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Gauchão 1979 – 1º Turno – Inter 0x0 Grêmio

April 13, 2019
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Foto: J.B. Scalco (Placar)

 

Em 13 de maio, Grêmio e Inter disputaram, no estádio Beira-Rio, o primeiro clássico da temporada 1979, o qual ficou conhecido como o Gre-Nal que Jurandir marcou/parou/anulou Falcão.

Era a última rodada do primeiro turno do Gauchão daquele ano. O tricolor estava um ponto na frente da classificação, de modo que o empate lhe garantira a liderança e o ponto-extra para o octogonal final. Com diversos desfalques, como Nardela e Paulo César Caju, Orlando Fantoni optou por escalar Jurandir, originalmente um atacante, no meio de campo, com a função de acompanhar o camisa 5 colorado em qualquer setor do campo. Deu certo, o Grêmio teve clara superioridade tática e conseguiu o resultado que lhe bastava para conquistar o turno.

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Foto: Zero Hora

“ESSE EMPATE GARANTIU O PONTO-EXTRA AO GRÊMIO
Grandes destaques foram a vantagem tática de Fantoni sobre o quadrado de Cláudio e a péssima atuação de Sílvio Rodrigues, que prejudicou o Grêmio até a expulsão de André e depois ajudou

A jogada começou com Jurandir, passou por André e chegou a lúra, meia-esquerda de ataque, dentro da área do Inter. O meta-cancha do Grêmio deu uma puxeta sobre a zaga adversária, encontrando André livre pelo outro lado. O Centroavante dominou, chutou, Benitez defendeu com o pé mas no rebote o goleador do Grêmio fez o gol que poderia ter definido o Grenal de ontem à tarde no Beira-Rio. Eram 18 minutos do segundo quando o, árbitro Silvio Rodrigues cometeu seu maior erro, anulando o gol do Grêmio.

Três minutos mais tarde, porém, o resultado do Gre-Nal praticamente ficou definido. André, que recebera cartão amarelo quando da anulação de seu gol, resolveu catimbar – chutou a bola para longe – e foi expulso acertadamente pelo juiz da partida. Mas Silvio Rodrigues, a partir desse momento, simplesmente deixou de marcar faltas a favor do Inter perto da área do Grêmio e ajudou decisivamente — para desespero de alguns jogadores do Inter em campo — o time de Fantoni a manter o empate que lhe garantiu o ponto extra desse turno.

O Inter teve algumas oportunidades no primeiro tempo, quando Jair aproveitou um erro de Eder na marcação a Valdomiro —21 minutos – ganhou a frente da jogada mas chutou com muita força, por cima do gol de Manga. Falcão também errou uma cabeçada — 25 minutos – após um escanteio da direita com o gol vazio pois Manga sairá errado e se passara da bola cruzada. E mais tarde Jair esperou muito, permitindo a cobertura de Dirceu, quando ficou com a frente aberta pela meia-direita depois da jogada de Mário pela ponta-esquerda. Na fase final, apesar da pressão, da correria e da superioridade numérica, o time de Cláudio não conseguiu levar perigo ao gol de Manga.

Tarciso foi o responsável pela primeira grande jogada da partida. Eram três minutos quando ele dominou a bola em seu campo, ganhou de toda zaga do Inter na corrida mas centrou mal — lúra reclamou toque de Larry dentro da área. O Grêmio ainda poderia ter feito seu gol no final da primeira fase, quando lúra recebeu um lançamento longo da direita, penetrou entre os zagueiros do Inter, dominou sozinho à frente de Benitez e foi derrubado — Silvio Rodrigues não quis marcar o pênalti – quando o goleiro do Inter sentiu que fora batido com um drible para seu lado esquerdo.

A partir da expulsão de André, Fantoni definiu sua equipe defensivamente; tirou Iúra e colocou Valderez, pouco depois colocando Vilson no lugar de Eder pela ponta-esquerda. O Grêmio se encolheu e tratou de garantir o empate sem gols, Só Tarciso ainda tentava qualquer coisa no ataque, em velocidade. O Inter passou a jogar no campo adversário, mas, sem espaço, nada conseguiu.” (Zero Hora, segunda-feira, 14 de maio de 1979)

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Foto: Zero Hora

“VITÓRIA TÁTICA SURGIU COM JURANDIR MARCANDO FALCÃO

Sábado pela manhã Fantoni já confirrmava definitivamente informação exclusiva de Zero Hora: Jurandir sairia jogando, não Valderez ou Leandro. E a partir dessa definição tática o Grêmio começou a lutar com grandes possiblidades seu objetivo, o ponto-extra. Jurandir não foi ponta, nem meia-direita mas simplesmente um aplicadíssimo marcador de Falcão, em qualquer setor do campo do Grêmio.

Jair tentou organizar as jogadas para seu ataque e foi eficiente nos primeiros 30 minutos mas logo Vítor Hugo corrigiu um pouco seu posicionamento – desde o início muito preocupado em ajudar Dirceu na marcação a Valdomiro — e terminou com o setor de armação do Inter. Taticamente Falcão esteve bem pois tratou de levar Jurandir para a lateral-direita do Grêmio, preocupando Eurico que até então jogava livre. Mas essa atitude de Falcão exigia que alguém aprovei-tasse o espaço surgido pelo meio e conseguisse levar o time à frente, o que Caçapava, Batista e Jair não conseguiram. Adilson entrou aos 25 minutos da fase final tentando a mesma coisa mas também nada conseguiu.

