Archive for the ‘Alfredo Jaconi’ Category

Gauchão 1990 – Juventude 3×3 Grêmio

July 25, 2020

Foto: Antonio C. Galvão (Pioneiro)

Em 25 de julho de 1990, o Grêmio enfrentou o Juventude no Alfredo Jaconi pelo Gauchão daquele ano. O tricolor fez um grande primeiro tempo, abrindo 3×0, e ia conquistando o título com uma rodada de antecipação. Porém, sofreu dois gols no início da segunda etapa e teve sua volta olímpica adiada para o clássico da rodada final quando Simão empatou, estabelecendo o 3×3 final, aos 45 minutos do segundo tempo

Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

“JUVENTUDE ADIA DECISÃO DO CAMPEONATO
Foi uma partida cheia de alternativas e no final o resultado que transferiu tudo para os dois clássicos do próximo domingo

O Grêmio esteve a segundos de comemorar, ontem à noite, o segundo hexacampeonato de sua história Num jogo emocionante, disputado em Caxias do Sul, empatou com o Juventude em 3 a 3, e adiou a decisão para o final de semana, rodada final da competição. O último gol do Juventude, o que determinou o empate, só foi marcado no último minuto da partida.

Os primeiros 45 minutos do Grêmio na partida foram de excelente qualidade. Assis conseguia superar o péssimo estado do gramada, a marcação adversária, e dava início às principais jogadas do time. No mesmo nível técnico, apenas o centroavante Nílson, que se deslocava com inteligência para as duas pontas, e confundia a zaga do Juventude. A superioridade era enorme e os gols saíram ao natural, através de Cuca após escanteio; com Nilson depois de ótima jogada de Darci; e novamente com Nílson, de sem pulo (o gol mais bonito), em cruzamento de Paulo Egidio. O desnorteado Juventude sequer ameaçava Mazaropí.

Mas após o intervalo o time de Caxias voltou com dois novos jogadores — Baiano e Nelsinho nos lugares de Gilmar e Dido — e, mais importante, voltou com novo ânimo, disposto a virar o jogo com muita bravura. A nova disposição assustou o Grêmio, pois em quatro minutos Pichetti fez dois gols. A partir daí a partida ficou dramática. Era preciso segurar tamanho ímpeto 9 para garantir o título. Então Tarantini cruzou, Simão fez o gol e o campeonato não acabou.” (Renato Bertuol Barros, Zero Hora, quinta-feira, 26 de julho de 1990)

 “COTAÇÃO

JUVENTUDE
BETO — Podia ter saído de baixo do travessão para dificultar o ataque. Nota 4
TARANTINI — Marcou bem a Paulo Egidio e conseguiu ajudar o ataque. Nota 6
AMARILDO — Um início confuso No segundo tempo não teve trabalho. Nota 5
DOROTÉO SILVA — Parado em campo. Marcou mal e saiu pouco. Nota 3
GILMAR — Jogou lamentáveis 45 minutos e acabo substituído. Nota 2
SIMÃO — Garra e disposição premiadas com um gol no último minuto. Nota 7
NENI — No início, muito afoito, prejudicou o sistema de marcação. Nota 5
PEDRO HAROLDO — Boas jogadas individuais. Errou nas conclusões. Nota 7
DIDO — Jogou só o primeiro tempo. Ou melhor, não jogou. Nota 1
FERREIRA — Um segundo tempo de muita luta. Decisivo para virar o jogo. Nota 7
PICHETTI — Um discreto começo. Depois saiu da ponta e se constituiu no melhor do time. Nota 8
BAIANO — Substituiu Gilmar e foi um marcador bem mais eficiente. Nota 6
NELSINHO — Mais atrevido e mais decidido que Dido. Melhorou o time. Nota 6

GRÊMIO
MAZAROPI — Não teve culpa nos gols sofridos. Era muita confusão na área. Nota 6
ION — Jogou só 15 minutos, período em que usou de muita violência. Nota 3
JOÃO MARCELO — Muito entusiasmo. Faltou um pouco mais de tranqüilidade. Nota 6
LUÍS EDUARDO — Perdido em campo nos últimos 45 minutos. Nota 4
HÉLCIO — Discreto na marcação e sem presença ofensiva. Nota 4
JOÃO ANTÔNIO — Alternou bons e maus momentos no jogo. Irregular. Nota 5
CUCA — Fez o primeiro gol e brigou até o último minuto. Nota 7
ASSIS — Excelente primeiro tempo. Caiu de produção no segundo. Nota 8
DARCI — Bem utilizado no início. A marcação forte o anulou no segundo. Nota 5
NÍLSON — Inteligente, oportunista. Fez dois gols, o segundo muito bonito. Nota 8
PAULO EGÍDIO — Participou de dois gols. Mas não fez muito mais. Nota 5
GEVERTON — Substituiu Ion, marcou com força, mas nada criou. Nota 5” (Zero Hora, quinta-feira, 26 de julho de 1990)

MAZAROPI ASSUME ERROS: ‘NOSSO TIME VACILOU”

O clima era de velório no vestiário do Grêmio, depois do incrível empate de ontem, no Alfredo Jaconi. O primeiro tempo terminou em 3 a O para o Grêmio, mas em quatro minutos o time de Hélio dos Anjos reagiu, fez dois gols e empatou aos 45 minutos, após lima cobrança de falta. Ninguém conseguia esconder a decepção e o desespero que tomou conta do time. O zagueiro João Marcelo saiu de campo chorando e nem quis dar entrevistas. Os dirigentes pareciam não acreditar no que acontecia e entreolhavam-se perplexos.

O presidente Paulo Odone lembrou os momentos difíceis que clube já enfrentou no passado:

— É sempre assim. Antes de uma grande conquista, temos que sofrer demais.

Mas o goleiro Mazaropi procurava ser mais realista:

— Nós estávamos com a partida na mão e vacilamos. Paciência, agora é pensar em garantir o título no domingo. Temos que assumir os erros e tentar dar a volta por cima.

João Antônio, como é de sua característica, também procurava racionalizar:

— Não tem nada, não. Vamos decidir tudo no Gre-Nal de domingo. Não podemos nos abater.” (Renato Bertuol Barros, Zero Hora, quinta-feira, 26 de julho de 1990)

EVARISTO RECONHECE QUE FALTOU LIDERANÇA

O técnico Evaristo de Macedo ficou muito irritado com a falha da defesa do Grêmio, no gol de empate do Juventude, E credita o resultado à falta de uma liderança mais forte, no momento decisivo:

— Não podia acontecer. É uma jogada que nós treinamos em todos os coletivos. Quando a falta é frontal à grande área, a orientação é para que todos saiam e deixem o ataque adversário em posição de impedimento. Mas justamente na hora mais decisiva, mais importante, eles simplesmente esqueceram. Acho que faltou uma liderança naquele momento.

Mesmo assim, Evaristo procurou manter a serenidade e analisar o empate em 3 a 3 com urna certa friesa:

— Eles também tiveram sorte, ao marcarem dois gols, logo no início do segundo tempo, graças à raça. O último gol é que não poderíamos ter levado. Nós já tínhamos o jogo sob controle.

O vice, Rafael Bandeira dos Santos, estava arrasado:

— Não há explicação. O primeiro tempo foi excelente. O segundo foi péssimo. Então, não há como explicar. Só mesmo pelo futebol.” (Renato Bertuol Barros, Zero Hora, quinta-feira, 26 de julho de 1990)

BIAZUS ANUNCIA QUE VENCE O RIVAL
Já o astral entre os jogadores e dirigentes do Juventude era totalmente inverso. Muita festa pelo resultado inusitado e incrível, que reverteu toda a história do campeonato. E a alegria de quem recebeu bicho-extra para não perder. O vice, Biazus, fez questão de dar sua resposta às provocações feitas pelos dirigentes do Caxias:

— Isso é para que o Costamilan saiba com quem está tratando. Ele insinuou que nós iríamos entregar alguma coisa. Agora, nós vamos lá dentro do Centenário e ganharemos do Caxias. Não vai ter moleza.

Mas o grande herói do jogo foi mesmo o volante Simão, autor do gol de empate, aos 45 minutos do segundo tempo:

— É claro que estou muito feliz. O jogo estava difícil. Nós bobeamos, principalmente no primeiro tempo, mas nós conseguimos reagir e chegar ao empate. E isso foi bom também porque garantiu um bichinho para a gente. Simão deverá ser jogador do Internacional depois do Gauchão, segundo admitiu o próprio presidente José Asmuz, ontem após o jogo.” (Zero Hora, quinta-feira, 26 de julho de 1990)

Foto: Antonio C. Galvão (Pioneiro)

Foto: Luiz Chaves (Folha de Hoje)

JUVENTUDE: Beto; Tarantini, Amarildo, Dorotéo Silva e Gilmar (Baiano); Simão, Neni e Pedro Haroldo; Dido (Nelsinho), Ferreira e Pichetti
Técnico: Hélio dos Anjos

GRÊMIO: Mazaropi; Ion (Geverton), João Marcelo, Luis Eduardo e Hélcio; João Antônio, Cuca e Assis; Darci, Nilson e Paulo Egidio
Técnico: Evaristo de Macedo

Gauchão 1990 – Quadrangular Final – 5ª Rodada
Data: 25 de julho de 1990, quarta-feira, 20h00min
Local: Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul
Público: 6.403 pagantes
Renda: Cr$ 2.410.000,00
Arbitragem: Carlos Martins
Auxiliares: Valdir Cardia e Paulo Felipe
Cartões amarelos: Gilmar, Pichetti, Ion e João Marcelo
Gols: Cuca, aos 8 minutos do primeiro tempo. Nilson, aos 27 minutos do primeiro tempo. Nilson, aos 44 minutos do primeiro tempo. Pichetti, aos 2 minutos do segundo tempo. Pichetti, aos 4 minutos do segundo tempo. Simão, aos 45 minutos do segundo tempo.

Gauchão 1995 – Juventude 2×1 Grêmio

July 22, 2020

Foto: Porthus Junior (Pioneiro)

 

Em 22 de de julho de 1995, o Grêmio perdeu para o Juventude por 2×1, no Alfredo Jaconi, no jogo de ida da semifinal do Gauchão daquela temporada.

O confronto contra o Palmeiras pela Libertadores estava marcado para o dia 26, então o Grêmio utilizou apenas 4 titulares em Caxias do Sul.  O detalhe é que Arílson atuou como lateral esquerdo, enquanto Carlos Miguel permaneceu na meia, opção que havia sido descartada por Felipão na final da Copa do Brasil, disputada um mês antes.

Antes da bola rolar na Serra, o Presidente Koff declarou que preferia “ficar em segundo lugar na Copa Libertadores do que ser campeão gaúcho“.

Gauchão 1995 - Juventude 2x1 Grêmio - Cuca Vs. Rivarolafonte: Zero Hora

Foto: Zero Hora

 

“JUVENTUDE ESTÁ A UM EMPATE DA FINAL
Vitória de 2 a 1 sobre o Grêmio deixou alviverde em vantagem para o jogo do Estádio Olímpico

Caxias do Sul – O Juventude deu um importante passo rumo às finais do Campeonato Gaúcho ao vencer o Grêmio, sábado, no Estádio Alfredo Jaconi, por 2 a 1. Com o resultado, a equipe caxiense precisa de um empate, no próximo final de semana, no Estádio Olímpico, para disputar o título de campeão estadual desta temporada. Cuca e Jean Carlo marcaram para o alviverde, enquanto que Carlos Miguel descontou. O árbitro Fabiano Gonçalves expulsou Cuca e Nildo por troca de agressões.

Até os 20 minutos, a iniciativa foi da equipe do técnico Heron Ferreira. Depois o Grêmio dominou, até o Ju retomar o controle nos dez minutos finais. Aos 6min, o atacante Mário chutou de fora da área com perigo para o gol defendido por Sílvio. O tricolor respondeu com Carlos Miguel, numa cobrança de falta defendida com tranqüilidade por Isoton. Aos 23min, depois da jogada pela esquerda de Paulo Sérgio, Jean Cario pegou a sobra e chutou para fora. Aos 40min o Juventude abriu o marcador. Mário recebeu a bola e encontrou Itaqui desmarcado. O lateral improvisado entregou para Cuca. Com consciência, ele tocou na saída do goleiro Sílvio para determinar a vantagem alviverde.

Na primeira oportunidade que teve no 2° tempo o Juventude ampliou para 2 a 0. A jogada nasceu com Galeano, que foi derrubado próximo a risca da grande área por Marco Antônio. Jean Carlo cobrou com perfeição no canto esquerdo de Sílvio, que não teve chances de defesa. O Grêmio respondeu em seguida. Aos 6min, o lateral Marco Antônio avançou pela direita e entregou para o ponta Márcio. Ele cruzou certo para Carlos Miguel, de cabeça, fazer 2 a 1.

O Juventude não chegou a se retrair em seu campo, uma vez que a equipe gremista atacava mas não levava perigo ao goleiro Isoton. Aos 28min, o centroavante Nildo fez falta violenta em Cuca, o jogador do Juventude reagiu e os dois acabaram expulsos. O Grêmio seguiu pressionando, mas sem nenhuma objetividade.”

LATERAIS SÃO DÚVIDAS NO TIME

Principal destaque na vitória de 2 a 1 do Juventude sobre o Grêmio, o meio-campista Cuca era uma mistura de alegria e desolação ao final do jogo. Com a expulsão ele não poderá disputar uma das mais importantes partidas do clube nesta temporada.”Eu não merecia ser expulso, dei o carrinho na bola. A gente trabalha sério O ano todo e agora fica de fora da semifinal em Porto Alegre”, lamentou.

Os laterais Odair e Paulo Sérgio têm a semana para se recuperarem de lesões musculares. O médico do Juventude, Iran Cercatto, preferiu não fazer previsões em relação ao aproveitamento dos jogadores para a segunda partida. “A recuperação depende muito da constituição física de cada atleta. O Paulo Sérgio fez um leste antes do jogo e nada sentiu. Foi sentir somente durante o jogo”, explicou.

O técnico Heron Ricardo espera o decorrer da semana para definir os substitutos dos laterais, caso os dois não tenham condições. Outra posição a ser alterada será o meio-campo. Recuperado de lesão muscular, Julinho é o mais cotado para voltar ao time. Outro jogador que pode ser escalado no setor é Itaqui.

“Não é porque temos a vantagem do empate que vamos a nossa maneira de atuar. No Estádio Olímpico vamos jogar para a frente buscando a vitória”, garantiu o treinador, que tenta levar o Ju a segunda final – a primeira foi na Série B, em 1994.

 

MEIA ITAQUI É O NOVO ´CORINGA´
O jogador Itaqui pode ser considerado como o ‘coringa’ do time do Juventude. Oriundo das categorias de base do clube, a sua posição original é o meio-campo, mas ele tem sido utilizado pelo técnico Heron Ricardo Ferreira em outras posições.

Para a partida contra o Grêmio, ele recebeu a missão de substituir Odair. Ao final do jogo, recebeu o reconhecimento do treinador por sua atuação e pela passe que deu para Cuca marcar o primeiro gol.

“O mais importante não foi a minha atuação e sim a vitória que nós conseguimos, pois ela nos dá a vantagem do empate para a segunda partida em Porto Alegre”, analisou o jogador.

Para o atleta, o técnico Heron é uma pessoa muito importante dentro do grupo alviverde, principalmente pela confiança depositada no seu futebol. “Sempre que eu entro dentro de campo procuro dar o melhor para ajudar os companheiros. Graças a Deus o treinador confia em mim para jogar em tantas posições, com isso tento corresponder ao máximo. Mesmo que eu não vá bem ele me apoia”, disse.”

 

COTAÇÕES
JUVENTUDE
5 Isoton — Uma boa defesa no 1° tempo. Se complicou nas bolas aéreas
7 Itaqui — Bem na marcação, com apoios eficientes. Deu a ‘assistência’ para o gol de Cuca
6 Sandro — Dificuldades com a bola área. De resto esteve bem
6 João Batista — Boa atuação, ajudando a neutralizar Nildo
5 Paulo Sérgio — Não comprometeu até sair. Paulo Marcelo – Entrou bem. Nota 6
8 Galeano — Ótimo na marcação. Criou a jogada do 2° gol
6 Lauro — Bem na marcação, ao lado de Galeano
8 Cuca — Deu mais movimentação ao time e fez o primeiro gol
7 Jean Cario — Um pouco apático no 1° tempo. Melhorou após o gol
6 Mario — Muito isolado, com participação decisiva no 1° gol.
4 Edson — Perdeu a bola no lance que terminou com o gol gremista. Junior — Melhorou o toque de bola e quebrou a pressão gremista. Nota 6.

GRÊMIO
5 Sílvio — Sem culpa nos dois gois
6 Março Antônio — Anulou o ponteiro Edson.
6 Rivarola — Forte na marcação, buscou o apoio. Concluiu três bolas, todas erradas
5 Scheidt — Mais discreto que Rivarola, mas sem comprometer
5 Arilson — Marcou com violência (5 faltas). Apoiou, mas sem criar chances. Jacques • Entrou no final, mas pouco fez. Sem nota
5 Adilson— Fez uma marcação forte no meio-de-campo.
5 Gélson — Também priorizou a marcação, como Adilson
5 Mancini — Buscou abrir espaços. Fez duas conclusões, uma certa
5 Márcio — Também priorizou a marcação. Uma conclusão, certa
4 Nildo – Não fez nada, até ser expulso, levando junto Cuca
6 Carlos Miguel — Ajudou na marcação e fez o gol. Alexandre — Não conseguiu fazer nada nos minutos que jogou. Sem nota.”

 

GRÊMIO CULPA A ARBITRAGEM
O Grêmio culpou, sem citar o nome do juiz Fabiano Gonçalves, a arbitragem pela derrota de 2 a 1 para o Juventude, sábado, no estádio Alfredo Jaconi. Tanto para o técnico Luiz Felipe como para a direção, não houve falta de Marco Antônio em Galeano, no lance que originou o segundo gol do alviverde, marcado pelo meio-campista Jean Cario.

“Não houve falta do segundo gol do Ju, no máximo uma obstrução. Nesse caso ele teria que ter marcado dois toques”, afirmou Luiz Felipe. Para o presidente Fábio Koff, não houve falia e o resultado mais justo “teria sido o empate”.

Felipe, em sua análise, dividiu o jogo em dois momentos distintos. “No primeiro tempo, o Juventude foi melhor e mereceu a vantagem. Na etapa final, o Grêmio esteve melhor, mas não conseguiu chances claras, fora em um ou dois lances”, disse o treinador.

Koff viu o tricolor superior. “O Grêmio, quando se dispôs a sair para o jogo, dominou”, declarou o presidente. Ele acha “lógico” conseguir duas vitórias — no tempo normal e na prorrogação ou pênaltis – sobre o Ju, no próximo final de semana.

O atacante Nildo, que ‘pisou’ no meio-campista Cuca em um lance que determinou a expulsão dos dois jogadores, foi pedir desculpas ao jogador após a partida. “Eu levantei o pé um pouco demais, mas foi sem querer”, afirmou. (Luiz Carlos Erbes)”

 

FELIPE DEFENDE EQUIPE MISTA
O técnico do Grêmio, Luiz Felipe, rebateu críticas por ter escalado uma equipe mista contra o Juventude, sábado à tarde, no primeiro jogo das semifinais do Gauchão. “Não temos como jogar sem termos que correr riscos”, disse, referindo-se ao falo de ter deixado oito titulares em Porto Alegre. Ele temia que algum titular se lesionasse.

Perguntado porque não escalou os titulares, a exemplo do Palmeiras – jogou a semifinal do Campeonato Paulista com todos os titulares também no sábado contra o Mogi Mirim -, ele respondeu: “É um problema deles. Eles tem um grupo grande de jogadores, nós só temos 18.”

Luiz Felipe não definiu qual equipe enfrentará o Ju no jogo de volta, no Estádio Olímpico. “Vamos estudar”, disse apenas. A definição pode depender da partida de quarta-feira, contra o Palmeiras, pela Taça Libertadores da América.

Felipe definiu sábado o time que receberá o Verdão, em Porto Alegre. A equipe terá Danrlei; Arce, Luciano, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Carlos Miguel e Arílson; Paulo Nunes e Jardel.” (Milton Simas Junior, PIONEIRO, Segunda-feira, 24 de julho de 1995)

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JUVENTUDE GANHA E FICA PERTO DA VAGA NA FINAL

O time caxiense venceu o Grêmio por 2 a 1 no sábado e basta empatar no Olímpico para tentar um título inédito

O Grêmio não resistiu à força do Juventude em Caxias do Sul e perdeu por 2 a 1 a primeira das duas partidas pelas semifinais do Gauchão. O resultado dá vantagem ao Juventude no segundo jogo – a partida pode ser antecipada de domingo para o próximo sábado -, no Estádio Olímpico. Com um empate, o time de Heron Ferreira passa as finais, tirando o Grêmio da competição. O risco de perder o título gaúcho foi calculado pela diretoria gremista, que prefere abrir mão da disputa do regional para se dedicar à Libertadores. Tanto que o técnico Luiz Felipe não escalou o time titular contra o Juventude, poupando jogadores para a partida de quarta-feira contra o Palmeiras, em Porto Alegre. O Presidente Fábio Koff foi enfático antes do jogo em Caxias do Sul. “Eu prefiro ficar em segundo lugar na Copa Libertadores do que ser campeão gaúcho” […] “(Juan Domingues, Zero Hora, Segunda-feira, 24 de julho de 1995)

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Foto: Porthus Junior (Pioneiro)

GRÊMIO ESTÁ PRONTO E ESPERA PELA TORCIDA

A declaração do presidente do Grêmio Fábio Koff de que prefere ser vice-campeão da Copa Libertadores a conquistar o título do Gauchão de 1995 demonstra a mobilização da diretoria e da comissão técnica gremistas. A batalha para avançar na Libertadores recomeça na quarta-feira à noite contra o Palmeiras, em Porto Alegre, mas todos estão empenhados em vencer o primeiro jogo. Os jogadores, que treinaram ontem pela manhã, já estão concentrados e esperam pela torcida. “Vamos lotar o Estádio Olímpico”, apela o presidente Koff. Conforme o experiente e vitorioso dirigente. “Se o Grêmio passar pelo Palmeiras será bicampeão da Libertadores”, prevê Koff, projetando um faturamento de US$ 1 milhão na próxima fase da competição, entre arrecadação e direitos de transmissão.

Luiz Felipe está tranquilo quanto ao time que vai colocar em campo. Da equipe titular apenas Arce está com uma leve lesão no joelho direito. O lateral paraguaio, porém, faz tratamento diferenciado de recuperação e garante que estará em campo. O goleiro titular Danrlei retorna da Seleção Brasileira e é um grande reforço para a partida decisiva. O otimismo de Fábio Koff com relação ao futuro do Grêmio na Libertadores se justifica pelos cruzamentos. Se o forte Palmeiras não resistir ao time de Luiz Felipe, o Grêmio enfrentará o Emelec, do Equador, ou o Sporting Cristal, do Peru — dois times sem tradição campeonato, nas semifinais. “Temos todas as condições de chegar às finais”, acredita Koff.” (Zero Hora, Segunda-feira, 24 de julho de 1995)

 

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Foto: Porthus Junior (Pioneiro)

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Foto: Porthus Junior (Pioneiro)

 
Juventude 2×1 Grêmio

JUVENTUDE: Isoton; Itaqui, Sandro, João Batista e Paulo Sérgio (Paulo Marcelo); Galeano, Lauro, Jean Carlo e Cuca; Mário e Edson (Dorival Júnior).
Técnico: Heron Ferreira

GRÊMIO: Sílvio; Marco Antônio, Rivarola, Scheidt e Arílson (Jacques); Adílson, Gélson, Vagner Mancini; Márcio e Nildo
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Gauchão 1995 – Semifinal – Jogo de ida
Data: 22 de julho de 1995, sábado, 16h05min
Local: Estádio Alfredo Jaconi
Público: 6.318 pagantes
Renda: R$ 38.358,00
Árbitro: Fabiano Gonçalves
Auxiliares: Cesar Arruda e Luiz Carlos Mendonça
Cartões Amarelos: Gelson, Scheidt, Rivarola, Lauro, Galeano e Sandro
Cartões Vermelhos: Cuca e Nildo
Gols: Cuca, aos 40 mintos do 1 ° tempo: Jean Carlo, aos 3 min, e Carlos Miguel, aos 6 minutos do 2° tempo

Gauchão 2019 – Juventude 0x6 Grêmio

March 27, 2019

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A fórmula do Campeonato Gaúcho melhorou nos últimos anos, mas não vejo muito sentido em que 8 dos 12 participantes avancem para os mata-mata.

O placar foi elástico, mas não surpreendente considerando que o primeiro colocado da primeira fase jogou 70 minutos com 11 contra 10 do oitavo colocado
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Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Juventude 0x6 Grêmio

JUVENTUDE: Marcelo Carné; Vidal, Genílson, Victor Sallinas e Felippe; Moisés, Caprini, Rafael Jataí, Denner e Dalberto; Braian Rodríguez (Douglas, 27’/1ºT)
Técnico: Marquinhos Santos

GRÊMIO: Paulo Victor, Leonardo Gomes (Felipe Vizeu, 20/2ºT), Michel, Marcelo Oliveira e Cortez; Matheus Henrique, Maicon, Thaciano (Alisson, 9/2ºT), Luan e Pepê; André (Diego Tardelli, 9/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

Gauchão 2019 – Quartas de final – jogo de ida
Data: 24 de março de 2019 domingo, 16h00min
Local: Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul-RS
Árbitro: Leandro Vuaden (FIFA-RS)
Assistentes: Maurício Coelho Silva Penna-RS e Jorge Eduardo Bernardi-RS
Cartões amarelos: Rafael Jataí e Dalberto; Bruno Cortez
Cartão vermelho: Genílson, aos 19/1ºT
Gols: Marcelo Oliveira, aos 24 minutos do primeiro tempo, Thaciano, aos 6, Luan aos 11 e aos 17, Felippe (contra) aos 41, Tardelli aos 43 minutos do segundo tempo

Gauchão 1979 – Octogonal Final – Juventude 0x1 Grêmio

March 24, 2019
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Foto: Jornal de Caxias

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Foto: Jornal de Caxias

Em setembro de 1979, Juventude e Grêmio se enfrentavam pela quarta e última vez naquela temporada. O tricolor foi ao Alfredo Jaconi com time misto, uma vez que já havia assegurado o título do Gauchão na rodada anterior, na vitória de 3×0 sobre o Brasil de Pelotas.

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Foto: Pioneiro

GRÊMIO GANHOU COM O MISTO

Com golo de Nardela a um minuto do segundo tempo, e com a penalidade máxima desperdiçada por Plein, o misto do Grêmio venceu o Juventude, ontem à noite, no Alfredo Jaconi. 

PRIMEIRO TEMPO — O Grémio esteve diferente no período de abertura, ontem, no AIfredo Jaconi, contra o Juventude. Ao invés do time competitivo de todo o campeonato, preferiu promover uma apresentação alegre, com congestionamento na meia-cancha e lentidão nos lances ofensivo.

 Assim, mesmo dominando a partida, o Grêmio não conseguiu abrir o escore nos primeiros 45 minutos. Havia o maior volume, com Cardaccio estreando com segurança, mas a finalização custou a acontecer. Em decorrência, o Juventude tinha condições para se recuperar.

O futebol alegre do Grêmio teve muita troca de passes e jogadas vibrantes de Jesum pela esquerda. Porém, em nenhuma houve a ameaça mais séria à defesa caxiense. Pelo contrário, foi o Juventude que, numa arrancada rápida de contra-ataque, teve uma oportunidade desperdiçada por Cacau.

Assim, mesmo mandando no jogo, o Grêmio não conseguiu abrir o escore. O Juventude, Porém, mostrou muitas falhas na linha de zagueiros. Manteve o escore sem abertura, mas o Grêmio estava muito alegre para explorar estas falhas.

SEGUNDO TEMPO — O futebol alegre do primeiro tempo, num lance rápido a um minuto desta fase final, foi premiado: Ladinho cobrou falta Nardela se antecipou aos zagueiros caxienses e marcou de cabeça. O Grêmio estava com 1 x 0 e a partida ainda nem havia esquentado, no tempo derradeiro.

Depois do golo, como é natural, o Grêmio passou a jogar  com mais cautela. Cardaccio e Nardela ficaram mais atrás, enquanto Iúra podia ir à frente, acompanhando os deslocamentos de Jurandir, André e Jesum – mais tarde Leandro. O Juventude não t nha condições de reagir, pois o adversário fechava bem os espaços.

Aos 32 minutos, a melhor oportunidade do empate foi desperdiçada pelo Juventude. Plein recolheu na entrada da área, avançou e foi derrubado por Valderez. O lance foi duvidoso, mas o árbitro Nazarino Pinzon assinalou a penalidade máxima. Plein bateu mal, muito mal para fora.

Com 1 x o, o Grêmio venceu a partida. Mereceu, apesar do futebol bem mais inferior ao do time titular ao longo do campeonato. O futebol alegre deu só para o gasto. (Correio do Povo, quinta-feira, 13 de setembro de 1972)

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O QUE É ISSO?
“Eu mandei avisar o Jesum, que se ele continuasse atentar fazer pouco dos jogadores do Juventude era para eles baixarem o pau”. Afirmação de Carlos Gainete, completamente perturbado no túnel durante o jogo de quarta-feira contra o Grêmio. Jesum fez “gato e sapato” para cima de Vinhas. Em tempo: Ivanildo “desmoralizou” o lateral Edegar do Esportivo, em Bento, num jogo em que os dois times empataram em um gol e o Espinosa não mandou nenhum recado.” (Jornal de Caxias, 15 de Setembro de 1979) 

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Foto: Pioneiro

GRÊMIO: Remi; Eurico, Valderez, Vicente e Ladinho, Cardarccio, Nardela e Iúra: Jurandir, André e Jesum (Leandro)
Técnico: Orlando Fantoni

JUVENTUDE: Luís Carlos; Toninho, Moacir, Vinhas e Ademir; Cacau, Plein e Valdo (Lacir); Maurinho, Rinaldo (Marquinho) e Ivanildo
Técnico: Carlos Gainete

Gauchão 1979 – Octagonal final – 12ª Rodada
Data: 12 de setembro de 1979, quarta-feira
Renda: Cr$ 221.920,00
Arbitragem: Nazarino Pinzon
Auxiliares: Euclides Angeli e Darli Etges
Gol: Nardela, aos 2 minutos do segundo tempo

Gauchão 1979 – Segundo Turno – Juventude 0x1 Grêmio

March 23, 2019
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Foto: Correio do Povo

No segundo turno do Gauchão de 1979, o Grêmio conseguiu uma magra vitória sobre o Juventude no Alfredo Jaconi.

O personagem do jogo foi o juiz José Luis Barreto, que deixou de dar um pênalti para o tricolor no primeiro tempo, quando o lateral Alcione usou a mão para evitar um gol olímpico de Éder Aleixo (o que teria sido o seu terceiro gol olímpico com a camisa tricolor) e marcou uma penalidade bastante duvidosa em Paulo César Caju no final da partida.

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Foto: Pioneiro

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Foto: Pioneiro

FOI DIFÍCIL MAS GRÊMIO BATEU JUVENTUDE

Com um golo de Paulo César Lima cobrando pênalti que ele mesmo sofreu, no final do jogo, o Grêmio ganhou do Juventude, domingo último, no estádio Alfredo Jaconi. Foi uma vitória muito difícil e ao mesmo tempo importantíssima para um time que já conseguiu o primeiro ponto extra no atual campeonato. O Grêmio apenas jogou bem no segundo tempo, pois no primeiro o técnico Orlando Fantoni resolveu dar liberdade ao Juventude e esperar o adversário no próprio campo, o que abou criando problemas para o seu time. O plano era puxar o Juventude durante os primeiros 15 minutos e depois, gradativamente, ir subindo para o ataque. Mas isso não deu resultado e o time de Marco Eugênio foi superior na primeira etapa.

O mau estado do gramado dificultou os dois times, que erraram muitos passes. O Juventude teve o domínio territorial do jogo, mas a rigor chutou apenas de fora da área. A melhor chance foi numa cobrança, de falta com barreira, através de Kasper. O ponteiro cobrou com precisão e Manga fez extraordinária defesa.

SEGUNDO TEMPO

A etapa complementar mostrou um Grêmio bem mais motivado e organizado. O Juventude sentiu o impacto de um adversário que mudara completamente sua forma de jogar e cedeu terreno.

A pequena desvantagem que havia no meio-de-campo foi corrigida, quando entrou Jurandir na ponta esquerda em lugar de Éder. Antes de ser substituído, já com Jurandir pulando na pista, Éder cobrou quatro escanteios em seqüência e no último Alcione usou a mão para defender, quando a bola ia para as redes. O árbitro, mal colocado, nada marcou. Minutos depois Orlando Fantoni deu mais força ao ataque, colocando Baltazar no lugar de Nardela. Baltazar acabou perdendo, numa jogada de Vilson, um golo certo, quando apanhou o cruzamento e atirou por cima. O Juventude, no segundo tempo, teve a melhor oportunidade numa falta novamente cobrada por Kasper que Manga defendeu.

Quando o empate parecia certo Paulo Cesar fez uma jogada individual e entrou pela esquerda. Na hora do chute foi derrubado por Assis e Barreto marcou o pênalti que Paulo César cobrou com perfeição.” (Correio do Povo, terça-feira, 12 de junho de 1979)

ANTÔNIO GOULART: “Quando digo que o, Grêmio está se habituando perigosamente a enfrentar dificuldades e depois ganhar as partidas, é que isso pode conduzir a equipe a uma aceitação da realidade, sem se preocupar com o esforço de corrigir os defeitos ou encontrar outras soluções, já que o resultado final, do ponto de vista numérico, acaba satisfazendo. Nos sete jogos que disputou neste turno, o Grêmio, a rigor, só conseguiu impor o seu ritmo e ganhar com tranquilidade no primeiro: nos 3 a 0 sobre o Riograndense, em Santa Maria.

Mais dia menos dia, pôde ocorrer o inesperado. Já contra o Juventude, domingo, não fosse o pênalte, que para mim não existiu, nos minutos finais, o Grêmio teria deixado, um ponto no Alfredo Jaconi. Não nego que a vitória acabou _senda justa, porque se houve um time que mereceu fazer um golo foi o do Grêmio, apesar d6 primeiro tempo desorganizado. O Juventude  mostrou organização mas não teve finalização, a não ser nas três cobranças de falta de Kasper e num chute de Cacau. O Grêmio não teve harmonia mas buscou mais a vitória e criou, além do golo de Paulo César, mais duas situações: aquela em que o zagueiro Alcione tirou a bola com o braço e o juiz não viu e o chute desperdiçado por Baltazar quase do risco da pequena área. O que também não deixa de ser pouco para 90 minutos de jogo.” (Correio do Povo, terça-feira, 12 de junho de 1979)

INTERVALO  DA RODADA  – Lasier Martins

José Luiz Barreto, outrora ótimo árbitro, parece que não atravessa bom momento. Ainda há poucos dias, apitando no jogo do Inter contra o Pelotas, no Beira-Rio, invalidou golo de Adilson, julgado legítimo pela quase totalidade das pessoas respeitáveis que opinaram. Anteontem, em Grêmio e Juventude, não viu o pênalte de Alcione tirando a bola com a mão no golo olímpico que Éder fazia.

Teve sorte o Grêmio, porque, por coincidência, reclamando com maior veemência, parece ter condicionado a arbitragem para o lance final, onde, na dúvida, Barreto deu pênalte de Assis sobre Paulo César. Vantagem gremista, que não perdeu o ponto num jogo onde merecia o castigo pela má partida.

Aliás, como alguém já definiu, a campanha gremista vem sendo um treinamento para cardíacos. Basta ver o retrospecto: Estrela, São Paulo, Esportivo, Gaúcho e Juventude. Em qualquer desses últimos jogos, apesar de sua hierarquia, não fez sequer uma exibição convincente. Em todos eles, à exceção do empate em Bento, ganhou penando.” (Correio do Povo, terça-feira, 12 de junho de 1979)

CLASSIFICAÇÃO

Vencendo ao Juventude e igualando o número de jogos, o Grêmio chegou junto ao Internacional na contagem de pontos do segundo turno, mantendo a vantagem, de um ponto, que foi a diferença do primeiro turno. O Caxias que não perde há dez rodadas, e de 22 pontos disputados conquistou 20, conservou a liderança com os clubes do interior na disputa do ponto extra, O Esportivo, em quarto, continua com excelente regularidade. As derrotas do São Paulo, 14 de Julho e Brasil, praticamente não alteraram as posições do bloco intermediário, onde o Novo Hamburgo é o destaque.

Após a oitava rodada a classificação do segundo turno é a seguinte:

PG J V E D GF GC S PG
1 – Inter 13 7 6 1 0 16 0 16 13
2 – Grêmio 13 7 6 1 0 13 3 10 13
3 – Caxias 12 7 5 2 0 12 4 8 12
4 – Esportivo 11 8 4 3 1 7 3 4 11
5 – São Paulo 8 7 3 2 2 6 6 0 8
6 – N. Hamburgo 8 7 3 2 2 11 7 4 8
7 – Inter-SM 8 7 2 4 1 2 1 1 8
8 – Brasil 8 8 3 2 3 7 6 1 8
9 – Pelotas 8 7 2 4 1 4 3 1 8
10 – Gaúcho 7 7 2 3 2 7 6 1 7
11 – 14 de Julho 7 8 3 1 4 8 8 -1 7
12 – Estrela 7 7 2 3 2 6 3 3 7
13 – São Borja 7 7 3 1 3 9 12 -4 7
14 – Farroupilha 6 8 1 4 3 4 7 -3 6
15 – Juventude 5 7 2 1 4 2 6 -2 5
16–Riograndense 5 7 2 1 4 5 13 -8 5

.” (Correio do Povo, terça-feira, 12 de junho de 1979)

A arbitragem do jogo Juventude e Grêmio mereceu as mais duras críticas por parte de vários setores especializados da crônica esportiva. O importante é que em cada jogo, é uma atuação. Assim como os jogadores tem boa atuação em uma partida, e na, seguinte podem jogar mal, o mesmo acontece com os árbitros. Apitam bem num jogo, apitam mal em outro. Mas definir um árbitro como sempre mau apenas por uma partida, não é tanto justo assim. Afinal, se formos levar em conta as críticas feitas tis arbitragens, veremos que apenas dois ou três árbitros do Estado seriam aceitos pelos dirigentes e cronistas. Ora, se isto fosse posto em prática, chegaríamos à conclusão de que o certame não teria continuidade, por falta de árbitros. Mas o certame continua. E é de se prever, quando um árbitro tem má atuação, que ele tanto pode deixar de dar uma penalidade máxima existente, como poderá dar uma penalidade máxima não existente. Faz parte de sua má atuação naquele jogo. Foi o que aconteceu com José Luiz Barreto no jogo Juventude e Grémio. Ele merece ser criticado tão duramente, tanto na penalidade não marcada (Alcione) como na marcação da penalidade duvidosa (Assis) no final do jogo. Porém, criticá-lo ao extremo pela penalidade última, e não criticá-lo com a mesma veemência pela penalidade primeira não marcada, já é discriminar a atuação. Na verdade, José Luiz Barreto deve ser criticado na mesma intensidade pelas duas falhas. Porque ambas são falhas de idêntica gravidade. Por seu turno, o departamento de árbitros, se estiver atento, deverá chamar atenção do Barreto pelo que fez aqui. Um árbitro não pode ser considerado apto quando Pratica tantos erros. ” (Editoria de Esportes, Pioneiro, quarta-feira, 13 de junho de 1979)

MARCO EUGÊNIO: AGORA COMEÇOU O CAMPEONATO PARA NÓS

O resultado diante do Grêmio não parece ter esmorecido a disposição do Juventude. Ontem pela manhã os jogadores estiveram reunidos com o técnico, quando foram abordados vários aspectos. E Marco Eugênio diz que “o campeonato para nós começou agora”. E lembra um detalhe muito importante: “Vamos disputar até mesmo o título do interior. Ocorre que o clube mais distante de nós é o Caxias, com cinco pontos de vantagem, mas que ainda não enfrentou a dupla Gre-Nal. E os dois jogos serão em Porto Alegre”. Depois Marco Eugênio volta a analisar a equipe diante do que apresentou diante do Grêmio. — “Se nós continuarmos apresentando o futebol que jogamos contra o Grêmio e contra o Brasil, vamos somar muitos pontos, ainda”.

DEFECÇÕES

Diante do Grêmio, além de ter perdido a partida em circunstância discutível, o Juventude ainda teve dois jogadores eliminados do jogo de hoje, em Passo Fundo: Casemiro com três cartões amarelos e Alcione expulso. O técnico, porém, contará com o retorno do Edson, devendo jogar na lateral direita, ou qualquer outra mudança que possa ser mais útil no momento. A partida diante do Grêmio foi muito vibrante, muito disputada. Alguns alegam que o Juventude teve pouca coragem. Pode ser que isto seja verdadeiro, porém no ataque o Juventude teve poucas opções quando se tratava de jogadas concatenadas. Foi o seu erro maior. Porque com elas, poderia até ter vencido o jogo.” (Pioneiro, quarta-feira, 13 de junho de 1979)

1979 pioneiro junho público - Copia

Fonte: Pioneiro

Juventude 0 x 1 Grêmio

GRÊMIO: Manga; Vilson, Ancheta, Vantuir e Dirceu: Valderez, Nardela (Baltazar) ePaulo Cesar Caju;  Tarciso, André Catimba e Éder Aleixo(Jurandir)
Técnico: Orlando Fantoni

JUVENTUDE: Rafael: Alcione, Gonçalves, Ademir e Casemiro: Assis, Cacau e Jorge; Kasper, Plein e Maurinho (Ivanildo)
Técnico:  Marco Eugênio

Gauchão 1979 – Segundo Turno – 7ª Rodada
Data: 10 de junho de 1979, domingo
Local: Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul-RS
Público: 16.260 pagantes
Renda: Cr$ 671.520,00
Arbitro: José Luis Barreto
Auxiliares: por Erick Fucks e Ricardo Piva
Gol: Paulo César Caju (de pênalti)

Gauchão 2018 – Juventude 0x2 Grêmio

March 6, 2018

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Sem Luan (com Cícero jogando no meio de campo e Jael de centroavante) o Grêmio teve alguma dificuldade em articular jogadas durante todo o primeiro tempo no Alfredo Jaconi. O primeiro gol tricolor só foi sair no início da segunda etapa, graças a uma falha do goleiro Matheus Cavichioli, que tentou driblar Jael após errar um domínio na bola recuada por seu zagueiro. O avante gremista desarmou o arqueiro do Juventude e empurrou para as redes. Depois disso o jogo ficou sob controle gremista. Madson (de boa atuação) ampliou as 25 minutos, aproveitando uma jogada de linha de fundo feita por Ramiro.

É uma pena que Jael não poderá dar sequência na sua boa fase. Mas 2 cartões por excesso nas comemorações são difíceis de aceitar.

Interessante a entrevista de Madson sobre a mudança de estilo de jogo do Vasco em 2017 para o Grêmio em 2018.

 
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Fotos: Rodrigo Rodrigues (Grêmio.net) e Arthur Dallegrave (E.C.Juventude)

Juventude 0x2 Grêmio

JUVENTUDE: Matheus Cavichioli; Vidal (Ricardo Jesus  33/2ºT), Fred, Micael e Mateus Santana; Amaral, Sananduva, Bruninho (Denner 9/2ºT), Caprini (Jô 35/1ºT) e Fellipe Matheus; Guilherme Queiroz
Técnico: Julinho Camargo

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Madson, Geromel, Kannemann e Cortez; Jailson, Maicon (Michel 36/2ºT)  e Cícero; Ramiro, Jael (Hernane 23/2ºT) e Everton (Alisson 28/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

10ª Rodada – Campeonato Gaúcho 2018
Data: 04/03/2018, domingo, 17h00min
Local: Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul-RS
Público: 12.189 pagantes
Renda: R$ 300.750,25
Árbitro: Anderson Daronco
Assistentes: Alduino Mocelin e Maurício Coelho Silva Penna
Cartões amarelos: Matheus Cavichioli e Ricardo Jesus ; Jael
Gols: Jael, no 1º minuto do 2º tempo e ​Madson aos 25 minutos do 2º tempo

Brasileirão 2017 – Grêmio 1×1 Vitória

November 13, 2017

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Não há como negar ou mesmo tentar disfarçar que o foco do Grêmio está voltado para a Libertadores. Ontem, com um time quase todo titular,  o tricolor acabou atuando num ritmo mais lento, como se estivera treinando. E assim não saiu do empate com o “desesperado” Vitória.

Patric (em posição de impedimento) abriu o placar para os visitantes aos 15 minutos do primeiro tempo. Pouco depois, Fernandinho empatou, completando de cabeça uma boa jogada de Leonardo Gomes (que se saiu bem atuando improvisado de lateral esquerdo).

No segundo tempo, aos 12 minutos, o juiz errou/exagerou ao mostrar o segundo amarelo para Fillipe Souto do Vitória. E mesmo atuando por mais de meia hora contra 10 adversários, o Grêmio não conseguiu marcar o gol da virada.

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Até hoje o Grêmio atuou quatro vezes como mandante no Alfredo Jaconi pelo Brasileirão. Média de público nesses jogos é de 13.516 (11.573 pagantes)

Achei muito legal que a comunicação do Grêmio tenha usado a foto que tirei no Alfredo Jaconi em 2014 para ilustrar a chamada desse jogo. Mas não custava nada ter dado o devido crédito ao autor da foto.

