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Copa do Brasil 2019 – Athlético Paranaense 2×0 Grêmio (5×4 nos pênaltis)

September 5, 2019

lg-noticias-com-um-jogador-a-menos-e-nos-pa-naltis--gra-mio-a--superado-pelo-athletico-pr-na-semifinal-da-copa-do-brasil-24467Gremio x Athletico-PR

Foi impressionante a queda de rendimento do futebol apresentado pelo time do Grêmio ontem na comparação com o jogo de ida (ou mesmo com o jogo do Palmeiras na semana passada). A bem da verdade essa foi uma das atuações mais apáticas do tricolor nos últimos anos. Nem “cera” o time conseguiu fazer direito. Enquanto isso o Athlético correu muito, brigou muito e conseguiu devolver os 2×0 da partida de ida.

Um sinal de que as coisas não andaram bem pro Grêmio reside no fato de que as duas melhores chances do tricolor no segundo tempo passaram por jogadas em que David Braz apareceu na área adversária.

Eu acho que o Thaciano faz um boa temporada, mas não consigo entender que ele seja o escolhido para tentar alterar o jogo enquanto Diego Tardelli (principal contratação do ano) e Luan (melhor jogador de 2017) ficam no banco.

Eu não teria marcado o pênalti de Wellington após a cabeçada de Geromel. Acho que o jogador do Athlético não tocou “deliberadamente a bola com a mão”. Contudo, essa não é a interpretação majoritária vigente.  Em julho desse ano o São Paulo teve um pênalti marcado a seu favor em um jogada muito parecida. E o pênalti marcado para a França na final da Copa de 2018 também guarda certa semelhança com essa jogada.

CAPxGRE-5 2019 site oficial NIKAO
SantosSemifinal-1600
Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net) e Miguel Locatelli (athletico.com.br)

Athlético Paranaense 2×0 Grêmio
(Athlético 5×4 nos pênaltis)

ATHLETICO-PR: Santos; Khellven, Robson Bambu, Lucas Halter e Márcio Azevedo; Wellington (Marcelo Cirino, 28/2ºt), Bruno Guimarães; Nikão, Léo Cittadini (Lucho González, 40/2º), Rony (Vitinho, 28/2ºt); Marco Ruben
Técnico: Tiago Nunes

GRÊMIO: Paulo Victor; Leonardo Gomes (Rafael Galhardo, 18/1ºt), Geromel, Kannemann e Cortez; Rômulo, Matheus Henrique,Alisson, Jean Pyerre (Thaciano, 33/2ºt) e Pepê; André (David Braz, 17/2ºt)
Técnico: Renato Portaluppi

Copa do Brasil 2019 – Semifinal – jogo de volta
Data: 04/09/2019, quarta-feira, às 19h00min
Local: Arena da Baixada, em Curitiba – PR
Público: 28.841 (26.978 pagantes)
Renda: R$ 1.370.315,00
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (FIFA/RJ)
Assistentes: Kleber Lucio Gil (FIFA/SC) e Bruno Raphael Pires (FIFA/GO)
Árbitro de vídeo: Bráulio da Silva Machado (FIFA/SC)
AVAR1: Carlos Eduardo Nunes Braga (RJ)
AVAR2: Leone Carvalho Rocha (GO)
Cartões amarelos: Lucas Halter, Marco Ruben, Marcelo Cirino, Bruno Guimarães, Tiago Nunes; Rômulo
Cartão vermelho: Kannemann (15/2ºT)
Gols: Nikão, aos 16 minutos do primeiro tempo; Marco Ruben, aos 3 minutos do segundo tempo
PÊNALTIS: Bruno Guimarães bateu no meio e marcou; Rafael Galhardo bateu no canto esquerdo e marcou; Lucho González bateu forte, no canto direito, e marcou; David Braz bateu no canto esquerdo e fez; Nikão deslocou Paulo Victor, colocando com categoria no lado direito; Alisson cobrou forte e anotou; Marcelo cobrou no alto, no ângulo, para marcar; Matheus Henrique cobrou no canto direito e Santos quase pegou; Marco Ruben cobrou no meio e guardou o quinto pênalti; Pepê bateu no canto esquerdo e o goleiro Santos defendeu

Confrontos contra o Atlético Paranaense na Copa do Brasil em Curitiba

September 4, 2019
1996 atlético pr 1x1 gremio zh

Andrei Vs. Jardel na Copa do Brasil de 1996 (Foto: Zero Hora)

Como já deve ser do conhecimento de todos, o Grêmio já enfrentou o Atlético em 4 edições da Copa do Brasil, tendo superado o adversário em 3 ocasiões. Nos jogos em Curitiba foram 2 vitórias, 1 empate e uma derrota, com média de público de 15.210 (13.650 pagantes).

Abaixo a relação desses jogos do tricolor como mandante, com links para fichas e fotos de cada partida.

Copa do Brasil 1996 – Oitavas – ida – Atlético-PR 1×1 Grêmio
Copa do Brasil 2013 – Semifinal – ida – Atlético-PR 1×0 Grêmio
Copa do Brasil 2016 – Oitavas – ida – Atlético-PR 0×1 Grêmio
Copa do Brasil 2017 – Quartas – Volta – Atlético-PR 2×3 Grêmio

Além desses jogos, o Grêmio também encarou o Atlético em outros dois torneios com mata-mata. Na Taça Brasil de 1959, quando venceu na Vila Capanema por 1×0 e na Copa Sul-Minas de 2002, quando empatou em 1×1 na Arena da Baixada, após perder por 5×1 no Olímpico na partida de ida da semifinal.

 

Taça Brasil 1959 – Atlético Paranaense 0x1 Grêmio

September 3, 2019

a hora 1959

Foto: A Hora


Na Taça Brasil de 1959 o Grêmio repetiu o placar da ida e venceu o Atlético em Curitiba por 1 a 0, gol marcado por Gessy.

O jogo foi disputado na Vila Capanema, que na época era casa do Ferroviário, e não no Joaquim Américo (estádio que deu lugar a atual Arena da Baixada)

cp 1959 entrando em campo

Foto: Correio do Povo

GRÊMIO SUOU MAS VENCEU: 1X0 SÔBRE O ATLÉTICO PARANAENSE

CURITIBA, 28 (Meridional) — Repetindo o escore infligido no embate efetuado em Pôrto Alegre, dia 13 do corrente, a equipe do Grêmio classificou-se para as semi-finais da “Taça Brasil”, ao abater na tarde de ontem, no Estádio Durival de Brito, em Curitiba, ao Atlético Paranaense. Em peleja acidentada, da qual resultaram lesionados com gravidade os atletas Milton e Elton, do Grêmio e o paranaense Izabelino, os gaúchos venceram a primeira etapa do certame nacional, estando aptos, agora, para enfrentar o Atlético Mineiro, na última série eliminatória da “Taça Brasil”.

Grêmio Sai Bem

Os primeiros instantes da peleia foram francamente favoráveis aos gaúchos que pressionaram com Insistência ante o último reduto curitibano. A ausência do zagueiro central Lindomar foi a causa primeira da insegurança da defensiva atleticana, pois Borracha esteve longe de cumprir as atuações do jogador que substituiu. Havia um enorme claro no centro da área rubro-negra por onde Gessy e Juarez penetravam seguidamente. Tocafundo, sem seu companheiro, viu-se sôbre-carregado nas funçõs, de vigiar a área penal de sua equipe. As constantes deslocações do quinteto avançado gremista causaram momentos de sério perigo para a meta do Atlético. E os tentos não se apresentavam devido já pela falta de pontaria nos arremessos dos gremistas, já pela atuação soberba do arqueiro William.

Predomínio Total
Durante o primeiro tempo todo, os gaúchos predominaram na cancha. Sérgio cumpria trabalho excepcional na meia-cancha, alimentando ininterruptamente o ataque; a linha de frente tinha em Gessy um elemento que representava constante aprêmio para os defensores do Atlético, ora por suas penetrações fulminantes, ora pela colocação para receber o passe. Se tivesse sido lançado mais vêzes, por certo os tricolores teriam marcado golos na primeira etapa. A extrema defensiva gaúcha, nesta fase, não foi exigida.

Substituições

Nos minutos finais do primeiro tempo, a peleja descambou para o terreno do jôgo brusco. Milton foi obrigado a abandonar o prélio, contundido na perna direita, sendo substituído por Rudimar. No Atlético, Tião e Izabelino estiveram fora de campo por algum tempo, sendo que o último não mais retornou ao gramado, entrando em seu lugar Tiquinho.

Afinal, o Tento

No primeiro quarto de jôgo do segundo tempo, prosseguiu o domínio territorial do Grêmio. Continuavam, as características do primeiro: William se desdobrando no arco e os atacantes tricolores falhando nas conclusões. Finalmente. Juarez, após passar por três adversários, lançou Gessy dentro da pequena área, em situação privilegiada. O ponta-de-lança atirou forte, vencendo a perícia do guarda-vala adversário e assinalando o tento que daria, ao final, a vitória aos gaúchos.

Ações Emparelhadas

Após a conquista do ponto tricolor, o Atlético ensaiou uma reação. Efêmera, porém, pois a retaguarda gremista, de pronto, aparou tôdas as investidas aos rubro-negros. Não se via mais, porém, o absoluto predomínio dos visitantes, e sim, ações emparelhadas no campo. Prosseguiu o cotejo sendo disputado com excesso de virilidade, havendo os jogadores abusado do jôgo brusco e perigoso. Num dêsses lances deploráveis, Elton lesionou-se, passando a fazer número na ponta direita. Sérgio, diante da detecção de Elton, teve que abandonar a meia cancha— onde vinha registrando soberba atuação — a fim de cobrir o setor direito da retaguarda gremista. Vieira passou a formar a dupla do meia-cancha com Rudimar.

Pressiona o Atlético
Atuando, praticamente, com um homem a menos, o Grêmio sofreu duro assédio no quarto final do embate. Nessa oportunidade, pôde o esquadrão do Olímpico, mais uma vez, amparar-se em sua defensiva. Brilharam Henrique e Airton e o escore pôde ser mantido. Difíceis foram, para os gaúchos, os minutos finais da partida. Precisava, porém, o Atlético assinalar dois tentos, pois o empate seria-lhe fatal, também. Entretanto, não conseguiu vasar a meta dos rio-grandenses, defendida com invulgar disposição pelos seus zagueiros. Com êsse triunfo, os tricolores saltaram o primeiro obstáculo na “Taça Brasil” credenciando-se para as semifinais do certame.” (A Hora, segunda-feira, 29 de setembro de 1959)

1959 parana esportivo

 

GRÊMIO RATIFICOU SUPERIORIDADE
Bisada a contagem de 1×0 — Gessi no segundo tempo marcou o tento da vitória — Futebol ruim e espetáculo pouco agradável para um público que estabeleceu renda de Cr$ 478.410,00 — Fraca também a arbitragem do Sr. Aparicio Viana e Silva — Detalhes complementares da peleja

A decepção não foi apenas o Grêmio… e nem só o Atlético. Foi o próprio espetáculo, foi a condição das equipes, tudo, tudo, que possa se prender a esta despedida do Atlético Paranaense da TAÇA BRASIL.

Nem a arbitragem conseguiu agradar ao bom público que foi a Durival de Brito e Silva. E o prélio, assim, foi melancólico com o placard de 1×0, pobre como a contagem mínima a favor dos gaúchos.

A torcida, assim, sentiu esta decepção em todo o transcorrer do match, que foi um jogo de predominância de sistemas, defensivos já que os ataques nunca foram vanguardas de campeões. Fracos, inconsistentes, infantis. Errando e errando bastante, errando em massa, na sequência pavorosa da deturpação de jogadas, da efetuação de passes errados e da complementação de tiros tortos e defeituosos. Francamente foi uma decepção inteira. E a palavra precisa ser repetida, porque o público foi para ver futebol, e tomou literalmente o Estádio Dorival de Brito v Silva para assistir aquilo que assjstiu. O Grêmio jogando mal. Com a defesa firme, é certo, mas jamais se preocupando com o ataque do Atlético que foi de uma neutralidade pasmante. E o Atlético, além de apresentar os desníveis de seu de ataque, ainda sem meia cancha e com a defesa apresentando falhas gritantes que apenas não eram transformadas em gola porque o ataque do Grêmio é outro atentado a tudo que há de bom dentro do futebol.

[…]

No mais lances sem importância, alguns tiros de longe dos dois ataques defendidos pelos arqueiros e o goal do Grêmio, marcado quando tínhamos decorridos 17 minutos do período complementar.

Juarez realizou grande jogada, dominando dois adversários no sentido do goal e atrapalhou- se sobrando a bola para Gessy que dominou e mandou a pelota para o funda das redes de William.” (Paraná Esportivo, 28 de setembro de 1959)

 

cp 1959 vesperacp 1959 dia

ATLÉTICO PARANAENSE: William; Belfare, Borracha e Salvador; Sano e Tocafundo; Izabelino (Tiquinho), Gaivota, Taíco, Jerônimo e Tião
Técnico: Motorzinho

GRÊMIO: Henrique; Elton, Airton, Calvet e Ortunho; Sergio e Milton Kuelle (Rudimar); Vieria, Gessi, Juarez e Cláudio
Técnico: Osvaldo Rolla

Taça Brasil 1959 – Oitavas de final – jogo de volta
Data: 27 de setembro de 1959, domingo,
Local: Estádio Durival Briyto, em Curitiba-PR
Renda: Cr$ 478.410,00
Árbitro: Aparicio Vianna e Silva
Auxiliares: Tuffi Issler e Julio Salsamendi
Gol: Gessi, aos 17 minutos do segundo tempo

Brasileirão 2019 – Grêmio 2×1 Athlético-PR

August 26, 2019

Gremio x Athletico-PR

– Média de Público do Grêmio no Brasileirão 2019:
17.131 (15.386 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Arena na atual temporada:
24.400 (22.774 pagantes)

– Média de público do Grêmio como mandante em 2019:
23.618 (21.534 pagantes)

Gremio x Athletico-PR

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 2×1 Athlético-PR

GRÊMIO: Júlio Cesar; Rafael Galhardo, Paulo Miranda, David Braz e Juninho Capixaba; Romulo, Thaciano e Luan (Darlan, aos 46/2ºT); Luciano (Patrick, aos 24/2ºT), Diego Tardelli (Michel, aos 36/2ºT) e Pepê
Técnico: Renato Portaluppi

ATHLETICO: Santos; Khellven, Lucas Halter, Léo Pereira e Márcio Azevedo (Abner, aos 40/2ºT); Wellington (Tomás Andrade, aos 23/2ºT), Bruno Guimarães e Léo Cittadini; Vitinho (Braian Romero, aos 31/2ºT), Cirino e Rony
Técnico: Tiago Nunes.

Data: 24/8/2019, sábado, 17h00min
Local: Arena do Grêmio, Porto Alegre – RS
Público: 12.748 (10.788 pagantes)
Renda: R$ 355.594,00
Árbitro: Bruno Arleu de Araújo (RJ)
Auxiliares: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (RJ) e Carlos Henrique Alves de Lima Filho (RJ)
VAR: Rodrigo Nunes de Sá (RJ)
Cartões amarelos: Romulo, Luciano, Juninho Capixaba, Léo Pereira
Gols: Luan, aos 3 minutos do primeiro tempo; Rony, aos 2 minutos e Thaciano, aos 6 minutos do segundo tempo

 

Brasileirão 1986 – Grêmio 2×1 Atlético Paranaense

August 23, 2019
1986 Gremio 2x1 atletico pr jose ernesto cp b

Foto: José Ernesto (Correio do Povo)

No Brasileirão de 1986 o Grêmio fez sua estréia na competição vencendo o Atlético Paranaense no Olímpico.

Na primeira fase, passavam 8 dos 11 times de cada grupo (Grêmio terminou essa etapa em 5º lugar, um ponto e uma posição atrás do Atlético).

Renato, poucos meses depois de ter sido cortado da Copa de 1986, foi o grande destaque do jogo.

SUFOCO NO OLÍMPICO. MAS DEU GRÊMIO

Foi um verdadeiro sufoco a partida de ontem no Estádio Olímpico, na estréia do Grêmio no Campeonato Nacional. Apesar da vitória de 2 a 1 sobre o Atlético paranaense, o time do Valdir Espinosa teve sérias dificuldades, principalmente na segunda etapa. Renato, o herói do jogo, marcou um e Osvaldo outro.

Se o Grêmio foi absoluto na primeira etapa, isso não se verificou na segunda. Aos nove minutos, Agnaldo aproveitou o descuido da defesa gremista e empatou. Depois disso, o Atlético manteve a pressão. Luís Eduardo foi obrigado a calçar Agnaldo: pênalti. Mas Mazaropi defendeu.

Este fator trouxe novamente as forças ao Grêmio, e a Renato (o melhor da partida). Num escanteio, Osvaldo cabeceou forte no canto do goleiro Marola, registrando a vantagem 2 x 1, aos 25 minutos. No final, depois de garantido o placar favorável e os dois pontos, todos os jogadores do Grêmio se sentiam satisfeitos e apontavam as dificuldades do adversário.

O Grêmio não poderia ter começado melhor os seus primeiros 45 minutos de partida. Mesmo com o gramado molhado, não dando condições aos jogadores desenvolverem o seu melhor futebol, a torcida gremista pode perceber a manutenção da qualidade de sua equipe, que estava ausente há mais de 45 dias de seu estádio. Com alguns problemas de ataque logo nos primeiros 15 minutos, quando havia dificuldades de penetração na defesa do Atlético paranaense, o Grêmio aos poucos foi dominando todos os setores do campo adversário.

Renato, a grande figura desta etapa, propiciou as melhores jogadas. Deti, lateral do Atlético, envolvido pelo ponteiro, várias vezes teve que conter Renato na base da falta. Mas a primeira grande chance surgida para o Grêmio, partiu dos pés de China, que em combinação com Valdo e João Antônio, por pouco não abriu o placar.

Entretanto, aos 38 minutos, num lançamento do meio campo para Osvaldo, este entrou pelo lado esquerdo, passou por Marola e chutou sem ângulo para o gol vazio. Mas a bola encontrou o poste esquerdo. Renato, que acompanhava o lance bem posicionado, teve o trabalho apenas de empurrar a bola para o fundo das redes, estabelecendo o 1 a 0.

Antes disso, o árbitro Arnaldo César Coelho, distribuiu três cartões amarelos (Renato, Aroldo e Horlando) após uma confusão formada na entrada da grande área do Atlético. ” (Correio do Povo, quinta-feira, 4 de setembro de 1986)

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Correio de Notícias, quinta-feira, 4 de setembro de 1986

CORITIBA VENCE INTER, ATLÉTICO DERROTADO

[…]

Mesmo jogando bem, o Atlético acabou sofrendo sua segunda derrota na Copa Brasil, no estádio Olímpico. Aos 38 minutos do primeiro tempo Renato abriu o placar para o Grêmio, após uma confusão na área de Marolla. No 2º tempo, com grande atuação de Agnaldo e Mauro Madureira, o Atlético empatou aos 9 min, com um gol de Agnaldo. Aos 22 Mauro Madureira desperdiçou a grande chance Atleticana chutando um pênalti na mão do goleiro Mazaropi.

Quatro minutos depois, Osvaldo marcou o 2º gol do Grêmio, fechando o placar.” (Correio de Notícias, quinta-feira, 4 de setembro de 1986)

 

GRÊMIO ESTRÉIA COM UMA VITÓRIA DIFÍCIL
Depois de fazer um grande primeiro tempo e sair vencendo por 1×0, o Grêmio caiu de produção na fase final. Aí o Atlético do Paraná chegou ao empate. Mazaropi ainda salvou uma penalidade máxima antes que o Grêmio chegasse á vitória com um gol de Osvaldo.

Em seu primeira jogo na Copa Brasil, o o Grêmio teve dificuldades mas conseguiu uma importante vitória de 2×1 sobre o Atlético Paranaense. A vitória só veio depois que Mazaropi defendeu uma penalidade máxima mal batida por Mauro Mendonça aos 22 minutos do segundo tempo.

Depois de 45 dias sem jogar no Estádio Olímpico, o Grêmio voltou a se apresentar diante de sua torcida, com muita disposição E Renato estava com tanta vontade que foi, disparada-mente, o melhor jogador da partida. Antes de chegar à aber-tura do placar , o Grêmio teve duas chances desperdiçadas por Renato aos 8 e 21 minutos, em jogadas individuais, que terminaram com boas defesas de Marola. João Antônio também teve uma chance de gol, depois de um cruzamento de Raul da direita, mas ele concluiu pela linha de fundo.

Aos 38 minutos, a defesa do Atlético reclamou impedimento, que o árbitro não marcou. Então Osvaldo invadiu a área. driblou Marola e chutou no poste. No rebote, Renato fez o gol sem problemas. Ainda no primeiro tempo, aos 42, numa triangulação perfeita com Valdo e China. João Antônio quase marcou o segundo gol. E o Atlético não teve nenhuma chance nessa etapa.

No segundo tempo, houve uma inversão de papéis, apesar do Grêmio ter criado uma boa situação logo aos cinco minutos, quando Renato tabelou com Osvaldo e cruzou para Caio Júnior cabecear com perigo.

Aí o Atlético passou a tomar conta do jogo. Aos nove minutos após um lançamento de Mauro Madureira, Agnaldo tirou Mazaropi da jogada e fez o gol de empate. Seis minutos depois, Valtair cruzou da direita. Mazaropi salvou e Agnaldo apanhou o rebote e concluiu com perigo , sobre o gol.

Com o Grêmio todo na defesa, o Atlético ainda foi beneficiado com uma penalidade máxima aos 22 minutos, cometida por Luís Eduardo em Agnaldo. Mauro Madureira cobrou, fraco, e Mazaropi fez uma grande defesa.

A penalidade máxima defendida por Mazaropi deu novo ânimo ao time do Grêmio, que passou a ter apoio da torcida. Três minutos depois, Renato cobrou escanteio da esquerda para Os-valdo, de cabeça. fazer um bonito gol e confirmar a vitória do Grêmio. Depois o time de Espinosa ainda teve outra chance com Caio Júnior , mas não saiu o terceiro gol.” (Pioneiro, quinta-feira, 4 de setembro de 1986)

 

Grêmio 2×1 Atlético Paranaense

GRÊMIO: Mazaropi; Raul (Caio), Baidek, Luiz Eduardo e Casemiro; China, João Antônio e Bonamigo; Renato Portaluppi, Osvaldo e Valdo.
Técnico: Valdir Espinosa

ATLÉTICO: MarolLa; Bruno, Orlando Fumaça, Beto e Haroldo: Deti, Roberto e Mauro Madureira; Marquinhos (Gílson Bonfim, Agnaldo e Valtair
Técnico: Levir Culpi

Brasileirão 1986 – 1ª Fase – Grupo B
Data: 03 de setembro de 1986, quarta-feira, 21h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS, BRA
Público: 11.987
Renda: Cz$ 263.995,00
Árbitro: Arnaldo Cezar Coelho
Auxiliares: Aloísio Felisberto e André Campos Silva
Cartões Amarelos: João Antônio, Renato, Orlando Fumaça, Beto e Haroldo
Gols: Renato, aos 38 minutos do 1º tempo; Agnaldo, aos 9 minutos e Osvaldo, aos 25 minutos do 2º tempo

Copa do Brasil 2019 – Grêmio 2×0 Athlético Paranaense

August 15, 2019

2019 ricardo giusti cp andre

O Grêmio conseguiu uma importante (e justa) vantagem na partida de ida da semifinal da Copa do Brasil. André abriu o marcador no primeiro tempo (aproveitando a mais difícil das três grandes chances que teve) e Jean Pyerre decretou o 2×0 com numa belíssima cobrança de falta aos 27 minutos da etapa final.

Jean Pyerre foi muito inteligente na cobrança da falta, mas eu reclamaria da barreira e da demora na reação do goleiro caso fosse torcedor do adversário.

Matheus Henrique jogou demais ontem. Pra mim foi o melhor em campo. Seguido de perto de Geromel e Kannemann (ressaltando a dupla de zaga tricolor jogou bastante exposta em virtude do posicionamento mais adiantado dos demais jogadores).

Em compensação a atuação do Lucho Gonzalez mostra que a idade afeta até os atletas mais renomados (obviamente é preciso fazer a ressalva que a função de acompanhar Everton quando ele sai da lateral para “dentro” do campo é bem complicada.)

Gremio x Athletico-PR2019 ricardo giusti cp jp

O público de ontem foi o pior das quatro semifinais de Copa do Brasil que o Grêmio disputou até hoje na Arena (9º entre as 14 semifinais que o Grêmio jogou desde 1989). Por outro lado foi o terceiro melhor público do Grêmio na Arena em 2019 (ficando atrás dos dois Gre-Nais pelo Gauchão).

– Média de público do Grêmio na Arena na atual temporada:
24.296 (22.187 pagantes)

– Média de público do Grêmio como mandante em 2019:
23.413 (21.349 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Copa do Brasil 2019:
31.256 (28.803 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Copa do Brasil desde 1989
23.522 pagantes

– Média de Público contra o Atlético-PR em jogos da Copa do Brasil:
31.645 (28.871 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Copa do Brasil na Arena
31.069 (28.730 pagantes)

– Média de público do Grêmio em semifinais de Copa do Brasil desde 1989
38.632 pagantes

– Média de público do Grêmio em semifinal de Copa do Brasil na Arena
46.161 (42.702 pagantes)

Gremio x Athletico-PR
Fotos: Ricardo Giusti (Correio do Povo) e Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 2×0 Athlético Paranaense

GRÊMIO: Paulo Victor; Leonardo Gomes, Geromel, Kannemann e Cortez; Matheus Henrique, Maicon (Luan, 34/2ºT); Alisson, Jean Pyerre (Thaciano, 32/2ºT) e Everton; André (Tardelli, 23/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

ATHLETICO-PR: Santos; Jonathan, Lucas Halter, Léo Pereira, Márcio Azevedo; Wellington; Marcelo Cirino, Bruno Guimarães, Lucho González (Bruno Nazário, 30/2ºT), Rony; Marco Ruben (Nikão, 20/2ºT)
Técnico: Tiago Nunes

Copa do Brasil 2019 – Semifinal – Jogo de ida
Data: 14/08/2019, quarta-feira, às 21h30min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre – RS
Público: 43.280 (40.175 pagantes)
Renda: R$ 1.931.786,00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Auxiliares: Alessandro Rocha Matos (BA) e Rodrigo Henrique Correa (RJ)
VAR: Rodrigo Nunes de Sá (RJ)
Cartões amarelos: Kannemann, Everton; Rony, Léo Pereira
Gols: André, aos 24 minutos do primeiro tempo; Jean Pyerre, aos 27 minutos do segundo tempo

Confrontos contra o Atlético Paranaense na Copa do Brasil

August 13, 2019

Como já deve ser do conhecimento de todos, o Grêmio já enfrentou o Atlético em 4 edições da Copa do Brasil, tendo superado o adversário em 3 ocasiões. Nos jogos em Porto Alegre foram 2 vitórias, 1 empate e uma derrota, com média de público de 28.736 (26.045 pagantes).

Abaixo a relação desses jogos do tricolor como mandante, com links para fichas e fotos de cada partida.

• Copa do Brasil 1996 – Oitavas – Volta – Grêmio 3×0 Atlético-PR
Copa do Brasil 2013 – Semifinal – Volta – Grêmio 0x0 Atlético-PR
• Copa do Brasil 2016 – Oitavas – Volta – Grêmio 0x1 Atlético (4×3)
• Copa do Brasil 2017 – Quartas – Ida – Grêmio 4×0 Atlético-PR

 

Além desses jogos, o Grêmio também encarou o Atlético em outros dois torneios com mata-mata. Na Taça Brasil de 1959, quando venceu em casa por 1×0 e na Copa Sul-Minas de 2002, quando foi goleado por 5×1 no Olímpico na partida de ida da semifinal.

 

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Na sequência algumas estatísticas de público do Grêmio como mandante.

 

– Média de Público contra o Atlético-PR em jogos da Copa do Brasil:
28.736 (26.045 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Arena na atual temporada:
23.347 (21.288 pagantes)

– Média de público do Grêmio como mandante em 2019:
22.467 (20.453 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Copa do Brasil 2019:
25.244 (23.117 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Copa do Brasil desde 1989
23.333 pagantes

– Média de público do Grêmio na Copa do Brasil na Arena
30.427 (28.128 pagantes)

– Média de público do Grêmio em semifinais de Copa do Brasil desde 1989
38.514 pagantes

– Média de público do Grêmio em semifinal de Copa do Brasil na Arena
46.725 (43.544 pagantes)

Taça Brasil 1959 – Grêmio 1×0 Atlético Paranaense

August 13, 2019
1959 gremio1x0 atletico a hora

Foto: A Hora

O primeiro jogo da história do Grêmio na Taça Brasil (por consequência o primeiro jogo do tricolor em uma competição nacional) ocorreu em setembro de 1959, quando recebeu o Atlético Paranaense no Olímpico, pelo jogo de ida das oitavas de final do torneio criado pela CBD para indicar o representante brasileiro na primeira edição da Copa Libertadores.

O Grêmio venceu por 1×0, graças a um gol de Juarez (que era dúvida para a partida, em função de uma gripe). No Atlético o grande destaque foi o centro-médio Tocafundo (que aparece na foto acima afastando um ataque gremista).

Interessante notar que a crônica do Correio do Povo, apesar de elogiar a solidez defensiva do time paranaense, criticou o falta de ambição ofensiva dos visitantes, que teriam ficado “apenas no “FRICOTE” à meia distância da área tricolor“.

É válido também apontar para o fato do Atlético ter usado sua camisa com listras horizontais (que só foi abandonada no final dos anos 80) e o Grêmio ter usado meias pretas como mandante.

1959 gremio atletico cp

Foto: Correio do Povo

PRIMEIRO PASSO DO GRÊMIO NA “TAÇA BRASIL”: 1X0 SÔBRE O ATLÉTICO

Foi uma boa partida de futebol a que disputaram domingo, no Olímpico, o Atlético Paranaense e o Grêmio Pôrto Alegrense, quando o tricolor debutava na “Taça Brasil”. Pelo escore mínimo, os gaúchos saíram vencedores, mas a bem da verdade deve-se dizer que foi difícil estabelecer mesmo esta pequena superioridade.

Usando de uma forma de atuar totalmente diversa do antagonista, manobrando com a bola no chão e trocando passes pequenos e certos, a equipe atleticana foi envolvendo o Grêmio pouco a pouco até chegar a exercer por momentos um certo domínio da cancha.

Mas, o tricampeão gaúcho estava sempre atento e sempre disposto a não se deixar surpreender, assim que, quando se pensava que chegara a hora do Atlético marcar, surgia o defensor gremista cortando certo, na hora certa.

O sistema de bloqueio estabelecido por seu turno pela defensiva do Atlético, não deu margem a liberdade alguma para a ofensiva gremista que se viu assim manietada. Apenas uma única vez além do goal esteve em situação realmente propícia para marcar. Foi quando Tocafundo salvou o tento certo.

Aliás Tocafundo, com uma brilhante atuação particular, demonstrou a forma esplêndida porque atravessa no momento Ao beirar os 30 anos de idade mostrou-se o mesmo guri de outros tempos, dando um verdadeiro “show” de classe, experiência e sobretudo vitalidade e categoria.

Foi o maior jogador em campo, e organizador do serviço de bloqueio e marcação. Recuando êle próprio para dentro da área, evitou que o número de quedas de sua meta fôsse aumentado. No ataque é que faltou gente ao Atlético. Não tiveram os curitibanos aquele homem capaz de decidir tudo, e resolver com facilidade a partida, marcando goals. Ficando apenas no “fricote” à meia distância da área tricolor.

De qualquer forma, foi uma boa partida, em certos momentos equilibrada, noutros instantes pendendo ora para um, ora para outro bando.

Aos 8 minutos da segunda fase, Juarez desfez a estabilidade do marcador, desviando com um toque de cabeça, para o fundo das redes, um escanteio cobrado pelo ponteiro Ví. Era o 1×0 que permaneceria até o final da contenda, num espelhamento perfeito do que foi o jogo entre Atlético e Grêmio, pela nova e interessante competição denominada, “Taça Brasil”.

Um público de cêrca de 10.000 pessoas presenciou o jogo, fazendo passar pelas bilheterias a importância de 245.000 cruzeiros. Este público saiu satisfeito com o que viu que na verdade, foi uma boa partida. Além da atuação individual de Tocafundo, o melhor jogador em campo, é preciso salientar Sano, William, Péricles e Gaivota, no Atlético, e Orlando, Ortunho e Elton no Grêmio.” (Correio do Povo, terça-feira, 15 de setembro de 1959)

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JUAREZ DECIDIU EM FAVOR DO GRÊMIO O PRIMEIRO COMPROMISSO DA TAÇA BRASIL

Um belo espetáculo, que soube agradar o público que acorreu ontem à tarde ao Estádio Olímpico, ofereceram o Grêmio Porto-Alegrense e o Atlético Paranàense, na primeira partida que disputarão da série de quatro pontos válida pela Taça Brasil. Belo espetáculo porque teve os ingredientes necessários: momentos e lances de elevado quilate técnico e, sobretudo, sensação, a pairar sôbre o Estádio durante os noventas minutos da contenda.

A vitória tricolor, acusada no final pelo escore mínimo, diz bem o que foi o prélio em disputa e paridade de fôrças e reflete; com justiça, os méritos que o quadro local somou para alcançar o triunfo.

Atlético “dá a Pinta”

A fraca apresentação do Ferroviário, uma semana atrás, deve ter influído negativamente sôbre o conceito do atual futebol, paranaense entre nós, devendo tal fator ser levado em conta para explicar a fraca arrecadação O Atlético, porém, teve o dom de em poucos momentos desfazer a má impressão e dar uma mostra de suas reais possibilidades. Algumas avançadas iniciais bem conduzidas evidenciaram que o campeão das Araucárias sabia o que fazer com a pelota. A maneira como resistiram às primeiras avançadas tricolores demonstraram quo também suas defensiva sabia agir direito: O espetáculo já ganhou muito em interêsse nesses primeiros minutos. Os restantes 45 dessa etapa foram mais ou menos no mesmo ritmo: as cargas revezavam-se defronte das cidadelas de Henrique e William, luzindo notadamente os zagueiros de cada bando para manter incólume o setor que defendiam. E o conseguiram nessa primeira fase.

Defesas “Roubam” o Espetáculo

Os dois blocos defensivos aparecem como os maiores responsáveis pelo ambiente de permanente tensão vividos pelo assistentes que ontem foi ao Olímpico. Souberam manter, durante largo tempo, aquele 0 x 0 pouco propício a cardíacos e não permitiram nunca um distanciamento capaz de oferecer a distensão do ambiente…

Segundo Tempo-Trouxe Vitória

Reiniciada a partida, na etapa complementar, sentiu-se a mesma situação do primeiro <>. E numa investida tricolor surgiu o tento que daria a vitória aos locais. Até aí não haviam surgido os méritos que justificassem essa vantagem, fruto de um lance isolado. O Grêmio, porém, sacara contra o futuro. E passaria, depois de avantajado no marcador, a mostrar porque o conseguira: firmeza na defensiva como antes, agora aliada a uni domínio que não houvera na etapa inicial. Milton e Elton passaram a comandar a meia-cancha, graças notadamente ao trabalho do «insider». Daí o maior volume de jôgo dos tricolores, daí a pressão que inclusive exerceram sôbre os campeões paranaenses, daí a, daí a justificativa cristalina para o triunfo que abre caminho largo para o tricampeão gaúcho na Taça Brasil.

Faltou Chute

Dentre muitas virtudes, apresentou uma deficiência a equipe campeã do Paraná. No geral, atuou certo: passes bem feitos, preocupação de manter a bola no chão, jogando, assim um futebol plástico e que bem coroado é produtivo. Faltou, porém, o coroamento: o arremate. Pelo menos ontem, os avantes do Atlético demonstraram insegurança e indecisão para atirar a «goal», razão por que poucas vezes exigiram a Henrique. As avançadas, em sua maior parte, perdiam-se no excesso de tramas que, se envolviam por momentos a defesa tricolor, logo evaporavam-se pela falta da conclusão.

O Tento Solitário

O «goal» Único da partida surgiu aos 8 minutos do período complementar. Juarez foi seu autor. Vieira cobrou um escanteio à esquerda e, quando o balão «pingava» sôbre a área, Juarez, com belo toque de cabeça, deslocou o arqueiro William e atingiu o canto esquerdo da meta Paranaense. Decidia-se aí o prélio.

Destaques

Um nome dominou a partida: Tocafundo. Soberbo. Jogando recuado, cobrindo sua área, Tocafundo foi o organizador das linhas defensivas de sua equipe, Tranquilo e clássico mas também vigoroso e decidido, Tocafundo foi a maior barreira que tiveram pela frente os avantes gremistas. Jerônimo cumpriu excelente trabalho na etapa Inicial, mas na segunda deixou evidente a mesma deficiência física de seus últimos tempos de Pôrto Alegre. Savo, Altemir, Gaivota e Péricles apareceram bem.
No quadro do Grêmio, Calvet, Orlando e Airton (êste apesar de algumas brincadeiras perigosas…) foram melhores. O ataque esteva apagado, valendo por lampejos de Gessi e o esfôrço de Gessi. Na meia-cancha, Milton cumpriu excelente trabalho, embora pouco ajudado por Elton. ~

Arbitragem

Júlio Salsamente, da Federação Paranaense, dirigiu a partida o cumpriu excelente atuação. Se erros cometeu, foram de pequena monta, incapazes de truncar o desenvolvimento do prélio e influir em seu resultado. Seus auxiliares foram Flávio Cavedine e Guilherme Sroka.” (A Hora, segunda-feira, 14 de setembro de 1959)

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ENIO MELLO – ESPORTE TEM DISSO

1 — Durante a semana acentuamos que o Atlético representaria melhor o futebol paranaense que o jovem conjunto do Ferroviário que, há 8 dias, aqui esteve. Embora soubessemos qual tinha sido o comportamento do quadro de Motorzinho nos dois turnos eliminatórios do campeonato das araucárias, confiávamos na categoria, na classe da maioria de seus integrantes. Lembramos a tradição atleticana sua condição de clube que sempre bem representou o associativo do Paraná e o grande número de jogadores experientes de seu plantei, como: Tocafundo, Belfari, Sano, Jerônimo e Taíco. O último não jogou, mas os outros quatro estiveram na equipe.

2 — E três deles justificaram, amplamente, nossa expectativa. Tocafundo, a maior figura do gramado, foi o mesmo jogador de ótimos recursos que vimos atuar antes mesmo de transferir-se para ou Palmeiras. Com um ar de quem não quer nada com a bola, o veterano jogador vai bloqueando os adversários na área, fazendo praça de grande categoria, de uma tranquilidade impressionante, em certos momentos e de uma resistência leonina, nas ocasiões em que são exigidos decisão e esfôrço. Um senhor jogador o centro-médio recuado do Atlético (atuando no estilo de Orlando, Formiga e Billy Wright.)

3 — Dois jogadores seguiram em méritos o centro-médio como elementos para base da estrutura do quadro atleticano: Sano e Jerônimo. Ambos muito bons, tão eficientes que, com colaboradores bem mais modestos em recursos e capacidade de realização, sustentaram luta parelha com os tricampeões gaúchos, durante três quartas partes da peleja. Sómente quando o preparo físico do Grêmio passou a exercer predomínio e os dois homens de meia cancha do Atlético deram sinais de exaustão é que o tricolor passou a predominar. Tal aconteceu nos 15 minutos finais da contenda. O que faz com que possamos afirmar que toda a base de homogeneidade e rendimento técnico do quadro de Motorzinho se assenta nos três elementos que destacamos. Craques experientes, de boa categoria, afeitos aos grandes embates. Justamente como esperávamos, como proclamamos, ao asseverar que esta equipe tinha condições de opor tenaz resistência ao Grêmio. O resultado e andamento do prélio confirmaram nosso vaticínio.” (A Hora, segunda-feira, 14 de setembro de 1959)

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(Jornal A Hora, 14 de setembro de 1959)

Grêmio 1×0 Atlético Paranaense

GRÊMIO: Henrique; Orlando, Airton, Calvet e Ortunho; Elton e Milton Kuelle; Rudimar, Gessi, Juarez e Vieira
Técnico: Osvaldo Rolla

ATLÉTICO PARANAENSE: William; Altemir, Lindomar e Belfare; Sano e Tocafundo; Péricles, Gaivota, Tiquinho, Jerônimo e Tião
Técnico: Motorzinho

Taça Brasil 1959 – Oitavas de final – jogo de ida
Data: 13 de setembro de 1959, domingo, 15h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Renda: Cr$ 245.900,00
Árbitro: Júlio Salsamendi
Auxiliares: Guilherme Sroka e Flavio Cavedini
Gol: Juarez, aos 8 minutos do segundo tempo

Brasileirão 2018 – Atlético Paranaense 2×1 Grêmio

August 26, 2018

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Um ponto conquistados em seis disputados com o Atlético-PR nesse Campeonato. Aí fica complicado de se buscar a primeira posição.

O chute de Pablo no gol de empate do Furacão foi bonito e tal, mas o Bressan foi muito mal jogada. Deu bote quando o adversário levava a bola com o pé ruim, em direção a linha de fundo.

Alisson foi o atacante mais centralizado na escalação inicial ontem. Não lembro dele ter jogado posicionado dessa forma antes.

Nessa camisa branca o patrocínio do Vero foi aplicado em dois tons de azul, o que só contribui para a confusão com o espectro já existente, com o Banrisul em preto e o número e logo da Umbro em azul marinho.

Gremio x Atletico-PRFotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Atlético Paranaense 2×1 Grêmio

​ATLÉTICO-PR: Santos; Jonathan, Léo Pereira, Zé Ivaldo e Renan Lodi; Wellington (Bruno Guimarães), Lucho González e Raphael Veiga (Márcio Azevedo); Nikão (Bruno Nazário), Pablo e Marcinho
Técnico: Tiago Nunes

GRÊMIO: Paulo Victor; Leonardo Gomes, Bressan, Paulo Miranda e Marcelo Oliveira; Cícero, Thaciano (Lincoln), Marinho (Thonny Anderson), Douglas (Jean Pyerre) e Pepê; Alisson
Técnico: Renato Portaluppi

21ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2018
Data:  25 de agosto de 2018, Sábado, 19h00min
Local: Arena da Baixada, em Curitiba-PR
Público: 13.577 (12.188 pagantes)
Renda: R$ 349.830,00
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza (SP).
Assistentes: Anderson José de Moraes Coelho (SP) e Bruno Salgado Rizo (SP).
Cartões amarelos: Nikão; Paulo Miranda e Marinho
Gols: Cícero (de pênalti) aos 8 minutos, Pablo, aos 12 minutos do 1º tempo; Jonathan, aos 24 minutos do 2º tempo

Brasileirão 2018 – Grêmio 0x0 Atlético-PR

April 23, 2018

Gremio x Atletico-PR

Renato disse que o jogo “foi uma aula de futebol“. A Zero Hora classificou o jogo como “eletrizante“. No Sportv, Roger Flores disse que esse Grêmio x Atlético foi “uma partida que encheu os olhos“.

Confesso que eu fico não compartilho desse mesmo entusiasmo e satisfação com o jogo. Por um lado, acho legal que o placar de 0x0 não seja um impeditivo para análises animados do que se viu em campo (algo impensável tempo atrás). Por outro lado, acho que há um certo exagero nesse viés positivo, e me parece que isso passo lelo fato do jogo ter sido bem menos truncado (68% de bola rolando) do que a média recente das partidas do Brasileirão.

Achei muito interessante ver a movimentação no início do jogo, quando o Grêmio tentou pressionar o adversário no campo de ataque e o Atlético, mesmo acossado, não fugiu da sua proposta de sair jogando com a bola no chão.  Mas é essa dinâmica se resolveu ou foi se diluindo ao longo do jogo muito mais pelo cansaço dos jogadores do que por um movimento tático de algum dos treinadores.  No geral é possível dizer que o Grêmio foi levemente superior e teve as melhores chances de marcar, mas no primeiro tempo faltou um pouco mais de capricho no penúltimo e último toques e no segundo tempo faltou ímpeto (leia-se “pernas e/ou pulmão”) para sair com a vitória.

Gremio x Atletico-PR

É interessante notar que o Atlético trocou mais passes que o Grêmio mesmo tendo um percentual menor de posse bola.

Dessa vez o Grêmio usou sua nova camisa celeste, mas a meia usada ainda foi a do ano passado, num tom de azul um pouco mais claro/fraco (o que na transmissão da TV era quase imperceptível). Como disse no post anterior, gostei do detalhe das listras que começam na camisa e seguem no calção, mas ainda assim estou curioso pra ver o time em campo com a camisa celeste e calções e meias pretos.

Na era dos pontos corridos, apenas em 2017 o Grêmio conseguiu 6 pontos nas 2 primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro. Em 2008, 2016 e 2018 conseguiu 4.

Média de público dos 11 jogos realizados (até aqui) na Arena em 2018:
21.365 (19.205 pagantes)

Gremio x Atletico-PRFotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 0x0 Atlético-PR

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Léo Moura (Alisson, int), Geromel, Bressan e Cortez; Arthur (Jael, 30’/2º) e Maicon (Maicosuel, 39’/2º); Ramiro, Luan e Everton; André
Técnico: Renato Portaluppi

ATLÉTICO-PR: Santos; Pavez, Paulo André e Thiago Heleno; Rosseto, Camacho, Lucho González (Bruno Guimarães, 5’/2º) e Thiago Carleto; Nikão, Pablo (Ederson, 23’/2º) e Guilherme (Zé Ivaldo, 30’/2º)
Técnico: Fernando Diniz

02ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2018
Data: 22 de abril de 2018, domingo, 19h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre – RS
​Público: 23.894 (22.049 pagantes)
Renda: R$ 688.660,00
Árbitro: Raphael Claus (SP).
Assistentes: Alessandro Alvaro Rocha de Matos (SP) e Danilo Ricardo Simon Manis (SP).
Cartões amarelos: Pablo, Camacho e Bruno Guimarães; Geromel, André e Ramiro (GRE).
Cartão vermelho: Camacho (aos 28 minutos do 2º tempo).​