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Gauchão 1980 – Caxias 1×3 Grêmio

February 22, 2020
1980 correio caxias baltazar

Foto: Correio do Povo

 

No Gauchão de 1980, o Grêmio venceu o Caxias por 3×1 no Centenário, em jogo do segundo turno. Baltazar, que terminaria a competição como artilheiro isolado, marcou dois gols naquela noite.

 

1980 pioneiro caxias baltazar

Foto: Pioneiro

DEPOIS DO SUSTO, VITÓRIA TRANQÜILA DOS GREMISTAS

Depois de um primeiro tempo muito movimentado e que finalizou empatado em 1 gol, o Grêmio foi superior nos últimos 45 minutos, fazendo 3 a 1, ontem à noite, no Estádio Centenário, em Caxias, A partida foi desenvolvida em ritmo quente e o tricolor manteve a liderança folgada com muita garra. O Caxias foi um adversário difícil e sua torcida não gostou do juiz.

PRIMEIRO TEMPO — O jogo começou muito quente. O Caxias aceitou a proposta de fazer uma partida em afta velocidade. O Grémio por sua vez entrou em ritmo acelerado. Assim logo nos primeiros movimentos pode-se observar o entusiasmo dos times.

Aos cinco minutos num descuido da defensiva tricolor Zezinho saiu da ponta-esquerda invadiu e deu um passe preciso para Juti. O comandante de :ataque não perdeu tempo arrematando sem defesa para Leão: Caxias 1 a 0.

Sem perder a velocidade o Grêmio foi em busca do empate. Este aconteceu aos treze minutos quando Dirceu cruzou bola para área. Tarciso desviou para o poste e Baltazar acertou as redes de Ortiz.

O 1 a 1 foi justo. Grêmio e Caxias tiveram uma movimentação muito equilibrada, E a partida nesta etapa agradou.

SEGUNDO TEMPO — O Caxias não resistiu. O Grêmio, depois de mostrar um excelente primeiro tempo, confirmou plenamente. Com velocidade e boa movimentação na meia-cancha, o tricolor não deu espaço para os caxienses manobrarem.

Aos 29 minutos, os 2 a 1 para o Grêmio. Odair foi derrubado na área e o juiz deu penalidade máxima. Baltazar cobrou e marcou. Aos 39, numa jogada pessoal, Tarciso encerrou o marcador em Caxias: 3 o 1 Grêmio. O jogo, nesta fase, também valeu pelo empenho. “ (Correio do Povo, 2 de outubro de 1980)

1980 pioneiro caxias juiz

Os jogadores do Caxias reclamaram muito do árbitro Orion Satter de Mello. Especialmente pela não marcação de penalidade máxima, no segundo tempo, ocorrida na área gremista. Aqui, a reclamação no momento da marcação da penalidade sobre Odair contra o Caxias. Mais tarde, foi constatado que o pênalti existiu, pois o jogador gremista foi empurrado.” (Pioneiro, 4 de outubro de 1980)

CAXIAS COM MAIS DIFICULDADES PARA CHEGAR À CLASSIFICAÇÃO

A derrota diante do Grêmio por três a um, na quarta-feira à noite, não pode ser considerada como surpresa. O Caxias não vinha apresentando futebol para vencer o adversário, mais categorizado e com grande poder de conjunto. Mas o Caxias via no encontro a chance de fazer esquecer todas as falhas cometidas ao longo do certame. Além disso, a partida marcou a volta do técnico Marco Eugênio. E este tem já uma imagem formada na opinião pública esportiva de ser inimigo do Grêmio. Inimigo em termos esportivos. No fundo, Marco Eugênio não tem a intenção de ser reconhecido como tal. O destino esportivo foi quem criou essa situação. E o detalhe serviu muito para dar mais atrativo ao jogo.

O Caxias iniciou com muita vontade, muita disposição. Até nem parecia atravessar uma fase de confusão. Marcou um gol logo aos cinco minutos, através de Juti. Mas a velocidade empregada no jogo pelo Caxias não foi sustentada. O Grêmio aceitou a proposta de jogo. E passou a se movimentar muito. Ainda mais com um gol sofrido logo no início. E talvez ai tenha residido todo o problema da equipe de Marco Eugênio. Propôs um sistema que não pôde suportar ao longo dos 90 minutos. O Grêmio empatou aos 13 minutos, justamente através de uma lance de velocidade do ponteiro Tarciso. A bola ia para a linha de fundo. Ninguém do Caxias acreditou que ela pudesse ainda ser alcançada. Mas Tarciso valeu-se da facilidade de correr, cruzou para a área, a bola bateu no poste e foi para Baltazar. Livre, marcou fácil. A partir daí, o jogo teria outra história. Aos 29, Baltazar fez o segundo gol, cobrando penalidade máxima e Tarciso, aos 39, marcou o terceiro. Houve muita reclamação quanto à arbitragem. Esta, efetivamente, não foi boa. Por tudo o que aconteceu. Aceitou reclamações, deixou de marcar duas penalidades, uma a favor do Grêmio e outra a favor do Caxias. Jogadores chegaram a agredir o árbitro Orion Satter de Mello, sem que tomasse providências. A renda é que foi excelente: Cr$ 1.049.200,00

Com esta derrota, somada às demais, o Caxias encontra cada vez, maiores dificuldades para chegar ao hexagonal.” (Pioneiro, 4 de outubro de 1980)

1980 pioneiro caxias gol juti

Foto: Pioneiro

GRÊMIO: Leão; Casemiro, Newmar, Vicente e Dirceu: Bonamigo (Plein), Paulo Isidoro e Renato Sá: Tarciso, Baltazar e Odair.
Técnico: Paulinho de Almeida

CAXIAS: Ortiz; Lauri, Ademir, Jerônimo e Segato; Vilson, Toninho e Liminha; Gonçalves, Juti e Zezinho.
Técnico: Marcos Eugênio

Local: Estádio Centenário, em Caxias do Sul-RS
Renda: CrS 1.049.200,00
Árbitro: Orion Sater de Melo
Auxiiares: Laor Ferreira e Carlos Torres. RE

Gauchão 1980 – Grêmio 0x0 Esportivo

February 2, 2020
1980 esportivo cp nelinho 1

Foto: Correio do Povo

 

No Gauchão de 1980, Grêmio e Esportivo ficaram no 0x0 no Olimpico em partida válida pelo segundo turno da competição. Esse jogo marcou a estreia de Nelinho com a camisa tricolor (com a qual ele atuou por menos de dois meses)

Nelinho chegara cinco dias antes deste confronto e ao desembarcar em Porto Alegre disse que dificilmente atuaria nessa partida pois estava sem ritmo. Foi pro jogo mesmo assim.

O detalhe curioso do jogo é que o Grêmio jogou de camisa branca e o Esportivo com camisa branca com listras finas azuis e nenhuma das reportagens abaixo menciona a aparente dos uniformes.

1980 esportivo cp vitor hugo

Foto: Correio do Povo

COM TROPEÇO DO GRÊMIO O INTER DIMINUI A DIFERENÇA

A estréia de Nelinho levou bom público ao Estádio Olímpico para assistir Grêmio x Esportivo. Dentro do campo e resultado não foi nada bom para o Grêmio que acabou perdendo um ponto precioso ao empatar em zero a zero. O time de Bento Gonçalves, depois dos 40 minutos do primeiro tempo, teve dois jogadores expulsos e assim mesmo segurou a igualdade sem gols. Carlos Martins agiu com precisão ao expulsar Raquete mas Sol muito rigoroso retirando de jogo o ponteiro Lambari.

O Grêmio no primeiro tempo limitou-se a conclusões de fora da área, principalmente por intermédio de Nelinho, e teve poucas jogadas de penetração por causa dá forte retranca do Esportivo. No segundo tempo o time de Bento passou a dar chutões para a frente ou para fora do campo. O Grêmio atacou muito e teve boas oportunidades de gol que não saíram por força da boa presença do goleiro Noslen ou então por falta de sorte nos arremates como aconteceu num chute de Renato Sá, que bateu no poste esquerdo. A entrada de Plein no lugar de Vitor Hugo tornou o time gremista ainda mais ofensivo, sem contudo determinar a vitória . Agora o Grêmio está com dois pontos à frente do Inter no segundo turno.” (Correio do Povo, terça-feira, 7 de outubro de 1980)

1980 esportivo cp nelinho 2

Foto: Correio do Povo

NELINHO ADIA A EXPLOSÃO: ‘VEM Al MINHA MAIOR BOMBA”
O estádio encheu para ver sua estréia, suas cobranças de falta mortais.

O Grêmio empatou com o Esportivo (0 x 0), o show não saiu, mas não faltaram aplausos. Nelinho prometeu bombas, suor e o título — para voltar à Seleção e acabar com a imagem de santo do técnico Hilton Chaves.

A estréia de Nelinho no Grêmio, domingo, contra o Esportivo, teve de tudo: recorde de renda no campeonato, papo com a noiva, juiz estreando uniforme, muita catimba, expulsões e até piada de português. Só não teve o tão esperado gol de falta da nova bomba gremista.

Trinta mil eufóricos torcedores invadiram o Olímpico cedo na tarde. Era o maior público do campeonato — excetuando-se o último Gre-Nal. O recorde só não caiu porque Netinho estava sem jogar há 30 dias, sentiu bastante a física puxada da semana e até sextaf-eira sua estréia era posta em dúvida. Não houve, porém, o espetáculo que todos esperavam. Nelinho adiou a explosão de sua bomba — “Fica para a próxima vez, ela vem aí com força total” — e o Grêmio até empatou com o Esportivo, permitindo que o Inter se aproximasse perigosamente.

Não faltou incentivo ao lateral. Antes do jogo, já no meio do campo, um repórter da Rádio Gaúcha colocou-lhe os fones nos ouvidos e ele conversou rapidamente com sua noiva, Vanda, que estava em Belo Horizonte. “Como você está se sentindo com a camisa do Grêmio, amor?”. Vestido com o uniforme dois do time (o branco), Nelinho se emocionou: “Bem demais, amor, o estádio está quase lotado e todo mundo me dá força”.

E bem que ele tentou corresponder a todos aqueles aplausos. Por quatro vezes soltou sua bomba em cobranças de faltas: na primeira, logo a 1 minuto, chutou da direita, com efeito, fazendo a bola subir e baixar de repente, rente ao travessão; na segunda, aos 14, bateu rasteiro e forte no canto direito, mas, no susto, o goleiro Noslen espalmou para escanteio: aos 36, a terceira, já com menos força; e a quarta, aos 26 do segundo tempo, saiu mais fraca ainda. Praticamente andava em campo, sentindo o desgaste e as emoções da estréia.

Nelinho mostrou também, alguns defeitos na marcação, pela falta de ritmo, mas compensou essas falhas com belos passes de efeito. E foi longamente aplaudido ao fazer dois lançamentos de 40m nos pés do companheiro.

Sua estréia só não foi mais comentada porque os jogadores do Esportivo aprontaram demais, dando até peitaço no juiz Carlos Martins. Martins também tinha se preparado para a festa – usava pela primeira vez o seu uniforme de juiz da FIFA — mas não esperava ter tanto trabalho. Foi obrigado a expulsar dois, ainda no primeiro tempo, e o segundo, em conseqüência, foi de antifutebol: os nove jogadores do Esportivo se entrincheiraram, dando balões para todos os lados para garantir o 0 x 0.

De qualquer forma, sobraram elogios para Nelinho — principalmente por parte do técnico Paulinho de Almeida: “Quando ele estiver em forma, poderá até superar aquele Nelinho que todos conhecemos, pois hoje é um homem mais experiente”. Alegre, satisfeito, ele não se furtou nem a ouvir “a última do português”, que o cómico José Vasconcelos foi lhe contar no vestiário —Nelinho é descendente de portugueses e também bom piadista.

Ele só ficou sério quando soube que o técnico Hilton Chaves reagiu a sua entrevista a Placar com uma furiosa resposta. Sério, porém tranqüilo: “Isso apenas prova que ele não tem moral. Vou suar a camisa do Grêmio, ser campeão, voltar à Seleção e mostrar que estou acima de intrigas.” (Emanuel Mattos, Placar, edição n.º 545, 10 de outubro de 1980)

1980 nelinho nico esteves placar

Foto: Nico Esteves (Placar)

1980 nelinho nico esteves placarb

Foto: Nico Esteves (Placar)

NA BASE DO CHUTÃO É DIFÍCIL JOGAR

Primeira preocupação de Nelinho, ontem pela manhã, logo após o café na concentração do Olímpico: escrever uma carta para a noiva. “É a saudade, bicho”, justificou. E, por isto, só desceu para o departamento de futebol após às 9 horas.

Abrigo da CBD e buscando o sol para se proteger do frio, Nelinho analisou sua atuação contra o Esportivo: “Foi regular. Dentro das condições físicas que me encontro no momento, cheguei a ter bons momentos. Na verdade, fiz a bola correr mais”.

Que tempo necessita para entrar em forma? A resposta é imediata: “Três a quatro jogos. Logo adquiro a condição ideal e entro no Gre-Nal na ponta dos cascos. O pessoal aqui é bom de jogar, sabe. Tocam bem a bola o são inteligentes. Fica mais fácil assim, não?”.

O que foi difícil no adversário? “Puxa, palavra, nunca neste tempo que jogo futebol vi um time tão preocupado em não jogar como o Esportivo. Eles não jogaraM. Tinham condições para tocar a bola, fazer a cera técnica, mas preferiam dar chutões para a avenida. Sinceramente, é difícil jogar assim”.

Diferença com os times de Minas? “A principal é a maneira de jogar mesmo. Lá um time pequeno segura a bola, faz o tempo passar e procura se fechar bem. Mas, acima de tudo, faz tudo isto sempre com a bola rolando. Quer dizer: ninguém dá chutão para fora do campo. Acho que esta é a grande diferença”.

Não deu para acertar uma falta domingo? “Não, bicho, não deu. Cobrei três, sendo duas no gol e uma fora. Usei a mesma técnica de sempre. Na bola fora, dei azar. Ela desceu um metro depois da goleira. Pelo efeito que dei, pensei que ela ia descer nas costas do goleiro. Sorte dele”.

Mas ainda vale advertir os zagueiros adversários para não cometerem faltas nas proximidades da área, não é? Depois do sorriso, a resposta: “Convém sim. Vou bater com força e o veneno habitual. Se facilitarem, chuto para fazer. Por isto, é bom não abrir emito e evitar as faltas. Estou sem condições físicas, mas continuo com o pé em forma”.

Chuteira alemã dá mais potência no chute. Manoel Rezende Mattos Cabral? “Pode trocar tudo isto por Nelinho que eu atendo logo. Não. O problema é que tenho o pé um pouco largo e a chuteira alemã tem maior elasticidade. O pé fica numa boa e aí o problema é do goleiro adversário”.

O empate não foi um bom começo. “Mas, também, não foi ruim. O pior é perder. Nosso time foi bem e o adversário passou todo o tempo evitando jogar futebol. Acho que comecei bem. Depois de quase oito anos de Cruzeiro, a saída me fez bem e o ambiente aqui é excelente”.

Casamento marcado para maio o morando no Olímpico, Nelinho tem dois objetivos imediatos: primeiro, entrar em forma; segundo, receber uma nova oportunidade na Seleção e mostrar que é importante em qualquer time.” (Correio do Povo, quarta-feira, 8 de outubro de 1980)

1980 esportivo guaiba

Grêmio 0x0 Esportivo

GRÊMIO: Leão; Nelinho, Newmar (Gaúcho), Vicente e Dirceu; Vítor Hugo (Plein), Paulo Isidoro e Renato Sá; Tarciso, Baltazar e Odair.
Técnico: Paulinho de Almeida

ESPORTIVO: Noslen; Toninho, Leocir, Raquete e Edgar; Dilvar, Silvio e Adilson; Lambari, Paulo Taborda (Saraci) e Rubem
Técnico: Zeca Rodrigues

Campeonato Gaúcho 1980 – 1ª Fase – 2º Turno – 11ª Rodada
Data: 05 de outubro de 1980, domingo, 15h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 26.769
Renda: Cr$ 2.107.380,00
Árbitro: Carlos Martins
Auxiliares: Mário Severo e Elinei Macedo
Cartões Vermelhos: Raquete e Lambari

Gauchão 2020 – Grêmio 2×1 São José

January 31, 2020

Everton fez os dois gols da virada gremista. Praticamente todas as jogadas de ataque do tricolor passam e/ou terminam com ele. Isso é sinal de uma dependência excessiva ou é o mero destaque individual de uma atleta em grande fase?

