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Brasileirão 2019 – Grêmio 1×0 Atlético-MG

May 27, 2019

Gremio x Atletico-MG

E o Grêmio finalmente venceu um jogo no Brasileirão 2019. Uma vitória magra, mas justa, visto que foi claramente superior ao Atlético ao longo dos 90 minutos.

Eu não entendi bem o que aconteceu no lance que resultou no pênalti desperdiçado (mais um!) por André. O que o juiz marcou quando apitou antes de Geromel marcar o gol? Vale lembrar que existe sim vantagem em lances de pênalti.

PORTO ALEGRE / RIO GRANDE DO SUL / BRASIL - 25.05.2019 Jogo entre GRÊMIO x ATLÉTICO no Estádio Arena do Grêmio pelo Campeonato Brasileiro 2019 - Foto: Bruno Cantini / Atlético

– Média de público do Grêmio na Arena na atual temporada:
23.362 (21.305 pagantes)

– Média de Público do Grêmio no Brasileirão 2019:
26.071 (24.174 pagantes)
PORTO ALEGRE / RIO GRANDE DO SUL / BRASIL - 25.05.2019 Jogo entre GRÊMIO x ATLÉTICO no Estádio Arena do Grêmio pelo Campeonato Brasileiro 2019 - Foto: Bruno Cantini / AtléticoFotos: Lucas Uebel (Grêmio.net) e Bruno Cantini (Atlético Mineiro)

Grêmio 1×0 Atlético-MG

GRÊMIO: Paulo Victor; Leonardo Gomes, Geromel, Rodriguez e Juninho Capixaba; Michel, Maicon; Alisson (Tardelli, intervalo), Jean Pyerre (Thaciano, 33/2ºT) e Everton; André (Felipe Vizeu, intervalo)
Técnico: Renato Portaluppi

ATLÉTICO-MG: Victor; Patric, Léo Silva, Igor Rabello e Fábio Santos; Zé Welison (Nathan, 38/2ºT), Jair; Cazares (Geuvânio, 18/2ºT) , Chará, Luan (Bruninho, 24/2ºT); Ricardo Oliveira
Técnico: Rodrigo Santana

6ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2019
Data: 25/05/2019, Sábado, às 19h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre -RS
Público: 15.450 (13.714 pagantes)
Renda: R$ 444.432,00
Árbitro: Rafael Traci (SC)
Auxiliares: Kleber Lucio Gil (SC) e Carlos Berkenbrock (SC)
VAR: Heber Roberto Lopes (SC)
Cartões amarelos: Maicon; Luan, Zé Welisson, Patric, Geuvânio
Gol: Felipe Vizeu, aos 2 minutos do segundo tempo

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Brasileirão 1972 – Grêmio 1×0 Atlético Mineiro

May 24, 2019
1972 gremio atletico cp ancheta numero 3

Foto: Correio do Povo

 

No Brasileirão de 1972, o Grêmio recebeu o Atlético Mineiro pela segunda rodada da competição. O Galo, treinado por Telê Santana, era o campeão do ano anterior, e contava com Mazurkiewicz, Humberto Ramos e Dadá Maravilha.  Já o tricolor (que venceu o jogo graças ao gol de Carlinhos) contava com uma sólida defesa liderada por Ancheta e Everaldo.

GRÊMIO DERROTOU O ATLÉTICO COM GOLAÇO DO PONTEIRO CARLINHOS
O Grêmio, com um gol sensacional de Carlinhos, no primeiro tempo, ganhou do Atlético por 1 a 0 ontem à noite, mantendo a liderança da chave na segunda rodada, sem tomar nenhum golo e mais uma vez convencendo a sua torcida nesse começo do Campeonato Nacional.

1.º TEMPO — O bom ataque, com Loivo levantando para a área e criando uma situação de perigo que o zagueiro Raul Fernandes tirou de cabeça numa disputa com Lairton, foi um dos poucos que o Grêmio conseguiu no começo da, partida. Em seguida, ficou claro que havia alguns problemas no time de Daltro Menezes (Jadir não tinha o mesmo rendimento de domingo passado, Oberti e Lairton tinham dificuldades de conseguir espaços) e que o adversário, o Atlético Mineiro, tinha defesa melhor armada do que o São Paulo, que na primeira rodada deixou muitos espaços para o time gaúcho atacar.

Mas o futebol do Atlético, melhor dentro da partida, só apareceu bem, da defesa para a frente, a partir dos 10 minutos, quando Oldair e Humberto Ramos acertaram bem no meio-campo. Toninho, à frente dos zagueiros, marcava o início das jogadas do Grêmio. O domínio do Atlético, entretanto, caiu em seguida, com Oldair e Humberto Ramos parando, e dando chance ao Grêmio reagir, liderado por Negreiros que aos 28 minutos criou a jogada que Carlinhos transformou em golo. Depois de trocar passes com Oberti — uma jogada, marcante dentro da partida — Negreiros lançou Carlinhos, na frente. Correndo da direita para o meio, chutando com o pé esquerdo, Carlinhos acertou o golo, na saída de Mazurkievcs, marcando 1 a O para o Grêmio.

A partir daí, o Grêmio melhorou um pouco, segurando o Atlético em seu campo e, às vezes atacando, em boas jogadas de Carlinhos e de Oberti.

2.º TEMPO — O Atlético voltou para o segundo tempo com Guerino em lugar de Paulinho, um, ponteiro muito fraco, que no primeiro tempo só atrapalhou o trabalho que tentava fazer Dario. O Grêmio esperou até os 15 minutos para fazer a sua primeira alteração: Carlos Alberto em lugar de Loivo. Daltro, com a colocação de Carlos Alberto, pretendia centralizar o trabalho de meio-campo, para dar anais consistência ao time, na tentativa de garantir o placar e solidificar a vitória parcial conseguida com o gol de Carlinhos. O jogo continuou com poucas jogadas de área até os 20 minutos, mas aos 25 o Atlético teve uma boa oportunidade com uma falta que Romeu, chutando contra uma barreira de sete jogadores, perdeu. No rebote, Ancheta, que fizera a falta em Dario, chutou de qualquer maneira para a lateral, para aliviar a situação de perigo. E depois disso, o Atlético, aproveitando que o Grêmio se acomodava um pouco, tomava a iniciativa em todas as jogadas, tentando o golo de empate, inclusive retirando Toninho, que ficava à frente dos zagueiros, para colocar Serginho, um jogador mais ofensivo. Daltro Menezes respondeu a esta alteração proposta pelo técnico Telê, colocando o juvenil Iúra (em lugar de Carlinhos) mas em seguida o Atlético teve excelente chance, numa jogada confusa, de chutes de todos os lados, que Everaldo, em última, instância, salvou para escanteio.

