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Brasileirão 1973 – Grêmio 1×0 Santos – O último jogo de Pelé no Olímpico

April 25, 2019
Brasileirao 1973 Gremio 1x0 Santos edu renato cogo ancheta cp b

Foto: Correio do Povo

Em jogo válido pelo Brasileirão de 1973, mas disputado em janeiro de 1974, Pelé fez seu último jogo no Estádio Olímpico.

E o Grêmio ganhou por 1×0, com um gol de Carlinhos, já nos acréscimos do segundo tempo.

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SENSACIONAL VITÓRIA DO GRÊMIO

O Grêmio precisava da vitória para aspirar a uma classificação ou continuar lutando por ela. O importante golo de Carlinhos, no fim do jogo, confirmou a melhor exibição gremista, principalmente no segundo tempo. O Santos veio a Porto Alegre com Pelé (que não jogou bem) e uma das melhores campanhas na fase semifinal do campeonato nacional.

Exatamente por isso o técnico Carlos Froner cuidou, inicialmente, de brecar o início das jogadas na meia-cancha do Santos, que tinha o recuo de Pelé. Assim Froner deixou Carlinhos na reserva e colocou Humberto Ramos como falso ponteiro-direito. Fixo na ponta, o jogador mais habilidoso do ataque gremista, ficou, praticamente sem função, pois nunca teve um companheiro para dar continuidade às jogadas. O Santos começou dando um susto no Grêmio quando Mazinho, batendo Jorge Tabajara e cruzando forte, fez Beto, na tentativa de rebater, atirar no poste direito de Picasso. Depois Humberto Ramos foi liberado da função de jogar na ponta e passou a acionar pelo meio e o Grêmio cresceu de produção.

A melhor oportunidade do primeiro tempo foi um escanteio que Loivo cobrou certo para, Mazinho cabecear no travessão, com o goleiro Cejas saltando tarde, e por isso batida totalmente no lance. Pelé adiantado começou a voltar para buscar o jogo que não chegava até ele, e Edu foi marcado por Renato Cogo. Assim o primeiro tempo terminou zero a zero.

SEGUNDO TEMPO
No segundo tempo, o Grêmio cresceu muito de produção e dominou o Santos que passou a contar com o recuo de Pelé e a penetração de Brecha, meia-cancha, como ponta-de-lança. Sentindo a pressão gremista o Santos passou a tocar a bola e a demorar na cobrança de faltas ou laterais, com a clara intenção de fazer o tempo passar, uma vez que o empate seria bom. O treinador Pepe só não contava com a entrada de Carlinhos no lugar de Humberto Ramos. Aí Mazinho fez a função de Humberto e o Grêmio teve a formação mais racional, a que realmente mostrou um time melhor que o Santos e com vontade de ganhar. A primeira grande oportunidade do segundo tempo foi um chute de Tarciso que bateu nos dois postes do goleiro Cejas. Cada vez mais aumentava a pressão gremista e o Santos só teve um grande lance, que Nenê desperdiçou depois de receber ótimo passe de Pelé. Antes Brecha fora lançado pelo mesmo jogador e, livre, arremessou para fora.

E quando parecia que o jogo terminaria mesmo empatado, Carlinhos foi recompensado por sua grande atuação e por ter mudado a feição do jogo. Ele recebeu de C. Alberto, que estava na linha de escanteio, caiu pela meia direita e arrematou em curva com o pé esquerdo, 30 segundos além do tempo regulamentar. A bola ainda raspou em Nenê e encobriu o goleiro Cejas, para estabelecer a mais importante vitória gremista na fase semifinal.” (Correio do Povo, terça-feira, 29 de janeiro de 1974)

 

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Ruy Carlos Ostermann – Correio do Povo, terça-feira, 29 de janeiro de 1974

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SANTOS CONFIAVA NO EMPATE, O GRÊMIO MARCOU E GANHOU

O Santos não conseguiu dominar e vencer o Grêmio. Como o jogo estava terminando, preferiu optar pelo empate. Mas acabou sendo surpreendido por um gol de Carlinhos nos segundos finais e teve que se conformar com uma derrota inesperada, principalmente pela maneira como vinha jogando ultimamente O favoritismo não adiantou nada.

Os problemas internos que existem no Grêmio são os mesmos que existiam quando, nas eliminatórias, sofreu a goleada de 4 a 0 para o Santos no Pacaembu. Foi o último jogo entre os dois. Acontece que naquele tempo nada transparecia, muito pelo contrário, a imagem do time gaúcho era a mais tranquila possível e todos o apontavam como um exemplo de disciplina dentro e fora do campo.

Hoje a situação é outra, Oberti vendido para o Old Boys da Argentina, depois de acusado pelo técnico Carlos Fronner de jogar dopado, revelou que a situação interna do Grêmio não é o que se dizia mas muito pelo contrário: o ambiente é dos piores, com todo tipo de brigas e interferências no trabalho dos jogadores, técnico, e demais áreas administrativas.

Talvez seja por isto que o jogo de ontem foi tão ruim O Grêmio, para não sofrer nova goleada, e desta ver com repercussão pior ainda, por se tratar do jogo em Porto Alegre, começou na retranca. O Santos, por sua vez, não estava em grande dia. Pelé, que ultimamente tem se cansado de mostrar que continua o melhor jogador do mundo, acompanhou o baixo rendimento do time. Em outras palavras, não fez nada a não ser trocar passes e fazer uns poucos lançamentos visando principalmente a esquerda, na esperança de que Edu fizesse alguma coisa.

O jogo foi se desenrolando assim monótono para a decepção da torcida. No segundo tempo a situação continuava a mesma, com apenas uma diferença: Carlinhos e Tarciso, antes isolados no ataque, ganharam mais um companheiro: o ponta-esquerda Loivo que recebeu ordens para avançar também. Mas só nos momentos de contra-golpes.

O jogo ficou um pouco mais movimentado, Carlinhos, o mais perigoso, passou a jogar mais livre de marcação, pois agora a defesa santista tinha que dividir a atenção pelas duas extremas. Contra-atacando assim, o gol surgiu. Foi muito mais por unta questão de sorte, do que por bom futebol. Aos 45 minutos, quando as esperanças tinham sido abandonadas, Carlinhos, recebeu a bola de Marinho pelo meio e venceu Cejas saiu bem, mas foi enganado com um toque pelo alto e o Grêmio ganhou o jogo. Foi uma vitória apagada onde as boas atuações foram totalmente individuais. Como a de Carlinhos que voltou muito bem, e esforçou-se o tempo todo contra uma das mais respeitadas defesas do país.

No Santos pode ser destacada a atuação do Mazinho e de Clodoaldo, um lutador incansável. Cejas não pode ser culpado pelo gol pois nada podia fazer. Durante o jogo não teve, como Picasso, momentos de grande perigo. Carlos Alberto também esteve bem, apesar de vir de três jogos parado devido à suspensão pelas ofensas ao juiz Carlos Costa numa briga com Cejas.” (Folha de São Paulo, segunda-feira, 28 de janeiro de 1974)

tabela

GRÊMIO VENCE SANTOS NO FINAL

Porto Alegre (Sucursal) — A torcida do Grêmio já estava saindo do Estádio Olímpico, consolada com um empate frente no Santos, quando 30 segundos além do tempo regulamentar Carlinhos chutou forte, a bola bateu em Zé Carlos e foi para as redes sem chance para Cejas, garantindo a vitória do time gaúcho por 1 a 0.

Um grande público assistiu à partida entusiasmado com a possibilidade de ver Pelé, mas o jogador não repetiu suas boas atuações, devido à dura marcação que recebeu da defesa do Grêmio e principalmente de Carlos Alberto que lhe perseguiu por todo o campo. A renda, surpreendente, pois o estádio praticamente lotou, foi de Cr$ 272 mil 768. O juiz Luis Carlos Félix teve uma boa atuação.

Erro do Grêmio

O Grêmio atuou com Picasso, Renato, Ancheta, Beto e Jorge Tabajara, Carlos Alberto, Paulo Sérgio e Mazinho, Humberto Ramos (Carlinhos), Tarciso e Loivo.

O Santos teve Cejas, Carlos Alberto, Marinho, Vicente e Zé Carlos, Clodoaldo, Brecha (Léo) e Nené, Marinho, Pelé e Edu. O Santos começou a partida muito bem, aproveitando as deficiências táticas do Grêmio, já que o técnico Carlos Froner deixou Carlinhos na reserva, preferindo escalar na sua posição o meia Humberto Ramos, que acabou perdido entre a ponta e o meio-campo. Aos 6 minutos, o time paulista perdeu unia boa chance quando Mazinho cruzou forte e Ancheta, na ânsia de defender, acabou mandando a bola na trave, para defesa posterior de Picasso.

Aos 10 minutos, num contra-ataque, o Grêmio por pouco não surpreendeu o Santos, mas Humberto Ramos chutou muito alto, apesar de só ter Cejas pela frente. Mais tarde, vendo o erro tático, Carlos Froner mandou que Mazinho se deslocasse para a ponta e Humberto Ramos voltasse para o meio-campo. A partida ficou mais equilibrada, apesar dos defeitos no ataque. O time gaúcho manteve-se firme na defesa, vigiando incessantemente todos os passos de Pelé. E contendo os pontos de qualquer maneira.

Mazinho, aos 32 minutos, quase colocou o Grêmio em vantagem. Ele escorou um escanteio bem cobrado por Loivo e cabeceou forte, mas a bola acabou batendo na trave e foi para fora.

Santos melhor

Prendendo a bola no meio-campo e esfriando os ataques do Grêmio, o Santos começou melhor o segundo tempo. Aos 10 minutos, a melhor jogada de Pelé: ele recebeu a bola de Clodoaldo e lançou Brecha, que correu sozinho para a área do Grémio e acabou chutando para fora.

Em seguida, o técnico do Grêmio fez a substituição de Humberto Ramos por Carlinhos, que acabou mudando todo o esquema tático da equipe, passando a explorar as jogadas pela ponta-direita. O Santos, sentindo a pressão e o apoio cia torcida ao time gaúcho, passou a catimbar o jogo. Aos 24 minutos, Tarciso realizou duas boas jogadas: na primeira, tentou encobrir Cejas e o goleiro defendeu; na segunda, chutou de fora da área, sendo que a bola bateu na. trave direita, correu na risca do gol e bateu na esquerda, terminando nas mãos do goleiro.

O ritmo de jogo do Grêmio no final foi impressionante, mas a torcida já eslava deixando o Estádio Olímpico quando aconteceu o gol. O lance começou com uma cobrança de escanteio por Loivo. Houve confusão na área e Carlinhos, de pé esquerdo, chutou forte, sendo que a bola foi para as redes depois de bater em Zé Carlos, enganando Cejas. Passavam 30 segundos do tempo regulamentar e o Grémio então, com a vitória, começava a sair da crise interna e a ter novamente esperanças na classificação.” (Jornal do Brasil, segunda-feira, 28 de janeiro de 1974)

colocaçoes

Brasileirao 1973 Gremio 1x0 Santos ingressos

GRÊMIO: Picasso: Renato Cogo, Ancheta, Beto Bacamarte e Jorge Tabajara; Carlos Alberto, Paulo Sérgio e Humberto Ramos (Carlinhos); Tarciso, Mazinho e Loivo
Técnico: Carlos Froner

SANTOS: Cejas; Carlos Alberto Torres, Marinho Perez, Vicente e Zé Carlos; Clodoaldo e Brecha (Léo); Mazinho, Nenê, Pelé e Edu
Técnico: Pepe

Data: 27 de janeiro de 1974, domingo, 18h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Renda: Cr$ 262.763,00
Juiz: Luís Carlos Félix
Auxiliares: Eraldo Palmerini e Rubens Carvalho

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Médias de públicos de finais do Gauchão com mando do Grêmio

April 17, 2019

finais gremio

Fiz um levantamento dos públicos das finais do Gauchão da década de 90 para cá. Na semana passada publiquei a média de público nas finais com mando do Inter. Hoje publico as médias das finais com mando tricolor, que é de 34.868 pagantes.

Vale lembrar que em 1990, 1993 e 1994 a fórmula de disputa não previa uma final. Em alguns anos a final envolvia uma melhor de três jogos, casos em que eu só considerei um jogo por mandante.

Isolando apenas as finais com Gre-Nais, a média de público em finais com mando do Grêmio é de 35.939.

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Gauchão 1999 – Final – 1º Jogo – Inter 1×0 Grêmio

April 14, 2019
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Foto: Julio Cordeiro (Zero Hora)

No primeiro jogo (dos três) das finais do Gauchão de 1999, o Inter largou com uma vitória no Beira-Rio graças ao gol do zagueiro Gonçalves.

Por falar em zagueiro é válido ressaltar que os dois times zaatuaram no 3-5-2.

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Foto: Sílvio Avila (Zero Hora)

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Foto: Sílvio Avila (Zero Hora)

“VENCEU QUEM QUIS JOGAR

O Gre-Nal vencido pelo Inter por 1 a O, ontem à tarde, não foi o jogo do Grêmio contra o Inter Foi o jogo do Inter. O Inter foi o protagonista da partida. O Grêmio entrou em campo como discreto coadjuvante. Condição, por sinal, proposta pelo próprio Grêmio, que foi ao Beira-Rio com um esquema tático retrancado com o qual jamais jogou ou sequer treinou.

O técnico gremista, Celso Roth, escalou o time com três zagueiros, Ronaldo Alves, Scheidt e Eder. Um deles, Éder, com a missão exclusiva de marcar Fabiano. Não foi mal Eder, mas, como estava sempre no mano-a-mano com o ponteiro colorado, enfrentou dificuldades oceânicas. Fabiano foi o melhor atacante do Inter e, quando substituído por Almir, no segundo tempo, saiu sob o brado da torcida:
– Uh. Fabiano! Uh. Fabiano!

Christian também não jogou mal, embora tenha colidido com a eficiente marcação de Ronaldo Alves.

Essa estratégia, em tese, serviria para liberar os laterais Marco Antônio e Roger. Só que Roger esteve apático, parecia deprimido, e Marco António… bem, foi corno se não houvesse Marco Antônio.

Soltos e agudos estavam mesmo eram os laterais do Inter. Enciso menos, por ter que parar o voluntarioso Cleison, que caía pelo seu setor. Mais Elivélton, o melhor em campo, que passou o tempo todo ingressando peio setor onde devia estar Marco Antônio.

Como o Grêmio estava acantonado e trêmulo diante da sua área, não se aproveitou das precariedades do meio-de-campo do Inter, lá onde o afoito Claiton era, exatamente, afoito, e Dunga se atrapalhava com a bola, fazendo-a sair feito um caroço de abacate do seu pé, sempre que sob meia-pressão. A bola que voou perfeita, alçada por Dunga, foi de falta, aos 12 minutos, direto na cabeça de Gonçalves, que se valeu da saída de gol errada de Danrlei e marcou o único gol do Gre-Nal.

Para piorar a situação do Grêmio, seu centroavante ”presente de Natal”, Agnaldo, não é que ele tenha sido ruim: foi péssimo. Agnaldo não apenas errou quase todos os lances de que participou como ainda conseguiu perder dois gols que nenhum camisa 9 assalariado pode perder – aos 33 minutos, ao receber livre de Ronaldinho, dentro da área, ele esperou, esperou. até a zaga se recuperar e colocar a bola para fora. E aos 48 minutos do segundo tempo, depois de uma falta que Ronaldinho acertou no travessão, Agnaldo, a um passo da linha de gol, deixou que a bola batesse na sua coxa e desmaiasse nas mãos do goleiro André, perplexo por ter conseguido fazer a defesa.

Essa falta de Ronaldinho, aliás, foi o lance mais polêmico do jogo. A bola bateu no travessão e no risco. Os jogadores do Grêmio reclamaram que foi gol, mas no risco não vale – a bola tem que entrar inteiramente. A falta de Ronaldinho teve uma outra importância: foi o único chute do Grêmio a gol, em toda a partida. Único! O que dá a justa medida da proposta de Celso Roth para o clássico, um amigável convite para que o Inter jogasse. E o Inter jogou.” (David Coimbra, Zero Hora, segunda-feira, 14 de junho de 1999)

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Elivélton, o melhor da partida

André – Quase não trabalhou. Seguro nas intervenções… 8

Enciso – Marcou com eficiência, mas não apoiou …………. 7

Lúcio – Foi soberano em todas as bolas pelo alto ………… 8

Gonçalves – Sua experiência tem sido fundamental …….. 9

Régis – Bem nas antecipações. Jogou com categoria……. 8

Elivélton – Foi o maior destaque do jogo. Uma lição de como se joga como ala. Marcou e atacou na hora certa …..10

Ânderson – Guerreiro e heróico, ao estilo do Gre-Nal …… 8

Dunga – Combateu e comandou o time até cansar ………. 8

Claiton – Valeu mais pelo espírito de luta e superação ….. 7

Fabiano – Iniciou como um furacão. Caiu no 2º tempo ….. 8

Christian – Irritou-se com a marcação. Sempre perigoso…8

Almir – Pouco acrescentou. 6 Denílson – Entrou aos 41..s/n

João Santos – Entrou no fim e causou lance polêmico….s/n”

(Correio do Povo, segunda-feira, 14 de junho de 1999)

Ronaldo Alves, destaque

Danrlei – Fez defesas importantes, mas vacilou no gol……7
M. Antônio – Marcou bem, mas deveria ter apoiado mais .6

R. Alves – Não deu espaço para Christian. Muito seguro ..9

Scheidt – Ficou na sobra e mostrou sua categoria ……….. 8

Éder – Teve que fazer muita faltas para conter Fabiano …7

Roger – Quase não jogou. Ficou muito preso atrás…………5

Djair – Exagerou nas faltas, mas cobriu bem o setor……….7

Goiano – Parecia perdido no esquema improvisado……….6

Cleison – Começou participativo. Cansou e sumiu …………6

Ronaldo – Sofreu com o esquema no 1º tempo, mas teve alguns lances. Depois, ao lado de Gral, melhorou muito…8

Agnaldo – Desapareceu diante da marcação forte …………4

Rodrigo Gral – Difícil entender por que não entrou antes…8

Gavião e Zé Afonso entraram bem ………………………………7

(Correio do Povo, segunda-feira, 14 de junho de 1999)

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Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

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Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

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Foto: Julio Cordeiro (Zero Hora)

INTER: André; Gonçalves, Lúcio e Regis; Enciso; Dunga (Denilson), Anderson, Claiton (João Santos) e Elivelton: Fabiano (Almir) e Christian
Técnico: Paulo Autuori

GRÊMIO: Danrlei; Ronaldo Alves (Zé Afonso), Scheidt e Eder; Marco Antonio (Gavião), Djair, Goiano, Cleison (Rodrigo Gral) e Roger; Ronaldinho e Agnaldo
Técnico: Celso Roth

Data: 13 de junho de 1999, domingo, 17h00min
Local: Estádio Beira-Rio
Público: 37.329 (29.079 pagantes)
Renda: RS 253.439,00
Árbitro: Leonardo Gaciba
Auxiliares: Valdir Cardia e Paulo Ricardo da Conceição.
Cartões amarelos: Ronaldo Alves, Cleison, Djair, Roger, Chistian, Dunga, João Santos.
Gol: Gonçalves, aos 12 minutos do segundo tempo

Médias de públicos de finais do Gauchão com mando do Internacional

April 13, 2019

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Fiz um levantamento dos públicos das finais do Gauchão da década de 90 para cá. A média de público nas finais com mando do Inter é de 31.547.

Vale lembrar que em 1990, 1993 e 1994 a fórmula de disputa não previa uma final. Em alguns anos a final envolvia uma melhor de três jogos, casos em que eu só considerei um jogo por mandante. E não achei o público pagantes das finais no Beira-Rio em 2003 e 2006 (casos em que estimei o público pagante com base no público total)

Isolando apenas as finais com Gre-Nais, a média de público em finais com mando do Inter é de 32.628.

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Gauchão 2019 – Grêmio 3×0 São Luiz de Ijuí

April 8, 2019

Gremio x Sao Luiz

O resultado foi o esperado, com ou sem as mudanças promovidas por Renato. Matheus Henrique e Alisson deram boa resposta. A questão é saber se essas alterações serão o suficiente para fazer o time reagir na Libertadores.

– Média de público do Grêmio no Gauchão em 2019:
17.815 (15.897 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Arena na temporada:
19.501 (17.539 pagantes)

Gremio x Sao Luiz
Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 3×0 São Luiz de Ijuí

GRÊMIO: Paulo Victor; Léo Moura, Geromel, Kannemann e Juninho Capixaba; Matheus Henrique, Maicon; (Rômulo, 21’/2ºT), Alisson (Marinho, 15’/2ºT), Jean Pyerre e Everton; André (Vizeu, 31’/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

SÃO LUIZ: Carlão; Maicon, Pablo, João Marcus e Márcio Goiano; Clayton, Rudiero, Leílson (Anderson Paraíba, 18/’2ºT), Mikael (Vavá, 37’/2ºT) e Thiago Alagoano; Tauã (Jeferson Prill, 18’/2ºT)
Técnico: Paulo Henrique Marques

Gauchão 2019 – Semifinal – Jogo de volta
Data: 7 de abril de 2019, domingo, 16h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre, RS
Público: 16.857 (14.702 pagantes)
Renda: R$ 634.731,00
Árbitro: Daniel Nobre Bins
Assistentes: Leirson Martins e Michael Stanislau
Cartões amarelos: Alisson, Marinho; Pablo e Thiago Alagoano, Márcio Goiano, Leílson
Gols: Alisson, aos 24 minutos do primeiro tempo; André, aos 37 minutos do primeiro tempo; Everton, aos 13 minutos do segundo tempo

Copa Mercosul 1998 – Universidad Catolica 1×1 Grêmio

April 4, 2019

O primeiro confronto entre Universidad Catolica e Grêmio em solo chileno aconteceu na quarta rodada do Grupo E da primeira edição da Copa Mercosul, em 1998.

O empate em 1×1 acabou sendo ruim para o tricolor, que permaneceu fora da zona de classificação para a próxima fase da competição.

Vale lembrar que o jogo teve transmissão ao vivo pelo Sportv e um VT, que se iniciava as 22h35min, no SBT.

UM EMPATE COM PROBLEMAS DE LESÕES
Itaqui e Djair retomam machucados do Chile e são dúvidas para o jogo contra o Sport, domingo, em Recife

A festa dos 95 anos não foi compita. O Grêmio perdeu ontem à noite a chance de assumir a liderança do Grupo E da Copa Mercosul. O empate em 1 a 1 com o time misto do Universidad Católica, em Santiago, reduziu as chances de se classificar para as quartas-de-final do torneio e reforçar o caixa em mais US$ 600 mil. Agora, os gaúchos estão em terceiro no Grupo E, com quatro pontos. Além da fraca atuação, o técnico Celso Roth ganhou dois problemas para enfrentar o Sport, no domingo. Itaqui sofreu urna entorse no tornozelo. Pela sua reação ainda em campo, pedindo substituição imediata, Itaqui preocupa. O volante Djair, que substituiria Goiano no Recife, machucou o joelho, deixou o campo chorando, carregado na maca.

O Grêmio parecia ressentir-se do cansaço da vitória sobre o Santos. Os jogadores erravam jogadas triviais. O resultado era uma equipe estática, apática, quase sonolenta Era o Grêmio de algumas semanas atrás, o que desesperava Roth. As reclamações aumentaram aos 12 minutos. Goiano, afoito, errou em bola ao tentar desarmar Figueroa e cometeu pênalti, convertido por Lépe.

Depois disso, o Universidad contagiou-se com a pasmaceira do Grêmio. O jogo se resumiu a um duelo dos volantes e defensores nas intermediárias. Uma tortura para os pouco mais de 2 mil torcedores que enfrentaram o frio e foram assistir ao jogo. Os lances mais agudos do Grêmio se resumiam a jogadas individuais de Ronaldo. Numa delas, 27 minutos, o meia deixou Itaqui livre para cruzar. Lembrando os tempos de lateral. Itaqui encontrou Goiano livre na área, mas o volante chutou para fora. Apesar da baixa estatura dos zagueiros chilenos, os gaúchos insistiam em carimbar os adversários.

Os gritos de Roth no intervalo despertaram os jogadores. Logo aos oito minutos, Itaqui acertou outro cruzamento — o segundo — e Rodrigo Mendes empatou o jogo. O gol, ao contrário do que se esperava, não estimulou o Universidad a procurar a vitória. Muito menos o Grêmio, que se conformou com a igualdade. Para azar de Celso Roth, as lesões sofridas por Djair e Itaqui aumentam a preocupação na armação do time para domingo, contra o Sport.” (Zero Hora, quarta-feira, 16 de setembro de 1998)

Empate com prejuízo para o Grêmio
Itaqui e Djair saem machucados no 1 a 1 contra o Universidade Católica, pela Mercosul. Time ocupa o 3º lugar do grupo E

O Grêmio não conseguiu comemorar seus 95 anos de fundação com uma vitória. Ficou no empate em 1 a 1 com o Universidad Católica, ontem à noite, no estádio San Carlos, em Santiago. Com isso, o Grêmio fica em 3º lugar no grupo E da Copa Mercosul, com 4 pontos. River Plate e Vasco lideram com 5. O Universidad é o último, com 3 pontos.

Com um toque de bola envolvente no começo do jogo, o time chileno conseguiu controlar o Grêmio. Aos 12 minutos, Goiano entrou mal na jogada e cometeu pênalti. Lepe cobrou com categoria e marcou 1 a 0. Mal posicionado e sem força na frente, o Grêmio foi mal no primeiro tempo. O Universidad, com mais posse de bola, não soube aproveitar o domínio na partida.

No segundo tempo, o treinador Celso Roth deslocou Itaqui para o lado direito. Aos 8min, Itaqui foi ao fundo e cruzou na medida para Rodrigo Mendes, que havia iniciado a jogada. O atacante desviou de cabeça e empatou o jogo. O Grêmio passou a pressionar em busca do segundo gol, mas o Universidad resistiu e, aos poucos, começou a levar perigo. Preocupado, Roth reforçou a marcação com Djair em lugar de Ronaldinho.

Próximo dos 30 minutos, Itaqui, lesionado, pediu para sair. Quase ao mesmo tempo, Djair sofreu uma torção de joelho. Marcelo Müller e Éder entraram, deixando o Grêmio muito descaracterizado. A partir daí, o time gaúcho tratou de resistir, tentando contra-ataques puxados por Rodrigo Mendes.” (Correio do Povo, quarta-feira, 16 de setembro de 1998)

Universidad Catolica 1×1 Grêmio

UNIVERSIDAD CATOLICA: Tapia; Cornejo, Ramirez, Vargas e Pizzarro; Ormazábal, Lépe, Edu Manga (Osorio) e Mirosevic (Goldberg); Moya e Figueroa
Técnico: Fernando Carvallo

GRÊMIO: Danrlei: Walmir, Scheidt, Rodrigo Costa e Roger; Fabinho, Luiz Carlos Goiano, Ronaldinho (Djair, depois Eder) e Itaqui (Marcelo Miller); Clóvis e Rodrigo Mendes.
Técnico: Celso Roth

Copa Mercosul 1998 – Grupo E – Quarta Rodada
Data: 15 de setembro de 1998, terça-feira, 21h40min
Local: Estádio San Carlos de Apoquindo, em Santiago do Chile.
Arbitragem: Robert Troxler (PAR)
Auxiliares: Carlos Torres e Luiz Mereles
Cartões Amarelos: Moya, Lépe, Goiano
Cartão vermelho: Moya
Gols: Lépe (de pênalti) aos 12 minutos do primeiro tempo; Rodrigo Mendes aos 8 minutos do segundo tempo

Gauchão 1979 – Octogonal Final – Juventude 0x1 Grêmio

March 24, 2019
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Foto: Jornal de Caxias

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Foto: Jornal de Caxias

Em setembro de 1979, Juventude e Grêmio se enfrentavam pela quarta e última vez naquela temporada. O tricolor foi ao Alfredo Jaconi com time misto, uma vez que já havia assegurado o título do Gauchão na rodada anterior, na vitória de 3×0 sobre o Brasil de Pelotas.

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Foto: Pioneiro

GRÊMIO GANHOU COM O MISTO

Com golo de Nardela a um minuto do segundo tempo, e com a penalidade máxima desperdiçada por Plein, o misto do Grêmio venceu o Juventude, ontem à noite, no Alfredo Jaconi. 

PRIMEIRO TEMPO — O Grémio esteve diferente no período de abertura, ontem, no AIfredo Jaconi, contra o Juventude. Ao invés do time competitivo de todo o campeonato, preferiu promover uma apresentação alegre, com congestionamento na meia-cancha e lentidão nos lances ofensivo.

 Assim, mesmo dominando a partida, o Grêmio não conseguiu abrir o escore nos primeiros 45 minutos. Havia o maior volume, com Cardaccio estreando com segurança, mas a finalização custou a acontecer. Em decorrência, o Juventude tinha condições para se recuperar.

O futebol alegre do Grêmio teve muita troca de passes e jogadas vibrantes de Jesum pela esquerda. Porém, em nenhuma houve a ameaça mais séria à defesa caxiense. Pelo contrário, foi o Juventude que, numa arrancada rápida de contra-ataque, teve uma oportunidade desperdiçada por Cacau.

Assim, mesmo mandando no jogo, o Grêmio não conseguiu abrir o escore. O Juventude, Porém, mostrou muitas falhas na linha de zagueiros. Manteve o escore sem abertura, mas o Grêmio estava muito alegre para explorar estas falhas.

SEGUNDO TEMPO — O futebol alegre do primeiro tempo, num lance rápido a um minuto desta fase final, foi premiado: Ladinho cobrou falta Nardela se antecipou aos zagueiros caxienses e marcou de cabeça. O Grêmio estava com 1 x 0 e a partida ainda nem havia esquentado, no tempo derradeiro.

Depois do golo, como é natural, o Grêmio passou a jogar  com mais cautela. Cardaccio e Nardela ficaram mais atrás, enquanto Iúra podia ir à frente, acompanhando os deslocamentos de Jurandir, André e Jesum – mais tarde Leandro. O Juventude não t nha condições de reagir, pois o adversário fechava bem os espaços.

Aos 32 minutos, a melhor oportunidade do empate foi desperdiçada pelo Juventude. Plein recolheu na entrada da área, avançou e foi derrubado por Valderez. O lance foi duvidoso, mas o árbitro Nazarino Pinzon assinalou a penalidade máxima. Plein bateu mal, muito mal para fora.

Com 1 x o, o Grêmio venceu a partida. Mereceu, apesar do futebol bem mais inferior ao do time titular ao longo do campeonato. O futebol alegre deu só para o gasto. (Correio do Povo, quinta-feira, 13 de setembro de 1972)

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O QUE É ISSO?
“Eu mandei avisar o Jesum, que se ele continuasse atentar fazer pouco dos jogadores do Juventude era para eles baixarem o pau”. Afirmação de Carlos Gainete, completamente perturbado no túnel durante o jogo de quarta-feira contra o Grêmio. Jesum fez “gato e sapato” para cima de Vinhas. Em tempo: Ivanildo “desmoralizou” o lateral Edegar do Esportivo, em Bento, num jogo em que os dois times empataram em um gol e o Espinosa não mandou nenhum recado.” (Jornal de Caxias, 15 de Setembro de 1979) 

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Foto: Pioneiro

GRÊMIO: Remi; Eurico, Valderez, Vicente e Ladinho, Cardarccio, Nardela e Iúra: Jurandir, André e Jesum (Leandro)
Técnico: Orlando Fantoni

JUVENTUDE: Luís Carlos; Toninho, Moacir, Vinhas e Ademir; Cacau, Plein e Valdo (Lacir); Maurinho, Rinaldo (Marquinho) e Ivanildo
Técnico: Carlos Gainete

Gauchão 1979 – Octagonal final – 12ª Rodada
Data: 12 de setembro de 1979, quarta-feira
Renda: Cr$ 221.920,00
Arbitragem: Nazarino Pinzon
Auxiliares: Euclides Angeli e Darli Etges
Gol: Nardela, aos 2 minutos do segundo tempo

Gauchão 2019 – Grêmio 1×0 Inter

March 18, 2019

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Usando time reserva (e enfrentando um time reserva), o Grêmio ganhou o clássico e garantiu a primeira posição na primeira fase do Gauchão 2019. Vitória em Gre-Nal é importante em qualquer circunstância.

O problema é a que as circunstâncias desse jogo são difíceis de entender. A decisão do Grêmio de entrar com reservas já seria bastante questionável se anunciada com alguma antecedência. Feita  poucos minutos antes da bola rolar, essa opção ganhas ares de “pegadinha” (e um pegadinha com 44 mil pessoas).

O blefe faz parte do jogo. Mas não pode ser parte da relação do clube com a sua torcida.

A jogada do gol de Leonardo Gomes, especialmente na movimentação do André, lembrou os gols que o Grêmio fez no São José na semana passada.

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Gre-Nal teve ingressos mais baratos, mais público e mais renda do que o jogo na Libertadores na última terça-feira.

– Média de público do Grêmio no Gauchão em 2019:
19.409 (17.490 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Arena na temporada:
21.349 (19.374 pagantes)

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Fotos: Eduardo Deconto (Globo Esporte) E Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 1×0 Inter

GRÊMIO: Brenno; Leonardo Gomes, Paulo Miranda, Marcelo Oliveira e Juninho Capixaba; Rômulo e Matheus Henrique; Montoya (Everton, 17/2ºT), Jean Pyerre (Diego Tardelli, 30/2ºT) e Pepê; André (Darlan, 37/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

INTER: Daniel; Bruno, Roberto, Emerson Santos e Uendel; Rithely, Rodrigo Lindoso e Nonato; Guilherme Parede (Wellington Silva, 33/2ºT), Pedro Lucas (Tréllez, intervalo) e Neilton (Camilo, 27/2ºT)
Técnico: Odair Hellmann

10ª Rodada – Campeonato Gaúcho 2019
Data: 17 de março (Domingo, 19h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Público: 44.075 (41.053 pagantes)
Renda: R$ 2.084.549,00
Árbitro: Anderson Daronco (FIFA-RS)
Assistentes: Rafael da Silva Alves (RS) e Lúcio Beiersdorf Flor (RS)
VAR: Rafael Traci, Ivan Carlos Bohn e José Cláudio Filho
Cartões Amarelos: Roberto, Nonato, Guilherme Parede, Rithely e Rodrigo Lindoso , Jean Pyerre, Leonardo Gomes e Mateus Henrique
Cartão Vermelho: Nonato (29/1ºT)
Gol: Leonardo Gomes, aos 42 minutos do primeiro tempo.

Gauchão 1979 – Grêmio 1×1 Inter

March 16, 2019

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No Gauchão de 1979, Grêmio e Inter se enfrentaram no Olímpico na última rodada do segundo turno. O tricolor já havia garantido a primeira posição dessa fase, assim como acontecera no primeiro turno, o que lhe garantia dois pontos extras no octagonal final.

Diante desse cenário, o Inter foi a campo com um time misto. Poucas horas antes da bola rolar, o presidente Marcelo Feijó (tio do atual presidente colorado) anunciou a demissão do técnico Cláudio Duarte e o licenciamento (sabe-se lá o que isso significa) do departamento de futebol comando por Gilberto Medeiros (pai do atual presidente colorado).

O Inter surpreendeu e saiu na frente com um gol de borracha. Éder empatou o jogo no segundo tempo, convertendo pênalti sofrido por Paulo César Caju. Abaixo a crônica do Correio do Povo sobre a partida:

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GRE-NAL NÃO FUGIU À TRADIÇÃO
O Grêmio queria plasmar no Gre-Nal sua superioridade diante do Internacional no atual campeonato. Mas o andamento da partida, mesmo com o Inter jogando sem alguns titulares, mostrou a tradicional igualdade de força durante o clássico do Rio G. do Sul.
Duas horas e meia antes da partida surgiu o anúncio da saída do técnico Cláudio Duarte, do licenciamento de Gilberto Medeiros e seus principais assessores, veio a palavra de Marcelo Feijó, dizendo que ele estava também respondendo pelo futebol do Internacional. Neste clima e ainda sem Valdomiro, Falcão, Mário e Adilson, as chances do Inter, teoricamente, eram menores contra um Grêmio líder e com a massa de torcedores a seu favor.
Os primeiros minutos do Gre-Nal mostraram o Internacional precavido na defesa, com vários jogadores no meio de campo e usando apenas os contra-ataques. O domínio territorial do Grêmio foi notório, mas as conclusões não apareciam. O Inter aos poucos foi dominando o meio de campo onde Batista, Tonho, Borracha e movimentavam-se com autoridade e tranquilidade.
O resultado desse domínio no meio-campo proporcionou excelentes contra-ataques, principalmente quando Chico Espina era lançado e vencia os combates diretos contra Vilson e principalmente contra Ancheta.
Aos 20 minutos o Inter atacou forte e Vitor Hugo tentando defender entregou a bola nos pés de Chico Espina, que passou a Jair. Daí o passe foi rápido para o garoto Borracha que da entrada da área atirou rasante no canto esquerdo de Manga para fazer um a zero. A pequena torcida do Inter comemorou intensamente o golo e a imensa maioria de gremistas se olhavam estupefatos sem saber o que tinha acontecido.
Ainda no primeiro tempo o time de Fantoni passaria por mais três sustos. Logo depois do golo o Inter atacou e, num erro do bandeirinha Erick Fuchs, Borracha ficou cara a cara com Manga e não fosse a providencial salda do goleiro teria feito o segundo. Depois Jair, em duas vezes, quase marcou. O primeiro tempo terminou com justa vitória parcial do Internacional.
O EMPATE
No segundo tempo Tarciso, atingido por Cláudio Mineiro, foi substituído por Jurandir. A troca trouxe vantagens ao Grémio que ao colocar Jurandir na ponta fazendo-o ajudar o meio de campo, equilibrou e partida naquele setor.
O Inter não mudou e confirmou usando o contra-ataque como arma principal. Só que no segundo tempo teve apenas uma chance viva de gol quando Tonho ia chutar e foi atrapalhado por Chico Espina. O Grêmio atacou sempre, mas na maioria das vezes exagerou no chuveirinho.
Aos 27 minutos André foi lançado e conseguiu dar o passe para Paulo César. Batista entrou por trás e derrubou o jogador gremista. Gallas marcou o pênalte que resultou na expulsão de Batista, por reclamação, Eder destacado para cobrar bateu forte e marcou. O Grêmio tentou desempatar com Baltazar já no lugar de Nardela mas a defesa do Inter resistiu o um a um. O técnico Otacilio usou os reservas Toninho e Sílvio e manteve o esquema empregado desde o início do Gre-Nal.” (Correio do Povo, terça-feira, 24 de julho de 1979)

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GRÊMIO: Manga; Vilson, Ancheta, Vantuir, Dirceu; Vitor Hugo, Nardela (Baltazar), Paulo César; Tarciso (Jurandir), André Catimba e Éder Aleixo.
Técnico: Orlando Fantoni

INTER: Benitez; João Carlos, Mauro, Beliato, Cláudio Mineiro; Batista, Tonho, Borracha (Sílvio); Jair, Rogério (Toninho) e Chico Espina.
Técnico: Otacílio Gonçalves (interino)

Gauchão 1979 – 2º Turno – 19ª Rodada
Data: 22 de julho de 1979, domingo, 15h3omin
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre/RS
Público: 47.427
Renda: Cr$ 2.102.500,00
Árbitro: Roque José Gallas
Assistentes: Erick Fuchs e Ricardo Piva
Cartãos vermelho: Batista (27 do 2ºT)
Gols: Borracha, aos 25 do 1º tempo. Éder (de pênalti) aos 27 minutos do segundo tempo

Gauchão 2019 – Grêmio 3×0 São José

March 10, 2019

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O Grêmio ganhou do São José, com 3 golaços. André teve grande atuação, fazendo o que sempre se esperou dele, que é dar mobilidade e agilidade ao ataque tricolor.

– Média de público do Grêmio na Arena em 2019:

14..476 (12.778 pagantes)

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Fotos: Superior_Norte (Instagram) e Eduardo Torres (EC São José)

Grêmio 3×0 São José

GRÊMIO: Júlio César; Matheus Henrique, Paulo Miranda, Marcelo Oliveira e Juninho Capixaba; Darlan (Diego Tardelli, 17/2ºT) e Thaciano; Montoya (Thonny Anderson, 32/2ºT), Jean Pyerre (Leonardo Gomes, 26/2ºT) e Pepê; André
Técnico: Renato Portaluppi

SÃO JOSÉ: Fábio; Marcio Lima, Rafael Goiano, Everton Alemão e Dudu Mandai; Bruno Jesus (Márcio Jonatan, int), Tássio, Matheusinho e Tavares; Tiago Pará (Wandinho, 38’/2º) e Crystopher (Everton Júnior, 18’/2º)
Técnico: Rafael Jacques

9ª Rodada – Campeonato Gaúcho 2019
Data: 09 de março, sábado, 19h00min
Público: 9.104 (7.616 pagantes)
Renda: R$ 281.542
Árbitro: Douglas Silva
Assistentes: Élio Nepomuceno de Andrade Júnior e Júlio Cesar Espinoza de Freitas
Cartões amarelos: Marcelo Oliveira (Grêmio); Márcio Lima e Tássio (São José)
Gols: Montoya, aos 28 minutos e Pepê, aos 30 minutos do primeiro tempo; André, aos 31 minutos do segundo tempo.