Libertadores 1995 – Emelec 0x0 Grêmio

by

Há exatos 25 anos o Grêmio dava um mais importante passo na sua caminhada rumo ao bicampeonato da América, ao empatar com o Emelec em 0x0 no Equador, pela partida de ida da Semifinal da Libertadores de 1995.
O bizarro desse jogo foi o seu horário de início, meio dia em quito (14h em Brasília). Os equatorianos planejavam usar o calor de Guayaquil com um trunfo. Não deu muito certo.

GRÊMIO FICA A UMA VITÓRIA DA DECISÃO

O time gaúcho conseguiu um empate heroico contra o Emelec e suportou bem a temperatura de 32º C de Guaiaquil

O Grêmio está muito próximo da final da Copa Libertadores da America deste ano. Ontem, sob uma temperatura de 32 graus, no Estádio Modelo de Guaiaquil, no Equador, o time gaúcho sustentou um importante empate de 0 a o. contra o Emelec, e agora terá a vantagem de decidir a sua classificação na próxima quarta-feira, em Porto Alegre, dentro do Estádio Olímpico. Nesta primeira partida da semifinal, o Grêmio encontrou muitas dificuldades e precisou recorrer a sua conhecida garra para garantir o resultado.

No primeiro tempo, incentivados por 25 mil torcedores, os equatorianos imprimiram um ritmo forte e criaram boas chances. A. nove minutos, o argentino Rehermann teve a primeira oportunidade, através de uma cabeçada, assustando o goleiro Danrlei. Aos 17 minutos, ocorreu o lance mais polêmico do jogo.

Edu Manga invadiu a área e sofreu uma entrada dura de Dinho, dando a nítida impressão de pênalti. O árbitro colombiano Oscar Ruiz., próximo ao lance, nada marcou. O Emelec continuou exercendo forte pressão e criou mais duas boas oportunidades, através do atacante Eduardo Hurtado. Aos 26 minutos, ele passou por Rivarola e concluiu contra o poste direito e, aos 30, através de uma cabeçada.

O segundo tempo começou com os times mais lentos. Aos quatro minutos, Paulo Nunes quase abriu o placar, aproveitando um descuido de Ivan Hurtado. Aos 14, Edu Manga, de falta, assustou Danrlei. Os tricolores responderam imediatamente, com uma cabeçada de Jardel, aproveitando o levantamento de Arilson. Depois disso, o Emelec criou outras três chances, sempre de bola parada, sem sucesso.

Com o empate, a decisão fica adiada para a próxima semana. Agora, com uma vitória, por qualquer resultado, o Grêmio garante o direito de realizar um sonho dos seus torcedores: ser bicampeão da América.” (Adroaldo Guerra Filho, Enviado Especial/Guaiaquil, Zero Hora, sexta-feira, 11 de agosto de 1995)

“O Emelec dominou todo o primeiro tempo, utilizando as laterais para avançar e criar perigo ao gol gaúcho com cruzamentos para o atacante Eduardo Hurtado e o meia uruguaio Reherman. Os atacantes gremistas Paulo Nunes e Jardel, isolados, pouco produziram. Aos 9min, Reherman cabeceou próximo ao gol de Danrlei. Dois minutos depois, foi a vez de Verduga finalizar de cabeça para fora. Aos 25min, o lateral-esquerdo Capurro recebeu um lançamento na área e chutou cruzado para a defesa do gremista Danrlei. No minuto seguinte, Eduardo Hurtado fez jogada pessoal e chutou na saída do goleiro, mas a bola bateu na trave direita. No primeiro tempo, a única chance de gol da equipe brasileira aconteceu aos 43min, com o atacante Paulo Nunes, que, na grande área, chutou sobre o travessão.
No segundo tempo, o Grêmio voltou melhor, enquanto os equatorianos demonstraram nervosismo. Aos 4min, Paulo Nunes roubou a bola de Iván Hurtado, mas acabou desarmado. Um minuto depois, Arilson chutou cruzado, mas Jardel chegou atrasado para o arremate. Aos 16min, Goiano cobrou uma falta e Jardel cabeceou rente à trave direita de Espinoza. O equatoriano Eduardo Hurtado ameaçou o gol rival aos 35min e, aos 41min, completou com a mão para dentro do gol de Danrlei”. (Folha de São Paulo)

