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Reclamação na Conmebol

November 7, 2018

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Decisión del Tribunal de Disciplina de la CONMEBOL Ref.: O-207-18

Sábado, 3 Noviembre, 2018 – 20:49

El Tribunal de Disciplina de la CONMEBOL,

RESUELVE

1º. RECHAZAR el reclamo presentado por el GRÊMIO FOOT-BALL PORTO ALEGRENSE en fecha 31 de octubre de 2018.

2º. CONFIRMAR el resultado de 1 : 2 a favor del CLUB ATLÉTICO RIVER PLATE del partido disputado en fecha 30 de octubre de 2018, entre los equipos de GRÊMIO FOOT-BALL PORTO ALEGRENSE y CLUB ATLÉTICO RIVER PLATE

3º. PROHIBIR al Señor MARCELO DANIEL GALLARDO acceder al Estadio en el siguiente partido de la CONMEBOL Libertadores 2018 conforme al Artículo 20 inciso h) del Reglamento Disciplinario de la CONMEBOL. Esta prohibición de acceso al estadio incluye la prohibición de comunicarse por cualquier medio con su Cuerpo Técnico, Oficiales y Jugadores.

4º. SUSPENDER al Señor MARCELO DANIEL GALLARDO por 3 (tres) partidos. La presente sanción iniciará su vigencia una vez cumplida la sanción establecida en el punto 3º y se deberá cumplir conforme a lo dispuesto en el Artículo 76.1 del Reglamento Disciplinario de la CONMEBOL.

5º. IMPONER al Señor MARCELO DANIEL GALLARDO una multa de USD. 50.000 (CINCUENTA MIL DÓLARES ESTADOUNIDENSES), en virtud al Artículo 12.6 del Reglamento Disciplinario. El importe de esta multa será debitado automáticamente del monto a recibir por el CLUB ATLÉTICO RIVER PLATE en concepto de derechos de Televisación o Patrocinio.

6º. ADVERTIR expresamente al Señor MARCELO DANIEL GALLARDO que, en caso de
reiterarse un incidente de cualquier desacato, irrespeto a los oficiales o cualquier otra infracción a la disciplina deportiva de igual o similar naturaleza a la que ha traído causa el presente procedimiento será considerado como situación agravante.

Contra esta decisión cabe recurso ante la Cámara de Apelaciones de la CONMEBOL, en el plazo de siete días corridos, a partir del siguiente día a la notificación de los fundamentos de la decisión conforme al Art. 63.3 del Reglamento Disciplinario de la CONMEBOL. Dicho recurso será sin efecto suspensivo. El recurso deberá cumplir con las formalidades exigidas en los artículos 59 y siguientes del Reglamento Disciplinario de la CONMEBOL. De conformidad con el Art. 63.5 del Reglamento Disciplinario de la CONMEBOL, la cuota de apelación de USD. 1.000 (DOLARES ESTADOUNIDENSES MIL) ha de ser abonada mediante transferencia bancaria.

Eduardo Gross Brown, Presidente; Amarilis Belisario, Vicepresidente; Cristóbal Valdes, Miembro.

 

GRÊMIO AJUÍZA RECLAMAÇÃO NA CONMEBOL
Comitiva liderada pelo presidente Romildo Bolzan embarca nesta tarde para Assunção
31 OUT 2018 13:14 | ATUALIZADO EM 31 OUT 2018 13:14

O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, após os episódios ocorridos no jogo da última terça-feira contra o River Plate, valendo classificação à final da Conmebol Libertadores da América, de flagrante desrespeito aos princípios éticos estabelecidos pelo fair play, vem a público se manifestar com o que segue.

Em reunião extraordinária do Conselho de Administração realizada ao final da manhã desta quarta-feira, na Arena, o Grêmio decidiu ajuizar reclamação por descumprimento do regulamento geral da competição e do regulamento disciplinar, em face da participação irregular do treinador do River Plate no vestiário durante o intervalo para instruções aos atletas do seu clube, assim como por meio de comunicação por rádio com seu auxiliar – estando ele suspenso pela Conmebol. A tipificação do fato está devidamente comprovada no artigo 176 do regulamento geral da competição e artigos 19, 56 e 76 do regulamento disciplinar da Conmebol.

Além disso, o primeiro gol do River Plate ocorreu em condição irregular, sem qualquer participação ou interferência do VAR, embora constatada a ilicitude. A Conmebol, antecipadamente aos jogos das semifinais, reuniu os clubes em sua sede e estabeleceu o fair play com vistas às disputas. Na ocasião, obteve concordância de todos os clubes em competir de forma limpa, cumprindo as regras do jogo, o que motiva o Grêmio a tomar suas providências.

Em face disso, uma comitiva liderada pelo presidente Romildo Bolzan embarca nesta tarde para Assunção para protocolar reclamação e manter reuniões com autoridades da entidade.

Já havia dito isso na quarta-feira passada e repito hoje: A minha opinião é de que o Grêmio deveria limitar-se (melhor dizendo, concentrar seus esforços) em pedir explicações sobre o uso do VAR no gol do Borré. O pedido de alteração do resultado da partida pela “participação irregular do treinador do River Plate” sempre me pareceu utópico.

Além disso, por mais que infração de Gallardo tenha sido flagrante, não me parece que a eliminação do time argentino fosse a punição mais justa/proporcional para a conduta praticada. Como torcedor, eu teria certa vergonha de comemorar uma classificação para final via “Tapetão”.

Concordo que todo o episódio soa como uma afronta/deboche a primeira pena de suspensão de Gallardo. Mas mesmo assim eu acredito que seria uma demasia alterar a equipe classificada para final em função da ida do treinador ao vestiário e uso de equipamento de comunicação com o banco de reservas. Aliás, o fato da Conmebol não ter tomada nenhuma medida antes ou durante a partida mostra que a entidade não considera a infração como algo realmente grave.

Todo o processo de decisão da Conmebol em relação ao pedido do Grêmio foi, no mínimo, estranho. Eu não consigo levar muito a sério um julgamento que ocorre a portas fechadas e sobre cuja decisão, até o momento, é desacompanhada fundamentação.

Acho que todo o foco que se deu em cima da possível de uma eventual eliminação do River Plate (com campanha em redes sociais e tudo o que se implica) acabou servindo como “cortina de fumaça” e enfraquecendo a ênfase do pedido do Grêmio em relação ao VAR. Essa inegavelmente era uma demanda que se impunha. O clube tinha obrigação de buscar esclarecer o que arbitragem viu e não viu na jogada do primeiro gol do River e por que o VAR foi pro-ativo no toque de mão de Bressan e por que foi passivo no toque de mão de Borré. Mas esse tema acabou desaparecendo no meio da discussão sobre Gallardo e só voltou a ser mencionado ontem, en passant, pelo presidente Romildo Bolzan numa entrevista ao Globo Esporte.

E também não me parece demasiado dizer que todo esse episódio acabou impedindo, ou ao menos adiando, uma crítica (aqui incluindo-se também a autocrítica) sobre os erros planejamento e montagem de plantel para 2018, uma vez que parece haver um consenso que o time do segundo semestre desse ano é mais fraco do que o time do segundo semestre de 2017 (na contramão dos indicadores financeiros, que indicam melhoria no clube nesse período).

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Supercopa 1989 – Grêmio 2×1 River Plate

October 30, 2018
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Foto: José Doval (Zero Hora)

Na Supercopa de 1989 o Grêmio passou pelo River Plate, com Gomes defendendo uma cobrança de Batistuta.

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

GRÊMIO GANHA VAGA NOS PÊNALTIS E AGORA ENFRENTA O ESTUDIANTES
River saiu na frente mas o Grêmio reagiu e venceu por 2 a 1. Na decisão por pênaltis, nova vitória gremista. Agora vem o Estudiantes

Após 2 a 1 no tempo normal, o Grêmio venceu o River Plate por 4 a 1 nos pênaltis e se classificou à próxima fase da Supercopa, quando terá o Estudiantes de La Plata como adversário (dia 18 no Estádio Olímpico e 25 na Argentina). Edinho, Adilson Heleno, Jandir e Hélcio marcaram para o Grêmio e Batista para o River. Gomes pegou a cobrança de Batistuta, enquanto Medina Bello chutou para fora.

Após um começo promissor, com vontade e raça, onde Kita perdeu um gol aos nove minutos, o Grêmio, nervoso e errando muitos passes, foi sendo aos poucos dominado pelo River Plate. O time argentino, paciente, esperava o Grêmio em seu campo e, sempre através de Batista e Hernan Diaz iniciava as suas perigosas jogadas de contra-ataque. Foi assim que aconteceu o primeiro gol do River, aos 24 minutos: Centurión aproveitou o rebote de um chute de Medina Bello no travessão e completou sem chances para Gomes.

Este gol desarticulou o Grêmio, que errava passes e não conseguia fazer boas jogadas. Marcando forte, o River poderia ter ampliado o placar aos 31, quando Talarico chutou outra vez no travessão, após cruzada de Medina Bello. Na raça, mas injustamente, Kita empatou aos 43, de cabeça, após lançamento de Alfinete, em falha do goleiro Comizzo.

O time do Grêmio voltou mais tranqüilo para o segundo tempo e aos 11 minutos fez 2 a 1: Adilson Heleno cobrou falta, a bola bateu em Gomez, que estava na barreira e enganou Comizzo, que tentava a defesa. Depois, Cláudio Duarte tirou Assis e Kita, colocando Sérgio Araújo e Gilson em seus lugares, para dar maior agressividade ao ataque.

Esta alteração até que deu alguns resultados, pois o Grêmio foi à frente para tentar o terceiro gol e se classificar à próxima fase sem precisar decidir nos pênaltis. Aos 28 e 32 minutos, Gilson fez duas conclusões, para fora, em boas jogadas de Sérgio Araújo. O River Plate, que já tinha Batistuta em lugar de Centurión, só se defendia. Aos 35 minutos, Alfinete teve azar ao concluir, de cabeça, no travessão. Depois, não conseguiu mais nada.” (Zero Hora, quinta-feira, 12 de Outubro de 1989)

UMA FESTA NO OLÍMPICO E MUITOS ELOGIOS A GOMES

O Grêmio sofreu, mas chegou lá. Venceu no jogo e nos pênaltis, a torcida fez a festa e os jogadores, agora, já pensam no Estudiantes. E quem mais vibrou foi o goleiro Gomes, que defendeu o pênalti cobrado por Batistuta:

— Isso só mostrou a força do Grêmio. Vamos continuar unidos em busca deste titulo tão importante.

Mazaropi, que assistiu a partida sem esconder o nervosismo, vibrou muito com o sucesso de Gomes:

— Ele é o maior responsável pela classificação.

A noite era de festa. Gomes e Hélcio falaram em “Deus”, Adilson Heleno também vibrava muito, pois de sua recuperação pessoal dois jogos frente o River:
— Sempre acreditei no meu potencial. Cheguei aqui fora de forma, não desanimei e ainda pretendo dar muitas alegrias à torcida do Grêmio.” (Zero Hora, quinta-feira, 12 de Outubro de 1989)

Grêmio 2×1 River Plate

GRÊMIO: Gomes; Alfinete, Luís Eduardo, Edinho e Hélcio; Jandir, Cuca, Adilson Heleno e Assis (Sérgio Araújo); Kita (Gilson) e Paulo Egídio
Técnico: Cláudio Duarte

RIVER PLATE: Comizzo; Basualdo, Higuain, Corti e Gomez; Zapata, Batista, Talarico (Hector Henrique) e Hernan Diaz; Centurion (Batistuta) e Medina Bello
Técnico: Reinaldo “Mostaza” Merlo

Supercopa 1989 – Oitavas de final – Jogo de volta
Data: 11 de outubro de 1989, quarta-feira, 21h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre/RS
Público: 15.980 pagantes
Renda: NCz$ 207.441,00
Árbitro: José Martínez Bazam (URU)
Auxiliares: Juan Gardelino e Jorge Nieves
Gols: Centurion, aos 24 minutos e Kita, aos 44 minutos do primeiro tempo;
Adílson Heleno, aos 11 minutos do 2º tempo

Supercopa 1991 – Grêmio 1×1 River Plate

October 30, 2018
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Foto: José Doval (Zero Hora)

 

Na Supercopa de 1991, o Grêmio foi eliminado pelo River Plate nos pênaltis no estádio Olímpico.

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

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Foto: José Doval (Zero Hora)

ERRO DO JUIZ LEVA DECISÃO AOS PÊNALTIS. GRÊMIO FORA
Renato abriu o placar, mas o River empatou com gol de Medina Bello, em completo impedimento. O River se classificou nos pênaltis, por 4 a 3

O Grêmio está fora da Supercopa. Empatou com o River Plate em um gol na partida, prejudicado pela arbitragem pois o gol dos argentinos foi marcado através de um jogador impedido. Nos pênaltis, o River venceu por 4 a 3, vingando-se do mesmo Grémio que o eliminara de forma semelhante na competição de 1989.

