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Copa do Brasil 1993 – Grêmio 0x0 Cruzeiro

November 1, 2016

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O primeiro confronto entre Grêmio e Cruzeiro pela Copa do Brasil aconteceu no dia 30 de maio de 1993, pelo jogo de ida da final da Copa do Brasil de 1993.

Lembro bem da chuva que caiu em Porto Alegre naquele domingo. O gramado do Olímpico, ainda com grama de jardim, sofreu muito (a preliminar entre modelos da Ford Models, ver imagem abaixo, acabou sendo transferida para o gramado suplemnetar), mas Márcio Rezende de Freitas (escolhido em comum acordo pelos clubes) não adiou o jogo e até hoje boa parte da torcida gremista lembra que isso prejudicou o futebol de Dener.

Na minha memória a partida não teve nenhuma chance concreta de gol, mas um consulta rápida ao YouTube desmente as minhas lembranças.
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Fotos: José Doval (Zero Hora), José Ernesto e Paulo Nunes (Correio do Povo)

Grêmio 0x0 Cruzeiro

GRÊMIO: Eduardo, Luiz Carlos Winck, Paulão, Luciano e Dida; Pingo, Jamir, Juninho e Dener; Gílson (Charles) e Carlos Miguel (Mabília)
Técnico: Sérgio Cosme

CRUZEIRO: Paulo César, Zelão, Célio Lúcio, Luizinho e Nonato; Ademir, Rogério Lage e Marco Antônio Boiadeiro; Roberto Gaúcho, Cleison e Edenílson
Técnico: Pinheiro

Data: 30 de maio de 1993, domingo, 18h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 36.342 pagantes
Renda: Cr$ 4.492.750.000,00
Árbitro: Márcio Rezende de Freitas (FIFA/MG)
Auxiliares: Theodoro Castro Lino e Paulo Jorge Alves
Cartões Amarelos: Nonato, Juninho, Luizinho, Cleison e Luiz Carlos Winck

Confrontos Palmeiras Vs. Grêmio pela Copa do Brasil em São Paulo

October 19, 2016

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Postei fotos dos confrontos, disputados em São Paulo, entre Palmeiras e Grêmio pela Copa do Brasil no Tumblr.

A foto acima, da Zero Hora, mostra Roberto Carlos dando um carrinho no centroavante Charles, no empate em 1×1 no Pacaembu pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil 1993.

Abaixo temos imagens (da Placar e da Zero Hora, respectivamente) do empate em 2×2 no Parque Antártica pelo jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil de 1995, quando o Grêmio conseguiu a classificação mesmo jogando com dois jogadores a menos desde os 43 minutos do primeiro tempo.

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Acima, vemos (na foto da Zero Hora) Cleber, Flávio Conceição e Aílton na vitória de 3×1 do Palmeiras no Parque Antártica pelo jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil de 1996.

Abaixo, fotos de Alex Silva ( do Estadão) e Leonardo Soares (do UOL) do empate em 1×1 na Arena Barueri pelo partida de volta da Copa do Brasil de 2012.

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A passagem de Dener pelo Grêmio

