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Supercopa 1995 – Grêmio 2×1 River Plate

October 29, 2018
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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

 

 

Grêmio e River se enfrentaram em Porto Alegre pelo jogo de ida das quartas de final da Supercopa de 1995. Esse confronto quase aconteceu na final da Libertadores daquele ano, não fosse o River eliminado pelo Atlético Nacional na semifinal. Esse confronto quase aconteceu na final da Libertadores do ano seguinte, não tivesse o Grêmio sido eliminado pelo América de Cali na semifinal.

É válido lembrar que o Grêmio teve compromisso pelo brasileirão na terça, contra o Fluminense no Rio e recebeu o River no Olímpico na quinta.

 

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

 

GRÊMIO VAI DECIDIR A VAGA EM VANTAGEM
Vitória por 2 a 1 sobre o River dá ao campeão da América a chance de se classificar com o empate em Buenos Aires

O Grêmio venceu o River Plate por 2 a 1, ontem à noite, no Estádio Olímpico, e garantiu a vantagem para a decisão da vaga na segunda fase da Supercopa dos Campeões da Libertadores. Um empate na segunda partida, dia 2 de novembro, em Buenos Aires, será suficiente para o Grêmio. Mas a missão não será fácil. Ao final do jogo de ontem, o próprio técnico Luiz Felipe admitiu: o i River Plane foi a melhor equipe que o Grêmio enfrentou em 87 jogos realizados este ano.

O Grêmio começou o primeiro tempo dando a impressão de que iria solucionar a partida em seguida. Até os cinco minutos, foram três escanteios. Num deles. Paulo Nunes concluiu com perigo para fora. A pressão, porém, aos poucos foi administrada pelo River Rate. Os argentinos tiraram proveito dos passes errados de Arilson e Luciano e ameaçaram o gol de Danrlei em contra-ataques velozes. O alerta geral surgiu aos 30 minutos, quando Gallardo chutou para fora com perigo.

No final do primeiro tempo, o atacante Jardel até então mais armador do que centroavante, ficou sem ângulo e ainda assim conseguiu colocar a bola pelo meio das pernas do goleiro Irigoytia. O 1 a 0 não chegava a ser injusto. Mas Francescoli, o uruguaio do River, executou com perfeição uma cobrança de falta, aos 46 minutos, empatando a partida. Foi o segundo alerta ao Grêmio.

O River passou a tocar a bola, com a esperança de levar o empate até o final. Com quatro jogadores da seleção argentina, Altamirano, Astrada, Gallardo e Ortega, levou o plano de jogo até os 15 minutos finais. O Grêmio ajudava, porque recomeçou o segundo tempo sem iniciativa. Então, Nildo foi visto aquecendo-se à beira do gramado. No minuto seguinte, Dinho, um dos melhores em campo, acertou a trave do River em um chute rasteiro e forte de fora da área e Carlos Miguel, como se fosse centroavante, concluiu com o goleiro batido. Nildo voltou para o reservado. Jardel ainda cabeceou na rede pelo lado de fora e o time soube manter a vitória até o final.”(Zero Hora, 27 de outubro de 1995)

 

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

Grêmio 2×1 River Plate

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Catalino Rivarola, Luciano e Roger; Dinho, Luis Carlos Goiano, Arílson e Carlos Miguel (Ranielli); Paulo Nunes (Gélson) e Jardel
Técnico: Luiz Felipe Scolari

River Plate: Joaquín Irigoytia: Ricardo Altamirano, Guillermo Rivarola, Celso Ayala e Juan Gómez; Matías Almeyda, Leonardo Astrada, Hernán Díaz (Néstor Cédres) e Marcelo Gallardo (Gabriel Amato), Ariel Ortega e Enzo Francescoli.
Técnico: Ramón Díaz

Supercopa 1995 – Jogo de ida
Data: 26 de outubro de 1995, quinta-feira, 21h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 12.176 (10.254 pagantes)
Renda: R$ 64.255,00
Árbitro: Salvatore Imperatore (FIFA/CHI)
Auxiliares: Mário Sanchez e Juan Riquelmes
Gols: Jardel aos 43 minutos e Francescoli aos 44 minutos do 1º tempo; Carlos Miguel aos 14 minutos do 2º tempo

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Supercopa 1995 – River Plate 3×2 Grêmio

October 22, 2018
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Foto: La Nacion

Em 1995, o Grêmio perdeu por 3×2 no tempo normal para o River em Buenos Aires e acabou sendo eliminado nos pênaltis, em jogo válido pelas quartas de final da Supercopa.

Interessante notar na matéria da Zero Hora transcrita abaixo que Felipão reclama do cansaço do time. E não era pra menos. Num intervalo de 7 dias o Grêmio atuou quatro vezes. Primeiro no jogo de ida contra o River em Porto Alegre. Depois, no domingo, contra o Sport em casa pelo Brasileirão. Na terça-feira, um Gre-Nal no Beira-Rio e 48 horas depois o jogo de volta contra o River em Buenos Aires. O tricolor só usou 17 atletas diferentes nesses jogos e Danrlei, Rivarola e Luciano jogaram os 90 minutos dos 4 compromissos.

DERROTA NOS PÊNALTIS ELIMINA O GRÊMIO
O campeão da Libertadores foi heroico no segundo tempo, mas o River teve competência na série decisiva

Grêmio e River Plate fizeram uma partida emocionante pela Supercopa dos Campeões da América, no Estádio Monumental de Nunez, em Buenos Aires, ontem à noite. A equipe argentina foi superior e fez 2 a 0 no primeiro tempo. O time de Luiz Felipe se recuperou no segundo tempo e empatou o jogo. O River, porém, chegou aos 3 a 2. O resultado levou a decisão para os pênaltis (o time gaúcho vencera em Porto Alegre 2 a 1) e o Grêmio não foi bem. Dinho e Arílson bateram bem, mas Émerson e Goiano chutaram fraco para defesas de Irigoytia. Francescoli, Gallardo, Ortega e Hernán Diaz marcaram para os argentinos, definindo os 4 a 2 da classificação do River. A próxima fase da Supercopa terá dois clássicos nacionais: River Plate x Independiente, na Argentina; Flamengo x São Paulo, no Brasil. A equipe gaúcha volta a jogar pelo Brasileirão neste domingo, contra o Vasco, no Estádio Olímpico.

Os argentinos dominaram completamente o Grêmio na etapa inicial. Desde o chute de Ortega, aos 30 segundos de partida, o River não parou mais de atacar. Atordoado com o ímpeto do adversário, o Grêmio teve problemas para conter os talentosos Ortega, Francescoli e Amato. Aos 12 minutos. Ayala, livre, aparou uma cobrança de falta ao lado da área e, de cabeça, abriu o placar. A 13 minutos do final do primeiro tempo, Francescoli confirmou a atuação de luxo da equipe cobrando falta com perfeição, no ângulo 2 a 0.

Com uma marcação mau forte sobre Ortega e Francescoli, o Grêmio conseguiu equilibrar o jogo na segunda etapa. Aos 10 minutos, Arilson pegou um rebote de fora da área e chutou violentamente: 2 a 1. O gol devolveu a confiança à equipe de Luiz Felipe. Os jogadores do River Plate sentiram a mudança de ânimo do time gaúcho. Pouco depois dos 20 minutos, Ayala fez gol contra quando tentou interceptar cruzamento de Paulo Nunes, O empate de 2 a 2 garantia a passagem do Grêmio para as semifinais da Supercopa. Aos 29 minutos, no entanto, o oportunista Francescoli fez o terceiro gol do River, o segundo dele, levando a decisão para os pênaltis A torcida argentina foi ao delírio e se preparou para vaiar o volante Dinho, o primeiro a cobrar. Experiente, Dinho marcou. Francescoli empatou para River. Émerson cobrou fraco e Irigoytia defendeu. Gallardo colocou o Rever em vantagem. Arilson, o melhor jogador do Grêmio, chutou alto, indefensável. Danrlei quase pegou o chute de Ortega, mas não evitou o gol. A exemplo de Emerson, Goiano também errou. Bastava apenas um gol para o River passar à próxima fase e Diaz não desperdiçou a chance.” (Zero Hora, 3 de novembro de 1995)

CANSAÇO COMPLICOU A SITUAÇÃO DO TIME

O Grêmio perdeu ontem a vaga para as semifinais da Supercopa dos Campeões porque o time estava exausto. Esta foi a explicação do técnico Luiz Felipe para a derrota contra o River Plate, no Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. De acordo com o treinador, a maratona de jogos que a equipe vem enfrentando pelo Brasileirão e a Supercopa está deixando o grupo debilitado fisicamente. “Nós não tínhamos as mínimas condições de fazer gols no River, o time estava muito cansado e só empatamos por obra do acaso”, afirmou Luiz Felipe logo depois da partida. Mas a derrota nos pênaltis não ocorreu apenas por causa do desgaste generalizado dos jogadores, conforme o treinador. “Tivemos erros de posicionamento e de marcação.

Para Luiz Felipe, o time terá de tirar as lições da derrota para os argentinos. A equipe foi ingênua em alguns momentos, principalmente nas bolas paradas. Os três gols do River partiram de cobranças de falta. Em dois deles, a defesa falhou na marcação a Ayala e Francescoli, que não desperdiçaram. “Os jogadores têm de saber que um pequeno erro numa decisão pode complicar tudo”, alertou. Quanto aos pênaltis, Luiz Felipe disse que os argentinos tiveram o equilíbrio necessário para a decisão.

A preocupação de Luiz Felipe, agora, é somar mais pontos pelo Brasileirão, livrar o clube do risco de disputar uma repescagem para fugir do rebaixamento. “Só assim nós poderemos trabalhar o grupo para Tóquio com tranquilidade”, disse o técnico.”  (Zero Hora, 3 de novembro de 1995)

RIVER PLATE: Joaquín Irigoytia ; Ricardo Altamirano, Guillermo Rivarola (Gabriel Amato), Celso Ayala e Juan Gómez;  Leonardo Astrada, Matias Almeyda, Hernán Díaz, Marcelo Gallardo; Ariel Ortega e Enzo Francescoli.
Técnico: Ramón Díaz

GRÊMIO: Danrlei ; Marco Antonio (Wagner), Catalino Rivarola, Lucianoe Roger; Dinho,Luis Carlos Goiano,  Arílson e Carlos Miguel; Paulo Nunes (Émerson) e Jardel.
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Supercopa 1995 – quartas de final – jogo de volta
Data: 2 de novembro de 1995, quarta-feira.
Local: Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires-ARG
Árbitro: Julio Matto (URU)
Cartões amarelos: Luciano, Catalino Rivarola, Danrlei, Jardel, Goiano, Ayala e Guillermo Rivarola
Cartão vermelho: Jardel
Gols: Ayala, aos 12 minutos e Francescoli, aos 32 do primeiro tempo; Arilson, aos 10, Ayala (contra) aos 20 e Francescoli aos 29 minutos do segundo tempo

Copa do Brasil 1995 – Flamengo 2×1 Grêmio

August 15, 2018

1995 Flamengo 2x1 Gremio Fernando Gomes ZH

Em 1995, Flamengo e Grêmio se enfrentaram pelo jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil do Maracanã. Como se pode ver nas matérias abaixo, Sávio foi o grande personagem da partida, marcando os dois gols do time da casa (Jardel marcou no finalzinho para o Grêmio, aumentando consideravelmente as chances do tricolor para partida de volta).

Acho que cabe aqui fazer um prevê paralelo do Sávio de 1995/1996 com o Neymar de 2018. Assim como acontece hoje com o Neymar, a imprensa não cansava de repetir a narrativa de que Sávio era caçado por seus marcadores (a sua caneleira especial de fibra de carbono entrou para o folclore futebolístico dos anos 90). E assim como Neymar faz hoje, Sávio gostava muito de exagerar nos saltos quando recebia contato dos adversários (Para ser totalmente justo é preciso dizer que ele melhorou bastante nesse aspecto quando foi jogar no Real Madrid)

É interessante notar nas colunas transcritas abaixo que Ruy Carlos Ostermann elogiou o árbitro da partida enquanto Washington Rodrigues o considerou um “fracasso absoluto”. O curioso é que alguns meses depois o “Apolinho” deixaria a crônica esportiva de lado para assumir como treinador do Flamengo. E uma das suas primeira orientações aos jogadores foi a seguinte: “a partir de agora, ninguém escova dentes, se penteia ou faz a barba. Vamos assustar os caras na entrada em campo.” O objetivo era assustar os jogadores do Velez na Supercopa. Aparentemente não deu muito resultado.

1995 Flamengo 2x1 Gremio Jardel Fabinho Fernando Gomes ZH

GRÊMIO PERDE E VAI DECIDIR A VAGA EM CASA
A equipe gaúcha levou 2 a 1 do Flamengo, dois gols de Sávio, mas Jardel diminuiu o prejuízo no final da partida

Rio – Na primeira partida das semifinais da Copa do Brasil, o Grêmio perdeu para o Flamengo por 2 a 1 (gols de Sávio e Jardel), ontem à noite, no Maracanã. Com este resultado, a equipe gaúcha terá que vencer a partida de volta em Porto Alegre — no próximo dia 31 — para chegar às finais da competição. Uma vitória simples de 1 a O classifica o Grêmio para a decisão contra Corinthians ou Vasco da Gama.

Com o objetivo de perturbar a equipe gremista psicologicamente, o Flamengo retardou a sua entrada em campo em quase 10 minutos. Este artificio, entretanto, não abalou os jogadores do Grêmio que começaram a partida com empenho e personalidade. Para tentar anular os atacantes Romário e Sávio, o técnico Luiz Felipe optou em escalar o volante Gélson ao lado de Dinho, e liberou Goiano para a armação de jogadas no meio-campo. Com esta formação compacta e uma forte marcação, o Grêmio não deu espaços para o toque de bola do adversário e dominou a partida nos primeiros 20 minutos, tendo inclusive duas oportunidades para marcar por intermédio de Jardel e Paulo Nunes.

Mas a partir da metade da etapa inicial, o Flamengo equilibrou a partida e começou a explorar o lado direito da defesa gremista. Por ali, a equipe carioca criou as suas melhores chances de abrir o marcador, especialmente nas jogadas talentosas de Sávio. O atacante flamenguista foi o grande destaque da partida, com grandes arrancadas e dribles envolventes. E foi em um lance individual que Sávio fez o primeiro gol do Flamengo, driblando três jogadores do Grêmio e chutando cruzado. Com o placar desfavorável, o Grêmio se lançou ao ataque, mas a bola poucas vezes chegou em boas condições para o centroavante Jardel tentar o cabeceio.

No início do segundo tempo logo aos três minutos — o volante Dinho foi expulso do jogo depois de falta em Sávio, e o Grêmio teve que tentar uma reação com apenas 10 jogadores. Perdendo um homem de marcação no meio-campo, o treinador Luiz Felipe deslocou Arílson para a frente da área e a equipe ficou sem criatividade no setor. Conseqüentemente, o Flamengo voltou a crescer na partida, principalmente depois da entrada do ponteiro Mauricinho. Com jogadas em velocidade pelas pontas, o time carioca chegou várias vezes com perigo ao gol de Danrlei — que fez defesas importantes, evitando dois gols.

Quando parecia que o resultado terminaria mesmo no 1 a O, a estrela de Sávio brilhou novamente — dois minutos depois que Romário deixou o campo com problemas musculares — e fez o segundo gol em uma jogada rápida de contra-ataque. Mas, aos 43 minutos, o Grêmio descontou com uma cabeçada certeira do centroavante Jardel, transferindo a decisão para o Olímpico” (Zero Hora – 24 de maio de 1995)

FLAMENGO GRÊMIO
8 Conclusões a gol 8
4 Escanteios a favor 4
11 Faltas cometidas 14
2 Impedimentos 1

Ruy Carlos Ostermann – O GOL DA HORA
O segundo jogo na quarta feira vai ser de baixas. Não joga Dinho, talvez não jogue Carlos Miguel. Arílson pode estar suspenso e no Flamengo sai Válber, o elegante e eficiente zagueiro do Maracanã, e talvez: não jogue Romário. Ele puxou a perna, disseram que era joelho, desconfio que seja o músculo.

O Grêmio precisa de apenas uma vitória. Não é uma tarefa impossível, é mesmo bem razoável. O Flamengo teve Sávio, magnífico duas vezes, dois gols, mas teve pouco mais, uma bola tocada, duas ou três coisas de Romário e muita vacilação defensiva. Acontece que o Grêmio não jogou bem. A bola alta não entrou para fardel, quando entrou no fim do jogo, foi gol. Uma vantagem que não pode ser desperdiçada. Dinho foi expulso na abertura do segundo tempo, e Dinho é muito importante no meio campo, mas o Grémio jogou 35 minutos com um jogador a menos, jogando melhor que o Flamengo. Tivesse perdido de 2 a O, talvez a situação no Olímpico fosse, até certo ponto, delicada. Mas o gol de Jardel fora, o gol em dobro, coloca o Grêmio no caminho da classificação

Ah, o mineiro Lincoln Alfonso Bicalle foi como um árbitro experiente, superior e, qualidade maior de quem dirige um jogo, invisível.” (Ruy Carlos Ostermann -Zero Hora – 24 de maio de 1995

LESÃO AFASTA MAGNO POR CINCO MESES
O avante foi atingido por Fabiano, do Flamengo, teve ruptura dos ligamentos e só deve voltar a jogar em outubro

O atacante Magno, 21 aos, sofreu a ruptura total de dois ligamentos do„, joelho direito na partida contra o Flamengo na última terça-feira, e vai ser operado na próxima semana. O prazo mínimo de recuperação do jogador será de cinco meses, conforme o diagnóstico dos médicos Celso Jacobus, João Zanini e Luiz Roberto Marckzyk. A lesão ocorreu numa entrada dura do zagueiro flamenguista Fabiano, na segunda participação de Magno na partida em que o Grémio perdeu de 2 a 1 no Maracanã. Magno, ao tentar evitar a marcação teve o pé preso pelo adversário e ao girar a perna sentiu a forte dor causada pelo rompimento. O departamento médico do Grêmio pedirá a permissão do Flamengo, clube ao qual o Jogador tem o passe vinculado, para realizar a cirurgia. O protesto do clube carioca quanto à suposta violência da equipe gremista revoltou Magno. “Se um time usou de truculência, o meu caso prova que foi o Flamengo” disse. Mesmo abatido com a situação, Magno tratou de inocentar Fabiano de ter agido com deslealda de. “Afinal, eu sou o seu padrinho de casamento e ainda pertenço ao Flamengo” A única mágoa de Magno era o fato de Fabiano não ter feito contato até a tarde de ontem. Emprestado ao Grêmio em Janeiro, Magno considerava o jogo do Maracanã como a chance de reverter o resultado do jogo, “Entrei com muita disposição e pressenti que poderia criar muitas jogadas para o Jardel, lembrou. Seu pressentimento durou menos de dois minutos. “O pior é ficar de fora das partidas decisivas de todas as competições”, lamentou. Magno vai passar o período de recuperação pós-operatória em Curitiba, sua cidade natal, sob os cuidados da família. O atleta ficará três semanas com joelho engessado, um mês com urna proteção especial e, conforme a recuperação muscular, voltara a treinar em cinco meses. A lesão de Magno foi semelhante à do meia Emerson. Em fevereiro, o meio-campista também teve ruptura total de dois ligamentos na partida com o Brasil, de Farroupilha, em Porto Alegre. “A diferença é que ocorreu com o Magno o comprometimento total de um ligamento, o colateral medial, — localizado na face interna do joelho lesão que exige um repouso mínimo de dois meses para a regeneração natural” explicou João Zanini. A recuperação de Émerson está sendo anterior ao prazo previsto de seis meses e poderá retornar aos treinos em um mês. “O importante é evitar o desânimo, seguir as recomendações e valorizar a força de vontade” recomendou Émerson, 19 anos, ao amigo Magno” (Zero Hora – 26 de maio de 1995)

1995 Flamengo 2x1 Gremio Savio Arce Fernando Gomes ZH

FLAMENGO VENCE GRÊMIO POR 2 A 1
O Flamengo venceu o Grêmio por 2 a 1 pelas semifinais da Copa Brasil e agora joga pelo empate no segundo jogo contra os gaúchos, na próxima quarta-feira, em Porto Alegre. Romário torceu o joelho esquerdo e pode desfalcar a equipe no clássico de domingo contra o Vasco, pelo Campeonato Estadual.

O Flamengo dominava as ações, mas era a equipe gaúcha que atacava com mais decisão. Paulo Nunes perdeu grande chance, aos 18m. Mas o Flamengo saiu na frente, graças ao talento de Sávio. O camisa 10 da Gávea pegou uma bola na intermediária aos 23m, driblou quatro adversários e chutou cruzado, já dentro da área.

O Flamengo voltou para o segundo tempo com Fabiano no lugar de Branco, contundido — Charles passou para a lateral direita. ficando Marcos Adriano na esquerda. As mudanças desarticularam o já frágil sistema defensivo rubro-negro. Só que a tarefa da equipe carioca foi facilitada aos 5m do segundo tempo. Dinho, que já tinha cartão amarelo, fez falta dura em Sávio e foi expulso.

O Grêmio tentou buscar o empate trocando Paulo Nunes por Magno, que se contundiu logo na primeira jogada e foi substituído. Aos 37m, Romário torceu o joelho esquerdo ao tentar uma arrancada e deixou o Flamengo também com 10 homens. Dois minutos depois. Sávio driblou o goleiro e marcou o segundo do Flamengo. Aos 44, Jardel, de cabeça. diminuiu. “ (Jornal do Brasil -24 de maio de 1995)

Washington Rodrigues – O TOMBO DO GUERREIRO
Um pique forte pela esquerda na disputa de uma bola lançada pelo goleiro Roger, Romário ganha do zagueiro do Grêmio na corrida, prepara-se para partir para área e levantar outra vez a galera quando acontece o pior. Diminui a velocidade, manca, bota a mão na perna e deixa o campo. A torcida se cala como se soubesse antes do médico o que acabara de acontecer. O Flamengo ganha o jogo mas perde o seu guerreiro, lesão de menisco. Fora do campeonato, fora da Copa do Brasil e muito provavelmente fora das futuras convocações para a seleção, quem sabe até da Copa América. Pouco antes o presidente Kléber Leite tinha, feito um comentário se lamentando de que tudo tem sido muito difícil para o Flamengo. No campo as vitórias são sempre suadas e quando chega na hora das decisões as dificuldades aumentam. O fato vem confirmar isso, o Flamengo entra na reta final, parte para o confronto que vai determinar quem será o campeão, órfão do Romário. Cada jogador terá que multiplicar os seus esforços para tentar suprir a sua falta. Não vai ser fácil mas é um desafio que eles não podem enfrentar sozinhas. A galera rubro-negra tem que se aquecer para pegar junto com o time. Só ela é quem pode entrar no lugar do Romáro.

JOGO RÁPIDO
• • • Encontrei Eurico Miranda antes do jogo do Vasco com o Coríntians, ontem a noite, cuspindo abelhas africanas com a indicação do árbitro Valdomiro Mathias da Silva. A CBF deve mesmo fazer uma reavaliação criteriosa do seu quadro de árbitros. O que apitou Flamengo x Grêmio, Lincoln Borjaille, foi um fracasso absoluto. No final só deixou uma dúvida entre os observadores: se é ruim assim mesmo, estava doente ou é desonesto.

• • • O regulamento da Copa do Brasil prega o antijogo. Se o Flamengo ficasse retrancado dando bicos para a geral e garantisse a vitória por apenas 1 x O levaria vantagem. Jogaria pelo empate e ainda teria uma nova chance se perdesse por 1 x 0 em Porto Alegre porque disputaria a classificação nos pênaltis. Foi buscar o segundo gol, levou um e agora se vencer por apenas 1 x 0 o Grêmio está classificado.” (Washington Rodrigues – Jornal dos Sports – 25 de maio de 1995)

Mário Neto – GOL DE PLACA
Sávio realizou contra o Grêmio, pela Copa do Brasil, a sua melhor atuação deste ano, disparado. Marcou dois golaços e foi o fator decisivo para a vitória. O seu primeiro gol, quando driblou espetacularmente quatro jogadores do Grêmio, além de ser o mais bonito deste ano, entrou para a galeria dos grandes lances no estádio Mario Filho. Foi uma pintura, que chegou a lembrar, sem exagero nenhum, as arrancadas do maior de todos os tempos, Pelé. Outro &acaço, useiro e vezeiro neste tipo de jogada, era Zico. Sem essa de comparação, vou logo avisando. Grande jogador — a meu ver falta pouco para ser considerado um craque na acepção da palavra — Sávio neste ano vem alternando boas e médias atuações. Queixa-se, na maioria das vezes com razão, de que vem sendo marcado deslealmente. Mas é bom não esquecer que neste jogo pela Copa do Brasil Sávio também não teve refresco, foi muito marcado e por duas ou três vezes o Dinho entrou para rachar. Mesmo assim ele acabou com o jogo. Ultimamente Sávio está mais preocupado em brigar com os árbitro. Quanto ao jogo, que diante da atuação do Sávio ficou em segundo plano, o Flamengo jogou “fora”, literalmente, a chance de se classificar já para a final do campeonato. O primeiro tempo foi equilibrado, mas o Sávio fez a diferença num único lance. Romário não estava nos seus melhores dias. Colocava-se muito bem em campo, uma válvula de escape para o time, mas na hora “H” e não completava a jogada. No segundo tempo só deu Flamengo, notadamente depois da expulsão merecida do meio de campo Dinho, na sua terceira ou quarta entrada violenta. Daí em diante foi um show de gols perdidos. Além de outro golaço do Sávio, o Fla desperdiçou umas três ou quatro chances claras de liquidar 1 com o Grêmio e o que é pior, acabou levando um gol no último minuto, a que devolveu ao Grêmio a aspiração de chegar à final: joga pela vitória. Antes teria que marcar dois gols para ir aos pênaltis. Outra baixa foi a contusão de Romário. Distensão ou torção no joelho é coisa preocupante. Acabou a novela: Edmundo é, do Flamengo. Grande contratação, comparável a de Romário. Como o Fla vai pagar, não é problema nosso. O que interessa é que o “Animal” sabe tudo de bola. Ganham todos. “ (Mário Neto – Jornal dos Sports – 25 de maio de 1995)

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Fotos: Fernando Gomes (Zero Hora)

Flamengo 2×1 Grêmio

FLAMENGO: Roger; Marcos Adriano, Jorge Luis, Valber e Branco (Fabiano); Charles. Fabinho. Marquinhos e Sávio: Romário e Mazinho (Mauricinho)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Luciano, Adilson e Roger; Dinho, Goiano, Gélson e Arilson: Paulo Nunes (Magno depois Nildo) e Jardel
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Copa do Brasil 1995 – Semifinal – Jogo de ida
Data: 23 de maio de 1995, terça-feira, 20h45min
Local: Estádio Maracanã, no Rio de Janeiro-RJ
Público: 28.707 (25.220 pagantes)
Renda: R$ 238.095,00
Árbitro: Lincoln Afonso Borjaille Bicalho-MG
Auxiliares: Marco Antonio Martins e Antonio Williams Gomes
Cartões amarelos: Marcos Adriano, Charles, Sávio, Mauricinho, Luciano, Dinho, Goiano e Luciano
Cartão vermelho: Dinho, aos 5 minutos do 2º tempo
Gols: Sávio, aos 23 minutos do primeiro tempo e aos 39 minutos do segundo tempo; Jardel aos 44 minutos do segundo tempo

Copa do Brasil 1995 – Grêmio 1×0 Flamengo

July 31, 2018
1995 Gremio 1x0 Flamengo Mazinho Gelson Valdir Friolin ZH

Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

O confronto entre Grêmio e Flamengo pela semifinal da Copa do Brasil de 1995 registra o quinto maior público pagante do tricolor como mandante na história da competição (só fica atrás das finais de 1989, 1994, 2016 e do Gre-Nal de 1992).

O grande interesse da torcida por esse jogo pode ser atribuído a vários fatores. Vale lembrar que esse foi o primeiro ano que o SBT exibiu a Copa do Brasil. A transmissão dos jogos em horário nobre por Sílvio Luiz & Cia certamente ajudou a alavancar o prestígio do torneio.

Também é importante lembrar que o Flamengo havia contratado Romário no início de 1995 e na semana anterior havia anunciado Edmundo. Os auto-intitulados “Bad Boys” formariam, juntamente com Sávio, o famigerado “Melhor ataque do mundo”. Contudo, só Sávio atuou em Porto Alegre. O “Baixinho’ estava lesionado e o “Animal” já havia jogado na Copa do Brasil pelo Palmeiras.

Mas creio que o principal fator de entusiasmo dos gremistas era a a própria campanha do tricolor na competição, tendo superado Palmeiras e São Paulo para chegar na semifinal (enquanto o Flamengo, de maneira bastante suspeita, havia tido um caminho bem mais fácil)

O Grêmio precisava de um 1×0. E conseguiu o 1×0. Num cruzamento que terminou com uma tabela entre Paulo Nunes e Jardel (foto abaixo).

O detalhe lendário/folclórico desse jogo é a briga entre os técnicos Luis Felipe Scolari e Vanderlei Luxemburgo aos 32 minutos do segundo tempo, após as expulsões de Roger e Mauricinho. Luxa afirmou ter recebido um soco do treinador gremistas, enquanto Felipão alega ter somente empurrado o seu oponente.

1995 Gremio 1x0 Flamengo Julio Cordeiro Zh

Foto: Julio Cordeiro (Zero Hora)

O herói Jardel dedica o gol ao amigo Magno

Herói do Grêmio nos jogos da semifinal da Copa do Brasil, o centroavante Jardel foi um dos jogadores mais festejados pelos torcedores ao final da partida no Olímpico. Emocionado, o artilheiro vibrou muito junto á torcida e fez questão de dedicar o gol decisivo para o ata-cante Magno, que se lesionou no jogo do Rio de Janeiro. “Eu tinha prometido ao Magno e, felizmente, pude cumprir a minha palavra”, disse o goleador.

Mas a festa não foi somente de Jardel. A vitória sobre o Flamengo foi muito comemorada no vestiário gremista. Jogadores e dirigentes eram uma só alegria. O presidente Fábio Koff destacou a união de todo o grupo que soube novamente superar os problemas e também agradeceu o apoio do público. “Com a força desta torcida, seremos novamente campeões”, afirmou o presidente.

O zagueiro Adilson, um dos jogadores mais sérios e ponderados do grupo, desta vez não escondia e emoção pela vitória. Improvisado como volante, Adilson comentou que a equipe não fez uma partida excepcional, mas alcançou o resultado desejado. “Todos estão de parabéns”, resumiu o zagueiro. O volante Goiano enfatizou a garra como fator fundamental.

Passada a euforia inicial, a comissão técnica do Grêmio começa a partir de hoje a projetar primeiro jogo contra o Corinthians, no dia 14. Sem Dinho e Arílson, o técnico Luiz Felipe não terá também o lateral Roger, que foi expulso e cumprirá suspensão. “Teremos que adaptar o Scheidt ou Carlos Miguel na posição, mas ainda é muito cedo para definir isto” analisou o treinador. No sábado, o time reserva joga em Pelotas.” (Zero Hora – 1º de junho de 1995)

TÉCNICOS TROCAM OFENSAS
Longe das câmeras da televisão, aos 33 minutos do segundo tempo, houve incidente entre os técnicos Luiz Felipe (Grêmio) e Wanderley Luxemburgo (Flamengo). Luxemburgo disse que foi agredido pelo treinador gremista. “Fui dizer a ele que um jogo não é uma guerra, mas o Luiz Felipe comprovou que é um mau caráter e me agrediu no queixo e no peito, reclamou. “Hoje acredito quando dizem que ele manda bater”, disse Luxemburgo. Luiz Felipe rebateu: “Naquela agressão do Mauricinho contra o Goiano, Luxemburgo me chamou de marginal, palhaço, que o meu time era um bando de louco”, disse. “Bando de louco são eles, e o Luxemburgo passa por bonzinho”. “Eu não aguentei as ofensas e só dei um empurrão, mas se já estou sendo rotulado de marginal, deveria ter dado um soco”, ressaltou.
Luxemburgo elogiou o estilo do Grêmio e acha que o time gaúcho será campeão, mas deixou claro que não é mais amigo de Luiz Felipe. “Não estou preocupado com isso”, completou o técnico gremista, agora preocupado com a raça do Corinthians” (Zero Hora – 1º de junho de 1995)

” Coluna do Falcão*
MÉRITOS PARA JARDEL

[…]

No ataque, o Grêmio só tinha uma jogada: o centro alto para Jardel. E exagerou nela. Muitas vezes, levantava do meio do campo, em vez de procurar urna zona mais adequada, entre a lateral e a área. O principal marcador de Jardel acabou sendo o goleiro Roger, que com as mãos só podia mesmo levar a melhor. No segundo tempo, porém, o Flamengo resolveu ficar atrás e facilitou a execução da jogada preferencial do Grêmio, em cima de fardel. Recuando, permitiu a bola alçada de perto da área, com mais direção e mais preparada para a conclusão do centroavante, Jardel, aliás, voltou a ser o jogador mais importante do Grêmio, porque é nele que se concentra sempre a esperança de gol. E isso é o que ele melhor sabe fazer, pois é objetivo, tem boa colocação na área e sabe aproveitar o mínimo vacilo dos zagueiros. Foi assim que garantiu ontem a vitória que deixa o Grêmio a um Corinthians do seu terceiro título na Copa do Brasil.” (*Depoimento a Nilson Souza, Zero Hora, 1º de junho de 1995)

Alexandre mudou a história do jogo no segundo tempo
O reserva Alexandre, número 16, mudou a cara do jogo. Depois de um primeiro tempo confuso, com poucas jogadas de ataque, o Grêmio voltou modificado para os 45 minutos decisivos. Cansado e sem ritmo, o titular Carlos Miguel foi substituído e o time cresceu de produção. As facilidades dos cariocas começaram a desaparecer e, aos poucos, o Grêmio foi ganhando confiança. Aberto pelo lado esquerdo, Alexandre passou a preocupar o lateral Marcos Adriano e, principalmente, o treinador Wanderley Luxemburgo. Logo nos primeiros minutos da etapa final, a mudança já mostrava a diferença. Alexandre pegou a bola, partiu para o ataque e foi derrubado, por trás, pelo talentoso Marquinhos, que merecidamente ganhou o cartão amarelo. O Grêmio, a partir deste momento, entrou no jogo. Alexandre passou a ganhar as jogadas, a ir ao fundo do campo e a acertar os cruzamentos. Alexandre mostrava confiança e infernizava o sistema defensivo dos cariocas. A torcida sentiu que o time estava bem melhor e fez o seu papel, apoiando até mesmo nos raros lances errados, O Flamengo sentiu a pressão, cedeu campo e o Grêmio soube explorar este detalhe. Passou a pressionar insistentemente, sempre sob o coman-do de Alexandre, que chamava as jogadas e levava vantagem sobre os adversários, Na metade do segundo tempo, ia com o domínio técnico, o Grêmio fez o que mais necessitava. Marcou o gol, através de Jardel, aproveitando um descuido dos zagueiros. Como já era esperado, o Flamengo partiu desesperadamente em busca do empate. E, a partir deste momento, Alexandre foi mais importante. Prendeu a bola. cavou faltas e continuou jogando em busca do ataque. Seu comportamento tático somente se. alterou aos 33 minutos. com a expulsão do lateral Roger. Sem possibilidades de realizar substituições. Luiz Felipe pediu para Alexandre cuidar do setor e ele não decepcionou, Brigou pela bola, deu chutões e ajudou o Grêmio a chegar mais uma vez à decisão da Copa do Brasil.” (Zero Hora – 1º de junho de 1995)

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Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

Felipão em entrevista à Revista Placar:

“WANDERLEY LUXEMBURGO: “Ele me deu um murro no jogo Grêmio x Flamengo pela Copa do Brasil lá em Porto Alegre. Estava louco”
A RESPOSTA: “Não dei um soco. Eu o empurrei com as duas mãos, porque ele disse que eu era maluco por mandar bater nos adversários” (Placar, Edição n.º 1.107 – Setembro de 1995)

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

FUTEBOL DO RIO ELIMINADO DA COPA DO BRASIL

Flamengo perde de 1 a 0 do Grêmio e Vasco retorna cabisbaixo de São Paulo

[…]

A lamentação do técnico Vanderlei Luxemburgo deu a tônica no vestiário do Flamengo. “Com chutões para frente ninguém chega a lugar nenhum. Deveríamos ter mantido a tranquilidade do primeiro tempo”, reclamou Vanderlei, que disse ter sido agredido pelo técnico gremista, Luis Felipe, durante a confusão no segundo tempo que resultou nas expulsões da Roger e Mauricinho.

Sávio era o mais revoltado e não poupou críticas ao árbitro Márcio Rezende de Freitas. “Nem conseguia pegar na bola. Sempre que ela chegava, levava uma pancada” lamentou.

Como era de se esperar, o jogo começou com o time gaúcho tentando sufocar o Flamengo em seu próprio campo, perdendo uma boa chance logo aos 5 minutos, com Jardel e Paulo Nunes. Passada a pressão inicial, o Flamengo equilibrou e passou a tocar a bola inteligentemente. Willian aos 14, e Marquinhos aos 22, assustaram o goleiro Danrlei, mas a melhor chance apareceu aos 35, quando Branco deixou Willian na cara do gol. O meia chutou forte, mas por cima.

No segundo tempo, o Grêmio veio pra cima e o Flamengo, inexplicavelmente recuou dando campo ao adversário. O goleiro Roger ainda fez duas excelentes defesas, mas o gol não demorou: aos 23 minutos, Rivarola cobrou falta, Jardel cabeceou para Paulo Nunes, que dentro da área, devolveu a bola. O atacante do Grêmio chutou quase da pequena área e fez 1 a 0. A partir daí o Flamengo acordou e ainda tentou uma reação. Aos 47, Sávio recebeu livre da direita, trocou de perna e chutou em cima de Danrlei, que fez ótima defesa.” (Jornal do Brasil – 1º de junho de 1995)

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Foto: Roberto Santos (Correio do Povo)

Torcida empurra o time para a suada vitória

[…]

Os gremistas lotaram, literalmente, o estádio, com capacidade para 51 mil torcedores. Animados, entoavam gritos de guerra e fazia ola, dando mostrar da força do 12º jogador. Do lado de fora, já com a bola rolando, uma multidão se aglomerava nos portões, ainda na esperança de assistir ao espetáculo.

[…]
O time suportou o primeiro tempo, mas muito recuado, acabou sofrendo o gol no segundo, quando a torcida esteve ainda mais inflamada. Difícil saber se a disposição do time em campo incendiou as arquibancadas ou vice-versa.” (Jornal dos Sports – 1º de junho de 1995)

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Foto: Zero Hora

Grêmio 1×0 Flamengo

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Luciano e Roger; Adílson, Gélson, Luis Carlos Goiano e Carlos Miguel (Alexandre Xoxó); Paulo Nunes e Jardel (Nildo).
Técnico: Luis Felipe Scolari

FLAMENGO: Roger; Marcos Adriano, Jorge Luis, Gelson Baresi e Branco (Henrique); Charles, Fabinho (Mauricinho), Marquinhos e William; Mazinho e Sávio.
Técnico: Wanderley Luxemburgo

 

Copa do Brasil 1995 – Semifinal -Jogo de volta
Data: 31/05/1995, Quarta-feira, 20h45min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre, RS.
Público: 58.205 (48.905 pagantes)
Renda: R$ 477.997,00
Juiz: Márcio Rezende de Freitas-MG
Auxiliares: Marco Antonio Martins e Marco Antonio Gomes
Cartões Amarelos: Arce, Luciano, Gelson, Branco e Marquinhos
Cartões Vermelhos: Roger (Grêmio) e Mauricinho, aos 32 do 2ºT
Gol: Jardel, aos 23 minutos do segundo tempo

1995 – Copa do Brasil – Palmeiras 2×2 Grêmio

June 20, 2012

Grêmio garante a vaga na raça

[…]

A principal jogada do Palmeiras com o atacante Rivaldo foi anulada logo no começo da partida. Os meio-campistas Goiano e Dinho reforçaram a marcação sobre o atleta. Aos sete minuots o meia Carlos Miguel passou para Paulo Nunes. O ponta lançou na área, a bola bateu no ombro de Goiano e encobriu o goleiro Veloso: 1 a 0. O gol desnorteou o Palmeiras. O meio de campo paulista errava os passes e deixava espaços para o contra-ataque. Na cobrana de escanteio por Arce aos 24 minutos iniciais, o atacante Paulo Nunes completou no canto direito: 2 a 0.

Com o resultado adverso o Palmeiras intensificou as disputas de bola com rispidez e violência. Em poucos minutos o volante Mancuso foi expulso. O Grêmio poderia aproveitar o momento favorável. Mas seus jogadores revidaram as faltas e três receberam cartão vermelho. Dinho, Arílson e Goiano. O jogo ficou para por oito mintos no primeiro tempo por causa das suspensões.

O segundo tempo foi dramático para o Grêmio. Com dois a jogadores a mais o Palmeiras pressionou e aos oito minutos o meio-campista Lozano (substituto de Maurílio) diminuiu: 2 a 1. O técnico do Grêmio, Luiz Felipe, retirou Jardel e colocou o volante André Vieira. O empate ocorre aos 31 minutos, por Rivaldo: 2 a 2. O desespero gremista poderia ser toral se o goleiro Danrlei não fizesse grandes defesas, como a na cabeçada de Rivaldo a dois minutos do final.” (Zero Hora – 19 de abril de 1995)

“Foi inacreditável”, recordou Danrlei a respeito do jogo. “No vestiário o Luiz Felipe pediu esforço redobrado para segurar o 2 a 0”, lembrou. O Grêmio retornou com oito jogadores, sem Dinho, Goiano e Arílson, expulsos.
Um gol do volante Lozano aos oito minutos apavorou o goleiro nascido em Crissiumal, a 548 quilômetros de Porto Alegre. “Só falta empatarem”, pensou Danrlei. E aos 31, Rivaldo igualou o placar. “Quase enlouqueci”, disse. Os 14 minutos restantes foram de Danreli. Intervenções seguras e ousadas nos pés dos atacantes do Palmeiras. Saídas oportunas nos cruzamentos.
A dois minutos do final, uma espetacular defesa. O lateral Roberto Carlos lançou a bola na área. Os 15 mil torcedores palmeirenses viram a entrada de Rivaldo pelo lado oposto e se levantaram. Pressentiram o gol da vitória. Mas Danrlei previu a ação do avante. “Ele fez como eu queria, fechei o ângulo direito e esperei a cabeçada no lado esquerdo”, explicou. A bola foi na direção esperada e parou nas mãos do goleiro, a menos de 15 centímetros da liha do gol. O Grêmio assegurou a continuidade no torneio. Com a ajuda de Danrlei de Deus Hinterholz, o aniversariante.” (Zero Hora – 20 de abril de 1995)

“Eu passei para os jogadores tanta raiva de querer ganhar do Palmeiras, que quase a equipe foi prejudicada” Luiz Felipe Scolari

“A casa era do Palmeiras, mas a festa foi do Grêmio, numa partida inesquecível pela Copa do Brasil. Os gaúchos seguraram (na bola e no braço) um empate heróico em 2×2 com apenas oito jogadores em campo. O resultado tirou os paulistas da competição e a pequena torcida tricolor no Parque Antártica se divertiu aos gritos de “e-li-mi-na-do” (Revista Placar, 1995)


“Grêmio, sem 3, elimina Palmeiras


Mesmo jogando 51 minutos com dois jogadores a mais do que o Grêmio, o Palmeiras foi eliminado da Copa do Brasil, ontem à noite, no Parque Antarctica.
O jogo terminou empatado em 2 a 2. O Grêmio ficou com a vaga porque havia empatado em casa em 1 a 1 (o critério de desempate neste caso foi o número de gols marcados fora de casa).
O Grêmio enfrenta agora o São Paulo .
O Palmeiras começou o jogo melhor e logo criou duas chances, com Rivaldo. Mas aos 8min, a defesa falhou num cruzamento e Luiz Carlos Goiano marcou o primeiro gol, de cabeça.
O gol abalou o Palmeiras. Num outro cruzamento, Jardel cabeceou livre na pequena área. Velloso defendeu no reflexo.
Aos poucos, o Palmeiras recuperou o equilíbrio, mas não conseguia passar a marcação do Grêmio.
Aos 23min, a defesa falhou de novo, numa cobrança de escanteio, e o atacante Paulo Nunes completou na pequena área, livre: 2 x 0.
Aos 34min, Mancuso fez falta violenta e, como tinha o cartão amarelo, foi expulso. Parecia que o jogo estava decidido.
Dois minutos depois, ocorreu a maior confusão da partida. O zagueiro Antônio Carlos atingiu o meia Arílson sem bola. O volante Dinho peitou Antônio Carlos. Formou-se uma confusão. O palmeirense Válber chutou vários gremistas. O juiz expulsou Dinho.
Aos 43min, Arílson atingiu o lateral Roberto Carlos por trás. Foi expulso. Goiano chutou a bola para longe e foi expulso também.
Mesmo com dois jogadores a menos, o Grêmio quase liquidou o jogo ainda no primeiro tempo. Paulo Nunes invadiu a área, aos 47min, e chutou. Velloso pegou.
No segundo tempo, a 1min, Rivaldo, o maior destaque do jogo, cobrou falta, a bola bateu na barreira e saiu rente à trave.
Para fechar o meio, o técnico gremista Luiz Felipe pôs o lateral-esquerdo Roger como volante, deixando o flanco aberto. Aos 3min, o lateral-direito Flávio Conceição aproveitou a brecha e chutou rente à trave.
Aos 8min, o Palmeiras fez seu primeiro gol. Rivaldo invadiu a área e perdeu a bola. No rebote, Lozano chutou fraco e o goleiro Danrlei falhou.
Após o gol, o Palmeiras não manteve a pressão. Passou a insistir com cruzamentos altos e penetrações pelo meio. Aí o goleiro Danrlei tornou-se o destaque, nas intervenções precisas e no esforço em gastar o tempo.
Aos 31min, quando o Palmeiras parecia perdido, Rivaldo fez a jogada mais bonita do jogo. Ele recebeu a bola sobre a linha da área. De costas para Luciano, driblou o zagueiro com um toque. Entrou livre na área, fuzilou Danrlei e empatou o jogo.
Depois do gol, o Palmeiras aumentou a pressão e o Grêmio, a “catimba”. Mas o juiz só descontou 1min32.” (Marcelo Damato – Folha de São Paulo, quarta-feira, 19 de abril de 1995)

Palmeiras 2×2 Grêmio

PALMEIRAS: Velloso; Flávio Conceição, Antônio Carlos, Cléber e Roberto Carlos; Amaral, Mancuso, Válber e Rivaldo; Maurílio (Lozano) e Paulo Isidoro.

Técnico: Valdir Espinosa
GRÊMIO: Danrlei; Arce, Luciano, Adílson e Roger; Dinho, Luiz Carlos Goiano, Carlos Miguel e Arílson; Paulo Nunes (Magno) e Jardel (André Vieira).

Técnico: Luiz Felipe

Copa do Brasil 1995 – Oitavas de final – Jogo de volta
Data: 18 de abril de 1995, terça-feira
Local:
Estádio do Parque Antarctica, em São Paulo-SP
Juiz: Wilson Souza de Mendonça
Renda: R$ 139.400,00
Público: 12.473 pagantes
Cartões vermelhos: Dinho, Arílson e Luiz Carlos Goiano (G); Mancuso (P)
Gols: Luiz Carlos Goiano, aos 7min, e Paulo Nunes, aos 23min do primeiro tempo; Lozano, aos 8min, Rivaldo , aos 31min do segundo

1995 – Copa do Brasil – Grêmio 1×1 Palmeiras

June 20, 2012

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No lance mais discutido, Cléber levou a bola por entra as pernas e intuitivamente colocou o pé e derrubou Arílson dentro da área. Pênalti que o juiz deixou de marcar.” (Estado de São Paulo – 12 de abril de 1995)

“Palmeiras e Grêmio ficam no empate pela Copa do Brasil

Grêmio e Palmeiras empataram em 1 a 1 ontem à noite em Porto Alegre. A partida valeu pela Copa do Brasil. O vencedor do torneio disputa a Libertadores em 96.
No primeiro tempo as duas equipes exerceram uma marcação forte e dificultaram as jogadas de ataque. Houve muita troca de passes no meio-campo.
Sem opções ofensivas, os dois times não conseguiam criar jogadas perigosos. O próprio gol palmeirense saiu de um lance casual.
Aos 38min, Rivaldo foi lançado pela esquerda, venceu a disputa com um defensor do Grêmio e tocou na saída do goleiro. A equipe gaúcha reclamou um empurrão do atacante do Palmeiras.
O Grêmio reclamou ainda pênalti em quatro jogadas.
E foi de pênalti, cometido por Flávio Conceição, que o Grêmio empatou, aos 5min do segundo tempo, em cobrança de Dinho.
Na segunda etapa o nível da partida melhorou.
O jogo foi mais aberto e as duas equipes tiveram oportunidades para marcar, mas não conseguiram o gol da vitória.
O Palmeiras joga agora por um empate sem gols na partida de volta, em São Paulo, para passar à próxima fase da Copa do Brasil.” (Folha de São Paulo – 11 de abril de 1995)

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A irritação
O presidente Fábio Koff não escondeu a irritação com a arbitragem do goiano Antonio Pereira da Silva. No final do primeiro tempo, quando o Grêmio perdia por 1 a 0, o dirigente criticou duramente o gol dos paulistas e a não marcação de um pênalti sobre Carlos Miguel. Koff estava revoltado e afirmou que “Palmeiras e Flamengo estão sendo protegidos na Copa do Brasil”. Nós próximos dias, o presidente tricolor prentede tratar do assunto junto à CBF. (Zero Hora – 12 de abril de 1995)

AVALIAÇÃO DOS JOGADORES
GRÊMIO
Luciano – Impecável na marcação sobre Edmundo. Sofreu falta no gol do Palmeiras.
Dinho – O melhor do time. Perfeito nos desarmes e nos lançamentos.

PALMEIRAS
Mancuso – O melhor do jogo. Desarmou com facilidade, disrtibuiu certo e acalmou o time nos momentos de pressão.
Rivaldo – Jogou pelo ataque inteiro. Fez o gol, em jogada irregular” (Zero Hora – 12 de abril de 1995)

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Fotos: Paulo Franken (Zero Hora)

Grêmio 1×1 Palmeiras

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Luciano, Adílson e Roger; Dinho (André Vieira), Luís Carlos Goiano, Arílson (Jacques) e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Jardel.
Técnico: Luiz Felipe Scolari

PALMEIRAS: Velloso; Flávio Conceição, Antônio Carlos, Cléber e Roberto Carlos; Amaral, Mancuso, Válber e Paulo Isidoro; Edmundo e Rivaldo.
Técnico: Valdir Espinosa

Copa do Brasil 1995 – Oitavas de final – Jogo de ida
Data: 11 de abril de 1995, terça-feira, 20h45min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Juiz: Antônio Pereira da Silva (GO)
Auxiliares: Antônio Vidal da Silva (GO) e Adriano Sajonc (RS)
Público: 12.533 pagantes
Renda: R$ 87.973,00

Preço dos ingresso: Cadeira R$ 12,00, Arquibancada R$ 7,00, Sócios R$ 5,00 e Estudante gremista R$ 2,00

Cartões Amarelos: Adilson, Arce, Flávio Conceição e Veloso.
Gols: Rivaldo, aos 38min do primeiro tempo, Dinho (pênalti), aos 5min do segundo tempo