A disputa foi forte. A estratégia do técnico Daniel Passarella foi posicionar seu time na defesa, à espera dos contra-ataques. Mas o Grêmio acabou tirando proveito disso e teve três oportunidades: uma através de Renato, outra por Caio. Na terceira, foi mortal. Caio avançou com a bola dominada, lançou Alcindo que cruzou com perfeição. Renato cabeceou com força sem nenhuma chance de defesa para o goleiro. Eram 27 minutos.

Só depois disso, o River saiu para o campo adversário. Levado pelo talento do meio-campo Borrelli, que conseguia escapar da marcação de Pino e Grotto. E. aos 42 minutos, o Grêmio escapou do pior. Sidmar fez a defesa e, no rebote, Sílvani, livre, chutou no travessão.

IMPEDIMENTO – No segundo tempo, em desvantagem no escore, Passarella escalou Ramón Díaz no lugar de Zapata. E, depois de escapar do segundo gol gremista, quando AIcindo cruzou e Renato não alcançou a bola, os argentinos empataram. Silvani estava impedido, a arbitragem não marcou e Medina Bello bateu no canto direito. Logo aos oito minutos. Depois do susto, o Grêmio ameaçou por Renato, aos 14 minutos. Comizzo foi perfeito e evitou o gol. O jogo melhorou, os dois times só atacavam. Renato obrigou Comizzo a fazer nova defesa aos 19. Aos 20, Ramón Díaz respondeu, mas bateu por cima. Aos 28, Renato, espetacular, lançou Caio que chutou por cima. Renato ainda cobrou falta na trave. A decisão foi para os pênaltis. ” (José Evaristo Villalobos, Zero Hora, 11 de outubro de 1991)

A EFICIÊNCIA DOS ARGENTINOS NAS COBRANÇAS
Sidmar trocou a luva a antes da cobrança dos pênaltis. Era, quem sabe. A esperança de encontrar as luvas abençoadas para eliminar os argentinos. Mas não deu certo para a tristeza de uma torcida que ficaria ao lado dos jogadores até o final. Ironia do destino: os dois melhores jogadores em campo. Renato e Borrelli, desperdiçaram suas cobranças. Renato chutou por cima. Borrelli cobrou fraco, defendeu Sidmar. Mas Bizu tocou fraco na bola e o goleiro Comizzo, excelente todo o tempo, defendeu

Houve discussão até neste tipo de disputa. Alcindo chutou, o goleiro defendeu, a bola bateu na trave e entrou. Os argentinos protestaram muito. No final, com o empate de três gols, Medina Bello foi preciso. Os argentinos calavam o Olímpico, repetiam a festa dos paraguaios do Olimpia, dois anos antes, no Beira-Rio, quando tiraram o Inter da Libertadores.” (Zero Hora, 11 de outubro de 1991)

ARBITRAGEM
A arbitragem do uruguaio Ernesto Felippi acabou muito prejudicada por um erro que foi decisivo. Validou um gol irregular de Medina Bello, que decretou o empate do jogo. Foi, em parte, induzido ao erro por seu auxiliar, Fernando Cardelino, que deu condições a Silvani, Também exagerou ao expulsar Caio, que foi agredido sem bola e não conseguiu revidar. Nota 3 ” (Zero Hora, 11 de outubro de 1991)

“OS PREJUÍZOS DA ELIMINAÇÃO
A eliminação do Grêmio da Supercopa dos Campeões irá custar caro aos cofres do clube. Segundo os cálculos do próprio presidente Rafael Bandeira dos Santos, o clube vai deixar de arrecadar cerca de US$ 400 mil (Cr$ 240 milhões), apenas considerando-se a renda da TV e da bilheteria das partidas contra o Flamengo, pela próxima fase, sem contar uma possível chegada à final. Mesmo as-sim, ele garante que o investimento feito na contratação de Renato já teve retorno, com a venda de mais de 40 mil cautelas do Superbolão (Cr$ 200 milhões), mais os US$ 80 mil (Cr$ 50 milhões) da TV e Cr$ 87 milhões (US$ 130 mil) da renda da partida contra o River Plate, que é toda do dono da casa.” (Zero Hora, 11 de outubro de 1991)

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Foto: José Doval (Zero Hora)

Grêmio 1×1 River Plate (River 4×3 nos pênaltis)

GRÊMIO: Sidmar; Polaco, João Marcelo, Vílson e Lira; Pino, Grotto (Bizú 33/2ºT), Volnei Caio, e Juninho; Renato Portaluppi e Alcindo Sartori
Técnico: Valdir Espinosa

RIVER PLATE: Angel Comizzo, Jorge Gordillo, Jorge Higuaín, Guillermo Rivarola, Carlos Enrique, Gustavo Zapata (Ramón Díaz, intervalo), Ornaldo Claut, Juan Borrelli, Hernán Díaz, Medina Bello, Walter Silvani (Júlio Toresani 35/2ºT)
Técnico: Daniel Passarela

Supercopa 19991 – Oitavas de Final – Jogo de volta
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre – RS
Público: 42.551 (38.792 pagantes)
Renda: Cr$ 87.430.000,00
Árbitro: Ernesto Filippi Cavani (FIFA/URU)
Auxiliares: Fernando Cardellino e Sal Feldman
Cartões Amarelos: Higuain, Silvani, Medina Bello, Pino e Sidmar
Cartões Vermelhos: Volnei Caio e Claut
Gols: Renato Portaluppi 27′ do 1º tempo; Ramón Medina Bello 7′ do 2º tempo
Nos pênaltis: Grêmio – Lira, Alcindo Sartori e João Marcelo acertaram. Bizú e Renato Portaluppi erraram. River Plate – Rivarola, Ramón Díaz, Hernán Díaz, Medina Bello acertaram, Borrelli errou.

Supercopa 1995 – Grêmio 2×1 River Plate

October 29, 2018
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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

 

 

Grêmio e River se enfrentaram em Porto Alegre pelo jogo de ida das quartas de final da Supercopa de 1995. Esse confronto quase aconteceu na final da Libertadores daquele ano, não fosse o River eliminado pelo Atlético Nacional na semifinal. Esse confronto quase aconteceu na final da Libertadores do ano seguinte, não tivesse o Grêmio sido eliminado pelo América de Cali na semifinal.

É válido lembrar que o Grêmio teve compromisso pelo brasileirão na terça, contra o Fluminense no Rio e recebeu o River no Olímpico na quinta.

 

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

 

GRÊMIO VAI DECIDIR A VAGA EM VANTAGEM
Vitória por 2 a 1 sobre o River dá ao campeão da América a chance de se classificar com o empate em Buenos Aires

O Grêmio venceu o River Plate por 2 a 1, ontem à noite, no Estádio Olímpico, e garantiu a vantagem para a decisão da vaga na segunda fase da Supercopa dos Campeões da Libertadores. Um empate na segunda partida, dia 2 de novembro, em Buenos Aires, será suficiente para o Grêmio. Mas a missão não será fácil. Ao final do jogo de ontem, o próprio técnico Luiz Felipe admitiu: o i River Plane foi a melhor equipe que o Grêmio enfrentou em 87 jogos realizados este ano.

O Grêmio começou o primeiro tempo dando a impressão de que iria solucionar a partida em seguida. Até os cinco minutos, foram três escanteios. Num deles. Paulo Nunes concluiu com perigo para fora. A pressão, porém, aos poucos foi administrada pelo River Rate. Os argentinos tiraram proveito dos passes errados de Arilson e Luciano e ameaçaram o gol de Danrlei em contra-ataques velozes. O alerta geral surgiu aos 30 minutos, quando Gallardo chutou para fora com perigo.

No final do primeiro tempo, o atacante Jardel até então mais armador do que centroavante, ficou sem ângulo e ainda assim conseguiu colocar a bola pelo meio das pernas do goleiro Irigoytia. O 1 a 0 não chegava a ser injusto. Mas Francescoli, o uruguaio do River, executou com perfeição uma cobrança de falta, aos 46 minutos, empatando a partida. Foi o segundo alerta ao Grêmio.

O River passou a tocar a bola, com a esperança de levar o empate até o final. Com quatro jogadores da seleção argentina, Altamirano, Astrada, Gallardo e Ortega, levou o plano de jogo até os 15 minutos finais. O Grêmio ajudava, porque recomeçou o segundo tempo sem iniciativa. Então, Nildo foi visto aquecendo-se à beira do gramado. No minuto seguinte, Dinho, um dos melhores em campo, acertou a trave do River em um chute rasteiro e forte de fora da área e Carlos Miguel, como se fosse centroavante, concluiu com o goleiro batido. Nildo voltou para o reservado. Jardel ainda cabeceou na rede pelo lado de fora e o time soube manter a vitória até o final.”(Zero Hora, 27 de outubro de 1995)

 

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

Grêmio 2×1 River Plate

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Catalino Rivarola, Luciano e Roger; Dinho, Luis Carlos Goiano, Arílson e Carlos Miguel (Ranielli); Paulo Nunes (Gélson) e Jardel
Técnico: Luiz Felipe Scolari

River Plate: Joaquín Irigoytia: Ricardo Altamirano, Guillermo Rivarola, Celso Ayala e Juan Gómez; Matías Almeyda, Leonardo Astrada, Hernán Díaz (Néstor Cédres) e Marcelo Gallardo (Gabriel Amato), Ariel Ortega e Enzo Francescoli.
Técnico: Ramón Díaz

Supercopa 1995 – Jogo de ida
Data: 26 de outubro de 1995, quinta-feira, 21h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 12.176 (10.254 pagantes)
Renda: R$ 64.255,00
Árbitro: Salvatore Imperatore (FIFA/CHI)
Auxiliares: Mário Sanchez e Juan Riquelmes
Gols: Jardel aos 43 minutos e Francescoli aos 44 minutos do 1º tempo; Carlos Miguel aos 14 minutos do 2º tempo

Supercopa 1988 – Grêmio 1×0 River Plate

October 29, 2018
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Foto: Edison Vara (Zero Hora)

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Foto: Arivaldo Chaves (Zero Hora)

 

Em maio de 1988, Grêmio e River Plate se enfrentaram no Olímpico pela partida de ida das quartas de final da primeira edição da Supercopa dos Campeões da Libertadores. O tricolor venceu com um gol de Valdo (gol que seria o seu último com a camisa do Grêmio)

Nesse jogo, o técnico Otacílio Gonçalves escalou o meio-campo com Cristovão, Bonamigo, Cuca e Valdo, formação que ganhou o apelido de “Grêmio Show

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GRÊMIO DERROTA O RIVER E PODE ATÉ PERDER A PRÓXIMA
Com a vitória de ontem, 1 a 0 sobre o River Plate, no estádio Olímpico, o Grêmio vai a Buenos Aires, na próxima quarta-feira, dia 11, para não perder pela diferença de dois gois. Se o River ganhar por 1 a 0, o jogo irá à prorrogação. Qualquer outro resultado, com diferença de um gol a favor dos argentinos, classificará o Grêmio para a semifinal da Supercopa Libertadores, contra o Racing. A partida de ontem deixou um alerta para o time gaúcho: os jogadores do River, como manda a tradição argentina, catimbaram muito, pressionaram o juiz e usaram da violência para conter os avanços gremistas. Valdo sofreu diversas faltas e Jorge Veras saiu na metade do segundo tempo, com um corte profundo na barriga da perna. Os 21.200 pagantes proporcionaram uma arrecadação de 7,2 milhões de cruzados.

O jogo começou truncado, com o River Plate tirando todos os espaços do Grêmio através de uma eficiente marcação. O time gaúcho não encontrava soluções e até os 10 minutos só exigira urna intervenção de Pumpido, quando Mazaropi já tinha feito quatro defesas. Aos 13 minutos aconteceu o gol, que mudou a história do primeiro tempo. Jorge Veras dominou um cruzamento dentro da pequena área, tirou um zagueiro da jogada e passou para Valdo, que estava fora da área. O ponteiro chutou forte, no canto, sem chance de defesa para Pumpido. E vibrou com seu gol como poucas vezes o fizera no Estádio Olímpico.

A partir deste gol o Grêmio encontrou mais espaços para criar suas jogadas e teve novas chances. Aos 15 minutos, Cuca não alcançou um cruzamento de Jorge Veras. Aos 17, Amaral lançou Lima, livre, na pequena área. O centroavante chutou por cima do travessão. Aos 23, Jorge Veras cobrou uma falta. Pumpido defendeu e, imediatamente, lançou para Caniggia, que avançou livre até a área de Mazaropi. O goleiro do Grêmio conseguiu tirar o ângulo do atacante argentino e defender a bola.

No segundo tempo, o River voltou disposto a conseguir um gol e teve menos preocupações defensivas. Isto tornou o jogo emocionante, com chances de gol para os dois times. Cuca chutou duas vezes a bola no poste e Palma perdeu um gol quando estava livre no ataque. Em Buenos Aires, a seleção brasileira juvenil venceu a Bolívia por 3 a 0, com dois gols de Assis, na primeira fase do Campeonato Sulamericano de Juniores.”(Elder Ogliari – Diário do Sul – 4 de maio de 1988)

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Foto: Paulo Dias (Zero Hora)

GRÊMIO VENCE E AGORA SÓ PRECISA DE EMPATE
Mas o River mostrou que será um adversário muito difícil em Buenos Aires

O Grêmio largou na frente, na segunda fase da Supercopa. Na noite fria de ontem, venceu ao River Plate no Olímpico por 1 a 0 —gol de Valdo — e agora decide a vaga para as semifinais na próxima quarta-feira, em Buenos Aires, podendo até empatar. O resultado só não foi o ideal, porque o técnico Otacílo Gonçalves queria ganhar por um escore maior e assim não correr o risco tão grande no Monumental de Nunes.

Primeiro tempo

O River Plate, apesar de jogar fora de casa, não começou a partida retrancado, como era previsível. Lançou-se à frente tão logo o árbitro apitou o início do jogo, e a um minuto já chegava duas vezes até a área de Mazaropi, em cruzada perigosa de Troglio e num chute de Da Silva da intermediária. O Grêmio errava passes, dava sinais de nervosismo, e apenas Valdo e Lima mostravam o seu futebol costumeiro. E foi exatamente Valdo quem mudou todo o panorama do Jogo, com um belo gol aos 13 minutos, após passe de Jorge Veras. Melhorou o Grêmio, enquanto os argentinos passaram a usar de violência (principalmente com Corti e Ruggeri). O problema era o contra-ataque do River, com Caniggia, o que quase resultou no empate, aos 28 minutos: Mazzaropi salvou, jogando-se nos pés do ponteiro. O primeiro tempo terminou com a pressão argentina, sem, entretanto, criação de jogadas perigosas de gol.

Segundo tempo

O Grêmio, buscando a tranquilidade no placar, foi para cima no início do segundo tempo, e logo conseguiu uma boa chance com Cuca. Acontece que os jogadores de defesa erravam muito na saída de bola, proporcionavam com freqüência jogadas de perigo para a equipe argentina e aos 17 minutos Da Silva chutou de dentro da área para boa defesa de Mazaropi. A resposta veio com Cuca, que dois minutos depois acertou o poste de Pumpido e aos 27 — incrível — Cuca acertou outra vez o poste, quando Helinho já estava em campo no lugar de Jorge Veras, que saiu lesionado. O jogo era veloz, ofensivo de ambos os lados, e com Centurion e Enrique nos lugares de Da Silva e Caniggia, o River chegou ao fim correndo mais que o Grêmio. Mas este fator não foi suficiente para impedir uma vitória justa do time gaúcho.

O Placar

VALDO para o Grêmio, 1 a 0 aos 13 minutos do primeiro tempo – Lima deu início à jogada e lançou a bola na área. A zaga se atrapalhou, Veras dominou e atrasou para Valdo, que bateu forte, de pé direito, no ângulo direito do goleiro Pumpido.” (Zero Hora – 4 de maio de 1988)

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

DOIS GOLS PERDIDOS ENTRISTECEM CUCA
Ao terminar a partida, apesar da vitória, Cuca estava triste e explicou o motivo de seu desânimo: gols perdidos. O meia gremista, de boa atuação, em duas oportunidades concluiu a gol e a bola bateu no poste:
— Claro que tenho que estar desanimado. Tive duas belas conclusões e por azar foi no poste. Com mais dois gols, estaríamos multo bem situados. Agora é tentar segurar o jogo lá.

O presidente Paulo Odone também lamentou os gols perdidos e disse que agora a alternativa é montar um bom esquema para o Jogo em Buenos Aires e tentar manter a vantagem:
— Vencemos um bom adversário e poderíamos ter marcado mais gols. Mas a vitória foi boa e vamos mostrar que sabemos nos defender. Claro que será difícil, embora tenhamos condições de apresentar mais futebol e quem sabe aproveitar as oportunidades criadas.” (Zero Hora – 4 de maio de 1988)

CANIGGIA ELOGIA O BOM ADVERSÁRIO
Muito calmo, o ponteiro Caniggia explicou, ao final do jogo entre Grêmio e River, que o seu time não atuou como costuma e que o adversário acabou por surpreender, pois é bem superior ao Olímpia do Paraguai. O atacante não gostou de ter sido substituído na segunda etapa e disse que o técnico não percebeu todo o seu esforço para construir lances rápidos no setor do frente. Caniggia salientou a segurança da zaga do Grêmio e lembrou que em Buenos Aires será necessário bastante esforço para garantir a classificação:
– Não conseguimos vencer porque encontramos um inimigo muito disposto e qualificado. Entretanto, temos boas chances de ficar com a vaga, pois a decisãoo será na Argentina. Aprendemos aqui e que o Grêmio é muito melhor do que o Olímpia. Nós tínhamos plena consciência desse fato. Redobraremos nossas forçar para chegar na frente.” (Zero Hora – 4 de maio de 1988)

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Foto: Zero Hora

Grêmio 1×0 River Plate

GRÊMIO: Mazaropi; Amaral, Astengo, Luis Eduardo e João Antônio; Cristovão Borges, Bonamigo, Cuca e Valdo; Jorge Veras (Helinho) e Lima
Técnico: Otacílio Gonçalves

RIVER PLATE: Nery Pumpido; Jorge Borelli, Nelson Gutiérrez, Oscar Ruggeri e Pablo Erbín; Ernesto Corti, Pedro Troglio e Omar Palma; Jorge Da Silva (Ramón Centurión), Antonio Alzamendi e Claudio Caniggia (Hector Enrique)
Técnico: Carlos Timoteo Griguol

Supercopa 1988 – quartas de final – jogo de ida
Data: 03 de maio de 1988, terça-feira
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre/RS
Público: 21.259 pagantes
Renda: Cz$ 7.255.100,00
Árbitro: Carlos Maciel
Auxiliares: Juan Escobar e Astemio Martinez
Cartões Amarelos: Alzamendi e Corti
Gol: Valdo aos 13 minutos do 1º tempo

Amistoso em 1972 – Grêmio 1×0 River Plate

October 29, 2018
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Foto: Correio do Povo

Em 1972, Grêmio e River Plate se enfrentaram na Fonte Nova pela Taça Cidade de Salvador. Pelo segundo ano seguido o tricolor comandado por Otto Glória (treinador de Portugal na Copa de 1966) superou os “Millonarios” treinados por Didi.

Acho válido lembrar que Valdir Espinosa (que foi o lateral-direito gremista nessa partida) me disse que Otto Glória foi o melhor técnico com quem ele trabalhou enquanto era jogador.

“GRÊMIO BATE RIVER E GANHA TAÇA
Salvador (De Jodoé Souza) — O Grêmio conquistou o primeiro título de 72, ao laurear-se na Taça Cidade de Salvador, quadrangular que terminou domingo na capital baiana. O tricolor gaúcho começou a ficar campeão ao ganhar do River Plate de 1×0, golo de Loivo nos primórdios da partida. Depois veio a derrota do Fluminense, também de 1×0, para o Vitória e a confirmação da conquista gremista. O time gaúcho terminou invicto o torneio, com 2 pontos perdidos e quatro ganhos. Em segundo ficaram River e Vitória com 3 perdidos e 3 ganhos e por fim o Fluminense, que só ganhou 2 pontos, perdendo quatro.

RITMO GREMISTA – Otto Glória só ameaçou lançar Ancheta na meia-cancha. Mas houve mudança no setor. O Grêmio começou o jogo com o River sem Caio e com um tripé formado por Jadir-Torino-Gaspar. E o acionar do setor melhorou. Não só porque Jadir e Gaspar apressaram o seu ritmo de jogo, como e principalmente porque Torino foi um portento, especialmente nos lançamentos, o seu forte. Com isso, o time gremista não deu chances para os argentinos no importante setor de campo. Como se não bastasse, logo aos 6 minutos Loivo conseguiu acertar as redes do goleiro Barisio. O 1 x 0 cedo deu mais força para os tricolores, que se aproveitassem a metade das oportunidades que criram para marcar, teriam chegado ao intervalo com uma vitória mais expressiva. Aliás, Carlos chegou a fazer 2×0, mas a intervenção errada de um “bandeirinha” fez o árbitro anular o gol.

No segundo tempo, o panorama não foi diferente. Mesmo com Didi mexendo no seu time em busca de maior efetividade. O Grêmio continuou no jogo e perdendo gol, um em cima de outro, às vezes por falta de perícia dos atacantes, outras pela perfeita atuação do goleiro Barisio, que brilhou intensamente.

O domínio de meia-cancha gremista era tão flagrante que Didi afastou Merlo e colocou Laraigné. Só que Otto não dormiu no ponto: tirou Gaspar, bastante empregado, e colocou o descansado Caio. O River nem chegou a ter chance para reagir, mesmo porque não demorou muito o lateral Perez foi expulso, depois de acertar Flecha e ainda reclamar. Com 10, tudo ficou mais difícil para o time argentino, que acabou fazendo um bom negócio ao perder só de 1 x 0, pois Loivo e Flecha, que acertou o poste, tiveram tudo para marcar mais gols no excelente Barisio” (Correio do Povo, 01 de fevereiro de 1972)

“RUY CARLOS OSTERMANN – TABELINHA
O Grêmio provou contra o River aquilo que eu dizia do River: é um time de jovens inocentados pelo 4-2-4 de Didi. O Grêmio atacou e as situações de golo em desacordo com o único golo feito, foram superiores a uma dezena bem contada. * E o primeiro título obtido pelo futebol gaúcho, a Taça Cidade de Salvador, foi também o mais raro de todos os títulos: obtido com um único golo em três partidas. Mas sempre com uma atenuante de importância: um golo contra nenhum * Suspeitei que a idéia de aproveitar Ancheta no meio campo era urna forma de tomar também o problema do meio campo do Grêmio urgente. Fachin não responde a isso, mas enumera as prioridades: 1) Obberti; 2) Mazinho; 3) Deca;. e, 4) o meio campo. A partir de hoje o Grêmio começa a pensar neste jogador.” (Correio do Povo, 01 de fevereiro de 1972)

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Grêmio 1×0 River Plate
GRÊMIO: Jair; Valdir Espinosa, Ancheta, Beto e Everaldo; Jadir, Torino e Gaspar (Caio); Flecha, Carlos (Bira) e Loivo
Técnico: Otto Glória

RIVER PLATE: Barisio; Zucarine, Rodriguez, Daute e Perez;  Reinaldo Merlo (Larraignee) e J.J. Lopez;  Beto Alonso, Moretti, Martinez e Ghiso (Granato).
Técnico: Didi

Data: 30 de janeiro de 1972
Local: Estádio Fonte Nova, em Salvador-BA
Árbitro: Saul Mendes
Auxiliares: José Gomes e Jairo Câmara
Cartão Vermelho: Perez (27/2ºT)
Gol: Loivo, aos 6 minutos do 1º tempo

Amistoso 1971 – Grêmio 2×0 River Plate

October 28, 2018
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Fonte: Revista Grandes Clubes Brasileiros nº 7

 

O primeiro confronto entre Grêmio e River Plate aconteceu em 1971, num torneio amistoso promovido chamado Taça do Atlântico, promovido pelo Grêmio, que ainda havia convidado o Nacional de Montevideo (que se sagraria campeão do mundo pela primeira vez naquela temporada).

Loivo e Scotta (que, juntamente com seu compatriota Chamaco Rodriguez, havia sido contratado junto ao River poucas semanas antes) marcaram os gols do jogo.

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GASPAR, Scota e Chamaco arrancam para mais um ataque, deixando no chão o craque do River. Um retrato fiel de um jôgo bem unilateral” (Correio do Povo, 18 de maio de 1971)

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Num país de tão excelsos e hábeis jogadores, o River Plate, do mestre Didi, reedita um exagero argentino, o fulbito, facilmente identificável pelo “tomalo vos, damela a mi”. O público delira com esta equipe jovem e com sua bola, finamente retocada, e a revista “El Gráfico” presta a sua homenagem risonha no desenho de Perez D’Elias, que eu reproduzo paro que todos nós possamos ir pensando no River que vem vindo aí” (Ruy Carlos Ostermann, Correio do Povo, Maio de 1971)

RIVER TAMBÉM NÃO RESISTIU AO GRÊMIO
O Grêmio não precisou fazer muita fôrça para somar outro expressivo resultado de caráter internacional. Agora, ganhou de 2 x O do River Plate com muita autoridade e conquistou a Taça do Atlântico, troféu que estava em disputa no triangular que participou igualmente o Nacional, bicampeão uruguaio. Um golo de Loivo, no primeiro tempo, e outro de Scota, selaram a sorte do líder do metropolitano argentino, domingo, no Olímpico, no curso de um confronto em que a superioridade de acionar da equipe treinada por Oto Glória não deixou dúvidas. O time orientado por Didi, apesar da capacidade individual dos jogadores, manobrou de forma muita lenta e num esquema surpreendentemente frouxo. E o Grêmio, também sem deixar de mostrar habilidade — nesse particular teve em Gaspar uma enciclopédia – quase não encontrou resistência para impor seu ritmo, um acionar de equipe com futebol moderno, de outro porte tático.

Ao final dos primeiros 45 minutos, o panorama do jôgo ficou bem claro. Para o torcedor, os golos eram questão de tempo, do aproveitamento de oportunidades frente à meta argentina. O golo de Loivo na fase primária foi pouco. O de Scota, que consolidou a vitória, não chegou a dar a medida exata da superior atuação do tricolor nos 90 minutos.

RITMO GREMISTA – O River tocou a bola, jogou bonito como gosta Didi mas isso foi muito pouco. Pelo menos para um duelo forte com um time gaúcho e do porte do Grêmio. Muito cedo ficou caracterizada a desigualdade no confronto tático. O Grêmio era soberano defensivamente, dava as cartas no meio de campo e quando atacava levava a confusão na área river-platense. E isso aconteceu a miúde, pois Gaspar, Chamaco e Caio não deram chances para Bulla e Della Savia, pois Onega nunca se completou no setor.

E mais: quando investia, o tricolor o fazia em massa, com o precioso auxílio de um Everaldo ou Chiquinho, que cansaram de fazer cruzamentos e até arrematar ao arco, como aconteceu com o tricampeão mundial. Aos 8 minutos, o primeiro golo. Loivo tabelou com Caio na intermediária, infiltrou-se e recebeu na entrada da grande área. Com o pé direito mesmo, o ponteiro esquerdo alvejou forte, sem chances para Carballo, O River, lento e muito longe de um futebol solidariedade — atacando ou defendendo não havia êsse estoque tão importante no futebol moderno – jamais chegou a ter grandes chances frente a Jair, um goleiro que passou quase todo o jôgo a fazer simples intervenções. Tirando uma jogada isolada de Osmar Más, que no 1º tempo infiltrou-se área à dentro como craque, e outra de Trebuch entrou quase no fim no lugar de Onega -, que estêve cara a cara com Jair, o River não fêz mais nada ofensivamente.

Se o Grêmio tivesse aproveitado tôdas as chances que criou frente à meta argentina, a vitória poderia ser mais retumbante na expressão dos números. O Grêmio não foi só um conjunto certinho, superior taticamente ao credenciado rival.Teve também peças brilhantes em matéria de individualidade. Começando por Gaspar, para não citar Everaldo e não falar do argentino “Chamaco ” Rodriguez, que desta feita apareceu muito mais do que seu compatriota Scota, embora alguns, lances de envergadura que patrocinou o jovem atacante. Coube a Scota, que não terminou o jôgo por fôrça de lesão, selar a sorte do River de Didi. Eram 25 minutos do segundo tempo. O lance foi todo de Flecha, que forçou a jogada junto a Carballo e acabou levando a melhor sôbre o arqueiro. A cruzada encontrou Scota no ar, e a cabeçada saiu fraca, mas a bola foi adormecer nas rêdes.” (Correio do Povo, 18 de maio de 1971)

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Grêmio 2 x 0 River Plate

GRÊMIO Jair; Chiquinho, Ari Ercílio, Beto e Everaldo: Chamaco Rodriguez e Gaspar; Flecha, Caio (Taquito), Scota (Torino) e Loivo
Técnico: Otto Glória

RIVER PLATE: Carballo; Dominichi, Pallerano, Rodrigues e Osvaldo Perez; Bulia e Della Savia; Pignani (Trebucq), Morette, Onega (Ramiro Perez) e Más
Técnico: Didi

Amistoso – Taça do Atlântico 1971
Data: 16 de maio de 1971
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Arbitragem: José Luis Barreto
Auxiliares: Ivaldo Mensch e João Carlos Ferrari
Renda: Cr$ 98.381,00
Gols: Loivo, aos 8 minutos do primeiro tempo; Scotta, aos 25 minutos do segundo tempo

Copa Mercosul 1998 – Grêmio 2×3 River Plate

October 28, 2018
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Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

 

Em 1998, Grêmio e River Plate se enfrentaram no Estádio Olímpico pela primeira rodada da fase de grupos da primeira edição da Copa Mercosul. Os visitantes ganharam por 3×2, graças a boa atuação do atacante Juan Antonio Pizzi (atual treinador da Arábia Saudita, e técnico da Universidad Catolica na Libertadores de 2011), que recém retornara da Espanha (país pelo qual, após ter se naturalizado, havia disputado a Copa do Mundo da França).

Vale destacar ainda que o técnico Edinho foi demitido do Grêmio no jogo seguinte (derrota para o Atlético-MG em casa), tendo comandado o tricolor por somente 9 partidas;

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GRÊMIO NÃO RESISTE AO MISTO DO RIVER
A torcida não poupou alguns jogadores, como Fabinho, que reclamou da substituição, e chamou Edinho de burro

O Grêmio decepcionou em sua estréia na Copa Mercosul, ontem à noite. Perdeu para o River Plate, desfalcado de seis titulares, por 3 a 2 e mostrou que o entendimento dos jogadores com o técnico Edinho está mesmo difícil. O volante Fabinho, ao ser substituído por Tinga, aos 15 minutos do segundo tempo, não aceitou o cumprimento do vice de futebol, Marcos Hermann, disse que estava tudo errado e prometeu cobrar do técnico mais tarde, na concentração. Com o empate em 1 a 1 entre Universidad Católica e Vasco, no Chile, o Grêmio ocupa a lanterna do grupo E.

Os poucos torcedores que enfrentaram a noite fria para conferir o novo esquema do Grêmio com três volantes em campo – Fabinho, Goiano e Djair – e Palhinha, livre, para organizar os lances de ataque, viram a defesa repetir os erros de sempre. Logo aos três minutos, o árbitro marcou pênalti de Rodrigo Costa em Pizzi e prenunciou o que seria a noite gremista. O lateral Hernán Diaz chutou na trave e desperdiçou a chance de abrir o placar.

O curioso é que o esquema cauteloso dos gremistas funcionou ofensivamente, impulsionado pelo talento de Palhinha, pela boa atualção de Zé Alcino e pelo oportunismo de Guilherme. O primeiro gol surgiu através de um lance iniciado por Palhinha. Guilherme recebeu do meia e acertou um belo chute no ângulo, aos 16 minutos. Pizzi empatou aos 35 minutos. Os gremistas reclamaram, impedimento, mas Roger atrasou-se e deu condições ao atacante argentino. Depois, Sorin iniciou um contra-ataque, lançou Pizzi, que livrou-se dos dois zagueiros para marcar o segundo. Eram 44 minutos e a torcida vaiava o árbitro e os jogadores do Grêmio.

No segundo tempo, o River foi logo marcando o terceiro gol, aos 8 minutos, através de Solari. O gol surgiu novamente num lance pelo lado direito da defesa gremista. A torcida que pedia a entrada de Tinga desde os cinco minutos vaiou e ficou surpresa quando Fabinho levantou as mãos para o céu ao ser substituído, reclamando de Edinho. Rodrigo Costa descontou aos 20. Sem Fabinho e com dois volantes, o Grêmio melhorou. Tinga deu mais vibração ao time, insuficiente para chegar ao empate.” (Zero Hora – 31 de julho de 1998)

HERRMANN GARANTE PERMANÊNCIA DE EDINHO

O Grêmio perdeu para o Inter, domingo, na estréia do Brasileirão. O Grêmio perdeu ontem para o River, na estréia da Copa Mercosul. O Grêmio que enfrenta uma crise técnica e de relacionamento, escancarada ontem pela reação de Fabinho foi vaiado pelo torcedor. O vice de futebol, Marcos Herrmann, minimizou a atitude do jogador, garantiu que Edinho está firme no cargo e tem o comando do grupo e avaliou o trabalho do técnico como positivo.

– Edinho é sério, dedicado, preocupado, Não será trocando de nome a cada dois dias que vamos melhorar. Tivemos alma em campo, o resultado foi injusto. Acho que o Atlético-MG vai pagar a mula roubada no domingo – disse, na clara tentativa de manter o astral em alta, reconhecendo que jogadores estão sentindo muito sucessão de maus resultados. O Grêmio não vence um jogo oficial desde 3 de maio, quando derrotou o Santa Cruz por 2 a 0, no Olímpico, pelo Gauchão.

O presidente Luiz Carlos Silveira Martins, Cacalo, que foi ao vestiário na terça-feira dar força aos jogadores, deixou o estádio irritado, evitando as entrevistas. O técnico Edinho, que confessou não gostar do esquema com três volantes e colocou a culpa no meio-campo pela derrota no primeiro tempo, ficou um longo tempo em sua sala conversando com o diretor César Pacheco, e só depois analisou o momento da equipe e a sua própria situação.
– Temos que ter tranquilidade neste momento, o que virá quando as vitórias chegarem – destacou. Vou conversar internamente com o Fabinho para analisar o que de falou e ver qual a decisão certa a ser tomada” (Zero Hora – 31 de julho de 1998)

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Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

GRÊMIO PAGÓ LOS PLATOS ROTOS
River descargó su bronca por la eliminación en la Copa de una sola vez: le ganó a Gremio, volvió al triunfo después de tres partidos y mostró a un Pizzi inspirado.

PORTO ALEGRE (ENVIADO ESPECIAL). River se está acostumbrando a convivir con el sufrimiento. Su calvario empezó la semana pasada, cuando Vasco le hizo morder el polvo en la Libertadores. Y anoche no pudo evitar que la mediocridad de Gremio lo complicara. Acumuló fastidio por la impotencia que por momentos generó su juego. Así y todo, hizo que su rival de turno pague los platos rotos por tanta rabia contenida. Y se dio varios gustos a la vez: se despachó con tres goles de visitante (no lo hacía desde el 19 de marzo de este año, cuando goleó a Sporting Cristal en Perú), volvió al triunfo después de tres partidos y disfrutó de las dos primeras delicias de Pizzi.

El partido que Ramón Díaz planteó en el pizarrón fue diferente al que se dio en la realidad. River se imaginó que Gremio se le iba a venir y apostó su dibujo táctico al contragolpe. No acertó, porque Gremio también salió a esperar muy a pesar de su urgencia de triunfos. Paradójicamente, en lugar de aliviarlo, eso complicó más a River. ¿Cómo se entiende? Simplemente, porque el equipo de Ramón no tenía conductor.

La temerosa estructura montada en el mediocampo incluyó a tres volantes de contención. Porque si bien Netto y Marcelo Gómez se repartían el ancho de la cancha, Escudero jamás se decidió a desprenderse. No fue todo: River no tuvo un enganche fijo, ya que Solari jugó como lo hace Sorín cada vez que River juega de visitante: excesivamente preocupado por las subidas de Walmir.

Gremio le cedió la pelota y River no la supo usar. Angel estuvo tan perdido que cuando Ramón puso a Placente por Solari, empezó a correr pensando que quien tenía que salir era él. El equipo pedía a gritos a Aimar. O, al menos, que Solari reaccione y se suelte. Ni una cosa ni la otra. Pero para fortuna de River, Pizzi explotó como nunca. Primero aprovechó que Roger se quedó dormido y después inventó un autopase de pecho y definió con categoría europea, pasando al olvido hasta el golazo de Guilherme que había puesto en ventaja a los brasileños.

El partido le quedó servido a River. Solari definió con clase un contragolpe y pareció que estaba liquidado. Pero no. Al equipo de Ramón le faltaba el sufrimiento. Y lo tuvo. Porque Berizo no achicó hacia adelante y la defensa tuvo muchas distraccionesas. Demasiadas para un equipo con pretensiones. Rodrigo Costa aprovechó una de las tantas. River lo padeció. Y a los tumbos, pero ganó.” (Adrián Piedrabuena , Olé, Viernes 31 de julio de 1998)

“PIZZI FUE EL REY DE LA NOCHE
Anoche hizo sus dos primeros goles en River y fue la figura.

PORTO ALEGRE (ENVIADO ESPECIAL). La tercera es la vencida, asegura el refranero popular. Y puede ser, porque anoche, en su tercer partido con la camiseta de los Millonarios, explotó Juan Antonio Pizzi. Apareció en toda su dimensión el delantero que imaginó River cuando le pagó 2.300.000 dólares al Barcelona. Anoche fue la figura de la cancha: por los dos goles que hizo en el primer tiempo y por el penal que a los tres minutos le hizo Rodrigo Costa, pero también por otras cosas.

El jugadón previo al segundo gol (se llevó la peleota con el pecho y arrastró a tres defensores brasileños) fue la frutilla del postre para Pizzi, que venía en deuda con los hinchas de River por sus primeros partidos. Pero hubo más. Lo suyo dejó mucha tela para cortar, aunque lo que más llamó la atención fue ver a un delantero que ya está adaptado al ritmo de juego que pretende Ramón Díaz y que sumó con la chapa de todos los años que pasó en el fútbol europeo.

Lejos de quedarse escondido en el área, con lo que le hubiera alcanzado, el que quiere ser el nuevo hombre gol de River, bajó a conectarse con los volantes y se animó en el toque corto y largo. Ahí muchas veces apareció como imprecisio, pero eso no lo asustó.

Venía con el plus que le daban sus triunfos de área. Como el penal que le hicieron y el emnpate que metió de media vuelta a los 35 minutos de juego. Y justo cuando se había equivocado un par de veces en el toque corto, apareció con todo para meter el segundo. Y fue, en ese primer tiempo, el hombre de Núñez que sacó la diferencia y le salvó las papas a su equipo.

Le sobró. En el segundo tiempo el hombre gol de River no estuvo tan activo como en el primero, aunque preocupó siempre. Es que, como los buenos boxeadores, ya había puesto las manos de nocaut. Esas de las que los rivales muchas veces no se recuperan.’ “(Adrián Piedrabuena , Olé, Viernes 31 de julio de 1998)

NO SE AMONTONEN
En Porto Alegre hubo nada más que 5 mil hinchas. El promedio supera apenas los 8 mil. Hasta ahora, la Mercosur tiene menos atractivo que un discurso de Romay.

PORTO ALEGRE (ENVIADO ESPECIAL). La Copa Mercosur tiene menos convocatoria que un discurso de Alejandro Romay. Y no por el nivel de los equipos, precisamente. El torneo, creado más para la comercialización de sus derechos televisivos que para incentivar la competencia entre los equipos sudamericanos, no engancha a la gente. Se pensó en convocar a los clubes “grandes” de cada país para tratar de atraer a los hinchas, pero hasta ahora sólo se logró que la gente le prestase la misma -y escasa- atención que la que a la Supercopa cuando recién daba sus primeros pasos, hace una década.

Para muestra basta un botón: anoche, en Gremio-River, al estadio Olímpico de Porto Alegre (con capacidad para 60 mil espectadores) sólo fueron unos 5.000 hinchas, entre los cuales se encontraban 10 aventureros argentinos con cuatro banderas. Y es cierto que el equipo brasileño no está pasando por su mejor momento y que viene de perder el clásico con Inter. Pero también lo es que este nuevo torneo todavía no creó un hábito para que los futboleros gasten aunque sea 5 o 10 dólares, lo que anoche costaba una entrada.

Otro dato que pinta la poca importancia que tiene la Copa es un insólito pedido de los dirigentes brasileños: como Gremio y Vasco tienen que jugar por el torneo de su país el 16 de agosto y también deben hacerlo más tarde por la Copa, le van a proponer a la Confederación Sudamericana que el choque entre ambos sirviera para los dos torneos. O sea, que un triunfo puede llegar a valer 6 puntos…

De todas maneras, la falta de convocatoria no es sólo propiedad de Gremio. En los cuatro partidos que se jugaron el miércoles tampoco hubo demasiada gente. Por ejemplo, nada más que 800 brasileños fueron a ver el debut del Palmeiras frente a Independiente, 4.300 asistieron al Maracaná para ver Flamengo-Cerro Porteño, 15.000 uruguayos estuvieron en el Centenario cuando Nacional le ganó a Universidad de Chile y, en Buenos Aires, 15.000 personas le dieron un poco de clima al Nuevo Gasómetro cuando jugaron San Lorenzo y Cruzeiro. El promedio de público en los cinco partidos fue bajísimo: 8.020 espectadores.

“El torneo más importante del continente”, como fue presentado, tiene muchos premios. De convocatoria, por ahora, ni hablar.”  (Adrián Piedrabuena , Olé, Viernes 31 de julio de 1998)

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“TORCIDA SE REVOLTA COM NOVA DERROTA
Grêmio estréia no Torneio Mercosul com derrota de 3 a 2, no Olímpico, para o River. Treinador Edinho foi chamado de ‘burro’
O Grêmio decepcionou em sua estréia no Torneio Mercosul, ontem à noite, no Olímpico, ao perder de 3 a 2 para o River Plate. O time jogou boa parte do 2º tempo sob vaias, que só amenizaram com a entrada de Tinga e a reação em busca do empate. No final, torcedores criticaram a equipe, falando até em rebaixamento no Brasileiro.

Logo aos 3 minutos, o árbitro assinalou pênalti de Rodrigo em Pizzi. Hernan Diaz cobrou e acertou a trave superior. O Grêmio assumiu o controle do jogo e, aos 16 minutos, Palhinha lançou Guilherme, que chutou de fora da área para fazer 1 a 0. O Grêmio voltou a criar situações de gol, mas quem marcou foi o River. Aos 35, Pizzi recebeu livre na área e desviou de Danrlei: 1 a 1. O time gremista reclamou impedimento no lance. Aos 45, Pizzi, substituto de Salas. recebeu do excelente Sorin e marcou 2 a 1.

No segundo tempo, aos 8 minutos, Solari recebeu lançamento às costas de Rivarola e Walmir e concluiu para a rede: 3 a 1. Vaias para o time e gritos de ‘burro, burro’ para o treinador Edinho. Ao ser substituído por Tinga, aos 15min, Fabinho reclamou. Aos 20min, Rodrigo Costa descontou na cobrança de escanteio, aparando toque de Rivarola. O Grêmio forçou o empate, mas sem sucesso.” (Correio do Povo, 31 de julho de 1998)

DIREÇÃO INSINUA QUE DEMITIRÁ EDINHO SE NÃO GANHAR DOMINGO
Grêmio sofreu mais uma derrota, agora na Mercosul
O vice-presidente Marcos Herrmann afirmou, após o jogo, que o Grêmio tem obrigação de ‘colher um bom resultado domingo, contra o Atlético Mineiro’, deixando claro que uma derrota poderá determinar mudanças no comando do time. O dirigente enfatizou, contudo, que não adianta mudar de técnico a cada ‘dois ou três dias’.

Em relação à atitude de Fabinho, que gesticulou e criticou Edinho ao ser substituído, Herrmann garante que ‘não será tolerada a indisciplina no Olímpico’ e adianta que pode pensar em contratar um psicólogo. O diretor Duda Kroeff considera que ‘há tempo de reverter a situação’.

Paulo César Tinga não resistiu à dor de uma nova derrota e chorou no vestiário, evitando até dar entrevistas. Tinga, que entrou no segundo tempo, quando o jogo estava em 3 a 1, conseguiu sacudir a equipe, levando a uma forte reação e calando parcialmente as vaias. “(Correio do Povo, 31 de julho de 1998)

 

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Foto: Edison Vara (Placar)

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Grêmio 2×3 River Plate

GRÊMIO: Danrlei; Walmir, Rivarola, Rodrigo Costa e Roger; Djair, Fabinho (Tinga), Goiano e Palhinha; Zé Alcino (Ronaldinho) e Guilherme
Técnico: Edinho Nazareth

RIVER PLATE: Bonano; Hernan Diaz, Sarabia, Berizzo e Sorin; Netto, Escudero, Gomez e Solari (Placente); Pizzi e Angel
Técnico: Ramon Diaz

Copa Mercosul 1998 – Grupo E- 1ª Rodada
Data: 30 de julho de 1998, quinta-feira, 21h55min
Público: 5.901 (4.611 pagantes)
Renda: R$ 26.939,00
Árbitro: Ubaldo Aquino (PAR)
Auxiliares: Ricardo Grance e Nestor Gonzalez
Cartões Amarelos: Palhinha, Tinga, Fabinho, Solari, Berizzo e Netto
Cartão vermelho: Netto
Gols: Guilherme, aos 16 minutos; Pizzi, aos 34 e 44 minutos do 1º tempo; Solari aos 8 minutos e Rodrigo Costa aos 20 minutos do segundo tempo

Copa Mercosul 2001 – Grêmio 1×0 River Plate

October 28, 2018
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Foto: José Doval (Zero Hora)

Na Copa Mercosul de 2001, o Grêmio recebeu o River Plate pela 4ª rodada do da fase de grupos. A chuva que caiu em Porto Alegre deixou o gramado sem nenhuma condição de jogo, mas a partida aconteceu mesmo assim. E o tricolor conseguiu vencer o jogo. Numa jogada de bola aérea, obviamente.

“CLASSIFICAÇÃO NO BARRO
Grêmio é o primeiro time a obter vaga na segunda fase da Mercosul. Os 100% de aproveitamento na competição foram garantidos com a vitória por 1 a 0 sobre o River Plate, ontem, no Estádio Olímpico.

Mesmo enfrentando um adversário descaracterizado, que se preservou para o clássico contra Boca Juniors, domingo, pelo Campeonato Argentino, o Grêmio necessitou de uma dose extra de superação para vencer.

As vantagens que poderiam ser obtidas pelo fato de o River Plate ter usado seu time reserva desapareceram diante das condiçôes do gramado. Transformado em um lodaçal por causa das chuvas que caiam durante o dia, o campo nivelou as duas equipes. No início, o Grêmio insistiu em conduzir a bola excessivamente, quando a medida mais inteligente seria erguê-la na direção da área argentina

No primeiro tempo, os dois times foram iguais em chances criadas. A melhor oportunidade do Grêmio surgiu num cabeceio de Cláudio, que passou ao lado do gol de Constanzo. O River Plate respondeu à altura aos 38 minutos, quando Cuevas obrigou Danrlei a uma defesa difícil num chute de fora da área.

– Temos que chutar de meia distância – reclamou o técnico Tite, a caminho do vestiário, no intervalo da partida O recado foi bem assimilado pelo time no segundo tempo. Tanto que já no recomeço do jogo surgiu o gol que garante a vaga antecipada e um reforço de US$ 400 mil nos cofres do clube.

Aos seis minutos, Zinho cobrou em curva uma falta ocorrida do lado direito. Na trajetória, a bola foi levemente desviada pelo peito de Polga e parou dentro do gol argentino. O árbitro assinalou gol de Polga

De outra forma, jogar futebol virou missão impossível. Um lance aos 43 minutos do primeiro tempo sintetizou as dificuldades de fazer gols. Depois de livrar-se da marcação de Franco, Rubens Cardoso chutou rasteiro, dentro da área. Vencido, o goleiro Constanzo acabou salvo por um fato inusitado: a bola parou no gramado molhado.

Os riscos a que foram submetidos os jogadores ficaram evidenciados nas lesões musculares sofridas por Luís Mário, Sarabia e Romero, todas no primeiro tempo. Com parada prevista por tempo indeterminado, Luís Mário será substituído contra o Coritiba, domingo, por Leandro, cuja condição para disputar o Campeonato Brasileiro o Grêmio obteve ontem.

Antes do jogo, houve uma homenagem às vítimas ao atentado terrorista que abalou os Estados Unidos no começo da semana. Uma faixa pedindo a paz no mundo foi conduzida dentro do gramado, enquanto os alto-falantes do Olímpico executavam a canção Imagine, de John Lennon. Até mesmo uma pomba branca foi solta por Zinho, o capitão do Grêmio, para evocar o clima de paz.” (Luis Henrique Benfica – Zero Hora – 14 de setembro de 2001)

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AL MENOS, NO HIZO AGUA…
El River muletto se la bancó bajo la lluvia, pero perdió con Gremio y deberá ganar todo lo que le queda para tener chances de seguir en la Mercosur. Ahora… Boca.

PORTO ALEGRE (ENVIADO ESPECIAL). Los pibes, y los no tan pibes, dejaron la cancha embarrados, cansados y derrotados. Es lógico, pero tranquilamente podrían haber levantado un poquito más la cabeza porque dieron todo aunque se vuelven sin nada.

Los fuegos artificiales se mezclaron con el agua. “Queremos paz”, decía la bandera con la que entraron los jugadores del Gremio. Imagine, de John Lennon, atronaba por los parlantes. Fue el recuerdo por la serie de atentados en Estados Unidos.

El agua no le cayó mal a los intereses de River. De este River nuevo, de ocasión, con la cabeza puesta en el superclásico. Que hizo pie como pudo y se la bancó en los charcos del estadio Olímpico. ¿Por qué perdió? Por un centro venenoso del zurdo Zinho, un pique rápido de la pelota y el estatismo de Costanzo y también de los defensores.

El aguante millonario se quebró a los 51 minutos de juego. Hasta ahí, el equipo que dirigió Omar Labruna y que Ramón Díaz vio en diferido por televisión propuso lucharla con cuatro defensores, dos volantes centrales (Escudero y Ledesma) y dos por afuera (Cuevas y Zapata).

Fue digno y leal River. Pudo irse perdiendo al descanso, pero también con un golcito de ventaja. Pero por cantidad de llegadas, Gremio resultó más peligroso. Los brasileños, fieles a un estilo, intentaron tocar y tocar: error. La cancha les pateó en contra. Igual, Demichelis y Zapata rechazaron tiros que iban adentro y Costanzo se revolcó un par de veces y generó dudas en algunas salidas.

La apuesta visitante fue morder y manejar la pelota. Cumplió la primera parte, pero no la segunda. Entonces, volaron los pelotazos para Adrián Romero. Y el correntino molestó con su búsqueda constante y solitaria. Como al minuto y medio, cuando el arquero local se confió y el delantero la tiró al medio (parecido a lo que hizo Coudet ante Chicago en el gol anulado a Cambiasso), aunque no llegó nadie.

íQué lástima. Igual, la gran oportunidad antes del 1-0 la tuvo Cuevas tras un gran cambio de frente de Zapata: el zurdazo del paraguayo chocó con las manos de Danrlei y se fue al córner.

Un león Escudero, bien acompañado por Ledesma, River jamás dio una pelota por perdida, tuvo mucho orden táctico más allá de los cambios por las lesiones de Sarabia y Romero, metió a lo loco y no bajó la guardia ni se achicó en desventaja.

Se adelantó Cuevas, el Pichi se corrió a la derecha y Cavenaghi imitó a Romero. En ese final de ida y vuelta, River cambió su esquema para tener más presencia adelante. No es que le rodeó la manzana al Gremio, pero Danrlei se exigió para taparle un derechazo a Cavenaghi, Demichelis ganó arriba y la pelota pasó muy alta, y no mucho más. Y eso que manejó más y mejor la pelota que en la parte inicial. El tema es que varios sintieron el pesado terreno y la inactividad.remio se salió con la suya, en definitiva. Sin lucir, con un Rodrigo Mendes iluminado y peligroso (encaró, pasó y nunca se le quedó la pelota), ganó su cuarto partido en cuatro fechas y ya nadie le quitará el primer puesto en el grupo. River quedó último y para tener esperanzas de seguir en carrera en la Mercosur deberá ganar los tres partidos que le quedan: uno en Santiago de Chile, el jueves que viene, y otros dos en Buenos Aires.

A horas del superclásico, lo realmente prioritario, varios de los que jugaron demostraron que Ramón puede confiar en ellos. Escudero fue el ejemplo más nítido. Pero también sumaron porotos Zapata (¿habrá salido para estar descansado el domingo?), Romero, Ledesma y Cuevas, más allá de sus lagunones. Quedó claro: bajo la lluvia de Porto Alegre, River no hizo agua...” (Diego Macias, Olé, Viernes, 14 de setiembre de 2001 )

FUE UNA LLUVIA DE LESIONADOS
Por el agua acumulada en el césped, Sarabia sufrió un esguince, Romero un desgarro y el brasileño Luis Mario una distensión.

PORTO ALEGRE (ENVIADO ESPECIAL). De haberlo sabido, Ramón Díaz y Omar Labruna habrían decidido entrenar al plantel en la pileta de natación del Monumental durante toda la semana. Claro, no era para menos: en el estadio Olímpico de Porto Alegre anoche hubo más agua que cuando en Capital se desborda el arroyo Maldonado.

Esto sería una simple anécdota si no fuera por las consecuencias que tuvo en los jugadores el mal estado del campo de juego. Anote: fuerte esguince en la rodilla izquierda de Pedro Sarabia, contractura o desgarro en el isquiotibial derecho de Adrián Romero, distensión en el cuádriceps izquierdo del brasileño Mario…

Lluvia cae. En la ciudad gaúcha llovió todo el día y recién paró dos minutos antes del partido. Los torcedores llegaban desconfiados al estadio y al toque preguntaban si el partido se jugaba. El árbitro Epifanio González caminaba por el césped y no sabía bien qué hacer. Los cancheros remarcaban las líneas de cal borradas por tanta agua caída. Crebes, médico del Gremio, opinaba que no se podía jugar. Pero los jugadores sí querían, al menos los de River. En fin… Nadie imaginó que había tanto peligro de lesiones.

Sí, hubo mala pata. A los 18 minutos Sarabia se quedó clavado en el piso luego de que lo encaró Rodrigo Mendes y estuvo dos minutos tendido hasta que lo atendieron. Tuvieron que sacarlo en camilla. Minutos después, fue Luis Mario el que pidió el cambio. Y sobre los 45, Romero picó por enésima vez y sintió un pinchazo en el músculo. El doctor Giulietti luego explicó que hay que esperar los estudios para saber cuántos días tendrán de recuperación. Y todo por el agua. Glup.” (Diego Macias, Olé, Viernes, 14 de setiembre de 2001)

Hubo otro Labruna en el banco
Omar Labruna vivió su primera experiencia como DT de River con la misma pasión que su padre, Angelito, un prócer del club. Estuvo siempre parado, como su amigo Ramón. “Quedé muy conforme con el equipo. Ahora viene el clásico y no es el peor Boca, eh. Nosotros vamos a tomar la iniciativa para darle una alegría a la gente”, dijo al final.” (Olé, Viernes, 14 de setiembre de 2001)

DESDE LEJOS NO SE VE
El partido no se pudo ver en directo en Capital y Gran Buenos Aires

El partido entre Gremio y River no pudo verse en directo en la Capital Federal y Gran Buenos Aires debido a problemas con la señal de PSN. Los hinchas que esperaban seguir el encuentro desde las 21.10. se quedaron con las ganas debido a que no sólo Multicanal no pudo emitir las imágenes sino tampoco Cablevisión.

Multicanal no había emitido en su señal Cruzeiro-Independiente, Talleres-Vélez y Cerro Porteño-Boca debido a que, según un comunicado de la empresa, PSN “decidió unilateralmente modificar las condiciones contractuales vigentes”. Esto derivó en una presentación ante la Justicia, que el 15 de agosto había asegurado la continuidad de la transmisión de PSN, aunque esta última insistió en no brindar su señal completa. Anoche, en Capital y Gran Buenos Aires, el partido recién se pudo ver en diferido por América, por las dos señales.” (Olé, Viernes, 14 de setiembre de 2001)

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Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

GRÊMIO SEGUE 100% E FESTEJA VAGA
Fez 1 a 0 no River jogando num gramado sem condições. Pela primeira vez a equipe passa para a segunda fase da Mercosul

O Grêmio soube superar as dificuldades de um campo alagado e jogou o suficiente para vencer o time reserva do River Plate por 1 a 0, ontem à noite, no Olímpico. O resultado mantém o time na liderança do grupo E da Copa Mercosul, com 12 pontos em quatro jogos, garantindo antecipadamente vaga para a próxima fase. Dia 27 pega o Universidad, no Chile.

O campo encharcado dificultou a movimentação e, principalmente, o toque de bola das duas equipes. Os jogadores custaram um pouco a perceber que a solução para buscar o gol seria os lançamentos longos pelo alto e as bolas alçadas para a área, em vez dos dribles e passes rasteiros.

A primeira situação de gol da partida aconteceu aos 18 minutos, quando Luiz Mário chutou da direita, depois de driblar o goleiro, e Franco salvou de cima da risca. Aos 34, Cláudio, que substituíra Luiz Mário, lesionado, cabeceou para fora.

Aos 37, em um contra-ataque, Cuevas chutou e Danrlei salvou para escanteio. Aos 43, Rubens Cardoso cruzou e a bola parou em uma poça d’água, dentro da pequena área, mas não apareceu ninguém para marcar. Logo aos 6 minutos do segundo tempo, o gol gremista. Zinho cobrou falta da direita, lançando para a área, onde apareceu Polga para tocar de leve na bola e desviar para a rede. Aos 11, Roger arriscou de longe e Constanzo salvou, mandando para a linha de fundo. Quatro minutos após, Cuevas, o jogador mais perigoso do River, invadiu a área pela direita e obrigou Danrlei a outra grande defesa.

Depois de uma pressão argentina, o Grêmio reassumiu o controle da partida, buscando o segundo gol. O campo de defesa do River não estava tão encharcado, permitindo jogadas mais trabalhadas. Aos 25, Cláudio roubou a bola de Rojas, entrou na área, mas não teve calma para marcar, chutando sobre o goleiro.” (Correio do Povo, 14 de setembro de 2001)

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Grêmio 1×0 River Plate

GRÊMIO: Danrlei; Marinho, Anderson Polga e Roger; Pedrinho,Émerson Leal, Rafael Zinho e Rubens Cardoso (Anderson Lima 32/2ºT); Luis Mário (Cláudio Pitbull 27/1ºT) e Rodrigo Mendes (Rodrigo Gral 41/2ºT)
Técnico: Tite

RIVER PLATE: Franco Constanzo – Ariel Franco, Pedro Sarabia (Hernán Garcé 22/1ºT), Martín Demichellis e Ricardo Rojas; Marcelo Escudero, Cristian Ledesma, Víctor Zapata (Juan Raponi – intervalo) e Damián Álvarez; Nelson Cuevas e Adrian Romero (Fernando Cavenaghi intervalo).
Técnico: Omar Labruna

Copa Mercosul 2001 – Grupo 5 – 4ª Rodada
Data: 13 de setembro de 2001, quinta-feira, 21h10min
Local: Estádio Olímpico em Porto Alegre – BRA
Público: 2.779 pagantes
Renda: R$ 13.929,00
Árbitro: Epifanio González (PAR)
Assistentes: Carlos Torres e Miguel Giacomuzzi (PAR)
Cartões amarelos: Roger, Rubens Cardoso, Zinho, Garcé, Escudero e Raponi
Gol: Anderson Polga, aos 6 minutos do 2º tempo

Libertadores 2002 – Grêmio 4×0 River Plate

October 26, 2018
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Foto: Itamar Aguiar (O Sul)

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Foto: Itamar Aguiar (O Sul)

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Foto: Ronaldo Bernandi (Zero Hora)

O último confronto entre Grêmio e River em Porto Alegre aconteceu em maio de 2002, pelo jogo de volta das oitavas de final da Libertadores daquela temporada. A situação da época era bastante parecida com a de 2018, tendo o Grêmio na ida por 2×1 (naquela época não havia saldo qualificado).

Em casa o Grêmio confirmou a classificação atropelando o River, num legítimo “dois vira, quatro ganha”. Com um jogador a menos desde os 30 minutos do primeiro tempo, Ramon Diaz chegou a tirar Ortega, Ledesma e D´alessandro no intervalo, visando poupar esses atletas para os compromissos  restantes do campeonato argentino ( o qual conseguiu conquistar dez dias depois).

Como curiosidade, vale mencionar que esse jogo não teve qualquer tipo de transmissão televisiva para o Brasil. O que talvez explique o fato de ter sido registrado nessa partida o maior público presente do Grêmio em oitavas de final de Libertadores.

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Foto: José Doval (Zero Hora)

TRICOLOR MATA O RIVER PLATE COM DIREITO A OLÉ.
Equipe de Tite aplicou goleada histórica de 4 a 0, ontem, garantindo vaga nas quartas-de-final da Copa Libertadores.

A classificação do Grêmio para as quartas-de-final da Libertadores teve um herói. Um herói que até pouco tempo era olhado com desconfiança pela torcida. Um herói chamado Gilberto. Foi ele, quem marcou o segundo gol da vitória de 2 a 1 da semana passada. Gol que matou o River Plate, diante da incredulidade de Nuñez no derradeiro minuto do jogo.

Gilberto não foi diferente, ontem, na revanche entre as duas equipes, no Olímpico. No último minuto, desta vez do primeiro tempo, driblou três adversários e chutou em cima de um Comisso desesperado. No rebote, Luizão foi indefectível e marcou 2 a 0.

Cerca de 15 minutos antes da lírica criação de Gilberto, o experimentado zagueiro paraguaio Ayala foi expulso. A partir dali o River Plate, que sustentava o equilíbrio tático com o Grêmio, adernou tão rápido quanto o Titanic. Então Rodrigo Mendes, percebendo a sincope do time portenho, trabalhou com Zinho e não precisou fuzilar – típico do goleador gremista na Libertadores – Comisso. Apenas colocou, aos 32, leve, suave, numa espécie de carinho na amada. Amada bola. E o 1 a 0 no placar.

HERMANOS – Ortega, a grande esperança do River, não deu vazão a raiva que nutre pelo Grêmio. Foi uma das vítimas daquele 4 a 2 de 2001, em Nunez, pela Copa Mercosul. Saiu no intervalo. Ramón Díaz, de boca aberta como sempre, sequer soltou os crônicos oh…oh…oh… Estava em estado de choque absoluto, Promoveu trocas fúteis e sem efeitos práticos.

O Grêmio voltou afinado feito uma orquestra de tango. E pela quarta vez em dez meses, a equipe gaúcha tirou o River para dançar. E dançar. E girar aos olhos felizes de 50 mil torcedores. Husain, que havia entrado no segundo tempo, não suportou, bateu e foi para rua e levou consigo o orgulho e arrogância do futebol argentino.

Zinho encarregou-se de enfiar ainda mais o River no fundo do poço escuro. Ampliou para 3 a O aos 25. O fim dos argentinos foi decretado aos 32. Luís Mário, que substituiu Luizão, usou toda a sua reconhecida velocidade para cima da desmontada defesa do River. O passe de Mendes foi perfeito e o atacante gremista não encontrou grandes dificuldades de desviar de Comisso, decretar a goleada de 4 a 0. Vejamos o que dirá o diário argentino Olé hoje. Terá de engolir o Tricolor e 4 a 0. O Grêmio esmagou os adversários. Não chores por mim Argentina...” (Antônio Celso Sampaio – O Sul – 3 de maio de 2002)

TÉCNICO TITE ELOGIOU AMADURECIMENTO DO TIME.
Germano exige “pés no chão”.

pés no chão. Manter os pés no chão e a humildade. Esta foi a recomendação do vice-presidente de futebol do Grêmio, José Otávio Germano, logo após a goleada gremista em cima do River Plate. Germano parabenizou a aplicação dos jogadores e o comportamento da torcida, extremamente disciplinado.

O dirigente destacou a calma da equipe dentro da partida. A qualidade de aguardar as ocasiões certas e tornar as coisas mais fáceis a partir da dedicação tática e técnica “Tivemos superioridade e equilíbrio emocional no transcorrer do confronto”, afirmou Germano.

DETERMINAÇÃO- O zagueiro Anderson Polga disse, pouco depois de deixar o campo, no final da partida, que o Grêmio goleou o River Plate porque soube fazer, como ninguém, o dever de casa. Ganhou em Buenos Aires e reafirmou a vantagem no Olímpico.

O lateral-direito Anderson enalteceu o espirito de luta da equipe. “Fomos em busca da vitória desde o minuto inicial da partida. Conseguimos nos impor pela força da nossa dedicação”, observou.

O goleiro Eduardo Martini foi exigido somente em pouquíssimos lances, nos 45 minutos iniciais, antes do estabelecimento da vantagem gremista no placar. Soubemos dominar o River. Atuamos da mesma maneira que em Buenos Aires. Marcamos firme, fechamos espaços e chutamos de média e longa distâncias”.

O técnico Tite mostrava-se exultante. Elogiou o desempenho do Grêmio e a maturidade do grupo de jogadores na grande vitória. Alias, histórica” (Antônio Celso Sampaio – O Sul – 3 de maio de 2002)

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

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Foto: Clarin

ARRASADOR
Sabe aqueles jogos em que o torcedor sai do estádio convencido da absoluta inexistência de motivos para não acreditar no sonho de um título? Pois é. Este, exatamente este, é o sentimento que restou da goleada do Grêmio sobre o River Plate por 4 a O, ontem, no Olímpico.

O adversário nas quartas-de-final é o Nacional do Uruguai, que empatou ontem à noite (2h pelo horário brasileiro) em 0x0 com o América, da Colômbia. Como venceu a partida de ida, garantiu a vaga. O primeiro jogo acontece dia 8, no Olímpico e decisão será a dia 15 de maio, no Uruguai

A torcida gritou “olé” quando estava 4 a 0 River, entregue, já com dois expulsos. Os argentinos odeiam isso. O que é, convenhamos, uma maravilha: eles vieram a Porto Alegre, levaram quatro, perderam a cabeça e entraram na roda. Por alguns minutos, até Tite mandar suspender O “olé”, os orgulhos argentinos foram humilhados pelos brasileiros vestidos de azul. Justamente eles, que não perdem uma oportunidade sequer para fazer piada com os rivais no continente. Mas, enfim, o jogo.

O jogo começou, como previa o técnico Tite. Equilibrado, com os dois times marcando muito sem a bola e trocando passes com ela. Grêmio e River atuam de forma muito parecida. O esquema é o mesmo, o 3- 5-2. A iniciativa de marcar a saída de bola dos zagueiros, idem. Então, foi uma partida rigorosamente igual a partir do apito do árbitro colombiano Oscar Ruiz, que justificou a alcunha de melhor do continente. O treinador do Grêmio fez algumas alterações de última hora que funcionaram. Roger marcou Ortega, Emerson vigiou D’Alessandro. E Tinga, que se imagina como perseguidor de D’Alessandro, ficou um tanto mais solto. Foi esta a surpresa de Tite.

Houve, durante 15 minutos, superioridade técnica do River. Ortega foi se desvencilhando de Roger na base da habilidade. Coudet trabalhava bem pela direita. Mas perigo a Eduardo Martini, a rigor, só no chute de Coudet rente ao poste direito. Antes, Anderson havia cobrado falta no travessão, aos 11 minutos, seguido de chute por cima de Rodrigo Mendes. Aí veio a expulsão do libero é líder do time, Ayala. Rodrigo Mendes acreditou na jogada no flanco esquerdo. Ayala chegou um segundo atrasado e só achou a perna do atacante. A partir daí, o Grêmio tomou conta da partida. Trocou passes, fez valer a superioridade numérica —o que não é tão simples assim e construiu a vitória estupenda, com brilho especial para Rodrigo Mendes.

O Grêmio soube se aproveitar da expulsão de Ayala e deu show.

No primeiro gol, Rodrigo e Zinho puxaram contra-ataque. O atacante, com força e explosão acertou no ângulo de Comizzo. Eram 40 minutos. Aos 45 minutos, Gilberto fez fila: driblou um, dois, o goleiro, até a bola sobrar para Luizão completar para a rede, em meio a um bolo de jogadores. No segundo tempo, a superioridade foi ainda mais flagrante. O técnico do River, Ramón entregou os pontos no intervalo. Retirou Ortega e D’Alessandro, poupando-os para as rodadas finais do Campeonato Argentino. Era a capitulação suprema. Tite ainda retirou Emerson e colocou Fernando, depois trocou Gilberto por Galvão e, finalmente. Luizão por Luís Mário. Foi um passeio. Zinho marcou o terceiro aos 24 do segundo tempo e Luís Mário fechou a goleada aos 31.
Com autoridade, o time do técnico Tite administrou o resultado: E mostrou que, a partir das evidências de ontem, o direito de sonhar com o tri da Libertadores é quase imposição para os gremistas. ” (Diogo Olivier – Zero Hora -3 de maio de 2002)

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Foto: Agência RBS

RIVER REPITIÓ LA HISTORIA Y SUMÓ UN NUEVO FRACASSO
Le tocó definir cinco etapas con equipos brasileños y siempre se retiró perdedor

PORTO ALEGRE (Especial).- Siempre la misma historia. River no se cansa de sumar fracasos ante equipos brasileños en la Copa Libertadores. Ayer, frente a Gremio, añadió otro triste capítulo. Para muchos era un desenlace previsible, porque las estadísticas, que no suelen mentir, lo orientaban hacia la eliminación y lo alejaban de un milagro con tinte de utopía. River no pudo con el club de Porto Alegre en el Monumental -menos hizo como visitante- y redondeó otra pobre actuación.

El karma brasileño comenzó en 1976, ante Cruzeiro, cuando perdió la final de la Copa Libertadores en un partido desempate en Chile por 3 a 2 (en Núñez había ganado 2 a 1 y en Belo Horizonte perdió 4 a 1).

La odisea siguió en 1982 cuando en las semifinales Flamengo lo vapuleó, tanto en el Monumental como en el Maracaná, venciéndolo 4 a 2 y 3 a 0.

Pasaron 16 años para que River volviera a cruzarse en su camino con un equipo brasileño, en 1998, pero la racha siguió inmutable. Vasco da Gama lo eliminó en las semifinales, imponiéndose por 1 a 0, en Río de Janeiro, e igualando como visitante 1 a 1, con un gol de Juninho a diez minutos del final.

Los millonarios otra vez fueron protagonistas en las semifinales de la Libertadores 99, pero encontró un verdugo verdeamarelho . Palmeiras sucumbió en Núñez por 1 a 0 y se retractó en San Pablo con una goleada por 3 a 0. Ayer, River perdió el quinto round frente a Gremio, sin atenuantes, por 4 a 0 (la peor derrota en la historia de la Libertadores, junto con el 0-4 ante San Lorenzo, en 1973) . Fiel a la historia, vio como enseguida se le escurría de las manos la posibilidad de, al menos, anotar un gol y esperar la fortuna de los penales.

Ni eso logró. Los 300 hinchas que recorrieron muchísimos kilómetros para estar con sus banderas en el estadio Olímpico de Porto Alegre se retiraron con la desazón de observar a un equipo que ya estaba derrotado antes de ingresar en el campo de juego.” (La Nacion, 3 de mayo de 2002)

“CACHETAZO: RIVER FUE UNA SOMBRA Y SE QUEDÓ CON LAS MANOS VACÍAS
En una noche negra, Gremio lo goleó por 4 a 0 y lo eliminó; los millonarios se descontrolaron: fueron expulsados Ayala y Husain

PORTO ALEGRE (Especial).- Después del cachetazo, los jugadores no encontraron consuelo. Todavía se los ve a Coudet, a Cambiasso, a Comizzo en el piso del estadio Olímpico. Es que Gremio volvió a ser el verdugo de River, lo goleó por 4 a 0 y lo eliminó de la Copa Libertadores. Así como había sucedido en la última Copa Mercosur. Pero esta vez dolió más. Porque uno de los grandes objetivos millonarios era destronar a Boca, que defiende aún su bicampeonato de América. Quería volver a Tokio y sacarse la espina del 96, cuando cayó con Juventus por 1 a 0 por la Copa Europeo-Sudamericana. Sabía que la empresa era complicada, pero fracasó.

River salió con una actitud ofensiva. Con Ricardo Rojas bien abierto por la izquierda en la función de volante y ganándole la espalda a Anderson Polga. Coudet, D´Alessandro y Ortega presionaron arriba, cerca del área del conjunto brasileño.

Por eso, por la obligación de jugar a matar o morir para revertir la derrota de 2 a 1 en Núñez, sufrió desacoples en el fondo y la línea de volantes. Ledesma vio la tarjeta amarilla enseguida por una infracción a destiempo a Zinho. De ese tiro libre, sorprendió Anderson Lima con un violento derechazo desde 30 metros, que dio en el travesaño de Comizzo. Fue el primer susto.

Gremio buscó manejar el balón con Tinga -fue la figura en el Monumental-, Lima y Gilberto, pero respetó demasiado al equipo de Ramón Díaz en el comienzo. Después, logró imponerse y Ayala fue amonestado por golpearlo a Luizao.

El negocio de River fue que Ortega generara una infracción cerca del área, pero cuando lo consiguió, a D´Alessandro le faltó precisión en la pegada. El Chori Domínguez tuvo su gran chance a los 25 minutos después de un centro de Coudet desde la derecha, pero el delantero prefirió cederle el balón a Cambiasso antes que cabecear directamente al arco.

Ayala siguió corriendo desde atrás a los rivales y se fue correctamente expulsado tras recibir la segunda tarjeta amarilla por una falta a Rodrigo Mendes.

Con un hombre de más, el local se agrandó y tras un rebote de Comizzo Roger tuvo la ventaja, pero su disparo se fue desviado. Pero el golpe no tardó en llegar y, en cinco minutos, Gremio se puso 2 a 0 con un golazo de Rodrigo Mendes, tras de una corrida de 50 metros y un derechazo cruzado, y una arremetida de Luizao , después de que Gilberto dejara en el camino a Comizzo.

En la segunda etapa, ya sin Ortega, D´Alessandro ni Ledesma, a River se le complicó mucho más. Como si hubiera renunciado a jugar; como si se tratara de cambiar el objetivo de “dar vuelta el resultado” por el de “no perder por goleada”. Los brasileños controlaron el ritmo del juego a voluntad, sin apuros.
Domínguez arrancó en off-side y tuvo una oportunidad inmejorable para descontar, pero no le acertó al arco cuando quedó mano a mano con Eduardo. Enseguida, Husain se fue expulsado por otro patadón a Gilberto.

Para cerrar la goleada, llegaron el zurdazo de Zinho y el toque de Luis Mario para el 4-0 final. Y sólo quedó tiempo para el “ole” de los brasileños.

Pasó Gremio. River sufrió un revés abultado, jugando sin alma, y reviviendo experiencias ingratas. La Libertadores ya es un mal recuerdo.

Los cambios de Ramón
Muchos se sorprendieron con las modificaciones que realizó Ramón Díaz en el entretiempo. Ingresaron Zapata, Lequi y Husain por D´Alessandro, Ortega y Ledesma, respectivamente. El DT ya había empezado a pensar en el partido de pasado mañana con Lanús por el torneo Clausura.” (La Nacion, 3 de mayo de 2002)

2002 capa voltaOTRA VEZ BAILÓ CON LA MÁS FEA
River se fue de la Copa recibiendo una goleada de las que duelen y dejan secuelas. Gremio le dio un toque de novela aprovechando las expulsiones de Ayala y Husain.
¿Cuándo se murió la ilusión de River? ¿Con la rápida expulsión de Celso Ayala? ¿Tras el golazo de Rodrigo Mendes? ¿O la semana pasada, en el Monumental, cuando perdió un partido que no se puede ni debe en instancias donde la revancha se reduce al mínimo? Sea cual fuere de las razones, lo que no hay que demorar son las certezas: Gremio es un cuadrazo y probablemente el candidato más sólido para ganar esta edición de la Libertadores.
Ramón Díaz metió el plantel en una licuadora y del batido le salió Ricardo Rojas de carrilero izquierdo, Orteguita adentro con más miedo de resentirse que decisión para encarar a Anderson Polga y compañía. Y un planteo, al menos de entrada, generoso en intenciones pero marcadamente debilucho en concreciones.
La rápida tarjeta amarilla para Emerson, un implacable volante de persecución y corte, ilusionó con mayores libertades para D’Alessandro. Pero la realidad marcó otra cosa. Gremio siguió cortando con infracciones tácticas cada intento de River y, de paso, Anderson Lima metió en el travesaño una bomba de tiro libre.
Cuando el Chori Domínguez no se animó a darle de volea a un pase magistral de Coudet, chau, se escapó una chance que nunca más se presentaría con el valor que tuvo ésa.
La roja para Ayala apuró el final. El golazo de Rodrigo Mendes (con liga tras un rebote en Garcé) anunció el entierro. Y el oficio de Luizao para empujar sobre la raya una extraordinaria aparición en ataque de Gilberto (el del segundo gol en el Monumental), fue la lápida para el conjunto argentino.
Para no sufrir tanto. Si para arrancar el partido Ramón había metido al plantel en una licuadora, para afrontar el segundo tiempo el DT lo metió en una mezcladora. Tres cambios para no perder por más, para evitar la goleada, para no comerse uno de esos bailes que los brasileños son capaces de animar cuando están agrandados. Salió Ortega, aunque por lo que hizo, claramente disminuido físicamente, nunca debió haber entrado. Se fue D’Alessandro y con él partió la llave que podía abrir la puerta para jugar. Husain reemplazó a Ledesma y duró en la cancha sólo 21 minutos, porque el Turco entró para cazar brasileños y el colombiano Ruiz le recordó con una roja justiciera que la selva queda más en el interior de Brasil.
Gremio, con Tinga, Zinho, Anderson Lima y Gilberto, metió toque para aquí, toque para allá. Seguro, ganador y clasificado, el equipo de Porto Alegre movió la pelota con la soltura de un entrenamiento. Ya estaban once contra nueve cuando Zinho ajustició a Comizzo con un zurdazo demoledor. Entre Luiz Mario y Rojas fabricaron el 4-0, una bolsa de sal en la heridas sangrantes de River.
Con 50.000 gaúchos clavando oles sobre los restos de River como hace un torero con sus banderillas a un toro tambaleante, llegó el final.
Demasiado rápido River fue eliminado de la Libertadores. Poquito duró el sueño de terminar con la hegemonía de Boca en la Copa. Y si lo deportivo le duele, porque no quedan dudas de lo que significa la Libertadores para su gente, lo extradeportivo reúne algunos factores que parecen impropios para un grande como el club de Núñez.
Como si no hubiera alcanzado con los apenas 12 minutos que Orteguita jugó el partido de ida, anoche aguantó un tiempo, lapso en el cual se lo vio temeroso, lento y sin confianza, todo lo opuesto a lo que se le reconoce al Burrito legítimo. Y el descontrol disciplinario de los últimos 45 minutos, un bochorno. Pero éste es el River que hay. Y menos mal que Pipino Cuevas, el domingo pasado, sacó un conejo enorme de adentro de un bonete.” (Eduardo Castiglione, Olé, 3 de maio de 2002)

SE LES PELARON LOS CABLES…
Parecido a lo que pasó contra el Vasco, en el 2000: River fue eliminado y terminó con nueve.

“Señor, se va. Afuera, que está expulsado…”

Al final, el optimismo se transformó en impotencia. La impotencia en calentura. Y la calentura en tarjetas rojas. Porque como pasó en la Mercosur del 2000 ante el Vasco, River anoche se volvió de Porto Alegre eliminado, con expulsados y al borde de un ataque de nervios con los rivales.

Aquel 30 de noviembre del 2000, por la Copa Mercosur, en el Sao Januario, River fue a remontar un 1-4, pero no sólo perdió 1 a 0 (con gol de Juninho Paulista) sino que también sufrió las amonestaciones de Berizzo, Cardetti y Lombardi, y las expulsiones de Coudet y de Trotta. De hecho, luego de recibir la roja por pegarle y pisar a Euller sobre un lateral, la relación entre el Cabezón y los dirigentes no tuvo retorno: al capitán nunca le perdonaron semejante reacción.

Anoche casi se repitió la película. Primero, con la expulsión de Celso Ayala por doble amonestación a los 30 minutos del primer tiempo (demasiado riguroso el árbitro Ruiz). Y luego, por la roja al Turco Husain, quien entró a la cancha desde el inicio de la segunda etapa, se peleó con los rivales, tiró patadas para todos los costados, y se fue con apenas 21 minutos en el campo de juego (además fueron amonestados Ledesma y Cambiasso).

“Era difícil y nos complicó quedarnos con un hombre menos en el primer tiempo”, explicó al final Ricardo Rojas, después de tirarle la camiseta a los hinchas.” (Olé, 3 de maio de 2002)

ARIEL NO ARRANCÓ
Ortega volvió a jugar luego de los desencuentros con Ramón y quedó claro que no estaba bien físicamente. Le costó superar la marca personal y salió en el descanso.

Que juega, que es preferible no arriesgarlo, que se lo pidieron sus compañeros, que ahora sí… Al final, el culebrón que protagonizan Ariel Ortega y Ramón Díaz no terminó bien. Y no sólo por la goleada en contra o la eliminación de River en la Copa Libertadores. No, en todo caso, eso es secundario. Lo importante es que anoche quedó demostrado que el jujeño no estaba listo físicamente para ponerse la 10 y mucho menos para desnivelar con gambeta, cintura e inteligencia. Su fuerte.

¿Irresponsabilidad del cuerpo médico? ¿Unas ganas terribles del jugador? ¿Otra mala decisión del técnico? Muchas pueden ser las razones acerca de por qué jugó Ortega. Lo que no admite discusión es que no estaba en condiciones de hacerlo. Una corrida en 45 minutos, dos pases mal y ningún tiro al arco demostraron que el Burrito no se encontraba en su plenitud. ¿Que le hicieron marca personal? Es verdad. Roger se le pegó desde que arrancó el partido. Y lo acosó. Y lo zamarreó. Y lo anticipó. ¿Le pegó? Sí. Fueron cinco foules en total. Pero la mayoría de ellos tácticos para impedir que se diera vuelta. Así, lo obligó a jugar de espaldas al arco de Eduardo, a descargar siempre a un toque. Un dato: la única que tuvo más o menos peligrosa fue un arranque en tres cuartos de cancha que terminó en los pies de Claudiomiro cuando intentaba meterse en el área. ¿Poco? Poquísimo para el “estandarte del equipo”, como lo definió Andrés D”Alessandro unos horas antes de viajar a Brasil. Y a la vez la confirmación de que los últimos días del Burrito en River no pintan para nada felices. ¿Por qué? Veamos…

Desconectados. La historia comenzó el martes de la semana pasada, un día antes del partido de ida con el Gremio, cuando el Burrito abandonó la práctica a los cinco minutos, acusando un dolor en la pierna derecha. Lo que sorprendió al DT, que aclaró que él no estaba al tanto de la lesión. Ante esa actitud, Ortega no dijo nada y entró a jugar. ¿El resultado? Aguantó apenas 12 minutos y debió salir por una contractura en el isquiotibial derecho. El desencuentro siguió frente a Racing, un partido que el volante quiso jugar, pero que finalmente se perdió por decisión de Ramón. Fue demasiado para el jujeño, que les habría asegurado a sus íntimos que mientras el DT no se fuera, no jugaría más en River. Aunque horas después cambiaría de parecer. ¿Qué pasará ante Lanús? El Burrito no querrá perderse el que puede ser su último partido en River…” (Santiago Gomez, Olé, 3 de maio de 2002)

TIRÓ LA TOALLA ANTES DEL FINAL
Con los cambios del entretiempo, Ramón apostó -a no perder por goleada. Pero le salió todo mal.

¡No sirve! ¡No sirve! ¡Volvé!”. Iban ocho minutos del segundo tiempo cuando Víctor Zapata se adelantó para ir a presionar sobre la salida del Gremio. Pero desde el banco, Ramón Díaz le pidió que no fuera, que esperara más atrás. Con esos gritos y con los cambios que hizo en el entretiempo, el técnico mostró la hilacha. En vez de jugarse a matar o morir, prefirió apostar a cuidarse para que Gremio no le hiciera más goles. Quedó claro que su negocio está en el torneo local.

Cambios, parte I. En el arranque del partido, el Pelado apostó por Domínguez en lugar de Cavenaghi, puso a Rojas como volante izquierdo y a Demichelis de stopper izquierdo (¿lo habrá probado para reemplazar al misionero el domingo?). La idea no era mala: poblar el mediocampo, adueñarse de la pelota y a correr con D”Alessandro, Ortega y el Chori. Pero el resultado no fue el esperado. Sobre todo porque la expulsión de Celso Ayala complicó todos los planes. Eso sumado a los goles de Rodrigo Mendes y Luizao terminó de desmoralizar a River.

Cambios, parte II. En el entretiempo, Ramón decidió las polémicas modificaciones. El más entendible fue el de Husain por Ledesma, quien estaba amonestado y al borde de la expulsión. Pero los ingresos de Zapata y Lequi por D”Alessandro y Ortega fueron una muestra de las intenciones del riojano: armar una defensa con cuatro y un mediocampo combativo, apostando sólo a lo que podían generar Cambiasso y Domínguez, los que quedaron más adelantados.

Pero lo peor de todo fue que esa idea de que la diferencia de dos goles no se agrandara tampoco salió bien. Husain entró muy caliente y a los 21 minutos se fue expulsado por doble amonestación. Una irresponsabilidad que dejó a River con nueve jugadores. Gremio supo aprovechar la diferencia numérica, le metió dos goles más y se floreó a puro toque. El ole de los hinchas brasileños se hizo sentir en el Estadio Olímpico. Un sonido con el que los jugadores de Ramón están acostumbrados a jugar, pero de su gente… no de los rivales.

Anoche, el que bailó fue el Millo. Y Ramón tuvo mucho que ver con esa fiestita brasileña debido a los cambios que realizó. Pensó más en cuidar a sus muchachos para el partido ante Lanús que en tirar las últimas fichas para seguir en la Copa. Y así le fue. Chau.”(Federico Del Rio, Olé, 3 de maio de 2002)

2002 ficha volta

2002 gremio 4x0 river zinho cambiasso mauro mattos o sul

Foto: Mauro Mattos (O Sul)

Grêmio 4×0 River Plate

GRÊMIO: Eduardo Martini; Anderson Polga, Claudiomiro e Roger; Anderson Lima, Émerson Leal (Fernando Menegazzo, intervalo), Tinga, Zinho e Gilberto (Mauro Galvão 29/2º); Luizão (Luis Mário 20/2ºt) e Rodrigo Mendes
Técnico: Tite

RIVER PLATE: Ángel Comizzo: Hernán Garcé, Celso Ayala e Martín Demichelis;  Eduardo Coudet, Cristian Ledesma (Víctor Zapata, intervalo), Esteban Cambiasso e Ricardo Rojas; Ariel Ortega (Claudio Hussaín, intervalo); Andrés D’Alessandro (Matías Lequi, intervalo) e Alejandro Domínguez
Técnico: Ramón  Díaz

Libertadores 2002 – Oitavas de Final – Jogo de ida
Data: 2 de maio de 2002, quinta-feira, 21h40min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre, RS
Público: 50.838 (44.715 pagantes)
Renda: R$ 522.625,00
Árbitro: Oscar Ruiz (COL)
Assistentes: Felipe Russi e Oswaldo Díaz (COL)
Cartões amarelos: Émerson Leal, Polga, Claudiomiro e Mauro Galvão, Ledesma e Cambiasso
Cartões vermelhos: Celso Ayala (30/1ºT) e Claudio Hussaín (22/2ºT).
Gols: Rodrigo Mendes, aos 40 minutos e Luizão, aos 45 minutos do 1º tempo; Zinho aos 24 e Luis Mário, aos 31 minutos do 2º tempio