GRÊMIO CONSEGUE SEGURAR EMPATE EM GUAYAQUIL
Emelec dominou o jogo, mas não saiu do 0 a 0, e gaúchos só precisam vencer quinta-feira, em Porto Alegre

GUAYAQUIL- O Grêmio conseguiu um bom resultado ao empatar sem gols com o Emelec, ontem, no Estádio Modelo de Guayaquil, pelas semifinais da Libertadores. Para chegar à decisão, o time gaúcho precisa vencer a equipe equatoriana, quinta-feira, em Porto Alegre. O técnico Luís Felipe armou o time para empatar. Ele sabia que seria difícil superar o Emelec, um time habituado ao clima quente e úmido de Guayaquil. A partida começou com a temperatura de 32 graus e terminou com 36. O time gaúcho sentiu o desgaste e, por isso, Luís Felipe orientou o Grêmio para evitar a derrota, Com o objetivo alcançado, o técnico acha que não será tão dramático vencer o Emelec no jogo de volta.

Mas apesar de toda a precaução do Grêmio, que durante a maior parte da partida se defendeu com três volantes no meio-de-campo (Dinho, Luís Carlos Goiano e Vágner Mancini), o time equatoriano encontrou espaços na intermediária do adversário e várias vezes assustou o goleiro Danrley, que ontem se atrapalhou em algumas jogadas.

O Emelec quase marcou aos 26 minutos. A defesa do Grêmio se abriu, permitindo a Eduardo Hurtado entrar na área e chutar no canto direito. A bola bateu na trave. A melhor jogada do Grêmio aconteceu aos 18 minutos, com Arílson. Ele completou, de cabeça, um cruzamento e a bola passou perto do gol de Espinosa, que tem muita semelhança fisica com o colombiano Higuita.

No segundo tempo, o Grêmio começou forçando as jogadas de ataque com Paulo Nunes e Jardel, mas logo percebeu que seria um risco avançar. Assim, a partir dos 20 minutos, recuou. Os últimos minutos foram dramáticos para o time gaúcho. Seus jogadores, exaustos em razão do forte calor, quase não tiveram fôlego para agüentar até o final.” (O Estado de São Paulo, 12 de agosto de 1995)

Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

O DESEMPENHO DAS EQUIPES (Zero Hora, 11 de agosto de 1995)
EMELEC GRÊMIO
Conclusões a gol 18 11
Escanteios cedidos 1 10
Faltas cometidas 23 29
Impedimentos sofridos 4 3

 

 
Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

 

EMELEC: Espinosa; Coronel, Tenório, Ivan Hurtado (Muñoz) e Capurro; Verduga, Fajardo (Vidal Gonzalez), Rehermann e Edu Manga; Eduardo Hurtado e Fernandez.
Técnico: Juan Ramon Silva

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Vagner Mancini (Alexandre) e Arílson (Luciano); Paulo Nunes e Jardel
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Libertadores 1995 – Semifinal – Jogo de ida
Data: 10 de agosto de 1995
Local: Estádio Modelo, em Guaiaquil (EQU)
Horário: 12h hora local (14h Brasília)
Árbitro: Oscar Ruiz (COL)
Auxiliares: Felipe Russi e Dember Perdomo
Cartão Amarelo: Tenorio, Capurro, Verduga, Vidal Gonzalez (E). Danrlei, Roger, Dinho e Goiano (G).

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google photo

You are commenting using your Google account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.


%d bloggers like this: