Camisas Retrô de 1981 – Umbro, Topper e Puma

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A “nova camisa retrô” do Grêmio já tinha sido “vazada” no início de junho, mas só foi ser oficialmente lançada na segunda quinzena de julho, como parte da “Coleção Vintage” que a Umbro fez para os seus clubes no Brasil.

Em fevereiro eu disse esperava que o Grêmio fizesse uma camisa retrô do modelo usado na Copa do Brasil de 2001. As camisas titulares de jogo de 2019 e 2020 tinham menos listras/listras mais largas. Na minha cabeça isso seria motivo para fazer a camisa de jogo de 2021 com listras mais finas (em homenagem/referência à camisa de 1981) e deixar as listras mais largas para um modelo retrô. Mas as coisas nem sempre são como a gente quer que elas sejam a Umbro e o Grêmio não pensaram dessa forma (inclusive consta uma referência a temporada de 1981 nas etiquetas internas da camisa e no material de divulgação a Umbro afirma que a camisa de jogo de 2021 TAMBÉM homenageia o o primeiro título nacional do clube).

 

Feita essa introdução, preciso dizer que vi a camisa nas fotos de divulgação e rapidamente em uma vitrine e achei ela bem legal. O tom de azul é muito bonito e combinou bem com esse efeito/estampa/padrão que simula um tecido antigo/lavado. Porém, pro meu gosto, essa camisa tem o mesmo problema da camisa que a Umbro fez para os 20 anos da Libertadores de 1995: Ela não é tão semelhante ao uniforme homenageado ao ponto de poder ser considerada uma réplica mas também não é tão diferente ao ponto de se enquadrar como um “releitura”.

 

De qualquer forma com esse lançamento temos o terceiro fornecedor seguido  (ou segundo se considerarmos Puma/Topper somente como Filon), nos últimos 15 anos, que lança uma camisa retrô em homenagem à equipe comandada por Ênio Andrade. E comparando todas essas versões com a camisa original (conforme a primeira imagem do posto) eu acabei percebendo alguns detalhes e curiosidade que não tinha notado antes. Abaixo destaco alguns.

 

 

 

 

1981 – Olympikus

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Na imagem abaixo temos fotos de Vilson Tadei e Hugo de León em campo antes do início do jogo do título. É interessante o comparativo de dois atletas de alturas bem diferentes (1m72 x 1m89) porque é possível ver claras diferenças nas suas camisas. A gola da camisa do Vilson Tadei é um tanto menor, acaba logo no início da segunda listra azul e preto (contadas do centro para fora). Já a gola na camisa do De León vai quase até a terceira listra branca. O distintivo e o logo da Olympikus estão mais para dentro/centro na camisa na camisa de Tadei na comparação com a do De León.

Em outra foto, destacando Baltazar, Paulo Isidoro e Odair, é possível perceber que não há muito padrão na ordem das listras nas mangas. (Em um post sobre o Gauchão de 1986 eu falei que achava interessante esse aspecto quase artesanal das camisas antigas, mas essa questão da ordem das listras também acontecia em 1995 , quando as camisas já eram feitas com  sublimação)

 

2006 – Puma

Em maio de 2006, em comemoração aos 25 anos do primeiro título nacional do Grêmio, a Puma lançou “uma réplica da camisa usada por Baltazar. No site do clube foi anunciado o preço inicial de R$ 189,00 (que corrigido pelo IGPM corresponderia à R$ 610 em setembro de 2021/ou R$ 400 o valor for corrigido pelo INPC até agosto de 2021).

O que eu nunca havia reparado é que inicialmente eram vendidas duas versões dessa camisa. Nas duas a listra branca era centralizada, mas em um modelo a listra preta está logo a direita dessa listra central branca (e o distintivo está posicionado “majoritariamente” sobre uma listra azul) e na outra se verifica o inverso.

Na imagem acima eu tentei fazer uma ilustração de uma camisa tamanho EG-XXL com a o distintivo sobre a listra preta e abaixo de uma camisa tamanho M com o distintivo sobre a listra azul.

Eu achei curiosa essa variação. Especialmente porque na camisa de 81 não havia variação na ordem da listras na parte da frente e nas costas. E nas imagens usadas no material de divulgação sempre se usou o modelo que tinha a ordem inversa da camisa da Olympikus. O tamanho das listras desse modelo é bastante fiel ao do modelo usado pelos atletas de 1981, muito embora a réplica da puma seja bem menos justa (o que faz com que se vejam um número maior de listras na réplica).

Pra completar  a confusão, em algum momento foi lançada uma terceira edição, com uma etiqueta diferente na parte interna da gola, onde o distintivo estava posicionado de maneira diversa, usando uma listra branca como “centro“. Através do Internet Archive eu encontrei links da GrêmioMania com esse modelo sendo vendido por R$ 99,90 em outubro e novembro de 2010 (Numa edição da Revista Placar de novembro de 2008 ainda consta uma das primeiras versões com o preço de R$ 139).

 

 

2011 – Topper

A troca da Puma pela Topper como fornecedora não representou uma ruptura completa no material esportivo do Grêmio, uma vez que a Filon permaneceu como parte do contrato e efetiva fábrica dos produtos. Isso explica o fato da camisa lançada pela Topper em junho de 2011 ser praticamente idêntica a última versão da Puma.

Em julho de  2011 a camisa era vendida por R$ 139,90 no site da Grêmio Mania. Três anos depois o preço estava em R$ 149,90.

Uma versão de jogo, com outro material, foi usada na partida contra o Vasco pelo Brasileirão de 2011. A fonte dos números era a mesma da camisa de titular de jogo daquela temporada. A marca do Banrisul foi estampada com uma serigrafia bem rudimentar (diferente do material aveludado das camisas tricolores vendidas naquele ano).

 

Um detalhe curioso dessas versões retrô fica por conta do tamanho. O tamanho M da Umbro é maior do que os tamanhos G da Puma e da Topper. E o tamanho EG da Puma equivale ao G da Umbro.

Quanto aos distintivos tentei colocar todos lado a lado na imagem abaixo. O da Puma e o da Topper são idênticos, e também foram usados nas camisas retrô de 83. O mesmo acontece na versão da Umbro, que se vale do mesmo distintivo usado na camisa retrô de 1983. Vale lembrar que há diferença entre os símbolos das camisas de jogo da Olympikus de 1981 e da Adidas de 83.

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