Archive for June, 2021

Brasileirão 1997 – Juventude 0x1 Grêmio

June 30, 2021

Foto: Sílvio Ávila (Zero Hora)

 

No Brasileirão de 1997 o Grêmio foi a Caxias enfrentar o Juventude pelo Brasileirão numa situação muito parecida com a que se encontra hoje. Naquela edição o tricolor tinha somado apenas 3 pontos nas seis primeiras partidas e estava numa sequência de 14 jogos sem vitórias.

Um gol marcado por Luis Carlos Goiano no final do primeiro tempo foi o suficiente para garantir os três pontos para a equipe comandada por Helio dos Anjos (que havia assumido a equipe no início da semana. Evaristo de Macedo fora demitido após a derrota para Portuguesa na 4ª rodada)

Sempre que lembro desse período da história do Grêmio fico com a sensação de que o clube tomou uma série de decisões precipitados neste processo de desmonte/transição da equipe vencedora de 94-97.

 

Foto: Sílvio Ávila (Zero Hora)

GRÊMIO ROMPE A MÁ FASE E VENCE O JUVENTUDE
A equipe ainda não teve a atuação exigida por Hélio dos Anjos, mas já mostrou um esboço da velha garra e agora aposta em contratações de Ricardo Rocha e de Giovanni

Acabou o jejum. Depois de 14 jogos sem vitória, finalmente o Grêmio conseguiu comemorar um resultado positivo, ontem, no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, contra o Juventude. O campeão brasileiro venceu por 1 a 0, alcançou seis pontos na tabela e recuperou, pelo menos por enquanto, a tranqüilidade para continuar reagindo no certame em busca de um lugar entre os oito melhores nesta primeira fase. A conquista, no entanto, teve ingredientes de heroísmo. A equipe do técnico Hélio dos Anjos não jogou uma boa partida. Errou muitos passes, criou raras oportunidades de gol, mas soube conter o adversário, mesmo com 10 jogadores na maior parte do segundo tempo.

A obrigatoriedade de vencer parece afetar o desempenho dos jogadores do Grêmio. Ninguém arrisca jogada individual, a bola quase não para nos pés dos articulado as e as melhores oportunidades quase sempre acontecem através de lance com bola parada. Com muitos cuidados na marcação, o Grêmio começou o jogo sem ambição de atacar e só conseguiu ameaçar o inimigo aos 10 minutos, quando Arce bateu falta e a bola passou perto do gol de Márcio. Nem este lance mexeu com os caxienses. Eles continuaram acanhados em campo. E o jogo ficou sem graça.

Aos 23 minutos, o Grêmio perdeu uma grande chance. De bola parada, Sérgio Manoel quase marcou um gol olímpico, terceira chance, também foi decorrente de um escanteio. Arce levantou e Rivarola ganhou dos adversários na cabeça, mandando a bola na trave. Quando os dois times já pareciam satisfeitos com o empate na primeira etapa, o Grêmio marcou. De escanteio. Sérgio Manoel cobrou na primeira trave e Goiano surgiu livre, desajeitado e, de cabeça mandou para as redes.

Na volta para o segundo tempo, quando parecia que o Juventude seria ofensivo, cheio de iniciativas e capaz de chegar ao gol de Danrlei, nada disso aconteceu. Nem mesmo depois da expulsão de Otacilío, logo aos 8 minutos, por jogada violenta. O time de Gilson Nunes abusou dos passes laterais. E somente chegava à área gremista com levantamentos, que eram facilmente aliviados pela dupla Rivarola e Luciano. Chance mesmo, o Juventude teve apenas uma, Itaqui bateu falta e Alexandre, sem marcação, cabeceou no canto. Danrlei estava atento e salvou o gol. Mesmo inferiorizado, a melhor oportunidade ficou para Sérgio Manoel, no finalzinho. Ele penetrou pelo lado direito e concluiu forte, de pé esquerdo, quase ampliando o marcador.” (Adroaldo Guerra Filho, Zero Hora, segunda-feira, 29 de julho de 1997)

 

“GRÊMIO QUEBRA TABU E FAZ CARNAVAL
Time de Hélio dos Anjos derrota Juventude por 1 a 0 e espanta crise. Torcedor vibra como se fosse a conquista de um título

Acabou a agonia. Depois de 14 jogos, o Grêmio quebrou ontem um tabu quase insuportável e obteve sua 1ª vitória no Campeonato Brasileiro. A vítima foi o Juventude, um velho freguês. O resultado de 1 a 0 para o Grêmio provocou um verdadeiro carnaval nas arquibancadas do estádio Alfredo Jaconi logo após o apito final do árbitro. Não faltou o tradicional ‘ah, eu sou gaúcho’, grito utilizado pelos torcedores em circunstâncias bem mais nobres. ‘Cheguei a ter vontade de chorar’, confessou o meia Sérgio Manoel.

O gol da vitória surgiu aos 46 minutos do 1º tempo. Sérgio Manoel cobrou escanteio, o goleiro Márcio cometeu uma de suas várias falhas e Luiz Carlos Goiano completou para a rede. Foi a melhor coisa registrada numa fase muito ruim da partida. No 2º tempo, o Grêmio provou que, pelo menos, passou a ser um time mais humilde sob o comando de Hélio dos Anjos.

A expulsão de Otacílio, logo aos 8 minutos, fez com que a equipe se postasse atrás, esperando que o adversário se abrisse para tentar os contra-ataques com Zé Alcino. Paulo César Tinga, que recebia sua 1ª oportunidade, mostrava ser um jogador atrevido, mas acabou sacrificado. Foi ele quem saiu para a entrada de Djair, que reforçou a marcação no meio de campo.

Nem precisava. O Juventude mostrou ser um time improdutivo ofensivamente. Maurílio e Alexandre pouco criaram. O Grêmio acabaria a partida com Rodrigo Gral sendo sua única opção ofensiva, já que Zé Alcino saiu para a entrada de André Santos. ‘O importante era garantir o resultado’, desabafou o técnico Hélio dos Anjos.” (Correio do Povo, segunda-feira, 29 de julho de 1997 – Fonte: Grêmio Dados)

 

Foto: Porthus Junior (Pioneiro)

 

JUVENTUDE RECUPERA O GRÊMIO
Sem criatividade, alviverde não aproveitou vantagem de um atleta a mais no segundo tempo e foi derrotado 1 a 0

Caxias do Sul – o Juventude nunca enfrentou o Grêmio nos últimos anos respaldado por um favoritismo tão grande, mas voltou a amarelar para o tricolor, ontem à tarde, no Estádio Alfredo Jaconi, e perdeu por 1 a 0 o clássico gaúcho válido pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro. O único gol da partida, disputada diante de mais de 16 mil pessoas, foi anotado por Goiano, no final do primeiro tempo, e interrompeu a recorde seqüência negativa do Grêmio, que não vencia há 14 partidas.

Diante da forte marcação aplicada pelo Grêmio, que resultou algumas vezes em excesso de faltas, o Juventude, ao invés de tentar as jogadas pelos flancos, insistiu na triangulação pelo meio e pouco concluiu a gol. A estratégia facilitou o bloqueio armado pelo técnico Hélio dos Anjos.

No primeiro tempo, o lance de maior perigo do Juventude foi aos 24 minutos, quando Maurilio escapou em velocidade pela direita e tocou para Alexandre dentro da área. Ele girou o corpo e chutou em Luciano. Antes, a meta de Danrlei fora ameaçada aos oito minutos, num cruzamento de Alexandre que a defesa afastou, e aos 14, num chute de Maurilio sobre o travessão.

O Grêmio chegou com força aos 10 minutos. Arce cobrou falta e Rodrigo Gral quase alcançou de cabeça. Aos 31, Márcio salvou o gol em cabeceio de Rivarola. O gol surgiu num escanteio de Sérgio Manoel, aos 46 minutos. Goiano cabeceou. Márcio tentou a defesa, mas a bola entrou mansamente.

Na segunda etapa, Gilson Nunes procurou aumentar de forma gradativa o poderio ofensivo da equipe colocando atacantes. Mas nem a expulsão de Otacílio, por falta em Maurilio aos oito minutos, foi suficiente para o Juventude ao menos empatar. O Grêmio se fechou mais para suportar a pressão e garantir o resultado. A equipe caxiense esteve muito próxima do gol aos nove minutos. Itaqui cobrou falta, Alexandre cabeceou e Danrlei mandou a escanteio. E foi só. Com um jogador a menos, o Grêmio desistiu do ataque e só tentou contragolpes. Os chutes de fora da área de Arce, aos 16 e 33 minutos, e Zé Alcino, aos 32, foram defendidos sem problemas por Márcio.” (Pioneiro, segunda-feira, 29 de julho de 1997)

 

“JUVENTUDE

Márcio – Bem. Sem culpa no gol.

Itaqui – Não repetiu atuações anteriores.

Adilson – O melhor da defesa. Demonstrou tranqüilidade.

Baggio – Nervoso, limitou-se a dar chutões.

Lino – Sentiu a falta de ritmo de jogo, mas tem qualidades.

Flávio – Apesar de sobrecarregado na marcação, foi um dos melhores.

Serginho – Parecia perdido em campo.

Sandro – Enquanto esteve na partida, organizou boas jogadas.

Maurilio – Bem no primeiro tempo.

Macalé – Sofreu com a forte marcação.

Alexandre – O mais lúcido do time.

Edson – Deu movimentação ao time.

Adriano – Entrou no lugar de Serginho e mostrou muito esforço apenas.

Pontes – Entrou no compromisso e pouco pôde render.

 

GRÊMIO

Danrlei – Firme quando exigido.

Arce – Preocupado em marcar Alexandre, quase não apoiou.

Rivarola – Ajudou a anular Macalé.

Luciano – Bem no desarme.

André Silva – No primeiro tempo, muito bom no apoio. Depois, decaiu.

Otacílio – Até ser expulso (justamente), combateu com eficiência.

Goiano – O melhor do jogo.

Tinga – De muita movimentação e rapidez, é atleta de futuro promissor.

Sérgio Manoel – É a cabeça pensante do meio-campo gremista.

Zé Alcino – Isolado, pouco participou.

Rodrigo Gral – Teve dificuldades para se adaptar como atacante.

Djair – Recompôs a marcação.

André Santos – Entrou quase no final e pouco acrescentou.” (Pioneiro, segunda-feira, 29 de julho de 1997)

 

JOGO APRESENTA POUCOS DESTAQUES
Ponteiro Alexandre, meia Flávio e zagueiro Adilson tiveram atuação um pouco acima da média no Ju

Caxias do Sul – Poucos Jogadores se destacaram no fraco futebol apresentado por Juventude e Grêmio no Estádio Alfredo Jaconi, ontem à tarde. No lado alviverde, o que mais despontou foi o ponteiro-esquerdo Alexandre, bastante acionado em função da sua velocidade. Converteu-se no mais perigoso atacante do time caxiense, embora tenha abusado da individualidade em alguns momentos.

O gol de empate esteve à sua feição aos nove minutos do segundo tempo, quando, com uma cabeçada, obrigou Danrlei a espalmar para escanteio, numa defesa difícil. Além de Alexandre, mereceram elogios as atuações do zagueiro Adilson, com a serenidade de sempre no sistema defensivo, e do volante Flávio, um dos jogadores mais regulares durante a partida.

No Grêmio, o maior nome foi o meia Goiano. Além do gol, importante para acabar com a série de 14 jogos sem vitória da equipe, comandou o forte bloqueio armado por Hélio dos Anjos para segurar o Juventude.

Incansável na marcação, ainda conseguiu chegar com força na área para fazer de cabeça o único gol da partida, aos 46 minutos do primeiro tempo, aproveitando a bola vinda da cobrança de escanteio do lado direito do ataque.

Outro jogador que recebeu muitos votos de melhor em campo por jornalistas foi Sérgio Manoel. Experiente, o meia protegeu a bola com facilidade e contribuiu para a criação de jogadas. Foi de sua autoria o cruzamento no escanteio que resultou no gol gremista. André Silva, destaque no primeiro tempo com o apoio qualificado ao ataque, decaiu de produção na segunda etapa. “ (MARCELO BORELLI E CRISTIANO RIGO DALCIN, Pioneiro, segunda-feira, 29 de julho de 1997)

 

 

“GILSON LAMENTA AUSÊNCIAS E ELOGIA ATLETAS ADVERSÁRIOS

“Perdemos para um grande clube, num momento de injustiça, mas o campeonato é assim”, justificou o técnico Gilson Nunes, que estava tranqüilo, porém chateado com o resultado. De acordo com o técnico, a equipe sentiu a saída do meia Sandro, que teve um problema no músculo adutor da coxa e foi substituído por Edson. “Ele está mais acostumado e, somado aos três desfalques, fez uma falta danada”.

Com a força coletiva ausente, Gilson Nunes procurou destacar a qualidade individual dos jogadores gremistas, que barraram as iniciativas do Juventude com faltas e muita catimba. “O Grêmio tem jogadores experientes. Arce, Rivarola, o próprio Luciano, o Goiano e o Otacílio, que demorou quatro minutos para sair de campo na expulsão”, comentou. Na opinião de Gilson Nunes, o resultado mais justo da partida seria o empate.

Para o volante Flávio, a maturidade da equipe do Grêmio pesou. “Eles deixavam a gente jogar até a intermediária e na entrada da área faziam as faltas.” Para o atacante Maurilio, o que mais chateou a equipe foi o fato de ter levado um gol com origem de bola parada. “Toda a preleção foi sobre isso. É a única jogada do Grêmio.”

