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Brasileirão 2000 – Grêmio 2×1 Sport Recife

September 20, 2022
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Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

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Foto: José Ernesto (Correio do Povo)

No Brasileirão de 2000, o Grêmio recebeu o Sport pelo jogo de ida das quartas de final da competição.

Como se pode ver nas matérias transcritas abaixo, o destaque foi todo para Ronaldinho, que marcou os dois gols gremistas.

O treinador do Sport, Emerson Leão, havia sido anunciado como treinador da seleção brasileira pouco mais de um mês antes dessa partida. Com o resultado do jogo do Olímpico, Leão acabou sendo muito questionado pela não convocação do atacante gremista para confronto contra o Colômbia pelas eliminatórias.

Acho que as finais do Gauchão de 1999 acabaram sendo mais marcantes pelo título, vitória em clássico e dribles em cima do Dunga, mas eu acho que o melhor período do Ronaldinho no Grêmio foi justamente nesse mata-mata da Copa João Havelange, onde ele jogava “solto” no ataque.

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

 

“É RONALDINHO

Apenas por exercício de raciocínio, façamos o seguinte. Tentamos imaginar o jogo de ontem contra o Sport sem Ronaldinho. Não haveria nem a jogada que culminou na falta e muito menos a cobrança do primeiro gol, certo? Assim como não haveria a ginga, o zagueiros tontos, o chute rasteiro cruzado – e o seguindo gol

Já pensou? Que chatice seria? Mas o Grêmio tem Ronaldinho, com direito a show e molecagens com a bola nos pés que muitos treinadores ainda insistem em censurar. E foi através dele que a vitória por 2 a 1 foi construída. Agora, o Grêmio joga por qualquer empate em Recife, no domingo.

O Primeiro gol foi completamente construído por Ronaldinho. Houve, antes, a virada de jogo perfeita de Zinho, o único que conseguiu não ser ofuscado pelo brilho intenso da luz do craque.

Ele driblou e driblou e recebeu a falta. E cobrou no canto, com força. Eram 41 minutos do primeiro tempo. Até aquele instante, a rigor, as chances de marcar foram do Sport. Uma aos 3, quando Sydnei chutou livre de marcação por cima, e outra aos 35, depois de um bate-rebate na pequena área. Quando todos pensaram, que a cota de talento da primeira etapa estava esgotada, o artilheiro surgiu de novo.

Desta vez, aplicou o mesmo drible de corpo destinado a descadeirar zagueiros com que driblou Ronaldão em Campinas, e serviu na medida para Zinho fazer o gol. Só que, ao contrário do Moisés Lucarelli, estava na área. Então em vez de passar, bateu direto. Romário, que já afirmou está entre os seus sonhos formar dupla de ataque com o gremista no Maracanã, pela seleção, balançou as redes dezenas de vezes dessa forma: chute cruzado, rasteiro, no canto. O placar de Ronaldinho – 2 a 0 – era perfeito. Só uma catástrofe tiraria a classificação no Recife. Mas Leão foi ousado. Arriscou. E se deu bem. No segundo tempo, o técnico da Seleção colocou o time ainda mais à frente. Tirou Ranielli e fez entrar o habilidoso Adriano. Retirou o improdutivo Almir e colocou o meia Marquinhos. Ambos jogadores do meio para frente. Em pouco tempo o Sport pressionou e cavou um escanteio. Aos 16 minutos, Leonardo cruzou. Tailson, ex- Brasil-Pe, subiu mais alto que Marinho e descontou de cabeça. O Grémio recuou, recuou e recuou. Perdeu o meio-campo. Mal conseguia reter a bola, facilitando a pressão adversária. O segundo tempo foi do Sport como o primeiro foi do Grêmio. A torcida pediu um atacante. Roth substituiu Warley por Rodrigo Mendes. Os torcedores queriam a saída de Itaqui e aplaudiram Warley. Depois, ao 42, Eduardo Costa entrou no lugar de Gavião.” (Diogo Olivier, Zero Hora, 1º de dezembro de 2000)

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Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

RONALDINHO DÁ A VITÓRIA AO GRÊMIO CONTRA O SPORT

Com dois gols de Ronaldinho, ambos no primeiro tempo, o Grêmio bateu o Sport por 2 a 1, na noite desta quarta-feira, em Porto Alegre.

Taílson descontou para o Sport no segundo tempo. Com o resultado, o Grêmio joga por um empate na Ilha do Retiro, neste fim de semana. Uma vitória de 1 a 0 serve para o Sport conseguir a classificação.

A primeira chance foi do Sport, quando Sidney foi lançado e arrematou por cima do gol. O Grêmio quase marcou com Ronaldinho e Zinho. Ronaldinho concentrava todas as jogadas. Warley estava mal e não conseguia concluir. Em resposta, o Sport incomodava nos contra-ataques. Seus laterais subiam com freqüência, enquanto Sidney, Leonardo e Taílson mostravam-se à vontade nas imediações da área. O meio-campo e o ataque gremistas decepcionavam e a defesa exibia a insegurança habitual.

Para sair o gol só mesmo de bola parada e por obra de Ronaldinho. Foi o que ele fez, depois de cobrar falta sofrida por Sandro Blum, no final do primeiro tempo. A bola ainda bateu na trave antes de entrar. O gol abriu caminho para mais um. Ronaldinho entrou na grande área, driblou dois adversários e chutou para estabelecer o 2 a 0.

No segundo tempo, o Grêmio preferiu proteger a vantagem obtida, apenas experimentando os contra-golpes. Quase chegou aos 3 a 0 com Ronaldinho e Warley. Mas quem descontou foi o Sport. Após cobrança de escanteio, Taílson subiu e fez 2 a 1. O Grêmio reagiu e, de novo, perdeu o terceiro gol, primeiro com Patrício e depois com Warley.

Apesar da reação gremista, a equipe de Emerson Leão preocupava e quase empatou com Marquinhos. Aos 33 minutos, foi a vez do Grêmio com Rodrigo Mendes acertando a trave. Adriano, do Sport, entretanto, arrematou outra na trave e, logo, Leonardo também perdeu sua oportunidade na pressão dos pernambucanos. Mesmo com dificuldades, o Grêmio manteve sua vantagem.” (Terra, Quinta-feira, 30 Novembro de 2000, 23h39min)

 

ERROS DE PASSE IRRITAM O ANIVERSARIANTE ROTH

A comemoração pelos 43 anos completados na quinta-feira poderia ter sido mais tranqüila para Celso Roth, técnico do Grêmio. Ao ter seu nome anunciado nos alto-falantes do Olímpico antes de enfrentar o Sport, uma vaia foi ouvida no estádio. Talvez a reação da torcida e a importância da decisão tenham deixado Roth mais tenso do que o habitual.

Já nos minutos iniciais da partida, ele mostrou toda sua impaciência com o time, principalmente pelos passes errados e a marcação deficiente. Até a primeira metade da etapa inicial, Roth cobrava jogadas pelo lado esquerdo do ataque, com Sandro Neves e Ronaldinho, e também mais proximidade para a troca de passes. Mesmo presenteado com os dois gols de Ronaldinho, o técnico não gostou do desempenho da equipe.

– Tivemos muita ansiedade e falhas na marcação no primeiro tempo – comentou Roth – No segundo, melhoramos na marcação e tivemos a oportunidade de marcar o terceiro gol.

A segunda etapa, o gol e a enorme pressão feita pelo Sport em um Grêmio que se abateu, acentuaram ainda mais os defeitos que Roth tentou, sem sucesso, corrigir.

– Até o gol deles, o time estava bem. Depois, o jogo ficou igual. Na tentativa de buscar mais um gol, abrimos espaços para o Sport – disse.

Roth anunciou que não pretende alterar a equipe para o jogo em Recife, para garantir o empate e a vaga:
– O sufoco que eles podem dar lá é o mesmo que eles tomaram aqui.” (Marcelo Perrone, Zero Hora, 1º de dezembro de 2000)

PERGUNTAS SOBRE RONALDINHO IRRITAM LEÃO

Os dois gols de Ronaldinho que deram a vitória de 2 a 1 e a vantagem do empate para o Grêmio na partida de volta, domingo, em Recife, deixaram o técnico do Sport, Émerson Leão, irritado. A exasperação do treinador da equipe pernambucana e da seleção brasileira pôde ser percebida durante a coletiva. Ao ser questionado sobre a qualidade e a importância do craque no jogo, Leão não respondeu e encerrou a entrevista.

– Não foi o Ronaldinho que desequilibrou, e sim o Sport que dominou as ações no segundo tempo – disse, antes de finalizar a coletiva.

O técnico considerou o resultado injusto. Ressaltou que seu time jogou em igualdade de condições com o Grêmio desde o primeiro tempo. Mais: foi melhor do que a equipe de Celso Roth no segundo tempo, e merecia pelo menos o empate.

– Criamos quatro situações claras de gol. Empurramos o Grêmio e mostramos que não temos medo de ninguém”, afirmou Leão. – O segundo tempo será na Ilha e tenho certeza de que será um bom jogo.

A verdade é que Ronaldinho preocupou Leão desde o primeiro minuto de jogo. Isso pôde ser percebido quando o técnico, logo aos seis minutos, mandou o zagueiro Erlon grudar no atacante. Mais: ao ver que Ronaldinho estava obtendo vantagem sobre seu marcador, pediu para o volante Sidney recuar um pouco mais para acompanhar a movimentação do craque. Pouco adiantou. Ronaldinho outra vez definiu o jogo. Azar de Leão, alegria do torcedor no Olímpico.” (Sérgio Villar, Zero Hora, 1º de dezembro de 2000)

“TORCIDA CRITICA APATIA, DIREÇÃO ELOGIA VITÓRIA
Dirigentes e torcida do Grêmio fizeram uma análise distinta da vitória por 2 a 1 sobre o Sport, na noite de quinta-feira, no Olímpico. Enquanto torcedores criticaram a apatia da equipe no segundo tempo, o vice de futebol, Antônio Vicente Martins, valorizou o resultado, que deixa o time a apenas um empate das semifinais.

– O importante é ganhar. Jogamos com raça e fizemos a lição de casa” avaliou Vicente.

Zinho e Polga entraram em contradição na análise da atuação do Grêmio no segundo tempo. Enquanto o capitão da equipe atribuiu as dificuldades ao crescimento do adversário, Polga foi enfático:

– Paramos na partida e tomamos gol em bola parada, o que não pode acontece – reclamou.

Zinho admitiu que o gol do Sport provocou uma queda de rendimento. Mesmo assim, considera que a vantagem adquirida poderá desequilibrar na hora da decisão.

– É importante lembrar que vamos começar o jogo classificados. Teremos que ter personalidade para segurar o resultado – afirmou.

Os problemas da equipe também foram notados pelo presidente José Alberto Guerreiro. Ele considerou que, no segundo tempo, faltou maior proteção na frente da zaga. E disse esperar que esse defeito seja corrigido pelo técnico Celso Roth, domingo, em Recife.

Guerreiro perdeu a paciência diante da afirmativa de que o Grêmio é dependente de Ronaldinho.

– Isso é uma grande bobagem. Só não depende de Ronaldinho quem não conta com um jogador como ele – afirmou.

Autor do único gol do Sport, o atacante Taílson recordou que, em 1998, atuando pelo Brasil de Pelotas, contribuiu para tirar o Grêmio da decisão do campeonato gaúcho” (Zero Hora, 1º de dezembro de 2000)

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“WARLEY E MARINHO BUSCAM RECUPERAÇÃO
Atacante vive má fase e zagueiro falhou no gol

Warley tornou o jogo em Recife, contra o Sport, muito mais dramático para o Grêmio.

Quinta-feira, aos 30min do segundo tempo, quando recebeu um dos tantos passes milimétricos com que Ronaldinho costuma brindar os companheiros, o atacante trazido da Udinese fez o que ninguém esperava. Chutou alto, longe da meta, tendo apenas o goleiro pela frente.

– Foi excesso de confiança – desculpou-se Warley, ontem.

O único consolo foi ter deixado o gramado sob aplausos dos torcedores, uma forma de reconhecimento por seu esforço.

Sem marcar desde 11 de novembro, quando o Grêmio goleou o Atlético-PR por 3 a 0 no Olímpico, pela fase classificatória, Warley admite que vive má fase. Mas procura manter a calma, dizendo que tornará a situação mais difícil se ficar afobado.

– Os gols terão que voltar naturalmente – diz o atacante, que já marcou sete vezes na Copa João Havelange.

O zagueiro Marinho admitiu ter falhado no gol de Taílson. Ontem, antes do embarque para Recife, ele ainda comentava a forte discussão que teve com o volante Gavião logo após o Sport ter descontado.

– O Gavião pediu que eu marcasse mais de perto. Na hora, retruquei. Mas, agora, sei que ele estava certo – disse Marinho.

Patrício garante não estar abalado com as críticas que vem recebendo. A constante mudança de posição pode ser a principal causa do rendimento insatisfatório, acredita o jogador.

Domingo, por exemplo, ele deverá ser improvisado novamente no lado esquerdo, diante do retorno de Anderson ao time, recuperado de lesão no tornozelo direito.

– Como a tradição do Grêmio sempre foi a de ter grandes laterais, a torcida torna-se exigente – afirma.

De volta à reserva, Sandro Neves, outro lateral contestado, acha que só ganhará confiança, inclusive para chutar a gol, como na época do Caxias, com a seqüência de partidas.” (Luis Henrique Benfica, Zero Hora, sábado, 2 de dezembro de 2000)

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Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

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GRÊMIO: Danrlei, Patrício, Marinho, Nenê e Sandro Neves; Polga, Gavião (Eduardo Costa), Itaqui e Zinho; Ronaldinho e Warley (Rodrigo Mendes)
Técnico: Celso Roth

SPORT: Bosco: Saulo, Érlon, Sandro Blum e Dutra; Leomar. Sidney, Raníelli (Adriano) e Almir (Marquinhos); Leonardo e Tailson
Técnico: Emerson Leão

Data: 30 de novembro de 2000, quinta-feira, 21h40min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre, RS
Público: 40.183 ( 34.656 pagantes)
Renda: R$ 230.114,00
Árbitro: Márcio Rezende de Freitas (FIFA-MG),
Auxiliares: Marco Antônio Mastins (MG) e Helbert Costa Andrade (MG)
Cartões amarelos: Tailson, Érlon. Sandro Blum e Ronaldinho.
Gols: Ronaldinho aos 41 e 45 minutos do primeiro tempo. Tailson, aos 17 minuto do segundo tempo.

Brasileirão 2000 – Grêmio 1×0 Ponte Preta

July 23, 2022
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Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

Em novembro de 2000, o Grêmio recebeu a Ponte Preta no Olímpico pelo jogo de ida das oitavas de final do Brasileirão.  Eu sei que a chamada que Copa João Havelange foi sobretudo uma maneira de tentar contornar as reclamações do Gama no caso Sandro Hiroshi, mas ainda assim eu achava interessante a fórmula de disputa (com exceção do gol qualificado e da ausência de vantagem para o time de melhor campanha na fase anterior).

As reportagens transcritas abaixo dão conta de um jogo muito faltoso. Não lembro de muito detalhes desse jogo, mas por alguma razão tenho a vaga memória de que o Ronaldão “cagou o Ronaldinho a pau”.

Um detalhe interessante. Os cinco reais (valor do ingresso mais barato daquele jogo), corresponderiam a R$ 30,69 aplicando a correção pelo IGPM até junho de 2022 (ou R$ 19,30 se o índice aplicado fosse o IPCA). Outra referência poderia ser a taxa de câmbio do dólar, que em novembro de 2000 estava mais o menos em R$ 1,95 para  cada US$ 1,00.

Da mesma forma, o prêmio de R$ 17.000,00 pela classificação para as quartas de final corresponderia a cerca de R$ 104.000 (corrigidos IGPM até junho de 2022) ou cerca de R$ 65.000 pelo IPCA. Outra referência pode ser vista nesse anúncio do Pioneiro, onde uma revenda da Volkswagen anunciava um Gol por R$ 18 mil.

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Foto: Ricardo Giusti (Correio do Povo)

“RONALDINHO FAZ O GOL DA DIFERENÇA EM CAMPINAS
Grêmio vence Ponte Preta por 1 a 0 e decide vaga domingo

Ronaldinho, Ronaldinho, mil vezes Ronaldinho.

Em um jogo de defesas como o de ontem, com chances de gol reduzidíssimas, só o talento individual poderia fazer a diferença. E Ronaldinho matou a competente Ponte Preta, aos 25 do segundo tempo, cobrando uma falta com matizes cinematográfico. Golaço e vitória do Grêmio por 1 a O.

O resultado foi ótimo. Além de vencer e levar vantagem para o Moisés Lucarelli, domingo, o Grêmio não levou gol em casa. Assim, se empatar em Campinas, está classificado. Se perder o jogo por diferença de um gol  – à exceção de 1 a 0, que leva a disputa para os pênaltis – também garante passagem para as quartas-de-final .

Antes de Ronaldinho. Itaqui teve a chance de ouro, aos 14 minutos do segundo tempo. Na pequena área, só ele e o goleiro e o estádio inteiro do seu lado. Mas errou. Chutou mal, a bola beijou a rede, sim, só que pelo lado de fora. Em um jogo truncado, com muitos jogadores de marcação nos dois times, uma oportunidade como a de Itaqui é algo caído do céu, uma lance ímpar. Se não houvesse Ronaldinho e seu talento comum, hoje o Grêmio estaria lamentando. Mas não está. Porque existe o filho da dona Miguelina, o diferencial.

Foi uma partida dificílima, como todas entre os times desde 1970, quando a história entre Grêmio e Ponte Preta começou a ser escrita O técnico Nelsinho Baptista fechou o seu time. Escalou três volantes, retirando o meia ofensivo Marco Aurelio  – aquele do gol do outro lado de campo contra o Atlético-MG –  e colocou Roberto, 20 anos, cabeça de área. Até Ronaldinho resolver tudo batendo cem perfeição a falta sofrida por Zinho, estava dando certo. Para se ter uma idéia da retranca armada pela Ponte Preta, quando André Santos foi  expulso, no começo do segundo tempo, Nelsinho recompôs a zaga com Alex, tirando o goleador Washington.

A rigor, antes do gol de falta, o Grêmio só teve a chance de Itaqui para abrir o placar. De resto, houve uma cabeçada torta de Nené, após escanteio batido por Zinho aos 37 do primeiro tempo e um chute por cima do travessão, fraco, de Warley aos 43. Tanto que Celso Roth mudou o time no intervalo. Gavião saiu por problemas médicos. Estava com diarreia. Eduardo Costa o substituiu. Mas Anderson e Rodrigo Mendes entraram para empurrar o Grêmio à frente. Sandro Neves e Polga, de atuações inseguras, saíram. Houve melhora, mas nada que furasse a retranca da Ponte.

Até surgir Ronaldinho. Mil vezes Ronaldinho. O Grêmio está com uma mão na vaga. Resta agarrá-la com a utra mão, em Campinas.” (Diogo Olivier, Zero Hora, sexta-feira, 24 de novembro de 2000)

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Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

“RUY CARLOS OSTERMANN: “Empate já serve
Desta vez, o gol que o Grêmio não poderia admitir no Olímpico foi garantido, mas um gol de falta – obra irrepreensível de Ronaldinho – fez a diferença importante deste primeiro jogo. Em Campinas, o empate já serve.

Foi difícil, enredado, e dois fatos foram decisivos: a expulsão de André Santos a oito minutos do segundo tempo e o gol de falta de Ronaldinho, a rigor única situação de gol em 90 minutos. Uma vantagem assegurada com a garantia, mais uma vez, de um rigoroso controle defensivo.” (Ruy Carlos Ostermann, Zero Hora, sexta-feira, 24 de novembro de 2000)

 

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Foto: Ricardo Giusti (Correio do Povo)

COM UM A MAIS, GRÊMIO BATE PONTE GRAÇA A RONALDINHO

Com um gol de Ronaldinho, cobrando falta aos 26min do segundo tempo, o Grêmio derrotou a Ponte Preta por 1 a 0, na noite desta quinta-feira, no estádio Olímpico, em Porto Alegre.

Com o resultado, o time gaúcho pode empatar a partida de volta, domingo, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas (SP), que carimba um lugar nas quartas-de-final da Copa João Havelange.

A partida, na etapa inicial, foi decepcionante. As duas equipes exageraram na cautela. Na etapa final, o perfil do jogo mudou, principalmente a partir da expulsão do zagueiro André Santos. O Grêmio, com um jogador a mais, foi para o ataque e amassou a Macaca. Porém, o time de Nelsinho Baptista segurou o ímpeto do Tricolor gaúcho e não sofreu uma derrota mais drástica.

O equilíbrio, a forte marcação no setor intermediário e a ausência de lances de perigo deram o tom do primeiro tempo. O atacante Ronaldinho cavou, aos 16min, uma falta na intermediária direita. Ele próprio cobrou, rasteiro, e a barreira amorteceu o disparo e a bola sobrou para a zaga que a despachou para longe.

Aos 24min, Ronaldinho, da boca da área, passou para o atacante Warley, que penetrou pelo lado esquerdo e chutou, com pouca força e rasteiro, no canto direito do goleiro Adriano, que agarrou a bola sem dificuldade.

A melhor chance do Grêmio na etapa inicial ocorreu aos 37’, após o meio Zinho cobrar um escanteio, do córner canhoto, e o zagueiro Nenê, sozinho entre a marca do pênalti e a risca da pequena área, cabecear e a bola se perder sobre o travessão.

Aos 43’, o cabeça-de-área Polga enfiou uma bola para Ronaldinho que, da meia-lua, serviu a Warley. Warley limpou do lateral-direito Daniel e mandou uma bomba, que não levou perigo ao arqueiro da Macaca. Quando o cronometro atingiu os 45’, a Ponte ameaçou pela primeira vez o goleiro Danrlei. O centroavante Washington roubou uma bola do zagueiro Marinho na intermediária esquerda e, sem olhar para os companheiros de time, chutou da entrada da área por cima da baliza.

Na etapa complementar, o jogo foi outro, com a Macaca adiantando a marcação e o Grêmio tentando abrir espaços no bloqueio ponte-pretano. O grande episódio do confronto, que mudou a sorte de ambas as equipe, aconteceu aos 54’, quando o zagueiro André Santos recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. Daí em diante, o Grêmio comandou a partida. O meia Itaqui, aos 60’, perdeu um gol claro, de dentro da pequena área — a bola bateu na rede, mas pelo lado de fora. Aos 71’, brilhou a estrela do craque, e foi a de Ronaldinho. O jogador cobrou uma falta, frontal, no ângulo esquerdo de Adriano e fez o gol do Grêmio e da vitória.

No gramado, só dava o Tricolor. O lateral-direito Ânderson Lima, que havia entrado no intervalo, mandou um torpedo da meia-lua que passou sobre o travessão. Dois minutos depois, o meia Rodrigo Mendes bateu uma falta, de mais de 25 metros, e a bola raspou o poste esquerdo. Aos 85’, nova falta para o Grêmio, desta vez cobrada pelo meia Zinho. Do canto esquerdo, Adriano espalmou para fora . Com um homem a menos e com o Grêmio partindo para cima, a Macaca conseguiu se defender e manter o escore baixo.” (Terra, quinta-feira, 23 Novembro de 2000, 22h24)

TORCIDA APITA PARA AJUDAR O GRÊMIO

A torcida do Grêmio decepcionou pelo número –cerca de 31 mil pessoas–, mas entusiasmou pela empolgação. Durante a partida, o estádio atordoou os jogadores da Ponte Preta cada vez que eles tocavam na bola. É que a direção distribuiu 30 mil apitos que provocaram um barulho ensurdecedor, só superado pela comemoração do gol de Ronaldinho, aos 25 minutos do segundo tempo.

Entusiasmados com a presença apenas regular de colorados no jogo com o Atlético-PR, na noite anterior, dirigentes gremistas chegaram a se entusiasmar com a possibilidade de ganhar o Gre-Nal das torcidas.

Só que o público presente ao Olímpico, embora empolgado e disposto a empurrar o time, ficou muito abaixo do esperado. Não foi nem de perto o inferno azul, projetado ao longo da semana pelo vice de futebol, Antônio Vicente Martins.

“Não sei o que aconteceu. Acho que o pessoal está mesmo sem dinheiro”, afirmou o vice presidente de administração, Juarez Aiquel, que comanda em cada partida uma equipe de 60 diretores.

Também é sua atribuição coordenar a equipe de 60 seguranças que trabalham junto às bilheterias. O dirigente estava certo em sua análise. Ao elevar, embora num percentual muito pequeno, o preço das arquibancadas –de R$ 3 para R$ 5-, o Grêmio acabou fazendo com que também o torcedor mais modesto, que não tem em casa o sistema de televisão a cabo, fugisse do estádio. As chamadas acomodações populares, ao preço de R$ 5, abrigaram poucos gremistas, bem diferente do que havia ocorrido contra o Atlético-PR e o Vasco.

O presidente José Alberto Guerreiro utilizou a cabine 9, tendo nas mãos, durante todo o tempo, um terço na cor azul. Ao seu lado, também mantendo a rotina, o vice-presidente médico, Luiz Eurico Vallandro, e os assessores Luiz Arthur Mickelberg e Sérgio Ilha Moreira. Atento ao jogo, Guerreiro nem chega a perceber qualquer movimentação que ocorra.” (Terra, sexta-feira, 24 Novembro de 2000, 08h50)

“RONALDINHO VIRA HERÓI E LEMBRA DOS RESERVAS

O atacante Ronaldinho homenageou os reservas do Grêmio com o gol que garantiu a vitória da equipe gaúcha sobre a Ponte Preta, na noite desta quinta-feira.

O jogador cobrou falta aos 26min do segundo tempo e marcou. Na comemoração, foi abraçar os jogadores do banco, principalmente Paulo Nunes. Foi seu nono gol na Copa João Havelange. “Sei como é ruim ficar de fora. Foi uma forma de dar uma força para quem está sofrendo”, afirmou o atacante.” (Terra, quinta-feira, 23 Novembro de 2000, 22h43)

“RONALDINHO EVITA RÓTULO DE ´SASSÁ MUTEMA´”

Porto Alegre – Sempre que Ronaldinho, o artilheiro do Grêmio na Copa João Havelange com nove gols – mesmo tendo ficado de fora várias rodadas devido à Olimpíada –, decide os jogos, a polêmica volta. Até que ponto o time é dependente dele nas horas decisivas, em partidas encaroçadas como contra a Ponte Preta, no Olímpico?

O gol de falta teve caráter de desabafo para o craque. Alguns repórteres de rádio se aproximaram na hora da comemoração, para registrar o que o craque estava dizendo: ouviram uma saraivada de palavrões. Ronaldinho não quer saber de cobrança para cima dele.

“Não sou salvador da pátria. Tenho cara de Sassá Mutema, por acaso?”, disse o craque.

Sassá Mutema, interpretado por Lima Duarte, era o personagem principal da novela Salvador da Pátria, exibida pela Globo no final dos anos 80.” (Terra, sábado, 25 Novembro de 2000, 05h26)

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GRÊMIO MUDA PREÇOS DOS INGRESSOS

Porto Alegre – O vice de administração do Grêmio, Juarez Aiquel, acertou ontem com os suíços da ISL, a parceira do clube, os preços dos ingressos para a partida de quinta-feira, com a Ponte Preta, no Olímpico. Haverá alterações.

Somente a cadeira lateral seguirá ao preço promocional de R$ 10 utilizado nas partidas contra Atlético-PR e Vasco. Os demais setores terão um acréscimo: a arquibancada passou de R$ 3 para R$ 5, a cadeira central de R$ 10 para R$ 15 e o acompanhante de sócio, de R$ 5 para R$ 10. Todos os ingressos de arquibancada custarão R$ 5, valor utilizado no início da Copa João Havelange apenas para o ingresso popular, atrás das goleiras.

A preocupação da direção foi manter parte da promoção depois de receber a ajuda incontestável da torcida nas partidas em que era preciso vencer em casa. Os dirigentes temem passar a impressão de que só baixam os preços para ter o apoio do torcedor na hora difícil, quando tudo parece perdido. Só que a renda dos jogos, excluída a parte dos sócios, cabe à ISL através de contrato. A empresa, entretanto, aceitou baixar os preços contra Atlético-PR e Vasco, abrindo caminho para promoções do gênero. Ontem, antes do embarque para Porto Alegre, Aiquel conversou com Guerreiro e passou boa parte do tempo ao telefone. Tudo ficou acertado ao final da tarde.

O Grêmio retornou ontem a Porto Alegre. A partida contra a Ponte Preta está marcada para as 20h30min de quinta-feira. A direção espera público superior a 40 mil pessoas.

”Agora é a hora do algo mais de dirigentes, jogadores e torcida. Precisamos do apoio de todos para vencer a Ponte e ir a Campinas em vantagem, no domingo”, disse o presidente José Alberto Guerreiro.

O regulamento da competição prevê confrontos agora nos moldes da Copa do Brasil. Os times se enfrentam em partidas de ida e volta. Se houver empate em número de pontos ao final das duas partidas, os critérios de desempate são saldo de gols, maior número de gols marcados na casa do adversário (saldo qualificado) e pênaltis.” (Terra, terça-feira, 21 Novembro de 2000, 02h53)

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Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

RONALDINHO MARCA, E GRÊMIO BATE A PONTE

Com um gol do atacante Ronaldinho, aos 25min do segundo tempo, o Grêmio derrotou a Ponte Preta por 1 a 0, ontem, em Porto Alegre (RS), e agora decide a vaga para as quartas-de-final da Copa João Havelange precisando apenas de um empate, no próximo domingo, em Campinas.

A Ponte Preta, equipe que teve o ataque mais eficiente na primeira fase da Copa JH, com 49 gols, jogou-se à frente no começo da partida. Não conseguiu, porém, chegar com perigo ao gol, e, aos poucos, o time gaúcho equilibrou.

O Grêmio também não fez o suficiente para ameaçar o goleiro Adriano. O primeiro tempo acabou sendo monótono, com as defesas dominando os ataques.

Quando conseguiu furar o bloqueio defensivo dos paulistas, o ataque gremista falhou muito nas finalizações. A Ponte tentou explorar os contra-ataques, mas não soube aproveitar as poucas chances proporcionadas pelo Grêmio.

Com o jogo truncado, o abuso da violência resultou em cinco cartões amarelos na primeira etapa da partida.

Uma falta violenta de André Santos sobre Warley, aos 8min do segundo tempo, resultou na expulsão do jogador da Ponte e deixou o Grêmio com a vantagem de um jogador a mais em campo.

O técnico Celso Roth aproveitou e, aos 17min, colocou o atacante Rodrigo Mendes no lugar do volante Ânderson Polga.

A pressão aumentou e, aos 25min, numa cobrança de falta, Ronaldinho acertou o ângulo do goleiro Adriano e fez o único gol da partida.

O empate no próximo jogo classifica o Grêmio. A Ponte Preta precisa vencer o jogo do próximo domingo, por pelo menos dois gols de diferença, para ficar na próxima fase da Copa JH.

O técnico da equipe de Campinas, Nelsinho Batista, disse que seu time tem plenas condições de se classificar no domingo.” (Folha de São Paulo, sexta-feira, 24 de novembro de 2000)

TOSTÃO: “Contra fatos há argumentos
No futebol brasileiro, progressivamente houve aumento do número de faltas e da violência. Na quinta-feira, Grêmio e Ponte Preta cometeram 74 faltas. A média está em torno de 55 por partida. Recorde mundial.
Não há mais faltas porque não existe mais tempo e espaço.
Fato absurdo […]” (Tostão, Folha de São Paulo, domingo, 26 de novembro de 2000)

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Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

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GRÊMIO: Danrlei; Patrício, Marinho, Nenê e Sandro Neves (Ânderson Lima); Polga (Rodrigo Mendes) Gavião (Eduardo Costa), Itaqui e Zinho; Ronaldinho e Warley.
Técnico: Celso Roth

PONTE: Adriano; Daniel, André Santos, Ronaldão e Wágner; Fabinho, Mineiro, Roberto e Piá; Hernani (Macedo) e Washington (Alex)
Técnico: Nelsinho Baptista

Data: 23 Novembro de 2000, quinta-feira, 20h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre, RS
Público:  31.369 (27.717 pagantes)
Renda:  R$ 200.095,00
Árbitro: Luciano Augusto Almeida (FIFA/DF)
Auxiliares: Jorge Paulo Gomes e César Augusto de Oliveira
Cartões amarelos: Piá (4′), Ronaldão (15′), Marinho (20′), Sandro Neves (41′) Nenê (58′), Adriano (61′), Roberto (90′) e Mineiro (90’+1′)
Cartão vermelho: André Santos
Gol: Ronaldinho, aos 25 minutos do segundo tempo

Gauchão 2000 – Caxias 0x1 Grêmio

August 26, 2020

Foto: Paulo Franken (Zero Hora/Pioneiro)

Suponho que em virtude da final que se inicia nesta quarta, muita gente irá lembrar da final do Gauchão de 2000, também disputada entre Caxias e Grêmio.

O curioso é que aquele campeonato teve mais semelhanças com o atual. O Caxias também havia conquistado o primeiro turno. E o Grêmio venceu o primeiro turno, ganhando do Caxias por 1×0 no Centenário, após assumir a liderança da fase ao ganhar o clássico Gre-Nal na rodada anterior.

Vale lembrar que o Caxias, se poupando para as finais, escalou apenas três titulares para esse jogo.

Foto: Paulo Franken (Zero Hora/Pioneiro)

GRÊMIO NA FINAL. GRAÇAS A ITAQUI

Foi um sufoco. O Grêmio sofreu, passou por dificuldades, mas venceu o Caxias por 1 a O no sábado — gol do eficiente Itaqui conquistou o título do returno e se garantiu na final contra o mesmo Caxias. Como marcou mais pontos na contagem geral do octogonal, entra na disputa com a vantagem de jogar por dois resultados iguais.

Melhor do que isso, só a notícia da volta de Ronaldinho ao lime. E como ele faz falta! Mas, ao mesmo tempo, o jogador que se tornou símbolo da recuperação do time no returno do octogonal e que no sábado tirou o time do sufoco, estará ausente. Itaqui recebeu o terceiro cartão amarelo.

Tudo bem, o Grêmio jogou quase com o Azulzinho, mas isso não serve como desculpa. O time foi “patrolado” pelo misto do Caxias no primeiro tempo. Escapou de levar três gols. Por outro lado, foi eficiente, letal no ataque. A defesa caxiense cometeu um deslize só. Foi suficiente. Eram 22 minutos. Amato se enroscou com a bola (nada de novo), se recuperou e cruzou na cabeça de Adriano. O centroavante encostou para o meio, a bola passou por , três zagueiros e sobrou limpa para Itaqui chutar forte, quase na pequena área.

Para se ter uma idéia, antes disso o Caxias havia ameaçado quatro vezes. Quase marcou aos 10 minutos, com Delmer cabeceando, livre, a centímetros do poste. Aos 17, Paulo César concluiu da pequena área, mas Sílvio fez urna defesa espetacular. Todos os lances aconteceram pelo lado direito. Às costas de Jé. Por ali caíam Jairo Santos e Márcio, um volante de excelente qualidade. Antônio Lopes primeiro deslocou Marinho. Não adiantou, porque Delmer também jogava por ali. Só solucionou o problema quando Zinho virou uma sombra de Márcio. Equilibrado o setor esquerdo —por vezes Jé se defrontou com três adversários — o Grêmio segurou o Caxias. Só correu perigo aos 37 minutos. Moreno chutou da meia-lua e quase em-patou. Depois, só deu Grêmio. Adriano recebeu livre e perdeu a chance de liquidar o jogo aos 45 minutos.

O Caxias vibrante, articulado e rápido não voltou para o segundo tempo. Os jogadores pareciam conformados e já pensando na final. Submeteram-se à marcação do Grêmio. O time escapou de levar mais gols, um com Guilherme e outro com Gavião, sozinho, à frente de Gilmar. O técnico Tite colocou os titulares Títí e Luciano Araújo, e mais Sarandi. Conseguiu reanimar o time. O Caxias pressionou no final. Mas ficou só nisso.” (Leonardo Oliveira, Zero Hora, segunda-feira, 12 de junho de 2000)

“GRÊMIO BATE O CAXIAS E LEVA O SEGUNDO TURNO. CAXIAS PROMETE BRIGA NA JUSTIÇA
Caxias poderá pedir anulação da partida de sábado, contestando a escalação do jovem Adriano

O Grêmio garantiu o título do segundo turno ao derrotar o Caxias por 1 a 0, sábado à tarde, no Centenário. Sem oito titulares, o Caxias pressionou muito apenas no primeiro tempo. Sem Ronaldinho, o Grêmio destacou-se pela disposição, principamente após marcar o gol.

A maior chance do Caxias ocorreu aos 18 minutos. Jairo Santos cruzou do lado direito e Paulo César concluiu para grande defesa de Silvio. Aos 23, Amato, mesmo atrapalhado, conseguiu cruzar alto para a área adversária. Adriano ajeitou de cabeça e Itaqui, após falha gritante de Márcio, chutou no ângulo do goleiro Gilmar: 1 a 0.

O segundo tempo foi pobre em situações de gol. A maior chance acabou sendo do Grêmio. Aos 35 minutos, Gavião ficou cara a cara com o goleiro e chutou por cima.

Além das brigas de torcida nas arquibancadas, a maior polêmica da partida ficou por conta do estreante do jogo. O atacante Adriano, de 19 anos, contratado pelo Grêmio junto à Chapecoense, teria sido escalado irregularmente segundo os dirigentes do Caxias, que prometem ir à Justiça. O Inter mostrou-se interessado pelo caso.” (Correio do Povo, segunda-feira, 12 de junho de 2000 – FONTE: Grêmio Dados)

ZAGA ERRA E GRÊMIO GANHA
Enquanto jogou futebol, o Caxias, mesmo com apenas três titulares, dominou o Grêmio sem Ronaldinho, sábado à tarde, no Estádio Centenário, pela última rodada do octogonal. Criou dois lances de perigo – aos 11 minutos, Delmer cabeceou para fora, e, aos 17, Paulo César obrigou Sílvio a uma defesa difícil – e animou esperançosos colorados. Mas, aos 23 minutos, tudo mudou. Num lance que pouco prometia, Amato cruzou e Adria¬no conseguiu cabecear para o meio da área. A bola passou entre Renato Carioca e Emerson e sobrou para Itaqui, que marcou. “Foi um erro fatal. Mérito deles”, disse Émerson. Renato Carioca evitou comentar o lance, dizendo apenas que na final “é outra história”.

Depois do gol, pouco se viu de futebol no Centenário. Pouco criativo, o Grêmio quase não ameaçou o goleiro Gilmar. Acomodado, o time grená se perdeu em toques de bola no meio-campo e apenas no final da partida chegou a assustar os gremistas. Foi o suficiente para o time tricolor festejar tal como se tivesse conquistado o Gauchão 2000.” (Pioneiro, segunda-feira, 12 de junho de 2000)

Fonte: Pioneiro

 

CAXIAS: Gilmar; Jairo Santos, Émerson, Renato Carioca e Carlinhos (Sa­randi): Cláudio (Titi), Márcio, Moreno e Maurício (Luciano Araújo); Delmer e Paulo César.
Técnico: Tite

GRÊMIO: Sílvio; Alex Xavier, Marinho e Nenê; Itaqui (Rodrigo Costa), Anderson Polga, Gavião, Zinho e Jé; Adriano (Guilherme Weisheimer) e Amato (Cláudio Pitbull)
Técnico: Antônio Lopes

Gauchão 2000 – Segundo Turno – 7ª Rodada
Data: 10 de junho de 2000, sábado, 15h50min
Local: Estádio Centenário, em Caxias do Sul-RS
Público: 12.771 (10.931 pagantes)
Renda: R$ 53.681,50
Árbitro: Leonardo Gaciba
Auxiliares: José Carlos Oliveira e André Veras
Cartões amare­los: Moreno, Paulo César, Alex Xavier, Itaqui, Gavião, Amato e Guilherme Weisheimer
Gol: Itaqui, aos 22 minutos do pri­meiro tempo

Gauchão 2000 – Grêmio 1×0 Internacional

June 7, 2020
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Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

 

Há exatos 20 anos, o Grêmio vencia o Gre-Nal 346 no Olímpico, graças a um gol de Ronaldinho no final da partida.

O clássico era válido pela penúltima rodada do segundo turno da segunda fase do Gauchão de 2000 (O Caxias já estava garantido na final tendo vencido o primeiro turno).

O empate era mais interessante para os colorados, que estavam dois pontos a frente do tricolor. Pela minha lembrança o jogo foi pavoroso, tendo entrado para o folclore/história dos Gre-Nais unicamente em razão do lance que decidiu o confronto: Aos 44 minutos Ronaldinho cobrou falta com força, a bola desviou na barreira e foi morrer dentro do gol colorado.

O detalhe irônico é que nos dias que antecederam o jogo o goleiro Hiran anunciou/blefou que não iria pedir barreira nas cobranças de falta contra a sua meta, alegando que com isso iria tirar “o ponto de referência de Ronaldinho”. O jovem atacante gremista respondeu dizendo que a sua referência era o fundo da rede.

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Foto: Julio Cordeiro (Zero Hora)

VITÓRIA DA DECISÃO
Gol de Ronaldinho colocou o time na liderança do turno

Aos 45 minutos do segundo tempo, a torcida do Grêmio vibrou e a do Inter prendeu a respiração. Ronaldinho caminhou lentamente, bateu em curva, a bola desviou na barreira e entrou no ângulo esquerdo, garantindo a vitória de 1 a 0 no Gre-Nal de ontem à noite no Estádio Olímpico.

– Falamos tanto na barreira que ela acabou nos ajudando – ironizou o alegre Ronaldinho, lembrando a promessa do goleiro Hiran (com quem trocou a camiseta no fim da partida) de retirar a barreira em alguns lances de falta.

Com o resultado, o Grêmio assume a liderança do segundo turno (16 pontos ganhos) e só depende de outra vitória, contra o Caxias, sábado, independentemente do jogo do Inter (15 pontos) contra o Juventude, para garantir a vaga a decisão do campeonato. Em caso de empoe nos dois jogos, o Grêmio também fica com o título do returno

Foi a vitória pessoal de alguém predestinado. Durante todo o clássico, o Grêmio, que precisava vencer, teve um ataque absolutamente nulo. Tão nulo que o melhor lance do centroavante Amato, escalado para fazer gols, foi uma jogada típica de zagueiro, aos oito minutos do segundo tempo, quando salvou o lance na pequena área. O Inter, bem organizado no meio, firme na defesa, perigoso no ataque – foram dele as melhores chances de gol -, estava conseguindo um grande resultado e a vantagem para a última rodada. Até que Rodrigão fez a falta.

Ronaldinho marcou, vibrou, fez a torcida do Grêmio esquecer de todas as dificuldades enfrentadas no Gre-Nal e conduziu o goleiro Hiran a um inferno astral. Nas arquibancadas, os torcedores gozavam do goleiro, perguntavam se ele continuaria desprezando as barreiras. No gramado, os jogadores se abraçavam como se a vitória tivesse garantido algum título Tudo por causa de Ronaldinho.

– Foi sorte – disse o técnico Zé Mário.

Mas a quem a sorte costuma ajudar nestes momentos?

Depois do gol, não houve mais jogo nos três minutos restantes. As bolas sumiram, alguns dirigentes do Grêmio invadiram a pista atlética pedindo o fim da partida, enquanto Paulo Nunes e André brigavam a socos, antes de serem expulsos pelo árbitro Carlos Simon. Até ali, o Inter dera um bom exemplo de organização. Competente na defesa, firme no meio, rápido no ataque, principalmente no segundo tempo, quando Elivélton, aos 11 minutos, e Rodrigão, aos 23, em duas jogadas de Fabiano, perderam as maiores chances de gol da partida O Grêmio tinha sérias dificuldades. Estava tranqüilo atrás com a competência de Marinho, mas não achava soluções na frente. Seu melhor lance aconteceu aos 19 minutos do segundo tempo, quando Anderson bateu escanteio e acertou o travessão.

Assim, só mesmo alguém predestinado para decidir. Alguém como Ronaldinho.” (Mário Marcos de Souza – Zero Hora, 08 de junho de 2000)

Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

RONALDINHO FAZ A DIFERENÇA
Ele marcou o gol da vitória cobrando uma falta, que bateu na barreira, atrapalhando Hiran. Vantagem agora é toda do Grêmio

Com um esquema de jogo mais consistente e de forte marcação, o Inter foi melhor que o Grêmio e merecia o empate que o deixaria como favorito para disputar a final do Gauchão, mas um time que tem Ronaldinho guarda uma reserva técnica inestimável. E foi Ronaldinho, que até nem fazia boa partida, quem acabou revertendo tudo ao marcar o gol da vitória gremista no Olímpico, aos 45 minutos do segundo tempo, cobrando falta na entrada da área.

A bola desviou na barreira, enganando Hiran. A partir daí o Gre-Nal transformou-se em uma guerra, não faltando sequer uma briga a socos entre Alex e Paulo Nunes já nos acréscimos. Houve invasão de campo e por pouco a briga não envolveu outros jogadores.

Antes do gol de Ronaldinho, o que se viu foi um clássico em que o Grêmio insistia na troca de passes para buscar o gol, enquanto o Inter explorava os contra-ataques, especialmente com Fabiano, o melhor do jogo. Outro destaque foi Marinho. Paulo Nunes, que pouco antes da partida havia pedido para Antônio Lopes, para ser escalado como titular, entrou no segundo tempo no lugar de Amato e foi expulso após envolver-se em uma briga escandalosa com o lateral Alex. Lopes considerou a atitude de Paulo Nunes como infantil e desnecessária.” (Correio do Povo, 8 de junho de 2000 – Fonte: Grêmio Dados)

Foto: Fernando Gomes (Pioneiro)

MENOS DO QUE SE PENSA

Quem vê o Olímpico assim do alto muitas vezes não entende como a capacidade de público pode ser tão reduzida, como costumam mostrar os borderôs de jogos importantes. É que o estádio do Grêmio tem uma série de limitações.

Para o Gre-Nal da próxima quarta-feira, por exemplo, serão vendidos apenas 26.100 ingressos – 25.080 menos do que a capacidade do estádio.

Os demais lugares são ocupados por sócios, dependentes, menores, proprietários de cadeiras cativas e de camarotes. Mas não todos. Por medida de segurança, do clube e da Brigada Militar, os espaços não são inteiramente ocupados.

É por isso que, muitas vezes, quando ouve a informação sobre público no estádio, o torcedor se surpreende.” (Mário Marcos de Souza, Zero Hora, junho de 2000)

Os ingressos para o Gre-Nal estão esgotados – as alternativas são os cambistas. Foram colocados à venda 27.083 ingressos, divididos assim:

Olímpico – 12.896

Beira-Rio – 5.687

Postos de venda de Zero Hora – 8.500” (Zero Hora, 7 junho de 2000)

 

Gênio? Ele cobra uma falta, e a bola bate na barreira e desvia. Isso é ser genial? Então, eu sou cego, burro ou louco – desdenhou o paraguaio.

[…]

Falaram que do outro lado havia um gênio. Não vi. Gênio tem de fazer as coisas acontecerem. Ronaldinho é um bom jogador, mas não é melhor do que o Fabiano – cutucou Enciso.” (Zero Hora, 09 de junho de 2000)

POR QUE O ATACANTE CHOROU?

Confusão instalada no final do Gre-Nal. Sopapos, empurrões e xingões rolavam soltos entre os jogadores da dupla. Nervoso com a situação, Fabiano transformou sua raiva em lágrimas. Foi a forma, segundo ele, de não partir para a agressão de um adversário.

– Fiquei supernervoso com tumulto. Não consegui segurar e chorei, para extravasar – Justificou ele, que ontem arrastava a perna direita devido a dores causadas pelas faltas que levou durante o Gre-Nal.

Fabiano, no entanto, não foi exatamente um anjinho em campo. As câmeras de televisão mostraram duas agressões do atacante, um soco e um pontapé, no lateral Anderson.” (Zero Hora, 09 de junho de 2000)

Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

O FIASCO DOS BRIGÕES

Foi um Gre-Nal de doer com a bola rolando. Por isso, ficou de bom tamanho o desfecho com uma confusão generalizada, agressões e muita discussão. Paulo Nunes lembrou seus tempos de Palmeiras. Não pelo futebol, mas por parecer um integrante da família Gracie, os Pelés do Vale-tudo. Paulo Nunes levou uma cotovelada do lateral Alex fora da bola e revidou com socos e pontapés, como fizera com o coritiano Edilson no ano passado. Acabou expulso junto com Alex.

— Ele esbarrou em mim e me agrediu — defendeu-se Alex.

O estopim para o início de uma batalha em campo. Os jogadores trocaram sopapos e houve muita correria no gramado. Não fosse a intervenção da Brigada Militar, dos seguranças e de alguns jogadores mais comedidos, como o goleiro Hiran e o lateral Roger, o clássico não teria terminado. Danrlei, sumido dos noticiários, reapareceu. Invadiu o campo, mas para acalmar. Tranqüilizou Fabiano que, transtornado, tentava partir para o revide a todo custo. Chorando muito, o atacante foi consolado pelo paraguaio Enciso e retirado do tumulto.

O gol de Ronaldinho perturbou os colorados e esquentou o clima. Antes da briga, o Grêmio escondeu as bolas no vestiário e parou o jogo. Uma delas caiu em frente ao reservado e, rapidamente, foi escondida pelo volante Eduardo. Os dirigentes invadiram a pista e, na beira do gramado, Antônio Lopes pedia o final do jogo. O árbitro Carlos Simon só recomeçou a partida depois de retirados todos da pista atlética. Sem bola para jogar e indignado, Enciso discutiu com o técnico e criticou a sua postura.

— Você não está sendo correto — protestou, com o dedo em riste para Lopes.

Do outro lado, Ronaldinho comemorava. — Futebol precisa de alegria — gritava quem deu luz a um Gre-Nal de pouca inspiração e, infelizmente, transpiração demais.” (Zero Hora, 8 junho de 2000)

 

GRÊMIO 1 x 0 INTERNACIONAL

GRÊMIO: Silvio, Anderson Lima, Marinho, Fabrício e Roger; Anderson Polga, Gavião, Itaqui (Jé) e Zinho (Nenê); Ronaldinho e Amato (Paulo Nunes)
Técnico: Antônio Lopes

INTERNACIONAL: Hiran, Márcio Goiano, Lúcio, Ronaldo (Fernando Cardozo) e Alex; Enciso, Leandro Guerreiro, Marcelo (Leonardo) e Elivélton; Fabiano e Rodrigão
Técnico: Zé Mário

Gauchão 2000 – Segunda Fase – Segundo Turno – 6ª Rodada
Data: 7 de junho de 2000, quarta-feira, 21h15min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 34.848 (32.897 pagantes)
Renda: R$ 209.692,00
Juiz: Carlos Eugênio Simon
Auxiliares: Marcos Ibañez e Paulo Conceição
Cartões amarelos: Anderson Lima, Fabrício, Roger, Ronaldinho Gaúcho, Amato, Ronaldo, Marcelo, Fernando Cardozo, Rodrigão e Elivélton; Expulsão: Paulo Nunes e Alex
Cartões vermelhos: Paulo Nunes e Alex
Gol: Ronaldinho, aos 44 minutos do 2º tempo

Copa do Brasil 2000

August 28, 2014

Com a estreia do Grêmio na Copa do Brasil 2014 acho oportuno retomar a série sobre as participações do tricolor na competição
Em março de 2000 o clube já estava no seu segundo treinador na temporada (Emerson Leão fora demitido após uma campanha ruim na Copa Sul-Minas). Antônio Lopes faria sua primeira partida oficial no comando da equipe gremista em Rondonópolis, mas o Delegado sofreu de uma indisposição estomacal que o impediu de acompanhar o time no Mato Grosso. Ainda assim  o Grêmio não teve dificuldades para eliminar o adversário logo na partida de ida.
O problema esteve na fase seguinte, quando o tricolor enfrentou a Portuguesa. Na primeira partida, ocorreu um 0x0 no Canindé, onde as atenções se voltaram para a forma física de Ronaldinho, que havia entrado numa polêmica com Vanderlei Luxemburgo, então técnico da seleção brasileira, sobre o seu peso.
Os gols e a surpresa ficaram para o jogo de volta. A Lusa abriu 2×0 antes dos 30 minutos de partida. Ronaldinho descontou ainda na primeira etapa, mas no segundo tempo o “Príncipe” Leandro Amaral marcou dois gols, sacramentando a eliminação e a pior derrota gremista em todas edições da Copa do Brasil.

União Rondonópolis União Rondonópolis 0x4 Grêmio Grêmio

UNIÃO RONDONÓPOLIS: Jéferson; Bira, Viana, Souza e Augusto; Baré, Nunes, Claudinho (Fábio Jr.) e Barbosa; Edmílson e Zumbi.
Técnico: Édson Boaro
GRÊMIO: Danrlei; Ânderson ima (Itaqui), Marinho (Rodrigo Costa), Nenê e Roger; Eduardo Costa, Astrada, Zinho e Paulo Nunes; Ronaldinho e Amato (Gauchinho)
Técnico: Miguel Ferreira (auxiliar)
Jogo de ida – Segunda Fase – Copa do Brasil 2000
Data: 22 de março de 2000, quarta-feira, 21h40min
Local: Estádio Luthero Lopes, em Rondonópolis (MT).
Árbitro: Getúlio Barbosa de Souza Júnior (MS)
Auxiliares: José Carlos de Oliveira-MG e Paulino Mariano Fernandes-MG
Cartão Amarelo: Bira, Roger, Ronaldinho e Anderson Lima
Gols: Ronaldinho, aos 10 minutos do primeiro tempo. Nenê aos 7, Ronaldinho aos 16 e Zinho aos 33 minutos do segundo tempo


Portuguesa Portuguesa 0x0 Grêmio Grêmio

PORTUGUESA: Fabiano; Celso Vieira (Cafu), Émerson, Tinho e Wagner; Simão (Alexandre), Élson, Marquinhos e Evandro; Leandro e Bentinho (Jean).
Técnico: Nelsinho Baptista

GRÊMIO: Danrlei; Ânderson Lima, Marinho, Nenê e Roger; Eduardo Costa, Gavião, Zinho (Jé) e Paulo Nunes (Fabrício); Ronaldinho e Amato (Gauchinho)
Técnico: Antônio Lopes

Jogo de ida – Terceira Fase – Copa do Brasil 2000
Data: 27 de abril de 2000, quinta-feira, 20h30min
Local: Estádio do Canindé, em São Paulo-SP
Árbitro: Antônio Pereira da Silva (FIFA/GO)

Grêmio Grêmio 1×4 Portuguesa Portuguesa

GRÊMIO: Danrlei; Ânderson, Marinho, Fabrício e Roger; Astrada (Gavião), Eduardo Costa, Paulo Nunes (Gauchinho) e Zinho; Ronaldinho e Amato (Rodrigo Gral)
Técnico: Antônio Lopes

PORTUGUESA: Fabiano (Marcelo Moretto); Cafu, Émerson, Tinho e Wágner; Simão, Élson, Evandro (Sandro Fonseca ) e Marquinhos; Leandro (Da Silva) e Bentinho
Técnico: Nelsinho Baptista

Jogo de volta – Terceira fase – Copa do Brasil 2000
Data: 3 de maio de 2000, quarta-feira, 20h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Árbitro: Reinaldo Ribas Vieira-RJ
Auxiliares: Manoel do Couto Pires e Carlos Henrique Alves Lima (RJ)
Cartões Amarelos: Astrada, Amato, Eduardo Costa, Fabiano, Tinho e Wagner
Gols: Evandro aos 9, Émerson aos 26 e Ronaldinho aos 38 minutos do primeiro tempo. Leandro aos 21 e aos 39 minutos do segundo tempo


Fontes: Correio do Povo e Zero Hora