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Brasileirão 1996 – Grêmio 5×0 Atlético Mineiro

December 8, 2021
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Foto: Sílvio Ávila (Zero Hora)

No Brasileirão de 1996, o Grêmio goleou o Atlético Mineiro por 5 a 0 no Olímpico. Esse é um jogo que serve para demonstrar que, apesar de nunca ter encontrado um substituto à altura para Jardel, o plantel do Grêmio para o segundo semestre da temporada tinha uma composição bem interessante. A mais evidente delas era ter Mauro Galvão como um reserva de luxo para a zaga. Marco Antônio e André Silva eram alternativas bem confiáveis para as laterais e a disputa entre Emerson e Ailton pela camisa 10 tricolor causou “dor de cabeça” em Felipão até o fim do campeonato. Todos esses atletas citados iniciaram como titulares nessa vitória sobre o Galo.

Ainda sobre este jogo, eu acho muito curioso que Taffarel estava usando uma camisa muito parecida com a que ele usava no Parma, porém a de  1996 não parecia ser feita pela Umbro (muito embora os dois clubes tivessem a marca inglesa como fornecedora d e material esportivo)

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Foto: Ricardo Giusti (Correio do Povo)

 

PAULO NUNES COMANDA O MASSACRE
Atacante marcou 2 gols e deu passe para mais 2 nos 5 a 0 contra o Atlético Mineiro e já é artilheiro do Campeonato Brasileiro

Depois de uma semana tensa e de questionamentos em relação à capacidade do time, o Grêmio deu a melhor resposta possível ao golear em 5 a 0 o Atlético Mineiro, no estádio Olímpico. O grande destaque da partida foi o atacante Paulo Nunes, que protagonizou belas jogadas, marcou dois gols e assumiu a ponta na tabela de goleadores do Campeonato Brasileiro com 7 gols.

Foi um jogo movimentado e de boa técnica, apesar da chuva. O Grêmio buscava a reabilitação à derrota diante do Atlético Paranaense, e o time mineiro tentava quebrar a rotina de só perder fora de casa. O objetivo do treinador Eduardo Amorim começou a ficar inviabilizado aos 3 minutos, quando, após cobrança de escanteio, Paulo Nunes tentou o gol com o calcanhar. A bola bateu na trave e voltou para Saulo fazer 1 a 0.

Era tudo o que o treinador Luiz Felipe queria. O gol logo de saída obrigou o Atlético a sair para buscar o empate. E aí foi a vez de a defesa gremista provar que não é tão vulnerável quanto se imagina. O sistema defensivo funcionou exemplarmente, anulando o ataque mineiro. À frente da zaga, a dupla Dinho/Adilson esteve perfeita, bloqueando e fazendo com que a bola saísse rápida para o ataque., onde Paulo Nunes brilhava. Saulo, lesionado, foi substituído por Afonso.

Aos 44 minutos, Émerson lançou Paul Nunes pela esquerda. O ponta cruzou na medida para Afonso concluir com precisão: 2 a 0. Quatro minutos depois. Paulo Nunes em grande jogada individual, livrou-se da mareação e chutou rasteiro no canto esquerdo de Taffarel para fazer 3 a o. No segundo tempo, o Grêmio continuou arrasador. Aos 21, Aílton cruzou para Afonso cabecear no canto direito e ampliar. Aos 37. Adilson cruzou para Paulo Nunes marcar o quinto gol.” (Correio do Povo, 9 de setembro de 1996)

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Foto: Sílvio Ávila (Zero Hora)

O JOGO: O Grêmio dominou totalmente a partida, marcando com firmeza e executando com rapidez as jogadas de ataque. O Atlético praticamente não atacou. Escapou de ter levado mais gols.” (Tabelão Placar 1996)

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Foto: Sílvio Ávila (Zero Hora)

 

“Foi o jogo da recuperação. Depois de quatro partidas consecutivas sem vitória, O Grêmio premiou o seu torcedor com uma atuação irretocável. Sem dar trégua aos defensores do Atlético-MG, Paulo Nunes e Afonso foram os grandes nomes da partida, sendo responsáveis pelos quatro dos cinco gols do jogo.” (Zero Hora, segunda-feira, 16 de dezembro de 1996 – Fonte: Arquivo Gremista)

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GRÊMIO HUMILHA O ATLÉTICO
Ao golear o time mineiro por 5 a 0, a equipe do técnico Luiz Felipe se recuperou e agora soma 12 pontos

Paulo Nunes marcou dois gols, construiu as jogadas de outros dois e foi o melhor em campo, na vitória de 5 a 0 do Grêmio sobre o Atlético Mineiro, ontem à tarde, no Estádio Olímpico. Foi o jogo de Paulo Nunes. Se bem que a frágil defesa do Atlético Mineiro colaborou de forma inestimável.

Mal a partida havia começado e o Grêmio já estava na frente no placar Aos três minutos, Dinho cobrou um escanteio da direita, Adilson cabeceou para o meio da área, Rivarola, chutou errado, Paulo Nunes apanhou a bola de costas para o gol e tentou marcar de calcanhar. A bola bateu na trave e voltou para o atacante Saulo empurrar para o gol.

Ao contrário das partidas anteriores, o Grêmio continuou jogando bem e partindo para o ataque rapidamente, sem dar espaços para o Atlético na defesa. O Atlético só deu um chute no primeiro tempo, através de Doriva, por cima da trave. A partir dos 20 minutos o Grêmio chegou a relaxar e permitir alguns toques de bola do adversa rio no meio-campo, mas aos 44 minutos Paulo Nunes arrancou pela esquerda e cruzou na medida para Afonso, que havia entrado em lugar do lesionado Saulo. Afonso marcou o segundo gol. Nos descontos do primeiro tempo, Paulo Nunes fez o gol mais bonito do jogo, entrando a drible na área e deslocando o goleiro Taffarel.

Com 3 a O no placar, o time do técnico Luiz Felipe voltou tranqüilo para o segundo tempo. O treinador adversário, Eduardo Amorim, tentou modificar a disposição tática da sua equipe colocando o atacante Cleiton em lugar do lateral Paulo Roberto, mas esta alteração apenas deu mais espaços para o Grêmio contra-atacar.

Foi o que o Grêmio ficou tentando fazer no restante do jogo. O sistema defensivo, com Mauro Galvão ao lado de Rivarola, estava perfeito. Adilson, no meio-campo, fazia a bola rolar com rapidez. E Paulo Nunes estava infernal, no ataque. O Atlético até que tentou partir para cima, mas sem qualquer organização. O Grêmio começou a perder gols.

Finalmente, aos 21 minutos, Allton deslocou-se pela direita e cruzou na cabeça de Afonso, que colocou no canto, sem a menor chance para Taffarel defender. O lado esquerdo da defesa do Atlético continuou aberto. Foi por aquele setor que Adilson entrou, aos 38 minutos, e cruzou para Paulo Nunes encerrar a goleada: 5 a O. Na saída de campo, como havia ocorrido no intervalo de jogo, Paulo Nunes foi ovacionado pela torcida. O atacante do Grêmio, agora, é o artilheiro do campeonato, com sete gols. O Grêmio vai ficar uma semana sem jogar. Sua próxima ocorrerá no domingo, contra o Paraná, em Curitiba.” (Zero Hora, 9 de setembro de 1996)

 

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“LUIZ FELIPE ELOGIA O POSICIONAMENTO

Mais do que festejar a goleada sobre o Atlético Mineiro, o treinador Luiz Felipe tratou de elogiar o desempenho da equipe. “A marcação foi correta, o posicionamento bom e as chances de gol foram aproveitadas. Isso para mim é mais importante que os 5 a 0”.

Outro motivo de satisfação do técnico é o fato de que terá uma semana inteira para treinamento: “Vamos poder acertar alguns detalhes e recuperar os lesionados”, disse Luiz Felipe. Entre eles, Saulo, que deixou o campo com um princípio de estiramento. Domingo, o Grêmio pega o Paraná, em Curitiba.

A direção do Grêmio divulgou ontem a relação dos integrantes da “Calçada da Fama”: Fernando Kroeff, Osvaldo Rolla, Leão, De León, Edinho, Pingo e Adílson. Mais os 13 nomes escolhidos pela crônica esportiva: Alcindo, André, Ancheta, Airton, Baltazar, Yura, Jardel, João Severiano, Oberdan, Ortunho, Mazaropi, Juarez e Renato Portaluppi.” (Correio do Povo, 9 de setembro de 1996)

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OS DESEMPENHOS (Zero Hora, 9 de setembro de 1996)
GRÊMIO ATLÉTICO
Chutes a gol 12 4
Conclusões de cabeça 3 1
Escanteios cedidos 2 4
Faltas cometidas 13 16
Impedimentos 2 4

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GRÊMIO GOLEIA ATLÉTICO
Tricolor fez boa partida e se reabilitou diante da torcida fazendo 5 no galo mineiro

Porto Alegre — O Grêmio se reabilitou frente a sua torcida goleando o Atlético-MG, por 5 a O, ontem à tarde, no Estádio Olímpico. Numa partida movimentada e sob intensa chuva, o time treinado por Luiz Felipe correu bastante e arrematou com categoria. Com o resultado, o Grêmio subiu para 12 pontos e melhora suas chances de classificação para a próxima fase do Campeonato Brasileiro da Série A.

O 1º tempo já terminou em goleada de 3 a 0. Aos 3min, Saulo fez o primeiro gol pegando o rebote de uma bola na trave, chutada por Adilson, e deslocando completamente Taffarel. O Grêmio jogou bem no início da partida, dominando o meio de campo e com bastante velocidade na frente. O Atlético começou a insistir nos contra-ataques somente após os 25 minutos, criando diversas situações de gol. Saulo, com um problema muscular na coxa, foi substituído por Afonso aos 34 minutos.

E foi Afonso quem marcou o segundo gol do Grêmio aos 44min. Paulo Nunes, numa jogada individual, aproveitando a saída de Taffarel, marcou o terceiro do Grêmio, aos 48 minutos. Na etapa final, Afonso, num cruzamento de Ailton, tocou de cabeça e fez 4 a O, aos 21min. Paulo Nunes, chutando da direita após receber um passe de Adilson, decretou o escore aos 37min.” (Pioneiro, segunda-feira, 9 de setembro de 1996)

 

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Grêmio 5×0 Atlético Mineiro

GRÊMIO: Danrlei; Marco Antônio, Rivarola, Mauro Galvão e André Silva; Dinho (Luciano), Adílson, Aílton e Émerson; Paulo Nunes e Saulo (Zé Afonso, 34 do 1ºT)
Técnico: Luiz Felipe Scolari
ATLÉTICO-MG: Taffarel; Dinho, Ronaldo Guiaro, Rogério Pinheiro e Paulo Roberto Prestes (Cleiton); Gutemberg, Doriva, Escobar (Silva) e Fábio Augusto; Helbert e Renaldo (Leandro)
Técnico: Eduardo Amorim

9ª Rodada – Primeira Fase – Brasileirão 1996
Data: 8 de setembro de 1996, domingo, 16h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre, RS
Público: 8.932 (5.218 pagantes)
Renda: R$ 56.300,00
Árbitro: Cláudio Vinícius Cerdeira (RJ)
Auxiliares: Reinaldo Ribas e Djalma Beltrami
Cartões Amarelos: Rivarola, Marco Antônio e Dinho (G); Gutemberg, Rogério Pinheiro e Paulo Roberto Prestes (AM)
Cartão Vermelho: Ronaldo Guiaro(AM)
Gols: Saulo (G), 3 minutos; Zé Afonso (G), 44 minutos; Paulo Nunes (G), 48 minutos (1° tempo); Zé Afonso (G), 28 minutos; Paulo Nunes (G), 37 minutos (2° tempo).

Brasileirão 1996 – Corinthians 2×2 Grêmio

December 4, 2021
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Foto: Zero Hora

No Brasileirão de 1996, Corinthians e Grêmio empataram em 2×2 no Canindé, em partida válida pela 6ª rodada da competição.

Neste ano os juízes começaram a obrigar as equipes trocar também os calções e meias quando houvesse semelhança entre as equipes. Por isso vemos o Grêmio com calção reserva, porém com a meia titular, uma vez que o Corinthians usava uma meia listrada preta e branca (muito semelhante a uma das meias que a Penalty fez para o uniforme negresco do Grêmio).

Sylvinho, atual técnico do Timão, foi o titular da lateral-esquerda corintiana naquele noite.

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Foto: Zero Hora

GRÊMIO EMPATA COM O CORINTHIANS
O goleiro Danrlei foi o melhor jogador do time gaúcho, que desperdiçou um pênalti e ficou no 2 a 2

Danrlei e Ronaldo foram os grandes nomes do jogo realizado entre Grêmio e Corinthians, ontem à noite, no Estádio do Canindé, apesar do placar dilatado: 2 a 2. Os dois goleiros foram os jogadores que mais trabalharam — Ronaldo, do Corinthians, pegou um pênalti e Danrlei praticou uma série de defesas complicadas, principalmente no segundo tempo.
No primeiro, tudo começou bem para o Grêmio. Logo aos seis minutos, depois de uma cobrança de escanteio, Mauro Gaivão encostou a bola e o atacante Paulo Nunes escorou para o gol: 1 a 0. O Grêmio continuou bem, jogando com tranqüilidade e segurança no meio-de-campo. Mas, aos poucos, o Corinthians passou a pressionar. E o Grêmio errou ao recuar em demasia e submeter-se à pressão.
As oportunidades começaram a aparecer para o Corinthians. Aos 22 minutos, Célio Silva cobrou uma falta com violência e Danrlei defendeu com dificuldade. Três minutos depois, o volante Bernardo entrou em velocidade na área, pelo meio, e perdeu o gol. Aos 40, Souza invadiu a área a drible exatamente pelo mesmo setor. Só que teve categoria para empatar a partida.
O melhor do jogo ocorreu no segundo tempo. O Corinthians partiu para cima da defesa do Grêmio e só não marcou porque Danrlei defendeu de todas as formas. Até com os pés. À altura dos 10 minutos, o goleiro do Grêmio chegou a afastar quatro escanteios seguidos, cobrados com malícia por Marcelinho Carioca. Aos três minutos, o zagueiro Henrique fez um gol que foi anulado porque ele estava em posição de impedimento. O Corinthians prosseguiu melhor, mas foi o Grêmio que marcou. De novo, através de uma jogada de bola parada. Aos 16, Saulo, que entrou em lugar de Afonso, subiu mais alto que a zaga, cabeceou para baixo ao estilo de Jardel e desempatou. O gol não intimidou o time paulista. Aos 29, Célio Silva invadiu a área, passou por Roger, passou para André Santos, que cruzou até Alcindo. O atacante precisou somente empurrar para o gol. A torcida do Corinthians ainda comemorava quando Carlos Miguel sofreu o pênalti. Mas Emerson chutou fraco, no meio do gol, facilitando a defesa de Ronaldo. O empate deu ao Grêmio o seu oitavo ponto, colocando o time na sétima posição no Campeonato Brasileiro. No próximo domingo, a equipe de Luiz Felipe vai enfrentar o Vasco da Gama, no Rio de Janeiro.”
(Zero Hora, sexta-feira, 30 de agosto de 1996)

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Foto: (Revista Nação Tricolor nº 3)

CORINTHIANS EMPATA COM O GRÊMIO
Corinthians e Grêmio empataram ontem, no Canindé, em 2 a 2, e estão empatados na classificação do Brasileiro com oito pontos.O time gaúcho abriu o placar logo aos 6min de jogo. Após uma cobrança de escanteio de Aílton, Mauro Galvão pegou a sobra e tocou para Paulo Nunes, que, livre, marcou com facilidade.Como o Corinthians jogava com três jogadores de marcação e apenas Souza para criar, o time apelava para o individualismo.Só aos 24min é que a pequena torcida corintiana que foi ao Canindé voltou a gritar a favor de seu time _até então, só reclamava da lentidão de seu clube.Gilmar cobrou rasteiro e com força uma falta na esquerda, e Danrlei tocou a escanteio.A partir daí, o Corinthians começou a chegar mais à área gremista, em jogadas individuais.Carente de finalizadores, o técnico corintiano Valdyr Espinosa substituiu o marcador Marcelinho Souza pelo atacante Jorginho.A alteração deu resultado aos 39min. Souza recebeu na esquerda, driblou dois adversários e tocou cruzado, na saída de Danrlei. As jogadas de bola parada da direita marcaram o início do segundo tempo, sem efeito, porém.Quando o Corinthians vivia seu melhor momento no jogo, quem marcou foi o Grêmio. Saulo completou, de cabeça, uma cobrança de escanteio, aos 15min.O Corinthians voltou a empatar aos 28min. Célio Silva saiu em velocidade do meio-campo, tocou para André Santos, que fez o centro para Alcindo marcar.No minuto seguinte Célio Silva e André Santos fizeram pênalti em Goiano, mas Ronaldo defendeu a cobrança de Emerson.” (VALMIR STORTI, Folha de São Paulo, 30 de agosto de 1996)

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DANRLEI BRILHA NA NOITE DOS GOLEIROS


Os goleiros foram definitivos no empate em 2 a 2 do Grêmio contra o Corinthians. Se Danrlei esmerou-se em defender os chutes perigosos de Souza e de Marcelinho Carioca, o corintiano Ronaldo cintilou na única vez em que devia brilhar: evitou a vitória adversária ao adivinhar o canto e agarrar o pênalti mal cobrado por Émerson. Os quatro gols em jogo podem ser atribuídos a falhas de marcação dos zagueiros, jamais aos goleiros.


Desde cedo Danrlei mostrou firmeza. Ainda no primeiro tempo, o goleiro do Grêmio conseguiu defender no chão a cobrança de uma falta por Célio Silva. O chutão passou feito um bólido entre as pernas dos jogadores na zaga e arrojou-se a meia altura. Surpreso com o petardo, Danrlei só teve tempo de espalmar a bola, prontamente retirada da área por Adilson. Um outro chute de Marcelinho Carioca na fase inicial quase o traiu. A bola bateu no chão e obrigou o goleiro gaúcho a controlá-la em dois tempos.


Tão dificil quanto a defesa do pênalti foram as intervenções de Danrlei com os pés no segundo tempo. Aos 9 minutos, depois de um intricado bate-e-rebate na área gremista, um corintiano conseguiu concluir no risco da pequena área. Danrlei usou o pé para colocar a bola longe. Quatro minutos depois, o goleiro iria repetir a façanha. Novamente com o pé, Danrlei afastou um chute do desesperado ataque paulista. No lance seguinte, o goleiro ainda administrou uma seqüência de quatro escanteios cobrados por Marcelinho Carioca. A pressão corintiana parou nas mãos e pés do goleiro ignorado pelo técnico Zagalo. Quando até os paulistas já se contentavam com o empate, Émerson ainda obrigaria os torcedores do Corinthians cruzarem os dedos para que errasse um pênalti, aos 31 finais. O meio-campista tomou boa distância e partiu convicto. Mas chutou no mesmo canto de Ronaldo.


A proeza dos goleiros também rondou o Maracanã ontem à noite. Edinho, do Santos, não precisou se esforçar para defender um pênalti que o botafoguense Túlio jogou às alturas. Só o santista Jamelli obteve vantagem sobre o goleiro Vágner, ao fazer 2 a O sobre o Botafogo. Foi de pênalti.
” (Zero Hora, sexta-feira, 30 de agosto de 1996)

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“O jogo: Corinthians e Grêmio somam agora oito pontos. O jogo foi movimentado. O Corinthians teve que buscar o resultado duas vezes. No final do jogo, Ronaldo defendeu a cobrança de pênalti Emerson.” (Folha de São Paulo)

 

“Sob a luz dos refletores na noite paulistana, o Grêmio comprovou a teoria de Adílson. Jogando com objetividade, envolveu o Corinthians, mas novamente cederam o empate em duas oportunidades. Faltando 14 minutos para o final, o meia Emerson perdeu o pênalti que daria a vitória ao Grêmio.” (Zero Hora, segunda-feira, 16 de dezembro de 1996)

 

O JOGO: Nem a volta de Célio Silva e Bernardo aliviou o sofrimento da torcida Corintiana. O empate em casa até saiu barato depois do pênalti mal batido por Émerson, a 15 minutos do final.” (Tabelão Placar)

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Foto: (Revista Nação Tricolor nº 3)

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Corinthians 2×2 Grêmio

CORINTHIANS: Ronaldo; André Santos, Célio Silva, Henrique e Silvinho; Bernardo, Gilmar, Marcelinho Paulista (Jorginho) e Souza; Marcelinho Carioca e Alcindo Sartori
Técnico: Valdir Espinosa

GRÊMIO: Danrlei; Marco Antônio (Émerson), Mauro Galvão, Adílson e Roger; Dinho (Luciano), Goiano, Aílton e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Zé Afonso (Saulo)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Brasileirão 1996 -6ª Rodada – 1ªFase
Data: 29 de agosto de 1996, quinta-feira, 20h30min
Local: Estádio do Canindé, em São Paulo
Público: 4.095 pagantes
Renda: R$ 40.535,00
Árbitro: Carlos Elias Pimentel (RJ)
Cartões Amarelos: Gilmar, Silvinho e Bernardo (C); Saulo, Paulo Nunes, Carlos Miguel e Mauro Galvão (G)
Gols: Paulo Nunes, 6 minutos; Souza, 16 minutos do primeiro tempo; Saulo, 15 minutos; Alcindo, 28 minutos do segundo tempo.

Brasileirão 1996 – Bahia 1×2 Grêmio

November 25, 2021
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Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

No Brasileirão de 1996, o Grêmio venceu o Bahia por 2 a 1 na Fonte Nova pela 16ª Rodada da primeira fase.