A direção do Juventude pretende anunciar hoje a contratação do novo centroavante. O jogador pretendido disputou a Série A-2 paulista e virá por empréstimo. Especula-se o nome de Silva, canhoto, que trabalhou com Gilson Nunes no São José, de São Paulo.” (MARCELO BORELLI E CRISTIANO RIGO DALCIN, Pioneiro, segunda-feira, 29 de julho de 1997)

 

Foto: Porthus Junior (Pioneiro)

 

Placar:O JOGO: O Grêmio quebrou a sequencia de catorze jogos sem vitória com uma
forte marcação no meio-campo, contendo as jogadas ofensivas do Juventude” (Tabelão Placar 1997, n.º7,  página 165)

“GRÊMIO CONQUISTA VITÓRIA APÓS 14 JOGOS

O campeão do Brasileiro de 1996 e da Copa do Brasil, o Grêmio, quebrou neste domingo um jejum de 14 jogos sem vitória (seis deles no atual campeonato), vencendo o Juventude por 1 a 0.

A partida, muito disputada, foi no estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul. Foi um jogo típico do campeonato gaúcho, em que a garra superou a técnica.

No primeiro tempo, o Grêmio levou vantagem nas jogadas de ataque, mas só conseguiu marcar seu gol aos 46min e 30seg, em uma jogada de bola parada. Luis Carlos Goiano aparou de cabeça um escanteio bem cobrado por Sérgio Manoel.

O Juventude voltou modificado para o segundo tempo, ampliando seu poder de ataque com o ingresso de Édson.

O Grêmio procurou se fechar e reforçou a defesa com a expulsão do volante Otacílio, aos 9min do segundo tempo.

O técnico gremista, Hélio dos Anjos, sacrificou o jovem estreante Paulo César Tinga (dos juniores), colocando mais um volante, Djair.

O sistema de marcação gremista foi reforçado com o ingresso de André Santos no lugar de Zé Alcino.

Gílson Nunes, técnico do Juventude, ainda fez mais duas substituições para reforçar o ataque, mas a defesa do Grêmio resistiu à pressão.” ( Folha Online – 27/07/97 – 19h31min)

JUVENTUDE: Márcio; Itaqui, Adílson, Baggio e Lino; Flávio, Serginho (Adriano, 13 do 2ºT), Sandro Fonseca (Édson, intervalo) e Maurílio; Macalé (Pontes, 32 do 2ºT) e Alexandre.
Técnico: Gílson Nunes

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Luciano e André Silva; Otacílio, Luís Carlos Goiano, Paulo César Tinga (Djair 13 do 2ºT) e Sérgio Manoel; Zé Alcino (André Santos 41 do 2ºT) e Rodrigo Gral.
Técnico: Hélio dos Anjos

Brasileirão 1997 – 1ª Fase – 7ª Rodada
Data: 27 de julho de 1997, domingo, 16h00min
Local: Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, RS
Juiz: Fabiano Gonçalves
Auxiliares: Altemir Hausen e Marcos Ibañez
Público: 16 mil (12.533 pagantes)
Renda: R$ 98.955,00
Cartões amarelos: Sérgio Manoel e Paulo César Tinga, Luciano, Luís Carlos Goiano, Rodrigo Gral e André Silva, Adílson, Macalé, Flávio e Alexandre
Cartão vermelho: Otacílio (14 do 2ºT)
Gol: Luis Carlos Goiano, aos 46min do primeiro tempo

Brasileirão 2021 – Grêmio 0x0 Fortaleza

June 28, 2021

Foto: Tomás Hammes (Globo Esporte)

Um pouco antes do pênalti marcado para o Fortaleza, Paulo Nunes, comentarista do Premiere, observou que o Grêmio estava escalado com três volantes mas nenhum deles estava exercendo a tarefa primordial da posição, que é proteger a defesa. Esse comentário resume bem o quão bagunçado esteve o time tricolor neste jogo.

Eu (talvez de maneira ingênua) ainda acho que a introdução do árbitro de vídeo possa melhorar o nível da arbitragem nacional. Mas vale lembrar que o VAR é uma ferramenta que não vai mudar o fato do Marcelo de Lima Henrique ser o Marcelo de Lima Henrique. A falta que resultou no pênalti para o Fortaleza foi uma falta comum/de jogo. Dar, e ainda por cima manter o cartão vermelho depois de ser chamado para a revisão pelo VAR, foi um absurdo. Pra completar ele sequer mostrou cartão amarelo para Romarinho no pênalti marcado para o Grêmio (sem falar na embromação para ir até o monitor).

Dois fatos que mostram como o desempenho do Grêmio em penalidades máximas nos últimos anos é preocupante.

– Felipe Alves já tinha defendido cobrança de Diego Souza no Brasileirão do ano passado.

O torcedor gremista estava desde agosto de 2017  sem ver um de seus goleiros defender um pênalti no decorrer de uma partida. Neste período o Grêmio sofreu 28 gols de pênalti em 284 partidas disputadas.

Foto: Tomás Hammes (Globo Esporte)

Foto: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 0x0 Fortaleza

GRÊMIO: Gabriel Chapecó; Rafinha, Geromel, Kannemann e Diogo Barbosa; Thiago Santos (Lucas Silva, 20’/1ºT); Douglas Costa (Léo Pereira, 41’/2ºT), Victor Bobsin, Matheus Henrique (Paulo Miranda, 19’/2ºT) e Ferreira; Diego Souza (Ricardinho, 41’/2ºT)
Técnico: Tiago Nunes

FORTALEZA: Felipe Alves; Tinga, Marcelo Benevenuto e Titi; Yago Pikachu, Éderson, Ronald (Felipe, 23’/2ºT) e Lucas Crispim; Romarinho (Osvaldo, 23’/2ºT); Robson (Igor Torres, 40’/2ºT) e David
Técnico: Juan Pablo Vojvoda

07ª Rodada – Brasileirão 2021
Data: 27 de junho de 2021, domingo, 20h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre, RS
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique
Assistentes: Eduardo Gonçalves Cruz e Márcia Bezerra Lopes Caetano
VAR: Péricles Bassols Pegado Cortez
Cartões amarelos: Douglas Costa; Ederson, Ronald e Osvaldo
Cartão vermelho: Kannemann (14 minutos do 2ºT)

Brasileirão 2021 – Grêmio 2×2 Santos

June 27, 2021

Foto: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Foto: Eduardo Moura (Globo Esporte)

Confesso que não entendi muito o sentido da alteração feita pelo técnico do Grêmio aos 42 minutos do segundo tempo. Não alterou em nada o posicionamento da equipe, que precisava buscar o resultado positivo. Sem falar que é quase um deboche com os atletas que tiveram cerca de 8 minutos para tentar mostrar alguma coisa.

Foto: Ivan Storti (Santos)

Grêmio 2×2 Santos

GRÊMIO: Gabriel Chapecó; Rafinha, Geromel, Kannemann e Diogo Barbosa; Thiago Santos; Léo Pereira (Douglas Costa, 25’/2ºT), Matheus Henrique (Jean Pyerre, 42’/2ºT), Victor Bobsin e Ferreira; Diego Souza (Ricardinho, 42’/2ºT)
Técnico: Tiago Nunes

SANTOS: João Paulo; Pará (Madson, 16’/2ºT), Luiz Felipe, Luan Peres e Felipe Jonatan (Lucas Braga, 2ºT); Alison (Camacho, 20’/1ºT) e Jean Mota; Marinho, Gabriel Pirani (Carlos Sánchez, 14’/2ºT) e Marcos Guilherme; Kaio Jorge
Técnico: Fernando Diniz

6ª Rodada – Brasileirão 2021
Data: 24 de junho de 2021, quinta-feira, 21h30min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre, RS
Arbitragem: Caio Max Augusto Vieira (RN)
Auxiliares: Jean Marcio dos Santos e Lorival Candido das Flores (RN)
VAR: Gilberto Rodrigues Castro Junior (PE)
Cartões amarelos: Grêmio: Diego Souza e Ferreirinha. Santos: Camacho, Jean Mota, Fernando Diniz e Marinho
Gols: Diego Souza, aos 3 minutos, Marcos Guilherme, aos 28min, Matheus Henrique, aos 41min do 1º tempo; Marinho, aos 32 minutos do 2º tempo.

