Archive for July, 2020

Grêmio Hexacampeão Gaúcho 1990

July 30, 2020

Na campanha do Hexa de 1990 o Grêmio realizou Foram 18 vitórias, 9 empates e 5 derrotas em 32 partidas.

A média de público nos 16 jogos em casa foi de 8.377 pagantes. Em apenas 3 dos jogos realizados no Olímpico o público superou a casa dos dez mil pagantes. O maior público foi registrado no Gre-Nal do primeiro turno (34.840 pagantes).

Abaixo todos os jogos da campanha:

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1.° TURNO

Foto: Zero Hora

Ypiranga 0x1 Grêmio

Grêmio 4×1 Caxias

Glória 0x1 Grêmio

Grêmio 3×0 Esportivo

Lajeadense 1×1 Grêmio

Foto: Lemyr Martins (Placar)

Grêmio 1×1 Aimoré

Grêmio 4 x1 Passo Fundo

Santa Cruz 1×0 Grêmio

Guarany 0x2 Grêmio

Foto: Arivaldo Chaves (Zero Hora)

Grêmio 0x1 Internacional

Grêmio 6×0 Novo Hamburgo

Pelotas 0x1 Grêmio

Grêmio 3×0 Juventude

primeiro turno

Fonte: Pioneiro

 

2º TURNO

Grêmio 1×1 Ypiranga

Foto: Nereu de Almeida (Folha de Hoje)

Caxias 4×2 Grêmio

Foto: Lemyr Martins (Placar)

Grêmio 3×0 Glória

Esportivo 1×0 Grêmio

 

Foto: Lemyr Martins (Placar)

Grêmio 2×0 Lajeadense

Aimoré 1×5 Grêmio

Grêmio 3×1 Santa Cruz

Passo Fundo 0x0 Gremio

Grêmio 3×3 Guarany

Internacional 1×0 Grêmio

Novo Hamburgo 0x3 Grêmio

Foto: Nico Esteves (Placar)

Grêmio 0x0 Pelotas

Juventude 0x0 Grêmio

placar bbb

Fonte: Placar

 

QUADRANGULAR FINAL

Grêmio 3×1 Juventude

Internacional 0x1 Grêmio

Caxias 1×1 Grêmio

Grêmio 1×1 Caxias

Juventude 3×3 Grêmio

Grêmio 4×1 Internacional

Gauchão 1990 – Grêmio 4×1 Inter

July 29, 2020

Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

 

Há exatos 30 anos, o Grêmio goleava o Internacional por 4×1 e conquistava o Gauchão de 1990, o seu sexto título estadual em sequência. Vale lembrar que o tricolor precisava apenas de um empate para levantar a taça.

Nessa última partida o Olímpico recebeu 24.916 pagantes. O baixo público se explica pelo fato de a diretoria gremista ter interditado a arquibancada superior do Olímpico, se antecipando a uma futura interdição pela Federação Gaúcha de Futebol (interdição que foi provocada pela denúncia do ex-dirigente colorado e então colunista Hugo Amorim).

 

 

Foto: Luiz Avila (Zero Hora)

VALEU A PENA ESPERAR PELO HEXA COM GOLEADA

Análise técnica

Uma goleada que a torcida gremista não vai esquecer. 4 a 1, ao natural, sem precisar forçar muito em cima de um Inter totalmente desestruturado. Apesar da goleada histórica, foi um jogo de baixo nível técnico. O Grêmio, cauteloso em conseqüência de erros defensivos de jogos anteriores, entrou em campo visivelmente com a intenção de não se abrir, esperando que o Inter desse espaços para o contra-ataque. E como Assis fez um gol de falta logo no quinto minuto, a disposição defensiva se evidenciou ainda mais.

Mazaropi ficava a trocar passes com os zagueiros, os laterais marcavam forte, até com violência, Jandir ficava plantado à frente da zaga, e até o ponteiro Paulo Egídio ajudava a marcar no meio. Diante de tamanha preocupação defensiva, os setores de meio-campo e ataque do Inter, normalmente pouco produtivos, se mostraram ainda mais ineficientes. Era o lateral Chiquinho quem tentava compensar, somando-se ao ataque. Mas era muito pouco.

Foi após falta cobrada por Chiquinho, no início do segundo tempo, que o Inter empatou. Ajuda do acaso. E o jogo, se ganhava em emoção, continuou ruim em qualidade. De bonito, o grande gol de Cuca aos 19, o que acabou de vez com as chances cobradas. A partir dele a violência aumentou, Marcelo Pratas foi expulso e Paulo Egídio fez dois gols em falhas horrorosas de um medíocre Inter.

Análise tática

Ao Inter só interessava vencer na tarde de ontem. Daí que se esperava uma disposição tática mais ofensiva do time que entrou em campo para tentar estragar o hexacampeonato do Grêmio. Mas frustraram-se aqueles que esperavam tal ofensividade. Para começar, o técnico Ernesto Guedes optou por colocar na lateral-esquerda um jogador bom na marcação, mas ruim no apoio, que é Célio, deixando Daniel no banco. No meio colocou dois centromédios, Norberto e Júlio; e no ataque apenas Nelson e Edu, sendo que este último ainda sem a obrigatoriedade de ficar na ponta para ganhar o duelo com Fábio.

Assim, ficou fácil para o Grêmio controlar o jogo. Os quatro zagueiros do time de Evaristo Macedo ficaram presos à defesa (exceção feita a Luís Eduardo que fez duas investidas no ataque), Jandir era um quinto zagueiro, de grande eficiência, e do meio para a frente todos ajudavam na marcação, inclusive o centroavante Nilson, que em momento algum deixou Zabala ou Sandro sair com a bola dominada de trás.

No segundo tempo, quando o jogo estava 2 a 1 para o Grêmio e o campeonato praticamente definido, Guedes fez duas tardias tentativas de mudar o panorama do jogo. Tirou o meia-esquerda Luís Fernando, que nada havia feito, e colocou o ponteiro-direito Rudinei. E tirou Célio, colocando Daniel. Mas a equipe já estava psicologicamente arrasada. As trocas deram em nada.” (Nico Noronha, Zero Hora, 30 de julho de 1990)

NÚMEROS (Zero Hora, 30 de julho de 1990)
GRÊMIO INTER
Conclusões 7 4
Escanteios a favor 3 2
Faltas cometidas 27 14
Passes certos 47 34
Passes errados 25 16
Impedimentos 4 10
Defesas 4 4

Principais lances

PRIMEIRO TEMPO

 5 minutos — Falta na ponta-direita. Assis, surpreendentemente, cobra direto, no ângulo esquerdo. Gol (com ajuda do goleiro Maizena).

8 minutos — Edu cobra escanteio. Mazaropi falha e a bola entra no ângulo esquerdo. O juiz, equivocadamente, marca falta de Nelson no goleiro.

 20 minutos — Luís Eduardo atravessa todo o campo, ganha dividida com Sandro, mas na hora de chutar bate fraco, rasteiro e Maizena defende.

25 minutos — Nelson vira na frente de dois adversários e chuta. Mas a bola vai no meio do gol e Mazaropi defende.

34 minutos — Nelson cruza e Célio, desequilibrado dentro da pequena área, cabeceia fraco, para defesa de Mazaropi.

43 minutos — Chiquinho cobra falta de longa distância. Mazaropí faz a defesa no canto inferíor esquerdo.

SEGUNDO TEMPO

2 minutos — Chiquinho cobra falta. Fábio tenta aliviar, dá uma “rosca” para cima e a bola sobra para Zabala, que acerta o canto direito. 1 a 1.

19 minutos — Cuca domina fora da área, deixa a bola picar e então bate forte, alto, no meio do gol. Maizena, adiantado, não impede o gol.

31 minutos — Sandro tenta sair jogando e entrega a bola para Paulo Egídio, que invade a área, escolhe o canto direito e chuta rasteiro. 3 a 1.

40 minutos — Assis bate falta da direita, a bola desvia na barreira e vai a Paulo Egídio, que — sem marcação — cabeceia no canto esquerdo. 4 a 1.” (Zero Hora, 30 de julho de 1990)

 

Foto: Lemyr Martins (Placar)

“HUGO AMORIM: 

SEM ILUSÕES

Se o Internacional tivesse ganho o Gre-Nal, mesmo assim o Grêmio seria hexa, pois o Caxias não foi além de um empate com o Juventude.

