Archive for October, 2020

Brasileirão 2020 – Athlético Paranaense 1×2 Grêmio

October 26, 2020

 

Se a memória não me trai, a última vez que um jogo oficial do Grêmio não teve qualquer tipo de transmissão “oficial” pela TV foi na partida de volta contra o Jaciara pela Copa do Brasil de 2008. Naquela época não havia essa possibilidade de se assistir por um streaming pirata na internet.

Gostaria de ver o Grêmio usando a camisa celeste em jogos como esse de ontem.

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio FBPA)

Athlético Paranaense 1×2 Grêmio

ATHLETICO-PR: Santos; Erick, Pedro Henrique (Lucas Halter, 34/2ºT), Thiago Heleno e Abner; Wellington (Richard, 34/2ºT), Christian e Lucho (Jorginho, 21/2ºT); Nikão, Carlos Eduardo (Fabinho, 21/2ºT) e Renato Kayzer (Walter (40/2ºT).
Técnico: Bernardo Franco (interino)

GRÊMIO: Paulo Victor; Orejuela, Rodrigues, David Braz e Cortez; Lucas Silva (D. Barbosa, 38/2ºT) e Darlan; Luis Fernando (Ferreira, 28/2ºT), Thaciano e Everton (Pepê, intervalo); Isaque (Ruan, 46/2ºT).
Técnico: Renato Portaluppi

Brasileirão 2020 – 18ª Rodada
Data: 25 de outubro de 2020, domingo, 18h15min
Local: Arena da Baixada, em Curitiba (PA)
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza (SP)
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (SP) e Daniel Paulo Ziolli (SP)
VAR: Marcio Henrique de Gois (SP)
Cartões amarelos: Nikão, Christian, Abner (Athletico); Everton (Grêmio)
Gols: Carlos Eduardo, aos43 minutos do 1º tempo; Thiago Heleno (contra) aos 11 minutos do 2º tempo e Ferreira aos 41 minutos do 2º tempo

Brasileirão 1984 – Atlético Paranaense 1×4 Grêmio

October 24, 2020

Foto: Zero Hora (Tribuna do Povo)

 

No Brasileirão de 1984, o Grêmio venceu o Atlético Paranaense em Curitiba por 4×1, com direito a uma épica atuação de Renato, que deu duas assistências no primeiro tempo, fez dois gols no segundo e fez sua tradicional comemoração de mandar a adversária calar a boca.

 

Foto: Zero Hora (Tribuna do Povo)

GRÊMIO, ARRASADOR, ESTÁ CLASSIFICADO
Nos 4 X 1, Grêmio se impôs na marcação e atacou com habilidade

O Grêmio liquidou o Atlético Paranaense, ontem à tarde, em Curitiba, vencendo a partida por 4×1. Mais importante do que a goleada, no entanto foi o fato de que a vitória coloca o clube gaúcho na próxima fase da Copa Brasil, no mínimo em segundo lugar do grupo S. mesmo que seja derrotado pelo Goiás, quarta-feira, no Estádio Olímpico. É que na mesma hora, Corintians e Atlético PR estarão jogando em São Paulo e apenas o Coríntians poderá ultrapassar o Grêmio, que garantiu desde ontem urna vaga na quarta fase.

Foi uma das partidas mais perfeitas já realizadas pelo Grêmio nesta Copa Brasil. O time mostrou todas as suas qualidades: firmeza na marcação para não permitir chances de gol ao adversário, habilidade e rapidez para sair de uma posição defensiva e partir para o contra-ataque e ainda o talento de Renato na frente, que marcou dois gois, bateu o escanteio para Osvaldo marcar mais um e deu o lançamento para Caio fazer o outro.

O pior para o Grêmio foram os cinco minutos iniciais, quando o Atlético PR pretendia decidir o jogo. Depois de um rápido período de domínio em que pressionou a área o Atlético entregou-se ao domínio do  Grêmio que marcou logo aos sete minutos. Caio ampliou aos 41 e Augusto descontou, fazendo 2×1, aos 45 minutos. No reinicio, o Atlético PR não parecia ter habilidade para empatar, embora houvesse força e disposição para atacar o Grêmio. Ai surgiu o talento individual de Renato que, em duas jogadas, aos 17 e aos 25 minutos, liquidou as pretensões do adversário e colocou o Grêmio na situação Invejável de poder até perder o último jogo do grupo sem correr nenhum risco de ficar fora do campeonato, pois o segundo lugar ficou assegurado ontem com a vitória sensacional em Curitiba.

Foto: Sérgio Sade (Placar)

O PLACAR

Osvaldo para o Grêmio — 1×0 aos 7 minutos — Renato cobrou escanteio da direita e Osvaldo cabeceou no canto direito.

Caio para o Grêmio — 2×0 aos 41 minutos — Renato lançou Caio, que entrou livre e desviou de Rafael.

Augusto para o Atlético PR — 2×1 aos 45 minutos — Augusto cobrou falta, a bola passou no meio da barreira e entrou.

Renato para o Grêmio — 3×1 aos 17 minutos do segundo tempo — Rondinelli cabeceou mal Renato bateu de pé esquerdo, no canto esquerdo.

Renato para o Grêmio — 4×1 aos 25 minutos — O ponteiro recebeu de Paulo César, passou a bola entre as pernas de Paulo Marcos e desviou de Rafael.” (Zero Hora, segunda-feira, 23 de abril de 1984)

Foto: Lemyr Martins (Placar)

 

“O Grêmio venceu graças à habilidade e à velocidade de seus atacantes” (Placar, Edição n.º 727, 27 de abril de 1984)

Fotos: Zero Hora (Tribuna do Povo)

ATLÉTICO-PR: Rafael; Sóter (Paulo Marcos, intervalo), Rondinelli , Augusto e João Luís; Déti, Vánder e Nivaldo; Capitão, Amauri (Binga, 20 do 2ºT) e Renato Sá
Técnico: Paulo Sérgio Poletto

GRÊMIO: João Marcos; Casemiro, Baidek, De Leon e Paulo César Magalhães; China, Osvaldo e Luís Carlos Martins; Renato Portaluppi, Caio (Bonamigo , 25 do 2ºT) e Tarciso
Técnico: Carlos Froner

Brasileirão 1984 – 3ª Fase – Grupo S – 5ª Rodada
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba-PR
Data: 22 de abril de 1984, domingo
Público: 25.352 pagantes
Renda: Cr$ 52.759.000,00
Árbitro: Manoel Serapião Filho
Auxiliares: Jaime Santos e Jairo Abuchacra
Cartões amarelos: Renato, Paulo Marcos, João Luis e Rondinelli
Gols: Osvaldo aos 8, Caio aos 41 e Augusto aos 45 minutos do 1º tempo; Renato aos 16 e 25 minutos do 2° tempo

Libertadores 2020 – Grêmio 1×1 América de Cali

October 23, 2020

O Grêmio conseguiu a classificação para as oitavas de final e terminou na 1ª posição do seu grupo. Dois importantes objetivos atingidos. Algo que não pode ser tirado de vista. Contudo, ontem mais uma vez o desempenho do tricolor  foi ruim. 

