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Gauchão 2004 – Glória 0x1 Grêmio

May 23, 2022
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Foto: Correio do Povo (Fonte: Camisas do Grêmio)

 

Gauchão de 2004. Essa foi a última vez que o Grêmio foi a Vacaria enfrentar Glória. Até onde eu consegui apurar, nessa partida o Grêmio estreou essa camisa azul marinho (no ano anterior a Kappa já havia lançado um outro modelo em azul marinho, mas aquela não foi usada em jogo)

 

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Foto: Jeferson Botega (Zero Hora) – Fonte: Grêmiopédia

 

FESTA DO GRÊMIO COMEÇOU CEDO

Leonardo Oliveira/Vacaria – O Grêmio acabou com a festa preparada pelo Glória nos Campos de Cima da Serra. Ontem à tarde, venceu por 1 a 0.e voltou de Vacada praticamente classificado às semifinais do Gauchão. Frustrado com o resultado e fatigado pelo acúmulo de jogos, o Glória pensa em usar reservas em Porto Alegre, no sábado.

A partida de ontem consumiu as últimas reservas do time. As rádios da região tratavam o domingo como “de gala”. A torcida ocupou cada centímetro das modestas dependências do Estádio Altos da Glória. A atmosfera criada para o jogo potencializou a tensão. O Grêmio concentrou-se em Vacaria sob olhares desconfiados e críticas pelo pedido de exame antidoping. O ambiente nervoso para o jogo estava criado.

O resultado desse tempero todo foi uma partida genuína de Gauchão. Atacante virou bola em determinados momentos. A marcação nunca deixou de ser severa. Alguns exageraram, como os zagueiros Luciano Sobrosa e Careca. Bateram sem piedade. Fábio Pinto jogou 30 minutos e apanhou por um mês.

— Pobre do Fábio, ficou pouco tempo em campo e apanhou mais que todos — espantou-se Bruno.

O gol de Élton a 1min30s desarrumou o Glória. Com três zagueiros e dois volantes, faltou criação e inspiração para o time. João Pedro, um azougue pela direita, foi quem levou perigo. Sotilli, vigiado por Marcelo, assustou apenas no início. Perdeu o empate aos dois minutos, levou vantagem em três lances pela esquerda e restringiu-se depois a reclamar. Acabou prejudicado pela falta de inspiração do time.

Mesmo assim, Sotilli embalou a esperança da torcida. Oficialmente, 5.987 pessoas estavam no estádio. A impressão era de que havia mais. Todos atenderam ao pedido do presidente Francisco Schio e se apertaram na arquibancada. Teve gente que assistiu ao jogo de lado. Diferente daqueles que subiram em três caminhões estacionados na rua lateral. Havia torcedores até em cima do pavilhão. Mas estes a Brigada Militar tratou de retirar.

Todos voltaram para casa indignados com a atuação de Carlos Simon. Vacaria reclama de um lance no primeiro tempo, quando de fato Cocito desviou com a mão dentro da área um chute de Gasolina. O lance poderia mudar os rumos da partida, mas seria difícil tirar a vitória do Grêmio. O time teve uma atuação consciente e determinada. Claudiomiro comandou uma defesa segura. Cocito e Tiago Prado não se constrangeram em mandar a bola para fora do estádio, na BR-295. Christian, mesmo vigiado, levou perigo. Marcelinho, e Fábio Pinto, no segundo tempo, perderam chance de ampliar. O Grêmio também se queixa, com razão, de um pênalti no segundo tempo em Marcelinho. O atacante foi puxado pelo ombro quando se preparava para chutar em gol.

Mais um lance para discussão em uma tarde azul.” (Leonardo Oliveira, Zero Hora, segunda-feira, 22 de março de 2004, Fonte: Grêmiopédia)

 

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GRÊMIO PODE ATÉ PERDER POR UM GOL

O Grêmio largou na frente na decisão por uma vaga na final do Grupo 1 do Gauchão 2004. A equipe tricolor fez 1 a 0 no Glória neste domingo, em Vacaria, gol de Élton. O resultado dá a vantagem ao time gremista, que pode perder até por 1 a 0 para garantir a vaga na final da Chave 1 da competição.

O time dono da casa ainda não atravessara o meio de campo, a 1min30 de jogo, quando o Tricolor abriu o placar. Christian foi lançado na entrada da grande área e deixou Élton livre, na cara do goleiro Marcão. O chute foi forte, batendo no travessão antes de cruzar a risca do gol.

Então o Glória começou a jogar. Perdeu a chance de empate um minuto após o gol gremista e na seqüência deu continuidade a uma pressão desordenada, com bolas levantadas a todo instante para dentro da grande área gremista, buscando preferencialmente o goleador Sandro Sotilli.

Aos 28 minutos, quando a pressão era enorme, houve um pênalti a favor do Glória, que o árbitro Carlos Simon não assinalou. Rodrigo Gasolina, na entrada da pequena área, chutou em direção às redes e o volante Cocito claramente jogou-se e defendeu com a mão.