O gol da vitória foi marcado por Arce, aos 47 minutos do segundo tempo. O paraguaio, que estava de fora do time desde o jogo contra o Velez, 18 dias antes, ingressou no segundo tempo para atuar no meio de campo. A matéria da Zero Hora transcrita abaixo afirma que ele atuou “deslocado”. Eu não lembro de outra partida do Grêmio que ele tenha jogada na meia cancha, contudo é válido lembrar que ele jogava neste setor no Cerro Porteño (como por exemplo nas quartas-de-final da Libertadores de 1993 na qual ele converteu uma cobrança de pênalti usando a camisa 11)

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Foto: Valter Ponter (Correio do Povo)

GRÊMIO VENCE EM CIMA DA HORA
Brasileirão 96 – Momentos antes de encerrar-se a partida, Arce fez o gol da vitória de 2 a 1 sobre o Bahia 

A partida se desenvolveu no lento ritmo de um berimbau. Era toque para um lado, toque para outro, o calor de 32 graus e o sol dos trópicos impediam lances de velocidade. Era tudo que o Grêmio queria para vencer o Bahia por 2 a 1 em Salvador. Como se estivesse cansado em campo, a equipe gaúcha esperou o momento certo de definir a partida com o um bonito gol de Arce, já aos 48 minutos finais. Foi uma vitória que dá fôlego ao Grêmio, agora na sexta colocação do Brasileirão, com 28 pontos ganhos. 

O ritmo do Grêmio no começo do jogo era em busca do gol. Aos 20 minutos, Zé Alcino conseguiu cabecear à frente do Jean, na pequena área. Mas o goleiro defendeu no susto. Aí o Bahia acordou. A torcida, enraivecida pela má campanha do time — embolado entre os ameaçados de rebaixamento —, gritou para os jogadores e pediu futebol. Sabendo disso, Luiz Felipe tratou de acalmar os ânimos e aderir à malemolência e ao gingado baiano. Colocou Emerson mais próximo a João Antônio e a Dinho e deixou o tempo correr. Principalmente depois que Carlos Miguel fez 1 a 0, de falta, aos 26 minutos. O meia viu a falha na barreira e conseguiu colocar a bola ali mesmo. Os baianos sentiram que era melhor providenciar a ajuda de todos os santos para o seu próprio time. Em desvantagem, o técnico Fito Neves mandou a equipe atacar. Luiz Felipe saiu correndo do reservado e corrigiu o posicionamento de João Antônio, deu duas a três instruções e tudo voltou como antes. Com toque e mais toque. 

No segundo tempo, aos minutos, Zé Alcino deixou  o campo por causa de lesão. Luiz Felipe surpreendeu colocando Arce em seu lugar. Em seguida, Charles, que havia entrado em lugar de Claudinho, empatou. O Grêmio segurou o ímpeto do adversário. Até que Arce, como se estivesse cobrando uma falta, colocou a bola no ângulo de Jean num chute em curva, de fora da área.” (JONES LOPES DA SILVA  – Enviado Especial/Salvador, Zero Hora, segunda-feira, 21 de outubro de 1996)

“SANTO BAIANO AJUDA GRÊMIO A VENCER

 O árbitro Luciano Almeida já se preparava para encerrar o jogo quando Arce, deslocado para o setor esquerdo, recebeu um passe de Ailton e arriscou de longe. A bola fez uma curva no ar e encontrou o canto superior esquerdo do goleiro Jean, que saltou mas não evitou o gol da vitória do Grêmio sobre o Bahia, na Fonte Nova. Com os 2 a 1 sobre o time baiano, que luta para fugir do rebaixamento, o Grêmio subiu para 6º lugar e encaminhou sua classificação à próxima fase.

O gol de Arce, que havia substituído Zé Alcino, ocorreu aos 48 minutos do segundo tempo. “Um santo baiano olhou para nós”, comentou o treinador Luiz Felipe, admitindo que o time não jogou bem e que o empate seria mais justo. No primeiro tempo, o Grêmio foi melhor, dominando o Bahia. Aos 26 minutos, Carlos Miguel fez 1 a 0, cobrando falta e acertando o canto direito de Jean. No segundo tempo, o Bahia melhorou e pressionou, até que aos 22  minutos, Charles desviou de cabeça e empatou. Recuado, o Grêmio resistiu e até festejava o empate, quando Arce marcou o gol da 3ª vitória consecutiva do time de Felipão” (Correio do Povosegunda-feira, 21 de outubro de 1996)

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Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

ARCE JOGA DESLOCADO E FAZ O GOL DA VITÓRIA
O jogador paraguaio começou na reserva e foi escalado no meio-de-campo no decorrer da partida

O lateral Arce recebeu o passe já na intermediária do Bahia, no lado esquerdo de ataque, justo no ponto ideal que ele costuma dar duro todos os dias, exercitando cobranças de falta. Mas não era uma cobrança tradicional de bola parada. Era um lance corrido, em que o paraguaio teve tempo suficiente para ajeitar a bola, calcular e chutar de pé direito. Nem ele acreditou. A bola tomou altura e desceu no ângulo esquerdo do grandalhão Jean. Já passavam três minutos dos 45 finais e gol foi bem ao jeito baiano: de última hora.

Arce correu para se abraçar aos colegas do banco. Zé Alcino deu-lhe uma gravata, os outros jogadores se atiraram sobre o lateral transformado ontem em meio-campista. O Luiz Felipe, que já se contentava com o empate, deu um soco no ar.

O paraguaio voltou ao time fora de posição, amargava um bom tempo longe do time por causa de lesão e das viagens para servir a seleção de seu país, mas entrou com grande movimentação. Foi o jogador que mais correu em campo nos 30 minutos que esteve em campo. Ele escapou da indisposição intestinal que os colegas Danrlei, Murilo, Carlos Miguel e Zé Alcino sofreram na noite de sábado, em Salvador, e já foi um indício de que as coisas seriam boas para ele. Afinal, ele sempre é um dos primeiros a apresentar problemas intestinais no grupo do Grêmio.

O domingo parecia estar reservado para o time gaúcho. A falta cobrada por Carlos Miguel, bateu em Paulo Nunes e entrou. Preocupado em ganhar mais um gol na tabela de artilheiros, ele pediu ao árbitro Luciano Almeida para ganhar a autoria do gol. Paulo Nunes chegou a dizer: “O senhor vai ver na televisão. Foi meu o gol”. Almeida, achando que Paulo estava reclamando, o mandou seguir o lance e virou o rosto.

A delegação do Grêmio embarca hoje, às 7h, de volta a Porto Alegre. O horário de chegada está previsto para o meio-dia, no Aeroporto Salgado Filho.” (Zero Hora, segunda-feira, 21 de outubro de 1996)

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TRICOLORES
• O técnico Luiz Felipe não escondia o sentimento de alívio depois da vitória conquistada no final do jogo com o Bahia. “Deu para vencer, mas tivemos problemas, especialmente no segundo tempo, quando enfrentamos várias situações difíceis”, definiu. Ao projetar o confronto com o Palmeiras, no próximo domingo, Luiz Felipe disse que haverá tempo para treinar e trabalhar melhor os aspectos técnicos do time que não funcionaram bem em Salvador. “Como temos toda a semana livre pela frente, poderemos nos preparar adequadamente para a partida contra o Palmeiras”, disse.

• O paraguaio Arce foi contundente e sincero quando encerrou-se a partida de ontem na Bahia. “Acho que nunca mais conseguirei fazer um gol como este”, afirmou, referindo ao belo chute que desferiu de fora da ares e que entrou no ângulo esquerdo do goleiro Jean. Já Paulo Nunes, que permanece como goleador isolado do Brasileirão, lamentou que o árbitro Luiz Augusto de Almeida tenha dado a Carlos Miguel a autoria do primeiro gol do Grêmio. Na cobrança da falta, a bola chegou a tocar em Paulo Nunes, desviando de Jean.

• O Grêmio folga hoje e volta a trabalhar na terça-feira à tarde. Para o jogo contra o Palmeiras, no próximo domingo, no Estádio Olímpico, o técnico Luiz Felipe não poderá contar com o zagueiro Mauro Galvão, suspenso por ter recebido o terceiro cartão amarelo ontem à tarde, contra o Bahia. Em compensação, o treinador terá a possibilidade de escalar novamente o zagueiro e capitão Adilson e o volante Luiz Carlos Goiano, que cumpriram suspensão ontem e já estão liberados. Há uma grande expectativa para a partida de domingo, considerada um clássico. Luiz Felipe disse ontem que espera um público de 50 mil pessoas no Olímpico. “E se tivermos este apoio não há como perder para o Palmeiras”, disse Luiz Felipe, que ainda não revelou a escalação da equipe.” (Zero Hora, segunda-feira, 21 de outubro de 1996)

Antes de embarcar para a Bahia, Luiz Felipe colocou Arce no banco de reservas. O puxão de orelhas no paraguaio surtiu efeito. Nos descontos, Arce marcou um golaço de fora da área, decretando a vitória do Grêmio, que subiu para a sexta posição.”(Zero Hora, segunda-feira, 16 de dezembro de 1996)

 

“O JOGO: O Bahia fez sua melhor partida na competição, mas foi surpreendido no final e deixou a Fonte Nova com mais uma derrota.” (Tabelão Placar 96)

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Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

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Bahia 1 x 2 Grêmio

BAHIA: Jean; Givaldo, Parreira, Vladimir e Daniel; Leandro Silva, Hermes, Bobô e Darci (Juninho); Naldinho (Edmundo) e Claudinho (Charles)
Técnico: Fito Neves
GRÊMIO: Danrlei; Marco Antônio, Rivarola, Mauro Galvão e Roger (André Silva); Dinho, João Antônio, Émerson (Aílton) e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Zé Alcino (Arce)
Técnico: Luiz Felipe Scolari
16ª Rodada – 1ª Fase – Campeonato Brasileiro 1996
Data: 20 de outubro de 1996, domingo
Local: Estádio Fonte Nova, em Salvador
Público: 13.657 (11.809 pagantes)
Renda: R$ 99.655,00
Árbitro: Luciano Augusto de Almeida (DF)
Auxiliares: Jorge Gomes e Rogério Oliveira
Cartões Amarelos: Daniel, Vladimir e Charles (B); André Silva, Dinho, Marco Antônio, Mauro Galvão e João Antônio (G)
Gols: Carlos Miguel (G), 24 minutos (1º tempo); Charles (B), 21 minutos; Arce (G), 47 minutos (2° tempo).

Brasileirão 1996 – Grêmio 3×1 Flamengo

November 23, 2021
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Foto: Zero Hora

Como eu disse na semana passada, foi nessa partida contra o Flamengo que Zé Alcino foi titular pela primeira vez na campanha do Brasileirão de 1996.

Interessante notar que José Mitchell (do Jornal do Brasil) apesar de chamar o atacante do Grêmio de Zé “Alcindo”, observou corretamente que o novo camisa nove tricolor atuava mais pelos lados do campo, tendo Paulo Nunes passado mais para o centro do ataque.

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Foto: José Ernesto (Correio do Povo)

PAULO NUNES VIVE NOITE DE `MATADOR´

Marcou todos os gols na vitória de 3 a 1 sobre o Flamengo, no estádio Olímpico, formando dupla endiabrada com Zé Alcino

Quando marcou seu terceiro gol, Paulo Nunes correu para a beira do gramado, ajoelhou-se diante da torcida, fez o sinal-da-cruz e depois ergueu os olhos e as mãos para o céu. Com seus três gols, Paulo Nunes levou o Grêmio a vencer o Flamengo por 3 a 1, ontem à noite, no Olímpico, e, de quebra, mostrou que é o verdadeiro sucessor do matador Jardel e reassumiu a artilharia isolada do Campeonato Brasileiro com 11 gols.

Para chegar a essa posição, Paulo Nunes contou ontem com uma parceria que não vinha tendo nas últimas partidas: Zé Alcino. E foi exatamente dos pés de Zé Alcino que saiu o passe para o gol que abriu o caminho da vitória. Aos 5 minutos, ele invadiu a área pela direita e cruzou na medida para o goleador gremista simplesmente encostar para a rede. O Grêmio começava a recuperar a tranqüilidade abalada. Aos 19 minutos, Zé Alcino cruzou, Goiano errou e a bola sobrou para Paulo Nunes, que dominou e chutou com categoria.

Na arquibancada, a torcida fazia a sua festa, aplaudindo os jogadores a cada lance. Além dos dois atacantes, Carlos Miguel e, especialmente, Émerson davam o ritmo do jogo. No sistema defensivo, tudo perfeito, inclusive com André Silva revelando qualidades até para ser mantido. Aos 35 minutos, Zé Alcino dominou pelo meio e enfiou para o endiabrado Paulo Nunes, que entrou livre, driblou o goleiro e fez 3 a 0.

No segundo tempo, o Grêmio reduziu seu ritmo. Carlos Miguel foi poupado. Entrou João Antônio. O Flamengo passou a pressionar. Num contra-ataque, aos 9 minutos, Zé Alcino fez bela jogada individual e quase marcou o quarto gol. Aos 19, Athirson entrou pela direita e bateu cruzado para fazer 3 a 1. Logo depois, Luciano foi expulso injustamente pelo árbitro, que passou a errar muito. Mesmo com um a menos, o Grêmio garantiu a vitória.” (Correio do Povo, quinta-feira, 10 de outubro de 1996)

“O JOGO: O Grêmio foi superior ao Flamengo no primeiro tempo e definiu a vitória cedo, em mais uma ótima apresentação de Paulo Nunes.” (Tabelão Placar 96)


“Mais do que o jogo de Paulo Nunes, autor dos três gols do Grêmio, a partida marcou o ajuste final de Luiz Felipe no time. Com a entrada de Zé Alcino no lado direito do ataque, ele resolveu os problemas ofensivos da equipe
.”(Zero Hora, segunda-feira, 16 de dezembro de 1996)

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OUTRO VEXAME DO FLA

De novo, o carrasco foi também ex-rubro-negro, Paulo Nunes, autor dos três gols da vitória do Grêmio

PORTO ALEGRE — O Flamengo parece ter-se acostumado a perder, como temia o presidente Kleber Leite. Ontem, no Estádio Olímpico, sofreu sua terceira derrota consecutiva no Campeonato Brasileiro (está em 12° lugar, com 20 pontos ganhos), escapando inclusive de ser goleado no primeiro tempo. O Grêmio ficou nos 3 a 1, porque o Flamengo jogou com raça no segundo tempo, quando conseguiu seu gol, marcado por Atirson, um dos poucos que se salvaram.

Paulo Nunes, mais um ex-jogador rubro-negro (como aconteceu com Edmundo, no domingo), foi o responsável pelo terceiro pesadelo do Flamengo. O atacante marcou três gols, poderia ter feito mais, se não tivesse saído por cansaço, e assumiu a liderança isolada da artilharia com 11 gols.

A derrota deixou a dúvida: o que tem sido pior no time do Flamengo? A sua frágil defesa, que até três rodadas era a menos vazada e agora contabiliza 11 gols sofridos em três jogos? O meio-campo, em que a criatividade não existe? Ou o ataque, que parece não ter entrado em campo nos últimos jogos? Bebeto, por exemplo, voltou a jogar muito mal.

Ontem, no Olímpico, a combinação desses fatores negativos foi responsável por mais uma derrota. Aos 5min, numa bola perdida num dos muitos passes errados de Iranildo no meio-campo, o Grêmio partiu para o rápido contra-ataque, em três toques. Dos pés de Emerson para Zé Alcindo, que cruzou para Paulo Nunes marcar 1 a 0, completamente livre. Paulo Nunes (pelo meio) e Zé Alcindo (pela ponta direita) se movimentavam e confundiam os zagueiros.

O Flamengo não conseguia ficar com a bola. O Grêmio, muito superior, não deixava o adversário jogar e ainda neutralizava as jogadas com seguidas faltas. O time de Joel ainda conseguiu perder um gol feito (Marques, livre, demorou para chutar), até que Paulo Nunes se aproveitou de um chute errado de Zé Alcindo para fazer 2 a 0, aos 19min. Gol de pura sorte.

Paulo Nunes ainda tinha mais para mostrar. Aos 35min, recebeu a bola em seu próprio campo, partiu em velocidade sem ser combatido, driblou Zé Carlos e tocou para o gol vazio: 3 a 0 no placar, três gols de Paulo Nunes e o 11º o do novo artilheiro do Brasileiro.

Tudo ou nada — Sorte do Flamengo que o primeiro tempo terminou — o Grêmio perdeu duas oportunidades para ampliar, para desespero do técnico Joel Santana. “Vamos voltar com tudo para o segundo tempo. Perdido por três, perdido por seis”, gritava Joel na saída de campo para o vestiário.

Joel fez mais do que gritar: trocou Atirson e Gilberto de lado. Em uma de suas primeiras jogadas como lateral-esquerdo, Atirson driblou dois adversários e chutou cruzado para marcar um bonito gol, aos 15min. Luciano foi expulso, o Grêmio ficou com um jogador a menos e o Flamengo tentou então reagir. Na base da raça, depois de duas substituições que nada acrescentaram (os atacantes Marcos e Jacinto no lugar de Gilberto e Marques), o Flamengo procurou o segundo gol. Quase conseguiu com Mancuso, que chutou no travessão.

O Flamengo, que teve de amargar mais uma derrota, volta a jogar domingo contra o Paraná, no Maracanã, com o presidente Kleber Leite ratificando sua confiança na comissão técnica rubro-negra. “O Joel Santana é um dos três melhores técnicos do Brasil. Está mantido no cargo e tem o meu apoio”.  (José Mitchell, Jornal do Brasil, quinta-feira, 10 de outubro de 1996)

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GRÊMIO: Danrlei; Marco Antônio, Luciano, Adílson e André Silva; Mauro Galvão, Goiano, Émerson e Carlos Miguel (João Antônio); Paulo Nunes (Wágner) e Zé Alcino (Aílton)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

FLAMENGO: Zé Carlos; Gilberto (Marcão), Juan, Júnior Baiano e Athirson; Márcio Costa, Mancuso, Fábio Baiano e Iranildo (Pingo); Marques (Jacinto) e Bebeto
Técnico: Joel Santana

14ª Rodada – Primeira Fase – Brasileirão 1996
Data: 09 de outubro de 1996
Árbitro: Dalmo Bozzano (SC)
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre
Público: 12.505 (8.833 pagantes)
Renda: R$ 86.741,00
Cartões Amarelos: Émerson, Goiano e Marco Antônio (G); Júnior Baiano, Mancuso e Jacinto (F)
Cartão Vermelho: Luciano (G)
Gols: Paulo Nunes (G), 5, 19 e 35 minutos (1° tempo); Athirson (F), 15 minutos (2° tempo).

Brasileirão 1996 – Grêmio 6×1 Bragantino

November 15, 2021
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Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

Coincidência ou não, nas últimas duas vitórias do Grêmio eu publiquei materiais sobre jogos do Brasileirão de 1996 contras os mesmos adversários. Por via das dúvidas acho que vale publicar esse material da goleada de 6×1 sobre o Bragantino (“No creo en brujas, pero que las hay, las hay”)

Aquele foi o segundo jogo da campanha do título. É interessante notar que os jornais projetavam uma afirmação de Zé Afonso como companheiro de ataque de Paulo Nunes, o que acabou não acontecendo. Zé Alcino assumiu a titularidade na partida contra o Flamengo (13º compromisso do tricolor naquele campeonato).

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

“GRÊMIO MOSTRA ATAQUE ARRASADOR

O bicampeão gaúcho fez 6 a 1 no Bragantino, com destaque para a dupla Paulo Nunes e Afonso

Aos 10 minutos do primeiro tempo da goleada de 6 a 1 do Grêmio sobre o Bragantino, ontem à noite, no Estádio Olímpico, o atacante Paulo Nunes tentou driblar um adversário, escorregou e ficou estirado no gramado. Atento, o roupeiro Hélio correu ao vestiário e providenciou um outro par de chuteiras para o jogador não sucumbir mais ao gramado molhado pela chuva do meio da tarde.

Em condições de ficar em pé, Paulo Nunes necessitou de apenas 10 minutos para desmanchar a retranca armada pelo técnico Jair Picerni, o mesmo da medalha de prata na Olimpíada de Los Angeles. Endiabrado, o atacante gremista entrou a dribles na área paulista e foi derrubado pelo volante Marcos. Pênalti, que o volante Dinho converteu com tranquilidade. A noite era de Paulo Nunes. Aos 35 minutos, Ailton fez grande jogada e chutou no poste. Enquanto o meia se lamentava na linha de fundo, Paulo Nunes recuperou a bola, driblou o lateral Da Guia e cruzou para Afonso, ao melhor estilo Jardel, marcar de cabeça o segundo gol do Grêmio.

Inoperante, o Bragantino continuou congestionando o seu campo de defesa. Aos cinco minutos do segundo tempo, Paulo Nunes lançou Afonso, que chutou forte e marcou o terceiro do Grêmio, aparecendo como um dos goleadores do Brasileiro, ao lado de Luisão e Renaldo, com três gols. Descontrolado, o Bragantino partiu para o ataque. O habilidoso Edilson dominou a bola na área e foi derrubado por André Silva. Esquerdinha cobrou na trave. Depois desse erro, as coisas ficaram ainda mais fáceis para o Grêmio. Aos 22 minutos, Paulo Nunes, novamente, fez a jogada e cruzou para Ailton marcar o quarto gol. Ovacionado, o centroavante Afonso foi substituído pelo meia Emerson, que deu sequência à série de gols. A. 31 ele marcou o quinto e, aos 40, de pênalti o sexto. O Bragantino ainda descontou com Gilson Batata batendo falta aos 46 minutos.

 O Grêmio possui o melhor ataque da competição, com nove gols (no domingo fez 3 a 1 no Criciúma) e um aproveitamento de 100% com duas vitórias.” (Zero Hora, quinta-feira, 22 de agosto de 1996)

LUIZ FELIPE CONFIRMA AFONSO COMO TITULAR

A boa atuação e os dois gols na partida de ontem proporcionaram ao centroavante Afonso a garantia do técnico Luiz Felipe de que permanecerá como titular no jogo de domingo, contra o Vitória-BA, no Estádio Olímpico. O treinador adiantou que Saulo, apesar de estar com a sua situação regularizada, ficará na reserva contra os baianos. “O Afonso só não joga se estiver lesionado”, decretou.

Luiz Felipe elogiou a atuação de Afonso e, fugindo das sua característica, comparou o atual titular com o goleador Jardel. “Ele não tem aquela cabeçada certeira, mas participa mais da partida”, afirmou. O centroavante é o goleador do Brasileiro, ao lado de Renaldo e Luisão, com três gols. Mesmo reconhecendo a fragilidade do Bragantino, o treinador elogiou a sua equipe por induzir o adversário a cometer os erros que resultaram nos gols. O meia Carlos Miguel sentiu uma lesão no púbis e é dúvida para o jogo de domingo.

O técnico do Bragantino, Jair Picerni, indignado, considerou uma “vergonha profissional” a goleada de 6 a 1 sofrida para o Grêmio. Ele afirmou não entender as péssimas atuações de alguns jogadores experientes do seu time. O treinador adiantou que, apesar das três derrotas consecutivas, não pensa em sair do comando da equipe. ‘Vou continuar trabalhando porque temos como objetivo nos classificar entre os oito finalistas” disse.

Com a vitória de ontem, o Grêmio passou a liderar o Brasileiro, ao lado  São Paulo, com 100% de aproveitamento. A rodada de ontem teve os seguintes resultados: Portuguesa 2 x 0 Paraná, Bahia 2 x 0 Atlético-PR. Coritiba 1 x 0, Atlético-MG, Cruzeiro 2 x 1 Vitória e Goiás 3 x 1 Sport.” (Zero Hora, quinta-feira, 22 de agosto de 1996)

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“Durante toda partida o Bragantino procurou se defender, e o Grêmio teve liberdade para atacar. Em nenhum momento a equipe gaúcha esteve ameaçada de perder ou empatar” (Tabelão Placar)

A partida contra os paulistas marcou o reencontro da equipe com os torcedores, depois de quase 50 dias sem jogar em Porto Alegre. Com objetividade, o Grêmio amassou o Bragantino ainda no primeiro tempo, abrindo uma vantagem de três gols.” (Arquivo Gremista)

“Desde o início, o Grêmio procurou o ataque e fechou o segundo tempo vencendo por 2 a 0. A equipe soma agora seis pontos -100% dos disputados” (Folha de São Paulo, 23 de agosto de 1996)

GRÊMIO GOLEIA BRAGANTINO 

Porto Alegre — Numa noite inspirada, o Grêmio goleou o Bragantino por 6 a 1, ontem, no estádio Olímpico. Esta foi a segunda vitória do tricolor, que subiu para seis pontos no Campeonato Brasileiro. Dinho, Afonso (2), Ailton e Emerson (2) marcaram os tentos na maior goleada da competição até o momento. Gilson descontou.

O reencontro com a torcida depois de 45 dias não poderia ter sido melhor. Foi uma grande atuação do Grêmio, onde quase tudo deu certo. Aos 10min, Carlos Miguel perdeu boa chance. Aos 16min, Ailton chutou rente ao poste. Um minuto depois, Roger obrigou o goleiro Marcelo fazer grande defesa. Aos 21 min, Dinho abriu o placar cobrando pênalti com categoria. Aos 37min, Ailton concluiu na trave. No rebote, Paulo Nunes, um dos destaques do jogo, cruzou para Afonso, de cabeça, ampliar.

Na etapa final, o Grêmio manteve o ritmo. Aos 5min, Roger deu grande passe para Afonso fazer 3 a O e ficar ao lado de Luisão (Palmeiras) e Reinaldo (Atlético-MG) na liderança dos artilheiros com três gols. Aos 19min, Esquerdinha cobrou pênalti no travessão. Aos 23min, Ailton fez 4 a 0. Aos 33min, Emerson fez o quinto gol. Aos 41 min, Emerson, de pênalti, fez 6 a 0. Aos 45min, o Bragantino descontou através de Gilson.

Os demais resultados de ontem: Flamengo O x 1 Juventude, Portuguesa 2×0 Paraná, Bahia 2×0 Atlético-PR, Coritiba 1 x O Atlético-MG, Cruzeiro 2 x I Vitória e Goiás 3 X 1 Sport Recife. Hoje jogam Botafogo X São Paulo, Santos X Fluminense e Inter x Criciúma” (Pioneiro, quinta-feira, 22 de agosto de 1996)

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GRÊMIO: Danrlei; André Vieira, Rivarola, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Aílton (Mauro Galvão 25 do 2º) e Carlos Miguel (Émerson, intervalo); Paulo Nunes e Zé Afonso.
Técnico: Luis Felipe Scolari

BRAGANTINO: Marcelo; Édson Baiano, Júnior, Augusto e Da Guia; Marcos (Esquerdinha – Intervalo), Maurinho, Ronaldo Alfredo e Marcão; Edílson e Kelly (Gílson Batata 23 do 2º)
Técnico: Jair Picerni

4ª Rodada – Primeira Fase
Data: 21 de agosto de 1996, quarta-feira, 20h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre, RS
Público: 9.548 (6.245 pagantes)
Renda: R$ 51.185,00
Juiz: Valdemar R. Fonseca – PR
Auxiliares: Roberto Gonçalves e Waldemir dos Santos
Cartão Amarelo: Júnior, Rivarola e Maurinho
Gols: Dinho (de pênalti) aos 21 e Zé Afonso aos 36 do 1ºtempo; Zé Afonso aos 5, Aílton aos 23, Émerson aos 33 e aos 44 (pen) e Gílson Batata aos 44 do 2ºtempo.

Brasileirão 1996 – Grêmio 4×2 Fluminense

November 8, 2021
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Foto: (Revista Nação Tricolor nº 3)

No Brasileirão de 1996, o Grêmio venceu o Fluminense no Olímpico por 4×2. Foi o 18º jogo da campanha do título gremista (10ª das 11 vitórias que os comandados de Felipão tiveram na primeira fase).

Naquele ano era o Fluminense que tentava escapar do rebaixamento. Renato Portaluppi (que uma semana antes fora operado no joelho pela segunda vez na temporada) havia sido anunciado como novo treinador do clubes da Laranjeiras na segunda-feira, mas não comandou o time no Olímpico, uma vez ainda estava se locomovendo com auxílio de muletas.

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Foto: José Ernesto (Correio do Povo)

GRÊMIO VIRA JOGO CONTRA O FLU, FAZ 4 A 2, E JÁ É QUARTO COLOCADO

Depois de um susto no primeiro tempo, o Grêmio acabou goleando o Fluminense por 4 a 2, ontem à noite, no Olímpico, e subiu para o quarto lugar no Campeonato Brasileiro.

O Grêmio começou em cima do time carioca, mas aos poucos diminuiu o ritmo, jogando com lentidão. Na retranca, ao Fluminense só restava o contra-ataque. Num deles, aos 23 minutos, Valdeir aproveitou uma indecisão da zaga e chutou forte para fazer 1 a 0.

O gol não serviu para acordar o time gremista. Na arquibancada, a torcida, impaciente, começou a vaiar os lances errados. Quando terminou o primeiro tempo, a vaia foi mais intensa. Irritado com o rendimento da equipe, Luiz Felipe evitou entrevistas.

A esperança dos torcedores era o inevitável puxão de orelha do técnico. Uma esperança que se justificou plenamente já aos 2 minutos. Ailton, que havia passado para a lateral em lugar de Marco Antônio, no ingresso de Saulo, foi ao fundo e cruzou na medida para Luís Carlos Goiano, que cabeceou firme para empatar a partida.

O time estava diferente. Rápido no toque de bola e arrasador, com destaque para Emerson. Aos 5 minutos, Ailton mais uma vez, fez boa jogada e cruzou. Zé Alcino desviou de cabeça e fez 2 a 1. Aos 20, o gol da tranqüilidade: Lima tocou a mão na área na disputa com Saulo. Dinho bateu o pênalti e ampliou. Aos 27, Zé Alcino, num chute forte, marcou 4 a 1. Aos 42, batendo falta, Paulo Roberto descontou: 4 a 2.” (Correio do Povo, quinta-feira, 7 de novembro de 1996)

“A expectativa de uma partida fácil contra o penúltimo colocado na tabela foi frustrada logo no primeiro tempo, com um gol de Valdeir. Depois de um primeiro tempo frustrante, o Grêmio voltou com força total e liquidou o Fluminense em 27 minutos.” (Zero Hora, segunda-feira, 16 de dezembro de 1996)

O JOGO: O Grêmio pressionou o Fluminense, que se defendeu e tentou surpreender nos contra-ataques. Conseguiu êxito somente no primeiro tempo.” (Tabelão Placar 96, nº10, página 228)

“FLUMINENSE PERDE POR 4 A 2

PORTO ALEGRE — O Fluminense perdeu para o Grêmio ontem, no Estádio Olímpico, por 4 a 2.— gols de Valdeir e Paulo Roberto, para o Fluminense, e  Luís Carlos Goiano, Zé Alcino (2) e Dinho. A derrota aumentou a ameaça de rebaixamento já que o Bragantino empatou por 2 a 2 com o Atlético Mineiro e chegou aos 16 pontos — o mesmo do tricolor, que tem saldo de gols menor e por isso agora está em 22° lugar. O Bragantino assumiu a 21ª posição. Pior: o Criciúma, 23°, derrotou o Goiás por 3 a 0 e chegou aos 14 pontos. O lanterna Bahia — 13 pontos —não jogou.

