Archive for the ‘Brasileirão 1972’ Category

Brasileirão 1972 – Ceará 0x0 Grêmio

August 11, 2020

O Grêmio também não conseguiu derrotar o Ceará no “Presidente Vargas”. Oberti, no lance em foco, saiu para dar vez a Mazinho, mas o placar ficou no zero.” (Correio do Povo, 26 de setembro de 1972)

No Brasileirão de 1972, Ceará e Grêmio se enfrentaram no Presidente Vargas em partida válida pela 1ª fase.  As duas equipes avançaram a fase seguinte, na qual foram eliminadas

“GRÊMIO 0X0 CEARÁ SÓ AGRADA A DALTRO

Fortaleza (Correspondente) — O jogo entre Grêmio e Ceará só agradou ao técnico Daltro Menezes, que considerou o empate de 0 a 0 como “uma vitória que nos deu um ponto”. Para o técnico do Ceará e para as 18 484 pessoas que pagaram para ver a partida (entraram 1750 penetras o resultado foi negativo. A renda somou Cr$ 117 788,00.

O Grêmio dominou o primeiro tempo e o Ceará o segundo, mas durante todo o jogo ninguém ameaçou fazer gol. O juiz, com bom trabalho, foi o paulista Vilmar Serra. Um torcedor saiu ferido na cabeça por uma garrafa atirada a esmo, nas gerais — e o público saiu frustrado pela falta de gols, que não aconteceram por causa da excelente atuação das duas defesas. 

SEM PRESSÃO

Os dois times formaram assim: Ceará — Hélio, Artur, Nagel, Mauro e Paulo Tavares; Edmar e Joãozinho (Élcio); Jorge Costa, Samuel, Erand (Belo) e Dacosta. Grêmio — Jair, Espinosa, Ancheta, Beto e Everaldo; Jadir e Negreiros; Carllnhos, Lairton (Paulo Sérgio), Oberti (Mazinho) e Loivo.

O primeiro tempo pertenceu aos gaúchos, que dominaram o meio de campo e impuseram o seu próprio jogo, na base do toque de bola e de lançamentos em profundidade. Esse domínio, porém, só ia até a entrada da área dos cearenses, cuja defesa impedia qualquer penetração, pelo miolo ou pelas extremas.

Na primeira fase, só houve duas jogadas perigosas: aos 21 minutos, Erandi chutou em cima de Jair, depois de uma falha da zaga gremista; aos 40, Oberti penetrou livre, mas chutou fraco, nas mãos de Hélio.

No segundo tempo Daltro Menezes tirou Oberti e colocou Mazinho, que entrou para atuar recuado, buscando o jogo. O Ceará cresceu de produção e passou a tomar conta do meio de campo, impondo também o seu estilo, à base da velocidade. A defensiva gremista, com Ancheta e Beto em boa forma, cortava, no entanto, todas as investidas. O domínio dos locais — como acontecera com o Grêmio no primeiro tempo — acabava na entrada da área do adversário.

Nessa etapa, como no primeiro tempo, só duas boas jogadas aconteceram: aos 14 minutos, Erandi cruzou da linha de fundo, Ancheta falhou e Samuel Ia marcar, mas Beto pós a comer; aos 30, Espinoza cruzou com violência e o goleiro Hélio falhou, mas Mazinho chegou tarde para o arremate. O Grêmio ainda tirou Lairton para colocar Paulo Sérgio, sem resultado prático. O Ceará trocou Joãozinho por Élcio, que foi jogar na frente, passando Samuel a armar o jogo. Essa alteração também em nada influiu. Aos 40 minutos, Erandi saiu contundido, entrando Belo em seu lugar.” (Jornal do Brasil, segunda-feira, 25 de setembro de 1972)

“DO 0X0 GREMISTA EM FORTALEZA À VITÓRIA DO INTER SOBRE O VASCO

FORTALEZA (De João Carlos Belmonte) — O Grêmio, na primeira partida da excursão pelo Nordeste, empatou com o Ceará no pequeno e temível Estádio Presidente Vargas sem abertura de contagem. O zero no final contentou as duas equipes, embora o Grêmio tivesse, em duas oportunidades, a chance de chegar à vitória. Se no 1.° tempo os gaúchos não fizeram golo, foi porque Lairton, após receber uma bola perfeita de Oberti, afobou-se na hora da conclusão. Lairton tinha espaço para avançar mais e poderia, até, forçar uma penalidade máxima.  Mas ele preferiu chutar tão logo ficou frente a frente com o goleiro Hélio.

No primeiro tempo essa foi a única real situação de golo dos gremistas. O Ceará pouco ameaçou, pois encontrou uma defesa bem postada, exceção de Everaldo, que eliminou as jogadas dos ponteiros da equipe, os irmãos da Costa. O ponteiro Jorge Costa quando vencia Everaldo, e venceu muitas vezes, não podia dar seqüência ao lance, pois recebia, as marcações de Jadir e Beto.

Espinosa foi perfeito na marcação a Da Costa, mas o ataque do Grêmio não foi bem porque Oberti não obedeceu a instrução do treinador Daltro Menezes para que jogasse mais pela direita e, em conseqüência disso, o Grêmio ficou praticamente sem jogada pela direita e Carlinhos foi quase um assistente privilegiado.

No segundo tempo, para corrigir o erro, Daltro retirou Oberti e colocou 3,1azinho, outro brigador. Mas aos poucos o Grêmio começou a cair de produção na meia-cancha. Negreiros, na tentativa de acompanhar a correria de Edmar e Joãozinho, já não voltava com regularidade. Saiu Lairton que não jogava bem no 2º tempo e Paulo Sérgio equilibrou, mesmo acionando lento e errando passes. O Ceará, ao invés de reforçar a defesa e meia-cancha, preferiu o goleador Hélcio, retirando Joãozinho e recuando Samuel.

 Ivonísio queria com Hélcio (goleador do último campeonato baiano) dar mais força ao ataque, mas como Ancheta e Beto estiveram perfeitos, de nada adiantou a modificação do técnico cearense. Da maneira como se dispuseram no gramado, dificilmente os dois times conseguiram marcar. No 2º tempo a melhor oportunidade gremista. Mazinho perdeu uma boa chance, num cruzamento da direita em que Hélio falhou.

Nada mais aconteceu a não ser a festa de Daltro e Ivonisio — os treinadores — pelo empate que eles mesmos propuseram durante 90 minutos de partida. Só que para o Grémio por jogar na casa do adversário, o zero foi bem melhor. […]” (Correio do Povo, terça-feira, 26 de setembro de 1972)

“OBERTI ESTÁ PERDENDO A POSIÇÃO

FORTALEZA (De João Carlos Belmonte, enviado especial) Daltro está, pensando como resolver o problema de Oberti que, parece, está se agravando de jogo para jogo, com a desobediência do argentino às ordens do treinador do Grêmio. Domingo último, durante 45 minutos, o técnico gritou para que Oberti viesse para, o lado direito a fim de que Carlinhos não ficasse sem jogada na ponta direita:

— Já falei com o Oberti e perguntei como é que poderíamos resolver isso. Ele me disse que sabe jogar pela direita, mas acontece que na hora da partida ele vai para o lado esquerdo e junta-se a Lairton.

A possibilidade de Lairton ficar na direita, indo Oberti para a esquerda, dificilmente será tentada pelo ‘treinador Daltro Menezes:

— Isso não dá para fazer, porque o Lairton é o jogador para cabecear as bolas que o Carlinhos ou Espinosa levantam para a área.

Então, Daltro vai conversar com os 3 jogadores — Oberti, Mazinho e Lairton — para ver como é que resolverá o problema. Pelo que pensa o treinador — “quero Oberti jogando pela direita” — tudo indica que se o argentino continuar entrando pela esquerda, ele é que acabará saindo do time.

 — O Oberti é um grande jogador mas contra o Ceará foi muito mal, prejudicou o andamento dos lances. O coitado do Carlinhos ficou isolado na ponta direita, sem receber nenhum passe.

A alteração gremista para o logo de amanhã à noite em Natal só será decidida hoje pelo Daltro, pois o técnico diz que precisa pensar muito no assunto antes de tomar a decisão de afastar Oberti do time. Pode ser até que Daltro mantenha o argentino, dando-lhe outra oportunidade para que ele confirme o que diz par, o ténico: ‘Sei jogar pelo lado direito”.

A outra modificação na equipe, Daltro nem precisa pensar ou conversar com os jogadores: Carlos Alberto entra e sai Jadir. A doença de Carlos Alberto — pretesto para afastá-lo da partida de domingo — não é problema para o jogo de amanhã. A defesa, segundo o ‘treinador, não sofrerá nenhuma alteração.” (Correio do Povo, terça-feira, 26 de setembro de 1972)

Ceara 0 x 0 Grêmio

CEARÁ: Helio; Artur, Nagel, Mauro e Paulo Tavares; Edmar e Joãozinho (Elcio); Jorge Costa, Erandi (Belo), Samuel e Da Costa
Técnico: Ivonísio Mosca

GRÊMIO: Jair; Valdir Espinosa, Ancheta, Beto e Everaldo; Jadir e Negreiros; Carlinhos, Oberti (Mazinho), Lairton (Paulo Sergio) e Loivo
Técnico: Daltro Menezes

Brasileirão 1972 – 1ª Fase – 5ª Rodada
Data: 24 de setembro de 1972, domingo
Local: Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza-CE
Publico: 19.484
Renda: Cr$ 117 788,00
Juiz: Vilmar Serra

Brasileirão 1972 – Grêmio 1×0 Atlético Mineiro

May 24, 2019
1972 gremio atletico cp ancheta numero 3

Foto: Correio do Povo

 

No Brasileirão de 1972, o Grêmio recebeu o Atlético Mineiro pela segunda rodada da competição. O Galo, treinado por Telê Santana, era o campeão do ano anterior, e contava com Mazurkiewicz, Humberto Ramos e Dadá Maravilha.  Já o tricolor (que venceu o jogo graças ao gol de Carlinhos) contava com uma sólida defesa liderada por Ancheta e Everaldo.

GRÊMIO DERROTOU O ATLÉTICO COM GOLAÇO DO PONTEIRO CARLINHOS
O Grêmio, com um gol sensacional de Carlinhos, no primeiro tempo, ganhou do Atlético por 1 a 0 ontem à noite, mantendo a liderança da chave na segunda rodada, sem tomar nenhum golo e mais uma vez convencendo a sua torcida nesse começo do Campeonato Nacional.

1.º TEMPO — O bom ataque, com Loivo levantando para a área e criando uma situação de perigo que o zagueiro Raul Fernandes tirou de cabeça numa disputa com Lairton, foi um dos poucos que o Grêmio conseguiu no começo da, partida. Em seguida, ficou claro que havia alguns problemas no time de Daltro Menezes (Jadir não tinha o mesmo rendimento de domingo passado, Oberti e Lairton tinham dificuldades de conseguir espaços) e que o adversário, o Atlético Mineiro, tinha defesa melhor armada do que o São Paulo, que na primeira rodada deixou muitos espaços para o time gaúcho atacar.

Mas o futebol do Atlético, melhor dentro da partida, só apareceu bem, da defesa para a frente, a partir dos 10 minutos, quando Oldair e Humberto Ramos acertaram bem no meio-campo. Toninho, à frente dos zagueiros, marcava o início das jogadas do Grêmio. O domínio do Atlético, entretanto, caiu em seguida, com Oldair e Humberto Ramos parando, e dando chance ao Grêmio reagir, liderado por Negreiros que aos 28 minutos criou a jogada que Carlinhos transformou em golo. Depois de trocar passes com Oberti — uma jogada, marcante dentro da partida — Negreiros lançou Carlinhos, na frente. Correndo da direita para o meio, chutando com o pé esquerdo, Carlinhos acertou o golo, na saída de Mazurkievcs, marcando 1 a O para o Grêmio.

A partir daí, o Grêmio melhorou um pouco, segurando o Atlético em seu campo e, às vezes atacando, em boas jogadas de Carlinhos e de Oberti.

2.º TEMPO — O Atlético voltou para o segundo tempo com Guerino em lugar de Paulinho, um, ponteiro muito fraco, que no primeiro tempo só atrapalhou o trabalho que tentava fazer Dario. O Grêmio esperou até os 15 minutos para fazer a sua primeira alteração: Carlos Alberto em lugar de Loivo. Daltro, com a colocação de Carlos Alberto, pretendia centralizar o trabalho de meio-campo, para dar anais consistência ao time, na tentativa de garantir o placar e solidificar a vitória parcial conseguida com o gol de Carlinhos. O jogo continuou com poucas jogadas de área até os 20 minutos, mas aos 25 o Atlético teve uma boa oportunidade com uma falta que Romeu, chutando contra uma barreira de sete jogadores, perdeu. No rebote, Ancheta, que fizera a falta em Dario, chutou de qualquer maneira para a lateral, para aliviar a situação de perigo. E depois disso, o Atlético, aproveitando que o Grêmio se acomodava um pouco, tomava a iniciativa em todas as jogadas, tentando o golo de empate, inclusive retirando Toninho, que ficava à frente dos zagueiros, para colocar Serginho, um jogador mais ofensivo. Daltro Menezes respondeu a esta alteração proposta pelo técnico Telê, colocando o juvenil Iúra (em lugar de Carlinhos) mas em seguida o Atlético teve excelente chance, numa jogada confusa, de chutes de todos os lados, que Everaldo, em última, instância, salvou para escanteio.

E assim, se defendendo porque o Atlético tentava o empate no desespero, o Grêmio levou o jogo até o fim, às vezes tentando marcar mais um. Não conseguiu — venceu só de 1 — mas venceu bem.” (Correio do Povo, quinta-feira, 14 de setembro de 1972)

1972 gremio atletico cp ancheta numero 3b

Foto: Correio do Povo

GELATINA DO GRÊMIO E O DESASTRE
Ruy Carlos Ostermann

Desta vez não foi Negreiros, não foi Oberti e nem foi Loivo ou Jadir quem garantiu a vitória do Grêmio. Desta vez a diferença que o Atlético Mineiro propôs no campo obrigou a eleição de outros jogadores, e, entre estes, especialmente, o zagueiro Ancheta e seu companheiro de área, Beto. O Grêmio foi menos time do que contra o São Paulo . Explica-se de uma forma: o Atlético teve mais consistência e maior movimentação do que o São Paulo, e teve três jogadores sempre no meio campo — Toninho, Oldair e Humberto Ramos. E se apenas Humberto Ramos lembrou o grande Atlético do ano passado, impondo um ritmo vibrante ao serviço da bola de armação, Toninho apertou Oberti e Oldair jogou fora do lugar de Loivo. E isso desequilibrou muito o Grêmio. Tanto que, no segundo tempo, foi preciso tirar Loivo e colocar Carlos Alberto para que o time se corrigisse no combate às jogadas do Atlético, todas marcadas pela preocupação em localizar Dario, e feitas pelo meio.

Mas o Grêmio era diferente do domingo. Correu no primeiro tempo, explorando alguns vazios que a falta de ritmo do campeão mineiro abria. E parou no segundo. Por isso, o jogo foi passando para a área do Grêmio e dali foi se levantando a preservação do gol de Carlinhos no primeiro tempo: o grande trabalho de Ancheta e Beto, ou seja, a morte de Dario. A torcida saiu guardando este resultado como uma gelatina: ela tremia, parecia desbordar, mas acabou ficando dentro do pires. Uma sobremesa rala e difícil, mas doce assim mesmo.
(Ruy Carlos Ostermann, Correio do Povo, quinta-feira, 14 de setembro de 1972)

1972 gremio atletico guaiba

GRÊMIO CONSEGUE SUA SEGUNDA BOA VITÓRIA

Porto Alegre (Sucursal). O Grêmio manteve-se na liderança no grupo D do Campeonato Nacional vencendo o Atlético por 1×0, ontem à noite no Estádio Olímpico numa partida bastante disputada e com muitos lances ríspidos O único gol da partida foi marcado aos 28 minutos do primeiro tempo pelo ponta-direita Carlinhos, que aproveitou um excelente lançamento de Negreiros, o melhor jogador em campo.

VENTO – O forte vendo que havia no Estádio Olímpico, quando começou a partida, dava a impressão de que o Atlético teria grande vantagem no início com o vento a seu favor. Foi o time mineiro quem teve a primeira grande chance de marcar aos 18 minutos, quando o zagueiro Beto perdeu infantilmente um lance dividido para Dario. O centro-avante entrou sozinho na área, driblou o goleiro Jair mas demorou a chutar. Quando chutou, Ancheta estava dentro do gol para salvar

Mas foi exatamente por confiar demais no vento que o Atlético levou o gol. Mazurkiewlcz foi recolocar a bola em jogo depois de um ataque do Grêmio e chutou fraco demais. Negreiros dominou no meio-de-campo e devolveu rápido para a corrida de Carlinhos, que chutou de pé esquerdo, sem dar tempo para o goleiro do Atlético se recuperar.

Telê Santana disse que o Atlético perdeu o Campeonato Mineiro e o primeiro jogo do Nacional porque faltava um líder no time. Por isso ele escalou Oldair ontem, contando com sua experiência para vencer o Grêmio.

Mas só a experiência de Oldair não bastou. O meio-campo do Grêmio jogou tão bem como contra o São Paulo na estreia, com Negreiros se destacando e anulando completamente o esforço de Oldair. Por isso, o Atlético não pôde aproveitar algumas vantagens que teve no primeiro tempo quando o vento lhe era favorável. No segundo tempo, o Grêmio apenas garantiu o resultado e revidou as jogadas violentas do Atlético.” (Jornal do Brasil, quinta-feira, 14 de setembro de 1972)

1972 gremio atletico ingressos

Grêmio 1×0 Atlético Mineiro

GRÊMIO: Jair; Valdir Espinosa, Ancheta, Beto Bacamarte e Everaldo; Jadir e Negreiros; Carlinhos (Iura), Lairton, Oberti e Loivo (Carlos Alberto)
Técnico: Daltro Menezes

ATLÉTICO: Mazurkiewicz; Raul Fernandez, Vantuir, Cláudio e Cincunegui; Toninho  (Serginho), Oldair e Humberto Ramos; Paulinho (Guerino), Dario e Romeu
Técnico: Telê Santana

Brasileirão 1972 – Primeira Fase – Segunda Rodada
Data: 13 de setembro de 1972 quarta-feira, 21h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Renda: Cr$ 114.033,00
Árbitro: Romualdo Arppi Filho
Auxiliares: Irandi Paiva e Carlos Martins
Gol: Carlinhos, aos 28 minutos do primeiro tempo

Brasileirão 1972 – CRB 0x2 Grêmio

May 13, 2015
“Lairton perdeu este lance embora acompanhado de perto por Catarina. Telefoto CJCJ
Folha da Tarde – 26 de Outubro de 1972″
O primeiro confronto da história entre CRB e Grêmio aconteceu em Maceió pelo Brasileirão de 1972. O tricolor conseguiu um vitória por 2×0, mas segundo reportagem da Folha da Tarde, a partida foi uma “pelada” e o “Grêmio perdeu uma chance de golear”.
A curiosidade é que Ivo Wortmann,  atual auxiliar técnico do Grêmio, atuou naquela partida, ingressando no lugar de Negreiros no intervalo.

 CRB CRB 0x2 Grêmio Grêmio

CRB: Vermelho; Galo Preto, Djalma Sales, Dodó (Edevaldo) e Ademir; Roberto Menezes e Zequinha (Canavieira); Mano, Edson Trombada, Alves e Silva
Técnico: Danilo Alvim
GRÊMIO: Jair; Everaldo, Ancheta, Beto e Jorge Tabajara; Jadir e Negreiros (Ivo Wortmann); Catarina, Oberti (Helenilton), Lairton e Loivo
Técnico: Daltro Menezes
Brasileirão 1972 – 1ª Fase – 14ª Rodada

Data: 25 de Outubro de 1972, quarta-feira
Local: Estádio Rei Pelé, em Maceió-AL
Público: 8.475
Renda: Cr$ 43.594,00
Árbitro: Joaquim Gonçalves
Auxiliares: Claudionor Tenório e Luís Digerson
Gols: Lairton, aos 34 minutos do primeiro tempo e Lairton aos 45 minutos do segundo tempo