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Brasileirão 1989 – Grêmio 0x0 Santos

February 3, 2021

Foto: João Carlos Rangel (Correio do Povo)

No Brasileirão de 1989, o Grêmio não saiu do 0x0 com o Santos no Olímpico.

 


 

UM GRÊMIO BASTANTE CONFORMADO

Jogando bem apenas durante os 20 minutos finais, o Grêmio não passou de um empate em zero a zero contra o Santos, ontem, no Olímpico, ficando em terceiro lugar no Grupo B, com cinco pontos. O ponteiro Sérgio Araújo fez sua estréia, atuando nos 45 minutos finais, em lugar de Sinué, conseguindo dar maior movimentação ao ataque. Na quarta-feira, o Grêmio atua em São Paulo, contra o Palmeiras, e é quase certo que, por problemas de lesão, verificados ontem, o técnico Cláudio Duarte volte a alterar a equipe.

Foi uma partida equilibrada no primeiro tempo. Com quatro jogadores no meio de campo, o Santos conseguiu anular a criatividade de Assis, obrigando, também, a que Cuca fosse um homem mais preocupado com a marcação. Darci procurou compensar, movimentando-se por todas as partes do gramado. Sinuê, utilizado no lugar de Paulo Egídio, esforçou-se muito, mas a timidez natural de quem estréia impediu uma melhor atuação. Os laterais Alfinete e Hélcio, desobrigados da marcação, já que o Santos não teve ponteiros agudos, puderam avançar bastante. Alfinete, principalmente, criou boas jogadas.

No segundo tempo, o técnico Cláudio Duarte fez o que todos imaginavam, lançando Sérgio Araújo no lugar de Sinuê, passando Assis para a esquerda. O crescimento da equipe, no entanto, só se verificou a partir dos 20 minutos, quando Sérgio Araújo perdeu a inibição e começou a criar jogadas fortes. As maiores chances, Porém, foram criadas por Alfinete, em dois chutes muito perigosos de fora da área, obrigando Sérgio a extraordinárias defesas. Outra boa chance foi desperdiçada por Darci, em Penetração pelo lado esquerdo. Ele tentou Por cobertura, mas a bola foi para fora. A última chance nasceu dos pés de Sérgio Araújo. Ele cruzou da direita, Gilson ajeitou e Cuca completou de Pé direito, permitindo a Sérgio outra grande defesa.

A pressão gremista possibilitou a que o Santos, em contra-ataques, criasse situações perigosas. Numa delas, Ditinho chutou, Gomes defendeu parcialmente e César Sampaio concluiu por cima.

No vestiário do Grêmio, ninguém falou em injustiça.” (Correio do Povo, segunda-feira, 25 de setembro de 1989)

 

MEIO-CAMPO DO SANTOS GARANTE PONTO NO OLÍMPICO E A PERMANÊNCIA DE NICANOR

O Santos conseguiu ontem aquilo que muitos imaginavam impossível. Apesar da crise que ameaça o time desde o empate diante do Goiás na última quarta-feira, a equipe foi a Porto Alegre e obteve um empate de 0 a 0 diante do campeão gaúcho, no estádio Olímpico. Para um time que estava para demitir seu técnico, o resultado foi recebido com alívio pelos dirigentes. Nicanor de Carvalho continua prestigiado na direção do time.

Apesar de ainda não ter vencido no campeonato e ocupar a última colocação em seu grupo, o Santos surpreendeu com um bom futebol no meio de campo, César Sampaio, César Ferreira, Ernâni e Heriberto bloquearam o setor mais criativo do Grêmio. A equipe gaúcha apresentou sua característica de sempre —muita força na marcação—, mas criou poucas oportunidades de gol e não teve substituto de bom nível para o ponta Paulo Egídio, contundido.

No primeiro tempo, aos 22 minutos o Grêmio Leve sua melhor oportunidade, quando Gilson acertou um chute de primeira, depois de um cruzamento de Assis. Aos 36, foi a vez de Élcio pegar um rebote da zaga e chutar rente à trave.

No segundo tempo, o Grêmio tentou fazer a marcação mais frente, mas foi surpreendido pelos contra-ataques santistas. Ditinho, Tuíco, César Ferreira e Paulinho só não marcaram por falta de calma diante do goleiro Gomes.” (Folha de São Paulo, segunda-feira, 25 de setembro de 1989)

 

Placar “O JOGO: As vaias da torcida no final da partida foram justas. O Santos jogou com três volantes, César Sampaio, César Ferreira e Heriberto, preocupado, sobretudo, em não tomar gols. O Grêmio não teve inspiração para furar o bloqueio do adversária. A não ser pelas quatro chances de gol, duas para cada time, criadas no segundo tempo, o que se viu foi uma sucessão de jogadas truncadas e passes errados digna de irritar o torcedor. Nota do jogo: 5” (Placar, edição n.º 1.007, 29 de setembro de 1989)

Foto: Nico Esteves (Placar)

Grêmio 0 x 0 Santos

GRÊMIO: Gomes; Alfinete, Trasante, Edinho e Hélcio; Lino, Cuca, Darci e Assis; Gílson e Sinuê (Sérgio Araújo)
Técnico: Claudio Duarte

SANTOS: Sérgio; Ditinho, Davi, Luiz Carlos e Wladimir; César Sampaio, César Ferreira, Heriberto e Ernâni; Paulinho McLaren e Tuíco (Totonho)
Técnico: Nicanor Carvalho

Campeonato Brasileiro 1989 – 1ª Fase – 5ª Rodada
Data: 24 de setembro de 1989, domingo
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre, RS
Público: 10.900 pagantes
Renda: NCz$ 90.951,00
Árbitro: Tito Rodrigues
Auxiliares: Francisco Carlos Vieira e Luis Carlos Pinto
Cartões Amarelos: Trasante e Sérgio

Brasileirão 1988 – Grêmio 0x0 Flamengo

January 27, 2021

Foto: Nico Esteves (Placar)

Grêmio e Flamengo já se enfrentaram antes em um dia 28 de janeiro. Foi pelo Brasileirão de 1988, que, assim como a atual edição, começou em um ano e só foi ser finalizado no seguinte.

Naquela ocasião houve uma parada de mais de um mês entre o fim da fase da classificação, em meados de dezembro, e o início dos mata-mata. Na sua preparação para o jogo, o Flamengo recebeu a visita da  Rainha do seu Baile Vermelho e Preto, Monique Evans, enquanto o maior agito na concentração tricolor em Gramado foi uma conta não paga em um clube da cidade serrana.

Como é possível ver nos textos transcritos abaixo, o Presidente Paulo Odone não gostou nenhum pouco do fato do jogo ter sido marcada para as 16 horas de um sábado em plena temporada de veraneio no Rio Grande do Sul. Buscando evitar um baixo público, o mandatário gremista tentou barrar a transmissão pela TV Globo e reduziu consideravelmente o preço dos ingressos. A redução se mostrou uma medida acertada, uma vez que mais de 53 mil pagantes se fizeram presentes no Olímpico naquela tarde.

Em campo o Grêmio não conseguiu sair do 0x0, resultado mais favorável ao Flamengo, que tinha a vantagem de jogar por empate numa prorrogação numa eventual igualdade após o fim do tempo regulamentar da segunda partida.

Acho bem curiosa a numeração usada pela equipe tricolor nesse período. Na foto a abaixo podemos ver o lateral-esquerdo Airton com a camisa 5, enquanto a camisa  4 ficou com o meio-campista Cristóvão Borges.  Por falar em Cristovão, já comentei antes no twitter que gosto muita dessa braçadeira com os dizeres “CAPITÃO” usada por eles nesse jogo.

 

Foto: Nico Esteves (Placar)

 

Foto: Nico Esteves (Placar)

EMPATE DEIXA FLA MAIS PERTO DA SEMIFINAL

A torcida rubro-negra comemorou o resultado como se fosse uma vitória, num jogo disputado c equilibrado, apesar do calor. E o empate em 0 a 0 com o Grêmio, em Porto Alegre, deixou o Flamengo numa situação muito confortável na busca da classificação para as semifinais do campeonato Brasileiro. O próximo jogo das duas equipes será na quinta-feira à noite, no Maracanã, quando uma vitória no tempo normal basta ao time do Rio.