E assim, se defendendo porque o Atlético tentava o empate no desespero, o Grêmio levou o jogo até o fim, às vezes tentando marcar mais um. Não conseguiu — venceu só de 1 — mas venceu bem.” (Correio do Povo, quinta-feira, 14 de setembro de 1972)

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Foto: Correio do Povo

GELATINA DO GRÊMIO E O DESASTRE
Ruy Carlos Ostermann

Desta vez não foi Negreiros, não foi Oberti e nem foi Loivo ou Jadir quem garantiu a vitória do Grêmio. Desta vez a diferença que o Atlético Mineiro propôs no campo obrigou a eleição de outros jogadores, e, entre estes, especialmente, o zagueiro Ancheta e seu companheiro de área, Beto. O Grêmio foi menos time do que contra o São Paulo . Explica-se de uma forma: o Atlético teve mais consistência e maior movimentação do que o São Paulo, e teve três jogadores sempre no meio campo — Toninho, Oldair e Humberto Ramos. E se apenas Humberto Ramos lembrou o grande Atlético do ano passado, impondo um ritmo vibrante ao serviço da bola de armação, Toninho apertou Oberti e Oldair jogou fora do lugar de Loivo. E isso desequilibrou muito o Grêmio. Tanto que, no segundo tempo, foi preciso tirar Loivo e colocar Carlos Alberto para que o time se corrigisse no combate às jogadas do Atlético, todas marcadas pela preocupação em localizar Dario, e feitas pelo meio.

Mas o Grêmio era diferente do domingo. Correu no primeiro tempo, explorando alguns vazios que a falta de ritmo do campeão mineiro abria. E parou no segundo. Por isso, o jogo foi passando para a área do Grêmio e dali foi se levantando a preservação do gol de Carlinhos no primeiro tempo: o grande trabalho de Ancheta e Beto, ou seja, a morte de Dario. A torcida saiu guardando este resultado como uma gelatina: ela tremia, parecia desbordar, mas acabou ficando dentro do pires. Uma sobremesa rala e difícil, mas doce assim mesmo.
(Ruy Carlos Ostermann, Correio do Povo, quinta-feira, 14 de setembro de 1972)

1972 gremio atletico guaiba

GRÊMIO CONSEGUE SUA SEGUNDA BOA VITÓRIA

Porto Alegre (Sucursal). O Grêmio manteve-se na liderança no grupo D do Campeonato Nacional vencendo o Atlético por 1×0, ontem à noite no Estádio Olímpico numa partida bastante disputada e com muitos lances ríspidos O único gol da partida foi marcado aos 28 minutos do primeiro tempo pelo ponta-direita Carlinhos, que aproveitou um excelente lançamento de Negreiros, o melhor jogador em campo.

VENTO – O forte vendo que havia no Estádio Olímpico, quando começou a partida, dava a impressão de que o Atlético teria grande vantagem no início com o vento a seu favor. Foi o time mineiro quem teve a primeira grande chance de marcar aos 18 minutos, quando o zagueiro Beto perdeu infantilmente um lance dividido para Dario. O centro-avante entrou sozinho na área, driblou o goleiro Jair mas demorou a chutar. Quando chutou, Ancheta estava dentro do gol para salvar

Mas foi exatamente por confiar demais no vento que o Atlético levou o gol. Mazurkiewlcz foi recolocar a bola em jogo depois de um ataque do Grêmio e chutou fraco demais. Negreiros dominou no meio-de-campo e devolveu rápido para a corrida de Carlinhos, que chutou de pé esquerdo, sem dar tempo para o goleiro do Atlético se recuperar.

Telê Santana disse que o Atlético perdeu o Campeonato Mineiro e o primeiro jogo do Nacional porque faltava um líder no time. Por isso ele escalou Oldair ontem, contando com sua experiência para vencer o Grêmio.

Mas só a experiência de Oldair não bastou. O meio-campo do Grêmio jogou tão bem como contra o São Paulo na estreia, com Negreiros se destacando e anulando completamente o esforço de Oldair. Por isso, o Atlético não pôde aproveitar algumas vantagens que teve no primeiro tempo quando o vento lhe era favorável. No segundo tempo, o Grêmio apenas garantiu o resultado e revidou as jogadas violentas do Atlético.” (Jornal do Brasil, quinta-feira, 14 de setembro de 1972)

1972 gremio atletico ingressos

Grêmio 1×0 Atlético Mineiro

GRÊMIO: Jair; Valdir Espinosa, Ancheta, Beto Bacamarte e Everaldo; Jadir e Negreiros; Carlinhos (Iura), Lairton, Oberti e Loivo (Carlos Alberto)
Técnico: Daltro Menezes

ATLÉTICO: Mazurkiewicz; Raul Fernandez, Vantuir, Cláudio e Cincunegui; Toninho  (Serginho), Oldair e Humberto Ramos; Paulinho (Guerino), Dario e Romeu
Técnico: Telê Santana

Brasileirão 1972 – Primeira Fase – Segunda Rodada
Data: 13 de setembro de 1972 quarta-feira, 21h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Renda: Cr$ 114.033,00
Árbitro: Romualdo Arppi Filho
Auxiliares: Irandi Paiva e Carlos Martins
Gol: Carlinhos, aos 28 minutos do primeiro tempo

Copa do Brasil 2019 – Juventude 0x0 Grêmio

May 24, 2019

Juventude matheus henrique

Eu tinha a esperança que o início de uma competição de mata-mata poderia fazer com que o Grêmio voltasse a ter uma atuação mais “intensa”, mas esse jogo no Jaconi foi tão enfadonho quanto os últimos que o tricolor fez  fora de casa pelo Brasileirão.

O time voltou a usar o calção preto com escudo monocromático (enquanto o vendido na GrêmioMania tem o escudo colorido).
Juventude evertonJuventude maiconFoto: Arthur Dallegrave (E.C.Juventude)

Juventude 0x0 Grêmio

JUVENTUDE: Marcelo Carné; Vidal, Genílson, Sidimar e Eltinho; João Paulo; John Lennon (Dalberto, 29/1ºT), Aprile, Denner e Bruno Alves (Breno, 15/2ºT); Braian Rodríguez (Paulo Sérgio, 39/2ºT)
Técnico: Marquinhos Santos

GRÊMIO: Paulo Victor; Léo Moura, Pedro Geromel, Michel e Juninho Capixaba; Matheus Henrique e Maicon; Alisson (Pepê, 31/2ºT), Jean Pyerre (Thaciano, 19/2ºT) e Everton; André (Felipe Vizeu, 39/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

Copa do Brasil 2019 – Oitavas de final – Jogo de Ida
Local: Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul-RS
Público: 10.040 (8.757 pagantes)
Renda: R$ 249.400,00
Arbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)
Auxiliares: Eduardo Gonçalves da Cruz (MS) e Sidmar dos Santos Meurer (MG)
VAR: Igor Júnio Benevenuto (MG)
Cartões Amarelos: João Paulo, Aprile, Paulo Sérgio; Alisson, Everton

Brasileirão 1973 – Ceará 0x0 Grêmio

May 19, 2019
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Foto: Damião Ribas (Correio do Povo)

Em 1º de novembro de 1973 o Grêmio enfrentou pela primeira vez o Ceará em Fortaleza pelo Brasileirão. Ao que tudo indica foi um enfadonho 0x0.

Um dado curioso é que na delegação do Grêmio estava Luiz Watanabe, campeão do mundial de Karatê em 1972. O karateca fora convidado pelo preparador físico Coronel Mário Doernt para auxiliar a resolver problemas de distensões nos atletas gremistas.

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Foto: Damião Ribas (Correio do Povo)

EMPATE FOI BOM PARA O GRÊMIO

[…]
1.º TEMPO

No começo, o Grêmio tinha a intenção de segurar o jogo, esperando que o Ceará, muito entusiasmado e correndo muito, diminuísse o ritmo. Mas o Grêmio não conseguia por causa de um erro de marcação, especialmente de Mazinho, que reclamando muito de uma dor no joelho não acompanhava a correria de Edmar, jogador mais atrasado do meio-campo do Ceará mas o mais perigoso, porque partia de trás, livre, criando boas jogadas.

Por isso, o Grêmio tinha problemas para controlar o trabalho do Ceará, e se prejudicava no ataque — Marinho, com muita lentidão, demorava a dar continuidade às jogadas, e Tarciso, bem à frente, nunca conseguia vantagens sobre a defesa adversária, só perturbada em duas ocasiões, por dois chutes de Tarciso que, entretanto, nem chegaram a atingir o golo. Hélio, o goleiro do Ceará, no primeiro tempo fez apenas uma intervenção, pelo alto, sofrendo falta, o que invalidou lance.

2.° TEMPO

Para o tempo final, era normal que o Grêmio tomasse maiores precauções com seu meio-campo, procurando acertar melhor a sua movimentação. E parcialmente isso foi conseguido — o Grêmio apurou o ritmo, passou a jogar com mais velocidade. E encontrando o Ceará um pouco desordenado, m resultados pareciam que seriam bons, com o Grêmio assumindo o controle da partida, e até criando jogadas de ataque, com Jorge Tabajara, aproveitando a falta de um ponteiro-direito, subindo para o apoio e ajudando Loivo, que assessorado, cuidou mais do meio, apoiando Tarciso e lura que entrou em lugar de Mazinho.

Mas dois lances perigosíssimos contra o golo de Picasso, por volta dos 15 minutos, mudaram a fisionomia da partida — no primeiro, os irmãos Da Costa ensaiaram a cobrança de uma falta, Da Costa chutou, Picasso pegou com enorme dificuldade. E em seguida, Erandi, com tudo para marcar, só não conseguiu pela extraordinária participação de Picasso que mesmo não segurando firme, evitou o golo tocando para fora.

O Ceará melhorou, mas o Grêmio, mais acertado no meio-campo continuou um pouco melhor, com lura criando jogadas menor organizadas. O Grêmio até conseguiu duas chances excelentes através de lura, muito bom jogador, tocando a bola com objetividade, e numa delas Tarciso foi deslocado, na hora do chute, de onde surgiu a maior reclamação do Grêmio, a de que houve pênalte neste lance era que Tarciso, depois de combinar com lura, estava pronto para o chute. Dimas, na hora da conclusão, chutou o pé de apoio, Tarciso chutou uma perna na outra e caiu, perdendo o golo. O juiz, entretanto, não marcou nada.

O jogo acabou terminando em zero a zero, e mesmo que o Grêmio reclamasse, foi um bom resultado, porque o time, apesar das mudanças, não chegou a um rendimento satisfatório no meio de campo e no ataque.” (Correio do Povo, sexta-feira, 2 de novembro de 1973)

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Foto: Damião Ribas (Correio do Povo)

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CEARÁ: Hélio; Marinho, Artur, Dimas e Carlindo; Edmar e Serginho; Antônio Carlos (Erandi), Samuel, Jorge Costa e Da Costa.
Técnico: William Pontes

GRÊMIO: Picasso; Cláudio, Ancheta, Beto Bacamarte e Jorge Tabajara; Carlos Alberto, Paulo Sérgio e Mazinho (Iura); Carlinhos, Tarciso e Loivo.
Técnico: Carlos Froner

Campeonato Brasileiro de 1973
Data: 1º de novembro de 1973, quinta-feira, 21h00min
Local: Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza-CE
Renda: Cr$ 70.577,00
Árbitro: Oscar Scolfaro
Auxiliares: Ovidio Silva e Edson Carneiro

Copa Mercosul 1998 – Grêmio 5×1 Universidad Católica

May 8, 2019

Em 1998, o Grêmio recebeu a Universidad Católica pela segunda rodada da Copa Mercosul.

O 5×1 marcou a primeira de Celso Roth comandando o tricolor (ele fora contratado para o lugar de Edinho pouco menos de um mês antes).

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Grêmio goleia, faz festa e anuncia atacante uruguaio “El loco” Abreu

O presidente Luís Carlos Silveira Martins confirmou ontem, antes da goleada reabilitadora sobre o Universidad Católica, do Chile, que o Grêmio está contratando o centroavante uruguaio Sebastian Abreu (21 anos, 1,91m), emprestado pelo La Coru”a.

Conhecido por “El Loco” Abreu, o atacante jogou na seleção sub-17 do Uruguai. Destacou-se depois no San Lorenzo, da Argentina. Em 97, saiu por US$ 7 milhões para atuar na Espanha. O jornalista Alvaro Levrero, do El País, disse que o jogador, além de ‘ótimo cabeceador, chuta bem com os dois pés, se movimenta muito e é habilidoso.’

Além da boa notícia do reforço, a torcida lavou a alma com os 5 a 1 sobre os chilenos. Foi a primeira vitória do Grêmio depois de um jejum de 14 jogos. A goleada começou com Itaqui, de cabeça, aos 21min, no cruzamento de Zé Alcino. Aos 26, Zé Alcino ampliou. Scheidt, aos 29, de cabeça, fez 3 a 0. Aos 43, Ronaldinho, cobrando pênalti, marcou. No 2O tempo, Cornejo, aos 18, descontou. Aos 20, Itaqui (destaque ao lado de Zé Afonso e Zé Alcino) fez 5 a 1.” (Correio do Povo, 2 de setembro de 1998)

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

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GRÊMIO: Danrlei; Walmir, Rodrigo Costa, Scheidt (Éder) e Roger; Djair, Goiano, Itaqui e Ronaldinho; Zé Alcino (Rodrigo Mendes) e Zé Afonso (Clóvis)
Técnico: Celso Roth

U.CATÓLICA: Tapia; Cornejo, Ramirez, Poli e Garrido; Ormozabal, Parraguez (Pizarro) Mirosevic (Lepe), Edu Manga; Perez e Osorio (Diaz)
Técnico: Fernando Carvallo

Copa Mercosul 1998 – Grupo E – Segunda Rodada
Data: 1º de setembro de 1998, terça-feira, 21h40min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 4.235 (3.223 pagantes)
Renda: R$ 16.058,00
Árbitro: Gustavo Gallesio-URU
Auxiliares: Olivier Vieira e Carlos Lopez
Cartões Amarelos: Djair, Walmi e Ramirez

Brasileirão 2019 – Grêmio 4×5 Fluminense

May 8, 2019

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Não há nada que se justifique o fato do Grêmio ter levado cinco gols em casa desse Fluminense depois de ter feito 3×0 com 20 e poucos minutos de jogo.

– Média de público do Grêmio na Arena na atual temporada:
23.138 (21.081 pagantes)

– Média de Público do Grêmio no Brasileirão 2019:
22.013 (20.354 pagantes)

Fluminense x Grêmio - 05/05/2019Foto: Lucas Merçon (Fluminense F.C.), Correio do Povo

GRÊMIO: Julio César; Léo Moura, Michel, Kannemann e Cortez; Matheus Henrique e Maicon (Felipe Vizeu, 35’/2ºT) ; Alisson (Marinho, 17’/2ºT), Jean Pyerre (Luan, 15’/2ºT) e Everton; André
Técnico: Renato Portaluppi

FLUMINENSE: Rodolfo; Gilberto, Matheus Ferraz, Nino e Caio Henrique; Airton (Danielzinho, int.) e Bruno Silva; Allan, Guilherme (Pedro, 20’/2ºT) e Yony González; Luciano (Igor Julião, 35’/2ºT)
Técnico: Fernando Diniz

Data: 05 de maio de 2019, domingo, 19h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Público: 9.734 (8.390 pagantes)
Renda: R$ 266.323,00
Árbitro: Raphael Claus (FIFA-SP)
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis (FIFA-SP) e Neuza Inês Back (FIFA-SP)
VAR: Thiago Duarte Peixoto (SP) auxiliado por Rodrigo Batista Raposo (DF) e Emerson Augusto de Carvalho (FIFA-SP)
Cartões amarelos: Kannemann e Matheus Henrique; Guilherme
Gols: André aos 6 minutos, Everton aos 12, Jean Pyerre aos 21, Yoni González  aos 38, Luciano aos 40 minutos do primeiro tempo. Matheus Ferraz, aos 9 minutos, Pedro (de pênalti), aos 26 , Kannemann, aos 38 e Yoni González  aos 46 minutos do segundo tempo.

Brasileirão 1986 – Grêmio 1×0 Fluminense

May 5, 2019
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Foto: Roberto Santos (Correio do Povo)

 

No Brasileirão de 1986, o Grêmio vinha de uma sequência de maus resultados e foi se recuperar justamente contra o Fluminense, no Olímpico, com um gol de Lima em assistência de Renato.

Na época vigorava o costume (ao meu ver mais simpático e lógico) que ser o time da casa o que usava seu uniforme reserva no caso de confusão com o fardamento do visitante (esse costume só foi desaparecer do futebol brasileiro na metade dos anos 1990).

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Foto: Roberto Santos (Correio do Povo)

GRÊMIO QUEBRA JEJUM E DERROTA FLUMINENSE

Finalmente o Grêmio venceu nessa segunda fase do Campeonato Brasileiro. Depois de ficar cinco jogos sem vencer, ontem no Olímpico, ganhou do Fluminense, por 1 a 0, com inteira Justiça. Não foi por parte do time de Espinosa, uma partida excepcional em termos técnicos. Mui-pelo contrário, foi uma vitória da força, da aplicação, a determinação e acima de tudo, da luta em campo durante os 90 minutos.

A palestra do técnico Espinosa na última sexta, em que que pedia mais vontade, aplicação, força e que o time não olhasse o adversário jogar, não foi só aceita pelos jogadores como também executada. Viu-se ontem, um Renato solidário, aplicado e jogando coletivamente. Viu-se, também a meia-cancha construindo e destruindo e zaga atenta dando poucos espaços para o adversário.

No Jogo de ontem aconteceu algo inédito. Durante 42 minutos, nem Grêmio e nem Fluminense, conseguiram chutar uma bola sequer a gol. Somente aos 43, numa bola de rebote, é que o zagueiro Ricardo chutou forte para Mazaropi defender e, na seqüência da jogada, uma bola lançada pela meia-cancha encontrou Renato na meia-direita. Ele dominou a jogada e lançou o centroavante Lima pela direita. Mesmo marcado pelo zagueiro Vica, Lima dominou com a perna direita, deu dois passos e chutou forte na saída do goleiro Paulo Vítor. Era o gol Grêmio, o gol da vitória aos 44 minutos do primeiro tempo. No segundo tempo, o técnico João Lopes tirou Leomirr e João Santos e colocou Paulinho e Delei para dar maior força ofensiva, mas o bom comportamento da defesa do Grêmio não permitiu que o Fluminense empatasse.

Foi o jogo da reabilitação do Grêmio que mesmo jogando um futebol não muito bom tecnicamente, soube com a força, aplicação e solidariedade, vencer o adversário de alta qualificação.” (Correio do Povo, segunda-feira, 27 de outubro de 1986)

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Foto: Roberto Santos (Correio do Povo)

“O Fluminense perdeu sua invencibilidade na se-gunda fase do Campeonato Brasileiro, ao ser derrotado ontem, no Estádio Olímpico, por 1 a 0. O gol da equipe gaúcha foi no último minuto do primeiro tempo, quanto o Fluminense perdeu uma bola na progressão ao ataque e Lima acabou se aproveitando para marcar. Com esse gol, o goleiro Paulo Vitor também sua invencibilidade de cinco jogos sem tomar gol , Ficou exatos 515 minutos invicto. O Fluminense jogou uma boa partida e o resultado não fez justiça ao seu domínio, total no primeiro tempo.” (Jornal dos Sports, 27 de outubro de 1986)

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“Jogo fraco

Houve pouca emoção. Durante todo o jogo, o ataque do Fluminense esteve tímido, finalizando muito mal através de Washington e Tato. O primeiro tempo já estava acabando quando João Santos deu o primeiro chute perigoso contra o gol de Mazaropi, numa das raras situações ofensivas criadas pelo time ao longo da partida.

Aos 45 minutos, porém, Renato lançou a bola para Lima, que aproveitou a perturbação de Vica e Ricardo e, pegando Paulo Vítor deslocado, dominou a bola e fez 1 a 0. Foi uma das poucas jogadas bem articuladas de Renato.” (Jornal de Brasil, 27 de outubro de 1986)

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Foto: Roberto Santos (Correio do Povo)

Grêmio 1×0 Fluminense

GRÊMIO: Mazaropi; Casemiro (Giba) Baidek,Luis Eduardo e Adriano; Bonamigo, China, Osvaldo e Valdo; Renato Portaluppi e Lima
Técnico: Valdir Espinosa

FLUMINENSE: Paulo Vitor; Eduardo, Ricardo Gomes, Vica e Galvão; Jandir, Rene Weber, João Santos (Paulinho Andreolli) e Leomir (Delei); Tato e Washington.
Técnico: Antônio Lopes

Campeonato Brasileiro 1986 – Segunda Fase
Data: 26 de outubro de 1986, domingo, 17h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Árbitro: Tito Rodrigues-PR
Assistentes: Afonso de Oliveira e José Carlos Marcondes
Público: 21.547 pagantes
Renda: Cz$ 488.888,00
Cartões amarelos: Washington; Mazaropi e Adriano
Gol:  Lima, aos 45 minutos do primeiro tempo

Brasileirão 1974 – Avaí 0x1 Grêmio

May 1, 2019
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Foto: Correio do Povo

O primeiro confronto entre Avaí e Grêmio pelo Campeonato Brasileiro aconteceu em 1974, numa vitória tricolor por 1×0 no Orlando Scarpelli.

É interessante apontar que em 20 de março daquele ano o Grêmio já estava jogando pela 4ª rodada do Brasileirão de 1974, sendo que o Brasileirão de 1973 só encerrou em 20 de fevereiro de 1974 (o último compromisso do Grêmio havia sido em 09 de fevereiro)

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Foto: Zero Hora

“O GRÊMIO FICOU NO 1X0

FLORIANÓPOLIS — Desta feita, o Grêmio se deu mal com a chuva, pois esteve bem longe da média de suas atuações — especialmente a do Curitiba, onde nem mau tempo foi empecilho para um comportamento elogiável da equipe —, passando enorme trabalho para manter sua invencibilidade e liderança no grupo A, através de um minguado 1×0 sobre o Avaí, marcador estabelecido através de golo contra, em lance infeliz do zagueiro Ari Prudente. Um tento isolado e que disse, na verdade, o labor pouco convincente do elenco tricolor diante do representante catarinense, que jamais chegou a ser envolvido na partida, duelando de igual com o adversário e, inclusive, desfrutando de excelentes oportunidades para fugir da derrota.

O Grêmio teve um início fraco na noite do jogo com chuva no “Orlando Scarpelli”, sua meia cancha mostrava problemas e o Avaí tomou a iniciativa dos ataques. Aos 4 minutos, após jogada do ponteiro João Carlos, Balduíno levou perigo até Picasso. Aos 13, era a, vez de Toninho tumultuar a retaguarda tricolor, depois de Beto Fuscão ser envolvido. O Grêmio só conseguiu atacar com pretensões pela primeira vez aos 15min. Tarciso invadiu, chutou para Rubens defender parcialmente e Loivo desperdiçar o rebote, alvejando por cima. Aos 28 min, uma outra oportunidade ofensiva do Grêmio. Novamente Tarciso infiltrou-se, ficou com apenas o goleiro pela frente mas perdeu a calma e chance, atirando desviado.

