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Brasileirão 1981 – Grêmio 2 x 1 Galícia

January 21, 2021

 

Há exatos 40 anos o Grêmio fazia sua primeira partida em casa na campanha do Brasileirão de 1981. Uma vitória suada contra o Galícia, na noite da estréia de Hugo De León com a camisa tricolor.

 

É interessante ver, nos textos transcritos abaixo, o técnico Ênio Andrade reclamando das vaias e pedindo compreensão para a torcida.

 

 

BALTAZAR ACABOU COM O SUSTO DA TORCIDA
Hugo De León saltou no escanteio e o centroavante marcou no rebote

Na estréia do zagueiro De León e do Iateral Uchoa e no retorno do ponteiro Tarciso, o torcedor do Grêmio tinha direito de desejar um futebol de melhor qualidade técnica — e o Grêmio não satisfez. Mas acabou vencendo o Galícia, vice campeão baiano, por 2 a 1 e este resultado serviu como consolo para a torcida que esperava ver uma equipe bem superior, queria ver os ídolos do time e foi surpreendido com uma boa atuação do garoto China no primeiro tempo.

Mesmo que não tivesse demostrado um futebol de boa qualidade técnica, o time do Grêmio dominou amplamente o primeiro tempo, criando algumas oportunidades de gol. Em parte, essas situações foram consequência da iniciativa que a equipe tomou desde os primeiros minutos, obrigando o Galícia a ficar em seu próprio campo mas sem chance de realizar sequer um bom contra-ataque.

O Grêmio atacou sempre e poderia ter feito gol em vários lancei, como aos 17 quando Dirceu foi uma excelente jogada peta esquerda, chagou próximo à área pequena o bateu forte, mas desviado. Ou então, aos 20 minutos, quando um único lance, Odair deixou de marcar e Baltazar perdeu dois lances. O gol, no entanto, surgiu numa jogada comum, quando Odair bateu escanteio da direita e Vantuir cabeceou no meio do gol.

Porém, uma surpresa aguardava o tranqüilo time do Grêmio aos 41 minutos: Esquerdinha acertou um chute muito forte de fora da área e empatou o jogo. E a surpresa poderia ter sido pior ainda se, dois minutos depois, o meio-campo Washington não tivesse se precipitado no momento da conclusão: ele passou a bola entre as pernas de De León, entrou na área, livrou-se de Dirceu e Vantuir ficando livre na frente de Leão. Mas chutou por cima.

Assim, os jogadores do Grêmio foram para o vestuário apreensivos e, por isso, recomeçaram a partida com muita pressa. O time manteve o ritmo e continuou pressionando o Galícia que permaneceu em seu campa. Aos cinco minutes, Odair cruzou e Renato Sá errou na bola. Dois minutos depois, Tarciso cruzou da direita, cobrando falta, a defesa do Galícia e o goleiro Helinho ficaram parados e Plein cabeceou livre, mas a bola passou por cima do travessão.

 A freqüência com que o Grêmio entrava na área e os erros cometidos nos momentos de concluir as jogadas ofensivas acabaram provocando certo nervosismo no time do Grêmio. Até que Ênio Andrade fez uma substituição importante, colocando Heber no lugar de Renato Sá, que não jogava bem. Dessa forma, o time se tornou um pouco mais ofensivo e aumentou ainda mais o ritmo, até que num dos inúmeros escanteios, Baltazar conseguiu marcar o segundo gol. O resultado da partida foi justo na medida em que o Grêmio é que estava mais interessado em vencer. Mas o futebol apresentado pela equipe de Ênio Andrade, embora superior ao adversário, ainda não foi de qualidade suficiente para dar confiança à torcida que deseja o título brasileiro.

 

O placar

VANTUIR para o Grêmio – 1 a 0 aos 30 minutos do primeiro tempo — Odair cobrou escanteio da direita e a bola encobriu o goleiro Helinho. Vantuir, na área pequena, saltou mais do que Washington e cabeceou forte, no meio do gol.

ESQUERDINHA para o — 1 a 1 aos 41 minutos do primeiro tempo Pirulito carregou a bola pelo meio, livrou-se de dois adversários e deu a Esquerdinha. O ponteiro, na meia esquerda, estava fora da área mas bateu muito forte, acertando o canto direito de Leão.

BALTAZAR para o Grémio — 2 a 1 aos 38 minutos do segundo tempo — O Galícia, pressionado, cedeu muitos escanteios. Num deles, De Leon tentou cabecear, não conseguiu mas permitiu que Baltazar ficasse com o rebote, tocando de cabeça para o gol.” (Zero Hora, quinta-feira, 22 de janeiro de 1981)

Placar:OPINIÃO: Grêmio amassou o Galícia retrancado até marcar o 1ºgol. Depois, os baianos equilibraram a partida. Vitória graças a Baltazar.” (Emanuel Mattos, Revista Placar, edição n.º 559, 30 de janeiro de 1981)

“HUGO DE LEÓN AJUDOU NESTA VITÓRIA
O zagueiro soube ser oportunista

Até os 40 minutos do segundo tempo, Vantuir tinha ido cabecear todos os escanteios. Mas naquele lance Hugo de León pediu para ir até a área do Galícia. Odair cobrou, o zagueiro uruguaio saltou de cabeça e a bola sobrou para Baltazar fazer o gol da vitória. A torcida vibrou com a bola na rede, aplaudiu o centroavante e também ao zagueiro, que teve participação no lance que acabou com o empate com o Galícia. No meio do jogo, de León foi até vaiado em algumas jogadas. Depois, disse:

— É sempre assim, as equipes pequenas vêm aqui se defender e dão muito trabalho para o Grêmio. Mas o importante é que conseguimos marcar o gol da vitória, já que é isto o que mais conta. Agora temos de ir adiante, pois estou descobrindo que as coisas aqui não são fáceis.

Tarciso, que voltou ontem ao time, lembrou que para ser campeão, o Grêmio terá de enfrentar grandes dificuldades, como as de ontem:

— Só lamento não ter podido jogar como sempre, pois estou voltando. Mas eu peço à torcida que dê uma força ao Renato Sá. Ele foi vaiado, mas é um jogador excelente. ” (Zero Hora, quinta-feira, 22 de janeiro de 1981)

ÊNIO: TORCIDA PREJUDICOU O TIME

Ênio Andrade não gostou nem um pouco das vaias da torcida para a equipe, especialmente para Renato Sá. Depois do jogo ele garantiu que o jogador continuará sendo o titular na meia-esquerda, dizendo que sua função foi bem cumprida. E aproveitou para lembrar a torcida:

— A torcida acabou prejudicando o time com suas vaias. A vaia complicou a equipe e isto aí acaba desmotivando os jogadores e nos criando problemas enormes. Eu peço maior compreensão, pois o time está começando o ano, ainda falta muita coisa e isto será conseguido com o tempo. Mas é importante que as vaias não aconteçam. Eu sei que o time precisa melhorar, mas não serão as vaias que vão influir nisto aí.” (Zero Hora, quinta-feira, 22 de janeiro de 1981)

Fotos: Damião Ribas e Antonio Pacheco (Zero Hora)

Grêmio 2 x 1 Galícia

GRÊMIO: Leão; Uchôa, Vantuir, De León e Dirceu; China, Plein e Renato Sá (Éber); Tarciso, Baltazar e Odair.
Técnico: Ênio Andrade

GALÍCIA: Helinho; Toninho, Morais, Cléber e Flávio; Pirulito, Washington, Rangel, Guta, Vilfredo (Carlos Roberto), Esquerdinha
Técnico: Danilo Alvim

2ª Rodada – 1º Fase – Brasileirão 1981
Data: 21 de janeiro de 1981, Quarta-feira, 21h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 21.271 pagantes
Renda: Cr$ 2.130.400,00
Juiz: Tito Rodrigues – PR
Auxiliares: José Mocelin e Aimoré Silva
Cartões Amarelos: Morais, Pirulito e Guta
Gols: Vantuir, aos 31 minutos do 1º tempo, Esquerdinha aos 42 do 1º tempo e Baltazar aos 37 minutos  do 2º tempo

Brasileirão 1981 – Goiás 0x0 Grêmio

December 11, 2020

Foto: Armênio Abascal (Zero Hora)

 

Na estreia do Brasileirão de 1981, o Grêmio foi a Goiânia e ficou no 0x0 com o Goiás. A escalação daquela tarde era um tanto diferente da fase decisiva da competição. De León só estrearia com a camisa tricolor na rodada seguinte e Tarciso estava negociando a renovação do seu contrato.

Essa foi a primeira vez que o Grêmio enfrentou o Goiás no Serra Dourada.

 

Foto: Armênio Abascal (Zero Hora)

 

GRÊMIO TEVE UMA ESTRÉIA MUITO FRACA
O time mostrou erros em diversos setores e foi envolvido pelo Goiás

A estréia do Grêmio na Taça de Ouro foi decepcionante para os torcedores porque a equipe se apresentou completamente desorganizada, principalmente no meio-de-campo. O empate sem gols foi um prêmio injusto para a equipe de Ênio Andrade porque o Goiás dominou grande parte do jogo, criando várias chances de gol. Só não venceu porque Leão fez pelo menos três excelentes defesas, constituindo-se no melhor jogador da partida. Os reforços precisam ser imediatamente incorporados ao, time porque para uma equipe que pretende ser campeã do Brasil, o Grêmio tem só o desejo.

A desculpa do cansaço pela viagem à Argentina e a demora para chegar a Goiânia poderiam servir de justificativa se a equipe terminasse o jogo esgotada. Não foi assim: os erros do Grêmio foram táticos e técnicos do princípio ao fim do jogo. A equipe de Paulo Emílio impôs-se com um futebol rápido, de tabela, triangulações e bons deslocamentos. Exatamente o que faltava ao Grêmio.

No primeiro tempo ficou evidente o desentrosamento entre China, Plein e Renato Sá, pois entravam afoitos na jogada, erravam passes, eram driblados e permitiam o confronto direto dos meias-canchas do Goiás com a zaga ou os laterais. China ainda conseguiu melhorar um pouco quando saiu para jogar, mas Plein e Renato Sá foram péssimos.

As jogadas aconteciam pelo meio, facilitando o desarme por parte de Matinha, Paulo Roberto ou Luvanor. O Grêmio não teve saídas pelas laterais e Dirceu e Casemiro ficaram quase sempre na marcação e assim mesmo, driblados constantemente. Vantuir e Vicente, no choque direto levaram algumas desvantagens mas Leão estava lá atrás para garantir o empate.

REAÇÃO
O Goiás mostrou o bom trabalho de Nonoca, pela lateral direita, que além de marcar Odair, sempre apoiou com perigo. Argeu dominou Baltazar na base do empurrão e no choque, ficando Alexandre Neto na sobra. Marcelo teve pouco trabalho com Vergara porque este fez poucas jogadas. Paulo Roberto, em boas tabelas com Luvanor, mais os deslocamentos de Ramon e as jogadas de Marco Antonio pela direita foram os melhores.

Se no primeiro tempo o Goiás gastou energia jogando rápido, naturalmente cansou um pouco. Na etapa final permitiu uma reação do Grémio que passou a acionar mais Odair e Vergara, conseguindo quatro oportunidades em doze minutos. Mas houve falta de objetividade e conclusões ruins.

No primeiro tempo o Goiás teve cinco boas chances, principalmente com Paulo Roberto, Luvanor, Ramon e Nonoca. O Grêmio, apenas uma, com Plein, no final. Na segunda etapa, as conclusões mais perigosas foram do Goiás, que teve a melhor aos 21 minutos, quando Ramon, pelo meio (o centroavante Gerson Lopes foi substituído por César), driblou a zaga e na saída de Leão jogou para fora. Depois, aos 28, Luvanor obrigou Leão a uma bela defesa, repetindo uma jogada de perigo aos 43 minutos.

Ênio Andrade colocou Jurandir e Vilson Tadei aos 30 minutos, um pouco tarde para mudar o jogo. No Goiás, a entrada de Carlos Alberto no lugar de Paula Roberto, também pouco alterou o jogo. De qualquer forma ficou evidente que Ênio Andrade terá muito trabalho para arrumar uma boa equipe, que seja competitiva para poder chegar às finais.” (Júlio Sortica, Zero Hora, segunda-feira, 19 de janeiro de 1981)

 

“OPINIÃO: O Goiás fez ama partida extraordinária confirmando o bom prestígio que goza a nível nacional. Apático, o Grémio cedeu espaços consideráveis ao time da casa.” (Placar)

 

GRÊMIO 0X0 GOIÁS

Goiânia — Em jogo corrido e bem disputado, Goiás e Grêmio empataram de 0 a 0, ontem, no Estádio Serra Dourada O time goiano começou melhor, mas o Grêmio equilibrou a partida a partir dos 15 minutos iniciais, destacando-se a atuação de Leão, que em duas oportunidades evitou que o time gaúcho tomasse gol.

Na primeira, Ramon, depois de driblar vários jogadores, entrou livre e ficou sem ângulo para o chute. Na segunda, Luvanor tocou por cobertura, mas Leão, mesmo deslocado, pois a bola bateu num dos zagueiros, saltou para trás e tocou para escanteio.

O juiz Roberto Nunes Morgado, auxiliado por Jefferson de Freitas e Benedito Gonçalves. Renda de Cr$ 2 milhões 101 mil, com público pagante de 21 mil 632 pessoas.” (Jornal do Brasil, segunda-feira, 19 de janeiro de 1981)

 

Foto: Armênio Abascal (Zero Hora)

 

ÊNIO ANDRADE RECONHECE AS FALHAS DA EQUIPE

O Grémio não realizou uma boa partida e foi dominado pelo Goiás em grande parte do tempo. E o treinador Ênio Andrade foi o primeiro a admitir as falhas da equipe, considerando-se por isso mesmo muito satisfeito com o empate que o clube conseguiu na estréia na Taça de Ouro. Bem que ele procurou corrigir alguns erros, como explicou depois do jogo:

— No intervalo orientei os jogadores, especialmente no meio-campo, para os problemas que enfrentamos e as causas. Do ponto de vista defensivo, nossa falha era dar muita liberdade ao Paulo Roberto, um jogador habilidoso. Além disso, o meio-campo não estava explorando o Odair com os lançamentos que ele sabe aproveitar tão bem. E no segundo tempo as coisas realmente melhoraram bastante.

Ênio Andrade admitiu também que as substituições feitas na equipe — Jurandir e Vilson Tadei entraram nas posições de Plein e Renato Sá — é que acabaram equilibrando a partida e reduzindo o domínio do Goiás. “Minha idéia foi colocar o Jurandir para melhorar a marcação e o Vilson Tadei para fazer a armação, pois o Plein e o Renato Sá estavam um pouco cansados”. E, na realidade, o pior problema do time foi mesmo as condições físicas deficientes, além das ausências de jogadores importantes:

— Não se pode esquecer que estamos sem dois jogadores extremamente úteis à equipe, o Tarciso e o Paulo Isidoro. E o time sente bastante. Na quarta-feira, jogando no Olímpico e já podendo contar com o Tarciso, tenho certeza que a equipe melhora muito, também Porque teremos três dias de descanso e de treinos.” (Júlio Sortica, Zero Hora, segunda-feira, 19 de janeiro de 1981)

 

 

“EROÍNO LEMBROU O CANSAÇO

Tanto o técnico Ênio Andrade como a maioria dos jogadores do Grêmio lembraram que o condicionamento físico foi o fator principal que prejudicou a atuação da equipe. Nessas condições, o preparador físico do clube é quem deveria estar preocupado mas Eroíno Machado sabia que os comentados sobre o condicionamento dos jogadores não significavam uma crítica ao seu trabalho:

— Todos sabem que enfrentamos problemas que alguns times não tiveram — explicou Eroíno. Começando pelo jogo que disputamos na Argentina e, para completar, as viagens que esgotam a todos e nos tiram tempo que poderia ser aproveitado para treinamentos. O Goiás, assim como muitos outros clubes, apenas treinaram em suas cidades, enquanto o Grêmio desgastou-se.

Eroíno garantiu que quarta-feira no Estádio Olímpico, o rendimento físico da equipe será bem melhor, assim como conseguiu lambem perceber algum progresso do primeiro para o segundo jogo do ano. “Para mim, o time esteve melhor aqui em Goiânia do que em Mar Del Plata e isso que aquela partida foi disputada à noite e hoje (ontem) os jogadores correram no sol e com uma temperatura de 35 graus. Quer dizer, se houve progresso nestas condições, vamos melhorar muito na próxima partida”. (Júlio Sortica, Zero Hora, segunda-feira, 19 de janeiro de 1981)

 

Foto: Armênio Abascal (Zero Hora)

LEÃO VAI DISCUTIR HOJE A PROPOSTA DO INDEPENDIENTE

Foram quatro defesas difíceis em toda a partida disputada ontem no Estádio Serra Dourada, em Goiânia, mas suficientes para transformar o goleiro Leão no melhor jogador do Grêmio. Em consequência, o time conseguiu passar sem derrota pelo seu primeiro jogo oficial deste ano, num resultado que todos consideraram satisfatório, já que o Grêmio ganhou um ponto sem chegar a merecer o 0 a 0.

Na saída do campo, Leão parecia um pouco contrariado: “Do ponto de vista pessoal eu estou realmente satisfeito — disse o goleiro — mas não se pode esquecer que mais importante é a atuação coletiva da equipe e ela não foi boa”. Leão justificou essa afirmação dizendo que “o Goiás teve mais consciência das dimensões do campo, correndo nos momentos certos, enquanto o Grêmio cansou um pouco, pois correu demais no primeiro tempo”.

Quando saía do gramado, Leão até ouviu a brincadeira do repórter João Garcia, da Rádio Gaúcha, que o lembrou de que sua atuação dispensava outros argumentos no encontro que terá hoje com o vice-presidente de futebol Rafael Bandeira dos Santos — nesse encontra Leão e Bandeira discutem a proposta do Independiente da Argentina: ou o goleiro e mesmo negociado ou recebe uma compensação financeira do Grêmio.

E a proposta do clube argentino é realmente excepcional Cr$ 49 milhões para o Grêmio, Cr$ 12 milhões de luvas para o goleiro que receberá ainda Cr$ 70 mil por jogo, Cr$ 1 milhão e 200 mil mensais, casa, telefone e um carro. Essa proposta será oficializada ainda nesta semana por Pedro Isso, presidente do Independiente, que viaja a Porto Alegre e tenta contratar Leão.” (Júlio Sortica, Zero Hora, segunda-feira, 19 de janeiro de 1981)

 

Foto: Armênio Abascal (Zero Hora)

Goiás 0x0 Grêmio

GOIÁS: Amauri; Nonoca, Argeu, Alexandre Neto e Marcelo; Matinha, Paulo Roberto (Carlos Alberto Santos 35 do 2ºT) e Luvanor; Marco Antônio, Ramón e Gérson Lopes (César 15 do 1ºT)
Técnico: Paulo Emílio

GRÊMIO: Leão, Casemiro, Vicente, Vantuir e Dirceu; China, Plein (Jurandir 32 do 2ºT) e Renato Sá (Vilson Tadei 32 do 2ºT); Vergara, Baltazar e Odair.
Técnico: Ênio Andrade

1ª Rodada – 1ª Fase – Campeonato Brasileiro 81
Data: 18 de janeiro de 1981, domingo
Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia-GO
Público: 21.632 pagantes
Renda: Cr$ 2.101.400,00
Juiz: Roberto Nunes Morgado – SP
Auxiliares: Jefferson de Freitas e Benedito Gonçalves
Cartões Amarelos: Paulo Roberto e Plein

Brasileirão 1981 – 2ª Fase – 4ª Rodada – Grêmio 1×0 São Paulo

November 30, 2019

Foto: Zero Hora

 

Esse foi um jogo paradigmático na campanha do título brasileiro de 1981. A equipe gremista precisava vencer o então invicto São Paulo no Olímpico para continuar com chances de classificação para as oitavas de final. O Grêmio estava na 3ª posição do Grupo I da segunda fase, com 1 vitória e duas derrotas, sendo que somente os dois primeiros colocados de cada grupo avançavam para a fase seguinte.

Ênio Andrade tinha uma série de desfalques. Uchoa, Vantuir, Vicente e Jurandir estavam lesionados, além de Dirceu e Renato Sá que estavam suspensos. Desse modo o treinador se viu obrigado a promover a entrada de diversos jovens oriundos da base na defesa gremista (Ilgo Wink conta que os setoristas do Grêmio já faziam uma espécie de lobby pelas prata da casa na época).

E a gurizada deu conta do recado e não saiu mais do time. O estreante Paulo Roberto foi um dos destaques do time, na vitória de 1×0 com gol do artilheiro Baltazar.

Uma curiosidade, na Zero Hora da época foi publicada a informação de que o bicho por essa vitória foi de 30 mil cruzeiros (o equivalente a cinco mil reais nos dias de hoje).

Foto: Zero Hora

GOL DE BALTAZAR DÁ VITÓRIA AO GRÊMIO E ACABA COM A INVENCIBILIDADE DO S.PAULO

Porto Alegre – Com um gol de Baltasar, aos 25 minutos do segundo tempo, o Grêmio venceu o São Paulo (que era o único invicto da Taça de Ouro), ontem à tarde, no Estádio Olímpico, e manteve as esperanças de classificação à fase seguinte do Campeonato. Agora, tem quatro pontos ganhos e ainda lhe faltam dois jogos, um deles em casa, contra o Inter de Limeira, seu principal adversário no grupo I.

Fundamentalmente, a vitória premiou o time que mais a procurou. O São Paulo, praticamente classificado, propôs, durante todo tempo, um jogo defensivo, apenas com Assis e Valtinho na frente, tentando as jogadas de contra-ataque. Mas o Grêmio, levado pela necessidade de vencer e muito incentivado por sua torcida; não deu as mínimas chances ao São Paulo. Além’ de criar inúmeras chances para marcar.

SÓ ATAQUE
Se o São Paulo não chegou a criar lima única situação de gol, o Grêmio teve, nos dois tempos de Jogo, muitas oportunidades para marcar, com o goleiro Toinho fazendo grandes defesas. Com uma movimentação constante no setor de, meio de campo e com o apoio constante dos dois laterais (a estréia do Juvenil Paulo Roberto foi excelente), o Grêmio forçou sempre a zaga paulista

A primeira grande chance do Grêmio foi com Vilson Tadei, aos 25 minutos, do primeiro tempo, quando penetrou pelo meio e obrigou o goleiro Toinho a fazer grande defesa. Aos 35, Casemiro chutou muito forte de fora da área, com a bola batendo na trave direita. Aos 39, o Juvenil Paulo Roberto bateu falta da mela esquerda, e obrigou Toinho a fazer outra grande defesa.

No segundo tempo, logo aos 4 minutos, Tarciso tinha tudo para marcar, quando o zagueiro Nei salvou. Aos 24, Paulo Isidoro cabeceou livre e Toinho fez outra grande defesa. Mas, aos 25, Tarciso bateu falta da direita e Baltazar, no meio da zaga do São Paulo, conseguiu cabecear, vencendo o goleiro Toinho, que passou a ser chamado de “Frangueiro” pela torcida. Os Jogadores do São Paulo, sentindo que a invencibilidade estava sendo perdida, ficaram muito nervosos em campo e Élvio acabou expulso depois de atingir Paulo Isidoro. O lateral Chiquito, no mesmo lance, tentou atingir com a bola o médico do Grêmio, que atendia a Isidoro, ainda em campo. Com essa vitória, o Grêmio soma quatro pontos na tabela de classificação, que deverá ser decidida contra o Inter de Limeira, no Estádio Olímpico. Antes disso, o Grêmio joga contra o Fortaleza, em Fortaleza.” (Jornal do Brasil, domingo, 22 de março de 1981)

Placar: Com muita garra o Grêmio derrotou o último invicto e fez sua melhor partida neste nacional. O São Paulo usou toda a catimba possível mas não pôde evitar a derrota e a perda da invencibilidade.

VITÓRIA DIFÍCIL MANTÉM GRÊMIO NA LUTA PELA CLASSIFICAÇÃO
A torcida gostou do gol de Baltazar e do ótimo futebol apresentado pelos novos jogadores

O gol de Baltazar que deu a vitória ao Grêmio, sábado à tarde no Olímpico, ficou como a imagem da própria partida: a bola nem chegou até o fundo da goleira —o goleiro Toinho agarrou-a logo que ultrapassou a risca — mas bastou para manter o clube com boas chances de classificação à próxima fase da Taça de Ouro. Difícil, dramático, tenso — assim foi o jogo contra o São Paulo que perdeu sua invencibilidade a muito custo, diante de mais de 30 mil torcedores que ficaram entusiasmados com a nova equipe do grêmio.

Foi realmente um jogo decisivo para o clube em todos os sentidos. A equipe enfrentou todas as espécies de dificuldades. Desde a catimba e provocações dos jogadores adversários até as chances de gol não aproveitadas que serviram para aumentar o nervosismo nas arquibancadas e no gramado. Tudo foi superado. A partir da vitalidade, disposição e garra de garotos como Paulo Roberto e Casemiro — sem falar nas suas qualidades individuais — o time de Ênio Andrade dominou completamente o São Paulo e teve condições de vencer por uma diferença maior.

O Grêmio mostrou que pode ter uma equipe com possibilidades de tentar resultados ainda melhores. Sua vitória convenceu e fez justiça na medida em que apenas uma equipe preocupou-se em construí-la.

OS MENINOS

Se nos primeiros 20 minutos o jogo se manteve equilibrado com o São Paulo adotando até mesmo uma posição ofensiva, De León tratou de usar sua experiência para impor seu futebol e empurrar o restante do time para frente. Se as faltas cometidas pelos paulistas única forma com que os jogadores do Grêmio tentarem o gol neste período não foram aproveitadas tanto por Paulo Isidoro como por Odair — Paulo Roberto provou depois que o time já dispõe de um cobrador: aos 36 minutos do primeiro tempo ele quase acertou, o que se repetiria em duas oportunidades no segundo tempo.

Se o Grêmio não tinha jogadas inteligentes pelo meio da área, Vilson Tadei em tabela com Paulo Isidoro ficou sozinho à frente de Toinho obrigando o goleiro a fazer sua primeira grande defesa aos 25 minutos do primeiro tempo. Se o Grêmio antes não tinha chute de longa distância, Casemiro provou o contrário acertando o poste aos 34 minutos. “O time dos meninos” como diria Ênio Andrade depois do jogo, realmente surpreendeu pela consciência e espírito de luta.

O São Paulo saiu de campo sem ter chutado nenhuma bola ao gol de Leão. E o time paulista acabou perdendo tranquilidade e a elegância. ÉIvio foi expulso por chutar Isidoro e Chiquito depois de uma discussão com o médico Alarico Endres na beira do gramado tentou acertar com urna bolada o reservado do Grêmio. Ás vezes violento, mas sempre disputando o jogo ao final deixava algumas comprovações: o Grêmio superara suas próprias dificuldades, Paulo Roberto tem um futebol de craque e Baltazar é mesmo um jogador com inspiração divina.

Mas a classificação ainda não está garantida, pois o Inter de Limeira fez 5 a 1 no Fortaleza no sábado à noite e o Grêmio ainda continua precisando de grandes vitórias.

O placar

BALTAZAR, aos 26 minutos do segundo tempo : 1 a 0 para o Grêmio – Tarciso sofreu falta de Marinho na ponta direita. Ele mesmo bateu em cruzamento sobre a área. Baltazar cabeceou para baixo, o pique enganou Toinho que deixou a bola passar por cima do seu ombro e cair dentro da goleira no lado direito.” (Geanoni Peixoto e Pedro Macedo, Zero Hora, Segunda-feira, 23 de março de 1981)

Foto: Correio do Povo

GRÊMIO VENCE SÃO PAULO E PARTE PARA CLASSIFICAÇÃO

Falta ao lado direito. Tarciso é rápido na cobrança, cruzando para a área. Zagueiros do São Paulo vacilam e Baltazar é preciso na cabeçada. Vinte e cinco minutos, segundo tempo, o Grêmio estava vencendo o São Paulo, por 1×0, no Olímpico, iniciando a arrancada rumo à classificação.

Apesar de ser superior ao time paulista, o Grêmio teve um primeiro tempo de muitas ameaças, finalizações e. por azar, grandes defesas do goleiro Toinho. Plenamente ofensivo e explorando o recuo do São Paulo, o tricolor pressionou com insistência. O gol, porém, não saiu nesta fase.

No tempo final, o mesmo domínio. Depois, o gol que fez justiça. O Grêmio mostrou mais futebol. Daí o escore favorável e o apoio da torcida (CrS 3.279.540,00, a arrecadação) que não parou um instante de incentivar os jogadores.

O Grêmio ganhou por 1×0 do São Paulo, com Leão; Paulo Roberto, Newmar, De León e Casemiro; China, Paulo Isidoro, Tadei; Tamiso, Baltazar e Odair. O São Paulo jogou com Toinho; Chiquito, Nei, Dario Pereira e Marinho; Almir, Élvio (expulso) e Éverton; Valtinho (Tatu), Assis (Marquinho) e Heriberto. Bráulio Zanotto foi um bom árbitro, com Célio Laudelino e José Nunes, os auxiliares.

A vitória gremista foi amplamente festejada. É o que o torcedor esperava. Agora, sem dúvida, passando pelo São Paulo, o time tem condições de continuar lutando pelo objetivo maior: a classificação. Outro fator positivo da vitória: a. excelente estréia do lateral Paulo Roberto. O júnior esteve excelente na marcação e, quando partiu para o apoio, saiu-se com segurança. Portanto, foi outro motivo de grande vibração da torcida. Agora, mais tranqüilo, bicampeão gaúcho prepara-se para enfrentar a próxima jornada. A primeira decisão foi vencida.” (Correio do Povo, 22 de março de 1981)

Foto: Correio do Povo

Grêmio 1 x 0 São Paulo

GRÊMIO: Leão; Paulo Roberto, Newmar, De León e Casemiro; China, Paulo Isidoro e Vílson Tadei; Tarciso, Baltazar e Odair
Técnico: Ênio Andrade

SÃO PAULO: Toinho, Chiquito, Nei, Darío Pereyra e Marinho; Almir, Élvio e Éverton; Valtinho (Tatú 37 do 2º), Assis (Marquinhos 22 do 2º) e Eriberto.
Técnico: Carlos Alberto Silva

Brasileirão 1981 – 2ª Fase- 4ª rodada
Data: 21 de março de 1983, Sábado, 16h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 27.999 pagantes
Renda: Cr$ 3.279.540,00
Juiz: Bráulio Zanotto (PR)
Auxiliares: Celso Laudelino da Silva e José Nunes
Cartão Amarelo: De León
Cartão Vermelho: Élvio, 31 do 2º
Gol: Baltazar, aos 25 minutos do 2ºtempo

Brasileirão 1981 – Fortaleza 0x4 Grêmio

October 19, 2019
1981 fortaleza fora edson pio o povo

Foto: Edson Pio (O Povo)

Em 1981, o Grêmio goleou o Fortaleza no Castelão pela penúltima rodada da segunda fase do Brasileirão.
Interessante notar que as fontes divergem sobre o autor do último gol do jogo. Pelo vídeo parece que foi Paulo Isidoro, o que seria um hat-trick do Tiziu. E mesmo assim ele saiu do jogo dizendo que gostaria de sair do clube ao final da competição (por não ter recebido um aumento, supostamente prometido pela diretoria após o Mundialito do Uruguai)
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Placar: O gás do Fortaleza só deu para um tempo, no segundo, o Grêmio deslanchou” (Placar, 3 de abril de 1981)

“HEBER aos 16 minutos do segundo tempo: 1 a 0 para o Grêmio — De Léon avançou pela esquerda e deu para Héber na entrada da área. Ele devolveu para o zagueiro, correu para a direita, recebeu e chutou de pé direito bem no canto direito do gol de Sérgio.

 

PAULO ISIDORO aos 88 minutos do segundo tempo: 2 a 0 para o Grêmio — Tarciso foi até a linha de fundo e cruzou na medida para Héber que tentou deslocar de cabeça ao goleiro. Sérgio defendeu parcialmente, e Isidoro, sozinho, de cima, apenas concluiu para dentro.

PAULO ISIDORO aos 40 minutos do segundo tempo: 3 a 0 para o Grêmio — Héber dominou a bola na esquerda, carregou pelo meio em direção à direita. Deu para Tarciso, recebeu, entrou na área sem ângulo e tocou de calcanhar direito exatamente onde estava Isidoro que chutou para cima, com força

PAULO ISIDORO aos 45 minutos do segundo tempo: 4 a 0 para o Grêmio — Héber deu para Casemiro, que entrava livre pelo lado esquerdo. O lateral tocou para Isidoro que depois de dominar de costas para o gol tentou encobrir o goleiro. Sérgio defendeu parcialmente e próprio, Isidoro foi concluir junto com Tarciso.” (Zero Hora, segunda-feira, 30 de março de 1981)

1981 fortaleza fora placar

1981 fortaleza fora gaucha
Fortaleza 0 x 4 Grêmio

FORTALEZA: Sérgio; Totó, Marcão (Roberto, intervalo), Rôner e Dudé; Chinesinho (Beto, 20 do 2º), Odilon e Adriano; Mazolinha, Rogério e Tiquinho.
Técnico: Martins Monteiro (interino)

GRÊMIO: Leão; Paulo Roberto, Newmar, De León e Casemiro; China, Paulo Isidoro e Vílson Tadei; Tarciso, Baltazar (Éber 10 do 2ºT) e Odair.
Técnico: Ênio Andrade

Brasileirão 1981 – 2ª Fase – 5ª Rodada
Data: 28/03/1981, Sábado, 21h00min
Local: Castelão, em Fortaleza – CE
Público: 1.628
Renda: Cr$ 165.250,00
Juiz: José Roberto Wright (RJ)
Auxiliares: Antonio Carminha e Artur Braz
Cartão Amarelo: Marcão
Gols: Éber aos 15, Paulo Isidoro aos 40, 42  44 minutos do 2ºtempo

Brasileirão 1981 – Botafogo 2×3 Grêmio

June 12, 2019
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Foto: Armênio Abascal (Zero Hora)

 

Na campanha do título do Brasileirão de 1981, o Grêmio ganhou do Botafogo no Maracanã, em jogo válido pela 7ª rodada da Primeira Fase. Vitória gremista por 3×2, com Hat-Trick de Baltazar

Nessa etapa, 7 dos 10 times de cada grupo avançavam para a fase seguinte. O Botafogo, treinado por Paulinho de Almeida (que havia sido campeão gaúcho pelo Grêmio em 1980) avançou até as semifinais.

 

1981 botafogo tarciso china

Foto: Armênio Abascal (Zero Hora)

FALTOU FORÇA PARA O GRÊMIO GOLEAR
Daí, o Botafogo reagiu e quase chegou ao empate no segundo tempo

A reação do Botafogo, sábado, no Maracanã, foi sensacional, chegando a ameaçar uma “virada” no jogo após estar perdendo por diferença de três gols. Mas o Grêmio mereceu a vitória por 3 a 2 porque aproveitou melhor as chances de gols, e embora tenha tido o domínio de jogo apenas no primeiro tempo, conseguiu garantir sua vantagem. Os gols foram marcados por Baltazar (3) no primeiro tempo, descontando Mendonça (2) para o Botafogo na etapa final. Com este resultado o Grêmio isolou-se na vice-liderança do Grupo B, com dez pontos, apenas um de diferença da Portuguesa.

No primeiro tempo o Grêmio fez o que quis em capo, impondo um ritmo forte de jogo e marcando três gols, através de Baltazar. E só não fez mais porque parou de atacar. Logo no início, a um minuto, Tadei lançou Baltazar, às costas de Gaúcho. Ele dominou no peito mas concluiu mal de pé esquerdo. Aos quatro minutos Uchoa fez um gol, mas estava impedido. Aos dez minutos Baltazar transformou a vantagem do Grêmio em 1 a O. A equipe de Ênio Andrade tinha um bom ritmo de jogo, com Vilson Tadei destacando-se pela boa presença no meio-campo. Fez tabelas com Renato Sá e China, lançando os ponteiros e o centroavante. Rocha, Marcelo e Mendonça ficaram completamente perdidos.

O Botafogo assustou-se e tomou o segundo e o terceiro gol. A galera previa urna goleada incrível. A própria crônica carioca esperava isso com resignação, achando que o Grêmio realmente mostrava um bom esquema tático de proteção a defesa, a segurança de Hugo De Léon no combate a Miradinha e o bom trabalho do meio-de-campo, mais a vantagem de Tarciso e Baltazar sobre a confusa defesa do Botafogo: Gilmar, Zé Eduardo, Gaúcho e Serginho estavam apavorados.

Já no Intervalo Paulinho de Almeida pensou que seu time estava muito mal e fez a primeira mudança, com muito acerto: tirou Marcelo, lento e sem combatividade, colocando o habilidoso e esforçado Jérson. Mudou tudo e até Mendonça pode desenvolver seu futebol na frente.

Os erros do primeiro tempo foram corrigidos, com o time carioca marcando melhor no meio e jogando rápido pelas pontas Edson deu trabalho a Dirceu e Mendonça chegava perto da área. O Grêmio resolveu segurar o resultado num esquema de troca de passes e retardamento a Leão: teve o merecido, pois tomou dois gols, como poderia ter levado mais.

A torcida do Botafogo, depois da briga nas arquibancadas, vendo o time melhorar, passou ao incentivo e os jogadores de Paulinho reagiram. Tiveram boas chances mas o Grêmio estava em boa tarde, resistindo aos ataques no final. Paulinho ainda fez uma alteração, tirando Ziza e colocando Revelles na direita, passando Edson para a ponta-esquerda. Ênio tentou rebater, colocando Heber e Bonamigo no lugar de Baltazar e Odair, respectivamente. Para segurar o jogo.

O placar

BALTAZAR, para o Grêmio — 1 a 0 aos dez minutos do primeiro tempo. Dirceu cobrou uma falta pela intermediária do Botafogo, pelo lado esquerdo, passando a De León. O zagueiro chutou sem muita força mas a bola bateu no pé de Baltazar, desviando para o canto esquerdo do goleiro Paulo Sergio.

BALTAZAR, para o Grêmio 2 a 0 aos 16 minutos do primeiro tempo. Tarciso cobrou o escanteio pela ponta-esquerda, colocando na pequena área. O goleiro esperou pela ação da zaga, que ficou parada e Baltazar cabeceou sem multo esforço no canto direito.

BALTAZAR, para o Grêmio 3 a 0 — aos 23 minutos do primeiro tempo. Novamente o escanteio pela esquerda foi cobrado por Tarciso. Odair tocou de calcanhar para a área e Vantuir cabeceou para Zé Eduardo tirar parcialmente. China chutou a gol e a zaga rebateu. Baltazar acabou colocando para dentro do gol de pé direito.

MENDONÇA, para o Botafogo 3 a 1 se, aos 13 minutos do segundo tempo. De León fez falta em Mirandinha na intermediária, pelo lado esquerdo do Grêmio. Leão orientou a barreira, mas Mendonça cobrou por cobertura, com perfeição, colocando no canto direito do goleiro, sem chances.

MENDONÇA, para o Botafogo 3 a 2 aos 37 minutos do segundo tempo. Serginho fez um lançamento em diagonal para a área. Mendonça aparou no peito, passando a bola por sobre a cabeça de Dirceu e completando com um chute forte de pé direito, sem deixar a bola cair no chão.” (Julio Sortica, Zero Hora, Segunda-Feira, 9 de fevereiro de 1981)

1981 botafogo vilson tadei

Foto: Armênio Abascal (Zero Hora)

COTAÇÃO – TADEI GARANTE SEU LUGAR NO TIME
Ele armou, lançou e ainda deu cobertura para sua área, jogando um futebol de alto nível

Botafogo

PAULO SÉRGIO — Não teve culpa nos gols: foi enganado no primeiro e nos outros falha foi da zaga. Poderia ter orientado os companheiros. Nota 5

GILMAR — Reserva de Perivaldo, não se complicou porque Odair foi muito mal. Não apoiou no primeiro tempo e marcou mal. Melhorou na etapa final. Nota 5

ZÉ EDUARDO — Completamente errado no início, marcando mal, levando desvantagem com Baltazar. Recuperou-se no final, quando teve bom trabalho com Gaúcho. Nota5

GAÚCHO — Zagueiro alto, mostrou-se desatento, mal na marcação e bom no apoio. Perdeu lances para Baltazar na cabeça e só melhorou na etapa final. Nota 5

SERGINHO — Era um dos mais fracos da defesa e Tarciso aproveitou o nervosismo do garoto. Batido no início, recuperou-se no final. Nota 5

ROCHA — Foi envolvido por Vilson Tadei. Tem pouco senso de jogo, em termos de visão. Errou passes e perdeu a tranqüilidade. Melhorou no segundo tempo, colocando a bola no chão. Nota 5

MARCELO — Um trabalho de baixo nível no início, foi dominado por China e Tadei. Acabou substituído por Jérson. Nota 3

EDSON — Ponteiro rápido e habilidoso, deu muitos dribles em Dirceu. Mas falta objetividade no seu futebol. Nota 4

MIRANDINHA — Bom atacante, sabe driblar bem e chuta com os dois pés. Deu trabalho a Vantuir e De León. Por ser individualista, sumiu do jogo no final. Nota 3

ZIZA — Já não é mais o jogador do Passado. No início ficou isolado na esquerda e foi para o meio. Melhorou levemente mas não rendeu bem. Acabou substituído por Revelles. Nota 3

JERSON – Um dos melhores do time. Rápido, boa visão de jogo e muita mobilidade. Já está merecendo uma vaga no time titular. Responsável pela reação do Botafogo. Nota 7

REVELLES – Entrou no lugar de Ziza, jogou na direita mas não fez nada. Nota 3

Grêmio

LEÃO — Foi um dos destaques do time, principalmente no segundo tempo. Fez boas saídas aos pés dos atacantes, interceptou bem os cruzamentos e não teve culpa nos gols do Botafogo. Nota 7.

UCHOA — Está melhorando de rendimento. No primeiro tempo não tomou conhecimento de Ziza e apoiou bem. Nota7.

VANTUIR — Um excelente primeiro tempo, bem na antecipação, na cobertura e nas bolas altas. Na etapa final andou vacilando em alguns lances. Nota 6.

DE LEON — Com Tadei, o melhor do Grêmio no primeiro tempo. Dominou completamente Mirandinha e ainda partiu para o apoio, lançando e fazendo passes. Caiu na etapa final. Nota 6

DIRCEU — O pior da defesa, pois na etapa inicial foi bem (como todo o time), mesmo permitindo alguns cruzamentos de Edson. No final, perdeu lances individuais e errou na marcação. Nota 5.

CHINA — Do bom trabalho de bloqueio, passes e cobertura no primeiro tempo, passou a ser envolvido e precipitado na etapa final. Talvez tenha sido emoção. Nota 4.

RENATO SÁ – No esquema de Ênio ele tem que recuar e marcar. Preocupa-se demais com isso e esquece de ir ao ataque. Regular no primeiro tempo e mal no segundo. Nota 4.

TARCISO — Taticamente, o melhor do ataque. Dominou a Serginho fez bons cruzamentos e deslocou-se para o meio. Nota 7

BALTAZAR — Entusiasmou os cariocas com seu oportunismo, posicionamento e sorte. Marcou os três gols do Grêmio, no início. Bem marcado, passou trabalho. Saiu para Héber “prender” o jogo na frente. Nota. 8.

ODAIR — Está na pior fase da sua carreira no Grêmio. Confunde-se taticamente, indo muito pelo meio e esquecendo da ponta. Nota 3

HÉBER – Entrou no lugar de Baltazar aos 37 minutos e não pode mostrar nada. Sem nota.

BONAMIGO – Entrou aos 30 minutos no lugar de Odair e quase complicou sua defesa num lance. Nota 3.

Os melhores

VILSON Tadei, com seu futebol objetivo e rápido, mostrou que pode ganhar a condição de titular. Contra o Botafogo ele fez de tudo: armou jogadas, fez tabelas, lançou e esteve até na área, para cobertura e retardamento de bolas a Leão. Foi dono do jogo no primeiro tempo. Na etapa final acabou cansando para marcar o meio-campo adversário. Fora de ritmo, ainda assim teve fôlego para agüentar os 90 minutos. Nota 9

MENDONÇA, talvez o único grande jogador que o Botafogo possui no momento, fez por merecer o respeito da torcida. No início foi envolvido pelo bom trabalho do meio de campo do Grêmio. Ficou retraído e só foi ao ataque depois dos 30 minutos. Na etapa final, junto com Jérson, mandou no jogo. Cobrou uma falta com perfeição e mostrou excelente visão de jogo e deslocamento. Fez o segundo gol do seu time na reação da etapa final. Nota 8

Atuação do juiz
Nota: 8
O árbitro paulista José Assis de Aragão é multo visado pelos dirigentes e jogadores. No jogo de sábado à tarde, no Maracanã, no entanto, foi quase perfeito. Acompanhou os lances de perto, marcou bem as faltas e talvez tenha sido exagerado apenas ao mostrar cartão para Rocha, Mirandinha e De León. Apenas um erro ao aceitar a marcação do bandeira Carlson Gracie num impedimento de Baltazar. Bom o trabalho dos auxiliares Carlson Gracie e Mário Santos.” (Julio Sortica, Zero Hora, Segunda-Feira, 9 de fevereiro de 1981)

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Foto: Armênio Abascal (Zero Hora)

BOTAFOGO REAGE TARDE: GRÊMIO VENCE COM 3 DE BALTAZAR

Depois do primeiro tempo em que (apresentou uma atuação totalmente falho no setor defensivo, quando tomou três gols, o Botafogo reagiu no segundo tempo, mas não conseguiu o empate e foi derrotado por 3 o 2 pelo Grêmio. Baltazar, com uma grande atuação, marcou os três gols no primeiro tempo. Mendonça fez os dois gols do time carioca. 

Para surpreso dos 17.161 torcedores que foram Estádio Mário Filho, o Grêmio começou jogando bem e dominando inteiramente o Botafogo. O time gaúcho encontrou uma defesa totalmente falha, fez o que quis e só não terminou com uma goleada no primeiro tempo por falto de sorte […]” (Jornal dos Sports, 08 de fevereiro de 1981)

BOTAFOGO ESCAPA DE SER GOLEADO PELO GRÊMIO

Depois de jogar de forma lamentável no primeiro tempo, quando se deixou envolver inteiramente pelo Grêmio — que chegou fácil aos 3 a 0 e ameaçou ganhar de goleada — o Botafogo, embora desordenadamente e mais na base do empenho, reagiu e acabou reduzindo o marcador para 3 a 2.

O Grêmio fez uno boa partida, sabendo aproveitar os erros gritantes da defesa do Botafogo e a inoperância de seu ataque que em todo o tempo, mesmo na fase de reação, não exigiu grande esforço de Leão, vencido nas duas únicas bolas, perigosas que foram a seu gol.  […]”  (Jornal do Brasil, 08 de fevereiro de 1981)

Placar: Se no primeiro tempo o jogo foi todo do Grêmio, que marcou em cima, no segundo o Botafogo melhorou muito chegando a ter oportunidade de empatar.” (Milton Costa Carvalho, Revista Placar, edição n.º 561, 13 de fevereiro de 1981)

GRÊMIO GANHA DO BOTA E INTER VOLTA A EMPATAR

Enquanto o Grêmio fez uma boa partida no Maracanã, vencendo o Botafogo por 3 a 2 e recuperando-se da derrota em São Paulo, o Internacional, no Beira-Rio voltou a decepcionar, empatando sem gols com o Bangu. E, por isso, a torcida colorado vaiou o time.

O Grêmio começou com um notável primeiro tempo. Com futebol rápido, jogadas organizadas com inteligência por Vilson Tadei e movimentação intensa de Baltazar e Tarciso, o tricolor inibiu o adversário. E, assim. surgiram os três gols de Baltazar.

No segundo tempo, porém, o Grêmio facilitou. Em decorrência, o Botafogo cresceu e marcou dois gols. Leão, Uchoa, Vantuir, De León, e Dirceu; China, Tadei e Renato: Tarciso, Baltazar (Éber) e Odair (Bonamigo) jogaram pelo Grêmio, no jogo que rendeu CrS 2.270.200.00.

Aqui, com os torcedores revoltados, Benitez, Carlos Alberto, Wagner, André, Minero (Bereta); Ademir, Jair, Galvão; Paulo Santos. Jones (Birra) e Mário Sérgio não conseguiram vencer o time carioca.

Nos resultados, a classificação automática da dupla, ontem.” (Correio do Povo, 08 de fevereiro de 1981)

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Foto: Armênio Abascal (Zero Hora)

Botafogo 2 x 3 Grêmio

BOTAFOGO: Paulo Sérgio; Gilmar, Zé Eduardo, Gaúcho e Serginho; Rocha, Mendonça e Marcelo Oliveira (Jérson, intervalo); Édson, Mirandinha e Ziza (Revelles, 17 do 2ºT)
Técnico: Paulinho de Almeida

GRÊMIO: Leão; Uchoa, Vantuir, De León e Dirceu; China, Vilson Tadei, e Renato Sá; Tarciso, Baltazar (Éber 37 do 2ºT) e Odair (Bonamigo 30 do 2ºT)
Técnico: Ênio Andrade

Brasileirão 1981  – 1ª Fase – Grupo B – 7ª Rodada
Data: 07 de fevereiro de 1981, sábado, 17h00min
Local: Estádio Maracanã, Rio de Janeiro
Público: 17.161 pagantes
Renda: Cr$ 2.270.200,00
Árbitro: José de Assis Aragão – SP
Auxiliares: Carlson Gracie e Mário Leite Santos
Cartões Amarelos: Rocha, De León e Mirandinha
Gols: Baltazar 10, 16 e 23 minutos do 1º tempo; Mendonça 13 e 37 do 2º

Brasileirão 1981 – Grêmio 2×0 Fortaleza

June 8, 2019

1981 zh fortaleza casa newmar

O primeiro jogo entre Grêmio e Fortaleza em solo gaúcho aconteceu justamente no ano do primeiro título nacional do tricolor.