O Flamengo começou com mais fôlego. Zinho arriscava dribles e Bebeto lançava sempre para Sérgio Araújo na direita, sem que houvesse maior perigo nas finalizações. O Grêmio buscava marcar o adversário no meio-campo e encontrou pelo setor direito do ataque o caminho mais fácil para atingir a área do Flamengo, através de jogadas de Alfinete, Jorginho e Serginho. Foram nos escanteios cobrados por Jorginho que o Grêmio levou maior perigo à meta de Zé Carlos e, se não houve um gol neste primeiro tempo, isso se deve à sucessão de erros de Jorge Veras na pequena área e na presença quase milagrosa de Aldair, que desarmou o adversário em praticamente todas as investidas.

No segundo tempo, o Flamengo novamente começou com mais garra e, até os 12 minutos, conseguiu cinco escanteios a seu favor. A partir daí, o técnico Minelli ordenou que a defesa de fechasse ainda mais, abafando outras investidas rubro-negras. Pelo Flamengo, as jogadas de maior perigo foram aos 15 minutos, quando Zico cobrou uma falta na intermediária num belíssimo lançamento para Sérgio Araújo que, da meia-lua, deu um chutão sobre o travessão. E aos 41, quando Jorginho, após jogada de Renato (que substituiu Zico) buscou a linha de fundos, cruzou para a pequena área, mas Sérgio Araújo novamente errou o chute, cara a cara com Mazaropi. Nos minutos finais, os dois times alternaram jogadas de perigo, mas Zé Carlos e Mazaropi conseguiram manter o marcador. “ (Jornal do Brasil, domingo, 29 de janeiro de 1989)

 

 

TELÊ NÃO CANTA VITÓRIA

Porto Alegre — O empate teve sabor de vitória para o Flamengo, que agora conta com a vantagem de jogar em casa, na próxima quinta-feira, por mais um empate para se classificar. Por isso, quando faltavam dez minutos para terminar o jogo, a torcida rubro-negra ja cantava a vitória do seu time.

Fim de partida, e o alívio substituiu o cansaço da equipe, que saiu de campo com a sensação de que o pior tinha passado. Zico, substituído no início do segundo tempo, achou que faltou às duas equipes, além de gols, preparo físico. “Depois das férias, os times voltam sem aquele ritmo de jogo rápido”, acrescentou.

 O técnico Telê Santana foi talvez o único no Flamengo que não sentiu nenhum gosto de vitória com o empate. “Nós viemos a Porto Alegre para ganhar. É claro que o resultado nos favoreceu, mas eu sempre disse que íamos atacar”, salientou.

O Flamengo soube administrar o nervosismo do Grêmio, empurrado por sua torcida, e foi inteligente. Soube segurar o jogo no final, tanto que quem mais trocou passes nos últimos minutos foi o goleiro Zé Carlos com a defesa. Ainda assim, Telê prefere atribuir a falta de conclusões, de um lado e de outro, ao preparo físico ainda deficiente dos jogadores. “O calor atrapalha e a torcida do Grêmio também pressionou muito o nosso time”.

Uma coisa Telê garante: o Flamengo será um time ofensivo na quinta-feira. “Não podemos pensar no empate só porque ele nos classifica, ainda mais jogando com a nossa torcida junto.” Essa é exatamente a maior preocupação do treinador do Grêmio, Rubens Minelli, ou seja, o ataque do Flamengo no Maracanã.

O técnico do Flamengo acha pouco tempo até o próximo jogo para que o time alcance preparo físico satisfatório, mas está confiante na vitória, até porque a partida será a noite, com temperatura mais amena.“ (Jornal do Brasil, domingo, 29 de janeiro de 1989)

 

 

PÚBLICO, CONSOLO GREMISTA

“Perdemos gols que não poderíamos perder”, lamentou o treinador Rubens Minelli, sintetizando as opiniões entre os gremistas no final da partida com o Flamengo. Cuca, o melhor atacante do Grêmio, perdeu dois gols, mas a partida de ontem mostrou que, para quinta-feira, no Maracanã, o Grêmio continua’ com o mesmo problema: não tem centroavante nem agressividade no ataque.

O lateral-esquerdo Airton, que prometia uma grande atuação contra seu ex-clube, foi apenas regular. Ele admitiu que o time gaúcho “não teve tranquilidade para marcar, mas em decisão não se pode brincar”. Embora lamentando o empate, o presidente do Grêmio, Paulo Odone, estava eufórico com a presença de 53.842 pagantes no Estádio Olímpico, que proporcionaram uma renda de NCz$ 34.346,40, mesmo sendo sábado à tarde. Ele acha que o público deu uma “lição e um depoimento ao vivo” e pensa, seriamente, cm manter os preços baixos, pelo menos nas gerais (NCz$ 0,20) e arquibancadas (NCz$ 0,50).

O Grêmio cobrou preços mais baixos, inclusive inferiores à tabela da Sunab, em protesto à decisão da CBF de marcar a partida para uni sábado, quando normalmente a maioria dos porto-alegrenses está na orla atlântica. Com os preços baixos, o Estádio Olímpico apresentou uma das maiores lotações dos último três anos.“(Jornal do Brasil, domingo, 29 de janeiro de 1989)

 

 

FLAMENGO JOGA POR NOVO EMPATE NO RIO

Porto Alegre – Emygdio Felizardo –  Enviado Especial – Deu 0 a 0 no primeiro jogo das quartas-de-final da Copa União. Na verdade, Flamengo e Grêmio não realizaram boa atuação ontem à tarde no Olímpico, em Porto Alegre, cometendo muitos erros, principalmente nas finalizações, e frustraram o grande número de torcedores que praticamente lotou as dependências do estádio. O resultado foi justo e beneficiou o time carioca que terá o direito de decidir sua passagem para a semifinal quinta-feira, no Maracanã, com a vantagem de dois empates — no tempo normal e na prorrogação — para eliminar o Grêmio.

O Flamengo, começou o jogo em ritmo quente, bem distribuído em campo, mostrando eficiência na marcação e partindo rápido nos contra-ataques, com os lançamentos para as pontas, onde encontrava muita liberdade para trabalhar a bola, principalmente pelo lado direito, com Sérgio Araújo. Desta forma, o time carioca foi dominando as ações, mas apresentando erros nos cruzamentos.

Aos poucos, no entanto, o Grêmio foi crescendo em campo, equilibrando o jogo e depois conseguindo reverter a situação, passando de dominado para dominador. Com a subida de produção do time gaúcho, foram surgindo falhas gritantes no sistema de marcação do Flamengo, a partir do meio-campo. O Grêmio pressionou muito após os 20 minutos e esteve muito próximo de sair para o intervalo com a vantagem no placar.

As principais investidas dos gaúchos na primeira etapa surgiram pelo lado direito, através de boas combinações entre Jorginho e Alfinete. Nas cobranças de escanteios, o Grêmio deixou o  Flamengo em grandes apuros, com a defesa atabalhoada, escapando de sofrer gol pela grande fase de Aldair. Na frente, o Flamengo também foi muito prejudicado pelas precipitações de Sérgio Araújo nas finalizações.

Os melhores momentos ao primeiro tempo pertenceram ao Grêmio, aos 12 e 20 minutos. No primeiro, Jorginho cobrou falta, Leonardo falhou e Cuca bateu por cima, da entrada da pequena área. O segundo foi em um corner. A defesa do Flamengo não interceptou mas o ataque do Grêmio também bobeou.

Na etapa complementar, o Grêmio voltou a ficar com as melhores chances de gols. Uma aos 13 minutos, com Cuca chutando fraco em cima de Zé Carlos, depois de boa investida pela esquerda, e outra aos 24, numa falha de Aldair. Aos 41 minutos, Sérgio Araújo, na pequena área, perdeu a maior oportunidade do Flamengo. No finalzinho do jogo aconteceram dois bons momentos — um para cada lado —, mas Zé Carlos e Mazaropi seguraram o 0 a 0.” (Emygdio Felizardo, Jornal dos Sports, domingo, 29 de janeiro de 1989)

 

 

ATUAÇÕES

 

FLAMENGO

Zé Carlos — Falhou em dois lances no primeiro tempo, quando saiu mal em cobranças de escanteios. Mas na etapa complementar fez boas defesas, sendo a melhor delas aos 44 minutos. Nota 7

Jorginho — Esteve muito bem na marcação e com boas Investidas de apoio. No entanto, foi prejudicado pela afobação de Sérgio Araújo, correndo muitas vezes à toa. Nota 7

Aldair – Só falhou em um lance no segundo tempo, que quase acaba sendo fatal. No restante, esteve firme, justificando sua convocação para a Seleção Brasileira. Nota 8

Rogério — Outra boa atuação. Cobriu muito bem a falha de Aldair. Nota 7.

