Archive for the ‘1994’ Category

Camisa de Treino 1994 – "Fluminense"

April 13, 2012

O site oficial do Fluminense tem uma seção que considero muito interessante onde é contada a história do uniforme do clube. Um exemplo é a explicação do modelo reserva criado pela Penalty para o tricolor das Laranjeiras em 1992:

“A idéia dessa camisa de design inusitado, surgiu da necessidade de se dificultar a ação de falsificadores, já que o uniforme anterior todo branco era fácil de ser copiado. Lançada em 24 de janeiro de 1992 a considerada espalhafatosa demais por muitos torcedores, introduzido a gola branca tipo pólo com borda tricolor que seria imitado tanto pela Reebok como pela Adidas, futuros fornecedores do Flu. A logomarca estampada na camisa era da Coca-cola, que já vinha patrocinando o clube desde 1987.”

Foi a camisa que o Fluminense usou na final da Copa do Brasil de 1992 e no confronto contra o Grêmio pelo Brasileirão de 1993, no Maracanã (foto abaixo):

A curiosidade é que o Grêmio, que também tinha a Penalty como fornecedora de material esportivo nos anos 90, e acabou usando um uniforme de treino azul que se valia do mesmo desenho, conforme se pode verificar nas fotos abaixo de Felipão e Fabinho na temporada de 1994:

3 em 1 – Gauchão 1994

November 9, 2011

Uma página lamentável do futebol gaúcho foi escrita em 11 de dezembro de 1994, dia no qual Grêmio jogou três partidas em sequência.

Todos os jogos eram válidos pelo interminável Gauchão de 1994, disputado por 23 equipes, em turno e returno por pontos corridos (vejam só, pontos corridos não é sinônimo de organização).

Além do certame estadual, o Grêmio ainda disputou naquele ano a Copa do Brasil, o Campeonato Brasileiro, a Supercopa e a Copa Conmebol, tendo assim realizado mais de 95 partidas na temporada. Isso determinou este acumulo de jogos atrasados.

Os adversários daquela tarde eram o Aimoré, Santa Cruz e Brasil de Pelotas, que corriam risco de ser uma das NOVE equipes rebaixadas.

O público foi de 758 pessoas, sendo que destas 247 eram pagantes. A renda foi de R$ 690,00. Certamente foi um dos menores públicos da história do Estádio Olímpico.

Um fato curioso é que em novembro do mesmo ano o Grêmio já tinha se visto em situação parecida, quando enfrentou São Paulo, que fez uma jornada dupla que também envolveu o Sporting Cristal.

Segue abaixo alguns trechos da cobertura da Zero Hora sobre o evento bem como as fichas das partidas.

“O Grêmio concentrou 42 jogadores, utilizou 34* deles em três jogos diferentes e deu um nó no cerébro do roupeiro Hélio, responsável pelas trocas de calções, camisetas e chuteiras. “O pior é que estes três jogos juntos não valem um”, resmungou ele no intervalo do segundo para o terceiro.” (Zero Hora – 12 de dezembro de 1994)

“Às 15h chegou a delegação do Brasil, de Pelotas, time que faria o terceiro jogo, às 18h. Os dois vestiários para os visitantes estavam lotados e o técnico Ernesto Guedes viu-se obrigado a levar seus comandados para as sociais do Olímpico. Pagou Picolé para a turma e engordou o número de torcedores das sociais.” (Zero Hora, 12 de dezembro de 1994)

“Aos 5 minutos do segundo jogo o calor atingiu o pico. Sensação térmica de 48 graus (10 a mais que a temperatura máxima oficial registrada ontem em Porto Alegre). O médico José França dos Santos, da Sociedade Gaúcha de Medicina do Esporte, acomodado atrás de uma das goleiras com seus aparelhos que mediam temperatura, irradiação solar e condições de evaporação, sentia o impulso de invadir o gramado e pedir o fim do jogo: “Não há nenhuma condição para a prática de esporte”, repetia. Fosse um esporte individual e competição já teria sido interrompida, garantia, apontando para o termômetro que só por volta das 17 horas começou a reduzir sua indicação de calor.

O árbitro do primeiro jogo, Wily Tissot, foi sensível à tortura imposta pelo clima aos jogadores e, aos 23 minutos do segundo tempo, tomou uma atitude inédita: paralisou o jogo e mandou todo mundo tomar água. O público, reconhecendo a boa iniciativa, aplaudiu-o. Ao lado da defesa feita por Murilo no pênalti cobrado por Eládio, do Aimoré, aquele foi o momento mais saudado no jogo inicial do domingão.” (Zero Hora, 12 de dezembro de 1994)

A popular Terezinha Morango, furúnculos impedindo acomodação nas cadeiras, preferiu circular em meio ao povo. E Sidiomar da Rosa, torcedor do Brasil, conseguiu ingressar nas sociais de bicicleta, após pedá-la durante 12 horas de Pelotas até Porto Alegre.(Zero Hora, 12 de dezembro de 1994)