O confronto foi válido pela segunda rodada da segunda fase do Brasileirão de 1981. Na partida anterior, o Grêmio foi duramente derrotado pelo São Paulo no Morumbi, o que fez com que o técnico Ênio Andrade começasse a promover alterações na equipe. Casemiro fez seu primeiro jogo oficial como titular (ainda como lateral direito) na temporada e Newmar fez sua estreia na competição.

Newmar marcou o primeiro gol do jogo e (o então muito questionado) Baltazar fechou o placar no segundo tempo.

1981 zh fortaleza casa baltazar ado

GRÊMIO SUPERA O FORTALEZA MAS A TORCIDA NÃO GOSTA
Apesar da vitória, o time do Olímpico, nervoso, mostrou muitos erros

O Grêmio venceu ao Fortaleza sem entusiasmar sua torcida no Estádio Olímpico. Com um gol de Newmar no primeiro tempo e Baltazar no início do segundo, o time de Ênio Andrade conseguiu assim assumir a vice-liderança do Grupo. Está ao lado do Internacional de Limeira contra quem joga domingo próximo, mas ganha o confronto por ter uma vitória enquanto o time paulista tem dois empates. O 2 a 0 não satisfez os torcedores e alguns jogadores inclusive reclamaram.

A vitória do Grêmio satisfez os otimistas e pessimistas. Os otimistas porque somente uma equipe teve iniciativa, apresentou um trabalho coletivo aceitável e construiu excelentes oportunidades de gol. Os pessimistas porque foi o Grêmio também que continuou mostrando problemas individuais ¡á conhecidos como a pouca objetividade de Odair e Renato Sá — sem falar em suas dificuldades para concluir com perigo — e a má fase de Baltazar que chegou a irritar a torcida com seus impedimentos sucessivos e gols perdidos.

Por isso junto com os aplausos ao final do primeiro tempo podiam ser ouvidas vaias que voltaram durante o segundo tempo ¡unto com os pedidos de alguns torcedores por Heber. Mas foi Baltazar o primeiro a levantar a torcida quando fez um gol, anulado, aos 10 minutos de jogo por causa de uma falta no goleiro. Não demorou muito para Newmar fazer o seu e tranqüilizar mais a torcida. Mas quem não mostrou tranqüilidade foi o time do Grêmio.

Mesmo enfrentando uma equipe fraca, com preparo físico deficiente e praticamente sem ataque — o Fortaleza só teve mesmo o ponteiro Mazola a tentar algo — o Grêmio mostrou muito nervosismo nas conclusões perdendo grandes situações de gol. Aos 27 por exemplo Baltazar perdeu de cima ao chutar no travessão uma cruzada de Tarciso. Na seqüência Renato Sá chutou para fora.

O segundo tempo iniciou bem, com um gol de Baltazar, logo a três minutos e o Grêmio seguiu dominando, criando boas situações de gol mas a repetição dos erros nas conclusões fez com que o resultado permanecesse o mesmo. Baltazar foi substituído por Heber e saiu bastante vaiado. Odair saiu para a entrada Vilson Tadei. Casemiro e Newmar, as novidades, saíram-se bem especialmente o primeiro que foi importante na ligação da defesa com o ataque.
Depois de De León obrigar Ado a fazer mais uma boa defesa tentando aumentar o resultado, foi a vez de Paulo Isidoro ter excelente chance. Nos últimos minutos Heber marcou mas o juiz não validou: o centroavante concluiu e Marcão tirou de dentro. Tanto o árbitro como o bandeirinha estavam mal colocados e não deram o gol.

O Placar

1 x 0 — Newmar para o Grêmio aos 13 min. do primeiro tempo. Odair cobrou o escanteio e o zagueiro de cabeça acertou o canto esquerdo do goleiro Ado que falhou, a bola veio de longe.

2 x 0 — Baltazar para o Grêmio aos 3 min. do segundo tempo. A jogada começou com um cruzamento de Casemiro pelo lado direito. Baltazar acertou o travessão do Fortaleza e no rebote, o centroavante marcos o segundo gol gaúcho.” (Zero Hora, sexta-feira, 13 de março de 1981)

“Jogo ruim onde o Grêmio chutou 27 bolas a gol marcou só duas vezes, prova da fragilidade do Fortaleza e da inoperância do ataque gremista” (Emanuel Mattos, Revista Placar, Edição n.º 566 – 20 de março de 1981)

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TARCISO E ISIDORO PEDEM MAIS APOIO

O jogo recém havia terminado e foi o ponteiro Tarciso o primeiro a fazer críticas ao comportamento da torcida do Grémio durante o jogo contra o Fortaleza. “É uma pena a torcida não ter compreendido e não nos aplaudir nesta vitória muito importante” disse ele. Logo depois foi a vez de Paulo Isidoro desabafar:

— Acho que é bobagem ficar se preocupando com isto. Mas se a torcida não está satisfeita que entre ela em campo e faça o que nós estamos fazendo!

Todos os jogadores sem exceção estranharam as atitudes da torcida impaciente em muitos momentos e inclusive vaiando a alguns jogadores especialmente a Baltazar. Tadei chegou a fazer um apelo dizendo que “este e o início de urna nova etapa onde todos precisam se unir para ajudar o clube”. E o zagueiro Newmar, tentou dar uma pista para o problema: “creio que é uma consequência dos erros nas conclusões” (Zero Hora, sexta-feira, 13 de março de 1981)

ÊNIO VAI MANTER TADEI NA EQUIPE

Com o resultado de 2 a 0 definido desde o início do segundo tempo, o técnico Ênio Andrade tratou de aproveitar os 21 minutos finais para testar aquela que deverá ser a formação da equipe no jogo contra o Internacional: com Vilson Tadei na meia cancha e Renato Sá na ponta esquerda, saindo Odair.

— O Tadei e um jogador de habilidade e como o Renato faz um trabalho Importante na ligação do ataque com a meia cancha, tornando a equipe menos vulnerável, poderei escalar os dois neste jogo em Limeira.

Enio Andrade diz que estranhou o comportamento da torcida vaiando alguns jogadores em determinados momentos, elogiou o trabalho de Casemiro, e Newmar na primeira partida de ambos na equipe explicando que eles poderão continuar, o mesmo acontecendo com Vilson Tadei. “Com o jogo definido tratei de já ir testando esta nova formação”, disse ele. ” (Zero Hora, sexta-feira, 13 de março de 1981)

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Fotos: Zero Hora

GRÊMIO: Leão; Casemiro, Newmar, De León e Dirceu; China, Paulo Isidoro e Renato Sá; Tarciso, Baltazar (Eber) e Odair (Vilson Tadei)
Técnico: Ênio Andrade

FORTALEZA: Ado; Roberto, Marcão, Totó e Roner; Chinesinho, Odilan (Bosco) e Dudé; Mazola, Chico Explosão (Rogério) e Tiquinho.
Técnico: César Morais

Brasileirão 1981 – 2ª Fase – Grupo I – 2ª Rodada
Data: 12 de março de 1981, quinta-feira, 21h00min
Local: Estádio Olímpico- Porto Alegre
Público: 16.044 (14.947 pagantes)
Renda: Cr$ 1.691.630,00
Árbitro: Eraldo Palmerini (PR)
Auxiliares: Iolando Rodrigues e Alvir Renzi (SC)
Gols: Newmar aos 13 minutos do 1º tempo e Baltazar aos 3 minutos do 2º tempo