Eu fiz o que pude, até nestas últimas semanas nas quais pela lógica tudo já estava perdido, para ajudar o Caxias, tentando impedir a conquista gremista. Fi-lo por ser um dever, mas em nenhum momento acreditei fosse possível. Não sou bobo. O time do Grêmio é medíocre, porém a diferença de pontos era grande demais e OS times dos outros são piores. O Internacional, no quadrangular, ganhou quatro pontos em 12…

O escore (goleada, 451) do Gre-Nal foi exagerado, as duas equipes jogaram pouco. O Grêmio ganhou por aquilo que sempre falei: Cuca, Nilson e P. Egydio. Esta é (ou era, já que venderam Cuca) a diferença. Taticamente, o Internacional foi engraçado: Nelson atuou na ponta-direita e ninguém jogou de centroavante. Isto contra um Grêmio em cuja área qualquer bola, sobretudo alta, é meio gol. Deve ser “futebol moderno”…

Não é difícil formar um time superior ao do Grêmio. Todavia, o Internacional está longe disto. Este jogo deixou isto bem claro.

Objetivamente, não tenho ilusões. Em 68, uma goleada como a de ontem se constituiu em umas das motivações para a reviravolta de 69, o grande time de 74/75/76, o octa e tri brasileiro. Hoje, não vejo capacidades para algo similar.

Olímpico semi-interditado
Ficou lúgubre o Olímpico com as arquibancadas vazias. A direção do clube, não tendo conseguido um laudo favorável à consistência desta parte do estádio, sensatamente não a usou no Gre-Nal. Eu, denunciante solitário do gravíssimo problema, cumprimento-a por isto. É melhor arcar com o terrível ônus de demolir e reconstruir (quando for possível) tudo aquilo do que colocar em risco milhares de vidas. No entanto, conto o Odone falou que na 6ª o Hofmeister tentou interditar o estádio, talvez a medida tenha sido apenas para “correr na frente”.” (Hugo Amorim – Zero Hora, 30 de julho de 1990)

Foto: José Doval (Zero Hora)

“O Grêmio pode ser obrigado a en­frentar o São Paulo, amanhã à tarde, pela segunda fase da Copa do Brasil, no estádio do Inter. É que a Federação Gaúcha de Futebol interditou o Olímpico, por causa das arquibancadas superiores, que trepidam, sempre que o público toma este setor.

Preocupada com um possível acidente, a FGF resolveu interditar, O Próprio Grêmio lacrou a área para o Gre-Nal, temendo pelo pior.

O Presidente do Grêmio, Paulo Odone Ribeiro, argumenta que a interdição não passa de uma represália por causa dos desentendimentos do clube com a entidade. Os dirigentes passaram a tarde de ontem, enfurnados em uma sala de reunião para decidir qual a medida que o clu­be vai adotar para contornar a situação.” (Folha de Hoje, 1º de agosto de 1990)

Foto: Lemyr Martins (Placar)

Foto: Arivaldo Chaves (Zero Hora)

Foto: Lemyr Martins (Placar)

placar paulo egidio

Foto: Lemyr Martins (Placar)

Foto: José Doval (Zero Hora)

Foto: José Doval (Zero Hora)

Foto: José Doval (Zero Hora)

Foto: Lemyr Martins (Placar)

GRÊMIO: Mazarópi; Fábio Lima, João Marcelo, Luiz Eduardo e Hélcio; Jandir, Darci e Cuca; Assis, Nílson e Paulo Egídio
Técnico: Evaristo de Macedo

INTERNACIONAL: Maizena; Chiquinho, Célio Lino (Daniel Franco), Sandro Becker e Zabala; Júlio, Norberto e Luiz Fernando Gomes (Rudinei); Marcelo Prates, Nélson Bertollazzi e Edu Lima
Técnico: Ernesto Guedes

Data: 29 de julho de 1990, domingo, 15h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre – RS
Público: 24.916 pagantes
Renda: Cr$ 9.672.100,00
Árbitro: Renato Marsiglia
Auxilares: Carlos Kruse e Justimiano Almeida Gularte
Cartões Amarelos: Hélcio, Darci, Cuca; Júlio, Norberto e Marcelo Prates).
Gols: Assis 4’/1; Zabala 2’/2 ; Cuca 19’/2 ; Paulo Egídio 30’/2 (G); Paulo Egídio 40’/2 .

Gauchão 1980 – Novo Hamburgo 0x1 Grêmio

July 29, 2020
1980 nh tarciso cp

Foto: Correio do Povo

 

No Gauchão de 1980, o Grêmio venceu o Novo Hamburgo no Estádio Santa Rosa, com um gol do lateral Mauro aos 43 do segundo tempo.

Foi o jogo de estreia do técnico Paulinho de Almeida no tricolor.

DRAMÁTICA VITÓRIA GREMISTA ANTE O BOM NOVO HAMBURGO

Um golo do Mauro, aos 42 minutos do segundo tempo, deu a vitória para o Grêmio sobre o Novo Hamburgo, ontem no Sant Rosa, em jogo difícil para a equipe tricolor e seu treinador estreante, Paulo do Almeida Ribeiro,

1º TEMPO

O empate em branco foi um bem negócio para o Grêmio. E o goleiro Leão responsável por isso. Aos 44 minutas, o Novo Hamburgo só não inaugurou o placar por força de espetacular defesa do goleiro gremista. O chute do ponteiro Passos parecia mortal. Mas, muito antes disso, Leão já tinha sido bastante exigido. E, pelo menos em duas oportunidades, do forma, bastante aguda.

Na, verdade, tudo como reflexo do que acontecia em campo. O Novo Hamburgo, alicerçado em belo trabalho do meia-cancha Dagoberto, patrocinou os melhores momentos do jogo. E o que é importante: penetrando na defensiva gremista e arrematando. Aos 14 minutos, por exemplo, Leão já teve uma, bola, no poste, num arremate de Passos. O Grêmio conseguiu seu primeiro chute à meta aos 23 minutos, em lance de Paulo Isidoro. Aliás, após esta jogada o time tricolor somou mais alguns lances ofensivos pretenciosos. Dois por intermédio de Odair, que andou perdendo tempo e a grande chance, e outro de Baltazar, E foi só. No final do período, o Novo Hamburgo só não marcou porque teve em Leão o grande obstáculo.

2º TEMPO

O reinício de jogo apresentou o Novo Hamburgo com o mesmo ímpeto. Em cinco minutos a defensiva gremista se viu em apuros e safou-se concedendo dois escanteios. Então, um contra-ataque fulminante do Grêmio que resultou em escanteio. Tarciso cobrou, o goleiro Paulo Roberto se passou e Paulo Isidoro cabeceou para as redes. Lance aparentemente legal, mas assim não entendeu o árbitro.

Mas o golo anulado não afetou o time gremista, que continuou na ofensiva. O Novo Hamburgo sentiu a pressão e recolhe-se. Só que o ataque gremista não teve maior lucidez nos momentos difíceis. As chances criadas foram desperdiçadas. Aos 25 minutos, Paulinho fez a segunda substituição (a primeira aconteceu na etapa inicial por força da contusão do lateral Serginho), colocando Bonamigo no lugar de Vitor Hugo, E aos 25 minutos, Bonamigo exigiu boa defesa de Paulo Roberto. O empate parecia selado como melhor resultado, quando o lateral Mauro, aos 43 minutos, venceu Paulo Roberto num chute do longa distância. O goleiro falhou e  o Grêmio acabou ganhando” (Correio do Povo, 11 de setembro de 1980)

 

GRÊMIO: Leão, Mauro, Newmar. Vantuir e Serginho (Casemiro); Vítor. Hugo (Bonamigo), Paulo Isidoro e Renato Sá; Tarciso, Baltazar e Odair
Técnico: Paulinho de Almeida

NOVO HAMBURGO:Paulo Roberto, Manoel, Ronaldo, Paulo Vieira e Joaquim; Lourival, Dagoberto e Ederson; Itamar, Paraná e Passos (Alvaro)
Técnico: Julio Arão

Gauchão 1980 – 1ª Fase – 2º Turno – 4ª Rodada
Data: 10 de setembro de 1980
Local: Estádio Santa Rosa, Novo Hamburgo-RS
Renda: Cr$ 900.580,00
Árbitro: Nazarino Pinzon
Auxiliares: Vilson Bagatini e Darly Etges
Gol: Mauro, aos 43 do 2º tempo

Gauchão 2020 – Grêmio 1×1 Ypiranga

July 27, 2020

a volta do futebol com a segurança sanitária possível seria uma das formas de manter as pessoas em casa ainda pelo tempo necessário” 

Mas o futebol é uma atividade econômica e também deve ajudar animicamente pessoas que gostam deste esporte e que estão em quarentena nas suas casas

” Grêmio e Inter são patrimônios materiais, culturais e espirituais do Rio Grande do Sul. Se voltarem a jogar, darão novo ânimo à população. Darão esperança.”

As frases acima foram escritas por jornalistas que defendiam o retorno do futebol. Afirmavam, em suma, que o televisionamento dos jogos ajudaria a população a manter a quarentena e respeitar o distanciamento social.

No primeiro fim de semana de retorno do futebol no Rio Grande do Sul, o jogo do Internacional é transmitido pela TV fechada e o do Grêmio somente no pay-per-view.

Essa hipocrisia ilustra bem como hoje o futebol é um PRODUTO, e nada mais.

“Fique em casa (mas em hipótese alguma deixe pagar o Pay-Per-View)”

GRÊMIO: Vanderlei; Victor Ferraz, Geromel, Kanneman e Guilherme Guedes; Lucas Silva (Luciano, 22/2ºT), Matheus Henrique; Alisson (Pepê, 22/2ºT), Jean Pyerre, Everton; Diego Souza
Técnico: Renato Portaluppi

IPIRANGA: Deivity; Muriel, Saimon, Diogo Silva, Henrique Ávila; Tárik, Clayton (Pedrinho, 39/2ºT), Zotti (Fidélis, 27/2ºT); Jean Silva (Fernandinho, 15/2ºT), Neto Pessoa, Leilson (Reinaldo Dutra, 39/2ºT)
Técnico: Paulo Henrique Marques

Gauchão 2020 – 2º Turno – 5ª Rodada
Data: 26 de julho de 2020, domingo, 11h00min
Local: CT Hélio Dourado, em Eldorado do Sul – RS
Árbitro: Érico Andrade
Assistentes: Michael Stanislau e Luiza Reis
Cartões amarelos: Kanemann e Zotti
Gols: Diego Souza, aos 37 minutos e Muriel, aos 43 minutos do 1º tempo

Libertadores 1995 – Grêmio 5×0 Palmeiras

July 26, 2020

Em 26 de julho de 1995 o Grêmio conseguiu uma das suas maiores vitórias na Copa Libertadores, ao golear o Palmeiras por 5×0 no Olímpico.

O dado curioso dessa partida é que nela foi registrado o menor público (16.136 presentes, 12.547 pagantes) do Grêmio jogando em casa em partidas de mata-mata da Libertadores (e 14º menor público de um total de 98 partidas que o Grêmio realizou em seus domínios nessa competição).

E o que explica essa marca negativa num jogo tão especial? Muito provavelmente, o preço dos ingressos. Abaixo eu fiz um quadro comparativo com os valores praticados nos outros mata-mata da Libertadores de 1995 e com os demais confrontos em casa com o Palmeiras naquela temporada.  Na época, um tema constante no noticiário gremista era a necessidade do clube fazer caixa para enfrentar seus compromissos. Contudo, podemos ver que essa iniciativa de aumentar demasiadamente o preço das entradas acabou sendo contraproducente (foi a menor renda dos jogos decisivos da Libertadores)

1995 libertadores

1995 palmeiras tres


Ingresso de Günther Gartner

Ingresso de Beto Lewin

 Ingresso de Thiago Floriano 

Ingresso de Pimpo Contursi



O Grêmio goleou o Palmeiras por 5 a 0, ontem à noite, em Porto Alegre. O Palmeiras precisa vencer o próximo jogo pela mesma diferença para decidir nos pênaltis uma vaga nas semifinais da Taça LIbertadores da América.
O primeiro tempo foi marcado por brigas dentro e fora do campo.
Houve três expulsões _Rivaldo e Válber, do Palmeiras, e Dinho. Na arquibancada, os palmeirenses brigaram com os gremistas.
A partida foi violenta desde o início. Aos 10min, Rivaldo levou cartão amarelo. Aos 17min,
acertou Arce e foi expulso.

O Grêmio continuou pressionando. Aos 19min, Carlos Miguel bateu escanteio, Jardel cabeceou, Paulo Nunes desviou, mas o goleiro Sérgio defendeu.
Vários jogadores do Palmeiras passaram a demonstrar nervosismo. O argenti
no Mancuso nem marcava nem armava. Os laterais Roberto Carlos e Cafu se omitiam.

Aos 26min, houve mais confusão. O volante Dinho agrediu o meia Válber. O palmeirense reagiu com um soco no nariz de Dinho.

O juiz Cerdeira não viu os dois lances, mas os bandeirinhas, sim.

Depois de quatro minutos de confusão, Válber e Dinho foram expulsos. Fora de campo, Dinho correu atrás de Válber, saltou e deu um chute em sua cabeça. O goleiro Danrlei também agrediu o palmeirense, pelas costas.
Por causa das brigas, a partida ficou parada por 14 minutos.

As expulsões desmontaram o Palmeiras. Um minuto após o reinício, o Grêmio marcou.

O lateral Arce apanhou um rebote na frente da área do Palmeiras, ajeitou a bola e chutou no canto direito do goleiro Sérgio.

Aos 51min, o meia Arílson arriscou um chute de longe. A bola bateu no pé de Mancuso, subiu e encobriu Sérgio: 2 a 0.
No segundo tempo, o técnico Carlos Alberto Silva tentou mudar o Palmeiras. Trocou o meia Amaral pelo atacante Alex Alves.

Mas o Grêmio definiu a vitória logo aos 4min. O lateral Roger cruzou, Jardel se antecipou a Cléber e chutou rasteiro: 3 a 0.

Aos 20min e 36min, de cabeça, Jardel marcou mais dois gols.
Os jogadores do Palmeiras reclamaram do árbitro Claudio Cerdeira. “Ele estava mal-intencionado”, afirmou Flávio Conceição. ( Marcelo Damato – Folha de São Paulo)

 




 

Briga no campo chega à torcida
Do enviado especial
e da Agência Folha, em Porto Alegre
A violência ocorrida em campo, entre os jogadores, no primeiro tempo do jogo, `contaminou’ a torcida no estádio do Grêmio.
Houve um início de conflito entre palmeirenses gremistas.
A Brigada Militar interveio e, segundo responsáveis pela segurança do estádio, ninguém ficou ferido ou foi detido.
Foram colocados à venda mais de 50 mil ingressos. A renda e público do jogo não foram divulgados. Os torcedores ocupavam um pouco mais da metade do estádio Olímpico.
O ingresso mais barato, para não-sócios do Grêmio, custava R$ 15,00. O mais caro, R$ 50, ou seja, meio salário mínimo.
O Grêmio pretende usar a renda da partida para comprar o passe do atacante Jardel, que marcou três gols e foi destaque no jogo de ontem. O atacante pertence ao Vasco, do Rio.
Para incentivar a presença no estádio, o Grêmio realizou várias promoções.
Foram dados brindes na compra de ingressos, entre eles, uma camiseta com a escrita “o leite vai azedar de novo”, ironizando a Parmalat , patrocinadora do Palmeiras, e a desclassificação do time pelo Grêmio na Copa do brasil.
Além disso, foram sorteados três carros no intervalo do jogo. (Humbero Saccomandi – Folha de São Paulo)

 

 

Laterais gaúchos viram pontas
Da Agência Folha, em Porto Alegre
O Grêmio aproveitou a vantagem de ter um jogador a mais desde os 17min do primeiro tempo para golear o Palmeiras.
A partir da expulsão de Rivaldo, o Grêmio avançou seu time para o campo do adversário a pedido do técnico Luis Felipe.
O jogo ficou ainda melhor com a segunda expulsão palmeirense, de Válber, embora, no mesmo lance, o time da casa tenha perdido o volante Dinho.
Os laterais Arce e Roger foram liberados para atacar. O volante Goiano cuidava da cobertura.
A estratégia do time logo surtiu efeito. Aos 27min, Arce, pela direita, fez 1 a 0, de fora da ár
ea.
O time gaúcho, com espaço para trocar passes, envolveu os jogadores do Palmeiras.
No lance do terceiro gol, Roger se transformou em ponta-esquerda, foi à linha de fundo e cruzou para Jardel finalizar.
No final da partida, nervoso, o palmeirense Mancuso retratou a irritação dos palmeirenses.
Ele se aproximou do juiz Claudio Cerdeira e, com os dedos, fez gesto insinuando que o árbitro tinha recebido dinheiro do Grêmio. (Folha de São Paulo)

O meia Rivaldo considerou injusta a expulsão contra o Grêmio. Ele disse que não entrou para pegar o zagueiro Rivarola, apesar de as imagens de TV indicarem o contrário.

