Archive for August, 2022

Série B 2022 – Criciúma 2×0 Grêmio

August 31, 2022
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Foto: Alex Ignácio (Criciúma E.C.)

Esse foi um dos piores jogos do Grêmio nessa série B. Um time sem reação.

E por estar o Grêmios sem reação na partida, fica ainda mais difícil entender o porque do pênalti marcado por Marcelo de Lima Henrique.

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Foto: Celso da Luz (Criciúma E.C.)

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Foto: Lucas Uebel (Grêmio FBPA)

Criciúma 2×0 Grêmio

CRICIÚMA: Gustavo; Cristovam (Gedeílson, 45’/2ºT), Rodrigo, Zé Marcos e Hélder; Marcos Serrato, Arilson, Hygor (Marcelo Hermes, 49’/2ºT), Thiago Alagoano (Rafael Bilú, 25’/2ºT) e Fellipe Mateus (Rômulo, 45’/2ºT); Caio Dantas (Fernando Viana, 25’/2ºT)
Técnico: Cláudio Tencati

GRÊMIO: Brenno; Edilson, Bruno Alves, Geromel e Nicolas (Diogo Barbosa, 14’/2ºT); Villasanti (Thaciano, 25’/2ºT), Lucas Leiva (Elkeson, 14’/2ºT), Janderson (Campaz, 38’/1ºT), Bitello  e Guilherme (Gabriel Silva, 25’/2ºT); Diego Souza.
Técnico: Roger Machado

27ª Rodada – Série B 2022
Data: 30 de agosto de 2022, terça-feira, 2130min
Local: Estádio Heriberto Hulse, em Criciúma, SC
Público: 17.682
Renda: RS 543.440,00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (CE)
Assistentes: Naílton Júnior de Sousa Oliveira (CE) e Lilian da Silva Fernandes Bruno (RJ)
VAR: Vinícius Furlan (SP)
Cartões amarelos: Bitello, Campaz e Edilson (Grêmio); Marcos Serrato (Criciúma)
Gols: Caio Dantas aos 11 minutos do 1º tempo. Rafael Bilú (de pênalti) aos 40 minutos do 2º tempo

Brasileirão 1994 – Criciúma 1×0 Grêmio

August 30, 2022
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Foto: Roberto Santos (Correio do Povo)

 

No Brasileirão de 1994, o Grêmio foi derrotado pelo Criciúma no Heriberto Hulse em jogo da primeira fase.

Na minha memória a participação tricolor naquela competição foi bastante decepcionante, tendo a equipe sentido demais a ausência de Nildo (que passou praticamente todo semestre lesionado)

 

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Foto: Roberto Santos (Correio do Povo)

 

GRÊMIO PERDE OUTRA E FICA AMEAÇADO
Levou um gol aos 43min contra o Criciúma e tanto pode obter o ponto extra como ir para repescagem

O Grêmio voltou a perder no Brasileiro e agora já está ameaçado até de disputar a repescagem. Ontem à tarde, perdeu de 1 a O para o Criciúma no estádio Heriberto Hülse, sofrendo o gol aos 43 minutos. Na semana passada levou 1 a O do Corinthians aos 46min. Domingo, enfrenta o Bragantino, precisando somar ao menos um ponto para assegurar a vaga. Se vencer, pode até obter o ponto de bonificação, dependendo dos outros resultados.

A partida entre a equipe catarinense e a gaúcha foi muito disputada, especialmente no primeiro tempo, com o Criciúma tomando a iniciativa do ataque e buscando o gol. Danrlei apareceu sempre com muita firmeza para garantir o empate. Aos poucos, o time treinado por Luís Felipe foi equilibrando o jogo, conseguindo bons contra-ataques. Aos 35, o Criciúma reclamou pênalti, num lance em que Pingo teria colocado a mão na bola.

No segundo tempo, os dois times voltaram mais retraídos, arriscando pouco para evitar contra-ataques do adversário. O Criciúma, apoiado por sua torcida, forçou mais. Mas, aos 22, quase Carlos Miguel marcou para o Grêmio. Aos 41, Gilvan caiu na área após um confronto com Roger. O árbitro assinalou pênalti, que Betinho bateu para fazer 1 a 0” (Correio do Povo, segunda-feira, 19 de setembro de 1994)

 

FELIPÃO TENTARÁ DEVOLVER A CONFIANÇA AOS JOGADORES
De líder e forte candidato ao ponto extra do grupo, o Grêmio em dois jogos caiu na tabela e, pior ainda, está com a confiança da equipe ameaçada após a derrota para o Criciúma, ontem. Por isso, no vestiário, enquanto os jogadores reclamavam da arbitragem, o treinador Luís Felipe e o vice Luís Carlos Silveira Martins, buscavam palavras de alento e lamentavam a “injustiça” do resultado.

Luís Felipe disse que vai conversar com o grupo para verificar por que o time voltou a perder nos últimos minutos do jogo, repetindo o que houve contra o Corínthians. Contestou as críticas ao lateral Ayupe, dizendo que o jogador cumpriu as suas determinações. Já Silveira Martins mostrava-se desolado com a segunda derrota consecutiva.

Domingo, no Olímpico, contra o Bragantino, que já está desclassificado, o Grémio garante a vaga com um simples empate. E talvez já conte com Ciro, que se apresentou ontem.” (Correio do Povo, segunda-feira, 19 de setembro de 1994)

 

HILTOR MOMBACH: “Ciclo I

As equipes de futebol vivem ciclos de vitórias e de derrotas. Normalmente são períodos curtos ou médios. O Grêmio, que está longe de possuir um grande time, viveu recentemente uma fase de vitórias que o colocaram entre os mais fortes candidatos ao ponto de bonificação. Em alguns jogos, contou com a sorte ao seu lado. Agora os ventos mudaram. Já são três jogos sem vitória no Brasileiro.

Ciclo II

O treinador Luis Felipe, após o jogo de ontem, disse que não houve falta de sorte pelo fato de o time ter perdido de novo nos minutos finais. Faltou capacidade, definiu o técnico. Malasuerte, cabe a ele, agora, descobrir o que houve com a capacidade que o time tinha até há pouco para vencer seus jogos. Se não conseguir, o ciclo negativo irá se prolongar perigosamente.

Dois toques
Não acredito que a simples chegada de um centroavante rompedor possa resolver o problema do Grémio.
Ciro pode ser bom, mas a marca de Nildo ainda é forte na memória do torcedor. Ciro, que pode estrear contra o Bragantino, precisa sair marcando gol. Já e uma responsabilidade.
Paulão já começa a fazer falta. Principalmente por sua experiência e tranquilidade.
Ayupe caiu de rendimento no momento em que o Grêmio perdeu seu homem-gol, que estava sempre na área para aparar os cruzamentos do lateral.
Luís Felipe tem apoio total e irrestrito da direção, Mas até o melhor técnico tem um limite para sua quota de derrotas.” (Hiltor Mombach, Correio do Povo, segunda-feira, 19 de setembro de 1994)

 

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O JOGO: O Criciúma foi melhor, dominou o jogo desde o início e a vitória lhe fez justiça. O Grêmio, mais uma vez, não conseguiu mostrar um bom futebol.” (Tabelão Placar, 1994)

 

TROPEÇO ADIA A CLASSIFICAÇÃO
Criciúma – O Grêmio voltou a perder no Brasileiro. Desta vez foi contra o Criciúma, em Santa Catarina, com um gol assinalado aos 43 min do 2° tempo, de pênalti, cobrado por Betinho. Com a derrota, o Grêmio passou a dividir a 2″ colocação com o Flamengo e Sport, todos com 10 pontos, um atrás do líder Corinthians. Mas os três estão ameaçados pelo Criciúma, que tem nove.

Assim, o Grêmio não está classificado, mas precisa de um ponto contra o Bragantino no próximo domingo, no Olímpico, para não depender de outros resultados. Uma vitória garante a vaga e pode até trazer o ponto extra, desde que O Corinthians perca para o Criciúma e o Flamengo empate com o Sport.