Sem Paulo César e Nardela lesionados, Fantoni tratou de neutralizar o quarteto de meia-cancha do Inter com Jurandir. E foi muito feliz. Sexta-feira o técnico gremista se lembrou da partida disputada em 20 de fevereiro na cidade de Rosário, contra o Independiente. Nardela estava em Porto Alegre e Paulo César fora expulso, então ele usou Jurandir e Tarciso em revezamento pelo setor e o Grêmio assegurou os 4 x 0. Repetiu a dose nesse momento de emergência e novamente obteve sucesso, ajudado pelo ponto de vantagem que o Pelotas deu ao Grêmio quatro dias antes.” (Zero Hora, segunda-feira, 14 de maio de 1979)

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Foto: Zero Hora

“FOI SIMPLES

Na última sexta-feira, Jurandir já havia tomado banho, vestido sua roupa e despedia-se dos companheiros quando o supervisor Antonio Verardi entrou no vestiário do Olímpico: “O Fantoni quer falar com vocês é para tu concentrares amanhã (sábado).” Jurandir foi até o ficou sabendo das idéias do técnico. “Nem esperava jogar neste Gre-Nal. Fui chamado a última hora ” explicava, e substituir ao Paulo César e também ao Nardela, era uma responsabilidade muito grande.”

Ontem durante o Gre-Nal não foram necessários mais de alguns minutos para que a função de Jurandlr fosse conhecida. Mal o juiz apitou seu início e ele colou em Falcão. Desfalcado e necessitando apenas de um empate, o Grêmio queria prejudicar a armação das jogadas. O responsável por isto seria Jurandir, marcando de cima ao meia-cancha colorado quando sua equipe era atacada.

— Foi simples — dizia ele. Uma vez quando ainda estava no Caxias com o Froner fiz isto contra o Falcão e deu certo. Sabia que ele, bem marcado, seria muito bom para o Grêmio, porque ele faz tudo na equipe do Inter. Fazendo isto, 50% do time deles estaria prejudicado. E depois ninguém consegue jogar direito com alguém em cima, marcando sempre. O cara não agüenta e quando tem a bola dominada já acaba errando.

O esquema já estava definido no sábado “quando treinamos, isto durante uns 30 minutos”, lembrava Vitor Hugo. “Nós iríamos jogar da mesma forma do Inter. Quando eles atacavam tinham quatro e nós também, pois o Tarciso e o Jurandlr voltavam. Quando nós atacávamos também tínhamos quatro, pois os dois subiam. E o Jurandir com sua aplicação e sua dedicação foi insuperável nesta função,” comentou o centromédio.” (Zero Hora, segunda-feira, 14 de maio de 1979)

 

JURANDIR:Eu não estava nem concentrado. No sábado, já estava saindo pelo portão do Olímpico quando o seu Verardi (Antônio Carlos, supervisor) me chamou. Iúra, Tarciso e Paulo César (Caju) se reuniram e disseram que só eu poderia marcar o Falcão. Peguei a vaga do Ladinho. Falcão era o melhor jogador brasileiro, uma estrela, fazia a diferença. Mas consegui marcá-lo sem dar um pontapé. Eu estava muito bem preparado. Até nisso Falcão era diferenciado. Foi elegante, não reclamou de nada. Aquele Gre-Nal ficou na história, virou o meu cartão-postal. Marquei o cara que viria a ser o Rei de Roma.” (Diário Gaúcho, 1º de maio de 2015)

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Foto: Zero Hora

 

“Na breve viagem pelo passado, Silvio recorda um dos três Gre-Nais que apitou, que se destaca na história do clássico em razão de um lance insólito protagonizado pelo atacante gremista André Catimba, no Estádio Beira-Rio, nos anos 70. Após ser advertido, André foi para cima de Silvio, que estendeu o braço para impedir que ele se aproximasse. Quando a mão do juiz encostou no peito jogador, este se jogou no chão como se Silvio o tivesse empurrado. O estádio inteiro caiu na risada. Gremistas e colorados riram muito, possivelmente pela primeira vez juntos. Foi um lance engraçado.” (Jornal Marca da Cal, Janeiro/Fevereiro 2012)

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ORLANDO FANTONI:O Jurandir neutralizou o Falcão. Eu achava, antes da partida que o jogo seria decidido no meio do campo, onde o Inter possui jogadores excepcionais, como Falcão, Batista e Jair. Mas fomos felizes, graças à Deus, pois conseguimos anular as principais jogadas do adversário e ainda tivemos oportunidade de gols, como aquele lance em que o André marcou mas o juiz, inexplicavelmente, anulou a jogada.”

ORLANDO FANTONI: “Olha que eu já vi muitos jogos entre equipes rivais em toda minha vida. Co- mo o Gre-Nal eu não conhecia em termos DE catimba, de virilidade, enfim, de dureza nas disputas de bola. Conheci clássicos no futebol carioca, mineiro e baiano, como o gaúcho não tem igual: esta experiência eu vivi neste Gre-Nal. E o jogo mais nervoso e catimbado do Brasil para quem está dentro do campo; e para quem está fora torcendo

ORLANDO FANTONI: “O árbitro foi um pouco indeciso ao cometer algumas falhas importantes dentro da partida. Foram lances capitais, como uma penalidade clara em Iúra, um gol anulado do André e a expulsão por reclamação. Reclamação por reclamação, os jogadores do Inter estavam fazendo desde o primeiro tempo e não foram expulsos.”

INTERNACIONAL: Benitez; Hermes, Larry, Beliato e Bereta (Chico Espina); Caçapava, Batista, Falcão e Jair; Valdomiro e Mário (Adilson)
Técnico: Claúdio Duarte

GRÊMIO: Manga; Eurico, Vicente, Vantuir e Dirceu; Vitor Hugo, Jurandir e Iura (Valderez); Tarciso, André e Éder Aleixo (Vilson)
Técnico: Orlando Fantoni

Data: 13/05/1979, domingo
Local: Estádio Beira Rio, em Porto Alegre – RS
Público: 58.932 pagantes
Renda: Cr$ 3.204.250,00
Árbitro: Sílvio Rodrigues
Auxiliares: Juarez Oliveira e Estemir Vilhena da Silva
Cartão Vermelho: André

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Libertadores 2019 – Grêmio 3×1 Rosario Central

April 11, 2019

Gremio x Rosario Central

Não foi uma atuação brilhante, mas o Grêmio “reagiu” e finalmente conseguiu sua primeira vitória na Libertadores 2019.

Os mapas de calor mostram Jean Pyerre caindo pela esquerda e Everton aparecendo bastante dentro da área. Não por acaso foram essas as “peças” mais acionadas do ataque tricolor.