Leonardo — Ficou em sérios apuros com as investidas de Alfinete e Jorginho. Mas acabou dando conta do recado. Nota 7

Delacir — Novamente mostrou combatividade. Mas apresentou falhas, cometeu faltas desnecessárias e errou passes. Nota 4

Ailton — Esteve um pouco melhor que Delacir. Também é limitado. Nota 5

Zico — O problema estomacal o deixou muito abatido. Atuou mais no sacrifício e, por isso, não rendeu tudo o que sabe. Além disso, esteve afastado do time por contusão. Nota 6.

Renato entrou com disposição e deu bom chute a gol. Nota 6

Sérgio Araújo — Atrapalhou o ataque do Flamengo. Esqueceu o espirito de companheirismo. Nota 4

Bebeto — Lutou muito durante os 90 minutos. A individualidade de Sérgio Araújo também o atrapalhou. Nota 7

Zinho — Começou bem e depois caiu um pouco. Mas, ainda assim, preocupou a defesa. Nota 7.

 

GRÊMIO

Mazaropi — Os arremates de longa distância do Flamengo facilitou sua atuação. Mas também mostrou boa saída do gol, se antecipando aos atacantes adversários. Nota 7

Alfinete – No início foi envolvido por Zinho, mas foi se firmando na marcação e apoiou com eficiência, trabalhando bem com Jorginho. Nota 7

Trasante — Um zagueiro multo duro. É bom tanto nas bolas altas quanto rasteiras, mas abusa das faltas Nota 6

Luís Eduardo — No mesmo nível de seu companheiro. Também bate muito. Nota 6

Aírton — Deixou Sérgio Araújo muito solto durante a maior parte do tempo. Com isso, poderia comprometer toda a defesa do Grêmio, se o ponta não fosse “fominha”. Nota 4

Bonamigo — Um jogador habilidoso, que sabe fazer lançamentos. No entanto, andou pipocando algumas vezes. Nota 6

Sérginho — Se movimentou bem em campo, criando espaços e lançando. Na hora que procurou finalizar mostrou deficiência. Note 6

Cristóvão — Também trabalhou multo no meio-campo do Grêmio. Lutou com disposição e criou bons lances de ataque. Nota 7

Jorginho — Puxou os principais contra-ataques do Grêmio e criou pânico para a defesa do Flamengo nas cobranças de escanteios. Nota 8

Cuca — Lutou multo e perdeu vários gols. Nota 6

Jorge Veras — Veloz mas não demonstrou multa qualidade técnica. Nota 6.

 

ARBITRAGEM

O árbitro Romualdo Arpi Filho cumpriu à risca as determinações que foram Impostas pelo presidente da nova Cobraf, Áureo Nazareno. Antes do início da partida, o árbitro chamou os dois capitães e pediu que transmitisse aos jogadores que seria rigoroso na arbitragem e que não admitiria jogo violento. Por isso o jogo começou com cinco minutos de atraso. Na partida o árbitro Romualdo Arpi Filho, só deixou de dar um cartão ao zagueiro Trasante, que na passagem de uma bola segurou o atacante Bebeto. Aplicou cartão amarelo em Delacir e Luiz Eduardo, com muita segurança e conseguiu levar o Jogo até o seu final com multa tranqüilidade. Os seus auxiliares poucos trabalho tiveram demonstrando, que o de modo geral, trio de arbitragem esteve muito bem. “ (Jornal dos Sports, domingo, 29 de janeiro de 1989)

Foto: Sérgio Sade (Placar)

 

VETO A TELEVISÃO TEVE MOTIVO POLÍTICO

Os motivos que levaram o presidente do Grêmio, Paulo Odone, a criar toda a celeuma contra a TV Globo, ameaçando, inclusive, a impedir a transmissão do jogo de ontem no Estádio Olímpico, foram, na verdade, de fundo político. Isso, porque a Oposição vem conseguindo um grande crescimento, tornando-se cada vez mais forte para a próxima eleição que apontará o novo presidente do clube.

O pleito somente acontecerá 20 dias após a última participação do Grêmio nesta Copa União. A finalidade do dirigente no período pré-eleitoral é também unificar o clube e a torcida, para reconquistar o prestígio da atual administração e ganhar novo voto de confiança nas urnas. A atitude do presidente ainda teve além do cunho político, a intenção de motivar o espetáculo no Estádio Olímpico. Paulo Odone sabe que nos finais de semana. Porto Alegre torna-se uma cidade vazia, com as viagens para o litoral e que, por este motivo, a polêmica sobre a marcação da data para o televisionamento tornou-se a única maneira de despertar uma maior motivação para que o público comparecesse em bom número a fim de incentivar o time gremista na primeira batalha pela classificação nas quartas-de-final.” (Jornal dos Sports, domingo, 29 de janeiro de 1989)

 

 

Grêmio 0x0 Flamengo

GRÊMIO: Mazaropi, Alfinete (Fábio), Trasante, Luiz Eduardo e Aírton; Bonamigo, Cristóvão e Cuca; Jorginho, Serginho e Jorge Veras
Técnico: Rubens Minelli

FLAMENGO: Zé Carlos, Jorginho, Aldair, Rogério e Leonardo; Delacir, Aílton e Zico (Renato Carioca); Sérgio Araújo, Bebeto e Zinho
Técnico: Telê Santana

Brasileirão 1988 – Quartas de final – jogo de ida
Data: 28 de janeiro de 1989, sábado, 16h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 53.842 pagantes
Renda: NCz$ 34.346,00
Juiz: Romualdo Arpi Filho
Auxiliares: Oswaldo Ramos e Darcio Pereira
Cartões Amarelos: Delacir e Luis Eduardo

Gauchão 1989 -Glória 1×2 Grêmio

April 30, 2019
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Foto: José Doval (Zero Hora)

Esse jogo contra o Glória, em Vacaria, marcou uma virada do Grêmio na temporada 1989. Era a última rodada do segundo turno do Gauchão, e o tricolor precisava da vitória para avançar ao quadrangular final do turno e assim manter vivas as chances de ir para o hexagonal final da competição.

Cláudio Duarte, que havia assumido o comando do time no início da semana (Rubens Minelli fora demitido após a derrota nos pênaltis para o Passo Fundo) promoveu a estreia dos recém contratados Hélcio, Jandir e Edinho. A partir daí começou a se firmar a base da equipe que ganharia o pentacampeonato gaúcho e a primeira edição da Copa do Brasil.

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Foto: José Doval (Zero Hora)

GRÊMIO VENCE A GUERRA E VAI PARA O QUADRANGULAR
Na estréia de Cláudio. Duarte, time supera jogo tumultuado e fica a um ponto do Hexagonal

O Grêmio venceu a “guerra” de Vacaria, ao ganhar do Glória por 2 a 1, e classificou-se ao Quadrangular em segundo lugar no Grupo B, com,11 pontos positivos. O Pelotas ficou em primeiro com 13. Na classificação geral, o time de Cláudio Duarte tem 24 pontos. E precisa de apenas mais um para chegar ao Hexagonal. Em resumo, basta não chegar em último no Quadrangular para que a participação na etapa final do Gauchão esteja assegurada. O adversário do Grêmio na próxima quarta-feira será o Aimoré, em São Leopoldo. No domingo, o jogo acontecerá no Estádio Olímpico, contra o Pelotas.

No Alto da Glória, a confusão foi a marca predominante. O Grêmio atacou durante todo o primeiro tempo. O Glória simplesmente não teve poder ofensivo. E concluiu apenas duas bolas contra o gol de Mazaropi, ambas por Juarez e para fora, sendo uma delas sobre o alambrado, caindo fora do estádio. Enquanto isso, o lateral esquerdo Hélcio, um dos estreantes, mostrava bom futebol e marcava com firmeza. Edinho, era o dono da área. E Jandir, o último dos três reforços recém-contratados, apesar da falta de ritmo, organizava os lances de frente. A partida, até 25 minutos, foi dura, com muitas faltas e enorme tensão. Aí, o ponteiro esquerdo Paulo Egídio lançou urna bola em diagonal para o Almir. O ponteiro driblou Francisco, um mau marcador, passou também por Juarez e chutou forte na saída de Gasperin, aos 30 minutos. O Glória teve que se abrir e buscar o empate. Mas o Grêmio continuou melhor.