“Me preocupa perder da forma como aconteceu e temos que encontrar formas de acabar com este trauma de sofrer gols nos minutos finais”, disse o técnico Luis Felipe, referindo-se a derrota aos 46min para o Corinthians.” (Pioneiro, segunda-feira, 19 de setembro de 1994)

 

“GRÊMIO PERDE PARA CRICIÚMA E SE COMPLICA
O Criciúma venceu o Grêmio ontem por 1 a 0, mas a sua situação no Campeonato Brasileiro é crítica.
O time, quarto colocado no Grupo A com nove pontos, terá que vencer o líder Corinthians, que está com onze pontos, no próximo domingo, quando acontece a última rodada desta fase.
O Grêmio, que poderia estar classificado para a próxima fase com um empate, perdeu a oportunidade de ser líder e concorrer ao ponto de bonificação;
Pior, deu oportunidade, para Flamengo e Sport embolarem a classificação . As três equipes, agora, têm dez pontos.
O time gaúcho enfrenta no próximo fim-se-semana o Bragantino, último colocado da chave com quatro pontos e já sem chances no “grupo de elite”. Fechando os jogos do grupo, o Flamengo recebe o Sport.
O gol do Criciúma foi marcado aos 43min do segundo tempo, num pênalti cobrado por Betinho. Agnaldo, do Grêmio, cometeu pênalti em Gilvan.
Três minutos antes do gol, Paulo da Pinta, do Criciúma, foi expulso de campo. Ele xingou o juiz José Carlos Marcondes por ter anulado um gol. Pinta estava impedido.” (Folha de São Paulo, segunda-feira, 19 de setembro de 1994)

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CRICIÚMA: Roberto; Sandro, Vilmar, Wilson e Gilvan; Nenê, Paulo da Pinta, Betinho e Miranda (Jairo Lenzi); Dauri e Soares (Marcos Gaúcho)
Técnico: Lori Sandri

GRÊMIO: Danrlei; Ayupe, Luciano, Agnaldo e Roger; Pingo, Jamir (Jaques), Emerson (Grotto) e Carlos Miguel; Fabinho e Osias.
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Brasileirão 1994 – 1ª Fase – Grupo A – 9ª Rodada
Data: 18 de setembro de 1994, domingo, 16h00min
Local: Heriberto Hülse, em Criciúma, SC
Público: 11.518 pagantes
Renda: R$ 42.626,00
Juiz: Jose Carlos Marcondes (PR)
Cartões amarelos: Nene, Vilmar, Emerson e Agnaldo;
Cartão Vermelho: Paulo da Pinta, 39 do 2ºT
Gol: Betinho (de pênalti), 43 do 2°t

Série B 2022 – Grêmio 0x1 Ituano

August 29, 2022
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Foto: Maxi Franzoi/AGIF (CBF)

Eu tinha uma certa esperança que uma boa vitória diante do Cruzeiro na rodada anterior pudesse trouxer uma maior confiança para o Grêmio. Mesmo sabendo que o 2×2 alguns dias antes foi bastante anticlimático, não imaginava uma atuação tão apática quanto essa que o Grêmio apresentou diante do Ituano

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Foto: Lucas Uebel (Grêmio FBPA)

– Média de público do Grêmio na temporada:
20.373 (19.067 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Série B 2022:
22.293 (21.513 pagantes)

Como curiosidade, vale apontar que a média de público dos treze primeiros jogos que o Grêmio fez com torcida na Série B de 2005 foi de 25.431 (20.801 pagantes). Cabe lembrar que naquele ano o clube tinha menos de 20 mil sócios (contra pouco mais de 61 mil sócios ao final do segundo trimestre de 2022).

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Foto: Raul Pereira (Ituano)

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GRÊMIO: Brenno; Rodrigo Ferreira (Edilson, intervalo), Geromel, Bruno Alves (Natã, intervalo) e Nicolas; Villasanti, Lucas Leiva (Guilherme, intervalo), Biel, Bitello (Gabriel Silva, 25’/2ºT) e Campaz (Elkeson, 13’/2ºT); Diego Souza.
Técnico: Roger Machado

ITUANO: Jefferson Paulino; Rai Ramos, Lucas Dias, Bernardo e Mário Sergio; Rafael Pereira (Carlão, 26’/2ºT), Caique (Dudu Vieira, 35’/2ºT), Léo Ceará (João Victor, 35’/2ºT), Siqueira e Gerson Magrão (Gabriel Barros, 26’/2ºT); Aylon (Bruno Lopes, 17’/2ºT).
Técnico: Carlos Pimentel

26ª Rodada – Série B 2022
Data: 25 de agosto de 2022, sexta-feira, 19h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre, RS
Público: 13.734 (12.465 pagantes)
Renda: R$ 428.842,00
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO)
Assistentes: Cristhian Passos Sorence (GO) e Hugo Sávio Xavier Corrêa (GO
VAR: Rodrigo Nunes de Sá (RJ/VAR-FIFA)
Cartões amarelos: Nicolas (Grêmio); Lucas Dias, Rafael Pereira (Ituano)
Gol: Lucas Dias, aos 41 minutos do 2º tempo

Série B 2005 – Grêmio 0x2 Ituano

August 26, 2022
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Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

O único jogo entre Grêmio e Ituano em Porto Alegre aconteceu pela Série B de 2005, mas foi disputado no Beira-Rio, com portões fechados, em mais um desses casos de punições sem sentido que infelizmente seguem acontecendo no futebol brasileiro.

Essa derrota tricolor acabou sendo uma espécie de divisor de águas naquela temporada gremista. Depois da partida, o goleiro Eduardo pediu demissão e na, sequência da semana, o centroavante Somália foi dispensado.

No Ituano se destacaram Wellington e Rômulo, que viriam a ser contratados pelo Grêmio no ano seguinte, além do “Espetacular Wilson Mathias”.

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Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

“PROCURA-SE UM GOLEIRO
Pressionado pela torcida, Eduardo pediu rescisão de contrato após a derrota de sábado, contra o Ituano, no Beira-Rio

Eduardo não resistiu à pressão. Frustrado com as críticas da torcida desde que chegou ao Grêmio, o goleiro pediu demissão apôs a derrota para o Ituano, sábado, no Beira-Rio. O clube busca agora um novo titular para o gol

A trajetória de Eduardo no Grêmio foi conturbada desde o início. A torcida preferia Márcio, titular no ano anterior, como o dono da camisa 1. Já na primeira partida da temporada, foi alvo de críticas por grande parte dos gremistas. Em Cachoeira do Sul, na partida contra o São José, foi vaiado ao fazer uma defesa.

Abatido por mais uma derrota e por ter sofrido um gol no mínimo estranho, no sábado, ele conversou com o diretor Mário Sérgio no vestiário e pediu para deixar o clube. Abriu mão do salário de R$ 30 mil por mês até o fim do ano.

– Ele disse que sua família estava sofrendo, principalmente o seu filho de sete anos na escola. Não existe super-homem – explicou Mário Sérgio.

Eduardo informou à assessoria de imprensa do Grêmio que dará entrevistas apenas hoje para explicar sua decisão. Sempre que procurado por Zero Hora, estava com o telefone celular desligado.

Ontem, o técnico Mano Menezes garantiu que não pretende aproveitar Márcio. Pelo menos, por enquanto. Afastado em 25 de abril, por alegada deficiência técnica, ele treina em horários especiais no Olímpico, com outros jogadores que não estão mais nos planos do treinador.

Para a partida contra o Criciúma, no próximo domingo, em Santa Catarina, Mano Menezes terá de optar entre os ex-juniores Galatto e Marcelo Grohe. Contra o Ituano, Galatto ficou no banco de reservas.

O Grêmio espera contratar hoje ou amanhã o goleiro Juninho, reserva do Vitória Juninho, 23 anos, participou da seleção brasileira Sub23 que não conquistou a vaga para Atenas/2004. A idéia da comissão técnica é contar com quatro goleiros. Hoje há apenas dois no Estádio Olímpico.” (Gabriel Camargo, Zero Hora, segunda-feira, 9 de maio de 2005)

 

UM SEGUNDO TEMPO QUE BEIROU O DEPRIMENTE
O Sport salvou o fim de semana do Grêmio. Ao garantir um empate em O a O contra o CRB, ontem, em Maceió, a equipe pernambucana evitou que o Grêmio acabasse a rodada como um dos seis times que hoje estariam rebaixados à Série C em 2006. O Grêmio é o 16° colocado, com três pontos.

Sábado, o Grêmio só resistiu 40 minutos ao Ituano, quando a equipe paulista marcou seu primeiro gol, por Wellington, de cabeça. Depois de levar o segundo, em falha grotesca de Alessandro Lopes, afundou de vez. A melhor chance foi do atacante Somália chutando na trave direita.

O segundo tempo do Grêmio beirou o deprimente. Os laterais Alessandro e Escalona nada produziram, a zaga revelou a habitual insegurança. Anderson produziu menos do que em outros jogos. Na etapa finai, por duas vezes, aos 14 e 33 minutos, Alessandro Lopes quase marcou contra.” (Gabriel Camargo, Zero Hora, segunda-feira, 9 de maio de 2005)

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Foto: Ricardo Giusti (Correio do Povo)

EDUARDO PEDE RESCISÃO DE CONTRATO COM O GRÊMIO

A derrota de 2 a 0 para o Ituano abalou o Grêmio. Os jogadores ficaram muito abatidos e preocupados com a atuação da equipe. O goleiro Eduardo não agüentou e pediu rescisão de contrato.