Em média, 75% dos pênaltis cobrados são convertidos. Há algum tempo o Grêmio anda tendo aproveitamento abaixo da média. Esse ano são 9 cobranças e apenas 4 pênaltis convertidos. Aproveitamento de 44,4%.

 

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio FBPA)

Grêmio 1×1 América de Cali

GRÊMIO: Vanderlei, Victor Ferraz, Pedro Geromel, Walter Kannemann, Diogo Barbosa; Lucas Silva (Isaque, intervalo), Maicon (Everton, aos 22’/2ºT), Orejuela (Luiz Fernando, intervalo), Robinho (Thaciano, aos 22’/2ºT) e Pepê (Ferreira, aos 31’/2ºT); Diego Souza
Técnico: Renato Portaluppi

AMÉRICA DE CALI: Graterol; Arrieta, Torres, Segovia e Velasco; Paz, Carrascal e Sierra (Jaramillo, aos 29’/2ºT); Moreno (Cabrera, aos 39’/2ºT), Vergara e Pérez (Arias, aos 17’/2ºT)
Técnico: Juan Cruz Real

Libertadores 2020 – Grupo E – 6ª Rodada
Data: 22 de outubro de 2020, quinta-feira, 21h30min
Local: Arena do Grêmio, Porto Alegre (RS)
Horário: 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Fernando Rapallini (ARG)
Assistentes: Ezequiel Brailovsky (ARG), Diego Bonfa (ARG) e Patricio Loustau (ARG)
Cartões amarelos: Maicon, Kannemann, Lucas Silva, Thaciano; Arrieta, Segovia, Cabrera, Velasco, Vergara, Marlon Torres
Cartão vermelho: Kannemann
Gols: Kannemann (contra), aos 7 minutos do segundo tempo; Diego Souza (de pênalti) aos 54 minutos do segundo tempo

Libertadores 1996 – Grêmio 1×0 America de Cali

October 21, 2020

Foto: Ronaldo Bernardi (Zero Hora)

O último confronto entre América de Cali e Grêmio em Porto Alegre ocorreu em 4 de junho de 1996, na partida de ida da semifinal da Libertadores daquela temporada. O tricolor ganhou por 1×0 graças ao gol de falta de Goiano.

Na minha memória o resultado e atuação do Grêmio foram percebidos no estádio como frustrantes. O grande destaque da noite foi o goleiro Óscar Córdoba, que neutralizou a bola aérea gremista com suas saídas arrojadas.

Infelizmente não há como lembrar desse jogo sem contextualizar o absurdo que foi o calendário tricolor em 1996.  O jogo daquela terça-feira era o do número 40 do clube na temporada. Três dias depois o Grêmio receberia o Palmeiras pela partida de volta da semifinal da Copa do Brasil.

Em entrevista publicada no dia do jogo contra o América, Felipão disse que seria “quase impossível” o Grêmio vencer as três competições que estava disputando (Libertadores, Copa do Brasil e Gauchão) e afirmou que a Libertadores era prioridade.

O público da terça foi de 28.566 (22.045 pagantes), contra 48.266 (36,808 pagantes) na sexta, o que gerou uma interpretação, repetida com certa frequência no folclore do futebol gaúcho, de que a torcida gremista preferiu a Copa do Brasil em detrimento a Libertadores. Vale lembrar que os ingressos da semifinal da Copa do Brasil foram mais baratos do que os ingressos da semifinal da Libertadores.

Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

 

A UM EMPATE DA FINAL

Sem jogar bem, o Grêmio venceu o América por 1 a 0 e vai a Cali em vantagem

 

Nenhum time do Interior do Rio Grande do Sul, no Gauchão, jogou tão retrancado como o América de Cali, ontem à noite, no Estádio Olímpico pela Libertadores da América. Foi esta principal causa das dificuldades que o Grêmio encontrou para vencer a partida por 1 a 0. Um placar minguado, mas que que dá ao Grêmio a vantagem do empate no segundo jogo da semifinal da competição, na próxima quarta-feira, na Colômbia.

 O América abdicou do jogo, sobretudo no primeiro tempo. Até os oito minutos, o time colombiano sequer havia passado do meio do campo. Seu primeiro ataque, e ainda assim inócuo, aconteceu aos 11 minutos. O Grêmio passou todo o primeiro tempo atacando, cercando a área adversária e levantando bolas diante do excelente goleiro Córdoba. Houve muita insistência, mas pouca inspiração dos atacantes. Paulo Nunes foi quem mais conseguiu levar vantagem sobre os zagueiros, deslocando-se pela direita e pela esquerda. O centroavante Jardel, no entanto, errou todos os passes que tentou e nunca venceu a marcação pelo alto. No meio-de-campo, Émerson não repetiu a boa atuação que teve contra o Palmeiras e Aílton, embora tenha melhorado em relação aos jogos anteriores, também apresentou pouca força.

O gol só poderia sair de uma cobrança de falta. E só poderia ser feito pelo melhor jogador em campo, o meia Goiano que, aos 30 minutos, chutou por cima da barreira, no canto esquerdo, enganando o goleiro e abrindo o placar. Mesmo com o 1 a 0, o América não saiu para o jogo. O Grêmio prosseguiu marcando sob pressão e a equipe colombiana se restringiu ao seu campo de defesa.

