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Supercopa 1997 – Grêmio 3×2 Estudiantes

August 17, 2018
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Fonte: El Dia

O último confronto entre Grêmio e Estudiantes em Porto Alegre aconteceu em outubro de 1997, no Estádio Olímpico, pela 5ª rodada do Grupo 4 da Supercopa daquele ano. O tricolor venceu por 3×2,  resultado que lhe deixou com chances de classificação na última rodada (onde o Grêmio acabou derrotado pelo Atlético Nacional em Medellin).

Nas matérias transcritas abaixo me parece válido explicar que o a manchete “Beto marca um gol de Tinga” faz referência ao gol marcado pelo Tinga contra o Sport Recife pelo Brasileirão em agosto daquela mesma temporada.

1997 Gremio 3x2 Estudiantes Djair ZH Fernando Gomes

Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

GRÊMIO VENCE E RECUPERA A DIGNIDADE
A equipe de Hélio dos Anjos mostrou bom futebol e afastou a ameaça de rebaixamento também na Supercopa.

Os gremistas respiram mais aliviados. Depois de afastar o rebaixamento no Brasileirão no final de semana, a equipe barrou o fantasma do descenço na Supercopa e passou a vice-liderança do Grupo 4, com seis ponto. A vitória sobre o Estudiantes por 3 a 2, ontem à noite, serviu também para reforçar a auto- estima. O Grêmio mostrou um bom futebol e começa a relegar a má fase que torturou os torcedores desde o início do semestre. No dia 30, a equipe enfrentará o Nacional, em Medelín,  na última rodada da primeira fase. 

Mais de 4 mil corajosos torcedores enfrentaram o frio,  o vento gelado e compareceram ao Olímpico. Os minutos que antecederam a partida foram, no mínimo, divertidos. Os argentinos trouxeram apenas um uniforme e provocaram uma celeuma dentro de campo, O arbitro ordenou que fossem trocados os calções pretos. iguais aos do Grêmio. Impossível. Os reservas adormeciam na rouparia do clube em La Plata. Foram cinco minutos de discussões. Até que Guilherme irrompeu no círculo e sugeriu: “Vamos assim mesmo!” O árbitro aceitou, correu em direção ao meio do campo, mas parou Danrlei, assim como os argentinos, vestia camiseta branca. Então o goleiro desceu ao vestiário, vestiu uma chamativa camiseta azul e, finalmente, a partida começou.

O Grêmio parecia ansioso em sepultar a má fase. Foram muitos passes, lançamentos e chances de gols desperdiçados. Mas insuficientes para irritar os gremistas. Eles seguiam à risca as recomendações passadas pelo presidente Luiz Carlos Silveira Martins. Nenhuma vaia ou manifestação ecoou nas dependências quase abandonadas do Olímpico. O comportamento exemplar foi premiado. Aos 31, Arce cruzou para Guilherme, que mergulhou e marcou o primeiro gol.

O segundo tempo valeu pelo jogo. Aos 16 minutos, Guilherme aparou um cruzamento de Beto e ampliou a vantagem. Aos 30 minutos. Beto propiciou o principal espetáculo, marcando um golaço. O Estudiantes esboçou reação e marcou através de Furiga, aos 33. Em seguida. Villarreal agrediu Goiano e armou-se uma grande confusão  dentro de campo. Transtornado, Danrlei interveio na confusão. Houve desconcentração e ele tomou um frango escandaloso, aos 46 minutos, em uma falta cobrada por Ramos da intermediária. Mas nada que ameaçasse a recuperação do Grêmio.” (Zero Hora – 23 de outubro de 1997)

BETO MARCA UM GOL DE TINGA
O Grémio abriu as burras e desembolsou US$ 4,6 milhões para retirar Beto do Napoli. Contratação recorde no futebol gaúcho. Beto foi recepcionado com festa no aeroporto e imediatamente colocado em campo para solucionar os problemas do meio-campo da equipe. Passaram-se vários jogos e nada de repetir as grandes atuações dos tempos de Botafogo e Seleção Brasileira. Assusta-do com as péssimas atuações do craque, o técnico Hélio dos Anjos chamou-o para uma conversa reservada antes do jogo contra o Atlético-MG. Pronto. As palavras do treinador foram magicas. Desde o confronto com os mineiros, o meia se transformou no grande nome do time. “Estou soltando e quero chegar à Seleção novamente”, festejou Beto.

