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Supercopa 1988 – Grêmio 1×0 River Plate

October 29, 2018
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Foto: Edison Vara (Zero Hora)

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Foto: Arivaldo Chaves (Zero Hora)

 

Em maio de 1988, Grêmio e River Plate se enfrentaram no Olímpico pela partida de ida das quartas de final da primeira edição da Supercopa dos Campeões da Libertadores. O tricolor venceu com um gol de Valdo (gol que seria o seu último com a camisa do Grêmio)

Nesse jogo, o técnico Otacílio Gonçalves escalou o meio-campo com Cristovão, Bonamigo, Cuca e Valdo, formação que ganhou o apelido de “Grêmio Show

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GRÊMIO DERROTA O RIVER E PODE ATÉ PERDER A PRÓXIMA
Com a vitória de ontem, 1 a 0 sobre o River Plate, no estádio Olímpico, o Grêmio vai a Buenos Aires, na próxima quarta-feira, dia 11, para não perder pela diferença de dois gois. Se o River ganhar por 1 a 0, o jogo irá à prorrogação. Qualquer outro resultado, com diferença de um gol a favor dos argentinos, classificará o Grêmio para a semifinal da Supercopa Libertadores, contra o Racing. A partida de ontem deixou um alerta para o time gaúcho: os jogadores do River, como manda a tradição argentina, catimbaram muito, pressionaram o juiz e usaram da violência para conter os avanços gremistas. Valdo sofreu diversas faltas e Jorge Veras saiu na metade do segundo tempo, com um corte profundo na barriga da perna. Os 21.200 pagantes proporcionaram uma arrecadação de 7,2 milhões de cruzados.

O jogo começou truncado, com o River Plate tirando todos os espaços do Grêmio através de uma eficiente marcação. O time gaúcho não encontrava soluções e até os 10 minutos só exigira urna intervenção de Pumpido, quando Mazaropi já tinha feito quatro defesas. Aos 13 minutos aconteceu o gol, que mudou a história do primeiro tempo. Jorge Veras dominou um cruzamento dentro da pequena área, tirou um zagueiro da jogada e passou para Valdo, que estava fora da área. O ponteiro chutou forte, no canto, sem chance de defesa para Pumpido. E vibrou com seu gol como poucas vezes o fizera no Estádio Olímpico.

A partir deste gol o Grêmio encontrou mais espaços para criar suas jogadas e teve novas chances. Aos 15 minutos, Cuca não alcançou um cruzamento de Jorge Veras. Aos 17, Amaral lançou Lima, livre, na pequena área. O centroavante chutou por cima do travessão. Aos 23, Jorge Veras cobrou uma falta. Pumpido defendeu e, imediatamente, lançou para Caniggia, que avançou livre até a área de Mazaropi. O goleiro do Grêmio conseguiu tirar o ângulo do atacante argentino e defender a bola.

No segundo tempo, o River voltou disposto a conseguir um gol e teve menos preocupações defensivas. Isto tornou o jogo emocionante, com chances de gol para os dois times. Cuca chutou duas vezes a bola no poste e Palma perdeu um gol quando estava livre no ataque. Em Buenos Aires, a seleção brasileira juvenil venceu a Bolívia por 3 a 0, com dois gols de Assis, na primeira fase do Campeonato Sulamericano de Juniores.”(Elder Ogliari – Diário do Sul – 4 de maio de 1988)

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Foto: Paulo Dias (Zero Hora)

GRÊMIO VENCE E AGORA SÓ PRECISA DE EMPATE
Mas o River mostrou que será um adversário muito difícil em Buenos Aires

O Grêmio largou na frente, na segunda fase da Supercopa. Na noite fria de ontem, venceu ao River Plate no Olímpico por 1 a 0 —gol de Valdo — e agora decide a vaga para as semifinais na próxima quarta-feira, em Buenos Aires, podendo até empatar. O resultado só não foi o ideal, porque o técnico Otacílo Gonçalves queria ganhar por um escore maior e assim não correr o risco tão grande no Monumental de Nunes.

Primeiro tempo

O River Plate, apesar de jogar fora de casa, não começou a partida retrancado, como era previsível. Lançou-se à frente tão logo o árbitro apitou o início do jogo, e a um minuto já chegava duas vezes até a área de Mazaropi, em cruzada perigosa de Troglio e num chute de Da Silva da intermediária. O Grêmio errava passes, dava sinais de nervosismo, e apenas Valdo e Lima mostravam o seu futebol costumeiro. E foi exatamente Valdo quem mudou todo o panorama do Jogo, com um belo gol aos 13 minutos, após passe de Jorge Veras. Melhorou o Grêmio, enquanto os argentinos passaram a usar de violência (principalmente com Corti e Ruggeri). O problema era o contra-ataque do River, com Caniggia, o que quase resultou no empate, aos 28 minutos: Mazzaropi salvou, jogando-se nos pés do ponteiro. O primeiro tempo terminou com a pressão argentina, sem, entretanto, criação de jogadas perigosas de gol.

Segundo tempo

O Grêmio, buscando a tranquilidade no placar, foi para cima no início do segundo tempo, e logo conseguiu uma boa chance com Cuca. Acontece que os jogadores de defesa erravam muito na saída de bola, proporcionavam com freqüência jogadas de perigo para a equipe argentina e aos 17 minutos Da Silva chutou de dentro da área para boa defesa de Mazaropi. A resposta veio com Cuca, que dois minutos depois acertou o poste de Pumpido e aos 27 — incrível — Cuca acertou outra vez o poste, quando Helinho já estava em campo no lugar de Jorge Veras, que saiu lesionado. O jogo era veloz, ofensivo de ambos os lados, e com Centurion e Enrique nos lugares de Da Silva e Caniggia, o River chegou ao fim correndo mais que o Grêmio. Mas este fator não foi suficiente para impedir uma vitória justa do time gaúcho.

O Placar

VALDO para o Grêmio, 1 a 0 aos 13 minutos do primeiro tempo – Lima deu início à jogada e lançou a bola na área. A zaga se atrapalhou, Veras dominou e atrasou para Valdo, que bateu forte, de pé direito, no ângulo direito do goleiro Pumpido.” (Zero Hora – 4 de maio de 1988)

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

DOIS GOLS PERDIDOS ENTRISTECEM CUCA
Ao terminar a partida, apesar da vitória, Cuca estava triste e explicou o motivo de seu desânimo: gols perdidos. O meia gremista, de boa atuação, em duas oportunidades concluiu a gol e a bola bateu no poste:
— Claro que tenho que estar desanimado. Tive duas belas conclusões e por azar foi no poste. Com mais dois gols, estaríamos multo bem situados. Agora é tentar segurar o jogo lá.

O presidente Paulo Odone também lamentou os gols perdidos e disse que agora a alternativa é montar um bom esquema para o Jogo em Buenos Aires e tentar manter a vantagem:
— Vencemos um bom adversário e poderíamos ter marcado mais gols. Mas a vitória foi boa e vamos mostrar que sabemos nos defender. Claro que será difícil, embora tenhamos condições de apresentar mais futebol e quem sabe aproveitar as oportunidades criadas.” (Zero Hora – 4 de maio de 1988)

CANIGGIA ELOGIA O BOM ADVERSÁRIO
Muito calmo, o ponteiro Caniggia explicou, ao final do jogo entre Grêmio e River, que o seu time não atuou como costuma e que o adversário acabou por surpreender, pois é bem superior ao Olímpia do Paraguai. O atacante não gostou de ter sido substituído na segunda etapa e disse que o técnico não percebeu todo o seu esforço para construir lances rápidos no setor do frente. Caniggia salientou a segurança da zaga do Grêmio e lembrou que em Buenos Aires será necessário bastante esforço para garantir a classificação:
– Não conseguimos vencer porque encontramos um inimigo muito disposto e qualificado. Entretanto, temos boas chances de ficar com a vaga, pois a decisãoo será na Argentina. Aprendemos aqui e que o Grêmio é muito melhor do que o Olímpia. Nós tínhamos plena consciência desse fato. Redobraremos nossas forçar para chegar na frente.” (Zero Hora – 4 de maio de 1988)