“Maqueiros ganharam o triplo (total de R$ 54,00 a ser dividido entre três), gandulas ganharam o triplo (R$ 72,00 para ser dividido entre 12) e fiscais da federação reclamaram que para eles só seria pago o equivalente a uma partida. Tratamento desigual, razão de revolta. Até os cavalos utilizados pela Brigada Militar foram tratados com mais condescendência, pois durante o jogo de nº 2 foram substituídos. Os cães não, estes ficaram o tempo todo. Tratamento desigual, outra vez.” (Zero Hora, 12 de dezembro de 1994)

Grêmio 0 x 0 Aimoré

GRÊMIO: Murilo; Cristian, Luciano, Éder e Júlio César; Puma, Alexandre e André Muller; Tefo (Juliano), Escurinho e Rodrigo Gasolina.
Técnico: Zeca Rodrigues

AIMORÉ: Rogério; Martins, Aládio, Márcio Haubert e Marquinhos; Aílton, Clóvis e Lindomar (Oberti); Leco, Márcio Cruz e Ânderson.
Técnico: Celso Freitas

Horário: 14h00min
Árbitro: Willy Tissot
Auxiliares: Sérgio Chagas e José Pessi

Grêmio 4 x 3 Santa Cruz

GRÊMIO: Danrlei; Ayupe, Scheidt, Agnaldo Liz, Arílson; Pingo, Jamir, (Émerson) e Carlos Miguel; Fabinho e Jacques (Ciro).
Técnico: Zeca Rodriges

SANTA CRUZ: Gilmar; ÉdsonAvila, Itamar, Alamir e Varta (Mauro); Carlos, Sídney e Áureo; Caio (Alceu), Paulo Roberto e Eldor.
Técnico: Tadeu Menezes

Horário: 16h00min
Árbitro: Leonardo Gaciba
Assistentes: Roberto Scherer e Carlos Bitencourt.
Cartão Vermelho: Eldor (Santa Cruz)
Gols: Agnaldo (pênati) aos 4 minutos (1×0), Paulo Roberto aos 13 (1×1) e Carlos Miguel aos 20 minutos do primeiro tempo (2×1); Paulo Roberto aos 5 minutos (2×2), Ayupe aos 11 minutos (3×2), Áureo aos 15 minutos (3×3) e Fabinho aos 47 minutos do segundo tempo (4×3)

Grêmio 1 x o Brasil de Pelotas

GRÊMIO: Aílton Cruz; Jairo Santos, César, Cristiano e Duda; André Vieira, Wallace e Émerson (Jacques); Carlinhos, Ciro (Juliano) e Cristiano Júnior.
Técnico: Luis Felipe Scolari

BRASIL-PEL: Cássio; Júnior, Silva, Rogério e Marcelo; Marquinhos, Dido (Sassia) e Jabá; Nazarildo (Netinho) Cléber e Martins.
Técnico: Ernesto Guedes

Árbitro: Paulo Felipe
Assistentes: Paulo Iguariassá e Vilso Petry
Cartão Vermelho: Juliano (Grêmio)
Gol: Jacques, aos 22 minutos do segundo tempo

Público: 758 (247 pagantes)
Renda: R$ 690,00

As imagens são da Zero Hora e da Placar.

* Segundo o blog História do Futebol – Final os atletas Émerson (goleiro), Márcio Santos, Ricardo, Alessandro, Vânderson e Paulo César não atuaram em nenhuma das 3 partidas.

Menor público da história do Olímpico?

August 20, 2010
Qual o jogo de menor público da história do Estádio Olímpico?

Numa partida de futebol profissional, foi Juventude 2 x1 Portuguesa, em 03 de dezembro de 1997, em jogo válido pela 5ª rodada do quadrangular semifinal do Brasileirão daquele ano.

Estavam presentes 164 espectadores, sendo que somente 55 deles eram pagantes. Não por acaso é o menor publico da história do Campeonato Brasileiro. A renda foi de R$ 550,00. Abaixo a matéria do Correio do Povo sobre o jogo em questão:

Contudo, levando em conta somente os jogos do time do Grêmio, o jogo a ser considerado é Grêmio 2 x 0 Esportivo, válido pelo “interminável” Gauchão de 1994. Vale lembrar que naquele ano a competição foi disputada por 23 equipes, em pontos corridos, turno e returno ao longo de toda a temporada. O Grêmio, que também disputava a Copa do Brasil, Brasileirão, Supercopa e Copa Conmebol, perdeu o interesse na competição, usando a equipe reserva e mandando seus jogos em dias de semana à tarde.

O público daquela quarta-feira, 7 de setembro, foi de 592 espectadores, sendo que somente 271 eram pagantes. A renda foi de pouco mais de 700 reais.