Libertadores 1995 – Grêmio 2×0 Emelec

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Há exatos 25 anos o Grêmio se classificava para sua terceira final de Libertadores, ao vencer o Emelec por 2×0 no estádio Olímpico.

Interessante notar que o próprio anúncio de venda de ingressos do Grêmio reconhece a redução do preço em relação à fase anterior: ““TORCEDOR:  Desta vez, não há desculpa: nem do tempo, muito menos do preço.”.

Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

 

GRÊMIO ESTÁ NA FINAL CONTRA O NACIONAL

Os 2 a 0 garantiram a vaga para a grande decisão que terá o primeiro jogo em Porto Alegrem quarta-feira, dia 23

Tóquio está a apenas 180 minutos de Porto Alegre. Depois da vitória sobre o Emelec por 2 a 0, ontem à noite, no Estádio Olímpico, o Grêmio garantiu a vaga na final da Copa Libertadores da América. Serão dois jogos contra o Nacional, da Colômbia, que ontem venceu o River Plate nos pênaltis, em Buenos Aires. Para chegar outra vez ao estádio de Tóquio, em dezembro, e enfrentar o campeão europeu Ajax, de Amsterdã, o Grêmio precisa ser melhor nas parti das decisivas, a primeira delas quarta-feira, em Porto Alegre. A torcida confia. Poucas vezes um time teve um ano de tanto sucesso e tanta superação como o campeão gaúcho nestes primeiros meses de 1995. A decisão do Mundial Interclubes não é mais um sonho tão distante.

O Emelec fez o que se esperava. O esquema tático escondido pelo técnico Juan Ramón Silva ficou claro logo que o time se posicionou em campo. A frente dos quatro zagueiros. Silva colocou uma barreira de cinco jogadores: o zagueiro Tenorio e Fajardo como volantes, ao lado de Verduga, Rehermann e Edu. Quando a  bola era recuperada, o Emelec partia em toques lentos. Nos primeiros minutos, os equatorianos foram ajudados pela pressa gremista. A situação começou a melhorar aos 20 minutos, quando Espinoza uma grande defesa, impedindo o gol de Jardel. A torcida se entusiasmou — e o Grêmio cresceu junto.

O gol tão esperado surgiu aos 30 minutos, numa jogada excepcional, quando Porozzo já estava fora do jogo com suspeita de fratura da tíbia. Dinho virou o corpo no meio-campo, deu a impressão de que lançaria Arce, mas preferiu Paulo Nunes mais pelo meio. O ponteiro tocou de primeira, para Jardel, recebeu de volta e, também d primeira, chutou no ângulo. Um golaço Pouco depois, Rehermann deu uma cotovelada em Roger, foi expulso, e a situação ficou mais tranquila. O gol do alívio surgi aos 41 minutos: Carlos Miguel, pouco antes de ser substituído com dores na mão machucada, lançou Jardel, que coloco rasteiro, na saída do goleiro. Grêmio 2 a 0, festa de Jardel em campo e da torcida na arquibancadas.

No segundo tempo, o Grêmio passo a jogar com mais calma, esperando o momento certo para atacar. O Emelec partiu para a violência. Roger foi acertado por Quinteros. Verduga foi expulso ao bater em Paulo Nunes. Com dois homens mais, Grêmio passou a manter o controle da bola, com toques de pé em pé. O Emelec  não teve forças para reagir” (Zero Hora, quinta-feira, 17 de agosto de 1995)

 

O DESEMPENHO DAS EQUIPES (Zero Hora, 17 de agosto de 1995)
GRÊMIO EMELEC
Conclusões a gol 17 2
Escanteios cedidos 1 10
Faltas cometidas 21 22
Impedimentos 3 1

 

GRÊMIO VENCE E VAI À FINAL DA LIBERTADORES

O Grêmio derrotou o Emelec, do Equador, por 2 a 0, ontem, no estádio Olímpico e garantiu vaga na decisão da Taça Libertadores da América -torneio interclubes mais importante da América do Sul.
É a terceira vez que o time gaúcho disputa a final da competição.
O adversário do Grêmio na decisão sairia do jogo entre River Plate, da Argentina, e Nacional, da Colômbia, que não havia terminado até o fechamento desta edição.
O Grêmio marcou seu primeiro gol aos 30min, com Paulo Nunes. Ele tabelou com Jardel e chutou colocado, no ângulo esquerdo do goleiro Espinosa.
O Emelec se perdeu após a expulsão de Rehermann, que agrediu o lateral-esquerdo Roger.
O Grêmio aproveitou para ampliar o placar, com Jardel, aos 41min. Ele recebeu passe e tocou na saída do goleiro Espinosa.
Foi o 11º gol do atacante na Taça Libertadores. Ele é o artilheiro da competição.
No segundo tempo, com dois jogadores a mais, o Grêmio perdeu diversas chances de marcar. O Emelec não ameaçava, nem em esporádicos contra-ataques.
Com a vitória garantida, alguns jogadores gremistas procuraram se poupar, evitando as divididas mais duras.
Mesmo assim, o meia Carlos Miguel e o lateral-esquerdo Roger se machucaram e tiveram que ser substituídos.
A primeira partida da decisão da Libertadores será disputada na próxima quarta-feira, em Porto Alegre.” (Folha de São Paulo, quinta-feira, 17 de agosto de 1995)

“GREMIO ELIMINA A EMELEC

Publicado el 17/Agosto/1995 | 00:00 Porto Alegre, Brasil. 17.08.95.

El Gremio de Porto Alegre calificó a la final de la Copa América 95, al derrotar por 2-0 al ecuatoriano Emelec, en el partido de vuelta de la semifinal, disputada el miércoles por la noche en esta ciudad. El partido de ida, disputado el pasado 9 de agosto, acabó empatado sin goles. Esta será la tercera vez que Gremio (campeón de 1983) califica para la final de la competición mayor del balompié sudamericano. Gremio no encontró muchas dificultades para derrotar al Emelec, aunque su presentación haya sido pésima, sin ningún conjunto, sobre todo, en la segunda etapa del partido. Gremio empezó el partido dando la impresión que aplastaría al Emelec, que se preocupó apenas en defenderse. Mantuvo un único hombre, Eduardo Hurtado, en el ataque. Reforzó su mediocampo y buscó sorprender el sistema defensivo gremista con largos lanzamientos para Hurtado, que aislado entre cuatro defensas, nada lograba. Además, poco después de los 30 minutos, el Emelec perdió uno de sus hombres, Rehermann, expulsado por juego violento. Una oportunidad más para el Gremio de ampliar su ventaja en el marcador. No obstante, le faltó coordinación entre su medio campo y su línea ofensiva para conseguir esta ampliación. Si el primer gol lo anotó a los 30 minutos, el segundo sólo lo marcó diez minutos después. No supo aprovecharse de una segunda expulsión del Emelec, que perdió a Verduga, también por juego violento. Con apenas nueve hombres, el Emelec no dejó que el Gremio lo aplastase. Espinoza hizo grandes defensas y Capurro fue muy valiente, que defendió, atacó y organizó los muy pocos ataques de su equipo.” (Diario Hoy)

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Adílson e Roger (Vagner Mancini); Dinho (Luciano), Goiano, Arílson e Carlos Miguel (Alexandre), Paulo Nunes e Jardel.
Técnico: Luiz Felipe Scolari

EMELEC: Espinosa, Quinteros (Gonzalez), Ivan Hurtado, Poroso (Smith) e Capurro; Tenório, Fajardo, Verduga, Rehermann e Edu Manga; Eduardo Hurtado Técnico: Juan Ramon Silva

Libertadores 1995 -Semifinais – jogo de volta
Data: 16 de agosto de 1995, 21h35min
Local: Estadio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 30.743 (24.023 pagantes)
Renda: R$ 281.636,00
Juiz: Felix Benegas (Paraguai)
Auxiliares: Juan Jose Bernabe e Juan Francisco Ortiz
Cartões amarelos: Edu Manga, Eduardo Hurtado e Quinteros
Cartões vermelhos: Rehermann e Verduga
Gols: Paulo Nunes aos 29 e Jardel aos 40 do 1º tempo

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