No segundo tempo, o técnico Diego Umanã tirou o atacante Zambrano do time e colocou o pequeno, mas veloz, De Ávila. A modificação deu um pouco mais de agressividade ao América, mas então o Grêmio caiu dramaticamente de produção. Os jogadores brasileiros passaram a errar passes, a sair com lentidão da defesa e a irritar os torcedores. As melhores chances ocorreram através de cobranças de falta da entrada da área. Goiano e o lateral Arce, contudo, não obtiveram sucesso. Jardel sempre errou ao tentar o toque de bola fora da área. Em alguns momentos, parou o ataque do Grêmio, tal foi a sua lentidão. Dentro da área, o zagueiro Asprilla não lhe deu a menor oportunidade de cabecear. Ao tentar as jogadas pelos flancos, com os laterais Arce e Roger, o ataque do Grêmio parou no goleiro Córdoba, que saiu sempre muito bem do gol. O técnico Luiz Felipe ficou todo o segundo tempo pedindo que os jogadores cruzassem mais aberto, na segunda trave, mas todos os lances foram curtos, facilitando a defesa. No último minuto, Émerson perdeu uma ótima oportunidade chutando sobre o goleiro. O resultado foi inquietante, mas não ruim.” (David Coimbra, Zero Hora, 5 de junho de 1996)

 

 

GRÊMIO SOFRE MAIS SUPERA A RETRANCA DO AMÉRICA DE CALI

Porto Alegre — Preso na marcação dos colombianos, o Grêmio precisou de um gol de bola parada para vencer o América de Cáli, por 1 a O, na abertura das semifinais da Taça Libertadores. Com a vantagem obtida ontem à noite, no estádio Olímpico, o time gaúcho precisa de um empate na próxima quarta-feira para chegar às finais.

Romper a barreira imposta pelos colombianos, no entanto, não foi nada fácil para o tricolor. Sem Carlos Miguel, gripado, a equipe gaúcha não teve em Emerson alguém capaz de dar velocidade à saída de bola e fazer a ligação com o ataque. Desde os primeiros movimentos, o Grêmio tratou de pressionar. Logo a 2min, Arce cobrou falta sofrida por Paulo Nunes, assustando o goleiro Córdoba. Numa cobrança perfeita de Luís Carlos Goiano, aos 30min, o Grêmio abriu o placar. A partir daí, o América saiu um pouco mais para o jogo, contudo, sem se descuidar da marcação. Aos 40min, Jardel cabeceou na trave, em rara oportunidade que venceu a marcação. Na seqüência, Paulo Nunes exigiu grande defesa de Córdoba.

No 2° tempo, com a entrada de De Ávila, o América passou a sair mais para o ataque, dando espaços para o Grêmio. Mesmo assim, a equipe de Luiz Felipe não teve tranqüilidade para marcar seu segundo gol. As melhores chances, novamente, foram através de cobranças de falta com Arce e Goiano. Na melhor delas, aos 34min, a bola passou rente ao poste. No final, Emerson ainda perdeu boa oportunidade de ampliar.” (Pioneiro, quarta-feira, 5 de junho de 1996)

 

“Público vira uma decepção 
A temperatura em torno dos 15ºC na noite de ontem e o televisionamento do jogo para Porto Alegre desestimularam os gremistas. Além disso, as dúvidas sobre a qualidade do América, de Cali, contribuíram para o torcedor se resguardar para assistir ao Palmeiras, na próxima sexta-feira. O público de 29 mil pessoas ficou aquém do esperado pela diretoria — as previsões eram de que todos os 55 mil ingressos fossem vendidos. Na entrada do Grêmio em campo, os jogadores foram festejados por 12 mil fogos, que ensurdeceram a torcida por mais de três minutos. Mas os fiéis gremistas presentes no estádio não se intimidaram com o frio e empurraram o time até o final, quando trocaram as palavras de apoio por vaias. Entre reclamações pela falta de força ofensiva do time e críticas direcionadas a alguns jogadores, imperou a confiança na presença em mais uma final da Libertadores.” (Leonardo Oliveira, Zero Hora, 5 de junho de 1996)

LUIZ FELIPE FICA MAGOADO
O técnico não gostou da reação da torcida e já pensa em deixar o Grêmio

Irritado com os torcedores que criticaram a vitória por apenas 1 a O sobre o América, de Cali, o técnico Luiz Felipe revelou ontem à noite que está pensando em sair do Grêmio. “A gente começa a se incomodar”, reclamou o treinador. “E quando a gente começa a se incomodar tem que pensar em mudar de ares”.

Em seus três anos de clube, o técnico ainda não havia se mostrado tão revoltado como ontem. “O que eles estão pensando?”, perguntou, referindo-se aos torcedores insatisfeitos com o placar. “Isso aqui é a Libertadores. Eles acham que vamos ganhar de 10 a O do América de Cali? Isso é idéia que só jerico possui”.

Luiz Felipe lembrou que o América já disputou 11 Copas Libertadores e que o Grêmio não passa de um time esforçado. “Um time bom, sim”, acrescentou. “Mas que não tem aquela qualidade que o torcedor pensa que tem. Temos jogadores que trabalham arduamente e que merecem o agradecimento da torcida e não isso que aconteceu hoje”. O técnico citou uni torcedor em especial que, aos 15 minutos do segundo tempo, teria dito que o meia Carlos Miguel não estava jogando nada – Carlos Miguel está lesionado e nem entrou em campo.

Luiz Felipe também fez questão de ressaltar o desgaste do time. “Os jogadores estão estourados fisicamente”, sublinhou. E revelou que o lateral-esquerdo Roger jogou todo o segundo tempo sentindo uma distensão na coxa direita e que o quarto-zagueiro Adilson sofreu uma lesão no joelho direito. Ambos podem ficar de fora da partida contra o Palmeiras, na próxima sexta-feira. E não só Adilson e Roger. Luiz Felipe contou que está cogitando de escalar o “Banguzinho” apelido do time reserva para o jogo de sexta-feira. “Estou tão chateado que vou para casa sem nem pensar nesta partida contra o Palmeiras”, confessou o treinador. “Amanhã é que vou ver o que vou fazer”.