Leonardo Gomes tomou gosto por fazer gol em Libertadores.

– Média de público do Grêmio na Libertadores 2019:
31.620 (29.206 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Arena na temporada:
20.576 (18.559 pagantes)

Gremio x Rosario Central

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net) e C.A. Rosario Central

Grêmio 3×1 Rosario Central

GRÊMIO: Paulo Victor; Leonardo Gomes, Geromel, Kannemann e Cortez; Maicon (Thaciano, 21/2ºT), Matheus Henrique, Diego Tardelli (Alisson, 13/2ºT), Jean Pyerre (Rômulo, 33/2ºT) e Everton; André
Técnico: Renato Portaluppi

ROSARIO CENTRAL: Ledesma; Molina, Barbieri, Recalde e Parot (Rizzi, 21’/2ºT); Ojeda, Villagra, Aguirre e Pereyra (Vergara, int.); Herrera e Barrera (Riaño, 34’/2ºT).
Técnico: Diego Cocca

Libertadores 2019 – Grupo H – 4ª Rodada
Data: 10 de abril de 2019, quarta-feira, 21h30min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Público: 30.251 (27.732 pagantes)
Renda: R$ 921.410
Árbitro: Andres Rojas (COL)
Auxiliares: Wilmar Navarro (COL) e John Alexander Leon (COL)
Cartões amarelos: Kannemann, Matheus Henrique, André; Barbieri, Ojeda e Herrera
Gols: Jean Pyerre, aos 30 minutos do primeiro tempo; Leonardo Gomes aos 9 e aos 36, e Aguirre aos 42 minutos do segundo tempo.

Gauchão 1991 – Grêmio 3×0 São Luiz de Ijuí

April 7, 2019
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Foto: José Doval (Zero Hora)

 

Em 20 novembro de 1991, o Grêmio venceu o São Luiz de Ijuí no Olímpico por 3×0, pela quarta rodada do quadrangular semifinal do Gauchão daquela temporada. Renato, que havia voltado dois meses antes para o tricolor, fez um dos gols da partida.

Esse jogo foi o de estreia da nova camisa reserva feita pela Penalty. Dá pra se dizer que esse foi o primeiro fardamento moderno do clube, onde os desenhos na camiseta passaram a ser feitos por sublimação, e os números, distintivos e marcas dos patrocinadores deixaram de ser costurados no tecido.

A matéria da Zero Hora transcrita abaixo menciona que a camisa branca teria um “design europeu”. Imagino que seja uma referência as três listras em diagonal, o que já havia sido adotado pela Adidas no Bayern, Liverpool e Olympique de Marseille na metade daquele ano, quando do lançamento do novo logo da empresa. Estranhamente a mesma matéria nada fala da mudança do tom do azul nos dois fardamentos (bem mais escuro que o habitual)

Vale lembrar que esse design da camisa reserva perdurou até 1994. Primeiro nessa versão com gola V e sem marca d´água no tecido. Depois com gola polo e com marca d´água e na sua última versão com o retorno do azul celeste.

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Foto: José Doval (Zero Hora)

GRÊMIO REPETE A GOLEADA E FICA A DOIS PONTOS DA FINAL
João Luís (contra), Renato, Alcindo fizeram os gols. Com a derrota do Glória, o Grêmio só precisa dois pontos para disputar o título

O Grêmio está a dois pontos da decisão do Gauchão. Com a vitória de 3 a 0. ontem, sobre o São Luiz, no Olímpico, gols marcados por João Luís (contra). Renato e Alcindo (de pênalti), o time de Valdir Espinosa subiu para sete pontos na tabela da Chave 4, enquanto Glória e Lajeadense estão com quatro, depois dos jogos de ontem. Como restam apenas duas rodadas, nenhum deles poderá chegar aos 9 pontos, o que dá a oportunidade de classificação antecipada para o Grêmio.

Foi a vitória da afirmação tricolor. Animado pela goleada de 3 a 0, em ljuí, e jogando em casa, o Grêmio repetiu a dose. Pressionou desde o início e fez 1 a 0, aos 16 minutos. Chiquinho, o grande destaque do time, cruzou forte e João Luís tentou cortar, marcando contra. O segundo veio aos 43 minutos, no erro de Kiko, que deu um verdadeiro lançamento para Renato apenas deslocar o goleiro Jânio. O segundo tempo serviu apenas para administrar o resultado e torcer pela vitória do Lajeadense. Mesmo assim, chegou ao terceiro gol, através de Alcindo, que sofreu e cobrou com categoria um pênalti, aos 90 minutos.

EXPULSÕES – Mas antes da cobrança, houve uma confusão, pois Marco Antônio atingiu Lira, e o goleiro Sidmar reclamou do auxiliar. Ambos foram expulsos.” (Antônio Bavaresco, Zero Hora, quinta-feira, 21 de novembro de 1991)

Pontos J V E D GP GC S
1 – Grêmio 7 4 3 1 0 11 3 8
2 – Glória 4 4 1 2 1 4 3 1
3 – Lajeadense 4 4 2 0 2 6 7 -1
4 – São Luiz 1 4 0 1 3 0 8 -8

ESPINOSA: ELOGIOS E ALEGRIA

O técnico Valdir Espinosa gostou do desempenho do time, quando o Grêmio repetiu o escore de domingo, em Ijuí:

— A equipe apresentou muita qualidade, teve jogadas de projeção e procurou sempre o gol. O importante é que nessa reta final, o time está embalando e já temos o ataque mais positivo na fase.

Muito aplaudido ao deixar o campo, o goleiro Émerson também destacou o bom futebol gremista:

— Foi uma vitória importante, pois nos deixou mais perto da classificação e veio com muita tranqüilidade.

Chiquinho, o melhor em campo, saiu ligeiro e foi comemorar em casa. Agora o técnico Espinosa começa a pensar no jogo contra o Lajeadense, esperando contar com Assis, que recupera-se de lesão muscular, mas terá o retorno de João Marcelo que cumpriu suspensão.