April 19, 2014

Hoje completam-se 20 anos da prematura morte de Dener. Lembro muito bem da rápida, porém bem sucedida passagem dele pelo Grêmio. Mas sempre fiquei incomodado com o fato de ser tão difícil encontrar registros dele com a camisa tricolor. 
A negociação para trazer Dener da Portuguesa durou quase tanto quanto a estadia dele em Porto Alegre. O negócio deve muitas idas e vindas, com direito a uma suposta desistência, uma concorrência do Corinthians e uma tentativa de “atravessamento” do Inter (Via o então parlamentar Ibsen Pinheiro). No fim, o Grêmio apresentou o jogador antes da vitória de 7×0 contra o Esportivo e as notícias da época dão conta que o valor do empréstimo foi de US$ 200 mil, e que o salário do meia estaria entre 8 e 12 mil dólares mensais.
A estréia de Dener pelo Grêmio, no jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil de 1993 contra o Flamengo no Maracanã. Recordo do frisson causado pela sua atuação, apesar da derrota tricolor. Infelizmente não achei registro dos dribles dele nessa partida, em especial de um chute no ar que ele deu, que coloca no chinelo aquela jogada tosca do Valdívia.
Muito embora não tenha conseguido conquistar a Copa do Brasil daquele ano, Dener ajudou o Grêmio a vencer o Gauchão de 1993 (fez quatro gols no torneio), no que acabou sendo o seu único titulo profissional em vida. O GloboEsporte.com fez uma série de reportagens interessantíssima sobre a curta carreira do atleta. Lá consta que ele teria feito 15 jogos com a camisa do Grêmio. Nas minhas contas (relação abaixo) ele fez 15 jogos OFICIAIS pelo Grêmio, sem contar as partidas da excursão que o Grêmio fez ao Irã e na Itália naquele período (o próprio GloboEsporte publicou foto dele com o Grêmio na terra dos aiatolás). Outro dado curioso é que em alguns jogos Dener utilizou a camisa 10 tricolor e em outros usou o número 7.


20/05/1993 – Flamengo 4×3 Grêmio –  Copa do Brasil
23/05/1993 – Guarany Garibaldi 2×2 Grêmio  – Gauchão
27/05/1993 – Grêmio 1×0 Flamengo – Copa do Brasil
30/05/1993 – Grêmio 0x0 Cruzeiro – Copa do Brasil
03/06/1993 – Cruzeiro 2×1 Grêmio – Copa do Brasil
06/06/1993 – Juventude 1×2 Grêmio – Gauchão
08/06/1993 – Grêmio 2×1 Guarany Garibaldi – Gauchão
22/06/1993 – Grêmio Santanense 1×2  Grêmio – Gauchão
24/06/1993 – Grêmio 0x0 Pelotas – Gauchão
27/06/1993 – Inter 0x1 Grêmio – Gauchão
30/06/1993 – Grêmio 3×1 Lajeadense – Gauchão
04/07/1993 – Grêmio 2×0 Guarani CA – Gauchão
06/07/1993 – Inter SM 0x1 Grêmio – Gauchão
08/07/1993 – Grêmio 1×0 Juventude – Gauchão
14/07/1993 – Pelotas 1×1 Grêmio – Gauchão
30/07/1993 – Seleção do Irã 0x1 Grêmio
01/08/1993 – Seleção do Irã 2×0 Grêmio
03/08/1993 – PAS Hamedan  1×1 Grêmio
05/08/1993 – Esteghlal 1×2 Grêmio
18/08/1993 – Bologna 1×1 Grêmio
19/08/1993 – Napoli 1×0 Grêmio
22/08/1993 – Roma  2×1 Grêmio
25/08/1993 – Cagliari 1×1 Grêmio
Fontes: Correio do Povo. GloboEsporte, RBS TV e Zero Hora.

Supercopa 1993 – Grêmio 2×0 Peñarol

October 14, 2012
Esse Grêmio 2×0 Penãrol está na minha lista de jogos inesquecíveis do Estádio Olímpico. Foi disputado no dia 14 de outubro de 1993, pela primeira fase da Supercopa.
Aqueles eram dia tensos no estádio Olímpico. O tricolor tinha perdido dois mandos de jogo no Brasileirão após uma revolta generalizada contra a arbitragem de Leo Feldman no jogo contra o Santos. Mas o campo estava liberado para jogos internacionais.
Na partida de ida o Peñarol ganhou por 1×0 no Centenário com gol de Dario Silva. A partida de volta foi bastante tumultuada. O primeiro tempo já foi bastante tumultuado, Pingo e Dorta foram expulsos e o Peñarol ficou com um jogador a menos depois que Lima recebeu o cartão vermelho. Mas o Grêmio só conseguiu abrir o marcador no segundo tempo. E não sem algum drama. Primeiro Carlos Miguel desperdiçou um pênalti, mas pouco depois Charles abriu o marcador. Aos 17 minutos Gilson marcou de cabeça o gol que classificou o Grêmio. A partida terminou tensa, com os animos acirrados e quatro jogadores expulsos em cada equipe.
O jogo terminou numa batalha campal, com direito a invasão da torcida e uma épica briga entre os jogadores do Peñarol e brigadianos.
As imagens da briga podem ser vistas nas fotos e no vídeo que ilustra o post. O Tenente-coronel Nivaldo Fraga Pereira disse que “Não houve excessos” por parte da Brigada Militar
O Penãrol pleiteou a anulação da partida e designação de um novo jogo em campo neutro. Isso  acabou não acontecendo, mas o Estádio Olímpico foi interditado por seis meses pela Conmebol, o que obrigou o Grêmio a utilizar o Beira-Rio no jogo contra o São Paulo na fase seguinte.

“Do lado do Grêmio, Paulão saiu lesioando, Fabinho perdeu um dente e levou três pontos no supercílio e Pingo teve as pernas pisada pelas chuteiros com travas de ferro de Dorta”

Batalha campal: os uruguaios Quintana (E) e De Los Santos (4), inconformados, decidiram enfrentar a Brigada Militar em pleno Estádio Olímpico” (ZH -15 de outubro de 1993)

Briga feia: Quintana (E) e Tais tentam escapar dos PMs no gramado” (ZH – 15 de outubro de 1993)

Grêmio 2×0 Peñarol

GRÊMIO: Danrlei; Alfinete, Paulão (Grotto – 28 do 1º tempo), Agnaldo e Branco; Pingo, Jamir, Caio (Gilson – 10 do 2º tempo) e Carlos Miguel; Fabinho e Charles.
Técnico: Luis Felipe Scolari
PEÑAROL: Rabajda; Da Silva, Gutierrez, De Los Santos (Tais – 20 do 2º tempo) e Lima; Dorta, Perdomo, Bengoechea e Baltiera (Tuja aos 35 do 2º tempo); Otero e Dario Silva. 
Técnico: Gregorio Perez 
Supercopa 1993 – 1ª Fase – jogo de volta
Data: 14 de outubro de 1993, quinta-feira, 21h30min
Público: 32.248 pagantes 
Renda: Cr$ 11.291.700,00 
Árbitro: José Joaquim Torres (Colômbia). 
Assistentes: Juan Manuel Gomez e Daniel Wilson (Colômbia). 
Cartões Vermelhos: Pingo, Carlos Miguel, Jamir Gomes e Fabinho; Lima, Gutierrez, Perdomo e Rabajda. 
Gols: Charles aos 14 minutos do segundo tempo e Gilson aos 17 minutos do segundo tempo

Copa do Brasil 1993 – Grêmio 1×1 Palmeiras

June 11, 2012

Depois de empatar a primeira partida em São Paulo, o Grêmio fez uma breve excursão ao Japão antes de enfrentar o Palmeiras no jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil de 1993. Em território japonês o Grêmio foi derrotado pelo Shimizu S-Pulse (do técnico Emerson Leão) e pelo Nagoya Grampus Eight (do centroavante Gary Lineker). Os rumores davam conta que o técnico Sérgio Cosme não retornaria empregado ao Brasil.

Mas ele permaneceu, e tinha dúvidas na escalação do tricolor. Uma delas era no gol. Eduardo Heuser tinha uma lesão no pulso e poderia ser substituído por Ademir Maria. Contudo, quem defendeu a meta do Grêmio foi o goleiro de Santa Cruz, que acabou a partida como herói, tendo defendido cobranças nas penalidades, após novo empate por 1×1 no tempo normal.

“Grêmio se classifica em jogo dramático
Os times empataram a partida e a decisão foi levada para os pênaltis. A vantagem foi gremista: 7 a 6

O Grêmio sofreu muito, ontem à noite, no Olímpico, mas conseguiu vencer o Palmerias nos pênaltis por 7 a 6, e classificar-se para as semifinais da Copa do Brasil. No tempo normal, os gols foram marcados por Tonhão para o Palmeiras e Charles (de pênalti) empatou. Nos pênaltis, Geraldão, Paulão, Jamir, Charles, Eduardo Souza, Fabinho, Júnior converteram e Gílson errou. Sorato, Daniel, Mazinho, Edmundo, Roberto Carlos e Maurílio converteram. Zinho e César Sampaio erraram. O próximo adversário será o Flamengo.

O placar do primeiro tempo foi injusto para o Grêmio, mais pelos próprios erros do que por méritos do Palmeiras. O time gaúcho tinha domínio no meio-campo, com Pingo, Jamir e Juninho, apesar da apatida de Fabinho, perdeu quatro boas chances e desperdiçou um pênalti, quando Gílson cobrou por cima, aos 22min. O castigo veio logo depois. Em cobrança de escanteio da esquerda, por Edmundo, Tonhão cabeceou livre entre Paulão e Geraldão e fez 1 a 0 aos 30min. Carlos Miguel perdeu outra oportunidade aos 34min.

No segundo tempo, Charles substituiu a Carlos Miguel para dar mais força ao ataque, enquanto Luxemburgo trocou o lateral Cláudio por Daniel e recuou Mazinho. Mas a reação gremista foi fulminante e Juninho sofreu outro pênalti, a 25seg. Charles cobrou com precisão, empatando aos 2min30seg.


O jogo passou a ficar dramático, pois os zagueiros, e principalmente Winck, se arrastavam em campo. O Palmeiras criou sucessivos ataques e o goleiro Eduardo Heuser fez grandes defesas em chutes de César Sampaio, Edmundo e Jean Carlo. Winck, que tinha cartão amarelo, foi expulso por voltar ao campo sem autorização. Juninho, com câimbras, foi substituído por Júnior e Sorato entrou no Palmeiras, mas houve empate no tempo normal.” (Zero Hora – 14 de maio de 1993)

“Vitória nos pênaltis foi a prova da superação do time

Foi a noite dos pênaltis. Gílson errou um no primeiro tempo, Charles converteu outro na segunda etapa e o jogo terminou em 1 a 1. A decisão foi para as cobranças livres e o Grêmio venceu por 7 a 6. A classificação, apesar do fraco desempenho nos minutos finais, apagou o clima tenso antes do início da partida pela forma como foi conquista: na garra. “É maravilhoso. Conseguimos superar todas as adversidades – e a expulsão do Winck e os gols perdidos”, disse Júnior que fez o gol decisivo.

Na decisão dramática, Eduardo Heuser foi o grande destaque ao defender dois pênaltis. “Foi só o começo. Tem muita coisa pela frente. Temos que esquecer o Palmeiras e pensar no Flamengo”, destacou. No campo, Juninho foi um guerreiro, principalmente por ter sofrido os dois pênaltis. “O time e o treinador foram contestado. Tivemos vergonha na cara e superamos tudo isso”, revelou. Fabinho se recuperou no segundo tempo, o garoto Jamir também foi destaque e Charles entrou para com tranqüilidade. Winck, expulso por entrar em campo sem autorização do árbitro, foi o destaque negativo.

COSME – O técnico Sérgio Cosme, bastante criticado por ter modificado sua equipe em três posições – tirou Charles, Marco Aurélio e Júnior e colocou Jamir Juninho e Fabinho -, subiu para a concentração e só desce depois de uma longa reza. “Os nosso companheiros estão de parabéns”, sintetizou. “Eu acredito no trabalho do meu treinador”, prestigiou o vice-presidente de futebol, Luís Carlos Silveira Martins. “Foi uma vitória heróica. Os jogadores entraram em campo 48 horas após uma viagem de mais de 30 horas”, ressaltou o presidente Fábio Koff. “Hoje, vamos dar um capítulo final na novela Dener”, concluiu. (Zero Hora – 14 de maio de 1993)


“Zinho errou mais um pênalti e repetiu o erro da Copa do Brasil de 1992, quando o Palmeiras foi eliminado pelo Internacional. Ele treina muito e, na ausência de Evair, é o que se apresenta para a cobrança de penalidades. Destava vez, o gramado estava molhado e Zinho escorregou antes de bater na bola. “Chutei meio desequilibrado e o goleiro saltou no canto certo”, conta. “Errar faz parte do jogo.”