(Humberto Saccomani – Folha de São Paulo) Folha – Você concorda com sua expulsão?

Rivaldo – Não, não tive maldade no lance. Se tivesse, machucaria o Rivarola. Acho que merecia ser expulso quando tomei o primeiro amarelo, mas não depois.

 





“O técnico Carlos Alberto Silva sugeriu que o juiz carioca Cláudio Vinicius Cerdeira prejudicou deliberadamente sua equipe, para compensar um pênalti que ele não marcou a favor do Grêmio em outra partida com o Palmeiras. Silva diz que não errou nas alterações.

(Humberto Saccomani – Folha de São Paulo)


Folha – O que
você achou da arbitragem?
Carlos Alberto Silva
– Maravilhosa. O Cerdeira tinha um dívida com o Grêmio. Veio e pagou a fatura. Agora está tudo certo.

Folha – A derrota se deveu só à arbitragem?

Silva – Não só. Deu tudo errado para o Palmeiras. As expulsões desequilibraram o time. Foi um desastre.

Folha – Não foi arriscado trocar o Amaral pelo Alex Alves? Não teria sido mais prudente tentar segurar a derrota por 2 a 0?

Silva – Não. Tínhamos que tentar o gol, jogar na frente. Não acho que nos expusemos mais do que já estávamos expostos. Além disso, o Amaral já tinha tomado um cartão amarelo.”

“Os números apurados pelo Datafolha na partida Grêmio x Palmeiras não dão margem a dúvida: o placar de 5 a 0 para os gremistas apenas refletiu o desempenho das equipes em campo.
O domínio do time gaúcho aparece, por exemplo, no número de finalizações a gol. O Grêmio finalizou o triplo de vezes que o Palmeiras: 18 a 6.
Nesse fundamento, o destaque foi o atacante gremista Jardel. Suas seis finalizações tiveram o rumo do gol, e três delas acabaram dentro da rede.
Do lado palmeirense, nem Muller nem Alex Alves, os dois atacantes que atuaram, conseguiram finalizar uma única vez a gol.
Com isso, o meia defensivo Mancuso acabou sendo o jogador do Palmeiras que
mais tentou o gol, com dois chutes certos.Outro dado: os jogadores gremistas trocaram 399 passes, com 85% de acerto; os palmeirenses deram 229 passes, alcançando 75% de eficiência.
O símbolo do desempenho do Grêmio nesse fundamento foi o zagueiro Adílson, que teve aproveitamento de 100%, acertando os 44 passes que fez.
A falta de combate do Palmeiras no meio-campo se traduz nos índice
s de passes certos dos meias ofensivos do Grêmio: 80% para Arílson e 84% para Carlos Miguel.
O jogo registrou 56 faltas (30 cometidas pelo Grêmio e 26, pelo Palmeiras). No Campeonato Paulista de 95, ocorrem 50 infrações, em média, por partida.
O recordista de faltas foi o meio-campista Goiano, do time gaúcho, com seis.
O meia palmeirense Válber, expulso aos 30 minutos do primeiro tempo por brigar com o gremista Dinho, sofreu quatro faltas no período em que esteve em campo. (Folha de São Paulo)

A briga entre os jogadores Dinho, do Grêmio, e Válber, do Palmeiras, que interrompeu o jogo por 14 minutos, resultou em inquérito policial.
Ambos devem responder processo por desordem e lesões corporais. Eles registraram queixa, um contra o outro, na 2ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, no início da madrugada de ontem.
O delegado Ivair Mainard, responsável pelo inquérito, pretende enviá-lo à Justiça em 30 dias. Válber e Dinho, que haviam sido expulsos, brigaram também fora do gramado do estádio Olímpico.
O inquérito não levará em conta as primeiras agressões trocadas ainda dentro do gramado, fato que deverá constar da súmula do juiz da partida, Cláudio Cerderia.
Os dois jogadores não se submeteram a exames de lesões corporais no Instituto Médico Legal.
Cerdeira e os seus dois auxiliares não viram as primeiras agressões entre os atletas” (Folha de São Paulo)
 



1995 palmeiras ida zh

 

GRÊMIO: Danrlei, Arce (Scheidt) , Rivarola, Adílson, Róger; Dinho, Goiano, Arílson e Carlos Miguel (Alexandre); Paulo Nunes e Jardel (Nildo).
Técnico: Luiz Felipe Scolari

PALMEIRAS: Sérgio; Cafú, Antônio Carlos, Cléber e Roberto Carlos; Amaral (Alex Alves), Mancuso, Flávio Conceição e Válber; Müller (Daniel Frasson) e Rivaldo
Técnico: Carlos Alberto Silva


Libertadores 1995 – Quartas de final – jogo de ida
Data: 26 de julho de 1995, quarta-feira
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 16.136 (12.547 pagantes)
Renda: R$ 186.685,00
Juiz: Claúdio Cerdeira (Brasil)
Auxiliares: Dalmo Bozzano e Paulo Jorge Alves
Cartão Amarelo: Amaral, Mancuso, Arílson, Daniel Frasson, Cléber, Arce e Carlos Migu
el.
Cartão Vermelho: Rivaldo, Válber e Dinho.
Gols: Arce aos 41 e Arílson aos 51 do 1°tempo; Jardel aos 4, 21 e 38 do 2°tempo.


Preço e número de Ingressos:
Cadeira central: R$ 50,00 (8 mil, junto com cadeira central)
Cadeira lateral: R$ 40,00
Arquibancada: R$ 15,00 (21 mil)
Social: R$ 10,00 (18 mil)

Estudante Gremista: R$ 5,00 (3 mil)

Gauchão 1970 – Grêmio 3×0 Ypiranga

July 26, 2020
1970 cp

Foto: Correio do Povo

 

No Gauchão de 1970, o Grêmio venceu o Ypiranga por 3×0, com dois gols Volmir e um de Loivo.
guaiba

GRÊMIO VENCEU UM IPIRANGA VALENTE ONTEM À NOITE NO OLÍMPICO POR 3 x O

Representado por sua equipe principal, o Grêmio Pôrto Alegrense derrotou ao Ipiranga de Erexim, ontem à noite, no Olímpico por 3 a 0. Vitória sem contestação a conquistada pelos tricolores, que somaram mais méritos do que o adversário. O Ipiranga, contudo, mereceu também aplausos, pois não se entregou nunca, lutando bravamente até o final, a par de excelente disciplina. Público reduzido assistiu ao triunfo do Grêmio, proporcionando receita de apenas 4.548,00 cruzeiros.

2 A O — O Grêmio estabeleceu uma vantagem folgada no primeiro tempo. Madrugou no marcador antes dos 5 minutos e dominou as ações. Mas apesar do predomínio não conseguia maiores soluções ofensivas, mormente depois dos 15 minutos. João Severiano jogando muito aberto pela direita, Sérgio Lopes destruindo bem, irias sem dar continuidade ofensiva com aquêle, para acionar os homens de frente — Flecha e Volmir — o onze tricolor não obtinha meios de lograr concretizar em números seu maior volume de jôgo até por volta dos 35, quando fêz 2 a 0. Enquanto isso, o Ipiranga, que foi surpreendido no início, tratava de alterar seu sistema de jogo. Inicialmente procurou jogar resguardado, mas com o tento inicial gremista, largou-se mais, procurando através Rui, Teio e, Cafuringa alterar os rumos da contenda. As incursões logradas não foram no entanto de molde a mudar em nada a vantagem gremista, que atenta na extrema defesa, conseguiu levar até o final do primeiro tempo a vantagem obtida.

3 A 0 — Para a etapa final, o Grêmio não dormiu nos 2 a 0. Tratou logo de conseguir maior folga. Alimentou a velocidade, procurando decidir logo a contenda. O ataque melhor municiado, de modo especial Volmir, começou a visitar mais seguidamente a extrema retaguarda do Ipiranga. O martelar terminou dando os frutos, com o terceiro golo, obra de Volmir, o melhor avante do tricolores. Estabelecida a boa margem, o Grêmio parou um pouco, tratando os visitantes então de procurar ir à frente, na tentativa de marcar ao menos o tendo de honra. Mas foi tudo em vão, pois mais uma, vez prevalecera a defensiva gremista, mantendo o escore. Na segunda etapa o Grêmio promoveu duas alterações, sem. maiores vantagens para o quadro. Alcindo entrou para o lado de Volmir, saindo Flecha, mas o “Bugre” durante o tempo em que estêve em campo não produziu ainda o que dêle era esperado. Sérgio Lopes foi outro que deixou o campo, cedendo lugar à Clairton, substituição que pouco influiu no rendimento da esquadra.

