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Brasileirão 1981 – Todos os jogos da Campanha

May 3, 2021

Fonte: Folha da Tarde

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Na campanha do título do Brasileirão de 1981 o Grêmio fez 23 jogos, com 14 vitórias, 2 empates e 7 derrotas. 32 gols marcados e 18 sofridos.

Abaixo os links com as fichas e reportagens de cada uma dessas 23 partidas.

 

Primeira Fase

18/01/1981 –  Goiás 0x0 Grêmio

21/01/1981 –  Grêmio 2×1 Galícia-BA

25/01/1981 –  Grêmio 2×0 Desportiva-ES

28/01/1981 –  Pinheiros-PR 1×1 Grêmio

31/01/1981 –  Grêmio 1×0 Corinthians

04/02/1981 –  Portuguesa 1×0 Grêmio

07/02/1981 –  Botafogo 2×3 Grêmio

15/02/1981 –  Grêmio 1×2 Brasília

21/02/1981 –  Operário-MS 2×1 Grêmio

Foto: Telmo Cúrcio da Silva  (Zero Hora)

Foto: Luiz Avila e Vilmar Calistro (Zero Hora)

Foto: Armênio Abascal (Zero Hora)

 

 

Segunda Fase

08/03/1981 –  São Paulo 3×0 Grêmio

12/03/1981 –  Grêmio 2×0 Fortaleza

15/03/1981 –  Inter de Limeira 3×1 Grêmio

21/03/1981 –  Grêmio 1×0 São Paulo

28/03/1981 –  Fortaleza 0x4 Grêmio

04/04/1981 –  Grêmio 1×0 Inter de Limeira

Foto: Zero Hora

Foto: Correio do Povo

 

Oitavas de Final

09/04/1981 –  Vitória 2×1 Grêmio

12/04/1981 –  Grêmio 2×0 Vitória

Foto: Zero Hora

 

 

Quartas de Final

15/04/1981 –  Grêmio 2×0 Operário-MS

19/04/1981 –  Operário-MS 0x1 Grêmio

Foto: Correio do Povo

 

 

Semifinal

23/04/1981 –  Ponte Preta 2×3 Grêmio

26/04/1981 –  Grêmio 0x1 Ponte Preta

Foto: Luiz Avila (Zero Hora)

 

 

Final

30/04/1981 – Grêmio 2×1 São Paulo

03/05/1981 – São Paulo 0x1 Grêmio

Fonte: Folha da Tarde

Brasileirão 1981 – Final – Jogo de Volta – São Paulo 0x1 Grêmio

May 3, 2021

Foto: Manchete

 

Há exatos 40 anos o Grêmio conquistava o seu primeiro título nacional ao vencer o São Paulo por 1×0 no Morumbi.

 

Eu ainda espero que algum dia o Correio do Povo publique novamente essas duas fotos abaixo do antológico gol de Baltazar em uma resolução decente.

Foto: Correio do Povo

 

Foto: Correio do Povo






 

 

 

 

 

 


 

 

 

 “UM TROFÉU EM DISCUSSÃO

Apesar da festa do time  e da torcida do Grêmio, a Taça de Ouro, , conquistada ontem, não
foi entregue ao capitão da equipe gaúcha após o jogo porque o Tribunal Especial da
CBF decidiu, na última terça-feira, que as duas partidas decisivas do Campeonato Brasileiro
não tivessem seus resultados homologados.

A pedido do Botafogo, que pretende impugnar o seu jogo contra o São Paulo, realizado no
domingo passado, o Tribunal Especial julgou e decidiu que o campeão da Taça de Ouro não tivesse seu título homologado enquanto o Superior Tribunal de Justiça Desportiva não julgasse o recurso em que o clube carioca pede a impugnação da partida de domingo passado.

O caso deve ser julgado na próxima quinta-feira, embora Antônio Quintela, , advogado do Botafogo,
venha tentando todos os esforços no sentido de incluir na pauta do julgamento de amanhã todo o caso que há algum tempo vem criando toda a polêmica em torno da Taça de Ouro. O Botafogo, no entanto, não deve ter sucesso nas suas tentativas, pois o caso é complicado e tem contornos legais
bastante confusos.

Além do mais, no caso de anulação da partida, o Grêmio seria o principal prejudicado, porque teria que jogar de novo duas vezes para provar outra vez ser o melhor time do Brasil. E para agravar:
a Seleção Brasileira, já em atividade para amistosos na Europa, viajará dia 7, esvaziando qualquer competição que venha a ser realizada. Tudo isso sem contar com o fato de que os principais jogadores de São Paulo, além do Botafogo e do Grêmio, estarem a serviço da CBF.” (Jornal do Brasil, 4 de maio de 1981)

 


