Archive for the ‘1965’ Category

Gauchão 1965 – Brasil de Pelotas 0x1 Grêmio

January 25, 2020
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Foto: Correio do Povo

No Gauchão de 1965 o Grêmio treinado por Carlos Froner venceu o Brasil no Bento Freitas (comando por Galego) por 1×0, gol de Sérgio Lopes.

Essa meia usada pelo Brasil tem um detalhe bem semelhante com a usada por Cassiá & Cia no Cotrisal  de São Borja em 1972.

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O tento que definiu a sorte do cotejo surgiu aos 36 minutos de ações, numa jogada de Joãozinho, pela esquerda, cujo centro foi completado por Sérgio Lopes de cabeça, burlando a vigilância do goleiro Geóvio” (Diário de Notícias, terça-feira, 6 de julho de 1965)

 

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VITÓRIA DA DUPLA GRENAL SÔBRE FLAMENGO E BRASIL
2×0 nos Eucaliptos e 1×0 no Bento de Freitas, domingo último

[…]

GRÊMIO: UM A ZERO

O Grêmio defendeu sua condição de líder invicto do Campeonato de 65, ao derrotar na tarde de domingo ao Brasil, no Bento de Freitas, pelo marcador de 1 tento a zero. O cotejo foi dos mais movimentados, assumindo em muitas vêzes proporções emocionantes. Os dois quadros lutaram para valer em busca da vitória final, oferecendo um belo espetáculo ao público pelotense. Melhor o Grêmio na primeira etapa, especialmente no que dia respeito à ofensiva. A melhor presença do Grêmio foi traduzida pelo golo de Sérgio Lopes aos 26 minutos, de cabeça, apôs boa jogada de Joãozinho. Em que pese haver atuado melhor no primeiro tempo, o Grêmio teve no Brasil um valente adversário, que buscou sempre o golo, fazendo com que o arqueiro Arlindo trabalhasse a valer, para defender sua meta. Para a etapa complementar o Brasil decresceu um pouco de produção devido ao fato de Caçapava começar a falhar. Isso proporcionou aos tricolores maior facilidade de movimentação em campo sem reunir entretanto, fôrças para aumentar o marcador. Mesmo com a deficiência daquela peça básica os xavantes ainda encontraram recursos em várias oportunidades para oferecer perigo ao arco tricolor. Isso ocorreu a partir dos 30 minutos finais, quando o Brasil foi todo para a frente, buscando o empate, que afinal não veio. Nessa oportunidade, mais uma vez o goleiro Arlindo realizou grandes defesas, salvando praticamente a vitória do Grêmio, que venceu com justiça, num prélio que empolgou a torcida da zona Sul pelo alto nível técnico apresentado e lances dos mais atraentes.

Detalhes do cotejo — Os dois quadros formaram com as seguintes constituições: — GRÊMIO — Arlindo; Altemir, Airton, Aureo e Ortunho; Cléo e Sérgio Lopes; Vieira, Joãozinho, Alcindo e Volmir. — BRASIL —Gióvio; Adilson, Pontes, Joceli e Baía; Caçapava e Birinha; Edi, Oli, Pintinho e João Borges. O golo isolado da partida foi consignado aos 26 minutos do primeiro tempo. Joãozinho centrou da esquerda Sérgio Lopes cabeceou entre os zagueiros do Brasil, vencendo a Gióvio. Na direção do encontro funcionou João Carlos Ferrari, com boa atuação. Preciso nas marcações, foi uni dós fatores para o êxito do embate, A renda no Bento de Freitas alcançou a expressiva cifra de 2.764.000 cruzeiros. (Correio do Povo, terça-feira, 6 de julho de 1965)

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Árbitro: João Carlos Ferreira

Auxiliares: Jayme Soligo e Gervdin Gertz

1965 – Grenal em Caxias e a Taça dividida ou esquecida

February 23, 2013
Como já foi amplamente divulgado nos últimos dias Grêmio e Inter já disputaram um clássico em Caxias. Foi em 1965, pela última rodada do Torneio da Festa da Uva daquele ano.

O resultado foi de um empate em 0x0. Foi um jogo literalmente sonolento, uma vez que os jornais registraram diversos torcedores dormindo nas arquibancadas da Baixada Rubra. Os relatos da partida registram pouquissímos lances de ataque, se destacando uma bola colocada no travessão pelo colorado Darlan e um gol anulado de Airton.
O curioso é que o site do Grêmio considera este torneio como um troféu conquistado, e diversas fontes afirmam que o título foi dividido pela dupla Grenal. Mas consta no Correio do Povo da época que “O torneio da Festa da Uva será decidido com um nôvo clássico Gre-Nal, a ser realizado possivelmente em Caxias do Sul. A data será oportunidade estudada, tendo em vista os compromissos já assumidos por tricolores e rubros

Resta saber se efetivamente os clubes decidiram dividir a taça ou simplesmente esqueceram dela.

“O SONO DOS DESILUDIDOS…Êste jovem pagou 1.000 cruzeiros para dormir assim, ao ar livre, sob a azuada de dez mil pessoas. Aliás, as máquinas fotográficas registraram muitos flagrantes semelhantes, o que é uma raridade: jamais se soube que alguém dormisse em Gre-Nal. Talvez tenha influído no de ontem o caráter cem por cento amistoso de que se revestiu.” (Folha da Tarde – 22 de março de 1965)

“ARBITRAGEM
Não foi boa a conduta de Ricardo Alberto Silva. O correto argentino deixou de assinalar um penalty claro de Luiz Carlos (tranco com a perna) em Valter, aos 29´ do tempo derradeiro. Guilherme Sroka (bem) e Libino Hahn (tem que aprender a assinalar impedimento) no 2º half-time “inventou” dois impedimentos contra o Inter que foi de corar.”  (Folha da Tarde – 22 de março de 1965)

“Não sei o que faltou ao clássico foram aquelas lutas de torcidas que comumente lhe serve de moldura quente em Porto Alere, e que o torna um pouco jogo de futebol, um pouco luta de convicções. Mas que lhe faltou algum ingrediente, faltou… Uma das provas é que, pela primeira vez na história do clássico, e apesar da tarde fresca, fotografos bateram chapas de gente ressonandoan nas arquibancadas, enquanto o jogo andava…” (Cid Pinheiro Cabral -Folha da Tarde – 22 de março de 1965)
“Embora não se disputassse uma partidade de campeonato, reduzindo-se, assim, as responsabilidades dos atletas e treinadores, as duas equipes se aferraram, desde o início, a um terrível 4-2-4, que faria inveja ao “muro” do Zezé Moreira, ao mundialmente famoso “ferrolho suíço” e outros bichos… Com isso, tivemos um jôgo de meio de campo, trancado, repetido, monótono, a provocar em alguns assistentes, como se viu, a oportunidade para a sesta que não foi possível depois do meio dia, tal o afã com que, bem cedo, o público dirigiu-se, cheio de esperanças, à Baixada Rubra…” (Cid Pinheiro Cabral -Folha da Tarde – 22 de março de 1965)

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“Covnvite ao sono. Este torcedor resolveu tirar sua “soneca” durante o clássico. Aliás, o Gre-Nal foi um verdadeira “pelada” e convite a um bom sono”

[…]

“Ortunho voltou a distribuir o “sarrafo”;. Andou fazendo uns “carinhos” em Puccinelli, como aqui (foto). Mas, além do lateral, também outros craques da dupla “apelaram” em algumas oportunidades.” (Zero Hora – 22 de março de 1965)

“Ora, os escarlates no prélio decisivo tiveram uma atitude de jogo que só aqueles que reconhecem superioridade no adversário a praticam.

Depois de 70 minutos de igualdade, com domínios esporádicos de cada um, o Internacional se encolheu, caiu na defesa, sendo dominado então pelos do Olímpico” (Larry Pinto de Faria – Zero Hora – 22 de março de 1965)

“Nós últimos vinte e cinco minutos de jogo, Carlos Froner encontrou aquela que parece ser no momento a melhor fórumula ofensiva dos tricolores, isto é, com Joaozinho triangulando livremente pelo flanco direito (e com isso forçando mais os lances pela extrema) abrindo a defensiva contrária para a penetração de dois ponta-de-lança objetivos que são Alcindo e Valter” (Prof. Mendes Ribeiro – Zero Hora – 22 de março de 1965)

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Foi sem dúvida um Gre-Nal sem o ingrediente necessário, que era o gol, deixando o público recorde na Baixada Rubra frustrado, com a falta de lances de área.

[…]

ARBITRAGEM – Ricardo Alberto Silva foi o dirigente do Gre-Nal, com atuação falha. Deixou passar duas penalidades máximas”  (Correio do Povo  – 23 de março de 1965)

Grêmio 0x0 Inter

GRÊMIO: Alberto; Altemir, Airton, Áureo e Ortunho; Cléo E Sérgio Lopes; Marino, Joãozinho (Valter), Alcindo e Vieira.
Técnico: Carlos Froner
INTER: Célio; Carlos Alberto, Scala, Luiz Carlos e Sadi; Ica e Edmílson; Puccinelli, Darlan (Ênio Souza), Vanderlei e Gilberto Andrade.
Técnico: Sérgio Moacir Torres
Data: 21 de março de 1965 – Grenal 176
Local: Baixada Rubra em Caxias do Sul
Renda: Cr$ 7.807.600
Juiz: Ricardo Alberto Silva
Auxiliares: Guilherme Sroka e Libino Hahn