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Brasileirão 1994 – Grêmio 2×1 Bragantino

November 1, 2020

 

Na última rodada da primeira fase do Brasileirão de 1994, o Grêmio conseguiu sua primeira vitória sobre o Bragantino (foram 4 empates e 1 derrota nos jogos anteriores).

O centroavante Silvio (que viria a ser contratado pelo tricolor no início de 1996) abriu o placar para os visitantes, mas Agnaldo e Carlinhos marcaram os gols da virada gremista.

Com o resultado o Grêmio encerrou a primeira fase na terceira posição do grupo A, enquanto o Bragantino ficou em último lugar. Contudo, essa situação acabou sendo estranhamente mais vantajosa para os paulistas, uma vez que eles foram para a repescagem, onde 2 das 8 equipes avançavam para as quartas-de-final, enquanto o tricolor teve que disputar as restantes 6 vagas com as 16 melhores equipes da competição

 

 

 

GRÊMIO VENCE POR 2 A 1 E CAI O TABU
Time derrotou o Bragantino pela primeira vez. Time paulista chegou a largar na frente, mas não resistiu

O Grêmio chegou a levar um susto, mas teve força e serenidade para chegar aos 2 a 1 sobre o Bragantino, ontem, no Olímpico. Obtido numa tarde chuvosa, o resultado também serviu para que fosse quebrado um velho tabu. Até ontem, o Grêmio jamais havia vencido o Bragantino.

Como sempre, a falta de conclusões pelo meio foi o principal problema do Grêmio. Luís Felipe chegou a trocar Carlinhos e Fabinho de posição, fixando este pelo meio. A manobra, porém, não deu resultado, porque a zaga adversária sempre levava vantagem.

O Bragantino saiu na frente. Aos 15 minutos do segundo tempo, Silvio dominou no peito e cobriu Danrlei, fazendo 1 a O. O empate só surgiria aos 37 minutos, quando Ciro e Leônidas já haviam entrado para dar mais força ofensiva ao time. Carlos Miguel sofreu pênalti que Agnaldo cobrou com perfeição, fazendo 1 a 1. Aos 43. Carlinhos apanhou um rebote dentro da área e chutou no ângulo, decretando a vitória. O Bragantino, que só tinha dez homens. dada a expulsão de Ronaldo Alfredo, não teve como reagir.

 

 

👍

A calma do Grêmio foi o fato positivo. Depois de duas derrotas, o time desta vez reagiu na hora certa.

 

 

👎

A pouca paciência da torcida do Grêmio foi o fato negativo. Desta vez, não houve razão para vais

 

 

Agnaldo

Mesmo no tempo de Paulão, o zagueiro Agnaldo costumava se destacar. Agora, com o novato Luciano, ele virou o patrão da área. Mesmo sem grande estatura, invariavelmente ganha as bolas altas. E é muito preciso pelo chão. Agnaldo é, sem dúvida, um ótimo zagueiro.”

 

Mais Faltosos
Jamir (Grêmio) 5
Da Guia e Maurinho (Bra) 4

Mais Desarmes
Agnaldo (Grêmio) 5
Maurinho (Bragantino) 5

 

Agnaldo, o melhor jogador em campo
Danrlei — Sem culpa no gol. Rebateu mal uma bola 6
Ayupe — Mais tranqüilo. Uma bela cobrança de falta. 6
Luciano — Discreto. Procura não enfeitar 7
Agnaldo — Excelente. Muita raça e técnica. Fez um gol. 9
Roger — Estava bem no jogo. Saiu por opção tática. 7
Pingo — Tem ficado mais atrás, combatendo. É líder. 7
Jamir — Continua errando passes. Mas combate bem. 6
Arilson — Não conseguiu realizar a jogada pela esquerda. 5
C. Miguel — Criou as principais Jogadas do time. 8
Fabinho — Esteve na ponta e no meio. Valente 7
Carlinhos — Fez um golaço, mas foi apenas regular. 6
Leônidas — Teve pouco tempo. Nada acrescentou. 5
Ciro — Boa presença na área apesar de fora de forma 6″ (Correio do Povo, 26 de setembro de 1994)