Daltro Menezes, aos 37 minutos, tirou Francisco e colocou Zé Roberto em seu lugar. O lateral não acompanhava. Almir. Branco, o mais qualificado atleta de Daltro, não rendeu bem nos primeiros 45 minutos. Com isso, a superioridade do Grêmio implantou-se exatamente a partir do setor de criação.

Tumulto

No segundo tempo, o Glória voltou desesperado. E contou com a intranqüilidade do árbitro Carlos Martins para transformar o jogo em um grande tumulto, com 17 minutos de paralisação. O primeiro desentendimento ocorreu quando Paulão, que entrou em lugar de Edimilson, cruzou uma bola para a área e Rubinho fez o gol. Martins marcou impedimento. Nesta altura, a violência já predominava. Depois, Kita e Juarez chocaram-se de cabeça. O centroavante do Grêmio sofreu afundamento do malar e foi retirado de campo. O zagueiro teve que prosseguir com uma bandagem. Aos 18 minutos, Marcos Vinícius, que substituiu Kita, foi lançado, entrou na área, e foi puxado: pênalti.

O Glória discordou da marcação de Martins e houve invasão de campo de parte do treinador Daltro Menezes e dirigentes. Paulão pressionou Carlos Martins e chegou mesma a dar-lhe um encontrão. A Brigada Militar entrou no gramado. Houve muitas ameaças a Martins. Aos 27 minutos, Edinho bateu a penalidade e fez 2 a 0. Carlos Martins, entretanto, perturbou-se. Aos 33 minutos, expulsou Edinho, que, provocado por Zé Cláudio, estava envolvido em mais uma discussão. Com isso, o Glória cresceu. Aos 37 minutos, Alfinete afastou mal uma bola dentro da área e, na sobra, Zé Cláudio descontou.

Ainda houve tempo para mais atritos. O médico Alarico Endres tentou prestar atendimento dentro do campo e foi agredido. Daltro Menezes insultou e ameaçou Martins. Aos 43 minutos, a partida recomeçou. E foi até 61 minutos. Quase ao final, Cuca aparou um cruzamento e encobriu Gasperin, em gol legítimo. O confuso Carlos Martins apitou impedimento. Contrariou o experiente Justimiano Gularte, que nada tinha assinalado. O Glória perdeu, mas lutou até o fim. E fez de tudo para desestabilizar o sistema nervoso de quem estivesse por perto.” (Renato Barros e Carlos Alberto Fruet, Zero Hora, 1º de maio de 1989)

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Foto: Valdir Friolin (Placar)

A Guerra de Vacaria

Ser gremista no começo de 1989 era um suplício. Em péssima fase, o tricolor não convencia no campeonato gaúcho. Na penúltima rodada da fase classificatória, com a vaga à fase final a perigo, deixou escapar uma vitória fácil contra o Passo Fundo, no Olímpico. Precisaria vencer seu último jogo para conseguir a classificação. E o adversário era ninguém mais, ninguém menos, do que o Glória. E em Vacaria, no Altos da Glória…

Entre o dia do empate contra o Passo Fundo e o jogo contra o “Leão”, o Grêmio desencadeou uma grande mobilização. Chamou Cláudio Duarte para o comando técnico e contratou três reforços: o zagueiro Edinho, capitão do Brasil na Copa de 86, o volante Jandir e o lateral-esquerdo Hélcio. Os recém-chegados teriam pouco menos de uma semana para se adaptarem e absorverem as instruções do treinador.

Seria o suficiente para derrotar o Glória? Além de possuir uma equipe entrosada, o moral estava em alta graças à melhor campanha da competição até aquele momento. Não bastasse isso, o “Leão” não perdia em casa há 24 jogos, quase um ano sem derrota. Cláudio Duarte reconhecia a força do oponente: “O time do Daltro [Menezes] ataca com muita vontade e mostra que está sempre disposto a vencer”.

Não havia dúvida: aquele domingo, 30 de abril de 1989, prometia muita emoção. Todos os olhos voltaram-se para Vacaria. Era lá que o tricolor iria disputar uma das partidas mais decisivas de sua existência. Ironicamente, contra um clube que possuía as mesmas cores e levava “Grêmio” em seu nome. Uma grande expectativa tomou conta da cidade, e os ingressos postos à venda esgotaram-se rapidamente. No data do jogo, a cidade não cabia em si de tanta excitação. Na hora marcada para a abertura dos portões, grandes filas se formavam junto às entradas. Faltando duas horas para o começo do confronto, a lotação do estádio estava completa. Aquelas 8.510 pessoas – recorde de público do Altos da Glória em todos os tempos – testemunhariam um dos episódios mais dramáticos da história do futebol gaúcho: a “Guerra de Vacaria”!

Precisando vencer, o Grêmio iniciou na pressão, não permitindo que Branco e Edmundo organizassem a meio-campo do Glória e fizessem a bola chegar ao perigoso atacante Zé Cláudio. Edinho, Jandir e Hélcio davam segurança ao sistema defensivo, e não havia conclusões contra o gol tricolor. Nos primeiros minutos, a partida mostrava como seria: dura, com muitas faltas e uma tensão gigantesca.

Francisco, lateral do Glória, parecia o mais nervoso. Foi pelo seu setor que, aos 30 minutos, o Grêmio abriu o placar. Paulo Egídio lançou Almir, que passou com facilidade por Francisco, driblou Vladimir e chutou sem chances para Gasperin. Atento, Daltro substitui Francisco por Zé Roberto. Com Branco e Edmundo contidos, o “Leão” não teve forças para reagir, e o primeiro tempo acabou com vantagem gremista. No intervalo, torcedores do Glória agrediam-se nas sociais, prenunciando o clima do segundo tempo.

No retorno, Edmílson entra no lugar de Paulão. A equipe melhora, e Rubinho marca após cruzamento de Paulão, mas o gol é anulado pelo árbitro, iniciando-se grande confusão em campo e a paralisação do jogo. Pior para o auxiliar Carlos Kruse, que assinalou o impedimento: trabalhando junto às gerais, onde apenas o alambrado separa o auxiliar da torcida, passou a ser alvo de cusparadas e xingamentos. Na seqüência, numa disputa de bola pelo alto, Kita e Juarez se chocam. O primeiro sofre afundamento de malar, sendo substituído, enquanto Juarez acusa um profundo corte na cabeça. Bravo, ele volta a campo protegido por uma bandagem, pois o Glória já havia realizado as duas alterações.

Aos 18 minutos, Marcus Vinícius cai na área e o árbitro marca pênalti. O banco de reservas do time da casa invade o gramado e cerca o árbitro Carlos Martins. Após nove minutos de paralisação, Edinho cobra a penalidade, fazendo 2 a 0. Depois de tomar o segundo gol, o “Leão” parte para cima do adversário. Para compensar o prejuízo do time da casa, Martins expulsa Edinho aos 33 minutos. Valente, o Glória pressiona e é recompensado: aos 37 minutos, aproveitando um rebote, Zé Cláudio desconta. Na seqüência, o médico gremista tenta prestar socorro dentro de campo e ocorre nova invasão do banco do time de Vacaria.

O jogo parecia não ter mais fim devido às paralisações, dando um grande suspense à disputa, pois o Glória permanecia no ataque e ninguém sabia, ao certo, quanto tempo restava. Quase ao final, Cuca apara cruzamento e encobre Gasperin, mas o juiz marca impedimento, apesar de o auxiliar Justimiano Gularte nada ter sinalizado. A partida termina aos 61 minutos da segunda etapa. Emocionados, os gremistas comemoram, enquanto dirigentes, atletas e comissão técnica do Glória cercam novamente a arbitragem. Nas gerais, a torcida visitante festejava discretamente, talvez ainda sem acreditar que seu time obtivera a classificação mesmo sob tamanha “fumaceira”.

Após aquele embate, o tricolor, recuperado, conquistou o Gauchão e, na seqüência, a primeira Copa do Brasil. Mas, enquanto forem lembradas essas vitórias, será inevitável recordar que, para tanto, o Grêmio teve que subir a Serra e vencer a “Guerra de Vacaria”, um dos maiores jogos da história do futebol gaúcho. Para o “Leão” o jogo assinalou o clímax da época mais próspera e vitoriosa do clube, chamando para si as atenções do Rio Grande e do Brasil. Após aquele ciclo feliz, jamais veríamos a comunidade tão unida em torno de um único objetivo…” (Site Oficial do Glória)

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

Edinho: “Em 1989, o meu papel era o de não se envolver com o caldeirão. No jogo contra o Glória, no qual precisávamos ganhar de qualquer maneira, houve um pênalti. Percebi que ninguém queria pegar a bola e bater. Era o clima pesado. Como recém tinha chegado, eu estava fora deste ambiente. Cobrei com toda a calma e fiz o gol.” (ClicRBS, 28/08/2010 18h07min)

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Foto: Zero Hora

Foto: Zero Hora

Glória 1×2 Grêmio

GLÓRIA: Gasperin; Chimbica, Vladimir, Juarez e Francisco (Zé Roberto); Edmílson (Paulão), Jair, Branco e Edmundo; Rubinho e Zé Cláudio
Técnico: Daltro Menezes

GRÊMIO: Mazaropi; Alfinete, Luiz Eduardo, Edinho e Hélcio; Jandir, Cristóvão e Cuca; Almir, Kita (Marcus Vinícius) e Paulo Egídio (Amaral).
Técnico: Cláudio Duarte

Gauchão 1989 – Segundo Turno – 7ª Rodada
Data: 30 de abril de 1989, domingo
Local: Estádio Altos da Glória, em Vacaria-RS
Público: 8.510 (7.213 pagantes)
Renda: NCz$ 17.096,00
Árbitro: Carlos Martins
Assistentes: Carlos Kruse e Justimiano Gularte
Cartões amarelos: Rubinho e Zé Cláudio
Cartão vermelho: Edinho (33/2ºT)
Gols: Almir, aos 30 minutos do 1º tempo; Edinho (de pênalti) aos 27 minutos do 2º tempo e Zé Cláudio, aos 37 do 2º tempo

Supercopa 1989 – Grêmio 2×1 River Plate

October 30, 2018
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Foto: José Doval (Zero Hora)

Na Supercopa de 1989 o Grêmio passou pelo River Plate, com Gomes defendendo uma cobrança de Batistuta.

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

GRÊMIO GANHA VAGA NOS PÊNALTIS E AGORA ENFRENTA O ESTUDIANTES
River saiu na frente mas o Grêmio reagiu e venceu por 2 a 1. Na decisão por pênaltis, nova vitória gremista. Agora vem o Estudiantes

Após 2 a 1 no tempo normal, o Grêmio venceu o River Plate por 4 a 1 nos pênaltis e se classificou à próxima fase da Supercopa, quando terá o Estudiantes de La Plata como adversário (dia 18 no Estádio Olímpico e 25 na Argentina). Edinho, Adilson Heleno, Jandir e Hélcio marcaram para o Grêmio e Batista para o River. Gomes pegou a cobrança de Batistuta, enquanto Medina Bello chutou para fora.

Após um começo promissor, com vontade e raça, onde Kita perdeu um gol aos nove minutos, o Grêmio, nervoso e errando muitos passes, foi sendo aos poucos dominado pelo River Plate. O time argentino, paciente, esperava o Grêmio em seu campo e, sempre através de Batista e Hernan Diaz iniciava as suas perigosas jogadas de contra-ataque. Foi assim que aconteceu o primeiro gol do River, aos 24 minutos: Centurión aproveitou o rebote de um chute de Medina Bello no travessão e completou sem chances para Gomes.

Este gol desarticulou o Grêmio, que errava passes e não conseguia fazer boas jogadas. Marcando forte, o River poderia ter ampliado o placar aos 31, quando Talarico chutou outra vez no travessão, após cruzada de Medina Bello. Na raça, mas injustamente, Kita empatou aos 43, de cabeça, após lançamento de Alfinete, em falha do goleiro Comizzo.

O time do Grêmio voltou mais tranqüilo para o segundo tempo e aos 11 minutos fez 2 a 1: Adilson Heleno cobrou falta, a bola bateu em Gomez, que estava na barreira e enganou Comizzo, que tentava a defesa. Depois, Cláudio Duarte tirou Assis e Kita, colocando Sérgio Araújo e Gilson em seus lugares, para dar maior agressividade ao ataque.

Esta alteração até que deu alguns resultados, pois o Grêmio foi à frente para tentar o terceiro gol e se classificar à próxima fase sem precisar decidir nos pênaltis. Aos 28 e 32 minutos, Gilson fez duas conclusões, para fora, em boas jogadas de Sérgio Araújo. O River Plate, que já tinha Batistuta em lugar de Centurión, só se defendia. Aos 35 minutos, Alfinete teve azar ao concluir, de cabeça, no travessão. Depois, não conseguiu mais nada.” (Zero Hora, quinta-feira, 12 de Outubro de 1989)

UMA FESTA NO OLÍMPICO E MUITOS ELOGIOS A GOMES

O Grêmio sofreu, mas chegou lá. Venceu no jogo e nos pênaltis, a torcida fez a festa e os jogadores, agora, já pensam no Estudiantes. E quem mais vibrou foi o goleiro Gomes, que defendeu o pênalti cobrado por Batistuta:

— Isso só mostrou a força do Grêmio. Vamos continuar unidos em busca deste titulo tão importante.

Mazaropi, que assistiu a partida sem esconder o nervosismo, vibrou muito com o sucesso de Gomes:

— Ele é o maior responsável pela classificação.

A noite era de festa. Gomes e Hélcio falaram em “Deus”, Adilson Heleno também vibrava muito, pois de sua recuperação pessoal dois jogos frente o River:
— Sempre acreditei no meu potencial. Cheguei aqui fora de forma, não desanimei e ainda pretendo dar muitas alegrias à torcida do Grêmio.” (Zero Hora, quinta-feira, 12 de Outubro de 1989)

Grêmio 2×1 River Plate

GRÊMIO: Gomes; Alfinete, Luís Eduardo, Edinho e Hélcio; Jandir, Cuca, Adilson Heleno e Assis (Sérgio Araújo); Kita (Gilson) e Paulo Egídio
Técnico: Cláudio Duarte

RIVER PLATE: Comizzo; Basualdo, Higuain, Corti e Gomez; Zapata, Batista, Talarico (Hector Henrique) e Hernan Diaz; Centurion (Batistuta) e Medina Bello
Técnico: Reinaldo “Mostaza” Merlo

Supercopa 1989 – Oitavas de final – Jogo de volta
Data: 11 de outubro de 1989, quarta-feira, 21h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre/RS
Público: 15.980 pagantes
Renda: NCz$ 207.441,00
Árbitro: José Martínez Bazam (URU)
Auxiliares: Juan Gardelino e Jorge Nieves
Gols: Centurion, aos 24 minutos e Kita, aos 44 minutos do primeiro tempo;
Adílson Heleno, aos 11 minutos do 2º tempo

Supercopa 1989 – River Plate 2×1 Grêmio

October 23, 2018
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Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

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Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

GRÊMIO LUTA MUITO, MAS ESTRÉIA COM DERROTA PARA O RIVER PLATE
Uma falha no início e um erro do árbitro definiram o resultado. Grêmio reagiu bem, mas perdeu muitas chances e agora precisa vencer

