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Público X Ocorrências no JECRIM em 2012

December 18, 2012

No sábado, o Túlio Milman publicou numeros sobre as ocorrências dos Juízados Especiais Criminais instalados no Olímpico e no Beira-Rio. Os dados, em si, dizem pouco. Mas eu me senti particularmente incomodado pela interpretação feita pelo referido colunista. Disse ele:

Por ter disputado maior número de competições no período, o Inter jogou mais em sua casa. A tendência se inverteu neste ano. O Grêmio jogou a Copa do Brasil e a Sul-Americana, enquanto o Inter iniciou a reforma do seu estádio.” (Grifei)
O primeiro ponto a ser refutado é essa afirmação de que o time que disputa um maior número de competições acaba jogando mais vezes em casa. Isso é um sofisma. O segundo ponto equivocado do texto é a afirmação de que a “tendência” se inverteu em 2012. Estes dois pontos são refutados com um único dado: O Grêmio teve 36 partidas como mandante em 2012, contra 37 do Internacional*, mesmo tendo o tricolor disputado quatro competições no ano (Gauchão, Copa do Brasil, Brasileirão e Sul-americana) contra 3 competições do colorado (Gauchão, Libertadores e Brasileirão).
A questão é que para fazer qualquer espécie de comparativo é preciso estabelecer um critério claro de comparação. Estabelecer qual o universo da pesquisa feita. E no caso dos números do JECRIM me parece claro que este universo é total de pessoas que foram aos jogos de Grêmio e Inter nesse ano. O número de competições é inadequado, por que não há uma correlação entre o número de competições e nº de jogos, e maior/menor número de jogos não necessariamente significa maior/menor público nos estádios. A questão se resolve pelo número de pessoas que frequenteram o estádio. E foi justamente a ausência desse dado que eu cobrei no twitter.
O colunista parece não ter entendido o reparo/acréscimo que eu fiz. Também não entendeu a diferença entre nº de competições, nº de jogos e quantidade de público. Optou por apelar ao expediente da “anti-grenalização”. Uma pena, acho que o tema merece debate e atenção. Violência/segurança nos estádios é um tópico delicado, e notícias mal colocadas e dados mal interpretados podem acabar causando um clamor para medidas restritivas direcionadas a quem costuma ir em campos de futebol
É preciso saber interpretar as estatísticas. É preciso confrontar os números fornecidos por orgãos oficiais com outros dados. Parte da imprensa alemã parecia ter entendido isso. Um exemplo disso pode ser lido em recente matéria do jornal Der Westen, da qual eu destaco os seguintes trechos:

Todo o ano a polícia divulga os números sobre a violência nos estádios de futebol. E cada ano cresce o debate sobre segurança. Depois do inicial discurso “nunca houve tanta violência nos estádios”, surge agora o debate inflamado sobre a significância da estatística.
[…]18,7 milhões de espectadores, e com isso 1,3 milhões a mais que na temporada passada estiveram no estádio, em 757 jogos na temporada 2011/2012. E a porcentagem de feridos cresceu apenas 0,0051 por cento. “O estádio de futebol é o local mais seguro da Alemanha. A ânsia/força desse debate não tem lógica.” resume o advogado Tobias Westkamp.”

Parece sensato, simples, e certamente o jornalista que escreveu a matéria acima citado fez algo muito mais produtivo de que tentar silenciar a parte que o questiona.

Mas é possível tirar alguma conclusão dos dados fornecidos pelo JECRIM? Eu acredito que sim, desde que se tenha presente o número de pessoas que os estádios de Grêmio e Inter receberam em 2012. Abaixo segue uma tabela com as médias e o total de público nos jogos em casa da dupla Grenal.

Levando em conta somente os dados fornecidos pelo JECRIM e repetidos pelo colunista pode se ter a falsa sensação de que o Olímpico é mais “violento” que o Beira-Rio. Mas quando confrontamos o número de ocorrências com a quantidade de público (quadro abaixo) se verifica que a média dos dois clubes é muito parecida.

Este é apenas um dos aspectos que pode ser questionado. Poderíamos também perguntar o que de fato constituem essas ocorrências, se há algum setor do estádio que elas se verificam em maior quantidade, se a Brigada age com o mesmo rigor em todos os jogos e estádios, e por aí em diante. Acho lamentável que alguns abordem a questão de maneira tão superficial, se limitando a replicar “releases” de assessoria de imprensa e ignorando os que propõe acréscimos e questionamentos.

