Archive for the ‘Atlético Paranaense’ Category

Brasileirão 2015 – Atlético-PR 1×2 Grêmio

September 17, 2015

A jogada que o São Paulo tão bem bloqueou no domingo acabou fluindo diante do Atlético Paranaense em Curitiba. Foi justamente no recuo do atacante para criar espaço para entrada do homem do meio que o Grêmio começou a vencer o jogo no Couto Pereira. Aos 32 do primeiro tempo, Luan recebeu de Fernandinho na frente da área e limpou bem a marcação antes de dar um belo passe para Douglas, que da marca do pênalti tirou do goleiro e fez o 1×0. Com a vantagem no marcador o Grêmio passou a ter mais espaço para contra-atacar, se aproveitando da situação incomoda do time da casa. Logo aos 2 minutos do segundo tempo, Giuliano encontrou Luan entrando por trás da zaga, e o camisa 7 não desperdiçou o passe , tocando na saída de Weverton. O Atlético chegou a descontar aos 32 minutos, através de Ewandro, que concluiu uma boa jogada de Otávio, mas acabou tendo pouco tempo para buscar um empate.

Giuliano já é um dos líderes em assistências do Brasileirão.
O Footstats divulgou ontem que Luan é o “mais desarmado do Brasileiro Serie A 2015, 212 vezes“. Penso que a informação ficaria mais completa se eles também divulgassem que Luan é o jogador que mais faltas sofreu durante a competição.

Até entendo que parte da torcida do furacão questione o seu treinador por algumas decisões tomadas. Mas Milton Mendes jamais poderia ser criticado por ter escolhido essa sensacional combinação de paletó, camisa e gravata.

Eu não tenho nada contra a ideia do “Naming Rights”. Acho que, se bem trabalhada, pode gerar uma parceria legal entre clube e patrocinador. Mas confesso que tenho dificuldade em imaginar por que uma marca tem interesse em associar o seu nome com essa ampliação tosca do Couto Pereira.

Fotos: Guilherme Artigas (Lance), Gustavo Oliveira (C.A.P), Geraldo Bubniak (Banda B) e Hugo Harada (Gazeta do Povo)

 Atlético-PR Atlético-PR 1×2 Grêmio Grêmio

ATLÉTICO-PR: Weverton; Eduardo, Vilches, Wellington e Roberto (Sidcley, 22’/2ºT); Otávio, Deivid (Daniel Hernández, 5’/2ºT), Hernani, Marcos Guilherme e Ytalo (Ewandro, 45’/1ºT); Walter.
Técnico: Milton Mendes
GRÊMIO: Marcelo Grohe (Tiago, 40’/1ºT); Galhardo (William Schuster, 28’/2ºT), Erazo, Bressan, Marcelo Oliveira; Edinho, Walace, Giuliano, Douglas (Bobô, 26’/2ºT) e Fernandinho; Luan.

Técnico: Roger Machado

26 ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2015
Data: 16/09/2015, quarta-feira, às 21h00min
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba-PR
Público: 15.300 (13.619 pagantes)
Renda:  R$ 280.500,00
Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC)
Auxiliares: Helton Nunes (SC) e Rosnei Hoffmann Scherer (SC)
Cartões amarelos: Otávio (CAP); Tiago e Edinho (GRE).

Gols: Douglas, aos 32 minutos do primeiro tempo; Luan, aos 2 minutos e Ewandro, aos 32 minutos do segundo tempo.
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Copa do Brasil – Grêmio 0x0 Atlético Paranaense

November 7, 2013

 

Uma pena que eu ainda não tenha encontrado esse vídeo na internet, mas lembro claramente de um depoimento de Rinus Michels sobre a final da Eurocopa de 1988. Ele reconheceu os méritos da União Soviética naquela partida, mas disse que a vitória da Holanda foi justa pois sua equipe foi melhor num elemento importantíssimo no futebol: Converter as chances em gol.

 

E o Grêmio não soube converter as oportunidades que teve nessa semifinal. E não foram poucas as situações nessa partida de volta. Como era de se imaginar, o jogo começou truncado. O Atlético ficava todo atrás da linha da bola. No seu posicionamento defensivo, Paulo Baier era o jogador mais avançado (e ficava na altura do círculo central), enquanto Marcelo e Ederson recuavam para bloquear a passagem dos laterais gremistas. Mesmo com essas dificuldade, o Grêmio ia no embalo da torcida e se aproximava da meta adversária, mas só ameaçava em cobranças de escanteios. Susto mesmo o Grêmio só foi dar ao final do primeiro tempo, em dois chutes de fora da área que Weverton espalmou para escanteio (conclusões de Barcos e Alex Telles, respectivamente).
O Grêmio aumentou a carga no segundo tempo, que virou definitivamente um jogo disputado em uma única metade do campo, e assim o tricolor esteve sempre muito perto de marcar. Colocou bola na trave, teve gol anulado, mas pro meu gosto faltou, além de um pouco de sorte, mais velocidade nas ações e mais movimentação (inversões, overlapping e etc). O tempo foi passando e o gol que levaria a decisão para os pênaltis não aconteceu.
É preciso registrar que os homens de frente do Grêmio, embora tenham mostrado empenho, estiveram numa jornada tecnicamente infeliz. Não é justo creditar a desclassificação a um único fator, mas essa pode sim ser uma das razões. Por outro lado, é justo que se reconheça que atletas como Ramiro, Riveros, Souza e Rhodolfo tiveram atuações dignas de jogo decisivo.

 

 

O Atlético tem mais qualidade que o Grêmio? Tem mais organização? As duas coisas? Nenhumas das duas, só teve mais sorte?
Será que o fato do Atlético ter alongado a sua pré-temporada, ao não usar seu time principal no campeonato regional (enquanto o Grêmio enfrentava uma maratona de datas) lhe deu alguma vantagem nesse momento da competição?
 
É bem questionável a marcação do juiz ao apitar falta de Barcos em Luiz Alberto no que seria o gol do Ramiro. Eu considero que aquele tipo de contato (mão nas costas) é faltoso, mas ocorreram lances parecidos com esse na partida em que nada foi marcado.
Mais um jogo decisivo que a torcida do Grêmio é impedida de levar faixas, trapos e bandeiras. Será que é tão difícil resolver essa questão?
É curioso o comportamento de parte torcida. O anúncio do nome do Zé Roberto na escalação foi comemorado como se fosse um gol. Mas na primeira bola que ele segurou um pouco mais (justamente uma das suas características) vários torcedores se impacientaram.
Renato tem grandes méritos na retomada desse grupo do Grêmio. Mas algumas das suas decisões são difíceis de entender. Zé Roberto, que sequer entrou na partida de ida (quando o time estava seriamente desfalcado), acabou virando titular no jogo de volta quando todos os atletas estavam a disposição do treinador. O que mudou nesses 6 dias entre os dois jogos?
O Grêmio jogou seis partidas na Copa do Brasil e marcou apenas 2 gols. Aí fica muito difícil ir adiante, ainda que o time também tenha sofrido poucos (2 em seis jogos).


 Fotos: André Ávila e Mauro Schaefer (Correio do Povo), Daniel Castellano (Gazeta do Povo)

 
Grêmio Grêmio 0x0 Atlético Paranaense Atlético-PR

GRÊMIO: Dida; Pará, Rhodolfo, Bressan e Alex Telles; Souza, Ramiro (Yuri, 35/2T), Riveros (Elano, 20/2T) e Zé Roberto (Vargas, 24/2T); Kleber e Barcos.
Técnico: Renato Portaluppi
ATLÉTCO-PR: Weverton; Léo, Manoel, Luiz Alberto e Juninho; Deivid, Zezinho, Everton (Renato, 38/2T) e Paulo Baier (João Paulo, 31/2); Marcelo e Ederson (Dellatorre, 31/2T).
Técnico: Vagner Mancini

Copa do Brasil 2013 – Semifinal – jogo de volta
Data: 07 de novembro de 2013, quarta-feira, 21h50min
Local:
Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Público total: 43.899 (41.234 pagantes)
Renda: R$ 2.061.192,00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Auxiliares:
Emerson Carvalho (SP) e Guilherme Camilo (MG).
Cartões amarelos: Juninho, Léo, Manoel, Luiz Alberto, Zé Roberto, Kleber
Cartões vermelhos: Léo (APR) e Kleber (GRE), depois do jogo.

Brasileirão 2009 – Grêmio 4 x 1 Atlético-PR

July 5, 2009

Clima de inevitável ressaca no Olímpico. A Geral fez um protesto inteligente (e pacífico) nas arquibancadas, que receberam um já esperado baixo público.

Autuori repetiu o time de quinta-feira. Fez certo, não teve tempo para treinar qualquer mudança. O jogo começou lento, arrastado. Mas dessa vez o Grêmio alterou o roteiro do filme que já vinha se repetindo. Assim como em outros jogos, criou chances cedo no jogo, só que dessasvez as aproveitou. Resolveu o jogo em 11 minutos.

Aos 4, Thiego saiu jogando, driblou Rafael Moura, fez um lançamento sensacional para Souza na ponta esquerda, Fábio Santos entrou por dentro, recebeu na área, esperou, e deu o passe rasteiro para Maxi Lopez abrir o marcador.

Aos 6 a zaga do Atlético furou, Fábio Santos desceu pela esquerda e cruzou no primeiro pau, onde estava Maxi Lopez, que de cabeça, fez o 2×0.

Aos 11 Maxi tentou fazer o pivô, a bola escapou, mas a defesa atleticana cortou mal, Tcheco, com um toque de cabeça lançou Herrera. O Argentino cortou o marcador com uma janelinha e fez o terceiro, de carrinho.

Os três pontos estavam garantidos, mas restavam ainda cerca de 80 minutos de futebol. Grêmio marcava forte, juiz irritava a torcida com algumas marcações. Aos 21, Léo tomou o drible de Márcio Azevedo, não houve cobertura, bate e rebate e Rafael Moura desconta, tornando o jogo um pouco mais interessante. O Grêmio ainda teve mais uma boa chance no primeiro tempo, com Léo, de cabeça, aos 45 minutos.


No segundo tempo o Atlético mudou e voltou melhor. Aos 6, Marcinho chutou cruzado e Victor defendeu. Aos 10 Fábio Santos saiu de campo. Autuori colocou Joílson ala esquerda, Túlio na direita e recuou Thiego para zaga. Não deu muito certo, time ficou torto. O Furacão teve outras chances, aos 24, Patrick tentou encobrir Victor. Aos 29, Rafael Moura tentou de voleio, livre, da marca do pênalti. Aos 32, o chute de Wesley foi travado por carrinho providencial de Joílson.

Herrera, Maxi, Souza e Tcheco correram muito no primeiro tempo. Sentiram no segundo. Já não faziam a mesma marcação na frente, o que trazia o Atlético para dentro do campo do Grêmio. Mas o tricolor aguentou bem, até por que o ataque adversário não demonstrava grande qualidade. E ainda deu tempo para mais ampliar o marcador: aos 41, jogada de Maxi, furada de Tcheco, e gol de Herrera. Um “doble doblete” dos argentinos.


Herrera e Maxi Lopéz tocaram o horror na zaga do Atlético. Chegam a bater mais do que apanham. (o que para mim é uma virtude)

Acho que hoje foi a melhor partida de Túlio no Grêmio. Mas ainda espero mais dele.

Thiego rendeu mais de lateral. Será que está se acostumando?

Pelo que fizeram em Recife, a entrada de Maylson e Mário Fernandes no jogo de hoje foi merecida.

Entrei cedo no estádio, lembrei da “final” do campeonato argentino. Fui até o bar embaixo do placar da arquibancada. Acabei ficando ali o jogo todo, arriscando um torcicolo. Bem interessante a experiência de acompanhar o jogo no campo e também ter o replay da TV a disposição. Seria interessante se isto fosse estendido a todos os bares do Olímpico.

Fotos: Grêmio.net, ClicRBS e Grêmio1983

Grêmio 4 x 1 Atlético Paranaense
Maxi Lopez 4´
Maxi Lopez 6´
Herrera 11´
Rafael Moura 21´
Herrera 86´

 

GRÊMIO: Victor; Thiego, Leo, Réver e Fábio Santos (Joilson, 10/2T); Adilson (Mário Fernandes, 34/2T), Túlio, Tcheco e Souza (Maylson, 23/2T); Herrera e Maxi López.
Técnico: Paulo Autuori.

ATLÉTICO-PR: Vinícius; Manoel, Rhodolfo e Antônio Carlos; Zé Antônio (Wesley, intervalo), Chico (Patrick, 19/2T), Rafael Miranda, Paulo Baier e Marcio Azevedo; Marcinho e Rafael Moura.
Técnico: Waldemar Lemos.


9ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2009
Data: 5/7/2009 (domingo), 16h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre
Público: 12.718 pessoas (11.465 pagantes)
Renda: R$ 179.494,50
Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá (RJ)
Auxiliares: Wagner de Almeida Santos e Rodrigo Pereira Joia (RJ)
Cartões amarelos: Rafael Moura, Rafael Miranda (Atlético); Herrera, Maxi López, Réver (G)
Gols: Maxi López aos 4min e aos 6min, Herrera aos 11min, Rafael Moura, aos 21min do primeiro tempo; Herrera, aos 41min do segundo tempo.

Brasileirão 2006 – Grêmio 2 x 0 Atlético-PR

August 14, 2006

GRÊMIO 2 X 0 ATLÉTICO-PR

Jogar num estádio sem torcida é algo bizarro. Um absurdo, algo que surgiu daquela velha mania de copiar os europeus. Copiaram, mas copiaram de forma errada. Jogar de portões fechados é uma medida excepcional, imposta tão somente pela Uefa. Pra mim jogar de portões fechados deveria ser a última alternativa, uma espécie de “estado de sítio” do futebol, quando um jogo tem de ser realizado impreterivelmente e não há maiores condições de segurança. Não era o caso. Ontem mesmo, Velez e Racing se enfrentavam no estádio do San Lorenzo, pois o Jose Amalfitani estava suspenso pelos incidentes no jogo de Velez e Boca. Velez não jogou no seu estádio, mas jogou com sua torcida. E é assim que tem que ser, com torcida. Futebol Profissional só faz sentido por causa da torcida.

O Grêmio estranhou um pouco jogar sem torcida e estranhou bastante o gramado ruim do Centenário. Mesmo assim foi quem teve as melhores chances no primeiro tempo. Rômulo perdeu uma boa chance após passe de Rafinha. Escorou um cruzamento de Tcheco pra linha de fundo, mas apesar do baixo aproveitamento esteve bem no 1º tempo. William perdeu boa chance na pequena área. O Atlético teve sua chance numa jogada ensaiada na qual Dênis “Oseas Jr.” Marques deu uma meia bicicleta pro alto. Confesso que não entedi até agora uma jogada que o gremio insistiu em todo primeiro tempo: Patrício recebia dos zagueiros e jogava a bola no corredor para um dos meia, Tcheco ou Rafinha, eles recebiam a bola junto a lateral, na altura da intermediaria de ataque, porém dali não saia nada. Essa jogada se repetiu uma 5 vezes no primeiro tempo, sem nenhum sucesso. Os laterais do Grêmio estão devendo um pouco, apesar de que o Patrício ter anulado o Ala-esquerdo Ivan que foi colocado pra jogar nas suas costas.

 

Na volta do segundo tempo, Hugo que esteve apagado no 1º tempo voltou mais Ligado. Numa bola pela ponta esquerda ele partiu pra dentro da área. Rafinha passou por trás enganando a marcação, Hugo fez 1-2 com Rômulo e bateu pro gol. 1 x 0. As coisas ficaram ainda mais tranquilas quando Dagoberto foi expulso. Leo Lima entrou bem. Houve um penalti escandaloso não marcado em cima do Hugo. No final Herrera pegou a sobra do lançamento e encobriu o goleiro: 2 x 0

Não me empolgo muito com Léo Lima, acho sim que ele vai ser útil ao Grêmio, porém ele tem de simplificar um pouco mais. Me empolgo sim com o futebol de Lucas, que é diferenciado. Não entendo como os jornalistas do centro do país se esquecem desse jogador na hora de falar de futuros selecionáveis.


GRÊMIO: Marcelo Grohe; Patrício, William, Evaldo e Wellington; Jeovânio, Lucas, Tcheco, Hugo (Herrera) e Rafinha (Léo Lima); Rômulo (Ramon).
Técnico: Mano Menezes.

ATLÉTICO-PR: Cléber; Alex (Fabrício), César e João Leonardo; André Rocha, Alan Bahia, Cristian (Evandro), Ferreira (Herrera) e Ivan; Denis Marques e Dagoberto.
Técnico: Vadão.

Data: 13/08/2006 (domingo)
Local: Estádio Centenário, em Caxias do Sul (RS)
Árbitro: Wagner Tardelli (RJ-Fifa)
Assistentes: Wilton Moutinho Rodrigues (Fifa) e Wilmar Raul (RJ)
Gols: Hugo (G), aos 10 e Herrera (G), aos 42 minutos do segundo tempo
Cartões Amarelos: Patrício (Grêmio); César e André Rocha (Atlético)
Cartão Vermelho: Dagoberto (Atlético
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