Brasileirão 1996 – Guarani 0x2 Grêmio

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Foto: Silvio Avila (Zero Hora)

No Brasileirão de 1996, o Grêmio superou o Guarani por 2 a 0 em Campinas. Vale lembrar que o Bugre terminou a primeira fase da competição na segunda posição.

Ao meu ver, as matérias transcritas abaixo dão uma forçada na barra ao mencionar um “tabu” do Grêmio não vencer no Brinco de Ouro até então, uma vez que foram somente 4 jogos em 20 anos.

Por outro lado é interessante notar a matéria da Zero Hora do dia da partida, que acertou em cheio ao “apostar na aposta” de Ailton, autor dos dois gols da partida.

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Foto: Silvio Avila (Zero Hora)

AÍLTON, DO GRÊMIO, FAZ 2 GOLS E QUEBRA TABU EM CAMPINAS
Time gaúcho não havia vencido Guarani antes, no Brinco de Outro, e está quase classificado

O Grêmio derrotou ontem o Guarani, por 2 a 0, quebrando o tabu de nunca ter vencido o adversário em Campinas. O time do técnico Luiz Felipe conseguiu, com o resultado, acabar também com a invencibilidade de quase sete meses sem derrotas do Guarani, em sua casa. A última vez que ele havia perdido no Estádio Brinco de Ouro foi em 17 de abril, para o São Paulo (1 a 0), pelo Campeonato Paulista.

O jogo foi bastante disputado. O Guarani vinha embalado e o técnico Carlos Alberto Silva estava invicto. Jogou melhor, não tomou conhecimento do Grêmio, no primeiro tempo, e só não marcou por erros de finalização.

O goleiro Danrley também ajudou a sua equipe fazendo duas grandes defesas. O Guarani, com três atacantes – Ailton e Marcelo Carioca, mais à frente, e Gilson, mais recuado – aproveitou os espaços e entrou com facilidade na defesa gaúcha. Só Marcelo Carioca perdeu duas chances reais de gol, aos 30 e 40 minutos. O técnico Carlos Alberto não gostou e o substituiu por Edu Lima.

O Grêmio voltou do intervalo com a mesma equipe. Mas valeram as instruções que o técnico deu aos jogadores. O time melhorou na marcação, passou a dominar o meio-de-campo e não deixou o Guarani jogar. O atacante Ailton, aos 14 minutos, marcou o primeiro gol para a equipe gaúcha. O goleiro Hiran, menos vazado no campeonato, estava a exatos 389 minutos sem levar gol, nada pode fazer. Sete minutos depois, o Grêmio ampliou. Dinho cobrou falta, a bola bateu na barreira e Alexandre entregou a bola nos pés do atacante, que fez o seu segundo gol.

O Grêmio soma agora 32 pontos e está mais próximo da classificação.” (Milton Bridi, O Estado de São Paulo, segunda-feira, 4 de novembro de 1996)

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“GRÊMIO QUEBRA TABUS EM CAMPINAS
Ao vencer o Guarani por 2 a 0, o time de Luiz Felipe continua bem colocado na classificação

Na partida de ontem contra o Guarani o Grêmio tinha a chance de quebrar uma série de tabus: nunca havia vencido o adversário em Campinas, o time da casa mantinha urna invencibilidade de sete meses em seu estádio e o goleiro Hiran estava sem tomar gol havia 389 minutos. E o Grêmio precisou de apenas uma hora para começar a derrubar as escritas. Com dois gols de Ailton, a equipe de Luiz Felipe conseguiu uma importante vitória, que a manteve em sexto lugar com 32 pontos em 17 jogos e bem próximo da classificação às quartas-de-final.

A partida contra o Grêmio tinha um valor especial para o Guarani. Tanto que a direção promoveu a partida na mídia e colocou ingressos à venda por módicos R$ 5. A mobilização deu resultado, e o Brinco de Ouro recebeu o seu maior público no Brasileirão. Empurrado pela barulhenta torcida, o time paulista começou a par tida encurralando o Grêmio em sua defesa. A força ofensiva era tamanha que até o volante Dega era presença constante na defesa gaúcha.

Depois de fazer uma cena teatral, fingindo ter sido atingido por Aílton, Danrlei repôs a bola nos pés de Gilson, que imediatamente lançou Marcinho dentro da área. O lateral desperdiçou uma grande oportunidade de marcar. Sufocado, o Grêmio não conseguia levar perigo para o goleiro Hiran. Quando isso acontecia, as bolas eram cruzadas para Paulo Nunes, que isolado era obrigado a disputa-las pelo alto com os adversários. Como tinha tranqüilidade na defesa, o Guarani se mantinha agressivo no ataque.

O primeiro tempo terminou em momento oportuno para o Grêmio. E a equipe pareceu voltar do intervalo com as mesmas deficiências. Pareceu. O puxão de orelhas do técnico Luiz Felipe deixou a equipe mais agressiva nos contra-ataques. Aos nove minutos, Paulo Nunes quase marcou em cruzamento de Zé Alcino. Apenas quatro minutos depois, Adilson subiu ao ataque e lançou Émerson. O meia passou para Ailton chutar forte e abrir o placar. O gol de Aílton perturbou o Guarani. Enquanto os torcedores trocavam socos nas sociais, Alexandre deu uma rosca na bola e a deixou nos pés de Ailton, que novamente venceu o grandalhão Hiran. Eram apenas 20 minutos do   segundo tempo, mas o Grêmio já havia acabado com a euforia dos campineiros e acabado com a festa dos bugrinos.” (Leonardo Oliveira, Enviado Especial Campinas, Zero Hora, segunda-feira, 4 de novembro de 1996)

 

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Foto: Correio do Povo/Correio Popular

“AÍLTON PAGA A SUA APOSTA COM GOLS

Depois de ser confirmado como o substituto de Carlos Miguel para a partida contra o Guarani pelo técnico Luiz Felipe, o meia Aílton voltou a cantarolar pagodes e a sorrir como de costume. “Este jogo vai ser o início da minha volta por cima”, apostou antes do treino de sexta-feira. Aílton parecia ter pressentido o que iria acontecer na tarde de ontem no Estádio Brinco de Ouro. Com dois belos gols seus, o Grêmio conseguiu em Campinas uma importante vitória sobre uma das melhores equipes do Brasileirão.

A torcida do Guarani se preocupou em insultar o goleiro Danrlei e o atacante Paulo Nunes. Durante todo o primeiro tempo, o Grêmio foi pressionado pelos campineiros. O goleador do Brasileirão era submetido a uma disputa desigual com a defesa adversária, para deleite dos torcedores. Danrlei continuava a fazer defesas importantes e dava ainda mais razões para ser xingado. Já Aílton, bom … Bastava encostar na bola para ser classificado pelos bugrinos “como da casa”, em uma desdenhosa referência a sua passagem pelo Brinco de Ouro em 1993.

Por ser da casa, Aílton conhecia os atalhos para vencer o grandalhão goleiro Hiran, de 2m01cm. Depois de um primeiro tempo em que se destacou apenas pela transpiração, o meia foi premiado pelo destino com duas oportunidades de marcar na segunda etapa. E foi implacável.

Na primeira, ele recebeu um passe de Émerson e chutou cruzado. Em uma corrida desabalada, se dirigiu ao banco de reservas para agradecer ao técnico Luiz Felipe, que sempre o protegeu da ira dos torcedores. “Eu extravasei e fui abraçar o professor porque ele sempre me apoiou”, explicou-se.