Brasileirão 2021 – Sport Recife 1×0 Grêmio

June 20, 2021

Foto: Paulo Paiva (AGIF)

0 pontos em 9 disputados. E a verdade é que o Grêmio não jogou o suficiente para ter uma campanha muito diferente dessa nos seus três primeiros jogos do Brasileirão 2021.

O gol de Thiago Santos foi corretamente anulado pela arbitragem. Mas antes disso parece ter havido um pênalti em Geromel. Não achei nenhum comentário sobre este lance.

É compreensível que Tiago Nunes e o Presidente Romildo Bolzan queiram defender o goleiro Paulo Victor. Mas não dá pra negar ó óbvio. Sem falar que a resposta do nosso treinador, além de grosseira, foi um tiro no pé, visto que ele mesmo nunca jogou profissionalmente.

Foto: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Sport Recife 1×0 Grêmio

SPORT: Mailson; Rafael Thyere, Iago Maidana e Sabino; Hayner  (Tréllez, 21’/2ºT), Marcão, Thiago Lopes (José Welison,  21’/2ºT) e Sander; Marquinhos (Gustavo Oliveira, 15’/2ºT) e André (Neilton, 39’/2ºT) e Paulinho Moccelin (Patric, 15’/2ºT)
Técnico: Umberto Louzer

GRÊMIO: Paulo Victor; Rafinha, Geromel, Kannemann e Cortez (Diogo Barbosa, INT); Thiago Santos (Victor Bobsin, Intervalo); Luiz Fernando (Douglas Costa, 17’/2ºT), Matheus Henrique (Jean Pyerre, 33’/2ºT), Jhonata Robert e Ferreira (Ricardinho, 28’/2ºT); Diego Souza
Técnico: Tiago Nunes

4ª rodada – Brasileirão 2021
Data: 17 de junho de 2021, quinta-feira, 19h00min
Local: Ilha do Retiro, no Recife, PE
Árbitro: Denis da Silva Ribeiro Serafim
Assistentes: Esdras Mariano de Lima Albuquerque e Brigida Cirilo Ferreira
VAR: Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro
Cartões amarelos: Iago Maidana, Paulinho Moccelin Gustavo Oliveira; Matheus Henrique, Luiz Fernando, Kannemann e Rafinha
Gol: Sander, aos 33 minutos do 1º tempo

Copa do Brasil 2001 – 20 anos

June 17, 2021

Foto: Placar

20 anos do Tetra da Copa do Brasil de 2021

 

Campanha do Grêmio:
– 12 jogos
– 8 vitórias
– 2 empates
– 2 derrotas
– 25 gols pró
– 14 gols contra

Goleadores do Grêmio:
Marcelinho Paraíba – 6
Zinho – 5
Luiz Mário – 4
Anderson Lima- 3
Marinho – 2
Rodrigo Mendes- 2
Warley – 2
Rubens Cardoso- 1
Eduardo Costa – 1

Copa do Brasil 2001:
64 participantes
117 Jogos
371 gols
3,18 média de gols

Artilheiros:
Washington (Ponte Preta) – 11 gols
França (São Paulo) – 8 gols
Éwerthon (Corinthians) – 7 gols
Marcelinho (Corinthians) – 6 gols
Marcelinho Paraíba (Grêmio) – 6 gols

 

Abaixo links para os posts de cada um dos jogos da campanha

1ª Fase – Villa Nova-MG 3×2 Grêmio
1ª Fase – Grêmio 4 x 1 Villa Nova-MG

2ª Fase – Santa Cruz 1 x 0 Grêmio
2ª Fase – Grêmio 3 x 1 Santa Cruz

Oitavas de Final – Jogo de Ida – Grêmio 1 x 0 Fluminense
Oitavas de Final – Jogo de Volta – Fluminense 0x0 Grêmio

Quartas de Final – Jogo de Ida – Grêmio 2 x 1 São Paulo
Quartas de Final – São Paulo 3×4 Grêmio

Semifinal – Jogo de Ida – Grêmio 3×1 Coritiba
Semifinal – Jogo de Volta – Coritiba 0x1 Grêmio

Final – Jogo de Ida – Grêmio 2×2 Corinthians
Final – Jogo de Volta – Corinthians 1×3 Grêmio

Foto: Ricardo Giusti (Correio do Povo)

Copa do Brasil 2001 – Final – Jogo de Volta – Corinthians 1×3 Grêmio

June 17, 2021


Há exatos 20 anos o Grêmio conquistou sua quarta Copa do Brasil, vencendo o Corinthians, no Morumbi por 3×1.

Ao meu ver foi a final que o Grêmio teve a atuação mais consistente/dominante da sua história.

Na minha memória o Marinho estreou as suas chuteiras brancas nesse jogo (ainda não encontrei nenhuma imagem dele usando elas antes disso). De início me pareceu uma temeridade (por motivos de superstição/lembrança do Amato), mas ele talvez tenha sido o melhor jogador em campo.

E até hoje eu nunca tinha reparado que o Eduardo Martini estava no banco com uma camisa onde o distintivo do Grêmio e o símbolo da Kappa estão nas posições trocadas.

Foto: Lance

Foto: Alexandre Battibugli (Placar)

Foto: Lance

Foto: Lance

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Tostão – “VERDADEIRO NÓ TÁTICO

