Archive for the ‘América de Cali’ Category

Libertadores 2020 – Grêmio 1×1 América de Cali

October 23, 2020

O Grêmio conseguiu a classificação para as oitavas de final e terminou na 1ª posição do seu grupo. Dois importantes objetivos atingidos. Algo que não pode ser tirado de vista. Contudo, ontem mais uma vez o desempenho do tricolor  foi ruim. 

Em média, 75% dos pênaltis cobrados são convertidos. Há algum tempo o Grêmio anda tendo aproveitamento abaixo da média. Esse ano são 9 cobranças e apenas 4 pênaltis convertidos. Aproveitamento de 44,4%.

 

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio FBPA)

Grêmio 1×1 América de Cali

GRÊMIO: Vanderlei, Victor Ferraz, Pedro Geromel, Walter Kannemann, Diogo Barbosa; Lucas Silva (Isaque, intervalo), Maicon (Everton, aos 22’/2ºT), Orejuela (Luiz Fernando, intervalo), Robinho (Thaciano, aos 22’/2ºT) e Pepê (Ferreira, aos 31’/2ºT); Diego Souza
Técnico: Renato Portaluppi

AMÉRICA DE CALI: Graterol; Arrieta, Torres, Segovia e Velasco; Paz, Carrascal e Sierra (Jaramillo, aos 29’/2ºT); Moreno (Cabrera, aos 39’/2ºT), Vergara e Pérez (Arias, aos 17’/2ºT)
Técnico: Juan Cruz Real

Libertadores 2020 – Grupo E – 6ª Rodada
Data: 22 de outubro de 2020, quinta-feira, 21h30min
Local: Arena do Grêmio, Porto Alegre (RS)
Horário: 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Fernando Rapallini (ARG)
Assistentes: Ezequiel Brailovsky (ARG), Diego Bonfa (ARG) e Patricio Loustau (ARG)
Cartões amarelos: Maicon, Kannemann, Lucas Silva, Thaciano; Arrieta, Segovia, Cabrera, Velasco, Vergara, Marlon Torres
Cartão vermelho: Kannemann
Gols: Kannemann (contra), aos 7 minutos do segundo tempo; Diego Souza (de pênalti) aos 54 minutos do segundo tempo

Libertadores 1996 – Grêmio 1×0 America de Cali

October 21, 2020

Foto: Ronaldo Bernardi (Zero Hora)

O último confronto entre América de Cali e Grêmio em Porto Alegre ocorreu em 4 de junho de 1996, na partida de ida da semifinal da Libertadores daquela temporada. O tricolor ganhou por 1×0 graças ao gol de falta de Goiano.

Na minha memória o resultado e atuação do Grêmio foram percebidos no estádio como frustrantes. O grande destaque da noite foi o goleiro Óscar Córdoba, que neutralizou a bola aérea gremista com suas saídas arrojadas.

Infelizmente não há como lembrar desse jogo sem contextualizar o absurdo que foi o calendário tricolor em 1996.  O jogo daquela terça-feira era o do número 40 do clube na temporada. Três dias depois o Grêmio receberia o Palmeiras pela partida de volta da semifinal da Copa do Brasil.

Em entrevista publicada no dia do jogo contra o América, Felipão disse que seria “quase impossível” o Grêmio vencer as três competições que estava disputando (Libertadores, Copa do Brasil e Gauchão) e afirmou que a Libertadores era prioridade.

O público da terça foi de 28.566 (22.045 pagantes), contra 48.266 (36,808 pagantes) na sexta, o que gerou uma interpretação, repetida com certa frequência no folclore do futebol gaúcho, de que a torcida gremista preferiu a Copa do Brasil em detrimento a Libertadores. Vale lembrar que os ingressos da semifinal da Copa do Brasil foram mais baratos do que os ingressos da semifinal da Libertadores.

Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

 

A UM EMPATE DA FINAL

Sem jogar bem, o Grêmio venceu o América por 1 a 0 e vai a Cali em vantagem

 

Nenhum time do Interior do Rio Grande do Sul, no Gauchão, jogou tão retrancado como o América de Cali, ontem à noite, no Estádio Olímpico pela Libertadores da América. Foi esta principal causa das dificuldades que o Grêmio encontrou para vencer a partida por 1 a 0. Um placar minguado, mas que que dá ao Grêmio a vantagem do empate no segundo jogo da semifinal da competição, na próxima quarta-feira, na Colômbia.

 O América abdicou do jogo, sobretudo no primeiro tempo. Até os oito minutos, o time colombiano sequer havia passado do meio do campo. Seu primeiro ataque, e ainda assim inócuo, aconteceu aos 11 minutos. O Grêmio passou todo o primeiro tempo atacando, cercando a área adversária e levantando bolas diante do excelente goleiro Córdoba. Houve muita insistência, mas pouca inspiração dos atacantes. Paulo Nunes foi quem mais conseguiu levar vantagem sobre os zagueiros, deslocando-se pela direita e pela esquerda. O centroavante Jardel, no entanto, errou todos os passes que tentou e nunca venceu a marcação pelo alto. No meio-de-campo, Émerson não repetiu a boa atuação que teve contra o Palmeiras e Aílton, embora tenha melhorado em relação aos jogos anteriores, também apresentou pouca força.

O gol só poderia sair de uma cobrança de falta. E só poderia ser feito pelo melhor jogador em campo, o meia Goiano que, aos 30 minutos, chutou por cima da barreira, no canto esquerdo, enganando o goleiro e abrindo o placar. Mesmo com o 1 a 0, o América não saiu para o jogo. O Grêmio prosseguiu marcando sob pressão e a equipe colombiana se restringiu ao seu campo de defesa.

No segundo tempo, o técnico Diego Umanã tirou o atacante Zambrano do time e colocou o pequeno, mas veloz, De Ávila. A modificação deu um pouco mais de agressividade ao América, mas então o Grêmio caiu dramaticamente de produção. Os jogadores brasileiros passaram a errar passes, a sair com lentidão da defesa e a irritar os torcedores. As melhores chances ocorreram através de cobranças de falta da entrada da área. Goiano e o lateral Arce, contudo, não obtiveram sucesso. Jardel sempre errou ao tentar o toque de bola fora da área. Em alguns momentos, parou o ataque do Grêmio, tal foi a sua lentidão. Dentro da área, o zagueiro Asprilla não lhe deu a menor oportunidade de cabecear. Ao tentar as jogadas pelos flancos, com os laterais Arce e Roger, o ataque do Grêmio parou no goleiro Córdoba, que saiu sempre muito bem do gol. O técnico Luiz Felipe ficou todo o segundo tempo pedindo que os jogadores cruzassem mais aberto, na segunda trave, mas todos os lances foram curtos, facilitando a defesa. No último minuto, Émerson perdeu uma ótima oportunidade chutando sobre o goleiro. O resultado foi inquietante, mas não ruim.” (David Coimbra, Zero Hora, 5 de junho de 1996)

 

 

GRÊMIO SOFRE MAIS SUPERA A RETRANCA DO AMÉRICA DE CALI

Porto Alegre — Preso na marcação dos colombianos, o Grêmio precisou de um gol de bola parada para vencer o América de Cáli, por 1 a O, na abertura das semifinais da Taça Libertadores. Com a vantagem obtida ontem à noite, no estádio Olímpico, o time gaúcho precisa de um empate na próxima quarta-feira para chegar às finais.

Romper a barreira imposta pelos colombianos, no entanto, não foi nada fácil para o tricolor. Sem Carlos Miguel, gripado, a equipe gaúcha não teve em Emerson alguém capaz de dar velocidade à saída de bola e fazer a ligação com o ataque. Desde os primeiros movimentos, o Grêmio tratou de pressionar. Logo a 2min, Arce cobrou falta sofrida por Paulo Nunes, assustando o goleiro Córdoba. Numa cobrança perfeita de Luís Carlos Goiano, aos 30min, o Grêmio abriu o placar. A partir daí, o América saiu um pouco mais para o jogo, contudo, sem se descuidar da marcação. Aos 40min, Jardel cabeceou na trave, em rara oportunidade que venceu a marcação. Na seqüência, Paulo Nunes exigiu grande defesa de Córdoba.