O Avaí respondeu dois minutos depois, com bom lance patrocinado por João Carlos, que arrematou nas costas de Ancheta, ficando tudo em escanteio. A resposta tricolor veio com Humberto Ramos, que adiantou demais a bola ao penetrar na área. A última chance gremista ocorreu nos 33 min. E foi a melhor do período inicial, já que Everaldo arrematou certo com Rubens fora da meta, a bola tinha endereço fatal, quando surgiu Souza e salvou, de cabeça, de cima da risca fatal.

Foi logo no reinicio de par- tida que o Grêmio ficou em vantagem no marcador. Carlinhos fugiu pela direita e fez cruzamento. Acossado por Tarciso, Ari Prudente, na tentativa de aliviar, colocou a bola fora do alcance de Rubens. Mesmo com 1×0, o Grêmio não chegou a se encontrar em campo e teve enormes dificuldades para conter ímpeto do Avaí, que passou decisivamente à ofensiva em busca da igualdade no marcador’. E não foram poucos os momentos de aperto que rondaram a defensiva tricolor e o arqueiro Picasso.” (Correio do Povo, quinta-feira, 21 de março de 1974)

Fonte: Acervo Histórico do Grêmio

 

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Avaí 0x1 Grêmio

AVAÍ: Rubens; Souza, Vilela, Orivaldo e Ari Prudente; Veneza, Zenon e Balduíno; Martoni (Lourival), Toninho e João Carlos
Técnico: Jorge Ferreira

GRÊMIO: Picasso; Everaldo, Ancheta, Beto Fuscão e Jorge Tabajara; Carlos Alberto, Humberto Ramos (Mazinho) e Torino; Carlinhos, Tarciso e Loivo.
Técnico: Sérgio Moacir Torres

Data: 20 de março de 1974, quarta-feira, 21h00min
Local: Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis-SC
Renda: Cr$ 75.624,00
Árbitro: Eraldo Palmerini
Assistentes: José C. Bezerra e Alvir Renzi
Gol: Ari Prudente (contra)

Gauchão 1989 -Glória 1×2 Grêmio

April 30, 2019
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Foto: José Doval (Zero Hora)

Esse jogo contra o Glória, em Vacaria, marcou uma virada do Grêmio na temporada 1989. Era a última rodada do segundo turno do Gauchão, e o tricolor precisava da vitória para avançar ao quadrangular final do turno e assim manter vivas as chances de ir para o hexagonal final da competição.

Cláudio Duarte, que havia assumido o comando do time no início da semana (Rubens Minelli fora demitido após a derrota nos pênaltis para o Passo Fundo) promoveu a estreia dos recém contratados Hélcio, Jandir e Edinho. A partir daí começou a se firmar a base da equipe que ganharia o pentacampeonato gaúcho e a primeira edição da Copa do Brasil.

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Foto: José Doval (Zero Hora)

GRÊMIO VENCE A GUERRA E VAI PARA O QUADRANGULAR
Na estréia de Cláudio. Duarte, time supera jogo tumultuado e fica a um ponto do Hexagonal

O Grêmio venceu a “guerra” de Vacaria, ao ganhar do Glória por 2 a 1, e classificou-se ao Quadrangular em segundo lugar no Grupo B, com,11 pontos positivos. O Pelotas ficou em primeiro com 13. Na classificação geral, o time de Cláudio Duarte tem 24 pontos. E precisa de apenas mais um para chegar ao Hexagonal. Em resumo, basta não chegar em último no Quadrangular para que a participação na etapa final do Gauchão esteja assegurada. O adversário do Grêmio na próxima quarta-feira será o Aimoré, em São Leopoldo. No domingo, o jogo acontecerá no Estádio Olímpico, contra o Pelotas.

No Alto da Glória, a confusão foi a marca predominante. O Grêmio atacou durante todo o primeiro tempo. O Glória simplesmente não teve poder ofensivo. E concluiu apenas duas bolas contra o gol de Mazaropi, ambas por Juarez e para fora, sendo uma delas sobre o alambrado, caindo fora do estádio. Enquanto isso, o lateral esquerdo Hélcio, um dos estreantes, mostrava bom futebol e marcava com firmeza. Edinho, era o dono da área. E Jandir, o último dos três reforços recém-contratados, apesar da falta de ritmo, organizava os lances de frente. A partida, até 25 minutos, foi dura, com muitas faltas e enorme tensão. Aí, o ponteiro esquerdo Paulo Egídio lançou urna bola em diagonal para o Almir. O ponteiro driblou Francisco, um mau marcador, passou também por Juarez e chutou forte na saída de Gasperin, aos 30 minutos. O Glória teve que se abrir e buscar o empate. Mas o Grêmio continuou melhor.

Daltro Menezes, aos 37 minutos, tirou Francisco e colocou Zé Roberto em seu lugar. O lateral não acompanhava. Almir. Branco, o mais qualificado atleta de Daltro, não rendeu bem nos primeiros 45 minutos. Com isso, a superioridade do Grêmio implantou-se exatamente a partir do setor de criação.

Tumulto

No segundo tempo, o Glória voltou desesperado. E contou com a intranqüilidade do árbitro Carlos Martins para transformar o jogo em um grande tumulto, com 17 minutos de paralisação. O primeiro desentendimento ocorreu quando Paulão, que entrou em lugar de Edimilson, cruzou uma bola para a área e Rubinho fez o gol. Martins marcou impedimento. Nesta altura, a violência já predominava. Depois, Kita e Juarez chocaram-se de cabeça. O centroavante do Grêmio sofreu afundamento do malar e foi retirado de campo. O zagueiro teve que prosseguir com uma bandagem. Aos 18 minutos, Marcos Vinícius, que substituiu Kita, foi lançado, entrou na área, e foi puxado: pênalti.