Apenas sete minutos depois, o ex-gremista Alexandre deu uma rosca fantástica na bola, permitindo que ela estacionasse nos pés de Aílton. Como era de casa, o meia não se preocupou em frustrar a violenta torcida campineira com outro gol. Depois de ter liquidado com a forte equipe do Guarani, Aílton recebeu de Luiz Felipe, aos 26 minutos do segundo tempo o descanso destinado aos bravos. “Eu não estava bem no jogo, mas uma hora as coisas tinham que dar certo comigo”, afirmou. E deram. Duas vezes.” (Zero Hora, segunda-feira, 4 de novembro de 1996)

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Foto: Silvio Avila (Zero Hora)

GRÊMIO ESCAPA DO SUFOCO E QUEBRA TABU EM CAMPINAS: 2 A 0

“Foi a vitória da voz do vestiário.” A definição é do presidente Fábio Koff, ao comentar a mudança radical sofrida pelo Grêmio no segundo tempo, suficiente para garantir a placar de 2 a O sobre o Guarani, em Campinas, ontem à tarde. Mais modesto, o técnico Luiz Felipe afirmou que a vitória “foi obra do Divino”.

Depois de sofrer uma pressão quase irresistível nos primeiros 45 minutos, o Grêmio corrigiu-se e conseguiu até mesmo quebrar um tabu, o de nunca ter vencido o adversário em Campinas. O Guarani também não perdia em casa há 200 dias e seu goleiro estava há 389 minutos sem sofrer um gol sequer.

O primeiro tempo, de fato, foi amplamente favorável ao time treinado por Carlos Alberto Silva. O ponta Alexandre era o diferencial, com ampla movimentação e confundindo a marcação do adversário. Só o centroavante Ailton perdeu 3 gols. Danrlei era o melhor do jogo.

“Será que sou eu o pé-frio?”, chegou a lamentar Ailton, no vestiário. “Vamos deixa-lo numa situação dessas?”, perguntou Luiz Felipe aos demais jogadores.

A resposta não tardou. Os jogadores do Grêmio recuperaram sua característica habitual e passaram a tirar os espaços do poderoso adversário. Aos 14 minutos, Ailton, até então um jogador muito discreto, recebeu passe de Emerson, pelo lado direito, e bateu em diagonal, vencendo Hiran e abrindo o marcador. Aos 20, Dinho cobrou falta na barreira, Ailton apanhou o rebote e definiu o placar. O Grêmio soma agora 32 pontos e terá pela frente, no Olímpico, 4ªfeira, o modesto Fluminense. Cresce cada vez mais a chance de terminar entre os 4 primeiros.” (Correio do Povo, segunda-feira, 4 de novembro de 1996)

 

 

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O JOGO: O Guarani começou atacando, perdeu gols. No segundo tempo, a história foi outra e o Grêmio explorou as falhas bugrinas. (Tabelão Placar 1996, n.º 10, página 227)

 

 “Depois de ser esmagado pelo Guarani e com uma atuação irreconhecível, o Grêmio finalizou o primeiro tempo com perspectivas nada favoráveis. Depois de alguns berros de Luiz Felipe no vestiário, Ailton marcou dois gols e decretou a vitória.” (Zero Hora, segunda-feira, 16 de dezembro de 1996)

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Guarani 0x2 Grêmio

GUARANI: Hiran; Marcinho, Sangaletti, Nenê e Júlio César; Dega, Élson (Alexandre Paulista), Alexandre Xoxó (Renatinho) e Gílson; Marcelo Carioca (Edu Lima) e Aílton
Técnico: Carlos Alberto Silva

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Adílson e Roger; Dinho, Goiano (André Silva), Émerson e Aílton (Mauro Galvão); Paulo Nunes e Zé Alcino (Marco Antônio)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

18ª Rodada – Primeira Fase
Data: 03 de novembro de 1996, domingo, 17h00min
Local: Estádio Brinco de Ouro, em Campinas, SP
Público: 17.984 (16.050 pagantes)
Renda: R$ 83.250,00
Árbitro: Wílson de Souza Mendonça (PE)
Assistentes: Cid Cavalcante Patricio Souza
Cartões Amarelos: Dega e Sangaletti ; André Silva, Mauro Galvão e Arce
Gols: Aílton, aos 14 e aos 20 minutos do 2° tempo.

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