Apesar de estar agastado, o técnico confia na classificação na segunda partida da semifinal da Libertadores, quarta-feira que vem, na Colômbia. “Lá eles vão ter que sair um pouco mais para o jogo, não vão ficar os 11 na defesa, e aí nós vamos pegá-los no contra-ataque”, observou. “Por isso que digo que este resultado foi bom. Na Libertadores a gente tem é que vencer“. (Zero Hora, 5 de junho de 1996)

Foto: Edison Vara (Placar)

 

COLOMBIANO VOLTA SATISFEITO
O técnico do América, Diego Umaña, considerou satisfatório o resultado. “Temos maior possibilidade de revertê-lo na Colômbia”, afirmou. O fato de ter que sair para o jogo para buscar a vitória não assusta. Para a próxima partida, o América contará com os retornos do volante argentino Berti e do meia Hernandez, considerado o jogador mais habilidoso do time. O técnico espera que o atacante De Ávila esteja recuperado da lesão.” (Leonardo Oliveira, Zero Hora, 5 de junho de 1996)

 

 

 

ESTRECHO TRIUNFO DE GREMIO SOBRE AMÉRICA DE CALI

Un solitario gol de tiro libre de Luis Carlos Goiano, a los 31 minutos del primer tiempo, le dio la victoria a Gremio sobre el América de Cali, en partido de ida válido por las semifinales de la Copa Libertadores disputado anoche en Porto Alegre

El conjunto colombiano mostró un planteamiento bastante defensivo a lo largo de los 90 minutos, aunque en el complemento tuvo más el balón en su poder y le quitó agresividad a los brasileños que se vieron impedidos para aumentar la diferencia.” (EL TIEMPO 05 de junio 1996)

“AMÉRICA, UNA DERROTA QUE DEJA ESPERANZAS
El primer enfrentamiento entre Gremio y América, por las semifinales de la Copa Libertadores, terminó como se preveía: con victoria del equipo brasileño

Lo que no estaba en los planes de muchos era que el encuentro apenas terminara 1-0, ventaja pírrica si se tiene en cuenta que en la revancha, a jugarse la semana entrante, el onceno colombiano tendrá a su favor el jugar de local.

Y la verdad fue el equipo de Diego Edison Umaña después de un opaco primer tiempo, en la complementaria despertó un poco y le quito ritmo y empuje a su enemigo.

Ya en el trámite del choque, desde el pitazo inicial del juez paraguayo Oscar Velásquez se notó como se desarrollaría la historia.
Gremio, como local, dispuesto a atacar con todo y América, como visitante, dispuesto a defenderse con todo. Y así fue.

Los brasileños coparon todos los espacios, no dejaron pensar a su rival y poco a poco hacían méritos para irse en ventaja.

Los dirigidos por Umaña no querían saber nada del arco contrario. Henry Zambrano, su único delantero, nunca tuvo el espacio ni oportunidad ni nada para inquietar.

En ese orden de ideas, lo único que había que esperar era el minuto en que Gremio se iría adelante en el marcador. Y, claro, ese minuto llegó.

Eran los 31 cuando se produjo una falta en el medio campo americano y al cobro llegó Luis Carlos Goiano, quien de fuerte disparo llevó la alegría a las colmadas tribunas del estadio.

Esa fórmula, la del tiro libre, fue la preferida de los locales para llegar hasta el arco de Oscar Córdoba. Antes lo habían intentado dos veces con el paraguayo Francisco Arce (le hizo gol a Uruguay el domingo pasado, por las eliminatorias).

Otro camino ofensivo utilizado por los brasileños fue el de abrir las puntas, tirar centros y buscar el cabezazo de Jardel, táctica que casi les da resultado a los 40 minutos, pero el balón rebotó en el travesaño.

De América, muy pocas cosas para decir en el primer tiempo. Se defendió muy bien, pero no atacó.

En la complementaria, el técnico Umaña dejó en el camerino a Zambrano e ingresó al Pitufo De Avila.

Igualmente, los americanos salieron un poco más de su terreno y empezaron a tocar el balón en el medio aunque casi nunca inquietaron al arquero de Gremio.

Pese a todo, con ese toque, le quitaron velocidad a su rival, que veía como pasaban los minutos y la ventaja seguía siendo mínima teniendo en cuenta el cotejo de revancha en el Pascual Guerrero de Cali.

Las pocas oportunidades de gol creadas por el Gremio fue por intermedio de los tiros libres así consiguieron el gol en la inicial, pero en el complemento la táctica no les funcionó.” (EL TIEMPO 05 de junio 1996)

 

“TRANQUILIDAD AMERICANA PESE A LA DERROTA 1-0
Tras terminar el encuentro de ida de la Copa Libertadores jugado contra el Gremio, partido que se perdió por la mínima diferencia, el camerino de América estuvo tranquilo porque sus jugadores son conscientes que dentro de ocho días, cuando se juegue la revancha en Cali, existirán muchas posibilidades de acceder a la final de la Copa Libertadores.

Diego Edison Umaña, el técnico de América, se mostró bastante tranquilo por el resultado y dijo que con el 1-0 en contra tenemos muchas posibilidades de ganar en nuestro patio .

Hablando de lo visto a lo largo de los noventa minutos, el estratega colombiano dijo que vio mucho mejor a su equipo en el segundo tiempo. Nosotros tuvimos la pelota y le cerramos las posibilidades a ellos de llegar a la portería de Oscar (Córdoba), quien entre otras cosas tuvo una excelente noche .

Umaña dijo además que los brasileños se repitieron en los centros, lo que facilitó mucho el trabajo de la defensa americana.

Por otra parte, el estratega dijo que el 1-0 no es mucha ventaja para ellos, pero no podemos olvidar que este equipo tiene muchos pergaminos, entre ellos el de ser los actuales campeones de la Copa .

Finalmente, Umaña anotó que todavía faltan 90 minutos por jugar y que con seguridad en Cali la historia se escribirá distinto .

El volante Alex Escobar, que tuvo un buen manejo del balón especialmente en los últimos 45 minutos, dijo luego de terminado el encuentro que mostramos jerarquía y presencia. Creo que en el complemento tuvimos un poco más de manejo .

Sobre el encuentro a jugarse en Cali, El volante del barrio Obrero dijo que en nuestra cancha del Pascual haremos mejor las cosas y creo que sacaremos el resultado que nos permita enfrentar la final de la Copa .