“O Eduardo me chamou e disse que a pressão é muito grande. Seu filho está sendo ameaçado na escola e isso está trazendo muita intranqüilidade para ele. Vou passar para o presidente Odone e vamos ver o que vai acontecer”, afirmou o diretor de futebol, Mário Sérgio.

O dirigente admite a situação delicada, mas pede crédito ao grupo.

“Perdemos duas partidas e a campanha não é boa. Temos que dar confiança aos jogadores. Ainda falta muita coisa”, definiu Mário Sérgio.

O Grêmio tem a pior defesa da Série B com sete gols sofridos em três jogos. Mesmo assim, o técnico Mano Menezes pediu calma.

“Estava um jogo igual. Levamos um gol e o time ficou abatido. Depois, sofremos o segundo e faltou reação no segundo tempo. No momento, temos que ter muita calma”, encerrou.

O Grêmio enfrenta Criciúma e Guarani-SP, fora de casa, nas duas próximas rodadas.” (Alexandre Praetzel, Terra, Sábado, 7 de maio de 2005, 19h06min)

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SÉRIE B: GRÊMIO PERDE NO BEIRA-RIO PARA O ITUANO

PORTO ALEGRE – Com portões fechados, o Grêmio perdeu de 2 a 0 para Ituano neste sábado, no Beira-Rio, em partida válida pela terceira rodada da Série B do Brasileirão 2005. Os gols do time paulista foram assinalados por Welington e Rômulo ainda no primeiro tempo. O resultado deixa o time tricolor na 14ª colocação com três pontos. Já o Ituano vai para a sétima posição com quatro.

Apesar do 2 a 0, o Grêmio começou bem o primeiro tempo. Trocando passes, o time chegou com alguma tranqüilidade ao ataque, mas não garantiu boas finalizações. A defesa também aparentava recuperação, após tantas atuações ruins nos jogos passados. Mas a boa apresentação perdurou até os 38 minutos, quando o Ituano abriu o marcador. Sandro cruzou da ponta direita de ataque. Welington, livre, mandou de cabeça para deixar o time paulista em vantagem.

O gol não pareceu desanimar o tricolor que seguiu tentando atacar. Aos 42, o azar se manifestou para os comandados de Mano Menezes. Somália recebeu na entrada da área e mandou na trave. A bola voltou nas costas do goleiro André Luís e saiu pela linha de fundo. Quando o jogo se encaminhava para o final da etapa inicial, o time de do treinador Válter Ferreira ampliou. Aos 43, Rômulo aproveitou rebote dentro da grande área após a defesa tricolor afastar mal a bola e chutou sem chance para a defesa gremista.

No segundo tempo, o Grêmio perdeu um pouco do ímpeto mostrado no início da partida. Sem muito ânimo, o time passou a ser dominado pelo Ituano, que aproveitou para administrar o resultado. Além de estar com o controle do confronto na mão, o Ituano começou a ter mais oportunidades no ataque principalmente com Rômulo. Em um lance, o centroavante do time paulista, livre na entrada da área, meteu para fora, livrando o tricolor de uma goleada.

Na próxima rodada, o Grêmio enfrenta o Criciúma no domingo, às 16h, no Heriberto Hulse. Uma derrota ou até mesmo um empate pode colocar a equipe na zona de rebaixamento à Terceira Divisão.” (ClicRBS, 07/05/2005 às 18h08 – Atualizada em 27/03/2022 às 14h46)

 

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ITUANO DERROTA GRÊMIO
Welington e Rômulo fizeram os gols do time paulista

PORTO ALEGRE – Com portões fechados, o Grêmio perdeu de 2 a 0 para Ituano neste sábado, no Beira-Rio, em partida válida pela terceira rodada da Série B do Brasileirão 2005. Os gols do time paulista foram assinalados por Welington e Rômulo, ambos no primeiro tempo. O resultado deixa o time tricolor com três pontos, em 15º lugar, perto da zona de rebaixamento para a Série C. A equipe do interior paulista tem quatro e está em sexto lugar.

Grêmio e Ituano voltarão a jogar somente no próximo final de semana. A equipe paulista irá receber o Anapolina, no sábado. No dia seguinte, o Tricolor terá pela frente o Criciúma, no interior de Santa Catarina.

Sem poder jogar em seu estádio por ter sido punido, o time gaúcho mandou a partida no Beira-Rio, estádio do seu maior rival, o Internacional. Além disso, o jogo teve de ser com portões fechados, sem a presença da torcida.

Talvez tenha sido melhor para a torcida gremista. O time até que começou bem, dando a falsa impressão de que conseguiria um bom resultado. No entanto, a defesa voltou a falhar e Welington fez 1 a 0 para os visitantes. Livre na área, ele recebeu cruzamento de Sandro e escorou de cabeça, aos 38 minutos do primeiro tempo.

O time gaúcho não desanimou e foi para o ataque. Aos 42, Somália arrematou da entrada da área. A bola bateu na trave, nas costas do goleiro André Luís e saiu. Para piorar, o Ituano ampliou um minuto depois. Rômulo aproveitou rebote dentro da grande área, driblou o goleiro Eduardo e selou o marcador.

Na etapa final, o Grêmio jogou de forma desorganizada e foi dominado pelo time paulista. O Ituano então passou a tocar a bola e fazer o tempo passar, beneficiado pela apatia do tricolor gaúcho.” (Globo Esporte, Sábado, 07/05/2005, 17h57m | Atualizado às 19h30m)

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NO ESTÁDIO DO INTER, GRÊMIO VOLTA A PERDER NA B

O estádio do maior rival vai ficar como um pesadelo na memória do Grêmio. Neste sábado, o time gaúcho foi derrotado por 2 a 0 pelo Ituano, no Beira Rio. Contra o Gama, na primeira rodada da Série B, o recém-rebaixado perdeu por 2 a 1 no mesmo local.

A torcida que acompanha o Grêmio aonde o Grêmio estiver, mais uma vez, não pôde apoiar o time. O jogo aconteceu com portões fechados em virtude de uma punição imposta pelo STJD por invasões e objetos atirados em campo durante o Brasileirão de 2004.

Mesmo jogando como mandante, o Grêmio não foi capaz de se impor em campo. O Ituano dominou todo o primeiro tempo e, em menos de cinco minutos, definiu a derrota dos donos da casa com gols de Wellington e Rômulo.

Com o resultado, o Grêmio passa a ocupar a inexpressiva 14ª colocação da tabela. A posição frustra os planos do treinador Mano Menezes, que pretendia terminar a rodada entre os oito clubes que passam para a próxima fase da competição.

A vitória fora de casa sobre a grande estrela da Série B deste ano tirou o Ituano da faixa dos seis times que serão, ao término da primeira fase, rebaixados para a Terceira Divisão. Com quatro pontos em três jogos, a equipe paulista ocupa a 11ª posição.

No próximo domingo, o Grêmio vai a Santa Catarina para enfrentar o Criciúma. O Ituano, por sua vez, recebe a Anapolina no sábado.

O jogo
O Grêmio passou o primeiro tempo inteiro apostando em jogadas de velocidade. No entanto, só conseguiu levar perigo ao gol de André Luiz em chutes de Somália ou em boas jogadas criadas por Anderson.

O Ituano, jogando fora de casa, se portou como time grande. Atacou, valorizou a posse de bola e buscou nas jogadas aéreas a melhor maneira de vencer o Grêmio. Foi assim que o time paulista chegou ao gol, no final do primeiro tempo.

Aos 40min, o Ituano foi ao ataque pelo lado direito com Sandro. O lateral cruzou, Wellington subiu sozinho e cabeceou para o fundo do gol.

O Grêmio tentou responder aos 45min. Somália chutou da entrada da área. A bola bateu na trave, resvalou no goleiro e seguiu pela linha de fundo.

A primeira etapa já estava chegando ao fim, quando o drama do Grêmio ficou ainda maior. Em uma grande falha da defesa, o time paulista ampliou a vantagem. A zaga gremista tentou afastar a bola da área. Sandro chutou em cima de Marcelo Oliveira e sobrou para Rômulo, que driblou o goleiro e marcou o segundo dos visitantes.

No segundo tempo, o Grêmio voltou completamente desorganizado. Aos 20min, a situação ficou ainda mais complicada com a expulsão do técnico Mano Menezes.

A melhor chance dos donos da casa aconteceu aos 24min. Paulo Ramos dominou na área com o pé, levantou a bola e tocou de cabeça. O goleiro André Luiz deu um soco na bola e afastou o perigo.