* Considerando Inter 3×0 São José, que foi disputado no Complexo Esportivo da Ulbra. Não achei o público total desse jogo, estimei em 7.000, muito embora os pagantes não tenham passado de 1.500

Brasileirão – Fluminense 2×2 Grêmio

October 18, 2012

Infelizmente eu não consegui ver nada do jogo de ontem. Pelos relatos me parece claro que o Grêmio fez boa partida, tendo criado várias situações de gol.
Na teoria o empate fora de casa é bom resultado. Para o momento que vive no campeonato talvez o Grêmio precisasse mais que isso, mas diante de todas as circunstâncias o 2×2 não pode ser encarado com mau negócio.
E vamos combinar que não é por causa do aproveitamento contra o Fluminense que o Grêmio não ocupa a primeira colocação do campeonato. Aliás, é curioso o fato de que o “melhor time da competição” só tenha feito 1 dos 6 pontos possíveis contra o terceiro colocado. Sempre ouvi dizer que os pontos corridos são o suprassumo da justiça e da meritocracia. Deveria ser a fórmula infalível. Mas essa é uma outra discussão. Por enquanto fica a seguinte pergunta:  Pelo que se viu nos 180 minutos do Engenhão e do Olímpico, é possível dizer que o Fluminense é melhor que o Grêmio?

Fotos: Cleber Mendes (Lance) e Nelson Perez (Fluminense. F.C.)

Fluminense 2×2 Grêmio

FLUMINENSE: Diego Cavalieri, Bruno, Gum, Digão e Carlinhos; Edinho e Jean; Wágner (Thiago Neves – Intervalo), Deco e Rafael Sobis (Marcos Júnior 34’/2ºT); Fred 
Técnico: Abel Braga.

GRÊMIO: Marcelo Grohe, Pará, Werley, Gilberto Silva e Anderson Pico; Fernando (Marquinhos 18’/2ºT), Marco Antônio, Elano (Léo Gago 27’/2°T) e Zé Roberto; Leandro (Marcelo Moreno 18’/2ºT) e Kleber 

Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
31ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2012
Local: Estádio do Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ)
Data-: 17/10/2012, quarta-feira, 19h30min
Árbitro: Sandro Meira Ricci (Fifa-PE)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (Fifa-SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (Fifa-SP)
Público:  35.217  (30.215 pagantes)

Renda : R$ 783,325.00
Cartões amarelos: Jean (FLU); Anderson Pico (GRE)
Cartão vermelho: Marcelo Moreno 19’/2ºT (GRE)
Gols: Elano (9min/2ºT),  Digão (13min/2ºT),  Sobis (17min/2ºT) e e Zé Roberto (40min/2ºT)

Brasileirão – Sport Recife 1×3 Grêmio

October 13, 2012

Durante os 90 minutos do jogo ficou absolutamente claro quem é a equipe que vive um melhor momento na competição. Mesmo com sérios desfalques o Grêmio sempre se mostrou mais organizado do que o Sport e era muito mais eficiente na sua proposta de jogo. Contando com os avanços de Anderson Pico e a velocidade de Leandro o tricolor teve facilidade para usar o contra-ataque. As chances foram criadas mas primeiro o gol só saiu aos 44 minutos, quando Pico pegou um rebote na entrada da área e contou com desvio na zaga para superar o goleiro Magrão.
O Sport ensaiou uma reação no início do segundo tempo, mas logo aos 5 minutos Leandro marcou o segundo depois de um grande lançamento de Léo Gago. A vitória gremista foi sacramentada aos 9 minutos, num chute rasteiro de Marquinhos. O jogo seguiu totalmente favorável ao Grêmio, que tinha amplos espaços para contra-atacar. Mas quem marcou foi o Sport, num pênalti cavado e convertido por Hugo. Nos minutos finais Marcelo Grohe fez boas defesas que garantiram o 3×1 no placar final.

Não há como deixar simpatizar com o futebol do Anderson Pico. Alguém deveria tentar explicar o carisma do guri.
Luxemburgo não pode contar com G.Silva, Elano, Fernando, Zé Roberto e M.Moreno, mas dizem que o Grêmio não tem grupo. 
Leandro já marcou 6 gols no  Brasileirão 2012. Pelo Grêmio, só Marcelo Moreno fez mais nesse campeonato.

Eu gosto muito do futebol do Kleber, mas acho que ele tem jogado pouco. Contudo é preciso reconhecer que efetivamente o amarelo que ele recebeu foi um exagero do árbitro, que ignorou a regra do jogo.
Temos 9 rodadas para buscar a diferença de 9 pontos que nos separa do primeiro lugar. É difícil. O campeonato poderia estar bem mais emocionante não fosse a sequência de erros de arbitragem que vem favorecendo o Fluminense. Uma pena.

 Fotos: Otávio de Souza (Terra), Guga Matos (Correio do Povo) e Aldo Carneiro (Lance)

Sport Recife 1×3 Grêmio

SPORT: Magrão; Cicinho, Aílson, Bruno Aguiar e Renê (Reinaldo – 28’/2ºT); Rithely, Moacir (Renan – Intervalo), Hugo e Felipe Azevedo; Gilsinho e Gilberto (Henrique – 14’/2ºT).
Técnico:
Sérgio Guedes.


GRÊMIO: Marcelo Grohe; Pará, Werley, Naldo e Anderson Pico; Souza, Léo Gago (Vilson – 23’/2ºT), Marco Antônio (Rondinelly – 43’/2ºT) e Marquinhos; Leandro e Kleber (André Lima – 6’/2ºT).
Técnico:
Vanderlei Luxemburgo.


29ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2012

Data: 11 de outubro de 2012, quinta-feira, 21h00min

Local: Estádio Ilha do Retiro, em Recife-PE
Público: 12.817.
Renda: R$ 52.530,00 
Árbitro: Francisco Carlos do Nascimento (Fifa-AL).
Assistentes: Lilian da Silva Fernandes (Fifa-RJ) e Marrubson Melo de Freitas (DF).
Cartões amarelos: Gilsinho, Renan Teixeira (S), Werley e Kléber (G).

Gols: Anderson Pico, aos 44’/1ºT ; Leandro, aos 5’/2ºT ; Marquinhos, aos 9’/2ºT e Hugo, aos 34’/2ºT

Ligação direta

October 3, 2012
Há um senso comum de que é “feio” um time abusar dos chutões, de lançamentos, da chamada ligação direta. Muitos defendem que o futebol “bem jogado” implica na defesa tentar sair jogando em toques curtos. Mas acho que  legal do futebol é justamente o fato de não existir somente um jeito certo de se jogar. Penso que um lançamento longo pode ser uma maneira extremamente eficiente de se atacar. 
A prova disso pode ser vista nos últimos jogos do Grêmio no Olímpico, onde jogadas iniciadas em um balão de Marcelo Grohe terminaram em gols do tricolor.
O primeiro exemplo é o jogo contra o Vasco (vídeo abaixo). Marcelo catou uma bola fácil e logo acionou Kléber na ponta esquerda. O avante gremista sofreu falta de Dedé e dali surgiu o gol de Marcelo Moreno.
Outra amostra dessa saída rápida aconteceu no empate contra o Santos (video abaixo). Marcelo fez uma defesa difícil,em chute rasteiro e logo se levantou para lançar Kléber na ponta direita. O gladiador mais uma vez foi parada com falta e na cobrança Werley marcou de cabeça.
Um detalhe interessante dessas jogadas é que Kléber conseguiu pegar a bola de frente para os zagueiros, o que raramente tem acontecido quando o Grêmio sai jogando com a bola no chão.

Sulamericana – Barcelona 0x1 Grêmio

September 27, 2012
O resultado conquistado pelo Grêmio foi excelente, a atuação vista em campo nem tanto. Mas não resta dúvida que, no futebol, o mais importante é conseguir o resultado, especialmente num torneio de mata-mata. 
O jogo começou aberto, franco e bem movimentado. O tricolor parecia um pouco mal posicionado e dava espaços para as corridas dos rápidos avantes do time da casa. Marcelo Grohe começou a ser exigido cedo na partida, mas no primeiro tempo o Grêmio também levou perigo, como nos chutes de Tony, Pico e Kléber. Mas no desenrolar da primeira etapa o Barcelona foi se impondo e aumentando a pressão em cima da defesa gremista. Levar o 0x0 para o intervalo já parecia um grande feito do time de Luxemburgo, mas aos 44 minutos Elano cobrou um falta para o centro da área e Werley acertou uma bela cabeçada, colocando o Grêmio em vantagem.
Os 45 minutos finais foram todos de pressão do Barcelona. O Grêmio tinha dificuldade em sair no contra-ataque, e isso só se acentuou depois da expulsão de Tony, aos 14. Aí o tricolor acabou sendo encurralado, mas acabou resistindo com garra e raça aos constantes ataques do time da casa e o empate só não aconteceu devido a espetacular atuação de Marcelo Grohe, que fez grandes defesas e nas poucas vezes em que foi superado acabou contando com ajuda da trave do pé salvador de Léo Gago.

Na minha ótica Vilson jogou (mal, diga-se de passagem) como um terceiro zagueiro. Esteve sempre mais recuado dos que os laterais/alas. Tony, liberado para apoiar, conseguiu se destacar até ser expulso.

Fotos: Rodrigo Buendia (Terra e Correio do Povo)

Barcelona 0x1 Grêmio
Werley 44´


BARCELONA: Banguera, Perlaza (Ferreyra, 17’/1ºT), Jairo Campos, Erazo; De La Torre (Ayoví, 33’/1ºT), Roosvelt Oyola, Amaya (Quiñonez, 22’/1ºT), Arroyo e Matías Oyola; Damián Díaz e Mina  Técnico Gustavo Costas.

GRÊMIO: Marcelo Grohe, Naldo, Werley e Vilson (Léo Gago, 22’/1ºT); Tony, Fernando, Souza, Elano (Marquinhos, 33’/1ºT) e Anderson Pico; Kleber (Edilson, 19’/2°T) e Marcelo Moreno 
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Copa Sul-Americana – Oitavas de final – Jogo de ida
Data: 26/9/2012, quarta-feira, 22h00min
Local: Estádio Monumental Banco Pichincha, Guayaquil (EQU)
Árbitro: Georges Buckley (PER)
Auxiliares: Raúl López (PER) e Braulio Cornejo (PER)
Cartão Amarelo: Vilson, Tony, Elano e Fernando (GRE); Perlaza (BAR)
Cartão vermelho: Tony (GRE), aos 14 do 2º tempo
Gol: Werley, aos 44 minutos do 1º tempo

Camisas castelhanas

September 22, 2012

 Já disse em outras ocasiões que sou um defensor ardoroso da camisa celeste do Grêmio e acho que a camisa reserva que a Puma fez para a Libertadores de 2009 é o melhor fardamento branco já feito para o clube.

Assim sendo eu fiquei bem empolgado quando fiquei sabendo dessa coleção inspirada nos uniformes das seleções da Argentina e do Uruguai. De um modo geral eu achei as camisas bem legais.

 
Não há nenhuma grande novidade nelas. O corte/design e a fonte dos números é a mesma da camisa titular. O posicionamento dos patrocinadors, do distintivo e do logo da Topper também é bem  parecido. 
A camisa celeste tem uma marca d’água em V que lembra muita a camisa do Werder Bremen da temporada passada. E, por uma questão de gosto, eu gostaria de ver um algum detalhe em branco nesse uniforme azul (talvez na gola e punho), afinal de contas o time é tricolor e a seleção uruguaia tradicionalmente ostenta algum elemento branco no seu uniforme titular. Do jeito que está, a camisa se assemelha muito a reserva do Santos desse ano.

Acho legal que exista bastante oferta e que o torcedor tenha opção. Mas com esses o Grêmio chega a cinco uniformes lançados na temporada (sendo que dois são brancos). Qual o limite? Quantas vezes cada um deles vai ser usada pela equipe principal? Os times ingleses, como Arsenal, Chelsea e Liverpool deixam bem claro para os seus sócios/torcedores/consumidores a vida útil dos  fardamentos.
Outras críticas também podem ser feitas. Concordo que a referência aos vizinhos do Rio da Prata não precisava ser tão óbvia e direta. E não consigo entender porque se lança em setembro um produto que só vai estar disponível em 20 de outubro.
Mas é preciso repetir que achei as camisas bem bonitas. E talvez seja este o ponto mais importante.

Camisa Branca 2012

April 3, 2012

Em termos gerais eu gostei do uniforme reserva do Grêmio para 2012. Talvez esse seja o desenho mais tradicional da camisa branca tricolor, e nesse modelo eu consigo sim ver uma clara referência a camisa usada em 1962.
E acho que a escolha de usar o distintivo e a listras acima do patrocinador, na altura do peito (tal como era em 1962 e como foi em 2005) funciona melhor de que estampar o patrocinador acima das listras (como foi em 1998)

Gostei da meia listrada e acho que ela funciona bem com todo fardamento.

Penso que as listras poderiam seguir na parte das costas da camisa, tal como era em 1962. A parte de trás ficou muito parecida com a camisa branca de 2011.


Fotos: Lucas Uebel (Grêmio Oficial) , e Leonardo Osmarin (GrêmioFotos)

Meias listradas

April 2, 2012

O Zini Pires foi agraciado com a divulgação, em primeira mão, dos novos calções e meias do Grêmio. Sobre a divulgação eu, por enquanto, não farei maiores comentários.

Os dois calções e a meia branca são, no máximo, cumpridores, parecendo um tanto sem graça.

A grande novidade é a meia listrada, algo que em geral eu sempre gostei.

No Grêmio, tal peça foi bastante usada nas décadas de 1950 e 1960 (conforme comprovam as imagens abaixo).

Eu acho interessante esse retorno. Com a breve exceção do quarto uniforme de 1996, o Grêmio vinha adotando somente meias de um só tom nas últimas décadas.

Penso que seria interessante fazer a meia listrada somente com preto e azul, ou mesmo com o padrão que foi adotado em 1962.

Grêmio entrando em campo na inauguração do Olímpico, em 1954.

Zunino enfrentando o Força e Luz na Timbaúva em agosto de 1954

Juarez e Sérgio em Rostov, na União Soviética, em 1962, na partida contra o SKA.

Ortunho, Sérgio e Mourão no vestiário do Olímpico após a vitória sobre Metropol, pela Taça da Legalidade em 1962.