OS TENTOS – Loivo aos 4 minutos, cobrando falta, abriu o escore para o Grêmio, bola que ainda raspou na perna de Joãozinho. Aos 34, Volmir fêz 2 a 0. Recebeu de Sérgio Lopes e encheu o pé vencendo ao goleiro Valdir. Quando decorriam 58 minutos Volmir fechou a conta. Espinosa desceu pela direita e serviu certinho para o ponta de lança, que anotou.” (Correio do Povo, 21 de maio de 1970)

diario noticias

GRÊMIO GANHA: VOLMIR O SHOW

A grande maioria da torcida gremista, que ontem primou pela ausência no Olímpico, deixando de apoiar sua equipe predileta, perdeu de assistir a uma das mais espetaculares atuações do. avante Volmir, que voltou a confirmar sua situação de melhor avante gremista na atualidade, verdadeiro show de futebol. com suas jogadas desnorteantes e, ainda de lambuja marcando dois gols, um dos quais verdadeira obra prima. […]” (Diário de Notícias, 21 de maio de 1970)

ingressos

Gremio 3 x Ypiranga 0

GRÊMIO: Jair; Valdir Espinosa, Ari Ercílio, Beto e Jamir; Jadir (Clairton) e Sergio Lopes; Flecha (Alcindo), Joaozinho, Volmir e Loivo
Técnico: Carlos Froner

YPIRANGA: Valdir; Alvim, Mujica, Osmar (Plinio) e Claudio; Arli e Roberto; Rui, Borjao, Cafuringa e Teio.

Gauchão 1970 – 5ª Rodada – 2º Turno
Data: 20 de maio de 1970
Local: Estadio Olimpico,em Porto Alegre-RS
Renda: Cr$ 4.548,90
Juiz: Jeferson de Freitas
Auxiliares: Gomercindo Silva e João Carlos Ferrari
Gols: Loivo 4′, Volmir 34′ do 1º tempo; Volmir 13 minutos do 2.° tempo

Gauchão 1990 – Juventude 3×3 Grêmio

July 25, 2020

Foto: Antonio C. Galvão (Pioneiro)

Em 25 de julho de 1990, o Grêmio enfrentou o Juventude no Alfredo Jaconi pelo Gauchão daquele ano. O tricolor fez um grande primeiro tempo, abrindo 3×0, e ia conquistando o título com uma rodada de antecipação. Porém, sofreu dois gols no início da segunda etapa e teve sua volta olímpica adiada para o clássico da rodada final quando Simão empatou, estabelecendo o 3×3 final, aos 45 minutos do segundo tempo

Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

“JUVENTUDE ADIA DECISÃO DO CAMPEONATO
Foi uma partida cheia de alternativas e no final o resultado que transferiu tudo para os dois clássicos do próximo domingo

O Grêmio esteve a segundos de comemorar, ontem à noite, o segundo hexacampeonato de sua história Num jogo emocionante, disputado em Caxias do Sul, empatou com o Juventude em 3 a 3, e adiou a decisão para o final de semana, rodada final da competição. O último gol do Juventude, o que determinou o empate, só foi marcado no último minuto da partida.

Os primeiros 45 minutos do Grêmio na partida foram de excelente qualidade. Assis conseguia superar o péssimo estado do gramada, a marcação adversária, e dava início às principais jogadas do time. No mesmo nível técnico, apenas o centroavante Nílson, que se deslocava com inteligência para as duas pontas, e confundia a zaga do Juventude. A superioridade era enorme e os gols saíram ao natural, através de Cuca após escanteio; com Nilson depois de ótima jogada de Darci; e novamente com Nílson, de sem pulo (o gol mais bonito), em cruzamento de Paulo Egidio. O desnorteado Juventude sequer ameaçava Mazaropí.

Mas após o intervalo o time de Caxias voltou com dois novos jogadores — Baiano e Nelsinho nos lugares de Gilmar e Dido — e, mais importante, voltou com novo ânimo, disposto a virar o jogo com muita bravura. A nova disposição assustou o Grêmio, pois em quatro minutos Pichetti fez dois gols. A partir daí a partida ficou dramática. Era preciso segurar tamanho ímpeto 9 para garantir o título. Então Tarantini cruzou, Simão fez o gol e o campeonato não acabou.” (Renato Bertuol Barros, Zero Hora, quinta-feira, 26 de julho de 1990)

 “COTAÇÃO

JUVENTUDE
BETO — Podia ter saído de baixo do travessão para dificultar o ataque. Nota 4
TARANTINI — Marcou bem a Paulo Egidio e conseguiu ajudar o ataque. Nota 6
AMARILDO — Um início confuso No segundo tempo não teve trabalho. Nota 5
DOROTÉO SILVA — Parado em campo. Marcou mal e saiu pouco. Nota 3
GILMAR — Jogou lamentáveis 45 minutos e acabo substituído. Nota 2
SIMÃO — Garra e disposição premiadas com um gol no último minuto. Nota 7
NENI — No início, muito afoito, prejudicou o sistema de marcação. Nota 5
PEDRO HAROLDO — Boas jogadas individuais. Errou nas conclusões. Nota 7
DIDO — Jogou só o primeiro tempo. Ou melhor, não jogou. Nota 1
FERREIRA — Um segundo tempo de muita luta. Decisivo para virar o jogo. Nota 7
PICHETTI — Um discreto começo. Depois saiu da ponta e se constituiu no melhor do time. Nota 8
BAIANO — Substituiu Gilmar e foi um marcador bem mais eficiente. Nota 6
NELSINHO — Mais atrevido e mais decidido que Dido. Melhorou o time. Nota 6

GRÊMIO
MAZAROPI — Não teve culpa nos gols sofridos. Era muita confusão na área. Nota 6
ION — Jogou só 15 minutos, período em que usou de muita violência. Nota 3
JOÃO MARCELO — Muito entusiasmo. Faltou um pouco mais de tranqüilidade. Nota 6
LUÍS EDUARDO — Perdido em campo nos últimos 45 minutos. Nota 4
HÉLCIO — Discreto na marcação e sem presença ofensiva. Nota 4
JOÃO ANTÔNIO — Alternou bons e maus momentos no jogo. Irregular. Nota 5
CUCA — Fez o primeiro gol e brigou até o último minuto. Nota 7
ASSIS — Excelente primeiro tempo. Caiu de produção no segundo. Nota 8
DARCI — Bem utilizado no início. A marcação forte o anulou no segundo. Nota 5
NÍLSON — Inteligente, oportunista. Fez dois gols, o segundo muito bonito. Nota 8
PAULO EGÍDIO — Participou de dois gols. Mas não fez muito mais. Nota 5
GEVERTON — Substituiu Ion, marcou com força, mas nada criou. Nota 5” (Zero Hora, quinta-feira, 26 de julho de 1990)

MAZAROPI ASSUME ERROS: ‘NOSSO TIME VACILOU”

O clima era de velório no vestiário do Grêmio, depois do incrível empate de ontem, no Alfredo Jaconi. O primeiro tempo terminou em 3 a O para o Grêmio, mas em quatro minutos o time de Hélio dos Anjos reagiu, fez dois gols e empatou aos 45 minutos, após lima cobrança de falta. Ninguém conseguia esconder a decepção e o desespero que tomou conta do time. O zagueiro João Marcelo saiu de campo chorando e nem quis dar entrevistas. Os dirigentes pareciam não acreditar no que acontecia e entreolhavam-se perplexos.

O presidente Paulo Odone lembrou os momentos difíceis que clube já enfrentou no passado:

— É sempre assim. Antes de uma grande conquista, temos que sofrer demais.

Mas o goleiro Mazaropi procurava ser mais realista:

— Nós estávamos com a partida na mão e vacilamos. Paciência, agora é pensar em garantir o título no domingo. Temos que assumir os erros e tentar dar a volta por cima.

João Antônio, como é de sua característica, também procurava racionalizar:

— Não tem nada, não. Vamos decidir tudo no Gre-Nal de domingo. Não podemos nos abater.” (Renato Bertuol Barros, Zero Hora, quinta-feira, 26 de julho de 1990)

EVARISTO RECONHECE QUE FALTOU LIDERANÇA

O técnico Evaristo de Macedo ficou muito irritado com a falha da defesa do Grêmio, no gol de empate do Juventude, E credita o resultado à falta de uma liderança mais forte, no momento decisivo:

— Não podia acontecer. É uma jogada que nós treinamos em todos os coletivos. Quando a falta é frontal à grande área, a orientação é para que todos saiam e deixem o ataque adversário em posição de impedimento. Mas justamente na hora mais decisiva, mais importante, eles simplesmente esqueceram. Acho que faltou uma liderança naquele momento.

Mesmo assim, Evaristo procurou manter a serenidade e analisar o empate em 3 a 3 com urna certa friesa:

— Eles também tiveram sorte, ao marcarem dois gols, logo no início do segundo tempo, graças à raça. O último gol é que não poderíamos ter levado. Nós já tínhamos o jogo sob controle.

O vice, Rafael Bandeira dos Santos, estava arrasado:

— Não há explicação. O primeiro tempo foi excelente. O segundo foi péssimo. Então, não há como explicar. Só mesmo pelo futebol.” (Renato Bertuol Barros, Zero Hora, quinta-feira, 26 de julho de 1990)

BIAZUS ANUNCIA QUE VENCE O RIVAL
Já o astral entre os jogadores e dirigentes do Juventude era totalmente inverso. Muita festa pelo resultado inusitado e incrível, que reverteu toda a história do campeonato. E a alegria de quem recebeu bicho-extra para não perder. O vice, Biazus, fez questão de dar sua resposta às provocações feitas pelos dirigentes do Caxias:

— Isso é para que o Costamilan saiba com quem está tratando. Ele insinuou que nós iríamos entregar alguma coisa. Agora, nós vamos lá dentro do Centenário e ganharemos do Caxias. Não vai ter moleza.

Mas o grande herói do jogo foi mesmo o volante Simão, autor do gol de empate, aos 45 minutos do segundo tempo:

— É claro que estou muito feliz. O jogo estava difícil. Nós bobeamos, principalmente no primeiro tempo, mas nós conseguimos reagir e chegar ao empate. E isso foi bom também porque garantiu um bichinho para a gente. Simão deverá ser jogador do Internacional depois do Gauchão, segundo admitiu o próprio presidente José Asmuz, ontem após o jogo.” (Zero Hora, quinta-feira, 26 de julho de 1990)

Foto: Antonio C. Galvão (Pioneiro)

Foto: Luiz Chaves (Folha de Hoje)

JUVENTUDE: Beto; Tarantini, Amarildo, Dorotéo Silva e Gilmar (Baiano); Simão, Neni e Pedro Haroldo; Dido (Nelsinho), Ferreira e Pichetti
Técnico: Hélio dos Anjos

GRÊMIO: Mazaropi; Ion (Geverton), João Marcelo, Luis Eduardo e Hélcio; João Antônio, Cuca e Assis; Darci, Nilson e Paulo Egidio
Técnico: Evaristo de Macedo

Gauchão 1990 – Quadrangular Final – 5ª Rodada
Data: 25 de julho de 1990, quarta-feira, 20h00min
Local: Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul
Público: 6.403 pagantes
Renda: Cr$ 2.410.000,00
Arbitragem: Carlos Martins
Auxiliares: Valdir Cardia e Paulo Felipe
Cartões amarelos: Gilmar, Pichetti, Ion e João Marcelo
Gols: Cuca, aos 8 minutos do primeiro tempo. Nilson, aos 27 minutos do primeiro tempo. Nilson, aos 44 minutos do primeiro tempo. Pichetti, aos 2 minutos do segundo tempo. Pichetti, aos 4 minutos do segundo tempo. Simão, aos 45 minutos do segundo tempo.

Gauchão 2020 – Inter 0x1 Grêmio

July 24, 2020

Eu não tenho a menor vontade de escrever sobre este jogo. Pra mim foi um clássico deprimente.

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net) e Ricardo Duarte (S.C. Internacional)

INTER: Marcelo Lomba; Saravia, Rodrigo Moledo, Cuesta, Moisés (Zé Gabriel, 41`/2ºT); Musto (Lindoso, intervalo), Edenilson, Marcos Guilherme (Praxedes, 27’/2ºT), Boschilia (Patrick, 27ºT); D’Alessandro (Pottker, 18’/2ºT) e Guerrero
Técnico: Eduardo Coudet

GRÊMIO: Vanderlei; Vitor Ferraz, Geromel, Kannemann e Guilherme Guedes; Maicon (Darlan, intervalo), Matheus Henrique; Alisson, Jean Pyerre (Luciano, 33’/2ºT) e Everton (Thaciano, 33’/2ºT); Diego Souza (Pepê, 19’/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

Gauchão 2020 – Segundo Turno – 4ª Rodada
Data: 22 de julho de 2020, quarta-feira, 21h30min
Local: Estádio Centenário, em Caxias do Sul-RS
Árbitro: Daniel Nobre Bins
Assistentes: Rafael Alves e Mauricio Penna
Cartões amarelos: Cuesta, Musto, Rodrigo Lindoso e Marcos Guilherme; Matheus Henrique e Pepê
Gol: Jean Pyerre, aos 17 minutos do 2º tempo

Gauchão 1995 – Juventude 2×1 Grêmio

July 22, 2020

Foto: Porthus Junior (Pioneiro)

 

Em 22 de de julho de 1995, o Grêmio perdeu para o Juventude por 2×1, no Alfredo Jaconi, no jogo de ida da semifinal do Gauchão daquela temporada.

O confronto contra o Palmeiras pela Libertadores estava marcado para o dia 26, então o Grêmio utilizou apenas 4 titulares em Caxias do Sul.  O detalhe é que Arílson atuou como lateral esquerdo, enquanto Carlos Miguel permaneceu na meia, opção que havia sido descartada por Felipão na final da Copa do Brasil, disputada um mês antes.

Antes da bola rolar na Serra, o Presidente Koff declarou que preferia “ficar em segundo lugar na Copa Libertadores do que ser campeão gaúcho“.

Gauchão 1995 - Juventude 2x1 Grêmio - Cuca Vs. Rivarolafonte: Zero Hora

Foto: Zero Hora

 

“JUVENTUDE ESTÁ A UM EMPATE DA FINAL
Vitória de 2 a 1 sobre o Grêmio deixou alviverde em vantagem para o jogo do Estádio Olímpico

Caxias do Sul – O Juventude deu um importante passo rumo às finais do Campeonato Gaúcho ao vencer o Grêmio, sábado, no Estádio Alfredo Jaconi, por 2 a 1. Com o resultado, a equipe caxiense precisa de um empate, no próximo final de semana, no Estádio Olímpico, para disputar o título de campeão estadual desta temporada. Cuca e Jean Carlo marcaram para o alviverde, enquanto que Carlos Miguel descontou. O árbitro Fabiano Gonçalves expulsou Cuca e Nildo por troca de agressões.

Até os 20 minutos, a iniciativa foi da equipe do técnico Heron Ferreira. Depois o Grêmio dominou, até o Ju retomar o controle nos dez minutos finais. Aos 6min, o atacante Mário chutou de fora da área com perigo para o gol defendido por Sílvio. O tricolor respondeu com Carlos Miguel, numa cobrança de falta defendida com tranqüilidade por Isoton. Aos 23min, depois da jogada pela esquerda de Paulo Sérgio, Jean Cario pegou a sobra e chutou para fora. Aos 40min o Juventude abriu o marcador. Mário recebeu a bola e encontrou Itaqui desmarcado. O lateral improvisado entregou para Cuca. Com consciência, ele tocou na saída do goleiro Sílvio para determinar a vantagem alviverde.

Na primeira oportunidade que teve no 2° tempo o Juventude ampliou para 2 a 0. A jogada nasceu com Galeano, que foi derrubado próximo a risca da grande área por Marco Antônio. Jean Carlo cobrou com perfeição no canto esquerdo de Sílvio, que não teve chances de defesa. O Grêmio respondeu em seguida. Aos 6min, o lateral Marco Antônio avançou pela direita e entregou para o ponta Márcio. Ele cruzou certo para Carlos Miguel, de cabeça, fazer 2 a 1.

O Juventude não chegou a se retrair em seu campo, uma vez que a equipe gremista atacava mas não levava perigo ao goleiro Isoton. Aos 28min, o centroavante Nildo fez falta violenta em Cuca, o jogador do Juventude reagiu e os dois acabaram expulsos. O Grêmio seguiu pressionando, mas sem nenhuma objetividade.”

LATERAIS SÃO DÚVIDAS NO TIME

Principal destaque na vitória de 2 a 1 do Juventude sobre o Grêmio, o meio-campista Cuca era uma mistura de alegria e desolação ao final do jogo. Com a expulsão ele não poderá disputar uma das mais importantes partidas do clube nesta temporada.”Eu não merecia ser expulso, dei o carrinho na bola. A gente trabalha sério O ano todo e agora fica de fora da semifinal em Porto Alegre”, lamentou.

Os laterais Odair e Paulo Sérgio têm a semana para se recuperarem de lesões musculares. O médico do Juventude, Iran Cercatto, preferiu não fazer previsões em relação ao aproveitamento dos jogadores para a segunda partida. “A recuperação depende muito da constituição física de cada atleta. O Paulo Sérgio fez um leste antes do jogo e nada sentiu. Foi sentir somente durante o jogo”, explicou.

O técnico Heron Ricardo espera o decorrer da semana para definir os substitutos dos laterais, caso os dois não tenham condições. Outra posição a ser alterada será o meio-campo. Recuperado de lesão muscular, Julinho é o mais cotado para voltar ao time. Outro jogador que pode ser escalado no setor é Itaqui.

“Não é porque temos a vantagem do empate que vamos a nossa maneira de atuar. No Estádio Olímpico vamos jogar para a frente buscando a vitória”, garantiu o treinador, que tenta levar o Ju a segunda final – a primeira foi na Série B, em 1994.

 

MEIA ITAQUI É O NOVO ´CORINGA´
O jogador Itaqui pode ser considerado como o ‘coringa’ do time do Juventude. Oriundo das categorias de base do clube, a sua posição original é o meio-campo, mas ele tem sido utilizado pelo técnico Heron Ricardo Ferreira em outras posições.

Para a partida contra o Grêmio, ele recebeu a missão de substituir Odair. Ao final do jogo, recebeu o reconhecimento do treinador por sua atuação e pela passe que deu para Cuca marcar o primeiro gol.

“O mais importante não foi a minha atuação e sim a vitória que nós conseguimos, pois ela nos dá a vantagem do empate para a segunda partida em Porto Alegre”, analisou o jogador.

Para o atleta, o técnico Heron é uma pessoa muito importante dentro do grupo alviverde, principalmente pela confiança depositada no seu futebol. “Sempre que eu entro dentro de campo procuro dar o melhor para ajudar os companheiros. Graças a Deus o treinador confia em mim para jogar em tantas posições, com isso tento corresponder ao máximo. Mesmo que eu não vá bem ele me apoia”, disse.”

 

COTAÇÕES
JUVENTUDE
5 Isoton — Uma boa defesa no 1° tempo. Se complicou nas bolas aéreas
7 Itaqui — Bem na marcação, com apoios eficientes. Deu a ‘assistência’ para o gol de Cuca
6 Sandro — Dificuldades com a bola área. De resto esteve bem
6 João Batista — Boa atuação, ajudando a neutralizar Nildo
5 Paulo Sérgio — Não comprometeu até sair. Paulo Marcelo – Entrou bem. Nota 6
8 Galeano — Ótimo na marcação. Criou a jogada do 2° gol
6 Lauro — Bem na marcação, ao lado de Galeano
8 Cuca — Deu mais movimentação ao time e fez o primeiro gol
7 Jean Cario — Um pouco apático no 1° tempo. Melhorou após o gol
6 Mario — Muito isolado, com participação decisiva no 1° gol.
4 Edson — Perdeu a bola no lance que terminou com o gol gremista. Junior — Melhorou o toque de bola e quebrou a pressão gremista. Nota 6.

GRÊMIO
5 Sílvio — Sem culpa nos dois gois
6 Março Antônio — Anulou o ponteiro Edson.
6 Rivarola — Forte na marcação, buscou o apoio. Concluiu três bolas, todas erradas
5 Scheidt — Mais discreto que Rivarola, mas sem comprometer
5 Arilson — Marcou com violência (5 faltas). Apoiou, mas sem criar chances. Jacques • Entrou no final, mas pouco fez. Sem nota
5 Adilson— Fez uma marcação forte no meio-de-campo.
5 Gélson — Também priorizou a marcação, como Adilson
5 Mancini — Buscou abrir espaços. Fez duas conclusões, uma certa
5 Márcio — Também priorizou a marcação. Uma conclusão, certa
4 Nildo – Não fez nada, até ser expulso, levando junto Cuca
6 Carlos Miguel — Ajudou na marcação e fez o gol. Alexandre — Não conseguiu fazer nada nos minutos que jogou. Sem nota.”

 

GRÊMIO CULPA A ARBITRAGEM
O Grêmio culpou, sem citar o nome do juiz Fabiano Gonçalves, a arbitragem pela derrota de 2 a 1 para o Juventude, sábado, no estádio Alfredo Jaconi. Tanto para o técnico Luiz Felipe como para a direção, não houve falta de Marco Antônio em Galeano, no lance que originou o segundo gol do alviverde, marcado pelo meio-campista Jean Cario.

“Não houve falta do segundo gol do Ju, no máximo uma obstrução. Nesse caso ele teria que ter marcado dois toques”, afirmou Luiz Felipe. Para o presidente Fábio Koff, não houve falia e o resultado mais justo “teria sido o empate”.

Felipe, em sua análise, dividiu o jogo em dois momentos distintos. “No primeiro tempo, o Juventude foi melhor e mereceu a vantagem. Na etapa final, o Grêmio esteve melhor, mas não conseguiu chances claras, fora em um ou dois lances”, disse o treinador.

Koff viu o tricolor superior. “O Grêmio, quando se dispôs a sair para o jogo, dominou”, declarou o presidente. Ele acha “lógico” conseguir duas vitórias — no tempo normal e na prorrogação ou pênaltis – sobre o Ju, no próximo final de semana.

O atacante Nildo, que ‘pisou’ no meio-campista Cuca em um lance que determinou a expulsão dos dois jogadores, foi pedir desculpas ao jogador após a partida. “Eu levantei o pé um pouco demais, mas foi sem querer”, afirmou. (Luiz Carlos Erbes)”

 

FELIPE DEFENDE EQUIPE MISTA
O técnico do Grêmio, Luiz Felipe, rebateu críticas por ter escalado uma equipe mista contra o Juventude, sábado à tarde, no primeiro jogo das semifinais do Gauchão. “Não temos como jogar sem termos que correr riscos”, disse, referindo-se ao falo de ter deixado oito titulares em Porto Alegre. Ele temia que algum titular se lesionasse.

Perguntado porque não escalou os titulares, a exemplo do Palmeiras – jogou a semifinal do Campeonato Paulista com todos os titulares também no sábado contra o Mogi Mirim -, ele respondeu: “É um problema deles. Eles tem um grupo grande de jogadores, nós só temos 18.”

Luiz Felipe não definiu qual equipe enfrentará o Ju no jogo de volta, no Estádio Olímpico. “Vamos estudar”, disse apenas. A definição pode depender da partida de quarta-feira, contra o Palmeiras, pela Taça Libertadores da América.

