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Libertadores 1996 – Grêmio 1×0 America de Cali

October 21, 2020

Foto: Ronaldo Bernardi (Zero Hora)

O último confronto entre América de Cali e Grêmio em Porto Alegre ocorreu em 4 de junho de 1996, na partida de ida da semifinal da Libertadores daquela temporada. O tricolor ganhou por 1×0 graças ao gol de falta de Goiano.

Na minha memória o resultado e atuação do Grêmio foram percebidos no estádio como frustrantes. O grande destaque da noite foi o goleiro Óscar Córdoba, que neutralizou a bola aérea gremista com suas saídas arrojadas.

Infelizmente não há como lembrar desse jogo sem contextualizar o absurdo que foi o calendário tricolor em 1996.  O jogo daquela terça-feira era o do número 40 do clube na temporada. Três dias depois o Grêmio receberia o Palmeiras pela partida de volta da semifinal da Copa do Brasil.

Em entrevista publicada no dia do jogo contra o América, Felipão disse que seria “quase impossível” o Grêmio vencer as três competições que estava disputando (Libertadores, Copa do Brasil e Gauchão) e afirmou que a Libertadores era prioridade.

O público da terça foi de 28.566 (22.045 pagantes), contra 48.266 (36,808 pagantes) na sexta, o que gerou uma interpretação, repetida com certa frequência no folclore do futebol gaúcho, de que a torcida gremista preferiu a Copa do Brasil em detrimento a Libertadores. Vale lembrar que os ingressos da semifinal da Copa do Brasil foram mais baratos do que os ingressos da semifinal da Libertadores.

Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

 

A UM EMPATE DA FINAL

Sem jogar bem, o Grêmio venceu o América por 1 a 0 e vai a Cali em vantagem

 

Nenhum time do Interior do Rio Grande do Sul, no Gauchão, jogou tão retrancado como o América de Cali, ontem à noite, no Estádio Olímpico pela Libertadores da América. Foi esta principal causa das dificuldades que o Grêmio encontrou para vencer a partida por 1 a 0. Um placar minguado, mas que que dá ao Grêmio a vantagem do empate no segundo jogo da semifinal da competição, na próxima quarta-feira, na Colômbia.

 O América abdicou do jogo, sobretudo no primeiro tempo. Até os oito minutos, o time colombiano sequer havia passado do meio do campo. Seu primeiro ataque, e ainda assim inócuo, aconteceu aos 11 minutos. O Grêmio passou todo o primeiro tempo atacando, cercando a área adversária e levantando bolas diante do excelente goleiro Córdoba. Houve muita insistência, mas pouca inspiração dos atacantes. Paulo Nunes foi quem mais conseguiu levar vantagem sobre os zagueiros, deslocando-se pela direita e pela esquerda. O centroavante Jardel, no entanto, errou todos os passes que tentou e nunca venceu a marcação pelo alto. No meio-de-campo, Émerson não repetiu a boa atuação que teve contra o Palmeiras e Aílton, embora tenha melhorado em relação aos jogos anteriores, também apresentou pouca força.

O gol só poderia sair de uma cobrança de falta. E só poderia ser feito pelo melhor jogador em campo, o meia Goiano que, aos 30 minutos, chutou por cima da barreira, no canto esquerdo, enganando o goleiro e abrindo o placar. Mesmo com o 1 a 0, o América não saiu para o jogo. O Grêmio prosseguiu marcando sob pressão e a equipe colombiana se restringiu ao seu campo de defesa.

No segundo tempo, o técnico Diego Umanã tirou o atacante Zambrano do time e colocou o pequeno, mas veloz, De Ávila. A modificação deu um pouco mais de agressividade ao América, mas então o Grêmio caiu dramaticamente de produção. Os jogadores brasileiros passaram a errar passes, a sair com lentidão da defesa e a irritar os torcedores. As melhores chances ocorreram através de cobranças de falta da entrada da área. Goiano e o lateral Arce, contudo, não obtiveram sucesso. Jardel sempre errou ao tentar o toque de bola fora da área. Em alguns momentos, parou o ataque do Grêmio, tal foi a sua lentidão. Dentro da área, o zagueiro Asprilla não lhe deu a menor oportunidade de cabecear. Ao tentar as jogadas pelos flancos, com os laterais Arce e Roger, o ataque do Grêmio parou no goleiro Córdoba, que saiu sempre muito bem do gol. O técnico Luiz Felipe ficou todo o segundo tempo pedindo que os jogadores cruzassem mais aberto, na segunda trave, mas todos os lances foram curtos, facilitando a defesa. No último minuto, Émerson perdeu uma ótima oportunidade chutando sobre o goleiro. O resultado foi inquietante, mas não ruim.” (David Coimbra, Zero Hora, 5 de junho de 1996)

 

 

GRÊMIO SOFRE MAIS SUPERA A RETRANCA DO AMÉRICA DE CALI

Porto Alegre — Preso na marcação dos colombianos, o Grêmio precisou de um gol de bola parada para vencer o América de Cáli, por 1 a O, na abertura das semifinais da Taça Libertadores. Com a vantagem obtida ontem à noite, no estádio Olímpico, o time gaúcho precisa de um empate na próxima quarta-feira para chegar às finais.

Romper a barreira imposta pelos colombianos, no entanto, não foi nada fácil para o tricolor. Sem Carlos Miguel, gripado, a equipe gaúcha não teve em Emerson alguém capaz de dar velocidade à saída de bola e fazer a ligação com o ataque. Desde os primeiros movimentos, o Grêmio tratou de pressionar. Logo a 2min, Arce cobrou falta sofrida por Paulo Nunes, assustando o goleiro Córdoba. Numa cobrança perfeita de Luís Carlos Goiano, aos 30min, o Grêmio abriu o placar. A partir daí, o América saiu um pouco mais para o jogo, contudo, sem se descuidar da marcação. Aos 40min, Jardel cabeceou na trave, em rara oportunidade que venceu a marcação. Na seqüência, Paulo Nunes exigiu grande defesa de Córdoba.

No 2° tempo, com a entrada de De Ávila, o América passou a sair mais para o ataque, dando espaços para o Grêmio. Mesmo assim, a equipe de Luiz Felipe não teve tranqüilidade para marcar seu segundo gol. As melhores chances, novamente, foram através de cobranças de falta com Arce e Goiano. Na melhor delas, aos 34min, a bola passou rente ao poste. No final, Emerson ainda perdeu boa oportunidade de ampliar.” (Pioneiro, quarta-feira, 5 de junho de 1996)

 

“Público vira uma decepção 
A temperatura em torno dos 15ºC na noite de ontem e o televisionamento do jogo para Porto Alegre desestimularam os gremistas. Além disso, as dúvidas sobre a qualidade do América, de Cali, contribuíram para o torcedor se resguardar para assistir ao Palmeiras, na próxima sexta-feira. O público de 29 mil pessoas ficou aquém do esperado pela diretoria — as previsões eram de que todos os 55 mil ingressos fossem vendidos. Na entrada do Grêmio em campo, os jogadores foram festejados por 12 mil fogos, que ensurdeceram a torcida por mais de três minutos. Mas os fiéis gremistas presentes no estádio não se intimidaram com o frio e empurraram o time até o final, quando trocaram as palavras de apoio por vaias. Entre reclamações pela falta de força ofensiva do time e críticas direcionadas a alguns jogadores, imperou a confiança na presença em mais uma final da Libertadores.” (Leonardo Oliveira, Zero Hora, 5 de junho de 1996)

LUIZ FELIPE FICA MAGOADO
O técnico não gostou da reação da torcida e já pensa em deixar o Grêmio

Irritado com os torcedores que criticaram a vitória por apenas 1 a O sobre o América, de Cali, o técnico Luiz Felipe revelou ontem à noite que está pensando em sair do Grêmio. “A gente começa a se incomodar”, reclamou o treinador. “E quando a gente começa a se incomodar tem que pensar em mudar de ares”.

Em seus três anos de clube, o técnico ainda não havia se mostrado tão revoltado como ontem. “O que eles estão pensando?”, perguntou, referindo-se aos torcedores insatisfeitos com o placar. “Isso aqui é a Libertadores. Eles acham que vamos ganhar de 10 a O do América de Cali? Isso é idéia que só jerico possui”.

Luiz Felipe lembrou que o América já disputou 11 Copas Libertadores e que o Grêmio não passa de um time esforçado. “Um time bom, sim”, acrescentou. “Mas que não tem aquela qualidade que o torcedor pensa que tem. Temos jogadores que trabalham arduamente e que merecem o agradecimento da torcida e não isso que aconteceu hoje”. O técnico citou uni torcedor em especial que, aos 15 minutos do segundo tempo, teria dito que o meia Carlos Miguel não estava jogando nada – Carlos Miguel está lesionado e nem entrou em campo.

Luiz Felipe também fez questão de ressaltar o desgaste do time. “Os jogadores estão estourados fisicamente”, sublinhou. E revelou que o lateral-esquerdo Roger jogou todo o segundo tempo sentindo uma distensão na coxa direita e que o quarto-zagueiro Adilson sofreu uma lesão no joelho direito. Ambos podem ficar de fora da partida contra o Palmeiras, na próxima sexta-feira. E não só Adilson e Roger. Luiz Felipe contou que está cogitando de escalar o “Banguzinho” apelido do time reserva para o jogo de sexta-feira. “Estou tão chateado que vou para casa sem nem pensar nesta partida contra o Palmeiras”, confessou o treinador. “Amanhã é que vou ver o que vou fazer”.

Apesar de estar agastado, o técnico confia na classificação na segunda partida da semifinal da Libertadores, quarta-feira que vem, na Colômbia. “Lá eles vão ter que sair um pouco mais para o jogo, não vão ficar os 11 na defesa, e aí nós vamos pegá-los no contra-ataque”, observou. “Por isso que digo que este resultado foi bom. Na Libertadores a gente tem é que vencer“. (Zero Hora, 5 de junho de 1996)

Foto: Edison Vara (Placar)

 

COLOMBIANO VOLTA SATISFEITO
O técnico do América, Diego Umaña, considerou satisfatório o resultado. “Temos maior possibilidade de revertê-lo na Colômbia”, afirmou. O fato de ter que sair para o jogo para buscar a vitória não assusta. Para a próxima partida, o América contará com os retornos do volante argentino Berti e do meia Hernandez, considerado o jogador mais habilidoso do time. O técnico espera que o atacante De Ávila esteja recuperado da lesão.” (Leonardo Oliveira, Zero Hora, 5 de junho de 1996)

 

 

 

ESTRECHO TRIUNFO DE GREMIO SOBRE AMÉRICA DE CALI

Un solitario gol de tiro libre de Luis Carlos Goiano, a los 31 minutos del primer tiempo, le dio la victoria a Gremio sobre el América de Cali, en partido de ida válido por las semifinales de la Copa Libertadores disputado anoche en Porto Alegre

El conjunto colombiano mostró un planteamiento bastante defensivo a lo largo de los 90 minutos, aunque en el complemento tuvo más el balón en su poder y le quitó agresividad a los brasileños que se vieron impedidos para aumentar la diferencia.” (EL TIEMPO 05 de junio 1996)

“AMÉRICA, UNA DERROTA QUE DEJA ESPERANZAS
El primer enfrentamiento entre Gremio y América, por las semifinales de la Copa Libertadores, terminó como se preveía: con victoria del equipo brasileño

Lo que no estaba en los planes de muchos era que el encuentro apenas terminara 1-0, ventaja pírrica si se tiene en cuenta que en la revancha, a jugarse la semana entrante, el onceno colombiano tendrá a su favor el jugar de local.

Y la verdad fue el equipo de Diego Edison Umaña después de un opaco primer tiempo, en la complementaria despertó un poco y le quito ritmo y empuje a su enemigo.

Ya en el trámite del choque, desde el pitazo inicial del juez paraguayo Oscar Velásquez se notó como se desarrollaría la historia.
Gremio, como local, dispuesto a atacar con todo y América, como visitante, dispuesto a defenderse con todo. Y así fue.

Los brasileños coparon todos los espacios, no dejaron pensar a su rival y poco a poco hacían méritos para irse en ventaja.

Los dirigidos por Umaña no querían saber nada del arco contrario. Henry Zambrano, su único delantero, nunca tuvo el espacio ni oportunidad ni nada para inquietar.

En ese orden de ideas, lo único que había que esperar era el minuto en que Gremio se iría adelante en el marcador. Y, claro, ese minuto llegó.

Eran los 31 cuando se produjo una falta en el medio campo americano y al cobro llegó Luis Carlos Goiano, quien de fuerte disparo llevó la alegría a las colmadas tribunas del estadio.

Esa fórmula, la del tiro libre, fue la preferida de los locales para llegar hasta el arco de Oscar Córdoba. Antes lo habían intentado dos veces con el paraguayo Francisco Arce (le hizo gol a Uruguay el domingo pasado, por las eliminatorias).

Otro camino ofensivo utilizado por los brasileños fue el de abrir las puntas, tirar centros y buscar el cabezazo de Jardel, táctica que casi les da resultado a los 40 minutos, pero el balón rebotó en el travesaño.

De América, muy pocas cosas para decir en el primer tiempo. Se defendió muy bien, pero no atacó.

En la complementaria, el técnico Umaña dejó en el camerino a Zambrano e ingresó al Pitufo De Avila.

Igualmente, los americanos salieron un poco más de su terreno y empezaron a tocar el balón en el medio aunque casi nunca inquietaron al arquero de Gremio.

Pese a todo, con ese toque, le quitaron velocidad a su rival, que veía como pasaban los minutos y la ventaja seguía siendo mínima teniendo en cuenta el cotejo de revancha en el Pascual Guerrero de Cali.

Las pocas oportunidades de gol creadas por el Gremio fue por intermedio de los tiros libres así consiguieron el gol en la inicial, pero en el complemento la táctica no les funcionó.” (EL TIEMPO 05 de junio 1996)

 

“TRANQUILIDAD AMERICANA PESE A LA DERROTA 1-0
Tras terminar el encuentro de ida de la Copa Libertadores jugado contra el Gremio, partido que se perdió por la mínima diferencia, el camerino de América estuvo tranquilo porque sus jugadores son conscientes que dentro de ocho días, cuando se juegue la revancha en Cali, existirán muchas posibilidades de acceder a la final de la Copa Libertadores.

Diego Edison Umaña, el técnico de América, se mostró bastante tranquilo por el resultado y dijo que con el 1-0 en contra tenemos muchas posibilidades de ganar en nuestro patio .

Hablando de lo visto a lo largo de los noventa minutos, el estratega colombiano dijo que vio mucho mejor a su equipo en el segundo tiempo. Nosotros tuvimos la pelota y le cerramos las posibilidades a ellos de llegar a la portería de Oscar (Córdoba), quien entre otras cosas tuvo una excelente noche .

Umaña dijo además que los brasileños se repitieron en los centros, lo que facilitó mucho el trabajo de la defensa americana.

Por otra parte, el estratega dijo que el 1-0 no es mucha ventaja para ellos, pero no podemos olvidar que este equipo tiene muchos pergaminos, entre ellos el de ser los actuales campeones de la Copa .

Finalmente, Umaña anotó que todavía faltan 90 minutos por jugar y que con seguridad en Cali la historia se escribirá distinto .

El volante Alex Escobar, que tuvo un buen manejo del balón especialmente en los últimos 45 minutos, dijo luego de terminado el encuentro que mostramos jerarquía y presencia. Creo que en el complemento tuvimos un poco más de manejo .

Sobre el encuentro a jugarse en Cali, El volante del barrio Obrero dijo que en nuestra cancha del Pascual haremos mejor las cosas y creo que sacaremos el resultado que nos permita enfrentar la final de la Copa .

Finalmente, el defensa James Cardona dijo sobre el encuentro que se saca un resultado que es remontable en la ciudad de Cali. La hinchada de aquí es buena. Estoy con optimismo y pienso que vamos a llegar a la final. ” (EL TIEMPO 05 de junio 1996)

 

 

Foto: Ronaldo Bernardi (Zero Hora)

 

OS DESEMPENHOS (Zero Hora, 5 de junho de 1996)
GRÊMIO AMÉRICA
Chutes a gol 12 2
Conclusões de cabeça 2 0
Escanteios cedidos 4 8
Faltas cometidas 10 14
Impedimentos 1 3

 

 

Grêmio 1×0 América de Cali

 

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Adilson e Roger; Dinho (João Antônio), Luis Carlos Goiano, Aílton e Emerson; Paulo Nunes e Jardel
Técnico: Luiz Felipe Scolari

AMÉRICA: Oscar Córdoba; Cardona, Bermudez, Asprilla e Maziri; Digñas, Cabrera, Ortegon e Escobar (Gonzalez); Oviedo e Zambrano (De Avila)
Técnico: Diego Umana

Libertadores 1996 – Semifinal – Jogo de ida
Data: 4 de junho de 1996, terça-feira, 21h35min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre
Público: 28.566 (22.045 pagantes)
Renda: R$ 225.740,00
Árbitro: Oscar Velazquez (Paraguai)
Auxiliares: Bonifacio Nuñez e Juan Ortiz
Cartões Amarelos: Adilson, Maziri, Córdoba e Digñas
Gol: Goiano, aos 30 minutos do 1° tempo


Libertadores 1996 – América de Cali 3×1 Grêmio

March 3, 2020

O último confronto entre Grêmio e América de Cali pela Libertadores aconteceu na Colômbia, pelo jogo de volta pela semifinal de 1996.

Os donos da casa venceram, de virada, por 3×1. Jorge Bermudez foi o grande destaque da noite na qual o Grêmio deu claros sinais de estar sentindo a maratona de jogos (era a partida de número 43 das 87 que fez naquela temporada, a quinta disputada nos primeiros doze dias do mês de junho).

A jogada ensaiada do gol do Grêmio foi muito parecida com a feita pela seleção da Suécia no jogo contra a Romênia na Copa de 1994.

Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

 

GRÊMIO PERDE E ESTÁ ELIMINADO
O América foi superior ao time gaúcho e vai decidir o título contra o River Plate

Só resta o Gauchão. Ao perder por 3 a 1 para o América, ontem à noite, em Cali, o Grêmio foi desclassificado da Copa Libertadores da América de 1996. Agora, o time colombiano vai decidir o título com o River Plate, da Argentina, enquanto o Grêmio apenas espera para saber contra qual equipe do Interior disputará o campeonato estadual.

Ao que parece, o técnico Luiz Felipe tinha toda a razão, quando não queria exigir demais da equipe na partida contra o Palmeiras, na sexta-feira passada. O time não apresentou nem uma centelha de toda a vibração daquele jogo. Foi um Grêmio tímido, submisso e claudicante, o que perdeu para o América, no lotado Estádio Pascual Guerrero.

O Grêmio foi mal desde o começo do primeiro tempo. Os zagueiros Luciano e Rivarola e o volante Adilson estavam afoitos. Tentando tirar a bola “de primeira” do campo de defesa, através de chutões, a afastaram seguidamente com defeito, muitas vezes até armando o ataque adversário. Mas o principal problema defensivo do time gaúcho esteve na lateral-direita. Arce foi envolvido constantemente por Oviedo, que se deslocou sempre com muito perigo pelo seu setor.

Se na defesa o Grêmio foi inseguro, ao meio-de-campo faltou inspiração. Aílton voltou a atuar com discrição e Carlos Miguel, no dia do seu 24° aniversário, se ausentou da partida. O melhor do Grêmio, na primeira etapa, aconteceu através de Paulo Nunes, habilidoso, veloz e objetivo. Foi Paulo Nunes quem cruzou para Jardel marcar o primeiro gol, aos 14 minutos, depois de uma jogada ensaiada em uma falta cobrada por Arce do lado direito do ataque. A torcida do América silenciou nas arquibancadas, mas o time não se intimidou. Continuou dominando, tocando a bola e atacando com perigo. Aos 39 minutos, Arce foi mais uma vez vencido por Oviedo, que cruzou para Bermudez empatar o jogo.

O técnico Luiz Felipe consertou o Grêmio no intervalo. O time voltou a campo melhor, no segundo tempo, passou controlar o jogo e a perder gols. Mas o treinador havia sido expulso pelo confuso árbitro Alberto Tejada e não pôde mais orientar o time do banco de reservas. Os jogadores deram a impressão de ter sentido a falta do técnico. Principalmente depois que o América marcou o seu segundo gol, numa seqüência de falhas da defesa gremista. Numa bola cruzada da direita, Goiano atrasou com o peito, Rivarola furou e Escobar fez 2 a 1. O Grêmio não soube reagir e se entregou ao desconcertante toque de bola do adversário. América se impôs, pressionou um Grêmio apático através da habilidade de seus atacantes e começou a desperdiçar oportunidades. Aos 38 minutos, Bermudez marcou o terceiro gol do América. Em sete minutos, era impossível para o Grêmio vencer seu abatimento e buscar um resultado melhor.” (Pedro Haase Filho, Enviado Especial, Zero Hora, 13 de junho de 1996)

OS DESEMPENHOS (Zero Hora, 13 de junho de 1996)
AMÉRICA GRÊMIO
Chutes a gol 12 11
Conclusões de cabeça 1 1
Escanteios cedidos 7 5
Faltas cometidas 20 16
Impedimentos 4 4

GRÊMIO ESTÁ ELIMINADO

O Grêmio está eliminado da Taça Libertadores. Foi derrotado por 3 a 1, ontem, em Cail, pelo América, que decidirá o torneio contra o River Plate. O clube argentino garantiu vaga ao bater o Universidad do Chile por 1 a 0, gol de Matías Almeyda, obtido aos 34min do primeiro tempo. Em Cali, 45 mil torcedores lotaram o estádio Pascoal Guerrero. A partida até começou calma, mas logo aos 6min, Jardel acabou sendo removido de campo com o ombro direito deslocado após choque com zagueiro colombiano.

Só voltaria aos 10min, mesmo assim, com dificuldade. Surpreenderia, quatro minutos mais tarde, marcando o gol gremista, após jogada ensaiada iniciada em cobrança de falta. Com a vantagem, a equipe gaúcha tentou esfriar a partida, se posicionando no campo defensivo e apostando nos contra-ataques. Nessa dinâmica, o América chegou a ameaçar aos 26min, com Escobar, e aos 32min, com Zambrano. Paulo Nunes deu o troco aos 37min, ao receber na área, girar e bater. Córdoba defendeu.

Aos 40min, o América chegou ao empate. Zambrado e Oviedo fizeram jogada rápida, deixando Bermudez em condições de marcar na pequena área. Antes mesmo do gol, o clima do jogo já havia esquentado. Dentro do campo, faltas violentas. Fora, tumulto entre gandulas, juízes de linha e dirigentes do Grêmio – o banco do time brasileiro era alvo de objetos atirados pela torcida, apesar da proteção da polícia local. Enquanto isso, o juiz peruano Alberto Tejada, distribuía cartões amarelos e perdia o controle sobre a partida. Sua sorte é que logo veio o intervalo.

O segundo tempo começou com pressão gremista. Aos 4min, João Antônio teve que entrar no lugar de Luciano, que recebeu falta violenta de De Ávila. Aos 11, Goiano e Rivarola falharam, e Escobar fez 2 a 1. A vantagem colombiana desestabilizou o time gaúcho, e animado, pela torcida, o América subiu ao ataque. Por cerca de 15 minutos, o Grêmio se viu no sufoco e só não tomou gol graças a má qualidade do ataque colombiano e pelo menos três boas defesas de Danrlei.

Aos 39min, o América acabou marcando. Após cobrança de escanteio, Bermudez acabou fazendo de cabeça, 3 a 1 para o América, resultado que classificava o time colombiano – o primeiro jogo, em Porto Alegre, havia sido 1 a 0 para o Grêmio. Como nos outros dois gols, os gandulas participaram das comemorações dentro do campo. Desesperado, o Grêmio tentou levar a decisão para os pênaltis. Mas seis minutos foram poucos.” (Folha de São Paulo, 12 de junho de 1996 – Fonte: Grêmio Dados)

america cali volta 1996 adilson zh mauro vieira

Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

UMA FESTA COLOMBIANA
A torcida lotou o estádio e nunca deixou de acreditar na vitória

O clima de decisão que envolvia América e Grêmio já ficava evidenciado ao redor do Estádio Pascual Guerrero, de Cali, mais de duas horas antes do começo da partida de ontem. Os torcedores do time colombiano se dirigiam em grandes grupos ao local do jogo e se aglomeravam nos portões de entrada. Quase todos vestindo camisas do seu time favorito ou alguma peça da roupa de cor vermelha. A presença feminina também contribuía para que o ambiente de alegria se espalhasse pela multidão. A lotação do estádio esgotou-se quando ainda faltava uma hora para que o árbitro peruano Alberto Tejada, o mesmo que validou o contestado gol de Túlio depois de ajeitar a bola com o braço, diante da Argentina, pela Copa América, autorizasse o início dos 90 minutos que levariam um dos dois times a mais uma final da Copa Libertadores. A estudante Carla Ospina, 23 anos, ao lado de seu irmão John Jairo, resumia o sentimento que tomava conta da torcida do América: “Viemos pela vitória”, exclamou a jovem.

O ambiente de festa se estendeu até a bola começar a rolar. A entrada do time de Cali em campo foi recepcionada por um grupo de animadas cheersleaders”, dezenas de garotas que comandam a vibração da torcida. Depois que o jogo iniciou-se, no entanto, o que antes era exaltação tornou-se expectativa respeitosa. O América estava enfrentando um adversário poderoso, campeão da Libertadores. A medida que o tempo passava, os torcedores da equipe colombiana pouco se manifestaram. O gol gremista, aos 15 minutos, deixou o estádio ainda mais silencioso. A animação só voltou, num espasmo de alívio, quando o zagueiro Bermudez alcançou o empate, aos 39 minutos. Daí em diante, até o final do primeiro tempo, a cada vez que o América tocava na bola, o torcedor mostrava sua esperança de que a virada ainda poderia vir.

Tão logo a partida recomeçou no segundo tempo, o estádio inteiro retomou a vibração ensaiada ao fim dos 45 minutos iniciais. Pouco a pouco, como que pressentindo a possibilidade de vitória, o torcedor do América não parou mais de incentivar sua equipe. O gol da virada, aos 11 minutos, marcado por Alex Escobar, foi como uma senha de que com seu grito, a torcida ajudaria os atletas colombianos a buscar o terceiro gol. Daí em diante, as pessoas que lotavam o Pascual Guerrero aumentavam o volume e a intensidade de sua vibração. Os cânticos ritmados de “A-merica, A-merica” tornaram-se uníssono. Então, quando o herói Bermudez transformou a esperança em realidade, os torcedores explodiram em uma alegria só, que se extravasou para as ruas.” (Pedro Haase Filho, Enviado Especial, Zero Hora, 13 de junho de 1996)

america cali volta 1996 ailton berti zh mauro vieira

Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

O ÁRBITRO

Alberto Tejada validou dois gols em impedimento (os dois primeiros), inverteu faltas, não deu descontos e permitiu lances violentos em demasia. Complicou-se e só não saiu mais contestado porque a superioridade do América justificou o resultado.” (Zero Hora, 13 de junho de 1996)

LUIZ FELIPE ACUSA TEJADA
Para o técnico Luiz Felipe, o meia Aílton fez um excelente primeiro tempo, mas no segundo esteve mal assim como todo o time. “Não posso transferir a responsabilidade para o Aílton”, disse. “Estamos todos desgastados, não tivemos tempo para segurar o América até o fim”. Luiz Felipe chegou a culpar o árbitro Alberto Tejada pela desclassificação. “Eu havia pedido um árbitro uruguaio ou paraguaio, mas não fomos atendidos”. (Zero Hora, 13 de junho de 1996)

Foto: Mauro Vieira (Pioneiro)

AMÉRICA: Oscar Córdoba; Cardona, Bermudez, Asprilla e Maziri; Berti, Oviedo, Cabrera e Alex Escobar; De Ávila e Zambrano (Digñas)
Técnico: Diego Umaña

GRÊMIO: Danrlei; Arce (Émerson), Rivarola, Luciano (João Antônio) e Roger; Adílson, Goiano, Aílton e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Jardel
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Libertadores 1996 – Semifinal – Jogo de Volta
Data: 12 de junho de 1996, quarta-feira, 22h30min
Local: Estádio Pascoal Guerrero, em Cali
Árbitro: Alberto Tejada (Peru)
Auxiliares: Luiz Seminário e Manuel Yupanqui
Cartões Amarelos: Berti, Cabrera, Escobar, Bermudez, Asprilla, Adilson e Luciano
Gols: Jardel, aos 14 minutos e Bermudez, aos 38 minutos do primeiro tempo; Escobar aos 11 minutos e Bermudez, aos 39 minutos do segundo tempo

Copa do Brasil 1996 – Grêmio 2×0 Criciúma

July 14, 2015

 O último confronte entre Grêmio e Criciúma pela Copa do Brasil aconteceu em 10 de maio de 1996, uma sexta-feira.
Era a partida de volta das quartas de final da competição, e o tricolor Grêmio tinha uma boa vantagem, após o empate em 1×1 no primeiro jogo em Santa Catarina. Contudo, o desgaste do plantel era uma preocupação constante, uma vez que time havia entrado em campo apenas dois dias antes para enfrentar o Botafogo pelas oitavas de final da  Libertadores. De certo modo a equipe tricolor encaminhou a sua classificação com rapidez, construindo o placar de 2×0 com um gol de Aílton aos 13 e outro de Dinho (convertendo pênalti) aos 20 minutos do primeiro tempo.
Curiosamente alguns dos personagens do jogo no Olímpico em 1991 se repetiam. Márcio Rezende de Freitas esteve novamente no apito. Roberto Cavalo seguia no meio campo do Tigre, enquanto Felipão saiu mais uma vez vitorioso, só que dessa vez como treinador do Grêmio .

Fonte: Zero Hora
Fotos: Valdir Friolin (Zero Hora)

Grêmio 2×0 Criciúma

Data: 10/05/1996, sexta-feira, 21h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre – RS
Público: 25.116
Renda: 194.432,00
Árbitro: Márcio Rezende de Freitas – MG
Auxiliares: Clever Assunção Gonçalves e Marco Antônio Martins

1996 – Copa do Brasil – Grêmio 3×0 Atlético Paranaense

November 5, 2013

 

A partida de volta das oitavas de final da Copa do Brasil de 1996, entre Grêmio e Atlético Paranaense, foi disputada no dia 19 de abril, uma sexta-feira. A razão do dia da semana tão peculiar era de que a equipe principal do tricolor recém havia voltado do Japão, onde vencera o Independiente pela Recopa. A direção anunciava que não haveria transmissão do jogo pela televisão e um bom público se deslocou até a Azenha.
Em razão do resultado obtido em Curitiba, o Grêmio jogava pelo 0x0 no Olímpico, e assim o primeiro tempo acabou sendo bastante truncado. Na segunda etapa o Atlético foi obrigado a se abrir e acabou concedendo três pênaltis. Os três convertidos por Adílson. Curiosamente o mesmo fato voltou a acontecer (um jogador convertendo três pênaltis no mesmo jogo) contra o mesmo Atlético no Brasileirão de 2008.
Outro dado interessante da partida foi a estreia de Rodrigo Mendes com a camiseta do clube, na primeira das suas inúmeras passagens pelo clube.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

LanceO que você lembra daquele jogo em que fizeste três gols?
Adílson BatistaFiz quatro gols, não três. O árbitro pernambucano, o Wilson de Souza Mendoça, mandou voltar, bati quatro vezes no Ricardo Pinto. Sempre tive o carinho pelo Atlético, estávamos vivendo um bom momento do Grêmio. Para mim foi uma satisfação ter feito os gols, contribuído para a vitória, foi um jogo legal. Era à noite, o técnico do Atlético era o Leão. Tenho respeito pelos dois, gosto dos dois clubes. (Lance – 30 de outubro de 2013)

 

 

“O resultado encobre as dificuldades enfrentadas pelo Grêmio. No primeiro tempo, o time de Émerson Leão impôs uma marcação severa, tirando espaço. O Grêmio teve uma chance de gol com Paulo Nunes e o Atlético ameaçou num arremate de Jorginho” (Correio do Povo – 20 de abril de 1996)