Equíovoco – E todos assumiram seus erros, sem receio de cobranças, até o técnico Luxemburgo. Ele disse que falhou ao tirar Jean Carlos para colocar Sorato, tentando com isso ter um jogador de definição na área. Jean Carl ficou aborrecido com a substituição e só depois disso é que Luxemburgo se convenceu de que havia feito uma mudança equivocada. “O Jean Carlo ainda estava descansado, o que não sabia, e com ele poderia manter a movimentação no ataque”, supõe o treinador.” (Estado de São Paulo – 15 de maio de 1993)

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Grêmio elimina o Palmeiras
Supertime de Luxemburgo é desclassficado da Copa do Brasil na decisão por pênaltis

O Grêmio classificou-se ontem à noite para a semifinal da Copa do Brasil ao vencer o Palmeiras nos pênaltis por 7 a 6, no estádo Olímpico, em Porto Alegre. Seu próximo adversário é o Flamengo. No tempo normal, houve empate de 1 a 1. Na cobrança dos penais, Gílson, Zinho e César Sampaio erraram, Júnior (emprestado ao Grêmio pelo Palmeiras) marcou o pênalti decisivo.

O campo pesado (choveu forte), os desfalques (sem quatro titulares) e a obrigação de vence (houve empate de 1 a 1 na primeira partida) resultara em incômoda mistura para o Palmeiras. Confuso, o time permitiu que articulasse seu ataque. O resultado foi evidente aos 23 min do 1º tempo, quando Tonhão fez pênalti em Juninho.

A tranquilidade gremista, porém, revelou-se frágil – Gílson chutou por cima do gol. A falha tranquilizou o Palmeiras, especialmente Tonhão. Disposto a reparar o erro, o zagueiro cabeceou forte em um escanteio cobrado por Edmundo, aos 30min. A bola entrou no canto direito.

Esperto, o técnico Wanderley Luxemburgo sacou Cláudio e escalou Daniel, para manter o resultado. No primeiro lance do 2º tempo, porém, Daniel fez pênalti em Juninho, Charles cobrou no canto esquerdo e empatou. (Folha de São Paulo – 14 de maio de 1993)

Fotos: Zero Hora

Grêmio 1×1 Palmeiras

GRÊMIO: Eduardo Heuser; Luís Carlos Winck, Paulão, Geraldão e Eduardo Souza; Pingo, Jamir e Juninho (Dorival Júnior); Fabinho, Gílson e Carlos Miguel (Charles)
Técnico: Sérgio Cosme

PALMEIRAS: Sérgio; Cláudio (Daniel – Intervalo), Tonhão, Alexandre Rosa e Roberto Carlos; César Sampaio, Mazinho, Jean Carlos (Sorato) e Zinho; Edmundo e Maurílio.
Técnico: Wanderley Luxemburgo

Copa do Brasil 1993 – Quartas de Final – Jogo de volta
Data: 13 de maio, quinta-feira, 21h40min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 16.348 pagantes
Renda: Cr$ 2.343.550.000,00
Preço dos ingressos: Cadeiras Cr$ 250 mil, Arquibancada Cr$ 150 mil, Sociais Cr$ 100 mil e acompanhante de sócio Cr$ 200 mil
Árbitro: Claudio Cerdeira – Fifa/RJ
Auxiliares: Sergio Nascimento e Carlos da Fonseca
Cartões Amarelos: Pingo, Winck, Edmundo, Tonhão, Aleandre Rosa e Daniel
Cartão Vermelho: Luís Carlos Winck
Gols: Tonhão, aos 30 minutos do 1º tempo e Charles (pênalti), aos 2 minutos do 2º tempo.

Copa do Brasil 1993 – Palmeiras 1×1 Grêmio

May 31, 2012

O primeiro confronto entre Grêmio e Palmeiras em uma Copa do Brasil aconteceu nas quartas de final da edição de 1993. A partida de ida foi disputada em 27 de abril de 1993 no Pacaembu.