A partir daí, o Grêmio seguiu pressionado em busca do empate mas desperdiçou diversas oportunidades. Nos contra-ataques armados pelo Ituano, não faltaram sustos. Não fosse a falta de sorte e pontaria dos visitantes, a derrota poderia ter se transformado em uma goleada.” (UOL, 07/05/2005 – 17h57min)

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“TRICOLOR LEVA 2 A 0 DO ITUANO NO BEIRA-RIO PELA SÉRIE B
Welington e Rômulo fizeram os gols do time paulista

Com portões fechados, o Grêmio levou 2 a 0 do Ituano neste sábado, dia 7, no Beira-Rio, em partida válida pela terceira rodada da Série B do Brasileirão 2005. Os gols do time paulista foram assinalados por Welington e Rômulo ainda no primeiro tempo. O resultado deixa o time tricolor na 14ª colocação com três pontos. Já o Ituano vai para a sétima posição com quatro.

Apesar do 2 a 0, o Grêmio começou bem o primeiro tempo. Trocando passes, o time chegou com alguma tranqüilidade ao ataque, mas não garantiu boas finalizações. A defesa também aparentava recuperação, após tantas atuações ruins nos jogos passados. Mas a boa apresentação perdurou até os 38 minutos, quando o Ituano abriu o marcador. Sandro cruzou da ponta direita de ataque. Welington, livre, mandou de cabeça para deixar o time paulista em vantagem.

O gol não pareceu desanimar o tricolor que seguiu tentando atacar. Aos 42, o azar se manifestou para os comandados de Mano Menezes. Somália recebeu na entrada da área e mandou na trave. A bola voltou nas costas do goleiro André Luís e saiu pela linha de fundo. Quando o jogo se encaminhava para o final da etapa inicial, o time de do treinador Válter Ferreira ampliou. Aos 43, Rômulo aproveitou rebote dentro da grande área após a defesa tricolor afastar mal a bola e chutou sem chance para a defesa gremista.

No segundo tempo, o Grêmio perdeu um pouco do ímpeto mostrado no início da partida. Sem muito ânimo, o time passou a ser dominado pelo Ituano, que aproveitou para administrar o resultado. Além de estar com o controle do confronto na mão, o Ituano começou a ter mais oportunidades no ataque principalmente com Rômulo. Em um lance, o centroavante do time paulista, livre na entrada da área, meteu para fora, livrando o tricolor de uma goleada.

Na próxima rodada, o Grêmio enfrenta o Criciúma no domingo, às 16h, no Heriberto Hulse. Uma derrota ou até mesmo um empate pode colocar a equipe na zona de rebaixamento à Terceira Divisão.” (NSC Total – 07/05/2005 – 13h50min)

 

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GRÊMIO: Eduardo; Alessandro, Alessandro Lopes, Marcus Vinícius (Bruno) e Marcelo Oliveira;  Jeovânio, Pedrinho, Anderson (Paulo Ramos) e Escalona; Pedro Júnior (Samuel) e Somália
Técnico: Mano Menezes

ITUANO: André Luiz; Ricardo Lopes, Elivelton, Jéci e Wellington; Pierre (João Carlos), Wilson Mathias, Dudu (Ricardo Oliveira) e Sandro; Fernando Gaúcho e Rômulo.
Técnico: Válter Ferreira

Série B 2005 – 1ª Fase – 3ª Rodada
Data: 7 de maio de 2005, sábado, 16h00min
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, RS
Árbitro: Jefferson Schmidt (SC)
Assistentes: Alcides Pazzeto (SC) e Carlos Berkenbrock (SC)
Cartões amarelos: Fernando Gaúcho, André Luiz (Ituano)
Gols: Wellington, aos 40min do primeiro tempo e Rômulo, aos 46min do primeiro tempo

Série B 2022 – Grêmio 2×2 Cruzeiro

August 22, 2022
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Foto: Marcelo Oliveira (Cruzeiro E.C.)

Eu tinha uma grande expectativa para esse jogo. E como sói acontecer em momentos antecedidos de grande expectativa, sai frustrado.

O Grêmio não jogou mal, mas esteve longe de ter uma atuação brilhante. Teve momentos de dificuldade e mesmo assim conseguiu buscar uma virada. Sofreu o empate num lance infeliz entre Villasanti e Brenno.

É inegável que hoje o Cruzeiro é uma equipe mais pronta. Parece ser um time mais consciente de suas limitações. O Grêmio até pode ter mais potencial, mas ainda não conseguiu utilizá-lo a pleno.

Aos 20 minutos do primeiro tempo, teve um lance que a bola bateu na coxa do defensor do Cruzeiro e depois na mão dele. Eu não acho que deveria ser marcado pênalti.  Mas achei estranho que a comentarista de arbitragem se limitou a dizer que “não houve nada”.

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Foto: Lucas Uebel (Grêmio.net)

O público de ontem foi 11º maior dos 274 jogos que o Grêmio fez na Arena até hoje. Vale ressaltar que apenas 15 destas 274 partidas tiveram mais de 50 mil torcedores presentes.

– Média de público do Grêmio na temporada:
20.705 (19.397 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Série B 2022:
23.689 (22.267 pagantes)

Como curiosidade, vale apontar que a média de público dos doze primeiros jogos que o Grêmio fez com torcida na Série B de 2005 foi de 23.700 (19.118 pagantes). Cabe lembrar que naquele ano o clube tinha menos de 20 mil sócios (contra pouco mais de 61 mil sócios ao final do segundo trimestre de 2022).

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Foto: Marcelo Oliveira (Cruzeiro E.C.)

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Grêmio 2×2 Cruzeiro

GRÊMIO: Brenno; Rodrigo Ferreira, Bruno Alves, Natã (Campaz, 33’/2ºT) e Nicolas; Lucas Leiva, Villasanti, Biel (Janderson, 22’/2ºT), Bitello (Thaciano, 22’/2ºT) e Ferreira (Guilherme, 16’/2ºT); Diego Souza (Elkeson, 33’/2ºT)
Técnico: Roger Machado

CRUZEIRO: Rafael Cabral; Zé Ivaldo, Lucas Oliveira e Eduardo Brock; Bruno Rodrigues (Pablo Silles, 41’/2ºT), Filipe Machado, Neto Moura e Matheus Bidú; Chay (Rafa Silva, 12’/2ºT), Daniel Júnior (Wesley Gasolina,12’/2ºT) e Luvannor (Lincoln, 30’/2ºT)
Técnico: Paulo Pezzolano

25ª Rodada – Série B
Data: 21 de agosto de 2022, domingo, 16h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre, RS
Público: 51.618 (49.659 pagantes)
Renda: R$ 2.521.280,00
Árbitro: Braulio da Silva Machado (FIFA-SC)
Assistentes: Neuza Ines Back (FIFA-SP) e Alex dos Santos (SC)
VAR: Rodrigo Carvalhaes de Miranda (RJ)
Cartões Amarelos: Rodrigo Ferreira e Bruno Alves (GRE) Eduardo Brock, Chay e Bruno Rodrigues
Gols: Luvannor aos 16, e Diego Souza aos 47 minutos do 1º tempo; Bitello , no primeiro minuto e Rafa Silva, aos 27 minutos do 2º tempo

Brasileirão 1987 – Grêmio 0x0 Cruzeiro

August 19, 2022
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Foto: René Cabrales (Diário do Sul)

No Brasileirão de 1987, o Grêmio recebeu o Cruzeiro no Olímpico pela segunda rodada e não conseguiu sair do 0x0. Era o início da Copa União e, nas matérias abaixo, podemos ver o relato de uma confusão em relação ao horário de início das partidas, que era mais um ponto de disputa entre os clubes e a CBF.

Olhando para os uniformes dá pra notar duas coisas. Os dois times ainda estavam sem o patrocínio da Coca-Cola, que só iria aparecer nas camisetas na 7ª rodada. Também vemos o Grêmio jogando com a camisa reserva mesmo sendo o mandante, um costume/orientação que permaneceu vigorando até o Brasileirão de 1995.

Por último, eu lembro bem das fogueiras que eram feitas, com jornais, na social e na arquibancada. Mas na minha memória isso só acontecia no final do jogo. Segundo à reportagem do Jornal do Brasil (transcrita abaixo) nesse dia as fogueiras foram feitas durante a partida.

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GRÊMIO JOGA MAL E PÁRA NA RETRANCA DO CRUZEIRO
Time de Luís Felipe não soube vencer o bloqueio mineiro mas continua líder

Chegar a vitória era secundário. Para o Cruzeiro, o importante ontem era não perder para o Grêmio dentro do Estádio Olímpico, objetivo que foi alcançado graças a um esquema cauteloso e defensivo montado pelo técnico Jair Pereira. No final, um 0 a 0 justo, que não agradou à torcida gremista – as vaias ao final mostraram essa insatisfação – mas que mantém a equipe na liderança do Grupo A da Copa União, com três pontos ganhos, ao lado do Botafogo, Atlético e Palmeiras.

Apesar de sua proposta defensiva, foi a equipe mineira quem primeiro chegou com perigo à área adversária. Foi logo os 6 minutos, quando o habilidoso Cláudio Adão fez a “parede” e possibilitou a Heriberto entrar livre na grande área. Mazaropi salvou. A partir daí, embora sem criar grandes situações de gol, o Grêmio passou a dominar a partida e fazer uma pressão sobre a zaga do Cruzeiro. Neste período em que tentava dar o sufoco no bem fechado time mineiro, a única situação digna de ser registrada foi um chute de Valdo, aos 13, que o goleiro Gomes não segurou, possibilitando novo chute de Lima, este resultando numa lesão leve na mão do goleiro. Foi só, pois depois disso Bonamigo tentou de fora da área três vezes, mas sem assustar.

Como Astengo sentiu a lesão no pé e teve que sair no intervalo, entrou Cuca, ficando o centromédio Amaral como zagueiro. E Cuca deu maior movimentação ao Grêmio, atividade compensada pela entrada, no Cruzeiro, de Eduardo no lugar de Douglas (que jogara fora de sua melhor condição todo o primeiro tempo). Assim, ficou tudo na mesma, com o agravante de que neste segundo tempo nenhuma boa chance de gol foi criada, ao contrário das duas do primeiro. Não podia mesmo sair do 0 a 0 a partida. As defesas anularam completamente os ataques.” (Nico Noronha, Zero Hora, segunda-feira, 21 de setembro de 1987)

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Foto: Adolfo Alves (Zero Hora)

POUCO FUTEBOL E MUITA DESORGANIZAÇÃO

A CBF conseguiu tumultuar a Copa União, em sua segunda rodada, ao marcar os jogos para as 18 horas e não para as 17, como estabelece o contrato da rede Globo com o Clube dos 13, para a transmissão das partidas ao vivo. Assim, Grêmio 0 x 0 Cruzeiro teve seu início retardado em uma hora, ontem no estádio Olímpico, o mesmo ocorrendo com os jogos Santa Cruz 0 x 0 Coritiba e Palmeiras 0 x 0 Santos. Respaldados pelos juízes dos jogos, Flamengo 2 x 1 Vasco e Bahia 1 x 1 São Paulo começaram no horário original, desobedecendo à entidade. Hoje, em Belo Horizonte, os dirigentes do Clube dos 13 promovem uma reunião onde pode ser anunciado o rompimento em definitivo com a CBF.

Se isso ocorrer, a Copa União se transformará num torneio independente, de caráter amistoso. Nesta reunião será anunciada também a tabela definitiva da competição e uma estratégia em comum do Clube dos 13 diante da batalha jurídica que a Copa União terá de enfrentar nos próximos dias, com a tentativa da CBF de controlar sua realização. Longe das manobras jurídicas, dentro de campo, os clubes mostraram equilíbrio de forças, pois a segunda rodada foi caracterizada por empates ou vitórias pelo escore mínimo.

Dos gaúchos, o Internacional, ao empatar no sábado com o Atlético Mineiro, em Belo Horizonte (0 a 0), apresentou um futebol defensivo, mas conseguiu o resultado que interessava e a liderança, por saldo de gols, do grupo B. O Grêmio, no entanto, não conseguiu vencer o Cruzeiro e passou para a terceira colocação na chave A, liderada pelo Atlético MG.

Tanto os jogos dos gaúchos quanto os realizados em outras capitais, mostraram um aumento médio de público, em torno de cinco mil pessoas, em relação à primeira rodada. Se os torcedores compareceram em maior número aos estádios, o bom futebol, no entanto, ficou ausente. Os resultados minguados mostraram que as defesas se impuseram aos ataques. No jogo do Inter contra o Atlético, houve poucas chances de gois embora as duas equipes na semana anterior tenham aplicado goleadas em seus adversários.

Já na partida do Grêmio, houve mais futebol, mas o esquema defensivo armado pelo Cruzeiro deu certo, pois o time mineiro veio buscar o empate e a equipe de Luís Felipe não conseguiu vencer o bloqueio adversário. Os dirigentes do clube gaúcho não gostaram do resultado, mas ficaram satisfeitos com o público: 18.004 pessoas pagaram ingresso, gerando a renda de. 1.567.450 cruzados. Quarta-feira, o Grêmio recebe o Vasco, campeão carioca, numa partida que tem tudo para se tornar um grande espetáculo, com excelente público. Se a CBF não parar a Copa União.” (Higino Barros, Diário do Sul, segunda-feira, 21 de setembro de 1987)

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NO OLÍMPICO, JOGO TÃO FRIO COMO O TEMPO

PORTO ALEGRE — O começo de noite com temperatura baixa (o jogo foi iniciado às 18 horas) não recomendava a ida ao estádio, de arquibancadas úmidas. Mesmo assim, registrou o Estádio Olímpico a presença de mais de 18 mil pagantes, que resistiram, enquanto puderam, ao monótono toque de bola de Grêmio e Cruzeiro. Pouco antes do fim, os que permaneceram acenderam fogueiras para se aquecer. O placar de 0 a 0 diz o que foi o jogo.

No começo, o jogo foi razoável. O Grêmio pressionou mais, sem encontrar espaços no campo do Cruzeiro. Expunha-se, em contrapartida, a perigosos contra-ataques, principalmente quando Cláudio Adão era lançado.

O segundo tempo não foi diferente. As duas defesas fechadas, os goleiros movimentando-se para se manterem aquecidos e logo nos primeiros minutos já as fogueiras começavam a surgir em diferentes partes das arquibancadas. Nada tinha mudado, nem se modificaria, embora o Grêmio tivesse substituído um zagueiro por um atacante. Permaneceu o 0 a 0.” (Jornal do Brasil, segunda-feira, 21 de setembro de 1987)

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Foto: Nico Esteves (Placar)

“A RETRANCA AZUL
O campeão mineiro planta-se na defesa e segura os gaúchos no Olímpico. Insatisfeita, a torcida não perdoa nem o craque Valdo

O centroavante Lima tem cada uma! Ele embalava o fantástico sonho de marcar 28 gols na Copa União. Na estréia, contra o Coritiba, fez um. Domingo, diante do Cruzeiro, a realidade desabou sobre sua cabeça. “É, eu acho que estava exagerando”, reconhecia. “Vou ser o artilheiro, mas com essas retrancas aí o número de gols vai ser muito menor.”

O Grêmio, como conjunto, não havia feito planos tão mirabolantes como os de Lima. Mas a verdade é que o Cruzeiro frustrou suas expectativas. “Sinceramente, não esperava um adversário tão fechado”, lamentava o técnico Luís Filipe em tom de protesto. “Meu time, se fosse enfrentar o Cruzeiro no Mineirão, jogaria tão ofensivamente como o fez hoje.”

O ASTRO VAIADO — Do lado mineiro, o clima era de vitória. “Jogamos como já deveríamos ter feito contra o Palmeiras”, exultava o técnico Jair Pereira. “Avançávamos um pouquinho e recuávamos correndo.” Uma atitude antipática? Não. Antipático, Jair havia sido antes da partida, quando meteu a mão no peito de Valdo e impediu que o craque gremista entrasse no vestiário para cumprimentar o volante Douglas.

No que toca à estratégia, Jair recorreu à que considera a mais prudente no atual momento de sua equipe. “Ainda estamos lançando jogadores e não temos muito entrosamento”, justificava. Dos estreantes, a dupla de zagueiros Juninho e Heraldo esteve perfeita pelo alto. Cláudio Adão ficou isolado na frente e só fez uma boa jogada.

O ambiente gremista só não era pior porque se raciocinava em termos de compensação. “Perdemos um ponto em casa, mas havíamos ganhado dois fora”, lembrava Luís Filipe aos mais aflitos com o resultado e a atuação de Valdo. Parece mentira, mas até uma pequena vaia se ouviu ao maravilhoso negrinho. Muita gente pensa que sua cabeça está na Itália. O preparador físico Celso Roth esclarecia: “Ele voltou dos Jogos Pan-Americanos com os músculos completamente flácidos”. O caso do ponta-de-lança Cuca é diferente. Depois de um mês de prisão na Suíça, ele reapareceu surpreendentemente bem. Mas Valdo em forma é outra coisa — e o Grêmio depende de seu bom desempenho para furar retrancas como a de domingo. NOTA DO JOGO: 6” (Divino Fonseca, Placar, Edição n.º 904, 28 de setembro de 1987)

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GRÊMIO: Mazaropi; Alfinete, Astengo (Cuca), Luís Eduardo e Casemiro: Amaral, Cristóvão o Bonamigo; Valdo. Lima e Jorge Veras (Gaúcho)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

CRUZEIRO: Gomes; Balu, Juninho, Heraldo e Genilson: Ademir Kaefer, Douglas e Heriberto; Robson. Cláudio Adão e Edson
Técnico: Jair Pereira

2ª Rodada – 1ª Fase – Brasileirão 1987
Data: 20 de setembro de 1987, domingo, 18h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre, RS
Público: 18.004 pagantes
Renda: Cz$ 1.567.450,00
Juiz: Luís Carlos Félix
Auxiliares: José Carlos Moura e Luis Antônio Lima
Cartões Amarelos: Heraldo e Robson

Série B 2022 – CRB 2×0 Grêmio

August 16, 2022
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Foto: Francisco Cedrim (CRB)

Não sei se existe uma momento “bom” para perder. Se existe, até dá pra se admitir que uma derrota pro CRB não é o pior dos mundos. Também não sei se existe um momento bom para o Geromel ficar fora do time. Se existe, definitivamente esse momento não seria contra o Cruzeiro

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Foto: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Foto: Lucas Uebel (Grêmio.net)

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CRB Diogo Silva; Raul Prata, Gum, Diego Ivo e Guilherme Romão; Jalysson, Claudinei (Uillian Correia, 33’/2ºT) e Rafael Longuine (Bruninho, 33’/2ºT); Paulinho Mocellin (Richard, 23’/2ºT), Fabinho (Guilherme Lopes, 26’/1ºT) e Gabriel Conceição (Regilado, 23’/2ºT).
Técnico: Daniel Paulista.

GRÊMIO: Brenno; Rodrigo Ferreira, Geromel (Bitello, intervalo), Bruno Alves e Diogo Barbosa; Villasanti, Lucas Leiva (Elkeson, 37’/1ºT), Biel (Thaciano, 25’/2ºT), Campaz (Gabriel Silva, 17’/2ºT) e Guilherme (Janderson, 17’/2ºT); Diego Souza
Técnico: Roger Machado

24ª Rodada – Série B 2022
Data: 13 de agosto de 2022, sábado, 20h30min
Local: Estádio Rei Pelé, em Maceió, AL
Público: 7.051 pagantes
Renda: R$ 78.222,00
Árbitro: Vinícius Gonçalves Dias de Araújo (SP)
Assistentes: Luiz Alberto Andrini Nogueira (SP) e Leandro Matos Feitosa (SP)
VAR: Adriano de Assis Miranda (SP)
Cartão amarelo: Geromel (Grêmio)
Cartão vermelho: Guilherme Romão (22 do 1ºT)
Gol: Diogo Silva (ambos de pênalti) aos 7 e aos 37 minutos do 1º tempo

Série B 2005 – CRB 1×1 Grêmio

August 13, 2022
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Foto: Correio do Povo (Fonte: Grêmio Dados)

O Grêmio enfrentou o CRB no estádio Rei Pelé em 3 ocasiões. A primeira no Brasileirão de 1972. A última na Copa do Brasil de 2015. E no meio disse teve esse duelo pela 20ª rodada da primeira fase da Série B de 2005.

Eu tinha apagado da memória esse gol de Jeovânio. Na minha lembrança ele raramente aparecia no campo de ataque, se dedicando a proteger a defesa com zelo e elegância.

E vendo a foto abaixo fiquei com saudade do “cruzamento de carrinho” do Escalona.

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Foto: Ailton Cruz (O Jornal/ZH) – Fonte: Grêmiopédia

 

JOGO RUIM , VAGA GARANTIDA

Se algo de positivo restou ao Grêmio no empate em 1 a 1 com o modesto CRB, ontem à noite, em Maceió, foi o sinal de alerta para a próxima fase da Série B. Sem Anderson, convocado para a seleção brasileira sub17, o time mostrou que é igual a quase todos os outros que disputam a competição. E que precisará de uma dose extra de superação se quiser retomar à primeira divisão,

Se a primeira fase tivesse se encerrado ontem, os adversários na próxima fase seriam os perigosos Santo André, Vila Nova e Guarani. O Grêmio chegou a ser irritante no primeiro tempo. Abusou dos passes errados e chegou a ser displicente em alguns momentos, entrando frouxo nas divididas e permitindo ao CRB, um time sem qualquer brilho, levar perigo ao gol de Galatto.

Em sua primeira experiência como substituto de Anderson, Marcel foi tão voluntarioso quanto dispersivo. Participou de quase todos os lances de ataque do time, seja na preparação de jogadas quanto na finalização. Só que errou quase todos. Acabou substituído por Luiz Fernando no intervalo. Mas, ao menos, recebeu o terceiro cartão amarelo, que o deixa com a ficha limpa para a próxima fase, do mesmo modo do que Patrício, Bruno, Jeovânio e Domingos.

A melhor oportunidade para marcar foi aos quatro minutos. Ricardinho passou por dois marcadores e cruzou para o chute errado de Marcel. Pereira já poderia ter sido expulso aos 42 minutos, quando, em um lance grotesco, chutou um adversário para fora de campo. Acabou recebendo o cartão vermelho logo no início do segundo tempo, por nova falta.

Mano Menezes foi obrigado a mexer no time. Para recompor a defesa, trocou o centroavante Samuel por Domingos.

Como só uma vitória o mantinha longe da zona de rebaixamento para a Série C, o CRB lançou-se à frente na segunda etapa. Em dois minutos, criou dois lances curiosos. Aos sete, Helinho arriscou o chute de longe, a bola tocou no gramado, subiu e quase enganou Galatto. Aos nove, Claudinho chutou de fora da área e a bola atingiu o olho direito do goleiro Galatto, que precisou de atendimento médico dentro de campo.

Aos 23 minutos, em sua única jogada criativa, o Grêmio marcou o gol que lhe assegura uma posição entre os quatro primeiros. Ricardinho avançou pela esquerda, deu a Jeovânio que chutou de longe, com a bola desviando em Dino antes de encobrir Jéfferson.

Cristiano empatou aos 39 minutos, após falha da zaga e de Galatto. Os últimos minutos foram de pânico para os dois times. Para o Grêmio, tentando escapar da derrota. Para o CRB, cujos jogadores chegaram a se ajoelhar e rezar em campo em uma cobrança de falta, na luta para escapar do rebaixamento.

O Grêmio joga sábado contra o Marília, no Olímpico. Já classificado, a partida vale apenas para assegurar lugar entre os quatro primeiros.” (Zero Hora, sábado, 3 de setembro de 2005 – Fonte: Grêmiopédia)

 


CRB EMPATA E SE COMPLICA AINDA MAIS

Um jogo dramático. Foi assim o duelo entre CRB e Grêmio, ontem, no Rei Pelé, que terminou em 1×1. Os gols da partida aconteceram no segundo tempo. Geovânio abriu o marcador para os gaúchos aos 22 minutos, ao chutar forte de fora da área, sem defesa para o goleiro Jeferson. 1×0 Grêmio. Mas, na pressão, Cristiano, que havia entrado no lugar de Zé Carlos, aos 42 minutos, mergulhou de cabeça após confusão na área e empatou.

Com o resultado, que o deixou no 14º lugar, 26 pontos, o CRB ainda está complicado na tabela, porque terá que vencer seu último jogo, dia 10 de setembro, contra o Criciúma, em Santa Catarina, para afastar de vez o risco de rebaixamento e não depender de ninguém. Se empatar ou perder, o time alagoano dependerá da combinação de resultados no bolo de times que ainda brigam para não cair. Já o Grêmio, com o empate, consolidou sua passagem à próxima fase da Série B.

O jogo

A partida no primeiro tempo teve poucos lances de emoção para a torcida que lotou o Rei Pelé, cerca de 15 mil pessoas. De um lado, um CRB tenso que errava muitos passes na saída de bola. As melhores jogadas do Galo aconteceram pelo lado direito com a trama entre Ivonaldo, Edson Baiano e Helinho. Do outro, um Grêmio que mantinha uma postura tática de muita marcação e alguns poucos ataques que chegaram a levar o goleiro Jeferson a fazer pelo menos uma boa defesa. O meia Juninho Cearense sentiu de novo o velho problema na coxa ainda no 1º tempo. O jogador foi substituído por Claudinho, que não estava numa noite inspirada.

Na segunda etapa, a partida cresceu. Logo aos três minutos Zé Carlos fez boa jogada e forçou o árbitro a expulsar o zagueiro Pereira. Com o apoio em massa da torcida, o CRB partiu com tudo e obrigou o goleiro gremista Gallato a fazer intervenções até no susto. A primeira chance foi um chute de Helinho, aos 10 minutos, da intermediária. A bola bateu no terreno e subiu para se chocar na cabeça do goleiro, levando perigo ao gol gremista. Mas foi Grêmio que achou o gol aos 22 com Geovânio. Antes de empatar, o CRB perdeu uma chance incrível com Cristiano embaixo da trave, sem goleiro. Aos 39, ele finalmente achou o caminho das redes: 1×1 Galo. Aos 47, com o estádio em delírio para a virada, Emerson bateu uma falta do bico da área, mas colocou em cima da barreira e desperdiçou a última chance. Valmir, do Galo, também foi expulso.

A nota triste ficou por conta dos gestos obscenos do atacante Zé Carlos para a torcida e de sua discussão nos vestiários com PMs que o ameaçavam prender. A situação só foi contornada pelo policial do Bope Gilmar e o supervisor Mauro Ramos.” (WELLINGTON SANTOS Repórter, Gazeta de Alagoas, sábado, 3 de setembro de 2005)

 

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CRB: Jefferson: Carlinhos (Cristiano), Émerson e Gustavo; Ivonaldo, Dino, Edson Baiano, Juninho Cearense (Claudinho) e Valmir; Zé Carlos (Josimar) e Helinho
Técnico: Flávio Barros

GRÊMIO: Galatto; Patricio, Marcelo Oliveira, Pereira e Escalona;Jeovanio, Sandro Goiano, Bruno (Marco Aurélio) e Marcel (Luiz Fernando): Ricardinlo e Samuel (Domingos)
Técnico: Mano Menezes

Série B 2022 – Grêmio 5×1 Operário Ferroviário

August 10, 2022

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Há um clara evolução. Na primeira vez que o Grêmio recebeu o Operário, o placar foi 4×1; Ontem, na segunda vez, o marcador foi de 5×1.

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– Média de público do Grêmio na temporada:
19.078 (17.804 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Série B 2022:
21.150 (19.776 pagantes)

Como curiosidade, vale apontar que a média de público dos onze primeiros jogos que o Grêmio fez com torcida na Série B de 2005 foi de 22.104 (17.568 pagantes). Cabe lembrar que naquele ano o clube tinha menos de 20 mil sócios (contra pouco mais de 60 mil sócios ao final do primeiro trimestre de 2022).

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Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

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GRÊMIO: Brenno; Rodrigo Ferreira, Geromel, Bruno Alves e Nicolas; Villasanti, Lucas Leiva (Bitello, 19’/2ºT), Biel (Thaciano, 40’/2ºT), Campaz (Gabriel Silva, 29’/2ºT), Guilherme (Janderson, 19’/2ºT); Diego Souza (Elkeson, 29’/2ºT)
Técnico: Roger Machado

OPERÁRIO: Vanderlei; Arnalrdo, Thales, Reniê e Fabiano; Ricardinho (Fernando Neto, 23’/2ºT), Rafael Chorão (Michel, intervalo), Tomas Bastos (Leandrinho, 12’/2ºT) e Felipe Garcia (Jean Carlo, 27’/2ºT); Paulo Victor e Getterson (Kalil, intervalo)
Técnico: Matheus Costa

23ª Rodada – Série B 2022
Data: 9 de agosto de 2022, terça-feira, 19h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre, RS
Público: 11.367 (10.174 pagantes)
Renda: R$ 346.304,00
Árbitro: Bruno Arleu de Araujo (RJ)
Assistentes: Thiago Henrique Neto Correa Farinha (RJ) e Thiago Rosa de Oliveira (RJ)
VAR: Igor Junio Benevenuto de Oliveira (FIFA-MG)
Cartões amarelos: Nicolas e Bitello
Cartão vermelho: Thales
Gols:
Campaz, aos 45 minutos do 1º tempo; Diego Souza aos 7, Kalil (O) aos 9, Biel aos 18 minutos, Elkeson aos 44, e Reniê (contra) aos 47 minutos do 2º tempo

Taça da Legalidade 1962 – Grêmio 4×1 Operário Ferroviário

August 9, 2022
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Foto: Folha da Tarde Esportiva

O único confronto entre Grêmio e Operário Ferroviário em Porto Alegre aconteceu em 1962, pela Taça da Legalidade. Vitória tricolor por 4×1.

Acho muito interessante perceber como são minuciosas as crônicas dos jogos publicadas na Folha da Tarde Esportiva daquela época.

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Foto: Folha da Tarde Esportiva

GRÊMIO PASSOU BRINCANDO PELO OPERÁRIO: 4 X 1

O Grêmio Pôrto Alegrense com tranquilidade — 1.º tempo fêz 4 x O no Operário Ferroviário de Ponta Grossa, Paraná, polo Torneio da Legalidade. No tempo final aconteceu um toque de justiça: o ponto de honra dos visitantes, fixando a contagem em 4×1. Os vice-campeões doRio Grande provaram diferença fundamental de football no 1º tempo sôbre os vice da terra araucariana. Aproveitando o mau trabalho dos homens de área do Operário, sempre desatentos, aos deslocamentos dos avançados, os gremistas foram tranquilamente impondo seu melhor football.

Enquanto a peleja não tinha o sua definição espelhada e, consequentemente, obrigava a um  trabalho mais árduo, a gente de Ênio Rodrigues deixou claro sua inconteste vantagem  sobre os” ponta-grossenses. Isto foi irrefutável. Não pode haver um paralelo de comparação, enquanto o jogo não estava decidido.

Os avançados tricolores, na 1ª parte do espetáculo, aproveitaram-se das constantes indecisões da linha de zagueiros Paranaense. Com os costados mal guarnecidos e com Ribamar e Laércio incapazes tecnicamente, e sem velocidade para contar Marino, Juarez e com Hélio Silvestre. vendo Elton, por um “binóculo” quando o médio ingressava na área, paulatinamente o cotejo ganhava um colorido unilateral, Era o Grêmio que dava a toada do match. Impunha sua melhor ordenação geral ante um team, bravo é verdade, porém carecendo de melhor estrutura defensiva: Somando-se ao bom trabalho ofensivo, empurrado por Elton e Milton, os gaúchos contavam ainda cem o total desacerto das linhas mais recuadas dos visitantes.

Os leves pecados iniciais de Sérgio (uma vez), Brandão e Mourão (que se recuperaram rápidos) não serviram para gerar ocasiões para boas descidas da rapaziada do Paraná, isto nos 45 minutos iniciais. Elton e Milton punham em constante movimentação seus companheiros de frente e o chefe dos médios foi figura que cumpriu saliente papel nas arremetidas contra o retângulo do ótimo guardião Arlindo.

Com muita folga e os donos do Olímpico fizeram 4×0 no Operário. É verdade que nos últimos 15 minutos da 1ª fase, já se notava uma visível poupança dos gremistas.

Para o período derradeiro, o vice-campeão Paranaense despontou com mais vontade e acerto. Alguns fatores influíram para que tanto acontecesse. O Grêmio – e o marcador em parte justificava isso — parou muito e aquele ritmo rápido, nervoso e acertado do 1º tempo desapareceu. Elton e Milton excelentes no tempo primário — ”sentaram um pouco na retranca”. O ataque lutou com mais dificuldades e alguns de seus homens (Vieira por duas vezes), Marino (igual número), Adroaldo e Juarez (uma cada um), foram bisonhos e revelaram uma falta de habilidade espantosa ao perderem “goals feitos”. Deste desperdício, o vice local pagou pesado pecado; não marcou tentos no período conclusivo.

Por seu turno, os de Ponta Grossa, solidificavam sua linha de zaga com o ingresso de Pacheco como homem de área e a retirada de um homem que claudicava: Daniel, conto lateral direito. Laércio foi para a asa média e ficaram na área Pacheco e Ribamar.

Mesmo dando-se o desconto que o Grêmio parou, foi excelente estio alteração. Hélio Silvestre moveu-se um pouco melhor e Fiuza funcionou com mais rapidez e inteligência. O ataque foi pôsto em funcionamento. A defensiva, consequentemente, dos gaúchos foi chamada a arcar com a responsabilidade maior do que no 1.º tempo. Os do Operário insistiram em descidas contra a meta de Irno. Notou-se, então, certas hesitações do bloco mais recuado tricolor, O trabalho de Sérgio em Otavinho já não era aquele muito bom do começo; Airton lutava contra Sílvio, um jogador valente; Leocádio ganhava alguma progressão contra Brandão e Mourão desdobrava-se para não permitir liberdades maiores a Jairo.