Felipe definiu sábado o time que receberá o Verdão, em Porto Alegre. A equipe terá Danrlei; Arce, Luciano, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Carlos Miguel e Arílson; Paulo Nunes e Jardel.” (Milton Simas Junior, PIONEIRO, Segunda-feira, 24 de julho de 1995)

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JUVENTUDE GANHA E FICA PERTO DA VAGA NA FINAL

O time caxiense venceu o Grêmio por 2 a 1 no sábado e basta empatar no Olímpico para tentar um título inédito

O Grêmio não resistiu à força do Juventude em Caxias do Sul e perdeu por 2 a 1 a primeira das duas partidas pelas semifinais do Gauchão. O resultado dá vantagem ao Juventude no segundo jogo – a partida pode ser antecipada de domingo para o próximo sábado -, no Estádio Olímpico. Com um empate, o time de Heron Ferreira passa as finais, tirando o Grêmio da competição. O risco de perder o título gaúcho foi calculado pela diretoria gremista, que prefere abrir mão da disputa do regional para se dedicar à Libertadores. Tanto que o técnico Luiz Felipe não escalou o time titular contra o Juventude, poupando jogadores para a partida de quarta-feira contra o Palmeiras, em Porto Alegre. O Presidente Fábio Koff foi enfático antes do jogo em Caxias do Sul. “Eu prefiro ficar em segundo lugar na Copa Libertadores do que ser campeão gaúcho” […] “(Juan Domingues, Zero Hora, Segunda-feira, 24 de julho de 1995)

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Foto: Porthus Junior (Pioneiro)

GRÊMIO ESTÁ PRONTO E ESPERA PELA TORCIDA

A declaração do presidente do Grêmio Fábio Koff de que prefere ser vice-campeão da Copa Libertadores a conquistar o título do Gauchão de 1995 demonstra a mobilização da diretoria e da comissão técnica gremistas. A batalha para avançar na Libertadores recomeça na quarta-feira à noite contra o Palmeiras, em Porto Alegre, mas todos estão empenhados em vencer o primeiro jogo. Os jogadores, que treinaram ontem pela manhã, já estão concentrados e esperam pela torcida. “Vamos lotar o Estádio Olímpico”, apela o presidente Koff. Conforme o experiente e vitorioso dirigente. “Se o Grêmio passar pelo Palmeiras será bicampeão da Libertadores”, prevê Koff, projetando um faturamento de US$ 1 milhão na próxima fase da competição, entre arrecadação e direitos de transmissão.

Luiz Felipe está tranquilo quanto ao time que vai colocar em campo. Da equipe titular apenas Arce está com uma leve lesão no joelho direito. O lateral paraguaio, porém, faz tratamento diferenciado de recuperação e garante que estará em campo. O goleiro titular Danrlei retorna da Seleção Brasileira e é um grande reforço para a partida decisiva. O otimismo de Fábio Koff com relação ao futuro do Grêmio na Libertadores se justifica pelos cruzamentos. Se o forte Palmeiras não resistir ao time de Luiz Felipe, o Grêmio enfrentará o Emelec, do Equador, ou o Sporting Cristal, do Peru — dois times sem tradição campeonato, nas semifinais. “Temos todas as condições de chegar às finais”, acredita Koff.” (Zero Hora, Segunda-feira, 24 de julho de 1995)

 

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Foto: Porthus Junior (Pioneiro)

1995 juventude 2x1 gremio - pioneiro

Foto: Porthus Junior (Pioneiro)

 
Juventude 2×1 Grêmio

JUVENTUDE: Isoton; Itaqui, Sandro, João Batista e Paulo Sérgio (Paulo Marcelo); Galeano, Lauro, Jean Carlo e Cuca; Mário e Edson (Dorival Júnior).
Técnico: Heron Ferreira

GRÊMIO: Sílvio; Marco Antônio, Rivarola, Scheidt e Arílson (Jacques); Adílson, Gélson, Vagner Mancini; Márcio e Nildo
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Gauchão 1995 – Semifinal – Jogo de ida
Data: 22 de julho de 1995, sábado, 16h05min
Local: Estádio Alfredo Jaconi
Público: 6.318 pagantes
Renda: R$ 38.358,00
Árbitro: Fabiano Gonçalves
Auxiliares: Cesar Arruda e Luiz Carlos Mendonça
Cartões Amarelos: Gelson, Scheidt, Rivarola, Lauro, Galeano e Sandro
Cartões Vermelhos: Cuca e Nildo
Gols: Cuca, aos 40 mintos do 1 ° tempo: Jean Carlo, aos 3 min, e Carlos Miguel, aos 6 minutos do 2° tempo

Gauchão 1990 – Caxias 1×1 Grêmio

July 18, 2020
1990 caxias zh jose doval simao cuca

Foto: José Doval (Zero Hora)

 

Em 18 de julho de 1990, o Grêmio empatou com Caxias em 1×1 no Centenário, perdendo seu 100% de aproveitamento no quadrangular final do Gauchão, mas se mantendo na liderança da fase decisiva, com dois pontos de vantagem sobre o segundo colocado (que era o próprio Caxias)

A direção gremista disponibilizou transporte gratuito para os torcedores que adquirissem ingressos para a partida e 42 ônibus viajaram até o estádio Centenário.

Foto: Luiz Chaves (Folha de Hoje)

 

CAXIAS ADIA A DECISÃO DO GAUCHÃO

O Grêmio se apresentou para o jogo com o Caxias, ontem à noite, no estádio Centenário, com o objetivo determinado para não perder a partida. Isto é tão verdade, que Evaristo Macedo montou um esquema com cinco jogadores no meio de campo: Jandir, Cuca, Assis, Caio e Luis Antônio. A rigor, somente Nílson no ataque. A jogada preferencial, e pré-determinada, era sempre com Assis, caíndo pelo lado esquerdo, armando o contra-ataque com o centro-avante. Para neutralizar a principal jogada do Caxias com João Carlos, o técnico gremista escalou João Antônio e Hélcio.

Em alguns momentos da primeira etapa esta estratégia deu certo, porque Ranieli não conseguia se movimentar, sobrecarregando os homens do meio. No único chute da primeira etapa, numa falha decisiva do goleiro Marcos, o Grêmio marcou seu gol, aos 8min. Foi só.

Na segunda etapa, Bianchini mandou Caçapava jogar em cima de Assis e colocou em campo Manoel e Paulo Alves, retirando Ranieli e Mezzari, tornando o Caxias mais ofensivo e decidido a mudar o resultado. O Grêmio apenas se defendeu, ainda mais com a entrada de Almir e Geverton, saindo Assis e Caio.

De tanto martelar em cima da confusa defesa gremista, o Caxias chegou ao empate aos 23min, através do goleador Nilson, aproveitando uma sobra de bola dentro da área gremista. Os minutos finais da partida foram terríveis para o Grêmio, pois o Caxias esteve perto de marcar o seu gol da vitória. Agora, fica tudo transferido para domingo, no Olímpico.” (Alfeu de Oliveira, Elizeu Evangelista e Osny Freitas de Oliveira, Folha de Hoje, Quinta-feira, 19 de julho de 1990)

 

MATEMÁTICA (Folha de Hoje, 19 de julho de 1990)
Caxias GRÊMIO
Faltas 17 20
Impedimentos 2 5
Chutes a gol 8 1
Escanteios 3 2

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CAXIAS JOGA MELHOR MAS EMPATA COM GRÊMIO

O Grêmio foi um time que usou a cautela como sua principal estratégia no jogo de ontem à noite, contra o Caxias. Iniciou somente com Nilson na frente, e explorava a velocidade de Caio, Cuca e Assis. Por causa deste posicionamento, o time de Porto Alegre acabou encurralado em seu próprio campo. Para sair, tentava o contra-ataque.

A 4min28seg, Assis cobrou escanteio e João Marcelo cabeceou livre, mas para fora. Dois minutos depois, João Antônio chutou a bola na rede pelo lado de fora. Aos 7min50seg, Nilson entrou pelo meio da área do Caxias, fugiu da marcação dos zagueiros e chutou forte. O goleiro Marcos defendeu parcialmente, mas, ao levantar-se, atrapalhou-se e colocou a bola para dentro do seu gol. Grêmio 1 a 0.

O ponteiro Edelvan, o melhor do jogo, aos 10min, cruzou da esquerda e Nilson, sem marcação e de costas para o gol, quis concluir de bicicleta e acabou desperdiçando a chance. O Caxias insistia na jogada de ataque, mas o Grêmio marcava bem. A partir dos 33min, o time de Evaristo começou a se poupar.

No 2° tempo, Ranieli, que não havia jogado bem, dava o seu lugar para Manoel. O Grêmio marcava e só saia na boa, enquanto que o Caxias partia para cima. Mesmo exagerando na marcação, o time da capital perdia no meio-campo. A situação se complicaria para o Grêmio depois dos 19min. Paulo Alves entrou para a saída de Mezzari. O Caxias ficou mais ofensivo. Caçapava passou a jogar ao lado do Carlinhos, Ricardo foi para o meio e Joel Marcos se colocou mais pelo setor direito de defesa. Evaristo retirou Caio e fez entrar Almir. O Caxias era a melhor equipe em campo. Aos 23min, depois de um escanteio, Nilson, com um chute forte, empatou a partida. Paulo Alves organizou o Caxias. Por outro lado, o Grêmio mostrou muitos defeitos e Geverton entrou para tentar reforçar.” (Pioneiro, Quinta-feira, 19 de julho de 1990)

 

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Foto: Silvio Avila (Folha de Hoje)