 

“Isso é treinamento”, resumiu o zagueiro Adílson após a partida.” (Correio do Povo – 20 de abril de 1996)


Fontes: Correio do Povo, Globo Esporte, Lance e Zero Hora

 Grêmio 3×0 Atlético Paranaense

GRÊMIO: Murilo; Arce, Rivarola, Adílson e Roger; João Antônio, Goiano, Aílton (Rodrigo Mendes) e Carlos Miguel; Paulo Nunes (Emerson) e Jardel (Zé Alcino)
Técnico: Luis Felipe Scolari

 

ATLÉTICO-PR: Ricardo Pinto; Reginaldo (Pavão), Luiz Eduardo, Andrei e Elias; Sidiclei, Alex, Matosas,  e Jorginho; Marcão e Oséias
Técnico: Emerson  Leão

 

Copa do Brasil 1996 – Oitavas de Final – Jogo de volta
Data: 19 de abril de 1996, sexta-feira, 20h45min
Local: Estádio Olímpico em Porto Alegre-RS
Público:  31.674 (27.338 pagantes)
Renda: R$ 184.441,00
Árbitro: Wilson de Souza Mendonça
Auxiliares: Kleber Guimarães e Erik Bandeira
Cartões Amarelos: Goiano, Rivarola, Adilson, João Antônio, Roger, Luiz Eduardo, Reginaldo e Elias
Cartão Vermelho: Andrei
Gols: Adílson, aos 15, 22 e 50 minutos do 2º tempo (Todos de pênalti)

 

1996 – Copa do Brasil – Atlético Paranaense 1×1 Grêmio

October 30, 2013

 

Grêmio e Atlético Paranaense se encontraram em apenas uma edição da Copa do Brasil. Foi em 1996, em confronto válido pelas oitavas de final, e a partida de ida foi realizada em Curitiba, no dia 26 de março, justamente a data do aniversário do Furacão.
O Grêmio ainda estava fazendo ajustes para retomar o nível de futebol apresentado em 1995. Aílton, autor do gol do título do Brasileirão, desembarcou em Porto Alegre nesse mesmo dia. Para o enfrentamento no Paraná o tricolor cuidava também dos fatores extracampo. A direção temia pelas condições do antigo  “Caldeirão do Diabo” e exigiu que o jogo fosse televisionado para que a CBF pudesse acompanhar eventuais excessos (O SBT transmitiu a partida para todo Brasil). Da mesma forma, a comissão técnica não gostou da escalação do juiz Cláudio Vinícius Cerdeira, em razão do retrospecto dele em jogos do clube.
Dentro de campo a história não foi tão complicado. Carlos Miguel abriu o marcador com um golaço logo aos 4 minutos de jogo. Andrei empatou para o time da casa aos 40 do primeiro tempo, num chute que desviou em Emerson. No segundo tempo o Atlético pressionou, chegando a colocar duas bolas na trave, mas não conseguiu a virada.

 

Fontes: Correio do Povo e Zero Hora

Atlético Paranaense 1×1 Grêmio

ATLÉTICO-PR: Ricardo Pinto; Reginaldo (Alex), Luiz Eduardo, Andrei e Elias; Leomar, Sidiclei (Matosas), Luiz Carlos (Everaldo) e Jorginho; Paulo Rink e Oséias
Técnico: Emerson  Leão
GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Adílson e Roger; João Antônio (Luciano), Goiano, Emerson e Carlos Miguel; Zé Alcino e Jardel
Técnico: Luis Felipe Scolari
Copa do Brasil 1996 – Oitavas de Final – Jogo de ida
Data: 26 de março de 1996, terça-feira, 21h00min
Local: Estádio Joaquim Américo, em Curitiba-PR
Público: 14.446 (13.138 pagantes)
Renda: R$ 184.441,00
Árbitro: Cláudio Vinícius Cedeira-RJ
Cartões Amarelos: Goiano, Rivarola, Adilson, João Antônio e Jorginho
Gols: Carlos Miguel, aos 4min/1ºT e Andrei, aos 40min/1ºT

1996 – Copa do Brasil – Grêmio 2×1 Palmeiras

June 19, 2012

“Há um esquema para favorecer o time paulista” Fábio Koff

“Vamos pedir a interdição do Olímpico” Seraphim del Grande

“O Palmeiras tem um estádio que só é liberado graças à certidão falsa e vem reclamar do Olímpico” Fábio Koff

“Terminado o jogo, o técnico Luiz Felipe protagonizou um dos poucos episódios lúcidos ocorridos nas duas horas que se seguiram. Aproximou-se calmamente de Alves e, sem gesticular, sem levantar a voz e sem se alterar, perguntou por que el havia anulado o gol. “Eu achei que foi impedimento”, respondeu o auxiliar, com tranqüilidade. “As televisões estão mostrando que não foi impedimento”, retrucou Luiz Felipe.
“Amanhã tu vais ficar com a consciência pesada”. O bandeirinha não pareceu se abalar. “Tudo bem, não há o que fazer”, conformou-se. (Zero – 8 de junho de 1996)


“Faltou um gol, justamente o gol que Jardel fez a 49 minutos do segundo tempo e que foi anulado pelo bandeira Paulo Jorge Alves e, depois de alguma relutância, ratificado pelo juiz Francisco Dacildo Mourão. Injustiça, erro desnecessário”
(Ruy Carlos Ostermann)

“A equipe do SBT, paulista, considerou legítimo o gol.” (Wianey Carlet)



“E o Grêmio mereceu os 3 a 1 que construiu e o bandeirinha impediu” (Juca Kfouri)

“Não pelo terceiro gol do Grêmio, aquele que levaria a decisão para os pênaltis, pois o lance extremamente duvidoso, embora para mim não houvesse impedimento nem de Roger, nem de Jardel” (Alberto Helena)

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Fontes: Folha de São Paulo e Zero Hora

Grêmio 2×1 Palmeiras

GRÊMIO: Danrlei, Arce, Rivarola, Luciano e Roger; Adílson, João Antônio, Aílton e Rodrigo Mendes (Zé Alcino); Paulo Nunes e Jardel
Técnico: Luís Felipe Scolari

PALMEIRAS: Velloso; Cafu, Sandro Blum, Cláudio e Júnior; Galeano, Amaral, Djalminha ( Roque Júnior) e Rivaldo;, Müller ( Marquinhos) e Luizão (Elivélton)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Copa do Brasil 1996 – Semifinal – Partida de volta
Data: 07 de junho de 1996, sexta-feira, 21h35min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 48.266 (36,808 pagantes)
Renda: R$ 384.050,00
Preço dos ingressos: Cadeira R$ 15,00 e Arquibancada R$ 10,00
Juiz: Dacildo Mourão (CE)
Auxiliares: Paulo Jorge Alves (RJ) e Marco Antônio Martins (MG)
Cartão Amarelo: Júnior, João Antônio, Sandro, Amaral, Cafu, Rodrigo Mendes, Paulo Nunes, Luciano, Arce, Adílson, Djalminha, Velloso e Cláudio
Cartão Vermelho: Sandro
Gols: Cláudio 12/2ºT, Jardel 16/2ºT e Zé Alcino 33/2ºT

 

1996 – Copa do Brasil – Palmeiras 3×1 Grêmio

June 19, 2012




Palmeiras 3×1 Grêmio

PALMEIRAS: Velloso; Cafu, Sandro, Cléber e Júnior (Cláudio); Flávio Conceição (Galeano), Amaral, Djalminha e Rivaldo; Muller e Luizão (Elivélton)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Luciano e Carlos Miguel; Dinho (Emerson), Luiz Carlos Goiano, João Antonio e Aílton (Rodrigo Mendes); Paulo Nunes (Zé Alcino) e Jardel.
Técnico: Luís Felipe Scolari

Data: 29/05/1996
Local: Estádio Parque Antártica
Público: 29,747
Renda: 331.224,00
Árbitro: Wilson de Souza Mendonça
Auxiliares: Teodoro Castro Lino e Arnaldo Pinto Filho
Cartões Amarelos: Luizão, Cleber, Dinho, Goiano, Djalminha e Muller
Gols: Rivaldo aos 35/1ºt, Djalminha 47/1ºt, Paulo Nunes 9/2ºt e Muller 34/2ºt

Copa do Brasil 1996

March 21, 2012


Retomando a série sobre as participações gremistas na Copa do Brasil.

No ano de 1996 o Grêmio se via envolto numa maratona de jogos. Ainda assim foi bem sucedido na Copa do Brasil, onde só parou na semifinal da competição, em função de um clamoroso “erro” da arbitragem.

Na primeira fase o Grêmio enfrentou o Operário. Vitória magra do tricolor no Mato Grosso do Sul e um susto no Olímpico, quando o time visitante saiu na frente, mas o Grêmio conseguiu virar para 3×1, com direito a um gol em homenagem aos Mamonas Assassinas marcado por Paulo Nunes.

As oitavas de final foram marcadas pelos três gols de pênalti marcados por Adílson no jogo de volta. Façanha que foi repetida em 2008 por Roger, contra o mesmo Atlético Paranaense.

Nas quartas de final a dificuldade não estava só no Criciúma, mas também no calendário tricolor, uma vez que o Grêmio também estava disputando concomitantemente o mata-mata da Libertadores daquele ano.

A semifinal foi com o Palmeiras, marcando mais um capítulo da rivalidade entre os dois times na metade dos anos 90. O Palmeiras, comandado por Luxemburgo, vinha credenciado pelo seu “ataque dos 100 gols“.

Na partida de ida, o Palmeiras venceu por 3×1. No jogo de volta, disputado numa sexta-feira (três dias depois da primeira partida da semifinal da Libertadores), o Palmeiras saiu na frente, aos 12 minutos do segundo tempo, num chute de Cláudio que desviou em Luizão. Jardel empatou aos 16 e Zé Alcino virou aos 33. Aos 49, Jardel marcou o gol que levaria o jogo para os pênaltis, mas o juiz Dacildo Mourão e do bandeirinha Paulo Jorge Alves anularam o tento, assinalando um impedimento inexistente.

O erro da arbitragem (devidamente registrado pelos cronistas de São Paulo) causou um pandemônio no Olímpico e motivou a histórica frase do presidente Fábio Koff sobre o “esquema Parmalat.

Primeira Fase – Jogo de ida
Operário-MS 0 x 1 Grêmio
Data: 6 de fevereiro de 1996, terça-feira
Local: Estádio Pedro Pedrossian, em Campo Grande MS
Juiz: Joelmes da Costa (MT)
Auxiliares: Mário Martins Rodrigues e Claúdio Costa cacho
Gol: Paulo Nunes aos 19 minutos do primeiro tempo


Primeira Fase – Jogo de volta
Grêmio 3 x 1 Operário-MS
Data: 5 de março de 1996, terça-feira
Local: Estádio Olímpico
Público: 10.921 (8.364 pagantes)
Renda: R$ 78.797,00
Juiz: Osvaldo Meira Jr (SC)
Auxiliares: Roque Bohmnerger e Paulo Conceição
Gols: Nilson Aragão (20/2ºT), Silvio (22 e 25/2ºT) e Paulo Nunes (48/2ºT)

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1996

Oitavas de Final- Jogo de Ida
Atlético Paranaense 1 x 1 Grêmio
Data: 26 de março de 1996
Local: Estádio da Baixada, em Curitiba-PR
Público: 14.446
Renda: R$ 188.440,00
Juiz: Cláudio Cerdeira-RJ
Gols: Carlos Miguel 4/1ºT e Andrei 39/1ºT

1996-atletico-pr-volta

Oitavas de Final- Jogo de volta
Grêmio 3 x 0 Atlético Paranaense
Data: 19 de abril de 1996
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 27.983
Renda: R$ 373.149,00
Juiz: Wilson de Souza Mendonça-PE
Gols: Adílson 18/2ºT, 25/2ºT e 50/2ºT (Todos de pênalti)
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1996-criciuma

Quartas de final- Jogo de ida
Criciúma 1 x 1 Grêmio
Data: 03 de maio de 1996
Local: Estádio Heriberto Hulse, em Criciúma-SC
Público: 14.003
Renda: R$ 118.353,00
Juiz: Leo Feldman-RJ
Gols: Goiano 34/1ºT e Wanderley 44/1ºT

1996-criciuma-volta

Quartas de final- Jogo de volta
Grêmio 2 x 0 Criciúma
Data: 10 de maio de 1996
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 25.116
Renda: R$ 194.432,00
Juiz: Márcio Rezende de Freitas-MG
Gols: Aílton 10/1ºT e Dinho 18º/1ºT
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Semifinal – Jogo de ida
Palmeiras 3×1 Grêmio


PALMEIRAS: Velloso; Cafu, Sandro, Cléber e Júnior (Cláudio); Flávio Conceição (Galeano), Amaral, Djalminha e Rivaldo; Muller e Luizão (Elivélton)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Luciano e Carlos Miguel; Dinho (Emerson), Luiz Carlos Goiano, João Antonio e Aílton (Rodrigo Mendes); Paulo Nunes (Zé Alcino) e Jardel.
Técnico: Luís Felipe Scolari

Data: 29/05/1996
Local: Estádio Parque Antártica
Público: 29,747
Renda: 331.224,00
Árbitro: Wilson de Souza Mendonça
Cartões Amarelos: Luizão, Cleber, Dinho, Goiano, Djalminha e Muller
Gols: Rivaldo aos 35/1ºt, Djalminha 47/1ºt, Paulo Nunes 9/2ºt e Muller 34/2ºt


Semifinal – Jogo de volta
Grêmio 2 x 1 Palmeiras


GRÊMIO: Danrlei, Arce, Rivarola, Luciano e Roger; Adílson, João Antônio, Aílton e Rodrigo Mendes (Zé Alcino); Paulo Nunes e Jardel
Técnico: Luís Felipe Scolari

PALMEIRAS: Velloso; Cafu, Sandro Blum, Cláudio e Júnior; Galeano, Amaral, Djalminha ( Roque Júnior) e Rivaldo;, Müller ( Marquinhos) e Luizão (Elivélton)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Data: 07 de junho de 1996, sexta-feira, 21h35min
Renda: 384.050,00
Público: 36,808
Juiz: Dacildo Mourão
Bandeirinha: Paulo Jorge Alves
Cartão Amarelo: Júnior, João Antônio, Sandro, Amaral, Cafu, Rodrigo Mendes, Paulo Nunes, Luciano, Arce, Adílson, Djalminha, Velloso e Cláudio
Cartão Vermelho: Sandro
Gols: Cláudio 12/2ºT, Jardel 16/2ºT e Zé Alcino 33/2ºT

1996 – Copa Renner

February 17, 2012

Continuando a série sobre os jogos do Grêmio no litoral gaúcho, lembramos hoje da Copa Renner, que teve sua 1ª edição finalizada no dia 17 de fevereiro de 1996.

Foi um torneio de verão, disputado no famigerado estádio Sessinzão em Cidreira, envolvendo alguns dos times patrocinados pela marca de tintas. Esse tipo de competição não era exatamente uma novidade, haja visto a Copa Parmalat (onde o Juventude de Isoton e Mário goleou o Benfica de Preud´homme) e a Copa Umbro, disputada nos meados dos anos 90.

Cerro Porteño, Grêmio, Nacional, e Sport Recife disputaram a primeira edição do torneio. A premiação era de R$ 10 mil reais para o campeão, 6 mil para o vice e 4 mil reais para o terceiro colocado.

Nas semifinais, o Cerro comando por Antônio Lopes foi derrotado pelo Sport (2×0, gols de Chiquinho e Dário), enquanto o Grêmio passou pelos uruguaios, nas partidas disputadas na sexta-feira, dia 16 de fevereiro.

No sábado, Nacional ficou com o terceiro ao superar a equipe paraguaia por 2×1 (gols de Parodi e Leon para o Bolso e Fabian Espíndola para o Cerro). Na final, o Grêmio, que tinha Manoel Tobias com grande novidade no seu meio campo, venceu o Sport nos pênaltis, após o empate por 2×2 no tempo normal.

Houve uma segunda edição da competição no ano seguinte, mas o Grêmio não participou. Contudo, em abril de 1997, o tricolor venceu o Vila Nova por 1×0 no Serra Dourada, na partida que valia a Taça IronCryl.

A foto acima é da partida entre Grêmio e Nacional. As fotos abaixo são do jogo entre Grêmio e Sport (fonte: Zero Hora). Abaixo também estão as fichas dos jogos do Grêmio.

Grêmio 3 x 2 Nacional

GRÊMIO: Murilo, André Vieira (João Antônio), Rivarola, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Manoel Tobias (Émerson) e Carlos Miguel; Paulo Nunes (Zé Alcino) e Sílvio.
Técnico: Luiz Felipe Scolari

NACIONAL: Fabian Dominguez, Gomez, Alfonso Dominguez, Silva e Morán; Guigou, Badell, Parodi e León; Juan Gonzalez (Ravera) e Canobbio.
Técnico: Hector Salva

Semifinal – Copa Renner
Data: 16 de fevereiro de 1996, sexta-feira
Local: Estádio Sessinzão em Cidreira-RS
Gols: Carlos Miguel, aos 22 e Morán aos 35 minutos do 1º tempo. Adilson, aos 6, Paulo Nunes, aos 23 e Milton Gomez, aos 37 minutos do segudo tempo.


Grêmio 2 x 2 Sport (Grêmio 4×2 nos pênaltis)

GRÊMIO: Murilo; André Vieira (João Antônio), Rivarola, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Manoel Tobias (Negretti) e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Sílvio.
Técnico: Luís Felipe Scolari.

SPORT: Albérico; Givaldo, Adriano, Érlon e Gilvan; Dário, Ataíde e Chiquinho (Jean); Gaúcho (Juca), Marcelo e Bira (Vanderlei).
Técnico: Givanildo Oliveira.

Final – Copa Renner
Data: 17 de fevereiro de 1996, sábado, 18h30min
Local: Estádio Sessinzão em Cidreira-RS
Juiz: Carlos Simon
Cartões Amarelos: Dinho, João Antônio, Negretti, Dário, Adriano, Marcelo e Jean.
Cartão Vermelho: Gilvan
Gols: Carlos Miguel, aos 33 e Adriano, aos 35 minutos do 1º tempo. Sílvio, aos 27 e Jean, aos 30 minutos do 2º tempo
Nos pênaltis: Dinho, Carlos Miguel, Adílson, Roger, Vanderlei e Marcelo converteram. Murilo defendeu a cobrança de Jean e Dário chutou pra fora.

Quadro Social – Promoções 1996 e 2011

December 23, 2011

Olhando nos meus arquivos, eu achei esse anúncio do Quadro Social do Grêmio publicado na edição da Zero Hora de 28 de dezembro de 1996.

Destaco a promoção referente a uma cadeira por 2 anos ao preço de R$ 400,00. Atulizando esse número por diversos índices disponíveis na Calculadora do Cidadão (do Banco Central) teríamos um valor por volta de 1.400 reais.

Hoje, a promoção que o Quadro Social tricolor oferece para as cadeiras é o pagamento antecipado de todo o ano por R$ 1733,00 (A mensalidade é de R$ 169,00).

Vale lembrar que o salário mínimo em 1996 era de R$ 112,00.