Copa do Brasil 2001 – Grêmio 2 x 1 São Paulo

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Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

 

Na Copa do Brasil de 2001, o Grêmio venceu o São Paulo por 2×1 no Olímpico, pelo jogo de ida das quartas de final.

Foi uma mostra de força gremista, que buscou a vitória mesmo com os importantes desfalques de Anderson Lima, Rodrigo Mendes e Marcelinho Paraíba

 

Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

 

“SÃO PAULO SOFRE PRIMEIRA DERROTA NA COPA DO BRASIL
Equipe paulista perde por 2 a 1 e precisa de vitória por 1 a 0 no Morumbi

O São Paulo perdeu ontem a sua invencibilidade na Copa do Brasil ao ser derrotado pelo Grêmio por 2 a 1, no estádio Olímpico, em Porto Alegre. A equipe do técnico Oswaldo Alvarez havia vencido as suas cinco partidas anteriores na competição e precisa de uma vitória por 1 a 0, no Morumbi, quarta-feira, para ir às semifinais. Alvarez, que estava hospitalizado e teve alta ontem pela manhã, comandou o time de uma cabine, enquanto o auxiliar Ivo Secchi ficou no banco de reservas. A equipe da casa foi mais ofensiva desde o início, sem se descuidar na marcação. Os meias e atacantes souberam marcar os defensores adversários, o que deixou os são-paulinos com dificuldades para armar as suas jogadas. Aos 9min, o Grêmio abriu o placar com Warley, ex-jogador do São Paulo. Sem marcação, ele rebateu a bola após Rogério tentar defender cobrança de falta feita pelo meia Zinho. Os gaúchos tentaram seguir no ataque, mas o São Paulo não demorou para empatar. Reginaldo Araújo cruzou para França, dentro da área, chutar e marcar, aos 15min do primeiro tempo. Foi o sexto gol do artilheiro são-paulino na competição. O Grêmio continuou com a posse de bola por mais tempo até o final da primeira etapa. No começo do segundo tempo, o clube de Porto Alegre conseguiu ser ainda mais ofensivo do que nos primeiros 45 minutos. Aos 2min, a equipe já havia desperdiçado duas chances para marcar. Mas os gaúchos não mantiveram esse ritmo por muito tempo. Como o rival já não fazia uma marcação eficiente, o São Paulo passou a ser mais ofensivo. Mas os atacantes França e Ilan, que aos 30min saiu para a entrada de Fabiano Souza, não conseguiram finalizar as jogadas. Ao contrário da etapa anterior, foram os gaúchos que passaram a optar pelos contra-ataques. Mesmo sem corrigir as suas falhas, o Grêmio chegou ao segundo gol, aos 38min. Após cobrança de escanteio, Eduardo Costa chutou da entrada da área, a defesa tentou tirar a bola, mas ela sobrou para Marinho, que desempatou. O goleiro Rogério reclamou de impedimento do autor do gol.” (Folha de São Paulo, quinta-feira, 17 de maio de 2001)

 

Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

GRÊMIO DERROTA O SÃO PAULO NO OLÍMPICO PELA COPA DO BRASIL
O Grêmio derrotou o São Paulo por 2 a 1, ontem à noite, em Porto Alegre, no jogo de ida das quartas-de-final da Copa do Brasil 2001. Agora, na partida de volta, na próxima semana, em São Paulo, o tricolor porto-alegrense precisará do empate ou de derrotas por diferença de um gol a partir de 2 a 3. Se o São Paulo devolver o 2 a 1 a vaga será decidida nos pênaltis. E se ganhar por 1 a 0 passará às semifinais. No primeiro tempo de ontem o Grêmio foi arrasador, lembrando o time com alma castelhana dos tempos de Felipão em 94 e 95. E largou na frente com um gol de Warley aos 9 minutos, aproveitando um rebote do goleiro Rogério Ceni após cobrança de falta de Zinho. Mas cinco minutos depois, aos 14, o goleador França empatou num vacilo da zaga gremista. Na segunda parte, o tricolor gaúcho diminuiu o ritmo e o tricolor paulista equilibrou. Mas as chances de gol foram do Grêmio, que pararam nas mãos do ótimo goleiro Rogério Ceni. Aos 39 ele não pode evitar que Marinho, embaixo da meta, marcasse o gol da vitória. Ele aproveitou-se de uma bola chutada por Eduardo Costa que bateu em Fábio Simplício.” (Diário Popular17/05/2001)

