Archive for January, 2021

Brasileirão 1981 – Grêmio 1 x 0 Corinthians

January 31, 2021

Foto: Luiz Avila e Vilmar Calistro (Zero Hora)

Há exatos 40 anos o Grêmio fez sua quinta partida no Brasileirão de 1981, vencendo o Corinthians por 1×0 no Olímpico (gol marcado numa cabeçada de Tarciso).

Foi a primeira atuação unanimemente convincente do tricolor. De León foi um dos destaques Grêmio, recebendo nota 9 na cotação da Zero Hora e sendo o personagem da reportagem da Placar daquela semana.

Foto: Telmo Cúrcio da Silva  (Zero Hora) 

Foto: Luiz Avila e Vilmar Calistro (Zero Hora)

“VITÓRIA VALEU A LIDERANÇA DO GRUPO B
No sábado, o Grêmio venceu e mostrou um bom futebol. Agora é a vez da Portuguesa

A vitória de 1 a 0 diante do Corintians, sábado a tarde, deve ter deixado satisfeitos os torcedores do Grêmio que estiveram no Estádio Olímpico. E por dois motivos: o primeiro a liderança do grupo B junto com o Botafogo; o segundo a mais importante, todos puderam perceber na equipe um esquema bem definido, um bom esquema tático onde o talento de De León acabou utilizado era sua totalidade, ficando certos os torcedores – definitivamente – que o zagueiro uruguaio em seguida será o grande desta que do Grêmio pela sua seriedade e liderança, além de sua liderança, agora bem explorada pela equipe

 Nos primeiros minutos de logo, é possível que alguns torcedores tivessem chegado a imaginar que o Grêmio repetiria a atuação ruim da partida contra a Desportiva – o Corintians ficou todo em seu próprio campo e o Grêmio não conseguia uma boa jogada ofensiva. Engano de quem pensou assim, pois o time começou a pressionar bastante, só errando por não explorar mais as jogadas pelas pontas.

 Mesmo esquecendo, às vezes, de Tarciso e Odair, o time aos poucos tomou conta do adversário e ficou buscando penetrações Aos 21 minutos, Flávio colocou uma bola atrás de Djalma para que Baltazar entrasse livre, mas o centroavante bateu torto perdeu o gol. Aos 24, numa cobrança de escanteio, Zé Maria rebateu mal e Odair teve outra chance, chutando para fora. Aos 37 novamente Baltazar deixou de marcar, pois ficou só na frente do goleiro depois de um lançamento de De León, e permitiu que Djalma tocasse para escanteio. Sete minutos depois, Tarciso teve espaço para o cruzamento e colocou a bola na área. Renato Sá penetrou atrás de Amaral mas tocou na bola com a cabeça e com o ombro, na frente de Solitinho — a bola saiu pela linha de fundo.

Poucos erros

Enquanto isso, Leão não precisou fazer uma única defesa, o que evidenciou que o Grêmio havia conseguido uma síntese importante em futebol: atacou com frequência sem jamais arriscar-se a um contra-ataque do adversário. Assim, a vitória do primeiro tempo a partir dos 42 minutos com o gol de Tarciso estabelecia claramente a superioridade do Grêmio sobre um Corintians irreconhecível — lento, sem criatividade nem força para uma tentativa ofensiva.

No segundo tempo apareceram alguns defeitos no Grêmio, principalmente durante os 15 primeiros minutos – o Corintians deu a impressão de que recuperara sua força no vestiário, procurando lugar com Vaguinho na direita. Aos seis e aos 11 minutos o Corintians poderia ter empatado: na primeira oportunidade Dirceu errou a cabeçada,  Eli dominou no peito e bateu por cima;. na outra, Vaguinho recebeu um cruzamento da esquerda e cabeceou para a entrada de Geraldo que simplesmente  errou da bola.

Mas parou aí a reação do Corintians que voltou a ser dominado pelo Grêmio e ficou confinado apenas na velocidade de Vaguinho, seu melhor jogador.

O PLACAR

TARCISO para o Grêmio – 1 a 0 aos 42 minutos do primeiro tempo – Dirceu recebeu de Flávio na intermediária, avançou rápido e cruzou alto para a área. Tarciso saltou mais do que Vladimir e cabeceou forte, no canto direito de Solitinho que não saltou na bola.” (Pedro Macedo,  Zero Hora, segunda-feira, 02 de fevereiro de 1981)

 

Foto: Luiz Avila e Vilmar Calistro (Zero Hora)

 

“TARCISO CABECEOU CERTO EM GOL

 Ao final do Jogo de sábado, Tarciso fez questão de trocar do camisa com o lateral— esquerdo Vladimir do Coríntians, que foi seu marcador muito firme durante os 90 minutos. O ponteiro-direito do Grêmio havia feito o gol da vitória aos 42 do primeiro tempo, aproveitando de cabeça uma bola cruzada do Dirceu para dentro da área:

 — Se ganharmos todas por 1 a 0, poderemos chegar à classificação. Sinto que o time está se entrosando e com mais treino e tempo de jogo vamos começar a nos entender multo melhor. Já temos tranquilidade, o que é importante, e a torcida também nos apoia, mas eu peço que os torcedores apoiem mesmo é ao China, Flávio, Bonamigo, Odair, pois estes garotos serão o Grêmio de amanhã. Eles precisam de toda a força da massa.

 O ponteiro-direito gremista lembrou que o seu gol não foi apenas obra sua:

 — O mérito deste gol é do Dirceu. Ele soube usar uma jogada de treino e teve presença de espírito para lançar a bola dentro da área. Eu só complementei um trabalho iniciado por ele, lá pela meia-cancha. Se alguém tem que receber abraços, é meu amigo Dirceu; eu só tive a sorte de marcar o gol.

Marcar gol é trabalho do centroavante Baltazar, que há dias vem errando na conclusão:

— O Baltazar é imprevisível. Numa hora está bem, noutra parece meio aéreo. Mas, o Baltazar é centroavante de ofício e sabe jogar dentro da área. Isto tudo vai passar.” (Zero Hora, segunda-feira, 02 de fevereiro de 1981)

Foto: Luiz Avila e Vilmar Calistro (Zero Hora)

Foto: Luiz Avila e Vilmar Calistro (Zero Hora)

 

Placar: “OPINIÃO: Vitória justa do Grêmio porque soube pressionar o Corinthians até a marcação do gol e teve capacidade para segurar a reação paulista.” (Emanuel Mattos, Revista Placar, edição n.º 560, 06 de fevereiro de 1981)

 

Foto: Correio do Povo

GRÊMIO VENCE CORÍNTIANS E ASSUME LIDERANÇA DO GRUPO

 Com um gol de cabeça de Tarciso, aos 42 minutes do primeiro tempo, o Grêmio venceu, ontem, no estádio Olímpico, ao Corintians de São Paulo. A vitória, alcançada num jogo bastante movimentado, elevou o tricolor gaúcho, ao lado do Botafogo do Rio de Janeiro,  à liderança do Grupo B. O Botafogo, que estava invicto tendo vencido, inclusive, os quatro primeiros jogos, perdeu ontem, no Maracanã, para a Portuguesa, de São Paulo, pelo escore mínimo.

Durante todo o primeiro tempo, o Grêmio forçou muito o ataque, sobretudo pelas pontas, mas encontrou poucos espaços na compacta defesa do Coríntians; no segundo tempo, bem mais movimentado, o time de Ênio Andrade voltou a jogar na frente, enquanto o Coríntians limitou-se a alguns contra-ataques, sempre muito perigosos.

O Grêmio atuou Leão, Uchoa, Vantuir, De León (este, em sua melhor apresentação no time). Dirceu, China, Flávio (depois Bonamigo) Renato Sá, Tarciso,  Baltazar e Odair. O Coríntians contou com Solitinho Zé Maria, Amaral. Djalma, Vladimir, Biro-Biro, Basílio. Vaguinho, Toninho (depois Geraldão) e Vilsinho.

Vinte e quatro mil e nove pessoas assistiram ao jogo, um púbico excelente para o início de feriadão, e a renda alcançou dois milhões e setenta e um mil cruzeiros.” (Correio do Povo, 3 de fevereiro de 1981)

 

Foto: Correio do Povo

Grêmio 1 x 0 Corinthians

GRÊMIO: Leão; Uchôa, Vantuir, De León e Dirceu; China, Flávio (Bonamigo 31 do 2º) e Renato Sá; Tarciso, Baltazar e Odair.
Técnico: Ênio Andrade

CORINTHIANS: Solitinho; Zé Maria, Amaral, Djalma e Vladimir; Biro-Biro, Basílio e Eli (Paulinho 24 do 2º); Vaguinho, Toninho (Geraldo) e Wilsinho.
Técnico: Osvaldo Brandão

5ª Rodada – 1ª Fase – Brasileirão 1981
Data: 31 de janeiro de 1981 – Sábado
Local: Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 24.009 (20.900 pagantes)
Renda: Cr$ 2.071.000,00
Juiz: Arnaldo Cezar Coelho – RJ
Auxiliares: Rui Canedo e Zeno Escobar Barbosa
Cartão Amarelo: Biro-Biro
Gol: Tarciso, aos 42 minutos do 1º tempo

Brasileirão 2020 – Grêmio 2×4 Flamengo

January 31, 2021

Foto: Lucas Uebel (Grêmio.net)

 

Que situação bizarra em que o Grêmio se meteu. O pior resultado para essa noite era um empate.