 

 (Correio do Povo, 26 de setembro de 1994)
GRÊMIO BRAGA
Conclusões 14 6
Cruzamentos 11 1
Escanteios 10 0
Faltas 19 18
Impedimentos 5 5
Lançamentos 15 9
Desarmes 18 15

 

“O JOGO: O Grêmio, depois de um mau primeiro tempo e do susto no gol de Silvio no segundo, melhorou e virou o jogo. A vitória acabou com o tabu de nunca ter vencido o Bragantino.” (Tabelão Placar, 1994)

 

 

GRÊMIO DERROTA O BRAGANTINO POR 2 A 1 DE VIRADA EM PORTO ALEGRE
O Grêmio ganhou por 2 a 1 do Bragantino, ontem no estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS), e também garantiu sua vaga no “grupo de elite” do Brasileiro.
O time gaúcho, que começou perdendo, obteve a vitória no último minuto da partida.
Aos 15min, Sílvio abriu o marcador para o Bragantino. Com a desvantagem, os jogadores gremistas passaram a criar mais situações de gol. Mas o empate só aconteceu aos 36min após Agnaldo cobrar pênalti.
O time gremista pressionou muito até que Carlinhos, aos 44min, conseguiu desempatar.
Foi a primeira vitória do Grêmio no segundo turno do Campeonato Brasileiro.
O técnico Luiz Felipe disse no final da partida que a torcida atribui ao Grêmio, às vezes, uma qualidade que o time não tem.” (Folha de São Paulo, segunda-feira, 26 de setembro de 1994)

 

 

GRÊMIO BATE BRAGA DE VIRADA
Porto Alegre- O Grêmio reabilitou-se diante de sua torcida e terminou com a série de cinco partidas sem vencer. Também ficou empolgado para o decisivo jogo de quinta-feira com o Racing, na Argentina, pela Supercopa. Tudo graças à vitória de 2 a 1 contra o Bragantino, ontem à tarde, na última rodada da fase inicial do Brasileiro. “Este resultado dá tranqüilidade, personalidade ao grupo e representa o estímulo necessário para o importante compromisso pela Supercopa”, definiu o técnico do Grêmio, Luiz Felipe. Pelo campeonato nacional, o Grêmio participa da 1ª rodada no sábado (o adversário será conhecido amanhã).
O Bragantino marcou primeiro aos 15min do 2″ tempo, através de Silvio. Aos 35min, Agnaldo empatou cobrando pênalti sofrido por Carlos Miguel. No penúltimo minuto, Carlinhos completou um cruzamento de Leônidas e virou o placar: 2 a 1″ (Pioneiro, segunda-feira, 26 de setembro de 1994)

DUPLA GRE-NAL PASSA PARA A SEGUNDA FASE
O Grêmio ganhou por 2 a 1 do Bragantino, ontem, no estádio Olímpico, garantindo a vaga no “grupo de elite” da próxima fase do Campeonato Brasileiro. O time gaúcho, do técnico Luiz Felipe, saiu perdendo e obteve a vitória no último minuto da partida.
Os fatos importantes do jogo aconteceram no segundo tempo. Sílvio fez 1 a 0 para o Bragantino aos 15min. Com a desvantagem, os jogadores gremistas passaram a criar mais situações de gol. Mas o empate só aconteceu aos 36min, por Agnaldo, que cobrou pênalti de Ferreira em Carlos Miguel. O técnico Luiz Felipe colocou em campo Ciro e Leônidas em substituição, respectivamente, a Arilson e Roger.
O Grêmio, que chegou a ser vaiado por sua torcida, foi beneficiado com a expulsão de Ronaldo Alfredo. O técnico do Bragantino, Cilinho, tentou modificar a atuação de seu time com a entrada de Ludo no lugar de João Santos. O time gremista pressionou muito até que Carlinhos, aos 44min, conseguiu desempatar, e João Santos. O time gremista pressionou muito até que Carlinhos, aos 44min, conseguiu desempatar, na sua primeira vitória no segundo turno do Campeonato Brasileiro. A equipe terminou a primeira fase com 12 pontos, em terceiro lugar no grupo A.” (Folha de Hoje, segunda-feira, 26 de setembro de 1994)