O Glória discordou da marcação de Martins e houve invasão de campo de parte do treinador Daltro Menezes e dirigentes. Paulão pressionou Carlos Martins e chegou mesma a dar-lhe um encontrão. A Brigada Militar entrou no gramado. Houve muitas ameaças a Martins. Aos 27 minutos, Edinho bateu a penalidade e fez 2 a 0. Carlos Martins, entretanto, perturbou-se. Aos 33 minutos, expulsou Edinho, que, provocado por Zé Cláudio, estava envolvido em mais uma discussão. Com isso, o Glória cresceu. Aos 37 minutos, Alfinete afastou mal uma bola dentro da área e, na sobra, Zé Cláudio descontou.

Ainda houve tempo para mais atritos. O médico Alarico Endres tentou prestar atendimento dentro do campo e foi agredido. Daltro Menezes insultou e ameaçou Martins. Aos 43 minutos, a partida recomeçou. E foi até 61 minutos. Quase ao final, Cuca aparou um cruzamento e encobriu Gasperin, em gol legítimo. O confuso Carlos Martins apitou impedimento. Contrariou o experiente Justimiano Gularte, que nada tinha assinalado. O Glória perdeu, mas lutou até o fim. E fez de tudo para desestabilizar o sistema nervoso de quem estivesse por perto.” (Renato Barros e Carlos Alberto Fruet, Zero Hora, 1º de maio de 1989)

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Foto: Valdir Friolin (Placar)

A Guerra de Vacaria

Ser gremista no começo de 1989 era um suplício. Em péssima fase, o tricolor não convencia no campeonato gaúcho. Na penúltima rodada da fase classificatória, com a vaga à fase final a perigo, deixou escapar uma vitória fácil contra o Passo Fundo, no Olímpico. Precisaria vencer seu último jogo para conseguir a classificação. E o adversário era ninguém mais, ninguém menos, do que o Glória. E em Vacaria, no Altos da Glória…

Entre o dia do empate contra o Passo Fundo e o jogo contra o “Leão”, o Grêmio desencadeou uma grande mobilização. Chamou Cláudio Duarte para o comando técnico e contratou três reforços: o zagueiro Edinho, capitão do Brasil na Copa de 86, o volante Jandir e o lateral-esquerdo Hélcio. Os recém-chegados teriam pouco menos de uma semana para se adaptarem e absorverem as instruções do treinador.

Seria o suficiente para derrotar o Glória? Além de possuir uma equipe entrosada, o moral estava em alta graças à melhor campanha da competição até aquele momento. Não bastasse isso, o “Leão” não perdia em casa há 24 jogos, quase um ano sem derrota. Cláudio Duarte reconhecia a força do oponente: “O time do Daltro [Menezes] ataca com muita vontade e mostra que está sempre disposto a vencer”.

Não havia dúvida: aquele domingo, 30 de abril de 1989, prometia muita emoção. Todos os olhos voltaram-se para Vacaria. Era lá que o tricolor iria disputar uma das partidas mais decisivas de sua existência. Ironicamente, contra um clube que possuía as mesmas cores e levava “Grêmio” em seu nome. Uma grande expectativa tomou conta da cidade, e os ingressos postos à venda esgotaram-se rapidamente. No data do jogo, a cidade não cabia em si de tanta excitação. Na hora marcada para a abertura dos portões, grandes filas se formavam junto às entradas. Faltando duas horas para o começo do confronto, a lotação do estádio estava completa. Aquelas 8.510 pessoas – recorde de público do Altos da Glória em todos os tempos – testemunhariam um dos episódios mais dramáticos da história do futebol gaúcho: a “Guerra de Vacaria”!

Precisando vencer, o Grêmio iniciou na pressão, não permitindo que Branco e Edmundo organizassem a meio-campo do Glória e fizessem a bola chegar ao perigoso atacante Zé Cláudio. Edinho, Jandir e Hélcio davam segurança ao sistema defensivo, e não havia conclusões contra o gol tricolor. Nos primeiros minutos, a partida mostrava como seria: dura, com muitas faltas e uma tensão gigantesca.

Francisco, lateral do Glória, parecia o mais nervoso. Foi pelo seu setor que, aos 30 minutos, o Grêmio abriu o placar. Paulo Egídio lançou Almir, que passou com facilidade por Francisco, driblou Vladimir e chutou sem chances para Gasperin. Atento, Daltro substitui Francisco por Zé Roberto. Com Branco e Edmundo contidos, o “Leão” não teve forças para reagir, e o primeiro tempo acabou com vantagem gremista. No intervalo, torcedores do Glória agrediam-se nas sociais, prenunciando o clima do segundo tempo.

No retorno, Edmílson entra no lugar de Paulão. A equipe melhora, e Rubinho marca após cruzamento de Paulão, mas o gol é anulado pelo árbitro, iniciando-se grande confusão em campo e a paralisação do jogo. Pior para o auxiliar Carlos Kruse, que assinalou o impedimento: trabalhando junto às gerais, onde apenas o alambrado separa o auxiliar da torcida, passou a ser alvo de cusparadas e xingamentos. Na seqüência, numa disputa de bola pelo alto, Kita e Juarez se chocam. O primeiro sofre afundamento de malar, sendo substituído, enquanto Juarez acusa um profundo corte na cabeça. Bravo, ele volta a campo protegido por uma bandagem, pois o Glória já havia realizado as duas alterações.

Aos 18 minutos, Marcus Vinícius cai na área e o árbitro marca pênalti. O banco de reservas do time da casa invade o gramado e cerca o árbitro Carlos Martins. Após nove minutos de paralisação, Edinho cobra a penalidade, fazendo 2 a 0. Depois de tomar o segundo gol, o “Leão” parte para cima do adversário. Para compensar o prejuízo do time da casa, Martins expulsa Edinho aos 33 minutos. Valente, o Glória pressiona e é recompensado: aos 37 minutos, aproveitando um rebote, Zé Cláudio desconta. Na seqüência, o médico gremista tenta prestar socorro dentro de campo e ocorre nova invasão do banco do time de Vacaria.

O jogo parecia não ter mais fim devido às paralisações, dando um grande suspense à disputa, pois o Glória permanecia no ataque e ninguém sabia, ao certo, quanto tempo restava. Quase ao final, Cuca apara cruzamento e encobre Gasperin, mas o juiz marca impedimento, apesar de o auxiliar Justimiano Gularte nada ter sinalizado. A partida termina aos 61 minutos da segunda etapa. Emocionados, os gremistas comemoram, enquanto dirigentes, atletas e comissão técnica do Glória cercam novamente a arbitragem. Nas gerais, a torcida visitante festejava discretamente, talvez ainda sem acreditar que seu time obtivera a classificação mesmo sob tamanha “fumaceira”.

Após aquele embate, o tricolor, recuperado, conquistou o Gauchão e, na seqüência, a primeira Copa do Brasil. Mas, enquanto forem lembradas essas vitórias, será inevitável recordar que, para tanto, o Grêmio teve que subir a Serra e vencer a “Guerra de Vacaria”, um dos maiores jogos da história do futebol gaúcho. Para o “Leão” o jogo assinalou o clímax da época mais próspera e vitoriosa do clube, chamando para si as atenções do Rio Grande e do Brasil. Após aquele ciclo feliz, jamais veríamos a comunidade tão unida em torno de um único objetivo…” (Site Oficial do Glória)

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

Edinho: “Em 1989, o meu papel era o de não se envolver com o caldeirão. No jogo contra o Glória, no qual precisávamos ganhar de qualquer maneira, houve um pênalti. Percebi que ninguém queria pegar a bola e bater. Era o clima pesado. Como recém tinha chegado, eu estava fora deste ambiente. Cobrei com toda a calma e fiz o gol.” (ClicRBS, 28/08/2010 18h07min)

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Foto: Zero Hora

Glória 1×2 Grêmio

GLÓRIA: Gasperin; Chimbica, Vladimir, Juarez e Francisco (Zé Roberto); Edmílson (Paulão), Jair, Branco e Edmundo; Rubinho e Zé Cláudio
Técnico: Daltro Menezes

GRÊMIO: Mazaropi; Alfinete, Luiz Eduardo, Edinho e Hélcio; Jandir, Cristóvão e Cuca; Almir, Kita (Marcus Vinícius) e Paulo Egídio (Amaral).
Técnico: Cláudio Duarte

Gauchão 1989 – Segundo Turno – 7ª Rodada
Data: 30 de abril de 1989, domingo
Local: Estádio Altos da Glória, em Vacaria-RS
Público: 8.510 (7.213 pagantes)
Renda: NCz$ 17.096,00
Árbitro: Carlos Martins
Assistentes: Carlos Kruse e Justimiano Gularte
Cartões amarelos: Rubinho e Zé Cláudio
Cartão vermelho: Edinho (33/2ºT)
Gols: Almir, aos 30 minutos do 1º tempo; Edinho (de pênalti) aos 27 minutos do 2º tempo e Zé Cláudio, aos 37 do 2º tempo

Brasileirão 2019 – Grêmio 1×2 Santos

April 29, 2019

Gremio x Santos

O Grêmio começou o Brasileirão 2019 com derrota. E o resultado negativo passo pelo péssimo primeiro tempo do tricolor na partida, quando se abalou demasiadamente com o gol sofrido logo cedo e passou a apressar todas as suas jogadas, cometendo um série de erros já na saída de bola. O Santos se aproveitou da situação e ampliou marcou o segundo ainda na primeira etapa.

Nos 45 minutos finais o Grêmio reagiu e pressionou bastante o Santos, mas ataque gremista perdeu diversas chances e só conseguiu diminuir o marcador nos acréscimos, num gol marcado por Everton.

É preciso dizer que o Grêmio poderia ter descontado ainda no primeiro tempo. Eu sinceramente não vejo posição irregular de Cortez no lance que a arbitragem marcou o impedimento.

Não gostei muito da nova camisa. Na transmissão o excesso de detalhes dourados e a largura demasiada da faixa preta nos ombros foram dois dos aspectos que mais me incomodaram (pretendo fazer um post específico sobre os novos uniformes). O calção usado pelos jogadores é diferente do que está sendo vendido na GrêmioMania (o de jogo tem o escudo monocromático).

Gremio x Santos

Público de hoje foi o maior dos nove jogos que o Grêmio fez contra o Santos desde a inauguração da Arena

– Média de público do Grêmio na Arena na atual temporada:
24.255 (22.139 pagantes)

– Média de Público de todos os jogos contra o Santos pelo Brasileirão na Arena:
22.071 (20.201 pagantes)

– Média de Público de todos os jogos pelo Brasileirão na Arena:
24.128 (21.873 pagantes)

– Média de público da Arena em jogos às 11h de domingo pelo Brasileirão:
33.473 (31.195)

Gremio x Santos
Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 1×2 Santos

GRÊMIO: Paulo Victor; Leonardo Gomes, Geromel, Kannemann e Cortez (Felipe Vizeu, 28’/2ºT); Matheus Henrique, Maicon; Alisson (Diego Tardelli, 6’/2ºT), Jean Pyerre (Luan, 14’/2ºT) e Everton; André.
Técnico: Renato Portaluppi

SANTOS: Vanderlei, Lucas Veríssimo, Aguilar e Gustavo Henrique; Victor Ferraz, Diego Pituca, Jean Lucas (Carlos Sánchez 35’/2ºT) e Felipe Jonatan; Jean Mota (Alison, int); Eduardo Sasha (Derlis González, 22’/2ºT) e Soteldo.
Técnico: Jorge Sampaoli

01ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2019
Data: 28 de abril de 2019, domingo, 11h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre
Público: 34.291 (32.318 pagantes)
Renda: R$ 1.371.049
Árbitro: Bruno Arleu de Araújo-RJ
Auxiliares: Rodrigo Correa e Thiago Henrique Neto
VAR: Rodrigo Carvalhaes de Miranda (RJ).
Cartões amarelos: Maicon, Kannemann e Matheus Henrique; Alison e Diego Pituca
Cartão vermelho: Derlis González
Gols: Eduardo Sasha, aos cinco, Felipe Jonatan, aos 34 minutos do primeiro tempo, e Everton , aos 47 minutos do segundo tempo.