No 2° tempo, com a entrada de De Ávila, o América passou a sair mais para o ataque, dando espaços para o Grêmio. Mesmo assim, a equipe de Luiz Felipe não teve tranqüilidade para marcar seu segundo gol. As melhores chances, novamente, foram através de cobranças de falta com Arce e Goiano. Na melhor delas, aos 34min, a bola passou rente ao poste. No final, Emerson ainda perdeu boa oportunidade de ampliar.” (Pioneiro, quarta-feira, 5 de junho de 1996)

 

“Público vira uma decepção 
A temperatura em torno dos 15ºC na noite de ontem e o televisionamento do jogo para Porto Alegre desestimularam os gremistas. Além disso, as dúvidas sobre a qualidade do América, de Cali, contribuíram para o torcedor se resguardar para assistir ao Palmeiras, na próxima sexta-feira. O público de 29 mil pessoas ficou aquém do esperado pela diretoria — as previsões eram de que todos os 55 mil ingressos fossem vendidos. Na entrada do Grêmio em campo, os jogadores foram festejados por 12 mil fogos, que ensurdeceram a torcida por mais de três minutos. Mas os fiéis gremistas presentes no estádio não se intimidaram com o frio e empurraram o time até o final, quando trocaram as palavras de apoio por vaias. Entre reclamações pela falta de força ofensiva do time e críticas direcionadas a alguns jogadores, imperou a confiança na presença em mais uma final da Libertadores.” (Leonardo Oliveira, Zero Hora, 5 de junho de 1996)

LUIZ FELIPE FICA MAGOADO
O técnico não gostou da reação da torcida e já pensa em deixar o Grêmio

Irritado com os torcedores que criticaram a vitória por apenas 1 a O sobre o América, de Cali, o técnico Luiz Felipe revelou ontem à noite que está pensando em sair do Grêmio. “A gente começa a se incomodar”, reclamou o treinador. “E quando a gente começa a se incomodar tem que pensar em mudar de ares”.

Em seus três anos de clube, o técnico ainda não havia se mostrado tão revoltado como ontem. “O que eles estão pensando?”, perguntou, referindo-se aos torcedores insatisfeitos com o placar. “Isso aqui é a Libertadores. Eles acham que vamos ganhar de 10 a O do América de Cali? Isso é idéia que só jerico possui”.

Luiz Felipe lembrou que o América já disputou 11 Copas Libertadores e que o Grêmio não passa de um time esforçado. “Um time bom, sim”, acrescentou. “Mas que não tem aquela qualidade que o torcedor pensa que tem. Temos jogadores que trabalham arduamente e que merecem o agradecimento da torcida e não isso que aconteceu hoje”. O técnico citou uni torcedor em especial que, aos 15 minutos do segundo tempo, teria dito que o meia Carlos Miguel não estava jogando nada – Carlos Miguel está lesionado e nem entrou em campo.

Luiz Felipe também fez questão de ressaltar o desgaste do time. “Os jogadores estão estourados fisicamente”, sublinhou. E revelou que o lateral-esquerdo Roger jogou todo o segundo tempo sentindo uma distensão na coxa direita e que o quarto-zagueiro Adilson sofreu uma lesão no joelho direito. Ambos podem ficar de fora da partida contra o Palmeiras, na próxima sexta-feira. E não só Adilson e Roger. Luiz Felipe contou que está cogitando de escalar o “Banguzinho” apelido do time reserva para o jogo de sexta-feira. “Estou tão chateado que vou para casa sem nem pensar nesta partida contra o Palmeiras”, confessou o treinador. “Amanhã é que vou ver o que vou fazer”.

Apesar de estar agastado, o técnico confia na classificação na segunda partida da semifinal da Libertadores, quarta-feira que vem, na Colômbia. “Lá eles vão ter que sair um pouco mais para o jogo, não vão ficar os 11 na defesa, e aí nós vamos pegá-los no contra-ataque”, observou. “Por isso que digo que este resultado foi bom. Na Libertadores a gente tem é que vencer“. (Zero Hora, 5 de junho de 1996)

Foto: Edison Vara (Placar)

 

COLOMBIANO VOLTA SATISFEITO
O técnico do América, Diego Umaña, considerou satisfatório o resultado. “Temos maior possibilidade de revertê-lo na Colômbia”, afirmou. O fato de ter que sair para o jogo para buscar a vitória não assusta. Para a próxima partida, o América contará com os retornos do volante argentino Berti e do meia Hernandez, considerado o jogador mais habilidoso do time. O técnico espera que o atacante De Ávila esteja recuperado da lesão.” (Leonardo Oliveira, Zero Hora, 5 de junho de 1996)

 

 

 

ESTRECHO TRIUNFO DE GREMIO SOBRE AMÉRICA DE CALI

Un solitario gol de tiro libre de Luis Carlos Goiano, a los 31 minutos del primer tiempo, le dio la victoria a Gremio sobre el América de Cali, en partido de ida válido por las semifinales de la Copa Libertadores disputado anoche en Porto Alegre

El conjunto colombiano mostró un planteamiento bastante defensivo a lo largo de los 90 minutos, aunque en el complemento tuvo más el balón en su poder y le quitó agresividad a los brasileños que se vieron impedidos para aumentar la diferencia.” (EL TIEMPO 05 de junio 1996)

“AMÉRICA, UNA DERROTA QUE DEJA ESPERANZAS
El primer enfrentamiento entre Gremio y América, por las semifinales de la Copa Libertadores, terminó como se preveía: con victoria del equipo brasileño

Lo que no estaba en los planes de muchos era que el encuentro apenas terminara 1-0, ventaja pírrica si se tiene en cuenta que en la revancha, a jugarse la semana entrante, el onceno colombiano tendrá a su favor el jugar de local.

Y la verdad fue el equipo de Diego Edison Umaña después de un opaco primer tiempo, en la complementaria despertó un poco y le quito ritmo y empuje a su enemigo.

Ya en el trámite del choque, desde el pitazo inicial del juez paraguayo Oscar Velásquez se notó como se desarrollaría la historia.
Gremio, como local, dispuesto a atacar con todo y América, como visitante, dispuesto a defenderse con todo. Y así fue.

Los brasileños coparon todos los espacios, no dejaron pensar a su rival y poco a poco hacían méritos para irse en ventaja.

Los dirigidos por Umaña no querían saber nada del arco contrario. Henry Zambrano, su único delantero, nunca tuvo el espacio ni oportunidad ni nada para inquietar.

En ese orden de ideas, lo único que había que esperar era el minuto en que Gremio se iría adelante en el marcador. Y, claro, ese minuto llegó.

Eran los 31 cuando se produjo una falta en el medio campo americano y al cobro llegó Luis Carlos Goiano, quien de fuerte disparo llevó la alegría a las colmadas tribunas del estadio.

Esa fórmula, la del tiro libre, fue la preferida de los locales para llegar hasta el arco de Oscar Córdoba. Antes lo habían intentado dos veces con el paraguayo Francisco Arce (le hizo gol a Uruguay el domingo pasado, por las eliminatorias).

Otro camino ofensivo utilizado por los brasileños fue el de abrir las puntas, tirar centros y buscar el cabezazo de Jardel, táctica que casi les da resultado a los 40 minutos, pero el balón rebotó en el travesaño.

De América, muy pocas cosas para decir en el primer tiempo. Se defendió muy bien, pero no atacó.

En la complementaria, el técnico Umaña dejó en el camerino a Zambrano e ingresó al Pitufo De Avila.

Igualmente, los americanos salieron un poco más de su terreno y empezaron a tocar el balón en el medio aunque casi nunca inquietaron al arquero de Gremio.

Pese a todo, con ese toque, le quitaron velocidad a su rival, que veía como pasaban los minutos y la ventaja seguía siendo mínima teniendo en cuenta el cotejo de revancha en el Pascual Guerrero de Cali.

Las pocas oportunidades de gol creadas por el Gremio fue por intermedio de los tiros libres así consiguieron el gol en la inicial, pero en el complemento la táctica no les funcionó.” (EL TIEMPO 05 de junio 1996)

 

“TRANQUILIDAD AMERICANA PESE A LA DERROTA 1-0
Tras terminar el encuentro de ida de la Copa Libertadores jugado contra el Gremio, partido que se perdió por la mínima diferencia, el camerino de América estuvo tranquilo porque sus jugadores son conscientes que dentro de ocho días, cuando se juegue la revancha en Cali, existirán muchas posibilidades de acceder a la final de la Copa Libertadores.

Diego Edison Umaña, el técnico de América, se mostró bastante tranquilo por el resultado y dijo que con el 1-0 en contra tenemos muchas posibilidades de ganar en nuestro patio .

Hablando de lo visto a lo largo de los noventa minutos, el estratega colombiano dijo que vio mucho mejor a su equipo en el segundo tiempo. Nosotros tuvimos la pelota y le cerramos las posibilidades a ellos de llegar a la portería de Oscar (Córdoba), quien entre otras cosas tuvo una excelente noche .

Umaña dijo además que los brasileños se repitieron en los centros, lo que facilitó mucho el trabajo de la defensa americana.

Por otra parte, el estratega dijo que el 1-0 no es mucha ventaja para ellos, pero no podemos olvidar que este equipo tiene muchos pergaminos, entre ellos el de ser los actuales campeones de la Copa .

Finalmente, Umaña anotó que todavía faltan 90 minutos por jugar y que con seguridad en Cali la historia se escribirá distinto .

El volante Alex Escobar, que tuvo un buen manejo del balón especialmente en los últimos 45 minutos, dijo luego de terminado el encuentro que mostramos jerarquía y presencia. Creo que en el complemento tuvimos un poco más de manejo .

Sobre el encuentro a jugarse en Cali, El volante del barrio Obrero dijo que en nuestra cancha del Pascual haremos mejor las cosas y creo que sacaremos el resultado que nos permita enfrentar la final de la Copa .

Finalmente, el defensa James Cardona dijo sobre el encuentro que se saca un resultado que es remontable en la ciudad de Cali. La hinchada de aquí es buena. Estoy con optimismo y pienso que vamos a llegar a la final. ” (EL TIEMPO 05 de junio 1996)

 

 

Foto: Ronaldo Bernardi (Zero Hora)

 

OS DESEMPENHOS (Zero Hora, 5 de junho de 1996)
GRÊMIO AMÉRICA
Chutes a gol 12 2
Conclusões de cabeça 2 0
Escanteios cedidos 4 8
Faltas cometidas 10 14
Impedimentos 1 3

 

 

Grêmio 1×0 América de Cali

 

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Adilson e Roger; Dinho (João Antônio), Luis Carlos Goiano, Aílton e Emerson; Paulo Nunes e Jardel
Técnico: Luiz Felipe Scolari

AMÉRICA: Oscar Córdoba; Cardona, Bermudez, Asprilla e Maziri; Digñas, Cabrera, Ortegon e Escobar (Gonzalez); Oviedo e Zambrano (De Avila)
Técnico: Diego Umana

Libertadores 1996 – Semifinal – Jogo de ida
Data: 4 de junho de 1996, terça-feira, 21h35min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre
Público: 28.566 (22.045 pagantes)
Renda: R$ 225.740,00
Árbitro: Oscar Velazquez (Paraguai)
Auxiliares: Bonifacio Nuñez e Juan Ortiz
Cartões Amarelos: Adilson, Maziri, Córdoba e Digñas
Gol: Goiano, aos 30 minutos do 1° tempo


Libertadores 2020 – América de Cali 0x2 Grêmio

March 4, 2020

O Grêmio fez boa estréia na Libertadores, obtendo uma importante vitória em Cali. O tricolor saiu na frente relativamente cedo, aos 14 minutos, e a partir daí soube jogar com a vantagem. O América tentou forçar o jogo aéreo para buscar o empate, mas Vanderlei fez boas defesas nas poucas vezes que os atacantes colombianos obtiveram vantagem na disputa pelo alto.

É preciso reconhecer que a arbitragem deixou de marcar impedimento primeiro gol do Grêmio. Até pode se dizer que sem VAR é difícil constatar a posição irregular de Victor Ferraz no momento que a bola bate em Diego Souza, mas o impedimento de Diego Souza, ao pular por cima da bola quando Victor Ferraz concluiu foi claro e se enquadra perfeitamente no o gráfico nº 6 da página 205 do Livro de Regras 2020 da FIFA

(O lance lembrou o gol anulado de Claudiomiro na semifinal da Libertadores de 2002).

Lucas Silva fez outra boa partida, e há tempo vem arriscando o chute de média/longa distância.

Foi totalmente desnecessário o uso da meia preta nesse jogo (ontem mesmo a Universidad Católica utilizou meia vermelha contra meia branca do Inter e Independiente Medellin usou meia vermelha contra meia branca do Libertad)


Fotos: Lucas Uebel (Grêmio FBPA), Eduardo  Moura (GloboEsporte), Luis Robayo (AFP)

América de Cali 0x2 Grêmio

AMÉRICA DE CALI: Éder Chaux; Cristian Camilo Arrieta (Juan David Pérez 22/2ºT), Marlon Torres, Juan Pablo Segovia e Edwin Velasco; Rodrigo Ureña, Carlos Sierra; Duván Vergara, Yesus Cabrera e Matías Pisano (Jhon Arias 28/2ºT); Michael Rangel
Técnico: Alexandre Guimarães

GRÊMIO: Vanderlei; Victor Ferraz, Geromel (Paulo Miranda, 35/2ºT), David Braz e Caio Henrique; Lucas Silva; Maicon (Thaciano, intervalo) e Matheus Henrique (Cortez, 29’/2º); Alisson, Diego Souza e Everton.
Técnico: Renato Portaluppi

Libertadores 2020 – Grupo E – 1ª Rodada
Data: 3 de março de 2020, terça-feira, 21h30min
Local: Estádio Olímpico Pascual Guerrero, em Cali, Colômbia
Público: 20 mil
Árbitro: Guillermo Guerrero (Equador)
Assistentes: Byron Romero e Ricardo Baren (Equador)
Cartões Amarelos: Caio Henrique e Lucas Silva
Gols: Victor Ferraz, aos 14 minutos do 1º tempo, e Matheus Henrique, aos quatro minutos do 2º tempo.

Confrontos contra o América de Cali na Colômbia

March 3, 2020

Foto: Lemyr Martins (Placar)

 

Até hoje, o Grêmio enfrentou o América de Cali na Colômbia em 4 ocasiões, obtendo um empate e três derrotas.

Abaixo link com matérias e fichas de todos esses jogos:

1982 – Amistoso – América de Cali 3×1 Grêmio
1983 – Libertadores – América de Cali 1×0 Grêmio
1984 – Amistoso – América de Cali 1×1 Grêmio
1996 – Libertadores –  América de Cali 3×1 Grêmio

Amistoso em 1982 – América de Cali 3 x 1 Grêmio

March 3, 2020

O primeiro jogo entre América de Cali e Grêmio ocorreu em 1982, numa excursão do tricolor a Colômbia no início daquela temporada. Na sequência o Grêmio enfrentou o Atlético Nacional em Medellin.

DERROTA DO GRÊMIO A COLÔMBIA

O Grêmio não foi bem na primeira partida do torneio que está disputando em Cali, na Colômbia. Ontem à noite, perdeu por 3 a 1 para o América depois de um empate em 1 a 1 no primeiro tempo. De acordo com os narradores da Rádio Caracol de Cali, Paulo Isidoro teve um bom rendimento no primeiro tempo quando o Grêmio marcou primeiro através de Baltazar. No segundo tempo, porém, apesar de um domínio aparente do time brasileiro, o América de Cali conseguiu chegar à marcação de dois gols e terminou vencendo por 3 a 1.

O Grêmio reclamou muito do árbitro, Orlando Sanches, da Fifa. A principal reclamação foi no segundo gol marcado pelo ponteiro direito Bataglia em impedimento conforme reconheceram os narradores da Rádio Caracol. O último gol dos colombianos foi marcado por Chaperro. Os elogios dos colombianos para o time do Grêmio que embora tenha perdido manteve uma

boa apresentação, foram para Paulo Isidoro, e Batista. O Grêmio agora jogará amanhã à noite, novamente no Estádio Pascual Guerrero, em Cali contra o Atlético Nacional que perdeu na preliminar do jogo de ontem à noite para o Deportivo Cali por 2 a 0. A partida de ontem entre América de Cali e Grêmio marcou a despedida do zagueiro argentino Pascutini. O jogador voltará para a cidade de Rosário onde assumirá o cargo de treinador do Rosário Central. Os jogadores do Grêmio, principalmente Batista, reclamaram bastante da arbitragem alegando que o pênalti marcado contra Leão não fora legitimo. O Grêmio jogou com Leão; Uchoa, De Leon, Vantuir e Dirceu; Batista, Paulo Isidoro e Tadei (Tonho); Tarciso, Baltazar, (o autor do único gol) e Júlio César (Odair). O América venceu com Everrios; Valência Pascutini; Reyes, Chaperro; Caicedo, Aquino e Alfar Bataglia, Espanagos e Lugo.” (Folha da Tarde, fevereiro de 1982)

 

GRÊMIO PERDEU POR 3 A 1 NA COLÔMBIA

O Grêmio não começou bem a sua excursão pela Colômbia. Jogando ontem às 21 horas da Colômbia, 23 horas do Brasil, perdeu para o América de Cali por 3 a 1, depois de começar vencendo a partida por 1 a 0, gol marcado por Baltazar, no primeiro tempo. Ainda no primeiro tempo, o América empatou o jogo com um gol DE pênalti cobrado por Altero, cometido pelo goleiro Leão.

No primeiro tempo, apesar do empate, o Grêmio Foi superior ao time local, e criou outras oportunidades para vencer esta etapa. Mas no segundo tempo, depois que o árbitro validou um gol marcado por Bataglia, em impedimento, o Grêmio meio que se descontrolou em campo e acabou perdendo a partida por 3 a 1. Terceiro gol marcado por Vítor Lugo.

Os jogadores do Grêmio, depois do jogo, irritados, disseram que o árbitro foi o responsável pela derrota que eles tiveram. Batista, Inclusive, disse que os dirigentes do clube deviam procurar a polícia para prender o árbitro. “Ele é um gato”, afirmou. Tonho, que entrou no segundo tempo, mais comedido que Batista, também criticou a arbitragem. Disse que o pênalti foi inexistente e que os outros dois gois foram marcados em impedimento.

O Grêmio jogou com Leão, Uchoa, Vantuir, De León, Dirceu, Batista, Paulo Isidoro, Vilson Tadei, Tarciso, Baltazar e Júlio César. O América de Cáli teve Everrios, Hugo Valencia, Pascutini (Espinosa), Eduardo Reyes, Chaparros, Caisedo, Gonzales, Aquino, Alfaro Bataglia, Penagos e Vitor Lugo. O juiz foi Orlando Sanches, do quadro da FIFA e a partida foi disputada no Estádio Pascoal Guerrero, de Cali.” (Zero Hora, quarta-feira, 10 de fevereiro de 1982)

GRÊMIO TENTA A RECUPERAÇÃO HOJE CONTRA O NACIONAL

O Grêmio joga esta noite a sua segunda partida na Colômbia, contra o Nacional, em Medelin, com esperança de conseguir um resultado muito melhor que o da derrota de terça-feira, por 3 a 1, para o América de Cáli. Os jogadores culparam bastante o árbitro por este resultado, e o treinador também o acusou, mas lembrou alguns erros do time.

Trinta mil pessoas foram ao estádio Pacoal Guerrero assistir ao Grêmio, e saíram satisfeitas, pelo que revelou a imprensa do país. Paulo Isidoro foi considerado o melhor em campo, Baltazar também foi muito elogiado pela sua movimentação e pelo gol. Tarciso também jogou bem, mas Julio César esteve mal e por isso foi substituído. Batista, teve boa atuação.

Foi o Grêmio quem fez o primeiro gol na partida, aos 42 minutos do primeiro tempo, cabeceada de Baltazar. Dois minutos depois, o América empatou (Roque Alfaro) com um gol de pênalti, contestado por toda a delegação gremista. Aos 17 minutos do segundo tempo, o América fez o segundo gol em impedimento, alegam os componentes da delegação. O terceiro foi de contra-ataque mas ai o Grêmio já estava perturbado.

E a perturbação e uma das coisas que preocupa Ênio Andrade. Mesmo que o árbitro repita erros, o time não deverá repetir os seus. A escalação será a mesma que começou a última partida e Júlio César receberá nova oportunidade. Afinal, a intenção do treinador com esta excursão é justamente entrosá-lo com o resto do time.

Assim como o jogo de terça foi considerado pelo técnico como um preparativo para a Libertadores, o jogo desta noite está sendo visto da mesma maneira. Por isso, o Grêmio precisa aprender a superar todas dificuldades que encontrara, a fim de não ser surpreendido na Libertadores.” (Folha da Tarde, fevereiro de 1982)

 

 

Amistoso em 1984 – América de Cali 1×1 Grêmio

March 3, 2020

1984 america cali zh

Esse amistoso foi marcado como uma espécie de retribuição pela postura do América na Libertadores de 1983, quando, mesmo já eliminado, segurou um empate contra o Estudiantes na última rodada do triangular semifinal

Na sequência o tricolor foi até Bogotá enfrentar o Millonarios.

Destaque para Renato com a camisa totalmente aberta no aeroporto antes do embarque para Colômbia (imagem abaixo).

OSVALDO GARANTE EMPATE DO GRÊMIO
Ele cobrou pênalti sofrido por Renato

O Grêmio empatou ontem em 1 a 1 com o América de Cali, na sua primeira partida da excursão de dois jogos que faz pela Colômbia. E o empate até foi um excelente resultado aos brasileiros que escaparam de uma goleada já no primeiro tempo, quando o América perdeu no mínimo três gols. Já aos 7 minutos La Rosa marcava depois de uma combinação de jogada com Sierra. O Grêmio foi descontar aos 40 minutos do segundo tempo, depois de uma pressão na etapa final.

O América não soube aproveitar a superioridade do início da partida. Pelo menos por três vezes deixou de marcar, jogando pelas pontas, explorando o futebol do Grêmio que já àquela altura tentava o empate. Foi assim que os ponteiros Bataglia e La Rosa foram os mais acionados, infernizando a zaga gremista. O centromédio Luís Carlos chegou a tirar uma bola de cima da risca do gol aos 14 minutos iniciais, demonstrando a pressão por que o Grêmio passou nos primeiros 45 minutos.

O meio de campo colombiano jogou melhor enquanto o habilidoso Gueto (ex-seleção peruana. junto com La Rosa) teve pernas para correr em campo. No segundo tempo, Bonamigo saiu para entrar Jorge Leandro e o time passou a tocar mais a bola e acionar mais o ponteiro Renato. Guilherme entrou no lugar de Tarciso no ataque e somente ao final de partida Renato conseguiu a sua jogada característica passando por Royes. Penagos e Cueto quando foi derrubado dentro da área. Osvaldo cobrou o pênalti, garantindo finalmente o empate”. (Zero Hora, sábado, 18 de fevereiro de 1984)

GRÊMIO EM CALI PARA UM JOGO DE GRATIDÃO

Clube gaúcho vai pagar uma promessa da Libertadores

[…]

O jogo de hoje contra o América serve para o pagamento de uma promessa feita pelo Grêmio por ocasião da Libertadores. Se o time colombiano conseguisse eliminar o Estudiantes, concorrente direito do clube gaúcho, o então presidente Fábio Koff se comprometia a levar o Grêmio para um amistoso em Cali, sem nada a cobrar. A promessa está sendo cumprida hoje.” (Zero Hora,  sexta-feira, 17 de fevereiro de 1984)

Zero Hora - Fevereiro de 1984

GRÊMIO: João Marcos; Raul, Baidek, De León e Paulo Cesar; Bonamigo (Jorge Leandro), Osvaldo e Luis Carlos Martins; Renato; Tarciso (Guilherme Macuglia) e Júlio César
Técnico: Carlos Froner

AMÉRICA: Falcioni; Valencia, Espinosa, Reyes e Porras; Sierra, Penagos e Cueto; Batagila, Lugo e La Rosa

Libertadores 1996 – América de Cali 3×1 Grêmio

March 3, 2020

O último confronto entre Grêmio e América de Cali pela Libertadores aconteceu na Colômbia, pelo jogo de volta pela semifinal de 1996.

Os donos da casa venceram, de virada, por 3×1. Jorge Bermudez foi o grande destaque da noite na qual o Grêmio deu claros sinais de estar sentindo a maratona de jogos (era a partida de número 43 das 87 que fez naquela temporada, a quinta disputada nos primeiros doze dias do mês de junho).

A jogada ensaiada do gol do Grêmio foi muito parecida com a feita pela seleção da Suécia no jogo contra a Romênia na Copa de 1994.

Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

 

GRÊMIO PERDE E ESTÁ ELIMINADO
O América foi superior ao time gaúcho e vai decidir o título contra o River Plate

Só resta o Gauchão. Ao perder por 3 a 1 para o América, ontem à noite, em Cali, o Grêmio foi desclassificado da Copa Libertadores da América de 1996. Agora, o time colombiano vai decidir o título com o River Plate, da Argentina, enquanto o Grêmio apenas espera para saber contra qual equipe do Interior disputará o campeonato estadual.

Ao que parece, o técnico Luiz Felipe tinha toda a razão, quando não queria exigir demais da equipe na partida contra o Palmeiras, na sexta-feira passada. O time não apresentou nem uma centelha de toda a vibração daquele jogo. Foi um Grêmio tímido, submisso e claudicante, o que perdeu para o América, no lotado Estádio Pascual Guerrero.

O Grêmio foi mal desde o começo do primeiro tempo. Os zagueiros Luciano e Rivarola e o volante Adilson estavam afoitos. Tentando tirar a bola “de primeira” do campo de defesa, através de chutões, a afastaram seguidamente com defeito, muitas vezes até armando o ataque adversário. Mas o principal problema defensivo do time gaúcho esteve na lateral-direita. Arce foi envolvido constantemente por Oviedo, que se deslocou sempre com muito perigo pelo seu setor.

Se na defesa o Grêmio foi inseguro, ao meio-de-campo faltou inspiração. Aílton voltou a atuar com discrição e Carlos Miguel, no dia do seu 24° aniversário, se ausentou da partida. O melhor do Grêmio, na primeira etapa, aconteceu através de Paulo Nunes, habilidoso, veloz e objetivo. Foi Paulo Nunes quem cruzou para Jardel marcar o primeiro gol, aos 14 minutos, depois de uma jogada ensaiada em uma falta cobrada por Arce do lado direito do ataque. A torcida do América silenciou nas arquibancadas, mas o time não se intimidou. Continuou dominando, tocando a bola e atacando com perigo. Aos 39 minutos, Arce foi mais uma vez vencido por Oviedo, que cruzou para Bermudez empatar o jogo.

O técnico Luiz Felipe consertou o Grêmio no intervalo. O time voltou a campo melhor, no segundo tempo, passou controlar o jogo e a perder gols. Mas o treinador havia sido expulso pelo confuso árbitro Alberto Tejada e não pôde mais orientar o time do banco de reservas. Os jogadores deram a impressão de ter sentido a falta do técnico. Principalmente depois que o América marcou o seu segundo gol, numa seqüência de falhas da defesa gremista. Numa bola cruzada da direita, Goiano atrasou com o peito, Rivarola furou e Escobar fez 2 a 1. O Grêmio não soube reagir e se entregou ao desconcertante toque de bola do adversário. América se impôs, pressionou um Grêmio apático através da habilidade de seus atacantes e começou a desperdiçar oportunidades. Aos 38 minutos, Bermudez marcou o terceiro gol do América. Em sete minutos, era impossível para o Grêmio vencer seu abatimento e buscar um resultado melhor.” (Pedro Haase Filho, Enviado Especial, Zero Hora, 13 de junho de 1996)

OS DESEMPENHOS (Zero Hora, 13 de junho de 1996)
AMÉRICA GRÊMIO
Chutes a gol 12 11
Conclusões de cabeça 1 1
Escanteios cedidos 7 5
Faltas cometidas 20 16
Impedimentos 4 4

GRÊMIO ESTÁ ELIMINADO

O Grêmio está eliminado da Taça Libertadores. Foi derrotado por 3 a 1, ontem, em Cail, pelo América, que decidirá o torneio contra o River Plate. O clube argentino garantiu vaga ao bater o Universidad do Chile por 1 a 0, gol de Matías Almeyda, obtido aos 34min do primeiro tempo. Em Cali, 45 mil torcedores lotaram o estádio Pascoal Guerrero. A partida até começou calma, mas logo aos 6min, Jardel acabou sendo removido de campo com o ombro direito deslocado após choque com zagueiro colombiano.

Só voltaria aos 10min, mesmo assim, com dificuldade. Surpreenderia, quatro minutos mais tarde, marcando o gol gremista, após jogada ensaiada iniciada em cobrança de falta. Com a vantagem, a equipe gaúcha tentou esfriar a partida, se posicionando no campo defensivo e apostando nos contra-ataques. Nessa dinâmica, o América chegou a ameaçar aos 26min, com Escobar, e aos 32min, com Zambrano. Paulo Nunes deu o troco aos 37min, ao receber na área, girar e bater. Córdoba defendeu.

Aos 40min, o América chegou ao empate. Zambrado e Oviedo fizeram jogada rápida, deixando Bermudez em condições de marcar na pequena área. Antes mesmo do gol, o clima do jogo já havia esquentado. Dentro do campo, faltas violentas. Fora, tumulto entre gandulas, juízes de linha e dirigentes do Grêmio – o banco do time brasileiro era alvo de objetos atirados pela torcida, apesar da proteção da polícia local. Enquanto isso, o juiz peruano Alberto Tejada, distribuía cartões amarelos e perdia o controle sobre a partida. Sua sorte é que logo veio o intervalo.

O segundo tempo começou com pressão gremista. Aos 4min, João Antônio teve que entrar no lugar de Luciano, que recebeu falta violenta de De Ávila. Aos 11, Goiano e Rivarola falharam, e Escobar fez 2 a 1. A vantagem colombiana desestabilizou o time gaúcho, e animado, pela torcida, o América subiu ao ataque. Por cerca de 15 minutos, o Grêmio se viu no sufoco e só não tomou gol graças a má qualidade do ataque colombiano e pelo menos três boas defesas de Danrlei.

Aos 39min, o América acabou marcando. Após cobrança de escanteio, Bermudez acabou fazendo de cabeça, 3 a 1 para o América, resultado que classificava o time colombiano – o primeiro jogo, em Porto Alegre, havia sido 1 a 0 para o Grêmio. Como nos outros dois gols, os gandulas participaram das comemorações dentro do campo. Desesperado, o Grêmio tentou levar a decisão para os pênaltis. Mas seis minutos foram poucos.” (Folha de São Paulo, 12 de junho de 1996 – Fonte: Grêmio Dados)

america cali volta 1996 adilson zh mauro vieira

Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

UMA FESTA COLOMBIANA
A torcida lotou o estádio e nunca deixou de acreditar na vitória

O clima de decisão que envolvia América e Grêmio já ficava evidenciado ao redor do Estádio Pascual Guerrero, de Cali, mais de duas horas antes do começo da partida de ontem. Os torcedores do time colombiano se dirigiam em grandes grupos ao local do jogo e se aglomeravam nos portões de entrada. Quase todos vestindo camisas do seu time favorito ou alguma peça da roupa de cor vermelha. A presença feminina também contribuía para que o ambiente de alegria se espalhasse pela multidão. A lotação do estádio esgotou-se quando ainda faltava uma hora para que o árbitro peruano Alberto Tejada, o mesmo que validou o contestado gol de Túlio depois de ajeitar a bola com o braço, diante da Argentina, pela Copa América, autorizasse o início dos 90 minutos que levariam um dos dois times a mais uma final da Copa Libertadores. A estudante Carla Ospina, 23 anos, ao lado de seu irmão John Jairo, resumia o sentimento que tomava conta da torcida do América: “Viemos pela vitória”, exclamou a jovem.

O ambiente de festa se estendeu até a bola começar a rolar. A entrada do time de Cali em campo foi recepcionada por um grupo de animadas cheersleaders”, dezenas de garotas que comandam a vibração da torcida. Depois que o jogo iniciou-se, no entanto, o que antes era exaltação tornou-se expectativa respeitosa. O América estava enfrentando um adversário poderoso, campeão da Libertadores. A medida que o tempo passava, os torcedores da equipe colombiana pouco se manifestaram. O gol gremista, aos 15 minutos, deixou o estádio ainda mais silencioso. A animação só voltou, num espasmo de alívio, quando o zagueiro Bermudez alcançou o empate, aos 39 minutos. Daí em diante, até o final do primeiro tempo, a cada vez que o América tocava na bola, o torcedor mostrava sua esperança de que a virada ainda poderia vir.

Tão logo a partida recomeçou no segundo tempo, o estádio inteiro retomou a vibração ensaiada ao fim dos 45 minutos iniciais. Pouco a pouco, como que pressentindo a possibilidade de vitória, o torcedor do América não parou mais de incentivar sua equipe. O gol da virada, aos 11 minutos, marcado por Alex Escobar, foi como uma senha de que com seu grito, a torcida ajudaria os atletas colombianos a buscar o terceiro gol. Daí em diante, as pessoas que lotavam o Pascual Guerrero aumentavam o volume e a intensidade de sua vibração. Os cânticos ritmados de “A-merica, A-merica” tornaram-se uníssono. Então, quando o herói Bermudez transformou a esperança em realidade, os torcedores explodiram em uma alegria só, que se extravasou para as ruas.” (Pedro Haase Filho, Enviado Especial, Zero Hora, 13 de junho de 1996)

america cali volta 1996 ailton berti zh mauro vieira

Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

O ÁRBITRO

Alberto Tejada validou dois gols em impedimento (os dois primeiros), inverteu faltas, não deu descontos e permitiu lances violentos em demasia. Complicou-se e só não saiu mais contestado porque a superioridade do América justificou o resultado.” (Zero Hora, 13 de junho de 1996)

LUIZ FELIPE ACUSA TEJADA
Para o técnico Luiz Felipe, o meia Aílton fez um excelente primeiro tempo, mas no segundo esteve mal assim como todo o time. “Não posso transferir a responsabilidade para o Aílton”, disse. “Estamos todos desgastados, não tivemos tempo para segurar o América até o fim”. Luiz Felipe chegou a culpar o árbitro Alberto Tejada pela desclassificação. “Eu havia pedido um árbitro uruguaio ou paraguaio, mas não fomos atendidos”. (Zero Hora, 13 de junho de 1996)

Foto: Mauro Vieira (Pioneiro)

AMÉRICA: Oscar Córdoba; Cardona, Bermudez, Asprilla e Maziri; Berti, Oviedo, Cabrera e Alex Escobar; De Ávila e Zambrano (Digñas)
Técnico: Diego Umaña

GRÊMIO: Danrlei; Arce (Émerson), Rivarola, Luciano (João Antônio) e Roger; Adílson, Goiano, Aílton e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Jardel
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Libertadores 1996 – Semifinal – Jogo de Volta
Data: 12 de junho de 1996, quarta-feira, 22h30min
Local: Estádio Pascoal Guerrero, em Cali
Árbitro: Alberto Tejada (Peru)
Auxiliares: Luiz Seminário e Manuel Yupanqui
Cartões Amarelos: Berti, Cabrera, Escobar, Bermudez, Asprilla, Adilson e Luciano
Gols: Jardel, aos 14 minutos e Bermudez, aos 38 minutos do primeiro tempo; Escobar aos 11 minutos e Bermudez, aos 39 minutos do segundo tempo

30 anos da Libertadores de 1983 – America de Cali 0x0 Estudiantes

July 19, 2013
1983 estudiantes america 2 - Cópia

Foto: Rodolfo Jorge Solari (El Gráfico)

O jogo que colocou o Grêmio na final da Libertadores de 1983 não teve a participação de nenhum atleta Gremista. Foi o empate em 0x0 entre América de Cali e Estudiantes em 15 de julho de 1983. Como vimos no post anterior, após o 3×3 em La Plata no Grêmio, para avançar a final, precisava torcer para que o Pincha não vencesse o seu último jogo na Colombia. O problema é que, como sói acontecer em triangulares, o América já estava eliminado antes mesmo dessa última rodada e a preocupação era a motivação dos escarlatas  para este compromisso.

O presidente do clube colombiano enviou um telegrama (imagem acima) para o Presidente Koff, o convidando para  a partida, prometendo empenho total. O treinador Gabriel Ochoa Uribe disse que não facilitaria a vida de ninguém, especialmente a do Estudiantes.

Na época, Fábio Koff declarou aos jornais locais que não iria oferecer um bicho extra ao América. Mas posteriormente deu um depoimento contando que levou a Cali “numa daquelas guaiacas vinte e cinco mil doláres”, quantia que foi educadamente recusada pelos colombianos.

Outro tema que gerou polêmica foi a participação dos jogadores argentinos do América, uma vez que se suspeitava que eles pudessem favorecer os seus compatriotas. O meia Alfaro e o atacante Teglia foram retirados do time titular. Apenas o goleiro Falcioni permaneceu na equipe, sendo um dos principais responsáveis pelo 0x0 que colocou o Grêmio na sua primeira final de Libertadores de América.

Um fato pouco lembrado é que em fevereiro de 1984, o Grêmio voltou a Cali para realizar um amistoso contra o America, no que ficou conhecido como “jogo da gratidão”. O resultado foi um empate em 1×1, com gols de La Rosa para o time de casa e Osvaldo para o Grêmio.

1983 estudiantes america 1

Foto: Rodolfo Jorge Solari (El Gráfico)

 

1983 estudiantes america 3 - Cópia

Foto: Rodolfo Jorge Solari (El Gráfico)

1983 estudiantes america 4

Fontes: El Grafico, Zero Hora, Folha da Tarde e  “Até a Pé Nos Iremos” de Ruy Carlos Ostermann

America de Cali 0x0 Estudiantes de La Plata

AMERICA: Falcioni; Valencia, Espinoza, Reyes e Chaparro; Caicedo, Gonzales e Sierra (Penagos); Bataglia, Ortiz e De Ávila (Cassales)
Técnico: Gabriel Ochoa Uribe
ESTUDIANTES: Bertero; Malvarez, Herrera, Gette e Gugnalli; Russo, Sabella e  Aguero; Monzon (Rezza), Trama e Gurrieri
Técnico: Eduardo Manera
Libertadores 1983
Data: 15 de julho de 1983, sexta-feira, 22h45min
Local: Estádio Pascoal Guerrero, em Cali -Colômbia
Árbitro: Elias Jacone (Equador)
Auxiliares: Guillermo Quirola e Jorge Orelana (Equador)
Cartão Vermelho: Espinoza aos 19 do 1º tempo e Aguero aos 7 minutos do segundo tempo

30 anos da Libertadores de 1983 – Grêmio 2×1 América de Cali

July 6, 2013
Já vimos que, na primeira metade das partidas disputadas no grupo B do triangular da semifinal da Libertadores havia um equilíbrio entre os participantes, com uma vitória para cada lado (Estudiantes tinha melhor saldo). Grêmio e América iniciaram o segundo turno no Olímpico no dia 5 de julho a noite, mas as fortes chuvas que caíam sobre o sul do país naquele época fizeram com que o tricolor buscasse o adiamento do jogo. A Conmebol foi convencida e remarcou a partida para o dia seguinte, as 3 da tarde de uma quarta-feira.
Quem não deve ter gostado muito do adiamento foi Renato, que estava concentrado desde a sexta-feira, para evitar as tentações. Mas o esforço valeu a pena, pois o camisa 7 foi uma das principais figuras do Grêmio em campo. Valdir Espinosa surpreendeu a todos ao escalar o ataque com Caio, Renato e Tarciso. O jogo do Grêmio fluiu, varias chances foram criadas. O problema é que o tricolor teve alguma dificuldade em converter estas oportunidades. No primeiro tempo apenas Caio conseguiu superar o goleiro Falcioni, com uma cabeçada precisa aos 23 minutos.
Na segunda etapa o America reagiu e chegou ao empate aos 15 minutos do segundo tempo, no chute rasteiro de Bataglia da entrada da área. A resposta tricolor foi rápida, Osvaldo desempatou a partida no minuto seguinte. Mas o 2×1 não trouxe tranquilidade a torcida gremista. O America seguia ameaçando e aos 23 minutos teve um pênalti marcado a seu favor (um discutível toque de mão de Baidek). O experiente Willington Ortiz executou a cobrança e Mazaropi entrou para história ao espalmar a bola para a linha de fundo.
RENATO PORTALUPPI: “Pois eu vou continuar concentrado, estou convencido que corri os 90 minutos porque não tinha ido a festa. Sempre gostei de sair à noite, mas agora é a vez do título. O Espinosa me disse que depois do jogo em La Plata posso me soltar até no avião”
RENATO PORTALUPPI: “Nem tudo que passa pela minha cabeça são mulheres. Quero este título mais do que ninguém. Elas estão até me escolhendo como o rapaz mais lindo da cidade, mas nada disso vai me influenciar. O que importa agora é seguir os meus companheiros e voltar da Argentina com a classificação garantida”
 
 

VALDIR ESPINOSA: “A gente sempre corre riscos. Mas é preciso arriscar, só que é fundamental agir com consciência. Eu acreditava que deveria começar com o Tarciso. E apostei nisso. Nós tinhamos que eliminar o líbero e o zagueiro que não larga o centroavante. Com três atacantes velozes sabíamos que daria certo. O Renato ficou mais na sua posição, enquanto que Tarciso e Caio se revezaram, confundindo a marcação. Felizmente deu tudo certo e vencemos. Poderíamos ser uma goleada, mas a vitória já é excelente.”
VALDIR ESPINOSA: “Tinha que haver o segredo, o senhor Ochoa é pessoa muito esperta, tira proveito dos mínimos detalhes, jamais poderia deixar escapar uma modificação importante dessas. Se a informação tivesse vazado, certamente a vitória teria sido bem mais difícil. O senhor Ochoa deve ter se preocupado com o centroavante fixo, tradicional, e nada disso ocorreu em campo. Começamos a vencer por aí, pelos deslocamentos rápidos.



*Quarta-feira, 06 de julho de 1983
Brilha a estrela do goleiro Mazarópi

O mau tempo desabou sobre Porto Alegre naquela primeira semana de julho. O inverno rigoroso teve influência direta na campanha do Grêmio na Copa Libertadores: após a derrota contra o América, em Cáli, o Tricolor voltava a enfrentar a equipe colombiana no jogo do Olímpico. Primeiramente, um encontro marcado para o dia 05 de julho, uma terça-feira à noite. Nesta data, uma forte chuva desabou sobre a capital gaúcha deixando o gramado do Monumental impraticável. Sem muita opção, a partida acabou sendo transferida para o dia seguinte, às 15h.

Além de ser um dia de semana prejudicando público e renda, o Grêmio passou a se preocupar com o pouco tempo de recuperação para a partida da sexta-feira, contra o Estudiantes, em La Plata: pouco mais de 48 horas.

Com a intensão de pedir o adiamento da partida contra os argentinos, a direção gremista, via Federação Gaúcha e Confederação Brasileira de Futebol, encaminhou um telex para a Sul-Americana, mas o pedido não foi aceito e a partida acabou confirmada para sexta-feira, à noite.

Apesar do horário e do mau tempo, mais de 24 mil pagantes estiveram presente no Olímpico, na tarde de quarta-feira.

Na escalação, Espinosa surpreendeu colocando Tarciso na ponta-esquerda, no lugar de Tonho. O objetivo era “entrar em campo com três atacantes e liberar o líbero e o zagueiro que gruda no centroavante”, afirmou o treinador gremista. A decisão de colocar Tarciso como titular foi tomada após uma reunião secreta antes do treinamento de segunda-feira, com as presenças de De León e Tita. A idéia de Espinosa foi aceita pelo grupo.

O Grêmio começou a partida disposto a decidir logo nos primeiros minutos. Renato estava endiabrado e tratou de colocar os colombianos na roda apesar das péssimas condições do gramado.

Ainda com toda a superioridade e total domínio, a bola teimava em não entrar fazendo do goleiro Falcione o melhor homem em campo.

Aos 23 minutos da primeira etapa, Renato cruzou da direita e Caio entrou de cabeça para abrir o marcador. Grêmio 1 a 0 no primeiro tempo.

Sem muito a perder, os visitantes voltaram para a etapa final dispostos a empatar a partida. E conseguiram logo aos 13 minutos: Bataglia entrou à drible pela esquerda e chutou rasteiro, no canto direito de Mazarópi. 1 a 1.

A alegria colombiana durou pouco: dois minutos depois, após uma cobrança de falta e confusão na área do América, Osvaldo pegou a sobra e chutou fraco. A bola bateu na trave e morreu no fundo das redes. Era o gol da vitória gremista: 2 a 1.

Apesar do susto do gol do empate, a partida transcorria normalmente com o Grêmio pressionando em busca de um placar mais dilatado. Porém, aos 23 minutos da etapa final, uma bola cruzada da esquerda pelo ataque do América foi parar no braço de Baidek. O árbitro chileno, Hernán Silva, apontou penalidade máxima para desespero dos gremistas. Não era pra menos, um empate deixava a equipe tricolor praticamente alijada da possibilidade de chegar à final.

O centroavante Ortiz partiu para a bola e chutou forte, alto, no meio do gol. Mazarópi esticou o braço mandando a bola para escanteio. Uma das mais importantes defesas da história do Grêmio. O goleiro gremista, além de justificar sua contratação e todo o esforço da direção gremista para fazer sua inscrição, garantiu o Tricolor com chances na competição.

Sem tempo para treinar, era hora de embarcar para Argentina buscar a classificação pra final em La Plata, contra o Estudiantes. (Gremio.net)

Luva usada por Mazaropi na partida
 
MAZAROPI: “Percebi que o Ortiz estava preocupado. Quando caminhou para a bola dava a impressão de não saber o que fazer. Senti, então, que a bola viria do meu lado, ergui o braço esquerdo e evitei o segundo gol do América”
MAZAROPI: “Eu vi que ele foi devagar quando se preparou para bater. Aí falei com ele para deixá-lo nervoso. E quando bateu, eu não me mexi. Ele ficou sem saber em que canto eu ia. Quem bate devagar, espera ver onde vai o goleiro”
MAZAROPI: “Só no Vasco eu defendi 21 pênaltis. Eu acho que tenho um segredo, pois quando o adversário corre para cobrar, sempre acho que vou defender. As vezes dou sorte. Hoje fui feliz. Fico estático no meio do gol para que o cobrador não saiba onde chutar.”

GABRIEL OCHOA URIBE: “Foi um resultado certo para o Grêmio que teve mais presença em campo, aproveitou as oportunidades e por isso não tenho restrições à vitória. Apenas lamento a chance que perdemos em sair daqui com um empate que seria um excelente resultado para as pretensões do América.”
GABRIEL OCHOA URIBE:Se o Tonho tivesse jogado, o América teria um jogador a menos para marcar, pois ele recua pelo meio. Com Tarciso é diferente e por isso uma das jogadas que planejamos acabou ficando sem efeito. Até cumprimento o técnico Espinosa pela sua inteligência ao escalar o Tarciso, um jogador forte e muito perigoso”

” O Grêmio teve exatas 12 chances de gols, mas só aproveitou duas. Poderia ter goleado.” (Eugênio Bortolon – Revista Placar – 15 de julho de 1983)
“Na vitória de 2 a 1 contra o América, de Cáli, no Olímpico, Baidek saiu de campo a cinco minutos do final com um afundamento de malar. Submetido a uma cirurgia, recebeu a informação dos médicos: estava proibido por 15 dias de sequer tocar numa bola de futebol. Mas o valente zagueiro não se entregou” (Arquivo Gremista)

Fontes: Correio do Povo, Folha da Tarde, Grêmio.net, Placar e Zero Hora

Grêmio 2×1 América de Cali

GREMIO: Mazaropi; Paulo Roberto, Baidek (Leandro), De León e  Casemiro; China, Osvaldo e Tita; Tarciso, Renato e Caio.
Técnico: Valdir Espinosa
Reservas: Beto, Leandro , Róbson, Tonho e Cesar.

AMERICA: Falcioni; Porras, Reyes, Espinosa, Chaparro;   Gonzales, Aquino e Alfaro, Bataglia, Willington Ortiz e Teglia.
Técnico: Gabriel Ochoa Uribe

Triangular Semifinal – 3° jogo – Libertadores 1983

Data:  6 de julho de 1983, quarta-feira, 15h00min
Local: Estádio Olímpico (Porto Alegre)

Renda: Cr$ 21.002.100,00

Público: 24.043 pagantes
Juiz: Hermann Silva (Chile), 
Auxiliares: Guillermo Budge e Mario Lira (CHI)
Cartão Amarelo: Renato, Reyes e Alfaro
Gols: Caio 23 do 1º, Bataglia 15  e Osvaldo 16 do 2º tempo
 
 

30 anos da Libertadores de 1983 – América de Cali 1×0 Grêmio

June 24, 2013

Foto: Lemyr Martins (Placar)

 Logo após a vitória contra o Estudiantes no Olímpico, o Grêmio iniciou sua viagem rumo a Cali, onde enfrentaria o América no seu segundo jogo pela triangular semifinal da Libertadores de 1983. O deslocamento do tricolor até a Colômbia foi longo, e teve um fato inusitado na última escala em Bogotá: Uma ameaça de bomba no avião, que atrasou a chegada ao local do jogo e fez com que o roupeiro Hélio e massagista Banha ficassem retidos na capital colombiana para acompanhar o exame que  a polícia local faria na bagagem da delegação gremista.
Em campo o Grêmio também não encontrou facilidade e acabou sofrendo a sua única derrota na competição. Os jogadores reclamaram muito das chances desperdiçadas e de um pênalti não marcado em Renato. Uma semana depois o Estudiantes venceria o América em La Plata e Grupo B das semifinais chegou a metade dos seus jogos com igualdade na classificação.

 

 

O dia 24 de junho marcou a primeira e única derrota do Grêmio dentro da Copa Libertadores de 1983.
Depois de vencer o Estudiantes de La Plata, no Olímpico, na abertura da fase semifinal da competição, a equipe viajou para Cáli, na Colômbia, com o objetivo de trazer mais um resultado positivo no embate contra o América.
Apesar da superioridade dentro de campo, a equipe de Espinosa acabou sentindo o desgaste da viagem na etapa final.
O Tricolor teve duas boas chances de marcar nos primeiros 45 minutos, mas Tonho desperdiçou. O goleiro argentino Falcioni passou a ser o grande nome da partida.
Aos 35 minutos, Renato foi derrubado dentro da área quando se preparava para concluir. O árbitro peruano Carlos Montalban consultou o auxiliar e nada marcou.
A decisão revoltou dirigentes e jogadores do Grêmio que deixaram o gramado no intervalo reclamando bastante. O mais exaltado era o vice de futebol, Alberto Galia.
Empurrados pela torcida, os donos da casa voltaram melhor para o segundo tempo.
O Grêmio, por sua vez, sentiu a pressão e acabou cedendo espaço até o gol do América que abriu o marcador: Gonzáles Aquino pegou uma sobra na entrada da área e chutou forte para vencer Mazarópi.
América 1 a 0.
Tentando reverter o placar, Valdir Espinosa colocou Tarciso e César nos lugares de Tonho e Caio, respectivamente.
Infelizmente, as modificações não surtiram efeito e o Grêmio acabou retornando da Colômbia com seu primeiro resultado negativo.
As duas equipes voltariam a se enfrentar no dia 5 de julho, no Olímpico.
Antes disso, Estudiantes e América jogariam em La Plata, no dia 1º.
O resultado não foi desesperador, mas uma vitória sobre o América, em casa, passou a ser fundamental. (Site do Grêmio)

“NO FINAL, AS CRÍTICAS AO ÁRBITRO

Logo que iniciou a partida, o ponteiro Renato fez uma jogada dura com um zagueiro do América. Isto foi o bastante para que o time colombiano inteiro se voltasse contra ele e quase o agredisse. Por pouco o árbitro peruano Carlos Montalban não colocou o atacante gremista e outros jogadores do América para rua, já nos primeiros minutos. O pior de tudo é que o Grêmio deixou de ter um pênalti a seu favor, quando Renato foi derrubado dentro da grande área, aos 35 minutos de partida. Os dirigentes e o ponteiro saíram de campo indignados.” (Zero Hora – 25 de junho de 1983)
 
“A partida foi disputada no dia 24 de junho de 83, em Cáli. O América venceu com um gol de Gonzales Aquino, aos 23min do 2º tempo. Mas antes, o tricolor havia desperdiçado diversas chances – e houve até um erro de arbitragem.
– O Tita marcou um gol legítimo, mal anulado. E o erro não foi por pressão porque, ao contrário de La Plata, em Cáli o estádio era grande, e não havia muita influência da torcida – compara China”. (ClicRBS)


“GRÊMIO NÃO RESISTIU AO AMÉRICA

 

O empate servia, mas o Grêmio não conseguiu resistir ao América e acabou perdendo por 1 a 0, com gol de Gonzales Aquino, aos 24 minutos do segundo tempo. Os dois times tiveram muitas oportunidades para marcar. Mas o Grêmio criou mais situações de perigo. Porém, errou muito nas conclusões.

 

Foi um jogo emocionante, com os dois times jogando cautelosamente, mas procurando sempre o gol. O Grêmio começou agressivo, o que desnorteou o time colombiano, que esperava um adversário retrancado e pouco ousado. Aos 11 minutos, o primeiro susto na torcida: Falcione largou a bola na área, Tonho parou e chutou por cima, com a goleira vazia.

 

Esse lance despertou o América, que foi ao ataque, apoiado por sua entusiasmada torcida. Aos 24, Teglia perdeu boa oportunidade, cabeceado para fora. Aos 28, Mazaropi brilhou, segurando firme um chute forte de Caicedo. A partir daí, o Grêmio reequilibrou o jogo, chegando inclusive a empurrar o América para o seu campo.

 

No segundo tempo, o Grêmio foi dominado, não conseguindo manter o ritmo inicial. Teve ótima situação aos 6 minutos, mas Tita perdeu o gol. Aos 24 minutos, depois de muita pressão, o América marcou seu gol. A defesa do Grêmio parou, Teglia atrasou para Gonzales Aquino, que bateu forte fazendo 1 a 0. Aos 29, Tarciso substituiu a Tonho. O Grêmio foi todo ao ataque na busca do empate. Aos 37 minutos, De Léon chutou e Falcione, mais uma vez, salvou e garantiu o resultado.” (Folha da Tarde – 25 de junho de 1983)

 

DERROTA FOI CASTIGO AO GRÊMIO

CALI – Um gol de Gonzales Aquino, aos 24 minutos do segundo tempo, acabou dando a vitória ao América sobre o Grêmio, de 1 x 0, ontem à noite, em jogo que o time gaúcho teve de tudo para se impor no marcador, especialmente na fase inicial. Mas o Grêmio conseguiu levar ao placar sua superioridade. Desperdiçou gols, teve um grande goleiro pela frente e ainda um pênalti não marcado pelo árbitro. O resultado colocou América e Grêmio iguais na tabela das semifinais da Libertadores da América – Grupo B. ”  (Correio do Povo – 25 de junho de 1983)

“As taxas de televisionamento vão salvar o Grêmio nesta fase da Libertadores. Pelo menos, por dois jogos no Olímpico, vai receber 65 milhões de cruzeiros, dos quais 13 tocarão aos atletas como direito de arena, sobrando portanto 42 milhões. Não fosse isso o prejuízo seria devastador. Para vir a Cáli o Grêmio gastou 19 milhões em passagens para 25 pessoas e mais dois milhões e quatrocentos mil cruzeiros em diárias de hotel. No Olímpico, no próximo dia 5 de julho, a receita mínima para cobrir as despesas deverá ser da ordem de 30 milhões. Pior, porém, é a situação do América, em casa, pois nenhuma televisão quis comprar os jogos por serem caros” (Lasier Martins – Correio do Povo – 25 de junho de 1983)

 

 


“Melhor no Início, depois o Grêmio trocou o futebol pelos chutes sem direção e nos adversários
” (Placar)

“Poderia ter dito mais: no gol do América, o veterano atacante Ortiz levantou o pé no rosto de Baidek, numa falta visível que o juiz não deu. Resultado: o lance acabou nos pés de Gonzalez, que emendou no canto direito de Mazarópi, sem defesa” (Marcelo Rezende-Placar)

DE LEON: “Poderíamos ter ganho no primeiro tempo, mas não marcamos” ” Eu mesmo perdi um gol frente a frente com o goleiro e Tita também chutou em cima do próprio Falcioni de dentro da pequena área. E não podemos esquecer-nos do pênalti em Renato, calçado na área por Espinosa” (Placar)

VALDIR ESPINOSA: “Perdemos muitos gols no primeiro tempo, e, no segundo, começamos a dar chutões. O América se aproveitou e nos venceu por 1 x 0”

VALDIR ESPINOSA: “Numa Libertadores, só se pode jogar mal uma vez. Esta foi a nossa”

 

Fontes: Correio do Povo, Folha da Tarde, Grêmio.net, Placar e Zero Hora

América de Cali 1×0 Grêmio

AMERICA: Falcione; Porras, Espinoza, Reyes,  e Chaparro; Caicedo, Gonzales Aquino, Alfaro (Sierra 23 do 2º), De Ávila (Lugo aos 20 do 2º) Ortiz e Teglia
Técnico: Ochoa Uribe

GREMIO: Mazaropi; Paulo Roberto, Baidek, De León e Casemiro; China (César 41 do 2º), Osvaldo e Tita; Renato, Caio e Tonho (Tarciso 34 do 2º)
Técnico: Valdir Espinosa
Reservas: Beto, Leandro José, Róbson, Tarciso e Cesar

Triangular semifinal – 2ª rodada – Libertadores 1983

Data: 24 de junho de 1983, sexta-feira, 22h30min
Local: Estádio Pascual Guerrero em Cáli-Colômbia
Juiz: Carlos Montalbán (Peru)

Auxiliares: Edson Peres e Enrique Labo
Cartão Amarelo: Baidek, Renato e Falcioni

Gol: González Aquino, aos 24 minutos do 2º tempo