 

Foto: Alexandre Vidal (C.R. Flamengo)

Foto: Alexandre Vidal (C.R. Flamengo)

Grêmio 2×4 Flamengo

GRÊMIO: Vanderlei; Victor Ferraz, Rodrigues, Kannemann e Diogo Barbosa; Lucas Silva (Maicon, 17’/2ºT), Matheus Henrique; Alisson (Everton, 17’/2ºT), Jean Pyerre (Pinares, 28’2ºT), Ferreira (Luiz Fernando, 17’/2ºT); Diego Souza (Isaque, 40/2ºT).
Técnico: Renato Portaluppi

FLAMENGO: Hugo Souza; Isla, Willian Arão, Gustavo Henrique e Filipe Luís; Gerson, Diego (João Gomes, 25’/2ºT), Everton Ribeiro (Vitinho, 34’/2ºT), Arrascaeta (Pepê, 42’/2ºT); Bruno Henrique e Gabigol (Pedro, 42’/2ºT).
Técnico: Rogério Ceni

23ª Rodada (jogo atrasado) — Brasileirão 2020
Data: Quinta-Feira, 28/01/2021, 20h0min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Árbitro: Rodolpho Toski Marques (Fifa-PR)
Assistentes: Bruno Boschilia (Fifa-PR) e Victor Hugo Imazu dos Santos (PR)
VAR: Adriano Milczvski (PR)
Cartões amarelos: Diego Souza, Kannemann, Matheus Henrique, Pinares e Diogo Barbosa (Grêmio); Gustavo Henrique, Vitinho e Bruno Henrique (Flamengo)
Gols: Diego Souza, aos 39min do primeiro tempo, Éverton Ribeiro, aos 12min do segundo tempo; Gabigol, aos 14min do segundo tempo; Arrascaeta, aos 20min do segundo tempo; Diego Souza, aos 39min do segundo tempo e Isla, aos 47min do segundo tempo

Brasileirão 1981 – Pinheiros 1×1 Grêmio

January 28, 2021

Foto: Armênio Abascal (Zero Hora)

 

Há exatos 40 anos o Grêmio fazia o seu quarto jogo na campanha do título do Brasileirão de 1981, contra o Pinheiros, no Couto Pereira.

O técnico do adversário era um velho conhecido, Cláudio Duarte, que buscou um empate ao colocar um zagueiro batedor de faltas, Vagner, que acabou anotando o gol do 1×1 aos 45 do 2º tempo

Foto: Armênio Abascal (Zero Hora)

 

Foto: Armênio Abascal (Zero Hora)

 

GRÊMIO DEIXOU O PINHEIROS EMPATAR NO FINAL DO JOGO
A vitória parecia garantida, mas uma falta perto da área mudou o resultado

 O empate do Grêmio com o Pinheiros ontem à noite, foi um resultado justo, pois as duas equipes jogaram muito mal no primeiro tempo e corrigiram as falhas na segunda etapa quando chutaram em gol. Com este resultado, o Grêmio se distanciou mais ainda do Botafogo, líder do Grupo B, que ontem venceu ao Brasília e agora está com oito pontos ganhos, enquanto que o Grêmio tem seis. 

No final do primeiro tempo, a torcida vaiou as duas equipes. E com muita razão, pois nem Pinheiros e nem Grêmio conseguiram realizar nada em termos de ataque. Os dois goleiros, Leão e Wilson só fizeram intervenções. Tudo isso porque os dois times estavam posicionados defensivamente, e nenhum queria tomar a iniciativa de atacar, com medo dos contra-ataques adversários. Assim mesmo, o Pinheiros era quem tomava a iniciativa do jogo, pois Didi, o melhor de seu meio de campo, fazia bons lançamentos para João Maria na ponta direita e também tentava a aproximação com André no comando do ataque, quando o centroavante tinha a bola dominada.

 AS MUDANÇAS

O Grêmio, que também praticava o mesmo tipo de jogo retrancado do Pinheiros, não teve nenhuma situação de gol a seu favor. E Flávio, que foi fixado no time por causa da sua excelente atuação contra a Desportiva, não tinha uma boa movimentação ontem. Por isso, todo o ataque do Grêmio esteve mal; pois Renato Sá era completamente anulado por Maurício, um centromédio muito aplicado e também por Serginho, que recuava para ajudar o seu companheiro. Com isso, sobrava o esforço inútil de Chi na com seus bons lançamentos e Odair, que tentava muito as jogadas de linha de fundo. Tarciso simplesmente inexistiu nesta primeira etapa. Ele não conseguiu realizar nada, completamente anulado por Dionísio. 

No segundo tempo, Ênio Andrade corrigiu o posicionamento de todo o time, principalmente o meio-campo e ataque e o Grémio já conseguia o seu gol logo aos dez minutos. E depois do gol, o time continuava jogando bem, insistindo no ataque, com jogadas pelas duas pontas e com isso; levando muito perigo ao gol de Wilson. Mas o Pinheiros também mudou o seu estilo de jogo. 

No final do segundo tempo, China, o melhor do jogo, lesionado, foi substituído por Vicente e De León passou para a frente da zaga, onde teve o mesmo bom aproveitamento que teve antes, jogando na quarta-zaga. Mas no final, Wagner empa tato para o Pinheiros numa cobrança de falta, fazendo justiça, já que o time do Paraná, também atacou com algum perigo.

 

 O PLACAR

 BALTAZAR, para o Grêmio: 1×0 aos 10 minutos do segundo tempo — De uma falta sobre Odair, do lado esquerdo da área, Baltazar fez 1×0. Renato Sá lançou a bola no segundo pau e o centroavante de cabeça, vencendo Hermes e Osni que ficaram parados, tocou sem chances de defesa para Wilson,

WAGNER,  para o Pinheiros: 1×1 aos 45 minutos do segundo tempo — O empate do Pinheiros também aconteceu através de uma falta na frente da área. Wagner chutou muito forte, a barreira estava mal formada e a bota entrou no canto esquerdo de Leão. “ (Julio Sortica, Zero Hora, quinta-feira, 29 de janeiro de 1981)

 

 

 

 

PINHEIROS EMPATE COM O GRÊMIO AOS 45 MINUTOS

Com um ótimo público presente ontem à noite, no Alto da Glória, o Pinheiros conseguiu empatar no minuto final de jogo – 1×1, frente o Grêmio Porto-alegrense. Jogo que parecia se definir a favor do clube gaúcho, depois de alguns vacilos do “leão” no primeiro tempo, mas, apesar do gol de Baltazar aos 12 minutos (2ª fase), o técnico pinheirense mudou – pôs Wagner em campo, no lugar de Hermes, para tentar o empate na cobrança de uma falta. E não deu outra – o zagueiro, aos 45 minutos, foi lá e cobrou com perfeição, determinando uma justa igualdade. A partida em si, não agradou de todo, mas foi multo disputada. “ (Diário do Paraná, quinta-feira, 29 de janeiro de 1981)

 

“COLUNA DE VINÍCIUS COELHO – ISOLAMENTO PREJUDICIAL

 Quem assistiu ao jogo de quarta-feira entre Pinheiros e Grêmio, se saiu contente com o resultado, especialmente com o gol pinheirense no final, deve ter saído frustrado com a ausência de bom número de lances de gol. Principalmente pelo fato de que a estrela do espetáculo, o goleiro Leão, não teve participação efetiva no jogo, pouco sendo exigido, o que também aconteceu com o goleiro Wilson. E por que? Porque os dois times jogam da mesma forma, isolam da mesma maneira os pobres de seus pontas de lança, abandonados a guerrilha de área no confronto direto contra dois e as vezes até mais de dois zagueiros.

André ficou sozinho na frente, pois Sérginho, o outro ponta de lança, fazia um estranho revezamento com o lateral Paulinho, completamente fora da zona de perigo e sem qual- quer influência ofensiva. Para ajudai’ o meio de campo não havia necessidade, pois Didi jogava o suficiente para engolir todos os jogadores do Grêmio que passavam pelo setor. Mas o importante é que o André continuava sozinho, sem alguém para tabelar ou tentar vencer a defensiva adversária, pois Maurício não penetrava e o Didi ficava numa zona livre para manobrar e tentar organizar. Mas André sozinho.

