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Brasileirão 1987 – Inter 0x1 Grêmio

July 20, 2019
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Foto: Luciane Grabin (Diário do Sul)

No Brasileirão de 1987, o Grêmio venceu o clássico Gre-Nal do Brasileirão no Beira-Rio com um gol de Jorge Veras, num frango histórico de Taffarel (o primeiro gol que ele levou naquele campeonato)

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Foto: Luciane Grabin (Diário do Sul)

GRÊMIO TRANSFERE A DECISÃO PARA SÁBADO

Incensado como o grande jogador do Internacional na atualidade, considerado o melhor goleiro do Brasil, Cláudio Taffarel acabou se tornando realmente o personagem que todos esperavam que ele fosse no Gre-Nal de ontem pela Copa União. Ele, no entanto, tornou-se a figura da partida pela circunstância que todo goleiro faz questão de evitar, uma falha clamorosa. Pois foi justamente num “frango” do goleiro colorado que o Grêmio venceu de 1 a O, gol de Jorge Veras, aos 20 minutos do segundo tempo, mantendo-se na luta pela vaga do grupo A, com dez pontos, dois a menos que o líder Atlético Mineiro.

E é justamente o jogo do Atlético, no sábado, contra o Fluminense em Belo Horizonte que decide a sorte da dupla Gre-Nal neste turno da Copa União. Pois se houver empate, o Atlético ganha a vaga e facilita a classificação do Inter, que enfrenta no domingo o Corinthians em São Paulo precisando de um empate apenas — em caso de derrota, haverá um jogo extra no Beira-Rio. Se o Fluminense vence, a equipe mineira dá condições do Grêmio lutar por uma vitória contra o São Paulo e se igualar em número de pontos com o Atlético, provocando um jogo extra em Belo Horizonte. E o Inter fica na obrigação de vencer o CorInthians.

A derrota do Inter para o Grêmio só não foi mais catastrófica para a equipe de Ênio Andrade, porque o Fluminense, que tem um ponto a menos que o líder do grupo B, perdeu ontem surpreendentemente no Maracanã para o Bahia por 1 a O. Outro resultado surpresa na rodada foi a vitória do Botafogo por 2 a O no Morumbi, sobre o São Paulo.

O jogo em Porto Alegre teve um grande público, o maior da Copa União até agora: 52.347 pessoas pagaram ingresso, gerando a renda de 6.299.900 cruzados. E a partida foi cheia de circunstâncias próprias do clássico Gre-Nal. Houve “frango” de goleiro, Jorge Veras autor do gol atuou apenas 15 minutos (entrou aos 17 do segundo tempo e saiu aos 32) Lima e Norberto foram expulsos por se envolverem numa discussão infantil e Luis Fernando, uma das grandes expectativas do Inter, teve participação discreta, bem marcado por Amaral, além de, no fim do primeiro tempo, ter saído lesionado com gravidade, sendo dúvida para o próximo jogo.

O gol marcado por Jorge Veras é o quarto do ponteiro esquerdo — atual-mente reserva — em Gre-Nal e acabou com a invencibilidade do Inter na Copa União — sobrou apenas o Atlético Mineiro — e quebrou o jejum de 860 minutos de Taffarel sem sofrer gols. O goleiro colorado, ao sair do estádio foi aplaudido pelos torcedores de seu clube, numa demonstração de confiança. Mas os aplausos maiores da noite foram para Jorge Veras, autor do gol, e Mazzaropi, que sem ter o cartaz do goleiro adversário, fez defesas importantes e decisivas, uma atuação digna dos grandes dias de Taffarel.” (Higino Barros, Diário do Sul, 13 de outubro de 1987)

TAFFAREL ARIVALDO CHAVES

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Fotos: Arivaldo Chaves (Zero Hora)

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Camisa Tricolor 2019

July 10, 2019

camisa guia

Apesar de ter uma predileção por camisas com gola polo, eu confesso não ter gostado da camisa tricolor de 2019. Achei que ela ficou mal resolvida. A gola em si parece carecer de um maior capricho.  Não gostei também da distribuição das listras. A listra branca está muito estreita (ver mais sobre isso no final do post), enquanto a listra preta dos ombros/manga.

Sigo não gostando muito dos excessos de dourado no fardamento. Essa é quinta camisa tricolor que a Umbro fez pro Grêmio. A terceira com o logo da Umbro em dourado.

Vejo também um problema de “diagramação”. O patrocínio do Banrisul é demasiadamente largo. Começa antes do logo da Umbro e só termina depois do distintivo do Grêmio. A Umbro não faz isso em todos os seus times. E o Banrisul não tem essa dimensão exagerada na camisa do co-irmão (um indicativo de que não deve ser uma exigência contratual)

No geral fica a sensação de que o primeiro esboço acabou virando o produto final, sem nenhum ajuste ou polimento.

Confesso não ter entendido por que a camisa versão de torcedor não tem patrocínio nas costas (faria mais sentido uma versão sem nenhum patrocínio).

Igualmente não entendi por que a camisa feminina tem uma gola completamente diferente da camisa masculina. Uma justificativa plausível seria de que o modelo diferente é do da equipe feminina do clube, mas as atletas gremistas usam o mesmo modelo com gola polo e botões da equipe masculina. O posicionamento da Umbro sobre essa questão é apenas um conjunto de respostas evasivas. E a gola diferente também se verifica no kit infantil.

Nas camisas clássicas, na média, a listras preta e azul costumam ser quatro vezes maior que a listra branca.

A Umbro costuma usar outra proporção (conforme gráfico abaixo) nas suas criações:

compara 2016 2019 b

– Na camisa de 2016 a listra preta era 5,8 vezes maior que a listra branca, enquanto a listra azul era 6 vezes maior que a listra branca.

– Na camisa de 2017, a listra preta e a listra azul eram 5,7 vezes maiores que a listra branca.

– Na camisa de 2018, a listra preta e a listra azul eram 4,1 vezes maiores que a listra branca.

– Na camisa de 2018 a listra preta é 8,7 vezes maior que a listra branca, enquanto a listra azul é 9,7 vezes maior que a listra branca.

Amistoso em 1975 – Grêmio 0x1 Seleção Uruguaia

July 5, 2019
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Foto: Zero Hora

Pela estatística oficial da AUF, a Seleção Uruguaia fez nessa Copa América o seu primeiro jogo oficial em um estádio do Grêmio (e seu segundo jogo em Porto Alegre, depois da derrota por 1×0 para a Argentina no Beira-Rio pela Taça Independência de 1972) no empate em 2×2 com o Japão.

Contudo, pode se dizer que a estatística do Grêmio é um pouco diferente. Em 2003, ano do centenário tricolor, o clube lançou um Mini-CD, no qual constavam todas fichas técnicas das partidas da temporada de 2002 e uma lista com todos os jogos do Grêmio desde a sua fundação. Os dados são creditados ao Museu Hermínio Bittencourt. No ano de 1975, consta um amisto entre Grêmio e “Sel. Uruguai” no Olímpico em 19 de fevereiro (conforme imagem abaixo).

mini cd 1975

Os jornais brasileiros da época se referem ao adversário do tricolor naquela noite como Seleção Uruguaia, mas deixam claro que o amistoso foi marcado pela “Mutual Uruguaya de Futbolistas Profesionales“, sendo que parte da renda seria revertida para os atletas (em razão disso o time uruguaio viajou em um avião da Força Aérea Uruguaia e se hospedou na concentração do Olímpico).

Nas fotos publicadas no Correio do Povo e na Zero Hora não fica suficientemente claro, mas parece que os uruguaios atuaram com o distintivo da Mutual na sua camisa (e não o da AUF).

Era uma jovem equipe Charrua, mas quatro jogadores que vieram a Porto Alegre também haviam ido a Copa de 1974. E 7 atletas que atuaram pela no Olímpico acabaram sendo convocados para disputar a Copa América de 1975 em setembro/outubro do mesmo ano.

Hugo Bagnulo, era na época treinador do Peñarol, não retornou ao comando da celeste, mas voltaria a encontrar (juntamente com Fernando Morena, segundo maior artilheiro da história da Libertadores) o Grêmio de Tarciso na final da Libertadores de 1983. Walter Corbo seria o goleiro campeão gaúcho de 1977 pelo tricolor e Hebert Revétria, autor do único gol do jogo, iria se tornar herói do título mineiro do Cruzeiro em 1977.

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OS URUGUAIOS VENCERAM COM UMA FALHA DE ANCHETA

O maior público que foi ao Olímpico este ano, não viu a boa partida ontem à noite, nem parecida com aquela contra ao Penharol. A falta de conjunto da Seleção Uruguaia obrigou os jogadores a usarem uma retranca muito fechada e o time dirigido por Ênio Andrade não soube entrar na área adversária. Um gol de Revetria, numa jogada de oportunismo de Rodolfo de Rodrigues depois de urna falha de Ancheta, deu a vitória aos uruguaios. No Grêmio, ainda não ficou definido o meio-campo titular. Neca foi o melhor jogador em campo, Luís Carlos recebeu muitas vaias por tentar chutar de longe e Nenê, pouco lançado, foi substituído no final e saiu muito aplaudido pela torcida que aprovou seu futebol.

A partida iniciou com os jogadores dos dois times se movimentando muito e o bom público incentivando. Porém, o ritmo foi diminuindo, os uruguaios começaram a “catimbar”, Agomar Martins marcava todas as faltas e o nível técnico da partida piorou demais. O grande mérito do time da MUTUAL era a marcação defensiva, o Grêmio não conseguia nem ao menos criar oportunidades de gol.

A base do esquema da Seleção do Uruguai estava no meio campo. Acosta, que depois saiu lesionado e foi substituído por Rivero, Agresta e Laclau marcavam individualmente, e de cima, a Cacau, lúra e Néca. O sistema de armação montado por Ênio Andrade não funcionava e as bolas que chegavam ao gol de Corbo surgiam de chutes a longa distância e isolados de Néca principalmente, que apesar de não ser brilhante conseguia ser o melhor em campo nestes primeiros 45 minutos.

A partir dos 30 minutos do primeiro tempo o Grêmio melhorou um pouco e o ponteiro esquerdo Nenê, mais lançado, ainda pode fazer algumas boas jogadas individuais, sempre incentivado e aplaudido pela torcida.

GOL DE OPORTUNISMO

O segundo tempo mostrou a Seleção Uruguaia com algumas modificações, e para melhor. O Grêmio continuou a se resumir nas boas jogadas de Neca e nem as entradas de Luís Carlos e Loivo, em lugar de lúra e Nenê, respectivamente, fizeram o gol de Corbo ao menos perigar. As vaias que o meio campista Luis Carlos ouviu de sua torcida foram injustas já que o jogador tinha ordens de Ênio Andrade para chutar de longa distância e seu erro foi apenas cumpri-las à risca.

A Seleção Uruguaia aproveitou uma falha do uruguaio Ancheta aos 16 minutos do segundo tempo e fez o gol da vitória. O zagueiro escorregou, Rodolfo Rodrigues lhe tirou a bola e atrasou para Revetria, que entrou no lugar de Morena e jogou bem melhor, O centroavante não teve dificuldades para fazer o gol.

No final da partida Ancheta ainda mostrou instabilidade emocional ao responder irritado as provocações da torcida. ” (Zero Hora, 20 de fevereiro de 1975)

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AFINAL, ZEQUINHA JOGOU BEM

Zequinha teve uma boa atuação contra a seleção do Uruguai. Rápido drible seco e boas cruzadas sobre o arco de Corbo, Zequinha foi bastante lançado nos primeiros 30 minutos do primeiro tempo e fez vibrar a torcida: Desde que chegou do Botafogo – comprado por Cr$ 800 mil – Zequinha nunca teve um bom comportamento. Ontem, ele, talvez ameaçado de perder a posição para o ex-Juvenil João Carlos, retribuiu a confiança que Ênio Andrade e o Supervisor Verardi vem demonstrando nesta série de amistosos. Com a atuação de Zequinha, dificilmente ele sairá do time titular. Verardi considera o jogador como o melhor na posição no Brasil e parece que Zequinha desta vez vai desencabular.

NENÊ AGRADOU E O PASSE CUSTA Cr$ 250 MIL

Nenê fez o último teste no Grêmio. Verardi, antes do logo, ainda tentou prorrogar o período de observação do Jogador Junto ao Botafogo de Ribeirão Preto, mas o clube paulista não concordou com a pretensão do Grêmio. Nenê queria ficar no Grêmio e a sua atuação contra a seleção do Uruguai foi boa e, assim, ele tem grandes chances de ficar:

– O jogo foi muito disputado, eles se fecharam na defesa e catimbaram a partida, principalmente o meu marcador que não deu folga, enquanto eu estive em campo.

Nenê tem o passe fixado em Cr$ 250 mil e o Botafogo de Ribeirão Preto tem pressa na volta do jogador porque o campeonato paulista inicia nesta semana.

ÊNIO: – JOGO PARECIA FÁCIL MAS ENGANOU

Ênio Andrade ficou abatido com o resultado do jogo em que a sua equipe perdeu uma partida que parecia fácil no início e num lance isolado os uruguaios conseguiram a vitória que parecia impossível. Depois da derrota Ênio Andrade não quis falar muito e procurou elogiar a equipe do Grêmio, dizendo que a seleção uruguaia veio para buscar um empate e saiu com a vitória:

— O jogo era para o Grêmio, entretanto num contra-ataque eles conseguiram fazer um gol e ganhar a partida injustamente. Eu vou falar com os nossos jogadores que uma derrota dessas acontece no futebol. Nem sempre a melhor equipe em campo ganha o jogo, a noite não era para o Grêmio.

BAGNULO: – COM O PENHAROL EU JÁ DEVIA TER GANHO

O treinador da seleção Uruguaia Hugo Bagnulo estava satisfeito depois da vitória de 1 a 0 sobre o Grêmio. Com a voz rouca, Bagnulo disse que quando do jogo do Penharol, já tinha sentido que a equipe do Grêmio era muito boa mas que o resultado de ontem à noite veio fazer justiça com os uruguaios. Para Bagnulo o resultado foi o melhor possível porque a seleção uruguaia foi convocada sem fazer nenhum coletivo para o jogo contra o Grêmio.

– A nossa equipe é composta de jogadores jovens e mostraram que eles tem condições de disputar partidas de nível internacional, como foi contra o Grêmio, uma equipe de bons jogadores como Ancheta, Zequinha e Nenê.” (Zero Hora, quinta-feira, 20 de fevereiro de 1975)

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SELEÇÃO URUGUAIA – RENOVAR: A ÚNICA SOLUÇÃO PARA A CRISE URUGUAIA

O meia cancha Montegazza deverá ir para o Leon do México, Carlos Rodrigues, atacante e goleador do Nacional, será negociado com o Monterey, do mesmo país, e o zagueiro Gimenez já falou que pretende deixar o Uruguai. Estes são apenas os informes do futebol uruguaio que atualmente, pode ser considerado crítica. A verdade é que está havendo um êxodo dos bons valores, devido aos baixos salários – e não existe qualquer perspectiva que a situação se modifique.

Uma tentativa que até agora não teve resultados satisfatórios foi a criação da Mutual, Associação dos Jogadores Profissionais do Uruguai. Parte do dinheiro ganho pela Seleção em amistosos (como o de ontem, com o Grêmio) é dividido entre os jogadores profissionais do país. Uma vez por ano os clubes cedem seus jogadores, é escolhido técnico e fica formada então a Seleção Uruguaia cuja supervisão fica a cargo da Mutual.

Hugo Bagnulo, 59 anos, foi o técnico escolhido para dirigir a Seleção neste amistoso com o Grêmio. Além de ser técnico do Penharol, ele já treinou a Seleção do seu pais nas eliminatórias da última Copa, em 73 classificou-se mas logo, inexplicavelmente (por injustiça , dizem alguns) foi cortado.

O fato de ter sido escolhido para treinar o selecionado neste amistoso lhe deu novas esperanças de ficar no cargo até a Copa de 78, na Argentina. Embora, (e ele sabe disso), seja difícil para a Seleção Uruguaia conseguir a classificação, se os melhores jogadores forem negociados , como se espera. Hugo Bagnulo, no entanto, procura não se preocupar.

“Muitos destes jogadores que foram emprestados para o amistoso com o Grêmio estarão na Copa da Argentina. Eles são jovens e tem talento”.

E, por enquanto, não custam muito caro aos clubes. O centroavante Hebert Revetria, por exemplo foi o goleador do campeonato juvenil do ano passado, e, agora, com apenas 18 anos , já está vestindo a camiseta da Seleção Uruguaia_ Mas ele mesmo não esconde seu receio em relação aos baixos salários pagos nos clubes de seu pais. “Creio que a situação vá mudar”, ele diz, aparentemente sem acreditar nas próprias palavras.

Mesmo que não venha a ter grandes valores no time, o técnico Bagnulo, caso volte a ser técnico do selecionado, já tem pelo menos os critérios táticos em mente. São os mesmos adotados no Penharol. —Ninguém pode negar que a Copa da Alemanha incluiu o futebol sul-americano. A tendência é do jogo se tornar mais movimentado, com os jogadores se deslocando constantemente. É isto que estou procurando fazer com o Penharol e, quem, sabe, farei na Seleção Uruguaia, se for convocado.

Para Bagnulo, o ideal seria uma Seleção montada desde agora, “formando pelo menos um time base”:

— O negócio e não deixar nada para a última hora. Este selecionado que formamos para o amistoso com o Grêmio, por exemplo, foi reunido na última hora. Muitos destes jogadores eu até nem conheço direito. Não se pode permitir que isto aconteça perto de uma Copa do Mundo, quando tudo se torna mais sério.

A SELEÇÃO É NOVA, SEM EXPERIÊNCIA

A Mutual – Associação dos Jogadores Profissionais do Uruguai – tomou como base para a escolha dos jogadores cio selecionado uruguaio que enfrentou o Grêmio ontem à noite, o talento demonstrado por cada um.

Mas, de todos que formaram a delegação apenas sete já participaram de outros jogos vestindo a camiseta da seleção – Corbo – Garisto, Mario Gonzales, Zoryez, Morena, Silva e Forlan. Os demais são todos jovens alguns se profissionalizaram recentemente), obrigatoriamente escalados pela Mutual – que não tinha outra alternativa, pois muitos jogadores mais conhecidos foram negociados. Além disso, a seleção que fora formada não vinha tendo bons resultados. Por isto a decisão foi remodelar completamente o plantel de jogadores, e esperar melhores resultados.

Do time-base uruguaio, cinco jogadores estão estreando na Seleção: Tabares e Carlos Rodrigues, do Nacional de Montevideo, Rodolfo Rodrigues, do Defensor, Acosta, do Penharol, e Agresta do Liverpool.

Partindo destes jogadores, o técnico Hugo Bagnulo pretende formar a nova Seleção Uruguaia, “com rapazes jovens e decididos a representarem bem o pais“.” (Zero Hora, quinta-feira, 20 de fevereiro de 1975)


GRÊMIO ENFRENTA À NOITE O URUGUAI COM ZEQUINHA AMEAÇADO

Porto Alegre – Zequinha, ameaçado de punição caso não se empenhe, volta à condição de titular e é uma das atrações do Grêmio na partida amistosa desta noite contra a Seleção Uruguaia, no Estádio Olímpico. Os uruguaios chegam somente às 15h a esta Capital.

O Grêmio terá ainda o reaparecimento de Iúra, recuperado de uma contusão, e Nenê, ponta-esquerda do Botafogo de Ribeirão Preto que está em testes na equipe gaúcha. O time iniciará com Picasso, Cláudio. Ancheta, Beto e Tabaiara: Cacau. Iúra e Neca; Zequinha. Tarciso e Nenê.

Os 18 jogadores uruguaios selecionados pelo técnico Hugo Bagnolo para o jogo de hoje são Acosta, Alvez. Agreste, Apolinario, Corbo, Forlan (sobrinho de Pablo Forlan, do São Paulo), Garisto, Gonzalez. Morena, Revetria, Rivero, Carlos Rodrigues, Rodolfo Rodrigues, Ramon Silva, Tabares, Laclau. Zoryez e Gerolami. A equipe ainda não foi escalada.

A dificuldade para reunir todos os jogadores da Seleção Uruguaia motivou o adiamento da chegada da delegação a Porto Alegre prevista para ontem. No avião procedente de Montevidéu chegaram apenas o médico San Martin e o secretário do Sindicato dos Jogadores Profissionais do Uruguai (Mutual), Carlos Rodrigues.

Depois de o Fluminense desistir da contratação de Zequinha, a direção do Grêmio resolveu prestigiar o jogador que, na opinião do presidente Luis Carvalho “ainda é o melhor ponta-direita do Brasil.” Só que o retorno de Zequinha à condição de titular, depois da longa ausência provocada pela operação de meniscos, se deve ao fato de alguns diretores estarem inconformados com seus altos ordenados (Cr$ 30 mll mensais). Assim, se Zequinha não tiver boas atuações, ou apresentar pouco empenho nos treinos e jogos amistosos, será multado em 40% de seu salário, numa medida que visa diminuir a despesa com o jogador.” (Jornal do Brasil, quarta-feira, 19 de fevereiro de 1975)


— Com um gol de Revetria, aos 16 minutos do segundo tempo, a Seleção Uruguaia venceu ao Grêmio por 1 a 0, ontem à noite no Estádio Olimpico, em Porto Alegre, numa partida amistosa promovida pelo Sindicato dos jogadores Profissionais do Uruguai (MutuaI)

— Embora demonstrando falhas táticas e falta de entrosamento a Seleção Uruguaia conseguiu reagir ao domínio do time gaúcho no primeiro tempo e soube se impor na etapa final, principalmente depois da entrada de Revetria no lugar de Morena, que estava sendo multo bem marcado par Ancheta.” (Jornal do Brasil, quinta-feira, 20 de fevereiro de 1975)

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Foto: Correio do Povo

GRÊMIO FOI SEMPRE MELHOR MAS PERDEU PARA O URUGUAI: 1 A 0

Com a presença de grande público ontem à noite, no Estádio Olímpico, a equipe do Grêmio, embora jogando melhor, acabou perdendo para a seleção do Uruguai por um a zero, golo de Revetria, aos 16 minutos do segundo tempo. O time gremista, que apresentou apoiador Neca, vindo do Esportivo, em grande noite, destacando-se como o melhor do jogo, embora as muitas situações criadas ao longo dos 90, minutos, não conseguiu marcar.

A seleção uruguaia, por sua vez voltou satisfeita para Montevidéu, depois de vingar os 2 a 1 que o Penharol levou no Olímpico há duas semanas atrás. O jogo não agradou ao público, principalmente no primeiro tempo, quando foi muito truncado para a cobrança, de faltas. O ponteiro Zequinha, que voltou ao time, realizou um ótimo primeiro tempo, merecendo inclusive o aplauso da torcida. Cacau foi outro que apareceu bem. Ele que ainda não havia conseguido realizar nenhuma boa atuação. O ponteiro Nenê, que terminou ontem seu período de testes, jogou até 15 minutos da segunda etapa, fazendo boas jogadas embora recebendo poucos lançamentos da meia-cancha. Nenê retorna hoje para São Paulo e já deverá receber a palavra final da direção sobre a sua contratação.

PRIMEIRO TEMPO

Pouca coisa de bom futebol se viu no primeiro tempo da partida. O Grêmio dominou os primeiros 45 minutos criando sete boas situações para o seu ataque, sendo que cinco delas foram criadas e arrematadas através de Neca, que foi o melhor da partida, com destaque principalmente no primeiro tempo. Além de aparecer com grande movimentação, recuando para dar cobertura à defensiva nas poucas vezes em que o ataque da seleção uruguaia tentou chegar até a meta de Picasso, foi o autor de três perigosos chutes contra a goleira, de Corbo.

Zequinha, também fez boas jogadas sendo aplaudido pela torcida ao final do primeiro tempo. Tanto Zequinha como o ponteiro Nenê foram um pouco prejudicados na primeira etapa pelo sistema como jogou o Grêmio. Com a má atuação de Tarciso, Neca preocupava-se em descer para o ataque, embolando muito o jogo pelo meio. Mesmo assim, nas poucas oportunidades em que foram acionados, os dois ponteiros realizaram excelentes jogadas. A seleção uruguaia criou no primeiro tempo apenas uma boa situação, através de Fernando Morena. O goleador no campeonato uruguaio nada fez na noite de ontem que confirmasse seu prestígio, sendo inclusive substituído por Revetria, que acabou marcando o golo da vitória uruguaia.

SEGUNDO TEMPO

Na segunda etapa da partida o Grêmio procurou corrigir alguns defeitos observados no primeiro tempo, principalmente tentando explorar mais os ponteiros Zequinha e Nenê (Loivo) que foram pouco acionados nos primeiros 45 minutos. Aos 16 minutos o ataque uruguaio surpreendeu a defensiva gremista, numa jogada criada por Laclau, Ancheta que tentou a cobertura, atrapalhou-se, deixando Revetria livre para o arremate que marcou o único gol da partida. Os uruguaios, que já haviam jogado bastante fechados no primeiro tempu, recuaram mais ainda tornando completamente estéreis as tentativas do ataque gremista que teve em Tarciso a pior figura.” (Correio do Povo, quinta-feira, 20 de fevereiro de 1975)

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Correio do Povo, 13 de fevereiro de 1975

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GRÊMIO: Picasso; Claudio, Ancheta, Beto Fuscão e Jorge Tabajara; Cacau, Iura (Luis Carlos) e Neca; Zequinha, Tarciso e Nene (Loivo)
Técnico: Ênio Andrade

SELEÇÃO URUGUAIA: Walter Corbo: Alvez, Tabarez, Gerolami (Ruben Albanese) e Xavier (Zoryez); Acosta (Rivero), Agresta (Garisto) e Laclau; Carlos Rodriguez (Richard Forlan) Fernando Morena (Revetria) e Rodolfo “Pichu” Rodriguez.
Técnico: Hugo Bagnulo

Data: 19 de fevereiro de 1975, quarta-feira, 21h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Renda: Cr$ 154.877,00
Árbitro: Agomar Martins
Auxiliares: Vilson Silveira e Adilson Silveira
Gol: Revétria, aos 16 minutos do segundo tempo

Brasileirão 2019 – Botafogo 0x1 Grêmio

June 18, 2019

2019 alexandre cassiano extra
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Mesmo com sérios desfalques, o Grêmio teve uma atuação segura no Rio de Janeiro, controlando o adversário (fato reconhecido pelo treinador Botafoguense) e conquistando os três pontos graças a um belo gol de falta de Jean Pyerre, aos 35 minutos do segundo tempo.

Thaciano e Rômulo formaram uma boa dupla de volantes no meio de campo. Este último fez sua melhor partida com a camisa tricolor.

Seria muito bom se Jean Pyerre exibisse momentos como esse do gol (Falta sofrida e convertida) com mais frequência durante os 90 minutos.

Acho (só acho) que contra um adversário alvinegro o Grêmio deveria usar camisa azul celeste.

Paulo Vitor jogou com a meia azul (dos jogadores de linha) de 2017. Aliás, esse uniforme azul dele poderia ser tranquilamente um terceiro uniforme do time.

Gremio x BotafogoO CRÉDITO DA FOTO É OBRIGATÓRIO: Vítor Silva/Botafogo
Fotos: Alexandre Cassiano (Extra), Globo Esporte, Lucas Uebel (Grêmio.net) e Vitor Silva (Botafogo F.R.)

Botafogo 0x1 Grêmio

BOTAFOGO: Diego Cavalieri; Fernando, Joel Carli, Gabriel e Gilson; Cícero, Alex Santana; Erik (Lucas Barros, 40/2ºT), João Paulo (Yuri, 21/2ºT) e Luiz Fernando (Lucas Campos, 21/2ºT); Diego Souza
Técnico: Eduardo Barroca

GRÊMIO: Paulo Victor; Leo Gomes, Michel, Rodriguez (Darlan, 15/2ºT) e Juninho Capixaba; Rômulo, Thaciano; Alisson, Jean Pyerre e Diego Tardelli (Pepê, 30/2º); Felipe Vizeu (André, 35/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

09ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2019
Data: 12/06/2019, quarta-feira, às 19h15min
Local: Estádio Nilton Santos, Rio de Janeiro (RJ)
Público: 17.757 (15.840 pagantes)
Renda: R$ 495.344,00
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza (PB)
Auxiliares: Bruno Salgado Rizo (SP) e Evandro de Melo Lima (SP)
Árbitro de vídeo: Marcio Henrique de Gois (SP)
Assistentes de VAR: Vinicius Furlan (SP) e Oberto da Silva Santos (PB)
Cartões Amarelos: Thaciano, André, Yuri
Gol: Jean Pyerre, aos 35 minutos do segundo tempo.

Brasileirão 1981 – Botafogo 2×3 Grêmio

June 12, 2019
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Foto: Armênio Abascal (Zero Hora)

 

Na campanha do título do Brasileirão de 1981, o Grêmio ganhou do Botafogo no Maracanã, em jogo válido pela 7ª rodada da Primeira Fase. Vitória gremista por 3×2, com Hat-Trick de Baltazar

Nessa etapa, 7 dos 10 times de cada grupo avançavam para a fase seguinte. O Botafogo, treinado por Paulinho de Almeida (que havia sido campeão gaúcho pelo Grêmio em 1980) avançou até as semifinais.

 

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Foto: Armênio Abascal (Zero Hora)

FALTOU FORÇA PARA O GRÊMIO GOLEAR
Daí, o Botafogo reagiu e quase chegou ao empate no segundo tempo

A reação do Botafogo, sábado, no Maracanã, foi sensacional, chegando a ameaçar uma “virada” no jogo após estar perdendo por diferença de três gols. Mas o Grêmio mereceu a vitória por 3 a 2 porque aproveitou melhor as chances de gols, e embora tenha tido o domínio de jogo apenas no primeiro tempo, conseguiu garantir sua vantagem. Os gols foram marcados por Baltazar (3) no primeiro tempo, descontando Mendonça (2) para o Botafogo na etapa final. Com este resultado o Grêmio isolou-se na vice-liderança do Grupo B, com dez pontos, apenas um de diferença da Portuguesa.

No primeiro tempo o Grêmio fez o que quis em capo, impondo um ritmo forte de jogo e marcando três gols, através de Baltazar. E só não fez mais porque parou de atacar. Logo no início, a um minuto, Tadei lançou Baltazar, às costas de Gaúcho. Ele dominou no peito mas concluiu mal de pé esquerdo. Aos quatro minutos Uchoa fez um gol, mas estava impedido. Aos dez minutos Baltazar transformou a vantagem do Grêmio em 1 a O. A equipe de Ênio Andrade tinha um bom ritmo de jogo, com Vilson Tadei destacando-se pela boa presença no meio-campo. Fez tabelas com Renato Sá e China, lançando os ponteiros e o centroavante. Rocha, Marcelo e Mendonça ficaram completamente perdidos.

O Botafogo assustou-se e tomou o segundo e o terceiro gol. A galera previa urna goleada incrível. A própria crônica carioca esperava isso com resignação, achando que o Grêmio realmente mostrava um bom esquema tático de proteção a defesa, a segurança de Hugo De Léon no combate a Miradinha e o bom trabalho do meio-de-campo, mais a vantagem de Tarciso e Baltazar sobre a confusa defesa do Botafogo: Gilmar, Zé Eduardo, Gaúcho e Serginho estavam apavorados.

Já no Intervalo Paulinho de Almeida pensou que seu time estava muito mal e fez a primeira mudança, com muito acerto: tirou Marcelo, lento e sem combatividade, colocando o habilidoso e esforçado Jérson. Mudou tudo e até Mendonça pode desenvolver seu futebol na frente.

Os erros do primeiro tempo foram corrigidos, com o time carioca marcando melhor no meio e jogando rápido pelas pontas Edson deu trabalho a Dirceu e Mendonça chegava perto da área. O Grêmio resolveu segurar o resultado num esquema de troca de passes e retardamento a Leão: teve o merecido, pois tomou dois gols, como poderia ter levado mais.

A torcida do Botafogo, depois da briga nas arquibancadas, vendo o time melhorar, passou ao incentivo e os jogadores de Paulinho reagiram. Tiveram boas chances mas o Grêmio estava em boa tarde, resistindo aos ataques no final. Paulinho ainda fez uma alteração, tirando Ziza e colocando Revelles na direita, passando Edson para a ponta-esquerda. Ênio tentou rebater, colocando Heber e Bonamigo no lugar de Baltazar e Odair, respectivamente. Para segurar o jogo.

O placar

BALTAZAR, para o Grêmio — 1 a 0 aos dez minutos do primeiro tempo. Dirceu cobrou uma falta pela intermediária do Botafogo, pelo lado esquerdo, passando a De León. O zagueiro chutou sem muita força mas a bola bateu no pé de Baltazar, desviando para o canto esquerdo do goleiro Paulo Sergio.

BALTAZAR, para o Grêmio 2 a 0 aos 16 minutos do primeiro tempo. Tarciso cobrou o escanteio pela ponta-esquerda, colocando na pequena área. O goleiro esperou pela ação da zaga, que ficou parada e Baltazar cabeceou sem multo esforço no canto direito.

BALTAZAR, para o Grêmio 3 a 0 — aos 23 minutos do primeiro tempo. Novamente o escanteio pela esquerda foi cobrado por Tarciso. Odair tocou de calcanhar para a área e Vantuir cabeceou para Zé Eduardo tirar parcialmente. China chutou a gol e a zaga rebateu. Baltazar acabou colocando para dentro do gol de pé direito.

MENDONÇA, para o Botafogo 3 a 1 se, aos 13 minutos do segundo tempo. De León fez falta em Mirandinha na intermediária, pelo lado esquerdo do Grêmio. Leão orientou a barreira, mas Mendonça cobrou por cobertura, com perfeição, colocando no canto direito do goleiro, sem chances.

MENDONÇA, para o Botafogo 3 a 2 aos 37 minutos do segundo tempo. Serginho fez um lançamento em diagonal para a área. Mendonça aparou no peito, passando a bola por sobre a cabeça de Dirceu e completando com um chute forte de pé direito, sem deixar a bola cair no chão.” (Julio Sortica, Zero Hora, Segunda-Feira, 9 de fevereiro de 1981)

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Foto: Armênio Abascal (Zero Hora)

COTAÇÃO – TADEI GARANTE SEU LUGAR NO TIME
Ele armou, lançou e ainda deu cobertura para sua área, jogando um futebol de alto nível

Botafogo

PAULO SÉRGIO — Não teve culpa nos gols: foi enganado no primeiro e nos outros falha foi da zaga. Poderia ter orientado os companheiros. Nota 5

GILMAR — Reserva de Perivaldo, não se complicou porque Odair foi muito mal. Não apoiou no primeiro tempo e marcou mal. Melhorou na etapa final. Nota 5

ZÉ EDUARDO — Completamente errado no início, marcando mal, levando desvantagem com Baltazar. Recuperou-se no final, quando teve bom trabalho com Gaúcho. Nota5

GAÚCHO — Zagueiro alto, mostrou-se desatento, mal na marcação e bom no apoio. Perdeu lances para Baltazar na cabeça e só melhorou na etapa final. Nota 5

SERGINHO — Era um dos mais fracos da defesa e Tarciso aproveitou o nervosismo do garoto. Batido no início, recuperou-se no final. Nota 5

ROCHA — Foi envolvido por Vilson Tadei. Tem pouco senso de jogo, em termos de visão. Errou passes e perdeu a tranqüilidade. Melhorou no segundo tempo, colocando a bola no chão. Nota 5

MARCELO — Um trabalho de baixo nível no início, foi dominado por China e Tadei. Acabou substituído por Jérson. Nota 3

EDSON — Ponteiro rápido e habilidoso, deu muitos dribles em Dirceu. Mas falta objetividade no seu futebol. Nota 4

MIRANDINHA — Bom atacante, sabe driblar bem e chuta com os dois pés. Deu trabalho a Vantuir e De León. Por ser individualista, sumiu do jogo no final. Nota 3

ZIZA — Já não é mais o jogador do Passado. No início ficou isolado na esquerda e foi para o meio. Melhorou levemente mas não rendeu bem. Acabou substituído por Revelles. Nota 3

JERSON – Um dos melhores do time. Rápido, boa visão de jogo e muita mobilidade. Já está merecendo uma vaga no time titular. Responsável pela reação do Botafogo. Nota 7

REVELLES – Entrou no lugar de Ziza, jogou na direita mas não fez nada. Nota 3

Grêmio

LEÃO — Foi um dos destaques do time, principalmente no segundo tempo. Fez boas saídas aos pés dos atacantes, interceptou bem os cruzamentos e não teve culpa nos gols do Botafogo. Nota 7.

UCHOA — Está melhorando de rendimento. No primeiro tempo não tomou conhecimento de Ziza e apoiou bem. Nota7.

VANTUIR — Um excelente primeiro tempo, bem na antecipação, na cobertura e nas bolas altas. Na etapa final andou vacilando em alguns lances. Nota 6.

DE LEON — Com Tadei, o melhor do Grêmio no primeiro tempo. Dominou completamente Mirandinha e ainda partiu para o apoio, lançando e fazendo passes. Caiu na etapa final. Nota 6

DIRCEU — O pior da defesa, pois na etapa inicial foi bem (como todo o time), mesmo permitindo alguns cruzamentos de Edson. No final, perdeu lances individuais e errou na marcação. Nota 5.

CHINA — Do bom trabalho de bloqueio, passes e cobertura no primeiro tempo, passou a ser envolvido e precipitado na etapa final. Talvez tenha sido emoção. Nota 4.

RENATO SÁ – No esquema de Ênio ele tem que recuar e marcar. Preocupa-se demais com isso e esquece de ir ao ataque. Regular no primeiro tempo e mal no segundo. Nota 4.

TARCISO — Taticamente, o melhor do ataque. Dominou a Serginho fez bons cruzamentos e deslocou-se para o meio. Nota 7

BALTAZAR — Entusiasmou os cariocas com seu oportunismo, posicionamento e sorte. Marcou os três gols do Grêmio, no início. Bem marcado, passou trabalho. Saiu para Héber “prender” o jogo na frente. Nota. 8.

ODAIR — Está na pior fase da sua carreira no Grêmio. Confunde-se taticamente, indo muito pelo meio e esquecendo da ponta. Nota 3

HÉBER – Entrou no lugar de Baltazar aos 37 minutos e não pode mostrar nada. Sem nota.

BONAMIGO – Entrou aos 30 minutos no lugar de Odair e quase complicou sua defesa num lance. Nota 3.

Os melhores

VILSON Tadei, com seu futebol objetivo e rápido, mostrou que pode ganhar a condição de titular. Contra o Botafogo ele fez de tudo: armou jogadas, fez tabelas, lançou e esteve até na área, para cobertura e retardamento de bolas a Leão. Foi dono do jogo no primeiro tempo. Na etapa final acabou cansando para marcar o meio-campo adversário. Fora de ritmo, ainda assim teve fôlego para agüentar os 90 minutos. Nota 9

MENDONÇA, talvez o único grande jogador que o Botafogo possui no momento, fez por merecer o respeito da torcida. No início foi envolvido pelo bom trabalho do meio de campo do Grêmio. Ficou retraído e só foi ao ataque depois dos 30 minutos. Na etapa final, junto com Jérson, mandou no jogo. Cobrou uma falta com perfeição e mostrou excelente visão de jogo e deslocamento. Fez o segundo gol do seu time na reação da etapa final. Nota 8

Atuação do juiz
Nota: 8
O árbitro paulista José Assis de Aragão é multo visado pelos dirigentes e jogadores. No jogo de sábado à tarde, no Maracanã, no entanto, foi quase perfeito. Acompanhou os lances de perto, marcou bem as faltas e talvez tenha sido exagerado apenas ao mostrar cartão para Rocha, Mirandinha e De León. Apenas um erro ao aceitar a marcação do bandeira Carlson Gracie num impedimento de Baltazar. Bom o trabalho dos auxiliares Carlson Gracie e Mário Santos.” (Julio Sortica, Zero Hora, Segunda-Feira, 9 de fevereiro de 1981)

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Foto: Armênio Abascal (Zero Hora)

BOTAFOGO REAGE TARDE: GRÊMIO VENCE COM 3 DE BALTAZAR

Depois do primeiro tempo em que (apresentou uma atuação totalmente falho no setor defensivo, quando tomou três gols, o Botafogo reagiu no segundo tempo, mas não conseguiu o empate e foi derrotado por 3 o 2 pelo Grêmio. Baltazar, com uma grande atuação, marcou os três gols no primeiro tempo. Mendonça fez os dois gols do time carioca. 

Para surpreso dos 17.161 torcedores que foram Estádio Mário Filho, o Grêmio começou jogando bem e dominando inteiramente o Botafogo. O time gaúcho encontrou uma defesa totalmente falha, fez o que quis e só não terminou com uma goleada no primeiro tempo por falto de sorte […]” (Jornal dos Sports, 08 de fevereiro de 1981)

BOTAFOGO ESCAPA DE SER GOLEADO PELO GRÊMIO

Depois de jogar de forma lamentável no primeiro tempo, quando se deixou envolver inteiramente pelo Grêmio — que chegou fácil aos 3 a 0 e ameaçou ganhar de goleada — o Botafogo, embora desordenadamente e mais na base do empenho, reagiu e acabou reduzindo o marcador para 3 a 2.

O Grêmio fez uno boa partida, sabendo aproveitar os erros gritantes da defesa do Botafogo e a inoperância de seu ataque que em todo o tempo, mesmo na fase de reação, não exigiu grande esforço de Leão, vencido nas duas únicas bolas, perigosas que foram a seu gol.  […]”  (Jornal do Brasil, 08 de fevereiro de 1981)

Placar: Se no primeiro tempo o jogo foi todo do Grêmio, que marcou em cima, no segundo o Botafogo melhorou muito chegando a ter oportunidade de empatar.” (Milton Costa Carvalho, Revista Placar, edição n.º 561, 13 de fevereiro de 1981)

GRÊMIO GANHA DO BOTA E INTER VOLTA A EMPATAR

Enquanto o Grêmio fez uma boa partida no Maracanã, vencendo o Botafogo por 3 a 2 e recuperando-se da derrota em São Paulo, o Internacional, no Beira-Rio voltou a decepcionar, empatando sem gols com o Bangu. E, por isso, a torcida colorado vaiou o time.

O Grêmio começou com um notável primeiro tempo. Com futebol rápido, jogadas organizadas com inteligência por Vilson Tadei e movimentação intensa de Baltazar e Tarciso, o tricolor inibiu o adversário. E, assim. surgiram os três gols de Baltazar.

No segundo tempo, porém, o Grêmio facilitou. Em decorrência, o Botafogo cresceu e marcou dois gols. Leão, Uchoa, Vantuir, De León, e Dirceu; China, Tadei e Renato: Tarciso, Baltazar (Éber) e Odair (Bonamigo) jogaram pelo Grêmio, no jogo que rendeu CrS 2.270.200.00.

Aqui, com os torcedores revoltados, Benitez, Carlos Alberto, Wagner, André, Minero (Bereta); Ademir, Jair, Galvão; Paulo Santos. Jones (Birra) e Mário Sérgio não conseguiram vencer o time carioca.

Nos resultados, a classificação automática da dupla, ontem.” (Correio do Povo, 08 de fevereiro de 1981)

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Foto: Armênio Abascal (Zero Hora)

Botafogo 2 x 3 Grêmio

BOTAFOGO: Paulo Sérgio; Gilmar, Zé Eduardo, Gaúcho e Serginho; Rocha, Mendonça e Marcelo Oliveira (Jérson, intervalo); Édson, Mirandinha e Ziza (Revelles, 17 do 2ºT)
Técnico: Paulinho de Almeida

GRÊMIO: Leão; Uchoa, Vantuir, De León e Dirceu; China, Vilson Tadei, e Renato Sá; Tarciso, Baltazar (Éber 37 do 2ºT) e Odair (Bonamigo 30 do 2ºT)
Técnico: Ênio Andrade

Brasileirão 1981  – 1ª Fase – Grupo B – 7ª Rodada
Data: 07 de fevereiro de 1981, sábado, 17h00min
Local: Estádio Maracanã, Rio de Janeiro
Público: 17.161 pagantes
Renda: Cr$ 2.270.200,00
Árbitro: José de Assis Aragão – SP
Auxiliares: Carlson Gracie e Mário Leite Santos
Cartões Amarelos: Rocha, De León e Mirandinha
Gols: Baltazar 10, 16 e 23 minutos do 1º tempo; Mendonça 13 e 37 do 2º

Brasileirão 2019 – Bahia 1×0 Grêmio

June 4, 2019

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O começo de Brasileirão do Grêmio é inegavelmente ruim. O time já poderia/deveria estar rendendo mais, mesmo que se considere todos os desfalques.

Eu sigo achando que lances como esse do Geromel não passíveis de pênalti, mas a maioria dos árbitros tem marcado (até agora quem destoou foi Marcelo de Lima Henrique em Corinthians 0x0 Grêmio)

Não deu pra entender porque Renato não escalou Montoya por dentro, como segundo volante (como ele diz preferir jogar) e Thaciano pelo lado direito (função que ele costuma entrar)

Dizer que esse fardamento branco do Grêmio é sem graça seria um elogio.

De positivo ficou a campanha em conjunto entre Grêmio, Bahia e Observatório da Discriminação Racial no Futebol.

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Fotos: Felipe Oliveira (EC Bahia) e Tiago Caldas (Grêmio.net)

Bahia 1×0 Grêmio

BAHIA: Douglas; Nino Paraíba, Ernando, Lucas Fonseca e Moisés; Gregore, Elton (Flávio, 34/2°T) e Douglas Augusto; Élber (Arthur Caíke, 18/2°T), Artur e Fernandão (Ramires, 26/2°T)
Técnico: Roger Machado

GRÊMIO: Paulo Victor; Léo Gomes, Geromel, Rodriguez e Juninho Capixaba (Patrick, 35/2°T); Michel, Thaciano, Montoya (Diego Tardelli, 19/2°T), Jean Pyerre e Pepê; Felipe Vizeu (André, 19/2°T)
Técnico: Renato Portaluppi

Data: 01/06/2019, sábado, 19h00min
Local: Estádio do Pituaçu, em Salvador  – BA
Público: 27.406 (26.930 pagantes)
Renda: R$ 240.630,00
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (FIFA-PA)
Auxiliares: Fabricio Vilarinho da Silva (GO) e Helcio Araujo Neves (PA)
VAR: Caio Max Augusto Vieira (RN), com auxílio de Thiago Duarte Peixoto (SP) e Flavio Gomes Barroca (RN)
Cartões amarelos: Artur; Geromel, Juninho Capixaba
Gol: Fernandão (de pênalti), aos 9 minutos do segundo tempo

Brasileirão 1989 – Bahia 3×2 Grêmio

June 1, 2019
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Foto: Correio do Povo

No Brasileirão de 1989, o Grêmio não teve um início muito promissor. Após ser derrotado na estreia pelo Coritiba, o tricolor enfrentaria o Bahia na Fonte Nova pela segunda rodada.

O Grêmio entrou em campo com uma equipe bastante modificada em relação ao time que superou o mesmo Bahia nas quartas de final da Copa do Brasil, pouco mais de um mês antes e acabou sendo derrotado por 3×2.

GRÊMIO PERDE E AGORA É LANTERNA
Com apenas três titulares e errando demais no setor defensivo, o Grêmio não conseguiu resistir ao entusiasmado time do Bahia e acabou perdendo por 3 a 2, num jogo com final emocionante, ontem à tarde, na Fonte Nova. Assim, oito dias após conquistar a Copa Brasil, o Grêmio já foi derrotado duas vezes no campeonato brasileiro e agora ocupa a incômoda posição de lanterna da competição.

O Bahia largou na frente aos 38 minutos. Duda investiu pela esquerda e cruzou para Dico, que concluiu de primeira, sem chances para Gomes. Um pouco antes, Duda, que substitui Zé Carlos no campeão brasileiro, havia acertado um arremate na trave. O Grêmio tentou reagir, mas estava sem opções boas na frente, onde Nando era neutralizado pela zaga baiana. Ao mesmo tempo, o meio-campo parecia perdido, sem a menor criatividade, enquanto a defesa mostrava-se confusa.

No segundo tempo, o jogo cresceu em emoção. Aos 10 minutos, Jandir cobrou falta, chutando forte no meio da barreira e empatando a partida. O Grêmio recuou para o seu campo. O Bahia avançou e aos 22 minutos marcou o segundo gol. Mailson cruzou para Charles, que dominou e concluiu com categoria. Aos 35 minutos, a zaga do Bahia falhou e Cuca se aproveitou para empatar mais uma vez. A torcida baiana se recuperou do susto dois minutos após, com Charles escorando de cabeça para fazer 3 a 2.

Depois do jogo, o treinador Cláudio Duarte tratou de minimizar a importância do segundo resultado negativo em menos de uma semana. Contrariou a observação de que o Grêmio está mal no ataque, argumentando que o time marcou três gols em dois jogos. Paralelamente, deixou claro que está insatisfeito com o rendimento da defesa, embora afirmasse que esse é um assunto que será tratado internamente. No mesmo ritmo, parecendo despreocupado com a derrota, Rafael Bandeira dos Santos considerou normal o resultado, já que o time estava desfalcado de vários titulares.” (Correio do Povo, segunda-feira, 11 de setembro de 1989)

Salvador — Charles voltou a jogar bem, marcando dois gols e saindo de campo como craque da partida, e o Bahia venceu o Grêmio por 3 a 2, ontem, na Fonte Nova, pelo Grupo B do Campeonato Brasileiro, recuperando-se da derrota para o Fluminense, na estréia, por 1 a 0. A torcida, que em nenhum momento deixou de incentivar a equipe, saudou a grande exibição de Charles com muitos aplausos. ” (Jornal dos Sports, segunda-feira, 11 de setembro de 1989)

Bahia 3×2 Grêmio

BAHIA: Ronaldo; Mailson, João Marcelo, Claudir e Paulo Robson; Paulo Rodrigues, Marcelo Jorge e Duda (Ronaldo); Osmar, Charles (Vagner Basílio) e Dico.
Técnico: Evaristo de Macedo

GRÊMIO: Gomes; Jorge Antonio (Almir), Trasante, Vilson e Fábio Lima; Jandir, Lino, Darci e Cuca;  Adilson Heleno e Nando
Técnico: Cláudio Duarte

Data: 10 de setembro de 1989, domingo
Local: Estádio Fonte Nova, em Salvador-BA
Público: 6.902 pagantes
Renda: NCz$ 74.959,00
Árbitro: Jerônimo Alves
Cartões amarelos: Charles, Ronaldo, Jorge Antonio e Trasante
Gols: Dico, aos 38 minutos do primeiro tempo; Jandir aos 10 minutos, Charles aos 22, Cuca aos 35 e Charles aos 35 minutos do segundo tempo

Copa do Brasil 2019 – Grêmio 3×0 Juventude

May 30, 2019

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O placar final e o andamento do segundo tempo passaram uma sensação final de tranquilidade, mas o Grêmio teve alguma dificuldade com o Juventude na primeira meia hora de jogo (foi um confronto mais parelho do que as quartas-de-final do Gauchão).

Felipe Vizeu marcou novamente, o que é importante, assim como o bom desempenho de Thaciano e Tardelli na etapa final.

Essa questão do aproveitamento dos pênaltis precisa ser resolvida pra ontem.

Não entendi por que Vico, que sequer entrou nos últimos jogos, começou essa partida de titular.

Agora que já lançaram a camisa de manga longa na versão 2019, não há mais justificativa para os jogadores (como, por exemplo, Thaciano) usarem uma malha de manga longa azul por baixo da camisa tricolor de manga curta.

– Média de público do Grêmio na Arena na atual temporada:
23.255 (21.196 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Copa do Brasil desde 1989
23.287 pagantes

– Média de público do Grêmio na Copa do Brasil na Arena
30.515 ( 28.208 pagantes)

– Média de público do Grêmio em oitavas-de-final de Copa do Brasil desde 1989:
17.243 pagantes

– Média de público do Grêmio em oitavas-de-final de Copa do Brasil na Arena:
21.557 (19.772 pagantes)

Gremio x Juventude
Fotos: Fabiano do Amaral (Correio do Povo) e Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 3×0 Juventude

GRÊMIO: Paulo Victor; Leonardo Gomes, Geromel, Rodriguez e Juninho Capixaba; Michel, Maicon; Vico (Pepê, intervalo), Jean Pyerre (Thaciano, 19/2ºT) e Everton; Felipe Vizeu (Diego Tardelli, 27/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

JUVENTUDE: Marcelo Carné; Vidal, Genílson, Sidimar e Eltinho; João Paulo; Bruno Alves (Paulo Sérgio, 33/2ºT), Moisés (Aprile, 40/2ºT), Denner, Dalberto; Braian Rodríguez (Breno, 13/2ºT)
Técnico: Marquinhos Santos

Copa do Brasil 2019 – Oitavas de final – jogo de volta
Data: 29 de maio, quarta-feira, 21h30min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Público: 21.649 (19.560 pagantes)
Renda: R$ 575.779,00
Árbitro: Wagner do Nascimento de Magalhaes (FIFA-RJ)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (FIFA-SP) e Bruno Boschilia (FIFA-PR)
VAR: Pathrice Wallace Corrêa Maia (RJ) auxiliado por Carlos Eduardo Nunes Braga (RJ) e Michael Correia (RJ)
Cartões amarelos: Maicon, Bruno Alves, Sidimar
Gols: Felipe Vizeu, aos 39 minutos do primeiro tempo e aos 23 minutos do segundo tempo; Diego Tardelli, aos 38 minutos do segundo tempo

Brasileirão 2019 – Ceará 2×1 Grêmio

May 21, 2019

Campeonato Brasileiro/Serie A - Gremio x Ceara.

Quinta partida sem vitória tricolor no Brasileirão 2019. Com o futebol apresentado no Castelão, seria muito difícil o Grêmio sair com os três pontos do Ceará.

Campeonato Brasileiro/Serie A - Gremio x Ceara.

Ceará 2×1 Grêmio

CEARÁ: Richard (Diogo Silva, intervalo); Samuel Xavier, Valdo, Luiz Otávio e João Lucas; Fabinho, Ricardinho e Thiago Galhardo (Pedro Ken, 30/2°T); Leandro Carvalho (Rick, 17/2°T), Bergson e Fernando Sobral.
Técnico: Enderson Moreira

GRÊMIO: Paulo Victor; Leonardo Gomes, Geromel, Michel e Juninho Capixaba(Pepê, 38/2°T); Rômulo (Marinho, 25/2°T) e Matheus Henrique; Alisson (Felipe Vizeu, 31/2°T), Thaciano e Everton; André.
Técnico: Renato Portaluppi

05ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2019
Data: 19/05/2019, Domingo, 19h00min
Local: Estádio Castelão, em Fortaleza (CE)
Público: 17.506 pagantes
Renda: R$ 183.016,00
Árbitro: Igor Junio Benevenuto/MG
Assistente 1: Felipe Alan Costa de Oliveira/MG
Assistente 2: Ricardo Junio de Souza/MG
4º Árbitro: Adriano Barros Carneiro/CE
Árbitro de Vídeo: José Cláudio Rocha Filho/SP
Assistente de Árbitro de Vídeo 1: Gilberto Rodrigues Castro Junior/PE
Assistente de Árbitro de Vídeo 2: Clovis Amaral da Silva/PE
Cartões amarelos: Juninho Capixaba, Matheus Henrique, Everton, Alisson, Marinho, Pepê; João Lucas, Pedro Ken, Fabinho;
Gols: Ricardinho, aos 10 minutos; Michel, (contra) aos 23 minutos e Everton, aos 30 minutos do primeiro tempo

Brasileirão 2019 – Corinthians 0x0 Grêmio

May 15, 2019

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Empate fora de casa com o Corinthians não é mau resultado. O problema é a campanha pregressa do Grêmio.

Eu não acho que o lance em que o Everton tentou cruzar e foi bloqueado por Fagner tenha sido pênalti. Para mim o lateral corinthiano não tocou “deliberadamente” a bola com a mão. Contudo, em lances semelhantes, vários juízes tem assinalado a penalidade máxima.

Como bem salientou o jornalista Tiago Maranhão, não foi observado o protocolo do VAR. Era um lance de interpretação. Não houve um erro claro e óbvio” ou um “incidente grave não percebido.

O juiz viu o lance com clareza dentro do campo. E usou o VAR para “reinterpetar” a jogada (o que não é a finalidade do VAR).

Por falar em VAR esse foi o terceiro jogo, em 4 rodadas, que Rodrigo Carvalhaes de Miranda foi árbitro de vídeo em um jogo do Grêmio.

Gremio x Corinthians

O Grêmio voltou a usar a meia azul de 2017. O que mostra como foi “errado” não lançar uma meia azul em 2018 (e como seria útil lançar uma meia azul para 2019).

Por falar em meia azul, Kanneman e Geromel jogaram com uma fita/esparadrapo azul royal acima do tornozelo.
2019 sergio barzaghi gazeta Cori26-1024x682bFotos: Sergio Barzaghi (Gazeta Press) e Lucas Uebel (Grêmio.net)

Corinthians 0x0 Grêmio

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Manoel, Henrique e Danilo Avelar; Ralf, Ramiro (Junior Urso, 23’/2ºT), Mateus Vital e Sornoza (Régis, 35’/2º); Clayson e Boselli (Vagner Love, intervalo)
Técnico: Fábio Carille

GRÊMIO: Paulo Victor; Leonardo Gomes, Geromel, Kannemann e Juninho Capixaba; Michel, Matheus Henrique; Montoya (Thaciano, 15/2ºT), Luan (Pepê, 37/2ºT) e Everton; André (Felipe Vizeu, 33/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

04ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2019
Data: 11/05/2019, sábado, às 19h00min
Local: Arena Corinthians, em São Paulo (SP)
Público: 36.624 (36.360 pagantes)
Renda: R$ 1.581.235,00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (FIFA/RJ) e Silbert Faria Sisquim (RJ)
Árbitro de vídeo: Rodrigo Carvalhaes de Miranda (RJ)
Assistentes do VAR: Pathrice Wallace Corrêa Maia (RJ) e Daniel do Espirito Santo Parro (RJ)
Cartões amarelos: Mateus Vital, Ramiro (COR); Juninho Capixaba, Leonardo, Michel, Kannemann (GRE)