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Brasileirão 1995 – Bahia 1×0 Grêmio

September 9, 2020
Foto: A Tarde

Foto: A Tarde

 

No Brasileirão de 1995, o Grêmio foi derrotado pelo Bahia em Salvador, na primeira rodada do segundo turno da competição.

O interessante é que o gramado da Fonte Nova havia sido usado menos de 24 horas antes, no amisto entre Brasil x Uruguai.

GRÊMIO PERDE DE NOVO E CONTINUA AMEAÇADO

O campeão da Libertadores terminou a partida com nove jogadores e não conseguiu evitar mais uma derrota

O Grêmio começou o segundo turno do Brasileirão com derrota. Descaracterizado, o time gaúcho perdeu por 1 a 0 para o Bahia de Otacílio Gonçalves, em Salvador, e ainda terminou a partida sem Gélson e Arce, expulsos. Jogadores e dirigentes gremistas contestaram muito a arbitragem de Wilson Mendonça, argumentando que o árbitro prejudicou o time. O próximo jogo do Grêmio será domingo, em Porto Alegre, contra o União São João. Com o resultado, o Grêmio continua com 12 pontos, muito próximo da perigosa zona do rebaixamento.

Empolgado com o apoio de mais de 16 mil torcedores, o Bahia entrou em campo com muita disposição. As jogadas rápidas do ponteiro Naldinho perturbaram o setor defensivo gaúcho. No primeiro tempo, o Grêmio só levou perigo ao gol do-Bahia aos 13 minutos, através de um chute violento de Roger, que obrigou o goleiro Jean a tocar a bola para escanteio. Cinco minutos mais tarde, o atacante Cilinho cruzou para a área gremista e encontrou Raudinei livre que, de cabeça, fez 1 a 0. O resultado adverso deixou o time nervoso. Gélson, depois de fazer duas faltas duras, foi expulso.

Inteligente, o técnico do Bahia aproveitou a vantagem numérica e adiantou ainda mais o seu time, que foi para cima do Grêmio no segundo tempo. Com marcadores implacáveis, Otacílio Gonçalves anulou Jardel e Paulo Nunes, as principais armas de ataque de Luiz Felipe.

O lateral-direito Arce também foi expulso e o Grêmio ficou com nove jogadores. Apesar disso, a equipe mostrou garra e passou a pressionar o Bahia. Aos 31 minutos, Paulo Nunes invadiu a área e chutou para a defesa de Jean. A chance mais clara de gol ocorreu aos 46 minutos, quando Jardel chutou uma bola na trave. Em seguida, Jardel foi empurrado na área e o juiz não marcou pênalti, provocando a revolta do time gaúcho.” (Zero Hora, Sexta-feira, 13 de outubro de 1995)

EQUIPE SOFRE MAIS DUAS EXPULSÕES E CRITICA ÁRBITRO

Jogadores, comissão técnica dirigentes do Grêmio reclamaram muito da arbitragem de Wilson Mendonça, que teria apresentado injustamente o cartão vermelho para Gélson e Arce, ontem à tarde, contra o Bahia. As reclamações foram intensas ao final do jogo, quando os atletas gremistas cercaram o juiz. Em 12 jogos pelo Brasileirão, o Grêmio já teve 1 1 jogadores expulsos. Conforme o treinador, a sua equipe tem sido vítima de uma “armação” para prejudicar o time.

“Tu vais apitar em Porto Alegre, vai”, disse Luiz Felipe a Wilson Mendonça depois da partida, irritado com a atuação do árbitro. “Eu não consigo entender essas arbitragens”, lamentou. Segundo Luiz Felipe, o fato de o Grêmio ser apontado como uma equipe violenta tem condicionado as arbitragens. “O Arce fez uma falta normal, não tinha nem cartão amarelo e foi expulso”, queixou-se o treinador Luiz Felipe está preocupado com um possível complô para prejudicar o Grêmio. “Se há algo ensaiado, isso tem de parar.”

Inconformado com o que considera atuações lamentáveis de alguns árbitros neste campeonato brasileiro, Luiz Felipe disse que às vezes chega a desanimar. “Olha, dá vontade de tirar o time de campo e ir embora, mas não podemos fazer isso.”

Quando o jogo com o Bahia terminou, os jogadores cercaram o árbitro para reclamar de um pênalti não assinalado em Jardel, no final da partida. Preocupado com as consequências, Luiz Felipe afastou o atletas, mas fez um alerta: “Qualquer dia pode haver muita confusão em campo por causa de arbitragens como essa.” (Zero Hora, Sexta-feira, 13 de outubro de 1995)

“O JOGO: Apesar de o Grêmio perder dois jogadores, expulsos por violência, o Bahia não soube aproveitar a vantagem. Duas equipes apáticas.” (Placar, Tabelão 1995, nº 9)

GRÊMIO CULPA JUIZ POR NOVA DERROTA

Salvador — O Grêmio iniciou o 2º turno do Campeonato Brasileiro perdendo para o Bahia, ontem à tarde, no Estádio da Fonte Nova, por 1 a 0. Sem cinco titulares, a equipe gaúcha não exibiu a tradicional pegada e capacidade de reação demonstradas na conquista da Libertadores da América. Por outro lado, bateu muito e terminou a partida com dois jogadores expulsos (Gelson e Arce). Aos 25 min, Cilinho conseguiu articular o primeiro ataque do Bahia. Ele invadiu pela esquerda e cruzou para Raudnei marcar 1 a 0, de cabeça. Aos 38min, Gelson foi expulso. O Grêmio voltou melhor no 2° tempo. Paulo Nunes e Jardel, que foram figuram decorativas na etapa inicial, passaram a incomodar a defesa do Bahia. Aos 10 minutos, Jardel perdeu um gol. O Grêmio deu um sufoco nos cinco minutos finais, mas Jardel acertou o travessão aos 45min.” (Pioneiro, Sexta-feira, 13 de outubro de 1995)

 

 

BAHIA: Jean; Odemilson, Ronald, Parreira e Esquerdinha (Gelson 39 do 2ºT); Lima, Bonamigo, Bobo (Celso 39 do 2ºT) e Cilinho; Raudnei e Naldinho

Técnico: Otacílio Gonçalves

 

 

GREMIO: Danrlei: Arce, Vagner Fernandes, Luciano e Roger (Nildo, 45 do 2ºT; Gelson, Carlos Alberto, Arilson (Vagner Mancini 35 do 2ºT) e Emerson; Paulo Nunes e Jardel

Técnico: Luiz Felipe Scolari

 

 

Brasileirão 1995 – Returno – 1ª Rodada

Data: 12 de outubro de 1995, quinta-feira, 17h00min

Local: Estádio Fonte Nova, Salvador-BA

Público: 16.880 pagantes

Renda: RS 145.045,00

Juiz: Wilson de Souza Mendonça (FIFA-PE);

Auxiliares: Rondon Meira e Ivanildo Arouxa Filho

Cartões amarelos: Naldinho, Esquerdinha, Luciano, Arilson, Emerson e Jardel

Cartões Vermelhos: Gelson (39 do 1ºT); Arce (21 do 2ºT)

Gol: Raudinei 25 minutos do 1º tempo

Libertadores 1995 – Grêmio 3×1 Atlético Nacional

August 23, 2020

 

1995 atletco nacional revista gol guilherme de almeida

Foto: Guilherme de Almeida (Revista Gol)

Há exatos 25 anos o Grêmio vencia o Atlético Nacional no estádio Olímpico pelo jogo de ida da final da Libertadores de 1995.

O gol de Angel para os colombianos no segundo tempo tornou o placar “mentiroso”. O 3×1 nem de longe corresponde ao massacre que o tricolor impôs à Higuita & Cia.

A média de público do Grêmio na Libertadores 1995 foi de 23.389 pagantes. Curiosamente os 54.257 (42.519 pagantes) dessa final foram o quarto maior público do Grêmio naquela temporada.

Foto: Pisco Del Gaiso (Placar)

Foto: Pisco Del Gaiso (Placar)

Foto: José Doval (Zero Hora)

GRÊMIO VENCE PRIMEIRO JOGO DA DECISÃO

O Grêmio se acomodou e perdeu a chance de golear o Nacional, da Colômbia, no primeiro jogo da final da Taça Libertadores da América. Depois de fazer três gols em 55 minutos, deixou o adversário fechar o jogo em 3 a 1.
Quarta-feira, em Medellín, o Nacional terá de vencer por dois gols de diferença para decidir o título nos pênaltis. Aristizábal, o principal atacante da equipe, volta à equipe.
Nos primeiros minutos, o Grêmio envolveu a equipe colombiana. Só não marcou porque o goleiro Higuita fez várias defesas. Aos 10min, por exemplo, ele desviou uma cabeçada de Jardel, sozinho na pequena área.
A partir dos 20min, o Grêmio diminuiu o ritmo e o Nacional cresceu.
Quando o jogo estava equilibrado, o Grêmio abriu o marcador. Aos 35min, o ponta Paulo Nunes cruzou da direita. Higuita saiu do gol, mas o zagueiro Marulanda se antecipou e chutou torto. A bola pegou efeito e entrou junto à trave direita.
A vantagem deu ânimo ao Grêmio. Aos 43min, Carlos Miguel atacou pela direita e chutou cruzado. Higuita falhou pela primeira vez e soltou a bola.
O atacante Jardel foi mais rápido do que os zagueiros e tocou para o gol vazio. Os colombianos, sem razão, pediram impedimento.
No intervalo, o Nacional colocou mais um atacante: Matamba. Aos 40s, após escanteio, Jardel cabeceou e Paulo Nunes tocou para as redes.
O juiz equatoriano Alfredo Roda anulou lance apontando empurrão de Jardel no zagueiro colombiano Foronda.
Depois de três minutos de nervosismo, o Grêmio se acalmou e, aos 10min, marcou de novo. Adílson cabeceou, Higuita rebateu mal de novo e Paulo Nunes empurrou para o gol.
Depois, o Grêmio diminuiu o ritmo e deixou o Nacional descontar aos 26min, com Angel, após jogada de Arango.” (Marcelo Damato, Folha de São Paulo, quinta-feira, 24 de agosto de 1995 )

Fonte: Zero Hora

Fonte: Zero Hora

Fonte: Zero Hora

Fonte: Zero Hora

Fonte: Zero Hora

Fonte: Zero Hora

Fonte: Zero Hora

Grêmio 3 x 1 Atlético Nacional

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Arílson (Alexandre) e Carlos Miguel (Nildo); Paulo Nunes e Jardel.
Técnico: Luiz Felipe Scolari

ATLÉTICO NACIONALHiguita; Santa, Marulanda, Foronda e Mosquera; Serna, Gutierrez, Pabón (Matamba) e Alexis Garcia; Angel e Arango.
Técnico: Juan José Peláez

Libertadores 1995 – Final – Jogo de ida
Data: 23 de agosto de 1995, quarta-feira, 21h40min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 54.257 (42.519 pagantes)
Renda: R$ 533.680,00
Juiz: Alfredo Rodas (FIFA- Equador)
Auxiliares: Roger Zambrano e Jorge Caballos (FIFA-Equador)
Cartão Amarelo: Adílson, Angel, Gutierrez e Aléxis Garcia
Gols: Marulanda (Contra) aos 36 e Jardel aos 43 minutos do 1ºtempo; Paulo Nunes aos 10 e Angel aos 27 do 2º tempo.

Libertadores 1995 – Grêmio 2×0 Emelec

August 16, 2020

Há exatos 25 anos o Grêmio se classificava para sua terceira final de Libertadores, ao vencer o Emelec por 2×0 no estádio Olímpico.

Interessante notar que o próprio anúncio de venda de ingressos do Grêmio reconhece a redução do preço em relação à fase anterior: ““TORCEDOR:  Desta vez, não há desculpa: nem do tempo, muito menos do preço.”.

Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

 

GRÊMIO ESTÁ NA FINAL CONTRA O NACIONAL

Os 2 a 0 garantiram a vaga para a grande decisão que terá o primeiro jogo em Porto Alegrem quarta-feira, dia 23

Tóquio está a apenas 180 minutos de Porto Alegre. Depois da vitória sobre o Emelec por 2 a 0, ontem à noite, no Estádio Olímpico, o Grêmio garantiu a vaga na final da Copa Libertadores da América. Serão dois jogos contra o Nacional, da Colômbia, que ontem venceu o River Plate nos pênaltis, em Buenos Aires. Para chegar outra vez ao estádio de Tóquio, em dezembro, e enfrentar o campeão europeu Ajax, de Amsterdã, o Grêmio precisa ser melhor nas parti das decisivas, a primeira delas quarta-feira, em Porto Alegre. A torcida confia. Poucas vezes um time teve um ano de tanto sucesso e tanta superação como o campeão gaúcho nestes primeiros meses de 1995. A decisão do Mundial Interclubes não é mais um sonho tão distante.

O Emelec fez o que se esperava. O esquema tático escondido pelo técnico Juan Ramón Silva ficou claro logo que o time se posicionou em campo. A frente dos quatro zagueiros. Silva colocou uma barreira de cinco jogadores: o zagueiro Tenorio e Fajardo como volantes, ao lado de Verduga, Rehermann e Edu. Quando a  bola era recuperada, o Emelec partia em toques lentos. Nos primeiros minutos, os equatorianos foram ajudados pela pressa gremista. A situação começou a melhorar aos 20 minutos, quando Espinoza uma grande defesa, impedindo o gol de Jardel. A torcida se entusiasmou — e o Grêmio cresceu junto.

O gol tão esperado surgiu aos 30 minutos, numa jogada excepcional, quando Porozzo já estava fora do jogo com suspeita de fratura da tíbia. Dinho virou o corpo no meio-campo, deu a impressão de que lançaria Arce, mas preferiu Paulo Nunes mais pelo meio. O ponteiro tocou de primeira, para Jardel, recebeu de volta e, também d primeira, chutou no ângulo. Um golaço Pouco depois, Rehermann deu uma cotovelada em Roger, foi expulso, e a situação ficou mais tranquila. O gol do alívio surgi aos 41 minutos: Carlos Miguel, pouco antes de ser substituído com dores na mão machucada, lançou Jardel, que coloco rasteiro, na saída do goleiro. Grêmio 2 a 0, festa de Jardel em campo e da torcida na arquibancadas.

No segundo tempo, o Grêmio passo a jogar com mais calma, esperando o momento certo para atacar. O Emelec partiu para a violência. Roger foi acertado por Quinteros. Verduga foi expulso ao bater em Paulo Nunes. Com dois homens mais, Grêmio passou a manter o controle da bola, com toques de pé em pé. O Emelec  não teve forças para reagir” (Zero Hora, quinta-feira, 17 de agosto de 1995)

 

O DESEMPENHO DAS EQUIPES (Zero Hora, 17 de agosto de 1995)
GRÊMIO EMELEC
Conclusões a gol 17 2
Escanteios cedidos 1 10
Faltas cometidas 21 22
Impedimentos 3 1

 

GRÊMIO VENCE E VAI À FINAL DA LIBERTADORES

O Grêmio derrotou o Emelec, do Equador, por 2 a 0, ontem, no estádio Olímpico e garantiu vaga na decisão da Taça Libertadores da América -torneio interclubes mais importante da América do Sul.
É a terceira vez que o time gaúcho disputa a final da competição.
O adversário do Grêmio na decisão sairia do jogo entre River Plate, da Argentina, e Nacional, da Colômbia, que não havia terminado até o fechamento desta edição.
O Grêmio marcou seu primeiro gol aos 30min, com Paulo Nunes. Ele tabelou com Jardel e chutou colocado, no ângulo esquerdo do goleiro Espinosa.
O Emelec se perdeu após a expulsão de Rehermann, que agrediu o lateral-esquerdo Roger.
O Grêmio aproveitou para ampliar o placar, com Jardel, aos 41min. Ele recebeu passe e tocou na saída do goleiro Espinosa.
Foi o 11º gol do atacante na Taça Libertadores. Ele é o artilheiro da competição.
No segundo tempo, com dois jogadores a mais, o Grêmio perdeu diversas chances de marcar. O Emelec não ameaçava, nem em esporádicos contra-ataques.
Com a vitória garantida, alguns jogadores gremistas procuraram se poupar, evitando as divididas mais duras.
Mesmo assim, o meia Carlos Miguel e o lateral-esquerdo Roger se machucaram e tiveram que ser substituídos.
A primeira partida da decisão da Libertadores será disputada na próxima quarta-feira, em Porto Alegre.” (Folha de São Paulo, quinta-feira, 17 de agosto de 1995)

“GREMIO ELIMINA A EMELEC

Publicado el 17/Agosto/1995 | 00:00 Porto Alegre, Brasil. 17.08.95.

El Gremio de Porto Alegre calificó a la final de la Copa América 95, al derrotar por 2-0 al ecuatoriano Emelec, en el partido de vuelta de la semifinal, disputada el miércoles por la noche en esta ciudad. El partido de ida, disputado el pasado 9 de agosto, acabó empatado sin goles. Esta será la tercera vez que Gremio (campeón de 1983) califica para la final de la competición mayor del balompié sudamericano. Gremio no encontró muchas dificultades para derrotar al Emelec, aunque su presentación haya sido pésima, sin ningún conjunto, sobre todo, en la segunda etapa del partido. Gremio empezó el partido dando la impresión que aplastaría al Emelec, que se preocupó apenas en defenderse. Mantuvo un único hombre, Eduardo Hurtado, en el ataque. Reforzó su mediocampo y buscó sorprender el sistema defensivo gremista con largos lanzamientos para Hurtado, que aislado entre cuatro defensas, nada lograba. Además, poco después de los 30 minutos, el Emelec perdió uno de sus hombres, Rehermann, expulsado por juego violento. Una oportunidad más para el Gremio de ampliar su ventaja en el marcador. No obstante, le faltó coordinación entre su medio campo y su línea ofensiva para conseguir esta ampliación. Si el primer gol lo anotó a los 30 minutos, el segundo sólo lo marcó diez minutos después. No supo aprovecharse de una segunda expulsión del Emelec, que perdió a Verduga, también por juego violento. Con apenas nueve hombres, el Emelec no dejó que el Gremio lo aplastase. Espinoza hizo grandes defensas y Capurro fue muy valiente, que defendió, atacó y organizó los muy pocos ataques de su equipo.” (Diario Hoy)

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Adílson e Roger (Vagner Mancini); Dinho (Luciano), Goiano, Arílson e Carlos Miguel (Alexandre), Paulo Nunes e Jardel.
Técnico: Luiz Felipe Scolari

EMELEC: Espinosa, Quinteros (Gonzalez), Ivan Hurtado, Poroso (Smith) e Capurro; Tenório, Fajardo, Verduga, Rehermann e Edu Manga; Eduardo Hurtado Técnico: Juan Ramon Silva

Libertadores 1995 -Semifinais – jogo de volta
Data: 16 de agosto de 1995, 21h35min
Local: Estadio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 30.743 (24.023 pagantes)
Renda: R$ 281.636,00
Juiz: Felix Benegas (Paraguai)
Auxiliares: Juan Jose Bernabe e Juan Francisco Ortiz
Cartões amarelos: Edu Manga, Eduardo Hurtado e Quinteros
Cartões vermelhos: Rehermann e Verduga
Gols: Paulo Nunes aos 29 e Jardel aos 40 do 1º tempo

Brasileirão 1995 – Grêmio 2×1 Corinthians

August 15, 2020

Foto: Carlos Rodrigues  (Zero Hora)

No Brasileirão de 1995 o Grêmio conseguiu fazer o que ainda não havia feito naquela temporada: vencer o Corinthians.

Depois da partida foi noticiado o suposto interesse do Valencia em um troca de Viola por Jardel. Fábio Koff rechaçou tal negócio, por entender que o salário do ex-corintiano (de cerca US$ 45 mil) estava “muito acima” do que o Grêmio poderia pagar.

Vale lembrar que naquele ano o horário de sábado as 16h era o que a Globo transmitia futebol na TV aberta nos finais de semana.

Também cabe destacar que esse foi o último Brasileirão em que os times podiam atuar com calções e meias da mesma cor.

Foto: Guaracy Andrade (Zero Hora)

“VITÓRIA SOBRE CORINTHIANS MELHORA POSIÇÃO NA TABELA

            Apesar do desgaste provocado pelo jogo contra o Racing e a viagem de volta da Argentina – além de ter jogado sem os titulares Arce, Adilson e Dinho -, o Grêmio se superou e venceu o Corinthians sábado, no Estádio Olímpico, por 2 a 1. Jardel marcou os dois gols do Grêmio e Souza diminuiu. O Grêmio terminou o turno em sexto lugar com 12 pontos (ao lado do Juventude e Guarani). Corinthians continua em último, com oito. O próximo jogo do Grêmio será quinta-feira, em Salvador, contra o Bahia.

            A precaução foi a estratégia das duas equipes no primeiro tempo. Consciente que não poderia manter um ritmo forte, O Grêmio procurou marcar e explorar a sua principal jogada de ataque: lançamentos para Jardel. A meta era vencer e melhorar na tabela.

            Carlos Miguel teve uma boa chance aos dois minutos e o Corinthians respondeu com Célio Silva aos 36 minutos, quando a bola rebateu na trave. Mas a ousadia custou caro: no contra-ataque, Paulo Nunes, pela esquerda, cruzou e Jardel fez 1 a 0 de pé direito aos 37 minutos.

            O Grêmio manteve o seu sistema no segundo tempo e logo aos dois minutos Elivélton perdeu a bola para Carlos Miguel, que lançou Arilson na direita. O meia cruzou para Jardel marcar o seu segundo gol. O avante corintiano Serginho foi expulso depois de atingir André Vieira. Logo depois Zé Elias agrediu Jardel – o juiz não viu e foi substituído.

            O gol corintiano aos nove minutos, em belo lance de Souza, que acertou o ângulo superior esquerdo de Danrlei, mudou o plano do jogo. O Grêmio tratou de melhorar a marcação e garantir a vitória. A expulsão de Carlos Miguel, aos 43 minutos, não chegou a causar problema o time resistiu. ” (Zero Hora – Porto Alegre, segunda-feira, 9 de outubro de 1995)

Foto: Guaracy Andrade (Zero Hora)

CORINTHIANS TERMINA 1º TURNO COM DERROTA

O Grêmio derrotou o Corinthians, por 2 a 1, ontem à tarde, no estádio Olímpico, em Porto Alegre, capital gaúcha, com dois gols do atacante Jardel.
O meia-atacante Souza fez o único gol corintiano.
As duas equipes já estavam fora da disputa, neste primeiro turno, da vaga das semifinais do Campeonato Brasileiro.
Com o resultado, o time paulista continua na última colocação do Grupo A com o Flamengo. O Corínthians, campeão paulista, termina o primeiro turno com 8 pontos em 33 possíveis. O Flamengo tem ainda uma partida a disputar, hoje, contra o Cruzeiro.
O Grêmio, campeão gaúcho, que, na quinta-feira passou à segunda fase da Supercopa dos Campeões da Libertadores, termina a primeira fase com 12 pontos.
Na final da Copa do Brasil deste ano, o Corinthians venceu o Grêmio em Porto Alegre com gol de Marcelinho, que ontem não jogou por estar suspenso.
Apesar de os times não terem chances, o jogo foi bastante disputado, com alguns lances violentos.
Serginho, atacante do Corinthians, e Carlos Miguel, meia gremista, foram expulsos por cometerem faltas violentas.
Aos 7min de jogo, o Corinthians fez sua primeira finalização. Após jogada de Serginho, Elivélton, pela esquerda, chutou por cima do gol defendido por Danrlei.
O Grêmio chegou perto do gol adversário aos 12min. Paulo Nunes cruzou a direita e Jardel disputou a bola de cabeça com o zagueiro Célio Silva.
O bola passou por cima do gol. Jardel pediu toque de mão de Célio Silva, mas o árbitro Léo Feldman não marcou.
A melhor chance do Corinthians no primeiro tempo aconteceu aos 35min. Célio Silva, após cobrança de escanteio, passou por zagueiro adversário e chutou na trave.
O primeiro gol do Grêmio aconteceu dois minutos depois: Paulo Nunes avançou pela esquerda e cruzou. Jardel deixou os zagueiros para trás na corrida, e finalizou à direita de Ronaldo, no contrapé.
Os outros dois gols aconteceram logo no início do segundo tempo.
O Grêmio marcou primeiro. Aos 4min., Arílson dominou no lado direito da área corintiana e cruzou para Jardel, que completou na frente do gol, sem marcação.
O Corinthians descontou aos 10min. Jorginho recebeu passe na esquerda e virou para o meia Souza, no lado direito, que dominou a bola no peito e arrematou forte, com o pé direito.” (Folha de São Paulo, domingo, 8 de outubro de 1995)

Foto: Paulo Fraken (Zero Hora)

O JOGO: A partida foi equilibrada, com alguns momentos de domínio de um ou outro time. Só que a Grêmio tinha Jardel, que aproveitou as suas duas únicas oportunidades.” (Placar, Tabelão 1995, nº 9)

“[…] No jogo contra o Grêmio, segundo o Datafolha, o Corinthians finalizou 15 vezes. Dessas, 11 foram erradas.
A expulsão do atacante Serginho no jogo de anteontem também contribuirá para a estréia de Clóvis no Corinthians.
Segundo Serginho, a expulsão foi injusta. “Eu dividi uma bola sem nenhuma maldade. Se acertei alguém, não foi de propósito.”
Com a derrota para o Grêmio, o Corinthians confirmou a sua fraca campanha no primeiro turno do Brasileiro, quando somou apenas oito pontos e acabou nas últimas colocações.
“A tabela ainda não terminou. Temos o desafio de fazer uma campanha totalmente diferente nas próximas partidas. E isso vai ocorrer”, afirmou Amorim.
O treinador corintiano disse que a marcação do time melhorou no jogo contra o Grêmio.
“O jogo foi equilibrado. Mesmo com um jogador a menos no segundo tempo, quase conseguimos reagir”, afirmou.” (Leo Gerchmann, Folha de São Paulo, segunda-feira, 9 de outubro de 1995)

Grêmio critica excesso de jogos

O volante Luís Carlos Goiano disse que vários jogadores do Grêmio estão “sentindo desgaste físico” devido ao excesso de jogos.
Os jogadores chegaram a pedir que a direção do clube tome providências para mudar o calendário.
O Grêmio fez contra o Corinthians a sua 81ª partida em 1995.
“Está muito difícil. Nós jogamos contra o Racing, na Argentina, pela Supercopa e, dois dias depois, pegamos o Corinthians com a obrigação de vencer para não ficarmos na lanterna do Brasileiro”, disse o atacante Jardel.
O técnico Luiz Felipe afirmou que está até mudando seu comportamento para se adaptar ao momento que a equipe atravessa.
“Eu tenho que ser mais compreensivo com os jogadores, chego a ser paternalista”, disse.
Francisco Roig, presidente do Valencia, da Espanha, desmentiu ontem que o clube tenha acertado a troca do atacante Viola pelo gremista Jardel.
Segundo Roig, Viola, que vem enfrentando problemas de adaptação na Espanha, “só voltará ao Brasil em troca de dinheiro”.(Leo Gerchmann, Folha de São Paulo, segunda-feira, 9 de outubro de 1995)

GRÊMIO: Danrlei; André Vieira (Carlos Alberto), Rivarola, Scheidt e Roger; Gélson , Luiz Carlos Goiano, Arílson (Emerson) e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Jardel (Magno).
Técnico: Luiz Felipe Scolari

CORINTHIANS: Ronaldo; Vítor , Célio Silva (Fabinho Fontes), André Santos e Silvinho; Zé Elias (Marcelinho Paulista), Júlio César, Souza e Elivélton ; Jorginho (Leônidas) e Serginho
Técnico: Eduardo Amorim

Brasileirão 1995 – 1ª Fase – Grupo A – 1º Turno – 11ª Rodada
Data: 7 de outubro de 1995, sábado, 16h00min
Local: estádio Olímpico, em Porto Alegre, RS
Público: 8.155 (5.444 pagantes)
Renda: R$ 52.851,00
Juiz: Leo Feldman (RJ)
Auxiliares: Jorge Carius Silva e Paulo Jorge
Cartões Amarelos: Zé Elias, André Santos; Scheidt, Roger, Goiano, Jardel
Cartões vermelhos:Serginho (7 do 2º tempo) e Carlos Miguel (44 do 2ºtempo)
Gols : Jardel, aos 37 minutos do primeiro tempo e aos 4 minutos do segundo tempo; Souza, aos 10 minutos do segundo tempo

Grêmio Campeão Gaúcho de 1995

August 13, 2020

 

O gráfico acima foi publicado no Tabelão da Placar de 1995. De fato o Grêmio teve 17 vitórias, 13 empates e 6 derrotas na campanha do título gaúcho de 1995.

Contudo, não é verdade que os cinco titulares no segundo da final foram o “recorde do time na competição“. No Gre-Nal da primeira fase no Beira-Rio, por exemplo, o tricolor utilizou 8 titulares (ou 9, se considerarmos Luciano titular).

Eu revi todas escalações do Grêmio na competição. Considerando Luciano e Rivarola como titulares, o Grêmio utilizou 7 vezes o time titular (com oito ou mais titulares iniciando a partida), 12 vezes com time misto (entre 4 e 7 titulares na escalação inicial) e 17 vezes o time reserva (3 ou menos titulares iniciando a partida).

Felipão só utilizou força máxima na primeiras partida do campeonato, ainda assim naquele momento André Vieira atuava como lateral-direito (Arce ainda não havia estreado). A clássica escalação de Danrlei; Arce, Rivarola (Luciano), Adilson e Roger; Dinho, Goiano, Arílson e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Jardel nunca foi usada na competição.

Em cinco partidas o Grêmio iniciou a partida com o time totalmente reserva. Na média Felipão utilizou 6,6 reservas nas suas escalações iniciais.

A média de público do Grêmio nos 18 jogos que fez como mandante foi de 6.271 (4.474 pagantes)

 

 


 

PRIMEIRA FASE

17/02/1995 – Grêmio 5×2 Brasil de Farroupilha

23/02/1995 – Grêmio 3×1 Brasil de Pelotas

25/03/1995 – Glória 2×2 Grêmio

Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

02/04/1995 – Internacional 2×1 Grêmio

05/04/1995 – Grêmio 7×0 Grêmio Santanense

13/04/1995 – Grêmio 3×0 Guarani de Venâncio Aires

21/04/1995 – Veranópolis 1×1 Grêmio

28/04/1995 – Grêmio 4×3 Santa Cruz

Gauchão 1995 – Juventude 0x3 Grêmio – Gelson fez sua estreia pelo tricolor
Foto: Silvio Avila (Zero Hora)

30/04/1995 – Juventude 0x3 Grêmio

09/05/1995 – Grêmio 4×3 Ypiranga

Foto: Gilmar Gomes (Pioneiro)

14/05/1995 – Caxias 2×0 Grêmio

17/05/1995 – São Luiz de Ijuí 2×1 Grêmio

20/05/1995 – Grêmio 3×0 Glória

27/05/1995 – Brasil de Pelotas 1×1 Grêmio

03/06/1995 – Pelotas 2×1 Grêmio

05/06/1995 – Grêmio 0x0 Pelotas

Gauchão 1995 – Grêmio 1×1 Veranópolis 
Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

08/06/1995 – Grêmio 1×1 Veranópolis

10/06/1995 – Guarani de Venâncio Aires 1×0 Grêmio

16/06/1995 – Grêmio 0x0 São Luiz de Ijuí

18/06/1995 – Grêmio Santanense 0x0 Grêmio

Gauchão 1995 -Santa Cruz 1×2 Grêmio – Carlos Alberto
Foto: Roberto Santos (Correio do Povo)

23/06/1995 – Santa Cruz 1×2 Grêmio

Gauchão 1995 -Grêmio 3×1 Caxias – Eraldo Vs Marco Antônio
Foto: Roberto Santos (Correio do Povo)

24/06/1995 – Grêmio 3×1 Caxias

Gauchão 1995 – Ypiranga 0x0 Grêmio – Dega Vs. Ailton
Foto: José Ernesto (Correio do Povo)

25/06/1995 – Ypiranga 0x0 Grêmio

Foto: Zero Hora

26/06/1995 – Grêmio 2×2 Juventude

27/06/1995 – Grêmio 2×0 Inter

28/06/1995 – Brasil de Farroupilha 2×2 Grêmio

Fonte: Pioneiro


 

SEGUNDA FASE

Gauchão 1995 – Grêmio 6×1 Atlético de Carazinho – Jardel
Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

02/07/1995 – Grêmio 6×1 Atlético Carazinho

05/07/1995 – São Luiz 2×2 Grêmio

08/07/1995 – Brasil de Farroupilha 0x0 Grêmio

12/07/1995 – Grêmio 1×0 Brasil de Farroupilha

15/07/1995 – Atlético Carazinho 0x1 Grêmio

20/07/1995 – Grêmio 3×3 São Luiz

Fonte: Pioneiro


 

SEMIFINAIS

22/07/1995 – Juventude 2×1 Grêmio

29/07/1995 – Grêmio 2×0 Juventude


 

FINAIS

06/08/1995 – Internacional 1×1 Grêmio

13/08/1995 – Grêmio 2×1 Inter

Gauchão 1995 – Grêmio 2×1 Inter

August 13, 2020

Foto: Ricardo Chaves (Zero Hora)

 

Há exatos 25 anos o Grêmio conquistava o Campeonato Gaúcho de 1995, ao ganhar o clássico Gre-Nal por 2×1 no estádio Olímpico, na partida de volta da final do certame.

O público total de 57.407 pessoas é o maior do Grêmio como mandante em Gre-Nais nos últimos 30 anos.

Foto: Guaracy Andrade (Zero Hora)

Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

Foto: Guaracy Andrade (Zero Hora)

Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

GRÊMIO SE IMPÕE O GANHA O TÍTULO

A aposta de Luiz Felipe foi mais uma vez correta e garantiu o 30º campeonato para a equipe

Nos últimos dias Porto Alegre se enfeitou em tons de azul e vermelho, preparando-se para a grande festa do futebol gaúcho, o Gre-Nal decisivo pela 75ª edição do campeonato, ontem à tarde, no Estádio Olímpico. Ao longo dos 90 minutos, o Grêmio, que vive uma fase fascinante, se impôs ao seu eterno rival, venceu por 2 a 1 com méritos (depois de empatar no Beira Rio em 1 a 1) e conquistou o seu 30º título gaúcho, aproximando-se dos 32 do Inter. Um excelente público – 57.407 espectadores — prestigiou o espetáculo em uma tarde quente e abafada, e o avermelhado anoitecer foi invadido por um azul conste e vibrante.

O Grêmio começou a vencer antes do jogo, na capacidade tática e na esperteza psicológica do técnico Luiz Felipe. Depois de anunciar um time com apenas três titulares (Rivarola, Luciano e Dinho), mais três eram acrescentados na hora de entrar em empo (Carlos Miguel, Paulo Nunes e Roger). O Grêmio havia decidido arriscar. E deu certo. A partir desta configuração se impôs a um Inter atônito, sem vibração e mal estruturado. Abel escalou Marcelo e Nando, dois meias lentos, e expurgou o eficiente ponta-de-lança Zé Alcino para a ponta-esquerda. O Grêmio dominou o meio-campo, confundiu a marcação de Marcio e Marcelo com os deslocamentos de Paulo Nunes para a esquerda e Carlos Miguel para a direita, enquanto Roger conteve o veloz. Loiola.

O chute de Carlos Miguel, aos cinco minutos, no poste esquerdo, foi o primeiro sinal desta superioridade. A defesa do Inter, mal posicionada, teve outro momento de indecisão aos 7min30seg e o centroavante Nildo soube aproveitar um rebote e chutar com perfeição, de pé esquerdo, sem chances para Goycochea: 1 a 0. Aos 25 minutos, Gélson acertou o poste esquerdo e o Inter acordou. A reação, no entanto foi lenta, desconexa.

Se o objetivo do Grêmio era manter o domínio no meio, apesar da lentidão de Mancini, o lnter precisava reagir. O lance em que o goleiro gremista Silvio disputa a bola com Leandro e este cai na área, foi duvidoso e o juiz nada marcou nada. Mas era um indicio. O empate aos 71min30seg em chute de Zé Alcino, foi justo pela dedicação — talvez o único mérito colorado. A ilusão do equilíbrio durou exatos 4 segundos, quando Marcão falhou e Carlos Miguel fez 2 a 1.

 Enquanto apenas uma peça do sistema gremista estava desajustada, no Inter ocorria o contrário, porque só Leandro, César Prates e Goycochea conseguiam bons resultados. Abel arriscou e colocou Caíco na vaga de Zé Alcino aos 16 minutos e aos 20, Vagner no lugar de Marcelo. O time melhorou, mas não o suficiente para empatar. Wagner teve essa chance aos 42 minutos, mas o goleiro Silvio fez uma excepcional defesa – e garantiu a festa.” (Júlio Sortica, Zero Hora, segunda-feira, 14 de agosto de 1995)

O DESEMPENHO DAS EQUIPES (Zero Hora, 14 de agosto de 1995)
GRÊMIO INTER
Chutes a gol 16 8
Cabeceadas a gol 0 3
Escanteios a favor 0 3
Impedimentos 1 4
Faltas 22 18
Cartões Amarelos 5 4
Cartões Vermelhos 1 1
Roubadas de bolas 30 22

 

OS PRINCIPAIS MOMENTOS

Primeiro tempo:

5min — No rebote de um, jogada de Marco Antônio, pela direita, Carlos Miguel chutou na trave.

7min30s — Paulo Nunes, pelo meio, passou para Marco Antonio, que cruzou pela direita. Argel falhou, e Nildo, calmamente, chutou no canto direito de Goycochea. Gol do Grêmio.

24min — Mancini cruzou pela direita, a zaga colorada rebateu e Gélson pegou o rebote, chutando na trave.

42min — Marco Antonio chutou no meio do gol e Goycochea defendeu em dois tempos.

Segundo tempo:

2min40s — Nando, pela esquerda, chutou forte, Silvio fez boa defesa parcial, mas Leandro conseguiu pegar o rebote. A torcida colorada reclamou de passível falta sobre o centroavante colorado.

7min — Loiola cruzou duas vezes, para Zé Alcino no chutar forte, no ângulo direito de Sílvio. Gol do Inter.

8min — Resposta imediata do Grêmio. Nildo recebeu na frente área e fez o passe para Carlos Miguel, pela esquerda, que, cara a cara com Goycochea, chutou forte para marcar o gol do título.

16min — Caíco substituiu Zé Alcino.

20min — Vágner substituiu Marcelo

26min — Expulsão de Nildo, que deu carrinho por trás em Loiola.

27min — Arce substituiu Paulo Nunes.

29min — Expulsão de Márcio, que desobedeceu a distância regulamentar para a cobrança de uma falta.

38min — Alexandre substituiu Marco Antônio.

39min — Em sua primeira jogada, Alexandre perdeu o gol no contra-ataque gremista, na boa intervenção de Marco Antônio

41min — Ótima jogada de Wagner, que entrou a drible, da esquerda para meio, e chutou forte no canto direito de Silvio, que fez exuberante defesa.

45min — Carlos Miguel cobrou falta, no ângulo esquerdo de Goycochea. Outra grande defesa, desta vez do goleiro colorado.”(Marcelo Ferla, Zero Hora, segunda-feira, 14 de agosto de 1995.”

O MELHOR DO GRENAL

— O Campeonato Gaúcho voltou aos velhos tempos, pelo menos na sua final. Mais de 45 mil torcedores motivados para um Gre-Nal decisivo, combativo e com poucas jogadas de violência, normais neste tipo de jogo.

— O comportamento das torcidas foi exemplar, incentivar, do as suas equipes durante toda a tarde, sem provocar brigas. Enquanto a violência nas arquibancadas é um sério problema do futebol brasileiro, as torcidas gaúchas dão uma boa mostra de esportividade.

— A presença de menores e mulheres no estádio é uma bela realidade. Foram 7.330 crianças até 12 anos presentes ao jogo. Cada vez mais mulheres e jovens vão aos estádios. Um interessante e salutar fenômeno comportamental, que indica longa vida ao futebol tetracampeão do mundo.

— Aos gritos de “ela fica”, a torcida gremista divertiu-se antes da partida. Tudo por conta de um casal de jovens colorados que tentou ver o jogo das cadeiras especiais do estádio Olímpico. “Expulso” civilizadamente das cadeiras tricolores, o casal foi conduzido para o lado colorado, apesar de a massa gremista pedir a permanência da bela torcedora rival.

-O santanense Fábio Perez, que ficou conhecido como o “Torcedor 24 Horas” na Copa América, por estar sempre à frente do hotel do Brasil, esteve no Olímpico para fazer uma campanha pela paz nos estádios. É gremista.

– Os centroavantes merecem destaque: Nildo, por ter feito dois gols nas finais, e vencido um terrível período de lesão, depois de consagrado como o herói da Copa do Brasil do ano passado. Leandro, por demonstrar mais uma vez, e apesar de ter poucas chances, muita qualidade e amor ao clube.” (Marcelo Ferla, Zero Hora, segunda-feira, 14 de agosto de 1995)

O PIOR DO GRENAL

— O presidente colorado, Luiz Fernando Zachia, falou de um complô para a vitória gremista. É discutível um lance de Sílvio com Leandro (seria pênalti para o Inter), mas a declaração do dirigente é um exagero.

— Foi incrível o número de passes errados dados pela equipe colorada no primeiro tempo. Qualquer tentativa de fazer a bola chegar ao ótimo Leandro ficou inviabilizada.

— Em formação, mas dedicada exclusivamente ao campeonato gaúcho, contrariamente ao Grêmio, que está envolvido de forma prioritária em outras competições, a equipe colorada decepcionou mais uma vez. A grandeza do Sport Club Internacional e de sua torcida não suporta mais um time apenas razoável.

— As torcidas organizadas do Inter reclamaram dos critérios do Grêmio, que proibiu a colocação das faixas nas muretas das arquibancadas e cadeiras.

— Mais uma vez não havia reserva de cabines para os repórteres dos jornais que trabalharam na partida, dificultando o trabalho da imprensa.

— Depois de expulso, o meia campista colorado Márcio teve atritos com alguns companheiros da própria equipe, ainda no campo. Uma atitude negativa que atrapalhou o Inter, diminuindo o tempo de recuperação (o placar era adverso), e do ponto de vista ético. O treinador e a direção coloradas parecem não ter gostado do comportamento de Márcio.

— O zagueiro Argel, já convocado para Seleção Brasileira, não justificou a fama nas finais. Falhou muitas vezes, inclusive no lance que originou o primeiro gol do Grêmio, marcado por Nildo.” (Marcelo Ferla, Zero Hora, segunda-feira, 14 de agosto de 1995)

Fonte: Zero Hora

Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

Foto: Placar

Grêmio 2×1 Inter

GRÊMIO: Sílvio; Marco Antônio (Alexandre Xoxó), Rivarola, Luciano e Roger; Dinho, Gélson, Vágner Mancini e Carlos Miguel; Paulo Nunes (Arce) e Nildo
Técnico: Luiz Felipe Scolari

INTERNACIONAL: Goycochea; Marcão, Argel, Jonílson e César Prates; Márcio Bittencourt, Marcelo Rosa (Wagner Aquino) e Nando; Mazinho Loyola, Leandro Machado e Zé Alcino (Caíco)
Técnico: Abel Braga

Campeonato Gaúcho 1995 – Final – Jogo de volta
Data: 13 de agosto de 1995, domingo, 16h00min
Local: Olímpico, em Porto Alegre (RS)
Público: 57.407 (45.232 pagantes)
Renda: R$ 377.426,00
Árbitro: Sílvio Oliveira
Auxiliares: Altemir Hausmann e Silvio Rogeri Silva
Cartões Amarelos: Carlos Miguel, Roger, Dinho, Sílvio; Argel, Marcão e Jonílson
Cartões Vermelhos: Nildo; Márcio Bittencourt
Gols: Nildo, aos 7 minutos do 1º tempo; Zé Alcino, aos 7 minutos e Carlos Miguel, aos 8 minutos do 2º tempo

Gauchão 1995 – Inter 1×1 Grêmio

August 5, 2020

 

Foto: José Doval (Zero Hora) – Fonte: Acervo Histórico do Grêmio

 

Tenho lembrado aqui no blog, de jogos memoráveis da temporada de 1995 do Grêmio, no exato dia que completam 25 anos de seu acontecimento. Da mesma maneira, tenho tentado lembrar algum confronto prévio do próximo adversário do tricolor, pela mesma competição, com o mesmo mando de campo.

Aproveitando o gancho da final do segundo turno do Gauchão de 2020, a ser disputada na Arena, tomei a liberdade de contornar um pouco essa regra, postando sobre o primeiro jogo da Final do Gauchão de 1995 alguns dias antes.

Foram essas finais que consagraram o “Banguzinho” gremista. Nessa partida do Beira-Rio Felipão escalou apenas 3 titulares, sendo que Arílson atuou improvisado de lateral-esquerdo (opção que o técnico tricolor tinha descartado para as finais da Copa do Brasil daquele ano).

Vale lembrar que, aquela altura da temporada, o Grêmio já havia feito 16 partidas a mais que o Internacional. Esse confronto de ida foi o 62º compromisso do Grêmio no ano, enquanto os colorados estavam entrando em campo “apenas” pela 46ª vez.

Foto: Porthus Junior (Pioneiro)

O EMPATE NO GRE-NAL DEIXA TUDO IGUAL

O título de campeão gaúcho da temporada será definido no clássico do próximo domingo no estádio Olímpico

O clássico de ontem, disputado numa ensolarada tarde de inverno diante de mais de 45 mil pessoas, se caracterizou muito mais pela combatividade do que pelo talento. Uma tradição, aliás, que acompanha e tantos Gre-Nais. Nem Inter nem Grêmio – que jogou com a equipe reserva – conseguiu se impor tecnicamente para garantir uma vitória. Os gols de Loiola, aos 28min do primeiro tempo, e de Nildo, também aos 28min, mas do segundo tempo, ficaram como a expressão maior de uma partida de raros lances de gols e momentos de emoção,

Se nas arquibancada o confronto entre colorados e gremistas dava ampla vantagem aos donos da casa, com mais de 70% da torcida, em campo os dois times mostraram desde o começo do jogo que o Gre-Nal seria essencialmente equilibrado. Os primeiros minutos já evidenciava as principais características do clássico de ontem: muitas disposição dos jogadores, alto número de faltas (57 no total) e raros instantes de inspiração.

O Inter conseguiu se colocar em vantagem com gol de Loiola ainda no primeiro tempo. Numa falha de marcação, o atacante colorado não perdeu tempo e venceu o goleiro Silvio num chute cruzado pela direita. O 1 a 0, no entanto, não era consequência de uma vantagem técnica coletiva e sim o bom aproveitamento de uma jogada circunstancial.

Atrás no placar, o Grêmio passou a batalhar em busca da igualdade. A partir do gol colorado, tornou-se uma equipe mais ousada e insistente nas jogadas de ataque. Bem posicionada em campo, tentava alternas seus lances ofensivos pela direita e pela esquerda, ao contrário do primeiro tempo, quando quase sempre avançava pela direita. O Inter sentiu a pressão e tentava segurar a vitória. A recompensa gremista surgiu aos 28min do 2º tempo, quando Nildo venceu o até então imbatível Goycochea.

A rigor, o empate em 1 a 1 encaminhou a partida para um final quase sem situações que reservassem outras emoções aos torcedores. Os últimos 19 minutos do clássico se arrastaram numa alternância de substituições, faltas e pouca bola rolando de pé em pé. A exceção de um único lance, aos 47min, momentos antes do árbitro Luiz Cunha Martins encerrar o jogo, quando Nando perdeu uma chance de gol ao dividir a bola com o goleiro Silvio” (Pedro Haase Filho, Zero Hora, 7 de agosto de 1995)

Foto: Arivaldo Chaves (Zero Hora)

O DESEMPENHO DAS EQUIPES (Zero Hora, 7 de agosto de 1995)
INTER GRÊMIO
Conclusões a gol 6 12
Escanteios a favor 5 5
Faltas cometidas 28 30
Impedimentos 6 6 1

Foto: Guaracy Andrade (Zero Hora)

OS PRINCIPAIS MOMENTOS

PRIMEIRO TEMPO

6min — Marco Antônio cruza fechado da direita. Goycochea sai bem do gol e coloca para escanteio

8min — Loiola é lançado, avança pela ponta, cruza som perigo e Silvio evita a conclusão de Leandro

10min – Grêmio tem uma falta na entrada da grande área. Goiano chuta mal, na barreira

15min – Marco Antônio cobra falta com força. Goycochea está bem colocado e defende com tranquilidade

26min — Argel, sem marcação, tem a chance de marcar o gol mas chuta cruzado e forte para fora

27min – Leandro tenta cabecear, a bola sai fraca, sem perigo para o goleiro Silvio

28min — Loiola recebe pelo meio, livre, avança pela grande área e chuta cruzado para fazer 1 a O

30min – Marco Antônio cobra falta com for’:-‘ esquerda, Goycochea faz boa defesa

34min- Tabela de Márcio e Marco Antônio na direita, este cruza com perigo, mas Goycochea evita a conclusão de Nildo

45min – Rivarola perde o gol, concluindo para fora quase em cima da linha do gol de Goycochea

SEGUNDO TEMPO

40S — Goiano tenta o chute pelo meio, mas a bola vai para fora, sem perigo para Goycochea

4min — Paulo Henrique é lançado pela esquerda, dribla Rivarola e chuta cruzado para uma boa defesa de Silvio

11min — No contra-ataque, Márcio avança pelo meio sozinho e ao tentar driblar Goycochea perde a bola para o goleiro

13min — Goiano chuta com força falta pela esquerda, Goycochea faz grande defesa

18min— Rebote na entrada da área, Goiano chuta desequilibrado, por cima e sem perigo

20min — A bola sobra para Élson, sem marcação, na frente do gol, que não consegue cabecear e Sílvio defende

28min — Arílson faz grande jogada pela esquerda, cruza para a grande área e Nildo cabeceia para encobrir Goycochea e fazer o gol do empate em 1 a 1

42min — Argel cobra falta de longe e chuta forte mas por cima, longe da goleira

47min — Nando recebe livre pelo meio, entra na área e divide a bola com o goleiro Silvio, que consegue cortar o lance.”(Pedro Haase Filho, Zero Hora, 7 de agosto de 1995)

O PIOR DO JOGO

– Às 15h20min de ontem, exatamente 40 minutos antes do início do Gre-Nal, um torcedor do Grêmio protagonizou uma perigosa e inútil proeza no Beira-Rio, tendo como únicas recompensas os aplausos de alguns companheiros e a entrada de graça no estádio. O torcedor conseguiu escalar uma das janelas ao lado da rampa 2, e foi puxado por outros gremistas, depois de balançar perigosamente no ar durante intermináveis segundos. Foi o registro negativo — notado apenas por poucas pessoas — numa tarde de muitos destaques positivos, mas que poderia ter acabado em tragédia.

– Um vendedor de churrasquinho colocou o seu equipamento bem na passagem ao lado do Gigantinho, atrapalhando a circulação dos torcedores. Ninguém o molestou. O vendedor de rádios também não fez grandes negócios, embora com a proximidade do início do jogo tenha rebaixado o preço de cada unidade para RS 10,00. “E ainda leva as pilhas de promoção, doutor”, gritava.

– Dentro do estádio, os torcedores aplaudiram, xingaram, gritaram, se emocionaram — e vigiaram. O pessoal da coréia que viu o zagueiro Argel sair com uma camiseta do Grêmio nas mãos, no intervalo, não perdoou e cobrou. “Joga ela fora, Argel”, pediram os coreanos. O pedido não foi atendido.

–  Também no intervalo houve novamente uma distribuição de bolas à torcida, chutadas pelos garotinhos das escolinhas de futebol do Inter. Na pista de atletismo, o torcedor Xuxu, gordíssimo, andava de um lado para outro, nervoso apesar da vitória parcial de 1 a 0. Xuxu está precisando confiar mais no seu time. E de um regime.

– A volta do Inter para o segundo tempo demorou 22 minutos, muito além dos 15 consentidos para o intervalo. Até os torcedores colorados já estavam começando a ensaiar algumas vaias, num raro momento de impaciência. Mas quando o Grêmio empatou o jogo, eles conseguiram continuar cantando o nome do seu time, -Inter, Inter”,com orgulho e generosidade.” (Cláudio Dienstmann, Zero Hora, 7 de agosto de 1995)

Foto: Ricardo Chaves (Zero Hora)

Inter 1×1 Grêmio

INTERNACIONAL: Goycochea, Marcao, Argel, Jonilson e Cesar Prates; Marcio Bittencourt, Elson, Marcelo (Nando); Mazinho Loyola, Leandro e Paulo Henrique (Ze Alcino).
Técnico: Abel Braga

GRÊMIO: Silvio, Marco Antonio, Rivarola, Scheidt e Arilson; Gelson, Luis Carlos Goiano e Vagner Mancini; Marcio (Arce), Nildo e Alexandre Xoxó (Jaques)
Técnico: Luiz Felipe

Gauchão 1995 – Final – Jogo de Ida
Data: 06 de agosto de 1995, domingo, 16h00min
Local: Beira-Rio, em Porto Alegre-RS
Publico: 45.480 (36.904 pagantes)
Renda: R$ 263.312,00
Juiz: Luiz Cunha Martins;
Auxiliares: José Carlos Oliveira e Cesar Arruda
Cartões amarelos: Argel, Cesar Prates, Marcio Bittencourt, Elson, Scheidt, Arilson, Goiano, Vagner Mancini, Marcio, Alexandre e Jaques
Gols: Mazinho Loyola, aos 28 minutos do 1° tempo; e Nildo aos 28 do 2°tempo;

Libertadores 1995 – Palmeiras 5×1 Grêmio

August 2, 2020

Há exatos 25 anos o Grêmio se classificava para a semifinal da Libertadores de 1995, num senhor sufoco, depois de levar 5×1 de virada do Palmeiras.

Esse é provavelmente o jogo que eu mais fiquei nervoso em todo minha vida de torcedor (talvez só o jogo contra o Santos na Vila Belmiro, em 2007, chegou perto desse em matéria de nervosismo).

Interessante observar que a Zero Hora e o Correio do Povo nada falaram sobre o pênalti inventado pelo Antonio Pereira da Silva (Enquanto um colunista do Estadão reconhece que a falta foi inexistente).

É curioso notar também que a Folha, Zero Hora e Correio do Povo afirmam que o Jardel fez o gol com a barriga, quando na imagem da TV fica claro que ele utilizou outra parte do corpo para marcar.

Foto: Gazeta Esportiva

PALMEIRAS GOLEIA GRÊMIO, MAS SAI DA LIBERTADORES
O Palmeiras goleou ontem o Grêmio por 5 a 1, mas foi eliminado da Taça Libertadores da América. Pelo Palmeiras, marcaram Cafu (dois), Amaral, Mancuso e Paulo Isidoro. No final, a torcida aplaudiu o time e gritou “é tricampeão”, título que o Palmeiras ganhará se superar o Corinthians na decisão do Paulista, domingo. O Grêmio se classificou porque havia vencido o jogo em Porto Alegre por 5 a 0. Vai jogar nas semifinais contra o Emelec, do Equador. O primeiro jogo, quarta-feira, será em Guayaquil. Para tentar o “milagre” _expressão dos jogadores palmeirenses_, a diretoria do clube usou recursos especiais. Escalou oito gandulas para apressar a reposição de bola. Três ficaram atrás do gol do Grêmio, dois em cada lateral. Os gandulas, além disso, moviam-se acompanhando o lance.O Palmeiras iniciou o jogo tentando intimidar os jogadores do Grêmio. Aos 10s, o volante Mancuso atingiu o gremista Adílson sem bola. O juiz não deu falta.A 1min, 2min, 6min, 6min30 e 7min, palmeirenses fizeram faltas.Na cobrança da última infração, cometida por Antônio Carlos, quase na linha de fundo da defesa, o Grêmio marcou. O lateral Arce cobrou e o centroavante Jardel marcou com a barriga. Com o gol, o Palmeiras passou a mostrar nervosismo. O técnico Carlos Alberto Silva berrava a todo momento, corrigindo a colocação dos jogadores.O Palmeiras só chegou ao primeiro gol graças a um erro da arbitragem. Alex Alves tocou para Cafu, em impedimento. Ele disputou a bola com dois adversários e tocou na saída do goleiro Murilo _que jogou com uma contusão na mão esquerda.O empate fez o Palmeiras crescer. Aos 39min, Alex Alves invadiu a área pela direita e tocou para Amaral. O volante cortou um adversário e fez 2 a 1.No segundo tempo, Antônio Carlos e Mancuso continuaram a jogar com violência. Aos 6min, no meio-campo, o zagueiro chutou o meia Arílson, que teve de ser atendido fora de campo.
Aos 12min, Alex Alves invadiu a área e tocou para Paulo Isidoro no meio. Com um toque, ele desviou a bola de Murilo: 3 x 1.Aos 12min, Alex Alves invadiu a área e tocou para Paulo Isidoro no meio. Com um toque, ele desviou a bola de Murilo: 3 x 1.Aos 22min, Antônio Carlos entrou na área e foi derrubado por Arce, perdeu o equilíbrio e caiu. O juiz marcou pênalti. Mancuso bateu e fez 4 x 1.Aos 39min, Cafu foi lançado na direita e chutou no meio das pernas do goleiro Murilo. O Palmeiras atacou ainda mais, mas não fez o sexto gol. (Marcelo Damato – Folha de São Paulo, 3 de agosto de 1995)

Foto: Orlando Kissner (Estadão)

“TREINADOR GREMISTA TEMEU ELIMINAÇÃO

O técnico do Grêmio, Luiz Felipe, disse que a goleada sofrida para o Palmeiras revelou deficiências em sua equipe, que terão que ser corrigidas para a disputa das semifinais da Taça Libertadores, contra o Emelec, do Equador.
“Embora o resultado tenha sido bom para nós, propiciamos ao Palmeiras todas as condições para fazer gols”, analisou.
Ele disse que de maneira nenhuma esperava que o Grêmio tomasse tantos gols. “Acho que foi a maior goleada que sofremos nos últimos dois ou três anos”, afirmou.
Luiz Felipe admitiu que chegou a temer pela eliminação do Grêmio. “É claro que fiquei com medo, porque, quando o Palmeiras fez o quinto gol, ainda tinha cinco minutos pela frente.”
“O Palmeiras teve força muito superior ao Grêmio, em todos os sentidos”, reconheceu.
O técnico disse que não considera o Emelec um adversário mais fácil que o Palmeiras. “O Palmeiras não chegou às semifinais da Libertadores e o Emelec, sim. Então o Emelec é melhor”, disse.
Luiz Felipe agradeceu a Cafu por ter desejado boa sorte ao Grêmio na sequência da Taça Libertadores: “Eu também desejo que o Palmeiras tenha felicidade nas próximas competições que disputar.” (Mário Moreira – Folha de São Paulo, 3 de agosto de 1995)

Foto: José Francisco Diório (Estadão)

TÉCNICO SILVA FAZ ELOGIO A JOGADORES

O técnico Carlos Alberto Silva, do Palmeiras, saiu de campo com lágrimas nos olhos após a goleada sobre o Grêmio. Ele se disse “chateado” com a eliminação do time.
“Se faltou mais um gol, sobrou disposição para todo mundo. Os jogadores se mataram em campo para conseguir o resultado.”
Segundo o treinador, o que atrapalhou o Palmeiras ontem foi a ansiedade. “Infelizmente, no nosso único erro, levamos um gol. Não era mesmo para nós nos classificarmos.”
Para Cafu, o azar do Palmeiras foi ter levado o gol no início do jogo. “Pensei que nossa equipe iria desmontar, mas isso não aconteceu. Tentamos até o fim.”
Todos os jogadores concordaram que a goleada de ontem dá um ânimo novo para a segunda partida da final do Campeonato Paulista, domingo, contra o Corinthians.
“Precisamos entrar com a mesma disposição contra o Corinthians”, afirmou o volante Amaral, que ontem marcou seu primeiro gol em mais de dois anos como profissional do Palmeiras. “Agradeço a Deus pelo gol. Foi um momento muito bonito para mim.”
Além dele, também Mancuso e Cafu marcaram seus primeiros gols com a camisa do Palmeiras.
Cafu agradeceu à torcida pelo incentivo ao time. “Eles nos deram força até o final.” (Mário Moreira – Folha de São Paulo, 3 de agosto de 1995)

ALBERTO HELENA JR. – REPETIRÁ O PALMEIRAS A ATUAÇÃO DE QUARTA?

A pergunta que certamente atormenta o amante do futebol é por que um time como o Palmeiras, com a tradição do Palmeiras, com o elenco do Palmeiras, com a estrutura do Palmeiras, não joga, senão sempre, pelo menos vez ou outra com o empenho, o desprendimento e o talento demonstrados na inesquecível noite da última quarta-feira?
Não é preciso ser palmeirense para cair de paixão por um time capaz de realizar a façanha de meter cinco gols no Grêmio, num jogo sem sobressaltos, sem expulsões, brigas ou quizumbas. Apenas, movido pelo coração, atacar, atacar e atacar um time experimentado nas artes das defesas marciais como o Grêmio.
Mas atacar com classe, categoria, juízo, mesmo levando um gol desmoralizante pela singeleza de seu desenho.
Meu querido amigo, calejadíssimo e frio analista Sérgio Noronha, na sua coluna do “Jornal do Brasil”, confessou que foram os cinco minutos finais de um dos jogos mais eletrizantes que viu na sua vida, longa e bem vivida, diga-se.
Cá entre nós, ouso supor que muitos corintianos vestiram-se de verde naqueles momentos em que o impossível esteve vivo, concreto, ao alcance de um gesto mais feliz dos palmeirenses. Menos pela impossibilidade que se tornava plausível, mas muito mais pela forma como o time estava virando a lógica de cabeça pra baixo. Isto é, praticando um futebol belíssimo, sob o comando desse argentino extraordinário chamado Mancuso.
E aqui entra um repórter de “O Globo”, ligando pra minha casa. Queria saber qual o meu melhor ataque do mundo. Incauto, respondi que era a linha do Ajax, com seus crioulos e brancos maravilhosos, nigerianos e holandeses. Era véspera da estréia de Edmundo no Flamengo, e certamente frustrei-lhe, sem querer, posto que esperava que eu dissesse: Edmundo, Romário e Sávio. A verdade é que esse ataque ainda não existe.
Ou, pelo menos, não pudemos vê-lo em ação. O que existe, o que está gravado em teipe e na memória dos que assistiram aos últimos jogos do Ajax e a goleada palestrina, é a certeza de que, sem essa determinação anímica, não há ataque que entre para a história do futebol.
No fundo, não há ataque, simplesmente. A diferença é que o Palmeiras jogou assim, premido por circunstâncias muito especiais, enquanto o Ajax joga assim, em quaisquer circunstâncias.
Sei que estou dando voltas para não chegar ao centro da questão. E a questão hoje é saber se o Palmeiras será capaz de repetir tal performance diante do Corinthians, na decisão do campeonato.
Ah, se pudesse responder tais perguntas… Estaria milionário, numa praia do Taiti, mergulhado naqueles olhos verdes, distante de dilemas como esse. E oferecendo a vocês a paz do meu silêncio.” (Folha de São Paulo, 6 de agosto de 1995)

GOL DE LETRA – ROBERTO BENEVIDES
NOITE DE FÉ

O Palmeiras de Mancuso mostrou que todos os sonhos são possíveis quando a fé move a bola    

       A descrença era generalizada, tanto que os dirigentes do Palmeiras apelaram para a promoção — com um ingresso, entravam dois torcedores. Que diabos, então, foram fazer no Parque Antártica 12 ou 13 mil Palmeirenses? Claro: é pouca gente para um Palmeiras x Grêmio que valia uma vaga nas semifinais da Libertadores da América. Acontece que, depois dos 5 a 0 em Porto Alegre, o Grêmio já tinha a vaga como certa. A generalizada descrença palmeirense era mais do que justificada. O incrível, porém, é que tenham ido ao estádio mais de 10 mil crentes. Acreditavam no inacreditável: uma vitória do Palmeiras por uma diferença de cinco gols, no mínimo!

Longe dali, diante da telinha de televisão, os incrédulos certamente se sentiram robustecidos em sua descrença quando Jardel fez 1 a 0 para o Grêmio, logo no comecinho do jogo, O que era improvável, mais do que difícil, quase impossível passou para a categoria do absolutamente impossível, pelo menos aos olhos razoáveis dos que não acreditam em milagres, Mas os jogadores do Palmeiras também entraram em campo movidos pela mesmíssima (e, aparentemente, absurda) fé das arquibancadas e, ao final, por muito pouco o impossível não se fez possível no Parque Antártica. O Palmeiras acabou vencendo o Grêmio por 5 a 1. Faltou um golzinho para se classificar. Não é tudo para quem queria o absoluto, mas é muito mais do que poderiam imaginar os realistas de todas as torcidas
O impossível é possível – eis a lição que Mancuso e companhia legaram ao futebol e, portanto, à vida na poluída noite paulistana de quarta-feira. Enquanto houver a mundo e uma bola rolar em algum campinho, ninguém mais poderá se dar por vencido diante da vantagem esmagadora de um adversário. Bastará que alguém lembre ao derrotado que, certa vez, 13 rapazes comandados por Carlos Alberto Silva precisavam reverter uma desvantagem de cinco gols e por pouco, muito pouco não conseguiram. Depois deles, todos ficaram sabendo que nada é impossível. No futebol, pelo menos.
É verdade: Cafu estava impedido no primeiro gol; não houve o pênalti em Antônio Carlos que o juiz marcou para Mancuso converter no quarto gol, jamais se vira antes em qualquer estádio brasileiro uma equipe tão numerosa e rápida de gandulas não foi propriamente delicado o transporte de gremistas pelos maqueiros de plantão no Parque Mi com. Nada disso, porém, se compara aos prejuízos impostos ao Palmeiras no Olímpico numa partida que jamais chegaria a 5 a 0 se Rivaldo não tivesse sido expulso injustamente e Danrley muito justamente tivesse sido mandado para fora. Infelizmente, as complicações em campo vão se tornando rotina no futebol brasileiro.
Releve-se tudo o que de errado se viu neste duplo embate entre palmeirenses e gremistas para se celebrar a noite em que o Palmeiras de Mancuso mandou para escanteio todas as descrenças e mostrou a crédulos e incrédulos que todos os sonhos são possíveis quando é a fé que move a bola.  Quem não acreditou e ficou em casa jamais saberá o que perdeu
■ Roberto Benevides é editor de Esporte do Estadão”   (Estado de São Paulo, sexta-feira, 4 de agosto de 1995)

“[…] O Palmeiras tinha todos os motivos para ficar tenso, mas foi o Grêmio que reagiu mal, Cafu, impedido, empatou aos 28 minutos e, aos 39, Amaral fez 2 a 1. […]” (Zero Hora, 3 de agosto de 1995)

O DESEMPENHO DAS EQUIPES (Zero Hora, 3 de agosto de 1995)
PALMEIRAS GRÊMIO
Conclusões a gol 12 2
Escanteios cedidos 1 13
Faltas cometidas 21 31
Impedimentos sofridos 5 4

“[…] Arílson também reclamou da arbitragem: “O juiz deu um gol impedido e não houve pênalti”, disse.” […] (Zero Hora, 3 de agosto de 1995)

“[….] Luiz Felipe também reclamou de irregularidades no gol de Cafu e no pênalti em Antônio Carlos. […]” (Zero Hora, 3 de agosto de 1995)

GRÊMIO VIVE UMA NOITE DE TERROR

Levou 5 a 1 do Palmeiras, mas garantiu sua vaga nas semifinais da Libertadores

Mesmo sendo goleado por 5 a 1 pelo Palmeiras, ontem à noite, no Parque Antártica, o Grêmio garantiu sua classificação à semifinal da Taça Libertadores da América. Na próxima fase, irá enfrentar o Emelec. O primeiro jogo será dia 9, em Guayaquil, no Equador.

A noite de terror para a torcida gremista começou com um instante de sonho. Logo aos 8 minutos. Arce cruzou da esquerda e Jardel, que era segurado pela camisa por Cléber. conseguiu tocar com a barriga para fazer 1 a 0. A torcida palmeirense calou. O jogo começou a ficar violento, com os jogadores do Palmeiras batendo forte. O árbitro deu cartões amare-los, mas acabou intimidado.

Aos 29 minutos, Cafu recebeu a bola em impedimento e na disputa com Murilo empatou o jogo. O gol sacudiu a torcida e o time paulista. Aos 38. Alex Alves foi ao fundo e tocou para Amaral fazer 2 a 1. No meio-campo. o argentino Mancuso era um guerreiro, empurrando o time ao ataque.

No segundo tempo, o Palmeiras foi com tudo para cima do Grêmio. Aos 13 minutos. Alex fez grande jogada e deixou Paulo Isidoro livre para desviar de Murilo e ampliar. O Grêmio ficou desesperado. Aos 24, Mancuso fez 4 a 1, batendo pênalti sofrido por Antônio Carlos. A pressão palmeirense continuou intensa. Luiz Felipe alterou o time para tentar uma retenção de bola. Não deu certo. Aos 39, Cafu aparou a bola na área e bateu cruzado para fazer 5 a 1. O Palmeiras lutou para tentar mais um gol, o que levaria a decisão aos pênaltis.” (Correio do Povo, 3 de agosto de 1995)

SEGURANÇA SEM NENHUM TRABALHO 
O Grêmio chegou ontem ao Parque Antárctica esperando um clima de guerra. A única coisa que encontrou foi um silencio sepulcral dos torcedores paulistas. As torcidas organizadas do Palmeiras ainda se encontravam em suas sedes quando o ônibus com a delegação gremista chegou ao estádio. às 19h15min. O Grêmio ainda contava com o reforço de 10 seguranças cedidos pelo Co-Corinthians. A PM enviou 15 homens. Todo o esquema se mostrou desnecessário. pois os encarregados pela segurança não trabalharam. E nas bilheterias. apesar do preço de R$ 10.00, sobraram ingressos. “ (Correio do Povo, 3 de agosto de 1995)

Foto: Marcos Mendes (O Estado de São Paulo)

Foto: Gazeta Esportiva

PALMEIRAS: Sérgio; Índio, Antônio Carlos, Cléber e Wagner; Amaral (Magrão), Mancuso, Cafu e Paulo Isidoro; Alex Alves (Maurílio) e Müller.
Técnico: Carlos Alberto Silva

GRÊMIO: Murilo; Arce, Rivarola, Scheidt e Roger; Adílson, Goiano, Arílson (André Vieira) e Carlos Miguel; Paulo Nunes (Vágner Mancini) e Jardel (Nildo)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Libertadores 1995 Quartas de final – jogo de volta
Data: 2 de agosto de 1995
Local: Parque Antártica (São Paulo)
Juiz: Antônio Pereira da Silva
Auxiliares: Sidrack Marinho e Arnaldo Pinto
Público: 7.615
Renda: R$ 84.509,00
Cartão Amarelo: Antônio Carlos, Cléber, Wágner, Mancuso, Alex Alves, Adílson e Carlos Miguel
Gols: Jardel aos 8, Cafu aos 29 e Amaral aos 39 minutos do 1°tempo; Paulo Isidoro aos 13, Mancuso (de pênalti) aos 24 e Cafu aos 39 minutos do 2°tempo.

Libertadores 1995 – Grêmio 5×0 Palmeiras

July 26, 2020

Em 26 de julho de 1995 o Grêmio conseguiu uma das suas maiores vitórias na Copa Libertadores, ao golear o Palmeiras por 5×0 no Olímpico.

O dado curioso dessa partida é que nela foi registrado o menor público (16.136 presentes, 12.547 pagantes) do Grêmio jogando em casa em partidas de mata-mata da Libertadores (e 14º menor público de um total de 98 partidas que o Grêmio realizou em seus domínios nessa competição).

E o que explica essa marca negativa num jogo tão especial? Muito provavelmente, o preço dos ingressos. Abaixo eu fiz um quadro comparativo com os valores praticados nos outros mata-mata da Libertadores de 1995 e com os demais confrontos em casa com o Palmeiras naquela temporada.  Na época, um tema constante no noticiário gremista era a necessidade do clube fazer caixa para enfrentar seus compromissos. Contudo, podemos ver que essa iniciativa de aumentar demasiadamente o preço das entradas acabou sendo contraproducente (foi a menor renda dos jogos decisivos da Libertadores)

1995 libertadores

1995 palmeiras tres


Ingresso de Günther Gartner

Ingresso de Beto Lewin

 Ingresso de Thiago Floriano 

Ingresso de Pimpo Contursi



O Grêmio goleou o Palmeiras por 5 a 0, ontem à noite, em Porto Alegre. O Palmeiras precisa vencer o próximo jogo pela mesma diferença para decidir nos pênaltis uma vaga nas semifinais da Taça LIbertadores da América.
O primeiro tempo foi marcado por brigas dentro e fora do campo.
Houve três expulsões _Rivaldo e Válber, do Palmeiras, e Dinho. Na arquibancada, os palmeirenses brigaram com os gremistas.
A partida foi violenta desde o início. Aos 10min, Rivaldo levou cartão amarelo. Aos 17min,
acertou Arce e foi expulso.

O Grêmio continuou pressionando. Aos 19min, Carlos Miguel bateu escanteio, Jardel cabeceou, Paulo Nunes desviou, mas o goleiro Sérgio defendeu.
Vários jogadores do Palmeiras passaram a demonstrar nervosismo. O argenti
no Mancuso nem marcava nem armava. Os laterais Roberto Carlos e Cafu se omitiam.

Aos 26min, houve mais confusão. O volante Dinho agrediu o meia Válber. O palmeirense reagiu com um soco no nariz de Dinho.

O juiz Cerdeira não viu os dois lances, mas os bandeirinhas, sim.

Depois de quatro minutos de confusão, Válber e Dinho foram expulsos. Fora de campo, Dinho correu atrás de Válber, saltou e deu um chute em sua cabeça. O goleiro Danrlei também agrediu o palmeirense, pelas costas.
Por causa das brigas, a partida ficou parada por 14 minutos.

As expulsões desmontaram o Palmeiras. Um minuto após o reinício, o Grêmio marcou.

O lateral Arce apanhou um rebote na frente da área do Palmeiras, ajeitou a bola e chutou no canto direito do goleiro Sérgio.

Aos 51min, o meia Arílson arriscou um chute de longe. A bola bateu no pé de Mancuso, subiu e encobriu Sérgio: 2 a 0.
No segundo tempo, o técnico Carlos Alberto Silva tentou mudar o Palmeiras. Trocou o meia Amaral pelo atacante Alex Alves.

Mas o Grêmio definiu a vitória logo aos 4min. O lateral Roger cruzou, Jardel se antecipou a Cléber e chutou rasteiro: 3 a 0.

Aos 20min e 36min, de cabeça, Jardel marcou mais dois gols.
Os jogadores do Palmeiras reclamaram do árbitro Claudio Cerdeira. “Ele estava mal-intencionado”, afirmou Flávio Conceição. ( Marcelo Damato – Folha de São Paulo)

 




 

Briga no campo chega à torcida
Do enviado especial
e da Agência Folha, em Porto Alegre
A violência ocorrida em campo, entre os jogadores, no primeiro tempo do jogo, `contaminou’ a torcida no estádio do Grêmio.
Houve um início de conflito entre palmeirenses gremistas.
A Brigada Militar interveio e, segundo responsáveis pela segurança do estádio, ninguém ficou ferido ou foi detido.
Foram colocados à venda mais de 50 mil ingressos. A renda e público do jogo não foram divulgados. Os torcedores ocupavam um pouco mais da metade do estádio Olímpico.
O ingresso mais barato, para não-sócios do Grêmio, custava R$ 15,00. O mais caro, R$ 50, ou seja, meio salário mínimo.
O Grêmio pretende usar a renda da partida para comprar o passe do atacante Jardel, que marcou três gols e foi destaque no jogo de ontem. O atacante pertence ao Vasco, do Rio.
Para incentivar a presença no estádio, o Grêmio realizou várias promoções.
Foram dados brindes na compra de ingressos, entre eles, uma camiseta com a escrita “o leite vai azedar de novo”, ironizando a Parmalat , patrocinadora do Palmeiras, e a desclassificação do time pelo Grêmio na Copa do brasil.
Além disso, foram sorteados três carros no intervalo do jogo. (Humbero Saccomandi – Folha de São Paulo)

 

 

Laterais gaúchos viram pontas
Da Agência Folha, em Porto Alegre
O Grêmio aproveitou a vantagem de ter um jogador a mais desde os 17min do primeiro tempo para golear o Palmeiras.
A partir da expulsão de Rivaldo, o Grêmio avançou seu time para o campo do adversário a pedido do técnico Luis Felipe.
O jogo ficou ainda melhor com a segunda expulsão palmeirense, de Válber, embora, no mesmo lance, o time da casa tenha perdido o volante Dinho.
Os laterais Arce e Roger foram liberados para atacar. O volante Goiano cuidava da cobertura.
A estratégia do time logo surtiu efeito. Aos 27min, Arce, pela direita, fez 1 a 0, de fora da ár
ea.
O time gaúcho, com espaço para trocar passes, envolveu os jogadores do Palmeiras.
No lance do terceiro gol, Roger se transformou em ponta-esquerda, foi à linha de fundo e cruzou para Jardel finalizar.
No final da partida, nervoso, o palmeirense Mancuso retratou a irritação dos palmeirenses.
Ele se aproximou do juiz Claudio Cerdeira e, com os dedos, fez gesto insinuando que o árbitro tinha recebido dinheiro do Grêmio. (Folha de São Paulo)

O meia Rivaldo considerou injusta a expulsão contra o Grêmio. Ele disse que não entrou para pegar o zagueiro Rivarola, apesar de as imagens de TV indicarem o contrário.

(Humberto Saccomani – Folha de São Paulo) Folha – Você concorda com sua expulsão?

Rivaldo – Não, não tive maldade no lance. Se tivesse, machucaria o Rivarola. Acho que merecia ser expulso quando tomei o primeiro amarelo, mas não depois.

 





“O técnico Carlos Alberto Silva sugeriu que o juiz carioca Cláudio Vinicius Cerdeira prejudicou deliberadamente sua equipe, para compensar um pênalti que ele não marcou a favor do Grêmio em outra partida com o Palmeiras. Silva diz que não errou nas alterações.

(Humberto Saccomani – Folha de São Paulo)


Folha – O que
você achou da arbitragem?
Carlos Alberto Silva
– Maravilhosa. O Cerdeira tinha um dívida com o Grêmio. Veio e pagou a fatura. Agora está tudo certo.

Folha – A derrota se deveu só à arbitragem?

Silva – Não só. Deu tudo errado para o Palmeiras. As expulsões desequilibraram o time. Foi um desastre.

Folha – Não foi arriscado trocar o Amaral pelo Alex Alves? Não teria sido mais prudente tentar segurar a derrota por 2 a 0?

Silva – Não. Tínhamos que tentar o gol, jogar na frente. Não acho que nos expusemos mais do que já estávamos expostos. Além disso, o Amaral já tinha tomado um cartão amarelo.”

“Os números apurados pelo Datafolha na partida Grêmio x Palmeiras não dão margem a dúvida: o placar de 5 a 0 para os gremistas apenas refletiu o desempenho das equipes em campo.
O domínio do time gaúcho aparece, por exemplo, no número de finalizações a gol. O Grêmio finalizou o triplo de vezes que o Palmeiras: 18 a 6.
Nesse fundamento, o destaque foi o atacante gremista Jardel. Suas seis finalizações tiveram o rumo do gol, e três delas acabaram dentro da rede.
Do lado palmeirense, nem Muller nem Alex Alves, os dois atacantes que atuaram, conseguiram finalizar uma única vez a gol.
Com isso, o meia defensivo Mancuso acabou sendo o jogador do Palmeiras que
mais tentou o gol, com dois chutes certos.Outro dado: os jogadores gremistas trocaram 399 passes, com 85% de acerto; os palmeirenses deram 229 passes, alcançando 75% de eficiência.
O símbolo do desempenho do Grêmio nesse fundamento foi o zagueiro Adílson, que teve aproveitamento de 100%, acertando os 44 passes que fez.
A falta de combate do Palmeiras no meio-campo se traduz nos índice
s de passes certos dos meias ofensivos do Grêmio: 80% para Arílson e 84% para Carlos Miguel.
O jogo registrou 56 faltas (30 cometidas pelo Grêmio e 26, pelo Palmeiras). No Campeonato Paulista de 95, ocorrem 50 infrações, em média, por partida.
O recordista de faltas foi o meio-campista Goiano, do time gaúcho, com seis.
O meia palmeirense Válber, expulso aos 30 minutos do primeiro tempo por brigar com o gremista Dinho, sofreu quatro faltas no período em que esteve em campo. (Folha de São Paulo)

A briga entre os jogadores Dinho, do Grêmio, e Válber, do Palmeiras, que interrompeu o jogo por 14 minutos, resultou em inquérito policial.
Ambos devem responder processo por desordem e lesões corporais. Eles registraram queixa, um contra o outro, na 2ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, no início da madrugada de ontem.
O delegado Ivair Mainard, responsável pelo inquérito, pretende enviá-lo à Justiça em 30 dias. Válber e Dinho, que haviam sido expulsos, brigaram também fora do gramado do estádio Olímpico.
O inquérito não levará em conta as primeiras agressões trocadas ainda dentro do gramado, fato que deverá constar da súmula do juiz da partida, Cláudio Cerderia.
Os dois jogadores não se submeteram a exames de lesões corporais no Instituto Médico Legal.
Cerdeira e os seus dois auxiliares não viram as primeiras agressões entre os atletas” (Folha de São Paulo)
 



1995 palmeiras ida zh

 

GRÊMIO: Danrlei, Arce (Scheidt) , Rivarola, Adílson, Róger; Dinho, Goiano, Arílson e Carlos Miguel (Alexandre); Paulo Nunes e Jardel (Nildo).
Técnico: Luiz Felipe Scolari

PALMEIRAS: Sérgio; Cafú, Antônio Carlos, Cléber e Roberto Carlos; Amaral (Alex Alves), Mancuso, Flávio Conceição e Válber; Müller (Daniel Frasson) e Rivaldo
Técnico: Carlos Alberto Silva


Libertadores 1995 – Quartas de final – jogo de ida
Data: 26 de julho de 1995, quarta-feira
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 16.136 (12.547 pagantes)
Renda: R$ 186.685,00
Juiz: Claúdio Cerdeira (Brasil)
Auxiliares: Dalmo Bozzano e Paulo Jorge Alves
Cartão Amarelo: Amaral, Mancuso, Arílson, Daniel Frasson, Cléber, Arce e Carlos Migu
el.
Cartão Vermelho: Rivaldo, Válber e Dinho.
Gols: Arce aos 41 e Arílson aos 51 do 1°tempo; Jardel aos 4, 21 e 38 do 2°tempo.


Preço e número de Ingressos:
Cadeira central: R$ 50,00 (8 mil, junto com cadeira central)
Cadeira lateral: R$ 40,00
Arquibancada: R$ 15,00 (21 mil)
Social: R$ 10,00 (18 mil)

Estudante Gremista: R$ 5,00 (3 mil)

Gauchão 1995 – Juventude 2×1 Grêmio

July 22, 2020

Foto: Porthus Junior (Pioneiro)

 

Em 22 de de julho de 1995, o Grêmio perdeu para o Juventude por 2×1, no Alfredo Jaconi, no jogo de ida da semifinal do Gauchão daquela temporada.

O confronto contra o Palmeiras pela Libertadores estava marcado para o dia 26, então o Grêmio utilizou apenas 4 titulares em Caxias do Sul.  O detalhe é que Arílson atuou como lateral esquerdo, enquanto Carlos Miguel permaneceu na meia, opção que havia sido descartada por Felipão na final da Copa do Brasil, disputada um mês antes.

Antes da bola rolar na Serra, o Presidente Koff declarou que preferia “ficar em segundo lugar na Copa Libertadores do que ser campeão gaúcho“.

Gauchão 1995 - Juventude 2x1 Grêmio - Cuca Vs. Rivarolafonte: Zero Hora

Foto: Zero Hora

 

“JUVENTUDE ESTÁ A UM EMPATE DA FINAL
Vitória de 2 a 1 sobre o Grêmio deixou alviverde em vantagem para o jogo do Estádio Olímpico

Caxias do Sul – O Juventude deu um importante passo rumo às finais do Campeonato Gaúcho ao vencer o Grêmio, sábado, no Estádio Alfredo Jaconi, por 2 a 1. Com o resultado, a equipe caxiense precisa de um empate, no próximo final de semana, no Estádio Olímpico, para disputar o título de campeão estadual desta temporada. Cuca e Jean Carlo marcaram para o alviverde, enquanto que Carlos Miguel descontou. O árbitro Fabiano Gonçalves expulsou Cuca e Nildo por troca de agressões.

Até os 20 minutos, a iniciativa foi da equipe do técnico Heron Ferreira. Depois o Grêmio dominou, até o Ju retomar o controle nos dez minutos finais. Aos 6min, o atacante Mário chutou de fora da área com perigo para o gol defendido por Sílvio. O tricolor respondeu com Carlos Miguel, numa cobrança de falta defendida com tranqüilidade por Isoton. Aos 23min, depois da jogada pela esquerda de Paulo Sérgio, Jean Cario pegou a sobra e chutou para fora. Aos 40min o Juventude abriu o marcador. Mário recebeu a bola e encontrou Itaqui desmarcado. O lateral improvisado entregou para Cuca. Com consciência, ele tocou na saída do goleiro Sílvio para determinar a vantagem alviverde.

Na primeira oportunidade que teve no 2° tempo o Juventude ampliou para 2 a 0. A jogada nasceu com Galeano, que foi derrubado próximo a risca da grande área por Marco Antônio. Jean Carlo cobrou com perfeição no canto esquerdo de Sílvio, que não teve chances de defesa. O Grêmio respondeu em seguida. Aos 6min, o lateral Marco Antônio avançou pela direita e entregou para o ponta Márcio. Ele cruzou certo para Carlos Miguel, de cabeça, fazer 2 a 1.

O Juventude não chegou a se retrair em seu campo, uma vez que a equipe gremista atacava mas não levava perigo ao goleiro Isoton. Aos 28min, o centroavante Nildo fez falta violenta em Cuca, o jogador do Juventude reagiu e os dois acabaram expulsos. O Grêmio seguiu pressionando, mas sem nenhuma objetividade.”

LATERAIS SÃO DÚVIDAS NO TIME

Principal destaque na vitória de 2 a 1 do Juventude sobre o Grêmio, o meio-campista Cuca era uma mistura de alegria e desolação ao final do jogo. Com a expulsão ele não poderá disputar uma das mais importantes partidas do clube nesta temporada.”Eu não merecia ser expulso, dei o carrinho na bola. A gente trabalha sério O ano todo e agora fica de fora da semifinal em Porto Alegre”, lamentou.

Os laterais Odair e Paulo Sérgio têm a semana para se recuperarem de lesões musculares. O médico do Juventude, Iran Cercatto, preferiu não fazer previsões em relação ao aproveitamento dos jogadores para a segunda partida. “A recuperação depende muito da constituição física de cada atleta. O Paulo Sérgio fez um leste antes do jogo e nada sentiu. Foi sentir somente durante o jogo”, explicou.

O técnico Heron Ricardo espera o decorrer da semana para definir os substitutos dos laterais, caso os dois não tenham condições. Outra posição a ser alterada será o meio-campo. Recuperado de lesão muscular, Julinho é o mais cotado para voltar ao time. Outro jogador que pode ser escalado no setor é Itaqui.

“Não é porque temos a vantagem do empate que vamos a nossa maneira de atuar. No Estádio Olímpico vamos jogar para a frente buscando a vitória”, garantiu o treinador, que tenta levar o Ju a segunda final – a primeira foi na Série B, em 1994.

 

MEIA ITAQUI É O NOVO ´CORINGA´
O jogador Itaqui pode ser considerado como o ‘coringa’ do time do Juventude. Oriundo das categorias de base do clube, a sua posição original é o meio-campo, mas ele tem sido utilizado pelo técnico Heron Ricardo Ferreira em outras posições.

Para a partida contra o Grêmio, ele recebeu a missão de substituir Odair. Ao final do jogo, recebeu o reconhecimento do treinador por sua atuação e pela passe que deu para Cuca marcar o primeiro gol.

“O mais importante não foi a minha atuação e sim a vitória que nós conseguimos, pois ela nos dá a vantagem do empate para a segunda partida em Porto Alegre”, analisou o jogador.

Para o atleta, o técnico Heron é uma pessoa muito importante dentro do grupo alviverde, principalmente pela confiança depositada no seu futebol. “Sempre que eu entro dentro de campo procuro dar o melhor para ajudar os companheiros. Graças a Deus o treinador confia em mim para jogar em tantas posições, com isso tento corresponder ao máximo. Mesmo que eu não vá bem ele me apoia”, disse.”

 

COTAÇÕES
JUVENTUDE
5 Isoton — Uma boa defesa no 1° tempo. Se complicou nas bolas aéreas
7 Itaqui — Bem na marcação, com apoios eficientes. Deu a ‘assistência’ para o gol de Cuca
6 Sandro — Dificuldades com a bola área. De resto esteve bem
6 João Batista — Boa atuação, ajudando a neutralizar Nildo
5 Paulo Sérgio — Não comprometeu até sair. Paulo Marcelo – Entrou bem. Nota 6
8 Galeano — Ótimo na marcação. Criou a jogada do 2° gol
6 Lauro — Bem na marcação, ao lado de Galeano
8 Cuca — Deu mais movimentação ao time e fez o primeiro gol
7 Jean Cario — Um pouco apático no 1° tempo. Melhorou após o gol
6 Mario — Muito isolado, com participação decisiva no 1° gol.
4 Edson — Perdeu a bola no lance que terminou com o gol gremista. Junior — Melhorou o toque de bola e quebrou a pressão gremista. Nota 6.

GRÊMIO
5 Sílvio — Sem culpa nos dois gois
6 Março Antônio — Anulou o ponteiro Edson.
6 Rivarola — Forte na marcação, buscou o apoio. Concluiu três bolas, todas erradas
5 Scheidt — Mais discreto que Rivarola, mas sem comprometer
5 Arilson — Marcou com violência (5 faltas). Apoiou, mas sem criar chances. Jacques • Entrou no final, mas pouco fez. Sem nota
5 Adilson— Fez uma marcação forte no meio-de-campo.
5 Gélson — Também priorizou a marcação, como Adilson
5 Mancini — Buscou abrir espaços. Fez duas conclusões, uma certa
5 Márcio — Também priorizou a marcação. Uma conclusão, certa
4 Nildo – Não fez nada, até ser expulso, levando junto Cuca
6 Carlos Miguel — Ajudou na marcação e fez o gol. Alexandre — Não conseguiu fazer nada nos minutos que jogou. Sem nota.”

 

GRÊMIO CULPA A ARBITRAGEM
O Grêmio culpou, sem citar o nome do juiz Fabiano Gonçalves, a arbitragem pela derrota de 2 a 1 para o Juventude, sábado, no estádio Alfredo Jaconi. Tanto para o técnico Luiz Felipe como para a direção, não houve falta de Marco Antônio em Galeano, no lance que originou o segundo gol do alviverde, marcado pelo meio-campista Jean Cario.

“Não houve falta do segundo gol do Ju, no máximo uma obstrução. Nesse caso ele teria que ter marcado dois toques”, afirmou Luiz Felipe. Para o presidente Fábio Koff, não houve falia e o resultado mais justo “teria sido o empate”.

Felipe, em sua análise, dividiu o jogo em dois momentos distintos. “No primeiro tempo, o Juventude foi melhor e mereceu a vantagem. Na etapa final, o Grêmio esteve melhor, mas não conseguiu chances claras, fora em um ou dois lances”, disse o treinador.

Koff viu o tricolor superior. “O Grêmio, quando se dispôs a sair para o jogo, dominou”, declarou o presidente. Ele acha “lógico” conseguir duas vitórias — no tempo normal e na prorrogação ou pênaltis – sobre o Ju, no próximo final de semana.

O atacante Nildo, que ‘pisou’ no meio-campista Cuca em um lance que determinou a expulsão dos dois jogadores, foi pedir desculpas ao jogador após a partida. “Eu levantei o pé um pouco demais, mas foi sem querer”, afirmou. (Luiz Carlos Erbes)”

 

FELIPE DEFENDE EQUIPE MISTA
O técnico do Grêmio, Luiz Felipe, rebateu críticas por ter escalado uma equipe mista contra o Juventude, sábado à tarde, no primeiro jogo das semifinais do Gauchão. “Não temos como jogar sem termos que correr riscos”, disse, referindo-se ao falo de ter deixado oito titulares em Porto Alegre. Ele temia que algum titular se lesionasse.

Perguntado porque não escalou os titulares, a exemplo do Palmeiras – jogou a semifinal do Campeonato Paulista com todos os titulares também no sábado contra o Mogi Mirim -, ele respondeu: “É um problema deles. Eles tem um grupo grande de jogadores, nós só temos 18.”

Luiz Felipe não definiu qual equipe enfrentará o Ju no jogo de volta, no Estádio Olímpico. “Vamos estudar”, disse apenas. A definição pode depender da partida de quarta-feira, contra o Palmeiras, pela Taça Libertadores da América.

Felipe definiu sábado o time que receberá o Verdão, em Porto Alegre. A equipe terá Danrlei; Arce, Luciano, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Carlos Miguel e Arílson; Paulo Nunes e Jardel.” (Milton Simas Junior, PIONEIRO, Segunda-feira, 24 de julho de 1995)

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JUVENTUDE GANHA E FICA PERTO DA VAGA NA FINAL

O time caxiense venceu o Grêmio por 2 a 1 no sábado e basta empatar no Olímpico para tentar um título inédito

O Grêmio não resistiu à força do Juventude em Caxias do Sul e perdeu por 2 a 1 a primeira das duas partidas pelas semifinais do Gauchão. O resultado dá vantagem ao Juventude no segundo jogo – a partida pode ser antecipada de domingo para o próximo sábado -, no Estádio Olímpico. Com um empate, o time de Heron Ferreira passa as finais, tirando o Grêmio da competição. O risco de perder o título gaúcho foi calculado pela diretoria gremista, que prefere abrir mão da disputa do regional para se dedicar à Libertadores. Tanto que o técnico Luiz Felipe não escalou o time titular contra o Juventude, poupando jogadores para a partida de quarta-feira contra o Palmeiras, em Porto Alegre. O Presidente Fábio Koff foi enfático antes do jogo em Caxias do Sul. “Eu prefiro ficar em segundo lugar na Copa Libertadores do que ser campeão gaúcho” […] “(Juan Domingues, Zero Hora, Segunda-feira, 24 de julho de 1995)

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Foto: Porthus Junior (Pioneiro)

GRÊMIO ESTÁ PRONTO E ESPERA PELA TORCIDA

A declaração do presidente do Grêmio Fábio Koff de que prefere ser vice-campeão da Copa Libertadores a conquistar o título do Gauchão de 1995 demonstra a mobilização da diretoria e da comissão técnica gremistas. A batalha para avançar na Libertadores recomeça na quarta-feira à noite contra o Palmeiras, em Porto Alegre, mas todos estão empenhados em vencer o primeiro jogo. Os jogadores, que treinaram ontem pela manhã, já estão concentrados e esperam pela torcida. “Vamos lotar o Estádio Olímpico”, apela o presidente Koff. Conforme o experiente e vitorioso dirigente. “Se o Grêmio passar pelo Palmeiras será bicampeão da Libertadores”, prevê Koff, projetando um faturamento de US$ 1 milhão na próxima fase da competição, entre arrecadação e direitos de transmissão.

Luiz Felipe está tranquilo quanto ao time que vai colocar em campo. Da equipe titular apenas Arce está com uma leve lesão no joelho direito. O lateral paraguaio, porém, faz tratamento diferenciado de recuperação e garante que estará em campo. O goleiro titular Danrlei retorna da Seleção Brasileira e é um grande reforço para a partida decisiva. O otimismo de Fábio Koff com relação ao futuro do Grêmio na Libertadores se justifica pelos cruzamentos. Se o forte Palmeiras não resistir ao time de Luiz Felipe, o Grêmio enfrentará o Emelec, do Equador, ou o Sporting Cristal, do Peru — dois times sem tradição campeonato, nas semifinais. “Temos todas as condições de chegar às finais”, acredita Koff.” (Zero Hora, Segunda-feira, 24 de julho de 1995)

 

1995 juventude 2x1 gremio - pioneiro b

Foto: Porthus Junior (Pioneiro)

1995 juventude 2x1 gremio - pioneiro

Foto: Porthus Junior (Pioneiro)

 
Juventude 2×1 Grêmio

JUVENTUDE: Isoton; Itaqui, Sandro, João Batista e Paulo Sérgio (Paulo Marcelo); Galeano, Lauro, Jean Carlo e Cuca; Mário e Edson (Dorival Júnior).
Técnico: Heron Ferreira

GRÊMIO: Sílvio; Marco Antônio, Rivarola, Scheidt e Arílson (Jacques); Adílson, Gélson, Vagner Mancini; Márcio e Nildo
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Gauchão 1995 – Semifinal – Jogo de ida
Data: 22 de julho de 1995, sábado, 16h05min
Local: Estádio Alfredo Jaconi
Público: 6.318 pagantes
Renda: R$ 38.358,00
Árbitro: Fabiano Gonçalves
Auxiliares: Cesar Arruda e Luiz Carlos Mendonça
Cartões Amarelos: Gelson, Scheidt, Rivarola, Lauro, Galeano e Sandro
Cartões Vermelhos: Cuca e Nildo
Gols: Cuca, aos 40 mintos do 1 ° tempo: Jean Carlo, aos 3 min, e Carlos Miguel, aos 6 minutos do 2° tempo