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Foto: Zero Hora

Grêmio 1×0 River Plate

GRÊMIO: Mazaropi; Amaral, Astengo, Luis Eduardo e João Antônio; Cristovão Borges, Bonamigo, Cuca e Valdo; Jorge Veras (Helinho) e Lima
Técnico: Otacílio Gonçalves

RIVER PLATE: Nery Pumpido; Jorge Borelli, Nelson Gutiérrez, Oscar Ruggeri e Pablo Erbín; Ernesto Corti, Pedro Troglio e Omar Palma; Jorge Da Silva (Ramón Centurión), Antonio Alzamendi e Claudio Caniggia (Hector Enrique)
Técnico: Carlos Timoteo Griguol

Supercopa 1988 – quartas de final – jogo de ida
Data: 03 de maio de 1988, terça-feira
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre/RS
Público: 21.259 pagantes
Renda: Cz$ 7.255.100,00
Árbitro: Carlos Maciel
Auxiliares: Juan Escobar e Astemio Martinez
Cartões Amarelos: Alzamendi e Corti
Gol: Valdo aos 13 minutos do 1º tempo

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Supercopa 1988 – River Plate 3×1 Grêmio

October 23, 2018
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Foto: Arivaldo Chaves (Zero Hora)

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Foto: Arivaldo Chaves (Zero Hora)

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GRÊMIO NÃO RESISTIU À PRESSÃO ARGENTINA
Pressão foi forte e River chegou ao gol da classificação no último minuto

Apesar de ter Jogado um bom futebol no segundo tempo, o Grêmio foi desclassificado da Supercopa, ao ser derrotado por 3 a 1. O time argentino saiu na frente, com gol contra de Alfinete, mas Lima empatou. O River ver ainda perdeu um pênalti, mas, ao expulsar Cuca e Luis Eduardo, o juiz desfalcou o Grêmio, que não resistiu e nos dez minutos finais perdeu o jogo.” (Zero Hora, 12 de maio de 1988)

INDIGNAÇÃO COM ARBITRAGEM DE LUÍS BARRANCOS
Enquanto os jogadores do River comemoravam a classificação, os gremistas, com Mazaropi alterado, partiram para cima do árbitro Luis Barrancos. Eles estavam inconformados com a expulsão de Luis Eduardo e também a marcação do pênalti (desperdiçado). Mazaropi estava irritado e sentia-se prejudicado:
— Assim nunca haverá um time brasileiro nas finais. O que esse juiz fez foi vergonhoso. Primeiro que aquele pênalti não existiu. Depois, o Luis Eduardo fez uma falta normal e foi expulso. Só assim o River conseguiria ganhar, com 11 contra nove.
O presidente Paulo Odone também estava inconformado com a arbitragem boliviana e disse que o Grêmio ainda é o melhor dos times que disputou a Supercopa:
— Se a arbitragem no Olímpico fosse assim, o River teria dois expulsos lá. Esse descritério nos prejudicou. De qualquer forma, valeu a experiência e na outra Supercopa seremos campeões. Nem o River é melhor que nós.” (Zero Hora, 12 de maio de 1988)

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Foto: Arivaldo Chaves (Zero Hora)

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Foto: Arivaldo Chaves (Zero Hora)

River Plate 3×1 Grêmio

RIVER PLATE: Nery Pumpido; Jorge Borelli, Nelson Gutiérrez, Oscar Ruggeri e Pablo Erbín (Carlos Enrique 19 do 2ºT); Ernesto Corti, Pedro Troglio e Omar Palma; Jorge Da Silva (Ramón Centurión 5 do 2ºT), Antonio Alzamendi e Claudio Caniggia
Técnico: Carlos Timoteo Griguol

