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Brasileirão 1972 – Grêmio 1×0 Atlético Mineiro

May 24, 2019
1972 gremio atletico cp ancheta numero 3

Foto: Correio do Povo

 

No Brasileirão de 1972, o Grêmio recebeu o Atlético Mineiro pela segunda rodada da competição. O Galo, treinado por Telê Santana, era o campeão do ano anterior, e contava com Mazurkiewicz, Humberto Ramos e Dadá Maravilha.  Já o tricolor (que venceu o jogo graças ao gol de Carlinhos) contava com uma sólida defesa liderada por Ancheta e Everaldo.

GRÊMIO DERROTOU O ATLÉTICO COM GOLAÇO DO PONTEIRO CARLINHOS
O Grêmio, com um gol sensacional de Carlinhos, no primeiro tempo, ganhou do Atlético por 1 a 0 ontem à noite, mantendo a liderança da chave na segunda rodada, sem tomar nenhum golo e mais uma vez convencendo a sua torcida nesse começo do Campeonato Nacional.

1.º TEMPO — O bom ataque, com Loivo levantando para a área e criando uma situação de perigo que o zagueiro Raul Fernandes tirou de cabeça numa disputa com Lairton, foi um dos poucos que o Grêmio conseguiu no começo da, partida. Em seguida, ficou claro que havia alguns problemas no time de Daltro Menezes (Jadir não tinha o mesmo rendimento de domingo passado, Oberti e Lairton tinham dificuldades de conseguir espaços) e que o adversário, o Atlético Mineiro, tinha defesa melhor armada do que o São Paulo, que na primeira rodada deixou muitos espaços para o time gaúcho atacar.

Mas o futebol do Atlético, melhor dentro da partida, só apareceu bem, da defesa para a frente, a partir dos 10 minutos, quando Oldair e Humberto Ramos acertaram bem no meio-campo. Toninho, à frente dos zagueiros, marcava o início das jogadas do Grêmio. O domínio do Atlético, entretanto, caiu em seguida, com Oldair e Humberto Ramos parando, e dando chance ao Grêmio reagir, liderado por Negreiros que aos 28 minutos criou a jogada que Carlinhos transformou em golo. Depois de trocar passes com Oberti — uma jogada, marcante dentro da partida — Negreiros lançou Carlinhos, na frente. Correndo da direita para o meio, chutando com o pé esquerdo, Carlinhos acertou o golo, na saída de Mazurkievcs, marcando 1 a O para o Grêmio.

A partir daí, o Grêmio melhorou um pouco, segurando o Atlético em seu campo e, às vezes atacando, em boas jogadas de Carlinhos e de Oberti.

2.º TEMPO — O Atlético voltou para o segundo tempo com Guerino em lugar de Paulinho, um, ponteiro muito fraco, que no primeiro tempo só atrapalhou o trabalho que tentava fazer Dario. O Grêmio esperou até os 15 minutos para fazer a sua primeira alteração: Carlos Alberto em lugar de Loivo. Daltro, com a colocação de Carlos Alberto, pretendia centralizar o trabalho de meio-campo, para dar anais consistência ao time, na tentativa de garantir o placar e solidificar a vitória parcial conseguida com o gol de Carlinhos. O jogo continuou com poucas jogadas de área até os 20 minutos, mas aos 25 o Atlético teve uma boa oportunidade com uma falta que Romeu, chutando contra uma barreira de sete jogadores, perdeu. No rebote, Ancheta, que fizera a falta em Dario, chutou de qualquer maneira para a lateral, para aliviar a situação de perigo. E depois disso, o Atlético, aproveitando que o Grêmio se acomodava um pouco, tomava a iniciativa em todas as jogadas, tentando o golo de empate, inclusive retirando Toninho, que ficava à frente dos zagueiros, para colocar Serginho, um jogador mais ofensivo. Daltro Menezes respondeu a esta alteração proposta pelo técnico Telê, colocando o juvenil Iúra (em lugar de Carlinhos) mas em seguida o Atlético teve excelente chance, numa jogada confusa, de chutes de todos os lados, que Everaldo, em última, instância, salvou para escanteio.

E assim, se defendendo porque o Atlético tentava o empate no desespero, o Grêmio levou o jogo até o fim, às vezes tentando marcar mais um. Não conseguiu — venceu só de 1 — mas venceu bem.” (Correio do Povo, quinta-feira, 14 de setembro de 1972)

1972 gremio atletico cp ancheta numero 3b

Foto: Correio do Povo

GELATINA DO GRÊMIO E O DESASTRE
Ruy Carlos Ostermann

Desta vez não foi Negreiros, não foi Oberti e nem foi Loivo ou Jadir quem garantiu a vitória do Grêmio. Desta vez a diferença que o Atlético Mineiro propôs no campo obrigou a eleição de outros jogadores, e, entre estes, especialmente, o zagueiro Ancheta e seu companheiro de área, Beto. O Grêmio foi menos time do que contra o São Paulo . Explica-se de uma forma: o Atlético teve mais consistência e maior movimentação do que o São Paulo, e teve três jogadores sempre no meio campo — Toninho, Oldair e Humberto Ramos. E se apenas Humberto Ramos lembrou o grande Atlético do ano passado, impondo um ritmo vibrante ao serviço da bola de armação, Toninho apertou Oberti e Oldair jogou fora do lugar de Loivo. E isso desequilibrou muito o Grêmio. Tanto que, no segundo tempo, foi preciso tirar Loivo e colocar Carlos Alberto para que o time se corrigisse no combate às jogadas do Atlético, todas marcadas pela preocupação em localizar Dario, e feitas pelo meio.

Mas o Grêmio era diferente do domingo. Correu no primeiro tempo, explorando alguns vazios que a falta de ritmo do campeão mineiro abria. E parou no segundo. Por isso, o jogo foi passando para a área do Grêmio e dali foi se levantando a preservação do gol de Carlinhos no primeiro tempo: o grande trabalho de Ancheta e Beto, ou seja, a morte de Dario. A torcida saiu guardando este resultado como uma gelatina: ela tremia, parecia desbordar, mas acabou ficando dentro do pires. Uma sobremesa rala e difícil, mas doce assim mesmo.
(Ruy Carlos Ostermann, Correio do Povo, quinta-feira, 14 de setembro de 1972)

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GRÊMIO CONSEGUE SUA SEGUNDA BOA VITÓRIA

Porto Alegre (Sucursal). O Grêmio manteve-se na liderança no grupo D do Campeonato Nacional vencendo o Atlético por 1×0, ontem à noite no Estádio Olímpico numa partida bastante disputada e com muitos lances ríspidos O único gol da partida foi marcado aos 28 minutos do primeiro tempo pelo ponta-direita Carlinhos, que aproveitou um excelente lançamento de Negreiros, o melhor jogador em campo.

VENTO – O forte vendo que havia no Estádio Olímpico, quando começou a partida, dava a impressão de que o Atlético teria grande vantagem no início com o vento a seu favor. Foi o time mineiro quem teve a primeira grande chance de marcar aos 18 minutos, quando o zagueiro Beto perdeu infantilmente um lance dividido para Dario. O centro-avante entrou sozinho na área, driblou o goleiro Jair mas demorou a chutar. Quando chutou, Ancheta estava dentro do gol para salvar

Mas foi exatamente por confiar demais no vento que o Atlético levou o gol. Mazurkiewlcz foi recolocar a bola em jogo depois de um ataque do Grêmio e chutou fraco demais. Negreiros dominou no meio-de-campo e devolveu rápido para a corrida de Carlinhos, que chutou de pé esquerdo, sem dar tempo para o goleiro do Atlético se recuperar.

Telê Santana disse que o Atlético perdeu o Campeonato Mineiro e o primeiro jogo do Nacional porque faltava um líder no time. Por isso ele escalou Oldair ontem, contando com sua experiência para vencer o Grêmio.

Mas só a experiência de Oldair não bastou. O meio-campo do Grêmio jogou tão bem como contra o São Paulo na estreia, com Negreiros se destacando e anulando completamente o esforço de Oldair. Por isso, o Atlético não pôde aproveitar algumas vantagens que teve no primeiro tempo quando o vento lhe era favorável. No segundo tempo, o Grêmio apenas garantiu o resultado e revidou as jogadas violentas do Atlético.” (Jornal do Brasil, quinta-feira, 14 de setembro de 1972)

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Grêmio 1×0 Atlético Mineiro

GRÊMIO: Jair; Valdir Espinosa, Ancheta, Beto Bacamarte e Everaldo; Jadir e Negreiros; Carlinhos (Iura), Lairton, Oberti e Loivo (Carlos Alberto)
Técnico: Daltro Menezes

ATLÉTICO: Mazurkiewicz; Raul Fernandez, Vantuir, Cláudio e Cincunegui; Toninho  (Serginho), Oldair e Humberto Ramos; Paulinho (Guerino), Dario e Romeu
Técnico: Telê Santana

Brasileirão 1972 – Primeira Fase – Segunda Rodada
Data: 13 de setembro de 1972 quarta-feira, 21h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Renda: Cr$ 114.033,00
Árbitro: Romualdo Arppi Filho
Auxiliares: Irandi Paiva e Carlos Martins
Gol: Carlinhos, aos 28 minutos do primeiro tempo

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Amistoso em 1972 – Grêmio 1×0 River Plate

October 29, 2018
cp 1972 river foto

Foto: Correio do Povo

Em 1972, Grêmio e River Plate se enfrentaram na Fonte Nova pela Taça Cidade de Salvador. Pelo segundo ano seguido o tricolor comandado por Otto Glória (treinador de Portugal na Copa de 1966) superou os “Millonarios” treinados por Didi.

Acho válido lembrar que Valdir Espinosa (que foi o lateral-direito gremista nessa partida) me disse que Otto Glória foi o melhor técnico com quem ele trabalhou enquanto era jogador.

“GRÊMIO BATE RIVER E GANHA TAÇA
Salvador (De Jodoé Souza) — O Grêmio conquistou o primeiro título de 72, ao laurear-se na Taça Cidade de Salvador, quadrangular que terminou domingo na capital baiana. O tricolor gaúcho começou a ficar campeão ao ganhar do River Plate de 1×0, golo de Loivo nos primórdios da partida. Depois veio a derrota do Fluminense, também de 1×0, para o Vitória e a confirmação da conquista gremista. O time gaúcho terminou invicto o torneio, com 2 pontos perdidos e quatro ganhos. Em segundo ficaram River e Vitória com 3 perdidos e 3 ganhos e por fim o Fluminense, que só ganhou 2 pontos, perdendo quatro.

RITMO GREMISTA – Otto Glória só ameaçou lançar Ancheta na meia-cancha. Mas houve mudança no setor. O Grêmio começou o jogo com o River sem Caio e com um tripé formado por Jadir-Torino-Gaspar. E o acionar do setor melhorou. Não só porque Jadir e Gaspar apressaram o seu ritmo de jogo, como e principalmente porque Torino foi um portento, especialmente nos lançamentos, o seu forte. Com isso, o time gremista não deu chances para os argentinos no importante setor de campo. Como se não bastasse, logo aos 6 minutos Loivo conseguiu acertar as redes do goleiro Barisio. O 1 x 0 cedo deu mais força para os tricolores, que se aproveitassem a metade das oportunidades que criram para marcar, teriam chegado ao intervalo com uma vitória mais expressiva. Aliás, Carlos chegou a fazer 2×0, mas a intervenção errada de um “bandeirinha” fez o árbitro anular o gol.

No segundo tempo, o panorama não foi diferente. Mesmo com Didi mexendo no seu time em busca de maior efetividade. O Grêmio continuou no jogo e perdendo gol, um em cima de outro, às vezes por falta de perícia dos atacantes, outras pela perfeita atuação do goleiro Barisio, que brilhou intensamente.

O domínio de meia-cancha gremista era tão flagrante que Didi afastou Merlo e colocou Laraigné. Só que Otto não dormiu no ponto: tirou Gaspar, bastante empregado, e colocou o descansado Caio. O River nem chegou a ter chance para reagir, mesmo porque não demorou muito o lateral Perez foi expulso, depois de acertar Flecha e ainda reclamar. Com 10, tudo ficou mais difícil para o time argentino, que acabou fazendo um bom negócio ao perder só de 1 x 0, pois Loivo e Flecha, que acertou o poste, tiveram tudo para marcar mais gols no excelente Barisio” (Correio do Povo, 01 de fevereiro de 1972)

“RUY CARLOS OSTERMANN – TABELINHA
O Grêmio provou contra o River aquilo que eu dizia do River: é um time de jovens inocentados pelo 4-2-4 de Didi. O Grêmio atacou e as situações de golo em desacordo com o único golo feito, foram superiores a uma dezena bem contada. * E o primeiro título obtido pelo futebol gaúcho, a Taça Cidade de Salvador, foi também o mais raro de todos os títulos: obtido com um único golo em três partidas. Mas sempre com uma atenuante de importância: um golo contra nenhum * Suspeitei que a idéia de aproveitar Ancheta no meio campo era urna forma de tomar também o problema do meio campo do Grêmio urgente. Fachin não responde a isso, mas enumera as prioridades: 1) Obberti; 2) Mazinho; 3) Deca;. e, 4) o meio campo. A partir de hoje o Grêmio começa a pensar neste jogador.” (Correio do Povo, 01 de fevereiro de 1972)

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Grêmio 1×0 River Plate
GRÊMIO: Jair; Valdir Espinosa, Ancheta, Beto e Everaldo; Jadir, Torino e Gaspar (Caio); Flecha, Carlos (Bira) e Loivo
Técnico: Otto Glória

RIVER PLATE: Barisio; Zucarine, Rodriguez, Daute e Perez;  Reinaldo Merlo (Larraignee) e J.J. Lopez;  Beto Alonso, Moretti, Martinez e Ghiso (Granato).
Técnico: Didi

Data: 30 de janeiro de 1972
Local: Estádio Fonte Nova, em Salvador-BA
Árbitro: Saul Mendes
Auxiliares: José Gomes e Jairo Câmara
Cartão Vermelho: Perez (27/2ºT)
Gol: Loivo, aos 6 minutos do 1º tempo

Camisa Branca 1972

January 28, 2013
Uma das camisas mais obscuras usadas pelo Grêmio é a branca de 1972 (Não é citada no Memorial do Clube e nem no livro  “A história das camisas dos 12 maiores times do Brasil“)
É uma variação interessante em relação ao uniforme reserva usado na década de 1960. As listras do peito ganham uma nova disposição e as listras da manga ficam um pouco acima da barra.
Foi a camisa usada no jogo em que Everaldo acertou um soco no juiz José Favile Neto.

1972 – O soco de Everaldo

October 18, 2012

Há 40 anos, Grêmio e Cruzeiro se enfrentaram pela 12ª Rodada do Campeonato Brasileiro de 1972. O jogo terminou empatado em 1×1, com gols de Lima para os visitantes e Oberti para o tricolor. Mas o dia 18 de outubro de 1972 entrou para história do futebol não por esses gols, e sim pelo soco que Everaldo acertou no juiz Jose Favile Neto.
Everaldo não vivia um  bom momento. Poucos meses antes ele havia sido inexplicavelmente deixado de fora da seleção brasileira por Zagallo (o que motivou o épico 3×3 com a seleção Gaúcha no Beira-Rio). Já Grêmio e Cruzeiro estavam bem no campeonato nacional e faziam uma partida bem disputada no Olímpico.
Aos 25 minutos, Everaldo reclamou do juiz e foi duramente advertido com o cartão amarelo. Aos 32 minutos, Palhinha arrancou em velocidade, ingressou na área, foi desarmado na bola por Beto Bacamarte e caiu no chão. José Favile Neto apitou e enquanto corria para a marca do pênalti recebeu um soco de Everaldo, que atingiu em cheio o seu olho.
Everaldo deixou o gramado sem olhar para trás. Depois de ser prestado o devido atendimento médico ao árbitro o jogo continuou, o Cruzeiro converteu o pênalti e o Grêmio conseguiu o gol de empate ainda no primeiro tempo.
Passado alguns dias Everaldo deu algumas explicações e anunciou que renunciaria ao prêmio “Belfort Duarte”. Todo o episódio provocou um rápido debate sobre a maratona de jogos, sobre a ruindade da arbitragem e sobre a maneira autoritária que os juízes buscam validar essa ruindade. Um debate que, infelizmente, segue atual.

“Quando um jogador como o lateral do Grêmio, modelo de correção e disciplina na sua carreira de atleta, chega ao ponto de mandar o braço na cara do juiz, alguma coisa deve estar errada! É muito mais lógico a gente procurar a origem da atitude do atleta exemplar como o Everaldo, do que a punição pura e simples de um crime de que ele não é o unico autor” (João Saldanha – Zero Hora)

“Aos 25 minutos do primeiro tempo de Grêmio e Cruzeiro, Everaldo reclamou da marcação de José Favile Neto. O juiz não gostou, se irritou demais e acabou fazendo um grande cena para advertí-lo, apresentando uma nova tática ao puxar os cartões vermelho e amarelo ao mesmo tempo. Como o vermelho aparece muito mais, Everaldo levou um susto, pensando que Favile tinha lhe expulso” (Folha da Tarde – 19 de outubro de 1972)

Grêmio 1×1 Cruzeiro

GRÊMIO: Jair; Everaldo, Ancheta, Beto Bacamarte e Jorge Tabajara; Jadir e Ivo Wortmann; Buião (Renato Cogo), Oberti, Lairton e Loivo
Técnico: Daltro Menezes
CRUZEIRO: Hélio; Lauro, Darci Menezes, Fontana e Vanderelei; Piazza (Rinaldo) e Zé Carlos; Eduardo Amorim (Misael), Roberto Batata, Palhinha e Lima.
Técnico: Hilton Chaves
12ª Rodada -1ª Fase – Campeonato Brasileiro 1972

Data: 18 de outubro de 1972
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 23.667 pagantes
Renda: Cr$ 147.548,00
Árbitro: José Favile Neto
Auxiliares: Jeferson de Freitas e Airton Bernardoni
Cartões Vermelhos: Everaldo e Fontana
Gols: Lima (pênalti) aos 41 minutos do primeiro tempo e Oberti, aos 47 minutos do 1º tempo

Ginásio David Gusmão

June 6, 2012

Interessante esse anúncio de venda de cadeiras cativas no ginásio do Grêmio publicado em outubro de 1972.

Curioso é que o local ainda era chamado de “Ginásio Olímpico”, tendo recebido posteriormente o nome do presidente David Gusmão e que o endereço do clube ainda não era o “Largo dos Campeões”