Mesmo com uma boa atuação, para o número de desfalques (seis, ao todo), o Grêmio não resistiu ao River Plate, ontem à noite, no Monumental de Nudez, em Buenos Aires, e perdeu por 2 a 1, gois marcados por Adilson Heleno, para o Grêmio, Centurion e Borrelli. Com este resultado, seguiu o mesmo destino dos outros clubes brasileiros, que também perderam na estréia da Supercopa. Agora, precisa apenas de uma vitória simples, por diferença dois gols, no jogo de volta, no Olímpico.
O time de Cláudio Duarte começou o jogo como se previa. Esperando o adversário em seu próprio campo e aproveitando para partir nos contra-ataques. Mas uma falha dupla de Trasante e Alfinete permitiu que, aos 16 minutos, o atacante Centurion abrisse o marcador, mudando toda a estratégia do time gaúcho. Aos 23 minutos, já mais ambientado à partida, o Grêmio perdeu sua primeira situação clara de gol, com Nando chutando fraco para a defesa aliviar a escanteio. Mas aos 41 minutos, Adilson Heleno empatava o jogo, concluindo de primeira uma jogada de Hélcio pela esquerda. A alegria brasileira durou pouco. Aos 44 minutos, Borrelli desempatou, em mais uma falha da confusa defesa gremista, que reclamou impedimento de Zamora.
Na segunda etapa, o Grêmio pressionou muito, perdendo algumas boas oportunidades de gol. Aos 22 minutos, Edinho bateu falta frontal a grande área, mas Comizzo defendeu. Mas a melhor situação de gol foi desperdiçada por Alfinete, aos 32 minutos, chutando no travessão, após o escanteio cobrado por Darci. O centroavante Nando também teve chance de empatar, mas chutou sobre o goleiro Comizzo, ficando mesmo no 2 a 1.” (CARLOS ALBERTO FRUET, Enviado a Buenos Aires, Zero Hora 06 de outubro de 1989)

CLÁUDIO DIZ QUE A DEFESA ERROU MAIS NO SEGUNDO GOL
O técnico Cláudio Duarte preferiu analisar mais a falha da defesa do Grêmio do que o erro do juiz no segundo gol do River. Para o treinador, a defesa não poderia ter parado à espera do impedimento:
— Nem quero discutir se havia ou não impedimento. Nós havíamos combinado que não procuraríamos deixar o ataque deles impedido. E paramos naquele lance. Se o rapaz estava ou não impedido é outra história, mas nós não podemos parar nunca.
Apesar disso, Cláudio mostrou-se conformado com o resultado e lamentou apenas as oportunidades perdidas: — Precisamos voltar àquela maré boa das outras competições. Antes, tínhamos duas ou três chances marcávamos. Agora, desperdiçamos inúmeras oportunidades e o adversário, com duas apenas, marcou dois gols. Mas acho que o Grêmio tem condições de recuperar este resultado em casa, no segundo jogo. ” (CARLOS ALBERTO FRUET, Enviado a Buenos Aires, Zero Hora 06 de outubro de 1989)

 

RIVER DERROTA GRÊMIO
Buenos Aires (Sport Press-Especial) — O Grêmio foi o quarto clube brasileiro a perder na primeira rodada da Supercopa. Na noite desta quinta-feira, no estádio Monumental de Nunez, foi derrotado pelo River Plate por 2 a 1, apesar de ter dominado quase toda a partida. Os gols surgiram no primeiro tempo, através de Centurion, aos 2 minutos, fazendo 1 a 0 para o River Plate, Adilson Heleno, aos 41, empatando para o Grêmio, e Borrelli, aos 45, dando a vitória aos argentinos. “(O Liberal – 06 de outubro de 1989)

 

 

RIVER PLATE: Comizzo; Basualdo, Higuain, Corti e Gomez; Batista, Talarico (Medina Bello) e Hernan Diaz; Zamora (Hector Henrique) Borreli e Centurion.
Técnico: Reinaldo “Mostaza” Merlo

GRÊMIO: Gomes; Alfinete, Trasante, Edinho e Hélcio; Jandir, André (Darci), Adilson Heleno e Assis; Sérgio Araújo (Gilson) e Nando.
Técnico: Cláudio Duarte

Supercopa 1989 –
Local: Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires-ARG
Data: 05 de outubro de 1989
Árbitro: Salvador Imperatore (Chile)
Auxiliares: Hernan Silva e Gaston Castro

Supercopa 1989 – Grêmio 0x1 Estudiantes

August 27, 2018
1989 estudiantes casa marquez cuca vargas fernando gomes zero hora

Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

A primeira partida de mata-mata entre Grêmio e Estudiantes aconteceu no  em outubro de 1989, no estádio Olímpico, pelo jogo de ida das quartas de final da Supercopa de 1989.

O tricolor contava com praticamente o mesmo time que havia conquistado a primeira edição da Copa do Brasil poucos meses antes. Uma novidade na escalação foi o goleiro Gomes, que acabou sendo personagem na partida. Falhando no gol dos visitantes e se redimindo defendendo um pênalti sete minutos depois (os dois lances em conclusões do atacante Cariaga).

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Foto: José Doval (Zero Hora)

GRÊMIO JOGA MAL, PERDE E AGORA PRECISA VENCER BEM EM LA PLATA
O Esquema de Cláudio não funcionou. A derrota deixa o sonho de um título inédito um pouco mais distante. Gomes ainda pegou um pênalti.

O Grêmio perdeu de 1 a O para o Estudiantes, ontem à noite e terá que vencer por dois gois de diferença, em La Plata, na próxima quarta-feira. O time argentino foi sempre melhor e, com seu esquema defensivo, mas eficiente, deu uma aula de futebol ao amarrado Grêmio, que mostrou não saber jogar contra equipes retrancadas.

Quem esperava um Grêmio agressivo e para definir o jogo logo no seu inicio, teve uma falsa impressão com um chute de Assis a um minuto, que Battaglia defendeu para escanteio. Depois, o Estudiantes se refez do susto e mostrou qualidades no contra-ataque: o excelente Craviotto, aos três minutos, cruzou para Carriaga e Marquez, que erraram o cabeceio.

Sem dar espaços, o Estudiantes marcava muito bem ao lento meio-campo do Grêmio. Kita, sem mobilidade, foi dominado pela zaga e, por isso, o Grêmio só conseguiu atacar bem aos 20 minutos, quando Agüero salvou em cima da linha uma conclusão de Paulo Egidio, para Battaglia, em seguida, pegar um chute de Assis. A resposta argentina foi rápida, com Cardozo concluindo no poste e Gomes, no mesmo lance, defendeu com os pés para escanteio. Aos 40, Kita, sozinho perdeu chance.

Os dois times voltaram para o segundo tempo com as mesmas formações. E o Estudiantes, marcando muito bem, nada permitia ao Grêmio. Aos 18 minutos Sérgio Araújo e Gilson substituíram Assis e Kita, para dar mais agressividade ao ata. que. Isto não adiantou, já que a bola não chegava na frente, pois os argentinos nada permiyiam. Aos 38, no contra ataque, Cariaga fez 1 a 0, numa falha de Gomes e houve justiça no placar, para quem sempre foi melhor em campo. Aos 45, o goleiro se recuperou ao defender um pênalti que ele mesmo fez em Di Carlo, cobrado por Cariaga. O sonho da Supercopa, agora, ficou mais difícil.” (Zero Hora – 26 de outubro de 1989)

GOMES ERRA, PEGA PÊNALTI E SILENCIA
O goleiro Gomes, que falhou no gol do Estudiantes e defendeu o pênalti no final, não quis dar entrevistas. Gomes foi seguido por seus companheiros, com exceção de Alfinete que tomou banho no vestiário e falou sobre o que aconteceu em campo. Chateado pelo escore, ele mantém a confiança na classificação:
— Somos superiores e tivemos mais oportunidades, três no primeiro tempo, enquanto os argentinos atacaram só uma vez no segundo tempo e marcaram. No pénalti, o Gomes evitou uma injustiça ainda maior.
Os outros jogadores não ficaram no vestiário, preferindo esconder-se na concentração. Mas, ainda no campo, Adilson Heleno tratou de consolar o goleiro Gomes:
— Está certo que ele falhou no lance do gol, mas redimiu-se totalmente ao defender o pênalti. Temos time para reagir em La Plata — assegurou ele.” (Zero Hora – 26 de outubro de 1989)

CLÁUDIO DIZ QUE NADA HÁ A TEMER
Durante todo o dia de ontem, o técnico Cláudio Duarte preocupou-se em fugir dos repórteres para fazer mistério quanto a escalação do Grêmio. À noite, depois da derrota, ele teve que explicar o resultado negativo:
— O Estudiantes mostrou porque o futebol argentino é campeão do mundo e mereceu vencer. Eu prefiro não criticar os meus jogadores e reconhecer os méritos do adver-ário. Mas, segue a esperança, pois quem já foi a Bagé e São Borja nada tem a temer —reagiu ele.
O vice de futebol, Rafael Bandeira dos Santos, admitiu que o time não esteve bem em campo, ressaltando o bom futebol do adversário:
— Eles mostraram um futebol de muita velocidade e até mereceram a vitória. Mas o pênalti defendido pelo Gomes, no final, psicologicamente será muito importante para nossa reações. Precisamos ser machos lá em La Plata.” (Zero Hora – 26 de outubro de 1989)

E OS ARGENTINOS MANTÊM A CAUTELA
A festa no vestiário do Estudiantes só não foi maior por causa da defesa de Gomes no pênalti assinalado pelo árbitro quase no final da partida. Mas o time argentino venceu e joga pelo empate na partida da próxima quarta-feira, em La Plata, para chegar á terceira etapa da Supercopa. O lateral direito Craviotto, melhor jogador em campo, pensa em nova vitória:
— Estamos de parabéns, estivemos fortes em campo, entretanto precisamos da mesma disposição para que vençamos, novamente, o Grémio. O adversário é forte e não podemos nos acomodar por causa deste resultado em Porto Alegre.
O técnico Eduardo Solari, que armou um esquema perfeito — com base numa forte marcação e contra-ataques rápidos — endossou as palavras de seu lateral:
— Demos um passo muito grande rumo à classificação. Mas, nesta competição, os jogos duram 180 minutos e só passamos pela metade.” (Zero Hora – 26 de outubro de 1989)

 

Grêmio 0x1 Estudiantes

GRÊMIO: Gomes; Alfinete, Luís Eduardo, Edinho e Hélcio; Jandir, Cuca e Adílson Heleno; Assis (Sérgio Araújo), Kita (Gílson) e Paulo Egídio.
Técnico: Cláudio Duarte

ESTUDIANTES: Battaglia; Craviotto, Aguero, Trota e Ramirez; Vargas, Peinado e Cardoso; Cariaga, Marques (Di Carlo) e MacAllister (Kumyochoglu).
Técnico: Eduardo Miguel Solari

Supercopa 1989 – Quartas de final – jogo de ida
Data: 25 de outubro de 1989, quarta-feira, 21h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 14.040 pagantes
Renda: NCz$ 187.550,00
Árbitro: Juan Francisco Escobar (PAR)
Assistentes: Carlos Maciel e Lucio Gonzalez
Cartões amarelos: Jandir
Gol: Cariaga, aos 38 minutos do 2º tempo

Supercopa 1989 – Estudiantes 0x3 Grêmio

August 7, 2018

1989 estudiantes volta paulo nunes correio do povo

O confronto mais famoso entre Estudiantes e Grêmio sem sombra de dúvidas é a “Batalha de La Plata de 1983“. Mas aquele jogo valia pelo triangular semifinal da Libertadores daquele ano. O primeiro mata-mata entre as equipes aconteceu seis anos depois, pelas quartas-de-final da Supercopa de 1989.

Na partida de ida, o Estudiantes saiu em vantagem, levando a vantagem de 1×0 para a Argentina. Mas o Grêmio conseguiu se recuperar no Jorge Hirschi, fazendo 3×0, com um gol de Paulo Egídio e dois de Cuca.

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Grêmio goleia Estudiantes e segue em frente na Supercopa
Poucos esperavam que o Grêmio obtivesse recuperação expressiva em La Plata, depois de ter perdido para o Estudiantes no Olímpico. Mas a equipe venceu por 3 a O ontem à noite, e agora enfrenta o Boca Júniors numa das semifinais da competição. A partida foi equilibrada no lº tempo, mas Paulo Egídio aproveitou-se de uma falha dos argentinos para fazer 1 a O, aos 37 minutos do 1º tempo. Cuca, em duas jogadas individuais muito bem trabalhadas, completou o marcador, aos 7min e 36min do 2º tempo. No final Alfinete, Edinho e Trotta foram expulsos” (Jornal Pioneiro – 2 de Novembro de 1989)

GRÊMIO CAÇA OS ARGENTINOS
o Grêmio mostrou que o trauma contra o Estudiantes faz parte do passado. Na quarta-feira, 1º, deu um passeio em La Plata, na Argentina, e goleou por 3 x O, classificando-se para a semifinal da Supercopa Libertadores. Além de se vingar da derrota de 1 x O no Olímpico, na semana anterior, apagou da memória um histórico e tumultuado jogo da Taça Libertadores em 1983. O tricolor vencia por 3 x 1, mas cedeu o empate diante de um adversário com sete jogadores em campo. A vingança até fez o presidente Paulo Odone delirar. “Estamos preparados para vencer o Campeonato Argentino”, ironizava. É que, em sua trajetória na Supercopa, o tricolor já havia despachado o River Plate e, ao bater o Estudiantes, credenciou-se a encarar o também argentino Boca Juniors. E a overdose portenha só acaba na decisão. Se os gaúchos chegarem à final, enfrentarão o vencedor de Independiente x Argentinos Jrs. o Grêmio, porém, não deverá ter moleza no primeiro jogo, no Olímpico. Alfinete e Edinho foram expulsos contra o Estudiantes e desfalcam a equipe. “Mas, na guerra na casa deles, nosso time estará completo”, garante o técnico Cláudio Duarte. De fato, o jogo de volta certamente apresentará ânimos acalorados. Afinal, o Estádio de La Bombonera é um tradicional caldeirão onde o Boca costuma encurralar os inimigos. “Não vamos nos intimidar”, sentencia o meia Cuca, autor de dois gols da vitória. Com esse pensamento o Grêmio espera atropelar seu próximo inimigo. E, de quebra, conquistar o simbólico Campeonato Argentino.” (Revista Placar – 10 de Novembro de 1989)

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Fotos: Paulo Nunes (Correio do Povo) e José Doval (Placar e Zero Hora)

Estudiantes 0x3 Grêmio

ESTUDIANTES: Battaglia; Craviotto, Aguero, Trota e Ramirez; Vargas, Peinado e Cardoso (Kuyumchoglu); Cariaga, Marques (Di Carlo) e MacAllister .
Técnico: Eduardo Miguel Solari

GRÊMIO: Mazaropi; Alfinete, Luís Eduardo, Edinho e Fábio; Jandir, Lino,  Adílson Heleno e; Cuca, Paulo Egídio e  Kita (Vílson)
Técnico: Cláudio Duarte

Supercopa 1989 – Quartas de final – jogo de volta
Data: 1º de novembro de 1989, quinta-feira, 21h00min
Local: Estádio Jorge Hirschi, em La Plata, Argentia
Público: 15.232 pagantes
Árbitro: Gaston Castro (CHI)
Auxiliares: Salvador Imperatore e Sergio Vasquez
Cartões amarelos: Jandir e Cuca
Cartões vermelhos: Alfinete (38 do 2ºT), Trotta (39 do 2ºT) e Edinho (43 do 2ºT)
Gols: Paulo Egídio, aos 37 minutos do 1º tempo; Cuca aos 7 e aos 36 minutos do 2º tempo

Copa do Brasil 1989 – Grêmio 1×0 Bahia

May 23, 2012

A tarefa do Grêmio, no Olímpico, contra o Bahia, na Copa do Brasil de 1989 era muito parecida com a dessa semana: Manter a vantagem conquistada no jogo de ida em Salvador.

Para isso, Cláudio Duarte seguia pregando cautela. O Bahia, era comandado pelo interino Gilson Porto, depois da demissão do Renê Simões.

Tentando reverter a vantagem, os baianos entraram em campo com dois centroavantes, mas o jogo foi resolvido numa bela cobrança de falta de Edinho.

“O Grêmio garantiu, no sábado, contra o o Bahia, no Estádio Olímpico, a classificação para participar das semifinais da Copa do Brasil, ao vencer a equipe baiana por 1 a 0, gol de Edinho, em cobrança de falta, aos 41 minutos do primeiro tempo.

[…]

O Grêmio não chegou a jogar bem, mas mostrou muito espírito de luta. Por outro lado, até um empate ou derrota por 1 a 0 classificava o campeão gáucho. No segundo tempo o Grêmio fez duas substituições: Darci entrou no lugar de Assis e Nando substituiu Kita. Já no Bahia, Gilson Porto tirou Mailson, que sofreu uma torção no joelho, e colocou Wagner Basílio.” (Correio do Povo – 14 de agosto de 1989)


Preço dos ingressos
Cadeiras Especiais: NCz$ 10,00
Arquibancadas Superiores: NCz$ 5,00
Arquibancadas inferiores: NCz$ 4,00
Sócios e populares (atrás da goleira na Avenida Cascatinha): Ncz$ 3,00

Fotos: Placar, Zero Hora e Correio do Povo

Grêmio 1×0 Bahia

GRÊMIO: Mazaropi; Alfinête, Luiz Eduardo, Edinho, Fábio; Jandir, André, Cuca, Assis (Darci 01/2); Kita (Nando 15/2), Paulo Egídio.
Técnico: Cláudio Duarte

BAHIA: Ronaldo; Maílson (Wágner Basílio 01/2), João Marcelo, Claudir, Edinho; Paulo Rodrigues, Gil Sergipano, Zé Carlos; Duda, Charles, Marquinhos.

Técnico: Gilson Porto

Copa do Brasil 1989 – Quartas de final – Jogo de volta
Data: 12/8/1989 – 16h00min
Local: Estádio Olímpico, Porto Alegre-RS
Público: 32.985 pagantes
Renda: NCz$ 191.171,00
Juiz: Luiz Carlos Félix-RJ
Cartões Amarelos: João Marcelo, Zé Carlos

Gols: Edinho 40/1T

Copa do Brasil 1989 – Bahia 0x2 Grêmio

May 15, 2012
Grêmio e Bahia já se encontraram em duas edições da Copa do Brasil. O primeiro confronto aconteceu justamente em 1989, no ano de estréia da competição. E assim como o jogo dessa próxima quinta, a partida de ida também foi disputada na Bahia e também era válida pelas quartas de final da Copa.

Houve indefinição e algum desencontro sobre a data e o local dessa partida. As péssimas condições do gramado da Fonte Nova e uma greve do transporte coletivo em Salvador motivaram a CBF a indicar que o jogo aconteceria no estádio Jóia da Princesa, no domingo (6 de agosto), em Feira de Santana. Posteriormente a entidade marcou uma rodada dupla para Fonte Nova, com Vitória X Sport as 16h e Bahia e Grêmio às 18h.

Mas o jogo acabou saindo no sábado, às 16h, na Fonte Nova. O Bahia era comandado por Renê Simões. O folclore da macumba, do “trabalho” que “amarrou” o time do Inter na final do Brasileirão de 1988 ainda estava muito vivo. Contra isso, Cláudio Duarte adotou o famigerado esquema “Pega-Ratão”. Resultado: 2×0 para o Grêmio.

Grêmio, aplicado, ignora até macumba
O time de Cláudio Duarte fez 2 a 0 no Bahia e mesmo se perder por 1 a o no Olímpico, sábado, passará para a fase semifinal.

Com um futebol aplicado e objetivo o Grêmio superou o campo ruim do estádio da Fonte Nova, ignorou a macumba de Louriho e chegou com naturalidade aos 2 a 0 sobre o Bahia, sábado à tarde. A vitória deixa o pentacampeão gaúcho praticamente classificado à fase semifinal – jogos contra Flamengo ou Corinthians – da Copa Brasil e muito próximo de volta a disputar a Libertadores de América. Sábado, dia 12, o Grêmio decide a vaga com o Bahia, no Olímpico, pode até perder de 1 a 0.

Desde o começo o Grêmio foi superior ao Bahia, mantendo o jogo sob controle apesar da disposição ofensiva do time campeão Brasileiro. Fechando a marcação em seu campo e não permitindo o toque de bola baiano, o Grêmio soube explorar a jogada longa, em profundidade, especialmente com Cuca, que caia pelo lado direito. Assim, aos 22 minutos, Cuca, que era o principal jogador do time, roubou a bola de Paulo Rodrigues, tocou para Kita, que devolveu na medida. Cuca ficou sozinho à frente de Ronaldo, chutando rasteiro no canto direito para fazer 1 a 0.

O desespero tomou conta dos jogadores do Bahia, de sua torcida e do próprio treinador Renê Simões, que simplificou tudo colocando Charles para “dar mais força ao ataque”. A alteração de nada adiantou, porque o Grêmio continuava sendo mais perigoso com seus contra-ataques. A defesa, bem posicionada, não permitiu maiores liberdades ao ataque baiano. Luís Eduardo e Edinho estavam impecáveis.

No segundo tempo, Renê descobriu que Cuca era muito perigoso jogando com liberdade e dedicou mais atenção ao meia do Grêmio. Por outro lado, Assis ficou mais livre para avançar e lançar Kita e Paulo Egídio na frente. Mas aos 6 minutos a zaga do Grêmio vacilou, permitindo a penetração de Zé Carlos, que poderia ter empatado, mas bateu desviado para fora. O Grêmio respondeu quatro minutos depois com Kita, que desperdiçou ótima chance de gol. Aos 23 minutos, Assis avançou pela esquerda em boa jogada individual, chamou a marcação e tocou para Kita, que bateu firme na saída do goleiro fazendo 2 a 0. O Bahia passou a forçar buscando uma reação, mas o Grêmio soube resistir com aplicação e tranqüilidade. Nas arquibancadas, a torcida intensificou as vaias do treinador Renê Simões e ao time, sentindo que o jogo estava perdido.” (Correio do Povo – 7 de agosto de 1989)

Cuca enfrentando Paulo Robson.
Notem que o lateral do Bahia está usando uma camisa da Adidas e um calção da Umbro.


BAHIA: Ronaldo; Maílson, João Marcelo, Wágner Basílio, Paulo Róbson; Paulo Rodrigues, Gil Sergipano, Zé Carlos; Osmar (Charles 31/1), Duda, Marquinhos (Sandro 27/2).
Técnico: Renê Simões

GRÊMIO: Mazaropi; Alfinête, Luiz Eduardo, Edinho, Fábio; Jandir, Cuca, Lino, Assis (André 23/2); Kita, Paulo Egídio (Almir 32/2).

Técnico: Cláudio Duarte

Data: 5/8/1989 – Sábado – 16h00min
Local: Estádio Fonte Nova, Salvador-BA
Público: 13.034
Renda: NCz$ 75.840,00
Juiz: Arnaldo César Coelho-RJ
Auxiliares: Aloísio Felisberto e Dilermando Sampaio

Cartões Amarelos: Luiz Eduardo, Edinho
Gols: Cuca 31/1T, Kita 23/2T

Grêmio e Boca – História

June 12, 2007


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Em 1959, o Grêmio de Foguinho realizou uma excursão aos vizinhos do Prata. Primeiro faria um jogo no Centenário contra a seleção uruguaia, depois enfrentaria o Boca Juniors na Bombonera.

Gessy, que apesar de ser um craque, tinha como meta na vida ser dentista (nada contra dentistas) não viajou para o primeiro jogo pois faria vestibular para odontologia, Contudo Foguinho fez questão que ele jogasse o segundo jogo. Gessy fez o vestibular, passou, comemorou com álcool e viajou para Buenos Aires de ressaca. Na Argentina, a direção fez questão de esconder Gessy do disciplinador Foguinho e ele só apareceu poucos minutos antes do jogo. Entrou na Bombonera, fez 4 gols e o placar final foi de 4×1. O Grêmio não era só Gessy, tinha Aírton, Ênio Rodrigues, Élton, Milton Kuelle, Vieira, Juarez e etc, mas foi Gessy que fez o 4 gols e foi Gessy que assustou o famigerado Rattin. A história vocês ja deviam conhecer e está muito melhor escrita em outros lugares (Como aqui, aqui, ou aqui), o que vocês provavelmente ainda não tinha visto é a foto da delegação acima.

Já em competições oficiais, em mata-mata, o Grêmio enfrentou 4 vezes o Boca na saudosa Supercopa. Em 1988, pelas Oitavas, 1xo Boca na Bombonera e 2×0 Grêmio no Olímpico. No ano seguinte, já nas semifinais, 0x0 em Porto Alegre e 2×0 Boca em Buenos Aires.

 

boca 1988 - Cópia

Fonte: El Grafico

boca 1988 - Cópia - Cópia supercopa

Gol do jogo de 1988:

Gols dos jogos de 1989: