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1995 – Copa do Brasil – Palmeiras 2×2 Grêmio

June 20, 2012

Grêmio garante a vaga na raça

[…]

A principal jogada do Palmeiras com o atacante Rivaldo foi anulada logo no começo da partida. Os meio-campistas Goiano e Dinho reforçaram a marcação sobre o atleta. Aos sete minuots o meia Carlos Miguel passou para Paulo Nunes. O ponta lançou na área, a bola bateu no ombro de Goiano e encobriu o goleiro Veloso: 1 a 0. O gol desnorteou o Palmeiras. O meio de campo paulista errava os passes e deixava espaços para o contra-ataque. Na cobrana de escanteio por Arce aos 24 minutos iniciais, o atacante Paulo Nunes completou no canto direito: 2 a 0.

Com o resultado adverso o Palmeiras intensificou as disputas de bola com rispidez e violência. Em poucos minutos o volante Mancuso foi expulso. O Grêmio poderia aproveitar o momento favorável. Mas seus jogadores revidaram as faltas e três receberam cartão vermelho. Dinho, Arílson e Goiano. O jogo ficou para por oito mintos no primeiro tempo por causa das suspensões.

O segundo tempo foi dramático para o Grêmio. Com dois a jogadores a mais o Palmeiras pressionou e aos oito minutos o meio-campista Lozano (substituto de Maurílio) diminuiu: 2 a 1. O técnico do Grêmio, Luiz Felipe, retirou Jardel e colocou o volante André Vieira. O empate ocorre aos 31 minutos, por Rivaldo: 2 a 2. O desespero gremista poderia ser toral se o goleiro Danrlei não fizesse grandes defesas, como a na cabeçada de Rivaldo a dois minutos do final.” (Zero Hora – 19 de abril de 1995)

“Foi inacreditável”, recordou Danrlei a respeito do jogo. “No vestiário o Luiz Felipe pediu esforço redobrado para segurar o 2 a 0”, lembrou. O Grêmio retornou com oito jogadores, sem Dinho, Goiano e Arílson, expulsos.
Um gol do volante Lozano aos oito minutos apavorou o goleiro nascido em Crissiumal, a 548 quilômetros de Porto Alegre. “Só falta empatarem”, pensou Danrlei. E aos 31, Rivaldo igualou o placar. “Quase enlouqueci”, disse. Os 14 minutos restantes foram de Danreli. Intervenções seguras e ousadas nos pés dos atacantes do Palmeiras. Saídas oportunas nos cruzamentos.
A dois minutos do final, uma espetacular defesa. O lateral Roberto Carlos lançou a bola na área. Os 15 mil torcedores palmeirenses viram a entrada de Rivaldo pelo lado oposto e se levantaram. Pressentiram o gol da vitória. Mas Danrlei previu a ação do avante. “Ele fez como eu queria, fechei o ângulo direito e esperei a cabeçada no lado esquerdo”, explicou. A bola foi na direção esperada e parou nas mãos do goleiro, a menos de 15 centímetros da liha do gol. O Grêmio assegurou a continuidade no torneio. Com a ajuda de Danrlei de Deus Hinterholz, o aniversariante.” (Zero Hora – 20 de abril de 1995)

“Eu passei para os jogadores tanta raiva de querer ganhar do Palmeiras, que quase a equipe foi prejudicada” Luiz Felipe Scolari

“A casa era do Palmeiras, mas a festa foi do Grêmio, numa partida inesquecível pela Copa do Brasil. Os gaúchos seguraram (na bola e no braço) um empate heróico em 2×2 com apenas oito jogadores em campo. O resultado tirou os paulistas da competição e a pequena torcida tricolor no Parque Antártica se divertiu aos gritos de “e-li-mi-na-do” (Revista Placar, 1995)


“Grêmio, sem 3, elimina Palmeiras


Mesmo jogando 51 minutos com dois jogadores a mais do que o Grêmio, o Palmeiras foi eliminado da Copa do Brasil, ontem à noite, no Parque Antarctica.
O jogo terminou empatado em 2 a 2. O Grêmio ficou com a vaga porque havia empatado em casa em 1 a 1 (o critério de desempate neste caso foi o número de gols marcados fora de casa).
O Grêmio enfrenta agora o São Paulo .
O Palmeiras começou o jogo melhor e logo criou duas chances, com Rivaldo. Mas aos 8min, a defesa falhou num cruzamento e Luiz Carlos Goiano marcou o primeiro gol, de cabeça.
O gol abalou o Palmeiras. Num outro cruzamento, Jardel cabeceou livre na pequena área. Velloso defendeu no reflexo.
Aos poucos, o Palmeiras recuperou o equilíbrio, mas não conseguia passar a marcação do Grêmio.
Aos 23min, a defesa falhou de novo, numa cobrança de escanteio, e o atacante Paulo Nunes completou na pequena área, livre: 2 x 0.
Aos 34min, Mancuso fez falta violenta e, como tinha o cartão amarelo, foi expulso. Parecia que o jogo estava decidido.
Dois minutos depois, ocorreu a maior confusão da partida. O zagueiro Antônio Carlos atingiu o meia Arílson sem bola. O volante Dinho peitou Antônio Carlos. Formou-se uma confusão. O palmeirense Válber chutou vários gremistas. O juiz expulsou Dinho.
Aos 43min, Arílson atingiu o lateral Roberto Carlos por trás. Foi expulso. Goiano chutou a bola para longe e foi expulso também.
Mesmo com dois jogadores a menos, o Grêmio quase liquidou o jogo ainda no primeiro tempo. Paulo Nunes invadiu a área, aos 47min, e chutou. Velloso pegou.
No segundo tempo, a 1min, Rivaldo, o maior destaque do jogo, cobrou falta, a bola bateu na barreira e saiu rente à trave.
Para fechar o meio, o técnico gremista Luiz Felipe pôs o lateral-esquerdo Roger como volante, deixando o flanco aberto. Aos 3min, o lateral-direito Flávio Conceição aproveitou a brecha e chutou rente à trave.
Aos 8min, o Palmeiras fez seu primeiro gol. Rivaldo invadiu a área e perdeu a bola. No rebote, Lozano chutou fraco e o goleiro Danrlei falhou.
Após o gol, o Palmeiras não manteve a pressão. Passou a insistir com cruzamentos altos e penetrações pelo meio. Aí o goleiro Danrlei tornou-se o destaque, nas intervenções precisas e no esforço em gastar o tempo.
Aos 31min, quando o Palmeiras parecia perdido, Rivaldo fez a jogada mais bonita do jogo. Ele recebeu a bola sobre a linha da área. De costas para Luciano, driblou o zagueiro com um toque. Entrou livre na área, fuzilou Danrlei e empatou o jogo.
Depois do gol, o Palmeiras aumentou a pressão e o Grêmio, a “catimba”. Mas o juiz só descontou 1min32.” (Marcelo Damato – Folha de São Paulo, quarta-feira, 19 de abril de 1995)

Palmeiras 2×2 Grêmio

PALMEIRAS: Velloso; Flávio Conceição, Antônio Carlos, Cléber e Roberto Carlos; Amaral, Mancuso, Válber e Rivaldo; Maurílio (Lozano) e Paulo Isidoro.

Técnico: Valdir Espinosa
GRÊMIO: Danrlei; Arce, Luciano, Adílson e Roger; Dinho, Luiz Carlos Goiano, Carlos Miguel e Arílson; Paulo Nunes (Magno) e Jardel (André Vieira).
Técnico: Luiz Felipe

Copa do Brasil 1995 – Oitavas de final – Jogo de volta
Data: 18 de abril de 1995, terça-feira
Local:
Estádio do Parque Antarctica, em São Paulo-SP
Juiz: Wilson Souza de Mendonça
Renda: R$ 139.400,00
Público: 12.473 pagantes
Cartões vermelhos: Dinho, Arílson e Luiz Carlos Goiano (G); Mancuso (P)
Gols: Luiz Carlos Goiano, aos 7min, e Paulo Nunes, aos 23min do primeiro tempo; Lozano, aos 8min, Rivaldo , aos 31min do segundo

1995 – Copa do Brasil – Grêmio 1×1 Palmeiras

June 20, 2012

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No lance mais discutido, Cléber levou a bola por entra as pernas e intuitivamente colocou o pé e derrubou Arílson dentro da área. Pênalti que o juiz deixou de marcar.” (Estado de São Paulo – 12 de abril de 1995)

“Palmeiras e Grêmio ficam no empate pela Copa do Brasil

Grêmio e Palmeiras empataram em 1 a 1 ontem à noite em Porto Alegre. A partida valeu pela Copa do Brasil. O vencedor do torneio disputa a Libertadores em 96.
No primeiro tempo as duas equipes exerceram uma marcação forte e dificultaram as jogadas de ataque. Houve muita troca de passes no meio-campo.
Sem opções ofensivas, os dois times não conseguiam criar jogadas perigosos. O próprio gol palmeirense saiu de um lance casual.
Aos 38min, Rivaldo foi lançado pela esquerda, venceu a disputa com um defensor do Grêmio e tocou na saída do goleiro. A equipe gaúcha reclamou um empurrão do atacante do Palmeiras.
O Grêmio reclamou ainda pênalti em quatro jogadas.
E foi de pênalti, cometido por Flávio Conceição, que o Grêmio empatou, aos 5min do segundo tempo, em cobrança de Dinho.
Na segunda etapa o nível da partida melhorou.
O jogo foi mais aberto e as duas equipes tiveram oportunidades para marcar, mas não conseguiram o gol da vitória.
O Palmeiras joga agora por um empate sem gols na partida de volta, em São Paulo, para passar à próxima fase da Copa do Brasil.” (Folha de São Paulo – 11 de abril de 1995)

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A irritação
O presidente Fábio Koff não escondeu a irritação com a arbitragem do goiano Antonio Pereira da Silva. No final do primeiro tempo, quando o Grêmio perdia por 1 a 0, o dirigente criticou duramente o gol dos paulistas e a não marcação de um pênalti sobre Carlos Miguel. Koff estava revoltado e afirmou que “Palmeiras e Flamengo estão sendo protegidos na Copa do Brasil”. Nós próximos dias, o presidente tricolor prentede tratar do assunto junto à CBF. (Zero Hora – 12 de abril de 1995)

AVALIAÇÃO DOS JOGADORES
GRÊMIO
Luciano – Impecável na marcação sobre Edmundo. Sofreu falta no gol do Palmeiras.
Dinho – O melhor do time. Perfeito nos desarmes e nos lançamentos.

PALMEIRAS
Mancuso – O melhor do jogo. Desarmou com facilidade, disrtibuiu certo e acalmou o time nos momentos de pressão.
Rivaldo – Jogou pelo ataque inteiro. Fez o gol, em jogada irregular” (Zero Hora – 12 de abril de 1995)

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Fotos: Paulo Franken (Zero Hora)

Grêmio 1×1 Palmeiras

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Luciano, Adílson e Roger; Dinho (André Vieira), Luís Carlos Goiano, Arílson (Jacques) e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Jardel.
Técnico: Luiz Felipe Scolari

PALMEIRAS: Velloso; Flávio Conceição, Antônio Carlos, Cléber e Roberto Carlos; Amaral, Mancuso, Válber e Paulo Isidoro; Edmundo e Rivaldo.
Técnico: Valdir Espinosa

Copa do Brasil 1995 – Oitavas de final – Jogo de ida
Data: 11 de abril de 1995, terça-feira, 20h45min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Juiz: Antônio Pereira da Silva (GO)
Auxiliares: Antônio Vidal da Silva (GO) e Adriano Sajonc (RS)
Público: 12.533 pagantes
Renda: R$ 87.973,00

Preço dos ingresso: Cadeira R$ 12,00, Arquibancada R$ 7,00, Sócios R$ 5,00 e Estudante gremista R$ 2,00

Cartões Amarelos: Adilson, Arce, Flávio Conceição e Veloso.
Gols: Rivaldo, aos 38min do primeiro tempo, Dinho (pênalti), aos 5min do segundo tempo