Ontem, contra os Estudiantes, Beto foi perfeito. Correu por todas as partes do campo com o fôlego de fundista queniano, atacou com a velocidade de um corredor dos 100 metros rasos e marcou um golaço. daqueles de receber homenagem em placa de metal. Foi aos 30 minutos do segundo tempo, em alta velocidade e sempre acossado por um argentino. Beto recebeu a bola na intermediária, driblou Scaloni, deu uma “janelinha” em Leonardo Ramos, venceu novamente Scaloni, caiu no gramado, levantou-se e encobriu o goleiro Bóssio com um toque preciso. “O Beto deslanchou e está preenchendo a nossa expectativa”, comemorou Hélio.

O meia fizera uma jogada semelhante no primeiro tempo, mas teve azar concluindo para fora. “Estou no mesmo nível dos tempos de Botafogo”, avaliou depois da partida, enquanto escutava os sucessos da dupla Claudinho e Bochecha no seu reluzente Chrysler Neon conversível.” (Zero Hora – 23 de outubro de 1997)

1997 Gremio 3x2 Estudiantes Guilherme ZH Fernando Gomes

Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

GRÊMIO AINDA RESPIRA NA SUPERCOPA 
Time faz 3 a 2 no Estudiantes, escapa do rebaixamento e ainda tem algumas chances de classificação para a fase semifinal

O Grêmio venceu o Estudiantes de La Plata por 3 a 2, ontem à noite, no estádio Olímpico, e escapou do rebaixamento na Supercopa dos Campeões da Libertadores, subindo para 6 pontos, dois atrás do líder, Peñarol. Guilherme fez dois e Beto, destaque do jogo, marcou o terceiro. Depois, o Estudiantes deu um susto, marcando dois gols.

O time argentino até que fez uma marcação forte no meio de campo, mas isso não impediu que o Grêmio encontrasse o caminho do gol. Logo aos 2 minutos, Beto invadiu a área e perdeu grande oportunidade. Cinco minutos depois, Djair aparou escanteio com o pé direito, mas Rojas tirou de cima da risca com o goleiro batido.

Depois disso, o Estudiantes equilibrou o jogo, mas continuou sem ameaçar Danrlei. O Grêmio diminuiu o ritmo, sentindo a marcação mais firme, e só melhorou com o crescimento de Dinho e Djair, já que Beto e Sérgio Manoel mantinham uma movimentação irregular. Aos 23, Beto tabelou com Guilherme e perdeu outro gol. Se os companheiros erram, o goleador gremista não perdoa. Aos 31, Arce cruzou na medida da direita e Guilherme, de ‘peixinho’, mandou para a rede: 1 a 0.

No segundo tempo, o Grêmio continuou dominando, pressionando em busca do segundo gol. Aos 8, Guilherme concluiu e Bossio tirou a bola de dentro, atrás da linha da goleira. O árbitro, no entanto, não sinalizou o gol, apesar dos protestos dos jogadores e da torcida. Aos 16, Guilherme voltou a marcar e, dessa vez, o gol foi validado. Beto cruzou com perfeição e o goleador cabeceou para fazer 2 a 0. Aos 30, Beto fez grande jogada, driblando dois argentinos e desviando do goleiro para marcar 3 a 0. Aos 33, Furiga aproveitou descuido de marcação e fez 3 a 1. Goiano e Villa Real foram expulsos depois de uma briga. A dois minutos do final, Catan bateu falta e fez o segundo, na falha de Danrlei.” (Correio do Povo – 23 de outubro de 1997)

1997 10 23 CORREIO DO POVO

Grêmio 3×2 Estudiantes

Grêmio: Danrlei; Arce, Rivarola, Éder e Róger; Dinho, Djair, Beto (Tinga) e Sérgio Manoel; Gilmar e Guilherme (Luís Carlos Goiano)
Técnico: Hélio dos Anjos

Estudiantes: Bossio; Zapata, Ramos, Quatrocchi e Rojas; Ledesma (Massuco), Alajes (Catan), Scaloni e Villareal; Romeo e Simoni (Furiga)
Técnico: Eduardo Cordoba

Supercopa 1997 – Grupo 4 – 5ª Rodada
Data: 22 de outubro de 1997, quarta-feira, 21h40min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 4.114 pagantes
Renda: R$ 21.798,00
Árbitro: Renê Ortube (Bolívia/FIFA)
Assistentes: Juan Luna e Juan Arroyo
Cartões Amarelos: Gilmar, Arce e Éder, Leonardo Ramos, Scaloni e Villareal
Cartões Vermelhos: Goiano e Villareal
Gols: Guilherme aos 31 minutos do primeiro tempo; Guilherme aos 8 minutos, Beto aos 30 minutos, Furiga aos 33 minutos e Ramos aos 46 minutos do segundo tempo

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Libertadores 1997 – Guaraní-PAR 2×1 Grêmio

April 20, 2017

1997 Guarani Paraguay 2x1 Andre Silva ZH

Grêmio e Guaraní do Paraguai já se enfrentaram pela Libertadores. Foi há 20 anos, nas oitavas de final da edição de 1997.

Para o primeiro confronto, no Defensores Del Chaco, o tricolor tinha uma série de desfalques, e o treinador Evaristo de Macedo se viu obrigado a promover a estreia do centroavante Maurício Pantera.

Sem Carlos Miguel e Paulo Nunes, o Grêmio fez um primeiro tempo muito ruim, levando um gol (de Ovellar, em posição de impedimento) logo aos cinco minutos de jogo. O lateral André Silva, jogando improvisado no meio de campo, empatou a partida aos 17 minutos do segundo etapa. Mas a 10 minutos do fim, Ovellar marcou novamente  para os mandantes. O detalhe é que mais uma vez o atleta do Guaraní estava impedido no lance do gol, o que acabou gerando revolta da equipe do Grêmio e a expulsão de Rivarola e Evaristo.

Não fosse isso bastante, Evaristo de Macedo, então com 63 anos de idade, foi agredido pelo policiamento ao ser retirado do gramado.

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“Depois de retirado de campo e refeito dos golpes, Evaristo reapareceu nas arquibancadas, em meio à torcida do Grêmio. Admitiu, mais tarde, que o Grêmio não merecia ganhar e criticou a violência policial. “São uns covardes”, reclamou. “Se ficam sozinhos com a gente saem correndo, mas colocam a farda e viram valentes.” O Grêmio deixou o estádio sob escolta policial e ameaça de apedrejamento.” (Leonardo Oliveira, Zero Hora, 24 de abril de 1997)

 

1997 guarani paraguay 2x1 gremio - CopiaB
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Fotos: José Doval (Zero Hora)

Supercopa 1997 – Grêmio 2×2 Atlético Nacional

February 25, 2014

 

Atletico Nacional e Grêmio tem um histórico de 5 confrontos. Começando por um amistoso no início do ano de 1982, passando pelas finais da Libertadores de 1995 e terminando por mais dois jogos pela Supercopa de 1997.

 

O último enfrentamento em Porto Alegre aconteceu em 24 de setembro de 1997, pela terceira rodada do grupo 4 da Supercopa, no que acabou sendo a última edição do saudoso torneio, depois que Conmebol e Vasco apatifaram a competição.

 

Comandado por Hélio dos Anjos, o Grêmio fazia um segundo semestre muito fraco, com os seus reforços (Beto, Guilherme e Sérgio Manoel) não conseguindo preencher o espaço deixado pela saídas de Paulo Nunes, Carlos Miguel, Emerson e Mauro Galvão. O time entrou pressionando em campo, tendo como principal atrativo a presença de um jovem Paulo Cesar Tinga desde o inicio do jogo. Contudo os colombianos abriram 2×0 no primeiro tempo e a reação tricolor (com dois gols de Beto) só foi o suficiente para buscar um empate.

Fotos: Zero Hora

Grêmio 2×2 Atlético Nacional  

GRÊMIO: Murilo; Arce, Rivarola (Wagner Fernandes), Éder e André Silva; Dinho (Gilmar), Dário, Tinga e Sérgio Manoel; Zé Alcino (Silva) e Beto
Técnico: Hélio dos Anjos

ATLÉTICO NACIONAL: Tuberquia; Santa, Perea, Córdoba e Mosquera; Rueda, Serna, Gaviria e Garcia (Orejuela); Moreno (Pabón) e Castro (Angel)
Técnico: Gabriel Jaime Goméz

Supercopa 1997 – Grupo 4 – 3ª Rodada
Data: 24 de setembro de 1997, quarta-feira, 21h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS 
Público: 13.629  (10.700 pagantes)
Renda: R$ 60.839,00
Arbitragem: Oscar Sequeira (Argentina)
Cartao Vermelho: Rueda (Nacional)
Gols: Perea, aos 26/1ºT, Castro aos 43/1ºT e Beto aos 45/1ºT; Beto aos 34/2ºT

Copa do Brasil 1997

May 22, 2012

Há 15 anos o Grêmio conquistava a sua terceira Copa do Brasil.

O título foi garantido de maneira invicta, após um memorável empate em 2×2 com o Flamengo num Maracanã lotado.

Destaco algumas frases dos personagens daquela decisão:

Carlos Miguel:Tive o gostinho de calar 100 mil pessoas no Maracanã. Eles foram obrigados a ouvir minha voz”

João Antônio: “Nós não tomamos gol em Porto Alegre, e isso foi muito importante”. “Fique dois meses parado e estou correndo como um guri”

Danrlei: “É difícil uma equipe ter mais raça que a nossa. Agora, ninguém mais tira a taça do Grêmio”

Evaristo de Macedo:Sempre creio no que faço. Sei que lido com um grupo muito responsável. Superamos todas as dificuldades, mas precisamos de um pouco de sorte. Foi uma vitória de todo o grupo”

Romário: “O time do Grêmio mereceu o título

Mais dados sobre a competição e a campanha do Grêmio podem ser encontrados em:

http://copadobrasil1997.blogspot.com.br/

Copa do Brasil 1997 – Corinthians 1×2 Grêmio

May 8, 2012

No dia 08 de maio de 1997, o Grêmio enfrentou o Corinthians no Morumbi, pela semifinal da Copa do Brasil. O clima em São Paulo era tenso. No dia anterior, veio à tona o escândalo Ivens Mendes, no qual o presidente do Corinthians, Alberto Dualib, estava envolvido.

Era mais um jogo da maratona que o Grêmio foi submetido naquele semestre. Dois dias antes, o tricolor tinha passado, nos pênaltis, pelo Guarany do Paraguai, nas oitavas de final da Libertadores.

Além disso, o tricolor tinha outras dificuldades para partida. Danrlei estava suspenso em razão do cartão vermelho recebido contra o Vitória, na Fonte Nova, pelas quartas de final. Murilo, que voltava de uma lesão no tornozelo assumiu a responsabilidade de defender a meta gremista. Mas foi o terceiro goleiro do Grêmio que acabou se tornando um dos principais personagens daquele jogo.

Sílvio já estava com um dedo quebrado (o mínimo da mão esquerda) quando apenas assistia a partida do banco de reservas. De lá ele saiu ainda no primeiro tempo, para ocupar o lugar de Murilo, que havia sido expulso. Mesmo com um jogador a menos em campo, o Grêmio abriu 2×0. Silvio não conseguiu evitar que Marcelinho Carioca descontasse em cobrança de falta, mas garantiu a vitoria gremista com uma boa dose de sacrifício: Aos 42 minutos, Márcio Rezende de Freitas marcou um pênalti inexistente para o time da casa. Marcelinho acertou a trave e na volta a bola atingiu a já lesionada mão esquerda do goleiro gremista, quebrando mais um dedo (o anular).

A história da partida sofreu alteração aos 37 minutos. Túlio escapou em velocidade. Murilo saiu da goleira e, fora da área, ao ser driblado, defendeu com a mão. Levou o vermelho. A exemplo dos 2 últimos jogos, mais uma vez o Grêmio ficava com 1 jogador a menos. Logo depois, Dinho sentiu lesão e pediu para sair. O jogo começava a ficar dramático.” (Correio do Povo – 9 de maio de 1997)

Tudo parecia bem, mas aos 34 Marcelinho marcou de falta e, aos 40, o juiz assinalou um pênalti inexistente. Só que Marcelinho acertou na trave. No final, Márcio Resende de Freitas deixou de assinalar uma falta dentro da área. Paulo Nunes foi obstruído e o juiz poderia ter marcado, pelo menos, dois toque com barreira.

O Grêmio seguiu se defendendo, povoando as imediações da grande área e saindo em contra-ataques perigosos, baseados na habilidade de Carlos Miguel e Paulo Nunes. Otacílio, de tanto correr, sentiu cãibras e foi substituído. Em diversos chutes de meia distância o Corinthians chegou a ameaçar, mas então, o terceiro goleiro, Sílvio, brilhou. O Grêmio resistiu. Mais um drama. Mais uma vitória do Grêmio” (Zero Hora – 9 de maio de 1997)

“Corinthians perde pênalti e partida Equipe teve a chance do empate em pênalti desperdiçado por Marcelinho, aos 42 minutos do segundo tempo

O Corinthians perdeu para o Grêmio ontem, por 2 a 1, no Morumbi, na primeira partida semifinal da Copa do Brasil.
O segundo jogo será disputado em Porto Alegre, na próxima quinta, dia 15.
No início do jogo, precavidos, os dois times evitavam arriscarem-se ao ataque.
O Grêmio, bem fechado na defesa, insistia em interromper a partida com faltas _foram sete, antes dos 15 minutos iniciais.
Já o Corinthians tentava as jogadas pela direita, com triangulações entre Rodrigo, Donizete e Marcelinho.
A primeira grande chance do jogo só aconteceu aos 31min. Souza fez boa jogada pelo meio e lançou Donizete, que chutou por cima.
Seis minutos depois, Túlio carregou a bola e, ao tentar passar pelo goleiro gremista, este evitou o drible desviando, fora da área, a bola com a mão. O goleiro foi expulso.
Na segunda etapa, o técnico Nelsinho Batista tirou o volante Gilmar e colocou o atacante Romerito, tentando se beneficiar do fato de ter um jogador a mais.
A tática não deu resultado e, aos 24min, o Grêmio, que não tinha criado uma chance clara de gol, recebeu a ajuda da defesa corintiana.
Rodrigo foi tentar cortar um cruzamento de Paulo Nunes e marcou gol contra.
O Corinthians partiu para o ataque e, sete minutos depois, Paulo Nunes recebeu livre dentro da área, driblou Ronaldo e fez 2 a 0.
O Corinthians diminuiu aos 33min, quando a torcida vaiava, com Marcelinho cobrando falta.
Aos 40min, o juiz marcou pênalti duvidoso de Roger em Rodrigo. Marcelinho chutou na trave, desperdiçando a última chance.” (Folha de São Paulo, 9 de maio de 1997)


“Garra tricolor
O goleiro Sílvio, do Grêmio, quebrou um dedo da mão esquerda na vitória contra o Corinthians, quinta-feira, pela Copa do Brasil. Mas não reclama. ”É preferível quebrar o dedo a perder”, disse Sílvio, terceiro goleiro do Grêmio. Sílvio entrou frio na partida contra o Corinthians, mas conseguiu fazer defesas importantes. Ainda teve sorte, pois Marcelinho Carioca chutou na trave o pênalti _na rebatida, a bola quebrou seu dedo.” (Folha de São Paulo, 9 de maio de 1997)

“Silvio, que atuou com o minguinho fissurado, saiu de campo com outra fratura na mão esquerda e o Grêmio pode ficar sem goleiro reserva no banco no jogo de volta, quinta feira. No pênalti desperdiçado por Marcelinho Carioca, o goleiro fraturou o dedo anular. “Não posso falar gente, estou com muita dor”, justificou-se aos repórteres. ” (Zero Hora – 9 de maio de 1997)

“Braço esquerdo numa tipóia, dois pinos instalados na mão, resultado da operação realizada pelo médido e diretor de futebol Márcio Bolzoni (E), o goleiro Sílvio está fora da partida contra o Corinthians. Como Murilo foi expulso em São Paulo, caberá ao júnior Eduardo (18 anos e 1,88m) a tarefa de ficar no banco. Ontem Sílvio já não sentia mais dor no local da operação. “Mas no sábado eu urrava, mesmo com antibiótico”, recordou o goleiro. Enquanto seus companheiros treinavam. Sílvio contava os bastidores da partida no Morumbi. Num deles, o goleiro lembrou que, quando o árbitro Márcio Rezende de Freitas argumentou com os jogadores paulistas que a lesão era grave e, portanto, justificava-se a entrada dos médicos em campo, o atacante Donizete saiu gritando: “Ele quebrou a mão, vamos chutar vamos chutar!”. Sílvio não gostou nem um pouco da atitude de Rezende. “Ele deu uma de dedo-duro”, reclamou” (Zero Hora – Maio de 1997)

“Indignado, o vice de futebol César Pacheco caminhava de um lado pra o outro, quase acendendo um cigarro no outro. “Que juizinho esse, a falta e o pênalti não existiram”, berrava. Depois da partida, o lateral Rodrigo, que levou o terceiro amarelo, admitiu que cavou o pênalti: “Não existiu”, revelou.

A indignação de Pacheco era um imenso sorrio se comparada à fúria do técnico Evaristo de Macedo. Antes da partida, ele já havia demonstrado a sua contrariedade à escalação de Márcio Resende, afirmando que não tinha confiança em seu trabalho. Evaristo lembrava que o árbitro já tinha prejudicado o Grêmio em 1990, nas semifinais do Brasileirão. “Não vou falar agora, não”, avisou, passando com um jato em direção ao vestiário.” (Zero Hora – 9 de maio de 1997)

Corinthians 1 x 2 Grêmio

CORINTHIANS: Ronaldo; Rodrigo, Célio Silva, Henrique e André Luiz; Silvinho (Gilmar Fubá 11/1), Fábio Augusto, Marcelinho Carioca e Souza; Donizete e Túlio.
Técnico: Nelsinho Baptista

GRÊMIO: Murilo; Arce, Luciano, Mauro Galvão e Roger; Dinho (Marco Antonio 39/1), Luiz Carlos Goiano, Otacílio (Djair 25/2) e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Rodrigo Gral (Sílvio 40/1).
Técnico: Evaristo de Macedo

Copa do Brasil 1997 – Semifinal – jogo de ida

Data: 8/5/1997 21:30, Quinta-feira
Estádio:Morumbi,São Paulo-SP
Público: 38,182 pagantes
Renda: R$ 472,160.00
Juiz: Márcio Rezende de Freitas-MG
Cartões Amarelos: Arce, Otacílio, Rodrigo Gral
Cartões Vermelhos: Murilo 38/1
Gols: Rodrigo 24/2T (contra), Paulo Nunes 31/2T, Marcelinho Carioca 33/2T

Copa do Brasil 1997 – Grêmio 2 x 0 Vitória

April 18, 2012

Há 15 anos, numa sexta-feira a noite, o Grêmio vencia o Vitória por 2×0 no estádio Olímpico pela Copa do Brasil. Repetia-se o confronto acontecido em 1994, também nas quartas de final da mesma competição.

Paulo Nunes e Goiano marcaram os gols do Grêmio. Danrlei, na noite do seu aniversário, teve grande atuação, travando o ataque adversário composto por Bebeto e Agnaldo, garantindo o 2xo no placar.

O Grêmio enfrentava um sério problema de lesões em função do calendário de jogos (foram 12 jogos nos mês de abril daquele ano). O curioso é que nesse jogo o tricolor sofreu duas baixas inusitadas: Dauri, vítima de um golpe baixo do adversário e o presidente Cacalo, que se lesionou ao exagerar na comemoração do gol de Goiano.

Jogo perigoso
O meia Dauri está impossibilitado de participar dos jogos do Grêmio devido a uma lesão pouco comum – inflamação nos testículos. O tratamento está sendo feito à base de antibióticos e repouso, muito repouso. A causa do problema foi um agarrão de um jogador do Vitória-BA, em jogo pela Copa do Brasil. Para impedir Dauri de avançar em direção à sua área, o zagueirão segurou-o pelos testículos (Folha de São Paulo)

“O presidente do Grêmio conseguiu a proeza, inédita, de romper o tendão de aquiles do pé direito enquanto extavava a alegria pelo segundo gol contra o Vitória, da Bahia. Equilibrado em uma mesa, na sala da presidência – que fica atrás das sociais do Olímpico – Luiz Carlos Silveira Martins via a partida por um vão na janela, nervoso. Quando goiano marcou o golação de fora da área, Cacalo pulou mais alto que pôde. Resultado. Está no quarto 722 do Hospital Mãe de Deus, se recuperando de uma cirurgia feita pelo médico e diretor de futebol Márcio Bolzoni para reconstituir o tendão. Levou 25 pontos na perna, passou a noite sedado por morfina para aliviar a dor e terá de ficar 75 dias com o pé engessado.” (Zero Hora – abril de 1997)


Grêmio 2 x 0 Vitória

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Luciano, Mauro Galvão e André Silva; Dinho (Rodrigo Gral 44/2), Luiz Carlos Goiano, Emerson e Dauri (Otacílio 24/2); Paulo Nunes e Zé Alcino.
Técnico: Evaristo de Macedo

VITÓRIA: Nílson; Russo, Flávio Tanajura, Júnior, Esquerdinha; Hélcio, Bebeto Campos, Chiquinho (Nelsinho 40/2), Uéslei (Gil Baiano 25/2); Agnaldo, Bebeto.
Técnico: Arthurzinho

Copa do Brasil 1997 – Quartas de Final – Jogo de Ida
Data: 18/4/1997, sexta-feira 21:40
Local:Olímpico,Porto Alegre-RS
Público: 41,395 (36.064 pagantes)
Renda: R$ 238.804,00
Juiz: Antonio Pereira da Silva-GO
Auxiliares: Filomeno Dourado e Ramon Rodrigues
Cartões Amarelos: Hélcio, Agnaldo, Gil Baiano
Cartões Vermelhos: Russo 31/2
Gols: Paulo Nunes 02/2T, Luiz Carlos Goiano 38/2T


Libertadores 1997

February 9, 2007

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Seguindo com as participações do Grêmio na libertadores vamos para o ano de 1997.

O Grêmio se classificou pra libertadores como campeão brasileiro de 96, caiu no grupo 4 com o Cruzeiro, Sporting Cristal e Alianza Lima (os dois últimos times peruanos da capital Lima).

O Técnico Felipão saiu no final de 96, no seu lugar entrou Evaristo de Macedo. Alguns jogadores, como Adílson, foram embora e nenhum reforço significativo foi trazido. Na época a renovação de Paulo Nunes foi comemorada como um reforço.

1997 Libertadores cruzeiro gremio hoje em dia

Libertadores 1997 Grêmio 0x1 Cruzeiro José Doval Pioneiro 1

1997 LIBERTADORES GREMIO Cruzeiro dauri cleisson jose doval zh

O Grêmio iniciou bem, ganhando do cruzeiro fora de casa, depois mais 2 jogos fora ( 1 vitória e 1 derrota), ficando tudo encaminhando para os 3 últimos jogos em casa ( 1 derrota e 2 vitórias) e o Grêmio se classificou em primeiro com 12 pontos. Na época foi levantada uma suspeita de que o gremio entregou o jogo no olímpico para o Cruzeiro, que estava em situação complicada na tabela.

1997 alianza placar copia

1997 Libertadores Gremio 2x0 Sporting Cristal Dauri Julio Cordeiro ZH1997 Libertadores Gremio 2x0 Sporting Cristal gol paulo Nunes Mauro Vieira Zero Hora

Nas oitavas de final o tricolor enfrentou o desconhecido Guaraní do Paraguai. No jogo de ida, no estádio Defensores del Chaco uma derrota por 2 x 1. O jogo de volta no olímpico foi complicadíssimo. No primeiro tempo o Grêmio saiu na frente com um gol de Paulo Nunes. No segundo tempo o jogo se encaminhava para os pênaltis quando Ovellar empatou o jogo aos 41 minutos do segundo tempo, resultado que eliminava o tricolor. O Grêmio foi pro tudo ou nada e Rodrigo Gral fez o gol salvador aos 47 do 2º, levando o jogo para os pênaltis. As penalidades foram muito mal batidas, e o tricolor ganhou por apenas 2 x 1. Rodrigo Gral foi autor da cobrança mais patética, tentando, durante a corrida, mudar o pé que bateria o pênalti.

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Nas quartas de final novamente o regulamento obrigava o cruzamento entre os brasileiros. Aí aconteceu algo lamentável. A seleção brasileira disputaria de 11 a 29 de junho a Copa América. Paulo Nunes foi convocado. Já Dida, selecionável do cruzeiro não foi convocado. O Grêmio pediu insistentemente que Paulo Nunes se apresentasse após as quartas de final ou não fosse convocado. Não houve jeito e o Grêmio ficou sem o seu melhor jogador para as quartas.

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CRUZEIRO 1997 QUARTAS MINEIRAONo Mineirão 2 x 0 para o cruzeiro. No olímpico, o volante Fabinho fez um gol enquanto esperava atendimento médico. o grêmio virou pra 2 x 1 mas não conseguiu fazer o 3ºgol que levaria para os pênaltis.

Recentemente o presidente do Grêmio na época afirmou que Marco Antônio Teixeira (secretário geral da cbf) foi condecorado pelo cruzeiro no final de 97, insinuando que fora ele o responsavel por essa manobra.


Time base
: Danrlei; Arce, Rivarola, Mauro Galvão e Roger; Dinho, Goiano, Emerson e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Zé Alcino.

Reservas: Luciano, Wágner, André Silva, Otacílio, João Antônio, Rodrigo Gral, Maurício, Marcos Paulo, Dauri

Técnico: Evaristo de Macedo

1997-libertadores97-guarani
1ª Fase – Grupo 4
19/02/97 – B
elo Horizonte – Cruzeiro 1 x 2 Grêmio – Gols do Grêmio: Zé Alcino e Emerson
04/03/97 – Lima – Alianza Lima 0 x 4 Grêmio – Gols: Zé Alcino e Carlos Miguel (3)
07/03/97 – Lima – Sporting Cristal 1 x 0 Grêmio
12/03/97 – Porto Alegre – Grêmio 0 x 1 Cruzeiro
21/03/97 – Porto Alegre – Grêmio 2 x 0 Alianza – Gols: Emerson e Zé Alcino
15/04/97 – Porto Aelgre – Grêmio 2 x 0 S.Cristal – Gols: Paulo Nunes e Dauri

Oitavas de Final – Guaraní (Paraguai)
23/04/97 – Assunção – Guaraní 2 x 1 Grêmio – Gol do Grêmio: André Silva
06/05/97 – Porto Alegre – Grêmio 2 x 1 Guaraní – Gols: P.Nunes e Rodrigo Gral

obs: Nos pênaltis Grêmio 2 x 1

Quartas de Final – Cruzeiro
27/05/97 – Belo Horizonte – Cruzeiro 2 x 0 Grêmio
03/06/07 – Poa – Grêmio 2 x 1 Cruzeiro – Gols: M.Galvão e Zé Alcino

1997 libertadores gremio 2x1 cruzeiro valdir friolin pioneiro c