Archive for the ‘1996’ Category

Libertadores 1996 – América de Cali 3×1 Grêmio

March 3, 2020

O último confronto entre Grêmio e América de Cali pela Libertadores aconteceu na Colômbia, pelo jogo de volta pela semifinal de 1996.

Os donos da casa venceram, de virada, por 3×1. Jorge Bermudez foi o grande destaque da noite na qual o Grêmio deu claros sinais de estar sentindo a maratona de jogos (era a partida de número 43 das 87 que fez naquela temporada, a quinta disputada nos primeiros doze dias do mês de junho).

A jogada ensaiada do gol do Grêmio foi muito parecida com a feita pela seleção da Suécia no jogo contra a Romênia na Copa de 1994.

Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

 

GRÊMIO PERDE E ESTÁ ELIMINADO
O América foi superior ao time gaúcho e vai decidir o título contra o River Plate

Só resta o Gauchão. Ao perder por 3 a 1 para o América, ontem à noite, em Cali, o Grêmio foi desclassificado da Copa Libertadores da América de 1996. Agora, o time colombiano vai decidir o título com o River Plate, da Argentina, enquanto o Grêmio apenas espera para saber contra qual equipe do Interior disputará o campeonato estadual.

Ao que parece, o técnico Luiz Felipe tinha toda a razão, quando não queria exigir demais da equipe na partida contra o Palmeiras, na sexta-feira passada. O time não apresentou nem uma centelha de toda a vibração daquele jogo. Foi um Grêmio tímido, submisso e claudicante, o que perdeu para o América, no lotado Estádio Pascual Guerrero.

O Grêmio foi mal desde o começo do primeiro tempo. Os zagueiros Luciano e Rivarola e o volante Adilson estavam afoitos. Tentando tirar a bola “de primeira” do campo de defesa, através de chutões, a afastaram seguidamente com defeito, muitas vezes até armando o ataque adversário. Mas o principal problema defensivo do time gaúcho esteve na lateral-direita. Arce foi envolvido constantemente por Oviedo, que se deslocou sempre com muito perigo pelo seu setor.

Se na defesa o Grêmio foi inseguro, ao meio-de-campo faltou inspiração. Aílton voltou a atuar com discrição e Carlos Miguel, no dia do seu 24° aniversário, se ausentou da partida. O melhor do Grêmio, na primeira etapa, aconteceu através de Paulo Nunes, habilidoso, veloz e objetivo. Foi Paulo Nunes quem cruzou para Jardel marcar o primeiro gol, aos 14 minutos, depois de uma jogada ensaiada em uma falta cobrada por Arce do lado direito do ataque. A torcida do América silenciou nas arquibancadas, mas o time não se intimidou. Continuou dominando, tocando a bola e atacando com perigo. Aos 39 minutos, Arce foi mais uma vez vencido por Oviedo, que cruzou para Bermudez empatar o jogo.

O técnico Luiz Felipe consertou o Grêmio no intervalo. O time voltou a campo melhor, no segundo tempo, passou controlar o jogo e a perder gols. Mas o treinador havia sido expulso pelo confuso árbitro Alberto Tejada e não pôde mais orientar o time do banco de reservas. Os jogadores deram a impressão de ter sentido a falta do técnico. Principalmente depois que o América marcou o seu segundo gol, numa seqüência de falhas da defesa gremista. Numa bola cruzada da direita, Goiano atrasou com o peito, Rivarola furou e Escobar fez 2 a 1. O Grêmio não soube reagir e se entregou ao desconcertante toque de bola do adversário. América se impôs, pressionou um Grêmio apático através da habilidade de seus atacantes e começou a desperdiçar oportunidades. Aos 38 minutos, Bermudez marcou o terceiro gol do América. Em sete minutos, era impossível para o Grêmio vencer seu abatimento e buscar um resultado melhor.” (Pedro Haase Filho, Enviado Especial, Zero Hora, 13 de junho de 1996)

OS DESEMPENHOS (Zero Hora, 13 de junho de 1996)
AMÉRICA GRÊMIO
Chutes a gol 12 11
Conclusões de cabeça 1 1
Escanteios cedidos 7 5
Faltas cometidas 20 16
Impedimentos 4 4

GRÊMIO ESTÁ ELIMINADO

O Grêmio está eliminado da Taça Libertadores. Foi derrotado por 3 a 1, ontem, em Cail, pelo América, que decidirá o torneio contra o River Plate. O clube argentino garantiu vaga ao bater o Universidad do Chile por 1 a 0, gol de Matías Almeyda, obtido aos 34min do primeiro tempo. Em Cali, 45 mil torcedores lotaram o estádio Pascoal Guerrero. A partida até começou calma, mas logo aos 6min, Jardel acabou sendo removido de campo com o ombro direito deslocado após choque com zagueiro colombiano.

Só voltaria aos 10min, mesmo assim, com dificuldade. Surpreenderia, quatro minutos mais tarde, marcando o gol gremista, após jogada ensaiada iniciada em cobrança de falta. Com a vantagem, a equipe gaúcha tentou esfriar a partida, se posicionando no campo defensivo e apostando nos contra-ataques. Nessa dinâmica, o América chegou a ameaçar aos 26min, com Escobar, e aos 32min, com Zambrano. Paulo Nunes deu o troco aos 37min, ao receber na área, girar e bater. Córdoba defendeu.

Aos 40min, o América chegou ao empate. Zambrado e Oviedo fizeram jogada rápida, deixando Bermudez em condições de marcar na pequena área. Antes mesmo do gol, o clima do jogo já havia esquentado. Dentro do campo, faltas violentas. Fora, tumulto entre gandulas, juízes de linha e dirigentes do Grêmio – o banco do time brasileiro era alvo de objetos atirados pela torcida, apesar da proteção da polícia local. Enquanto isso, o juiz peruano Alberto Tejada, distribuía cartões amarelos e perdia o controle sobre a partida. Sua sorte é que logo veio o intervalo.

O segundo tempo começou com pressão gremista. Aos 4min, João Antônio teve que entrar no lugar de Luciano, que recebeu falta violenta de De Ávila. Aos 11, Goiano e Rivarola falharam, e Escobar fez 2 a 1. A vantagem colombiana desestabilizou o time gaúcho, e animado, pela torcida, o América subiu ao ataque. Por cerca de 15 minutos, o Grêmio se viu no sufoco e só não tomou gol graças a má qualidade do ataque colombiano e pelo menos três boas defesas de Danrlei.

Aos 39min, o América acabou marcando. Após cobrança de escanteio, Bermudez acabou fazendo de cabeça, 3 a 1 para o América, resultado que classificava o time colombiano – o primeiro jogo, em Porto Alegre, havia sido 1 a 0 para o Grêmio. Como nos outros dois gols, os gandulas participaram das comemorações dentro do campo. Desesperado, o Grêmio tentou levar a decisão para os pênaltis. Mas seis minutos foram poucos.” (Folha de São Paulo, 12 de junho de 1996 – Fonte: Grêmio Dados)

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Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

UMA FESTA COLOMBIANA
A torcida lotou o estádio e nunca deixou de acreditar na vitória

O clima de decisão que envolvia América e Grêmio já ficava evidenciado ao redor do Estádio Pascual Guerrero, de Cali, mais de duas horas antes do começo da partida de ontem. Os torcedores do time colombiano se dirigiam em grandes grupos ao local do jogo e se aglomeravam nos portões de entrada. Quase todos vestindo camisas do seu time favorito ou alguma peça da roupa de cor vermelha. A presença feminina também contribuía para que o ambiente de alegria se espalhasse pela multidão. A lotação do estádio esgotou-se quando ainda faltava uma hora para que o árbitro peruano Alberto Tejada, o mesmo que validou o contestado gol de Túlio depois de ajeitar a bola com o braço, diante da Argentina, pela Copa América, autorizasse o início dos 90 minutos que levariam um dos dois times a mais uma final da Copa Libertadores. A estudante Carla Ospina, 23 anos, ao lado de seu irmão John Jairo, resumia o sentimento que tomava conta da torcida do América: “Viemos pela vitória”, exclamou a jovem.

O ambiente de festa se estendeu até a bola começar a rolar. A entrada do time de Cali em campo foi recepcionada por um grupo de animadas cheersleaders”, dezenas de garotas que comandam a vibração da torcida. Depois que o jogo iniciou-se, no entanto, o que antes era exaltação tornou-se expectativa respeitosa. O América estava enfrentando um adversário poderoso, campeão da Libertadores. A medida que o tempo passava, os torcedores da equipe colombiana pouco se manifestaram. O gol gremista, aos 15 minutos, deixou o estádio ainda mais silencioso. A animação só voltou, num espasmo de alívio, quando o zagueiro Bermudez alcançou o empate, aos 39 minutos. Daí em diante, até o final do primeiro tempo, a cada vez que o América tocava na bola, o torcedor mostrava sua esperança de que a virada ainda poderia vir.

Tão logo a partida recomeçou no segundo tempo, o estádio inteiro retomou a vibração ensaiada ao fim dos 45 minutos iniciais. Pouco a pouco, como que pressentindo a possibilidade de vitória, o torcedor do América não parou mais de incentivar sua equipe. O gol da virada, aos 11 minutos, marcado por Alex Escobar, foi como uma senha de que com seu grito, a torcida ajudaria os atletas colombianos a buscar o terceiro gol. Daí em diante, as pessoas que lotavam o Pascual Guerrero aumentavam o volume e a intensidade de sua vibração. Os cânticos ritmados de “A-merica, A-merica” tornaram-se uníssono. Então, quando o herói Bermudez transformou a esperança em realidade, os torcedores explodiram em uma alegria só, que se extravasou para as ruas.” (Pedro Haase Filho, Enviado Especial, Zero Hora, 13 de junho de 1996)

america cali volta 1996 ailton berti zh mauro vieira

Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

O ÁRBITRO

Alberto Tejada validou dois gols em impedimento (os dois primeiros), inverteu faltas, não deu descontos e permitiu lances violentos em demasia. Complicou-se e só não saiu mais contestado porque a superioridade do América justificou o resultado.” (Zero Hora, 13 de junho de 1996)

LUIZ FELIPE ACUSA TEJADA
Para o técnico Luiz Felipe, o meia Aílton fez um excelente primeiro tempo, mas no segundo esteve mal assim como todo o time. “Não posso transferir a responsabilidade para o Aílton”, disse. “Estamos todos desgastados, não tivemos tempo para segurar o América até o fim”. Luiz Felipe chegou a culpar o árbitro Alberto Tejada pela desclassificação. “Eu havia pedido um árbitro uruguaio ou paraguaio, mas não fomos atendidos”. (Zero Hora, 13 de junho de 1996)

Foto: Mauro Vieira (Pioneiro)

AMÉRICA: Oscar Córdoba; Cardona, Bermudez, Asprilla e Maziri; Berti, Oviedo, Cabrera e Alex Escobar; De Ávila e Zambrano (Digñas)
Técnico: Diego Umaña

GRÊMIO: Danrlei; Arce (Émerson), Rivarola, Luciano (João Antônio) e Roger; Adílson, Goiano, Aílton e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Jardel
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Libertadores 1996 – Semifinal – Jogo de Volta
Data: 12 de junho de 1996, quarta-feira, 22h30min
Local: Estádio Pascoal Guerrero, em Cali
Árbitro: Alberto Tejada (Peru)
Auxiliares: Luiz Seminário e Manuel Yupanqui
Cartões Amarelos: Berti, Cabrera, Escobar, Bermudez, Asprilla, Adilson e Luciano
Gols: Jardel, aos 14 minutos e Bermudez, aos 38 minutos do primeiro tempo; Escobar aos 11 minutos e Bermudez, aos 39 minutos do segundo tempo

Copa do Brasil 1996 – Grêmio 2×0 Criciúma

July 14, 2015

 O último confronte entre Grêmio e Criciúma pela Copa do Brasil aconteceu em 10 de maio de 1996, uma sexta-feira.
Era a partida de volta das quartas de final da competição, e o tricolor Grêmio tinha uma boa vantagem, após o empate em 1×1 no primeiro jogo em Santa Catarina. Contudo, o desgaste do plantel era uma preocupação constante, uma vez que time havia entrado em campo apenas dois dias antes para enfrentar o Botafogo pelas oitavas de final da  Libertadores. De certo modo a equipe tricolor encaminhou a sua classificação com rapidez, construindo o placar de 2×0 com um gol de Aílton aos 13 e outro de Dinho (convertendo pênalti) aos 20 minutos do primeiro tempo.
Curiosamente alguns dos personagens do jogo no Olímpico em 1991 se repetiam. Márcio Rezende de Freitas esteve novamente no apito. Roberto Cavalo seguia no meio campo do Tigre, enquanto Felipão saiu mais uma vez vitorioso, só que dessa vez como treinador do Grêmio .

Fonte: Zero Hora
Fotos: Valdir Friolin (Zero Hora)

Grêmio 2×0 Criciúma

Data: 10/05/1996, sexta-feira, 21h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre – RS
Público: 25.116
Renda: 194.432,00
Árbitro: Márcio Rezende de Freitas – MG
Auxiliares: Clever Assunção Gonçalves e Marco Antônio Martins

1996 – Copa do Brasil – Grêmio 3×0 Atlético Paranaense

November 5, 2013

 

A partida de volta das oitavas de final da Copa do Brasil de 1996, entre Grêmio e Atlético Paranaense, foi disputada no dia 19 de abril, uma sexta-feira. A razão do dia da semana tão peculiar era de que a equipe principal do tricolor recém havia voltado do Japão, onde vencera o Independiente pela Recopa. A direção anunciava que não haveria transmissão do jogo pela televisão e um bom público se deslocou até a Azenha.
Em razão do resultado obtido em Curitiba, o Grêmio jogava pelo 0x0 no Olímpico, e assim o primeiro tempo acabou sendo bastante truncado. Na segunda etapa o Atlético foi obrigado a se abrir e acabou concedendo três pênaltis. Os três convertidos por Adílson. Curiosamente o mesmo fato voltou a acontecer (um jogador convertendo três pênaltis no mesmo jogo) contra o mesmo Atlético no Brasileirão de 2008.
Outro dado interessante da partida foi a estreia de Rodrigo Mendes com a camiseta do clube, na primeira das suas inúmeras passagens pelo clube.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

LanceO que você lembra daquele jogo em que fizeste três gols?
Adílson BatistaFiz quatro gols, não três. O árbitro pernambucano, o Wilson de Souza Mendoça, mandou voltar, bati quatro vezes no Ricardo Pinto. Sempre tive o carinho pelo Atlético, estávamos vivendo um bom momento do Grêmio. Para mim foi uma satisfação ter feito os gols, contribuído para a vitória, foi um jogo legal. Era à noite, o técnico do Atlético era o Leão. Tenho respeito pelos dois, gosto dos dois clubes. (Lance – 30 de outubro de 2013)

 

 

“O resultado encobre as dificuldades enfrentadas pelo Grêmio. No primeiro tempo, o time de Émerson Leão impôs uma marcação severa, tirando espaço. O Grêmio teve uma chance de gol com Paulo Nunes e o Atlético ameaçou num arremate de Jorginho” (Correio do Povo – 20 de abril de 1996)

 

“Isso é treinamento”, resumiu o zagueiro Adílson após a partida.” (Correio do Povo – 20 de abril de 1996)


Fontes: Correio do Povo, Globo Esporte, Lance e Zero Hora

 Grêmio 3×0 Atlético Paranaense

GRÊMIO: Murilo; Arce, Rivarola, Adílson e Roger; João Antônio, Goiano, Aílton (Rodrigo Mendes) e Carlos Miguel; Paulo Nunes (Emerson) e Jardel (Zé Alcino)
Técnico: Luis Felipe Scolari

 

ATLÉTICO-PR: Ricardo Pinto; Reginaldo (Pavão), Luiz Eduardo, Andrei e Elias; Sidiclei, Alex, Matosas,  e Jorginho; Marcão e Oséias
Técnico: Emerson  Leão

 

Copa do Brasil 1996 – Oitavas de Final – Jogo de volta
Data: 19 de abril de 1996, sexta-feira, 20h45min
Local: Estádio Olímpico em Porto Alegre-RS
Público:  31.674 (27.338 pagantes)
Renda: R$ 184.441,00
Árbitro: Wilson de Souza Mendonça
Auxiliares: Kleber Guimarães e Erik Bandeira
Cartões Amarelos: Goiano, Rivarola, Adilson, João Antônio, Roger, Luiz Eduardo, Reginaldo e Elias
Cartão Vermelho: Andrei
Gols: Adílson, aos 15, 22 e 50 minutos do 2º tempo (Todos de pênalti)

 

1996 – Copa do Brasil – Atlético Paranaense 1×1 Grêmio

October 30, 2013

 

Grêmio e Atlético Paranaense se encontraram em apenas uma edição da Copa do Brasil. Foi em 1996, em confronto válido pelas oitavas de final, e a partida de ida foi realizada em Curitiba, no dia 26 de março, justamente a data do aniversário do Furacão.
O Grêmio ainda estava fazendo ajustes para retomar o nível de futebol apresentado em 1995. Aílton, autor do gol do título do Brasileirão, desembarcou em Porto Alegre nesse mesmo dia. Para o enfrentamento no Paraná o tricolor cuidava também dos fatores extracampo. A direção temia pelas condições do antigo  “Caldeirão do Diabo” e exigiu que o jogo fosse televisionado para que a CBF pudesse acompanhar eventuais excessos (O SBT transmitiu a partida para todo Brasil). Da mesma forma, a comissão técnica não gostou da escalação do juiz Cláudio Vinícius Cerdeira, em razão do retrospecto dele em jogos do clube.
Dentro de campo a história não foi tão complicado. Carlos Miguel abriu o marcador com um golaço logo aos 4 minutos de jogo. Andrei empatou para o time da casa aos 40 do primeiro tempo, num chute que desviou em Emerson. No segundo tempo o Atlético pressionou, chegando a colocar duas bolas na trave, mas não conseguiu a virada.

 

Fontes: Correio do Povo e Zero Hora

Atlético Paranaense 1×1 Grêmio

ATLÉTICO-PR: Ricardo Pinto; Reginaldo (Alex), Luiz Eduardo, Andrei e Elias; Leomar, Sidiclei (Matosas), Luiz Carlos (Everaldo) e Jorginho; Paulo Rink e Oséias
Técnico: Emerson  Leão
GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Adílson e Roger; João Antônio (Luciano), Goiano, Emerson e Carlos Miguel; Zé Alcino e Jardel
Técnico: Luis Felipe Scolari
Copa do Brasil 1996 – Oitavas de Final – Jogo de ida
Data: 26 de março de 1996, terça-feira, 21h00min
Local: Estádio Joaquim Américo, em Curitiba-PR
Público: 14.446 (13.138 pagantes)
Renda: R$ 184.441,00
Árbitro: Cláudio Vinícius Cedeira-RJ
Cartões Amarelos: Goiano, Rivarola, Adilson, João Antônio e Jorginho
Gols: Carlos Miguel, aos 4min/1ºT e Andrei, aos 40min/1ºT

1996 – Copa do Brasil – Grêmio 2×1 Palmeiras

June 19, 2012

“Há um esquema para favorecer o time paulista” Fábio Koff

“Vamos pedir a interdição do Olímpico” Seraphim del Grande

“O Palmeiras tem um estádio que só é liberado graças à certidão falsa e vem reclamar do Olímpico” Fábio Koff

“Terminado o jogo, o técnico Luiz Felipe protagonizou um dos poucos episódios lúcidos ocorridos nas duas horas que se seguiram. Aproximou-se calmamente de Alves e, sem gesticular, sem levantar a voz e sem se alterar, perguntou por que el havia anulado o gol. “Eu achei que foi impedimento”, respondeu o auxiliar, com tranqüilidade. “As televisões estão mostrando que não foi impedimento”, retrucou Luiz Felipe.
“Amanhã tu vais ficar com a consciência pesada”. O bandeirinha não pareceu se abalar. “Tudo bem, não há o que fazer”, conformou-se. (Zero – 8 de junho de 1996)


“Faltou um gol, justamente o gol que Jardel fez a 49 minutos do segundo tempo e que foi anulado pelo bandeira Paulo Jorge Alves e, depois de alguma relutância, ratificado pelo juiz Francisco Dacildo Mourão. Injustiça, erro desnecessário”
(Ruy Carlos Ostermann)

“A equipe do SBT, paulista, considerou legítimo o gol.” (Wianey Carlet)



“E o Grêmio mereceu os 3 a 1 que construiu e o bandeirinha impediu” (Juca Kfouri)

“Não pelo terceiro gol do Grêmio, aquele que levaria a decisão para os pênaltis, pois o lance extremamente duvidoso, embora para mim não houvesse impedimento nem de Roger, nem de Jardel” (Alberto Helena)

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Fontes: Folha de São Paulo e Zero Hora

Grêmio 2×1 Palmeiras

GRÊMIO: Danrlei, Arce, Rivarola, Luciano e Roger; Adílson, João Antônio, Aílton e Rodrigo Mendes (Zé Alcino); Paulo Nunes e Jardel
Técnico: Luís Felipe Scolari

PALMEIRAS: Velloso; Cafu, Sandro Blum, Cláudio e Júnior; Galeano, Amaral, Djalminha ( Roque Júnior) e Rivaldo;, Müller ( Marquinhos) e Luizão (Elivélton)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Copa do Brasil 1996 – Semifinal – Partida de volta
Data: 07 de junho de 1996, sexta-feira, 21h35min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 48.266 (36,808 pagantes)
Renda: R$ 384.050,00
Preço dos ingressos: Cadeira R$ 15,00 e Arquibancada R$ 10,00
Juiz: Dacildo Mourão (CE)
Auxiliares: Paulo Jorge Alves (RJ) e Marco Antônio Martins (MG)
Cartão Amarelo: Júnior, João Antônio, Sandro, Amaral, Cafu, Rodrigo Mendes, Paulo Nunes, Luciano, Arce, Adílson, Djalminha, Velloso e Cláudio
Cartão Vermelho: Sandro
Gols: Cláudio 12/2ºT, Jardel 16/2ºT e Zé Alcino 33/2ºT

 

1996 – Copa do Brasil – Palmeiras 3×1 Grêmio

June 19, 2012




Palmeiras 3×1 Grêmio

PALMEIRAS: Velloso; Cafu, Sandro, Cléber e Júnior (Cláudio); Flávio Conceição (Galeano), Amaral, Djalminha e Rivaldo; Muller e Luizão (Elivélton)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Luciano e Carlos Miguel; Dinho (Emerson), Luiz Carlos Goiano, João Antonio e Aílton (Rodrigo Mendes); Paulo Nunes (Zé Alcino) e Jardel.
Técnico: Luís Felipe Scolari

Data: 29/05/1996
Local: Estádio Parque Antártica
Público: 29,747
Renda: 331.224,00
Árbitro: Wilson de Souza Mendonça
Auxiliares: Teodoro Castro Lino e Arnaldo Pinto Filho
Cartões Amarelos: Luizão, Cleber, Dinho, Goiano, Djalminha e Muller
Gols: Rivaldo aos 35/1ºt, Djalminha 47/1ºt, Paulo Nunes 9/2ºt e Muller 34/2ºt

Copa do Brasil 1996

March 21, 2012


Retomando a série sobre as participações gremistas na Copa do Brasil.

No ano de 1996 o Grêmio se via envolto numa maratona de jogos. Ainda assim foi bem sucedido na Copa do Brasil, onde só parou na semifinal da competição, em função de um clamoroso “erro” da arbitragem.

Na primeira fase o Grêmio enfrentou o Operário. Vitória magra do tricolor no Mato Grosso do Sul e um susto no Olímpico, quando o time visitante saiu na frente, mas o Grêmio conseguiu virar para 3×1, com direito a um gol em homenagem aos Mamonas Assassinas marcado por Paulo Nunes.

As oitavas de final foram marcadas pelos três gols de pênalti marcados por Adílson no jogo de volta. Façanha que foi repetida em 2008 por Roger, contra o mesmo Atlético Paranaense.

Nas quartas de final a dificuldade não estava só no Criciúma, mas também no calendário tricolor, uma vez que o Grêmio também estava disputando concomitantemente o mata-mata da Libertadores daquele ano.

A semifinal foi com o Palmeiras, marcando mais um capítulo da rivalidade entre os dois times na metade dos anos 90. O Palmeiras, comandado por Luxemburgo, vinha credenciado pelo seu “ataque dos 100 gols“.

Na partida de ida, o Palmeiras venceu por 3×1. No jogo de volta, disputado numa sexta-feira (três dias depois da primeira partida da semifinal da Libertadores), o Palmeiras saiu na frente, aos 12 minutos do segundo tempo, num chute de Cláudio que desviou em Luizão. Jardel empatou aos 16 e Zé Alcino virou aos 33. Aos 49, Jardel marcou o gol que levaria o jogo para os pênaltis, mas o juiz Dacildo Mourão e do bandeirinha Paulo Jorge Alves anularam o tento, assinalando um impedimento inexistente.

O erro da arbitragem (devidamente registrado pelos cronistas de São Paulo) causou um pandemônio no Olímpico e motivou a histórica frase do presidente Fábio Koff sobre o “esquema Parmalat.

Primeira Fase – Jogo de ida
Operário-MS 0 x 1 Grêmio
Data: 6 de fevereiro de 1996, terça-feira
Local: Estádio Pedro Pedrossian, em Campo Grande MS
Juiz: Joelmes da Costa (MT)
Auxiliares: Mário Martins Rodrigues e Claúdio Costa cacho
Gol: Paulo Nunes aos 19 minutos do primeiro tempo


Primeira Fase – Jogo de volta
Grêmio 3 x 1 Operário-MS
Data: 5 de março de 1996, terça-feira
Local: Estádio Olímpico
Público: 10.921 (8.364 pagantes)
Renda: R$ 78.797,00
Juiz: Osvaldo Meira Jr (SC)
Auxiliares: Roque Bohmnerger e Paulo Conceição
Gols: Nilson Aragão (20/2ºT), Silvio (22 e 25/2ºT) e Paulo Nunes (48/2ºT)

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1996

Oitavas de Final- Jogo de Ida
Atlético Paranaense 1 x 1 Grêmio
Data: 26 de março de 1996
Local: Estádio da Baixada, em Curitiba-PR
Público: 14.446
Renda: R$ 188.440,00
Juiz: Cláudio Cerdeira-RJ
Gols: Carlos Miguel 4/1ºT e Andrei 39/1ºT

1996-atletico-pr-volta

Oitavas de Final- Jogo de volta
Grêmio 3 x 0 Atlético Paranaense
Data: 19 de abril de 1996
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 27.983
Renda: R$ 373.149,00
Juiz: Wilson de Souza Mendonça-PE
Gols: Adílson 18/2ºT, 25/2ºT e 50/2ºT (Todos de pênalti)
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1996-criciuma

Quartas de final- Jogo de ida
Criciúma 1 x 1 Grêmio
Data: 03 de maio de 1996
Local: Estádio Heriberto Hulse, em Criciúma-SC
Público: 14.003
Renda: R$ 118.353,00
Juiz: Leo Feldman-RJ
Gols: Goiano 34/1ºT e Wanderley 44/1ºT

1996-criciuma-volta

Quartas de final- Jogo de volta
Grêmio 2 x 0 Criciúma
Data: 10 de maio de 1996
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 25.116
Renda: R$ 194.432,00
Juiz: Márcio Rezende de Freitas-MG
Gols: Aílton 10/1ºT e Dinho 18º/1ºT
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Semifinal – Jogo de ida
Palmeiras 3×1 Grêmio


PALMEIRAS: Velloso; Cafu, Sandro, Cléber e Júnior (Cláudio); Flávio Conceição (Galeano), Amaral, Djalminha e Rivaldo; Muller e Luizão (Elivélton)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Luciano e Carlos Miguel; Dinho (Emerson), Luiz Carlos Goiano, João Antonio e Aílton (Rodrigo Mendes); Paulo Nunes (Zé Alcino) e Jardel.
Técnico: Luís Felipe Scolari

Data: 29/05/1996
Local: Estádio Parque Antártica
Público: 29,747
Renda: 331.224,00
Árbitro: Wilson de Souza Mendonça
Cartões Amarelos: Luizão, Cleber, Dinho, Goiano, Djalminha e Muller
Gols: Rivaldo aos 35/1ºt, Djalminha 47/1ºt, Paulo Nunes 9/2ºt e Muller 34/2ºt


Semifinal – Jogo de volta
Grêmio 2 x 1 Palmeiras


GRÊMIO: Danrlei, Arce, Rivarola, Luciano e Roger; Adílson, João Antônio, Aílton e Rodrigo Mendes (Zé Alcino); Paulo Nunes e Jardel
Técnico: Luís Felipe Scolari

PALMEIRAS: Velloso; Cafu, Sandro Blum, Cláudio e Júnior; Galeano, Amaral, Djalminha ( Roque Júnior) e Rivaldo;, Müller ( Marquinhos) e Luizão (Elivélton)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Data: 07 de junho de 1996, sexta-feira, 21h35min
Renda: 384.050,00
Público: 36,808
Juiz: Dacildo Mourão
Bandeirinha: Paulo Jorge Alves
Cartão Amarelo: Júnior, João Antônio, Sandro, Amaral, Cafu, Rodrigo Mendes, Paulo Nunes, Luciano, Arce, Adílson, Djalminha, Velloso e Cláudio
Cartão Vermelho: Sandro
Gols: Cláudio 12/2ºT, Jardel 16/2ºT e Zé Alcino 33/2ºT

1996 – Copa Renner

February 17, 2012

Continuando a série sobre os jogos do Grêmio no litoral gaúcho, lembramos hoje da Copa Renner, que teve sua 1ª edição finalizada no dia 17 de fevereiro de 1996.

Foi um torneio de verão, disputado no famigerado estádio Sessinzão em Cidreira, envolvendo alguns dos times patrocinados pela marca de tintas. Esse tipo de competição não era exatamente uma novidade, haja visto a Copa Parmalat (onde o Juventude de Isoton e Mário goleou o Benfica de Preud´homme) e a Copa Umbro, disputada nos meados dos anos 90.

Cerro Porteño, Grêmio, Nacional, e Sport Recife disputaram a primeira edição do torneio. A premiação era de R$ 10 mil reais para o campeão, 6 mil para o vice e 4 mil reais para o terceiro colocado.

Nas semifinais, o Cerro comando por Antônio Lopes foi derrotado pelo Sport (2×0, gols de Chiquinho e Dário), enquanto o Grêmio passou pelos uruguaios, nas partidas disputadas na sexta-feira, dia 16 de fevereiro.

No sábado, Nacional ficou com o terceiro ao superar a equipe paraguaia por 2×1 (gols de Parodi e Leon para o Bolso e Fabian Espíndola para o Cerro). Na final, o Grêmio, que tinha Manoel Tobias com grande novidade no seu meio campo, venceu o Sport nos pênaltis, após o empate por 2×2 no tempo normal.

Houve uma segunda edição da competição no ano seguinte, mas o Grêmio não participou. Contudo, em abril de 1997, o tricolor venceu o Vila Nova por 1×0 no Serra Dourada, na partida que valia a Taça IronCryl.

A foto acima é da partida entre Grêmio e Nacional. As fotos abaixo são do jogo entre Grêmio e Sport (fonte: Zero Hora). Abaixo também estão as fichas dos jogos do Grêmio.

Grêmio 3 x 2 Nacional

GRÊMIO: Murilo, André Vieira (João Antônio), Rivarola, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Manoel Tobias (Émerson) e Carlos Miguel; Paulo Nunes (Zé Alcino) e Sílvio.
Técnico: Luiz Felipe Scolari

NACIONAL: Fabian Dominguez, Gomez, Alfonso Dominguez, Silva e Morán; Guigou, Badell, Parodi e León; Juan Gonzalez (Ravera) e Canobbio.
Técnico: Hector Salva

Semifinal – Copa Renner
Data: 16 de fevereiro de 1996, sexta-feira
Local: Estádio Sessinzão em Cidreira-RS
Gols: Carlos Miguel, aos 22 e Morán aos 35 minutos do 1º tempo. Adilson, aos 6, Paulo Nunes, aos 23 e Milton Gomez, aos 37 minutos do segudo tempo.


Grêmio 2 x 2 Sport (Grêmio 4×2 nos pênaltis)

GRÊMIO: Murilo; André Vieira (João Antônio), Rivarola, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Manoel Tobias (Negretti) e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Sílvio.
Técnico: Luís Felipe Scolari.

SPORT: Albérico; Givaldo, Adriano, Érlon e Gilvan; Dário, Ataíde e Chiquinho (Jean); Gaúcho (Juca), Marcelo e Bira (Vanderlei).
Técnico: Givanildo Oliveira.

Final – Copa Renner
Data: 17 de fevereiro de 1996, sábado, 18h30min
Local: Estádio Sessinzão em Cidreira-RS
Juiz: Carlos Simon
Cartões Amarelos: Dinho, João Antônio, Negretti, Dário, Adriano, Marcelo e Jean.
Cartão Vermelho: Gilvan
Gols: Carlos Miguel, aos 33 e Adriano, aos 35 minutos do 1º tempo. Sílvio, aos 27 e Jean, aos 30 minutos do 2º tempo
Nos pênaltis: Dinho, Carlos Miguel, Adílson, Roger, Vanderlei e Marcelo converteram. Murilo defendeu a cobrança de Jean e Dário chutou pra fora.

Quadro Social – Promoções 1996 e 2011

December 23, 2011

Olhando nos meus arquivos, eu achei esse anúncio do Quadro Social do Grêmio publicado na edição da Zero Hora de 28 de dezembro de 1996.

Destaco a promoção referente a uma cadeira por 2 anos ao preço de R$ 400,00. Atulizando esse número por diversos índices disponíveis na Calculadora do Cidadão (do Banco Central) teríamos um valor por volta de 1.400 reais.

Hoje, a promoção que o Quadro Social tricolor oferece para as cadeiras é o pagamento antecipado de todo o ano por R$ 1733,00 (A mensalidade é de R$ 169,00).

Vale lembrar que o salário mínimo em 1996 era de R$ 112,00.

Brasileirão 1996 – Grêmio 2 x 0 Portuguesa

December 15, 2011

Em 15 de dezembro de 1996, o Grêmio entrava em campo pela segunda partida da final do Campeonato Brasileiro tendo que devolver os dois gols sofridos no Morumbi.

O clima no Olímpico era indescrítivel. A pressão tricolor foi forte, e depois de uma sequência de escanteios, Paulo Nunes abriu o placar, logo aos 3 minutos. O jogo seguiu nervoso, brigado, até os 39 minutos do segundo tempo, quando Aílton marcou o golaço que iniciou a festa no Olímpico.

Detalhes sobre a campanha do Grêmio naquele campeonato podem ser encontrados em:

Abaixo seguem algumas fotos e textos dos jornais Correio do Povo, Folha de São Paulo e Zero Hora:

Ironia lusa contrapõe ameaça gremista
No vestiário da Portuguesa, momentos antes de o time entrar em campo, os jogadores rezavam.
Dava para escutar os gritos da torcida: “Ê, ê, ê, paulista vai morrer” ou “Ó Portuguesa pode esperar, a sua hora vai chegar”.
Foi sob um clima de guerra que o time se preparou, durante uma hora e 45 minutos, no estádio Olímpico, para encarar o Grêmio.
A reportagem da Folha acompanhou a Portuguesa nos momentos que antecederam o jogo.
Para controlar a tensão, a ansiedade e a expectativa, a tática era falar bastante. O assunto não interessava, o importante era falar.
Valia conversar sobre a torcida, as férias que se aproximavam, a família, o tempo, como em qualquer bate-papo normal dentro de um elevador, ou até fazer piadas dos gritos de guerra dos gremistas.
“Alguém tem que avisá-los que eu sou do Maranhão”, brincava o goleiro Clêmer, referindo-se às ameaças contra os paulistas.
“Não vão vocês gritar contra os gaúchos, porque eu sou do Rio Grande”, disse o meia Caio, que nasceu no interior do Estado e defendeu o Grêmio até janeiro de 94.
A recepção
A comissão técnica da Portuguesa tentou despistar a torcida do Grêmio, chegando a Porto Alegre antes do horário previsto. O time deixou São Paulo, às 10h, pousando em Porto Alegre às 12h.
Um ônibus contratado pelo clube e que esperava os jogadores na pista do aeroporto transportou-os para um hotel no centro da cidade.
No trajeto ao hotel e depois ao estádio, vários torcedores com camisas do Grêmio xingavam o time e mostravam dois dedos das mãos, insinuando o placar de 2 a 0.
No caminho, no entanto, torcedores com camisas do Internacional, rival do Grêmio, aglomeraram-se para dar apoio aos paulistas. Candinho e seus pupilos acenavam, agradecendo o incentivo.
E uma surpresa curiosa: as ruas e avenidas que cercam o Olímpico estavam pintadas de verde, vermelho e branco, cores da Portuguesa. É que a Prefeitura de Porto Alegre preparou a decoração de Natal antes de conhecer os finalistas.
Protegidos por seguranças do Inter, os paulistas chegaram ao estádio às 17h15.
A preleção
Na última hora, já dentro do vestiário do Olímpico, o técnico Candinho, mais do que um estrategista, vira um psicólogo. A análise tática do adversário, as orientações, a estratégia de jogo foram passadas ao elenco em São Paulo e no hotel.
Conversando “de verdade” com os atletas, no estádio, Candinho só descontrai o ambiente, acalma o time, motiva-o e brinca. “Já que o avião não caiu, estamos aqui, haverá jogo, vamos para ganhar.”
Mas também fala sério e elogia o elenco. “Fizemos história na Portuguesa, mostramos nosso valor. Estamos em alto-mar”, lembrou, referindo-se aos comentários de que o time costumava nadar, nadar e morrer na praia.
O goleiro Clêmer, um dos líderes do grupo, é o que mais palpita. Além de dar as instruções finais para seus companheiros de defesa, pede cuidado com a arbitragem.
O aquecimento
O preparador físico José Roberto Portella comanda os quase 30 minutos de exercícios dos jogadores antes do início do jogo. “Sem o aquecimento bem feito, o risco de alguma contusão é grande”, diz.
Diferentemente do Grêmio, que aqueceu no campo de treinamento que fica do lado de fora do estádio, a Portuguesa teve que se contentar em se aquecer no vestiário, já que o gramado do Olímpico era palco de um jogo preliminar.
Portella, que trabalhou no futebol português, preparou exercícios individualizados. “Cada um tem uma necessidade diferente, uma característica específica.”
A imagem
A diretoria da Portuguesa, porém, não contava só com a preleção de Candinho, o aquecimento de Portella ou a técnica dos jogadores. Uma imagem de Nossa Senhora de Fátima também foi levada ao vestiário para dar sorte.
“No Canindé, estamos acostumados com a imagem”, afirmou o zagueiro César, que diz ser evangélico. “É uma força a mais.”
A ausência foi o mascote Nirlei Tigre, 5, chamado pelos jogadores de “campeão”. Sem lugar no avião fretado pelo clube, ele ficou torcendo em casa, pela televisão.
O grupo de apoio da equipe, formado por roupeiro, massagista, treinador de goleiros e seguranças, acendia velas no vestiário e fazia promessas. “É a macumba portuguesa”, brincava Carioca, treinador de goleiros do time.
É a a tal história: em decisão, vale tudo. Bola para o mato que o jogo é de campeonato. (JOÃO CARLOS ASSUMPÇÃO – Folha de São Paulo)

 

Portuguesa perde controle dos nervos e título inédito
Pela primeira vez, desde o início da fase final do Brasileiro, a Portuguesa sentiu ontem, diante do Grêmio, em Porto Alegre, a pressão de estar jogando uma partida decisiva fora de casa.
Isso foi determinante para a derrota do time por 2 a 0 e a perda do inédito título brasileiro, sofrendo o gol fatal a nove minutos do fim.
A equipe paulista entrou em campo apavorada pelos gritos ensurdecedores da torcida gremista e tomou o primeiro gol aos 2min.
Depois de um passe de Zé Alcino, Paulo Nunes bateu forte de pé esquerdo, marcando seu décimo sexto gol no Brasileiro.
Ele terminou a competição como artilheiro do campeonato, ao lado de Renaldo, do Atlético-MG.
Tomar um gol no começo era tudo que o técnico Candinho mais temia. E isso se provou no fim.
Sua estratégia de valorizar a posse de bola e explorar rápidos contra-ataques com Alex Alves e Rodrigo não funcionou.
O Grêmio marcava a saída de bola, enervando os zagueiros César e Emerson, e não deixava o time paulista respirar. O lateral-direito Arce, que atuou sentindo uma contusão, era a principal arma ofensiva da equipe gaúcha.
O primeiro chute a gol da Portuguesa só aconteceu aos 15min, com Rodrigo.
Mas o domínio do Grêmio foi completo. O time cobrou 13 escanteios só no primeiro tempo e exigiu, pelo menos, três grandes defesas de Clêmer.
Aos 46min, César, de cabeça, salvou o que seria o segundo gol.
No segundo tempo, a ansiedade do Grêmio em fazer o gol e a impaciência da torcida tornaram o jogo melhor para a Portuguesa.
O time passou a organizar perigosos contra-ataques, sem oferecer espaços em sua defesa.
Mas, aos 39min, todo o esforço foi por água abaixo. Numa rebatida da defesa, Aílton, que acabara de entrar, acertou um belo chute, garantindo o título para o Sul. (Arnaldo Ribeiro – Folha de São Paulo – 16/12/1996)

Sangue azul – Por JUCA KFOURI
O Olímpico é um oceano azul banhado pela mais bela luz deste país, o sol que se põe na capital gaúcha.
Tudo pronto para fazer a nau lusitana afundar em alto mar.
O primeiro torpedo vem do comandante Paulo Nunes, nem bem a batalha havia começado. O artilheiro não estava mesmo ali por acaso.
A intranquilidade toma conta da tripulação do Canindé, que acusa o golpe e bate cabeça, o que era natural.
O capitão Capitão, mais que uma redundância, um herói, berra com César. Ave, César, que susto!
“Grêmiôôô, Grêmiôôô”, o grito de guerra inunda o palco do combate.
Ave, Caio, quase! Danrlei defende o indefensável.
O menino Rodrigo vira gigante, a Lusa cresce.
Por todos os lados, os gremistas atacam, atacam e atacam.
As escaramuças se sucedem em cada convés, como não convém mas é inevitável.
Clêmer salva a pátria-mãe novamente.
O mais argentino dos times brasileiros, que seria campeão até na Alemanha, tem dois paraguaios para ajudar a evitar que o toque africano rubro-verde faça o vira que vale o troféu.
O mundo da bola gira eletrizante no sul do Brasil.
Navegar é preciso, viver não é preciso. O arqueiro Clêmer sobe. E desce. E sobe.
Caía a noite. Era hora de ajustar as bússolas. Estava tudo justo e nada resolvido. Piscava a segunda estrela mosqueteira. E a primeira portuguesa.
Batalha reiniciada, os piratas aparecem de preto e amarelo. Uma bandeira mal içada impede que a vela lusa infle em direção à meta adversária, na arrancada de Rodrigo.
A luta é por cada palmo de espaço. Emerson pela esquerda, Zé Alcino pela direita, o segundo míssil ronda o casco português.
Rodrigo perde chance, o Grêmio perde o grande Rivarola, o que, para quem já não tinha Adílson, não é pouca coisa.
“Grêmiôôô, Grêmiôôô”, a massa queria jogar.
Os piratas reaparecem, agora contra o Grêmio, que busca força sabe-se lá de onde, tão visível é o desgaste de sua gente.
Aí, Aílton, sangue novo, nobre, fulmina sem piedade e inunda o porto de alegria.
Justa alegria, Grêmio grande campeão.
E porque tudo vale a pena se a alma não é pequena, a Lusa é uma enorme vice-campeã.” (Folha de São Paulo – 16 de dezembro de 1996)

FUNDAMENTOS (Folha de São Paulo)

Grêmio 49 – Bolas perdidas – 47 Portuguesa
Grêmio 41 Faltas cometidas – 33 Portuguesa
Grêmio 22 – Faltas na Defesa – 14 Portuguesa
Grêmio 19 – Faltas no ataque – 19 Portuguesa
Grêmio 7 – Finalizações certas – 1 Portuguesa
Grêmio 8 – Finalizações erradas – 6 Portuguesa
Grêmio 8 – Lançamentos certos – 3 Portuguesa
Grêmio 11 – Lançamentos errados – 1 Portuguesa
Grêmio 15 – Escanteios conquistados – 4 Portuguesa
Grêmio 3 – Impedimentos – 7 Portuguesa
Grêmio 198 Passes certos – 215 Portuguesa
Grêmio 81 – Passes errados – 215 Portuguesa

 

“GRÊMIO É O CAMPEÃO!
O Grêmio barrou a tentativa de “ascensão” social da Portuguesa para o quadro de grande times do país e conquistou ontem, em Porto Alegre, o título do Campeonato Brasileiro de Futebol.
É o segundo do Grêmio na competição. A equipe, anteriormente, já havia vencido em 1981.
O time, também, se tornou o segundo da história a reverter a vantagem no mata-mata da decisão, após perder o primeiro jogo. Antes, só o Flamengo, em 1980 e 83.
Além do troféu, o time ganhou o direito de disputar a Taça Libertadores da América em 1997, o mais importante torneio interclubes da América do Sul.
A vitória por 2 a 0 consagra o técnico Luiz Felipe, da equipe gaúcha, como um dos profissionais mais vitoriosos do país.
No comando do Grêmio, o técnico já conquistou o Campeonato Gaúcho, a Copa do Brasil e a Libertadores. O Brasileiro era o único título que faltava para Luiz Felipe no cenário nacional.
Agora, o “passe” do treinador passa a ser mais valorizado. Ele tem propostas do Palmeiras e do futebol japonês para 1997.
O grande destaque da campanha do Grêmio é o atacante Paulo Nunes, autor do primeiro gol do jogo. O atacante terminou a competição como artilheiro, ao lado de Renaldo (Atlético-MG), com 16 gols.
“Eu amo vocês. Esse título é para vocês”, disse o jogador, após a partida, quando jogou sua camisa aos torcedores que lotaram o estádio Olímpico.
“É o melhor time do mundo”, disse o meia Aílton, autor do segundo gol gremista.
A equipe gaúcha terminou o Brasileiro com 48 pontos. É o melhor ataque da competição, com 52 gols. Sua defesa tomou 34 gols. (Alexandre Gimenez – Folha de São Paulo 16 de dezembro de 1996)

 

Vestiário oscila entre tensão e decepção
O clima no vestiário da Portuguesa era semelhante ao de um velório logo após a partida.
Os jogadores, cabisbaixos, mal tinham ânimo para falar.
A decepção contrastava com o a empolgação da equipe antes do jogo. A reportagem da Folha acompanhou, com exclusividade, a Portuguesa nos momentos que antecederam a finalíssima.
“É duro engolir uma derrota quando estávamos a seis minutos do título”, lamentou o goleiro Clêmer. “Foi uma tragédia.”
Os atletas reconheceram que o time entrou tenso em campo.
“Não sei o que foi, talvez os gritos da torcida, a pressão que sofremos desde que chegamos a Porto Alegre… O fato é que entramos meio desligados no jogo”, disse o zagueiro Émerson.
“Somos jovens e, pelo menos uma vez, temos o direito de dizer que sentimos a pressão”, disse o zagueiro César.
“Mas depois melhoramos e poderíamos ter conseguido um resultado melhor.”
O técnico Candinho também achou que os minutos iniciais foram decisivos para a derrota. “Levar um gol no começo dá força para o adversário.”
Candinho diz que faltou o gol. “Futebol é simples. Podem ridicularizar minha frase, mas foi isso. Faltou o gol.”
Para o vice-presidente de futebol Ilídio Lico, o título do Grêmio foi merecido. “Jogavam por dois resultados iguais e conseguiram. Estão de parabéns.”
A preparação
Apesar da derrota, a torcida da Portuguesa aplaudiu a saída do time. “Reconheceram nosso esforço. O vice-campeonato foi um feito inesquecível”, disse o presidente Manuel Pacheco.
A Portuguesa bem que tentou se preparar para o clima de guerra da torcida gaúcha.
A comissão técnica tentou despistar a torcida do Grêmio, chegando a Porto Alegre antes do horário previsto.
Durante a semana, Candinho anunciara que a delegação partiria para o Sul entre 14h e 14h30.
Ele dizia que o almoço seria na concentração, em São Paulo, e que assim que o time chegasse a Porto Alegre iria direto ao estádio.
O trajeto
O time, porém, deixou o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, às 10h, pousando no Salgado Filho, em Porto Alegre, às 12h.
Um ônibus contratado pelo clube e que esperava os jogadores na pista do aeroporto transportou-os para um hotel no centro da cidade.
No trajeto ao hotel e depois ao estádio, vários torcedores com camisas do Grêmio xingavam o time.
Para controlar a tensão, a ansiedade e a expectativa, a tática era falar bastante.
Valia conversar sobre a torcida, as férias que se aproximavam, a família, o tempo, como em qualquer bate-papo normal dentro de um elevador, ou até fazer piadas dos gritos de guerra dos gremistas.
“Alguém tem que avisá-los que eu sou do Maranhão”, brincava o goleiro Clêmer, referindo-se às ameaças contra os paulistas.
Na última hora, já dentro do vestiário do Olímpico, o técnico Candinho, mais do que um estrategista, virou um psicólogo. A análise tática do adversário, as orientações e a estratégia de jogo foram passadas ao elenco em São Paulo e no hotel em Porto Alegre.
No vestiário, a tática era tentar tranquilizar os jogadores, lembrando que eles já tinham ido longe demais na disputa.
O goleiro Clêmer, um dos líderes do grupo, foi, dos jogadores, o que mais palpitou. Além de dar as instruções finais para seus companheiros de defesa, pediu cuidado com a arbitragem.
O preparador físico José Roberto Portella comandou os quase 30 minutos de exercícios dos jogadores dentro do vestiário.
“O ideal seria ter feito o aquecimento dentro do campo, porque o vestiário era acanhado”, comentou depois do jogo.
Como o estádio Olímpico era palco de um jogo preliminar, a Portuguesa não conseguiu sair do vestiário.
O Grêmio aqueceu-se no campo de treinamento ao lado do estádio.
A diretoria da Portuguesa levou uma imagem de Nossa Senhora de Fátima ao vestiário para dar sorte.
O grupo de apoio da equipe, formado por roupeiro, massagista, treinador de goleiros e seguranças, acendia velas no vestiário.
No final, além da melancolia, sobraram restos de velas e rosas vermelhas.
“Não deu. Fica para outra. O problema é que eu não sei quando”, afirmou Gallo, sintetizando a tristeza lusitana. (Folha de São Paulo – JOÃO CARLOS ASSUMPÇÃO – 16/12/1996)

“O técnico Luiz Fellipe atendeu ao pedido do volante Dinho, que pediu para sair, justamente para que Aílton entrasse na equipe. Mesmo correndo o risco de abrir o setor do meio-de-campo, o treinador fez a mudança. “A equipe precisava ser mais ofensiva”, justificou o volante

O meia explicou que teve dificuldade para se movimentar em campo, porque nesse momento a Portuguesa estava recuada, tentando garantir a derrota por 1 a 0, que daria o título ao clube paulista. “O técnico pediu que desse o máximo nos 10 minutos que faltavam para terminar a artida”, explicou. “Tinha de ajudar no ataque e voltar rápido.”

Mas, aos 39 minutos do segundo tempo, Aílton, livre de marcação na área, pegou um rebote sem tempo para dominar a bola, acertou um chute potente de pé esquerdo, no canto esquerdo do quase instransponível goleiro Clemar, num belíssimo sem-pulo. “Decidi arriscar o chute e tive muita sorte”, declarou Aílton.” (Correio do Povo – 16 de dezembro de 1996)

 


“Com os olhos cheios de lágrimas, o técnico Candinho, que deve deixar o time no final do ano, disse que o Grêmio mereceu o título. “A torcida, o Luiz Felipe e os jogadores está de parabéns”, felicitou o treinador derrotado. Depois do final da aprtida, Candinho demonstrou elegância e cumprimentou o juiz Márcio Rezende de Freitas. “Apitaste muito bem, obrigado”, agradeceu o técnico ao árbitro. Para Candinho, o gol sofrido no começo do jogo foi o fator decisivo para a perda do título. “Se tivéssemos segurado o Grêmio no início, tenho certeza que o resultado seria outro.
” (Zero Hora – 16 de dezembro de 1996)


1996 ailton gol zh

No festivo vestiário do Grêmio, o meia Aílton, autor do gol que deu o título brasileiro ao time, disse que entrou em campo no segundo tempo com “fé”.
Jogador mais contestado pela torcida do Grêmio, foi mantido pelo técnico Luiz Felipe, admirador do futebol do atleta, que joga tanto na meia como na lateral, contra a vontade dos próprios torcedores.
No final do jogo, quando todos os jogadores se reuniram em comemoração no meio do campo, Aílton correu sozinho em direção às arquibancadas, gritando palavrões.
*
Folha – Você se acha o herói do jogo? O que sentiu quando fez o gol do título?
Aílton – Entrei em campo com fé e confiante na vitória, ou com um gol meu ou de outro, feio ou bonito, pouco importava.
Folha – Mas foi você o autor do gol…
Aílton – Sou pé-quente, vencedor por onde passo. Felizmente, mais uma vez a sorte esteve ao meu lado.
Folha – Houve algum momento em que você achou que não daria para o Grêmio fazer o segundo gol e ganhar o título?
Aílton – Não. Acreditei sempre, nunca perdi a confiança em Deus. Apertamos o adversário durante toda a partida e, como prêmio, conseguimos o placar que necessitávamos.
Folha – O Grêmio mereceu o título?
Aílton – Mereceu pelo futebol que vem jogando faz tempo, pela luta e pela união de jogadores e dirigentes. Estou muito feliz com o gol, com o título, com tudo de bom que aconteceu comigo hoje “ (Folha de São Paulo – 16/12/1996)


O JOGO: O Grêmio precisava vencer por dois gols de diferença e, empurrado por sua torcida entusiasmada, conseguiu. No primeiro tempo, foi totalmente superior à Portuguesa. No segundo, a Lusa cresceu de produção, mas não foi suficiente para deter as investidas gaúchas. Foi um gol no início e outro no final, com os pés esquerdos de dois destros.

 

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola (Luciano 15 do 2º), Mauro Galvão e Roger; Dinho (Aílton 30 do 2º), Goiano, Émerson (Zé Afonso 15 do 2º) e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Zé Alcino
Técnico: Luis Felipe Scolari

PORTUGUESA: Clemer; Valmir, Émerson, César e Carlos Roberto (Flávio 40 do 2º); Capitão, Gallo, Caio e Zé Roberto; Alex Alves e Rodrigo Fabri (Tico 40 do 2º).
Técnico: Candinho

Campeonato Brasileiro 1996 – Final – Jogo de volta
Data: 15 de dezembro de 1996, 19h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 54.112(42.587 pagantes)
Renda: R$ 502.151,00
Juiz: Márcio Rezende de Freitas (MG)
Auxiliares: Klever Gonçalves e Marco Antônio Martins – MG
Cartão Amarelo: Gallo, Flávio, Goiano e Dinho
Gols: Paulo Nunes aos 3 do 1ºtempo e Aílton aos 39 do 2º.