Dispensado da primeira fase do Gauchão (só estrearia em maio), o Grêmio tinha alguma folga naquele momento, se limitando a disputar a Copa do Brasil e alguns amistosos. O técnico Sérgio Cosme tinha certa dificuldade em acomodar Charles e Gílson na mesma equipe. Depois da derrota para o Gimnasia em Jujuy, o treinador prometeu mudanças no time para o confronto em São Paulo.

Vanderlei Luxemburgo, recém contratado para o lugar de Otacílio Gonçalves, com a missão de tirar o Palmeiras da “fila de 16 anos” fazia o seu terceiro jogo no comando do alviverde, e não pode contar com Antônio Carlos, Zinho, Evair e Edílson (os dois primeiros suspensos, os últimos lesionados.)

Cauteloso, o Grêmio conseguiu arrancar um bom empate com gols e foi definir a classificação no Olímpico.

No 1º tempo, o Grêmio aplicou a tática considerada ideal Aos prudentes com uma linha de três volantes recuados, o time gaúcho formou uma barreira que impedia o ataque palmeirsen. E, respaldado na habilidade de Winck e Eduardo, tentava o ataque pelas laterais. Se na teoria a prudência se revelava satisfatória, na prática despencou aos poucos.

Wanderley Luxemburgo percebeu a brecha ao determinar que a troca de passes fosse rasteira. “Não adianta lançamentos altos se os zagueiros do Grêmio são altos”, disse o treinador. Foi o suficiente para que a habilidade dos atacantes se sobresaísse.

O lance mais inspirado aconteceu aos 27 minutos, quando Maurílio cruzou para Edmundo, que chutou para o gol vazio. Apesar da desvantagem, o Grêmio não mudou seu sistema de jogo. Suas jogadas de ataque, portanto, resumiam-se às falhas de marcação.

Na mais grosseira, Tonhão não acompanhou o escanteio cobrado por Carlos e Miguel e Gílson cabeceou para o canto esquerdo de Sérgio, no minuto final.” (Folha de São Paulo, 28 de abril de 1993)

Gílson confirma a fama e o goleiro Eduardo também brilha

O centroavante Gílson salvou o Grêmio na garra e na raça. Fez um gol justamente no momento em que a equipe do Palmeiras estava vencendo a partida e encaminhava a ampliação no placar. “Esta cabeçada na primeira trave foi bastante ensaiada”, explicou o artilheiro, que fez ontem seu sexto gol na Copa do Brasil e o 14º em 13 jogos disputados, numa média superior a um gol por partida. Na defesa, o herói foi o goleiro Eduardo Heuser que parou os fortes chutes de Roberto Carlos e Daniel e até saiu da área para fazer falta em Jean Carlo e impedir o segundo gol do Palmeiras. “Acho que fizemos por merecer o resultado”, disse.

O técnico Sérgio Cosme gostou do empate, apesar de considerar razoável a atuação de sua equipe. “Sem dúvida alguma, podemos jogar melhor. Mas o grupo ficou inseguro com a nova formação e ainda nos falta ritmo de competição”, explicou. O cansaço da viagem ao Japão preocupa o treinador, pois a delegação volta na manhã do dia 11 de maio, três dias do jogo de volta, no Olímpico.

Os jogadores também ficaram satisfeitos com o resultado, principalmente pela superioridade do Palmeiras na primeira etapa. “No início, nós perdemos na marcação e não conseguimos criar na frente. Eu, por exemplo, tive forte marcação do Juari, mas depois superamos nossas falhas e poderíamos ter vencido”, destacou Winck. O vice de futebol, Luís Carlos Silveira Martins foi mais duro na análise do jogo. “O que me procupa são os altos e baixos no mesmo jogo”, avaliou. (Zero Hora – 28 de abril de 1993)


” O Grêmio permitiu, no começo, que o Palmeiras adquirisse o controle do meio-campo e acionasse o perigoso Edmundo. Segurou as investidas do adversário, é certo, mas errou muitos passes. Só quando Marco Aurélio e Pingo se soltaram é que cresceu no jogo. Mas a breve reação comprometeu a marcação no meio. Maurílio, lançado na direita, chutou para defesa de Eduardo. No rebote, o próprio Maurílio recuou para Edmundo fazer, aos 25min40s, Palmeiras 1 a 0.