O Fluminense se aproveitava dos contra-ataques e fez um bom primeiro tempo. Aos 23min, Valdeir marcou 1 a 0. Logo no início do segundo tempo, aos 2min, o Grêmio empatou: Luís Carlos Goiano de cabeça. Zé Alcino, também de cabeça, fez 2 a 1, aos 8min. O terceiro foi de pênalti, aos 20min, marcado por Dinho, após a bola bater na mão de Lima. Sete minutos depois, Zé Alcino aumentou para 4 a 1. Paulo Roberto definiu o placar aos 42min, de falta.”  (Jornal do Brasil, quinta-feira, 7 de novembro de 1996)

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Fonte: Correio do Povo

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Grêmio 4×2 Fluminense

GRÊMIO: Danrlei; Marco Antônio (Saulo), Mauro Galvão, Adílson e Roger (André Silva); Dinho, Goiano, Aílton e Émerson; Paulo Nunes e Zé Alcino (Negretti)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

FLUMINENSE: Léo; Paulo Roberto, Lima, César e Jorge Luís (Amarildo); Cadu (Uidemar), Charles Guerreiro, Hugo e Rogerinho; Barata (Leonardo) e Valdeir
Técnico: Altair (Interino)

Brasileirão 1996 -19ª Rodada – Primeira Fase
Data: 06 de novembro de 1996, quarta-feira, 20h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre
Público: 14.700 (10.208 pagantes)
Renda: R$ 95.456,00
Árbitro: Sidrak Marinho dos Santos (SE)
Cartões Amarelos: Aílton e Adílson (G); Barata, Valdeir e Charles Guerreiro
Gols: Valdeir, aos 23 minutos do 1º tempo; Goiano aos 2 minutos; Zé Alcino aos 6 minutos; Dinho (de pênalti) aos 20 minutos; Zé Alcinho aos 27 e Paulo Roberto aos 42 minutos do 2° tempo

Brasileirão 1996 – Grêmio 2 x 0 Portuguesa

December 15, 2011

Em 15 de dezembro de 1996, o Grêmio entrava em campo pela segunda partida da final do Campeonato Brasileiro tendo que devolver os dois gols sofridos no Morumbi.

O clima no Olímpico era indescrítivel. A pressão tricolor foi forte, e depois de uma sequência de escanteios, Paulo Nunes abriu o placar, logo aos 3 minutos. O jogo seguiu nervoso, brigado, até os 39 minutos do segundo tempo, quando Aílton marcou o golaço que iniciou a festa no Olímpico.

Detalhes sobre a campanha do Grêmio naquele campeonato podem ser encontrados em:

Abaixo seguem algumas fotos e textos dos jornais Correio do Povo, Folha de São Paulo e Zero Hora:

Ironia lusa contrapõe ameaça gremista
No vestiário da Portuguesa, momentos antes de o time entrar em campo, os jogadores rezavam.
Dava para escutar os gritos da torcida: “Ê, ê, ê, paulista vai morrer” ou “Ó Portuguesa pode esperar, a sua hora vai chegar”.
Foi sob um clima de guerra que o time se preparou, durante uma hora e 45 minutos, no estádio Olímpico, para encarar o Grêmio.
A reportagem da Folha acompanhou a Portuguesa nos momentos que antecederam o jogo.
Para controlar a tensão, a ansiedade e a expectativa, a tática era falar bastante. O assunto não interessava, o importante era falar.
Valia conversar sobre a torcida, as férias que se aproximavam, a família, o tempo, como em qualquer bate-papo normal dentro de um elevador, ou até fazer piadas dos gritos de guerra dos gremistas.
“Alguém tem que avisá-los que eu sou do Maranhão”, brincava o goleiro Clêmer, referindo-se às ameaças contra os paulistas.
“Não vão vocês gritar contra os gaúchos, porque eu sou do Rio Grande”, disse o meia Caio, que nasceu no interior do Estado e defendeu o Grêmio até janeiro de 94.
A recepção
A comissão técnica da Portuguesa tentou despistar a torcida do Grêmio, chegando a Porto Alegre antes do horário previsto. O time deixou São Paulo, às 10h, pousando em Porto Alegre às 12h.
Um ônibus contratado pelo clube e que esperava os jogadores na pista do aeroporto transportou-os para um hotel no centro da cidade.
No trajeto ao hotel e depois ao estádio, vários torcedores com camisas do Grêmio xingavam o time e mostravam dois dedos das mãos, insinuando o placar de 2 a 0.
No caminho, no entanto, torcedores com camisas do Internacional, rival do Grêmio, aglomeraram-se para dar apoio aos paulistas. Candinho e seus pupilos acenavam, agradecendo o incentivo.
E uma surpresa curiosa: as ruas e avenidas que cercam o Olímpico estavam pintadas de verde, vermelho e branco, cores da Portuguesa. É que a Prefeitura de Porto Alegre preparou a decoração de Natal antes de conhecer os finalistas.
Protegidos por seguranças do Inter, os paulistas chegaram ao estádio às 17h15.
A preleção
Na última hora, já dentro do vestiário do Olímpico, o técnico Candinho, mais do que um estrategista, vira um psicólogo. A análise tática do adversário, as orientações, a estratégia de jogo foram passadas ao elenco em São Paulo e no hotel.
Conversando “de verdade” com os atletas, no estádio, Candinho só descontrai o ambiente, acalma o time, motiva-o e brinca. “Já que o avião não caiu, estamos aqui, haverá jogo, vamos para ganhar.”
Mas também fala sério e elogia o elenco. “Fizemos história na Portuguesa, mostramos nosso valor. Estamos em alto-mar”, lembrou, referindo-se aos comentários de que o time costumava nadar, nadar e morrer na praia.
O goleiro Clêmer, um dos líderes do grupo, é o que mais palpita. Além de dar as instruções finais para seus companheiros de defesa, pede cuidado com a arbitragem.
O aquecimento
O preparador físico José Roberto Portella comanda os quase 30 minutos de exercícios dos jogadores antes do início do jogo. “Sem o aquecimento bem feito, o risco de alguma contusão é grande”, diz.
Diferentemente do Grêmio, que aqueceu no campo de treinamento que fica do lado de fora do estádio, a Portuguesa teve que se contentar em se aquecer no vestiário, já que o gramado do Olímpico era palco de um jogo preliminar.
Portella, que trabalhou no futebol português, preparou exercícios individualizados. “Cada um tem uma necessidade diferente, uma característica específica.”
A imagem
A diretoria da Portuguesa, porém, não contava só com a preleção de Candinho, o aquecimento de Portella ou a técnica dos jogadores. Uma imagem de Nossa Senhora de Fátima também foi levada ao vestiário para dar sorte.
“No Canindé, estamos acostumados com a imagem”, afirmou o zagueiro César, que diz ser evangélico. “É uma força a mais.”
A ausência foi o mascote Nirlei Tigre, 5, chamado pelos jogadores de “campeão”. Sem lugar no avião fretado pelo clube, ele ficou torcendo em casa, pela televisão.
O grupo de apoio da equipe, formado por roupeiro, massagista, treinador de goleiros e seguranças, acendia velas no vestiário e fazia promessas. “É a macumba portuguesa”, brincava Carioca, treinador de goleiros do time.
É a a tal história: em decisão, vale tudo. Bola para o mato que o jogo é de campeonato. (JOÃO CARLOS ASSUMPÇÃO – Folha de São Paulo)

Portuguesa perde controle dos nervos e título inédito
Pela primeira vez, desde o início da fase final do Brasileiro, a Portuguesa sentiu ontem, diante do Grêmio, em Porto Alegre, a pressão de estar jogando uma partida decisiva fora de casa.
Isso foi determinante para a derrota do time por 2 a 0 e a perda do inédito título brasileiro, sofrendo o gol fatal a nove minutos do fim.
A equipe paulista entrou em campo apavorada pelos gritos ensurdecedores da torcida gremista e tomou o primeiro gol aos 2min.
Depois de um passe de Zé Alcino, Paulo Nunes bateu forte de pé esquerdo, marcando seu décimo sexto gol no Brasileiro.
Ele terminou a competição como artilheiro do campeonato, ao lado de Renaldo, do Atlético-MG.
Tomar um gol no começo era tudo que o técnico Candinho mais temia. E isso se provou no fim.
Sua estratégia de valorizar a posse de bola e explorar rápidos contra-ataques com Alex Alves e Rodrigo não funcionou.
O Grêmio marcava a saída de bola, enervando os zagueiros César e Emerson, e não deixava o time paulista respirar. O lateral-direito Arce, que atuou sentindo uma contusão, era a principal arma ofensiva da equipe gaúcha.
O primeiro chute a gol da Portuguesa só aconteceu aos 15min, com Rodrigo.
Mas o domínio do Grêmio foi completo. O time cobrou 13 escanteios só no primeiro tempo e exigiu, pelo menos, três grandes defesas de Clêmer.
Aos 46min, César, de cabeça, salvou o que seria o segundo gol.
No segundo tempo, a ansiedade do Grêmio em fazer o gol e a impaciência da torcida tornaram o jogo melhor para a Portuguesa.
O time passou a organizar perigosos contra-ataques, sem oferecer espaços em sua defesa.
Mas, aos 39min, todo o esforço foi por água abaixo. Numa rebatida da defesa, Aílton, que acabara de entrar, acertou um belo chute, garantindo o título para o Sul. (Arnaldo Ribeiro – Folha de São Paulo – 16/12/1996)

Sangue azul – Por JUCA KFOURI
O Olímpico é um oceano azul banhado pela mais bela luz deste país, o sol que se põe na capital gaúcha.
Tudo pronto para fazer a nau lusitana afundar em alto mar.
O primeiro torpedo vem do comandante Paulo Nunes, nem bem a batalha havia começado. O artilheiro não estava mesmo ali por acaso.
A intranquilidade toma conta da tripulação do Canindé, que acusa o golpe e bate cabeça, o que era natural.
O capitão Capitão, mais que uma redundância, um herói, berra com César. Ave, César, que susto!
“Grêmiôôô, Grêmiôôô”, o grito de guerra inunda o palco do combate.
Ave, Caio, quase! Danrlei defende o indefensável.
O menino Rodrigo vira gigante, a Lusa cresce.
Por todos os lados, os gremistas atacam, atacam e atacam.
As escaramuças se sucedem em cada convés, como não convém mas é inevitável.
Clêmer salva a pátria-mãe novamente.
O mais argentino dos times brasileiros, que seria campeão até na Alemanha, tem dois paraguaios para ajudar a evitar que o toque africano rubro-verde faça o vira que vale o troféu.
O mundo da bola gira eletrizante no sul do Brasil.
Navegar é preciso, viver não é preciso. O arqueiro Clêmer sobe. E desce. E sobe.
Caía a noite. Era hora de ajustar as bússolas. Estava tudo justo e nada resolvido. Piscava a segunda estrela mosqueteira. E a primeira portuguesa.
Batalha reiniciada, os piratas aparecem de preto e amarelo. Uma bandeira mal içada impede que a vela lusa infle em direção à meta adversária, na arrancada de Rodrigo.
A luta é por cada palmo de espaço. Emerson pela esquerda, Zé Alcino pela direita, o segundo míssil ronda o casco português.
Rodrigo perde chance, o Grêmio perde o grande Rivarola, o que, para quem já não tinha Adílson, não é pouca coisa.
“Grêmiôôô, Grêmiôôô”, a massa queria jogar.
Os piratas reaparecem, agora contra o Grêmio, que busca força sabe-se lá de onde, tão visível é o desgaste de sua gente.
Aí, Aílton, sangue novo, nobre, fulmina sem piedade e inunda o porto de alegria.
Justa alegria, Grêmio grande campeão.
E porque tudo vale a pena se a alma não é pequena, a Lusa é uma enorme vice-campeã.” (Folha de São Paulo – 16 de dezembro de 1996)

FUNDAMENTOS (Folha de São Paulo)

Grêmio 49 – Bolas perdidas – 47 Portuguesa
Grêmio 41 Faltas cometidas – 33 Portuguesa
Grêmio 22 – Faltas na Defesa – 14 Portuguesa
Grêmio 19 – Faltas no ataque – 19 Portuguesa
Grêmio 7 – Finalizações certas – 1 Portuguesa
Grêmio 8 – Finalizações erradas – 6 Portuguesa
Grêmio 8 – Lançamentos certos – 3 Portuguesa
Grêmio 11 – Lançamentos errados – 1 Portuguesa
Grêmio 15 – Escanteios conquistados – 4 Portuguesa
Grêmio 3 – Impedimentos – 7 Portuguesa
Grêmio 198 Passes certos – 215 Portuguesa
Grêmio 81 – Passes errados – 215 Portuguesa

“GRÊMIO É O CAMPEÃO!
O Grêmio barrou a tentativa de “ascensão” social da Portuguesa para o quadro de grande times do país e conquistou ontem, em Porto Alegre, o título do Campeonato Brasileiro de Futebol.
É o segundo do Grêmio na competição. A equipe, anteriormente, já havia vencido em 1981.
O time, também, se tornou o segundo da história a reverter a vantagem no mata-mata da decisão, após perder o primeiro jogo. Antes, só o Flamengo, em 1980 e 83.
Além do troféu, o time ganhou o direito de disputar a Taça Libertadores da América em 1997, o mais importante torneio interclubes da América do Sul.
A vitória por 2 a 0 consagra o técnico Luiz Felipe, da equipe gaúcha, como um dos profissionais mais vitoriosos do país.
No comando do Grêmio, o técnico já conquistou o Campeonato Gaúcho, a Copa do Brasil e a Libertadores. O Brasileiro era o único título que faltava para Luiz Felipe no cenário nacional.
Agora, o “passe” do treinador passa a ser mais valorizado. Ele tem propostas do Palmeiras e do futebol japonês para 1997.
O grande destaque da campanha do Grêmio é o atacante Paulo Nunes, autor do primeiro gol do jogo. O atacante terminou a competição como artilheiro, ao lado de Renaldo (Atlético-MG), com 16 gols.
“Eu amo vocês. Esse título é para vocês”, disse o jogador, após a partida, quando jogou sua camisa aos torcedores que lotaram o estádio Olímpico.
“É o melhor time do mundo”, disse o meia Aílton, autor do segundo gol gremista.
A equipe gaúcha terminou o Brasileiro com 48 pontos. É o melhor ataque da competição, com 52 gols. Sua defesa tomou 34 gols. (Alexandre Gimenez – Folha de São Paulo 16 de dezembro de 1996)

Vestiário oscila entre tensão e decepção
O clima no vestiário da Portuguesa era semelhante ao de um velório logo após a partida.
Os jogadores, cabisbaixos, mal tinham ânimo para falar.
A decepção contrastava com o a empolgação da equipe antes do jogo. A reportagem da Folha acompanhou, com exclusividade, a Portuguesa nos momentos que antecederam a finalíssima.
“É duro engolir uma derrota quando estávamos a seis minutos do título”, lamentou o goleiro Clêmer. “Foi uma tragédia.”
Os atletas reconheceram que o time entrou tenso em campo.
“Não sei o que foi, talvez os gritos da torcida, a pressão que sofremos desde que chegamos a Porto Alegre… O fato é que entramos meio desligados no jogo”, disse o zagueiro Émerson.
“Somos jovens e, pelo menos uma vez, temos o direito de dizer que sentimos a pressão”, disse o zagueiro César.
“Mas depois melhoramos e poderíamos ter conseguido um resultado melhor.”
O técnico Candinho também achou que os minutos iniciais foram decisivos para a derrota. “Levar um gol no começo dá força para o adversário.”
Candinho diz que faltou o gol. “Futebol é simples. Podem ridicularizar minha frase, mas foi isso. Faltou o gol.”
Para o vice-presidente de futebol Ilídio Lico, o título do Grêmio foi merecido. “Jogavam por dois resultados iguais e conseguiram. Estão de parabéns.”
A preparação
Apesar da derrota, a torcida da Portuguesa aplaudiu a saída do time. “Reconheceram nosso esforço. O vice-campeonato foi um feito inesquecível”, disse o presidente Manuel Pacheco.
A Portuguesa bem que tentou se preparar para o clima de guerra da torcida gaúcha.
A comissão técnica tentou despistar a torcida do Grêmio, chegando a Porto Alegre antes do horário previsto.
Durante a semana, Candinho anunciara que a delegação partiria para o Sul entre 14h e 14h30.
Ele dizia que o almoço seria na concentração, em São Paulo, e que assim que o time chegasse a Porto Alegre iria direto ao estádio.
O trajeto
O time, porém, deixou o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, às 10h, pousando no Salgado Filho, em Porto Alegre, às 12h.
Um ônibus contratado pelo clube e que esperava os jogadores na pista do aeroporto transportou-os para um hotel no centro da cidade.
No trajeto ao hotel e depois ao estádio, vários torcedores com camisas do Grêmio xingavam o time.
Para controlar a tensão, a ansiedade e a expectativa, a tática era falar bastante.
Valia conversar sobre a torcida, as férias que se aproximavam, a família, o tempo, como em qualquer bate-papo normal dentro de um elevador, ou até fazer piadas dos gritos de guerra dos gremistas.
“Alguém tem que avisá-los que eu sou do Maranhão”, brincava o goleiro Clêmer, referindo-se às ameaças contra os paulistas.
Na última hora, já dentro do vestiário do Olímpico, o técnico Candinho, mais do que um estrategista, virou um psicólogo. A análise tática do adversário, as orientações e a estratégia de jogo foram passadas ao elenco em São Paulo e no hotel em Porto Alegre.
No vestiário, a tática era tentar tranquilizar os jogadores, lembrando que eles já tinham ido longe demais na disputa.
O goleiro Clêmer, um dos líderes do grupo, foi, dos jogadores, o que mais palpitou. Além de dar as instruções finais para seus companheiros de defesa, pediu cuidado com a arbitragem.
O preparador físico José Roberto Portella comandou os quase 30 minutos de exercícios dos jogadores dentro do vestiário.
“O ideal seria ter feito o aquecimento dentro do campo, porque o vestiário era acanhado”, comentou depois do jogo.
Como o estádio Olímpico era palco de um jogo preliminar, a Portuguesa não conseguiu sair do vestiário.
O Grêmio aqueceu-se no campo de treinamento ao lado do estádio.
A diretoria da Portuguesa levou uma imagem de Nossa Senhora de Fátima ao vestiário para dar sorte.
O grupo de apoio da equipe, formado por roupeiro, massagista, treinador de goleiros e seguranças, acendia velas no vestiário.
No final, além da melancolia, sobraram restos de velas e rosas vermelhas.
“Não deu. Fica para outra. O problema é que eu não sei quando”, afirmou Gallo, sintetizando a tristeza lusitana. (Folha de São Paulo – JOÃO CARLOS ASSUMPÇÃO – 16/12/1996)

“O técnico Luiz Fellipe atendeu ao pedido do volante Dinho, que pediu para sair, justamente para que Aílton entrasse na equipe. Mesmo correndo o risco de abrir o setor do meio-de-campo, o treinador fez a mudança. “A equipe precisava ser mais ofensiva”, justificou o volante

O meia explicou que teve dificuldade para se movimentar em campo, porque nesse momento a Portuguesa estava recuada, tentando garantir a derrota por 1 a 0, que daria o título ao clube paulista. “O técnico pediu que desse o máximo nos 10 minutos que faltavam para terminar a artida”, explicou. “Tinha de ajudar no ataque e voltar rápido.”

Mas, aos 39 minutos do segundo tempo, Aílton, livre de marcação na área, pegou um rebote sem tempo para dominar a bola, acertou um chute potente de pé esquerdo, no canto esquerdo do quase instransponível goleiro Clemar, num belíssimo sem-pulo. “Decidi arriscar o chute e tive muita sorte”, declarou Aílton.” (Correio do Povo – 16 de dezembro de 1996)


“Com os olhos cheios de lágrimas, o técnico Candinho, que deve deixar o time no final do ano, disse que o Grêmio mereceu o título. “A torcida, o Luiz Felipe e os jogadores está de parabéns”, felicitou o treinador derrotado. Depois do final da aprtida, Candinho demonstrou elegância e cumprimentou o juiz Márcio Rezende de Freitas. “Apitaste muito bem, obrigado”, agradeceu o técnico ao árbitro. Para Candinho, o gol sofrido no começo do jogo foi o fator decisivo para a perda do título. “Se tivéssemos segurado o Grêmio no início, tenho certeza que o resultado seria outro.
” (Zero Hora – 16 de dezembro de 1996)


1996 ailton gol zh

No festivo vestiário do Grêmio, o meia Aílton, autor do gol que deu o título brasileiro ao time, disse que entrou em campo no segundo tempo com “fé”.
Jogador mais contestado pela torcida do Grêmio, foi mantido pelo técnico Luiz Felipe, admirador do futebol do atleta, que joga tanto na meia como na lateral, contra a vontade dos próprios torcedores.
No final do jogo, quando todos os jogadores se reuniram em comemoração no meio do campo, Aílton correu sozinho em direção às arquibancadas, gritando palavrões.
*
Folha – Você se acha o herói do jogo? O que sentiu quando fez o gol do título?
Aílton – Entrei em campo com fé e confiante na vitória, ou com um gol meu ou de outro, feio ou bonito, pouco importava.
Folha – Mas foi você o autor do gol…
Aílton – Sou pé-quente, vencedor por onde passo. Felizmente, mais uma vez a sorte esteve ao meu lado.
Folha – Houve algum momento em que você achou que não daria para o Grêmio fazer o segundo gol e ganhar o título?
Aílton – Não. Acreditei sempre, nunca perdi a confiança em Deus. Apertamos o adversário durante toda a partida e, como prêmio, conseguimos o placar que necessitávamos.
Folha – O Grêmio mereceu o título?
Aílton – Mereceu pelo futebol que vem jogando faz tempo, pela luta e pela união de jogadores e dirigentes. Estou muito feliz com o gol, com o título, com tudo de bom que aconteceu comigo hoje “ (Folha de São Paulo – 16/12/1996)


O JOGO: O Grêmio precisava vencer por dois gols de diferença e, empurrado por sua torcida entusiasmada, conseguiu. No primeiro tempo, foi totalmente superior à Portuguesa. No segundo, a Lusa cresceu de produção, mas não foi suficiente para deter as investidas gaúchas. Foi um gol no início e outro no final, com os pés esquerdos de dois destros.