38370474151_4c474af615_kFotos: Rodrigo Rodrigues (Grêmio.net)

Grêmio 1×1 Vitória

GRÊMIO: Paulo Victor; Léo Moura, Pedro Geromel, Kannemann e Leonardo (Everton, aos 21/2ºT); Jailson (Jael, aos 29/2ºT) , Arthur, Ramiro, Luan e Fernandinho (Patrick, aos 44/2ºT); Lucas Barrios.
Técnico: Renato Portaluppi

VITÓRIA: Fernando Miguel; Patric, Kanu, Bruno Bispo e Geferson; Ramon, José Welison e Fillipe Soutto; Neílton (Caíque Sá, aos 19/2ºT), Tréllez (André Lima, aos 36/3ºT) e David (Renê, aos 41/2ºT).
Técnico: Vagner Mancini

34ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2017
Data: 12/11/2017. domingo, 17h00min
Local: Alfredo Jaconi,  em Caxias do Sul – RS
Público: 17.003 (14.587 pagantes)
Renda: R$ 580.980,00
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza (SP)
Auxiliares: Anderson José de Moraes Coelho (SP) e Bruno Salgado Rizo (SP)
Cartões amarelos: Fillipe Soutto e Kanu (VIT)
Cartão vermelho: Fillipe Soutto (12 minutos do 2ºT)
Gols: Patric, aos 15 e Fernandinho, aos 18 minutos do primeiro tempo

Brasileirão 2014 – Grêmio 0x0 Palmeiras

June 2, 2014

O Grêmio fez terceiro jogo ruim na sequência (2 pontos em 9 disputados) e decepcionou a sua torcida que compareceu em bom número ao Alfredo Jaconi. O começo tricolor foi muito bom, pressionando o adversário em seu campo e tendo várias chances de abrir o marcador. A melhor delas aconteceu aos 17 minutos, quando Dudu recebeu dentro da área e deu um passe de calcanhar, Barcos escorregou ao tentar a conclusão, e Rodriguinho, que chegava de trás chutou para fora. Após os primeiros 20 minutos, o Palmeiras passou a controlar o jogo (o Grêmio não conseguia retomar a posse de bola) e teve oportunidades de marcar. Aos 21 Diogo arriscou de longe e a bola beliscou a quina da trave. Aos 30, o mesmo Diogo acabou desviando a conclusão de Felipe Menezes que parecia ter endereço certo, fazendo que com a bola batesse na trave. O Grêmio perdia a presença ofensiva e passava a contar exclusivamente com os lançamentos e chutes de longa distância de Alan Ruiz. Aos 35 o camisa 11 assustou o goleiro Fábio num belo arremate de fora da área (foto acima)
O Palmeiras, apesar de estar longe de ser brilhante, continuou melhor na segunda etapa. Os palestrinos ameaçavam em cruzamentos fechados vindos do lado esquerdo do ataque. Em dois deles Marcelo Grohe se esforçou para colocar a bola em cima da linha, em um deles Diogo fez um gol que foi questionavelmente anulado, e em outro Rhodolfo salvou em cima da linha (penúltima foto). O Grêmio tinha dificuldade para articular jogadas de ataque. As duas principais chances ocorreram em conclusões de Alan Ruiz após bolas erguidas na área. O treinador acabou mexendo mal na equipe tricolor, que sequer conseguiu promover um abafa nos minutos finais da partida.

Enderson mais uma vez fez substituições que pioraram o time. Especialmente quando sacou Dudu para a entrada de Zé Roberto. Perdeu velocidade e movimentação, não acrescentou presença ofensiva (que poderia ter com Lucas Coelho) e não teve ganho no passe e na criação das jogadas (o que se poderia esperar do Zé Roberto)

Eu acho que o Barcos está jogando pouco e falando demais. Creio que sua saída do time (ainda que no decorrer da partida, como aconteceu ontem) demorou a acontecer. Em parte eu entendo a comoção vista ontem no estádio quando foi anunciada sua substituição. Mas é estranha essa dinâmica que o Grêmio e sua torcida tem tido com os seus centroavantes nos últimos anos. Os ciclos, bem curtos, parecem se repetir. Um atleta é contratado a peso de ouro e chega como salvador de pátria. A torcida vive uma breve lua de mel com ele até que nas primeiras dificuldades se chega a conclusão de que o jogador não serve mais pra equipe. Aí a solução passa sempre por trazer outro camisa nove, que demandará  um gasto ainda maior do clube. Acho que o Grêmio, como instituição, tem gerido mal essa situação.

Jaílson Macedo de Freitas, como de costume, foi mal na partida. Os burocráticos 3 minutos de acréscimos, quando ele mesmo foi responsável por parar o jogo por mais de um minuto numa única ocasião, foram ridículos. O Palmeiras reclama do gol anulado de Diogo. E tem boa dose de razão, considerando as orientações mais atuais da FIFA/International Board. Contudo, eu repito aqui o que disse nos jogos contra Botafogo no ano passado e Atlético Nacional nesse ano (situações nas quais o Grêmio foi favorecido por essa interpretação) e afirmo que o impedimento deveria sim ser marcado. Dois jogadores do Palmeiras estão em posição de impedimento quando a bola é lançada. A bola foi na direção deles e um deles ainda tentou cabecear a bola. Na minha avaliação ele participou/interferiu na jogada.
O curioso é que um outro no lance da partida poderia (e deveria) também ser considerado um erro de arbitragem sem maiores discussões (e não foi considerado pelo Globo Esporte): O pênalti no Barcos. Wellington escorregou e derrubou o argentino dentro da área. O fato de ter sido sem querer, ou mesmo de que a jogada não teria sequência não afastam a infração.

Corrigi ontem um grave erro na minha formação futebolística que era não conhecer o Alfredo Jaconi. Confirmei in loco ontem as impressões que sempre tive pelas imagens da televisão. É um estádio muito simpático, bem acolhedor. Se vê bem a partida em todos os setores. E aquele trecho com uma “arquibancada de grama” tem um charme todo o especial. Um dos poucos benefícios de atuar como mandante fora da Arena é ter um pouco mais de perspectiva em alguns dos benefícios que por vezes passam despercebidos na nossa nova casa, como por exemplo a facilidade para entrar, circular e sair do estádio.

Fotos: André Kruse, João Kruse,  Ricardo Rimoli (Lance), Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio Grêmio 0x0 Palmeiras Palmeiras

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Pará, Rhodolfo, Werley e Marquinhos; Edinho, Alan Ruiz, Ramiro e Rodriguinho (Maxi Rodriguez, 17’/2ºT); Dudu (Zé Roberto, 31’/2ºT) e Barcos (Kléber, 17’/2ºT).  
Técnico: Enderson Moreira
PALMEIRAS: Fábio; Wendel, Lúcio, Wellington e William Matheus; Marcelo Oliveira, Renato e Felipe Menezes (Josimar, 40’/2ºT); Marquinhos Gabriel, Diogo e Henrique.
Técnico: Alberto Valentim
09ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2014
Data: 1º/6/2014, domingo, 16h00min
Local: Estádio Alfredo Jaconi, Caxias do Sul (RS)
Público: 17.034 (15.136 pagantes)
Renda: R$ 391.145,00
Árbitro: Jailson Macedo Freitas (CBF/BA)
Assistentes: Alessandro Rocha de Matos (FIFA/BA) e Adson Marcio Lopes (CBF/BA)
Cartões Amarelos: Werley, Maxi Rodriguez, Ramiro; Henrique, Marcelo Oliveira, Lúcio, Marquinhos Gabriel, Renato

Brasileirão 2014 – Grêmio 2×1 Botafogo

May 22, 2014

Na chuva, no gramado encharcado do Alfredo Jaconi, o Grêmio conseguiu sua terceira vitória consecutiva no Brasileirão.Novamente com sofrimento, novamente por uma diferença mínima.Os 3 pontos desse jogo foram conquistados muito mais pela persistência e vontade dos atletas gremistas do que propriamente por brilhantismo técnico. Até porque o tricolor começou mal na partida. Logo aos 5 minutos, Carlos Alberto, num dos seus cada vez mais raros lampejos, conseguiu arrancar pelo meio da defesa e serviu Zeballos, que entrava pela diagonal na esquerda. Em condição legal, o centroavante paraguaio abriu o placar com um chute com o lado de fora do pé direito (“À la André Catimba”). O Grêmio buscou uma reação rápida, mas de maneira atrapalhada. O time perdia a maioria dos rebates e dava muito espaço para Carlos Alberto puxar contra-ataques. Por sorte o Botafogo não conseguiu se aproximar novamente da goleira defendida por Marcelo Grohe. Aos poucos o Grêmio foi se acalmando e passou a trabalhar a posse de bola no ataque. Como prêmio, chegou ao empate ainda no primeiro tempo. Pará cruzou rasteiro, Barcos jogou de pivô e Rodriguinho arrematou no canto. Com a visão obstruída e, consequentemente,  mal colocado o goleiro Renan não chegou em tempo na bola.
A dinâmica seguiu parecida no segundo tempo, ainda que o jogo tenha ficado mais truncado e tenso, com direito a cotoveladas, discussões e dedo na cara. Enderson mexeu o time, colocando Zé Roberto e Maxi Rodriguez para um gás final. E deu certo. Aos 36, o camisa 10 acionou o uruguaio, que avançou a dribles pela deve adversária e marcou o gol da virada num bonito chute de fora da área (que lembrou um pouco a jogada dos gols que ele marcou contra o Flamengo no ano passado)

Gostei muito da atitude dos jogadores em campo ontem. Ninguém baixou a cabeça para as fanfarronices de Carlos Alberto e Sheik e o time sempre foi para cima do juiz quando necessário. Na comparação com a apatia vista na primeira partida contra o Atlético-PR a mudança na postura da equipe é considerável.
A vitória de ontem foi muito legal, os resultados no Brasileirão são bons, mas não há como fugir do fato de que tivemos ontem o menor público do Grêmio no Brasileirão desde o empate com o Atlético Goianiense em novembro de 2011. Será que era preciso ser assim?

A RBS não passou o jogo nem para Porto Alegre e nem para Caxias do Sul. Segundo Gustavo Manhago, Contrato não permite. Jogos na tv aberta, no Brasileirão, não podem vazar para as cidades onde os jogos acontecem e nem para a sede do mandante. Estas só no PFC.”. Ocorre que no ano passado, Santos e Flamengo se enfrentaram em Brasília e o jogo passou para o Distrito Federal. E Atlético-PR e Flamengo jogaram em Joinville e o jogo foi transmitido normalmente para a cidade catarinense.

Alan Ruiz teve boas atuações nos últimos jogos. Sua ausência, por suspensão, certamente será sentida. Sem Luan, o substituto natural é Maxi Rodriguez. Resta saber qual será seu posicionamento. Tanto o uruguaio como Rodriguinho tem rendido mais jogando centralizados, próximos ao gol adversário. Já o argentino estava mais longe do gol, mais aberto pelo lado direito.

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net) e Ricardo Rimoli (Lance)

 Grêmio Grêmio 2×1 Botafogo Botafogo

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Pará, Werley, Bressan e Breno; Ramiro (Zé Roberto 34’/2ºT) e Riveros; Rodriguinho (Maxi Rodríguez 30’/2ºT), Alan Ruíz e Dudu (Edinho 39’/2ºT); Barcos
Técnico: Enderson Moreira
BOTAFOGO: Renan; Edilson, Bolívar, André Bahia e Junior Cesar; Airton, Gabriel (Sassá 37’/2ºT), Bolatti e Carlos Alberto (Gegê 24’/2ºT); Zeballos (Wallyson 21’/2ºT) e Emerson
Técnico: Vagner Mancini

06ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2014
Data: 20/5/2014, quarta-feira, 22h00min
Local: Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul (RS)
Público: 8.101 ( 7.010 pagantes)
Renda: R$ 183.940,00 
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza (SP)
Auxiliares: Kleber Lucio Gil (Fifa-SC) e Marcio Luiz Augusto (SP)
Cartões amarelos: Alan Ruíz, Barcos; Carlos Alberto, Emerson, Gabriel
Gols: Zeballos, aos 5 minutos, e Rodriguinho, aos 43 minutos do primeiro tempo;  Maxi Rodríguez (G), aos 36 minutos do segundo tempo

Brasileirão – Grêmio 2×0 Náutico

May 27, 2013
O Grêmio começou o Brasileirão 2013 com vitória. Tá certo que não fez mais que sua obrigação como mandante, mas fazia alguns anos (desde 2008) que o tricolor não iniciava com campeonato nacional somando três pontos.
A grande questão era saber como o time reagiria em campo após a frustrante eliminação na Libertadores. E nos minutos iniciais o Grêmio mostrou uma postura interessante, tomando a iniciativa, indo pra cima do Náutico e levantando a torcida em Caxias. As chances foram aparecendo. Aos 14, o goleiro Felipe salvou a conclusão de Barcos. Contudo, um minuto depois, o Grêmio abriu o placar: Numa boa trama ofensiva, Barcos acionou Souza dentro da área, e o volante gremista tirou do goleiro e deixou Zé Roberto com o gol vazio para marcar.
O começo foi animador, mas logo o Grêmio recaiu num velho pecado: A autossuficiência. A tendência de diminuir o ritmo e tentar  administrar em demasia uma vantagem que não era tão significativa. Essa situação permaneceu até os 15 minutos do segundo tempo. Só ali é que o Grêmio voltou a pressionar a defesa adversária. E Náutico se defendeu de maneira atabalhoada até os 25 minutos, quando Souza cruzou e Elano estabeleceu, de cabeça, o 2×0 final.
A equipe tricolor mostrou uma evolução em relação a última partida (até porque seria difícil jogar tão pouco novamente) e foi sempre superior ao Náutico. Só acho que o Grêmio demorou a resolver um jogo que não se mostrava tão complicado. O time correu riscos desnecessários. Os zagueiros gremistas ficaram excessivamente expostos no combate direto com os avantes adversários. E o Náutico, mesmo tendo criado pouco, teve cinco escanteios a seu favor. Mas independente desses descuidos, o Grêmio saiu de campo com os 3 pontos.

 

 
Alex Telles e Bressan, confortáveis com a camisa do Grêmio e habituados ao estádio, estiveram muito bem na partida. Mas, inegavelmente, o destaque da partida foi Souza. Marcou forte e voltou a aparecer bem no ataque, dando passe para os dois gols do jogo.
Desde que comecei a acompanhar futebol um sujeito pula na frente da câmera quando sai gol no Alfredo Jaconi. Será que não existe um posicionamento melhor pra câmera? Ou vão deixar assim em nome da tradição?
Eu esperava ver o Grêmio iniciando o campeonato brasileiro de fardamento novo. Tenho dificuldade em entender qual é o calendário que as empresas de materiais esportivas seguem no Brasil.

Interessante a presença da torcida tricolor no Jaconi. Resta saber quanto desse público se deve ao trabalho do departamento consular do Grêmio. Ainda, outra dúvida me vem a mente: Qual foi a renda da partida? Será que seria maior se o jogo fosse na Arena? Se fosse, quem paga este prejuízo?

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net), Tiago Baldasso (tiagobaldasso.wordpress.com) e Lipe Assunção (Ducker.com.br)

Grêmio 2×0 Náutico

GRÊMIO: Dida; Pará, Werley, Bressan e Alex Telles; Fernando, Souza, Elano (Guilherme Biteco, 26/2T) e Zé Roberto; Vargas (Kleber, 31/2ºT) e Barcos (Welliton, 45/2ºT)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo
 
NÁUTICO: Felipe; Maranhão, João Felipe, Luis Eduardo e Josa; Elicarlos, Rodrigo Souto e Martinez; Rogério (Jones Carioca, 26/2ºT), Caion (Adeílson, 24/2ºT) e Elton

Técnico: Silas

01ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2013  
Data: 26/05/2013, domingo, 16h00min
Local: Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul-RS
Público: 11.925 (9.560 pagantes)
Renda: R$ 268.290,00
Árbitro: 
Guilherme Ceretta de Lima (SP)
Assistentes:
Vicente Romano Neto (SP) e Celso Barbosa de Oliveira (SP)

Gols: Zé Roberto, aos  15 minutos do 1º tempo e Elano, aos 25 minutos do 2º tempo