 

Grêmio 2×1 Bragantino

GRÊMIO: Danrlei; Ayupe, Luciano, Agnaldo Liz e Roger (Leônidas, 35 do 2ºT); Pingo, Jamir, Arilson (Ciro 35 do 2ºT) e Carlos Miguel; Fabinho e Carlinhos
Técnico: Luís Felipe Scolari

BRAGANTINO: Marcelo; Ferreira, Júnior, Rémerson e Da Guia; Mauro, Alberto, Edilson e Ronaldo Alfredo; João Santos (Ludo 20 do 2ºT) e Sílvio
Técnico: Cilinho

Brasileirão 1994 – 1ª Fase – Grupo A – 10ª Rodada
Data: 25 de setembro de 1994, domingo
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre, RS
Público: 3.837 pagantes
Renda: R$ 21.210,00
Juiz: Ivo Tadeu Scatola (PR)
Auxiliares: Fernando Homann e José Carlos Menger
Cartões amarelos: Arilson, Pingo, Alberto, Ronaldo Alfredo e Junior
Cartão vermelho: Ronaldo Alfredo (18 do 2º tempo)
Gols: Silvio aos 15 minutos; Agnaldo (de pênalti) aos 36min e Carlinhos aos 44 minutos do segundo tempo

Brasileirão 1994 – Grêmio 3×1 Fluminense

August 9, 2020

Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

 

Essa vitória contra o Fluminense pelo Brasileirão de 1994 me traz duas boas lembranças:
1) A primeira camisa azul celeste que a Penalty fez pro Grêmio e;
2) Carlinhos (do inesquecível gol de cobertura contra o Racing em Avellaneda)

Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

“VITÓRIA DÁ TERCEIRO LUGAR

O Grêmio venceu por 3 a 1 o Fluminense, ontem tarde, no estádio Olímpico e terminou em terceiro lugar no Grupo E com sete pontos. A vitória mantém a equipe estimulada para a estreia na Conmebol, sexta-feira, contra o São Paulo e para buscar a classificação no returno do Brasileiro pelo índice técnico ou a liderança do grupo. Os meias Carlos Miguel e Wallace impuseram o ritmo de jogo gremista com passes certos e movimentação nas proximidades da área do Fluminense, criando os espaços para as finalizações. As situações de gol no primeiro tempo tiveram a participação dos meio-campistas. Carlos Miguel finalizou d vezes, e na terceira, aos 28min41s, a bola rebateu zaga carioca e sobrou para o ponta Carlinhos completar e fazer 1 a 0. Wallace coordenava os lançamentos pelos flancos, tentando as investidas dos lateral Roger e Ayupe.

No segundo tempo, Jamir, que jogou na função de volante, saiu lesionado e entrou Arilson. Carlos Miguel recuou e Carlinhos passou a movimentar-se pelas pontas. Aos 13min, Carlos Miguel interceptou um passe no meio, Carlinhos dominou a bola, e na velocidade venceu a zaga, chutando cruzado: 2 a 0. Três minutos depois o zagueiro gremista Luciano fez um gol contra. 0 atacante Leandro cruzou e Luciano rebateu mal e o Fluminense descontou. O técnico Felipe retirou o meia Leônidas e pôs Luiz Carlos. O Grêmio centralizou o trabalho com a bola no meio-de-campo e procurou aproveitar a velocidade de Carlinhos. Aos 35min, o centroavante Ciro fez o seu quarto gol no Grêmio ao aproveitar um cruzamento de Luiz Carlos: 3 a 1. O Fluminense já estava dominado e o Grêmio só controlou os movimentos do adversário para confirmar a vitória e a posição na tabela que deixa alguma expectativa positiva de classificação por índice técnico no returno.” (Zero Hora, 31 de outubro de 1994)

Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

GRÊMIO COMEMORA GOLS DE CARLINHOS

O atacante decidiu uma partida que deixa o Grêmio com esperança de classificação no segundo turno do Brasileiro