O time de Wanderley Luxemburgo manteve a pressão. Mas Gílson salvou o Grêmio ainda na primeira etapa. A um minuto do intervalo, Carlos Miguel cobrou escanteio da esquerda, o centrovante cabeceou alto no canto esquerdo de Sérgio e empatou em 1 a 1.

No segundo tempo, o Grêmio continuou a errar passes e permitiu que o Palmeiras ameaçasse, sobretudo nos rebotes com os fortes chutes de Roberto Carlos. Carlos Miguel, lesionado, e Gílson, cansado, saíram para a entrada de Fabinho e Caio. O Grêmio perdeu uma ótima chance com Fabinho, no final, mas a verdade, porém, é que o empate foi um ótimo resultado.” (Zero Hora – 28 de abril de 1993)

Fotos: Zero Hora e Folha de São Paulo

Palmeiras 1×1 Grêmio

PALMEIRAS: Sérgio; Mazinho, Tonhão, Alexandre Rosa e Roberto Carlos; César Sampaio, Daniel, Juari (Sorato 26/2ºT) e Jean Carlos; Edmundo e Maurílio.
Técnico: Wanderley Luxemburgo

GRÊMIO: Eduardo Heuser; Luís Carlos Winck, Paulão, Geraldão e Eduardo Souza; Pingo, Dorival Júnior, Marco Aurélio e Carlos Miguel (Fabinho 17/2ºT); Charles e Gilson (Caio 27/2ºT)

Técnico: Sérgio Cosme

Copa do Brasil 1993 – Quartas de Final – Jogo de Ida
Data: 27 de abril de 1993, terça-feira, 21h30min
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo-SP
Público: 12.654 pagantes
Renda: Cr$ 1.231.769.000,00
Árbitro: Antônio Pereira da Silva (GO)

Auxiliares: Marques Diadas da Fonseca e José Ferreira
Cartões Amarelos: Eduardo Heuser, Dorival Júnior e L.C.Winck
Gols: Edmundo, aos 25 e Gílson, aos 45 minutos do 1º tempo.

Amistoso 1993 – Grêmio 6 x 1 Seleção de Capão da Canoa

February 29, 2012

Como já vimos, o Grêmio jogou em Capão da Canoa em 1991. Teria jogado lá novamente em 1992, mas a chuva cancelou a partida (o que pode ter sido bom para o Grêmio, haja visto que no mesmo ano o Internacional foi derrotado pelo time local pelo placar de 2×0).

Em 1993, o mau-tempo chegou a adiar a partida no estádio Mariscão e o confronto aconteceu no dia 26 de fevereiro. O Grêmio venceu por 6×1, num jogo que poderia ser lembrado pela estreia de Dorival Junior com a camisa do Grêmio, mas que efetivamente ficou marcado pela lesão do goleiro Emerson.

O lance aconteceu no início do jogo, numa disputa entre o arqueiro gremista e o atacante Melancia. A Zero Hora assim descreveu a jogada:


“O que era para ser um simples amistoso de início de temporada acabou sendo um drama para o jovem goleiro Émerson, do Grêmio. Aos 12 minutos do primeiro tempo, o centroavante Kita, do combinado de Capão de Canoa cruzou a bola dentro da área, onde estava o ponteiro Melancia. Ao ver o atacante livre, o goleiro gremista se atirou sobre o adversário, tentando evitar o chute. No choque, caiu um para lado. Émerson gritou forte e olhou a perna direita; um fratura dupla, tíbia e perônio.