-Média de público do Grêmio na Arena em 2020:
11.864 (10.008 pagantes)

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net) e Fabiano do Amaral (Correio do Povo)

Grêmio 2×1 São José

GRÊMIO: Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Kannemann (Paulo Miranda, 37/1ºt) e Cortez; Maicon e Lucas Silva (Ferreira, 35/2ºt); Alisson, Patrick (Thaciano, 13/2ºt) e Everton; Luciano
Técnico: Renato Portaluppi

SÃO JOSÉ: Fábio; Márcio Lima, Rafael Goiano, Marcão e Roger (Marcelo, 35/2ªt); Tiago Pedra (Wagner, 28/2ºt) e Diguinho; Saldanha, Rafael Tavares e Matheusinho (Thayllon, 22/2ºt); Gustavo Xuxa
Técnico: Leocir Dall’Astra

3ª Rodada – Gauchão 2020
Data: 30 de janeiro de 2020, quinta-feira, 21h30min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre – RS
Público: 10.018 (8.138 pagantes)
Renda: R$ 303.788,00
Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima
Assistentes: Tiago Augusto Kappes Diel e Luiza Naujorks Reis
Cartões amarelos: Matheusinho e Luciano
Gols: Diguinho, aos 45 minutos do primeiro tempo; Everton, aos 18 e aos 42 minutos do segundo tempo;

Mockups inspirados na camisa branca de 1994/1995

January 29, 2020

Fonte: Coleção Grêmio Gianfranco

Na semana passada o João Hernadez sugeriu que Umbro lançasse uma nova camisa inspirada na camisa reserva branca de 1994/1995 (fotos acima).

Achei a ideia interessante. Gosto dos padrões gráficos da parte de cima e manga esquerda da camisa que lembram “escamas de peixe”.

Me arrisquei a tentar imaginar uma “atualização” desse modelo, substituindo as escamas de peixe pela estampa com triângulos vistas nas camisas de goleiro de 2019.

Abaixo alguns desenhos de modelos inspirado nessa camisa de 1995.

umbro 1995 gbzaaabbbnn
No modelo acima o patrocínio tem uma aplicação mais tradicional, tal como foi feito com a Renner em 1995.

Já no modelo abaixo a ideia foi usar um eventual patrocínio do Banricompras (tal como já foi usado na partida contra o Flamengo em 2017) e aplicar o marca do patrocinador somente no lado direito da camisa.
umbro 1995 gbzaaabbb
No modelo abaixo foi retirada a estampa da manga esquerda da camisa
umbro 1995 gbzaaa

umbro 1995 gbz
e nesses últimos dois modelos a ideia foi usar a estampa por quase toda a parte da frente da camisa

umbro 1995 gbzxxx

Gauchão 1965 – Brasil de Pelotas 0x1 Grêmio

January 25, 2020
1965 brasil pelotas gremio

Foto: Correio do Povo

No Gauchão de 1965 o Grêmio treinado por Carlos Froner venceu o Brasil no Bento Freitas (comando por Galego) por 1×0, gol de Sérgio Lopes.

Essa meia usada pelo Brasil tem um detalhe bem semelhante com a usada por Cassiá & Cia no Cotrisal  de São Borja em 1972.

1965 brasil pelotas gremio farroupilha diario de noticias

O tento que definiu a sorte do cotejo surgiu aos 36 minutos de ações, numa jogada de Joãozinho, pela esquerda, cujo centro foi completado por Sérgio Lopes de cabeça, burlando a vigilância do goleiro Geóvio” (Diário de Notícias, terça-feira, 6 de julho de 1965)

 

1965 brasil pelotas gremio gaucha

VITÓRIA DA DUPLA GRENAL SÔBRE FLAMENGO E BRASIL
2×0 nos Eucaliptos e 1×0 no Bento de Freitas, domingo último

[…]

GRÊMIO: UM A ZERO

O Grêmio defendeu sua condição de líder invicto do Campeonato de 65, ao derrotar na tarde de domingo ao Brasil, no Bento de Freitas, pelo marcador de 1 tento a zero. O cotejo foi dos mais movimentados, assumindo em muitas vêzes proporções emocionantes. Os dois quadros lutaram para valer em busca da vitória final, oferecendo um belo espetáculo ao público pelotense. Melhor o Grêmio na primeira etapa, especialmente no que dia respeito à ofensiva. A melhor presença do Grêmio foi traduzida pelo golo de Sérgio Lopes aos 26 minutos, de cabeça, apôs boa jogada de Joãozinho. Em que pese haver atuado melhor no primeiro tempo, o Grêmio teve no Brasil um valente adversário, que buscou sempre o golo, fazendo com que o arqueiro Arlindo trabalhasse a valer, para defender sua meta. Para a etapa complementar o Brasil decresceu um pouco de produção devido ao fato de Caçapava começar a falhar. Isso proporcionou aos tricolores maior facilidade de movimentação em campo sem reunir entretanto, fôrças para aumentar o marcador. Mesmo com a deficiência daquela peça básica os xavantes ainda encontraram recursos em várias oportunidades para oferecer perigo ao arco tricolor. Isso ocorreu a partir dos 30 minutos finais, quando o Brasil foi todo para a frente, buscando o empate, que afinal não veio. Nessa oportunidade, mais uma vez o goleiro Arlindo realizou grandes defesas, salvando praticamente a vitória do Grêmio, que venceu com justiça, num prélio que empolgou a torcida da zona Sul pelo alto nível técnico apresentado e lances dos mais atraentes.

Detalhes do cotejo — Os dois quadros formaram com as seguintes constituições: — GRÊMIO — Arlindo; Altemir, Airton, Aureo e Ortunho; Cléo e Sérgio Lopes; Vieira, Joãozinho, Alcindo e Volmir. — BRASIL —Gióvio; Adilson, Pontes, Joceli e Baía; Caçapava e Birinha; Edi, Oli, Pintinho e João Borges. O golo isolado da partida foi consignado aos 26 minutos do primeiro tempo. Joãozinho centrou da esquerda Sérgio Lopes cabeceou entre os zagueiros do Brasil, vencendo a Gióvio. Na direção do encontro funcionou João Carlos Ferrari, com boa atuação. Preciso nas marcações, foi uni dós fatores para o êxito do embate, A renda no Bento de Freitas alcançou a expressiva cifra de 2.764.000 cruzeiros. (Correio do Povo, terça-feira, 6 de julho de 1965)

1965 brasil pelotas gremio farroupilha

Árbitro: João Carlos Ferreira

Auxiliares: Jayme Soligo e Gervdin Gertz

Gauchão 1990 – Grêmio 1×1 Caxias

January 22, 2020
1990 placar caxias lemyr martins

Foto: Lemyr Martins (Placar)

No Gauchão de 1990, Grêmio e Caxias empataram em 1×1 no Olímpico, em jogo válido pela 4ª Rodada do Quadrangular Final.

O empate em casa não foi tão ruim para o tricolor, visto que o time comandado por Evaristo de Macedo seguia com vantagem de dois pontos na liderança, faltando duas rodadas para o término do certame.

Foto: Arivaldo Chaves  (Zero Hora)

Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

CAXIAS EMPATA NO OLÍMPICO E MOSTRA FORÇA

A festa que o Grêmio pretendia realizar ontem foi para o espaço com a boa atuação do Caxias. Equipe do técnico Orlando Bianchini começou ganhando no início do 2º tempo mas cedeu o empate. Chances, porém, ainda são boas

Os 18.569 torcedores que compareceram ontem à tarde no Estádio Olímpico, não saíram decepcionados. Grêmio e Caxias realizaram um belo espetáculo de futebol. O empate em 1 a1 coroou a excelente partida proporcionada pelas duas equipes, num jogo franco, aberto e ofensivo.. Com o resultado, o Grêmio continua na liderança do Gauchão, mantendo uma diferença de dois pontos do Caxias. […]”
(Pioneiro, 23 de julho de 1990)

Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

Foto: Arivaldo Chaves  (Zero Hora)

CAXIAS EMPATA E SEGUE NO PÁREO PARA CONQUISTAR O TÍTULO GAÚCHO

O Caxias prometeu e cumpriu. Não tomou conhecimento do time e da numerosa torcida gremista no estádio Olímpico. Partiu para o ataque, abriu o marcador, mas cedeu o empate no final do jogo e saiu de Porto Alegre lamentando o resultado. O Grêmio começou mais determinado, apresentando grande volume de jogo e buscando decidir a partida ainda no primeiro tempo. O Caxias não se intimidou, conteve as ataques tricolores e ainda respondeu com perigosos contra-ataques, assustando o goleiro Mazaropi.

A 1 minuto do segundo tempo, João Carlos construiu boa jogada peia ponta direita, cruzou na área pata Nilson que desviou sem chances para Mazaropi, fazendo 1×0 e surpreendendo o Grêmio. Bem posicionado na defesa e fechando os espaços no meio-campo, o time de Orlando Bianchini dificultava a movimentação gremista. Somente aos 28 minutos, em cobrança de escanteio de Paulo Egídio, o zagueiro João Marcelo comparceu para empatar de cabeça.

O jogo continuou emocionante, apresentando chances alternadas de ataque para os dois times. Caxias e Grêmio proporcionaram ontem uma das melhores partidas do campeonato, mexendo com os torcedores e provando a grande […].” (Luiz Reni Marques, Folha de Hoje, 23 de julho de 1990)

1990 placar caxias lemyr martins b

Foto: Lemyr Martins (Placar)

Foto: Valdir Friolin  (Zero Hora)

Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

Grêmio 1×1 Caxias

GRÊMIO: Mazaropi; Fábio, João Marcelo, Luis Eduardo e Hélcio; João Antônio, Cuca, Darci e Assis; Nilson e Paulo Egidio
Técnico: Evaristo de Macedo

CAXIAS: Marcos: Marques, Eduardo, Carlinhos e Ricardo; Caçapava, Joel Marcos e Manoel(Ranielli); João Carlos, Nilson Aragão e Edelvan
Técnico: Orlando Bianchini

Gauchão 1990 – Quadrangular final – 4ª Rodada
Data: 22 de julho de 1990, domingo, 15h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre, RS,
Público: 18.245 pagantes
Renda: Cr$ 5.208.200,00
Árbitro: José Mocellin
Auxiliares: José Calza e Luís Augusto Mühle
Gols: Nilson Aragão, a 1 minuto do segundo tempo e João Marcelo, aos 28 minutos do segundo tempo

Camisa Branca 2019

December 20, 2019

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Nessa camisa a Umbro tentou pouco. No único elemento que arriscou, a fornecedora errou.

Falo do escudo monocromático, ideia que até pode gerar resultados interessantes. Mas no caso em questão toda a aposta no tom de azul do distintivo foi ignorada quando se aplicou o patrocínio do Banrisul em preto. Não vejo muito sentido em retirar essa cor do símbolo do Grêmio para manter ela no patrocinador.

Acho que todo o conjunto ficaria mais harmonioso na hipótese do patrocinador ser estampado no mesmo tom de azul dos demais elementos da camisa (inclusive fiz algumas simulações nas imagens abaixo.

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Assim como acontece com a camisa titular, a versão feminina possui uma gola diferente da versão masculina.

E o kit infantil foi vendido com um calção azul, que nunca foi usado pelo time principal (somente pela equipe feminina)
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Brasileirão 1973 – Grêmio 1×1 Cruzeiro

December 5, 2019
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Foto: Correio do Povo

 

Essa partida foi disputada em janeiro de 1974, mas ainda pelo Brasileirão de 1973. O gol de empate sofrido no fim foi trágico para as pretensões do Grêmio na competição, uma vez que não conseguiu classificação para o quadrangular final, tendo ficado três pontos atrás do próprio Cruzeiro.

 

GRÊMIO CEDE EMPATE NO FIM

O Grêmio jogou melhor que o Cruzeiro de Belo Horizonte, ontem à noite, mas não conseguiu a vitória que tanto precisava. Mas esteve bem perto dela, pois só sofreu o golo de empate quando faltavam 30 segundos para terminar a partida. O Cruzeiro — e seu técnico reconheceu — não jogou bem e o Grêmio enquanto estava empatando foi sempre melhor que o adversário, empurrado pela vibração da torcida e pelo trabalho perfeito de destruição através de Carlos Alberto e Paulo Sérgio.

A melhor oportunidade de gol no primeiro tempo de jogo foi uma cabeçada de Mazinho que acabou no poste direito do goleiro Hélio. O Cruzeiro, com. Palhinha e Dirceu Lopes jogando mal, procurou tocar a bola e quando tentou a jogada para a frente encontrou sempre uma defesa bem postada. E nas poucas vezes que a defesa foi batida houve a falta, como no lance que Palhinha ganhou de Beto na corrida e foi derrubado na entrada da área.

SEGUNDO TEMPO
Na etapa final o Grêmio aumentou mais o ritmo do jogo e antes do golo surgiram duas ótimas oportunidades. A primeira foi um centro de Renato Cogo que Tarciso, livre, cabeceou para fora e a segunda uma escapada de Tarciso que atrasou certo para Mazinho chutar no canto direito e Hélio atirar para escanteio. Foi na cobrança do mesmo que Tarciso, numa falha do goleiro e de marcação da zaga, ficou livre para cabecear e marcar aos 11 minutos o golo da, vitória parcial. A partir do golo o Cruzeiro subiu na partida e ficou melhor que o Grêmio, que esporadicamente conseguia atacar, mas apenas com Carlinhos e Tarciso. Ai o técnico Carlos Froner, sentindo o maior volume de jogo do Cruzeiro, resolveu reforçar a meia-cancha, colocando um jogador mais descansado na partida, e trocou Mazinho por Humberto Ramos. Mas a substituição foi errada, porque se Carlos Froner queria um jogador para combater a meia-cancha do Cruzeiro, melhor teria sido colocar Orcina que, se tecnicamente não é bom, pelo menos sabe desarmar e combater, virtudes que Humberto nunca teve. E além do mais o Humberto Ramos entrou mal no jogo, errou muitos passes, não reteve a bola, não combateu. e foi culpado do lance que acabou dando empate ao time de Belo Horizonte.

Antes do golo o Cruzeiro já tinha trocado os dois ponteiros que jogam recuados (Eduardo e Lima) por homens mais ofensivos (Baiano e Joãozinho). A torcida gremista já se preparava para começar a comemoração de outra vitória quando a alegria experimentada no fim do jogo contra o Santos, transformou-se em tristeza no jogo de ontem. Humberto perdeu a bola para Palhinha, que sofreu falta de Ancheta. Nelinho, o lateral direito e melhor jogador do Cruzeiro no jogo, perfeito cobrador de faltas, ajeitou a bola e encobriu a barreira, colocando o empate no canto esquerdo do goleiro Picasso. Agora o Grêmio vai jogar contra o Botafogo no Rio e depois em Recife contra o Santa Cruz e não pode perder pontos nas duas partidas para decidir a classificação em Porto Alegre, contra o Vitória. “ (Correio do Povo, quinta-feira, 31 de janeiro de 1974)

GRÊMIO SEM SORTE EMPATA COM CRUZEIRO

Porto Alegre (Sucursal) — A falta de sorte impediu que o Grêmio ficasse em ótima colocação no Grupo II, pois empatou de 1 a 1 no Estádio Olímpico com o Cruzeiro, que marcou seu gol aos 44,5 minutos do segundo tempo e depois de ser inferior em campo durante quase todo o jogo.

Tarciso fez 1 a 0 aos 11 minutos da fase final, mas logo depois o técnico Carlos Froner cometeu o erro de substituir Mazinho por Humberto Ramos, mandando que a equipe recuasse para garantir a vantagem. Mais tarde, Ancheta se contundiu mas continuou em campo e, sem condições físicas, fez a falta Em Palhinha e que originou o gol dos mineiros. A renda foi de Cr$ 256 mil e o juiz Oscar Scolfaro.

Com velocidade

O Grêmio foi muito superior no primeiro tempo e perdeu ótimas chances de gol, principalmente através de Tabajara e Mazinho, o primeiro furando quando tinha o gol vazio pela frente e o outro mandando a bola na trave ao tentar colocar.

Sempre marcando bem a Zé Carlos e Dirceu Lopes, o Grêmio começou o segundo tempo ainda mais agressivo e usando de muita velocidade, e logo aos 11 minutos Tarciso marcou de cabeça. Depois o Grêmio recuou e o Cruzeiro partiu para o ataque, mas não chegou a criar jogadas de perigo.

Aos 44,5 minutos Nelinho cobrou muito bem uma falta de Ancheta em Palhinha e obteve o empate para o time mineiro, que reconheceu a superioridade do adversário quando o técnico Hilton Chaves disse que “o Grêmio foi excelente e merecia a vitória.” (Jornal do Brasil, quinta-feira, 31 de janeiro de 1974)

ingressos

Grêmio 1 x 1 Cruzeiro

GRÊMIO: Picasso; Renato, Ancheta, Beto Bacamarte e Jorge Tabajara; Carlos Alberto, Paulo Sérgio e Mazinho (Humberto Ramos); Carlinhos, Tarciso e Loivo
Técnico: Carlos Froner

CRUZEIRO: Hélio dos Anjos; Nelinho, Darci, Procópio Cardozo e Vanderlei; Piazza, Zé Carlos e Dirceu Lopes; Eduardo (Baiano), Palhinha e Lima (Joãozinho)
Técnico: Hilton Chaves

Data: 30 de janeiro de 1974, quarta-feira, 21h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre, RS
Renda: Cr$ 256.000,00.
Juiz: Oscar Scolfaro
Auxiliares: Geraldino César e Gérson Vendrame
Gols: Tarciso, aos 11 minutos do segundo tempo. Nelinho, aos 44 minutos do segundo tempo

Brasileirão 2019 – Athlético-PR 2×0 Grêmio

November 29, 2019

Gremio x Athletico-PR
Eu tinha alguma esperança que os atletas do Grêmio entrariam em campo tentando demonstrar que a eliminação para esse Athlético na Copa do Brasil foi injusta. Mas, infelizmente, mais uma vez o tricolor acabou sendo dominado pelo Furacão.

Nikão estava distribuindo ponta-pés desde o início do jogo. Diego Tardelli é um atleta com experiência suficiente para não se abalar com isso e/ou saber a forma e momento certo de dar o troco. Mas a expulsão dele foi inaceitável até mesmo para um juvenil.

Gremio x Athletico-PRFoto: Lucas Uebel (Grêmio FBPA)

Athlético-PR 2×0 Grêmio

ATHLETICO-PR: Santos; Jonathan (Adriano, 11/2ºT), Thiago Heleno, Léo Pereira e Márcio Azevedo; Wellington, Camacho (Erick, 33/2ºT) e Lucho González (Léo Cittadini, 23/2ºT); Nikão, Marcelo Cirino e Rony
Técnico: Eduardo Barros

GRÊMIO: Paulo Victor; Galhardo, Geromel, Kannemann e Bruno Cortez; Michel e Matheus Henrique; Alisson (Darlan, 37/2ºT), Diego Tardelli e Everton; Luciano (Pepê, 23/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

35ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2019
Data: 27 de novembro de 2019, quarta-feira, 21h30min
Local: Arena da Baixada, em Curitiba (PR)
Público:  21.709
Renda: 572.985,00
Arbitragem: Bruno Arleu de Araujo (RJ)
Auxiliares: Luiz Claudio Regazone (RJ) e Michael Correia (RJ)
VAR: Pathrice Wallace Corrêa Maia (RJ)
Cartões amarelos: Wellington, Camacho e Nikão (Athletico-PR); Kannemann, Bruno Cortez, Michel e Matheus Henrique (Grêmio)
Cartões vermelhos: Diego Tardelli (Grêmio)
Gols: Márcio Azevedo, aos 32 do 1º tempo e Nikão (de pênalti) aos 18 minutos do 2º tempo

Brasileirão 1973 – Atlético Paranaense 2×0 Grêmio

November 26, 2019
1973 athletico pr fora placar sergio lopes

Foto: Placar

 

No Brasileirão de 1973, Atlético Paranaense e Grêmio se enfrentaram no Couto Pereira. Vitória dos mandantes por 2×0.

Mesmo com o revés, o Grêmio permaneceu na segunda posição geral da primeira fase (tendo encerrado essa etapa três pontos atrás do líder Palmeiras).

 

1973 athletico pr fora diario da tarde caio primeiro gol

Foto: Diário da Tarde

FOI A 2.ª DERROTA DO GRÊMIO

Curitiba — O Grêmio perdeu para o Atlético Paranaense por 2 a 0, no Estádio Belfot Duarte e ao final o técnico Carlos Froner disse que não poderia falar apenas na ausência de Mazinho, Tarciso e Humberto Ramos “porque um time que creditar’ a derrota à falta de três dos seus jogadores não pode entrar no Campeonato Nacional”. Isso só seria um exagero se os três jogadores ausentes fossem simples peças de um time não as peças mais importantes de um esquema, como são Mazinho, Humberto Ramos e Tarciso. Sem eles o Grêmio abriu o seu meio-campo, desprotegeu a sua defesa e teve enorme dificuldade quando com a bola dominada de passar ao ataque, A falta de Mazinho deixou Carlos Alberto sobrecarregado na marcação, perturbou a defesa e Ancheta teve que cobrir todas as posições porque Beto, com uma fita apache encobrindo um curativo na testa não podia cabecear e isso preocupou desde o início.

E o Atlético, bem armado, ia à frente com força e desde o início criou jogadas perigosas, principalmente através de Lourival, Caio e Sicupira, seus principais jogadores. A falha de marcação na defesa era explorada com tabelas rápidas, e para superar o meio-campo do Grêmio, o Atlético usava quatro jogadores de bom toque de bola à exceção de Sergio Lopes, mais plantado, de extrema movimentação. Logo aos 6 minutos, depois de boa jogada de Caio e Sicupira, Didi Duarte quase marcou. E aos 12 minutos, depois de saída errada da defesa do Grêmio, Cláudio perdeu para Didi Duarte, este tabelou com Caio, foi derrubado e na cobrança da falta com barreira, Caio chutou muito bem, com efeito, vencendo a Picasso e marcando 1 a 0.

Até os 35 minutos o Grêmio não acertou nenhum chute no golo de Nascimento, e só o Atlético jogava na frente, sempre disposto e criando mais oportunidades. Quase no fim do primeiro tempo, Sicupira foi à linha de fundo e cruzou. Caio esperou a queda da bola, cabeceou no travessão e na volta Sidnei chegou atrasado, quase embaixo do golo, perdendo a chance de fazer o segundo. O Grêmio, pouco antes, teve uma bola chutada contra o travessão do golo de Nascimento, com Carlos Alberto tentando de fora da área.

MUDANÇA — A entrada de Lairton aos 8 minutos do segundo tempo, em lugar de Iura, parecia resolver o problema do Grêmio. Em poucos minutos ele já tinha conseguido duas jogadas de multo perigo em um chute certo no golo, que Nascimento evitou fazendo boa defesa. Paulo Sérgio já estava bem colocado. Oberti voltava um pouco para ajudar na preparação e o placar poderia mudar a qualquer momento. Mas o Atlético, que se jogava na defesa, teve acima tudo sorte — na base de um contra-ataque, Caio cabeceou para trás, a bola caiu entre os zagueiros e Sicupira, passando na corrida, tomou a frente na jogada, avançou um pouco e chutou fazendo 2 a 0, aos 13 minutos. A partir daí o jogo ficou resolvido. O Grêmio continuou todo no ataque, às vezes desordenadamente (depois Froner tirou Paulo Sergio e colocou Bolivar), o goleiro Nascimento fez defesas excelentes mas no todo o Atlético estava bem colocado e garantiu a vitória por 2 a 0, ganhando melhores condições para disputar uma vaga entre os 20 classificados para as semi-finais.” (Edegar Schmidt, Correio do Povo, 27 de novembro de 1973)

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Foto: Correio do Povo

 

“Sempre bato faltas desta maneira. Tinha eu , o Sicupira e o Sidney, mas achei que a distância e a colocação eram para mim. Acertei e partimos na frente do Grêmio. No Grêmio eu não batia faltas, porque o Flecha era o principal cobrador, por isso a surpresa deles”, comentava Caio, autor do primeiro gol atleticano na vitória de domingo, frente ao seu ex-clube, o Grêmio. No Atlético tudo e alegria e fé na classificação, que agora já ficou mais perto. “Com esta vitória frente ao Grêmio, tudo melhorou, passamos para o 22º lugar, está bem melhor, né?” dizia Didi Duarte.” (Diário do Paraná, terça-feira, 27 de novembro de 1973)

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Foto: Diário da Tarde

A ÚNICA COISA RUIM DESSE JOGO: A RENDA

Esse jogo de ontem em Belfort Duarte foi assim: de um lado, um time jogando para o gol – jogando certo, com poucas falhas, quase perfeito:: do outro um time se defendendo muito, indo de vez em quando ao ataque. Resultado, teria que ganhar o tine de futebol certo, que procurava o gol e, esse foi o Atlético Paranaense, que derrotou o Grêmio Portoalegrense por dois gols a zero, num jogo de técnica e velocidade e, que teve como única coisa ruim a arrecadação (Cr$ 78.317,00), que trouxe novos prejuízos para o rubro-negro […]” (Diário da Tarde, segunda-feira, 26 de novembro de 1973)

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Foto: Diário da Tarde

Atlético Paranaense 2×0 Grêmio

ATLÉTICO-PR: Nascimento; Julio, Di, Alfredo e Ladinho; Lourival e Sergio Lopes; Sidnei, Sicupira (Bene). Caio e Didi Duarte (Renatinho).
Técnico: Lanzoninho

GRÊMIO: Picasso; Claudio, Ancheta, Beto Bacamarte e Jorge Tabajara; Carlos Alberto e Paulo Sergio (Bolivar); Carlinhos, Iura (Lairton), Oberti e Loivo.
Técnico: Carlos Froner

Brasileirão 1973 – Primeira fase – Returno – 4ª Rodada
Data: 25 de novembro de 1973, domingo, 16h00min
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba-PR
Publico: 8.751
Renda: Cr$ 78.317,00
Juiz: Luis Carlos Felix – RJ
Auxiliares: Joaquim Gonçalves e Josias Paulino
Gols: Caio, aos 12 minutos do 1º tempo e Sicupira, aos 13 minutos do 2º tempo