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“Chegou à final, desacreditado: seu adversário era, simplesmente, a “seleção”. Mas ninguém sabia que, entre seus trunfos, havia um técnico vencedor e alguns jogadores predestinados à vitória final. Eram, todos, gigantes.Na noite histórica de 3 de maio a nação gremista saiu às ruas e tomou conta de todo o Rio Grande do Sul. Eram homens, mulheres e crianças identificados pelas camisas azuis, pretas e brancas, irmanados por uma loucura total e contagiante.
Os homens improvisaram instrumentos para a batucada, onde valia tudo -lata de cerveja e até penico – e a laegria com que conseguiam sons estridentes e retorcidos era igual à alegria de uma grande bateria de escola de samba; as mulheres desfraldaram o pavilhão tricolor com o mesmo orgulho das melhores porta-estandartes; e as crianças sopravam aquelas cornetas barulhentas com vigor semelhante ao de um sentinela em combate.
Loucura – é o mínimo que se pode dizer para sintetizar os sentimentos que essa nação gremista soltou no melhor dia dos 77 anos do clube, o dia em que o Grêmio chegou pela primeira vez ao título de campeão brasileiro. É impossível descrever de outra forma aquela massa que se deslocava aos milhares em direção ao aeroporto Salgado Filho para receber os novos heróis do Rio Grande cantando o refrão do hino gremista com um ufanismo comovente.
Era de se imaginar neles o mesmo orgulho de quem foi para as ruas, em 1930, para receber os revolucionários gaúchos que reagiram à humilhação que o poder central da República impunha à província, atacaram a sede do governo no Rio de Janeiro e amarravam seus cavalos no obelisco da Avenida Rio Branco.
Não há exagero na descrição do desabafo da torcida. Basta reproduzir as palavras do debochado Marinho, após a primeira derrota de seu time, em Porto Alegre: “O São Paulo não vai perder o título pra esses caras porque tem sete jogadores de seleção.
Foi esse tipo de provocação que feriu e humilhou o amor-próprio do gaúcho. Mas não foi só ele, foi quase todo o Brasil debatendo através da imprensa a inferioridade gremista, discutindo os critérios que permitiram sua participação na final, como se o Grêmio fosse o convidado trapalhão prejudicando o brilho da festa ou o patinho feio na lagoa reservada aos cisnes. O resumo era que o São Paulo ia ganhar como quisesse e quando quisesse – tese reforçada depois da virada contra o Botafogo, no Morumbi. O maior erro na avaliação aconteceu porque poucos sabiam que o Grêmio começou a se preparar antes de todos para a Taça de Ouro. Começou ainda em outubro, com a contratação do uruguaio De León, negócio caro e arriscado na época – 42 milhões. Mas que acabou plenamente justificado pelo futebol deste novo caudilho que chegou prometendo ser campeão brasileiro, depois de faturar a Libertadores e o Mundialito.
Outro momento decisivo foi a aposta em Ênio Andrade, um técnico com a bagagem do título brasileiro, invicto, pelo Inter em 79, e que sempre teve seu forte na simplicidade com que transmite as ideias. Um amigo dos jogadores – a ponto de receber o aval de Falcão com uma frase que virou profecia: “Com a contratação de Ênio, o Grêmio começou a ser campeão brasileiro.” Ênio pegou um time traumatizado em termos de Taça de Ouro, exatamente pelo sucesso impressionante do Inter, seu grande rival do Sul, com três títulos nos últimos seis anos. Essa talvez tenha sido a grande dificuldade para superar os primeiros obstáculos, o que ele só conseguiu com muita determinação. Prova disso é que poucas campanhas do Grêmio em anos anteriores foram piores em termos de retrospecto – sete derrotas em 23 partidas – mas nada abateu a confiança do time, como resumiu Tarciso, o mais antigo dos titulares: “Nos outros anos, quando havia algum fato negativo, a confiança se abalava e a casa caía. Este ano, houve derrotas incríveis e ninguém se desesperou, porque prevaleceu a força de vontade transmitida pelo comandante aos comandados através do diálogo firme e honesto.” Os cabelos brancos de Ênio Andrade tiveram peso decisivo na armação de um time com esquema de jogo definido e sobretudo preparado para enfrentar os jogos de vida e morte. O Grêmio chegou à final consciente das suas limitações e até satisfeito, mas recebeu na última hora a “ajuda” involuntária do São Paulo, pretensioso e prepotente com declarações como as de Marinho, por exemplo, acreditando que ganha ria o título com o nome de suas estrelas. O São Paulo perdeu no Olímpico e perdeu no Morumbi porque não se deu conta de que um campeão se faz com humildade e garra. O Brasil deve agradecer ao Grêmio essa lição, até porque o São Paulo é a base da seleção e sentiu na carne como é difícil superar um time com vergonha na cara, de raça, coragem, determinação e disposto a tudo pela vitória. Essa lição precisa ser assimilada porque o Mundial da Espanha está próximo demais e a lembrança de que fomos “campeões morais” começa a ser esquecida. Como disse com simplicidade o caudilho De León, no meio da loucura na chegada dos campeões a Porto Alegre. “Melhor time é o que ganha!” Nessa pequena e objetiva declaração se resume todo o segredo de qualquer conquista. Assim como definitiva, também, foi a resposta do goleiro Leão àqueles que consideravam suficiente a conduta do Grêmio até a final com o São Paulo. O vice seria o bastante. “Vice? E eu estou aqui pra ser vice?”, bradou Leão, despertando em cada coração gremista a ambição pelo máximo possível. (http://placar.abril.com.br/gremio/materias/e-eram-gigantes.html)

 

 

 

“Grêmio ganhou mas ainda não levou a taça
O Grêmio ganhou o titulo no campo mas ainda não pode levar a Taça de Ouro e talvez tenha que esperar muito tempo por uma decisão da Justiça em face do recurso em que o Botafogo pede a anulação do seu jogo com o São Paulo, no Morumbi. Quem perder no Tribunal Especial, amanhã, pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva da CBF, depois ao Conselho Nacional de Desportos, e, se quiser, até à Justiça Comum. De qualquer maneira, a CBF não pode homologar o titulo de campeão brasileiro até o final da decisão da Justiça Desportiva, segundo comunicação do TE ao presidente da CBF. E possível agora que o Grêmio entre como litisconsorte para garantir o titulo ganho no campo. “
(Jornal dos Sports – 4 de maio de 1981)

 

 

 

 

SÃO PAULO: Waldir Peres, Getúlio, Oscar, Darío Pereyra e Marinho Chagas; Élvio, Renato e Éverton (Assis); Paulo César, Serginho e Zé Sérgio
Técnico: Carlos Alberto Silva

GRÊMIO: Leão, Paulo Roberto Costa, Newmar, De Leon e Casemiro; China, Paulo Isidoro e Vilson Tadei (Jurandir); Tarciso, Baltazar e Odair (Renato Sá)
Técnico: Ênio Andrade

Brasileirão 1981 – Final – Jogo de volta
Data: 03 de maio de 1981, Domingo, 16h00min
Local: Morumbi, em São Paulo, SP
Público: 95.106 pagantes
Renda: Cr$ 33.819.400,00
Árbitro: José Roberto Wright (RJ);
Auxiliares: Luis Carlos Felix e Valquir Pimentel
Cartões Amarelos: Darío Pereyra, Éverton, Paulo César e China;
Expulsão: Serginho 43′ do 2º.
Gol: Baltazar 20′ do 2º;

Brasileirão 1981 – Final – Jogo de Ida – Grêmio 2×1 São Paulo

April 30, 2021

Foto: Correio do Povo

Há exatos 40 anos o Grêmio vencia o São Paulo por 2×1 pela partida de ida da final do Brasileirão de 1981

Esse foi o décimo-primeiro jogo no Olímpico na campanha do título. A média de público do Grêmio na competição foi de 34.546 pagantes.

 

Foto: Correio do Povo

Foto: Correio do Povo

Foto: Correio do Povo

 

Foto: Correio do Povo

 

Foto: Correio do Povo

Foto: Zero Hora

 

Foto: Folha da Tarde

Foto: Folha da Tarde

 

 

Grêmio 2×1 São Paulo

GRÊMIO: Leão (Remi), Uchôa, Newmar, De Leon e Casemiro; China (Renato Sá), Paulo Isidoro e Vilson Tadei; Tarciso, Baltazar e Odair
Técnico: Ênio Andrade.

SÃO PAULO: Waldir Peres, Getúlio, Oscar, Darío Pereyra e Marinho Chagas; Almir, Renato (Assis) e Éverton; Paulo César, Serginho e Zé Sérgio.
Técnico: Carlos Alberto Silva.

Brasileirão 1981 – Final – Jogo de Ida
Data: 30 de abril de 1981, Quinta-feira, 21h00min
Local: Olímpico, em Porto Alegre, RS
Público: 61.585 (53.388 pagantes)
Renda: Cr$ 12.160.360,00
Árbitro: Arnaldo César Coelho (RJ)
Auxiliares: Manoel Serapião Filho e Vilson Carlo dos Santos
Cartões Amarelos: Uchôa, Waldir Peres e Marinho Chagas.
Gols: Serginho 39′ do 1º; Paulo Isidoro 10′ e Paulo Isidoro 24′ do 2º;

Brasileirão 1981 – Semifinal – Jogo de Volta – Grêmio 0x1 Ponte Preta

April 26, 2021

Foto: Luiz Avila (Zero Hora)

Há exatos 40 anos se registrava, no  estádio Olímpico, o maior público presente da história do futebol gaúcho. Mais de 98 mil pessoas presenciaram a classificação do Grêmio as finais do Brasileirão 1981, perdendo por 1×0 para a Ponte Preta mas se valendo do bom resultado feito em Campinas no jogo de ida das semifinais.

Eu sempre achei bastante peculiar que esse público seja tão maior do que os demais registrados no Olímpico na década de 80. Há uma diferença de mais de 15% em relação ao segundo maior público pagante registrado na Azenha (74.238 pagantes no segundo jogo da final do Brasileirão de 1982). Lembro de, certa feita, ter visto o Antônio Augusto sustentar que essa diferença se deve ao fato de que para esse jogo foram exigidos dois ingressos para cada pessoa que decidisse ir na social como acompanhante de sócio. Não encontrei nenhuma evidência dessa exigência nos jornais da época, como pode ser visto no material transcrito abaixo (contudo, vi essa exigência no anúncio do preço dos ingressos da final da Libertadores de 1995).

Acho interessante também notar que o site oficial do Grêmio, bem como diversas outras páginas citam o número de 98.421 (85.751 pagantes) enquanto nos jornais da época é informado o público de 98.499 (85.721 pagantes).

 

Foto: Luiz Armando Vaz (Zero Hora)

Foto: Jurandir Silveira (Correio do Povo)

Foto: Manchete (Fonte: Acervo Histórico do Grêmio)

Foto: Nico Esteves (Placar)

 

O time de Tarciso – De León, Baltazar, China, Casemiro, Paulo Isidoro e companhia – poderia até perder por 1 a 0. Foi justamente o placar do embate com os paulistas. Apesar da derrota, a torcida comemorou fervorosamente a classificação para a decisão do campeonato. “Eu nunca tinha visto o Olímpico com torcedores tão empolgados. Foi uma loucura. Era um momento de busca por algo inédito, mas havia uma grande organização da torcida”, comenta Tarciso.

Para o ex-atacante, o tropeço em casa diante de quase 100 mil torcedores mudou a postura do time para a final contra o São Paulo: “A gente sabia que seria um jogo difícil. Só que o problema foi que a Ponte apareceu aqui com outro esquema de jogo. Nos enganaram e a gente demorou para entender como eles estavam jogando. Acabou que a Ponte nos empurrou para trás e conseguiu o gol. Acho que nos fechamos muito por causa da vantagem. Mas o erro ensina”.

E ensinou. Na decisão de 81, o Tricolor gaúcho não deu chances para os são-paulinos. O primeiro jogo no Olímpico terminou 2 a 1. No duelo de volta, outra vitória dos gremistas, agora por 1 a 0. “A derrota na semifinal foi muito importante, porque nos deu uma visão bem ampla do que precisaríamos para ser campeões. Não basta só querer, tem que jogar e ter vontade”, conclui Flecha Negra.” (Correio do  Povo – 27 de novembro de 2012)

Foto: Luiz Armando Vaz (Zero Hora)

 

 

 

“GRÊMIO PREVÊ RENDA DE Cr$ 11 milhões
Expectativa de 85 mil torcedores

 
Se os 75 mil ingressos forem vendidos, a renda de hoje no Olímpico deverá chegar aos Cr$ 11 milhões – um recorde no Rio Grande do Sul. Os dirigentes gremistas acreditam que o Olímpico receberá mais de 85 mil torcedores, pois os sócios pagam separado o seu ingresso e o dinheiro é repassado depois para o borderô da partida.

 
Os preços para o jogo de hoje forma aumentados em relação a outras partidas: mil cadeiras numeradas a Cr$ 300; 25 mil arquibancadas superiores a Cr$ 3000; 25 mil arquibancadas inferiores a Cr$ 70,00; 10 mil sociais a Cr$ 70,00; 5 mil menores a Cr$ 20,00. É certo que a maior parte dos ingressos já deve estar nas mãos de cambistas, e por isto mesmo bem mais caras. As bilheterias do Estádio Olímpico deverão abrir às 9 horas da manhã. A direção do Grêmio recebeu diversos pedidos de reservas de ingressos do interior do estado, o que deverá trazer alguma dificuldade para a compra hoje.” (Zero Hora, domingo, 26 de abril de 1981)

 

OS RECORDES DESTA TORCIDA
Maior público e renda no Rio Grande do Sul. E o público no Olímpico sofreu muito também

 
Foram 98.499 corações batendo apressadamente durante 90 minutos, vibrando com o Grêmio que perdeu por 1 a 0 para a Ponte Preta, mas garantindo a sua vaga na decisão da Taça de Ouro e na Libertadores. Foi uma torcida que sofreu deste o momento do gol de Osvaldo aos 20 minutos do primeiro tempo. Mas esta torcida bateu todos os recordes de público e renda no Rio Grande do Sul. Os ingressos um pouco mais caros resultaram num total de Cr$ 11.142.990,00 – e 85.721 foram quem pagaram ingressos; 12.778 não pagaram: eram menores de 12 que não pagam nada no Olímpico, pessoal de imprensa e convidados especiais do próprio Grêmio. […]” (Zero Hora, segunda-feira, 27 de abril de 1981)

 

 

Ruy Carlos Ostermann  – “DERROTA INSUFICIENTE

Um público maravilhoso, o maior que já pagou ingresso em Porto Alegre e o maior que já assistiu a um jogo — foram 12.721 que entraram com carteirinha, a serviço ou no bolo — teve de resignar-se com uma derrota do Grêmio para a Ponte. E teve de admitir a curiosa mas verdadeira ambigüidade: que a derrota não era suficiente e havia a classificação para a Libertadores depois dela e o direito de decidir com o São Paulo sexta no Olímpico e domingo no Morumbi. Por isto, na saída do estádio havia, no melhor exemplo que era o Patrono Fernando Kroeff, um rosto amargurado pela derrota quase anulando o sorriso e os olhos brilhantes motivados pela classificação.

Dizer-se que foi capricho de um campeonato mal planejado e erro: o Grêmio se classificou derrotado por 1 a 0 pela Ponte por força indiscutível do retrospecto melhor que conquistara no campo, nos jogos anteriores. Foi a vitória em Campinas, num jogo de surpresa e muita determinação, que permitiu a sobra de ontem, tão grande que nela coube esta derrota insuficiente.

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Mas o Grêmio, pelo que jogou ontem, não ganharia o jogo para sua imensa e entusiasmada torcida: jogou mal, descontrolado, errado na maior parte do tempo, com erros técnicos e coletivos e muito descompassado. A Ponte jogou bem melhor do que fizera em Campinas. Tocou a bola, como sempre, aproximou seus principais ¡jogadores (Edson, Odirlei, Lola, Osvaldo, Humberto, Nenê, não pela ordem nem pelo lugar mas pela importância de cada um). No primeiro tempo avançou Osvaldo, juntou-o a Lola em cima de Newmar e De León e formou assim o Grêmio a atrasar China para a cobertura dos zagueiros de área; abriu-se um espaço dolorosamente grande entre China e seus dois companheiros, Paulo Isidoro e Vilson Tadei — era a área de manobra da Ponte.

O resultado de primeiro tempo, 1 a 0, foi correto, mas a incapacidade da Ponte em chegar a um gol mais também pareceu correta.

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 Baltazar chutou uma vez só, Tarciso lambem só uma vez, o Grêmio no total chutou apenas 9 vezes em 90 minutos de jogo. Mas a Ponte, que precisava fazer ao menos dois gols, fez um, de cabeça, numa cobrança de falta da linha de fundo, e chutou menos ainda do que o Grêmio, sete vezes no total. Pouco, tão pouco que fazer gois, ontem, era tarefa duríssima para quem perdeu e para quem ganhou. A Ponte, que teve maior insistência, iniciativa e bola sob controle, insistiu — por força da característica dominante de seus jogadores que estavam na frente — no toque de bola mesmo na hora em que se exigia o chute.

Foi, inegavelmente, uma das vantagens materiais que o Grêmio teve a seu favor.

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E ganha, agora, do São Paulo? Pois pode ganhar, se o Botafogo ganhou uma vez e ontem estava ganhando de 2 a 0 quando começou a perder num gol de pênalti do São Paulo. O futebol é uma atividade lógica: o São Paulo tem mais time do que qualquer outro time em atividade no pais este ano mas leva gols (três na decisão com o Botafogo) e pode continuar levando. No Olímpico ao menos.

O Grêmio terá de melhorar muito. Mas nem precisa porque ¡á está na Libertadores e agora tudo é vantagem.” (Ruy Carlos Ostermann, Zero Hora, segunda-feira, 27 de abril de 1981)

 

Foto: Correio do Povo

Foto: Correio do Povo

 

 

Foto: Antônio Pacheco (Zero Hora)

 

 

Grêmio 0x1 Ponte Preta

GRÊMIO: Leão; Uchôa, Newmar, De Léon e Casemiro; China, Paulo Isidoro, Vilson Tadei e Renato Sá (Jurandir); Tarciso e Baltazar.
Técnico: Ênio Andrade

PONTE PRETA: Carlos; Edson Boaro, Nenê Santana, Juinho Fonseca e Odirlei; Celso, Humberto, Osvaldo e Zé Mário; Serginho e Lola
Técnico: Jair Picerni

Brasileirão 1981 – Semifinal – Jogo de Volta
Data: 26 de abril de 1981, domingo, 17h00min
Local: Olímpico, Porto Alegre-RS;
Público: 98.499 (85.721 pagantes)
Renda: Cr$ 11.142.990,00
Árbitro: Maurílio José Santiago (MG)
Auxiliares: Alvimar Gaspar dos Reis e Edson Alcântara de Amorim
Cartão Amarelo: Odirlei (PP)
Gol: Osvaldo, aos 20 minutos do 1º tempo

Brasileirão 1981 – Semifinal – jogo de ida – Ponte Preta 2×3 Grêmio

April 23, 2021

Foto: Correio do Povo

 

Há exatos 40 anos o Grêmio vencia a Ponte Preta, em Campinas, pelo jogo de ida da semifinal do Brasileirão de 1981.

Foto: Zero Hora

“GRÊMIO ESTÁ BEM PERTO DAS FINAIS

Agora é aqui. Mais ainda: a vantagem de poder perder pela diferença de um gol, Esta é a situação do Grêmio, que fez 3 a 2, ontem à noite, em Campinas, sobre a Ponte Preta. Com um bom futebol no período final e se abrindo para as jogadas ofensivas, o tricolor gaúcho teve méritos para a vitória e deu passo decisivo rumo ao título nacional e presença na Libertadores da América.

PRIMEIRO TEMPO – O Grêmio não começou bem. A Ponte Preta, pelo contrário, tomava as iniciativas. Foi um time de competição, fechando os espaços e não deixando o adversário jogar. E, assim, antes mesmo do representante gaúcho aquecer, os paulistas faziam 1 x 0.

O gol da Ponte Preta, aos três minutos, nasceu da cobrança rápida de falta por Dicá, com a bola passando entre os zagueiros tricolores. Lola apareceu bem e tocou de cabeça para as redes. E. com a vantagem no escore, a equipe de Campinas manteve o domínio.

Somente aos 35 minutos, o Grêmio alcançou o empate: jogada pela esquerda, com Baltazar passando para Paulo Isidoro, que bateu forte. Um zagueiro ainda encobriu a visão do goleiro Carlos. A igualdade chegou num bom momento, quando o Grêmio ensaiava a reação.

Apesar do domínio, a Ponte Preta não tirou mais vantagem. Por isso, o empate tricolor justo. Mas, antes de encerrar esta fase o árbitro Vílson Carlos dos Santos expulsou Abel e Paulo Roberto, por jogada violenta.

SEGUNDO TEMPO — A partida reiniciou em ritmo quente. Na saída de bola, a Ponte Preta errou no passe e o Grêmio respondeu rapidamente. Tarciso recolheu e lançou na ponta-direita para Paulo Isidoro, que cruzou, aparecendo Vilson Tadei para, de cabeça, fazer 2 a 1. Eram 16 segundos de jogo.

Com mais disposição o Grêmio começou envolvendo amplamente o adversário. Na frente, Paulo Isidoro passou a jogar pela ponta-direita, enquanto Tarciso — em excelente jornada — ficou se movimentando pela meia-direita. Esta alteração de Ênio Andrade foi oportuna.

Aos 20 minutos, após driblar Juninho. Tarciso na entrada da área, chutou com precisão, no canto esquerdo de Carlos, ampliando para 3 a 1 a vantagem do Grêmio sobre a Ponte Preta. Os paulistas, porém, dois minutos após, através de Lola, diminuíram a diferença: 3 a 2.

Embora tivesse insistido mais e melhorado sensivelmente, o Grêmio se preocupou em manter o escore. Tarciso, entretanto, tevê duas oportunidades, sendo uma bola na trave. No todo, uma vitória sensacional do Grêmio, que agora espera a Ponte.” (Correio do Povo, sexta-feira, 24 de abril de 1981)

 

Fonte: Placar

 

 

 

“Isidoro disse que seu gol não foi de sorte:
– Eu estive bem no lance. Vi que a bola sobrou na entrada da área, pressenti que havia condição para o chute e fiz isso. A bola pegou bem e empatamos o jogo.

[…]

“No início do segundo tempo, na saída de jogo, Dicá reteu demais a bola, perdeu para Tadei e este lançou Tarciso na ponta. O jogador fez um cruzamento para a área e Tadei tocou de cabeça no canto de Carlos. Um gol-relâmpago, aos 12 segundos, que Tadei disse ser resultado de jogadas tentadas nos treinos:
– Não foi por acaso que marcamos esse gol. Nós estamos acostumados a treinar uma marcação forte na saída de jogo. Tomei a bola do Dicá, lance o Tarciso e entre entre os zagueiros. Só tive o trabalho de cabecear no canto.”

[…]

“Até a marcação do terceiro gol do Grêmio, Tarciso era um jogador sem méritos, mas quando chutou de pé esquerdo, lembrou de Lumumba: “Ele sempre me disse para chutar também com o pé esquerdo. Eu limpei a jogada e chutei de esquerda. Agora vejo que o Lumumba tem razão.” (Zero Hora, 24 de abril de 1981)

 

 

Ponte Preta 2×3 Grêmio

PONTE PRETA: Carlos, Édson Boaro, Juninho, Nenê Santana e Odirlei; Zé Mário (Humberto, 22 do 2º), Osvaldo e Dicá (Celso, 20 do 2º); Serginho, Lola e Abel
Técnico: Jair Picerni

GRÊMIO: Leão, Paulo Roberto Costa, Newmar, De León e Casemiro; China, Paulo Isidoro e Vílson Tadei; Tarciso, Baltazar (Renato Sá, 28 do 2º) e Jurandir (Vantuir, intervalo)
Técnico: Ênio Andrade.

Semifinal – jogo de ida
Data: 23/04/1981, quinta-feira, 21h15min
Local: Moisés Lucarelli (Campinas-SP);
Público: 12.881
Árbitro: Wilson Carlos dos Santos (RJ);
Auxiliares: Manuel Amaro e Dirceu Arruda
Cartões Amarelos: Édson, Nenê (PP), Paulo Isidoro, China e Baltazar (GRE)
Cartão Vermelho: Abel (PP) e Paulo Roberto (GRE) 44 do 1ºt
Gols: Lola 3′ e Paulo Isidoro (GRE) 35′ do 1º; Vilson Tadei (GRE) 16s, Tarciso (GRE) 20′ e Lola (PP) 23′ do 2º

Brasileirão 1981 – Quartas de Final – Quartas de Final – Operário 0x1 Grêmio

April 19, 2021

Foto: Zero Hora

 

Há exatos 40 anos o Grêmio garantir sua passagem para as semifinais do Brasileirão ao voltar a vencer o Operário, dessa vez em Campo Grande, pelo jogo de volta das quartas de final.

 

Foto: Zero Hora

 

 

“BALTAZAR ENTROU PARA TRAZER A VITÓRIA
Seu gol, aos 38 do segundo tempo, garantiu a classificação do Grêmio

 O Grêmio garantiu sua presença entre os quatro finalistas da Taça de Ouro (vai enfrentar agora a Ponte Preta) ao vencer o Operário, ontem por 1 x 0 em Campo Grande num jogo dramático em que poderia ale perder por uma diferença de gol. Depois de jogar com precaução o tempo todo o Grêmio conseguiu o gol da vitória aos 311 minutos da lese final através urna cabeçada de Baltazar.

 A maior dificuldade do Grêmio era anular a disposição do Operário. O time de Carlos Castilho apoiado pela torcida, tentava, na base do entusiasmo, marcar seus gols desde o início da partida. O Grêmio, com cautela procurava tocar a bola esperando alguma oportunidade para os contra-ataques. E o primeiro deles surgiu aos 13 minutos: Vilson Tadei evoluiu pelo meio do campo e vendo o espaço livre na frente, lançou Heber em excelentes condições. O centroavante demorou para o chute e acabou desarmado.

Mas era o Operário que tinha as iniciativas da partida pois precisava dos gols para chegar na classificação. Baianinho e Cleber preocupavam os laterais Casemiro e Paulo Roberto. E a todo momento a defesa gaúcha se via obrigada a tocara bola para escanteio (só no primeiro tempo nove vezes) ou cometer faltas perto da área, sempre com perigo. O Grêmio não segurava a bola no ataque nem no meio do campo, criando problemas na defesa, a todo momento exigida.

 No segundo tempo, o Grêmio começou a ser uma equipe mais ambiciosa. E logo de saída, Jurandir perdia uma chance ao chutar para fora uma bola que poderia surpreender o goleiro Neneca. Porém, aos 5 minutos. Lima, depois de receber um lançamento de Cleber, do lado esquerdo esteve na frente do gol. Mas Leão, fechando o angulo fez a defesa salvando o Grêmio num momento difícil.

 

BALTAZAR ENTROU

Aos 10 minutos, Ênio Andrade alterou a sua equipe. Ele retirou o centroavante Heber, que até o momento não vinha correspondendo e colocou Baltazar na tentativa de reter mais a bola. O Operário passou então a ir para o ataque na busca desesperada dos gols. Mas com autoridade, a defesa do Grêmio protegida por China. Isidoro, Vilson Tadei e Jurandir resistia à pressão desfazendo os ataques adversários.

 A outra grande chance do Operário marcar surgiu aos 13quando Lima, de cabeça, após um cruzamento de Cleber, acertou no ângulo: mas Leão foi bem no lance e conseguiu segurar a bola com firmeza. A partida se tornava dramática para as duas equipes. O Operário tentava o gol com jogadas pelas pontas e cruzamentos para dentro da area. E o Grêmio se defendendo bem com Newmar e De Leon chutando a bola para todos os lados.

O ritmo do jogo na parte final caiu bastante. Principalmente a equipe do Operário demonstrava cansaço, aproveitando-se o Grêmio para sair da defesa. Renato Sa substituiu Jurandir no time gaúcho enquanto que Carlos Castilho também modificava sua equipe colocando Paulo Dias no lugar de Lima e Serginho entrando na ponta-esquerda substituindo Cleber.

Mas o grande momento do Grémio foi aos 38 minutos com o gol que definiu a classificação num lance de oportunismo de Baltazar apor o chute longo de Isidoro que Neneca acabou largando a bola na cabeça do atacante Depois foi só tocar a bola e esperar o tempo passar com a vaga para a próxima fase do Campeonato garantida e passar a ser o único clube que conseguiu inverter o retrospecto, que era contrário,  para seu favor.

 

Placar

1 x 0 — Baltazar, aos 38 minutos do segundo tempo. Numa jogada pelo lado direito do meio do campo, Paulo Isidoro arriscou o chute de longa distância: o goleiro Neneca não pôde segurar com firmeza e a bola sobrou para Baltazar que entrava na pequena área, o qual, pulando mais alto que o goleiro, conseguiu tocar por cima, no único gol da partida. “ (Zero Hora, segunda-feira, 20 de abril de 1981)

 

Foto: Correio do Povo

 

OPINIÃO: Explorando bem as falhas na defesa do Operário, o Grêmio chegou à vitória. Jogou o primeiro tempo fechado e na etapa final procurou mais o gol, mesmo sofrendo pressão no time da casa.” (Silvio Andrade, Revista Placar, Edição n.º 571 – 24 de abril de 1981)

 

 

Foto: Placar

Operário 0x1 Grêmio

OPERÁRIO: Neneca; Lóti, Paulo Marcos, Ramiro e Escurinho; Garcia, Arturzinho e Pastoril; Baianinho, Lima (Paulo Dias, 16 do 2º) e Cléber
Técnico: Carlos Castilho

GRÊMIO: Leão; Paulo Roberto, Newmar, De León e Casemiro; China, Paulo Isidoro e Vilson Tadei; Tarciso, Éber (Baltazar, 8 do 2ºt) e Jurandir (Renato Sá, 28 do 2º)
Técnico: Ênio Andrade

Quartas de Final – Jogo de volta – Campeonato Brasileiro 1981
Data: 19 de abril de 1981, Domingo
Local: Pedro Pedrossian (Campo Grande-MS)
Público: 24.470 pagantes
Renda: Cr$ 4.229.000,00
Árbitro: Luís Carlos Félix (RJ);
Auxiliares: Amauri Ponciano e Eraldo Prevot
Cartões Amarelos: Heber, Tarciso e Paulo Roberto Costa
Gol: Baltazar aos 38 minutos do 2º tempo

Brasileirão 1981 – Quartas de final – jogo de ida – Grêmio 2 x 0 Operário

April 15, 2021

Foto: Correio do Povo

Há exatos 40 anos o Grêmio vencia o Operário por 2×0 no jogo de ida das quartas de final do Brasileirão de 1981.

Confesso não ter entendido bem a razão de Lasier Martins (então colunista do Correio do Povo) ter escrito que o Grêmio usou um “inusitado fardamento branco”, uma vez que o costume da época era justamente do time da casa usar o uniforme reserva quando isso se fizesse necessário.

Foto: Zero Hora

Foto: Zero Hora

OPERÁRIO NÃO RESISTIU À FORÇA DO GRÊMIO
2 a 0 foi bom e no domingo basta um empate para garantir a classificação

O Grêmio conseguiu uma importante vitória, ontem à noite, no Olímpico, por 2×0, podendo agora até perder para o Operário domingo em Campo Grande por uma diferença de um gol. Vilson Tadei e Tarciso marcaram os gols no Operário, que não terá o atacante Campos, expulso de campo ontem pelo árbitro Oscar Scólfaro.

Desde cedo ficava claro que o Operário jogaria com cautela, fechando o meio campo, não permitindo os espaços aos atacantes do Grêmio. E de certam forma o esquema de Carlos Castilho deu certo porque o time gaúcho não tinha liberdade para tocar a bola e as poucas oportunidades que surgiam eram desperdiçadas: Tarciso, Heber, Odair não tinham participação efetiva no jogo e com alguma facilidade eram dominados pela defesa do Operário.

Mas a grande dificuldade do Grêmio se situava no meio campo. Vilson Tadei, o melhor jogador da equipe nas últimas partidas, sentia uma pancada no nariz e se preocupava demais em parar a hemorragia, prejudicando a movimentação da bola no setor. E justamente por ali o Operário tinha a sua melhor jogada através de Arturzinho e principalmente Pastoril.

Se  o Grêmio tinha as iniciativas da partida, o Operário, mesmo jogando retrancado, era uma equipe que arriscava os chutes de meia distância.

[…]

O placar

1 x 0 – Vilson Tadei para o Grêmio, aos 41 minutos do primeiro tempo. Numa cobrança de falta pelo lado direito, cobrada pelo lateral Paulo Roberto, a bola passou pela defesa do Operário. Vilson Tadei e Heber foram na bola: o meia-cancha conseguiu tocar fraco no canto direito de Neneca.

2 x 0 – Tarciso para o Grêmio, aos 27 minutos do segundo tempo. Depois de um escanteio cobrando por Odair, Tarciso de cabeça enganou Neneca. O ponteiro-direito cabeceou para baixo e a bola passou pelo meio das pernas do goleiro do Operário. Pastoril estava perto de Tarciso e falhou no Lance.” (Zero Hora, quinta-feira, 16 de abril de 1981)

Foto: Zero Hora

 

COM 2X0 O GRÊMIO TIROU BOA VANTAGEM

Com a vitória de 2 a O ontem à noite, no Olímpico, sobre o Operario o Grêmio jogará em Campo Grande com muita tranquilidade. Poderá até perder par 1 x 0, que eliminará o bom time de Carlos Castilhos.

PRIMEIRO TEMPO — O Operário foi um time que exigiu cuidados especiais. Fechava-se bem na defesa, mas era muito rápido, nos contra-ataques. Em decorrência na menor falha poderia acontecer a surpresa. Por isso, o Grêmio soube ter paciência. E, no ritmo certo, chegou lá.

 Aos 41 minutos, numa cruzada de Paulo Roberto, Wilson Tadei desviou para as redes de Neneca: Grêmio 1, Operário O. Mas, antes disso, o time gaúcho teve que enfrentar alguns sustos; como Arturzinho batendo de longe e Leão mandando e escanteio: o mesmo Arturzinho, aos 29 min, chutou no travessão.

Com uma atuação de muita garra de Wilson Tadei, o Grêmio mereceu a vitória parcial. O Operário não chegou a ser envolvido plenamente, mas também não conseguiu uma reposta objetiva junto à defesa do adversário.

SEGUNDO TEMPO — O Operário virou o jogo correndo atrás, mas não deixou de incomodar. É um time perigoso, bem organizado e com um excelente toque de bola. E esta é a razão do Grêmio., embora em noite inspirada, de não ter obtido um escore mais dilatado. Aos 29 minutos, porém,  o tricolor consolidou a vitória: Odair cobrou escanteio fechado, Tarciso cabeceou com precisão, fazendo 2 a O. E, assim; o grande público do Olímpico pode respirar melhor.

A saída de Heber e o retorno de Baltazar â equipe, foi a única alteração que Ênio Andrade fez no Grêmio. O time correspondeu desde o início da partida. A dificuldade estava justamente no ataque, onde as jogadas não tinham acabamento eficiente.

Como gol de ‘narciso e o controle da partida, o Grêmio não se deu por satisfeito. Foi apertando mais e mais o. Operário. E o representante do Mato Grosso do Sul, que teve Campos expulso por agressão ao adversário, foi — apesar da derrota — valente e mostrou um bom futebol.” (Correio do Povo, quinta-feira, 16 de abril de 1981)

 

“OPINIÃO: Vitória justa do Grêmio que teve tantas chances de gol quanto o Operário, mas foi mais lúcido em aproveitá-las, explorando principalmente os avanços dos seus dois jovens laterais, Paulo Roberto e Casemiro, tudo comandado por Vilson Tadei, em grande noite.” (Emanuel Mattos, Revista Placar, Edição n.º 571 – 24 de abril de 1981)

 

Foto: Zero Hora

Grêmio 2 x 0 Operário

GRÊMIO: Leão; Paulo Roberto, Newmar, De León e Casemiro; China, Paulo Isidoro e Vilson Tadei; Tarciso, Héber (Baltazar, 24 do 2ºt) e Odair
Técnico: Ênio Andrade
OPERÁRIO: Neneca; Lóti, Paulo Marcos, Ramiro e Escurinho; Garcia, Arturzinho e Pastoril; Baianinho, Campos e Cléber
Técnico: Carlos Castilho

Brasileirão 1981, Quartas de final – jogo de ida
Data: 15 de abril de 1981, quarta-feira, 21h00min
Local: Olímpico, em Porto Alegre, RS
Público: 40.666  pagantes
Renda: Cr$ 5.422.590,00
Juiz: Oscar Scolfaro
Auxiliares: Luis Carlos Antunes e Alcirio Valter Ferreira
Cartão Amarelo: Newmar
Cartão Vermelho: Campos 32 do 2º
Gols: Vilson Tadei 41 do 1º e Tarciso 28 do 2º

Brasileirão 1981 – Oitavas de final – Jogo de Volta – Grêmio 2×0 Vitória

April 12, 2021

Foto: Antonio Carlos Mafalda (Zero Hora)

Há exatos 40 anos o Grêmio vencia o Vitória por 2×0, pela partida de volta das oitavas de final do Brasileirão de 1981.

Um detalhe interessante é que naquele domingo foram realizados dois jogos do Brasileirão. O do Grêmio, no Olímpico às 16h e Inter Vs. Atlético-MG no Beira-Rio às 17h.

Foto: Zero Hora

 

“GRÊMIO FOI SUPERIOR E PODERIA TER GOLEADO
O Vitória só se defendeu. Agora, o time pensa no Operário

O resultado de 2 a O para o Grémio, ontem à tarde, no Olímpico até que foi pouco. A equipe de Ênio Andrade Poderia ter goleado o Vitória neste togo em que os baianos precisavam ao menos empatar para continuar na próxima fase da Taça de Ouro. Mas foi o Grémio que superou o Vitória e garantiu a vaga, depois da derrota de 2 a 1 na quinta-feira passada na Fonte Nova em Salvador.

O gol que desarrumou o Vitória surgiu bem no início da partida, aos 6 minutos da primeira fase. Os baianos foram surpreendidos pelo futebol aplicado dos gaúchos que, apoiado pelo incentivo de uma torcida entusiasmada, desde o começo jogava no abafa, tocando o adversário para seu próprio campo.

A equipe do Grémio, desta vez, corrigiu alguns problemas na defesa e no meio-campo, onde a presença de Vilson Tadei despontou, principalmente na organização das jogadas, bem-auxiliado por China na frente da zaga e pela intensa movimentação de Paulo Isidoro. A partir daí, o Grêmio tinha o domínio da partida, tranquilizando ainda mais a defesa: De León e Newmar não viam dificuldades em anular as jogadas pelo meio do ataque do adversário, o mesmo acontecendo com os laterais Paulo Roberto e Casemiro.

O ataque do Grêmio teve no centroavante Heber o seu jogador mais lúcido mesmo quando voltava para fugir da marcação da zaga do Vitória e tentava as tabelas com os companheiros.

As oportunidades, no entanto, Surgiram pelas pontas. Tarciso e Odair tiveram espaços de seus marcadores, mas não souberam aproveitar as falhas do esquema do treinador Belisco.

 

RETRANCA

No tempo final, esperava-se que o Vitória fosse uma equipe mais ambiciosa. Porém, novamente o Grêmio marcava aos 6 minutos, através de uma jogada perfeita de ataque com Odair, Heber e a cabeçada de Tarciso. Na única vez que o Vitória ameaçou o gol de Leão, foi aos 30 minutos, através de Paulinho num chute fora de área: a bola tocou de leve no travessão.

Aliás, o Vitória nunca chegou a preocupar o Grêmio que sempre teve as iniciativas do logo. E, durante a maior parte da partida, ficou mais tempo com a bola no campo do adversário, perdendo inclusive boas situações para aumentar o marcador com Heber (também acertou um chute no travessão de Gelson), Tarciso e Paulo Isidoro, que no final desperdiçou uma bola perto da pequena área, chutando por cima do gol adversário.

Para uma equipe que jogava por um empate, o Vitória mostrou multo pouco. Sem um esquema definido, os baianos, como no jogo em Salvador, mostraram que não tinham condições de passar para a quarta fase do Campeonato. Desde o começo da partida, notava-se uma preocupação exagerada dos jogadores: reter a bola no seu campo, esperando as avançadas do Grêmio, para somente depois tentar os contra-ataques. ê

Como o Grémio conseguiu largar na frente no início do primeiro tempo, restou ao Vitória explorar uma eventual falha defensiva adversária. Mas como está não surgiu, o resultado não poderia favorecer ao time que antes do jogo tinha as melhores chances matemáticas para garantir a vaga. E que afinal, merecidamente, ficou desclassificada. Agora é o Grêmio que parte para a outra fase do nacional, enfrentando o Operário de Campo Grande. O primeiro logo será no Olímpico: a equipe do Ênio Andrade precisa somar os primeiros pontos para ficar mais tranquilo no segundo jogo fora de casa.

 

Placar

1 X 0— Paulo Isidoro, de cabeça, para o Grêmio, aos 6 mín. do primeiro tempo. Depois de um momento de pressão na área do Vitória, a bola foi para escanteio. Odair cobrou pelo lado direito, e Paulo Isidoro, de cabeça, acertou o gol adversário.

2 x 0 — Tarciso, de cabeça, para o Grêmio, aos 3 min do segundo tempo A bola foi lançada de Odair para Heber, caindo pelo lado esquerdo. O atacante fez o cruzamento, e Tarciso, mesmo com pouco ângulo, enganou o goleiro Gelson.” (Zero Hora, segunda-feira, 13 de abril de 1981)

 

Foto: Zero Hora

 

“OPINIÃO: O Grêmio precisava ganhar, por qualquer diferença, para passar para próxima fase. Teve sorte de conseguir fazer um gol no começo do jogo e de ter pela frente um Vitória incapaz de qualquer reação. O segundo gol, no início do 2.ºtempo, foi apenas uma consequência do melhor nível do Grêmio.” ( Revista Placar, Edição n.º 570 – 17 de abril de 1981)

 

Foto: Correio do Povo

 

Grêmio 2×0 Vitória

GRÊMIO: Leão; Paulo Roberto, Newmar, De Léon e Casemiro; Chinao, Paulo Isidoro e Vílson Tadei (Renato Sá, 35 do 2º); Tarciso, Héber e Odair.
Técnico: Ênio Andrade

VITÓRIA: Gélson; Róbson, Xaxá, Otávio Souto e Marquinhos; Zé Augusto, Edson Silva, e Joel Zanata; Ronaldo Cruz (Wílton, intervalo), Tadeu Macrini (Anílton, 24 do 2º), e Paulinho
Técnico: Belisco

Brasileirão 1981 – Oitavas de final – jogo de volta
Data: 12 de abril de 1981, domingo, 16h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre, RS
Público: 36.536 pagantes
Renda: Cr$ 4.716.910,00
Árbitro: José de Assis Aragão (SP);
Auxiliares: Rubens Vera Fuzaro e Mario Isau Ireijo
Cartões Amarelos: Paulo Roberto (GRE) e Otávio Souto (VIT)
Gols: Paulo Isidoro (GRE) 6′ do 1º; Tarciso (GRE) 3′ do 2º;

Brasileirão 1981 – Oitavas de final – Jogo de ida – Vitória 2×1 Grêmio

April 9, 2021

Foto: Zero Hora

 

Há exatos 40 anos o Grêmio era derrotado pelo Vitória, em Salvador, pelo jogo de ida das oitavas de final do Brasileirão de 1981. O tricolor até que fez um bom primeiro tempo e saiu em vantagem em um pênalti sofrido por Vilson Tadei e convertido por Tarciso, mas levou a virada num período de 3 minutos no segundo tempo.

A crônica da Placar chega a sugerir que o treinador BELISCO deu um “nó tático” em Ênio Andrade.

 

 

“OPINIÃO: As substituições feitas pelo técnico Belisco levaram o vitória a virar o jogo com muita justiça, depois de um mal primeiro tempo. Grêmio falhou muito no primeiro tempo.” (Roque Mendes, Revista Placar, Edição n.º 570 – 17 de abril de 1981)

 

Vitória 2×1 Grêmio

VITÓRIA: Gélson; Róbson, Xaxá, Otávio Souto e Marquinhos; Edson Silva, Carlinhos Procópio (Joel 11 do 2º) e Zé Augusto; , Ronaldo Cruz, Anílton (Tadeu Macrini, intervalo), e Paulinho
Técnico: Belisco

GRÊMIO: Leão; Dirceu, Newmar, De Léon e Casemiro; Bonamigo, Paulo Isidoro, Vílson Tadei; Tarciso, Héber (Baltazar 33 do 2º) e Odair.
Técnico: Ênio Andrade

Brasileirão 1981, Oitavas de final – Jogo de Ida
Data: 09 de abril de 1981, quinta-feira, 21h00min
Local: Fonte Nova,, em Salvado, BA
Público: 25.256
Renda: Cr$ 5.027.250,00
Árbitro: Emídio Marques de Mesquita (SP);
Auxiliares: Sérgio Bertgnolli e Euclides Zamperetti
Cartões Amarelos: Gélson, Róbson , Odair, Newmar e Vílson Tadei
Gols: Tarciso (de pênalti) 37 minutos do 1º tempo;;  Zé Augusto (de pênalti) aos 19 minutos e Róbson aos 21 minutos do 2ºtempo;

Brasileirão 1981 – 2ª Fase – 6ª Rodada – Grêmio 1×0 Inter de Limeira

April 5, 2021

Foto: Correio do Povo

 

Há exatos 40 anos o Grêmio enfrentava a Inter de Limeira pela última rodada da segunda fase do Brasileirão de 1981. O tricolor, precisando de um empate para se classificar às oitavas de final, venceu por 1×0, gol de Newmar, marcado logo aos 9 minutos de jogo.

 

Uma pequena nota publicada pela Zero Hora dá conta de que nessa partida ocorreu a estreia da torcida Explosão Azul,  “a nova torcida “gay” do Grêmio”. Pela única outra fonte que encontrei que mencionava tal torcida, parece ser um grupo formado por ex-integrantes da Coligay

Foto: Correio do Povo

Foto: Zero Hora

 

GRÊMIO CLASSIFICADO. AGORA É O VITÓRIA
1 a 0 foi bom, pois agora com dois empates o time segue no campeonato

Um empate era suficiente para o Grêmio, mas como a vitória favorecia aos interesses imediatos do Grêmio, o time lutou por ela e chegou lá com 1 a 0 gol de Newmar – logo aos nove minutos do primeiro tempo e vingou-se da derrota que sofreu a Inter em Limeira no turno anterior.

Com este resultado combinado com o  1 a 0 do São Paulo em Fortaleza, o Grêmio ficou em segundo lugar no seu grupo e agora disputará a próxima fase do Campeonato Brasileiro com o Vitória, numa melhor de quatro pontos. O primeiro jogo será quarta-feira, em Salvador, e a decisão neste fim de semana aqui no Olímpico.

O jogo de ontem foi engraçado. No seu início, o Grêmio precisando apenas empatar para se classificar tratava de vencer, enquanto a Inter, precisando da vitória, comportava-se em campo como se desejasse empatar. Razão: precisando de um ponto para se classificar, o Grêmio tratava de obter dois, com medo de ser surpreendido. Já a Inter, necessitando dos dois pontos, tentava chegar a ele com calma, procurando primeiro garantir um…

Mas a Inter, ao menos desta vez, esteve sem sorte nem teve força para resistir à pressão gremista do início do jogo. Não teve sorte porque sofreu um gol “chorado” de Newmar, ainda no começo de jogo, e não teve força porque o gol, mesmo inesperado, fazia justiça ao melhor time em campo, ao time que lutava pela vitória e que já havia criado ao menos duas boas oportunidades para consegui-la, até aquele momento: uma cabeçada de Heber, que o goleiro defendeu com dificuldade e um lançamento perfeito de Tadei, que Tarciso por muito pouco não alcançou em excelentes condições de concluir.

 

QUEDA E REAÇÃO

Depois do gol a partida não teve o mesmo desenvolvimento. Aos poucos o time paulista foi se arrumando, equilibrando o volume de jogo com seu adversário e até teve chance de chegar ao empate: aos 18 minutos, numa cobrança de falta de Marcão, o goleiro Leão teve de se esforçar muito para tocar a bola para escanteio e evitar a igualdade.

O Grêmio ainda no segundo tempo só teve de destacável uma conclusão de Casemiro, numa de suas rara subidas após tabelar com Heber.

No segundo tempo o andamento da partida não foi muito diferente da do primeiro tempo. O jogo prosseguiu monótono, desinteressante e com raros lances de área: um chute de Tadei por cima, uma jogada de Odair na área que a torcida reclamou pênalti e um lançamento perfeito de Heber a Tarciso, que o ponteiro não soube aproveitar.

Mas a culpa pela queda de nível do jogo não era apenas do Grêmio que estava garantido a classificação e que não desejava ser o primeiro colocado do seu grupo, para pegar um adversário mais frágil na fase seguinte da Taça de Ouro. A culpa era também da Inter, que em campo não correspondia ao cartaz que o antecedeu: precisando vencer, não conseguiu criar nenhuma oportunidade de gol.

Na parte final do segundo tempo o Grêmio, porém, pode dar um pouco mais de alegria à numerosa torcida que compareceu ao Olímpico. Isto porque sabendo que o São Paulo estava vencendo em Fortaleza, pode voltar a jogar para valer, com um show particular de Paulo Isidoro, e criar várias oportunidade de gols, numa demonstração de que tem mais futebol para apresentar nesta Taça de Ouro.

 

O PLACAR

NEWMAR para o Grêmio 1 a 0, aos nove minutos do primeiro tempo. A jogada iniciou com uma cobrança de escanteio pelo lado direito. A bola foi jogada para a área, o zagueiro Beto Lima teve pouco impulso para cabeceá-la e com isso permitiu que o zagueiro do Grêmio mesmo meio desequilibrado tocasse de cabeça para dentro do gol.” (Zero Hora,  segunda-feira, 6 de abril de 1981)

 

Foto: Zero Hora

 

[…] INTER de Limeira entrou por trás da goleira que fica a direita das sociais, se benzendo. E ali levou o gol de Newmar.

ÊNIO Andrade entrou em campo com a camisa oficial do Grêmio de número 14.

GRÊMIO entrou atrasado em campo e Leão ainda foi trocar de camisa, numa manobra clara para cuidar do jogo de Fortaleza e São Pauo, cujo resultado interessava no Olímpico.

EXPLOSÃO Azul é a nova torcida “gay” do Grêmio que estreou ontem, muito animada.” (Zero Hora, segunda-feira, 6 de abril de 1981, página 45)

 

Foto: Zero Hora

 

“OPINIÃO: Vitória justa do Grêmio, que marcou na pressão inicial e depois soube segurar o resultado graças ao bloqueio perfeito na meia-cancha onde Tóinzinho e Elói nunca tiveram espaço para jogar.” (Emanuel Mattos, Revista Placar, Edição n.º 569 – 10 de abril de 1981)

 

Foto: Zero Hora

Foto: Zero Hora

 

Grêmio 1 x 0 Inter de Limeira

GRÊMIO: Leão; Paulo Roberto (Dirceu 17 do 2ºT), Newmar, De Léon e Casemiro, China, Paulo Isidoro e Vilson Tadei; Tarciso, Héber e Odair
Técnico: Ênio Andrade

INTER-SP: Serginho, Suemar, Beto Lima, Bolívar e Donizetti; Celso (Tornado 14 do 2ºT), Toinzinho e Elói; Camargo, Marcão e Simões (Almir, 29 do 2ºT)
Técnico: João Francisco

2 ªFase – 6ª Rodada – Campeonato Brasileiro 1981
Data: 05 de abril de 1981
Local: Olímpico, Porto Alegre, RS
Público: 54.120 pagantes
Renda: Cr$ 6.315.160,00
Árbitro: Luís Carlos Felix – RJ
AuxiliaresCarlson Gracie e Cid Marival da Fonseca
Cartões Amarelos: Donizetti e China
Gol: Newmar aos 9 minutos do 1º tempo