Raramente o esquema tático de uma equipe é o fator determinante no resultado de uma partida de futebol, como o da vitória do Grêmio sobre o Corinthians.
No jogo, o chavão “nó tático” nunca foi tão verdadeiro.
Tite, técnico do time gaúcho, já tinha usado o mesmo laço para dar um nó no Vadão, treinador do São Paulo, no mesmo estádio do Morumbi.
Vadão ficou tonto, nocauteado, perdeu o emprego e ainda não retornou ao trabalho.
O nó que Luxemburgo recebeu do Tite foi tão apertado que o técnico do Corinthians ficou paralisado.
De vez em quando soluçava. Só não perdeu a pose. Não parava de ajeitar os óculos, como fazem os pseudo-intelectuais.
O Grêmio deu um baile no Corinthians. Escalou três zagueiros, sendo um na sobra, adiantou a marcação, pressionou, tomou a bola com facilidade no meio-campo e esteve sempre próximo ao gol do Timão.
A vitória do Grêmio foi a do novo e verdadeiro futebol moderno sobre o velho e ultrapassado esquema tático tradicional brasileiro.
De onde Tite tirou a inspiração para a brilhante maneira de jogar de seu time?
Não me refiro ao desenho com três zagueiros e dois alas. Foi o que menos importou. Não teve nada de novo e especial. O mais importante foi a espetacular marcação e facilidade com que o Grêmio dominou a partida e criou situações de gol.
O time gaúcho repetiu a filosofia tática da seleção argentina -única do mundo que marca pressionando em todas as partidas. A França, que não usa o esquema com três zagueiros, alterna a marcação por pressão com o recuo e contra-ataque.
Os franceses são mais prudentes e racionais do que os apaixonados argentinos. Encantam menos, porém jogam com mais segurança.
O início da filosofia de marcação por pressão começou na Copa de 1974. Cruyff conta que, 15 dias antes do Mundial, o técnico holandês Rinus Michels reuniu os jogadores e resolveu fazer algo diferente, surpreendente, já que não dava tempo para treinar o trivial. Os treinadores comuns, normais, fariam o contrário. Os holandeses decidiram se divertir na Copa. E encantaram o mundo.
O técnico colocou a defesa, o meio-campo e o ataque bem próximos. Adiantou a marcação e congestionou o meio-campo. Quando o adversário ia dominar a bola, havia um bando de holandeses. Parecia uma pelada. Tomavam a bola e, com velocidade e habilidade, chegavam ao gol adversário. Até os zagueiros se transformavam em atacantes.
Uma deliciosa e eficiente loucura tática.
Acabaram a Copa e o sonho. Algumas equipes espalhadas pelo mundo tentaram imitar a Laranja Mecânica, mas não deu certo. Não conseguiam repetir a marcação. Levaram muitas goleadas. Era o fim da utopia e do futebol total.
No entanto, aquela gostosa loucura ficou no inconsciente coletivo do futebol. Era preciso recuperar o sonho, mesmo que distorcido. Há alguns anos, criou-se algo parecido.
Algumas equipes, como a Argentina, em vez de recuar e fechar os espaços defensivos, passaram a pressionar e marcar a saída de bola do adversário.
É um esquema de alto risco. Se a marcação for vencida no meio-campo, a defesa fica desprotegida. Para diminuir esse problema, é essencial um zagueiro na sobra. Outro problema é o cansaço. É impossível jogar dessa maneira durante 90 minutos. Se o time perder o primeiro tempo, terá muitas dificuldades em inverter o placar.
Para fazer bem essa marcação, são necessários treinos e a participação de todos os jogadores, inclusive dos atacantes.
Quando estão perdendo, os técnicos brasileiros correm para a lateral do campo para gritar e pedir a marcação na saída de bola. Não adianta. Os jogadores não têm o hábito de executá-la.
Essa postura independe do desenho tático. Pode-se utilizá-la com três ou quatro zagueiros. Como a maioria das equipes utiliza dois atacantes fixos, não é preciso mais do que uma linha com três zagueiros.
Antes da vitória do time gaúcho, Felipão disse que pretendia escalar três autênticos zagueiros, o que é bem diferente de recuar um volante no momento da jogada, como fazem os técnicos brasileiros.
O volante corre para trás e chega sempre atrasado. Os zagueiros estão de frente, olhando o passe, a bola e o atacante.
Parece que o Scolari mudou de idéia por causa da provável ausência do Antônio Carlos.
O zagueiro da Roma não é tão especial assim para a definição do esquema tático depender de sua presença.
Muito mais importante do que o desenho tático será a filosofia ofensiva ou defensiva do treinador. Se o time jogar com três zagueiros recuados, mais dois volantes na frente e os alas como se fossem laterais, terá oito defensores e dois atacantes isolados. É isso que fazem os técnicos brasileiros quando jogam nesse esquema. Viram o galo cantar e não sabem onde.
Sugiro que Felipão convide o Tite, técnico do Grêmio, para auxiliá-lo. Poderia, inclusive, ocupar a vaga do Antônio Lopes, já que a função de coordenador técnico é decorativa. A seleção ganharia um bom reforço.” (Tostão, Folha de São Paulo, 20 de junho de 2001)

José Geraldo Couto: “TRATOR GAÚCHO

Nem o mais fervoroso corintiano haverá de negar: o Grêmio deu um “banho de bola” no Corinthians. O placar de 3 a 1 foi até modesto para traduzir o desnível entre os dois times.
A equipe gaúcha congestionou o meio-campo e marcou em cima os principais articuladores adversários -Marcelinho e Ricardinho-, obrigando o time alvinegro a apelar para a sempre inócua “ligação direta” entre os zagueiros e os atacantes. Quando retomava a bola, o Grêmio partia rapidamente para o ataque, quase sempre com Zinho ou Marcelinho. Ambos estavam em tarde inspirada, mas pecaram nas finalizações, para sorte do Corinthians.
A ausência de André Luiz -meia-lateral com habilidade e visão de jogo- ajuda a explicar a dificuldade corintiana de sair para o jogo. Nunca ficaram tão evidentes as limitações técnicas de Otacílio, de Marcos Senna e de Rogério. Pereira, mais técnico que os três, deveria, a meu ver, ter começado jogando.
Seria fácil também responsabilizar a defesa corintiana pela derrota, já que nos três gols gremistas houve falhas dos zagueiros. No primeiro e no terceiro, o erro foi de colocação, deixando o adversário livre para finalizar.
No segundo gol, João Carlos -xodó de Luxemburgo, da Fiel e de grande parte da mídia- mostrou toda a sua falta de intimidade com a bola.
Mas a razão principal do resultado foi mesmo a excelente atuação do Grêmio, tanto em termos táticos quanto técnicos. Mesmo antes da expulsão de Scheidt, parecia haver mais gremistas em campo.
É uma pena que Marcelinho Paraíba esteja de partida para a Alemanha. Confirma-se com isso o triste destino dos clubes brasileiros da atualidade, que raramente conseguem manter um time de qualidade por mais de uma temporada.
Quanto ao Corinthians, o balanço do semestre foi altamente positivo, sobretudo se lembrarmos que no início do ano a equipe apanhava mais do que índio em filme de faroeste.
Perder a final da Copa do Brasil foi importante para arrefecer um pouco a falta de modéstia em torno do time e, principalmente, de seu treinador.
Terminada a festa, é hora de cair na real: o Corinthians de hoje está longe de ser o supertime de dois anos atrás, e Wanderley Luxemburgo está longe de ser o santo milagroso pintado por certas crônicas esportivas.
Para voltar a ser verdadeiramente poderoso e conquistar um lugar na Taça Libertadores, o clube do Parque São Jorge terá que se reforçar em algumas posições: no gol, na zaga, na lateral direita e no meio-campo (refiro-me a um volante).
E Luxemburgo terá que ser avaliado pelo que vale, e não pelo que pensa que vale.
A propósito: foi constrangedor ver Falcão e Casagrande tentando eximir o técnico de responsabilidades pela derrota diante do Grêmio. Então tá. Quando o time ganha, o mérito é de Luxemburgo; quando perde, a culpa é dos jogadores. Assim, até eu.
Um lance para guardar na memória: Mauro Galvão, 39 anos, mancando visivelmente, olha para o banco e pergunta quanto falta para acabar o primeiro tempo. Havia esperança de que o intervalo fosse suficiente para a recuperação. Não deu. Ficou a imagem de um grande jogador e um homem de fibra.” (José Geraldo Couto, Folha de São Paulo, 18 de junho de 2001)

Paulo Roberto Falcão – “BANHO COMPLETO 

O Grêmio deu um nó tático no Corinthians, um show de preparo físico e ainda jogou um futebol de campeão. Marcou o adversário no seu campo no primeiro tempo, como já havia feito com o São Paulo e construiu o resultado com absoluta naturalidade, aproveitando-se dos erros de uma defesa que não conseguia sair jogando nunca. Depois, administrou como quis a vantagem, reagindo ao sufoco corintiano na metade do segundo tempo com um terceiro e decisivo gol.

Ao conjugar um técnico jovem com um time experiente, o clube encontrou a fórmula do sucesso e comprovou mais uma vez que a Copa do Brasil é a sua competição preferida. No ano em que perdeu o raro talento de Ronaldinho, o Grêmio redescobriu a força do conjunto. Chegou ao título sem depender de um ou dois jogadores. Pelo contrário, o grupo é que acabou sendo o destaque, pois a cada perda de um jogador importante sempre entrou em campo outro que deu conta do recado.” (Paulo Roberto Falcão, Zero Hora, 18 de junho de 2001)

Wianey Carlet : “TITE, TETRA, TCHÊ

Dois títulos em três competições disputadas, nada mal para um time que até três meses atrás era tido como incapaz de grandes proezas. Ontem foi no Morumbi, contra o poderosíssimo Corinthians, do não menos poderoso fundo de pensão norte-americano, tradicional clube do riquíssimo Estado de São Paulo e dono de uma das mais fiéis torcidas do país. Agora já são seis títulos nacionais, o que faz do Grêmio um supercampeão, três deles buscados fora do Olímpico, fato que credencia o clube como um autêntico vencedor, seja em que terreno for. Esta Copa do Brasil te sotaque gaúcho, tchê! É a quarta do Grêmio e a primeira do senhor Adenor Bachi, o excepcional Tite, que em seis meses organizou em grande time e já atravessou no peito duas faixas de campeão. A Copa do Brasil deste ano tem em grande vencedor. Nem o mais desvairado corintiano pode negar. O Brasil é azul. Na São Paulo do apagão, Tite apagou a estrela de Luxemburgo. Tite é tetra, tchê!

Para tornar-se o clube brasileiro que mais conquistou títulos nacionais, o Grêmio contou como principal arma o seu apego pelo futebol de alta competitividade. Sempre que conseguiu sintonizar-se com a sua histórica identidade, como está conseguindo, chegou a grandes conquistas.

Desta vez os gremistas não têm autoridade para repetir que tudo é sofrido na vida do Grêmio. O título de ontem foi conquistado quase sem dor. E o escore de 3 a 1 só não pode ser tido como injusto porque uma goleada não foi aplicada por exclusiva culpa do próprio Grêmio. Tivesse convertido metade das chances construídas no primeiro tempo e o Morumbi teria desabado em uma das mais humilhantes jornadas do futebol paulista. Foi um totó histórico.

A excepcional força coletiva do Grêmio acabou destacando algumas figuras que foram essenciais na conquista do título. Marinho, Marcelinho e Danrlei foram, possivelmente, as mais visíveis. Mas esteve na experiência serena de Zinho e de Mauro Galvão a razão silenciosa do sucesso gremista na Copa do Brasil.

O terceiro gol do Grêmio foi umas das mais primorosas obras coletivas que se tem visto por aí. Zinho, Fábio Baiano e Marcelinho tabelaram com a graça e a leveza de um movimento de balé. É verdade que Scheidt já tinha sido cantado pela torcida gremista pro sua expulsão, mas esta é outra história.” (Wianey Carlet, Zero Hora, 18 de junho de 2001)

Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

CORINTHIANS: Maurício; Rogério (Andrezinho 21/2), Scheidt, João Carlos e Kléber; Otacílio; Marcos Senna (Pereira 01/2); Ricardinho e Marcelinho Carioca; Müller (Gil 02/2) e Éwerthon.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

GRÊMIO: Danrlei; Marinho, Mauro Galvão (Alex Xavier 01/2) e Roger; Anderson Lima (Itaqui 35/2); Anderson Polga, Tinga, Zinho e Rubens Cardoso; Luís Mário (Fábio Baiano 10/2) e Marcelinho Paraíba
Técnico: Tite

Data: 17 de junho de 2001, domingo, 15h00min
Local: Morumbi, São Paulo
Juiz: Antonio Pereira da Silva-GO
Auxiliares: Jorge Paulo de Oliveira Gomes e Aristeu Leonardo Tavares
Cartões Amarelos: Roger, Anderson Lima
Gols: Marinho 42/1T, Zinho 01/2T, Éwerthon 29/2T, Marcelinho Paraíba 42/2T

Brasileirão 2021 – Grêmio 0x1 Athlético Paranaense

June 14, 2021

O Grêmio poderá fazer no máximo 3 pontos na três primeiras rodadas desse Brasileirão. Somente em 5 das 18 edições de Brasileirão por pontos corridos já realizadas o campeão fez 3 ou menos pontos nos seus três primeiros jogos.

Contudo, muito mais que a pontuação/aproveitamento, o que preocupa é a performance do time. Ontem o Grêmio praticamente não causou trabalho para o goleiro adversário.

Na transmissão o replay do lance do gol com as linhas de impedimento foi mostrado muito brevemente. Pra mim não ficou suficientemente demonstrado que o bandeirinha cometeu um “erro claro” ao marcar o impedimento.


Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 0x1 Athlético Paranaense

GRÊMIO: Brenno; Rafinha (Vanderson, 27’/2ºT), Geromel, Kannemann e Cortez; Thiago Santos (Ricardinho, 27’/2ºT) e Matheus Henrique (Jean Pyerre, 38’/2ºT); Luiz Fernando (Maicon, 15’/2ºT), Jhonata Robert (Léo Chú, 38’/2ºT) e Ferreira; Diego Souza.
Técnico: Tiago Nunes

ATHLETICO-PR: Santos; José Ivaldo, Pedro Henrique e Thiago Heleno; Marcinho (Khellven, 34’/2ºT), Richard, Christian (Léo Cittadini, intervalo) e Abner Vinicius; Nikão (Terans, 20’2ºT), Matheus Babi (Renato Kayzer, 34’/2ºT) e Vitinho (Carlos Eduardo, 30’/2ºT).
Técnico: Antônio Oliveira

03ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2021
Data: 13 de junho de 2021, domingo, 16h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre, RS
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)
Assistentes: Celso Luiz da Silva e Leonardo Henrique Pereira (ambos de MG)
VAR: Emerson de Almeida Ferreira (MG)
Cartões amarelos: Matheus Henrique, Thiago Santos, Rafinha e Maicon ; Christian, Matheus Babi e Richard
Gol: Matheus Babi, aos 43 minutos do 1º tempo

Copa do Brasil 2021 – Brasiliense 0x0 Grêmio

June 12, 2021

Foto: Alan Rones (Futura Press)

Mais um jogo marcado para o meio da tarde de um dia útil sem que nenhuma “autoridade” tenha dado uma justificativa para isso.

Eu acho legal quando o Grêmio joga com o calção branco, só não entendi porque essa combinação foi a escolhida para essa partida, visto que o Brasiliense também tem calção e meia em tom claro.

 

Foto: Lucas Uebel (Grêmio.net)

BRASILIENSE: Edson Sucuri; Diogo, Badhuga, Keynan, Peu; Lídio (Tobinha, 11’/2ºT), Sandy (Ballottelli, 38’/2ºT), Zotti; Peninha (Carlos Eduardo, 26’/2ºT), Luquinhas (Didira, 38’/2ºT), Zé Love (Vitor Rangel, 26’/2ºT).
Técnico: Vilson Tadei

GRÊMIO: Paulo Victor; Vanderson, Geromel, Kanneman e Cortez; Thiago Santos, Lucas Silva (Maicon, 30’/2), Jhonata Robert (Victor Bobsin, 41’/2ºT), Jean Pyerre (Luiz Fernando, 20’/2ºT) e Léo Chú (Ferreira, intervalo); Ricardinho (Diego Souza, intervalo)
Técnico: Tiago Nunes

Copa do Brasil 2021 –
Data: 10 de junho de 2021, quinta-feira, 15h30min
Local: Estádio Boca do Jacaré, em Brasília, DF)
Árbitro: Wanderson Alves de Sousa
Assistentes: Felipe Alan Costa de Oliveira e Ricardo Junio de Souza
Cartões Amarelos: Peu, Lídio, Diogo, Vílson Taddei, Luquinhas, Zotti e Zé Eduardo; Geromel
Cartão Vermelho: Zotti (Brasiliense)

Copa do Brasil 2001 – Final – Jogo de Ida – Grêmio 2×2 Corinthians

June 10, 2021

 

Eu tenho a impressão que se fala muito pouco de como a entrada de Claudio Pitbull no segundo tempo foi importante para o Grêmio conseguir buscar o empate. Ele mudou completamente a postura do ataque do Grêmio.

Foto: Jefferson Bernardes (Folha Press)

EX-CORINTIANO ESTRAGA FESTA DE PAULISTAS
Luiz Mário, que foi liberado pela diretoria corintiana por deficiência técnica, marcou os dois gols do Grêmio ontem
 
Um ex-corintiano estragou o que seria praticamente a festa antecipada do título da Copa do Brasil para o Corinthians. Após ter aberto vantagem de 2 a 0, o time paulista cedeu o empate ao Grêmio, ontem à tarde, no estádio Olímpico, em Porto Alegre.
Os dois gols da equipe gaúcha foram marcados pelo meia-atacante Luiz Mário, que foi “expulso” do Parque São Jorge por deficiência técnica.
Mesmo tendo cedido o empate ao Grêmio, o Corinthians está bem perto de seu segundo título da Copa do Brasil e, consequentemente, da vaga na Taça Libertadores da América de 2002.
Como fez dois gols no Sul, o time paulista precisa de apenas um empate em até 1 a 1, no próximo domingo, no Morumbi, para repetir a conquista de 1995, diante do mesmo Grêmio.
Um novo empate em 2 a 2 leva a decisão do título para os pênaltis.
O Grêmio só fica com a taça da Copa do Brasil pela quarta vez se empatar em três ou mais gols ou se vencer fora de casa.
O jogo começou bastante equilibrado, com as duas equipes marcando por pressão.
O Grêmio tentava as jogadas pelas duas laterais -com Anderson Lima e Rubens Cardoso-, mas parava nos zagueiros João Carlos e Scheidt, que fizeram um excelente primeiro tempo.
Já o Corinthians, bem posicionado na defesa, pouco arriscava. Marcelinho e Ricardinho, marcados, tinham dificuldades para lançar para Ewerthon e Muller.
Em uma das poucas vezes que chutou a gol, exatamente no momento em que os gaúchos mais pressionavam, o Corinthians abriu o placar.
Aos 29min, Marcelinho recebeu de André Luiz na intermediária e bateu forte. O zagueiro Marinho tentou desviar, mas acertou uma cabeçada e tirou de Danrlei a possibilidade de defesa.
O gol dos paulistas calou o Olímpico, que recebeu mais de 50 mil pessoas ontem.
Até o fim do primeiro tempo, os gremistas insistiam no “chuveirinho” e nas jogadas de bola parada, mas não conseguiram superar o goleiro Maurício.
Na etapa final, o time de Wanderley Luxemburgo voltou melhor e, logo aos 7min, ampliou.
Muller recebeu passe de Marcelinho após escanteio, deu um belo drible em um zagueiro gremista e fulminou Danrlei. Foi o segundo gol do atacante, que conquistou a Copa do Brasil em 2000 com o Cruzeiro, após sua volta ao Parque São Jorge – o primeiro havia sido contra o Flamengo-PI, também pela Copa do Brasil.
O segundo gol parecia que havia “matado” os gaúchos. Mas foi a partir da entrada do atacante Cláudio no lugar de Warley, que não entrou com 100% de condições, que o time da casa cresceu.
A “ressurreição” dos gaúchos começou a 26 minutos do final, quando os 2.200 corintianos que estiveram em Porto Alegre já comemoravam. O gol de Luiz Mário, após bate-rebate na área, acabou com a invencibilidade de seis jogos da defesa do Corinthians, a maior em dez anos.
Aos 25min do segundo tempo, Maurício, que havia feito pelo menos quatro grandes defesas e era umas das principais figuras dos visitantes em campo, falhou e não defendeu chute fraco, de fora da área, de Luiz Mário.
Após o empate, o Grêmio, empurrado por seus torcedores, ainda pressionou para a virada, mas Maurício fez mais duas boas intervenções e segurou o resultado.
Após o partida, Luiz Mário criticou a diretoria corintiana. “Fui o último a saber de meu empréstimo para o Grêmio. Mas não tem nada não. Mostrei hoje [ontem” que tenho futebol para jogar em qualquer lugar. Graças a Deus joguei bem, fiz dois gols, e o Grêmio ainda está vivo”, completou o jogador, que, mesmo com a bela atuação de ontem, deve voltar para a reserva para dar lugar a Marcelinho. O meia-atacante cumpriu suspensão automática. (FERNANDO MELLO ENVIADO ESPECIAL A PORTO ALEGRE, LEO GERCHMANN – DA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO ALEGRE) (Folha de São Paulo, segunda-feira, 11 de junho de 2001)
“LANCE A LANCE
Primeiro tempo

3min – Kléber sobe pela esquerda e cruza. Bola desvia em zagueiro gremista e Danrlei defende com facilidade.
6min – Rubens Cardoso faz boa jogada pela esquerda e cruza na cabeça de Luiz Mário, que manda à esquerda do gol de Maurício.
10min –Zinho bate falta cometida por André Luiz da entrada da área. A bola sai direto à esquerda do gol do Corinthians.
16min –Depois de tabela no ataque, Warley é derrubado por João Carlos na entrada da área, mas o juiz não marca falta.
20min – Anderson Lima bate falta no ângulo direito de Maurício, que faz grande defesa e põe a bola para escanteio.
28min – Maurício faz novamente boa defesa depois de chute de Luiz Mário.
29min – Marcelinho chuta de fora da área e conta com o desvio de Marinho para marcar o primeiro gol do Corinthians.
33min –Warley chuta da esquerda, a bola desvia em João Carlos, mas Maurício consegue espalmar para escanteio.
44min –Marcelinho cruza da esquerda e João Carlos cabeceia com perigo, mas a bola sai por cima do gol.

Segundo tempo

4min – Marcelinho faz boa jogada pela direita, fica na cara do gol, mas erra o chute cruzado. Ewerthon, que entrava pelo meio, reclama com o companheiro de time.
5min –Muller recebe passe de Marcelinho e fica livre pela esquerda. No cruzamento, Mauro Galvão salva a equipe gremista desviando a bola para escanteio.
7min –Mais uma vez pela esquerda, Muller domina na área, passa por dois marcadores, gira e marca um golaço: Corinthians 2 a 0.
19min – Rubens Cardoso cruza da esquerda, mas Kléber se antecipa e cabeceia para escanteio.
19min – Marinho recebe na área e chuta em cima de Rogério. Luiz Mário aproveita sobra e marca o primeiro gol do Grêmio.
21min – Cláudio cabeceia de frente para o gol, mas Maurício faz ótima defesa.
25min –O Grêmio empata com um chute de fora da área de Luiz Mário, que conta com uma falha do goleiro Maurício.
32min –Marinho desperdiça boa chance após cobrança de escanteio. Cabeceia para fora, à direita do gol.
40min –Cláudio chuta forte de fora da área. Mas a bola sai direto.
46min –
Gil invade a área sozinho, mas o juiz marca impedimento.”(Folha de São Paulo, segunda-feira, 11 de junho de 2001)

Foto: Ricardo Duarte (Zero Hora)

Tostão: “CONTROLE REMOTO
No segundo tempo da partida entre Corinthians e Grêmio, resolvi variar de canal.
Passei da ESPN Brasil para a Rede Globo. O time paulista tinha todas as facilidades no contra-ataque, fez o segundo gol e estava próximo do terceiro. Aí, numa jogada isolada, o Grêmio marcou seu primeiro gol.
Como faz a maioria dos técnicos, Luxemburgo imediatamente tirou o Muller, o mais lúcido jogador do Corinthians, autor de um belíssimo gol, e colocou mais um atleta para segurar o jogo.
Galvão Bueno, que entende de futebol, não gostou. Passou a bola para os comentaristas. Como sempre, perguntou induzindo a resposta:
– Falcão, o Corinthians estava muito bem no contra-ataque com Muller. Gostou da substituição?
– Luxemburgo mexeu certo. O Corinthians está respeitando o Grêmio. É preciso reforçar a marcação.
Falcão adora reforçar a marcação.
Não satisfeito, Galvão continuou o papo com o Casagrande.
– Casagrande, com Muller e Marcelinho abertos o Corinthians estava chegando fácil ao gol do Grêmio. O que achou da substituição?
– Gostei. O Corinthians já fez dois gols na casa do adversário e não pode arriscar.
O Grêmio pressionou, empatou e quase fez o terceiro.
Luxemburgo, então, enxergou o erro. Retirou um dos volantes (André Luiz) e colocou um atacante (Gil). O Corinthians melhorou e voltou a atacar com perigo.
Retornei para a ESPN Brasil, de onde não deveria ter saído.” (Tostão, Folha de São Paulo, 13 de junho de 2001)

 

GRÊMIO: Danrlei, Marinho, Mauro Galvão (Roger) e Ânderson Polga; Ânderson Lima, Eduardo Costa, Tinga, Zinho e Rubens Cardoso; Luís Mário e Warley (Cláudio Pitbul).
Técnico: Tite
CORINTHIANS: Maurício, Rogério, João Carlos, Scheidt e Kléber; Otacílio, André Luís (Gil), Marcelinho (Pereira) e Ricardinho; Müller (Marcos Senna) e Éwerthon.
Técnico: Wanderley Luxemburgo
Data: 10/06/2001, Domingo, 16h00min
Local: Olímpico (Porto Alegre/RS )
Público: 50.313  (40.491 pagantes).
Renda: R$ 509.482,00
Árbitro: Márcio Rezende de Freitas (MG);
Auxiliares: Jorge Paulo de Oliveira Gomes e Aristeu Leonardo Tavares
Cartões Amarelos: Rubens Cardoso, Eduardo Costa, Éwerthon, Otacílio, Scheidt e André Luís
Gols: Marcelinho Carioca 29′ do 1º; Müller 6′, Luís Mário 18′ e 25′ do 2º;

Recopa Gaúcha 2021 – Grêmio 3×0 Santa Cruz

June 7, 2021

Foto: Lucas Uebel (Grêmio FBPA)

Eu sigo achando que essa competição, na forma proposta, é mais uma inconveniência dentro de um calendário já suficientemente bagunçado. É o segundo ano seguido que o Grêmio entra com um time inteiramente reserva.

Esse ano até dá pra dar um desconto para o fato de ser um jogo especial para o Santa Cruz e para o fato do jogo ter sido transmitido pela TV aberta, mas ainda assim parece um jogo supérfluo em um momento onde só se deveria permitir o essencial.

Foto: Vinicius Molz Schubert @MolzVini (FC Santa Cruz)

GRÊMIO: Adriel; Victor Ferraz, Paulo Miranda, Emanuel e Guilherme Guedes; Fernando Henrique e Victor Bobsin; Guilherme Azevedo (Léo Chú, 31’/2ºT), Éverton (Jean Pyerre, 31’/2ºT) e Léo Pereira (Jhonata Robert, 21’/2ºT); Diego Churín (Ricardinho, 21’/2ºT).
Técnico: Pedro Sotero (analista de desempenho)

SANTA CRUZ: Luiz Carlos; Ramon, Luis Henrique, Diego Rocha e Otávio; Ben-Hur (Leylon, 10’/2ºT), David (Robinho, 32’/2ºT), Chiquinho (Pepeto, 24’/2ºT) e Laion (Kevlin, 32’/2ºT); Fogaça (Felipe, 24’/2ºT) e Nena.
Técnico: William Campos

Recopa Gaúcha 2021
Data: 6 de junho de 2021, domingo, 10h30min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre, RS
Árbitro: Erico Andrade de Carvalho (RS)
Assistentes: Claiton Timm (RS) e Artur Avelino Brirk Preissler (RS)
Cartões amarelos: Léo Pereira; Laion, Juliano Fogaça, Diego Rocha
Gols: Guilherme Azevedo, aos 7 minutos do do 2º tempo; Léo Pereira aos 19 do 2º tempo e Jhonata Robert aos 45 minutos do 2º tempo