ARBITRAGEM – E mais uma vez os erros de arbitragem acabaram sendo o destaque negativo. No primeiro tempo, José Mocelin chegou a marcar uma falta, numa jogada que aconteceu nitidamente dentro da área e que, segundo reclamações dos jogadores do São Luiz, nem aconteceu. No segundo tempo, muita confusão, com um gol anulado (do São Luiz), as expulsões de Marco Antônio e Sidmar e a reclamação no pênalti em Alcindo:

— É uma vergonha o que fez esse juiz – reclamou o presidente Clóvis Bagetti.” (Antônio Bavaresco, Zero Hora, quinta-feira, 21 de novembro de 1991)

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ROUPA NOVA
Na quarta-feira da semana que vem, diante do São Luiz, no Olímpico, o Grêmio estréia a nova camiseta. O clube é o primeiro do Brasil a modernizar o uniforme confeccionado pela Pênalti.

NOVA CAMISETA NO OLÍMPICO
Opções: nova camisa tem losangos nos ombros e listrar no lado direito

Na quarta-feira da próxima semana, diante do São Luiz, o Grêmio apresenta a sua nova camiseta (número 2, segundo terno), confeccionada pela fábrica Penalty em poliamida e forrada em algodão. A principal característica está no moderno e exclusivo desenho escolhido pelo presidente do clube, Rafael Bandeira dos Santos.

Conforme Clóvis Haggstram, representante da Penalty no Estado e conselheiro do Grêmio, a nova camiseta substitui a de acrílico com a vantagem de ser mais leve e confortável, além de ter um design europeu. A tradicional (número 1, oficial) mantém as linhas originais, mas será confeccionada em uma só estampa, não necessitando da aplicação posterior de logotipos e números.

Nos próximos dias, a Penalty lançará no mercado três mil camisetas. O Grêmio, segundo Haggstram, receberá royalties por unidade comercializada. Fluminense e São Paulo também adotarão o novo estilo. ” (Zero Hora, 13 de novembro de 1991)

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Grêmio 3×0 São Luiz de Ijuí

GRÊMIO: Émerson; Chiquinho, Baidek, Vílson e Lira; Pino, Juninho e Volnei Caio. Renato Portaluppi, Alcindo Sartori e Júnior (Grotto 32/2ºT)
Técnico: Valdir Espinosa

SÃO LUIZ: Jânio; Limm, Caçula, Newmar e Kiko; João Luis (Nélson, 3/2ºT), Chico Cebola, Negrini e Betinho (Marco Antônio 15/2ºT) Edmundo e Zé Cláudio
Técnico: Orlando Bianchini

Gauchão 1991 –  Segunda  Fase –  Grupo 4 – 4ª Rodada
Data: 20 de novembro de 1991, quarta-feira
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre/RS
Público: 11.420 pagantes
Renda: Cr$ 16.489.000,00
Árbitro: José Mocellin
Assistentes: Justimiano Goularte e Carlos Kruse
Cartões amarelos: Juninho, Chico Cebola, Caçula, João Luis, Betinho, Marco Antônio, Zé Cláudio
Cartões vermelhos: Sidmar e Marco Antônio
Gols: João Luís (contra) aos 16 minutos e Renato aos 43 minutos do primeiro tempo. Alcindo Sartori (de pênalti) aos 45 minutos do segundo tempo.

Libertadores 2019 – U. Católica 1×0 Grêmio

April 5, 2019

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O Grêmio teve (mais) uma fraca atuação na Libertadores e foi merecidamente derrotado pela Universidad Católica em Santiago.

Pelo desempenho dos atletas em campo a sensação que fica é que o time está sem ritmo, como se estive fazendo seu primeiro jogo no ano. Não é o caso. Essa foi a 17ª partida do tricolor em 2019 (a 3ª pela Libertadores). Na falta de brilho, poderia se esperar um pouco mais de combatividade nessa altura da temporada, mas ontem o Grêmio parecia um time sem reação.

Quem é o centroavante titular do Grêmio? Qual a posição do Montoya? Quem faz a função que Ramiro fez em nas últimas temporadas? Estamos no trimestre do ano e ainda não temos respostas para essas perguntas.

 

Gremio x Universidad Catolica
Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

U. Católica 1×0 Grêmio

UNIVERSIDAD CATÓLICA: Dituro; Magnasco, Kusevic, Lanaro e Cornejo; Fuentes, Pinares e Aued; Fuenzalida, Sáez (Riascos, aos 43/2ºT) e Puch (Lobos, aos 29/2ºT)
Técnico: Gustavo Quinteros

GRÊMIO: Paulo Victor; Leonardo Gomes, Geromel, Kannemann e Cortez; Michel, Maicon, Montoya (Alisson, aos 28/2ºT), Luan (André, aos 18/2ºT) e Everton; Diego Tardelli (Jean Pyerre, aoos 18/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

Libertadores 2019 – Grupo H – 3ª Rodada
Data: 04/04/2019 (Quinta-feira)
Local: Estádio San Carlos de Apoquindo, em Santiago (Chile)
Público: 11.600
Árbitro: Wilmar Roldán (Colômbia)
Auxiliares: John León (COL) e Dionísio Ruiz (COL)
Cartões amarelos: Magnasco, Cornejo, Aued; Geromel
Gol: Sáez,  aos 16 minutos do primeiro tempo

Gauchão 2019 – São Luiz de Ijuí 0x0 Grêmio

April 2, 2019

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O jogo foi (ou ao menos me pareceu) desinteressante. Não teve uma dinâmica/andamento típico de uma semifinal. O Grêmio teve mais controle, teve as melhores chances mas não tirou o 0x0 do placar (Renato reclamou da falta de “tesão” na hora de aproveitar as oportunidades)

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Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

São Luiz de Ijuí 0x0 Grêmio

SÃO LUIZ: Paulo Gianezini; Maicon, Pablo, João Marcus e Márcio Goiano; Clayton e Rudiero; Leílson (Falcão, 47/2ºT), Mikael e Thiago Alagoano (Anderson Paraíba, 42/2ºT); Tauã (Vavá, 29/2ºT)
Técnico: Paulo Henrique Marques

GRÊMIO: Paulo Victor; Galhardo, Michel, Kannemann e Juninho Capixaba; Rômulo (Alisson, 19/2ºT) e Matheus Henrique; Thaciano, Jean Pyerre (Lincoln, 37/2ºT) e Pepê; Felipe Vizeu (Thonny Anderson, 24/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

Gauchão 2019 – Semifinal – jogo de ida
Data: 31 de março de 2019, domingo, 19h00min
Local: Estádio 19 de Outubro, em Ijuí-RS
Arbitragem: Leandro Vuaden
Auxiliares: Rafael da Silva Alves e Elio Nepomuceno de Andrade.
Cartões amarelos: Pablo; Kannemann

Gauchão 1976 – São Luiz de Ijuí 0x1 Grêmio

March 31, 2019
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Foto: Zero Hora

 

No Gauchão de 1976 o Grêmio foi até Ijuí e ganhou do São Luiz no Estádio 19 de Outubro por 1×0, gol de Alcino.

Paulo Lumumba era o técnico interino, visto que Telê Santana só assumiria a equipe em setembro daquele ano.

 

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Foto: Folha da Tarde

 

“SEM CRIATIVIDADE, O GRÊMIO FOI SALVO PELO OPORTUNISMO DE ALCINO

O objetivo principal, mais uma vitória, a equipe do Grêmio conseguiu obter, ontem à tarde em Ijuí, contra o São Luís. Apenas isso. Além dos dois pontos positivos e a conseqüente manutenção da invencibilidade e liderança isolada deste campeonato, o Grêmio não mostrou mais nada. Os jogadores orientados por Paulo Lumumba, na sua maioria, se comportaram durante a partida de maneira ridícula e sem criatividade. O marcador final, de 1 a 0 pode inclusive ser considerado injusto.

 No entanto, o São Luís nada fez para merecer uma melhor sorte no resultado, Seus jogadores, seguindo as orientações tática do treinador André Heinz, só tinham uma preocupação: evitar os gols e sem a preocupação de fazê-los. Mesmo quando o Grêmio marcou seu único gol, numa jogada oportunista de Alcino, no começo do segundo tempo, o São Luís continuou retrancado. E esse fato determinou a derrota final, que encarada dentro desse aspecto foi justa. O São Luís se recusou a jogar futebol. Tratou de ficar os 90 minutos, na defesa.

A equipe do Grêmio, muno contento com todos seus principais titulares, teve um grande erro tático no período inicial e o manteve no começo do segundo tempo, até marcar o gol. A vitória do Grêmio não surgiu por méritos táticos, mas sim, por um lance de oportunismo por parte de Alcino. Embora fosse visível que o tradicional “chuveirinho” (cruzamentos elevados para a área, pelos ponteiros) não daria certo, Zequinha, Ortiz, Bolívar e Eurico insistiram com esse tipo de jogada.

Com facilidade, a boa defesa do São Luís anulava o ataque do Grêmio. Alcino, Alexandre e Neca não estavam muito inspirados. Apesar de jogar errado, especialmente antes de fazer o gol, os jogadores do Grêmio demonstraram um fator bastante positivo, a tranquilidade, e isso contribuiu para a vitória. Desde o primeiro minuto de jogo, o Grêmio atacou, mas isso não surpreendeu ao São Luís que estava pronto para enfrentar, Inclusive, a marcação sob pressão nas reposições da bola em jogo.

Quando os jogadores do São Luís não conseguiam destruir os ataques adversários com jogadas normais, se utilizavam da violência. E, essas jogadas desleais, determinaram uma reação semelhante por parto do Grêmio. Conseqüentemente, Luís Guaranha viu-se obrigado a mostrar o cartão amarelo em cinco oportunidades. O ambiente violento favoreceu a esquematização de André Heinz, pois durante vários minutos, a partida era paralisada. Entretanto, Luís Guaranha soube conter os jogadores e conduzir o jogo com domínio total.

Se os jogadores do Grêmio estivessem mais inspirados e disciplinados taticamente, o resultado poderia ter sido melhor, porque o São Luís dava liberdade na armação de jogadas. Alexandre jogou livre, praticamente sem ninguém a marca-lo. Dessa maneira, ele pode armar boas jogadas ofensivas, mas seus companheiros as desperdiçavam ou não aproveitavam. Nos 90 minutas, o São Luís só teve uma chance de gol. Não merecia o empate, pois não teve opções ofensivas.

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O time do Grêmio voltou muito motivado para o período final, movimentando-se bastante no ataque e procurando o gol de qualquer maneira. Aos seis minutos, ainda nessa pressão total do Grêmio, Ortiz cobrou um escanteio,  Jeronimo aparou com a perna e lançou por elevação para Alcino, que cabeceou com força pare baixo no canto esquerdo de Volnei, sem chances. “(Folha da Tarde, segunda-feira, 5 de julho de 1976)

 

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Foto: Zero Hora

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Foto: Folha da Tarde

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Foto: Zero Hora

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Foto: Zero Hora

SÃO LUIZ: Volnei, Manoel, Lourival, Ivan Honorato e Domingos; Carioca , Vilmar e Helio (Tarciso), César, Jaime Monaco e Vadi
Técnico: André Heinz

GRÊMIO: Cejas, Eurico, Ancheta, Beto Fuscão (Tadeu) e Bolívar; Jerônimo (Silva), Neca e Alexandre; Zequinha, Alcino e Ortiz
Técnico: Paulo Lumumba

Gauchão 1976 –
Data: 4 de julho de 1976, domingo
Local: Estádio 19 de Outubro, em Ijuí/RS
Árbitro: Luis Guaragna
Assistentes: Herminio Goulart e Justiimiano Goularte
Público: 6.825 pagantes
Renda: Cr$ 183.000,00
Cartões amarelos: Jeronimo, Ancheta, Beto Fuscão, Manoel e Ivan Honorato
Gols: Alcino aos 6 minutos do 2º tempo

Gauchão 2019 – Grêmio 0x0 Juventude

March 29, 2019

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Seria muito difícil esse jogo ser minimamente interessante depois dos 6×0 da ida. E de fato a partida foi bastante enfadonha. Uma pena o impedimento mal marcado no gol do Tardelli

Não entendi por que o Grêmio jogou de meia preta, especialmente considerando que a meia do Juventude era verde escura.

Como seria de se imaginar, foi o menor público do Grêmio na temporada. Sigo achando que nessas ocasiões deveria ser “testado” um política de ingressos com preço mais barato (R$ 25 para um jogo “morto” é muita coisa).

– Média de público do Grêmio no Gauchão em 2019:
17.952 (16.069 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Arena na temporada:
19.832 (17.895 pagantes)
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Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 0x0 Juventude

GRÊMIO: Julio César; Léo Moura (Marinho, 33/2ºT), Rômulo, Marcelo Oliveira (Juninho Capixaba, 42/1ºT) e Cortez; Darlan (Alisson, 12/2ºT) e Maicon; Montoya, Luan e Diego Tardelli; André
Técnico: Renato Portaluppi

JUVENTUDE: Marcelo Carné; Vidal, Sidimar, Victor Salinas e Eltinho; Moisés e Rafael Jataí; Caprini (Breno, 26/2ºT), Dalberto e Bruno Camilo; (Aprile, 18/2ºT); Braian Rodríguez (Paulo Sérgio, 39/2ºT)
Técnico: Marquinhos Santos

Gauchão 2019 – Quartas de final – jogo de volta
Data: 28/03/2019, quinta-feira, 21h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Público: 9.211 (7.530 pagantes)
Renda: R$ 314.820,00
Árbitro: Douglas Silva
Auxiliares: Teilor Thomas da Silva e Luiza Naujorks Reis

Gauchão 1979 – 1º Turno – Grêmio 0x1 Juventude

March 28, 2019
1979 gremio 0x1 juventude zh penalti

Foto: Zero Hora

 

Em maio de 1979, o Grêmio foi derrotado pelo Juventude no Olímpico por 1×0, com um gol de José Luiz Plein, aproveitando uma saída equivocada do goleiro Manga. Foi a única derrota do tricolor na campanha de 52 (CINQUENTA E DOIS!!!) jogos do título (com 42 vitórias e 9 empates)

O detalhe é que André Catimba teve dois pênaltis defendidos pelo goleiro Rafael. No jogo seguinte, contra o Bagé, o Grêmio teve  uma penalidade máxima marcada a seu favor e Paulo César Caju converteu.

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Foto: Zero Hora

 INCRÍVEL! GRÊMIO PERDE DOIS PÊNALTIS E O JOGO!
Rafael defendeu dois pênaltis chutados por André. E Plein marcou, aproveitando erro de Manga

Pouco antes de iniciar a partida, André disse que não acreditava em bruxaria. Aos 31 minutos do primeiro tempo, depois de ter perdido seu segundo pênalti em dois minutos, deve ter começado a acreditar. Azar de André, sorte de Plein que, aos 17 minutos do segundo tempo, marcou o gol que garantiu a vitória do Juventude e ainda o deixou como goleador isolado do campeonato. Agora o Inter também é líder ao lado do Grêmio, por pontos perdidos.

Pênaltis

Fantoni escolheu cuidadosamente os jogadores para formar o time que enfrentaria o Juventude, o adversário mais perigoso antes do Gre-Nal do dia 13 deste mês. Em parte, a equipe correspondeu: tomou a iniciativa na partida e estabeleceu o domínio total em campo, sempre pressionando o Juventude em seu próprio campo. No entanto, havia um obstáculo importante: a marcação do seu meio-campo.

Jorge permaneceu sempre junto a Paulo César, permitindo pouca liberdade ao jogador do Grêmio que não tinha espaço para desenvolver seu futebol. Mesmo assim, diante da má atuação de lúra, ainda era Paulo César o jogador mais Importante e eficiente na armação, conseguindo pelo menos errar pouco.

O Juventude foi poucas vezes à frente e sempre lentamente. Mesmo assim, teve a primeira oportunidade de gol numa jogada que os zagueiros do Grêmio permitiram que Ivanildo dominasse livre na área e chutasse torto, pela linha de fundo. Mas, pela insistência do Grêmio no ataque — ainda errando muito — o Grêmio acabaria ando jogadas perigosas na área do Juventude. Na primeira, aos 25 minutos, Paulo César foi derrubado num pênalti claro que Rui Canedo não marcou. Quatro minutos depois, Edson trancou Tarciso na área e, desta vez, o pênalti estava confirmado: André bateu fraco, no canto direito e Rafael teve tempo para defender — Toninho, no rebote, chutou para escanteio. Na cobrança, Paulo César dominou a bola cabeceada por Vantuir e bateu forte. Rafael estava fora do gol e Toninho defendeu com a mão, num novo pênalti que o juiz — a menos de três metros do lance — marcou com segurança. Mas André novamente bateu fraco, no mesmo canto direito, para nova defesa de Rafael.

Surpresa

Com estas duas defesas, a resistência do Juventude aumentou muito no segundo tempo. Mesmo que o Grêmio tivesse uma modificação importante (Paulo César passou a jogar mais à frente, lura recuou um pouco) e, com isso, se tornasse mais eficiente no ataque, o Juventude ainda mantinha certa tranquilidade para defender-se, recuando até mesmo o goleador Plein.

Pelas condições do jogo, o gol do próprio Plein, aos 17 minutos, surpreendeu até mesmo a equipe do Juventude, que ainda contou com o erro de Manga para obter a vantagem. Precipitado nos passes, o Grêmio ainda assim continuava jogando todo no campo do Juventude e criando oportunidades. Só que faltava a tranqüilidade para concluir corretamente a jogada, como aconteceu com lura aos 18 minutos (pouco antes de ser substituído por Nardela, ele recebeu um excelente passe de André e chutou para fora Guando estava livre na área) e com Paulo César aos 20: Tarciso cruzou e, mesmo livre na área pequena, cabeceou para fora.

Para piorar mais ainda a situação do Grêmio, o Juventude se tornava perigoso no contra-ataque e, aos 38, Vicente salvou quase de dentro do gol uma bola chutada por Plein que encobriu Manga. Depois disto, o logo chegou ao final sem que o Grêmio ameaçasse sequer o empate.

O PLACAR
PLEIN para o Juventude — 1 a 0 aos 17 minutos do segundo tempo — Plein recebeu uma bola alta quase na intermediária do Grêmio. Vítor Hugo estava na jogada mas Manga saiu de sua área e cabeceou fraco, ganhando do centroavante mas chocando-se com o zagueiro e caindo junto. Plein ficou livre com a bola dominada e teve a tranqüilidade necessária para meter o pé esquerdo na bola, que entrou no gol vazio lentamente.” (Zero Hora, sexta-feira, 4 de maio de 1979)

A EXTRAORDINÁRIA VITÓRIA DO JUVENTUDE

Foi uma noite de glórias para o futebol de Caxias do Sul e principalmente para o Juventude na quinta-feira quando derrotou o Grêmio em pleno Estádio Olímpico por 1×0 gol marcado por Plein aos 17 minutos do segundo tempo depois de uma falha de Manga.

A vitória do Juventude foi pintada com lances de heroísmo que dificilmente será esquecido pelo torcedor do Juventude. Rafael defendeu dois pênaltes cobrados por André, o segundo muito mal assinalado por Rui Canedo. Rafael acabou se constituindo na grande personalidade da partida.

Depois de passar muitas dificuldades no primeiro tempo, o Juventude melhorou na etapa complementar com a entrada de Valdo no meio de campo, tendo em vista uma lesão de Casemiro. Marco foi obrigado a colocar Jorge na lateral direita e passar Toninho para a esquerda. O Grêmio ficou um time nervoso e inseguro e o Juventude jogando com bastante habilidade e muito bem posicionado acabou marcando o gol que lhe daria a vitória.

Foi praticamente um lançamento de Rafael que pressentiu o avanço dos zagueiros do Grêmio. Manga tentou tirar de cabeça. Plein inteligentemente apenas tocou de leve para as redes. Aos 37 minutos, num lance empolgante, Vicente tirou na marca, alguns dizem que entrou, depois de uma jogada monumental de Plein que chegou a dar um balãozinho no goleiro Manga. Foi urna vitória extraordinária. A vitória da década.” (Jornal de Caxias, sábado, 5 de maio de 1979)

PLEIN DEDICA VITÓRIA E O GOL A RAFAEL

O torcedor gremista quase nem acreditou. Não bastasse os dois pênaltis perdidos por André no primeiro tempo, Plein aos 17 minutos da segunda etapa acabava de marcar o gol do Juventude que viria a ser o da vitória. Ele aproveitou a falha de Manga que saíra de seu gol e provou mais uma vez porquê é considerado um dos maiores goleadores do futebol gaúcho. E assumiu a liderança dos artilheiros com 14 gois, contra os 13 de André.

— O Juventude mostrou hoje o futebol que ficamos devendo daquela outra apresentação aqui em Porto Alegre — disse ele ao final de jogo. Aquele time que jogou contra o Inter não era o Juventude. Nosso verdadeiro futebol é este que foi mostrado aqui no Olímpico. Conseguimos passar por todas as dificuldades, vencemos, foi-se o último invicto, só posso dizer que realmente estamos todos muito felizes.

O centroavante não aceitava as indicações de melhor jogador em campo. Na sua opinião o melhor jogador havia sido o goleiro Rafael, “pois além de defender os dois pênaltis batidos pelo André que teve muito azar também, foi na verdade o autor intelectual do gol que marquei. Foi ele quem me viu sozinho com o Vítor Hugo e lançou a bola. Aproveitei a indecisão do Manga e do Vantuir e conseguir marcar, “comentou ele” (Zero Hora, sexta-feira, 4 de maio de 1979)

ANDRÉ NÃO DEIXOU PAULO CÉSAR CHUTAR O SEGUNDO
E Fantoni não entende a guerra só contra o Grêmio
Foi grande o choro do Grêmio ao final da partida. Mas a declaração que causou impacto maior foi a de Paulo César. Isto porque, o meia-cancha gremista — é batedor oficiai de pênaltis da equipe — foi impedido por André de cobrar o segundo pênalti, depois que o goleador havia já perdido um: “Eu cheguei pro André e pedi prá bater: ele achou melhor bater novamente.” Paulo César ficou chateado principalmente porque é o jogador que mais treina cobranças depois dos treinos, mas até agora não chutou nenhum no campeonato.
Enquanto isto, o técnico Orlando Fantoni garantia que André havia cobrado pela segunda vez por ordem sua, depois de ouvir os jogadores. Mas a declaração mais importante do treinador gremista foi com relação a diferença de “motivação”, das equipes do interior o enfrentam Grêmio e Inter:
— Admirei a diferença de motivação das duas partidas do Juventude, contra nós e contra o Inter. Parece que a motivação é outra. Mas foi bom, pois o Grémio compreendeu que, se quiser vencer o campeonato, vai ter que fazer o possível e o impossível. Vencer o campeonato é mais difícil para o Grêmio do que para qualquer outra equipe. A guerra aqui parece ser para apenas impedir o Grêmio de ganhar o campeonato. Vamos ter que lutar até morrer para ganhar. Mas, quem sabe esta derrota não tenha sido para nossa felicidade. Agora repito: não tem nem comparação, qualquer um que assistiu os dois Jogos do Juventude em Porto Alegre viu a diferença.” (Zero Hora, sexta-feira, 4 de maio de 1979)

INTERNACIONAL ofereceu prêmio-extra para os jogadores do Juventude. Só que os dirigentes foram avisados e não permitiram o “expediente”: — Nós não fomos procurados pelo Grêmio quando do jogo com o Inter e estamos com o Fernando Zacouteguy: nada de bicho-extra. O Juventude é um clube médio, mas nós mesmos nos encarregamos de premiar nossos jogadores. Foram as declarações do vice-presidente Gastão Brito, confirmando a oferta oficial feita pelo Inter. E nem foi preciso, como ficou comprovado durante a partida.” (Zero Hora, sexta-feira, 4 de maio de 1979)

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Fonte: Pioneiro

 