Finalmente, el defensa James Cardona dijo sobre el encuentro que se saca un resultado que es remontable en la ciudad de Cali. La hinchada de aquí es buena. Estoy con optimismo y pienso que vamos a llegar a la final. ” (EL TIEMPO 05 de junio 1996)

 

 

Foto: Ronaldo Bernardi (Zero Hora)

 

OS DESEMPENHOS (Zero Hora, 5 de junho de 1996)
GRÊMIO AMÉRICA
Chutes a gol 12 2
Conclusões de cabeça 2 0
Escanteios cedidos 4 8
Faltas cometidas 10 14
Impedimentos 1 3

 

 

Grêmio 1×0 América de Cali

 

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Adilson e Roger; Dinho (João Antônio), Luis Carlos Goiano, Aílton e Emerson; Paulo Nunes e Jardel
Técnico: Luiz Felipe Scolari

AMÉRICA: Oscar Córdoba; Cardona, Bermudez, Asprilla e Maziri; Digñas, Cabrera, Ortegon e Escobar (Gonzalez); Oviedo e Zambrano (De Avila)
Técnico: Diego Umana

Libertadores 1996 – Semifinal – Jogo de ida
Data: 4 de junho de 1996, terça-feira, 21h35min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre
Público: 28.566 (22.045 pagantes)
Renda: R$ 225.740,00
Árbitro: Oscar Velazquez (Paraguai)
Auxiliares: Bonifacio Nuñez e Juan Ortiz
Cartões Amarelos: Adilson, Maziri, Córdoba e Digñas
Gol: Goiano, aos 30 minutos do 1° tempo


Brasileirão 2020 – São Paulo 0x0 Grêmio

October 19, 2020

O Grêmio não conseguiu sair do 0x0 com o São Paulo. A equipe gremista teve uma atuação razoável, mas ficou evidente que a ausência de Diego Souza no comando do ataque foi sentida. Mas a história do jogo poderia ter sido outro se a arbitragem tivesse sido minimamente decente.

O conjunto de árbitros deixou de dar um pênalti para o Grêmio e de expulsar dois atletas do São Paulo. É razoável imaginar que a má-arbitragem tenha alguma relação com a inaceitável mudança do responsável pelo VAR a pedido do São Paulo.

Na manhã de domingo o Presidente Romildo Bolzan afirmou que irá pedir a anulação da partida. Não sei se é a medida mais eficaz, mas o clube certamente não poderia deixar de se posicionar.

De forma alguma acho que a reclamação após o jogo é inválida, mas será que o Grêmio não deveria ter se posicionado assim que soube da mudança na escala do VAR?

A ida dos diretores do SPFC a CBF e foi noticiada na quinta. Nas mais de 48 horas até o jogo ninguém do Grêmio se manifestou publicamente sobre o acontecido.

No domingo, Salvio Spinola (comentarista de arbitragem na transmissão da Rede Globo) disse que a a foi pênalti para o Grêmio contra o Santos. Contudo, o presidente da comissão de arbitragem da CBF, Leonardo Gaciba afirmou que 100% dos comentaristas concordaram com a arbitragem.  Ninguém do Grêmio retrucou. Ficou por isso mesmo.

Acho que o clube deveria ser um pouco mais pró-ativo nessas questões envolvendo a arbitragem.

 

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

 

SÃO PAULO: Tiago Volpi; Daniel Alves, Diego Costa, Bruno Alves e Reinaldo; Luan Silva, Tchê Tchê, Gabriel Sara (Toró, aos 33’/2ºT) , Luciano (Tréllez, aos 42’/2ºT) e Igor Gomes (Vitor Bueno, aos 19’/2ºT); Brenner (Paulinho Bóia, aos 33’/2ºT)
Técnico: Fernando Diniz

GRÊMIO: Vanderlei; Orejuela, Geromel, Kannemann e Cortez; Maicon (Lucas Silva, aos 26’/2ºT), Matheus Henrique, Alisson (Thaciano, aos 13’/2ºT), Isaque (Jean Pyerre, aos 26’/2ºT) e Pepê; Luiz Fernando (Ferreira, aos 21’/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

17ª Rodada – Brasileirão 2020
Data: 17 de outubro de 2020, sábado, 21h00min
Local: Morumbi, em São Paulo-SP
Árbitro: Rafael Traci (SC)
Assistentes: Henrique Neu Ribeiro e Helton Nunes (ambos de SC)
VAR: Elmo Alves Resende Cunha (GO)
Cartões amarelos: Daniel Alves, Luan, Igor Gomes e Vitor Bueno. Geromel e Kannemann

Brasileirão 1973 – São Paulo 1×0 Grêmio

October 17, 2020

Foto: Correio do Povo

O isolamento imposto pela pandemia me forçado a fazer um exercício de tentar postar material inédito sem retornar aos museus.

Esse jogo do post foi a primeira derrota do Grêmio para o São Paulo em uma competição oficial. Era partida válida pela segunda fase do Brasileirão de 1973 (que foi disputado até fevereiro de 1974).

É interessante notar que a Folha de São Paulo considerou o desempenho do juiz Arnaldo Cezar Coelho como “fraco”, enquanto no Jornal do Brasil considerou sua atuação como “excelente”.

Ancheta é um dos jogadores gremista que eu mais lamento não poder ter visto jogar. Aqui ele foi novamente muito elogiado, mesmo tendo feito um gol contra (vale lembrar que ele recebeu a “Bola de Ouro” da Placar como melhor jogador daquela edição do Brasileirão).

O GRÊMIO PERDEU NO PRIMEIRO TEMPO

O Grêmio precisava pelo menos empatar com o São Pauto, no Morumbi, pala garantir, assim, uma campanha razoável no Campeonato Nacional de Clubes, fase semifinal. Mas o São Paulo começou melhor, mais organizado, um time disposto, que foi escalado minutos antes do jogo sem o seu principal jogador — Pedro Rocha —, vetado pelo departamento médico, e ganhou de 1 o 0.

O técnico Poy foi obrigado a recuar Zé Carlos e deu chance para o ex-juvenil Silva ser o terceiro homem de meio-campo. O Grêmio começou a partida mostrando claramente que pretendia empatar o jogo, na verdade um bom resultado. Notava-se nos primeiros movimentos que seria difícil conter o São Paulo, um time com ímpeto e decisão em todas as jogadas, principalmente pela ponta esquerda, onde seu garoto de 19 anos — Zé Roberto — crescia a cada lance, a ponto de terminar como o melhor atacante sampaulino, superando até Mirandinha, cotado para a seleção. Zé Roberto, embora bom jogador, mostrou-se extremamente violento, chegando a tirar de campo o lateral direito Cláudio, com suspeita de fratura.

O GOLO
A saída de Cláudio obrigou Froner a tirar Beto do banco de reservas (ele acabaria sendo no final o melhor da defesa) para coloca-lo no lugar de Renato, deslocando este para a lateral direita. Nos primeiros movimentos Renato teve dificuldade de adaptação e enquanto ele procurava se entrosar melhor na posição surgiu o golo da vitória. Zé Carlos serviu a Gilberto, lateral esquerdo, que se soltou para o ataque e na altura da meia-esquerda, com Carlos Alberto e Renato a marca-lo, saiu o passe para Zé Roberto, livre na ponta esquerda. O jogador recolheu e chutou forte e cruzado na direção do golo. O goleiro Picasso saiu certo mas Ancheta, tentando defender de cabeça, desviou a trajetória do chute, tendo a bola parado no fundo da rede. Daí em diante o Grêmio começou a crescer e terminou o primeiro tempo melhor que o São Paulo.

SEGUNDO TEMPO
Na etapa complementar o Grêmio poderia ter empatado, e até fez várias jogadas para que seus avantes assinalassem, se o São Paulo conlassem, e o São Paulo continuava se defendendo. Com a tentativa de tornar o time mais ofensivo, Froner lançou Mazinho retirando Paulo Sérgio. A melhor oportunidade surgiu num chute com barreira que Loivo atirou no poste direito com Valdir Perez já batido. Minutos antes Mazinho entrou livre pelo meio e quase marcou num cruzamento de Carlinhos, não fosse a excelente colocação e defesa parcial do goleiro paulista. Faltavam dois minutos quando o Grêmio construiu a última jogada para empatar a partida, através de Tarciso. O ponta de lança recebeu na entrada da área e atirou com o pé esquerdo, rente ao poste. O Grêmio perdeu jogando bem no segundo tempo.” (Correio do Povo, terça-feira, 22 de janeiro de 1974)

S.PAULO DERROTA GRÊMIO MESMO SEM MERECER

São Paulo (Sucursal) — O empate seria o resultado mais justo ontem à tarde, no Morumbi, mas o São Paulo conseguiu vencer o Grêmio por 1 a 0, gol do zagueiro Ancheta, contra, depois de forte chute do ex-juvenil Zé Roberto. O juiz foi Arnaldo César Coelho, com excelente atuação, e a renda somou Cr$ 125 mil 167.

O São Paulo foi melhor no início e quando o Grêmio reagiu, a partir dos 20 minutos, acabou sofrendo o gol contra. A partida foi monótona no primeiro tempo mas na etapa final surgiram as melhores jogadas, que acabaram agradando o público regular que foi ao Morumbi.

O gol contra

A torcida do São Paulo já estava preocupada com a reação do Grêmio, que iniciou a partida sem muita organização. Após uma investida sem objetividade, o time paulista marcou o gol, com um chute de Zé Roberto, desviado por Beto. Picasso não teve condições de defesa.

No segundo tempo o São Paulo procurou manter o resultado e o Grêmio deixou de jogar na retranca, organizando melhor seu ataque, embora sem sorte nas finalizações. A equipe gaúcha passou a comandar as ações mas o goleiro Valdir não se descuidou. Carlos Froner reforçou o time, substituindo Paulo Sérgio por Mazinho. Tarciso, um bom jogador, ganhou um companheiro mais eficiente, e a defesa adversaria foi pressionada até o final. Aos 41 minutos Loivo perdeu a melhor oportunidade de empate, chutando na trave.” (Jornal do Brasil, Segunda, feira, 21 de janeiro de 1974)

São Paulo 1×0 Grêmio

SÃO PAULO: Valdir Perez; Pablo Forlan, Paranhos, Arlindo e Gilberto; Chicão, Zé Carlos e Silva (Jesum): Piau, Mirandinha e Zé Roberto
Técnico: Poy

GRÊMIO: Picasso; Cláudio (Beto Bacamarte), Ancheta, Renato Cogo e J.Tabajara: Carlos Alberto, Paulo Sérgio (Mazinho) e Humberto Ramos; Carlinhos, Tarciso e Loivo
Técnico: Carlos Froner

Brasileirão 1973 – Segunda Fase – 3ª Rodada
Data: 20 de janeiro de 1974, domingo
Local: Morumbi, em São Paulo-SP
Público: 14.025 pagantes
Renda: Cr$ 125.167,00
Árbitro: Arnaldo Cezar Coelho
Auxiliares: Moacir Miguel dos Santos e Wanderley Moreira Ferreira
Gol: Ancheta (contra), aos 20 minutos do primeiro tempo

Brasileirão 2020 – Grêmio 3×1 Botafogo

October 15, 2020

Foto: Lucas Uebel (Grêmio.net)

“Vencemos e jogamos bem”. Foi a primeira vez que Renato pode falar essa frase no Brasileirão. Porque de fato a equipe se portou bem, especialmente na etapa final, na qual atuou a sua maior parte com um jogador a menos.

A frase “Unidos para o que der e vier” saiu da camiseta. Acho melhor. Por mais positiva que fosse essa mensagem, há outros modos de transmitir esse conceito sem acrescentar mais um elemento no uniforme

Foto: Lucas Uebel (Grêmio.net)

 

GRÊMIO: Vanderlei, Victor Ferraz, Pedro Geromel, Rodrigues e Diogo Barbosa; Matheus Henrique, Maicon (Lucas Silva) e Robinho (Isaque); Alisson, Diego Souza e Pepê (Cortez)
Técnico: Renato Portaluppi

BOTAFOGO: Diego Cavalieri, Kevin, Sousa (Kelvin), Kanu e Victor Luís; Caio Alexandre (Lecaros), Rentería (Cícero) e Guilherme Santos (Honda); Rhuan (Kalou), Matheus Babi e Pedro Raul
Técnico: Bruno Lazaroni

16ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2020
Local: Arena Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Data: 14 de outubro de 2020, quarta-feira, 19h15min
Hora: 19h15 (de Brasília)
Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (SP)
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Daniel Luis Marques (SP)
VAR: Jose Claudio Rocha Filho (SP)
Cartões amarelos: Matheus Henrique, Rodrigues e Maicon (Grêmio); Guilherme Santos, Matheus Babi e Kevin (Botafogo)
Cartão vermelho: Diego Souza
Gols: Diego Souza, aos 33 minutos do primeiro tempo; Matheus Babi, aos 40min do primeiro tempo; Pepê, aos 2 e 20 minutos do segundo tempo

Brasileirão 1971 – Grêmio 1×1 Botafogo

October 14, 2020

Foto: Correio do Povo

O primeiro confronto entre Grêmio e Botafogo pelo Brasileirão aconteceu em agosto de 1971, empate em 1×1 no Olímpico com gols de Loivo e Roberto Miranda.

O curioso é que o tricolor recebeu o Fogão duas vezes nessa edição do Campeonato Brasileiro. As duas em um domingo as 15h30min. As duas apitadas por Oscar Scolfaro. As duas terminaram empatadas em 1×1. Nas duas as equipes usaram a mesma combinação de uniformes, só que na partida de agosto o Botafogo utilizou camisas de manga longa.

 

BOTAFOGO JOGA BEM E ALCANÇA NOVO EMPATE

Porto Alegre (Sucursal)— Dessa vez o Grêmio contou com o apoio de sua torcida, o que não vinha acontecendo ultimamente. Mas não conseguiu vencer o Botafogo, embora marcasse um gol logo no primeiro minuto de jogo, circunstancia que significa quase a vitória para quem está jogando em casa e é um time forte. Os gaúchos tiveram o comando da partida apenas nos 20 minutos iniciais; partir daí foram empurrados para seu próprio campo pelos cariocas, que chegaram ao empate aos 24 minutos do tempo final, gol conquistado por Roberto. E o Botafogo teve outras oportunidades para chegar à vitória, principalmente em lances criados por Zequinha — passou sempre por Everaldo. O Grêmio, acostumado a jogar na defesa, explorando o contra-ataque, ficou meio perdido, mesmo depois de seu gol, Isso porque tinha a obrigação moral de atacar, encontrando a defesa do Botafogo muito bem plantada. O gol gaúcho foi marcado por Loivo, quando muita gente ainda estava procurando um melhor lugar nas arquibancadas do Olímpico. Ambas as equipes se mantêm Invictas no Campeonato Nacional, o Grêmio com duas vitórias e três empates e o Botafogo com quatro empates” (Jornal do Brasil, 24 de agosto de 1971)

 

Foto: Assis Hoffmann (Placar)

 

GRÊMIO: Jair; Valdir Espinosa, Ari Hercílio, Beto Bacamarte e Everaldo; Gaspar(Caio), Jadir e Torino; Flecha(Bira), Scota e Loivo
Técnico: Otto Glória

BOTAFOGO: Ubirajara, Mura, Brito, Osmar e Valtencir; Carlos Roberto e Luís Cláudio; Zequinha, Roberto Miranda, Nei Oliveira(Silva) e Paulo Cesar Caju
Técnico: Paraguaio

Campeonato Brasileiro 1971 – 1ª Fase – Grupo B – 5ª Rodada
Data: 22 de agosto de 1971, domino, 15h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Renda: Cr$ 130.437,50
Juiz: Oscar Scolfaro
Auxiliares: Zeno Escobar Barbosa e Aírton Bernardoni
Gols: Loivo, aos 3 minutos do 1º tempo; Roberto Miranda aos 23 minutos do 2º tempo

Brasileirão 2020 – Santos 2×1 Grêmio

October 13, 2020

Foto: Ivan Storti (Santos FC)

Esse foi o 14º compromisso do Grêmio no Brasileirão 2020. Desse 14 jogos eu diria que só contra o Flamengo o Grêmio teve uma atuação convincente. Em algumas poucas partidas ganhou sem convencer. Em outras até foi superior ao seu adversário, mas não venceu. E em boa parte delas jogou mal e não conseguiu um resultado positivo. O jogo da Vila Belmiro sem dúvida entra nessa última categoria.

Renato reclamou de um pênalti não marcado para o Grêmio. A reclamação tem fundamento. O braço de Felipe Jonatan estava ou não estava “em posição antinatural” como prevê o texto da página 112 do livro de regras? Esse lance não semelhante ao que foi marcado pênalti de Cortez no último Gre-Nal?

Foto: Lucas Uebel (Grêmio.net)

 

Santos 2×1 Grêmio

SANTOS: João Paulo; Pará, Lucas Veríssimo, Luan Peres e Felipe Jonatan (Laércio, 40’2/ºT); Jobson, Diego Pituca e Jean Mota (Madson, aos 29’/2ºT); Marinho, Arthur Gomes e Kaio Jorge (Lucas Lourenço, aos 43’/2ºT).
Técnico: Cuca

GRÊMIO: Vanderlei; Orejuela, Paulo Miranda (Rodrigues, aos 7’/2ºT), David Braz e Cortez (Diogo Barbosa, aos 24’/2ºT); Lucas Silva (Maicon, aos 24’/2ºT), Thaciano e Robinho (Isaque, intervalo); Luiz Fernando, Pepê e Diego Souza (Everton, aos 39’/2ºT).
Técnico: Renato Portaluppi

15ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2020
Data: 11 de outubro de 2020, domingo, 16h00min
Local: Vila Belmiro, em Santos-SP
Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC)
Assistentes: Kleber Gil e Éder Alexandre (SC)
VAR: Wagner Reway (PB)
Cartões amarelos: Jobson, Marinho (Santos); Robinho, David Braz, Rodrigues (Grêmio)
Cartão vermelho: David Braz (Grêmio)
Gols: Marinho (de pênalti), aos 19 minutos do primeiro tempo; ; Diego Souza, aos 27 minutos do segundo tempo ( e Marinho (de pênalti) aos 33 minutos do segundo tempo (Santos)

Brasileirão 1985 – Santos 1×1 Grêmio

October 11, 2020

 

No Brasileirão de 1985, Santos e Grêmio se enfrentaram no Morumbi em jogo da primeira fase. Um gol sofrido nos acréscimos impediu que o tricolor saísse de São Paulo com a vitória.

Foi o jogo que antecedeu o Gre-nal do primeiro turno do Brasileirão daquela temporada. A estreia de Alejandro Sabella já era cogitado, mas isso só foi acontecer duas semanas mais tarde.

EMPATE NO FINAL CASTIGA O GRÊMIO
Gaúchos lutaram muito e se frustraram com gol do Santos no último minuto

A forma como o Grêmio empatou com o Santos de 1×1, ontem à noite, em São Paulo, pode não ter agradado aos torcedores que assistiram à partida pela televisão. Afinal, o time estava vencendo a partida até os 45 minutos do segundo tempo e, 30 segundos depois, surgiu o gol do Santos. No entanto, com esse resultado, o Grêmio mantem sua invencibilidade, assegurou seis pontos e continua líder do grupo A (o Fluminense tem cinco pontos e um jogo a menos).

Com exceção de escassos cinco minutos de partida, quando o Santos ameaçou uma pressão na área, o Grêmio realizou boa partida no segundo tempo. Defendeu-se bem e teve tranquilidade e técnica para sair jogando de seu campo com absoluta autoridade. No entanto, essa boa atuação não tinha correspondência ofensiva, pois além de Luis Fernando estar sem criatividade o centroavante Roberto César submetia-se à marcação dos zagueiros. Assim, a armação das jogadas ficava sob a responsabilidade do talento de Valdo, que realizou excelente primeiro tempo. Mas as chances de gols foram raras.

No início do segundo tempo, o Santos novamente procurou decidir a partida de saída e teve duas boas conclusões e duas grandes defesas de Mazaropi. Aos 24 minutos, com o gol de Renato, o Grêmio (desde os 13 minutos com Tarciso no lugar de Ademir) estabilizou-se em campo, tocou a bola com calma e esperou a reação do Santos. Aos 32, Minelli decidiu assegurar a vitória e retirou Roberto César, colocando Sérgio Peres para estabelecer a igualdade de quatro jogadores no meio-campo. O time, é verdade, ficou mais protegido m., num lance isolado, 30 segundos além do tempo regulamentar, o Santos conseguiu o empate através de Humberto. O momento em que surgiu o empate é que frustrou o Grêmio. mas o resultado foi bom para um time que está em formação e ainda invicto na Taça de Ouro.” (Pedro Macedo, Zero Hora, sexta-feira, 8 de fevereiro de 1985)

O placar

RENATO para o Grêmio — 1×0 aos 24 minutos do segundo tempo — Depois de uma boa jogada de Ronaldo pela direita, a bola sobrou para Renato que, da entrada da área, pela meia direita, bateu forte de pé esquerdo. A bola raspou em Chiquinho, enganou o goleiro Silas e entrou no canto direito.

HUMBERTO para e Santos — 1×1 a 45min30seag — Jaime Boni levantou a bola na área , Lima tocou de cabeça, para baixo e Marinho bateu com o joelho na bola. Humberto, quase na área pequena, acertou uma bicicleta maravilhosa, indefensável. A bota entrou no angulo direito de Mazaropi.

Atuação do juiz
Nei Andrade Nunes Mala teve uma arbitragem tranqüila do ponto de vista disciplinar. Mas, tecnicamente, ficou claro que ele tem alguns defeitos, pois coloca-se mal em campo e engana-se com freqüencia na marcação das infrações Os auxiliares estiveram bem. NOTA 7.” (Zero Hora, sexta-feira, 8 de fevereiro de 1985)

TIME DE MINELLI SÓ SERÁ DEFINIDO DOMINGO
O técnico Rubens Minelli deixou o gramado do estádio ido Morumbi, rumo ao vestiário, lamentando o empate: “Sofremos um gol em cima da hora, Infelizmente isto aconteceu quando já sentíamos a vitória”, reclamava o técnico do Grêmio. O preparador físico Gilberto Tim, no entanto, achou o resultado justo: “Futebol é assim. E só o time vacilar um segundo e…”.

Depois, no vestiário. Minelli achou o resultado bom. Achou seu time brilhante nos primeiros 30 minutos: “Aí aconteceu uma desarrumação no meio-campo, corrigida no Intervalo. Melhoramos novamente no segundo tempo, fizemos o gol, mas depois, numa desatenção, surgiu o empate”. Sobre o Gre-Nal, Minelli falou pouco. Mas disse que o Inter “é merecedor do favoritismo, em conseqüencia dos títulos conseguidos em 84, já que o Grêmio não ganhou nada no ano passado”. O time ele só define no domingo. Porém garantiu que Sabella não tem possibilidades de jogar.” (Zero Hora, sexta-feira, 8 de fevereiro de 1985)

Fotos: Zero Hora

 

Santos 1×1 Grêmio

 

SANTOS: Silas; Chiquinho, Davi, Toninho Carlos e Jaime Bôni; Dema, Gilberto Costa (Formiga, 30 do 2ºT) e Humberto; Mário Sérgio (Mazinho Oliveira 27 do 2ºT), Lima e Zé Sérgio
Técnico: Castilho

GRÊMIO: Mazaropi; Ronaldo, Baidek, Luis Eduardo e Casemiro; China, Valdo e Luis Fernando (Ademir); Renato Portaluppi, Roberto César (Sérgio Peres, 31 do 2ºT) e Ademir (Tarciso 12 do 2ºT)
Técnico: Rubens Minelli

Brasileirão 1985 – 1ª Fase – 1º Turno – 4ª Rodada
Data: 7 de fevereiro de 1985, quinta-feira, 21h00min
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo-SP.
Público: 8.298 (7.750 pagantes e 548 menores)
Renda: Cr$ 41.656.000
Árbitro: Nei Andrade Nunes Maia
Auxiliares: Garibaldo Mattos e Djamie Sampoaio
Cartões Amarelos: Baidek, Ronaldo e Humberto
Gols: Renato, aos 23 do 2º tempo e e Humberto aos 45 do 2º tempo