Foto: Ricardo Giusti (Correio do Povo)

“GRÊMIO GANHA COM GARRA INCOMUM
Time faz 2 a 1 no São Paulo mostrando muita determinação. Precisa de um empate para estar na semifinal da Copa do Brasil

O Grêmio venceu o São Paulo por 2 a 1, ontem, no Olímpico. Agora, a equipe de Tite precisa de apenas um empate contra os paulistas, no Morumbi, para garantir a vaga à semifinal da Copa do Brasil. Derrota a partir de 3 a 2 também classificará o Grêmio. Para o São Paulo a vitória de 1 a 0 já é suficiente. Uma derrota gremista por 2 a 1 levará a decisão para os pênaltis.

Jogando com uma vontade incomum, o Grêmio atacou desde o início. Depois de intensa pressão, Warley fez 1 a 0, aos 9 minutos. Luiz Mário sofreu falta na entrada da área. Zinho cobrou e Rogério Ceni espalmou para a frente. A bola bateu no peito de Warley e entrou. A resposta paulista veio logo em seguida. Aos 14, Souza se aproveitou de um erro da defesa, invadiu a área e passou para França empatar. O Grêmio não se abalou e voltou a atacar. Apesar da vontade, o ritmo já não era o mesmo. Aos 33, porém, Tinga deixou Warley na frente do goleiro, que fez grande defesa.

No 2º tempo, o Grêmio voltou revigorado ao ataque. A 1 minuto, Zinho bateu e Ceni espalmou. Na seqüência, cruzamento de Itaqui, a defesa afastou e Tinga bateu a gol, mas Wilson salvou. No rebote, novo cruzamento; a bola sobrou para Zinho, que chutou para fora.

Depois do susto inicial, o São Paulo equilibrou o jogo. Aos 27, Warley foi substituído por Cláudio. “Não entendi nada”, protestou ele ao deixar o campo. Aos 38, o gol da vitória. Zinho cobrou escanteio, a defesa afastou e Eduardo Costa, no rebote, bateu a gol. Simplício salvou com o peito e Marinho, ao lado da trave esquerda, esticou a perna e empurrou a bola para o gol.” (Correio do Povo, quinta-feira, 17 de maio de 2001)

“PELO EMPATE NO MORUMBI

É ruim levar gol em casa, mas não é nada desesperador. Importante mesmo é vencer.

Especialmente para o novo Grêmio do técnico Tite: agressivo, ousado, que não escolhe lugar nem hora para ir ao ataque com energia. Os 2 a 1 de ontem, contra o São Paulo, darão  vaga com qualquer empate ou derrota partir de 3 a 2 (2 a 1 dá pênaltis). Vitória de 1 a 0 ou por mais de um gol de diferença classifica o São Paulo.

Mas convém tirar lições da merecida e justa vitória de ontem.

Uma deles é que o Grêmio torou-se um tanto óbvio sem os deslocamentos rápidos de Marcelinho e Rodrigo Mendes. As jogadas de ataque da dupla ofensiva reserva se resumi-quase que exclusivamente a disparadas e cruzamentos de Luiz Mário pelo lado direito. Warley fez o gol, meio sem querer, embora estivesse ali, acima do lance, depois da falta batida por Zinho e da ótima defesa parcial de Rogério Ceni, aos nove minutos. Com nitidez , apareceu a falta de centroavante de oficio, o chamado camisa 9 de “referência”, como dizem os especialistas.

 Só para se ter uma idéia: com dois minutos do primeiro tempo, o Grêmio já tinha erguido cinco bolas para a área, todas da linha de fundo, sempre pelo lado direito. Todas terminaram nas mãos de Rogério ou foram tiradas pelos fracos zagueiros Jean e Wilson. A crena se repetiu o jogo todo, com pequenas variações. E o Grêmio não conseguiu encontrar alternativas ofensivas para o problema. Energia e disposição sobraram, registre-se. Bem como disciplina tática. Só que o São Paulo, ao contrário do Fluminense, é bem mais veloz, organizado. Sem falar na qualidade técnica. É mais difícil marcar Carlos Miguel do que Ramon, assim como França é infinitamente mais matador na estocada final e inteligente com a bola nos pés do que Marco Brito.

Tanto que o gol de empate do São Paulo foi dele, França, após bobeira da zaga. O arremesso lateral foi cobrado para Reginaldo Araújo, livre de marcação. Ele cruzou para trás e o artilheiro não perdoou.

No segundo tempo, o Grêmio voltou fulminante. Perdeu três gols incríveis em 2min20s. Zinho chutou forte e Rogério Ceni, o melhor em campo do São Paulo, fez grande defesa, fechando o ângulo. Itaqui cabeceou fraco, sem goleiro, e Wilson tirou de cima da linha. Zinho, também sem goleiro, errou o alvo logo em seguida. Depois, o ânimo arrefeceu. Mas Tite mexeu certo no time.

Fábio Baiano entrou no lugar de Itaqui e Cláudio no de Luiz Mário. Aos 38 do segundo tempo, Eduardo Costa chutou de dentro da área. A bola bateu no braço de Wilson e ficou picando em cima da linha, rente ao poste direito. Marinho, o melhor do Grêmio, empurrou para dentro. Outra vez a estrela de Tite, que segurou Eduardo e liberou Marinho, convertido em atacante várias vezes.

A nota negativa foi o público escasso: 16, 4 mil pessoas. Pouco para um jogo tão importante — mesmo descontados o frio, o horário e o dinheiro escasso. Quem foi estádio, porém, empurrou o time até o fim. A partida de volta será na próxima quarta-feira.” (Diogo Olivier, Zero Hora, quinta-feira, 17 de maio de 2001)

“O GOL COMO PRÊMIO AO FUTEBOL DE MARINHO
Copa do Brasil –  Zagueiro mostra recuperação depois de atuações ruins e deixa o gamado como o maior destaque do Grêmio

Se restava ainda alguma dúvida quanto a total recuperação de Marinho depois da crise técnica que levou a diretoria a tentar negociá-lo, ela desapareceu por completo ontem à noite. Melhor jogador em campo, o zagueiro teve sua atuação coroada com a marcação do segundo gol.

Execrado no começo do ano, em conseqüência das sucessivas falhas, o zagueiro teve seu nome gritado em coro pela torcida após a partida.

— Jogador tem que ter personalidade. E eu tenho — desabafou Marinho.

Humilde, ele preferiu valorizar o esquema montado pelo técnico Tite, que permite suas chegadas freqüentes ao ataque. Na sua avaliação, cada um dos jogadores do Grêmio merecia ter deixado o gramado com um troféu de destaque da partida nas mãos.

O presidente José Alberto Guerreiro voltou a elogiar o esquema tático montado por Tite, enfatizando que todos os jogadores têm a mesma capacidade de doação.

 — Encaixotamos o adversário com a nossa marcação. Tite soube dar esse espírito ao grupo — disse Guerreiro.

O capitão Zinho também saudou a recuperação do companheiro, dizendo que a fé do zagueiro em Deus ajudou na sua recuperação.” (Zero Hora, quinta-feira, 17 de maio de 2001)

 

Foto: Edison Vara (Placar)

Grêmio 2×1 São Paulo

GRÊMIO: Danrlei, Marinho, Mauro Galvão e Anderson Polga; Itaqui (Fábio Baiano 28 do 2ºT), Tinga, Eduardo Costa, Zinho e Rubens Cardoso; Luís Mário (Roger 42 do 2ºT) e Warley (Cláudio Pitbull 29 do 2ºT).
Técnico: Tite

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Reginaldo Araújo, Jean, Wilson e Gustavo Nery; Alexandre (Kaká), Fábio Simplício, Carlos Miguel e Souza (Júlio Baptista); França e Ilan (Fabiano Souza)
Técnico: Ivo Cecchi (auxiliar)

Copa do Brasil 2001 – Quartas de Final – Jogo de Ida
Data: 16 de maio de 2001, Quarta-feira, 21h45min
Local: Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 16.450 (15.082 pagantes)
Renda: R$ 95.254,00
Juiz: Luciano Augusto Teotonio Almeida (FIFA-DF)
Auxiliares: Jorge Paulo Gomes e Nilson Alves Carrijo
Cartões Amarelos: Rogério Ceni, Jean, Gustavo Nery, Alexandre, Souza, Fabiano Souza
Gols: Warley, aos 9 minutos do 1º tempo; França aos 14 minutos do 1º tempo e Marinho aos 36 minutos do 2º tempo

One Response to “Copa do Brasil 2001 – Grêmio 2 x 1 São Paulo”

  1. Confrontos contra o São Paulo pela Copa do Brasil em Porto Alegre | Grêmio1983 Says:

    […] « Copa do Brasil 2001 – Grêmio 2 x 1 São Paulo […]

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