto: Paulo Pinto (Revista Super Sport)

São Paulo 1 x 1 Grêmio

SÃO PAULO: Zetti; Cláudio, Junior Baiano (Nelson), Bordon e Murilo; Mona, Alemão, Juninho Paulista e Denílson; Caio e Bentinho
Técnico: Telê Santana

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Luciano e Roger (Magno); Adílson, Gelson, Vagner Mancini (Alexandre) e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Jardel
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Copa do Brasil 1995 – Quartas de Final – Jogo de ida
Data: 05 de maio de 1995, sexta-feira, 20h45min
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo – SP
Público: 15.934 pagantes
Renda: R$ 117.608,00
Juiz: Sidrack Marinho dos Santos
Cartões Amarelos: Danrlei, Adilson, Luciano, Gelson, Bentinho, Cláudio e Nélson
Gols: Bentinho, aos 32 minutos do primeiro tempo, e Paulo Nunes, aos 39 minutos do segundo tempo

Libertadores 1995 – Grêmio 2×0 Olimpia

May 3, 2020
1995 olimpia Paulo Franken zh mancini

Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

Em 03 de maio de 1995, o Grêmio voltava a vencer o Olimpia e confirmava sua classificação para as quartas-de-final da Libertadores. Jardel e Adilson marcaram os gols daquela noite.

O serviço do jogo publicado na Zero Hora afirma que “os primeiros mil compradores de um rádio portátil ou livro do Grêmio (R$ 20,00) ganham um ingresso de cadeira“. Lembro do rádio (com um adesivo com distintivo dourado do clube) mas não faço idéia de qual seria o livro do Grêmio em questão.

Foto: Paulo Fraken (Zero Hora)

Foto: Paulo Fraken (Zero Hora)

GRÊMIO GARANTE A VAGA COM VITÓRIA
O time gaúcho jogou com seriedade, venceu o Olímpia por 2 a 0 e vai enfrentar o Palmeiras

O Grêmio garantiu ontem, com uma vitória por 2 a 0 sobre o Olimpia, sua classificação para as quartas-de-final da Copa Libertadores da América. Jardel, artilheiro do time na competição – com cinco gols – fez o primeiro, e Adilson o segundo gol. Agora a competição será interrompida por três meses e, quando recomeçar, o adversário gremista será o Palmeiras, que se classificou com uma vitória por 3 a 0 sobre o Bolívar. Os próximos jogos serão nos dias 26 de julho e 2 de agosto.

A partida foi de bom nível desde o primeiro minuto. O Grêmio, jogando em casa, postou-se naturalmente na ofensiva. E o Olimpia, que precisava ganhar por diferença de três gols para sonhar com a classificação, também se viu obrigado a atuar de forma aberta, ambiciosa. A bola corria verde, agitando um público que, aos olhos dos dirigentes gremistas, era decepcionante em número, não em entusiasmo.

A postura dos dois times, parecida, resultou num jogo equilibrado nos minutos iniciais. O diferencial, o ponto de desequilíbrio, despontou na medida em que Paulo Nunes passou a ser explorado pelos companheiros. O ponteiro estava inspiradíssimo. Os grandes lances de ataque passavam, todos, por ele. Foi assim no primeiro gol, quando deu o tempo exato a jogada, passou a Carlos Miguel e na sequência houve o cruzamento para a pequena área, onde Jardel completou com precisão.

O gol aos 17 minutos não mudou o panorama. O Olimpia continuou no ataque, sempre perigoso, dando trabalho aos zagueiros gremistas que, muitas vezes, tiveram de usar de rispidez.

O resultado negativo do primeiro tempo aumentou o desespero dos paraguaios e obrigou o técnico Luis Cubilla a um gesto suicida: tirou um meia de marcação, Esteche, e colocou mais um centroavante, o experiente Amarilla. Em compensação – e devido à inesperada lesão de Carlos Miguel – O Grêmio voltou para o segundo tempo com Mancini e com isso tornou-se ainda mais forte na marcação. A bola trabalhada pelo Olimpia não conseguia entrar na área do time gaúcho. Ciente disso, Sanabria arriscou um chute de fora da área e acertou o posto, lance de ataque mais perigoso do time até então.

Mas nenhum esforço, nenhum chute, nenhum gesto desesperado seria suficiente para estragar a noite festiva do Grêmio. Festa que, aos 8 minutos, ganhou um ingrediente novo. Arce cobrou escanteio e o zagueiro Adilson cabeceou no canto direito do goleiro Arbiza. Gol. Ali o Olimpia deu seus últimos suspiros. Ao Grêmio restou se poupar para o jogo de amannha contra o São Paulo pela Copa do Brasil.” (Nico Noronha, Zero Hora, quinta-feira, 4 de maio de 1995)

OS DESEMPENHOS (Zero Hora, 4 de maio de 1995)
GRÊMIO OLIMPIA
Conclusões a gol 12 11
Escanteios cedidos 6 5
Faltas cometidas 16 15
Impedimentos sofridos 2 0

“GRÊMIO-GOL DESPACHA DE VEZ O OLÍMPIA
Fez 5 a 0 nos dois jogos e agora enfrentará o Palmeiras de Edmundo pela Libertadores

Apesar do esforço do Olímpia, o Grêmio-gol não encontrou maiores dificuldades para garantir sua classificação à próxima fase da Libertadores, ontem À noite, no estádio Olímpico, ao vencer o jogo por 2 a O. Com isso, volta a enfrentar o Palmeiras. Os jogos estão marcados para os dias 26 de julho (no Olímpico) e 2 de agosto (em São Paulo).

Na maior parte do tempo a partida foi uma festa para a torcida. Afinal, desde o começo o Grémio mostrou que não estava disposto a dar chance aos paraguaios, que haviam perdido por 3 a O em Assunción e precisavam de igual resultado para levar a decisão aos pênaltis. Logo aos 2 minutos, Paulo Nunes ficou livre para marcar, mas Arbiza salvou.

O goleiro paraguaio não teve a mesma sorte aos 17 minutos. Depois de grande jogada entre Paulo Nunes e Carlos Miguel. Jardel recebeu cruzamento na área e tocou para a rede, aproveitando cruzamento do meia, deslocado pela direita. Com o 1 a 0, o Grêmio diminuiu um pouco seu ritmo. Na arquibancada, colorida de azul, branco e preto, os gremistas faziam a festa.

No segundo tempo, o Olímpia voltou com força. Aos 3 minutos, Sanabria acertou um arremate na trave superior. A resposta do Grêmio foi aos 8 minutos. Arce bateu escanteio e Adilson subiu para cabecear e fazer 2 a 0. Depois disso, mesmo conscientes de que a classificação aquela altura seria praticamente impossível, os paraguaios continuaram brigando pelo gol. Danrlei foi muito exigido e fez grandes defesas. Nos contra-ataques, o Grêmio voltou a levar perigo para Arbiza, mas o jogo ficou nos 2 a 0.”(Correio do Povo, quinta-feira, 4 de maio de 1995)

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Luciano, Adílson e Róger; Dinho, Goiano, Arílson (Rivarola) e Carlos Miguel (Vágner Mancini); Paulo Nunes e Jardel.
Técnico: Luis Felipe Scolari

OLIMPIA: Arbiza; Cáceres, Caballero, Saravia e Suárez; Morán, Sanabria, Monzón e Esteche (Amarilla); Richard Baez e Mauro Caballero (Jara).
Técnico: Luis Cubilla

Libertadores 1995 – Oitavas de Final –
Data: 3 de maio de 1995, quarta-feira, 21h40min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 28.730 (23.606 pagantes)
Renda: R$ 193.578,00
Juiz: Horacio Elizondo (ARG)
Auxiliares: Francisco Lamolina e Gerardo Bertoni
Cartões Amarelos: Danrlei, Luciano, Vágner Mancini, Morán, Saravia, Sanabria, Cáceres
Gols: Jardel aos 17 minutos do 1°tempo e Adílson aos 8 minutos do 2º tempo

Preço dos Ingressos:
Cadeira: R$ 16,00
Arquibancada: R$ 8,00
Social: R$ 5,00
Estudante Gremista: R$ 3,00

Preços praticados no bares do Olímpico:
Cerveja: R$ 1,00
Refri: R$ 0,70
Conhaque (dose): R$ 0,70
Uísque (dose): R$ 2,00
Cachorro-Quente: R$ 1,00