Logo as lágrimas corriam soltas pelo rosto do jogador deitado sobre o gramado. Com o lance, que resultou no pênalti e no único gol marcado pelo time de Capão da Canoa, ninguém estava preocupado. As atenções estavam todas voltadas para Émerson Ferreti, 22 anos, uma das maiores promessas dos últimos anos nascidas nas categorias inferiores do Estádio Olímpico. “Eu só me lembro do início da jogada. Vi o ponteiro sozinho e me joguei para tentar impedir o chute ao gol. Depois não vi mais nada, só me lembro que senti uma dor horrível”, puxava pela memória Émerson, cabisbaixo, com o olhar fixo em lugar algum.” (Sílvio Ferreira – Zero Hora – 27 de janeiro de 1993)

Grêmio 6 x 1 Seleção de Capão da Canoa

GRÊMIO: Émerson (Ademir Maria); Luis Carlos Winck (Jackson), Paulão, Luciano e Eduardo (Paulo César); Júnior, Pingo (Jamir), Juninho (Mabilia) e Carlos Miguel (Carlinhos); Gílson, Caio (M.Aurélio)
Técnico: Sérgio Cosme

SELEÇÃO CAPÃO DA CANOA: Salomão (Bira); Leandro (Flavinho), Eduardo, Rogério e Mânica; Anderson, P.César (Tarcísio) e Tilico; Melancia (Da Cruz), Kita (Perroni) e Senna (Polaco).
Técnico: Butiaco


Amistoso
Data: 26 de fevereiro de 1993, sexta-feira, 16h30min
Local: Estádio Mariscão, em Capão da Canoa-RS
Árbitro: Djalmo Passos
Auxiliares: Ciro Camargo e Nadir Áscoli
Cartão Vermelho: Eduardo (Capão da Canoa)
Gols: Caio aos 10 minutos, Kita aos 12, Juninho aos 29, Gilson aos 42 e Eduardo aos 46 minutos do 1º tempo; Gilson aos 3 minutos e Paulão aos 41 minutos do 2º tempo

Amistoso 1993 – Grêmio 6 x 0 Selecionado Beira-Mar

February 28, 2012

Em fevereiro de 1993, o Grêmio voltou a jogar no litoral gaúcho. Era o terceiro jogo que a equipe de Sérgio Cosme (e Paulo Paixão, seu preparado físico) fazia naquele início de temporada (Após uma rápida excursão pela Argentina).

A partida foi realizada em Tramandaí, no Estádio Municipal (por vezes chamado de Estádio Beira-Mar e por vezes chamado de Tatuírão, por óbvio prefiro esta última alcunha)

O Selecionado Beira-Mar (ou Seleção de Tramandaí), que contava com Fala Fina em suas fileiras, até que fez um bom primeiro tempo, sofrendo apenas um gol. Mas levou outros cinco na segunda etapa.

As atrações daquela tarde de verão foram o recem contratado Luís Carlos Winck, juntamente com o jovem Carlos Miguel e o volante Pingo, que fez a sua estréia naquela ocasião.

Fotos: Zero Hora

Grêmio 6 x 0 Selecionado Beira-Mar

SELECIONADO BEIRA-MAR: Luís Paulo (Élton); Porto (Evaldo), Paulo Roberto, Raul e Mânica; Tonho (Paco), Marcelo (Eron) e Lino (Fabinho); Ike (Fala Fina), Tarusco e Rogério.
Técnico: Paulo Roberto Laurindo.

GRÊMIO: Émerson (Ademir Maria); Luis Carlos Winck (Jackson). Paulão, Luciano e Eduardo; Marco Aurélio, Pingo (Jamir), Juninho e Carlos Miguel (Carlinhos Júnior); Gílson, Caio (Mabília)
Técnico: Sérgio Cosme


Amistoso
Data: 13 de fevereiro de 1993, sábado
Local: Estádio Tatuírão, em Tramandaí-RS
Público: 4.500 pessoas
Árbitro: Silvio Oliveira
Auxiliares: Adão Alípio Soares e Marcos Charão

Gols: Carlos Miguel, aos 27 minutos do 1º tempo; Juninho aos 29 segundos, Pingo, aos 4 minutos, Eduardo aos 7 minutos, Juninho aos 27 minutos e Jamir aos 33 minutos do segundo tempo