 No outro lado a mesma coisa. Baltazar, o artilheiro, vivendo de bolas lançadas para ele disputar contra Hermes, Osni, sem maiores possibilidades. Flávio, China e Renato Sá, jamais foram encarar na área o momento de ajudar ao companheiro. Falha dos treinadores, que teimam em fazer um 4-3-3 pelo meio, mas sem que o terceiro homem se projete ao ataque, o que só facilita a ação da defesa. Daí a frustração de se ver um jogo em que os goleiros foram poucos exigidos e a rigor, só tiveram o trabalho de buscar a bola no fundo do gol nos sucessos partida. “ (Vinicius Coelho, Diário do Paraná, sexta-feira, 30 de janeiro de 1981)

 

 

PLACAROPINIÃO: Resultado justo. Jogo disputado no meio de campo.” (Roberto José da Silva, Revista Placar, edição n.º 560, 6  de fevereiro de 1981)

 

“PINHEIROS EMPATE NO FINAL COM  O GRÊMIO

 Quando o placar parecia definido a favor do Grêmio de Porto Alegre, eis que o Pinheiros surpreendeu ao campeão gaúcho marcando um golaço na cobrança per feita de falta através do zagueiro Wagner, aos 44 minutos, chegando ao empate que fez justiça no marcador pela voluntariedade mostrada pelo quadro paranaense 0 logo no primeiro tempo agradou plenamente, com as equipes atuando em plano de igualdade, sempre pontificando as duas defesas, principalmente o uruguaio De Leon pelo Grêmio e Osny e Paulinho no quadro pinheirense. No final, o Pinheiros caiu um pouco de produção, com o tricolor sulino chegando a marcação do seu foi depois de uma falha do goleiro Wilson, que saiu mal na bola. O Grêmio teve algumas ações mais atrevidas no seu ataque, mas controladas pela retaguarda local Finalmente, quando tudo parecia indicar a vitória gremista. o Pinheiros articulou nova jogada pelo meio, com Vantuir cometendo falta em Jota Maria, que foi transformada no gol de empate já no ocaso da partida. O Pinheiros continua invicto e parte agora decidido a ganhar do Brasília para consolidar sua classificação.

GOLS DO JOGO

Depois de um primeiro tempo em zero a zero, o Grêmio entrou resoluto para a fase final, chegando ao seu gol através de Baltazar, aos 10 minutos Na cobrança de falta da intermediária. Renato Sa levantou para a área, com Wilson saindo mal e Baltazar, sempre oportunista, desviou de cabeça abrindo a contagem Aos 44 minutos, com a falta de Vantuir sobre Jota Maria próxima da área Wagner bateu forte, calculado, no canto esquerdo, com Leão vencido, mas ainda tocando na bola. 1 a 1 o resultado final.

Arbitragem regular de Luiz Carlos Feliz, com os bandeirinhas, Alceu Conerado e Ivo Tadeu Scatola bons. Arrecadação muito boa, a melhor verificada até agora na capital: Cr$ 1 060 940,00 para um público pagante de 10 211 pessoas. Prova de que o público gosta dos bons espetáculos. “ (Diário da Tarde, sexta-feira, 30 de janeiro de 1981)

Pinheiros 1×1 Grêmio

 

PINHEIROS: Wilson; Paulinho, Hermes (Vágner), Osni e Dionísio; Maurício, Didi e Sérgio Zaia (Vaquinha); João Maria, André e Odair.
Técnico: Cláudio Duarte

 

GRÊMIO: Leão, Uchôa, Vantuir, De León e Dirceu; China (Vicente), Flávio e Renato Sá; Tarciso, Baltazar e Odair
Técnico: Ênio Andrade

 

Campeonato Brasileiro 1981 – Primeira Fase – 4ª Rodada
Data: 28 de janeiro de  1981 – Quarta-feira, 21h00min
Local: Couto Pereira, em Curitiba-PR
Público: 10.211 pagantes
RendaCr$ 1.060.940,00
Juiz: Luís Carlos Félix – RJ
Auxiliares: Alceu Conerado (PR) e Ivo Tadeu Scátolla (PR)
Cartão Amarelo: China
Gols: Baltazar aos 10 minutos e Vágner aos 44 minutos do 2ºtempo

Brasileirão 1988 – Grêmio 0x0 Flamengo

January 27, 2021

Foto: Nico Esteves (Placar)

Grêmio e Flamengo já se enfrentaram antes em um dia 28 de janeiro. Foi pelo Brasileirão de 1988, que, assim como a atual edição, começou em um ano e só foi ser finalizado no seguinte.

Naquela ocasião houve uma parada de mais de um mês entre o fim da fase da classificação, em meados de dezembro, e o início dos mata-mata. Na sua preparação para o jogo, o Flamengo recebeu a visita da  Rainha do seu Baile Vermelho e Preto, Monique Evans, enquanto o maior agito na concentração tricolor em Gramado foi uma conta não paga em um clube da cidade serrana.

Como é possível ver nos textos transcritos abaixo, o Presidente Paulo Odone não gostou nenhum pouco do fato do jogo ter sido marcada para as 16 horas de um sábado em plena temporada de veraneio no Rio Grande do Sul. Buscando evitar um baixo público, o mandatário gremista tentou barrar a transmissão pela TV Globo e reduziu consideravelmente o preço dos ingressos. A redução se mostrou uma medida acertada, uma vez que mais de 53 mil pagantes se fizeram presentes no Olímpico naquela tarde.

Em campo o Grêmio não conseguiu sair do 0x0, resultado mais favorável ao Flamengo, que tinha a vantagem de jogar por empate numa prorrogação numa eventual igualdade após o fim do tempo regulamentar da segunda partida.

Acho bem curiosa a numeração usada pela equipe tricolor nesse período. Na foto a abaixo podemos ver o lateral-esquerdo Airton com a camisa 5, enquanto a camisa  4 ficou com o meio-campista Cristóvão Borges.  Por falar em Cristovão, já comentei antes no twitter que gosto muita dessa braçadeira com os dizeres “CAPITÃO” usada por eles nesse jogo.

 

Foto: Nico Esteves (Placar)

 

Foto: Nico Esteves (Placar)

EMPATE DEIXA FLA MAIS PERTO DA SEMIFINAL

A torcida rubro-negra comemorou o resultado como se fosse uma vitória, num jogo disputado c equilibrado, apesar do calor. E o empate em 0 a 0 com o Grêmio, em Porto Alegre, deixou o Flamengo numa situação muito confortável na busca da classificação para as semifinais do campeonato Brasileiro. O próximo jogo das duas equipes será na quinta-feira à noite, no Maracanã, quando uma vitória no tempo normal basta ao time do Rio.

O Flamengo começou com mais fôlego. Zinho arriscava dribles e Bebeto lançava sempre para Sérgio Araújo na direita, sem que houvesse maior perigo nas finalizações. O Grêmio buscava marcar o adversário no meio-campo e encontrou pelo setor direito do ataque o caminho mais fácil para atingir a área do Flamengo, através de jogadas de Alfinete, Jorginho e Serginho. Foram nos escanteios cobrados por Jorginho que o Grêmio levou maior perigo à meta de Zé Carlos e, se não houve um gol neste primeiro tempo, isso se deve à sucessão de erros de Jorge Veras na pequena área e na presença quase milagrosa de Aldair, que desarmou o adversário em praticamente todas as investidas.

No segundo tempo, o Flamengo novamente começou com mais garra e, até os 12 minutos, conseguiu cinco escanteios a seu favor. A partir daí, o técnico Minelli ordenou que a defesa de fechasse ainda mais, abafando outras investidas rubro-negras. Pelo Flamengo, as jogadas de maior perigo foram aos 15 minutos, quando Zico cobrou uma falta na intermediária num belíssimo lançamento para Sérgio Araújo que, da meia-lua, deu um chutão sobre o travessão. E aos 41, quando Jorginho, após jogada de Renato (que substituiu Zico) buscou a linha de fundos, cruzou para a pequena área, mas Sérgio Araújo novamente errou o chute, cara a cara com Mazaropi. Nos minutos finais, os dois times alternaram jogadas de perigo, mas Zé Carlos e Mazaropi conseguiram manter o marcador. “ (Jornal do Brasil, domingo, 29 de janeiro de 1989)

 

 

TELÊ NÃO CANTA VITÓRIA

Porto Alegre — O empate teve sabor de vitória para o Flamengo, que agora conta com a vantagem de jogar em casa, na próxima quinta-feira, por mais um empate para se classificar. Por isso, quando faltavam dez minutos para terminar o jogo, a torcida rubro-negra ja cantava a vitória do seu time.

Fim de partida, e o alívio substituiu o cansaço da equipe, que saiu de campo com a sensação de que o pior tinha passado. Zico, substituído no início do segundo tempo, achou que faltou às duas equipes, além de gols, preparo físico. “Depois das férias, os times voltam sem aquele ritmo de jogo rápido”, acrescentou.

 O técnico Telê Santana foi talvez o único no Flamengo que não sentiu nenhum gosto de vitória com o empate. “Nós viemos a Porto Alegre para ganhar. É claro que o resultado nos favoreceu, mas eu sempre disse que íamos atacar”, salientou.