Carlos Ângelo passou correndo em frente ao gol do Fluminense e sentou-se numa placa de publicidade. Esperou a aproximação dos jornalistas e fez a dedicatória: “Ofereço este gol para a Silvana”. Foi o segundo que ele fez na vitória de 3 a 1 do Grêmio contra o clube carioca, ontem à tarde, no Estádio Olímpico. O primeiro gol, aos 28min41seg do primeiro tempo, Carlinhos esqueceu de oferecer a sua mulher. O segundo, aos 13 do segundo tempo, não passou sem homenagem. “Ela é a minha grande incentivadora”, resumiu o atacante gremista, 25 anos, 1m82cm, 73 quilos.

A relação de Carlinhos com a bola é inconstante. Tanto pode domina-lá com eficiência como machucá-la com o tornozelo. “Tudo representa esforço, se altero bons e maus momentos é por que sempre preciso melhorar”, comentou. Ontem, seu oportunismo, pontaria e rapidez produziram a alegria dos 3.462 pagantes no Olímpico. “Ele sempre é uma alternativa muito importante, num momento Carlinhos decide uma partida”, elogiou o técnico do Grêmio, Luiz Felipe. Com o retorno de Fabinho, o ponta Carlinhos volta para a reserva. “Estou satisfeito por ajudar o Grêmio a ficar em terceiro lugar no grupo E do Brasileiro, fazer meu quarto gol na competição, e ser o responsável de uma vitória que estimula o grupo na nossa estreia da Conmebol, contra o São Paulo, na próxima sexta-feira, dia 4, em Porto Alegre. No domingo, o Grêmio enfrenta o Paraná, pelo Brasileiro.”  (Zero Hora, 31 de outubro de 1994)

Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

Tabelão Placar 1994: “O JOGO: Impondo seu futebol, O Grêmio não encontrou dificuldades em furar a retranca da fraca defesa do Fluminense


GRÊMIO: Danrlei; Ayupe, Luciano, Grotto, e Roger; Jamir (Arilson, intervalo), Wallace, Leonidas (Luis Carlos 30 do 2°) e Carlos Miguel; Carlinhos e Ciro
Técnico: Luis Felipe Scolari

FLUMINENSE: Wellerson; Leo, Joao Luis , Marcio Costa e Lira; Cadu, Djair, Joaozinho (Wallace 35 do 2°) Rodrigo (Welton 27 do 2°); Leonardo e Luis Antônio
Técnico: Pinheiro

Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 3.462 pagantes
Renda: R$ 17.870,00
Juiz: Dionisio Roberto Domingos (SP)
Auxiliares: Rogério Ibali e Wagner Selani
Cartões amarelos: Leonidas, Luciano, Arilson, Leonardo, Joaozinho, Djair e Joao Luis
Gols: Carlinhos 29 do 1°; Carlinhos 13, Leonardo 15 e Ciro 34 do 2°;

Gauchão 1994 – Inter 1×0 Grêmio

April 13, 2019
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Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

No “interminável” Gauchão de 1994, Inter e Grêmio se enfrentaram no primeiro Gre-Nal daquela temporada no Beira-Rio em 12 de junho de 1994.

O Co-irmão havia sido eliminado da Copa do Brasil, no meio da semana, pelo Ceará e buscava se reabilitar com um vitória no certame regional. Conseguiu isso graças a um gol de Argel.

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

 

VITÓRIA DEVOLVE A ALEGRIA AO INTER
O time de Lopes se recuperou da eliminação na Copa do Brasil e aumentou a vantagem sobre o Grêmio no Gauchão

O torcedor que há quase um ano não assistia ao mais tradicional clássico gaúcho teve ontem, no Estádio Beira-Rio, a oportunidade de refrescar a memória com um típico Gre-Nal. Muita força, jogadas concentradas no meio campo, sete cartões amarelos e apenas um gol marcado. A tarde que havia começado coberta por um céu azul cintilante, terminou num crepúsculo vermelho, colorida pelo gol de Argel — aos 16 minutos do segundo tempo — que garantiu a vitória e a invencibilidade do Inter no Gauchão. Com 24 pontos, o time de Lopes mantes e a liderança isolada e aumentou a diferença sobre o Grêmio para cinco pontos.

Assim como a bela tarde de domingo, o Gre-Nal também mostrou uma certa predominância do azul em campo. Foi a equipe do técnico Luiz Felipe que mais tempo esteve com a posse de bola. Foi ela que mais situações de gol criou e, também, a que mais chances desperdiçou. Ao Internacional coube a estratégia dos contra-ataques. Mas, sobretudo, coube à equipe de Antônio Lopes fazer o único gol da partida. Após a cobrança de falta pelo lateral-direito Daniel Frasson, o zagueiro Argel desviou de Danrlei. 1 a 0. Méritos à eficiência.

As oportunidades de gol do primeiro tempo foram muito raras. Limitaram-se a um chute fraco de Caíco, uma cabeçada de Paulão pelo lado, um chute de Mazinho Loiola, e um arremate de Nildo na entrada da pequena área pelo alto. As duas equipes jogavam-se ao ataque com cautela, preocupadas em não deixar espaços para o contra-ataque adversário.

OUSADIA – A segunda etapa recebeu alguns contornos mais ousados. Um chute forte de Carlos Miguel balançou o travessão da goleira de Sérgio. O gol marcado por Argel forçou o Grêmio a sair mais à frente. Luiz Felipe chamou Carlinhos e o colocou no lugar do garoto Émerson. Era a tentativa do técnico gremista de buscar uma reação que acabou não chegando. Mesmo com três atacantes —Carlinhos, Fabinho e Nildo — o time de Luiz Felipe não conseguiu converter em gols as chances criadas. A defesa segura do Inter e a boa participação de Caíco na articulação das jogadas de ataque foram suficientes para controlar a força gremista. O Gre-Nal de número 322 terminou com festa colorada. Um presente ao 53° aniversário de Antônio Lopes.” (Sílvio Ferreira, Zero Hora, segunda-feira, 13 de junho de 1994)

 

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Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

JOVENS FESTEJAM OS 53 ANOS DE LOPES
Os garotos Caíco e Argel, lançados pelo treinador, transformaram a vitória em presente de aniversário

O Gre-Nal de número 322, que deixou o Inter na liderança isolada do Gauchão, reservou momentos de emoção. O técnico António Lopes viu Argel e Caíco, dois jogadores por ele lançados para o futebol, presentearem-no com atuações individuais convincentes, um gol e uma vitória importante sobre o principal rival. Desde ontem um homem com 53 anos, Lopes passou o jogo inteiro agitado. A partir dos nove minutos, quando se ergueu pela primeira vez e correu em direção à beirada do campo, o senta-levanta se tornou quase que constante.
Em campo, a aplicação tática e a garra de Argel se somavam à habilidade de Caíco.

O atacante Aírton Graciliano dos Santos, 20 anos completos desde o último dia 15, já dava seus dribles desconcertantes na boa zaga gremista quando uma falta na meia-esquerda incentivou o zagueiro Argelico Fucks, 19, a se arriscar na área adversária. Daniel Frasson chutou rasteiro. A bola roçou em Anderson e encontrou o pé de Argel. Parou na rede. Desacostumado à emoção de fazer gols, o garoto disparou em direção à torcida mostrando o distintivo. “Sou mais do que um jogador, sou um colorado”, bradou. “Esta vitória compensa qualquer derrota para o Ceará, o importante é derrotar o Grêmio.”

No momento do gol, Lopes foi lacônico. “Isto é Gre-Nal, nada está decidido”, comentou, demonstrando familiaridade com o futebol gaúcho. Eram 16h55min. A noite reservaria ainda a comemoração do Dia dos Namorados com a mulher Elza. A festa de aniversário ficou para hoje. Com os amigos gaúchos. Especialmente os garotos que devolveram a ele a alegria de vencer um Gre-Nal.” (Léo Gerchmann, Zero Hora, segunda-feira, 13 de junho de 1994)

 

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Fonte: Pioneiro

 “DERROTA NÃO ABALA GREMISTAS

A derrota para o Inter por 1 a 0 não desanimará o grupo de jogadores gremistas nem modificará o trabalho planejado pela comissão técnica. A garantia é do presidente Fábio Koff e do técnico Luiz Felipe — que perdeu o seu primeiro Gre-Nal como treinador. Ambos consideraram o resultado negativo normal em um clássico, lamentaram as oportunidades perdidas, o vacilo no lance do gol de Argel, e pediram a confiança da torcida para a equipe em formação

Depois do jogo, Fabio Koff insistiu para que a torcida tricolor dê crédito à equipe. “Temos um time confiável e bem trabalhado para formar um grande elenco, portanto um resultado absolutamente previsível não vai desestruturar o grupo”, falou Koff. Em análise semelhante, Luiz Felipe elogiou o desempenho do Grêmio, lamentou o gol de bola parada e os erros nas conclusões. Mas descartou mudanças na filosofia de trabalho de aproveitamento dos jovens.

Os jogadores e o técnico Luiz Felipe enfatizaram da importância do Gauchão e acham que o time vai se recuperar — caiu para 4º — contra o Guarani-VA, na quarta-feira e domingo em Pelotas, diante do Brasil. O Grêmio ainda espera pelo próximo adversário da semifinal da Copa do Brasil: Vasco ou Atlético-MG.” (Alvaro Larangeira, Zero Hora, segunda-feira, 13 de junho de 1994)

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Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

Inter 1×0 Grêmio

INTER: Sérgio Guedes; Daniel Frasson, Argel, Ricardo e Silvan; Anderson, Elson, Mazinho Oliveira (Alexandre) e Caíco; Mazinho Loiola (Fábio) e Paulinho McLaren
Técnico: Antonio Lopes

GRÊMIO: Danrlei; Ayupe, Paulão, Agnaldo e Roger; Pingo, Jamir, Emerson (Carlinhos) e Carlos Miguel; Fabinho e Nildo
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Gauchão 1994 – 12ª Rodada
Data: 12 de junho de 1994, domingo
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre/RS
Público: 21.184 (17.401 pagantes)
Renda: Cr$ 56.456.000,00
Árbitro: Silvio Luís de Oliveira
Assistentes: Luís Augusto Muhle e Marco Aurélio Charão
Cartões amarelos: Silvan, Ânderson, Daniel Frasson, Elson, Paulão, Nildo, Fabinho
Gol: Argel, aos 16 minutos do segundo tempo

Camisa de Treino 1994 – "Fluminense"

April 13, 2012

O site oficial do Fluminense tem uma seção que considero muito interessante onde é contada a história do uniforme do clube. Um exemplo é a explicação do modelo reserva criado pela Penalty para o tricolor das Laranjeiras em 1992:

“A idéia dessa camisa de design inusitado, surgiu da necessidade de se dificultar a ação de falsificadores, já que o uniforme anterior todo branco era fácil de ser copiado. Lançada em 24 de janeiro de 1992 a considerada espalhafatosa demais por muitos torcedores, introduzido a gola branca tipo pólo com borda tricolor que seria imitado tanto pela Reebok como pela Adidas, futuros fornecedores do Flu. A logomarca estampada na camisa era da Coca-cola, que já vinha patrocinando o clube desde 1987.”

Foi a camisa que o Fluminense usou na final da Copa do Brasil de 1992 e no confronto contra o Grêmio pelo Brasileirão de 1993, no Maracanã (foto abaixo):

A curiosidade é que o Grêmio, que também tinha a Penalty como fornecedora de material esportivo nos anos 90, e acabou usando um uniforme de treino azul que se valia do mesmo desenho, conforme se pode verificar nas fotos abaixo de Felipão e Fabinho na temporada de 1994:

3 em 1 – Gauchão 1994

November 9, 2011

Uma página lamentável do futebol gaúcho foi escrita em 11 de dezembro de 1994, dia no qual Grêmio jogou três partidas em sequência.

Todos os jogos eram válidos pelo interminável Gauchão de 1994, disputado por 23 equipes, em turno e returno por pontos corridos (vejam só, pontos corridos não é sinônimo de organização).

Além do certame estadual, o Grêmio ainda disputou naquele ano a Copa do Brasil, o Campeonato Brasileiro, a Supercopa e a Copa Conmebol, tendo assim realizado mais de 95 partidas na temporada. Isso determinou este acumulo de jogos atrasados.

Os adversários daquela tarde eram o Aimoré, Santa Cruz e Brasil de Pelotas, que corriam risco de ser uma das NOVE equipes rebaixadas.

O público foi de 758 pessoas, sendo que destas 247 eram pagantes. A renda foi de R$ 690,00. Certamente foi um dos menores públicos da história do Estádio Olímpico.

Um fato curioso é que em novembro do mesmo ano o Grêmio já tinha se visto em situação parecida, quando enfrentou São Paulo, que fez uma jornada dupla que também envolveu o Sporting Cristal.

Segue abaixo alguns trechos da cobertura da Zero Hora sobre o evento bem como as fichas das partidas.

“O Grêmio concentrou 42 jogadores, utilizou 34* deles em três jogos diferentes e deu um nó no cerébro do roupeiro Hélio, responsável pelas trocas de calções, camisetas e chuteiras. “O pior é que estes três jogos juntos não valem um”, resmungou ele no intervalo do segundo para o terceiro.” (Zero Hora – 12 de dezembro de 1994)

“Às 15h chegou a delegação do Brasil, de Pelotas, time que faria o terceiro jogo, às 18h. Os dois vestiários para os visitantes estavam lotados e o técnico Ernesto Guedes viu-se obrigado a levar seus comandados para as sociais do Olímpico. Pagou Picolé para a turma e engordou o número de torcedores das sociais.” (Zero Hora, 12 de dezembro de 1994)

“Aos 5 minutos do segundo jogo o calor atingiu o pico. Sensação térmica de 48 graus (10 a mais que a temperatura máxima oficial registrada ontem em Porto Alegre). O médico José França dos Santos, da Sociedade Gaúcha de Medicina do Esporte, acomodado atrás de uma das goleiras com seus aparelhos que mediam temperatura, irradiação solar e condições de evaporação, sentia o impulso de invadir o gramado e pedir o fim do jogo: “Não há nenhuma condição para a prática de esporte”, repetia. Fosse um esporte individual e competição já teria sido interrompida, garantia, apontando para o termômetro que só por volta das 17 horas começou a reduzir sua indicação de calor.

O árbitro do primeiro jogo, Wily Tissot, foi sensível à tortura imposta pelo clima aos jogadores e, aos 23 minutos do segundo tempo, tomou uma atitude inédita: paralisou o jogo e mandou todo mundo tomar água. O público, reconhecendo a boa iniciativa, aplaudiu-o. Ao lado da defesa feita por Murilo no pênalti cobrado por Eládio, do Aimoré, aquele foi o momento mais saudado no jogo inicial do domingão.” (Zero Hora, 12 de dezembro de 1994)

A popular Terezinha Morango, furúnculos impedindo acomodação nas cadeiras, preferiu circular em meio ao povo. E Sidiomar da Rosa, torcedor do Brasil, conseguiu ingressar nas sociais de bicicleta, após pedá-la durante 12 horas de Pelotas até Porto Alegre.(Zero Hora, 12 de dezembro de 1994)

“Maqueiros ganharam o triplo (total de R$ 54,00 a ser dividido entre três), gandulas ganharam o triplo (R$ 72,00 para ser dividido entre 12) e fiscais da federação reclamaram que para eles só seria pago o equivalente a uma partida. Tratamento desigual, razão de revolta. Até os cavalos utilizados pela Brigada Militar foram tratados com mais condescendência, pois durante o jogo de nº 2 foram substituídos. Os cães não, estes ficaram o tempo todo. Tratamento desigual, outra vez.” (Zero Hora, 12 de dezembro de 1994)

Grêmio 0 x 0 Aimoré

GRÊMIO: Murilo; Cristian, Luciano, Éder e Júlio César; Puma, Alexandre e André Muller; Tefo (Juliano), Escurinho e Rodrigo Gasolina.
Técnico: Zeca Rodrigues

AIMORÉ: Rogério; Martins, Aládio, Márcio Haubert e Marquinhos; Aílton, Clóvis e Lindomar (Oberti); Leco, Márcio Cruz e Ânderson.
Técnico: Celso Freitas

Horário: 14h00min
Árbitro: Willy Tissot
Auxiliares: Sérgio Chagas e José Pessi

Grêmio 4 x 3 Santa Cruz

GRÊMIO: Danrlei; Ayupe, Scheidt, Agnaldo Liz, Arílson; Pingo, Jamir, (Émerson) e Carlos Miguel; Fabinho e Jacques (Ciro).
Técnico: Zeca Rodriges

SANTA CRUZ: Gilmar; ÉdsonAvila, Itamar, Alamir e Varta (Mauro); Carlos, Sídney e Áureo; Caio (Alceu), Paulo Roberto e Eldor.
Técnico: Tadeu Menezes

Horário: 16h00min
Árbitro: Leonardo Gaciba
Assistentes: Roberto Scherer e Carlos Bitencourt.
Cartão Vermelho: Eldor (Santa Cruz)
Gols: Agnaldo (pênati) aos 4 minutos (1×0), Paulo Roberto aos 13 (1×1) e Carlos Miguel aos 20 minutos do primeiro tempo (2×1); Paulo Roberto aos 5 minutos (2×2), Ayupe aos 11 minutos (3×2), Áureo aos 15 minutos (3×3) e Fabinho aos 47 minutos do segundo tempo (4×3)

Grêmio 1 x o Brasil de Pelotas

GRÊMIO: Aílton Cruz; Jairo Santos, César, Cristiano e Duda; André Vieira, Wallace e Émerson (Jacques); Carlinhos, Ciro (Juliano) e Cristiano Júnior.
Técnico: Luis Felipe Scolari

BRASIL-PEL: Cássio; Júnior, Silva, Rogério e Marcelo; Marquinhos, Dido (Sassia) e Jabá; Nazarildo (Netinho) Cléber e Martins.
Técnico: Ernesto Guedes

Árbitro: Paulo Felipe
Assistentes: Paulo Iguariassá e Vilso Petry
Cartão Vermelho: Juliano (Grêmio)
Gol: Jacques, aos 22 minutos do segundo tempo

Público: 758 (247 pagantes)
Renda: R$ 690,00

As imagens são da Zero Hora e da Placar.

* Segundo o blog História do Futebol – Final os atletas Émerson (goleiro), Márcio Santos, Ricardo, Alessandro, Vânderson e Paulo César não atuaram em nenhuma das 3 partidas.

Menor público da história do Olímpico?

August 20, 2010
Qual o jogo de menor público da história do Estádio Olímpico?

Numa partida de futebol profissional, foi Juventude 2 x1 Portuguesa, em 03 de dezembro de 1997, em jogo válido pela 5ª rodada do quadrangular semifinal do Brasileirão daquele ano.

Estavam presentes 164 espectadores, sendo que somente 55 deles eram pagantes. Não por acaso é o menor publico da história do Campeonato Brasileiro. A renda foi de R$ 550,00. Abaixo a matéria do Correio do Povo sobre o jogo em questão:

Contudo, levando em conta somente os jogos do time do Grêmio, o jogo a ser considerado é Grêmio 2 x 0 Esportivo, válido pelo “interminável” Gauchão de 1994. Vale lembrar que naquele ano a competição foi disputada por 23 equipes, em pontos corridos, turno e returno ao longo de toda a temporada. O Grêmio, que também disputava a Copa do Brasil, Brasileirão, Supercopa e Copa Conmebol, perdeu o interesse na competição, usando a equipe reserva e mandando seus jogos em dias de semana à tarde.

O público daquela quarta-feira, 7 de setembro, foi de 592 espectadores, sendo que somente 271 eram pagantes. A renda foi de pouco mais de 700 reais.