Mesmo com o Grêmio deixando de marcar (criou muito mais situações aflitivas), isto por falta de habilidade de seus avantes, foi justíssimo o ponto de honra conquistado em cima da hora, por Leocádio. Não padeceu dúvidas, o liquido triunfo do Grêmio, mesmo permitindo ao adversário presença no tempo final. Foi o triunfo daquele que deixou patente ter mais condições coletivas e individuais como esquadra de football. O Grêmio valeu quando o match ainda era uma incógnita. Daí, o alto mérito de seu triunfo. Depois, com um marcador já de 4×0, relaxou bastante os movimentos e deu chance ao team de Agustin Martinez despontar com alguma inspiração. Mesmo parecendo um paradoxo, perdendo por 4×1, o Operário-Ferroviário (em que pese a diferença fundamental) deixou impressão em pouco melhor no que diz respeito á ofensiva, do que aquilo que rendeu contra o Internacional, num match que findou zero a zero. O cotejo teve em sua primeira etapa a parte mais interessante e correta. No período derradeiro não chegou a entusiasmar inteiramente, não obstante o esforço e o relativo bom comportamento dos rapazes do Paraná, .

DETALHES TÉCNICOS
Local: Olímpico.
Renda: Cr$ 567.790.00
Equipes:
GREMIO PA (4) — Irno, muito bom; Sérgio, ótimo no princípio para cair um pouco no tempo final; Airton, com momentos de alto gabarito para se descuidar no fim: Brandão, regular: Mourão, firme na maioria dos movimentos; Elton, grande peleja no início para parar no final; Milton, igual ao “Alemão”; Adroaldo, dono de jogadas rápidas e corretas; Marino muito bom no 1º tempo. Caiu de produção e foi substituído por Abílio sem vantagem alguma: Juarez, quando “aligeirou” o jogo esteve bens, depois “amarrou” muito; Vieira, perdeu dois gols impossíveis, lances que comprometeram seu excelente 1º tempo.

OPERARIO-FERROVIÁRIO (1) — Arlindo, voltou a luzir: Daniel, muito mal, depois Laércio que jogou multo mais na lateral do que dentro da área; Ribamar, vulnerável no 1º tempo. Depois cresceu um pouco; Candinho, perdeu a batalha no 1.º tempo para jogar mais desafogado no fim. Hélio Silvestre, não reeditou seu bom trabalho do jogo contra o Internacional. Foi notado quando Elton parou bastante; Fiuza pareceu no 2º tempo; Jairo, Sílvio, Leocádio e Otavinho, com nota melhor para a bravura de Sílvio. Jogou melhor o ataque do que contra o campeão gaúcho.” (ANTONIO CARLOS PORTO, Folha da Tarde Esportiva, Sábado, 24 de fevereiro de 1962)

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OPERÁRIO NÃO RESISTIU AO PODERIO DO GRÊMIO E FOI GOLEADO NO OLÍMPICO: 4X1

[…]
Aos 14 minutos de ações, magnificamente lançado por Milton, Elton invadiu a área adversária e frente a frente com Arlindo, enviou a pelota para as redes. Seis minutos após. Marino realizou com êxito um impressionante «rush» e arrematou de pé esquerdo, anotando o tento número dois Aos 31 minutos. Marino cruzou forte e Ribamar, tentando a defesa, desfiou a pelota para dentro de suas próprias redes e o quarto tento dos tricolores foi também, fruto de uma jogada infeliz de Candinho que. Muito afoito, enviou a pelota para dentro de seu próprio arco, após uma defesa parcial de Arlindo, aos 45 minutos de jogo. […]” (Jornal do Dia, Sábado, 24 de fevereiro de 1962)

 

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Foto: Folha da Tarde Esportiva

 

“GRÊMIO CONTINUA NA CAMINHADA: VENCEU O OPERÁRIO, ONTEM
4 x 1 foi o resultado do embate — Marcaram os tentos: Elton, Marino (2) e Adroaldo; Leocádio marcou para o Operário — Regular a atuação do árbitro paranaense — Renda da partida : Cr$ 567.790,00

Grêmio e Operário Ferroviário jogaram ontem, no Olímpico mais uma partida, em prosseguimento ao Torneio Sul Brasileiro Inter-Clubes. Os tricolores, pelo que realizaram na fase inicial, venceram por 4×1. Os primeiros 45 minutos pertenceram aos locais, que bens coordenados, dominaram completamente as jogadas. Já no segundo tempo, o assunto mudou. O Operário estive bem melhor, porém seu ataque não produziu o esperado, o que de resto aconteceu na fase inicial e por ocasião do primeiro jogo entre nós.

Mas o quadro visitante trabalhou a contento, em que pese alguns defeitos de seus defensor. O trabalho da defensiva do Operário foi bom e quase certo. Arlindo voltou a brilhar, tendo ainda sorte em algumas jogadas, salvando tentos certos. Por outro lado, os atacantes do Grêmio perderam grandes oportunidades, estando nessas condições Marino e Vieira. Este, em duas vezes seguidas, deixou de marcar com o arco aberto. Mas na fase final, o ataque do Grêmio não caminhou como aliás se esperava, dado o resultado do primeiro tempo. Caíram os atacantes locais na armadilha dos defensores do Operário, que com habilidade abandonavam a grande área, e em consequência, os dianteiros gremistas ficavam impedidos. Isso aconteceu várias vêzes, principalmente com Juarez. O quadro do Operário trabalhou bem na fase derradeira, tendo inclusive envolvido os tricolores, por momentos. Mas a defensiva local esteve sempre firme, claudicando apenas no tento de honra dos visitantes, ao apagar das luzes. E o tento de Leocádio, foi o coroamento do esforço do quadro, que na verdade andou bem melhor que na fase final. Há um outro detalhe interessante. O quadro do Grêmio, com o resultado do primeiro tempo (4×0) voltou desinteressado no placar, procurando apenas defender-se e esporadicamente atacar. Os tentos não surgiram mais e todos estavam certos que o jogo terminaria com o resultado da primeira fase. Mas não aconteceu. Os visitantes no final do prélio marcaram o tento de honra. A vitória do Grêmio, foi, na verdade, a conquista do melhor quadro. Apareceu a hierarquia e os tricolores continuam liderando o torneio, invictos.

QUADROS, TENTOS, ÁRBITRO E RENDA

Os dois quadros jogaram assim firmados:

GRÊMIO — Irno; Sérgio, Airton, Brandão e Mourão; Elton e Milton; Adroaldo, Marino (Abílio) e Vieira.

OPERÁRIO — Arlindo; Daniel (Laércio); Ribamar, Laércio (Pacheco) e Candinho; Hélio Silvestre e Flua; Jairo. Silvio, Leocádio e Otavinho.

— Os tentos foram assinalados por Elton, Marino (2), sendo que o último, a pelota raspou em Ribamar e Adroaldo. Antes da pelota entrar no arco, bateu em Candinho. O tento de honra do Operário foi obra de Leocádio.

— Dirigiu a partida, regularmente, o sr. José Barbosa de Lima Neto, da FPF.

— A renda do embate foi boa: Cr$ 567.790,00.” (Correio do Povo, Sábado, 24 de fevereiro de 1962)

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Foto: Correio do Povo

 

“GRÊMIO CONTINUA SUA MARCHA EM BUSCA DO TÍTULO DA LEGALIDADE: OPERÁRIO 4X1” (Diário de Notícias, Sábado, 24 de fevereiro de 1962)

 

“OPERÁRIO GOLEADO PELO GRÊMIO NO OLÍMPICO: 4X1
— O Operário Ferroviário de Ponta grossa foi goleado hoje à noite, no Estádio
Olímpico, por 4×1, pelo Grêmio Portoalegrense, no cotejo de despedida dos alvinegros. A peleja apresentou duas fases distintas, e na primeira, o placar de 4 x 0. diz tudo o que foi aquela etapa, quando o “fantasma” esteve multo longe e corresponder a expectativa do público presente ao estádio do Grêmio” (Diário do Paraná, Sábado, 24 de fevereiro de 1962)

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Foto: Revista do Grêmio n.º 37

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GRÊMIO: Irno; Sérgio Airton, Brandão e Mourão; Elton e Milton; Adroaldo, Marino (Abílio) e Vieira
Técnico: Ênio Rodrigues

OPERÁRIO: Arlindo; Daniel (Laércio); Ribamar, Laércio (Pacheco) e Candinho; Hélio Silvestre e Flua; Jairo. Silvio, Leocádio e Otavinho
Técnico: Agustin Martinez