O Flamengo soube administrar o nervosismo do Grêmio, empurrado por sua torcida, e foi inteligente. Soube segurar o jogo no final, tanto que quem mais trocou passes nos últimos minutos foi o goleiro Zé Carlos com a defesa. Ainda assim, Telê prefere atribuir a falta de conclusões, de um lado e de outro, ao preparo físico ainda deficiente dos jogadores. “O calor atrapalha e a torcida do Grêmio também pressionou muito o nosso time”.

Uma coisa Telê garante: o Flamengo será um time ofensivo na quinta-feira. “Não podemos pensar no empate só porque ele nos classifica, ainda mais jogando com a nossa torcida junto.” Essa é exatamente a maior preocupação do treinador do Grêmio, Rubens Minelli, ou seja, o ataque do Flamengo no Maracanã.

O técnico do Flamengo acha pouco tempo até o próximo jogo para que o time alcance preparo físico satisfatório, mas está confiante na vitória, até porque a partida será a noite, com temperatura mais amena.“ (Jornal do Brasil, domingo, 29 de janeiro de 1989)

 

 

PÚBLICO, CONSOLO GREMISTA

“Perdemos gols que não poderíamos perder”, lamentou o treinador Rubens Minelli, sintetizando as opiniões entre os gremistas no final da partida com o Flamengo. Cuca, o melhor atacante do Grêmio, perdeu dois gols, mas a partida de ontem mostrou que, para quinta-feira, no Maracanã, o Grêmio continua’ com o mesmo problema: não tem centroavante nem agressividade no ataque.

O lateral-esquerdo Airton, que prometia uma grande atuação contra seu ex-clube, foi apenas regular. Ele admitiu que o time gaúcho “não teve tranquilidade para marcar, mas em decisão não se pode brincar”. Embora lamentando o empate, o presidente do Grêmio, Paulo Odone, estava eufórico com a presença de 53.842 pagantes no Estádio Olímpico, que proporcionaram uma renda de NCz$ 34.346,40, mesmo sendo sábado à tarde. Ele acha que o público deu uma “lição e um depoimento ao vivo” e pensa, seriamente, cm manter os preços baixos, pelo menos nas gerais (NCz$ 0,20) e arquibancadas (NCz$ 0,50).

O Grêmio cobrou preços mais baixos, inclusive inferiores à tabela da Sunab, em protesto à decisão da CBF de marcar a partida para uni sábado, quando normalmente a maioria dos porto-alegrenses está na orla atlântica. Com os preços baixos, o Estádio Olímpico apresentou uma das maiores lotações dos último três anos.“(Jornal do Brasil, domingo, 29 de janeiro de 1989)

 

 

FLAMENGO JOGA POR NOVO EMPATE NO RIO

Porto Alegre – Emygdio Felizardo –  Enviado Especial – Deu 0 a 0 no primeiro jogo das quartas-de-final da Copa União. Na verdade, Flamengo e Grêmio não realizaram boa atuação ontem à tarde no Olímpico, em Porto Alegre, cometendo muitos erros, principalmente nas finalizações, e frustraram o grande número de torcedores que praticamente lotou as dependências do estádio. O resultado foi justo e beneficiou o time carioca que terá o direito de decidir sua passagem para a semifinal quinta-feira, no Maracanã, com a vantagem de dois empates — no tempo normal e na prorrogação — para eliminar o Grêmio.

O Flamengo, começou o jogo em ritmo quente, bem distribuído em campo, mostrando eficiência na marcação e partindo rápido nos contra-ataques, com os lançamentos para as pontas, onde encontrava muita liberdade para trabalhar a bola, principalmente pelo lado direito, com Sérgio Araújo. Desta forma, o time carioca foi dominando as ações, mas apresentando erros nos cruzamentos.

Aos poucos, no entanto, o Grêmio foi crescendo em campo, equilibrando o jogo e depois conseguindo reverter a situação, passando de dominado para dominador. Com a subida de produção do time gaúcho, foram surgindo falhas gritantes no sistema de marcação do Flamengo, a partir do meio-campo. O Grêmio pressionou muito após os 20 minutos e esteve muito próximo de sair para o intervalo com a vantagem no placar.

As principais investidas dos gaúchos na primeira etapa surgiram pelo lado direito, através de boas combinações entre Jorginho e Alfinete. Nas cobranças de escanteios, o Grêmio deixou o  Flamengo em grandes apuros, com a defesa atabalhoada, escapando de sofrer gol pela grande fase de Aldair. Na frente, o Flamengo também foi muito prejudicado pelas precipitações de Sérgio Araújo nas finalizações.

Os melhores momentos ao primeiro tempo pertenceram ao Grêmio, aos 12 e 20 minutos. No primeiro, Jorginho cobrou falta, Leonardo falhou e Cuca bateu por cima, da entrada da pequena área. O segundo foi em um corner. A defesa do Flamengo não interceptou mas o ataque do Grêmio também bobeou.

Na etapa complementar, o Grêmio voltou a ficar com as melhores chances de gols. Uma aos 13 minutos, com Cuca chutando fraco em cima de Zé Carlos, depois de boa investida pela esquerda, e outra aos 24, numa falha de Aldair. Aos 41 minutos, Sérgio Araújo, na pequena área, perdeu a maior oportunidade do Flamengo. No finalzinho do jogo aconteceram dois bons momentos — um para cada lado —, mas Zé Carlos e Mazaropi seguraram o 0 a 0.” (Emygdio Felizardo, Jornal dos Sports, domingo, 29 de janeiro de 1989)

 

 

ATUAÇÕES

 

FLAMENGO

Zé Carlos — Falhou em dois lances no primeiro tempo, quando saiu mal em cobranças de escanteios. Mas na etapa complementar fez boas defesas, sendo a melhor delas aos 44 minutos. Nota 7

Jorginho — Esteve muito bem na marcação e com boas Investidas de apoio. No entanto, foi prejudicado pela afobação de Sérgio Araújo, correndo muitas vezes à toa. Nota 7

Aldair – Só falhou em um lance no segundo tempo, que quase acaba sendo fatal. No restante, esteve firme, justificando sua convocação para a Seleção Brasileira. Nota 8

Rogério — Outra boa atuação. Cobriu muito bem a falha de Aldair. Nota 7.

Leonardo — Ficou em sérios apuros com as investidas de Alfinete e Jorginho. Mas acabou dando conta do recado. Nota 7

Delacir — Novamente mostrou combatividade. Mas apresentou falhas, cometeu faltas desnecessárias e errou passes. Nota 4

Ailton — Esteve um pouco melhor que Delacir. Também é limitado. Nota 5

Zico — O problema estomacal o deixou muito abatido. Atuou mais no sacrifício e, por isso, não rendeu tudo o que sabe. Além disso, esteve afastado do time por contusão. Nota 6.

Renato entrou com disposição e deu bom chute a gol. Nota 6

Sérgio Araújo — Atrapalhou o ataque do Flamengo. Esqueceu o espirito de companheirismo. Nota 4

Bebeto — Lutou muito durante os 90 minutos. A individualidade de Sérgio Araújo também o atrapalhou. Nota 7

Zinho — Começou bem e depois caiu um pouco. Mas, ainda assim, preocupou a defesa. Nota 7.

 

GRÊMIO

Mazaropi — Os arremates de longa distância do Flamengo facilitou sua atuação. Mas também mostrou boa saída do gol, se antecipando aos atacantes adversários. Nota 7

Alfinete – No início foi envolvido por Zinho, mas foi se firmando na marcação e apoiou com eficiência, trabalhando bem com Jorginho. Nota 7

Trasante — Um zagueiro multo duro. É bom tanto nas bolas altas quanto rasteiras, mas abusa das faltas Nota 6

Luís Eduardo — No mesmo nível de seu companheiro. Também bate muito. Nota 6

Aírton — Deixou Sérgio Araújo muito solto durante a maior parte do tempo. Com isso, poderia comprometer toda a defesa do Grêmio, se o ponta não fosse “fominha”. Nota 4

Bonamigo — Um jogador habilidoso, que sabe fazer lançamentos. No entanto, andou pipocando algumas vezes. Nota 6

Sérginho — Se movimentou bem em campo, criando espaços e lançando. Na hora que procurou finalizar mostrou deficiência. Note 6

Cristóvão — Também trabalhou multo no meio-campo do Grêmio. Lutou com disposição e criou bons lances de ataque. Nota 7

Jorginho — Puxou os principais contra-ataques do Grêmio e criou pânico para a defesa do Flamengo nas cobranças de escanteios. Nota 8

Cuca — Lutou multo e perdeu vários gols. Nota 6

Jorge Veras — Veloz mas não demonstrou multa qualidade técnica. Nota 6.

