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Brasileirão 2019 – Goiás 3×2 Grêmio

December 10, 2019

Gremio x Goias

Ferreira já tinha entrado bem na partida anterior. Nessa ele foi o responsável por duas assistências.


Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Goiás 3×2 Grêmio

GOIÁS: Tadeu; Yago Rocha, Fábio Sanches, Rafael Vaz e Marcelo Hermes; Gilberto (Dudu), Léo Sena e Yago Felipe (Breno); Leandro Barcia, Michael e Rafael Moura (Vinicius)
Técnico: Ney Franco

GRÊMIO: Phelipe Megiolaro; Felipe, Rodriguez (Emanuel), Ruan e Juninho Capixaba; Darlan, Matheus Frizzo (Jhonata Robert) e Patrick; Ferreira, Isaque e Pepê
Técnico: Vitor Hugo Signorelli

38ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2019
Data: 8 de dezembro de 2019, domingo, 16h00min
Local: Estádio Serra Dourada
Público: 7.456 pagantes
Renda: R$ 78.440,00
Arbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)
Assistentes: Guilherme Dias Camilo (MG) e Sidmar dos Santos Meurer (MG)
VAR: Emerson de Almeida Ferreira (MG)
Cartões amarelos: Leandro Barcia e Darlan
Gols: Goiás: Rafael Moura, aos três minutos, Patrick, aos 22 minutos do primeiro tempo; Isaque, aos 36 minutos do primeiro tempo e Rafael Moura aos 44 minutos do primeiro tempo; Yago Felipe, aos 19 do segundo tempo

Brasileirão 2019 – Grêmio 2×0 Cruzeiro

December 6, 2019

Até pode ser que esse time se escape no domingo na última rodada, mas até aqui o Cruzeiro seguiu a risca o manual do rebaixamento do clube grande.

Média de público dos 15 jogos em casa contra o Cruzeiro pelo Brasileirão de pontos corridos:
20.688 (18.481 pagantes)

Só na Arena foram 6 jogos contra o Cruzeiro pelo Campeonato Brasileiro.
Média de 20.828 (19.019 pagantes)

– Média de Público do Grêmio no Brasileirão 2019:
19.808 (17.600 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Arena na atual temporada:
24.832 (22.508 pagantes)

– Média de público do Grêmio como mandante em 2019:
23.815 (21.557 pagantes)


Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net) e Fabiano do Amaral (Correio do Povo)

GRÊMIO: Paulo Victor; Rafael Galhardo (Patrick 20/2ºT), David Braz, Kannemann e Cortez; Matheus Henrique, Michel, Pepê, Diego Tardelli (Ferreira 16/2ºT) e Everton;  Luciano (Isaque 34/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

CRUZEIRO: Fábio; Edílson, Cacá, Léo e EgÍdio; Henrique, Ariel Cabral (Robinho 42/2ºT), Éderson e Orejuela (Ezequiel 11/2ºT); David e Fred (Pedro Rocha 9/2ºT).
Técnico: Adilson Batista

37ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2019
Data: 5 de dezembro de 2019, quinta-feira, 19h15min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre – RS
Público: 20.454 (18.306 pagantes)
Renda: R$ 635.190,00
Árbitro: Andre Luiz de Freitas Castro (GO)
Assistentes: Fabricio Vilarinho da Silva (FIFA-GO) e Cristhian Passos Sorence (GO)
VAR: Wagner Reway (FIFA-PB)
Cartões Amarelos: Egídio, Ariel Cabral e Edílson
Cartão Vermelho: Egídio (47/2ºT)
Gols: Ferreira, aos 21 minutos do 2º tempo, e Pepê (de pênalti) aos 39 minutos

Na Assembleia Geral vote contra as alterações de nº 15 à 28

December 4, 2019
CONSELHO DELIBERATIVO – EDITAL
Em cumprimento aos artigos 55, 59 e 122, caput e inciso II, do Estatuto Social e obedecendo ao que dispõe o artigo 59, caput e inciso II, do Código Civil, convoco os Associados maiores de 16 (dezesseis) anos, pertencentes ao quadro social há mais de 02 (dois) anos ininterruptamente e em situação regular com o Grêmio, com a mensalidade do mês de outubro de 2019 paga até 05 (cinco) de novembro de 2019 para, no dia 07 de dezembro de 2019, sábado, das 10h às 15h, aprovarem ou não as seguintes alterações estatutárias apresentadas e votadas favoravelmente pelo Conselho Deliberativo:
1. Alteração do artigo 3º para ingresso no clube na qualidade de Associado visando a adaptação às práticas atuais em operação no Quadro Social do Clube através do preenchimento da ficha de inscrição ou da informação dos dados pessoais para os agentes do Grêmio; do pagamento de taxa de expediente, de joia, de eventuais débitos anteriores, da primeira mensalidade e da taxa de emissão da carteira social; e do comprometimento e do respeito às disposições do Estatuto do Clube e das regras de modalidade associativa.
2. Alteração do artigo 21 que passa a determinar que o Associado Proprietário pague ao Grêmio, mensalmente, uma contribuição social que será fixada pelo Conselho de Administração.
3. Alteração do artigo 26 que passa a determinar que a categoria dos Associados Contribuintes seja composta pelos Associados que efetuam pagamento de contribuição social e não possuam títulos de propriedade ou patrimonial, não se enquadrando ainda nas categorias de titulados, remidos ou infantis.
4. Alteração do artigo 27 que passa a determinar que o candidato ao ingresso na categoria de Associado Contribuinte, com idade inferior a 16 anos, deve apresentar autorização firmada por seu responsável legal.
5. Alteração do artigo 28 que passa a determinar que a categoria dos Associados Infantis, composta pelos Associados com idade inferior a 12 (doze) anos, são isentos do pagamento de contribuição mensal, arcando, apenas, com as despesas da emissão da carteira social.
6. Alteração do artigo 29 que passa a determinar que o local originalmente destinado ao Associado do Grêmio ocupar na Arena poderá ser alterado, em decorrência de obras de qualquer natureza, ou motivo de força maior, pelo tempo que perdurar, de acordo com o limite das possibilidades alcançadas pelo Clube.
7. Revogação do artigo 32, que contemplava a inclusão no cadastro social dos familiares dos Associados, prática em desuso no clube desde a migração para a Arena.
8. Alteração do artigo 33 que passa a determinar que o Conselho de Administração do Grêmio poderá autorizar a inscrição de menores de 12 anos indicados por um Associado.
9. Revogação do artigo 38, que regulava a inclusão de cônjuge sobrevivente de associado no Quadro Social, prática em desuso no clube, desde a migração para a Arena.
10. Alteração do artigo 59 que atualiza os meios de convocação dos Associados para as futuras Assembleias Gerais a serem realizadas, prevendo sua divulgação através da publicação em 1 (um) jornal de grande circulação do Estado do Rio Grande do Sul, da publicação no site do Grêmio e do envio de correio eletrônico a todos os Associados com direito a voto. A convocação para Assembleia Geral que tenha a sua ordem do dia a eleição de Conselheiros Deliberativos, Conselheiros de Administração e/ou o Presidente do GRÊMIO será publicada em jornal de grande circulação no Estado do Rio Grande do Sul por três edições.
11. Adição de Parágrafo Único ao Artigo 106 determinando que o GRÊMIO aplique integralmente seus recursos na manutenção e no desenvolvimento dos seus objetivos sociais.
12. Adição do 4º Parágrafo ao Artigo 78 que assegura a participação de Atletas na composição da Diretoria não remunerada do GRÊMIO.
13. Alterar o Artigo 57 que passa explicitar que as chapas inscritas para concorrer nas eleições para o Conselho Deliberativo do GRÊMIO deverão conter os nomes dos candidatos na condição de 150 membros efetivos e 30 suplentes.
14. Adição de Parágrafo Único ao Artigo 71 prevendo a aclamação na hipótese de haver apenas uma chapa inscrita para o cargo de Presidente e Vice-Presidente do Conselho Deliberativo, e também de membros do Conselho Fiscal, dispensando a realização de escrutínio secreto.
15. Alteração do inciso II do Artigo 56 que passa a determinar que compete à Assembleia Geral, em escrutínio secreto, eleger os membros efetivos e suplentes do Conselho Deliberativo, incumbindo a este a outorga de Diplomas, Títulos e concessão da condição de Conselheiro Jubilado nos termos do Artigo 65, VIII.
16. Alteração do Artigo 63 que passa a determinar que o Conselho Deliberativo é o órgão representante dos associados do GRÊMIO, cabendo-lhe, além das matérias de sua competência privativa, todas as atribuições que não são específicas de outros órgãos; e que os Conselheiros Jubilados, com e sem direito a voto, constituam o Conselho Deliberativo.
17. Alteração do caput do Artigo 63-A que passa a determinar que a condição de Conselheiro Jubilado poderá ser adquirida pelo Conselheiro do GRÊMIO, titular ou suplente, com mais de 75 (setenta e cinco) anos de idade, que esteja no exercício do mandato ao qual foi eleito e que tenha sido eleito para o Conselho Deliberativo por período igual ou superior a quatro mandatos, de forma consecutiva ou alternada.
18. Alteração do Parágrafo Primeiro do Artigo 63-A que passa a determinar que a condição de Conselheiro Jubilado deverá ser requerida pessoalmente pelo Conselheiro interessado, manifestando-se pela opção do direito a voto ou não. Tal condição, em caráter vitalício, será concedida pelo Presidente do Conselho Deliberativo, complementada por ratificação em Sessão do Conselho Deliberativo.
19. Alteração do Parágrafo Terceiro do Artigo 63-A que passa a determinar que o Conselheiro Jubilado poderá participar dos debates e integrar as Comissões no âmbito do Conselho Deliberativo.
20. Alteração do Parágrafo Quarto do Artigo 63-A que passa a regulamentar as obrigações e penalidades atribuídas à condição de Conselheiro Jubilado sem direito a voto.
21. Alteração do Parágrafo Quinto do Artigo 63-A que passa a regulamentar a presença, o quórum e instalação das sessões que constituem o Conselho Deliberativo.
22. Alteração do Parágrafo Sexto do Artigo 63-A que passa a regulamentar a ascensão à vaga de Conselheiro Titular aberta pelo optante da condição de Conselheiro Jubilado sem direito a voto.
23. Alteração do Parágrafo Oitavo do Artigo 63-A que passa a regulamentar o pedido de renúncia da condição de Conselheiro Jubilado.
24. Acréscimo do Parágrafo 11 ao Artigo 63-A que estabelece que não há limite de vagas para a concessão da condição de Conselheiro Jubilado com e sem direito a voto.
25. Acréscimo do Parágrafo 12 ao Artigo 63-A que estabelece para os atuais Conselheiros Jubilados, e para aqueles que tenham cumprido os requisitos para jubilar, o modo, o prazo preclusivo e a submissão às penalidades por descumprimento das obrigações estatutárias.
26. Acréscimo do Parágrafo 13 ao Artigo 63-A que estabelece a regra e regulamenta o período de transição decorrente da elevação do requisito de idade para requerer a condição de Conselheiro Jubilado.
27. Alteração do Inciso VIII do Artigo 65 que estabelece a competência do Conselho Deliberativo para conceder a condição de Conselheiro Jubilado com e sem direito a voto.
28. Alteração do Artigo 66 que passa a regulamentar a obrigatoriedade da presença do Conselheiro Jubilado com direito a voto nas Reuniões do Conselho Deliberativo, estabelecendo as penalidades por ausência; prever a exclusão da Condição de membro do Conselho Deliberativo por desligamento do Quadro Social ou outro motivo estatutário; estabelecer que o Conselheiro Jubilado se submeta às regras de obrigatoriedade de suspensão do mandato nos casos cabíveis; e prever a perda do mandato do Conselheiro Eleito e Jubilado bem como sua substituição.
O associado deverá estar com os seus dados atualizados no cadastro do Quadro Social (nome completo, CPF, data de nascimento, endereço eletrônico, senha e, principalmente, número de celular com DDD), até as 23h59min do dia 05/12/2019.
O VOTO será exclusivo PELA INTERNET, apenas no dia da eleição, das 10h às 15h, e ocorrerá através do endereço eletrônico votacao.gremio.net, utilizando a matricula, senha e código SMS enviado para o celular do cadastro. Cada associado deverá ter o seu número de celular cadastrado, não podendo o mesmo número ser utilizado por mais de um sócio para receber o código SMS de votação.
A empresa SEC2B SEGURANÇA EM TECNOLOGIA S.A. foi contratada para fazer auditoria dos sistemas informatizados do GRÊMIO para a Assembleia Geral realizada pela Internet, cujo trabalho se prolongará até a proclamação do resultado.
OBSERVAÇÃO: Para efeito do art. 3º, § 2º, alínea “d”, do Regimento Eleitoral, ficam os associados cientes de que não haverá, no dia da votação, 07/12/2019, na ARENA DO GRÊMIO, computadores e outros equipamentos disponibilizados pelo Clube para a efetivação do voto via INTERNET.
A Comissão Permanente para Assuntos Eleitorais é composta pelos seguintes Conselheiros: ALMIR PORTO DA ROCHA FILHO (PRESIDENTE), CARLOS AUGUSTO PEIXOTO REIS, FABIANO SILVA BRASIL, MARCELO CABRAL DE AZAMBUJA, RAFAEL HANSEN DE LIMA, TELMO LUIZ BENEDETTI e TIAGO MALLMANN SULZBACH, além do Assessores JEFERSON THOMAS e PAULO ROBERTO DA SILVA PINTO.
Porto Alegre, 29 de novembro de 2019.
CARLOS BIEDERMANN
PRESIDENTE DO CONSELHO DELIBERATIVO

edital assembleia geral destaque

O edital acima foi publicado no Jornal do Comércio e na Zero Hora do dia 29 de novembro. Eu recebi um email (também em 29 de novembro), com informações sobre a assembleia geral. Contudo, creio que as pessoas que não militam na política do Grêmio terão alguma dificuldade para compreender o que está sendo colocado em votação nesta assembleia.

Chamo a atenção para os pontos 15 à 28, que tratam da alteração que permitirá que os conselheiros jubilados passem a ter direito a voto. Falei no post anterior sobre o trâmite dentro do Conselho Deliberativo dessa proposta.

Reitero que a proposta é muito ruim para o processo democrático do clube. Através dela, sera criada uma nova classe de conselheiros, escolhidos pelo próprio Presidente do Conselho. Uma classe que terá mandato vitalício, sem nenhuma necessidade de ter esse mandato periodicamente referendado pelos associados (o que por si só contraria os preceitos mais básicos da democracia representativa. E o Conselho Deliberativo é o órgão de representação de todos os sócios do Grêmio).

 Hoje são 27 os conselheiros jubilados.  Se a metade deles optar por ter direito a voto, já teremos um número suficiente para causar desequilíbrio nas votações internas do conselho. Um exemplo disso reside no fato de que nas últimas três eleições para Presidência do Conselho Deliberativo os candidatos apoiados pela gestão foram derrotados por uma diferença nunca superior a 13 votos.

Além disso, a existência de conselheiros jubilados com direito a voto fará com que o quórum para votação de novas reformas estatutárias seja aumentado. Não é demais salientar que a alteração proposta determina expressamente que “Não há limite de vagas para concessão da condição de Conselheiro Jubilado com e sem direito a voto.”

Diante disso, não é desarrazoado imaginar que uma maioria circunstancial poderá facilmente se transformar em uma maioria permanente, indissolúvel.

É de se lamentar também a forma como que esta assembleia geral está sendo conduzida. Não há clareza para o sócio sobre o que exatamente está em jogo, qual será de fato a alteração promovida no estatuto e quais as consequências dessa mudança. Não me parece que essa condução esteja de acordo com os parâmetros de transparência e governança que um clube moderno deveria obedecer. Neste aspecto, cabe salientar que, para alterações de estatuto de sociedades que operam na bolsa de valores, a CVM exige que seja fornecido aos seus acionistas “no mínimo […] cópia do estatuto social contendo, em destaque, as alterações propostas; e  relatório detalhando a origem e justificativa das alterações propostas e analisando os seus efeitos jurídicos e econômicos”. Em contraste, os sócios do Grêmio recebem pouquíssima informação sobre a matéria que será votada (não houve qualquer chamamento aos sócios nos últimos seis  “Guia da Partida“).

Nos últimos anos o Grêmio, através da luta de diversas pessoas, teve uma série de melhorias e progressos no regramento e estrutura do seu processo democrático. Infelizmente a criação dos conselheiros jubilados com direito a voto aponta para o lado oposto destas últimas alterações, significando um grave retrocesso na questão da abertura política do clube.

 

 

Artigo 63 comparação

Atualização sobre minha atuação no Conselho Deliberativo

December 4, 2019

Acho que a última vez que fiz um relato aqui no blog das minhas atividades como conselheiro do clube foi em novembro de 2016. Esse silêncio tem, em parte, uma justificativa:   A partir de 30 de março de 2015 , assumi (à convite do Presidente Milton Camargo)  a função do Secretário do Conselho, na qual permaneci (também no período gestão do Presidente Carlos Biedermann) de até 18 de outubro 2018 (quando pedi sair em razão de questões particulares). Uma das atribuições  (talvez a principal) do Secretário do Conselho é a elaboração das Atas das Sessões. E creio que eu não poderia repetir aqui no blog o mesmo texto que fiz para registro no livro de atas do Conselho.  É uma pena que mais ninguém se dispõe a falar abertamente sobre o andamento das reuniões do conselho, salvo em posts pontuais de Twitter e Facebook.

Mas nesse meio tempo muita coisa aconteceu. Quem acompanha com o mínimo de interesse a vida política do clube deve saber que acabei sendo o único conselheiro a manifestar minha posição contrária a proposta levado ao Conselho Deliberativo de “alteração estatutária para o fim de consolidar interpretação do artigo 82 do Estatuto Social, com a inserção da seguinte regra nas Disposições Transitórias:Art. 124-B. Fica assegurada a atual composição do Conselho de Administração do Grêmio (gestão 2017-2019) o direito de concorrer à reeleição, para um mandato de 3 (três anos).” Na ocasião, manifestei minhas razões ao jornalista Felipe Duarte da Zero Hora. Sigo convicto delas. Sigo acreditando que é um casuísmo. Sigo acreditando que é uma manobra que pode trazer prejuízos (ao menos em longo prazo) para o clube. Sigo acreditando a interpretação dada é descabida (até mesmo porque uma “interpretação” que acrescenta artigo ao estatuto não é mais uma mera interpretação). Sigo acreditando que a alternância do poder é um dos pilares da democracia. Nas palavras de Montesquieu “Até a virtude precisa de limites“. Mas essa é uma questão que está superada.

Contudo, uma atualização necessária na matéria da Zero Hora. Não faço mais parte do Movimento Grêmio Independente (MGI) desde agosto desse ano, quando entendi que o grupo deixou de se manifestar em diversas questões que são de extrema importância para mim.

Uma delas foi a questão da biometria na Geral. Outra foi a do direito a voto dos Conselheiros Jubilados.

Aqui cabe uma breve explicação. A categoria dos Conselheiros Jubilados foi criada em julho de 2012, com o propósito declarado de abrir espaço para novos conselheiros sem prescindir da presença/vivência de conselheiros com maior experiência. Para isso se oferecia a POSSIBILIDADE dos conselheiros maiores de 70 anos e com no mínimo de 4 mandatos se tornarem jubilados, permanecendo vitaliciamente no conselho (independente da sua frequência nas reuniões), mas sem direito a voto (abaixo o texto do estatuto que, por ora, regula essa questão):

Art. 63-A. O conselheiro do GRÊMIO, titular ou suplente, com mais de 70 (setenta) anos de idade, que esteja no exercício do mandato, e que tenha integrado o Conselho Deliberativo por período igual ou superior a quatro mandatos, de forma consecutiva ou alternada, PODERÁ adquirir a condição de Conselheiro Jubilado.

§ 1°. A condição de Conselheiro Jubilado deverá ser requerida pessoalmente pelo conselheiro interessado, sendo concedida pelo Presidente do Conselho Deliberativo, em caráter vitalício, após a verificação do cumprimento dos requisitos, em decisão fundamentada.

§ 2°. A secretaria do Conselho Deliberativo publicará anualmente, no mês de março, a relação de conselheiros aptos a requerer a condição de Conselheiro Jubilado.

[…]

§ 3°. O Conselheiro Jubilado poderá participar dos debates e expressar livremente sua opinião no âmbito do Conselho Deliberativo, não tendo, porém, direito de voto.” (grifei)

Enfatizo que o “jubilamento” é um direito, uma possibilidade. Nenhum conselheiro que preencha essa condição está obrigado a se tornar conselheiro jubilado, podendo optar por permanecer concorrendo e se elegendo como conselheiro com direito a voto.

Ocorre que, a partir 2014 alguns dos conselheiros jubilados passaram a pleitear o direito ao voto. Em 2015 a proposta de direito a voto aos jubilados foi colocada em votação no conselho, e foram registrados 112 votos a favor e 111 contra (no caso de alteração estatutárias é necessária a maioria do voto dos conselheiros e não dos presentes, por isso a proposta não passou). Em 2018 a proposta foi novamente levada ao conselho, mas dessa vez a proposta foi rejeitada uma análise prévia da Comissão de Assuntos Legais. Contudo em 2019 a proposta voltou a pauta. A Comissão de Assuntos Legais, com os mesmos componentes de 2018, deu parecer favorável a proposta. E na reunião de 19 de agosto de 2019 a proposta passou com 180 votos a favoráveis (28 contrários). O Artigo 63-A, caso aprovado pela Assembléia Geral, passará a ter a seguinte redação:

“Art. 63-A. O Conselheiro do GRÊMIO, titular ou suplente, com mais de 75 (setenta e cinco) anos de idade, que esteja no exercício do mandato ao qual foi eleito, nos moldes do art. 56, e que tenha sido eleito para o Conselho Deliberativo por período igual ou superior a quatro mandatos, de forma consecutiva ou alternada, poderá adquirir a condição de Conselheiro Jubilado.

§ 1º. A condição de conselheiro jubilado deverá ser requerida pessoalmente pelo conselheiro interessado, oportunidade na qual deverá manifestar-se pela opção do direito a voto ou não. A condição, em caráter vitalício, será concedida pelo Presidente do Conselho Deliberativo, após a verificação do cumprimento dos requisitos e inserido em pauta da próxima sessão do Conselho Deliberativo para ratificação.

§ 2º. A secretaria do Conselho Deliberativo publicará anualmente, no mês de março, a relação de conselheiros aptos a requerer a condição de Conselheiro Jubilado. 

§ 3º. O Conselheiro Jubilado poderá́ participar dos debates e expressar livremente sua opinião no âmbito do Conselho Deliberativo, podendo, ainda, integrar as comissões formadas no âmbito do Conselho Deliberativo.

[…]

§ 11. Não há limite de vagas para concessão da condição de Conselheiro Jubilado com e sem direito a voto.” (grifei)

E a obtenção dos votos necessários só foi possível em razão das movimentações  e composições que resultaram na inscrição de uma chapa majoritária (formada por 17 grupos) apoiada pelo presidente Romildo Bolzan. Para integrar o chamado “chapão”, todos os grupos assumiram o compromisso de, no mínimo, não fechar questão contra a proposta que favorece os conselheiros jubilados.

Ao meu ver, a referida proposta não tem qualquer caráter programático,  de modo que ela não deveria estar vinculada a uma negociação para uma chapa de consenso/unidade (penso, inclusive, que ela provavelmente gerará um grave desequilíbrio nas relações de poder na política do clube). A proposta de oferecer o direito a voto vitalício, sem que o conselheiro tenha seu mandato periodicamente referendado pelo sócios nas urnas, é flagrantemente antidemocrática.

E sendo essa uma alteração antidemocrática, entendo que o posicionamento contrário a ela é, por princípio, inegociável. Eu me sentiria extremamente desconfortável tendo que ficar ao lado de quem apoia, anui ou mesmo deixa de se opor a tal alteração. Isto significaria um sério rompimento com tudo o que defendi na minha atuação como conselheiro.

Brasileirão 2019 – Grêmio 3×0 São Paulo

December 2, 2019

Eu queria muito ter visto esse jogo (especialmente depois do anúncio do time com Pepê e Everton juntos desde o início), mas a NET/Claro não me permitiu tanto (e ofereceu inacreditáveis R$ 2,90 de desconto na mensalidade pelo meu transtorno). Assim, infelizmente, não tenho nenhuma observação a fazer sobre a partida.

Média de público dos 16 jogos em casa contra o São Paulo pelo Brasileirão de pontos corridos:
29.501 (26.548 pagantes)

Só na Arena foram 7 jogos contra o SPFC pelo Campeonato Brasileiro.
Média de 31.467 (29.046 pagantes)

– Média de Público do Grêmio no Brasileirão 2019:
19.772 (17.561 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Arena na atual temporada:
24.960 (22.631 pagantes)

– Média de público do Grêmio como mandante em 2019:
23.909 (21.647 pagantes)

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net) e Ricardo Giusti (Correio do Povo)

Grêmio 3×0 São Paulo

GRÊMIO: Paulo Victor; Léo Moura (Ferreira), Kannemann, Geromel e Cortez; Maicon (Darlan), Michel, Alisson, Everton e Pepê; Luciano (Felipe Vizeu)
Técnico: Renato Portaluppi

SÃO PAULO: Tiago Volpi; Juanfran (Gabriel Sara), Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo; Luan, Daniel Alves, Igor Gomes, Antony e Victor Bueno (Helinho); Pablo (Raniel)
Técnico: Fernando Diniz

36ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2019
Data: 01/12/2019, domingo, às 19h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre – RS
Público: 24.464 (22.039 pagantes)
Renda: R$ 865.901,00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Auxiliares: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (RJ) e Silbert Faria Sisquim (RJ)
Árbitro de vídeo: Rodrigo Nunes de Sá (RJ)
Cartões amarelos: Fernando Diniz
Gols: Luciano (de pênalti) aos 10 minutos do segundo tempo, Victor Bueno (contra) aos 13 minutos e Luciano aos 16 minutos do segundo tempo

Brasileirão 1981 – 2ª Fase – 4ª Rodada – Grêmio 1×0 São Paulo

November 30, 2019

Foto: Zero Hora

 

Esse foi um jogo paradigmático na campanha do título brasileiro de 1981. A equipe gremista precisava vencer o então invicto São Paulo no Olímpico para continuar com chances de classificação para as oitavas de final. O Grêmio estava na 3ª posição do Grupo I da segunda fase, com 1 vitória e duas derrotas, sendo que somente os dois primeiros colocados de cada grupo avançavam para a fase seguinte.

Ênio Andrade tinha uma série de desfalques. Uchoa, Vantuir, Vicente e Jurandir estavam lesionados, além de Dirceu e Renato Sá que estavam suspensos. Desse modo o treinador se viu obrigado a promover a entrada de diversos jovens oriundos da base na defesa gremista (Ilgo Wink conta que os setoristas do Grêmio já faziam uma espécie de lobby pelas prata da casa na época).

E a gurizada deu conta do recado e não saiu mais do time. O estreante Paulo Roberto foi um dos destaques do time, na vitória de 1×0 com gol do artilheiro Baltazar.

Uma curiosidade, na Zero Hora da época foi publicada a informação de que o bicho por essa vitória foi de 30 mil cruzeiros (o equivalente a cinco mil reais nos dias de hoje).

Foto: Zero Hora

GOL DE BALTAZAR DÁ VITÓRIA AO GRÊMIO E ACABA COM A INVENCIBILIDADE DO S.PAULO

Porto Alegre – Com um gol de Baltasar, aos 25 minutos do segundo tempo, o Grêmio venceu o São Paulo (que era o único invicto da Taça de Ouro), ontem à tarde, no Estádio Olímpico, e manteve as esperanças de classificação à fase seguinte do Campeonato. Agora, tem quatro pontos ganhos e ainda lhe faltam dois jogos, um deles em casa, contra o Inter de Limeira, seu principal adversário no grupo I.

Fundamentalmente, a vitória premiou o time que mais a procurou. O São Paulo, praticamente classificado, propôs, durante todo tempo, um jogo defensivo, apenas com Assis e Valtinho na frente, tentando as jogadas de contra-ataque. Mas o Grêmio, levado pela necessidade de vencer e muito incentivado por sua torcida; não deu as mínimas chances ao São Paulo. Além’ de criar inúmeras chances para marcar.

SÓ ATAQUE
Se o São Paulo não chegou a criar lima única situação de gol, o Grêmio teve, nos dois tempos de Jogo, muitas oportunidades para marcar, com o goleiro Toinho fazendo grandes defesas. Com uma movimentação constante no setor de, meio de campo e com o apoio constante dos dois laterais (a estréia do Juvenil Paulo Roberto foi excelente), o Grêmio forçou sempre a zaga paulista

A primeira grande chance do Grêmio foi com Vilson Tadei, aos 25 minutos, do primeiro tempo, quando penetrou pelo meio e obrigou o goleiro Toinho a fazer grande defesa. Aos 35, Casemiro chutou muito forte de fora da área, com a bola batendo na trave direita. Aos 39, o Juvenil Paulo Roberto bateu falta da mela esquerda, e obrigou Toinho a fazer outra grande defesa.

No segundo tempo, logo aos 4 minutos, Tarciso tinha tudo para marcar, quando o zagueiro Nei salvou. Aos 24, Paulo Isidoro cabeceou livre e Toinho fez outra grande defesa. Mas, aos 25, Tarciso bateu falta da direita e Baltazar, no meio da zaga do São Paulo, conseguiu cabecear, vencendo o goleiro Toinho, que passou a ser chamado de “Frangueiro” pela torcida. Os Jogadores do São Paulo, sentindo que a invencibilidade estava sendo perdida, ficaram muito nervosos em campo e Élvio acabou expulso depois de atingir Paulo Isidoro. O lateral Chiquito, no mesmo lance, tentou atingir com a bola o médico do Grêmio, que atendia a Isidoro, ainda em campo. Com essa vitória, o Grêmio soma quatro pontos na tabela de classificação, que deverá ser decidida contra o Inter de Limeira, no Estádio Olímpico. Antes disso, o Grêmio joga contra o Fortaleza, em Fortaleza.” (Jornal do Brasil, domingo, 22 de março de 1981)

Placar: Com muita garra o Grêmio derrotou o último invicto e fez sua melhor partida neste nacional. O São Paulo usou toda a catimba possível mas não pôde evitar a derrota e a perda da invencibilidade.

VITÓRIA DIFÍCIL MANTÉM GRÊMIO NA LUTA PELA CLASSIFICAÇÃO
A torcida gostou do gol de Baltazar e do ótimo futebol apresentado pelos novos jogadores

O gol de Baltazar que deu a vitória ao Grêmio, sábado à tarde no Olímpico, ficou como a imagem da própria partida: a bola nem chegou até o fundo da goleira —o goleiro Toinho agarrou-a logo que ultrapassou a risca — mas bastou para manter o clube com boas chances de classificação à próxima fase da Taça de Ouro. Difícil, dramático, tenso — assim foi o jogo contra o São Paulo que perdeu sua invencibilidade a muito custo, diante de mais de 30 mil torcedores que ficaram entusiasmados com a nova equipe do grêmio.

Foi realmente um jogo decisivo para o clube em todos os sentidos. A equipe enfrentou todas as espécies de dificuldades. Desde a catimba e provocações dos jogadores adversários até as chances de gol não aproveitadas que serviram para aumentar o nervosismo nas arquibancadas e no gramado. Tudo foi superado. A partir da vitalidade, disposição e garra de garotos como Paulo Roberto e Casemiro — sem falar nas suas qualidades individuais — o time de Ênio Andrade dominou completamente o São Paulo e teve condições de vencer por uma diferença maior.

O Grêmio mostrou que pode ter uma equipe com possibilidades de tentar resultados ainda melhores. Sua vitória convenceu e fez justiça na medida em que apenas uma equipe preocupou-se em construí-la.

OS MENINOS

Se nos primeiros 20 minutos o jogo se manteve equilibrado com o São Paulo adotando até mesmo uma posição ofensiva, De León tratou de usar sua experiência para impor seu futebol e empurrar o restante do time para frente. Se as faltas cometidas pelos paulistas única forma com que os jogadores do Grêmio tentarem o gol neste período não foram aproveitadas tanto por Paulo Isidoro como por Odair — Paulo Roberto provou depois que o time já dispõe de um cobrador: aos 36 minutos do primeiro tempo ele quase acertou, o que se repetiria em duas oportunidades no segundo tempo.

Se o Grêmio não tinha jogadas inteligentes pelo meio da área, Vilson Tadei em tabela com Paulo Isidoro ficou sozinho à frente de Toinho obrigando o goleiro a fazer sua primeira grande defesa aos 25 minutos do primeiro tempo. Se o Grêmio antes não tinha chute de longa distância, Casemiro provou o contrário acertando o poste aos 34 minutos. “O time dos meninos” como diria Ênio Andrade depois do jogo, realmente surpreendeu pela consciência e espírito de luta.

O São Paulo saiu de campo sem ter chutado nenhuma bola ao gol de Leão. E o time paulista acabou perdendo tranquilidade e a elegância. ÉIvio foi expulso por chutar Isidoro e Chiquito depois de uma discussão com o médico Alarico Endres na beira do gramado tentou acertar com urna bolada o reservado do Grêmio. Ás vezes violento, mas sempre disputando o jogo ao final deixava algumas comprovações: o Grêmio superara suas próprias dificuldades, Paulo Roberto tem um futebol de craque e Baltazar é mesmo um jogador com inspiração divina.

Mas a classificação ainda não está garantida, pois o Inter de Limeira fez 5 a 1 no Fortaleza no sábado à noite e o Grêmio ainda continua precisando de grandes vitórias.

O placar

BALTAZAR, aos 26 minutos do segundo tempo : 1 a 0 para o Grêmio – Tarciso sofreu falta de Marinho na ponta direita. Ele mesmo bateu em cruzamento sobre a área. Baltazar cabeceou para baixo, o pique enganou Toinho que deixou a bola passar por cima do seu ombro e cair dentro da goleira no lado direito.” (Geanoni Peixoto e Pedro Macedo, Zero Hora, Segunda-feira, 23 de março de 1981)

Foto: Correio do Povo

GRÊMIO VENCE SÃO PAULO E PARTE PARA CLASSIFICAÇÃO

Falta ao lado direito. Tarciso é rápido na cobrança, cruzando para a área. Zagueiros do São Paulo vacilam e Baltazar é preciso na cabeçada. Vinte e cinco minutos, segundo tempo, o Grêmio estava vencendo o São Paulo, por 1×0, no Olímpico, iniciando a arrancada rumo à classificação.

Apesar de ser superior ao time paulista, o Grêmio teve um primeiro tempo de muitas ameaças, finalizações e. por azar, grandes defesas do goleiro Toinho. Plenamente ofensivo e explorando o recuo do São Paulo, o tricolor pressionou com insistência. O gol, porém, não saiu nesta fase.

No tempo final, o mesmo domínio. Depois, o gol que fez justiça. O Grêmio mostrou mais futebol. Daí o escore favorável e o apoio da torcida (CrS 3.279.540,00, a arrecadação) que não parou um instante de incentivar os jogadores.

O Grêmio ganhou por 1×0 do São Paulo, com Leão; Paulo Roberto, Newmar, De León e Casemiro; China, Paulo Isidoro, Tadei; Tamiso, Baltazar e Odair. O São Paulo jogou com Toinho; Chiquito, Nei, Dario Pereira e Marinho; Almir, Élvio (expulso) e Éverton; Valtinho (Tatu), Assis (Marquinho) e Heriberto. Bráulio Zanotto foi um bom árbitro, com Célio Laudelino e José Nunes, os auxiliares.

A vitória gremista foi amplamente festejada. É o que o torcedor esperava. Agora, sem dúvida, passando pelo São Paulo, o time tem condições de continuar lutando pelo objetivo maior: a classificação. Outro fator positivo da vitória: a. excelente estréia do lateral Paulo Roberto. O júnior esteve excelente na marcação e, quando partiu para o apoio, saiu-se com segurança. Portanto, foi outro motivo de grande vibração da torcida. Agora, mais tranqüilo, bicampeão gaúcho prepara-se para enfrentar a próxima jornada. A primeira decisão foi vencida.” (Correio do Povo, 22 de março de 1981)

Foto: Correio do Povo

Grêmio 1 x 0 São Paulo

GRÊMIO: Leão; Paulo Roberto, Newmar, De León e Casemiro; China, Paulo Isidoro e Vílson Tadei; Tarciso, Baltazar e Odair
Técnico: Ênio Andrade

SÃO PAULO: Toinho, Chiquito, Nei, Darío Pereyra e Marinho; Almir, Élvio e Éverton; Valtinho (Tatú 37 do 2º), Assis (Marquinhos 22 do 2º) e Eriberto.
Técnico: Carlos Alberto Silva

Brasileirão 1981 – 2ª Fase- 4ª rodada
Data: 21 de março de 1983, Sábado, 16h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 27.999 pagantes
Renda: Cr$ 3.279.540,00
Juiz: Bráulio Zanotto (PR)
Auxiliares: Celso Laudelino da Silva e José Nunes
Cartão Amarelo: De León
Cartão Vermelho: Élvio, 31 do 2º
Gol: Baltazar, aos 25 minutos do 2ºtempo

Brasileirão 2019 – Palmeiras 1×2 Grêmio

November 25, 2019

2019 palmeiras Marcos Ribolli ge

O campeonato de pontos corridos proporciona algumas sensações estranhas. Como essa é de ontem, onde havia certo constrangimento em comemorar um gol da vitória no último minuto porque isso significou o título de um terceiro time, que sequer entrou em campo no domingo.

Renato já deveria pensar em iniciar algumas partidas com essa formação com Everton e Pepê no ataque.

Gremio x PalmeirasFotos: Marcos Ribolli (Globo Esporte) e Lucas Uebel (Grêmio.net)

Palmeiras 1×2 Grêmio

PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha, Gustavo Gómez (Ramires, 25/2ºT), Vitor Hugo, Diogo Barbosa; Thiago Santos, Bruno Henrique; Dudu, Lucas Lima, Zé Rafael (William, 18/2ºT); Borja (Luiz Adriano, intervalo)
Técnico: Mano Menezes

GRÊMIO: Paulo Victor; Léo Moura, Geromel, Kannemann, Cortez; Matheus Henrique, Maicon (Michel, 24/2ºT); Alisson, Diego Tardelli (Patrick, 38/2ºT), Everton; Luciano (Pepê, 20/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

34ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2019
Data: 24 de novembro de 2019, domingo, 16h00min
Local: Allianz Parque, em São Paulo – SP
Público: 22.767 pagantes
Renda: R$ 1.292.109
Arbitro: Wilton Pereira Sampaio
Auxiliares: Fabricio Vilarinho da Silva e Bruno Raphael Pires
VAR: Wagner Reway (PB)
Cartões amarelos: Matheus Henrique, Diego Tardelli, Thiago Santos e Dudu
Gols: Everton (de pênalti), aos 23 minutos do 2º tempo; Bruno Henrique (de pênalti), aos 37 minutos, e Pepê, aos 49 minutos do 2º tempo.

Brasileirão 1995 – Palmeiras 3×0 Grêmio

November 23, 2019
1995 palmeiras 3x0 gremio b

Foto: Zero Hora

Esse foi o último dos setes confrontos entre Palmeiras e Grêmio no ano de 1995.  Um detalhe interessante é que em todos esses sete jogos há uma pequena variação dos uniformes dos times. Nesse, o Palmeiras estava usando sua nova camisa da Rhummel, com o scudetto de campeão brasileiro de 1994, enquanto o Grêmio entrou em campo com um calção todo preto (sem a listra nas laterais usada nos jogos anteriores).

Mesmo com a vitória (iniciada com um gol de mão de Edilson) o Palmeiras não conseguiu a classificação para as semifinais, tendo empatado com o Juventude no Alfredo Jaconi na última rodada da primeira fase.

A última matéria da Folha de São Paulo transcrita abaixo menciona que os jogadores do Palmeiras recebiam R$ 700,00 por resultado positivo. Esse valor, ajustado pelo IGPM, corresponderia a cerca R$ 4.300,00 atualmente.

1995 palmeiras 3x0 gremio emerson b

Foto: Zero Hora

GRÊMIO NÃO RESISTE AO BOM FUTEBOL DO PALMEIRAS
Os paulistas mantêm a liderança isolada no grupo com 22 pontos ganhos e são favoritos para garantir a classificação

O sétimo encontro do clássico do ano teve vantagem paulista. O Palmeiras fez 3 a 0 em um Grêmio desfalcado, mas aguerrido, e é favorito para ganhar a vaga do Grupo A, agora com 22 pontos, contra 19 do Cruzeiro (um jogo a menos). Sem cinco titulares, o Grêmio surpreendeu com a volta de Émerson, depois de sete meses recuperando-se de cirurgia no joelho. O time gaúcho fica em nono lugar.

O Palmeiras jogou-se ao ataque logo no início. Aos 10 minutos, Muller recebeu um lançamento às costas de André Vieira. Cruzou na medida para a cabeça de Edilson. A bola ainda tocou `no braço do atacante e entrou. Com desvantagem, o Grêmio reagiu. Arilson e Emérson, em freqüentes deslocamentos, confundiram o bom meio-de-campo paulista e levaram vantagem. A volta de Émerson ficou marcante em um chute de pé esquerdo, aos 20 minutos. A bola raspou o travessão. Depois de ter sido tirado do futebol por uma falta de Pedrinho, do Brasil, de Farroupilha, Émerson teve fôlego para jogar 55 minutos.

O Grêmio perdeu a partida pelo lado direito. O segundo gol do Palmeiras nasceu de um cruzamento em que André Vieira tentou rebater e Wágner Fernandes não alcançou. Cafu fez o corta-luz, a bola sobrou para Rivaldo, que chutou de bico, rasteiro. O goleiro Danrlei tentou tirar com os pés, mas não teve sorte. A bola passou por entre suas pernas aos 15 minutos do segundo tempo.

O nervosismo ameaçou reprisar a tensão dos jogos da Libertadores. Goiano acertou Antônio Carlos logo no início. E Cléber revidou sobre Arilson. Ao ‘final (36 minutos), Rivaldo arrancou do meio e marcou o terceiro.” (Zero Hora, segunda-feira, 2 de outubro de 1995)

Revista Placar

O JOGO: A necessidade da vitoria empurrou a Palmeiras ao ataque e a primeiro gol saiu logo no início. Com a vantagem, o time explorou – e bem – os contra-ataques.

HISTÓRIA: CONFRONTO - PALMEIRAS X GRÊMIO

PALMEIRAS BATE GRÊMIO E É O FAVORITO À VAGA
O Palmeiras derrotou ontem o Grêmio por 3 a 0 no Parque Antarctica. Com o resultado, a equipe paulista mantém a liderança no Grupo A e o favoritismo à vaga nas finais do Brasileiro.
O técnico palmeirense, Carlos Alberto Silva, surpreendeu ao escalar Cafu na lateral-direita e Alex Alves no ataque, tirando o lateral Índio da equipe.
Com isso, o Palmeiras modificou sua maneira habitual de jogar, abandonando as tabelas rápidas e adotando os lançamentos para aproveitar a velocidade de Alex.
O bicampeão brasileiro marcou logo aos 9min de jogo. Muller recebeu um passe em profundidade de Wágner pela esquerda e cruzou. Edílson, desmarcado, tocou de cabeça. A bola ainda resvalou na sua mão e entrou.
A desvantagem não intimidou o Grêmio. A equipe gaúcha manteve a partida equilibrada.
O Palmeiras concentrava demais suas investidas pelo lado esquerdo. Na direita, Cafu não recebia ajuda de ninguém do meio-campo ou do ataque.
Além disso, ao insistir excessivamente nos lançamentos, o Palmeiras acabava devolvendo a posse da bola ao time gaúcho com muita facilidade.
O Grêmio teve, aos 36min, a sua melhor oportunidade na primeira etapa. O lateral-esquerdo Roger penetrou na área e chutou colocado. Velloso espalmou para escanteio.
Para a segunda etapa, o Palmeiras voltou com Índio no lugar de Alex Alves. Cafu foi para o meio-campo e Edílson, para o ataque.
A modificação devolveu ao time o seu estilo de toques habitual, além de reequilibrar os dois lados da equipe e melhorar a marcação no meio-campo.
O segundo gol palmeirense saiu aos 13min. Cafu cruzou rasteiro da linha de fundo, Muller deixou a bola passar e Rivaldo chutou fraco. A bola acabou passando por entre as pernas de Danrlei.
Rivaldo fez também o terceiro gol, quando o Grêmio já não tinha chance de reação. Ele partiu com a bola dominada do meio-campo, driblou dois adversários e tocou na saída de Danrlei.” (Folha de São Paulo, segunda-feira, 2 de outubro de 1995)

PALMEIRAS DERROTA GRÊMIO E CONTINUA LÍDER NO GRUPO A
O Palmeiras derrotou ontem o Grêmio por 3 a 0. Com o resultado, a equipe paulista mantém a liderança no grupo A e o favoritismo à vaga nas finais do Brasileiro.
O Palmeiras marcou logo aos 9min de jogo. Muller puxou um contra-ataque rápido pela esquerda e cruzou. Edílson, desmarcado, tocou de cabeça. A bola ainda resvalou involuntariamente na mão.
A desvantagem não intimidou o Grêmio. A equipe gaúcha manteve a partida equilibrada.
Teve aos 36min a sua melhor oportunidade na primeira etapa. O lateral-esquerdo Roger penetrou na área e chutou colocado. Velloso espalmou para escanteio.
Para a segunda etapa, o Palmeiras voltou com Índio no lugar de Alex Alves. Cafu foi para o meio e Edílson, para o ataque.
O segundo gol palmeirense saiu aos 13min. Cafu cruzou rasteiro da linha de fundo, Muller deixou a bola passar e Rivaldo chutou fraco. A bola acabou passando por entre as pernas de Danrlei.
Rivaldo fez também o terceiro. Ele partiu com a bola dominada do meio-campo, driblou dois adversários e tocou na saída de Danrlei.” (Folha de São Paulo, segunda-feira, 2 de outubro de 1995)

TIME EXIBE ESTILOS DIFERENTES
O Palmeiras exibiu estilos diferentes em cada tempo da partida. No primeiro, a entrada de Alex Alves no ataque mudou radicalmente o perfil ofensivo da equipe.
Por ser um atacante veloz, Alex levou o time a adotar um estilo à base de lançamentos longos às costas dos zagueiros adversários.
Essa estratégia tornou-se ainda mais evidente, ontem, pelo fato de o Palmeiras ter marcado seu primeiro gol logo no início -aliás, numa jogada de lançamento para Muller na ponta esquerda.
Em contrapartida, os meias-ofensivos palmeirenses tiveram pouca participação na criação.
Como o time preferiu a velocidade ao toque, Edílson e Rivaldo evitaram reter a bola em busca de tabelas ou jogadas individuais.
Ao mesmo tempo, o lado direito, que costuma funcionar bem com Índio na lateral e Cafu na meia, praticamente desapareceu.
A substituição de Alex Alves por Índio, no intervalo, devolveu ao Palmeiras o estilo “natural” de toque de bola rápido e o equilíbrio entre os dois lados do time, além de aumentar o poder de marcação, graças ao deslocamento de Cafu para o meio-campo.” (Mário Moreira e Arnaldo Ribeiro, Folha de São Paulo, segunda-feira, 2 de outubro de 1995)

JUCA KFOURI
[…]E que o Palmeiras voltou a a se organizar mais cedo do que seria razoável esperar. Aliás, com frequência, querem saber: o que a coluna tem contra o jogador Muller?
A resposta é sempre a mesma: nada. A não ser a indiferença que ele confunde com frieza, por mais que se argumente que ganhou quase tudo que disputou no São Paulo, etc e tal -até fazendo gol sem querer na decisão do mundial de clubes contra o Milan, em 93.
Pois bem. Agora a coluna faz a mesma pergunta com mão invertida: o que o craque Muller tem contra a coluna?
Porque é estranho saber ao voltar que ele tem feito a diferença e é o maior responsável pela ascensão alviverde. Será mesmo?
A partida contra o Grêmio mostrou que sim. Muller participou até pouco, mas deu o primeiro gol, foi espertíssimo no segundo e sempre tocou de primeira. Mostrou que nada tem contra a coluna. E vice-versa, estamos entendidos?” (Juca Kfouri, Folha de São Paulo, segunda-feira, 2 de outubro de 1995)

HISTÓRIA: CONFRONTO - PALMEIRAS X GRÊMIO

ALBERTO HELENA JR. – PALMEIRAS VENCE COM AS ARMAS DO RIVAL
O mais curioso é que o Palmeiras venceu o Grêmio ontem, no Parque Antarctica, com folga no marcador, com as armas desse seu recente e feroz rival: o contragolpe. Talvez, por estar fora do páreo, na qualidade de livre-atirador, o Grêmio veio a São Paulo seduzido pela idéia de que poderia pregar uma peça no Palestra.
E se transfigurou em campo: de humilde, modesto e disciplinado guerreiro, atirou-se de peito aberto sobre a área inimiga. Pimba, um contra-ataque rápido pela esquerda, o cruzamento exato de Muller para a cabeçada de Edílson, e eis o Palmeiras com a vantagem que pediu a Deus. E assim foi até o final.
No segundo tempo, mais duas pontadas e mais dois gols de Rivaldo. Isso sem que o Palmeiras brilhasse, nem mesmo impusesse sua técnica mais refinada.
Na verdade, nem precisou.” (Alberto Helena Jr. – Folha de São Paulo, segunda-feira, 2 de outubro de 1995)

DANRLEI SE DIZ ARREPENDIDO
Ontem, definitivamente, não foi um bom dia para o goleiro gremista Danrlei, 22.
Seu time perdeu por 3 a 0, ele levou um gol entre as pernas e foi xingado durante todo o jogo pelos torcedores palmeirenses.
Aos gritos de “covarde”, Danrlei deixou o campo tranquilamente. “Isso não me abala”, disse.

Folha – Os palmeirenses ainda não perdoaram o soco que você deu no Válber, no jogo pela Taça Libertadores, e te xingaram muito. Isso não te incomodou?
Danrlei – Não. Quem não souber trabalhar nessas condições, não pode ser jogador. Eu gosto de jogar assim. Dá mais vontade.
Folha – Você não se sente arrependido?
Danrlei – Isso já passou. Vi o erro que fiz e me arrependo dele. Esse tipo de coisa não vai mais acontecer.
Folha – O Grêmio vai continuar desprezando o Campeonato Brasileiro?
Danrlei – Vamos continuar nos preparando para a decisão do Mundial interclubes, em novembro.” (Arnaldo Ribeiro, Folha de São Paulo, segunda-feira, 2 de outubro de 1995)

RIVALDO VOLTA A MARCAR GOLS
O meia-atacante Rivaldo, 23, fez ontem seus dois primeiros gols no Brasileiro. Não marcava desde 22 de julho, contra o Mogi Mirim, pelo Paulista.
Para ele, a formação tática do Palmeiras no segundo tempo funcionou melhor que a do primeiro.

Folha – Havia muito tempo que você não marcava. Estava com saudade de fazer gols?
Rivaldo – É, fazia dois jogos e meio que eu não marcava, desde que renovei contrato. Fazer gol é sempre importante para um jogador. Graças a Deus, consegui marcar dois. No último, senti que os zagueiros deram uma puxada para o lado e que o campo estava livre para eu avançar.
Folha – O Palmeiras usou táticas diferentes no primeiro e no segundo tempo. Qual foi a melhor?
Rivaldo – A do segundo tempo. No primeiro, insistimos nos lançamentos para o Alex Alves e erramos quase todos. Depois, com o Cafu no meio-campo, ficamos mais fortes na marcação.” (Mário Moreira, Folha de São Paulo, segunda-feira, 2 de outubro de 1995)

ALEX ALVES SE IRRITA E VAI EMBORA NO INTERVALO
O atacante Alex Alves não gostou de ser substituído no intervalo e, irritado, deixou o Parque Antarctica antes do segundo tempo.
Ao saber da atitude do jogador, o técnico Carlos Alberto Silva disse que Alex “tem de se ajustar e dizer por que foi embora”.
Apesar disso, ele afirmou que pretende conversar com o atacante para, só então, decidir se toma alguma medida disciplinar.
O vice-presidente de futebol, Seraphim Del Grande, disse que os jogadores substituídos não têm obrigação de esperar o fim das partidas para ir embora, mesmo com a possibilidade de serem sorteados para o exame antidoping.
“Em princípio, não há motivo para punir o Alex”, afirmou.
Silva explicou que substituiu o jogador porque o Palmeiras estava errando os lançamentos para ele e perdendo sempre a posse da bola.
“Não é que o Alex estivesse mal. O time é que não estava trabalhando a bola. Depois, com o Cafu no meio-campo, o setor se fortaleceu.”
O ministro do Planejamento, José Serra, torcedor do Palmeiras, assistiu ao jogo e foi ao vestiário cumprimentar o time pela vitória.
“É a quarta vez que venho e o Palmeiras ganha. Quando precisarem, contem comigo”, brincou.
O técnico Luiz Felipe, do Grêmio, reclamou muito da arbitragem de Antônio Pereira da Silva.
Segundo ele, o juiz errou ao validar o primeiro gol do Palmeiras, marcado por Edílson.
“Todo mundo viu que a bola bateu na mão dele antes de entrar. Faz oito jogos que não vencemos com as arbitragens desse juiz. Não pode ser só coincidência.”
Luiz Felipe, porém, achou justo o resultado da partida. “O Palmeiras hoje é melhor que o Grêmio e mereceu vencer.” (Mário Moreira e Arnaldo Ribeiro, Folha de São Paulo, segunda-feira, 2 de outubro de 1995)

ALEX ALVES DIZ QUE SAIU DO ESTÁDIO POR `PRESSA`
O atacante Alex Alves, do Palmeiras, disse ontem à Folha que deixou o Parque Antarctica no intervalo do jogo contra o Grêmio, na véspera, porque estava “com pressa”.
Ele tivera sua substituição decidida pelo técnico Carlos Alberto Silva para o segundo tempo.
“Tinha que viajar e aproveitei para tentar trocar a passagem para um horário mais cedo”, afirmou Alex. Ele não quis revelar para onde teria viajado.
A Folha telefonou várias vezes para a casa de Alex Alves ontem, mas, antes de o atacante finalmente atender, o meia Paulo Isidoro, que mora com ele, dera informação diferente.
“Quando cheguei do jogo, no domingo à noite, ele já estava dormindo. Hoje (ontem), ele saiu cedo e nós não conversamos”, disse o meia.
Alex Alves admitiu ter ficado chateado pela substituição. “Mas a opção é do técnico. Se ele quiser me tirar, ele é quem manda.”
O jogador acha que estava “muito bem” na partida.
A diretoria do Palmeiras só vai punir Alex Alves se Carlos Alberto Silva pedir.
A informação foi dada pelo vice-presidente de futebol, Seraphim Del Grande. Segundo ele, Silva deve conversar hoje com Alex, na reapresentação dos jogadores, para obter uma explicação.
O atacante, porém, disse não acreditar que o treinador tome essa iniciativa. “A opção de ficar no estádio é minha. Se eu quiser, vou embora.”
Del Grande afirmou que os jogadores substituídos não têm obrigação de esperar o fim das partidas para deixar o estádio, mesmo com a possibilidade de serem sorteados para o exame antidoping.
“Nem me lembrei que podia ficar para o antidoping”, disse Alex. “Se me lembrasse, não teria ido embora.”
Seraphim Del Grande afirmou que o Palmeiras não tem condições de aumentar o valor mínimo dos prêmios por vitória no Campeonato Brasileiro.
Os jogadores alegam que os R$ 700 pagos pelos resultados positivos estão abaixo dos valores pagos por outros clubes grandes.
“Não temos como aumentar o valor dos prêmios porque as rendas estão muito baixas”, disse o dirigente.
“Além disso, os jogadores estão recebendo direito de arena pelas transmissões das partidas pela TV cinco vezes maior do que no ano passado”, acrescentou.” (Mário Moreira, Folha de São Paulo, terça-feira, 3 de outubro de 1995)

Palmeiras 3×0 Grêmio

PALMEIRAS: Velloso; Cafu, Antônio Carlos (Célio Lúcio), Cléber e Wágner; Amaral, Mancuso, Edílson e Rivaldo; Alex Alves (Índio) e Muller
Técnico: Carlos Alberto Silva

GRÊMIO: Danrlei; André Vieira (Carlos Alberto), Rivarola, Wágner Fernandes e Roger; Gélson, Goiano, Émerson (Ranieli) e Arílson; Márcio (Magno) e Jardel
Técnico: Luis Felipe Scolari

Brasileirão 1995 – 1ª Fase – 10ª Rodada
Data: 1º de outubro de 1995, domingo, 19h00min
Local: Estádio do Parque Antarctica, em São Paulo – SP
Público: 7.199 pagantes
Renda: R$ 78.760,00
Juiz: Antônio Pereira da Silva (GO)
Auxiliares: Filomeno Dourado e Elmo Rezende
Cartões amarelos: Wágner Fernandez, Cléber, Edílson, Antônio Carlos e Jardel
Gols: Edílson, aos 9 minutos do primeiro tempo, Rivaldo, aos 13 minutos e aos 41 minutos do segundo tempo

Brasileirão 1986 – Grêmio 0x0 Flamengo

November 17, 2019
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Foto:  Eduardo Vasseur (Correio do Povo)

 

Grêmio e Flamengo se enfrentaram pela 5ª rodada da primeira fase do Brasileirão de 1986. O empate sem gols foi melhor para os visitantes que lideravam o grupo.

Os dois times voltariam a se enfrentar na fase seguinte, primeiro num empate no Rio e depois novamente no Olímpico, mas dessa vez com vitória tricolor por 2×0.

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Foto: Placar

GRÊMIO SÓ EMPATE CONTRA O FLA DESFALCADO

Ainda não foi desta vez, ontem, contra o Flamengo, no Estádio Olímpico, que o Grêmio recuperou-se da sua má fase no Campeonato Brasileiro. Havia unanimidade por parte da Comissão técnica e dos jogadores, antes do jogo, que contra o time carioca seria o jogo da reabilitação. No entanto, dentro de campo, o time campeão gaúcho continuou a mostrar os mesmos defeitos dos jogos anteriores, ou seja: existe uma crise técnica coletiva e alguns jogadores como Caio Jr., Valdo e Paulo Bonamigo, não estão jogando o que realmente podem.

É bem verdade que, ontem, com relação aos jogos anteriores, o Grêmio melhorou, mas não multo. Nem mesmo o retorno do meia-cancha Luiz Carlos, jogador que segundo Espinosa, desequilibra e dá ao time uma força técnica fora do comum, ajudou na recuperação.

Diante de um Flamengo descaracterizado, sem Adilio, Mozer e Leandro — sem contar, ainda, com as ausências de Zico e Sócrates que ainda não jogaram nesse Nacional — o Grêmio não teve condições de vencer E não soube por quê?

Porque taticamente houve uma enorme separação entre o setor da meia-cancha e o ataque. Ninguém do Grêmio soube trabalhar a bola com habilidade no sentido de penetração. Faltou maior imaginação nas construções das jogadas pelo meio e consciência de quando deveriam reter a bola ou lançá-la. A jogada mais importante e aguda do Grêmio durante os 90 minutos, foi a de sempre: Renato.

Ele criou algumas chances de gol e quando não foi individualista, quando cruzou bolas para a grande área, lá no meio não tinha ninguém.

O posicionamento do Flamengo foi inteligente durante todo o tempo do jogo. Sabendo que teoricamente era inferior ao adversário, quando perdia a bola, todos voltavam para a proteção. Quando estavam com a bola, saiam com toques curtos e rápidos e muitas vezes conseguiram envolver o Grêmio. O campeão gaúcho fazia bem ao contrário. Era apressado, sem imaginação e não tinha conclusões. Somente no fim do jogo, num cabeceio muito forte de Luiz Carlos. o Grêmio quase ganhou o jogo, mas Zé Carlos salvou. O resultado foi justo. O Grêmio não merecia mesmo vencer e o Flamengo que veio a Porto Alegre em busca de um ponto, levou. Agora o próximo jogo será contra o Botafogo da Paraíba, quinta-feira quando o Grêmio vai fazer a estréia do seu novo centroavante: Lima.” (Correio do Povo, segunda-feira, 15 de setembro de 1986)

O DESABAFO DE RENATO

No intervalo do jogo de ontem, contra o flamengo, o ponteiro-direito Renato já estava inconformado com a maneira que o time do Grêmio vinha jogando. Quando descia as escadas para os vestiários, sempre gesticulando, ele dizia: “Tem que melhorar e muito se a gente quiser ganhar esse jogo”. Mas nem mesmo com as substituições feitas – Bonamigo no lugar de Caio Jr. e Ortiz no lugar de Valdo — o time melhorou a atuação. No final, o grande desabafo de Renato. “Se continuar dessa maneira, jogando assim, é bem melhor sair do Campeonato Brasileiro. Se aqui, diante de um público forte, dentro do nosso estádio e gente não consegue vencer, então a coisa está mal mesmo. Temos que nos reunir novamente, conversar abertamente e arrumar a casa. Ninguém consegue jogar mal assim como nós estamos. Tá certo que um jogo ou dois o time não renda o suficiente, mas jogar mal sempre, aí não dá. Temos que fazer alguma coisa para nos recuperar. Não estou entendendo o que está havendo com o time do Grêmio“. (Correio do Povo, segunda-feira, 15 de setembro de 1986)

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Foto:  Eduardo Vasseur (Correio do Povo)

 

LAZARONI SATISFEITO. CONSEGUIU O OBJETIVO

No lado do Flamengo a satisfação foi muito grande depois do empate com o Grêmio, ontem à tarde. Desfalcado de vários titulares, o time carioca velo para empatar e conseguiu seu objetivo. Teve momentos do jogo que poderia até mesmo ter ganho.

“Faltou-nos um pouco mais de ambição ofensiva — fala o técnico Sebastião Lazaroni.

Estou muito satisfeito porque saímos do Rio para buscar dois pontos contra a Ponte Preta e o Grêmio. Conseguimos três, portanto temos um na poupança, brincou. Lazaroni não escondia sua alegria pela resposta dos jovens jogadores do Flamengo a um jogo contra um time bem mais experiente. Com um amador no time, o ponta-esquerda Zinho, mais dois no banco, Valtinho e Wallace, o Flamengo mostrou em campo, com uma equipe mista, que tem padrão definido e que a entrada de outros valores não altera a forma de jogar do time.

Quando fala dos garotos, Lazaroni se entusiasma: “O que mais cuidamos no Flamengo é da garotada. Eles aprendem desde cedo a não se preocupar com o adversário, jogam normalmente seu futebol. O Grêmio é um time extraordinário, dos melhores do Brasil e empatar aqui, com todos os titulares. já é muito difícil, imaginem com os meninos. Estou muito satisfeito”.

Já o apoiador Júlio César, que esteve no Grêmio no ano de 1984, jogou multo bem e salientou as qualidades do Grêmio: “Já joguei aqui e sei o quanto é difícil sair deste campo sem ser derrotado. O Grêmio é um belo time, mas conseguimos segurar as principais jogadas deles e o empate ficou bem para todos”.

O próximo jogo do flamengo é contra o Sergipe, no Maracanã, quando Moser estará de volta ao time.” (Correio do Povo, segunda-feira, 15 de setembro de 1986)

VALDO EM MÁ FASE . ATÉ ESPINOSA PENSA ASSIM

No final do jogo de ontem, no vestiário, o técnico Valdir Espinosa dava muitas explicações sobre mais um resultado ruim do Grêmio, Em primeiro lugar, ele não aceitava a ponderação dos repórteres de que sua equipe havia jogado mal contra o Flamengo: “Acho que a campanha do Grêmio num todo não é boa, porém, o resultado de hoje não mostra isso, pois o Flamengo é uma equipe tradicional e merece o nosso respeito”.

O técnico Valdir Espinosa tem algumas explicações para a campanha da sua equipe que, depois de perder para o Paissandu e empatar com o Goiás, ontem apenas empatou com o Flamengo: “Reconheço alguns maus resultados e acho que isto deve-se, em parte, ao jogador Valdo não estar mostrando tudo o que sabe”. Espinosa tem razão. Valdo não ó nem de longe o mesmo jogador do Gauchão 86, o homem que desequilibrou o campeonato a favor do Grêmio e que também integrou  a Seleção Brasileira.

Espinosa foi cauteloso em todas as suas respostas.  Questionado sobre se o Flamengo não entrou em campo com uma equipe muito jovem — o próprio técnico Lazaroni chamou seu time de “meninos” — ele respondeu que não. “Temos que reconhecer que o Flamengo foi um time de muita disposição em campo. No futebol uma das verdades e que o jogador jovem que entra em campo quer mostrar serviço para não sair mais do time”.

Não existe, por enquanto, nenhuma campanha para tirar Valdo do time. Trata-se de uma das estrelas do Grêmio e técnico Valdir Espinosa acha que é apenas momentânea a má fase do jogador. Por aí se vê a falta que Valdo, em boa forma, faz ao Grêmio, pois ele, com Renato é uma das peças de desequilíbrio da equipe.” (Correio do Povo, segunda-feira, 15 de setembro de 1986)

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Foto:  Eduardo Vasseur (Correio do Povo)

MILTON JUNG – DESAFINAÇÃO

Nunca duvidei do que vinha sendo dito sobre o Grêmio, mesmo porque os resultados de seus três jogos falavam ainda mais alto do que as criticas que eu ouvia. Mas eu queria ver o time de Espinosa do alto do Olímpico, com vista panorâmica. Não gostei do que me foi permitido observar, mesmo descontando as dificuldades criadas pelo Flamengo, líder do grupo e equipe com boas alternativas, embora sem Zico e Sócrates, seus monstros sagrados. Esteja um time diante de um adversário fraco ou credenciado, sempre se pode perceber, porém, se joga bem ou mal, e o Grêmio está, coletiva e individualmente, muito abaixo daquele que se viu no Regional. É provável que alguns declínios individuais estejam comprometendo o conjunto. Entre tais declínios, o de Valdo é o que mais impressiona. Se antes circulava pelo campo, distribuindo a bola, organizando a meia-cancha e atuando na cobertura, hoje, faz voltas em torno de si mesmo, não chuta a gol e não acerta um passe. Ontem, Osvaldo, retornando à sua posição, e Caio, que saiu jogando, também andaram mal. Diante disso, Espinosa se vê na obrigação de realizar variações em tomo do mesmo tema. Caio, que entrava no segundo tempo, sai quando termina o primeiro; Osvaldo passa do ataque para o meia-cancha e vice-versa, mas nada muda para melhor. O Grêmio. no momento, é um time dividido dentro do campo, como se feito de setores estanques. Onde teria deixado o seu belo futebol? Na Suécia, no Marrocos? Sorte sua que seus companheiros de grupo, em sua maioria, desafiam pelo mesmo diapasão e, como se classificam seis equipes, nesta primeira fase do Nacional, não há razão para desespero e sobra tempo para que os erros sejam corrigidos.

Bem ao contrário do Grêmio, o Internacional, que entrou na Taça de Ouro envolto em descrença e com um time em formação, na base do esforço e com a inclusão de dois reforços, vai dando conta do recado. Seu empate de ontem com o Sport, na Ilha do Retiro, tratando-se de uma partida contra o líder do grupo e em campo alheio, foi um ótimo resultado.” (Milton Jung, Correio do Povo, segunda-feira, 15 de setembro de 1986)

EDEGAR SCHMIDT – BOM E RUIM

Isoladamente, olhando-se apenas o resultado; a dupla Gre-Nal foi bem no domingo. O Inter empatou no Recife, contra o Sport, melhor time da chave, e o Grêmio, mesmo em casa, empatou com o Flamengo, o que também é interessante. Mas no contexto, bom foi o empate do Inter, que começa até a surpreender. O Grêmio já começa a preocupar porque tem quatro pontos em quatro jogos, é um time com muitos jogadores em flagrante crise técnica e começa a discutir até mesmo seu excelente esquema.

A crise do Grêmio é simplesmente técnica e isso se corrige como o técnico fez com Valdo, que mesmo muito mal, começou o jogo. O que pode preocupar é há mais gente jogando abaixo do que pode e o técnico não parece mais muito convicto. Depois dos primeiros resultados, o Grêmio se modificou todo, começou o jogo com Luiz Carlos mas sem Bonamigo e sem o rodízio do meio-campo. Aos 10 minutos do segundo tempo, voltou Bonamigo, apagou-se a pedra, não valeu mais nada do que fora projetado para melhorar o time. O que é melhor para o Grêmio? Nem o próprio Grêmio sabe. Isso é que pode preocupar.

Renato, ao sair de campo, disse claramente ao Vianei Carlet: “Se não melhorar, é melhor sair do campeonato”. Pouco antes, ele levara o terceiro amarelo, está fora do próximo jogo contra o Botafogo da Paraíba, na quinta-feira à noite no Olímpico Mas não desistiu, não é?” (Edegar Schmidt, Correio do Povo, segunda-feira, 15 de setembro de 1986)

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WASHINGTON RODRIGUES – FLA EMPATE NUM JOGÃO

Porto Alegre — Um grande jogo, no Olímpico, e um excelente resultado para o Flamengo, que, no 0 a 0 com o Grêmio, manteve a liderança do seu grupo, a invencibilidade e ficou precisando apenas de dois pontos para garantir matematicamente a classificação. E isso pode ser conseguido já na quarta-feira, no jogo com o Sergipe, no Rio.

E o Flamengo mereceu o empate, pois apresentou um futebol muito bom, sabendo usar a tática certa para a ocasião. A equipe rubro-negra teve tranqüilidade para enfrentar as dificuldades do gramado, o bom time do Grêmio e a pressão da torcida. Neutralizou as principais jogadas do adversário e ganhou um ponto, o que estava dentro dos seus planos, pois, dos quatro pontos que disputou fora de casa, o Flamengo obteve três — havia vencido a Ponte, por 1 a 0, quinta-feira, em Campinas.

O único erro do Flamengo na partida foi a insistência de alguns jogadores em utilizar as chuteiras baixas, tipo tênis, o que acarretou seguidos escorregões, permitindo até jogadas perigosas por parte do Grêmio no erro do jogador rubro-negro. Com o campo pesado como estava, não se pode entrar com chuteiras baixas. As chuteiras de trava alta oferecem mais estabilidade e evitam as constantes quedas.

De qualquer forma, o Flamengo tocou a bola, explorou os contra-ataques e em cima de grandes atuações de alguns de seus jogadores segurou o empate. Tivemos como destaque pelo lado do Flamengo o goleiro Zé Carlos, um monstro, a exemplo do que aconteceu cm Campinas. A defesa tombem esteve firme. O Adalberto marcou o Renato em cima e o ponta só teve chance de fazer uma grande jogada. O Andrade foi outro destaque e na frente o Zinho apareceu como o melhor, ajudando o meio campo pelo setor esquerdo e partindo com a bola para obrigar a defesa do Grêmio a se abrir.

Por sinal, a defesa do Grêmio é fraca, a dupla de área, Baidek e Carlos Eduardo, no chão é facilmente batida. E o Flamengo não soube explorar essa fragilidade. Mas o 0 a 0 valeu para as intenções rubro-negras, porque empatar no Olímpico não é fácil. E é bom lembrar que o Flamengo atuou ontem sem alguns titulares importantes. Do time que conquistou o titulo — não falo nem do Zico, Sócrates e Cantarele. que estão fora há meses — não atuaram em Porto Alegre Leandro, Mozer, Adilio e Marquinho” (Washington Rodrigues, Jornal dos Sports, 15 de setembro de 1986)

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Foto: Nico Esteves (Placar)

EMPATE NO SUL DEIXA MENGO NUMA BOA

PORTO ALEGRE — O Flamengo praticamente garantiu sua classificaçao para a próxima fase do Campeonato Brasileiro,  ontem, ao empatar com o Grêmio em 0 a 0, no Estádio Olímpico, graças a atuação do goleiro Zé Carlos, com defesas fantásticas, mais uma vez o herói do time. Com o resultado de ontem o campeão carioca de 86 soma 8 pontos ganhos em 5 jogos disputados. O seu próximo jogo será contra o Sergipe, quarta-feira à noite, no Estádio Caio Martins, em Niterói.

A partida foi muito disputada com as duas equipes tentando o gol a qualquer custo. O time local, empurrado pela sua imensa torcida, chegou por diversas vezes a área do adversário, mas não conseguiu êxito diante do goleiro Zé Carlos, seguro, impedindo todas as tentativas. O Flamengo, por sua vez, ressentiu-se do esforço empregado devido ao gramado encharcado, só indo à frente em contra-ataques rápidos, mas sem sucesso nas conclusões, já que Bebeto entrou em campo sem as condições físicas ideais, devido a forte gripe.

Foi o Flamengo, contudo, que por pouco quase marca o primeiro gol, logo no início da partida, através do atacante Bebeto, que de bicicleta, de dentro da área, concluiu, mas a bola desviou-se do gol, após bater no zagueiro Baidek, aos 14 minutos. O troco veio a seguir, por intermédio de Renato, que testou livre, dentro da área, obrigando Zé Carlos a espalmar para córner. Renato, novamente, fez outra grande jogada, numa arrancada sensacional pela direita, aos 22 minutos.

Na etapa final os dois times continuaram exercendo forte pressão em busca do gol: o Grêmio teve a sua frente Zé Carlos, enquanto o Flamengo continuou pecando nas conclusões dos seus atacantes. Andrade, um dos melhores em campo, aos 28 minutos, cobrou uma falta obrigando Mazaropi a fazer bela defesa. Renato perdeu uma chance aos 30 minutos. Ortiz, aos 40 minutos, mais uma vez esbarrou no goleiro Zé Carlos, ao concluir uma jogada de Valdo. ” (Jornal dos Sports, Segunda-feira, 15 de setembro de 1986)

ZÉ CARLOS FOI O GRANDE DESTAQUE

O Flamengo consegue firmar-se a cada partida do Campeonato Brasileiro, mostrando acima de tudo um time competitivo, de boa organização tática, com os seus jogadores, especialmente os mais jovens, disputando com garra e determinação todos os lances do jogo.

E a exemplo do que ocorreu no recente título estadual conquistado pela equipe da Gávea, sem a presença dos seus maiores ídolos, contundidos, o time dirigido por Sebastião Lazaroni, parte firme para a conquista do titulo nacional. O goleiro Zé Carlos, agora titular absoluto, esteve impecável novamente, com defesas providenciais, evitando a todo custo o gol do adversário. Em Campinas, na vitória sobre a Ponte Preta, ele foi também o herói do Flamengo.

Na defesa, Aldair e Guto se saíram muito bem, assim como os laterais Jorginho e Adalberto, notadamente o último, na marcação a Renato Gaúcho. Foi no meio-campo, entretanto, que o time rubro-negro se saiu muito bem: Andrade, um verdadeiro paredão à frente dos zagueiros e Júlio César e Aílton no desarme e criação das jogadas. Bebeto e Zinho igualmente estiveram bem, ao contrário de Vinícius, que ficou perdido entre os zagueiros gaúchos.

NO GRÊMIO — destacaram-se Renato Gaúcho, um perigo, mesmo marcado por até três adversários; Valdo, pela boa colocação na área e Luís Carlos, ex-Vasco, pela boa distribuição de jogo.” (Jornal dos Sports, Segunda-feira, 15 de setembro de 1986)

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FLAMENGO EMPATOU. MAS MERECIA A VITÓRIA

Porto Alegre — Um empate de 0 a 0. Foi apenas o que o Flamengo conseguiu, ontem, contra ao Grêmio, no Estádio Olímpico, numa tarde que iniciou com calor abafado e terminou debaixo de chuva intensa, cenário apropriado para o mau futebol jogado. Faltou calma ao Flamengo para fazer gol. As situações até que existiram, o Grêmio jogou muito mal, mas a afobação do time carioca afastou a bola da rede.

Para o Grêmio, que completa 83 anos de sua fundação e faz má campanha, o resultado não poderia ter sido pior: nas arquibancadas, a torcida não poupou vaias à equipe. A partida começou num clima de festa de aniversário, com foguetório, desfile de centenas de atletas das diversas categorias, as torcidas organizadas e uma banda tocando “parabéns pra você”. A prometida vitória do técnico Valdir Espinosa, para reabilitar o time, acabou, porém, não acontecendo.

Duas situações de gol foram criadas logo nos 15 minutos do primeiro tempo, por Vinícius e Zinho. A tática foi quase a mesma: de cabeça, eles concluíram contra o gol de Mazaropi, que conseguiu salvar. O Grêmio só conseguiu ver a área do Flamengo quase aos 20 minutos, quando Renato concluiu alto, de cabeça, depois de receber a bola de Valdo, numa cobrança de falta.

Quase no fim do primeiro tempo, o Grêmio reagiu à pressão do Flamengo — mais por iniciativa do ponta Renato, incansável no campo. Entretanto, logo decaiu e novamente
o Flamengo voltou a mostrar melhor rendimento. Numa entrada forte, num dos piores momentos do adversário, Ailton entrou rápido, pegando de surpresa Baidek e Luís Eduardo, contudo a bola rolou pelo lado esquerdo do gol de Mazaropi e não entrou.

Júlio César foi a grande estrela — melhor da partida escolhido pela imprensa gaúcha — do Flamengo. Durante todo o jogo mostrou-se competente e ágil na armação de jogadas ou neutralizando Renato. Junto com Andrade, deu ritmo ao time carioca, possibilitando
que a equipe apresentasse um futebol superior ao do Grêmio, embora com equívocos nas conclusões. Júlio César e Andrade assustaram o goleiro Mazaropi, com chutes fortes na metade do segundo tempo.

As entradas de Bonamigo, substituindo Caio Júnior, e, depois, Ortiz no lugar de Valdo, não deram a impulsão que o Grêmio necessitava. O time continuou até o fim desentrosado, nervoso e carente da habilidade individual de seus jogadores. Aparentemente satisfeito com o empate, o Flamengo não se empenhou mais em vencer,
voltando para o Rio até entusiasmado com o desempenho dos seus novos jogadores.

Zé Carlos — Quase não foi exigido. Porém, quanto foi preciso, mostrou segurança. Nota 7.

Jorginho — Marcou Valdo com firmeza, com eficiência ao ataque. Nota 6.

Aldair — Jogou melhor em partidas anteriores. Lutou bastante, embora nervosamente. Em um lance, agarrou a bola com as mãos sem explicação. Nota 5.

Guto — Entrou no lugar de Mozer, cumprindo suspensão. Está meio pesado, sem força. Não ajudou muito o time. Nota 5.

Adalberto — Sempre que exigido foi firme ao ataque, decidido, marcou China e Osvaldo. Nota 6

Andrade — Boa atuação. Dominou com facilidade as dificuldades criadas por Renato e Caio Júnior. Quase fez gol no fim. Nota 7

Ailton — Veloz, eficiente no domínio de bola, várias vezes preparou o lance para gol, que não saiu. Nota 7

Júlio César — Merecidamente escolhido como o melhor em campo pelos repórteres esportivos gaúchos. Do início ao fim, combateu, driblou, armou e criou sempre problemas para o adversário. Nota 8

Bebeto — Foi talvez o mais fraco do time. Marcado em cima por Caio e Valdo, participou de uns poucos lances no primeiro tempo. No segundo, diminuiu o desempenho. Nota 5

Vinícius — É um guerreiro. Lutou muito, foi habilidoso, rendeu para o time. Só faltou mesmo gol. Nota 7

Zinho — Recuou demais, preocupado com Renato, e teve dificuldade de chegar à linha de fundo. Nota 5

O ponta Renato foi, sem dúvida, o melhor do Grêmio. Sozinho, fez de tudo para marcar um gol. Queria mais festa no 83° aniversário do clube, mais só o seu esforço não bastou. Saiu de campo frustrado e furioso, sugerindo que, se o time não sabe jogar, é melhor não disputar o Campeonato Brasileiro. De resto, só se salvou Baidek. ” (Juarez Porto, Jornal do Brasil, segunda-feira, 15 de setembro de 1986)

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Grêmio 0x0 Flamengo

GRÊMIO: Mazaropi; Raul, Baidek, Luís Eduardo e Casemiro; China, Osvaldo e Luís Carlos Martins; Renato, Caio Júnior (Bonamigo) e Valdo (Ortiz)
Técnico: Valdir Espinosa

FLAMENGO: Zé Carlos; Jorginho, Aldair, Guto e Adalberto; Andrade, Ailton e Júlio César; Bebeto, Vinicius e Zinho
Técnico: Sebastião Lazaroni

Brasileirão 1986 – 1ª Fase – Grupo B – 5ª Rodada
Data: 14 de setembro de 1986, domingo, 16h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 33.004 pagantes
Renda: Cz$ 799.675,00
Árbitro: Tito Rodrigues (PR)
Auxiliares: Valdir Festugato e Valdemar dos Santos
Cartões Amarelos: Renato, Luis Eduardo e Adalberto

Brasileirão 2019 – Chapecoense 0x1 Grêmio

November 11, 2019

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Um golaço de bicicleta (marcado por Luciano) no início do jogo, seguido de uma atuação enfadonha, quase desinteressada. Foi assim que o Grêmio chegou a sua quinta vitória seguida no Brasileirão.

Gremio x ChapecoenseFotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Chapecoense 0x1 Grêmio

CHAPECOENSE: João Ricardo; Renato, Douglas (Vinicius Locatelli, Intervalo), Rafael Pereira e Bruno Pacheco; Amaral, Márcio Araújo; Arthur Gomes (Campanharo, 37/2ºT), Camilo (Dalberto, 27/2ºT) e Roberto; Everaldo
Técnico: Marquinhos Santos

GRÊMIO: Paulo Victor; Rafael Galhardo, David Braz, Kannemann e Juninho Capixaba; Darlan (Paulo Miranda, 45/2ºT) e Matheus Henrique; Alisson, Diego Tardelli (Pepê, 22/2ºT) e Everton; Luciano (Patrick, 31/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

32ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2019
Data: 10 de novembro de 2019, domingo, 19h00min
Local: Arena Condá, em Chapecó – SC
Público: 13.335 pagantes
Renda: R$ 839.550,00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (RJ) e Carlos Henrique Alves de Lima Filho (RJ)
VAR: Carlos Eduardo Nunes Braga
Cartões amarelos: Amaral ; Matheus Henrique, Patrick
Gol: Luciano, aos 2 minutos do primeiro tempo