Archive for the ‘1971’ Category

Brasileirão 1971 – Grêmio 1×1 Botafogo

October 14, 2020

Foto: Correio do Povo

O primeiro confronto entre Grêmio e Botafogo pelo Brasileirão aconteceu em agosto de 1971, empate em 1×1 no Olímpico com gols de Loivo e Roberto Miranda.

O curioso é que o tricolor recebeu o Fogão duas vezes nessa edição do Campeonato Brasileiro. As duas em um domingo as 15h30min. As duas apitadas por Oscar Scolfaro. As duas terminaram empatadas em 1×1. Nas duas as equipes usaram a mesma combinação de uniformes, só que na partida de agosto o Botafogo utilizou camisas de manga longa.

 

BOTAFOGO JOGA BEM E ALCANÇA NOVO EMPATE

Porto Alegre (Sucursal)— Dessa vez o Grêmio contou com o apoio de sua torcida, o que não vinha acontecendo ultimamente. Mas não conseguiu vencer o Botafogo, embora marcasse um gol logo no primeiro minuto de jogo, circunstancia que significa quase a vitória para quem está jogando em casa e é um time forte. Os gaúchos tiveram o comando da partida apenas nos 20 minutos iniciais; partir daí foram empurrados para seu próprio campo pelos cariocas, que chegaram ao empate aos 24 minutos do tempo final, gol conquistado por Roberto. E o Botafogo teve outras oportunidades para chegar à vitória, principalmente em lances criados por Zequinha — passou sempre por Everaldo. O Grêmio, acostumado a jogar na defesa, explorando o contra-ataque, ficou meio perdido, mesmo depois de seu gol, Isso porque tinha a obrigação moral de atacar, encontrando a defesa do Botafogo muito bem plantada. O gol gaúcho foi marcado por Loivo, quando muita gente ainda estava procurando um melhor lugar nas arquibancadas do Olímpico. Ambas as equipes se mantêm Invictas no Campeonato Nacional, o Grêmio com duas vitórias e três empates e o Botafogo com quatro empates” (Jornal do Brasil, 24 de agosto de 1971)

 

Foto: Assis Hoffmann (Placar)

 

GRÊMIO: Jair; Valdir Espinosa, Ari Hercílio, Beto Bacamarte e Everaldo; Gaspar(Caio), Jadir e Torino; Flecha(Bira), Scota e Loivo
Técnico: Otto Glória

BOTAFOGO: Ubirajara, Mura, Brito, Osmar e Valtencir; Carlos Roberto e Luís Cláudio; Zequinha, Roberto Miranda, Nei Oliveira(Silva) e Paulo Cesar Caju
Técnico: Paraguaio

Campeonato Brasileiro 1971 – 1ª Fase – Grupo B – 5ª Rodada
Data: 22 de agosto de 1971, domino, 15h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Renda: Cr$ 130.437,50
Juiz: Oscar Scolfaro
Auxiliares: Zeno Escobar Barbosa e Aírton Bernardoni
Gols: Loivo, aos 3 minutos do 1º tempo; Roberto Miranda aos 23 minutos do 2º tempo

Brasileirão 1971 – Grêmio 0x0 Bahia

October 16, 2019
1971 gremio 0x0 bahia

Foto: Correio do Povo

 

Em 1971, o Grêmio recebeu o Bahia pela 11ª rodada da primeira fase do Brasileirão. Saiu de campo com um 0x0, graças a uma defesa de pênalti do goleiro Jair.

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GRÊMIO SE COMPLICA E NÃO VENCE BAHIA
Porto Alegre (Sucursal) — Sem nenhuma habilidade para aproveitar as chances de gol que criou, o Grêmio só não perdeu para o Bahia porque o atacante Dionísio bateu displicentemente um pênalti nas mãos do goleiro Jair, aos 13 minutos do segundo tempo. Os gaúchos dominaram toda a partida, mas perdiam nas conclusões. O esquema do Bahia para conter o time do Grêmio, que ia todo à frente, era deixar Amorim de líbero e contra-atacar sempre através do ponteiro-esquerdo Caldeira. Isso acabou dando bons resultados, tanto assim que o pênalti foi cometido sobre o ex-jogador do Flamengo. O goleiro Renato também ajudou no empate: Além de defender bolas incríveis, fêz cera todas as vezes que ia bater o tiro de meta” (Jornal do Brasil, 14 de setembro de 1971)

 

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Grêmio 0x0 Bahia

GRÊMIO: Jair; Cláudio, Ari Ercílio, Chiquinho e Everaldo; Jadir, Gaspar (Volmir) e Torino; Flecha, Scotta (Caio) e Loivo
Técnico: Otto Glória

BAHIA: Renato; Zé Augusto, Zé Otto, Roberto Rebouças e Souza; Amorim, e Elizeu; Paulo César (Carlinhos), Baiaco, Dionísio (Joel)
e Caldeira
Técnico: Jorge Vieira

Data: 12 de setembro de 1971, Domingo, 15h30min
Local: Estádio Olímpico, Porto Alegre – RS
Renda: Cr$ 74.055,00
Juiz: Joaquim Gonçalves da Silva
Auxiliares: Luiz Torres e Jeferson de Freitas

Brasileirão 1971 – Grêmio 1×0 Ceará

October 9, 2019

O primeiro confronto entre Grêmio e Ceará no Rio Grande do Sul aconteceu em jogo válido pela primeira fase do Brasileirão de 1971. Vitória gremista no Olímpico, graças ao gol marcado por Torino.

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SÓ UM GOLO DE TORINO NUM JOGO MUITO FÁCIL PARA OS GREMISTAS
Dos favoritos de sábado, apenas o Grêmio conseguiu um resultado totalmente positivo. Ganhou do Ceará Sporting de 1×0 (golo de Torino), um marcador bastante escasso mas que não disse o que foi o predomínio tricolor em campo. No outro jôgo noturno da sabatina, o Atlético Mineiro não passou de 2×2 com o Santa cruz, em pleno “Magalhães Pinto”, empate que teve cheiro de vitória para o campeão pernambucano. Domingo, Corintians, Palmeiras e Vasco, mesmo jogando como visitantes, somaram mais dois pontos, o que estava nas previsões. Os empates entre Fluminense x Botafogo e São Paulo x Cruzeiro devem ser considerados como resultados normais.” (Correio do Povo, 28 de setembro de 1971)

1971 Ceara ingressos

Grêmio 1 x Ceará

GRÊMIO: Jair; Valdir Espinosa, Ari Ercilio, Beto Bacamarte e Everaldo; Torino e Gaspar; Flecha, Caio, Scotta e Loivo
Técnico: Otto Glória

CEARÁ: Helio; Mauro Cruz, Mauro Calixto, Nagel e Carlindo; Artur e Edimar (Magela 18/2ºT); Gilberto, Luciano (Marco Aurelio 30/2ºT), Erandir e Vitor

Brasileirão 1971
Data: 25 de setembro de 1971, sábado, 21h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Renda: Cr$ 28.138,00.
Árbitro: Romualdo Arppi Filho
Auxiliares: Jeferson de Freitas e Airton Bernardoni
Gol: Torino, aos 22 do 1° tempo

Amistoso 1971 – Grêmio 2×0 River Plate

October 28, 2018
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Fonte: Revista Grandes Clubes Brasileiros nº 7

 

O primeiro confronto entre Grêmio e River Plate aconteceu em 1971, num torneio amistoso promovido chamado Taça do Atlântico, promovido pelo Grêmio, que ainda havia convidado o Nacional de Montevideo (que se sagraria campeão do mundo pela primeira vez naquela temporada).

Loivo e Scotta (que, juntamente com seu compatriota Chamaco Rodriguez, havia sido contratado junto ao River poucas semanas antes) marcaram os gols do jogo.

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GASPAR, Scota e Chamaco arrancam para mais um ataque, deixando no chão o craque do River. Um retrato fiel de um jôgo bem unilateral” (Correio do Povo, 18 de maio de 1971)

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Num país de tão excelsos e hábeis jogadores, o River Plate, do mestre Didi, reedita um exagero argentino, o fulbito, facilmente identificável pelo “tomalo vos, damela a mi”. O público delira com esta equipe jovem e com sua bola, finamente retocada, e a revista “El Gráfico” presta a sua homenagem risonha no desenho de Perez D’Elias, que eu reproduzo paro que todos nós possamos ir pensando no River que vem vindo aí” (Ruy Carlos Ostermann, Correio do Povo, Maio de 1971)

RIVER TAMBÉM NÃO RESISTIU AO GRÊMIO
O Grêmio não precisou fazer muita fôrça para somar outro expressivo resultado de caráter internacional. Agora, ganhou de 2 x O do River Plate com muita autoridade e conquistou a Taça do Atlântico, troféu que estava em disputa no triangular que participou igualmente o Nacional, bicampeão uruguaio. Um golo de Loivo, no primeiro tempo, e outro de Scota, selaram a sorte do líder do metropolitano argentino, domingo, no Olímpico, no curso de um confronto em que a superioridade de acionar da equipe treinada por Oto Glória não deixou dúvidas. O time orientado por Didi, apesar da capacidade individual dos jogadores, manobrou de forma muita lenta e num esquema surpreendentemente frouxo. E o Grêmio, também sem deixar de mostrar habilidade — nesse particular teve em Gaspar uma enciclopédia – quase não encontrou resistência para impor seu ritmo, um acionar de equipe com futebol moderno, de outro porte tático.

Ao final dos primeiros 45 minutos, o panorama do jôgo ficou bem claro. Para o torcedor, os golos eram questão de tempo, do aproveitamento de oportunidades frente à meta argentina. O golo de Loivo na fase primária foi pouco. O de Scota, que consolidou a vitória, não chegou a dar a medida exata da superior atuação do tricolor nos 90 minutos.

RITMO GREMISTA – O River tocou a bola, jogou bonito como gosta Didi mas isso foi muito pouco. Pelo menos para um duelo forte com um time gaúcho e do porte do Grêmio. Muito cedo ficou caracterizada a desigualdade no confronto tático. O Grêmio era soberano defensivamente, dava as cartas no meio de campo e quando atacava levava a confusão na área river-platense. E isso aconteceu a miúde, pois Gaspar, Chamaco e Caio não deram chances para Bulla e Della Savia, pois Onega nunca se completou no setor.

E mais: quando investia, o tricolor o fazia em massa, com o precioso auxílio de um Everaldo ou Chiquinho, que cansaram de fazer cruzamentos e até arrematar ao arco, como aconteceu com o tricampeão mundial. Aos 8 minutos, o primeiro golo. Loivo tabelou com Caio na intermediária, infiltrou-se e recebeu na entrada da grande área. Com o pé direito mesmo, o ponteiro esquerdo alvejou forte, sem chances para Carballo, O River, lento e muito longe de um futebol solidariedade — atacando ou defendendo não havia êsse estoque tão importante no futebol moderno – jamais chegou a ter grandes chances frente a Jair, um goleiro que passou quase todo o jôgo a fazer simples intervenções. Tirando uma jogada isolada de Osmar Más, que no 1º tempo infiltrou-se área à dentro como craque, e outra de Trebuch entrou quase no fim no lugar de Onega -, que estêve cara a cara com Jair, o River não fêz mais nada ofensivamente.

Se o Grêmio tivesse aproveitado tôdas as chances que criou frente à meta argentina, a vitória poderia ser mais retumbante na expressão dos números. O Grêmio não foi só um conjunto certinho, superior taticamente ao credenciado rival.Teve também peças brilhantes em matéria de individualidade. Começando por Gaspar, para não citar Everaldo e não falar do argentino “Chamaco ” Rodriguez, que desta feita apareceu muito mais do que seu compatriota Scota, embora alguns, lances de envergadura que patrocinou o jovem atacante. Coube a Scota, que não terminou o jôgo por fôrça de lesão, selar a sorte do River de Didi. Eram 25 minutos do segundo tempo. O lance foi todo de Flecha, que forçou a jogada junto a Carballo e acabou levando a melhor sôbre o arqueiro. A cruzada encontrou Scota no ar, e a cabeçada saiu fraca, mas a bola foi adormecer nas rêdes.” (Correio do Povo, 18 de maio de 1971)

ingressos river 1971

Grêmio 2 x 0 River Plate

GRÊMIO Jair; Chiquinho, Ari Ercílio, Beto e Everaldo: Chamaco Rodriguez e Gaspar; Flecha, Caio (Taquito), Scota (Torino) e Loivo
Técnico: Otto Glória

RIVER PLATE: Carballo; Dominichi, Pallerano, Rodrigues e Osvaldo Perez; Bulia e Della Savia; Pignani (Trebucq), Morette, Onega (Ramiro Perez) e Más
Técnico: Didi

Amistoso – Taça do Atlântico 1971
Data: 16 de maio de 1971
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Arbitragem: José Luis Barreto
Auxiliares: Ivaldo Mensch e João Carlos Ferrari
Renda: Cr$ 98.381,00
Gols: Loivo, aos 8 minutos do primeiro tempo; Scotta, aos 25 minutos do segundo tempo

1971 – São Paulo 0 x 3 Grêmio – Scotta – 1º gol do Brasileirão

June 10, 2011

1971 São Paulo Gremio ZH

 

Enquanto aguardamos pela solução do impasse causado pelas cinzas do vulcão chileno penso que é válido lembrar um pouco de a história dos confrontos entre Grêmio e São Paulo disputados no Morumbi.

– Em 2001 tivemos um vitória gremista 4×3 pela Copa do Brasil de 2001
– Em 1991 o São Paulo aplicou 2×0 em jogo disputado pelo Brasileirão.
– Em 1981 o inesqucível golaço de Baltazar na finalssíma da taça de ouro.
– Em 1971 um 3×0 gaúcho no Brasileirão.

O jogo de 40 anos atrás foi o primeiro confronto entre os tricolores num campeonato Brasileiro. Justamente na primeira rodada da primeira edição do torneio e o fato marcante do jogo aconteceu logo aos 10 minutos de partida, quando o argentino Scotta marcou o primeiro gol da história da competição.

Abaixo seguem os relatos da Folha de São Paulo, do Jornal do Brasil, da Placar e da Rádio Jovem Pan.

“O Grêmio, ao contrário, mostrava um futebol perigoso, baseado num sistema tático que não vivia apenas da rígida retranca defensiva. Quando o Grêmio recuperava a bola, seus homens de meio de campo faziam rápidos lançamentos para Flecha e Scotta, nas costas dos zagueiros sãopaulinos, em jogadas que sempre deixavam em pânico a defesa adversária. Foi com essas jogadas que chegou aos três gols.

O primeiro foi logo aos 10 minutos de jogo. Torino fez um lançamento em profundidade, num contra-ataque inesperado; Edson tentou segurar Scotta, mas não conseguiu. O centro-avante argentino (mais rápido, avançou até a entrada da área e chutoi forte, no canto, sem chance de defesa para Sérgio, que no fim, apesar dos três gols) acabou sendo o melhor jogador do São Paulo.”


Narração da Rádio Jovem Pan


“O Grêmio estreou no Campeonato Nacional vencendo o São Paulo por 3 a 0, ontem à tarde no Morumbi com dois gols de Scotta e um de Flexa, numa partida em que teve sempre amplo domínio, aproveitando-se do avanço excessivo do adversário e da velocidade de seus pontas

Desde o início da partida, o time do Grêmio recuava propositalmente, dando ao São Paulo uma falsa impressão de domínio, para contra-atacar rapidamente pelas pontas. Desta forma, Scotta marcou dois gols em jogadas de Flexa – aos 15 minutos do primeiro tempo e aos 36 do segundo – e o próprio Flexa, sempre recebendo bolas longas, aumentou o placar aos 40 minutos do segundo tempo.”

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