Grêmio 0x1 Juventude

GRÊMIO: Manga: Enrico, Vicente, Vantuir e Dirceu; Vitor Hugo, Iura (Nardela) e Paulo César Caju; Tarciso, André Catimba e Éder Aleixo
Técnico: Orlando Fantoni

JUVENTUDE: Rafael; Toninho, Gonçalves, Edson, Casemiro (Jorge); Assis, Jorge (Valdo) e Cacau; Kásper, Plein e Ivanildo.
Técnico: Marco Eugênio

Gauchão 1979 – 1º Turno – 17ª Rodada
Data: 03 de maio de 1979, quinta-feira
Público: 25.978 pagantes
Renda: Cr$ 1.028.215,00
Árbitro: Rui Canedo
Auxiliares: Adão Alípio Soares e Estemir Vilhena da Silva
Gol: Plein, aos 17 minutos do segundo tempo

Gauchão 1979 – Octogonal Final – Grêmio 0x0 Juventude

March 27, 2019
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Foto: Correio do Povo

Na quarta rodada do octagonal final do Gauchão de 1979 o Grêmio não saiu do 0x0 com o Juventude no Olímpico. Foi o primeiro empate do tricolor na fase final da competição (na qual entrara com dois pontos extras).

É interessante notar que no segundo tempo o técnico Orlando Fantoni optou por usar André Catimba e Baltazar ao mesmo tempo, uma estratégia que ele usou por algumas vezes naquela temporada.

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JUVENTUDE NÃO DEIXOU O GRÊMIO AUMENTAR DIFERENÇA PARA 4 PONTOS

O Grêmio não jogou bem no último domingo mas outra vez foi favorecido no campeonato por um tropeço do Internacional diante do São Paulo. Empatando em zero a zero com o Juventude e aproveitando a derrota do Internacional, o Grêmio aumentou a diferença para três pontos na liderança rolada do campeonato gaúcho.

Favorito para ganhar o jogo, o Grêmio teve pela frente um adversário retrancado e disposto exclusivamente a não perder. Assim mesmo o Juventude poderia ter feito um golo no primeiro tempo, quando houve um contra-ataque organizado por Plein.

O Grêmio errou exatamente no setor que vem sendo um dos melhores do time: o meio-de-campo. Ali o Grêmio foi apático, sem organização, sem criatividade e por isso facilitou o trabalho do adversário.

O Grêmio, além do mais, jogou com lentidão e a bola demorava muito a sair da meia-cancha para as duas pontas. Nas poucas vezes que foi para a direita o time ainda teve o azar de ter Tarciso muito bem marcado e jogando mal.

SEGUNDO TEMPO

Orlando Fantoni começou o segundo tempo já com lúra no lugar de Nardela e depois retirou Tarciso para juntar André ao lado de Baltazar no comando do ataque.

O Juventude não mudou sua maneira de jogar e continuou a marcação forte no meio-de-campo, nas laterais e dentro da área. O domínio territorial foi todo do Grêmio mas faltou criatividade para o ataque.

As melhores oportunidades do segundo tempo o Grêmio as teve com cabeçadas de Baltazar. Aos 7 minutos uma falta cobrada por Éder não foi defendida por Rafael e Baltazar cabeceou no travessão. Aos 9 minutos, em jogada de £der, Baltazar novamente quase marcou. Apoiado pela torcida o time, na base do entusiasmo, tentou fazer o golo. E foi assim até o final da partida sem ser incomodado pelo Juventude, excessão do lance aos 40 minutos, quando Plein escapou e poderia ter marcado não fosse a pronta intervenção de Ancheta.” (Correio do Povo, terça-feira, 21 de agosto de 1979)

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GRÊMIO: Manga; Vilson, Ancheta, Vantuir e Dirceu; Vitor Hugo, Nardela (Iura, intervalo) e Paulo César Caju; Tarciso (André Catimba), Baltazar e Éder Aleixo
Técnico: Orlando Fantoni

JUVENTUDE: Rafael; Vinhas, Tadeu Vieira, Ademir e Toninho; Jorge, Cacau e Valdo; Casper, Plein e Ivanildo
Técnico: Carlos Gainete

Data: 19 de agosto de 1979, domingo
Local: Estádio Olímpico, Porto Alegre.
Renda: Cr$ 928.360,00
Árbitro: Luis Guaranha
Auxiliares: Adão Alípio Soares e Paulo Salazar

Gauchão 2019 – Juventude 0x6 Grêmio

March 27, 2019

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A fórmula do Campeonato Gaúcho melhorou nos últimos anos, mas não vejo muito sentido em que 8 dos 12 participantes avancem para os mata-mata.

O placar foi elástico, mas não surpreendente considerando que o primeiro colocado da primeira fase jogou 70 minutos com 11 contra 10 do oitavo colocado
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Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Juventude 0x6 Grêmio

JUVENTUDE: Marcelo Carné; Vidal, Genílson, Victor Sallinas e Felippe; Moisés, Caprini, Rafael Jataí, Denner e Dalberto; Braian Rodríguez (Douglas, 27’/1ºT)
Técnico: Marquinhos Santos

GRÊMIO: Paulo Victor, Leonardo Gomes (Felipe Vizeu, 20/2ºT), Michel, Marcelo Oliveira e Cortez; Matheus Henrique, Maicon, Thaciano (Alisson, 9/2ºT), Luan e Pepê; André (Diego Tardelli, 9/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

Gauchão 2019 – Quartas de final – jogo de ida
Data: 24 de março de 2019 domingo, 16h00min
Local: Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul-RS
Árbitro: Leandro Vuaden (FIFA-RS)
Assistentes: Maurício Coelho Silva Penna-RS e Jorge Eduardo Bernardi-RS
Cartões amarelos: Rafael Jataí e Dalberto; Bruno Cortez
Cartão vermelho: Genílson, aos 19/1ºT
Gols: Marcelo Oliveira, aos 24 minutos do primeiro tempo, Thaciano, aos 6, Luan aos 11 e aos 17, Felippe (contra) aos 41, Tardelli aos 43 minutos do segundo tempo