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Há 25 anos – Grêmio 0x1 no segundo jogo da final da Copa do Brasil de 1995

June 21, 2020

Foto: Mauro Vieira (Folha de São Paulo)

Há 25 anos o Grêmio recebia o Corinthians no Olímpico, pela partida de volta da final da Copa do Brasil de 1995. Infelizmente o tricolor não conseguiu reverter a derrota sofrida no primeiro jogo  no Pacaembu.

Nessa noite aconteceu uma das coisas mais sensacionais que eu presenciei em um estádio de futebol: quando, apesar de ainda faltar alguns minutos para o fim do jogo, ficou claro que o título havia escapado, a torcida começou a cantar o hino do Grêmio, reconhecendo o empenho e o espírito de luta da equipe (no vídeo da transmissão é possível ouvir isso por alguns segundos, na minha memória esse momento foi um tanto mais longo).

É interessante ressaltar que a Copa do Brasil foi a competição na qual o Grêmio teve a maior média de público 37.997 (31.653 pagantes) na temporada de 1995 (e na história do clube nessa competição, no quesito público total só deve ficar atrás da Copa do Brasil de 1989)

Foto: José Doval (Zero Hora)

Fonte: UOL

CORINTHIANS LEVANTA A TAÇA NO OLÍMPICO

O jogo foi tense desde o começo, com marcação dura, mas o time paulista aproveitou a chance contra o Grêmio

O Olímpico coloriu-se, lotou, preparou-se para uma grande festa ontem à noite. Era para ser uma das maiores festas da história gremista. Era. Mas deu Corinthians na final da Copa do Brasil, 1 a 0, gol de Marcelinho. A tristeza desabou sobre o estádio, sobre o time e sobre todo o povo tricolor, exatamente às 22h52min, quando o árbitro Márcio Rezende de Freitas apitou o final.

Foi uma partida que começou tensa. O Corinthians de tanto ouvir falar que o Grêmio seria violento, tomou a decisão de disparar o primeiro gesto de rispidez: uma rasteira de Viola em Arílson, aos 20 segundos. Desaforo. A resposta veio 40 segundos depois, quando Jardel atropelou Ronaldo e recebeu cartão amarelo. Se antes da decisão alguém tinha dúvidas da disposição dos dois times de buscar a vitória a qualquer preço, ela se desfez no primeiro minuto.

Sobrava disposição ao Grêmio, mas faltava controle emocional e melhor definição da tática ofensiva. Ponteiros inexistiam. Arilson entrava em diagonal, da esquerda para a direita, enquanto Paulo Nunes fazia o inverso, na outra ponta. A bola não chegava à linha de fundo. Nenhum cruzamento, apenas chutões de longa distância, encontrando o imbatível Célio Silva sempre atento.

A torcida tricolor só não chegava a se assustar tanto porque o Corinthians também não tinha presença ofensiva. Perigo, só nos escanteios de Marcelinho, buscando o gol olímpico. E assim o jogo chegou à metade, sem chances claras de gol e com sete cartões amarelos distribuídos por um árbitro à altura da decisão.

Sem alternativa, o Grêmio arriscou tudo no segundo tempo. Adiantou Dinho, Goiano, Gélson, e uma chance desperdiçada por Dinho, aos 12 minutos, deu a impressão de que a mudança traria resultados. O problema é que a defesa ficou desguarnecida e a velocidade de Marcelinho, Viola e Marques passou a render oportunidades melhores para os corintianos.

Marques perdeu um gol, Marcelinho outro, e a torcida foi aos poucos afundando nas arquibancadas. Afundou de vez aos 27 minutos, quando em mais um contra-ataque, a bola foi lançada para Viola no meio da área e aliviada para a esquerda, onde Marcelinho entrava sozinho. Ele chutou rasteiro, no meio do gol, e saiu a agitar os braços, como se fossem hélices, como se quisesse alçar vôo.

O sonho do Grêmio acabou ali. Depois, só desespero, brigas, duas expulsões, invasão de campo e muitas lágrimas de decepção.” (Nico Noronha, Zero Hora, 22 de junho de 1995)

O DESEMPENHO DAS EQUIPES (Zero Hora, 22 de junho de 1995)
Tempo corrido 54´03″
     – – – – –
GRÊMIO
CORINTHIANS
Conclusões a gol
10
4
Escanteios a favor
9
4
Impedimentos
1
3
Faltas
28
35
Quem mais bateu
Arilson – 6
Bernardo -7
Quem mais apanhou
Arilson – 9
Souza – 7
Bolas roubadas
12
13
O maior ladrão
Arilson – 6
Bernardo – 5

TORCIDA CANTA O HINO, MESMO COM A DERROTA
A torcida do Grêmio deu uma das maiores demonstrações de amor pelo seu clube ontem à noite no Olímpico. Faltando quatro minutos para terminar a partida, os mais de 50 mil gremistas começaram a cantar o hino do clube, mesmo sabendo que o time não ganharia o tão esperado título pela terceira vez. Àquela altura da partida o Corinthians ganhava por 1 a 0 e a derrota tricolor era quase certa. Quando o árbitro mineiro Márcio Rezende de Freitas apitou o final, os gremistas, ao invés de vaiar, aplaudiram a equipe reconhecendo o esforço do novo campeão da Copa do Brasil […]” (Alexandre Corrêa, Zero Hora, 22 de junho de 1995)

Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

CORINTHIANS CONQUISTA O TÍTULO
Com gol de Marcelinho Carioca, vence o Grêmio por 1 a 0 e é campeão da Copa do Brasil

Ontem à noite, em pleno estádio Olímpico, diante de mais de 50 mil atônitos gremistas, o Corinthians conquistou o título de campeão da Copa do Brasil 95. Venceu o jogo por 1 a 0, quando bastava o empate, e terminou a competição invicto, jogando com a mesma aplicação do Grêmio, mas com técnica superior nas jogadas de ataque.

O Grêmio começou avassalador, encurralando a equipe paulista em seu campo. O time treinado por Luiz clipe exagerou nos lançamentos pelo alto para Jardel, o que acabou consagrando Celio Silva. Apesar da pressão, foram raros os lances de gol. No melhor deles, aos 26 minutos, Paulo Nunes desviou e Ronaldo saltou para trás e fez a defesa.

No segundo tempo, o Grêmio passou a trabalhar mais a bola, mas encontrou o Corinthians ainda mais recuado. Aos 12 minutos, Arilson (o melhor do Grêmio) deixou Dinho livre para marcar. O chute saiu rasteiro para fora.

A torcida continuava incentivando o lime. Aos 18, numa jogada ensaiada, Marques ficou sozinho à frente de Danrlei, que impediu o gol. Um minuto depois, outra vez Danrlei salvou, disputando com Viola. Na sequência, Marcelinho cabeceou e Danrlei voltou a brilhar.

Superado o susto, o Grêmio foi para cima de novo. Em outro contra-ataque, aos 27 minutos. Marques avançou, tocou para Viola entre os zagueiros. Na disputa. Adilson afastou, mas a bola ficou nos pés de Marcelinho Carioca. Ele não perdoou, chutando com categoria na saída de Danrlei: 1 a 0. Aos 32 minutos, confusão. Paulo Nunes e Silvinho são expulsos. Na raça, com a torcida cantando o hino composto por Lupicínio Rodrigues, e Grêmio buscou o gol, que não saiu.” (Correio do Povo, 22 de junho de 1995)

Foto: Pisco del Gaiso (Placar)

CORINTHIANS É O PRIMEIRO PAULISTA A CONQUISTAR O TÍTULO DA COPA DO BRASIL
Time de Eduardo Amorim resiste à pressão do Grêmio e vence seu primeiro campeonato em cinco anos

Corinthians é o primeiro paulista a conquistar a Copa do Brasil.
A equipe chegou ao título ao derrotar ontem o Grêmio no estádio Olímpico, em Porto Alegre.
O único gol foi marcado pelo atacante Marcelinho, aos 27min do segundo tempo.
Eduardo Amorim venceu o primeiro campeonato como técnico.
Com o resultado, o time quebrou um jejum de cinco anos sem títulos -o último havia sido o Campeonato Brasileiro de 90.
Garantiu, também, vaga na Taça Libertadores (principal torneio sul-americano interclubes) de 96.
O Corinthians terminou invicto a Copa do Brasil. Em dez jogos, oito vitórias e dois empates.
Os atacantes Marcelinho e Viola foram os artilheiros corintianos. Cada um marcou seis gols.
O time iniciou a partida de ontem com a vantagem do empate -ganhara o primeiro jogo das finais, em São Paulo, por 2 a 1.
A necessidade da vitória levou o Grêmio a pressionar o rival logo no início do confronto de ontem, principalmente por meio de cruzamentos para o atacante Jardel.
A primeira chance de gol gaúcho aconteceu aos 14min. O atacante Paulo Nunes chutou para fora após uma rebatida deficiente do volante Bernardo.
Aos 26min, Ronaldo defendeu chute de, de novo, Paulo Nunes.
No segundo tempo, Amorim pôs Viola na armação e liberou Marcelinho e Marques ao ataque.
A mudança tática deu certo.
Aos 27min, o meia Souza lançou Marques, que tocou para Viola. Este rolou para Marcelinho abrir o placar: 1 a 0.
Daí para frente, o Corinthians se defendeu e o Grêmio partiu para a violência. Aos 32min, Paulo Nunes e Silvinho foram expulsos.
Um dirigente do Grêmio invadiu o gramado e tentou agredir o juiz Márcio Resende de Freitas.” (Mário Moreira, Folha de São Paulo, 22 de junho de 1995)

´BLITZ´ FRACASSA E GRÊMIO SE DESCONTROLA

Equipe gaúcha não consegue marcar no começo, se desespera e cede espaços para contra-ataques corintianos

O Grêmio não conseguiu realizar os prometidos 20 minutos de blitz inicial contra o Corinthians. Seus jogadores se enervaram e facilitaram a vitória corintiana.
A equipe, que tentava o bicampeonato da Copa do Brasil, precisava de uma vitória por 1 a 0.
O time confiava na tradição de não perder jogos decisivos em casa -triunfara nas duas finais da Copa do Brasil que disputara no Olímpico, 89 e 94.
Apesar da pressionar, a equipe gaúcha não conseguiu articular jogadas de perigo.
Sua melhor chance foi no primeiro tempo, numa bola rebatida e chutada por Paulo Nunes. Ronaldo fez boa defesa.
“O Corinthians marcou bem, mas tivemos quatro oportunidades claras e não aproveitamos”, lamentou o lateral paraguaio Arce.
O Grêmio reclamou um pênalti em Paulo Nunes, não marcado pelo juiz. O meia penetrou na área corintiana pela direita e foi desequilibrado pelo lateral Silvinho.
No segundo tempo, o técnico Luiz Felipe avançou ainda mais o Grêmio, retirando o volante Dinho para a entrada do meia Alexandre.
Suspenso, o treinador dirigiu a equipe das arquibancadas.
A alteração não surtiu efeito ofensivo. O Grêmio chegava à área corintiana ainda menos do que no primeiro tempo.
A troca, sobretudo, enfraqueceu a defesa, criando brechas para o contra-ataque da equipe paulista.
Duas vezes, o goleiro Danrlei teve de desarmar atacantes corintianos. Foi justamente em um contra-ataque que Marcelinho marcou.
Depois do gol, o time gaúcho se desesperou. Seus jogadores passaram a cometer faltas duras.
Aos 32min, Arílson acertou uma cotovelada em Célio Silva.
Houve tumulto e invasão de campo. Paulo Nunes e Silvinho foram expulsos.
Ao final, o Grêmio conseguiu algumas jogadas pelo alto com Jardel, o lance mais temido pelo Corinthians. As bolas pararam, porém, nas mãos de Ronaldo.
“Perdemos para uma grande equipe, que soube jogar futebol e está de parabéns”, disse Jardel.” (Carlos Alberto de Souza,  Folha de São Paulo, 22 de junho de 1995)

PAULISTAS BATEM MAIS NA ´GUERRA DO SUL´
Contrariando a expectativa de jogo violento por parte do Grêmio, os corintianos cometeram mais faltas na decisão de ontem.
Segundo o Datafolha, a equipe paulista cometeu 37 faltas, contra apenas 28 do time gaúcho.
As faltas corintianas, no entanto, foram leves, já que o juiz Márcio Rezende de Freitas mostrou mais cartões amarelos aos jogadores gremistas.
O Corinthians recebeu três amarelos (André Santos, Bernardo e Zé Elias), enquanto o Grêmio foi advertido em cinco oportunidades (Jardel, Gélson, Rivarola, Paulo Nunes e Arilson).
Cada equipe teve um jogador expulso: Paulo Nunes, pelo Grêmio, e Silvinho, pelo Corinthians, aos 32min do segundo tempo, por agressão mútua.
A equipe paulista já liderava em faltas ao final do primeiro tempo (20 contra 17).
O nervosismo da decisão fez os jogadores cometerem mais faltas ontem do que na primeira partida,
Na semana passada, em São Paulo, foram cometidas 62 faltas, contra 65 no jogo de Porto Alegre.
Ontem, a falta mais comum da equipe paulista foi o empurrão (21). O Grêmio apelou mais para os chutes por trás (11), o que explica o número de cartões.
O volante corintiano Bernardo foi o jogador mais violento do Corinthians nas finais. Cometeu 6,5 faltas em média, por partida.
Já o atacante Marcelinho foi o corintiano mais “caçado”, sofrendo também 6,5 faltas por jogo.
Para os campeões, porém, a violência no Sul foi menor do que a esperada.
“O jogo foi menos violento do que se anunciava. Os dois times procuraram mais a bola”, disse o zagueiro Célio Silva.” (Folha de São Paulo, 22 de junho de 1995)

Foto: Antônio Gaudério (Folha de São Paulo)

Grêmio 0 x 1 Corinthians

GRÊMIO: Danrlei, Arce, Rivarola, Adílson e Carlos Miguel; Dinho (Alexandre), Gélson, Luís Carlos Goiano e Arílson; Paulo Nunes e Jardel.
Técnico: Luiz Felipe Scolari

CORINTHIANS: Ronaldo, André Santos, Célio Silva, Henrique e Silvinho; Zé Elias, Bernardo e Souza; Marcelinho Carioca, Viola e Marques (Tupãzinho).
Técnico: Eduardo Amorim

Copa do Brasil 1995 – Final – Jogo de volta
Data: 21/06/1995, Quarta-feira, 20h45min
Local: Estádio Olímpico (Porto Alegre-RS)
Público: 56.600 (47.352 pagantes)
Renda: R$ 740.415,00
Árbitro: Márcio Rezende de Freitas (MG)
Auxiliares: Marco Martins e Marco Gomes
Cartões Amarelos: Jardel, Rivarola,Gélson, Adílson, André Santos e Bernardo
Cartões Vermelhos: Paulo Nunes e Silvinho
Gol: Marcelinho Carioca, aos 26 minutos do 2º tempo

Há 25 anos – Corinthians 2×1 Grêmio no primeiro jogo da final da Copa do Brasil de 1995

June 14, 2020

Há 25 anos, o Grêmio perdia o primeiro jogo da final da Copa do Brasil para o Corinthians no Pacaembu.  Acho que o fato mais “folclórico” desta partida foi o fato de Viola ter atuada com chuteiras vermelhas (era o único atleta em campo com chuteira colorida).

Por falar em chuteiras vermelhas, confesso que até hoje eu nunca entendi muito bem por que o Matinas Suzuki Jr. tinha tanto espaço/moral no jornalismo esportivo. Para mim as suas colunas eram sempre de um pedantismo sem sentido. A sobre este jogo, transcrita abaixo, se encaixa bem nessa categoria (a tradução mais apropriada de chuteiras vermelhas seria “red boots” e não  “red shoes“).

Vale lembrar que o Grêmio tinha uma séria de desfalques para essa decisão (Arílson, por exemplo, estava cumprindo um inexplicável terceiro jogo de suspensão pela expulsão contra o Palmeiras, ainda nas oitavas de final), o que acabou fazendo com que Felipão se visse obrigado a “desmanchar” o seu meio de campo.

Também não custa apontar que a falta que deu origem ao segundo gol do Corinthians é bem questionável. A crônica do Correio do Povo afirmou que a arbitragem de Antônio Pereira da Silva foi “confusa e com visível favorecimento ao Corinthians“.

Por derradeiro, é importante registrar que esse jogo marcou a estreia da marca das Tintas Renner na camisa tricolor (patrocínio que durou até a estréia do Grêmio na Libertadores de 1998).

Foto: Ricardo Chaves (Zero Hora)

DANRLEI MANTÉM O GRÊMIO VIVO
Time perdeu para o Corinthians por 2 a 1 com goleiro evitando uma diferença maior

O Grêmio manteve suas chances de chegar ao tricampeonato brasileiro ao perder por 2 a 1 para o Corinthians, ontem à noite no Pacaembu, gols de Viola, Marcelinho e Luís Carlos Goiano. O gol de Goiano tem a mesma importância que o gol de Jardel, nos 2 a 1 para o Flamengo, no Maracanã. Na próxima quarta-feira, no Olímpico, o Grêmio poderá mais uma vez jogar pelo 1 a 0, resultado que vale o título da Copa do Brasil.

Não fosse a atuação de Danrlei, a derrota poderia ser por uma diferença maior, o que praticamente colocaria o Corinthians (joga agora pelo empate) com lima mão na taça. A pressão no primeiro tempo foi Intensa, com Danrlei salvando o time. Aos 30 minutos, Dinho saiu lesionado, piorando as coisas Aos 41 minutos, Marcelinho Carioca cruzou uma bola na medida, no espaço entre o goleiro e a zaga. Viola aproveitou e cabeceou no canto esquerdo: 1 a 0.

A vitória era justa para o Corinthians, já que o Grêmio estava muito encolhido. No segundo tempo. a equipe, que tinha Mazaropi (Luiz Felipe está suspenso e trabalhou na arquibancada: munido de um telefone celular) à beira do gramado, voltou com um posicionamento mais adiantado. Já aos 5 minutos, quase Paulo Nunes marcou. Aos 15, Luciano cabeceou e Ronaldo salvou para escanteio. Quatro minutos depois, Danrlei brilhou num arremate de cima, de Viola. No contra-ataque, Arce aparou rebote e a bola sobrou para Goiano, que desviou de Ronaldo e empatou o jogo.

Quando o Grêmio estava melhor em campo e os jogadores corinthianos demonstravam desespero, aconteceu o gol de desempate. Aos 26 minutos. Marcelinho Carioca cobrou falta com perfeição, deixando Danrlei estático no meio da goleira: 2 a 1. A arbitragem confusa e com visível favorecimento ao Corinthians acabou por determinar a expulsão de Mancini, aos 39 minutos, após um desentendimento fora de campo com Bernardo e Marcelinho Carioca.” (Correio do Povo, quinta-feira, 15 de junho de 1995)

GOLEIRO SUBESTIMOU COBRANÇA

O goleiro Danrlei acha que vai ser difícil o Corinthians aguentar a pressão da torcida no Olímpico, em relação ao que foi encontrado pelo time do Grêmio no Pacaembu. “O resultado poderia terminar em igualdade, não fosse eu subestimar a cobrança de falta do Marcelinho Carioca”, justificou. O atacante da equipe paulista colocou a bola por cima da barreira ao fazer os 2 a 1.

O autor do único gol do Grêmio, Luiz Carlos Goiano, garante que no Olímpico o espirito de luta do time será maior. “Estaremos em casa e com o apoio da massa”, lembra o meio-campista. Já o lateral Carlos Miguel credita o resultado negativo à violência imposta pelo Corinthians: “Eles batem muito. Agora, tocando mais a bola no jogo de volta e com a força do torcedor, chegaremos lá”. Apático esteve o atacante Jardel, sem concluir contra o gol de Ronaldo uma única vez: “Me fizeram marcação cerrada. Mas não tem nada, nós vamos ganhar em casa”.  (Correio do Povo, quinta-feira, 15 de junho de 1995)

 “FÁBIO KOFF IRRITADO

O presidente Fábio Koff taxou Marcelinho Carioca de “pipoqueiro” e acredita que “ele vai arrumar uma contusão para não vir ao Sul, no jogo decisivo”. Koff diz que o número sete só realiza “palhaçadas”, tendo merecido receber cartão vermelho do árbitro António Pereira, que foi chamado de “incompetente e mal-intencionado”, pelo vice Luiz Carlos Silveira Martins.

Emocionado, o presidente Koff definiu o resultado favorável ao Corinthians como justo. O dirigente entende que será possível reverter o quadro no Olímpico.” (Correio do Povo, quinta-feira, 15 de junho de 1995)

ARÍLSON RETORNA

O meio-campista Arílson tem vaga assegurada no jogo de volta diante do Corinthians, dia 21, no Olímpico. Ontem, o jogador cumpriu seu terceiro jogo de suspensão imposta pelo Tribunal Especial da CBF, por sua expulsão contra o Palmeiras, ainda pela segunda fase da Copa do Brasil. Quem fica fora mesmo, dia 21, no Olímpico, é o lateral Roger, que foi penalizado pelo Tribunal em dois jogos de suspensão, um deles já cumprido. O técnico Luiz Felipe, mais uma vez, deverá improvisar na esquerda entre Carlos Miguel e Arílson.” (Correio do Povo, quinta-feira, 15 de junho de 1995)

KOFF:´QUEREMOS O TÍTULO EM CAMPO´
Presidente do Grêmio indignado com o clima de guerra criado pela imprensa paulista

O presidente Fábio Koff continua indignado com o comportamento de setores da imprensa paulista, que, segundo ele, tenta criar “um clima de guerra para a decisão da Copa do Brasil”. O dirigente disse que o Grêmio está trabalhando para permitir que o jogo contra o Corinthians transcorra dentro da normalidade. ‘Queremos o título brasileiro dentro de campo”, sentenciou Koff.

Atacado por jornais de São Paulo por suas declarações fortes após o jogo do Pacaembu. Fábio Koff reconhece que se exaltou, mas que em nenhum momento procurou estimular a violência ou o revanchismo. “Uma pessoa só entra para dirigir clube de futebol por três razões: por ser torcedor, por querer projeção política ou fazer negócios. Eu sou um torcedor. Se um dia eu não me emocionar mais com uma vitória ou uma derrota do Grêmio, eu vou para casa”, comentou Koff.

Ele continuou: “Após o jogo eu dei entrevista a uma emissora de rádio paulista e critiquei a arbitragem que caiu na farsa do Marcelinho. E chamei o jogador de pipoqueiro, dizendo que ele arrumaria uma lesão para não vir a Porto Alegre. É claro que ele vem. Já velo antes e até fez gol em nós. Critiquei, também, as três invasões de campo do banco corintiano e disse que aqui isso não irá acontecer”.

Fábio Koff salientou que durante a entrevista os profissionais da emissora paulista insistiram em chamar o Grêmio de violento: “Aí, eu citei os jogadores que temos lesionados, como o Magno, por exemplo. E falei que os paulistas têm a mania de achar que são o centro de tudo, inclusive do futebol. Eu os desafiei dizendo que Grêmio e Inter têm mais títulos nacionais que os oito principais clubes deles, proporcionalmente. Critiquei, ainda, o fato de ter saído de lá com RS 66 mil de um jogo decisivo por falta de estádio. Então, lembrei que a dupla Grenal possui estádio próprio, afirmando que são dois clubes, enquanto lá só tem times de futebol. Eles ficaram furiosos”, reconheceu o dirigente.

Koff também foi provocado por um repórter, que citou declarações ofensivas do presidente do São Paulo, Fernando Casal del Rei, a respeito do incidente nos camarotes do Olímpico. ‘tu falei, entre outras coisas, que Jamais me preocupei em responsabilizar a direção do São Paulo pelas mortes ocorridas no Morumbi. Aí, um dos meus entrevistadores, sempre em tom agressivo, disse que havia me dado nota dez em um programa de TV e que agora me dava nota zero. Eu respondi que não o conhecia e que não me sensibilizava nem com o dez e menos ainda com o zero. Irritado, o chamei de ratão e saí do ar”, contou Koff.” (Correio do Povo, segunda-feira, 19 de junho de 1995)

GRÊMIO JOGA POR VITÓRIA DE 1 A 0
O Corinthians largou na frente e venceu a primeira partida da decisão do título por 2 a 1

No primeiro jogo das finais da Copa do Brasil 1995, o Grêmio perdeu para o Corinthians por 2 a 1 (gols de Viola. Marcelinho e Goiano), ontem à noite, no Pacaembu, em São Paulo e agora, com uma vitória simples (1 a 0) na partida em Porto Alegre, no dia 21, garante a conquista do tricampeonato. O empate serve ao Corinthians. […]” (Zero Hora, quinta-feira, 15 de junho de 1995)

OS DESEMPENHOS (Zero Hora, 15 de junho de 1995)
CORINTHIANS GRÊMIO
Conclusões a gol 16 6
Escanteios a favor 3 1
Faltas cometidas 28 29
Impedimentos 3 1


CORINTHIANS BATE GRÊMIO E FICA A UM EMPATE DO TÍTULO

O Corinthians venceu o Grêmio-RS por 2 a 1 ontem à noite no Pacaembu, na primeira partida das finais da Copa do Brasil. Marcelinho e Viola marcaram para o time paulista. Goiano fez o gol gaúcho.
Com o resultado, o Corinthians precisa só de um empate em Porto Alegre, na próxima quarta, dia 21, para sagrar-se campeão.
Ao Grêmio, basta uma vitória por 1 a 0. Caso vença por 2 a 1, a decisão será por pênaltis.
Caso haja empate em pontos e número de gols, vence quem tiver mais gols marcados fora de casa. Assim, caso o Corinthians perca por 3 a 2, ainda leva o título.
A Copa do Brasil vale uma vaga na Taça Libertadores, o principal torneio interclubes sul-americano.
O Corinthians dominou completamente o primeiro tempo da partida. Jogando com o meio-campo e a defesa muito recuados, o Grêmio dava espaço para o Corinthians armar suas jogadas de ataque.
Isso permitia a Marcelinho e Souza criar com tranquilidade pela intermediária. Viola, que se movimentava bem, era opção para lançamentos. Vítor também se apresentava para receber pela direita.
Aos 12min, justamente Vítor recebeu na área e tocou para trás. Marcelinho chutou rente à trave.
Aos 23min, Viola, lançado pela esquerda, foi ao fundo e cruzou. Danrlei espalmou e a defesa tirou, quando a bola ia entrando.
Aos 33min, num lance parecido, Viola recebeu lançamento de Souza na área e chutou rasteiro, cruzado. Danrlei conseguiu tocar na bola e desviar para escanteio.
Aos 40min, Viola finalmente acertou. Marcelinho fez bom cruzamento da direita e o atacante marcou de cabeça.
Nessa etapa, o ataque gaúcho foi inofensivo. Jardel, fixo na área, praticamente não participou do jogo. Paulo Nunes se movimentava mais, mas jogava isolado.
Goiano, único meia de ligação com o ataque, estava bem marcado e não conseguia criar jogadas.
No segundo tempo, o panorama da partida mudou. O Grêmio avançou a marcação e diminuiu os espaços para o Corinthians.
A equipe gaúcha passou a dominar e conseguiu seguidos lances de perigo contra o gol de Ronaldo.
Aos 4min, Paulo Nunes recebeu livre na entrada da área, mas se atrapalhou com a bola e perdeu boa chance, chutando fraco.
Aos 15min, Jardel conseguiu sua única boa jogada aérea. Venceu a defesa corintiana de cabeça e obrigou Ronaldo a boa defesa.
Aos 18min, Bernardo dominou na área e quase marcou de bicicleta, num belo lance.
A torcida corintiana levou um susto aos 20min, quando Goiano dominou um chute sem direção e, com um toque sutil, acertou o canto esquerdo de Ronaldo.
O silêncio no Pacaembu durou até os 26min. Marcelinho cobrou falta frontal ao gol, deslocando Danrlei, marcando o segundo gol do Corinthians.
Aos 39min, Wagner Mancini foi expulso, após dar uma cotovelada em Marcelinho. “(Folha de São Paulo, quinta-feira, 15 de junho de 1995)

MARCELINHO RECLAMA DA VIOLÊNCIA GREMISTA

O meia-atacante Marcelinho disse que seu gol de falta foi uma resposta à violência do time do Grêmio na partida de ontem.
“Eles têm raiva de mim porque sempre faço gol contra eles”, disse o jogador.
“Vou à polícia registrar queixa contra o cara que me deu o soco”, disse, referindo-se a Wagner Mancini. Marcelinho sofreu um corte no lábio em virtude da agressão.
O presidente do Grêmio, Fábio Koff, disse que Marcelinho é “pipoqueiro” (jogador que foge dos lances mais ríspidos).
“Ele passou o tempo todo se atirando no chão e pressionando o árbitro contra nós”, afirmou.
“Em Porto Alegre, vamos jogar como equipe da casa, mas não faremos essas coisas para ganhar.”
Marcelinho disse que não se impressionava com as palavras do dirigente. “Não é isso que vai me intimidar para o segundo jogo. Isso é coisa de quem está desesperado porque perdeu uma partida e pode ter perdido o título.”
“Eu nunca disse que o Grêmio era violento, mas, nesta partida, eles foram desleais”, confirmou o volante Marcelinho Souza.
Para ele, a arbitragem terá que ser “firme” em Porto Alegre.
“Violência por violência, os dois times foram iguais”, afirmou o meia gremista Goiano.
O técnico do Corinthians, Eduardo Amorim, considerou “excelente” a atuação de sua equipe no primeiro tempo.
“Recuamos no segundo. Mas isso não vai acontecer no sul. Vamos atacar o tempo inteiro.”
Para o goleiro Danrlei, do Grêmio, a partida mostrou que seu time sabe jogar sob pressão.
“Se tivéssemos que tremer, seria hoje (ontem)”, disse. “Em casa, tudo será a nosso favor.”
O Corinthians terá que arcar com o custo de 50 assentos que foram arrancados no setor amarelo, onde se encontrava a torcida organizada Gaviões da Fiel.” (Arnaldo Ribeiro e Mário Moreira, Folha de São Paulo, quinta-feira, 15 de junho de 1995)

MATINAS SUZUKI JR. – E VIOLA DECIDE USANDO OS “RED SHOES”
Meus amigos, meus inimigos, a Suvinil venceu a Renner na primeira batalha das tintas que decide a Copa Brasil, também chamada de Copa Gaúcha -dada a hegemonia daquele Estado até aqui.
A abertura das cortinas já foi difícil para o Grêmio: um time voluntarioso sente a ausência do comando na linha de combate. E o técnico Luiz Felipe, o estimulador dos guerreiros, estava no celular.
O time “black and blue” entrava em campo sem o lateral-esquerdo Roger, que fez falta e também fará na próxima quarta-feira. Logo depois perdeu o blitz-man Dinho e então a marcação desandou.
Além dessas dificuldades, a fileira meio-campista do Grêmio se perfilou muito próximo à linha defensiva, deixando todo um sistema solar com estrelas e galáxias para o Corinthians se armar.
E entre as estrelas e galáxias o time “black and white” tinha com total liberdade para criar na intermediária: Souza, Marcelinho e o Viola de “red shoes”, o homem do sapato vermelho.
(O time do Milan, por exemplo, com a sua marcação exemplar, faz exatamente o oposto: avança a retaguarda que, ela sim, se aproxima do meio-campo, diminuindo o espaço para o ataque adversário.
O combate à criação do inimigo é feito logo no meio-campo. Os atacantes, com a defesa avançada, ficam espremidos pela lei do impedimento e longe do gol adversário. A coisa é inteligente).
No primeiro tempo, o alvinegro soube trabalhar nos espaços oferecidos e beijou uma vez o gol de Danrlei, mas poderia ter beijado mais como pede rei Charles.
Além disso, o time do Corinthians era o time com a cobiça, ganancioso, pretensioso, sedento da alegria: era o arco teso da promessa, mas que não conseguia vazar o arco retesado do grande Danrlei.
No segundo testamento, o Corinthians, não se sabe por que razão divina, entrou cabisbaixo e cometendo o mesmo erro tático do adversário: colocou o meio-campo na linha da grande área.
Deu espaço a quem não veio procurar espaço (perder de um a zero não era o pior dos mundos para o time “black and blue”). Desconfio que o alvinegro pensou que o adversário estava liquidado.
Mas o galope dos pampas em campo aberto é soberbo: pegou a defesa do Corinthians e o cão de guarda São Bernardo tomando chimarrão. O bom para os gaúchos ficou melhor ainda. Um a um.
Aí entra a diferença entre os dois times: o Grêmio é fogoso, arisco, maverick indomável. Ganha na força o que perde em precisão. Mas tem poucas alternativas táticas e humanas para decidir.
O Corinthians tem duas: Viola e Marcelinho. Na primeira decisão, Marcelinho assistiu Viola que, qual um Shaq em vôo no garrafão adversário, só enterrou.
No segundo, Viola sofreu a falta e o Marcelinho chutou da linha de três pontos. Pegou o Danrlei na contradança, no contrapelo, embarcando na canoa errada.
E então o Pacaembu viu o eliscóptero, os braços abertos para o êxtase.” (Matinas Suzuki Jr. Folha de São Paulo, quinta-feira, 15 de junho de 1995)

ALBERTO HELENA JR.- CONQUISTA GREMISTA SERIA UM MAL PARA O FUTEBOL

Foi assim que o Grêmio desclassificou o Flamengo, na fase semifinal da Copa do Brasil: levou um vareio no Maracanã; perdia de 2 a 0, mas fez o golzinho salvador, que lhe permitiria pular às finais no Olímpico. Sim, porque ontem o Grêmio, apesar da violência incontrolável, que explodiu na expulsão de Mancini, conseguiu escapar do Pacaembu também com uma derrota de 2 a 1, diante do Corinthians, o que lhe dá a vantagem de ganhar lá pelo mínimo, o indigente 1 a 0.
Sem nenhum regionalismo, que isso é burrice, e reverenciando o espírito guerreiro do Grêmio, um dos atributos básicos do campeão, comparando-se os dois times, seria um mal para o futebol a conquista gremista.
Não que o Corinthians seja o paradigma do futebol-arte, longe disso. Mas o Grêmio é a própria síntese daquele pragmatismo quase borgiano: o veneno que assegura o poder. Marca muito bem, bate muito mais, e, de vez em quando, arrisca-se a um contragolpe rápido com Paulo Nunes, ou a um cruzamento alto na área para o gigante Jardel.
É pouco no instante mágico que vaza o futebol brasileiro.
Já o Corinthians, ao menos, tem o menino Souza, cheio de dengos, com aquela canhotinha esperta. Tem Marcelinho e seus tiros e centros traiçoeiros. Ao atirar, colheu o goleiro adversário no contra-pé e assegurou a vitória. Ao centrar, colheu Viola na área, a seta negra, para se contrapor a Di Stéfano, “la saeta rubia”. E tem Viola, um sarro. Queremos o sarro.” (Alberto Helena Jr. Folha de São Paulo, quinta-feira, 15 de junho de 1995)

Fonte: Meu Timão

Corinthians 2 x 1 Grêmio

CORINTHIANS: Ronaldo, Vítor, Célio Silva, Henrique e Silvinho; Marcelinho Paulista, Bernardo (Ezequiel), Marcelinho e Souza; Viola e Fabinho (Elivélton)
Técnico: Eduardo Amorim

GRÊMIO: Danrlei, Arce, Rivarola, Luciano e Carlos Miguel; Dinho (Gélson), Adílson, Luís Carlos Goiano e Alexandre; Paulo Nunes (Vágner Mancini) e Jardel
Técnico: Luís Felipe Scolari

Copa do Brasil de 1995 – Final – Jogo de ida
Data: 14 de Junho de 1995, Quarta-Feira, 21h00min
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo-SP
Público: 29.692 (25.281 pagantes)
Renda: Cr$ 415.212,00
Árbitro: Antônio Pereira da Silva (FIFA/GO)
Auxiliares: Raimundo Araújo Aguiar e Nilson Justino Pereira
Cartões Amarelos: Silvinho, Célio Silva, Marcelinho Paulista,Carlos Miguel, Rivarola, Luciano e Adílson
Cartão Vermelho: Vágner Mancini
Gols: Viola aos 40 do 1º Tempo; Luís Carlos Goiano aos 20 e Marcelinho aos 26 do 2º Tempo.

Último jogo com patrocínio da Coca-Cola – Gauchão 1995 – Guarani-VA 1×0 Grêmio

June 10, 2020
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Foto: Rogério Soares (Correio do Povo)

 

Há exatos 25 anos o Grêmio fez seu último jogo com patrocínio da Coca-Cola, na derrota para o Guarani em Venâncio Aires em confronto válido pela primeira fase do Gauchão de 1995. No dia anterior havia sido confirmada a parceria com as Tintas Renner.

Vale lembrar que o logo da Coca-Cola apareceu na camisa tricolor pela primeira vez no Gre-Nal do Brasileirão de 1987.

Ainda no quesito uniforme, eu sempre achei interessante que nessa época a Umbro fazia para o Guarani uma camisa praticamente idêntica à que era feita para o Flamengo.

“RESERVAS DO GRÊMIO PERDEM MAIS UMA

O Grêmio perdeu ror 1 a 0 para o Guarani, no último sábado, em Venâncio Aires, e completou a quinta rodada sem vitória no Gauchão. Mesmo com seis jogos atrasados na competição, o time da Capital começa a se preocupar com os resultados negativos e consequentemente com sua presença num dos quadrangulares finais da próxima fase do campeonato. O Guarani. Entretanto, somou mais três pontos e deixou mais longe o rebaixamento.

Com uma equipe formada basicamente par reservas, o Grêmio não conseguiu superar seu adversário. O gramado embarrado e o desentrosamento prejudicaram o desempenho gremista que criou apenas uma chance de marcar na primeira etapa.

No segundo tempo o técnico interino, e Zeca Rodrigues, tentou dar mais força e velocidade ao ataque e colocou Escurinho e Rodrigo. Mas nada adiantou. O Guarani continuou melhor e, aos 22 minutos, o atacante Sidnei, de cabeça, fez o primeiro o gol da vitória do time de Venâncio Aires.” (Zero Hora, segunda-feira, 12 de junho de 1995)

“Sábado, o Grêmio, com o time reserva, voltou a perder no Gauchão. Foi derrotado pelo Guarany, em Venâncio Aires, por 1 a 0, gol de Sidney aos 22 do segundo tempo.” (Correio do Povo, segunda-feira, 12 de junho de 1995)

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Foto: José Doval (Zero Hora)

 

GUARANI: Eduardo Heuser; Luis, Picoli, Chicão e Gilmar Nass; Dênis, Eldor e Carlinhos; Fernando (Sidnei), William e Palito
Técnico: Casemiro Mior

GRÊMIO: Murilo; André Vieira (Rodrigo Gasolina), Scheidt, Cristiano e Roger; Dega, Carlos Alberto, Vagner Mancini e Arilson; Márcio e Nildo.
Técnico: Zeca Rodrigues

Data: 10 de junho de 1995, sábado, 16h00min
Local: Estádio Edmundo Feix, em Venâncio Aires-RS
Público: 1.967 (1.412 pagantes)
Renda: R$ 5.272,00
Árbitro: José Roberto Rach
Auxiliares: Carlos Bitencourt e Adair Montezama
Cartões Amarelos: Cristiano, Nildo, Mancini, Dega, Luís, Chicão, Denis e Picoli
Cartão Vermelho: Chicão.
Gol: Sidnei, aos 22 minutos do segundo tempo

Há 25 anos – Grêmio 1×0 Flamengo pela Copa do Brasil 1995

May 31, 2020

Há 25 anos, o Grêmio passava pelo Flamengo na semifinal da Copa do Brasil de 1995, vencendo o jogo de volta por 1×0. Em razão disso, transcrevo abaixo o post já publicado em 2018.

Acrescento que o público de 58.205 (48.905 pagantes) foi o maior do Grêmio naquela temporada (segundo maior da história do clube na Copa do Brasil, só ficando atrás da final de 1989).

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

O confronto entre Grêmio e Flamengo pela semifinal da Copa do Brasil de 1995 registra o quinto maior público pagante do tricolor como mandante na história da competição (só fica atrás das finais de 1989, 1994, 2016 e do Gre-Nal de 1992).

O grande interesse da torcida por esse jogo pode ser atribuído a vários fatores. Vale lembrar que esse foi o primeiro ano que o SBT exibiu a Copa do Brasil. A transmissão dos jogos em horário nobre por Sílvio Luiz & Cia certamente ajudou a alavancar o prestígio do torneio.

Também é importante lembrar que o Flamengo havia contratado Romário no início de 1995 e na semana anterior havia anunciado Edmundo. Os auto-intitulados “Bad Boys” formariam, juntamente com Sávio, o famigerado “Melhor ataque do mundo”. Contudo, só Sávio atuou em Porto Alegre. O “Baixinho’ estava lesionado e o “Animal” já havia jogado na Copa do Brasil pelo Palmeiras.

Mas creio que o principal fator de entusiasmo dos gremistas era a a própria campanha do tricolor na competição, tendo superado Palmeiras e São Paulo para chegar na semifinal (enquanto o Flamengo, de maneira bastante suspeita, havia tido um caminho bem mais fácil)

O Grêmio precisava de um 1×0. E conseguiu o 1×0. Num cruzamento que terminou com uma tabela entre Paulo Nunes e Jardel (foto abaixo).

O detalhe lendário/folclórico desse jogo é a briga entre os técnicos Luis Felipe Scolari e Vanderlei Luxemburgo aos 32 minutos do segundo tempo, após as expulsões de Roger e Mauricinho. Luxa afirmou ter recebido um soco do treinador gremistas, enquanto Felipão alega ter somente empurrado o seu oponente.

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Foto: Julio Cordeiro (Zero Hora)

O herói Jardel dedica o gol ao amigo Magno

Herói do Grêmio nos jogos da semifinal da Copa do Brasil, o centroavante Jardel foi um dos jogadores mais festejados pelos torcedores ao final da partida no Olímpico. Emocionado, o artilheiro vibrou muito junto á torcida e fez questão de dedicar o gol decisivo para o ata-cante Magno, que se lesionou no jogo do Rio de Janeiro. “Eu tinha prometido ao Magno e, felizmente, pude cumprir a minha palavra”, disse o goleador.

Mas a festa não foi somente de Jardel. A vitória sobre o Flamengo foi muito comemorada no vestiário gremista. Jogadores e dirigentes eram uma só alegria. O presidente Fábio Koff destacou a união de todo o grupo que soube novamente superar os problemas e também agradeceu o apoio do público. “Com a força desta torcida, seremos novamente campeões”, afirmou o presidente.

O zagueiro Adilson, um dos jogadores mais sérios e ponderados do grupo, desta vez não escondia e emoção pela vitória. Improvisado como volante, Adilson comentou que a equipe não fez uma partida excepcional, mas alcançou o resultado desejado. “Todos estão de parabéns”, resumiu o zagueiro. O volante Goiano enfatizou a garra como fator fundamental.

Passada a euforia inicial, a comissão técnica do Grêmio começa a partir de hoje a projetar primeiro jogo contra o Corinthians, no dia 14. Sem Dinho e Arílson, o técnico Luiz Felipe não terá também o lateral Roger, que foi expulso e cumprirá suspensão. “Teremos que adaptar o Scheidt ou Carlos Miguel na posição, mas ainda é muito cedo para definir isto” analisou o treinador. No sábado, o time reserva joga em Pelotas.” (Zero Hora – 1º de junho de 1995)

TÉCNICOS TROCAM OFENSAS

Longe das câmeras da televisão, aos 33 minutos do segundo tempo, houve incidente entre os técnicos Luiz Felipe (Grêmio) e Wanderley Luxemburgo (Flamengo). Luxemburgo disse que foi agredido pelo treinador gremista. “Fui dizer a ele que um jogo não é uma guerra, mas o Luiz Felipe comprovou que é um mau caráter e me agrediu no queixo e no peito, reclamou. “Hoje acredito quando dizem que ele manda bater”, disse Luxemburgo. Luiz Felipe rebateu: “Naquela agressão do Mauricinho contra o Goiano, Luxemburgo me chamou de marginal, palhaço, que o meu time era um bando de louco”, disse. “Bando de louco são eles, e o Luxemburgo passa por bonzinho”. “Eu não aguentei as ofensas e só dei um empurrão, mas se já estou sendo rotulado de marginal, deveria ter dado um soco”, ressaltou.Luxemburgo elogiou o estilo do Grêmio e acha que o time gaúcho será campeão, mas deixou claro que não é mais amigo de Luiz Felipe. “Não estou preocupado com isso”, completou o técnico gremista, agora preocupado com a raça do Corinthians” (Zero Hora – 1º de junho de 1995)

” Coluna do Falcão*MÉRITOS PARA JARDEL

[…]

No ataque, o Grêmio só tinha uma jogada: o centro alto para Jardel. E exagerou nela. Muitas vezes, levantava do meio do campo, em vez de procurar urna zona mais adequada, entre a lateral e a área. O principal marcador de Jardel acabou sendo o goleiro Roger, que com as mãos só podia mesmo levar a melhor. No segundo tempo, porém, o Flamengo resolveu ficar atrás e facilitou a execução da jogada preferencial do Grêmio, em cima de fardel. Recuando, permitiu a bola alçada de perto da área, com mais direção e mais preparada para a conclusão do centroavante, Jardel, aliás, voltou a ser o jogador mais importante do Grêmio, porque é nele que se concentra sempre a esperança de gol. E isso é o que ele melhor sabe fazer, pois é objetivo, tem boa colocação na área e sabe aproveitar o mínimo vacilo dos zagueiros. Foi assim que garantiu ontem a vitória que deixa o Grêmio a um Corinthians do seu terceiro título na Copa do Brasil.” (*Depoimento a Nilson Souza, Zero Hora, 1º de junho de 1995)

Alexandre mudou a história do jogo no segundo tempo O reserva Alexandre, número 16, mudou a cara do jogo. Depois de um primeiro tempo confuso, com poucas jogadas de ataque, o Grêmio voltou modificado para os 45 minutos decisivos. Cansado e sem ritmo, o titular Carlos Miguel foi substituído e o time cresceu de produção. As facilidades dos cariocas começaram a desaparecer e, aos poucos, o Grêmio foi ganhando confiança. Aberto pelo lado esquerdo, Alexandre passou a preocupar o lateral Marcos Adriano e, principalmente, o treinador Wanderley Luxemburgo. Logo nos primeiros minutos da etapa final, a mudança já mostrava a diferença. Alexandre pegou a bola, partiu para o ataque e foi derrubado, por trás, pelo talentoso Marquinhos, que merecidamente ganhou o cartão amarelo. O Grêmio, a partir deste momento, entrou no jogo. Alexandre passou a ganhar as jogadas, a ir ao fundo do campo e a acertar os cruzamentos. Alexandre mostrava confiança e infernizava o sistema defensivo dos cariocas. A torcida sentiu que o time estava bem melhor e fez o seu papel, apoiando até mesmo nos raros lances errados, O Flamengo sentiu a pressão, cedeu campo e o Grêmio soube explorar este detalhe. Passou a pressionar insistentemente, sempre sob o coman-do de Alexandre, que chamava as jogadas e levava vantagem sobre os adversários, Na metade do segundo tempo, ia com o domínio técnico, o Grêmio fez o que mais necessitava. Marcou o gol, através de Jardel, aproveitando um descuido dos zagueiros. Como já era esperado, o Flamengo partiu desesperadamente em busca do empate. E, a partir deste momento, Alexandre foi mais importante. Prendeu a bola. cavou faltas e continuou jogando em busca do ataque. Seu comportamento tático somente se. alterou aos 33 minutos. com a expulsão do lateral Roger. Sem possibilidades de realizar substituições. Luiz Felipe pediu para Alexandre cuidar do setor e ele não decepcionou, Brigou pela bola, deu chutões e ajudou o Grêmio a chegar mais uma vez à decisão da Copa do Brasil.” (Zero Hora – 1º de junho de 1995)

Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

Felipão em entrevista à Revista Placar:“WANDERLEY LUXEMBURGO: “Ele me deu um murro no jogo Grêmio x Flamengo pela Copa do Brasil lá em Porto Alegre. Estava louco” A RESPOSTA: “Não dei um soco. Eu o empurrei com as duas mãos, porque ele disse que eu era maluco por mandar bater nos adversários” (Placar, Edição n.º 1.107 – Setembro de 1995)

Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

FUTEBOL DO RIO ELIMINADO DA COPA DO BRASIL

Flamengo perde de 1 a 0 do Grêmio e Vasco retorna cabisbaixo de São Paulo […]A lamentação do técnico Vanderlei Luxemburgo deu a tônica no vestiário do Flamengo. “Com chutões para frente ninguém chega a lugar nenhum. Deveríamos ter mantido a tranquilidade do primeiro tempo”, reclamou Vanderlei, que disse ter sido agredido pelo técnico gremista, Luis Felipe, durante a confusão no segundo tempo que resultou nas expulsões da Roger e Mauricinho.

Sávio era o mais revoltado e não poupou críticas ao árbitro Márcio Rezende de Freitas. “Nem conseguia pegar na bola. Sempre que ela chegava, levava uma pancada” lamentou.

Como era de se esperar, o jogo começou com o time gaúcho tentando sufocar o Flamengo em seu próprio campo, perdendo uma boa chance logo aos 5 minutos, com Jardel e Paulo Nunes. Passada a pressão inicial, o Flamengo equilibrou e passou a tocar a bola inteligentemente. Willian aos 14, e Marquinhos aos 22, assustaram o goleiro Danrlei, mas a melhor chance apareceu aos 35, quando Branco deixou Willian na cara do gol. O meia chutou forte, mas por cima.

No segundo tempo, o Grêmio veio pra cima e o Flamengo, inexplicavelmente recuou dando campo ao adversário. O goleiro Roger ainda fez duas excelentes defesas, mas o gol não demorou: aos 23 minutos, Rivarola cobrou falta, Jardel cabeceou para Paulo Nunes, que dentro da área, devolveu a bola. O atacante do Grêmio chutou quase da pequena área e fez 1 a 0. A partir daí o Flamengo acordou e ainda tentou uma reação. Aos 47, Sávio recebeu livre da direita, trocou de perna e chutou em cima de Danrlei, que fez ótima defesa.” (Jornal do Brasil – 1º de junho de 1995)

 Foto: Roberto Santos (Correio do Povo)

Torcida empurra o time para a suada vitória

[…]

Os gremistas lotaram, literalmente, o estádio, com capacidade para 51 mil torcedores. Animados, entoavam gritos de guerra e fazia ola, dando mostrar da força do 12º jogador. Do lado de fora, já com a bola rolando, uma multidão se aglomerava nos portões, ainda na esperança de assistir ao espetáculo.

[…]O time suportou o primeiro tempo, mas muito recuado, acabou sofrendo o gol no segundo, quando a torcida esteve ainda mais inflamada. Difícil saber se a disposição do time em campo incendiou as arquibancadas ou vice-versa.” (Jornal dos Sports – 1º de junho de 1995)

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Foto: Zero Hora

Grêmio 1×0 Flamengo

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Luciano e Roger; Adílson, Gélson, Luis Carlos Goiano e Carlos Miguel (Alexandre Xoxó); Paulo Nunes e Jardel (Nildo).
Técnico: Luis Felipe Scolari

FLAMENGO: Roger; Marcos Adriano, Jorge Luis, Gelson Baresi e Branco (Henrique); Charles, Fabinho (Mauricinho), Marquinhos e William; Mazinho e Sávio.
Técnico: Wanderley Luxemburgo

 

Copa do Brasil 1995 – Semifinal -Jogo de volta
Data: 31/05/1995, Quarta-feira, 20h45min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre, RS.
Público: 58.205 (48.905 pagantes)
Renda: R$ 477.997,00
Juiz: Márcio Rezende de Freitas-MG
Auxiliares: Marco Antonio Martins e Marco Antonio Gomes
Cartões Amarelos: Arce, Luciano, Gelson, Branco e Marquinhos
Cartões Vermelhos: Roger (Grêmio) e Mauricinho, aos 32 do 2ºT
Gol: Jardel, aos 23 minutos do segundo tempo

Copa do Brasil 1995 – Grêmio 2×0 São Paulo

May 12, 2020

Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

Em 12 de maio de 1995, o Grêmio venceu o São Paulo por 2×0 no Olímpico, pelo jogo de volta das quartas-de-final da Copa do Brasil.

Foi uma vitória categórica, que consolidou o Grêmio como a grande sensação daquela temporada. Interessante notar (na coluna transcrita abaixo) que Alberto Helena já previa que Paulo Nunes e Jardel “se juntaram no Grêmio para fazer história“.

Se a memória não me trai, a foto abaixo foi publicada no Correio do Povo do dia seguinte (a pandemia não me permitiu que eu conseguisse confirmar isso). De qualquer forma para mim ela registra muito bem o momento que o time que viria a ser campeão da Libertadores nos meses seguintes superava o time que havia chegado nas finais das últimas três Libertadores.

GRÊMIO VENCE E PASSA PARA AS SEMIFINAIS
O time se impôs ao São Paulo por 2 a 0, gols de Arilson e Jardel, e enfrenta o vencedor de Cruzeiro e Flamengo

Com uma vitória de 2 a 0 sobre o São Paulo (gols de Arílson e Jardel), ontem à noite, no Estádio Olímpico, o Grêmio garantiu a sua classificação à fase semifinal da Copa do Brasil 1995. Na próxima etapa da competição o time gaúcho vai enfrentar o vencedor de Flamengo ou Cruzeiro (MG), nos dias 23 e 31 de maio. A segunda partida será em Porto Alegre.

Com o apoio da torcida a equipe do técnico Luiz Felipe foi melhor desde o começo da partida, utilizando principalmente as jogadas de contra-ataque – com Paulo Nunes e Jardel. Mesmo não podendo contar com titulares importantes – Luciano e Adílson – além de perder Carlos Miguel, que não se recuperou de lesão, o Grêmio dominou o São Paulo e teve pelo menos duas chances claras de gols por intermédio de Dinho e Jardel.

Na segunda etapa o Grêmio continuou marcando forte no meio-campo e anulou as jogadas de ataque do São Paulo e no contra-ataque chegou várias vezes ao gol adversário. O primeiro gol veio depois de excelente cruzamento de Goiano. Jardel disputou com Zetti e a bola sobrou para Arílson, que marcou aos 23 minutos. Dez minutos depois, Jardel definiu o placar com um gol de cabeça. Alemão foi expulso no fim” (Zero Hora, Sábado, 13 de maio de 1995)

Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

GRÊMIO ELIMINA O SÃO PAULO DA COPA DO BRASIL

O São Paulo perdeu para o Grêmio por 2 a 0 ontem, em Porto Alegre, e foi eliminado da Copa do Brasil.
Classificado, o Grêmio enfrenta o vencedor do confronto entre Flamengo e Cruzeiro nas semifinais.
O primeiro tempo do jogo foi muito equilibrado. Após pressão inicial, o Grêmio recuou o seu time e passou a explorar os contra-ataques, já que o São Paulo tomava a iniciativa da partida.
Cada time perdeu nessa etapa quatro chances de gol.
No segundo tempo, o Grêmio esteve melhor e chegou ao gol aos 22min. Goiano cruzou, Jardel dividiu com a zaga e a bola sobrou para Arílson marcar.
O Grêmio definiu a vitória aos 32min, após falha de Zetti. Ele perdeu no alto para Jardel, que cabeceou para o gol. Zetti ficou pedindo falta.
O São Paulo cederá gratuitamente o seu Centro de Treinamento ao Valencia, da Espanha, entre 1 e 18 de agosto. Lá, o time espanhol fará a sua pré-temporada.” (Folha de São Paulo, sábado, 13 de maio de 1995)

ALBERTO HELENA JR: “E o tricolor chega diante do União vergado sob a carga da desclassificação na Copa Brasil, sua última alternativa para cortar caminho em direção à Libertadores. Perdeu a chance diante do Grêmio, um time armado com jogadores recrutados aqui e ali, sem grande expressão. Mas, sob a orientação inteligente e firme de Luiz Felipe, conseguiu formar um conjunto heróico, capaz de passar por cima de Palmeiras, São Paulo e quantos mais cruzem sua estrada.
O equilíbrio se irradia em todas as suas linhas, a partir do goleiro Danrlei, a mais grata revelação na sua posição nos últimos tempos. E chega a Paulo Nunes e Jardel, Mutt e Jeff, o baixinho ágil, de reflexos rápidos, e o gigante que de tonto não tem nada. Um veio do Fla; outro, do Vasco. E ambos se juntaram no Grêmio para fazer história” (Folha de São Paulo, domingo, 14 de maio de 1995)

Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

TRICOLOR ESTÁ NA SEMIFINAL DA COPA

Porto Alegre — Com a força de sua torcida, que lotou o Olímpico, o Grêmio teve toda a garra e técnicas indispensáveis para atropelar o São Paulo, pelo placar de 2 a 0. garantindo presença na semifinal da Copa do Brasil. A equipe de Luiz Felipe reprisou seus grandes momentos deste ano e soube esperar o momento certo para matar o adversário.

Depois de um primeiro tempo equilibrado, com os goleiros fazendo defesas difíceis, a definição da partida ocorreu na etapa final. Aos 23 minutos, quando o São Pauto tentava pressionar, num contra-ataque, Goiano cruzou, Jardel cabeceou e a bola sobrou para Arilson driblar o goleiro e fazer 1 a 0. Aos 32, numa falha incrível de Zetti, Jardel, de cabeça. estabeleceu o segundo, para o delírio da torcida, que cantou o “olé”. Alemão, aos 45 minutos, foi expulso por chutar Paulo Nunes, mostrando o desespero da equipe paulista.

A renda do jogo foi de R$ 370.051,00, para 46.791 pagantes – cerca de dois mil torcedores não conseguiram entrar no estádio. Agora o Grêmio espera o vencedor de Flamengo e Cruzeiro, para os jogos nos dias 23 e 31 deste mês.” (Pioneiro, sábado, 13 de maio de 1995)

Grêmio 2×0 São Paulo

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Scheidt e Roger; Dinho, Goiano, Gelson e Arílson (Alexandre); Paulo Nunes e Jardel (Nildo)
Técnico: Luiz Felipe

SÃO PAULO: Zetti; Cláudio, Júnior Baiano, Bordon e Murilo; Mona, Alemão, Denílson (Palhinha) e Juninho; Caio e Bentinho (Dodô)
Técnico: Telê Santana

Data: 12 de maio de 1995, sexta-feira, 20h45min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 53.797 (46.791 pagantes)
Renda: R$ 370.071,00
Juiz: Márcio Rezende de Freitas
Cartões Amarelos: Scheidt, Rivarola, Arílson e Bentinho
Cartão vermelho:  Alemão
Gols: Arílson aos 22 minutos e Jardel aos 32 minutos do segundo tempo

Copa do Brasil 1995 – São Paulo 1×1 Grêmio

May 5, 2020
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Foto: Paulo Pinto (Revista Super Sport)

Em 5 de maio de 1995, Menos de 48 horas depois de eliminar o Olimpia na Libertadores o Grêmio voltou a entrar campo, dessa vez no Pacaembu, contra o São Paulo pela partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil.

O calendário esdruxulo obrigou o Grêmio a ser criativo na preparação para esse confronto. A escalação dessa noite foi testada na vitória por 3×0 diante do Juventude no domingo anterior, com Adilson de volante, somando-se a Gelson, Vagner Mancini e Carlos Miguel na meia-cancha (Arilson, Dinho e Goiano suspensos em virtude dos cartões vermelhos recebidos contra o Palmeiras na fase anterior) .

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Foto: Orlando Kissner (Revista Super Sport)

SÃO PAULO CEDE EMPATE AO GRÊMIO E SE COMPLICA NA COPA DO BRASIL
São Paulo e Grêmio empataram ontem, no Pacaembu, no primeiro jogo entre os times pelas quartas-de-final da Copa do Brasil. A partida de volta será no próximo dia 12, em Porto Alegre. Quem vencer, ganha a vaga. Se der empate de 0 a 0, o classificado é o Grêmio.

O jogo começou equilibrado. O São Paulo pressionava, mas o Grêmio respondia nos contra-ataques. A primeira grande chance de gol ocorreu aos 11min. O goleiro do Grêmio, Danrlei, fez duas grandes defesas seguidas após chutes de Caio e Juninho.

Aos 31min, o São Paulo conseguiu marcar em uma cobrança de falta. Juninho rolou para Bentinho, que chutou com efeito. A bola ainda bateu na trave antes de entrar. O Grêmio voltou para o segundo tempo com Alexandre no lugar de Vágner Mancini.” (Folha de São Paulo, sábado, 6 de maio de 1995)

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GRÊMIO REAGE E CONSEGUE EMPATE NA RAÇA
O time gaúcho teve boa atuação em São Paulo e tem vantagem para decidir a vaga no dia 12, em Porto Alegre

O esquema que o Grêmio utilizou com tanto sucesso na partida com o Juventude, domingo passado, com o zagueiro Adílson com volante, conseguiu deter também o São Paulo, ontem no estádio Pacaembu, pela Copa do Brasil. O Grêmio empatou em 1 a 1 e estará classificado com um outro empate, desde que sem gols, na partida de volta, dia 12, em Porto Alegre.

O São Paulo começou melhor, com um toque de bola envolvente no meio-de-campo com os habilidosos Juninho e Denilson, articuladores das jogadas dos paulistas. Quem criou a primeira boa chance, porém, foi Jardel, aos oito minutos, ao receber de Arce. O susto acordou o São Paulo, que por duas vezes, aos 12 min, depois de jogada individual de Denilson, exigiu de Danrlei.

A principal jogada de contra-ataque do Grêmio, com Paulo Nunes não funcionou em parte pelo excesso de individualismo de Nunes e também pela pouca produção de Carlos Miguel e Mancini no meio de campo. As conclusões dos gaúchos surgiram mais nas bolas paradas.

Aos 31 min, o árbitro Sidrack Marinho dos Santos marcou uma falta inexistente sobre Juninho. Na cobrança, Bentinho chutou forte, a bola tocou na trave e entrou.

O Grêmio – com Alexandre no lugar de Mancini – foi melhor e mereceu o empate na etapa final. Pressionou, criou chances, a melhor delas com Jardel sozinho à frente de Zetti, aos 10min. Paulo Nunes exigiu boa defesa de Zetti, aos 15, e quatro minutos depois o São Paulo respondeu com Caio, que, desmarcado, chutou por cima. Aos 23, foi a vez de Gélson errar e, aos 35, Bentinho chutou para fora. Num escanteio, aos 39, Paulo Nunes bem colocado, completou no canto direito e fez 1 a 1.” (Zero Hora, Sábado, 6 de maio de 1995)

GRUPO VIBRA E ELOGIA A PREPARAÇÃO FÍSICA

Uma grande confraternização tomou conta do vestiário do Grêmio após o empate de 1 a 1 contra o São Paulo. Além de saudarem o resultado, jogadores e comissão técnica lembraram o desgaste que o time tem enfrentado nos últimos dias. Apenas 48 horas depois de eliminar o Olimpia pela Copa Libertadores a equipe viajou a São Paulo e teve uma boa atuação, correndo durante os 90 minutos. O técnico Luiz Felipe, entretanto, precisará agora encontrar novas soluções para um outro problema surgido: os zagueiros Adílson e Luciano estão suspensos para a partida do próximo dia 12 por causa do cartão amarelo. Em compensação, Arílson, Dinho e Goiano, ausentes ontem, devem retomar.

Todos ao final da partida lembraram de elogiar o trabalho do preparador físico Paulo Paixão, que tem colocado os atletas em boas condições físicas dentro de uma sequência de partidas. “Temos que enaltecer o trabalho do professor Paixão, o grupo vem subindo de produção gradativamente” comentou o volante Adilson, um dos destaques ontem. Luiz Felipe elogiou a disposição de seus atletas em dois jogos decisivos em 48 horas. O vice de futebol Luis Carlos Silveira Martins falou em “show” de preparo físico.

O próximo jogo do Grêmio será pelo campeonato gaúcho, terça-feira, em Porto Alegre, contra o Ypiranga. A partida de amanhã, diante do São Luiz, em Ijuí foi adiada.” (Zero Hora, Sábado, 6 de maio de 1995)

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Foto: Paulo Pinto (Revista Super Sport)

São Paulo 1 x 1 Grêmio

SÃO PAULO: Zetti; Cláudio, Junior Baiano (Nelson), Bordon e Murilo; Mona, Alemão, Juninho Paulista e Denílson; Caio e Bentinho
Técnico: Telê Santana

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Luciano e Roger (Magno); Adílson, Gelson, Vagner Mancini (Alexandre) e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Jardel
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Copa do Brasil 1995 – Quartas de Final – Jogo de ida
Data: 05 de maio de 1995, sexta-feira, 20h45min
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo – SP
Público: 15.934 pagantes
Renda: R$ 117.608,00
Juiz: Sidrack Marinho dos Santos
Cartões Amarelos: Danrlei, Adilson, Luciano, Gelson, Bentinho, Cláudio e Nélson
Gols: Bentinho, aos 32 minutos do primeiro tempo, e Paulo Nunes, aos 39 minutos do segundo tempo

Libertadores 1995 – Grêmio 2×0 Olimpia

May 3, 2020
1995 olimpia Paulo Franken zh mancini

Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

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Em 03 de maio de 1995, o Grêmio voltava a vencer o Olimpia e confirmava sua classificação para as quartas-de-final da Libertadores. Jardel e Adilson marcaram os gols daquela noite.

O serviço do jogo publicado na Zero Hora afirma que “os primeiros mil compradores de um rádio portátil ou livro do Grêmio (R$ 20,00) ganham um ingresso de cadeira“. Lembro do rádio (com um adesivo com distintivo dourado do clube) mas não faço idéia de qual seria o livro do Grêmio em questão.

Foto: Paulo Fraken (Zero Hora)

Foto: Paulo Fraken (Zero Hora)

GRÊMIO GARANTE A VAGA COM VITÓRIA
O time gaúcho jogou com seriedade, venceu o Olímpia por 2 a 0 e vai enfrentar o Palmeiras

O Grêmio garantiu ontem, com uma vitória por 2 a 0 sobre o Olimpia, sua classificação para as quartas-de-final da Copa Libertadores da América. Jardel, artilheiro do time na competição – com cinco gols – fez o primeiro, e Adilson o segundo gol. Agora a competição será interrompida por três meses e, quando recomeçar, o adversário gremista será o Palmeiras, que se classificou com uma vitória por 3 a 0 sobre o Bolívar. Os próximos jogos serão nos dias 26 de julho e 2 de agosto.

A partida foi de bom nível desde o primeiro minuto. O Grêmio, jogando em casa, postou-se naturalmente na ofensiva. E o Olimpia, que precisava ganhar por diferença de três gols para sonhar com a classificação, também se viu obrigado a atuar de forma aberta, ambiciosa. A bola corria verde, agitando um público que, aos olhos dos dirigentes gremistas, era decepcionante em número, não em entusiasmo.

A postura dos dois times, parecida, resultou num jogo equilibrado nos minutos iniciais. O diferencial, o ponto de desequilíbrio, despontou na medida em que Paulo Nunes passou a ser explorado pelos companheiros. O ponteiro estava inspiradíssimo. Os grandes lances de ataque passavam, todos, por ele. Foi assim no primeiro gol, quando deu o tempo exato a jogada, passou a Carlos Miguel e na sequência houve o cruzamento para a pequena área, onde Jardel completou com precisão.

O gol aos 17 minutos não mudou o panorama. O Olimpia continuou no ataque, sempre perigoso, dando trabalho aos zagueiros gremistas que, muitas vezes, tiveram de usar de rispidez.

O resultado negativo do primeiro tempo aumentou o desespero dos paraguaios e obrigou o técnico Luis Cubilla a um gesto suicida: tirou um meia de marcação, Esteche, e colocou mais um centroavante, o experiente Amarilla. Em compensação – e devido à inesperada lesão de Carlos Miguel – O Grêmio voltou para o segundo tempo com Mancini e com isso tornou-se ainda mais forte na marcação. A bola trabalhada pelo Olimpia não conseguia entrar na área do time gaúcho. Ciente disso, Sanabria arriscou um chute de fora da área e acertou o posto, lance de ataque mais perigoso do time até então.

Mas nenhum esforço, nenhum chute, nenhum gesto desesperado seria suficiente para estragar a noite festiva do Grêmio. Festa que, aos 8 minutos, ganhou um ingrediente novo. Arce cobrou escanteio e o zagueiro Adilson cabeceou no canto direito do goleiro Arbiza. Gol. Ali o Olimpia deu seus últimos suspiros. Ao Grêmio restou se poupar para o jogo de amannha contra o São Paulo pela Copa do Brasil.” (Nico Noronha, Zero Hora, quinta-feira, 4 de maio de 1995)

OS DESEMPENHOS (Zero Hora, 4 de maio de 1995)
GRÊMIO OLIMPIA
Conclusões a gol 12 11
Escanteios cedidos 6 5
Faltas cometidas 16 15
Impedimentos sofridos 2 0

“GRÊMIO-GOL DESPACHA DE VEZ O OLÍMPIA
Fez 5 a 0 nos dois jogos e agora enfrentará o Palmeiras de Edmundo pela Libertadores

Apesar do esforço do Olímpia, o Grêmio-gol não encontrou maiores dificuldades para garantir sua classificação à próxima fase da Libertadores, ontem À noite, no estádio Olímpico, ao vencer o jogo por 2 a O. Com isso, volta a enfrentar o Palmeiras. Os jogos estão marcados para os dias 26 de julho (no Olímpico) e 2 de agosto (em São Paulo).

Na maior parte do tempo a partida foi uma festa para a torcida. Afinal, desde o começo o Grémio mostrou que não estava disposto a dar chance aos paraguaios, que haviam perdido por 3 a O em Assunción e precisavam de igual resultado para levar a decisão aos pênaltis. Logo aos 2 minutos, Paulo Nunes ficou livre para marcar, mas Arbiza salvou.

O goleiro paraguaio não teve a mesma sorte aos 17 minutos. Depois de grande jogada entre Paulo Nunes e Carlos Miguel. Jardel recebeu cruzamento na área e tocou para a rede, aproveitando cruzamento do meia, deslocado pela direita. Com o 1 a 0, o Grêmio diminuiu um pouco seu ritmo. Na arquibancada, colorida de azul, branco e preto, os gremistas faziam a festa.

No segundo tempo, o Olímpia voltou com força. Aos 3 minutos, Sanabria acertou um arremate na trave superior. A resposta do Grêmio foi aos 8 minutos. Arce bateu escanteio e Adilson subiu para cabecear e fazer 2 a 0. Depois disso, mesmo conscientes de que a classificação aquela altura seria praticamente impossível, os paraguaios continuaram brigando pelo gol. Danrlei foi muito exigido e fez grandes defesas. Nos contra-ataques, o Grêmio voltou a levar perigo para Arbiza, mas o jogo ficou nos 2 a 0.”(Correio do Povo, quinta-feira, 4 de maio de 1995)

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Luciano, Adílson e Róger; Dinho, Goiano, Arílson (Rivarola) e Carlos Miguel (Vágner Mancini); Paulo Nunes e Jardel.
Técnico: Luis Felipe Scolari

OLIMPIA: Arbiza; Cáceres, Caballero, Saravia e Suárez; Morán, Sanabria, Monzón e Esteche (Amarilla); Richard Baez e Mauro Caballero (Jara).
Técnico: Luis Cubilla

Libertadores 1995 – Oitavas de Final –
Data: 3 de maio de 1995, quarta-feira, 21h40min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 28.730 (23.606 pagantes)
Renda: R$ 193.578,00
Juiz: Horacio Elizondo (ARG)
Auxiliares: Francisco Lamolina e Gerardo Bertoni
Cartões Amarelos: Danrlei, Luciano, Vágner Mancini, Morán, Saravia, Sanabria, Cáceres
Gols: Jardel aos 17 minutos do 1°tempo e Adílson aos 8 minutos do 2º tempo

Preço dos Ingressos:
Cadeira: R$ 16,00
Arquibancada: R$ 8,00
Social: R$ 5,00
Estudante Gremista: R$ 3,00

Preços praticados no bares do Olímpico:
Cerveja: R$ 1,00
Refri: R$ 0,70
Conhaque (dose): R$ 0,70
Uísque (dose): R$ 2,00
Cachorro-Quente: R$ 1,00

Libertadores 1995 – Olimpia 0x3 Grêmio

April 25, 2020

Foto: José Doval (Zero Hora)

 

Há 25 anos o Grêmio ganhava do Olimpia por 3×0 no primeiro jogo das Oitavas de final da Libertadores de 1995.

Abaixo transcrevo matérias sobre a partida. Interessante notar que o Correio do Povo afirma que o segundo gol saiu aos 6 minutos do segundo tempo, já a Zero Hora cita 8 minutos e 30 segundos. Contudo, no vídeo da partida fica claro que Jardel ampliou o placar aos 12 minutos da segunda etapa.

 

GRÊMIO DÁ UM SHOW, FAZ 3 A 0 E ESTÁ QUASE NA PRÓXIMA FASE DA LIBERTADORES

O Grêmio praticamente garantiu sua classificação à próxima fase da Copa Libertadores ao golear o Olímpia por 3 a 0, ontem à noite, em pleno Defensores del Chaco. No segundo jogo, dia 3, no Olímpico, poderá perder até por 2 a 0 que terá a vaga assegurada para enfrentar Independiente ou Vela Sarsfield, da Argentina, ou, de novo, o Palmeiras.

No começo, o time gaúcho sentiu a pressão paraguaia, que tinha todo o apoio de sua torcida. Mesmo assim, o Grêmio manteve a calma, tocando a bola com segurança para chegar à frente. Num contra-ataque, aos 8 minutos, Arilson chutou forte e o Arbiza salvou. Aos 24, Danrlei brilhou, evitando o gol de Baez.

Quando o Olímpia era superior em campo, aconteceu o primeiro gol do Grêmio. Aos 28 minutos, na cobrança de escanteio por Arce, a bola foi afastada por Caballero. Fora da área, Dinho aparou o rebote e acertou um chute fulminante para fazer 1 a 0 e calar a torcida. Sete minutos depois. Carlos Miguel, com o goleiro fora da jogada, chutou fraco para Suarez salvar.

No segundo tempo, o time treinado por Luiz Felipe ignorou a tentativa de reação do Olímpia. E, logo aos 6 minutos, Arce levantou para Paulo Nunes, que desviou de cabeça para Jardel. O centroavante aproveitou o descuido da zaga com o goleiro Arbiza, pegou a bola, avançou e a empurrou, com calma e categoria, para a rede: 2 a 0.

Depois disso, o Olímpia foi todo para o ataque, abrindo espaço para os lançamentos longos. Aos 19, Dinho, o melhor em campo, recuperou a bola no meio de campo e lançou Paulo Nunes na direita. O ponta disparou em direção à área e tocou no canto esquerdo, na saída desesperada de Arbiza. O jogo continuou movimentado e muito leal, com as duas equipes atacando e criando boas oportunidades de gol. No final do jogo, o presidente Fábio Koff convocou a torcida a colaborar com clube, comparecendo aos jogos.” (Correio do Povo, quarta-feira, 26 de abril de 1995)

GRÊMIO SE IMPÕE E HUMILHA O OLIMPIA

O time gaúcho mostrou personalidade e um futebol eficiente para golear fora de casa e decidir a vaga em vantagem

O Grêmio teve uma excepcional atuação e deu um passo importante em busca de uma vaga às quartas de final da Copa Libertadores ao golear o Olimpia por 3 a 0, ontem à noite, no Estádio Defensores del Chaco, em Assunção. Agora o time gaúcho tem a vantagem de se classificar até cm derrota por diferença de dois gols no dia 3 de maio, em Porto Alegre.

A estratégia do Grêmio foi perfeita no primeiro tempo. O time gaúcho esperou pela iniciativa do Olimpia, para conhecer o seu potencial, corrigiu a marcação no meio e se recompôs. Os paraguaios conseguiram boas jogadas ao explorar a fragilidade do lateral Arce como marcador. Aos sete minutos Báez cruzou da esquerda e Samaniego errou em bola. O Grêmio reagiu com Arilson, um minuto depois, em chute forte que o goleiro Arbiza desviou para escanteio.

Depois de duas conclusões sem perigo – Samaniego de falta e Báez para fora – o Olimpia teve o seu melhor momento aos 23 minutos: Báez disputou com Arílson na área e chutou forte, Danrlei defendeu parcialmente e, no rebote, Monzón deu de calcanhar para Samaniego concluir cruzado, para fora. A partir deste momento o Grêmio teve o controle da partida.

O domínio foi concretizado a partir do belo gol de Dinho, aos 28 minutos, Arce cobrou escanteio da esquerda, Caballero afastou de cabeça e no rebote, de sem-pulo, de fora da área, Dinho acertou um chute forte, que ainda desviou em Morán, antes de entre no gol. O a 1 a 0 empolgou o Grêmio.

Com personalidade, o time gaúcho criou outras situações. Aos 30 minutos, Jardel chutou de fora da área, um minuto depois Paulo Nunes entrou livre e concluiu por cima. Aos 35 minutos, Jardel recebeu de Arílson, deu um “balãozinho” no goleiro, devolveu para Arílson e Carlos Miguel chutou para o zagueiro Saravia salvar. O Olimpia não reagiu porque Arilson anuou Esteche.

A necessidade de fazer gols levou o técnico Luis Cubilla, do Olimpia, a colocar o veterano Amarilla, 35 anos, no lugar de Samaniego. Mas o Grêmio, determinado, manteve o domínio, explorou os erros do adversário e ampliou a vantagem aos 8min30seg: Jardel se aproveitou da indecisão entre Saravia e o goleiro e fez 2 a 0.

O time gaúcho estava infernal. Aos 19 minutos Dinho roubou uma bola no meio, lançou Paulo Nunes que entrou pela direita e chutou com precisão: 3 a 0. O Grêmio soube controlar o ritmo, Danrlei fez algumas boas defesas e garantiu o placar. No final, Dinho estava feliz: “Consegui fazer um belo gol, mas o mérito é de todos”, disse. O técnico Luiz Felipe estava contente, “Tivemos a felicidade de fazer a 3 a 0, mas precisamos agradecer a defesa por ter evitado gols no começo”, lembrou o técnico. O Grêmio chega a hoje no final da tarde.”  (Nico Noronha, Enviado Especial a Assunção, Zero Hora, quarta-feira, 26 de abril de 1995)

LAURO QUADROS: “Em Assunção, o Olimpia dominava. Mas aquele golaço do Dinho, pegando de sem pulo na veia, foi decisivo, numa partida entre dois “Coperos” ex-campeões mundiais. O Grêmio cresceu, porém só no segundo tempo Jardel e Paulo Nunes ampliaram para 3 a 0, praticamente assegurando a classificação, quarta que vem, no Olímpico.”(Zero Hora, quarta-feira, 26 de abril de 1995)

WIANEY CARLET: “Competência e sorte estão sempre juntas. O Olimpia massacrava o Grêmio quando aconteceu o disparo mortal de Dinho, auxiliado por uma falsificada perna paraguaia. Golaço que mudou a história do jogo. Depois veio Jardel, Paulo Nunes…” (Zero Hora, quarta-feira, 26 de abril de 1995)

Olimpia 0x3 Grêmio

OLIMPIA: Arbiza; Cáceres, Caballero, Saravia e Suárez; Morán, Sanabria, Monzón (Franco) e Esteche; Richard Báez e Samaniego (Amarilla).
Técnico: Luis Cubilla

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Luciano, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Arílson e Carlos Miguel; Paulo Nunes (Magno) e Jardel (Vagner Mancini).
Técnico: Luiz Felipe Scolari


Libertadores 1995, Oitavas de Final, Jogo de ida
Data: 25 de abril de 1995, terça-feira, 21h40min
Local: Defensores del Chaco, em Assunção-PAR

Público: 16.180 pagantes
Renda: US$ 80.000,00
Juiz: Alberto Tejada (FIFA/Peru)
Auxiliares: Antonio Arnao e Vitor Arambulo
Cartões amarelos: Morán, Danrlei, Roger, Luis Carlos Goiano e Paulo Nunes
Gols: Dinho aos 28 do 1° tempo, Jardel aos 11 e Paulo Nunes 19 minutos do 2°tempo

Camisa que o Danrlei usou em Palmeiras 2×2 Grêmio na Copa do Brasil de 1995

April 18, 2020

1995 danrlei palmeiras 1995

Há 25 anos, o Grêmio eliminava o Palmeiras da Copa do Brasil de 1995, conseguindo um empate em 2×2 que o colocou nas quartas de competição mesmo jogando com dois jogadores a menos em todo os segundo tempo (Mancuso, do Palmeiras, Dinho, Goiano e Arílson foram expulsos na primeira etapa).

Danrlei teve atuação decisiva na partida. O detalhe é que ele jogou essa partida com uma camisa da Penalty sem qualquer patrocínio (tanto na frente, como também nas costas da camisa). Não encontrei nenhuma justificativa para ele ter ido a campo sem a marca do patrocinador (a época, Coca-cola).

Murilo já havia utilizado uma camisa idêntica em um jogo contra o Glória, em Vacaria, no Gauchão daquele ano. Posteriormente ele usou uma camisa parecida, mas com patrocínio da Renner em um patch branco e sem o distintivo do Grêmio na semifinal e na final da Libertadores (outro mistério é o motivo de Murilo ter tirado a foto com a equipe titular nesse jogo em Guayaquil). Depois disso ele utilizou um modelo com gola redonda,  distintivo e patrocínio da Renner na final do Brasileirão de 1996 e um parecido com um detalhe em V no Gauchão de 1997 (essa camisa com gola V foi usado por Silvio no jogo contra o São Paulo no Brasileirão de 1996)

O goleiro Antonio Carlos (inscrito na Libertadores de 1995) aparece em fotos de divulgação do clube com a camisa com Renner em patch branco mas com distintivo. E no site “Camisas do Grêmio” está publicada um versão da camisa com o patrocínio da Renner em um patch preto por cima do antigo patrocínio da Coca-Cola (não encontrei nenhuma foto de um goleiro usando essa versão).

 

Foto: Orlando Kissner

1995 palmeiras copa do brasil arilson orlando kissner

Foto: Orlando Kissner

GRÊMIO GARANTE A VAGA NA RAÇA
O time gaúcho foi valente, segurou o empate com oito jogadores e vai pegar o São Paulo

O Grêmio conseguiu passar para as quartas-de-final da Copa do Brasil com um dramático empate de 2 a 2 com o Palmeiras, ontem à noite no Estádio do Parque Antártica. O clube gaúcho mostrou um futebol de força, objetividade e superação, e superou com oitos jogador – três do Grêmio e um do Palmeiras foram expulsos no primeiro tempo – o bicampeão brasileiro. O saldo qualificado – gol fora vale o dobro – assegurou a classificação por que em Porto Alegre houve o empate em 1 a 1. O adversário do Grêmio é o São Paulo, que também empatou com o Remo (1 a 1). O primeiro jogo será na capital paulista.

A principal jogada do Palmeiras com o atacante Rivaldo foi anulada logo no começo da partida. Os meio-campistas Goiano e Dinho reforçaram a marcação sobre o atleta. Aos sete minutos o meia Carlos Miguel passou para Paulo Nunes. O ponta lançou na área, a bola bateu no ombro de Goiano e encobriu o goleiro Veloso: 1 a 0. O gol desnorteou o Palmeiras. O meio de campo paulista errava os passes e deixava espaços para o contra-ataque. Na cobrança de escanteio por Arce aos 24 minutos iniciais, o atacante Paulo Nunes completou no canto direito: 2 a 0.

Com o resultado adverso o Palmeiras intensificou as disputas de bola com rispidez e violência. Em poucos minutos o volante Mancuso foi expulso. O Grêmio poderia aproveitar o momento favorável. Mas seus jogadores revidaram as faltas e três receberam cartão vermelho. Dinho, Arílson e Goiano. O jogo ficou para por oito minutos no primeiro tempo por causa das suspensões.

O segundo tempo foi dramático para o Grêmio. Com dois a jogadores a mais o Palmeiras pressionou e aos oito minutos o meio-campista Lozano (substituto de Maurílio) diminuiu: 2 a 1. O técnico do Grêmio, Luiz Felipe, retirou Jardel e colocou o volante André Vieira. O empate ocorre aos 31 minutos, por Rivaldo: 2 a 2. O desespero gremista poderia ser toral se o goleiro Danrlei não fizesse grandes defesas, como a na cabeçada de Rivaldo a dois minutos do final.” (Zero Hora – 19 de abril de 1995)

Foto: Placar

DANRLEI FAZ A FELICIDADE DA TORCIDA
O jovem goleiro que fez 22 anos na terça-feira foi saudado por sua magnífica atuação no empate com o Palmeiras
[…]
Foi inacreditável”, recordou Danrlei a respeito do jogo. “No vestiário o Luiz Felipe pediu esforço redobrado para segurar o 2 a 0”, lembrou. O Grêmio retornou com oito jogadores, sem Dinho, Goiano e Arílson, expulsos.

Um gol do volante Lozano aos oito minutos apavorou o goleiro nascido em Crissiumal, a 548 quilômetros de Porto Alegre. “Só falta empatarem”, pensou Danrlei. E aos 31, Rivaldo igualou o placar. “Quase enlouqueci”, disse. Os 14 minutos restantes foram de Danrlei. Intervenções seguras e ousadas nos pés dos atacantes do Palmeiras. Saídas oportunas nos cruzamentos.

A dois minutos do final, uma espetacular defesa. O lateral Roberto Carlos lançou a bola na área. Os 15 mil torcedores palmeirenses viram a entrada de Rivaldo pelo lado oposto e se levantaram. Pressentiram o gol da vitória. Mas Danrlei previu a ação do avante. “Ele fez como eu queria, fechei o ângulo direito e esperei a cabeçada no lado esquerdo”, explicou. A bola foi na direção esperada e parou nas mãos do goleiro, a menos de 15 centímetros da linha do gol. O Grêmio assegurou a continuidade no torneio. Com a ajuda de Danrlei de Deus Hinterholz, o aniversariante.” (Alvaro Larangeira – Zero Hora – 20 de abril de 1995)

1995 copa do brasil palmeiras luciano orlando kissner

“A casa era do Palmeiras, mas a festa foi do Grêmio, numa partida inesquecível pela Copa do Brasil. Os gaúchos seguraram (na bola e no braço) um empate heróico em 2×2 com apenas oito jogadores em campo. O resultado tirou os paulistas da competição e a pequena torcida tricolor no Parque Antártica se divertiu aos gritos de “e-li-mi-na-do” (Revista Placar, 1995)

LUIZ FELIPE ELOGIA A RESISTÊNCIA HERÓICA
[…]
Luiz Felipe considerou o fôlego e a garra dos atletas, resultado do competente trabalho de Paixão, fundamentais ontem à noite. O técnico lamentou o descontrole emocional da equipe, principalmente do volante Dinho, um dos três expulsos, junto com o armador Arílson e o meia Goiano.
” Eu passei para os jogadores tanta raiva de querer ganhar do Palmeiras, que quase a equipe foi prejudicada” afirmou Luiz Felipe. O goleiro Danrlei, que estava de aniversário, ajoelhou-se ao final do jogo e chorou, emocionado.” (Zero Hora – 19 de abril de 1995)


“Grêmio, sem 3, elimina Palmeiras


Mesmo jogando 51 minutos com dois jogadores a mais do que o Grêmio, o Palmeiras foi eliminado da Copa do Brasil, ontem à noite, no Parque Antarctica.
O jogo terminou empatado em 2 a 2. O Grêmio ficou com a vaga porque havia empatado em casa em 1 a 1 (o critério de desempate neste caso foi o número de gols marcados fora de casa).
O Grêmio enfrenta agora o São Paulo .
O Palmeiras começou o jogo melhor e logo criou duas chances, com Rivaldo. Mas aos 8min, a defesa falhou num cruzamento e Luiz Carlos Goiano marcou o primeiro gol, de cabeça.
O gol abalou o Palmeiras. Num outro cruzamento, Jardel cabeceou livre na pequena área. Velloso defendeu no reflexo.
Aos poucos, o Palmeiras recuperou o equilíbrio, mas não conseguia passar a marcação do Grêmio.
Aos 23min, a defesa falhou de novo, numa cobrança de escanteio, e o atacante Paulo Nunes completou na pequena área, livre: 2 x 0.
Aos 34min, Mancuso fez falta violenta e, como tinha o cartão amarelo, foi expulso. Parecia que o jogo estava decidido.
Dois minutos depois, ocorreu a maior confusão da partida. O zagueiro Antônio Carlos atingiu o meia Arílson sem bola. O volante Dinho peitou Antônio Carlos. Formou-se uma confusão. O palmeirense Válber chutou vários gremistas. O juiz expulsou Dinho.
Aos 43min, Arílson atingiu o lateral Roberto Carlos por trás. Foi expulso. Goiano chutou a bola para longe e foi expulso também.
Mesmo com dois jogadores a menos, o Grêmio quase liquidou o jogo ainda no primeiro tempo. Paulo Nunes invadiu a área, aos 47min, e chutou. Velloso pegou.
No segundo tempo, a 1min, Rivaldo, o maior destaque do jogo, cobrou falta, a bola bateu na barreira e saiu rente à trave.
Para fechar o meio, o técnico gremista Luiz Felipe pôs o lateral-esquerdo Roger como volante, deixando o flanco aberto. Aos 3min, o lateral-direito Flávio Conceição aproveitou a brecha e chutou rente à trave.
Aos 8min, o Palmeiras fez seu primeiro gol. Rivaldo invadiu a área e perdeu a bola. No rebote, Lozano chutou fraco e o goleiro Danrlei falhou.
Após o gol, o Palmeiras não manteve a pressão. Passou a insistir com cruzamentos altos e penetrações pelo meio. Aí o goleiro Danrlei tornou-se o destaque, nas intervenções precisas e no esforço em gastar o tempo.
Aos 31min, quando o Palmeiras parecia perdido, Rivaldo fez a jogada mais bonita do jogo. Ele recebeu a bola sobre a linha da área. De costas para Luciano, driblou o zagueiro com um toque. Entrou livre na área, fuzilou Danrlei e empatou o jogo.
Depois do gol, o Palmeiras aumentou a pressão e o Grêmio, a “catimba”. Mas o juiz só descontou 1min32.” (Marcelo Damato – Folha de São Paulo, quarta-feira, 19 de abril de 1995)

PARA ESPINOSA, ÂNSIA ATRAPALHOU

A ânsia de marcar o terceiro gol foi, na opinião do técnico Valdir Espinosa, o principal problema apresentado pelo Palmeiras no empate de 2 a 2 com o Grêmio anteontem, pela Copa do Brasil.
O resultado eliminou o Palmeiras. No primeiro jogo do confronto, em Porto Alegre, houvera empate de 1 a 1. Como o Grêmio fez mais gols no campo adversário, conseguiu a vaga.
“Em todo caso, prefiro sempre a ânsia à apatia”, disse Espinosa.
Segundo o técnico, a eliminação da Copa do Brasil trouxe lições para o Palmeiras. “Mostramos desequilíbrio emocional e isso não pode acontecer. ” (Mário Moreira, Folha de São Paulo, 20 de abril de 1995)


Palmeiras 2×2 Grêmio

PALMEIRAS: Velloso; Flávio Conceição, Antônio Carlos, Cléber e Roberto Carlos; Amaral, Mancuso, Válber e Rivaldo; Maurílio (Lozano) e Paulo Isidoro.

Técnico: Valdir Espinosa
GRÊMIO: Danrlei; Arce, Luciano, Adílson e Roger; Dinho, Luiz Carlos Goiano, Carlos Miguel e Arílson; Paulo Nunes (Magno) e Jardel (André Vieira).

Técnico: Luiz Felipe

Copa do Brasil 1995 – Oitavas de final – Jogo de volta
Data: 18 de abril de 1995, terça-feira, 20h45min
Local:
Estádio do Parque Antarctica, em São Paulo-SP
Público: 12.473 pagantes
Renda: R$ 139.400,00
Árbitro: Wilson Souza de Mendonça
Cartões vermelhos: Dinho, Arílson e Luiz Carlos Goiano; Mancuso
Gols: Luiz Carlos Goiano, aos 7min, e Paulo Nunes, aos 23min do primeiro tempo; Lozano, aos 8min, Rivaldo , aos 31min do segundo

Gauchão 1995 – Grêmio 0x0 São Luiz de Ijuí

March 15, 2020

Gauchão 1995 - Grêmio 0x0 São Luiz de Ijuí - Alexandre Xoxó Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

No Gauchão de 1995, o Grêmio enfrentou o São Luiz numa sexta a tarde, em jogo atrasado do segundo turno da primeira fase.

Os 431 pagantes registrados se configuram no menor público do tricolor em seu estádio contra o São Luiz de Ijuí. No mesmo ano o Grêmio fez um jogo, como mandante, contra o São Luiz, com baixíssimo público, mas essa outra partida foi realizada no estádio Santa Rosa, em Novo Hamburgo.

Gauchão 1995 - Grêmio 0x0 São Luiz de Ijuí - Dega (nº 5) Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

SÓ 431 CONFEREM O EMPATE

O Grêmio deixou escapar mais um ponto em sua luta pela classificação ao Octogonal final do Gauchão. O time empatou em 0 a 0 com o São Luiz, ontem no Olímpico. Com o resultado, o Grêmio manteve-se na 8ª posição, enquanto que a equipe de Ijuí passou para a ª’ colocação, junto do Brasil, de Farroupilha. Os reservas jogam amanhã contra o Grêmio Santanense.

As duas equipes realizaram uma péssima partida. O único lance emocionante foi uma bola na trave, chutada por Fábio. No Grêmio, comandado pelo auxiliar Zeca Rodrigues, o único titular a atuar foi Danrlei. Foi a quinta partida consecutiva sem vitória da equipe na competição.” (Correio do Povo, sábado, 17 de junho de 1995)

1995 ijui paulo nunes cp

Foto: Paulo Nunes (Correio do Povo)

 

ingressos sao luiz

GRÊMIO: Danrlei; André Vieira, Luciano, Scheidt e Cristiano; Dega, Carlos Alberto, Jé (Rodrigo Gasolina) e Alexandre Xoxó; Márcio e Nildo
Técnico: Zeca Rodrigues

SÃO LUIZ: Osvaldo; Olde, Fábio, Jaime e Kiko; Nélson, Cristiano Baggio e Negrini; Evandro Britto, Sílvio (Caçula) e Tiziu
Técnico: Pontes

Gauchão 1995 – Primeira Fase – Segundo Turno – 10ª Rodada
Data: 16 de junho 1995, sexta-feira, 15h30min
Local: Estádio Olímpico em Porto Alegre-RS
Público: 786 (431 pagantes)
Renda: R$ 1.791,00
Arbitro: Luiz Cunha Martins
Auxiliares: Luís Muhle e Edisdeneu Carvalho
Cartão Amarelo: André Vieira