GRÊMIO: Mazaropi; Alfinete, Astengo, Luis Eduardo e Airton Ravagniani; Amaral, Bonamigo, Valdo e Cuca; Jorge Veras (Joao Antonio 20 do 2ºT) e Lima
Técnico: Otacilio Gonçalves

Supercopa 1988
Data: 11 de maio de 1988, quarta-feira
Local: Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires-ARG
Árbitro: Luis Barrancos (FIFA/BOL)
Auxiliares: Jorge Antequera e Armando Ralaga
Cartões Amarelos: Borelli, Amaral, Airton, Valdo, João Antonio, Mazzaropi e Astengo
Cartões Vermelhos: Cuca e Luis Eduardo
Gols: Alfinete (contra) aos 24 minutos do primeiro; Lima, aos 2 minutos, Centurion aos 38 e Alzamendi aos 44 minutos do segundo tempo

Camisa Branca Penalty 1988 – Primeiro Semestre

February 12, 2018

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Já faz algum tempo que eu estou bastante intrigado com essa camisa reserva que o Grêmio utilizou na temporada de 1988. É um modelo da Penalty, bastante parecido com um usado pela comissão técnica do Atlético Mineiro em 1987.

Pelas minhas pesquisas, essa camisa só foi usada no amistoso contra o Pinheiros no Olímpico (primeiro jogo daquele ano) e na estreia do Grêmio na Supercopa contra o Boca na Bombonera. No segundo semestre de 88, nas demais vezes que o Grêmio usou a camisa branca nessa temporada, ela era branca com gola e punho azul, sem esse retângulo no peito.

Essa camisa não era registrada naquele setor com caricaturas de jogadores do Memorial Hermínio Bittencourt no Olímpico e nem é citada no livro “A História das Camisas dos 12 Maiores Times do Brasil).

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Fotos: Fernando Gomes (Zero Hora), Lemyr Martins (Placar), Historia de Boca e Acervo Histórico do Grêmio

 

Grêmio e Boca – História

June 12, 2007


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Em 1959, o Grêmio de Foguinho realizou uma excursão aos vizinhos do Prata. Primeiro faria um jogo no Centenário contra a seleção uruguaia, depois enfrentaria o Boca Juniors na Bombonera.

Gessy, que apesar de ser um craque, tinha como meta na vida ser dentista (nada contra dentistas) não viajou para o primeiro jogo pois faria vestibular para odontologia, Contudo Foguinho fez questão que ele jogasse o segundo jogo. Gessy fez o vestibular, passou, comemorou com álcool e viajou para Buenos Aires de ressaca. Na Argentina, a direção fez questão de esconder Gessy do disciplinador Foguinho e ele só apareceu poucos minutos antes do jogo. Entrou na Bombonera, fez 4 gols e o placar final foi de 4×1. O Grêmio não era só Gessy, tinha Aírton, Ênio Rodrigues, Élton, Milton Kuelle, Vieira, Juarez e etc, mas foi Gessy que fez o 4 gols e foi Gessy que assustou o famigerado Rattin. A história vocês ja deviam conhecer e está muito melhor escrita em outros lugares (Como aqui, aqui, ou aqui), o que vocês provavelmente ainda não tinha visto é a foto da delegação acima.

Já em competições oficiais, em mata-mata, o Grêmio enfrentou 4 vezes o Boca na saudosa Supercopa. Em 1988, pelas Oitavas, 1xo Boca na Bombonera e 2×0 Grêmio no Olímpico. No ano seguinte, já nas semifinais, 0x0 em Porto Alegre e 2×0 Boca em Buenos Aires.

 

boca 1988 - Cópia

Fonte: El Grafico

boca 1988 - Cópia - Cópia supercopa

Gol do jogo de 1988:

Gols dos jogos de 1989: