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Brasileirão 1973 – Grêmio 1×1 Cruzeiro

December 5, 2019
1974 darci menezes helio mazinho carlos alberto

Foto: Correio do Povo

 

Essa partida foi disputada em janeiro de 1974, mas ainda pelo Brasileirão de 1973. O gol de empate sofrido no fim foi trágico para as pretensões do Grêmio na competição, uma vez que não conseguiu classificação para o quadrangular final, tendo ficado três pontos atrás do próprio Cruzeiro.

 

GRÊMIO CEDE EMPATE NO FIM

O Grêmio jogou melhor que o Cruzeiro de Belo Horizonte, ontem à noite, mas não conseguiu a vitória que tanto precisava. Mas esteve bem perto dela, pois só sofreu o golo de empate quando faltavam 30 segundos para terminar a partida. O Cruzeiro — e seu técnico reconheceu — não jogou bem e o Grêmio enquanto estava empatando foi sempre melhor que o adversário, empurrado pela vibração da torcida e pelo trabalho perfeito de destruição através de Carlos Alberto e Paulo Sérgio.

A melhor oportunidade de gol no primeiro tempo de jogo foi uma cabeçada de Mazinho que acabou no poste direito do goleiro Hélio. O Cruzeiro, com. Palhinha e Dirceu Lopes jogando mal, procurou tocar a bola e quando tentou a jogada para a frente encontrou sempre uma defesa bem postada. E nas poucas vezes que a defesa foi batida houve a falta, como no lance que Palhinha ganhou de Beto na corrida e foi derrubado na entrada da área.

SEGUNDO TEMPO
Na etapa final o Grêmio aumentou mais o ritmo do jogo e antes do golo surgiram duas ótimas oportunidades. A primeira foi um centro de Renato Cogo que Tarciso, livre, cabeceou para fora e a segunda uma escapada de Tarciso que atrasou certo para Mazinho chutar no canto direito e Hélio atirar para escanteio. Foi na cobrança do mesmo que Tarciso, numa falha do goleiro e de marcação da zaga, ficou livre para cabecear e marcar aos 11 minutos o golo da, vitória parcial. A partir do golo o Cruzeiro subiu na partida e ficou melhor que o Grêmio, que esporadicamente conseguia atacar, mas apenas com Carlinhos e Tarciso. Ai o técnico Carlos Froner, sentindo o maior volume de jogo do Cruzeiro, resolveu reforçar a meia-cancha, colocando um jogador mais descansado na partida, e trocou Mazinho por Humberto Ramos. Mas a substituição foi errada, porque se Carlos Froner queria um jogador para combater a meia-cancha do Cruzeiro, melhor teria sido colocar Orcina que, se tecnicamente não é bom, pelo menos sabe desarmar e combater, virtudes que Humberto nunca teve. E além do mais o Humberto Ramos entrou mal no jogo, errou muitos passes, não reteve a bola, não combateu. e foi culpado do lance que acabou dando empate ao time de Belo Horizonte.

Antes do golo o Cruzeiro já tinha trocado os dois ponteiros que jogam recuados (Eduardo e Lima) por homens mais ofensivos (Baiano e Joãozinho). A torcida gremista já se preparava para começar a comemoração de outra vitória quando a alegria experimentada no fim do jogo contra o Santos, transformou-se em tristeza no jogo de ontem. Humberto perdeu a bola para Palhinha, que sofreu falta de Ancheta. Nelinho, o lateral direito e melhor jogador do Cruzeiro no jogo, perfeito cobrador de faltas, ajeitou a bola e encobriu a barreira, colocando o empate no canto esquerdo do goleiro Picasso. Agora o Grêmio vai jogar contra o Botafogo no Rio e depois em Recife contra o Santa Cruz e não pode perder pontos nas duas partidas para decidir a classificação em Porto Alegre, contra o Vitória. “ (Correio do Povo, quinta-feira, 31 de janeiro de 1974)

GRÊMIO SEM SORTE EMPATA COM CRUZEIRO

Porto Alegre (Sucursal) — A falta de sorte impediu que o Grêmio ficasse em ótima colocação no Grupo II, pois empatou de 1 a 1 no Estádio Olímpico com o Cruzeiro, que marcou seu gol aos 44,5 minutos do segundo tempo e depois de ser inferior em campo durante quase todo o jogo.

Tarciso fez 1 a 0 aos 11 minutos da fase final, mas logo depois o técnico Carlos Froner cometeu o erro de substituir Mazinho por Humberto Ramos, mandando que a equipe recuasse para garantir a vantagem. Mais tarde, Ancheta se contundiu mas continuou em campo e, sem condições físicas, fez a falta Em Palhinha e que originou o gol dos mineiros. A renda foi de Cr$ 256 mil e o juiz Oscar Scolfaro.

Com velocidade

O Grêmio foi muito superior no primeiro tempo e perdeu ótimas chances de gol, principalmente através de Tabajara e Mazinho, o primeiro furando quando tinha o gol vazio pela frente e o outro mandando a bola na trave ao tentar colocar.

Sempre marcando bem a Zé Carlos e Dirceu Lopes, o Grêmio começou o segundo tempo ainda mais agressivo e usando de muita velocidade, e logo aos 11 minutos Tarciso marcou de cabeça. Depois o Grêmio recuou e o Cruzeiro partiu para o ataque, mas não chegou a criar jogadas de perigo.

Aos 44,5 minutos Nelinho cobrou muito bem uma falta de Ancheta em Palhinha e obteve o empate para o time mineiro, que reconheceu a superioridade do adversário quando o técnico Hilton Chaves disse que “o Grêmio foi excelente e merecia a vitória.” (Jornal do Brasil, quinta-feira, 31 de janeiro de 1974)

ingressos

Grêmio 1 x 1 Cruzeiro

GRÊMIO: Picasso; Renato, Ancheta, Beto Bacamarte e Jorge Tabajara; Carlos Alberto, Paulo Sérgio e Mazinho (Humberto Ramos); Carlinhos, Tarciso e Loivo
Técnico: Carlos Froner

CRUZEIRO: Hélio dos Anjos; Nelinho, Darci, Procópio Cardozo e Vanderlei; Piazza, Zé Carlos e Dirceu Lopes; Eduardo (Baiano), Palhinha e Lima (Joãozinho)
Técnico: Hilton Chaves

Data: 30 de janeiro de 1974, quarta-feira, 21h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre, RS
Renda: Cr$ 256.000,00.
Juiz: Oscar Scolfaro
Auxiliares: Geraldino César e Gérson Vendrame
Gols: Tarciso, aos 11 minutos do segundo tempo. Nelinho, aos 44 minutos do segundo tempo

Brasileirão 1973 – Atlético Paranaense 2×0 Grêmio

November 26, 2019
1973 athletico pr fora placar sergio lopes

Foto: Placar

 

No Brasileirão de 1973, Atlético Paranaense e Grêmio se enfrentaram no Couto Pereira. Vitória dos mandantes por 2×0.

Mesmo com o revés, o Grêmio permaneceu na segunda posição geral da primeira fase (tendo encerrado essa etapa três pontos atrás do líder Palmeiras).

 

1973 athletico pr fora diario da tarde caio primeiro gol

Foto: Diário da Tarde

FOI A 2.ª DERROTA DO GRÊMIO

Curitiba — O Grêmio perdeu para o Atlético Paranaense por 2 a 0, no Estádio Belfot Duarte e ao final o técnico Carlos Froner disse que não poderia falar apenas na ausência de Mazinho, Tarciso e Humberto Ramos “porque um time que creditar’ a derrota à falta de três dos seus jogadores não pode entrar no Campeonato Nacional”. Isso só seria um exagero se os três jogadores ausentes fossem simples peças de um time não as peças mais importantes de um esquema, como são Mazinho, Humberto Ramos e Tarciso. Sem eles o Grêmio abriu o seu meio-campo, desprotegeu a sua defesa e teve enorme dificuldade quando com a bola dominada de passar ao ataque, A falta de Mazinho deixou Carlos Alberto sobrecarregado na marcação, perturbou a defesa e Ancheta teve que cobrir todas as posições porque Beto, com uma fita apache encobrindo um curativo na testa não podia cabecear e isso preocupou desde o início.

E o Atlético, bem armado, ia à frente com força e desde o início criou jogadas perigosas, principalmente através de Lourival, Caio e Sicupira, seus principais jogadores. A falha de marcação na defesa era explorada com tabelas rápidas, e para superar o meio-campo do Grêmio, o Atlético usava quatro jogadores de bom toque de bola à exceção de Sergio Lopes, mais plantado, de extrema movimentação. Logo aos 6 minutos, depois de boa jogada de Caio e Sicupira, Didi Duarte quase marcou. E aos 12 minutos, depois de saída errada da defesa do Grêmio, Cláudio perdeu para Didi Duarte, este tabelou com Caio, foi derrubado e na cobrança da falta com barreira, Caio chutou muito bem, com efeito, vencendo a Picasso e marcando 1 a 0.

Até os 35 minutos o Grêmio não acertou nenhum chute no golo de Nascimento, e só o Atlético jogava na frente, sempre disposto e criando mais oportunidades. Quase no fim do primeiro tempo, Sicupira foi à linha de fundo e cruzou. Caio esperou a queda da bola, cabeceou no travessão e na volta Sidnei chegou atrasado, quase embaixo do golo, perdendo a chance de fazer o segundo. O Grêmio, pouco antes, teve uma bola chutada contra o travessão do golo de Nascimento, com Carlos Alberto tentando de fora da área.

MUDANÇA — A entrada de Lairton aos 8 minutos do segundo tempo, em lugar de Iura, parecia resolver o problema do Grêmio. Em poucos minutos ele já tinha conseguido duas jogadas de multo perigo em um chute certo no golo, que Nascimento evitou fazendo boa defesa. Paulo Sérgio já estava bem colocado. Oberti voltava um pouco para ajudar na preparação e o placar poderia mudar a qualquer momento. Mas o Atlético, que se jogava na defesa, teve acima tudo sorte — na base de um contra-ataque, Caio cabeceou para trás, a bola caiu entre os zagueiros e Sicupira, passando na corrida, tomou a frente na jogada, avançou um pouco e chutou fazendo 2 a 0, aos 13 minutos. A partir daí o jogo ficou resolvido. O Grêmio continuou todo no ataque, às vezes desordenadamente (depois Froner tirou Paulo Sergio e colocou Bolivar), o goleiro Nascimento fez defesas excelentes mas no todo o Atlético estava bem colocado e garantiu a vitória por 2 a 0, ganhando melhores condições para disputar uma vaga entre os 20 classificados para as semi-finais.” (Edegar Schmidt, Correio do Povo, 27 de novembro de 1973)

1973 athletico pr fora correio do povo caio beto

Foto: Correio do Povo

 

“Sempre bato faltas desta maneira. Tinha eu , o Sicupira e o Sidney, mas achei que a distância e a colocação eram para mim. Acertei e partimos na frente do Grêmio. No Grêmio eu não batia faltas, porque o Flecha era o principal cobrador, por isso a surpresa deles”, comentava Caio, autor do primeiro gol atleticano na vitória de domingo, frente ao seu ex-clube, o Grêmio. No Atlético tudo e alegria e fé na classificação, que agora já ficou mais perto. “Com esta vitória frente ao Grêmio, tudo melhorou, passamos para o 22º lugar, está bem melhor, né?” dizia Didi Duarte.” (Diário do Paraná, terça-feira, 27 de novembro de 1973)

1973 athletico pr fora diario da tarde 01

Foto: Diário da Tarde

A ÚNICA COISA RUIM DESSE JOGO: A RENDA

Esse jogo de ontem em Belfort Duarte foi assim: de um lado, um time jogando para o gol – jogando certo, com poucas falhas, quase perfeito:: do outro um time se defendendo muito, indo de vez em quando ao ataque. Resultado, teria que ganhar o tine de futebol certo, que procurava o gol e, esse foi o Atlético Paranaense, que derrotou o Grêmio Portoalegrense por dois gols a zero, num jogo de técnica e velocidade e, que teve como única coisa ruim a arrecadação (Cr$ 78.317,00), que trouxe novos prejuízos para o rubro-negro […]” (Diário da Tarde, segunda-feira, 26 de novembro de 1973)

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Foto: Diário da Tarde

Atlético Paranaense 2×0 Grêmio

ATLÉTICO-PR: Nascimento; Julio, Di, Alfredo e Ladinho; Lourival e Sergio Lopes; Sidnei, Sicupira (Bene). Caio e Didi Duarte (Renatinho).
Técnico: Lanzoninho

GRÊMIO: Picasso; Claudio, Ancheta, Beto Bacamarte e Jorge Tabajara; Carlos Alberto e Paulo Sergio (Bolivar); Carlinhos, Iura (Lairton), Oberti e Loivo.
Técnico: Carlos Froner

Brasileirão 1973 – Primeira fase – Returno – 4ª Rodada
Data: 25 de novembro de 1973, domingo, 16h00min
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba-PR
Publico: 8.751
Renda: Cr$ 78.317,00
Juiz: Luis Carlos Felix – RJ
Auxiliares: Joaquim Gonçalves e Josias Paulino
Gols: Caio, aos 12 minutos do 1º tempo e Sicupira, aos 13 minutos do 2º tempo

Brasileirão 1973 – Grêmio 0x0 Corinthians

October 4, 2019
1973 gremio 0x0 corinhtians paulo sergio rivellino cp

Foto: Correio do Povo

Eu ainda não criei um nome para essa série sobre alguns dos posts que tenho feito aqui no blog. Tinha pensado em “Partidas (não tão) Aleatórias”, onde posto matérias sobre jogos com o mesmo adversário do próximo compromisso do Grêmio, pelo mesmo campeonato, com o mesmo mandato, mas num jogo que não teve nenhum aspecto particularmente memorável.

No de hoje, posto sobre um 0x0 entre Grêmio e Corinthians pelo Brasileirão de 1973 no Olímpico.

1973 gremio 0x0 corinhtians guaiba

EMPATE FOI PRÊMIO PARA DUAS GRANDES EQUIPES

Grêmio e Corintians não mereciam perder, ontem à noite, na mais empolgante partida que a torcida gremista assistiu, no Olímpico, no atual campeonato Nacional. O jogo foi bom, foi rápido, emocionante, dois times bem organizados, o público viu vários lances emocionantes. O empate foi um prêmio justo para os dois grandes adversários. Grande público assistiu à partida que teve a presença ilustre de Emílio Garrastazu Médici, presidente da República.

O Grêmio encontrou um adversário forte, bem colocado na defesa, adiantando a zaga para deixar o ataque em impedimento e muitas vezes conseguindo. O Corintians procurou no primeiro tempo — e conseguiu — tirar todo o espaço para a jogada do Grêmio em profundidade. E partindo com segurança nas organização da jogada, o Coríntians conseguiu, no primeiro tempo, as melhores oportunidades para marcar.

A primeira foi quando Paulo Borges passou a bola para o lateral Zé Maria, na grande área, centrar forte e Picasso defender. O rebote foi apanhado por Roberto que cabeceou no canto oposto mas o goleiro do Grêmio foi bem no lance e agarrou a bola. Logo depois houve o choque de Mazinho com Roberto, Mazinho saiu com suspeita de fratura na perna esquerda entrando Humberto Ramos. Ainda no primeiro tempo a segunda chance do Coríntians: Rivelino entrou para marcar e Beto calçou na hora mas Roberto apanhou rebote novamente e outra vez Picasso salvou o Grêmio.

SEGUNDO TEMPO — Tarciso, a pedido de Froner, ainda conseguiu jogar 10 minutos depois entrou Oberti, sem reflexos mas tentando acertar. O jogo nos primeiros minutos do segundo tempo não teve o mesmo ritmo do primeiro tempo e o Grêmio cresceu mas custou a criar as chances de golo. A meia-cancha, sem espaço, retinha a bola e quando o mesmo surgia — Tabajara deu piques, três vezes — nem Humberto, nem Paulo Sérgio conseguiam a visão do lance para soltar a bola. O Corintians trocou Vaguinho por Lance mas nada conseguiu porque a defesa do Grêmio esteve perfeita, com Beto sendo o melhor dos zagueiros. A partir dos 30 minutos o Grêmio manteve o mesmo ritmo e aproveitou a queda de produção do Corintians e aí a equipe de Froner ganhou a melhor oportunidade. Cláudio projetou-se pela direita e levantou para a área quando Carlinhos cabeceou.

O goleiro Ado saiu mal e a cabeçada de Carlinhos bateu no poste direito. O Grêmio continuou pressionando mas o jogo era de zero a zero, nenhum time merecia perder no excelente Grêmio e Corinthians. ” (Correio do Povo, 15 de novembro de 1973)

1973 gremio 0x0 corinhtians jb

GRÊMIO 0x0 CORINTIANS

Porto Alegre (Sucursal) — Numa partida emocionante e bem disputada, que teve inclusive a presença do Presidente Mediei, Grêmio e Corintians empataram de 0 a 0 no Estádio Olímpico. O time gaúcho foi melhor no segundo tempo quando, graças ao seu excepcional preparo físico, esteve sempre criando chances de gol.”  (Jornal do Brasil, 15 de novembro de 1973)

GRÊMIO: Picasso, Cláudio, Ancheta, Beto e Jorge Tabajara; Carlos Alberto e Paulo Sérgio; Carlinhos, Mazinho (Humberto Ramos), Tarciso (Oberti) e Loivo
Técnico: Carlos Froner

CORINTHIANS: Ado, Zé Maria, Laércio, Vagner e Vladimir; Tião c Rivelino; Paulo Borges, Roberto, Vaguinho (Lance) e Adãozinho
Técnico: Yustrich

Campeonato Brasileiro 1973
Data: 14 de novembro de 1973
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Renda: Cr$196.749,00
Juiz: Armando Marques
Auxiliares: Hernani José de Castro e José Carlos Bezerra