Ciente de que seu time vinha sendo muito pressionado, Adilson Batista decidiu voltar com a defesa reforçada para a etapa final. Entrou Tiago Prado e saiu o meia Luciano Ratinho. O Grêmio passou a rondar a área do Glória com mais assiduidade do que no primeiro tempo. Marcelinho, aos 12 minutos, quase ampliou, quando ficou frente a frente com o goleiro, mas chutou fraco, nas mãos de Marcão.

Aos 30 minutos, numa espetacular arrancada em contra-ataque, Fábio Pinto poderia ter matado a partida, mas, sozinho, chutou exatamente em cima do goLeiro, desperdiçando a grande chance.

O Grêmio ainda poderia ter ampliado aos 40, quando o zagueiro Sobrosa agarrou Marcelinho e o derrubou dentro da grande área. Um pênalti que Simon não marcou.

Para a partida de volta, no Estádio Olímpico, a equipe não poderá contar com Élton, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Baloy, que ainda se recupera de lesão, pode reforçar o time no final de semana.” (Gazeta do Sul, segunda-feira, 22 de março de 2004)

 

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Foto: Abelardo Marques (Gazeta do Sul)

 

“GRÊMIO VENCE E FICA A UM EMPATE DA DECISÃO DO GAÚCHO

Mesmo jogando fora de casa, o Grêmio deu um grande passo para a classificação à final do Campeonato Gaúcho. Na tarde deste domingo, o time derrotou o Glória por 1 a 0, em Vacaria, e joga pelo empate no estádio Olímpico.

O único gol da partida foi marcado pelo meia Élton, logo aos dois minutos da partida. A partir daí, o Gloria buscou o empate, mas não teve sucesso em suas tentativas. Agora, o tricolor joga pelo empate em casa, para ir à decisão.

O Grêmio iniciou muito bem na partida e abriu o placar logo aos dois minutos. Christian fez jogada pelo meio e tocou para Élton, que invadiu a área e chutou sem chances para o goleiro rival.

Aos 18min, Christian recebeu de Luciano Ratinho, mas o goleiro Marcão se antecipou e fez bela defesa. Cinco minutos depois, Xavier aproveitou cruzamento e Tavarelli defendeu. Aos 31min, Christian voltou a exigir boa defesa de Marcão.

Na etapa final, o Glória tentou pressionar e Sotilli exigiu boa defesa de Tavarelli, aos 8min. Sem muita criatividade, o time do interior arriscou apenas em jogadas de bola parada, que o Grêmio não teve trabalho para parar e conseguir assim uma boa vantagem para ir à final.” (UOL, 21/03/2004 – 18h21)

 

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Foto: Jeferson Botega (Zero Hora) – Fonte: Grêmiopédia

 

GRÊMIO VENCE E AMPLIA A VANTAGEM
Fez 1 a 0 no Glória e agora pode perder pelo mesmo escore no Olímpico que garantirá vaga para a fase seguinte do Gauchão

Só dois gols tiram o Grêmio da final do grupo 1 do Gauchão. Ontem, o time venceu o Glória por 1 a 0, em Vacaria, e ampliou a vantagem nas semifinais. Agora, pode perder por 1 a 0 no Olímpico, no próximo final de semana, que ainda assim tem vaga na decisão. O Glória só avança caso vença por uma diferença de dois gols ou então por um gol, contanto que marque pelo menos duas vezes.

A vitória foi construída no primeiro minuto de jogo. O lateral Élton tabelou com Christian e avançou pela esquerda para chutar na saída de Marcão e marcar o único gol do jogo. A melhor chance do Glória viria no minuto seguinte, quando Sotilli recebeu livre na pequena área, mas chutou para fora.

De resto, o primeiro tempo foi marcado mais pela empolgação e menos pela qualidade técnica. Toda dividida era uma epopéia para os jogadores, o que paralisou a partida em função do grande número de faltas.

Para a segunda etapa, Adílson Batista trocou um articulador (Ratinho) por um zagueiro (Tiago Prado). A medida conteve a iniciativa ofensiva do Glória, que ainda viu a sua situação complicar ainda mais com a expulsão do técnico Bagé, aos 16 minutos.

Desgastado pela recente maratona de jogos, a equipe de Vacaria cedeu ao cansaço nos minutos finais, e o Grêmio se aproveitou para jogar no contra-ataque, com Fábio Pinto e Marcelinho. Foi a vez então de o goleiro Marcão mostrar qualidade e impedir que os gremistas voltassem para Porto Alegre com uma vantagem ainda maior.

A arbitragem de Carlos Simon foi contestada por ambos os lados. O Glória reclama de um pênalti não marcado no primeiro tempo, quando Cocito interceptou com o braço um chute de Rodrigo Gasolina. O Grêmio, por sua vez, alega que aos 41 minutos da etapa final Marcelinho foi puxado pelo zagueiro Careca dentro da área.” (Correio do Povo, segunda-feira, 22 de março de 2004 – Fonte: Grêmio Dados)

 

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Foto: Jeferson Botega (Zero Hora) – Fonte: Grêmiopédia

Glória 0x1 Grêmio

GLÓRIA: Marcão; Sobrosa, Marcelo Bolacha e Careca; Flavinho (Marquinhos), Xavier, Toto (Fábio de Los Santos), João Pedro e Aldo; Rodrigo Gasolina (Lela) e Sandro Sotilli
Técnico: Bagé