 

ARBITRAGEM

O árbitro Romualdo Arpi Filho cumpriu à risca as determinações que foram Impostas pelo presidente da nova Cobraf, Áureo Nazareno. Antes do início da partida, o árbitro chamou os dois capitães e pediu que transmitisse aos jogadores que seria rigoroso na arbitragem e que não admitiria jogo violento. Por isso o jogo começou com cinco minutos de atraso. Na partida o árbitro Romualdo Arpi Filho, só deixou de dar um cartão ao zagueiro Trasante, que na passagem de uma bola segurou o atacante Bebeto. Aplicou cartão amarelo em Delacir e Luiz Eduardo, com muita segurança e conseguiu levar o Jogo até o seu final com multa tranqüilidade. Os seus auxiliares poucos trabalho tiveram demonstrando, que o de modo geral, trio de arbitragem esteve muito bem. “ (Jornal dos Sports, domingo, 29 de janeiro de 1989)

Foto: Sérgio Sade (Placar)

 

VETO A TELEVISÃO TEVE MOTIVO POLÍTICO

Os motivos que levaram o presidente do Grêmio, Paulo Odone, a criar toda a celeuma contra a TV Globo, ameaçando, inclusive, a impedir a transmissão do jogo de ontem no Estádio Olímpico, foram, na verdade, de fundo político. Isso, porque a Oposição vem conseguindo um grande crescimento, tornando-se cada vez mais forte para a próxima eleição que apontará o novo presidente do clube.

O pleito somente acontecerá 20 dias após a última participação do Grêmio nesta Copa União. A finalidade do dirigente no período pré-eleitoral é também unificar o clube e a torcida, para reconquistar o prestígio da atual administração e ganhar novo voto de confiança nas urnas. A atitude do presidente ainda teve além do cunho político, a intenção de motivar o espetáculo no Estádio Olímpico. Paulo Odone sabe que nos finais de semana. Porto Alegre torna-se uma cidade vazia, com as viagens para o litoral e que, por este motivo, a polêmica sobre a marcação da data para o televisionamento tornou-se a única maneira de despertar uma maior motivação para que o público comparecesse em bom número a fim de incentivar o time gremista na primeira batalha pela classificação nas quartas-de-final.” (Jornal dos Sports, domingo, 29 de janeiro de 1989)

 

 

Grêmio 0x0 Flamengo

GRÊMIO: Mazaropi, Alfinete (Fábio), Trasante, Luiz Eduardo e Aírton; Bonamigo, Cristóvão e Cuca; Jorginho, Serginho e Jorge Veras
Técnico: Rubens Minelli

FLAMENGO: Zé Carlos, Jorginho, Aldair, Rogério e Leonardo; Delacir, Aílton e Zico (Renato Carioca); Sérgio Araújo, Bebeto e Zinho
Técnico: Telê Santana

Brasileirão 1988 – Quartas de final – jogo de ida
Data: 28 de janeiro de 1989, sábado, 16h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 53.842 pagantes
Renda: NCz$ 34.346,00
Juiz: Romualdo Arpi Filho
Auxiliares: Oswaldo Ramos e Darcio Pereira
Cartões Amarelos: Delacir e Luis Eduardo

Brasileirão 1981 – Grêmio 2×0 Desportiva

January 25, 2021

Foto: Telmo Cúrcio da Silva  (Zero Hora)

Há exatos 40 anos o Grêmio fazia sua terceira partida na campanha do seu primeiro título nacional.

Um vitória de 2×0 sobre a Desportiva no Olímpico, onde, ao que tudo indica, a atuação não foi das mais convincentes;

Foto: Zero Hora

Foto: Zero Hora

 

GRÊMIO VENCE EM JOGO MUITO FRACO
Só no segundo tempo é que a movimentação melhorou um pouco

[…]

Mas não foi fácil para o time chegar à sua segunda vitória em Porto Alegre. A atuação foi irregular, muito ruim no primeiro tempo do ponto de vista ofensivo, melhor no segundo quando teve a colaboração do garoto Flávio, o melhor da equipe.

A qualidade técnica do jogo esteve muito abaixo das possibilidades do Grêmio que, afinal tem a obrigação de desenvolver um futebol adequado à sua tradição e ao título de bicampeão gaúcho. A torcida até que resistiu bem aos erros da equipe, parecendo disposta a não vaiar ninguém a não ser que, no campo, o time continuasse jogando mal também no segundo tempo. No primeiro, realmente, ninguém conseguia perceber nenhum atrativo no jogo. O Grêmio tinha a iniciativa, procurava atacar, mas por isso mesmo era o time que mais corria o risco de errar — e errou muito mesmo.

[…]

O PLACAR

BALTAZAR para o Grêmio — 1 a 0 aos 20 minutos do segundo tempo —Baltazar entrou na área com a bola dominada e perdeu o equilíbrio e a bola para o zagueiro Adeir. O juiz marcou um pênalti que não existiu. O próprio Baltazar chutou quase no meio do gol, à direita de Rogério.

FLAVIO para o Grêmio — 2 a 0 aos 33 minutos do segundo tempo — A defesa da Desportiva já tinha dominado um ataque do Grémio mas Renato Sa recuperou a bola e passou a Dirceu, que driblou de Paula e cruzou para a área. Flávio, de cabeça, Acertou o canto direito do goleiro.” (Zero Hora, segunda-feira,  26 de janeiro de 1981)

 

 

Placar: “OPINIÃO: A Desportiva montou um retrancão e segurou o Grêmio no primeiro tempo. Com a entrada de Flávio, o Grêmio mudou tudo, forçou o ritmo e se impôs.” (Emanuel Mattos, Revista Placar, edição n.º 559, 30 de janeiro de 1981)

Grêmio 2 x 0 Desportiva

GRÊMIO: Leão; Uchôa, Vantuir, De León e Dirceu; China, Plein (Flávio) e Renato Sá; Tarciso, Baltazar e Odair
Técnico: Ênio Andrade

DESPORTIVA: Rogério, De Paula, Célio, Adeir e Vicente Paixão; Mareco (Amaral), Dario e Vicente Cruz; Giovani, Roberto Londrina e Marcos Rubens.
Técnico: Beto Pretti

3ª Rodada – 1ª fase – Brasileirão 1981
Data: 25/01/1981, Domingo
Local: Olímpico, Porto Alegre
Público: 10.936 pagantes
Renda: Cr$ 961.790,00
Juiz: Moacir Miguel dos Santos – RJ
Auxiliares: Olinto Preussler e Osmar Antonello
Cartão Amarelo: Dario
Gols: Baltazar (de pênalti) aos 20 e Flávio aos 33 minutos do 2º tempo

Brasileirão 2020 – Inter 2×1 Grêmio

January 25, 2021

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Em algum momento toda essa autossuficiência e arrogância vista Grêmio nos últimos tempos seria punido. Infelizmente esse “castigo” está sendo duríssimo.

 

É impressionante como o Grêmio se preparou mal para esse Brasileirão. E isso ficou muito claro já na segundo rodada da competição, quando diversos atletas foram inexplicavelmente poupados no jogo contra o Ceará.  O mais triste é que o Grêmio se recusou a aprender com o seu erro, e voltou a cometer o mesmo equívoco, novamente usando diversos reservas no jogo em Fortaleza. Ali o cenário que se apresenta hoje já se desenhava com muita clareza. E mesmo assim o Grêmio fez de conta que não tinha nada a ver com isso, tendo adotado uma estratégia muito equivocada para essa reta final do campeonato.

 

Não me parece ser absurdo cogitar que esse desdém convicto do Grêmio com o Brasileirão não tenha algum impacto sobre as decisões da arbitragem.

 

O pênalti em Ferreira ficou claríssimo nos replays. E o suposto toque de mão no pênalti marcado para o Inter é bastante discutível. É um escândalo que o árbitro não tenha ido checar essas jogadas no monitor que lhe é disponibilizado.

 

 

Foto: Ricardo Giusti (Correio do Povo)

Inter 2×1 Grêmio

INTERNACIONAL: Lomba; Rodinei, Lucas Ribeiro, Cuesta e Moisés (Uendel); Rodrigo Dourado Nonato), Peglow (Maurício), Edenilson, Praxedes (Marcos Guilherme) e Patrick (Abel Hernández); Yuri Alberto
Técnico: Abel Braga

GRÊMIO: Vanderlei; Victor Ferraz, Geromel (Rodrigues), Kannemann e Diogo Barbosa; Lucas Silva (Maicon), Alisson (Luiz Fernando), Jean Pyerre (Pinares), Matheus Henrique e Pepê (Ferreira); Diego Souza
Técnico: Renato Portaluppi

32ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2020
Local: estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, RS
Data: 24 de janeiro de 2021, domingo, 16h00min
Árbitro: Luís Flávio de Oliveira (FIFA-SP)
Assistentes: Danilo Ricardo Manis (FIFA-SP) e Miguel Cataneo da Costa (SP)
VAR: Wagner Reway (PB)
Cartões amarelos: Moisés, Rodinei; Victor Ferraz e Diego Souza
Gol: Jean Pyerre, aos 30 do 2ºT; Abel Hernández, aos 44 do 2ºT, e Edenilson (de pênalti), aos 49 do 2ºT

Brasileirão 1990 – Inter 0x1 Grêmio

January 24, 2021

Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

Na segunda rodada do Brasileirão de 1990, o Grêmio venceu o Gre-Nal disputado no Beira-Rio

No lado tricolor era possível ver uma transição da equipe que ganhara o hexa gaúcho meses antes para esse time que seria semifinalista do Brasileirão. Uma das principais mudanças foi no gol gremista, que deixou de ser ocupado por Mazaropi. Naquela tarde, Gomes teve atuação destacada, recebendo uma nota 10 da Zero Hora.