GRÊMIO: Tavarelli; Michel, Marcelo Magalhães, Claudiomiro e Elton; Cocito (Adriano),Leanderson, Bruno e Luciano Ratinho (Tiago Prado); Marcelinho e Christian (Fábio Pinto)
Técnico: Adilson Batista

Gauchão 2004 – Primeira Fase
Data: 21 de março de 2004, domingo
Local: Altos da Glória, em Vacaria, RS
Público: 5.987 (5.097 pagantes)
Renda: R$ 53.960,00
Árbitro: Carlos Eugênio Simon
Auxiliares: José Antônio Chaves Franco Filho e Sílvio Rogério Silva
Cartões Amarelos: Sobrosa, Marcelo Bolacha, Xavier, Cocito, Élton
Gol: Élton, a um minuto e 30 segundos do primeiro tempo

Copa do Brasil 2004 – Flamengo 0x0 Grêmio

August 10, 2018
20 maio 2004 gilvan dos santos futura press

Foto:  Gilvan dos Santos (Futura Press)

O último confronto entre Flamengo e Grêmio pela Copa do Brasil no Maracanã aconteceu em 2004. Na ida, o tricolor havia sido derrotado no Olímpico por 1×0.

Na volta o tricolor não conseguiu sair do 0x0 com os rubro-negros, que avançaram na competição até a final, quando foram derrotados pelo Santo André.
20 maio 2004 o globo

EMPATE COM SABOR DE VITÓRIA
Fla segura o O a O com o Grêmio e enfrenta baianos na semifinal da Copa do Brasil
Num jogo de multa correria e pouquíssima técnica, o Flamengo se classificou para a semifinal da Copa do Brasil ao segurar o empate em O a O com o Grêmio, ontem à noite, no Maracanã. Como vencera no Olímpico por 1 a O, o time rubro-negro enfrentará o Vitória, que superou o Corinthians ontem por 2 a O, em Salvador, e também se classificou. Na outra quartas-de-final, o 15 de Campo Bom-RS classificou-se ao vencer o Palmas por 1 a O, em Tocantins, e enfrentará Palmeiras ou Santo André, que jogam hoje. Na partida de ida, o placar foi 3 a 3. O Flamengo recebeu um reforço de última hora para o jogo. Horas antes de a bola rolar, os advogados do clube conseguiram efeito suspensivo para Abel, que fora suspenso por 30 dias pelo Tribunal de Justiça Desportiva. Com o seu treinador em campo, o rubro-negro começou com dificuldades de se livrar da marcação. Mesmo assim, era quem mais se aproximava do gol. Aos 23, Felipe pôs a bola entre as pernas de Tiago e chutou, mas a a zaga gremista salvou.

Com mais volume de jogo, o Flamengo ainda teve boa chance num lance em que Tavarelli segurou uma bola atrasada. No tiro livre dentro da área, Felipe fez um golaço mas a cobrança deveria ser em dois lances. O Grêmio começou o segundo tempo um pouco mais ousado. Com menos de dois minutos, Marcelinho obrigou Júlio César a espalmar para escanteio. O Flamengo deu a resposta em contra-ataque desperdiçado por Jean, que chutou para fora quando tinha duas boas opções de passe. Aos poucos, o rubro-negro foi cedendo espaço para os gaúchos, que começavam a rondar a área perigosamente. A entrada de Athirson no lugar de Zinho deixou o Flamengo mais vulnerável. Sorte que o Grêmio era muito fraco ofensivamente e o rubro-negro pôde comemorar a vaga com sua torcida. Antes do jogo, a torcida do Flamengo engrossou o pedido feito por Felipe logo depois do jogo contra o Internacional, no último domingo. Com uma faixa, pediu a volta dos jogos do time para o Rio: “Volta Redonda, não. Maracanã, sim”. “(O Globo, Quinta-feira, 20 de maio de 2004)

ATUAÇÕES
FLAMENGO
JÚLIO CÉSAR: Duas defesas em chutes de Marcelinho, uma em cada tempo e só. • Nota 6,5.
REGINALDO ARAÚJO: Seguro, mas sem brilho. Com Felipe aberto na direita, quase não foi ao fundo. Apareceu mais atacando em diagonal e até tentando a cabeçada na área. • Nota 6,5.
ANDRÉ BAHIA: Sem muito trabalho na marcação, ainda saiu em arrancadas com a bola dominada. • Nota 6.
FABIANO ELLER: Teve certa dificuldade para conter Marcelinho. Depois de levar um drible entre as pernas, fez falta em Christian que levou muito perigo. • Nota 5.
ROGER: Pouco apoiou, preocupado com o setor mais forte do Grêmio enquanto Marcelinho esteve em campo. Soltou-se mais no fim, mas pouco fez. • Nota 5,5.
DA SILVA: Sua regularidade pouco aparece para a torcida mas dá equilíbrio do time. Saiu machucado. • Nota 7.
JULIANO entrou no fim e pouco fez. • Nota Sem nota.
DOUGLAS SILVA: Um passe errado que quase complica o jogo no fim. Foi sempre melhor na marcação do que no apoio. • Nota 4,5.
IBSON: Preso á marcação, não brilhou mais evitou que o time corresse riscos. • Nota 6.
ZINHO: Boa movimentação, deu ritmo ao time até ser substituído. • Nota 6,5
ATHIRSON entrou, buscou o ataque e assim reduziu a pressão do Grêmio. • Nota 5,5.
FELIPE: Depois de um início apagado, soube segurar a bola no ataque com categoria, mas voltou a cair no fim do jogo. • Nota 7.
JEAN: É mais perigoso pelas pontas. Pelo meio, prendeu a bola quando tinha companheiros livres. Deu um chute com perigo e perdeu duas chances. • Nota 5,5. Foi substituído por DIOGO que nada fez. • Nota Sem nota.
ABEL BRAGA: Com o forte bloqueio que armou no meio, seu time teve o domínio da posse de bola e quase não foi atacado. • Nota 7.

GRÊMIO
Um time fraco em todos os setores. Marcelinho fez uma boa jogada em cada tempo.” (O Globo, Quinta-feira, 20 de maio de 2004)

JOGO RUIM, EMPATE E GRÊMIO FORA
Tricolor gaúcho teve baixa produção diante do Flamengo, na noite de ontem, no Maracanã. Time carioca segue para as semifinais do torneio e Grêmio volta suas
atenções ao Brasileiro
Dessa vez não deu certo para o time especialista em Copa do Brasil. Grêmio e Flamengo fizeram um espetáculo de baixo nível técnico e o empate por 0 a 0, ontem à noite, no Maracanã, foi justo. O resultado, porém, tirou o clube gaúcho da caminhada rumo ao quinto título nessa competição. O Fla se beneficiou da vitória de 1 a 0 no jogo de ida, realizado no Olímpico, e segue para as semifinais, em que enfrentará o Vitória, da Bahia, que eliminou o Corinthians Paulista.
Como precisava da vitória, o Grêmio iniciou o jogo pressionando o Flamengo. Logo aos três minutos, Marcelinho passou por dois adversários, mas o arremate saiu fraco, facilitando a vida de Júlio César. O ímpeto do time gaúcho, no entanto, acabou aí. O Flamengo também não jogou bem e apenas em lances esporádicos de Felipe, a equipe conseguiu alguma coisa. 
O goleiro Tavarelli quase entregou o ouro aos 31 minutos do primeiro tempo, quando Claudiomiro atrasou uma bola para ele, na pequena área. Assustado pela presença de Jean, ele errou o chute e acabou mergulhando para segurar a bola com as mãos. Falta indireta dentro da área quase na linha de fundo, mas Felipe cobrou direto para as redes e o gol não valeu.
Na etapa final, apesar de ter a posse da bola por um tempo maior, o Flamengo não conseguiu transformar esse domínio em gols. Nos minutos finais, o time carioca abdicou do ataque, enquanto o desorganizado Grêmio buscou, sem sucesso, o gol que levaria o jogo para a decisão dos pênaltis.” (GAZETA DO SUL, Quinta-feira, 20 de maio de 2004)

20 maio 2004 gazeta do sul

GRÊMIO ESTÁ FORA DA COPA DO BRASIL
Time não teve bom desempenho e ficou no 0 a 0 com o Flamengo no Rio. Eliminação aumenta a tensão no estádio Olímpico
O Grêmio está fora da Copa do Brasil. Ontem, o time não teve forças para fazer um gol no Flamengo e está desclassificado da competição. O empate em 0 a 0, no Maracanã garantiu vaga à equipe carioca e aumentou a tensão no Olímpico.
A etapa inicial chamou mais a atenção por alguns lances isolados do que pela disputa tática das equipes. Primeiro, em uma janelinha que Felipe aplicou em Tiago Prado, que não teve maiores conseqüências porque a zaga afastou para escanteio. Segundo, em uma jogada curiosa envolvendo Tavarelli. O goleiro recebeu passe de Claudiomiro e errou o chute. Em seguida, segurou a bola com a mão, cedendo falta ao Flamengo. Felipe cobrou direto e acertou o ângulo. Como a jogada era em dois lances, o gol foi anulado por Héber Roberto Lopes.
De resto, o Grêmio, que precisava reverter a vantagem obtida pelo Flamengo na primeira partida, acomodou-se na defesa e apostou nos contra-ataques, sem sucesso. Com Christian jogando mais recuado e Marcelinho apostando nos cruzamentos, o time apenas viu o adversário ameaçar.
A necessidade do gol obrigou o Grêmio a atacar com mais força na segunda etapa. O time voltou melhor e com dez minutos já havia levado mais perigo do que o primeiro tempo inteiro. A melhor chance até então foi desperdiçada com Bruno, que cobrou por cima uma falta da entrada da área.
O ímpeto gremista, porém, cedeu espaço para o contra-ataque rubro-negro, e por pouco, aos 12 minutos, Jean não tornou quase impossível a missão gremista, ao desperdiçar boa chance de gol.
Adílson então sacou Marcelinho, Élton e Claudiomiro para as entradas de Pitbull, Léo Inácio e George. O time e a partida pouco mudaram e, com a proximidade do final, os erros de passe cresceram na mesma medida da ansiedade do Grêmio.” (Correio do Povo – 20 de maio de 2004)

ADÍLSON SE DESCULPA JUNTO AO TORCEDOR
A desclassificação do Grêmio na Copa do Brasil é de responsabilidade de Adílson Batista. A afirmação foi feita pelo técnico ontem, ao final do jogo. Ele iniciou a entrevista coletiva pedindo desculpas ao torcedor gremista pelo fracasso na competição. ‘A responsabilidade é toda do treinador. Essa é a nossa cultura’, afirmou.
O técnico considera que a desclassificação se deu em Porto Alegre, quando o Grêmio perdeu a primeira partida contra o Flamengo por 1 a 0. Adílson ressaltou que sabia das dificuldades em reverter o quadro, já que o time carioca conta com jogadores de Seleção. Ele assegurou ainda não estar preocupado com as conseqüências que um insucesso frente ao Paysandu, teria no seu futuro no clube.
Adílson explicou que retirou Marcelinho de campo no segundo tempo também em função da convocação do atacante para a seleção sub-20, no dia anterior. ‘Jogador convocado a gente sabe, é natural que fique com a cabeça na seleção’, disse.
A incapacidade do Grêmio para ter sucesso sobre a defesa do Flamengo foi admitida pelos jogadores ao final do jogo. O lateral Michel elogiou a capacidade de marcação do adversário, enquanto o centroavante Christian apenas resignou-se que o trabalho agora será voltado para o Campeonato Brasileiro, no qual ocupa o 15º lugar.
Para o volante Cocito, a postura do Flamengo merece elogios. ‘Eles jogaram com inteligência. Não tem mais essa de que o futebol carioca não marca. Hoje em dia, são os jogadores e o técnico que fazem um time’, disse.” (Correio do Povo – 20 de maio de 2004)

20 maio 2004 cp

Flamengo 0x0 Grêmio

FLAMENGO: Júlio César; Reginaldo Araújo, André Bahia, Fabiano Eller e Roger; Da Silva (Juliano), Douglas Silva, Ibson e Zinho (Athirson); Jean (Diogo) e Felipe
Técnico: Abel Braga

GRÊMIO: Tavarelli; Claudiomiro (George Lucas), Baloy e Tiago Prado; Michel, Cocito, Leânderson, Bruno e Élton (Léo Inácio); Marcelinho (Cláudio Pitbull) e Christian
Técnico: Adílson Batista

Copa do Brasil 2004 – Quartas de final – Jogo de volta
Data: 19 de maio de 2004, quarta-feira, 21h45min
Local: Estádio Maracanã, no Rio de Janeiro-RJ
Público: 22.163 (19.968 pagantes)
Renda: R$ 205.709,00
Árbitro: Héber Roberto Lopes (PR)
Cartões amarelos: Leanderson, Cocito, André Bahia.

Copa do Brasil 2004 – Grêmio 0x1 Flamengo

July 29, 2018
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Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

O último confronto de Grêmio e Flamengo pela Copa do Brasil em Porto Alegre aconteceu em maio de 2004, pela partida de ida das quartas de final. E o tricolor acabou sendo derrotado no Olímpico (algo que se repetiu com alguma frequência naquela temporada).

É interessante notar a obsessão do jornalista que fez a matéria do O Globo com o Cocito. Ao meu ver uma pegação no pé meio desmedida. Na minha memória o Cocito não era muito mais violante que a média dos camisas 5 que atuavam no Brasil no início dos anos 2000*. Acho que essa perseguição passa pela fatídica lesão do Kaká em 2001 e pela irresistível galhofa de repetir o apelido de “Coicito”.

* O próprio Douglas Silva** que atuou elo Flamengo nesse jogo viria a jogar no Grêmio no ano seguinte e “batia” tanto com o Cocito.
** Por falar em Douglas Silva, há uma confusão no artigo dele na Wikipedia***. Quem fez gol no Peñarol em 2003 foi o lateral esquerdo Douglas Delfino.
*** Wikipedia em português é uma das piores fontes de pesquisa de toda a internet
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Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

FALTOU TALENTO
O Grêmio precisará melhorar muito para o jogo de volta, na próxima semana, no Maracanã. Ontem, no Olímpico, time gaúcho criou poucas jogadas de ataque e acabou derrotado por 1 a 0 pelo Flamengo. Agora, terá de vencer por um gol de diferença fora de casa para passar à semifinal da Copa do Brasil.

Nada deu certo para o Grêmio. O time começou nervoso, inseguro, e não teve, novamente, qualidade para fazer gols no Flamengo. Marcando tanto quanto um time do interior quando joga em Porto Alegre, o time carioca forçava a defesa gremista a arriscar lançamentos para os atacantes e errar passes. Para piorar, em um dessas falhas, de Claudiomiro, logo aos três minutos, o centroavante Negreiros recuperou a bola, driblou Claudiomiro e encontrou Zinho livre. Da entrada da área, o meia chutou no canto no canto esquerdo, fora do alcance de Tavarelli: Flamengo 1 a 0.

Apesar do apoio da torcida mesmo com o placar desfavorável, o time dirigido por Adilson Batista demorou a se encontrar. Sem conseguir entrar na área adversária, arriscava chutes de longe. Foi assim a partir dos 10 minutos de jogo, em três chances seguidas, com Tiago Prado, Michel Bastos e Michel. Todas as conclusões pararam nas mãos do goleiro Julio César, que as defendeu sem dificuldade. Só aos 21 minutos o Grêmio levou perigo. Marcelinho, que no primeiro tempo só era parado com faltas – Henrique e Douglas Silva levaram cartões amarelos por isso -, em um giro pelo lado direito se livrou de três marcadores, cruzou rasteiro, Ratinho deu um carrinho, mas o goleiro defendeu.

Insatisfeitos com a pouca produtividade da equipe, os torcedores elegeram o responsável pela má atuação: o lateral-direito Michel. Tanto que pouco antes do intervalo, depois de mais um passe errado do jogador, a maior parte do estádio gritava pela entrada de George Lucas e chamava Adilson de burro.

No segundo tempo, Adilson mudou o lateral. Mas o esquerdo. Tirou Michel Bastos e colocou Leonardo Inácio. Não mudou muita coisa. O Grêmio começou o segundo tempo pressionando. As melhores chances eram em jogadas de bola para, mas, invariavelmente, paravam no goleiro Julio Cesar. Como no primeiro minuto, quando ele defendeu uma forte cabeçada de Claudiomiro. Com o resultado favorável, o Flamengo se fechou e procurou segurar a partida. Marcelinho tentava pelas pontas, mas não acertava os cruzamentos. Num contra-ataque rápido, Luciano Ratinho lançou Christian, mas o o centroavante chutou por cima. Na busca pelo empate, Adilson ainda colocou Fábio Pinto no lugar do contestado Michel. Luciano Santos também entrou, aos 27 minutos, no lugar de Cocito, lesionado. Claudiomiro, de cabeça, ainda teve mais uma chance, que o goleiro do Flamengo salvou. Aos 38, a melhor chance de gol, mas do Flamengo: Felipe entrou livre pela direita e chutou rasteiro na saída de Tavarelli. Na sua especialidade, o paraguaio fez a defesa. No final do jogo, vais para a atuação sem brilho do Grêmio.” (Gabriel Camargo – Zero Hora – 13 de maio de 2004)

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Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

“Wianey Carlet
COMPLICOU
O Flamengo mostrou ontem à noite no Olímpico que a qualidade do seu time não está afinada com os maus resultados das últimas partidas. Jogou melhor do que o Grêmio e mesmo quando foi pressionado, no segundo tempo, teve organização ofensiva e inteligência para neutralizar os esforços do adversário. Com a bola, reafirmou o histórico toque de bola carioca. Sem ela, apenas o goleiro Júlio César e o atacante Felipe não participaram do esforço coletivo de recuperação. Os destaques individuais também ficaram com o FLA. Júlio César, com duas grandes defesas, Fabiano Eller, o melhor em campo, Henrique, Reginaldo Araújo, Roger, Douglas Silva, todos tiveram atuações destacadas. O Flamengo ganhou e não foi por acaso.” (Wianey Carlet – Zero Hora – 13 de maio de 2004)

Bola Dividida – Mário Marcos de Souza
DECEPÇÃO DO GRÊMIO, ALEGRIA DO 15
A qualidade mais uma vez decidiu. Enquanto o Grêmio abusava de errar passes, o que parece uma característica irritante dos grandes times gaúchos nos dias atuais, o Flamengo marcava bem e valoriza a posse de bola, principalmente a partir de Felipe. Depois do gol de Zinho, marcado em falha da defesa gremista, o Flamengo passou a marcar bem e levou poucos sustos. Faltou competência ao Grêmio – sobrou irritação à torcida. Agora, o time terá de fazer em Volta Redonda tudo o que não conseguiu diante de sua torcida. A noite gaúcha foi salva pelo surpreendente 15 de Novembro. Depois da vitória de 3 a 0 sobre o Palmas, em Campo bom...” (Mário Marcos de Souza – Zero Hora – 13 de maio de 2004)

GRÊMIO, DERROTA NA PRIMEIRA BATALHA
Leva 1 a 0 do Flamengo e torcedor vaia o treinador Adílson. Time carioca só precisa de um empate no Rio para ir às semifinais

A vida do Grêmio na Copa do Brasil ficou complicada. Ontem, o time perdeu por 1 a 0 para o Flamengo, no Olímpico, e agora precisa reverter a situação na próxima semana, no Maracanã. Empate garante vaga aos cariocas.

Qualquer tranqüilidade que pudesse ter o Grêmio no primeiro tempo sumiu aos 3 minutos, com o gol do Flamengo. Depois de falha de Claudiomiro, a bola sobrou para Zinho, que driblou na entrada da área e desviou de Tavarelli. A vantagem surpreendeu o time e incrementou os erros de passe do lado gremista.

Sem jogadas pelo meio do campo, o Grêmio passou a apostar nos lançamentos da defesa para o ataque. Não funcionou e, nos primeiros 45 minutos, a equipe não teve nenhuma chance clara de gol, salvo um chute de Ratinho, já caído, que Júlio César defendeu.

Pior, o time cedia espaço ao Flamengo na intermediária e possibilitava aos cariocas avanços perigosos. Aos 41 minutos, Fabiano Eller deixou de ampliar o placar, ao perder o gol sem goleiro dentro da pequena área.

A inconstância dentro de campo se transformou em impaciência nas arquibancadas. Os alas Michel e Michel Bastos eram vaiados a cada passe errado e Adílson Batista escutou o coro de ‘burro’ antes mesmo do intervalo.

No segundo tempo, o nervosismo do Grêmio permaneceu, mas as oportunidades surgiram em maior número. Na mais clara, Claudiomiro forçou o goleiro Júlio César a fazer grande defesa aos 28 minutos, salvando à queima-roupa uma cabeceada do zagueiro.” (Correio do Povo – 13 de maio de 2004)

PARA ADÍLSON, ´EQUIPE ACELEROU´

Trabalhar e reverter foram os verbos mais lembrados pelos jogadores do Grêmio depois da derrota para o Flamengo. Na próxima semana, o time precisa vencer a equipe carioca no Rio de Janeiro para seguir na Copa do Brasil. Vitória por um gol de diferença a partir de 2 a 1 dá a vaga ao Grêmio.

O zagueiro Claudiomiro admite que a derrota surpreendeu o time, que esperava ir para o Rio de Janeiro com alguma vantagem. ‘Derrota nunca está nos planos, mas por que não decidir lá?’, diz ele. O outro defensor, Marcelo Magalhães, lembrou ainda a boa atuação do goleiro do Flamengo. ‘Paramos nas mãos do Júlio César’, admite.

Christian tinha outro lamento ao final do jogo. O centroavante ponderou que a bola chegou a ele apenas uma vez. ‘É difícil ter sempre 100% de aproveitamento’, afirma.

O técnico Adílson Batista disse que o gol do Flamengo, logo no início trouxe nervosismo ao time. ‘O time acelerou e queria empatar de qualquer forma, a gente tinha tempo’, alega o treinador. ” (Correio do Povo – 13 de maio de 2004)

cp ida

REDENÇÃO EM GRANDE ESTILO
Fla afasta a crise ao derrotar o Grêmio, no Olímpico, pela Copa do Brasil: 1 a 0

PORTO ALEGRE. O terror psicológico de Abel Braga funcionou e o Flamengo se recuperou em grande estilo da vergonhosa goleada para o Vitória, domingo passado, em Salvador. Com um gol de Zinho logo no início, o rubro-negro venceu o Grêmio por 1 a O, ontem à noite, no Estádio Olímpico, livrou-se de uma crise e deu um passo importante nas quartas-de-final da Copa do Brasil. O jogo de volta acontece na próxima quarta-feira, no Maracanã, e o time de Abel tem a vantagem do empate.

— Tive uma passagem muito boa pelo Grêmio, mas hoje defendo Fla-mengo evencer com gol fora de casa é melhor ainda — vibrou Zinho, que foi aplaudido pela torcida gaúcha.

O Flamengo não demorou a abrir o placar. Com três minutos de jogo, Negreiros deu um belo passe para Zinho, que deixou Cocito caído e tocou com muita categoria, fazendo Flamengo 1 a O.

• Como era de se esperar, o golpe fez o Grêmio se lançar de vez ao ataque. Aos 14, Negreiros sentiu dores na coxa esquerda e Jean entrou. Aos 39, o Flamengo perdeu uma excelente chance de fazer o segundo. Felipe tocou com perfeição para Jean, que avançou pela direita da área e cruzou rasteiro. Cocito conseguiu desviar levemente e Fabiano Eller se enrolou.

— Fazer gol fora de casa é bom. Nós estamos errando muito o último passe. Era para já termos liquidado o jogo — disse Abel, no intervalo.

O Grêmio voltou do intervalo com Leonardo Inácio no lugar de Michel Bastos. Pressionava no ataque e batia à vontade na defesa, contando com a conivência da arbitragem. O inacreditavelmente desleal Cocito fazia jus ao apelido de “Coicito”.

Com Felipe armando pela esquerda, Abel lançou Jônatas no lugar de Zinho para dar mais fôlego ao meio-campo. Mas quem pressionava era o Grêmio. Para sorte do rubro-negro, Christian errava quase tudo no ata-que. Irretocável na defesa para suportar o sufoco e tocando a bola E com inteligência no ataque, o Flamengo teve a chance de fazer o segundo com Felipe, aos 38. Mas o craque chutou em cima de Tavarelli. Um erro que não fez falta.

[…]

Ontem, o presidente do Flamengo, Márcio Braga, esteve em Brasília para se reunir com o ministro de Coordenação Política, Aldo Rebelo. Ele busca apoio para anular a de-cisão da Vara Cível Federal, que determinou que a Petrobras não pode assinar o novo contrato de patrocínio até que o clube quite suas dívidas fiscais. O departamento jurídico do Flamengo vai recorrer da decisão judicial.” (O Globo – 13 de maio de 2004)

ATUAÇÕES
FLAMENGO JÚLIO CÉSAR: Grande atuação. Sua defesa na cabeçada de Claudiomiro foi fenomenal.• Nota 8. REGINALDO ARAÚJO: Defendeu e foi várias ao ataque, mas lhe faltou criatividade. • Nota 5,5.
HENRIQUE Mais viril do que técnico, fez algumas fartas nas proximidades da área. • Nota 6.
FABIANO ELLER: Perdeu um gol incrível na pequena área, ainda mais porque tem técnica apurada e sabe bater na bola. Como zagueiro, esteve impecável. • Nota 8.
ROGER: Se lançou várias vezes à frente. Numa delas, quase teve a perna fraturada pelo violento Cocito.• NOta 7.
DA SILVA: Fez o que sabe: lutar e dar o primeiro combate para facilitar a tarefa dos zagueiros No mais, bico para frente. • Nota 6.
DOUGLAS SILVA: Fez muitas faltas Mas bem menos que o Cocito, claro. • Nota 5,5.
IBSON: Combateu e criou. Mostrou categoria em alguns momentos. No segundo tempo, ficou mais preso à defesa. • Nota 7.
ZINHO: Belo gol no início. No lance, mostrou categoria no drible e no chute. • Nota 8. JÔNATAS entrou bem na partida, mas se contundiu. • Nota 7. JULIANO atuou dois minutos. Sem nota.
FELIPE: Muito bem. Perdeu uma boa chance de gol. Parado com faltas, curiosamente recebeu cartão amarelo antes de Cocito. • Nota 8.
NEGREIROS: Com 12 minutos, sentiu a coxa e saiu. Sem nota.
JEAN entrou, correu muito, mas pouco conseguiu • Nota 6,5.
ABEL BRAGA: Armou bem a equipe. O Flamengo parecia em casa e apresentou futebol de qualidade. • Nota 7.

GRÊMIO
O time gaúcho lutou muito, sendo que Cocito com deslealdade. Este jogador foi o que houve de mais negativo na partida. Acabou castigado: contundiu-se ao fazer falta em Jean e teve que sair” (O Globo – 13 de maio de 2004)

o globo 13 maio 2004

GOL DE ZINHO DERRUBA O GRÊMIO
Flamengo larga em vantagem nas quartas de final da Copa do Brasil ao vencer o Tricolor em Porto Alegre. Jogo de volta acontecerá na próxima quarta-feira, no Rio.

Uma zaga intransponível e um veterano que costuma fazer a diferença em decisões. Esses foram os dois principais entraves do Grêmio na noite de ontem, no Olímpico, para aproveitar obter vantagem sobre o Flamengo no primeiro jogo das quartas de final da Copa do Brasil. O clube carioca fez 1 a 0 e joga pelo empate na quarta-feira que vem, no Rio, para passar à semifinal.

O Rubro-Negro não se intimidou no campo do adversário e jogou aberto, ofensivo. E assim foi, tanto que logo aos três minutos o experiente Zinho (ex-Grêmio),
deslocado pela direita, num chute perfeito, de fora da área, acertou o canto
direito de Tavarelli, fazendo o único gol da partida, surpreendendo e assustando
a torcida gremista.

A primeira grande oportunidade para os donos da casa veio aos 21, quando Marcelinho fez ótima jogada pela direita e cruzou para a grande área, onde Luciano Ratinho, bem colocado, bateu à meta, mas a bola foi nas mãos de Júlio César. O Grêmio insistia em cruzamentos altos para a área, de onde Christian tentava, mas não conseguia acertar a conclusão de cabeça. Na maioria das vezes a bola vinha da ponta-esquerda, mas o ala Michel Bastos era decepcionante e começava a irritar a torcida tricolor.
No segundo tempo o time da Azenha voltou decidido a buscar o empate, mas esbarrava no bom posicionamento da zaga rubro-negra. O técnico Adilson Batista, no desespero, fez uma troca radical. Colocou o atacante Fábio Pinto em campo, no lugar do lateral-direito Michel, que saiu sob vaias. Abel respondeu reforçando a marcação, incluindo Jônatas em substituição ao veterano Zinho. E este deixou o gramado sob aplausos da torcida gremista. O placar, porém, não se alterou até o final.” (Gazeta do Sul – 13 de maio de 2004)

gazeta do sul

Grêmio 0x1 Flamengo

GRÊMIO: Tavarelli; Marcelo Magalhães, Claudiomiro, e Tiago Prado; Michel (Fábio Pinto), Cocito (Luciano Santos), Leânderson, Luciano Ratinho e Michel Bastos (Léo Inácio); Marcelinho e Christian
Técnico: Adílson Batista

FLAMENGO: Júlio César, Reginaldo Araújo, Henrique, Fabiano Eller e Roger; Da Silva, Douglas Silva, lbson e Zinho (Jônatas e depois Juliano); Felipe e Negreiros (Jean)
Técnico: Abel Braga

Copa do Brasil 2004 – Quartas de final – jogo de ida
Data: 12 de maio de 2004, quarta-feira, 21h45min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 22.032 (19.346 pagantes)
Renda: R$ 225.267,00
Juiz: Luciano de Almeida (DF)
Auxiliares: César Augusto de Oliveira Vaz (DF) e André Veras (RS)
Cartões amarelos: Cocito, Tiago Prado, Henrique, Felipe e Douglas Silva.
Gol: Zinho, aos 3 minutos do 1º tempo