Uma curiosidade foi a presença de Paulo Roberto Falcão no estádio, dez dias após ele assumir o comando da seleção brasileira.

Foto: José Doval (Zero Hora)

NO DIA DAS CARAS NOVAS, VANTAGEM DA EXPERIÊNCIA

Análise técnica

Foi a vitória da maior qualidade sobre o esforço. Quem assistiu ao Gre-Nal de ontem viu o melhor futebol do Grêmio pelo menos até fazer seu gol – Nilson, aos 18 minutos – especialmente no meio-campo onde havia uma perfeita sintonia entre Jandir e Donizete, marcadores, liberando Caio para um ataque forte com a entrada do agressivo Maurício, do matador Nilson e do perigoso Egídio. O Inter levou o gol ao natural, sem criatividade alguma no meio-campo, limitando-se a responder através de escanteios e de jogadas isoladas de Edu. Os chutes foram tentados de todas as distâncias mostrando que o goleiro Gomes era sinônimo de insegurança. Mas ele esteve muito vem e acabou com as esperanças coloradas.

O Inter foi melhor no segundo tempo, quando Alberto cresceu muito de produção e fez a ligação defesa-ataque. E ameaçou ainda mais após as entras de Alex e Hamilton. Mas seguia a falta de qualidade dos laterais. Célio e Ricardo, que não apoiavam, além da falta de maior objetividade de Marcelo Prates, que correu muito e produziu pouco.

Na experiência, tranquilidade e ótima atuação de Gomes, o Grêmio garantiu o resultado. E teve, através de Caio, a grande chance de marcar o segundo gol, depois de um contra-ataque iniciado por Nilson.

 

Análise tática

Quem mudaria o esquema era o Grêmio, a partir da entra de Maurício no lugar de Darci e isso, pelo menos teoricamente, poderia beneficiar o Inter. O desentrosado Inter que, por um erro do seu técnico, surpreendentemente, entrou em campo sem Hamilton e com Marcelo Prates, formação nunca testada durantes os treinos da semana.

Isso foi muito bom para o Grêmio que mostrava uma defesa bem protegida por dois centromédios sem ser molestada diante da falta de um ataque adversário, prejudicado pela ausência da qualidade Hamilton, o que poderia desequilibrar num momento de partida que a bola quase não chegava à frente. Taticamente, o Inter tinha quatro marcadores, enquanto o Grêmio atacava com o mesmo número de jogadores e até tirava proveito disso.

No segundo tempo, Bianchini tentou mudar com o ingresso de Alex. Retirou um centromédio marcador (Júlio) apostou num ponta aberto e deslocou Marcelo Prates para o meio. A resposta de Evaristo veio em seguida com as entrada de Vander e Darci, deixando o time mais cauteloso. O Grêmio suportava bem a pressão, os laterais não mais passavam do meio-campo, mas a verdade é que o Grêmio sempre esperou fazer o segundo gol. Por determinação de Evaristo, Paulo Egídio e um atacante, Nilson e depois Vander, ficaram sempre à frente.”

 

PRINCIPAIS LANCES

6 minutos – Nilson, impedido, marca gol. O árbitro anula, acertadamente.

8 minutos – China cobra falta de longe, com força. A bola raspa a trave. 1

8 minutos-  Paulo Egídio cobra escanteio no primeiro pau, a bola raspa na cabeça de Zaballa e Nilson cabeceia no ângulo esquerdo. Grêmio, 1 a 0.

20 minutos – Edu cobra falta da direita, Júlio cabeceia. Gomes faz grande defesa.

30 minutos – Edu chuta de longe, por cima da goleira

36 minutos – Alberto passa para Edu, que chuta. A bola raspa a trave.

40 minutos – Marcelo Pratas cruza, China, de cabeça salva para escanteio

44 minutos – Edu cobra falta. Gomes defende com segurança.

Segundo tempo:

6 minutos -Edu cobra falta, Gomes espalma para escanteio.

12 minutos – Edu cobra escanteio, Márcio Rossini cabeceia raspando.

15 minutos – Nilson cobra falta de longe, com força. Outra defesa de Gomes.

19 minutos – Prates perde a bola para Nilson, que lança Caio, livre, chuta por cima, já dentro da área

32 minutos – Boa conclusão de Hamilton, por cima

39 minutos – Última tentativa do Inter em obter o empate. Edu cruza da esquerda, com força, mas João Marcelo afasta para escanteio.”  (José Evaristo Villalobos, Zero Hora, segunda-feira, 27 de agosto de 1990)

 

Placar – O JOGO: “O Grêmio confirmou o favoritismo, apesar de jogar bem somente nos primeiros minutos e ter sido muito pressionado no final.” (Tabelão Placar/Revista Semana em Ação, 1990)

“VÍTORIA DO GRÊMIO NO SUL
 Nilson marca e o goleiro Gomes garante o resultado

José Mitchell PORTO ALEGRE — Num Grenal emocionante e muito disputado, apesar da tarde cinzenta e dos nove cartões amarelos, o Grêmio derrotou o Internacional por 1 x O, no Beira-rio, com um gol de cabeça de Nilson, ainda no primeiro tempo. Maurício foi o melhor dos nove jogadores dos dois times que estrearam, mas foi o goleiro Gomes quem garantiu a vitória tricolor. Donizete (ex- Fluminense) teve uma atuação discreta e terminou sendo expulso no seu primeiro clássico no sul.

O publico gaúcho voltou a encher o estádio, motivado por tantas estréias, e proporcionou uma renda superior à Cr$ 10 milhões, com 23 mil pagantes. Nem mesmo a chuva no final do jogo estragou a alegria dos torcedores. Enquanto os gremistas comemoravam a vitória, os colorados, amargando um jejum de título de seis anos, aplaudiam o time, considerado o melhor dos últimos tempos.

 A motivação dos torcedores estava centrada nos novos jogadores e o ponteiro Maurício foi o primeiro a empolgar. Antes dos 10 minutos realizou três excelentes ataques pelas pontas e foi o destaque do primeiro tempo Mas tantas estréias mostraram também times desentrosados. E foi o Inter o maior prejudicado. Prova disso, foi o gol do Grêmio. Aos 18 minutos, Nilson marcou de cabeça, aproveitando uma indecisão dos zagueiros Márcio Rossini e Zaballa.

Na segunda etapa, o Internacional pressionou e obrigou o goleiro Gomes a fazer sucessivas defesas. Aos 15 minutos. Márcio Rossini quase empatou, mas foi o Grêmio, aos 25, que perdeu ótima chance, com Caio, após vencer um zagueiro na corrida e chutar por cima do gol de Maizena. O Internacional até merecia o empate pelo domínio no segundo tempo, mas não teve sorte, apesar dos 10 escanteios a seu favor.” (José Mitchell, Jornal do Brasil, segunda-feira, 27 de agosto de 1990)

 

“UM GRE-NAL DE SATISFAÇÕES

Após a vitória do Grêmio no Gre-Nal de ontem, no Estádio Beira-Rio, o clima nos vestiários era de otimismo. No lado tricolor, pelo resultado e pela liderança do grupo, junto com Cruzeiro e Inter de Limeira. No Inter, apesar da derrota, a esperança de um bom time. A prova disso foram os aplausos ao final da partida pela própria torcida.

O goleiro Gomes, do Grêmio, escolhido como o melhor em campo, muito emocionado, era um dos jogadores mais festejados na saída do gramado. O meia Donizete, que estreava, disse que sua expulsão foi justa por já ter recebido o cartão amarelo. O vice de futebol, Rafael Bandeira, estava eufórico com a vitória, mas ao mesmo tempo, criticava a arbitragem, que, na sua opinião, não deveria ser gaúcha.

Pelo lado colorado, mesmo derrotado, o técnico Orlando Bianchini, que fazia sua estréia, adiantou que o resultado mais justo seria o empate. “Nosso rendimento cresceu após as substituições. Tomamos um gol num momento ruim da partida. Falta apenas um elemento que se aproxime do centroavante”, destacou.” (Pioneiro, segunda-feira, 27 de agosto de 1990)

 

Foto: Marconi Mattos (Folha de Hoje)

 

Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

Inter 0x1 Grêmio

INTERNACIONAL: Maizena; Célio Lino, Zabala, Márcio Rossini e Ricardo Costa; Caçapava, Júlio (Alex Rossi), Marcelo Prates e Alberto Félix; Edu Lima e Nílson Aragão (Hamílton)
Técnico: Orlando Bianchini

GRÊMIO: Gomes; China, Vílson, João Marcelo e Hélcio; Jandir, Volnei Caio (Vânder) e Donizete Oliveira; Maurício (Darci), Nílson e Paulo Egídio
Técnico: Evaristo de Macedo

Brasileirão 1990 – 1º Turno – 2ª Rodada
Data: 26 de agosto de 1990, domingo, 16h00min
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, RS
Público: 23.022 pagantes
Renda: Cr$ 10.341.000,00
Árbitro: José Mocellin
Auxiliares: Urbano Knorst e César Carrasco
Cartões Amarelos: Caçapava, Júlio, Marcelo Prates; Vílson, João Marcelo, Hélcio, Vânder e Maurício
Cartão Vermelho: Donizete Oliveira (36 do 2ºT).
Gol: Nílson, aos 18 minutos do 1º tempo

Brasileirão 1981 – Grêmio 2 x 1 Galícia

January 21, 2021

 

Há exatos 40 anos o Grêmio fazia sua primeira partida em casa na campanha do Brasileirão de 1981. Uma vitória suada contra o Galícia, na noite da estréia de Hugo De León com a camisa tricolor.

 

É interessante ver, nos textos transcritos abaixo, o técnico Ênio Andrade reclamando das vaias e pedindo compreensão para a torcida.

 

 

BALTAZAR ACABOU COM O SUSTO DA TORCIDA
Hugo De León saltou no escanteio e o centroavante marcou no rebote

Na estréia do zagueiro De León e do Iateral Uchoa e no retorno do ponteiro Tarciso, o torcedor do Grêmio tinha direito de desejar um futebol de melhor qualidade técnica — e o Grêmio não satisfez. Mas acabou vencendo o Galícia, vice campeão baiano, por 2 a 1 e este resultado serviu como consolo para a torcida que esperava ver uma equipe bem superior, queria ver os ídolos do time e foi surpreendido com uma boa atuação do garoto China no primeiro tempo.

Mesmo que não tivesse demostrado um futebol de boa qualidade técnica, o time do Grêmio dominou amplamente o primeiro tempo, criando algumas oportunidades de gol. Em parte, essas situações foram consequência da iniciativa que a equipe tomou desde os primeiros minutos, obrigando o Galícia a ficar em seu próprio campo mas sem chance de realizar sequer um bom contra-ataque.

O Grêmio atacou sempre e poderia ter feito gol em vários lancei, como aos 17 quando Dirceu foi uma excelente jogada peta esquerda, chagou próximo à área pequena o bateu forte, mas desviado. Ou então, aos 20 minutos, quando um único lance, Odair deixou de marcar e Baltazar perdeu dois lances. O gol, no entanto, surgiu numa jogada comum, quando Odair bateu escanteio da direita e Vantuir cabeceou no meio do gol.

Porém, uma surpresa aguardava o tranqüilo time do Grêmio aos 41 minutos: Esquerdinha acertou um chute muito forte de fora da área e empatou o jogo. E a surpresa poderia ter sido pior ainda se, dois minutos depois, o meio-campo Washington não tivesse se precipitado no momento da conclusão: ele passou a bola entre as pernas de De León, entrou na área, livrou-se de Dirceu e Vantuir ficando livre na frente de Leão. Mas chutou por cima.

Assim, os jogadores do Grêmio foram para o vestuário apreensivos e, por isso, recomeçaram a partida com muita pressa. O time manteve o ritmo e continuou pressionando o Galícia que permaneceu em seu campa. Aos cinco minutes, Odair cruzou e Renato Sá errou na bola. Dois minutos depois, Tarciso cruzou da direita, cobrando falta, a defesa do Galícia e o goleiro Helinho ficaram parados e Plein cabeceou livre, mas a bola passou por cima do travessão.

 A freqüência com que o Grêmio entrava na área e os erros cometidos nos momentos de concluir as jogadas ofensivas acabaram provocando certo nervosismo no time do Grêmio. Até que Ênio Andrade fez uma substituição importante, colocando Heber no lugar de Renato Sá, que não jogava bem. Dessa forma, o time se tornou um pouco mais ofensivo e aumentou ainda mais o ritmo, até que num dos inúmeros escanteios, Baltazar conseguiu marcar o segundo gol. O resultado da partida foi justo na medida em que o Grêmio é que estava mais interessado em vencer. Mas o futebol apresentado pela equipe de Ênio Andrade, embora superior ao adversário, ainda não foi de qualidade suficiente para dar confiança à torcida que deseja o título brasileiro.

 

O placar

VANTUIR para o Grêmio – 1 a 0 aos 30 minutos do primeiro tempo — Odair cobrou escanteio da direita e a bola encobriu o goleiro Helinho. Vantuir, na área pequena, saltou mais do que Washington e cabeceou forte, no meio do gol.

ESQUERDINHA para o — 1 a 1 aos 41 minutos do primeiro tempo Pirulito carregou a bola pelo meio, livrou-se de dois adversários e deu a Esquerdinha. O ponteiro, na meia esquerda, estava fora da área mas bateu muito forte, acertando o canto direito de Leão.

BALTAZAR para o Grémio — 2 a 1 aos 38 minutos do segundo tempo — O Galícia, pressionado, cedeu muitos escanteios. Num deles, De Leon tentou cabecear, não conseguiu mas permitiu que Baltazar ficasse com o rebote, tocando de cabeça para o gol.” (Zero Hora, quinta-feira, 22 de janeiro de 1981)

Placar:OPINIÃO: Grêmio amassou o Galícia retrancado até marcar o 1ºgol. Depois, os baianos equilibraram a partida. Vitória graças a Baltazar.” (Emanuel Mattos, Revista Placar, edição n.º 559, 30 de janeiro de 1981)

“HUGO DE LEÓN AJUDOU NESTA VITÓRIA
O zagueiro soube ser oportunista

Até os 40 minutos do segundo tempo, Vantuir tinha ido cabecear todos os escanteios. Mas naquele lance Hugo de León pediu para ir até a área do Galícia. Odair cobrou, o zagueiro uruguaio saltou de cabeça e a bola sobrou para Baltazar fazer o gol da vitória. A torcida vibrou com a bola na rede, aplaudiu o centroavante e também ao zagueiro, que teve participação no lance que acabou com o empate com o Galícia. No meio do jogo, de León foi até vaiado em algumas jogadas. Depois, disse:

— É sempre assim, as equipes pequenas vêm aqui se defender e dão muito trabalho para o Grêmio. Mas o importante é que conseguimos marcar o gol da vitória, já que é isto o que mais conta. Agora temos de ir adiante, pois estou descobrindo que as coisas aqui não são fáceis.

Tarciso, que voltou ontem ao time, lembrou que para ser campeão, o Grêmio terá de enfrentar grandes dificuldades, como as de ontem:

— Só lamento não ter podido jogar como sempre, pois estou voltando. Mas eu peço à torcida que dê uma força ao Renato Sá. Ele foi vaiado, mas é um jogador excelente. ” (Zero Hora, quinta-feira, 22 de janeiro de 1981)

ÊNIO: TORCIDA PREJUDICOU O TIME

Ênio Andrade não gostou nem um pouco das vaias da torcida para a equipe, especialmente para Renato Sá. Depois do jogo ele garantiu que o jogador continuará sendo o titular na meia-esquerda, dizendo que sua função foi bem cumprida. E aproveitou para lembrar a torcida:

— A torcida acabou prejudicando o time com suas vaias. A vaia complicou a equipe e isto aí acaba desmotivando os jogadores e nos criando problemas enormes. Eu peço maior compreensão, pois o time está começando o ano, ainda falta muita coisa e isto será conseguido com o tempo. Mas é importante que as vaias não aconteçam. Eu sei que o time precisa melhorar, mas não serão as vaias que vão influir nisto aí.” (Zero Hora, quinta-feira, 22 de janeiro de 1981)

Fotos: Damião Ribas e Antonio Pacheco (Zero Hora)

Grêmio 2 x 1 Galícia

GRÊMIO: Leão; Uchôa, Vantuir, De León e Dirceu; China, Plein e Renato Sá (Éber); Tarciso, Baltazar e Odair.
Técnico: Ênio Andrade

GALÍCIA: Helinho; Toninho, Morais, Cléber e Flávio; Pirulito, Washington, Rangel, Guta, Vilfredo (Carlos Roberto), Esquerdinha
Técnico: Danilo Alvim

2ª Rodada – 1º Fase – Brasileirão 1981
Data: 21 de janeiro de 1981, Quarta-feira, 21h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 21.271 pagantes
Renda: Cr$ 2.130.400,00
Juiz: Tito Rodrigues – PR
Auxiliares: José Mocelin e Aimoré Silva
Cartões Amarelos: Morais, Pirulito e Guta
Gols: Vantuir, aos 31 minutos do 1º tempo, Esquerdinha aos 42 do 1º tempo e Baltazar aos 37 minutos  do 2º tempo

Brasileirão 2021 – Grêmio 1×1 Atlético Mineiro

January 21, 2021

Foto: Lucas Bubols (Globo Esporte)

Não dá pra entender muito bem o que o Grêmio está fazendo nesse campeonato.

Foto: Lucas Uebel (Grêmio FBPA)

Grêmio 1×1 Atlético Mineiro

GRÊMIO: Vanderlei; Victor Ferraz Everton, aos 35’/2ºT), Rodrigues, Kannemann e Diogo Barbosa; Lucas Silva (Maicon, aos 13’/2ºT), Thaciano (Pinares, aos 12’/2ºT), Alisson (Ferreira, aos 28’/2ºT), Jean Pyerre e Pepê (Luiz Fernando, aos 28’/2ºt); Diego Souza
Técnico: Renato Portaluppi

ATLÉTICO-MG: Everson; Guga, Réver(Gabriel, intervalo), Junior Alonso e Igor Rabello; Guilherme Arana, Allan e Hyoran (Dylan Borrero, aos 31’/2ºT); Savarino (Alan Franco, aos 20/2ºT), Vargas (Sasha, aos 31’/2ºT) e Keno (Marrony, aos 41’/2ºT)
Técnico: Jorge Sampaoli

31ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2020
Data: 20 de janeiro de 2021, quarta-feira, 19h15min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre, RS
Árbitro: Raphael Claus
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse e Alex Ang Ribeiro
VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral
Cartões amarelos: Alisson; Allan
Gols: Hyoran (de pênalti) aos 31 minutos do primeiro tempo; Éverton, aos 37 minutos do segundo tempo

Brasileirão 1987 – Grêmio 0x0 Atlético Mineiro

January 20, 2021

Foto: José Ernesto (Correio do Povo)

 

No Brasileirão de 1987, o Grêmio não conseguiu sair do 0x0 com o Atlético Mineiro no Olímpico, na primeira rodada do segundo turno. O Galo já tinha garantido vaga nas semifinais ao terminar o primeiro turno na primeira posição (dois pontos a frente do Grêmio) e terminaria na liderança também neste segundo turno.

Essa foi a primeira vez que o Grêmio usou a camisa reserva com o patrocínio da Coca- Cola (na camisa tricolor a marca apareceu duas  rodadas antes, no clássico Gre-Nal).

Foto: José Ernesto (Correio do Povo)

 

 

 

GRÊMIO EMPATA EM JOGO DECEPCIONANTE
Torcida foi ao Olímpico esperando um bom futebol contra o Atlético. No final, deixou o estádio frustrada

Quem foi ao Olímpico, ontem à noite, tinha todas as razões para acreditar que assistiria a um jogo cheio de emoções. Afinal, em campo estariam Grêmio e Atlético, as duas equipes de melhor campanha abrindo o segundo turno da Copa União. Mas o jogo que prometia ser um grande espetáculo acabou sendo uma decepção, terminando num triste 0 a 0. O resultado serviu apenas para o Atlético, que manteve sua invencibilidade e o conceito de melhor equipe da competição. Já o Grêmio só pode lamentar a perda de um precioso ponto, pois num grupo tão difícil é proibido empatar em casa. Agora, o time terá de recuperar esse ponto com uma vitória fora, de preferência Já na próxima rodada, quinta-feira, contra o Flamengo.

O time treinado por Telê Santana jogou mineiramente. Posicionou-se tranqüilo em seu campo e esperou o Grêmio atacar. E, como quem não quer nada, foi, aos poucos, arriscando algumas investidas tentando pegar a defesa desprevenida. Mas a defesa do Grêmio mostrou por que é a melhor da competição, anulando o ataque mais positivo.

O primeiro tempo foi jogado num ritmo arrastado, com as duas equipes chegando pouco na área para concluir. O Grémio até que forçou, mas ai parou no jogo duro do Atlético, favorecido por um árbitro condescendente. No segundo tempo, o Grémio acertou a marcação no meio-campo, controlando o time mineiro. Mas faltou mais força e criatividade no ataque. Lima e Jorge Veras foram inoperantes, facilitando o trabalho dos zagueiros do Atlético e do goleiro João Leite.” (Correio do Povo, 24 de outubro de 1987)

 

TÉCNICO TELÊ SANTANA ASSALTADO

O técnico Telê Santana foi assaltado na manhã de ontem, na esquina das ruas Jerônimo Coelho e Vigário José Inácio. O treinador do Atlético havia saído por volta das 8h, com a intenção de visitar o centro de Porto Alegre. Ao retornar ao Hotel Embaixador, às 9h15min, onde estava hospedado juntamente com os jogadores do time mineiro, foi abordado por um homem branco, cabelos pretos e aparentando 35 anos. Em ação rápida, o marginal enfiou a mão no bolso direito da calça de Telê, roubando-lhe Cz$ 500,00.

De posse do dinheiro, o ladrão correu em direção à Duque de Caxias. Algumas pessoas ainda tentaram segurá-lo. Mas as ameaças de puxar uma faca da cintura frustraram qualquer tentativa. Com o bolso rasgado e refeito do susto, Telê lembrou: “Pensei que fosse brincadeira de algum amigo, tentando me dar um susto”. (Correio do Povo, 24 de outubro de 1987)

 

Wianey Carlet – DECEPÇÃO
Grêmio x Atlético, em matéria de futebol, esteve muito longe da excelente platéia que se fez presente, ontem à noite, ao Olímpico. E futebol sem ataque só pode dar no que deu: um rotundo a O. Para decepção do torcedor gremista que viu seu time se defender bem, mas de uma pobreza ofensiva franciscana. Um início nada animador do Grêmio neste returno.” (Wianey Carlet, Correio do Povo, 24 de outubro de 1987)

GRÊMIO PERDE PONTO CONTRA O ATLÉTICO

Apesar de ter dominado a maior parte do jogo, o Grêmio não teve força ofensiva e ficou no empate sem gols contra o Atlético na abertura do returno da Copa União. A equipe de Telê Santana jogou para garantir o 0 x 0 e conseguiu seu objetivo, sem ameaçar a equipe de Luís Felipe.

O Grêmio passou vários dias dizendo que jogaria no ataque para conseguir vencer o invicto Atlético Mineiro, na abertura do returno da Copa União ontem à noite, no Estádio Olímpico Bem que o time de Luís Felipe tentou pressionar o adversário, mas a equipe de Telê Santana se fechou muito bem e conseguiu segurar o empate sem gols, resultado que agradou aos visitantes. Na verdade, foi um jogo muito disputado no meio-de-campo. com o Atlético procurando parar a partida em todo o instante, ao mesmo tempo em que o Grêmio buscava a iniciativa da partida, pois a vitória era fundamental para começar bem esta fase.

No primeiro tempo a equipe de Luís Felipe criou uma situação clara de gol aos 32 minutos quando Valdo cobrou escanteio da esquerda e Luís Fernando, sozinho, cabeceou com força, mas sobre o travessão. Já o Atlético não levou nenhum perigo ao gol do Grêmio, pois a defesa mostrou deficiências em seu setor ofensivo. O tricolor foi impecável, especialmente com o protetor Amaral e os laterais Alfinete e Casemiro, que não deram nenhuma chance para o ataque do Atlético, que foi impotente diante da forte marcação tricolor.

No segundo tempo, o Grêmio poderia ter aberto o marcador aos cinco minutos quando Bonamigo recebeu de Cuca e chutou sobre o goleiro João Leite, que fez grande defesa. Depois Bonamigo teve outra oportunidade, aos 11 minutos, ao ganhar de Luizinho e bater desviado pela linha de fundo.

O Atlético Mineiro também teve duas boas oportunidades. A primeira aos 22 minutos, quando Paulo Roberto cruzou da esquerda e Sérgio Araújo chegou atrasado para completar Depois o Galo ameaçou novamente aos 33 minutos e Sérgio Araújo conseguiu sua única vantagem sobre Casemiro e cruzou para Renato , de peixinho, concluir sobre o gol de Mazaropi.

O técnico Luís Felipe ainda colocou Cristóvão no lugar de Bonamigo, mas o Grêmio não conseguiu o resultado que desejava, pois o Atlético continuou fechado, e o Grêmio , com Lima e Jorge Veras bem marcados e Cuca muito recuado, mostrou deficiências em seu setor ofensivo. O jogo foi assistido por 32.878 pagantes que proporcionaram uma arrecadação Cz$ 4.070.700,00.” (Pioneiro, 24 de outubro de 1987)

 

Grêmio 0x0 Atlético Mineiro

GRÊMIO: Mazaropi; Alfinete, Henrique, Luis Eduardo e Casemiro; Amaral, Bonamigo (Cristovão) e Cuca; Valdo, Lima e Jorge Veras
Técnico: Luiz Felipe Scolari

ATLÉTICO: João Leite; Chiquinho, Batista, Luisinho e Paulo Roberto; Éder Lopes, Marquinhos (João Luis) e Vânder Luis; Sérgio Araújo, Renato Morungaba e Marquinho Carioca
Técnico: Telê Santana

Brasileirão 1987 – Segundo Turno – 1ª Rodada
Data: 23 de outubro de 1987, sexta-feira, 21h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre, RS
Público: 32.888 pagantes
Renda: Cz$ 4.070.700,00
Árbitro: Pedro Carlos Bregalda
Auxiliares: João Loureiro e César Volgueller
Cartões amarelos: Lima, Henrique e Chiquinho