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GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola (Luciano 15 do 2º), Mauro Galvão e Roger; Dinho (Aílton 30 do 2º), Goiano, Émerson (Zé Afonso 15 do 2º) e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Zé Alcino
Técnico: Luis Felipe Scolari

PORTUGUESA: Clemer; Valmir, Émerson, César e Carlos Roberto (Flávio 40 do 2º); Capitão, Gallo, Caio e Zé Roberto; Alex Alves e Rodrigo Fabri (Tico 40 do 2º).
Técnico: Candinho

Campeonato Brasileiro 1996 – Final – Jogo de volta
Data: 15 de dezembro de 1996, 19h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 54.112(42.587 pagantes)
Renda: R$ 502.151,00
Juiz: Márcio Rezende de Freitas (MG)
Auxiliares: Klever Gonçalves e Marco Antônio Martins – MG
Cartão Amarelo: Gallo, Flávio, Goiano e Dinho
Gols: Paulo Nunes aos 3 do 1ºtempo e Aílton aos 39 do 2º.

Brasileirão 1996 – Portuguesa 2 x 0 Grêmio

December 12, 2011

Na noite de 11 de dezembro de 1996, Grêmio e Portuguesa jogavam a primeira partida das finais do Campeonato Brasileiro daquele ano.

O Grêmio chegava para a decisão com a vantagem da melhor campanha; A Lusa chegava como a “namoradinha do Brasil”, unindo não só os quatro grandes de São Paulo, como também a imprensa do centro do País na sua torcida.

O jogo começou bem para o tricolor, mas a questionável expulsão de Marco Antônio e o gol de Gallo na sequência acabaram mudando os rumos da partida.

“O Grêmio, ontem, provou do próprio veneno. Enfrentou um time sólido na defesa, eficiente na marcação e agudo nos contra-ataques. O Grêmio jogou bem, atacou com insistência, perdeu chances de gol, em certos momentos perdeu a calama e, pior, perdeu o jogo: 2 a 0 para a Portuguesa, na noite chuvosa do Estádio Morumbi, em São Paulo. “ (Zero Hora – 12 de dezembro de 1996)

“Foi um resultado injusto para o time comandado por Luiz Felipe, que, inclusive, começou pressionando o adversário em busca do gol. Aos 18 minutos, Carlos Miguel acertou um forte chute de fora da área e Clemer salvou para escanteio” (Correio do Povo – 12 de dezembro de 1996)

“Enquanto quase todos os jogadores da Portuguesa conversavam com os repórteres depois do fim do último treinado para a partida contra o Grêmio, na ensolarada manhã de terça-feira passada, o volante Gallo não se importou com o assédio da mídia e tratou de ensaiar cobranças de faltas. Depois de quatro chutes consecutivos na trave, o técnico Candinho se aproximou e perguntou o que estava se passando. “Não se preocupe, Candinho, porque no jogo a bola vai entrar”, assegurou o confiante Gallo. E entrou mesmo. Gallo abriu o caminho da vitória da Portuguesa por 2 a 0 com uma cobrança de falta perfeita aos 38 minutos do primeiro tempo.

[…]
“O Gallo é a alma da equipe”, disse Candinho, depois do jogo.” (Alexandre Corrêa – Zero Hora – 12 de dezembro de 1996)

“Irritado, vermelho de raiva e de tanto gritar, ilhado em um canto do vestiário do Morumbi por dezenas de microfones, o técnico Luiz Felipe começou o comentário da derrota em São Paulo pela atuação do árbitro: “O Sidrack tem critérios diferentes, em Minas não deu cartão para preservar jogadores e contra nós ele chegou a expulsar no primeiro tempo!” Inconformado com os dois cartões de Marco Antônio, o treinador disse que o lance da primeira punição foi injusto. “Não era jogada para cartão”.

[…]

Mal terminou o jogo, o atacante Paulo Nunes saiu correndo do gramado. Já à beira do gramado, arfando, ele só teve força de dizer três palavras: “Dá pra reverter”. Os demias jogadores o acompanharam. Todos eles, depositaram na torcida a esperança de vitória no segndo jogo do Olímpico: “Vou ficar gritando junto com a torcida para a gente vencer de qualquer jeito”, declarou Adílson. “O resultado de ontem foi meio injusto, tomamos gol de bola parada, tivemos um jogador expulso e agora dependemos da nossa superação.” Goiano se virou para a cabisbaixa comissão técnica gremista e disse uma frase emotiva. “Vai dar, sim”, falou. “O juiz complicou demais”, lamentou-se Goiano. (Alexandre Côrrea -Zero Hora – 12 de dezembro de 1996)

PLACAR – O JOGO: O equilíbrio da partida acabou aos 36 minutos do primeiro tempo com a expulsão de Marco Antônio e o gol de Gallo. A partir daí, o Grêmio ficou no dilema entre segurar o resultado ou tentar o empate. Não fez nem uma coisa nem outra. Tomou mais um gol e por pouco não perdeu de mais porque faltou empenho à Lusa.

ZERO HORA – O JOGO: Prejudicado pela expulsão de Marco Antônio e o gol de Gallo, no minuto seguinte, o Grêmio ainda tentou esboçar uma reação para garantir a vantagem de dois empates. Mas um gol de Rodrigo, no segundo tempo, atrapalhou os planos do Grêmio e obrigou
a equipe a trabalhar dobrado no Olímpico.

Portuguesa fica próxima da história

Time bate o Grêmio por 2 a 0 e pode até perder por um gol de diferença, domingo, no Sul, que será campeão

Portuguesa fica próxima da história
da Reportagem Local
A Portuguesa derrotou o Grêmio por 2 a 0, ontem, no Morumbi, e está próxima do feito mais importante de sua história.
O time pode perder por um gol de diferença, domingo, em Porto Alegre, que conquistará o inédito título brasileiro, garantindo vaga na Taça Libertadores de 97.
Pela terceira vez, desde o início da fase final do Brasileiro, a equipe, que jamais havia passado da sétima colocação, conseguiu reverter a vantagem do adversário.
Os jogadores e a torcida deixaram o campo otimistas.
Domingo, a Portuguesa poderá contar com os retornos do zagueiro César e do lateral Carlos Roberto, enquanto o Grêmio não terá o lateral Marco Antônio e o zagueiro Adílson, suspensos.
Em um gramado em perfeitas condições, apesar das chuvas, a Portuguesa teve muitas dificuldades no início do jogo.
O time, com três volantes (Capitão, Gallo e Roque), foi mais cauteloso que de costume, como prometera o técnico Candinho. O que o treinador não esperava era o nervosismo de alguns jogadores.
O Grêmio, mesmo com a ausência do lateral Arce, foi mais perigoso, insistindo nas jogadas pela direita, nos espaços deixados por Zé Roberto, que avançava pelo meio.
Com o domínio gremista, o goleiro Clêmer precisou fazer duas grandes defesas, numa cabeçada de Goiano e num chute forte de Carlos Miguel.
O jogo começou a virar somente aos 36min, quando Marco Antônio, que já tinha o cartão amarelo, foi expulso ao derrubar Alex Alves.
Na cobrança, Gallo, que não havia acertado nem uma sequer nos treinos de terça-feira, colocou a bola no ângulo direito de Danrlei.
No segundo tempo, mesmo com um atleta a mais, a Portuguesa caiu surpreendentemente de produção. Aos 11min, Clêmer evitou o gol de empate, em chute de Zé Alcino.
Mas, quatro minutos depois, a Portuguesa definiu o jogo. Caio cruzou da direita, e Rodrigo desviou para as redes, arrancando os gritos de ”É campeão!” da torcida.
Depois do segundo gol, o time pressionou em busca de uma vantagem maior, com as entradas dos atacantes Tico e Flávio.
Mas o Grêmio, bem armado taticamente, não deu chances, mantendo suas esperanças (Folha de São Paulo)

“Árbitro acusado de prejudicar a equipe gaúcha
O árbitro sergipano Sidrack Marinho dos Santos não escapou das críticas do técnico do Grêmio após a partida. Descontente com a expulsão de Marco Antônio ainda no 1º tempo. Luiz Felipe Scolari lançou suspeitas sobre o árbitro, “que não havia dado qualquer cartão amarelo a jogadores da Portuguesa já na partida contra o Atlético Mineiro”. Para Felipe, faltou, novamente, maior força política a seu clube. “Não temos força para agir contra a arbitragem.
Também na opinião do preparador Paulo Paixão, houve influência direta da arbitragem, “que truncou muito a partida”. Só mostrou alegria com a força do tome, “que teve superação mesmo com 10 jogadores”. O goleiro Danrlei não conseguiu esconder seu abatimento com o fato de o time ter criado várias chances, sem conseguir marcar sequer um gol. “Agora, complicou”, entende. “Vai ser difícil, mas temos qualificação para obter um resultado diferente no estádio Olímpico”, avalia o lateral direito paraguaio Arce, que se recupera de lesão no tornozelo, em Porto Alegre.
A vitória foi festejada sem excessos pelos jogadores da Portuguesa. “Ainda estamos muito longe”, entende Rodrigo, autor do 2º gol. Para o craque da Portuguesa, será preciso administrar a partida do próximo domingo. “Já fizemos isso contra o Cruzeiro e Atlético.”
(Correio do Povo – 12 de dezembro de 1996)


Candinho reclama da violência

da Reportagem Local
O técnico Candinho reclamou de jogadas faltosas do Grêmio.

Ele está preocupado com a escolha de Márcio Rezende de Freitas para apitar o segundo jogo. ”O Grêmio joga duro e às vezes chega a ser violento. Espero que o juiz saiba punir quando tiver a pressão da torcida.”
Candinho gostou da atuação da Portuguesa. ”Jogamos com velocidade e provamos que estamos preparados para decisões.”
”Depois de nos classificarmos duas vezes no Mineirão, não é agora que vamos tremer”, afirmou. (Folha de São Paulo)
Paulistas tentaram adiar o jogo
da Reportagem Local
O presidente Manuel Pacheco, da Portuguesa, não teve sucesso em adiar o jogo de ontem.
O dirigente, preocupado com as dificuldade
s causadas pela forte chuva de ontem, pressionou a CBF para que transferisse a partida para hoje.
”Infelizmente o Farah e o Gilberto Coelho lavaram as mãos”, afirmou, referindo-se ao presidente da Federação Paulista e ao diretor técnico da CBF.
A diretoria do Grêmio aprovou a decisão do árbitro.
Acidente A Portuguesa viveu momentos de tensão para chegar ao estádio.
Na saída do hotel, o ônibus que levava a delegaç
ão chocou-se, de leve, com os carros do preparador físico José Roberto Portella e do diretor Toninho Duque.
A Portuguesa chegou ao Morumbi às 20h33. ”O atraso prejudico
u o aquecimento e enervou todo o nosso time”, disse Portella.
A torcida da Portuguesa também enfrentou problemas antes do início do jogo. Vários torcedores com ingresso na mão não puderam assistir à primeira partida da final.
No Canindé, por exemplo, 50 ônibus que partiriam ao Morumbi ficaram ”ilhados”, não podendo deixar o estádio da Portuguesa.
Os ônibus, cedidos pelo patrocinador do clube, fariam o tran
sporte gratuitamente.
Familiares e amigos do volante Capitão, que foram ao Morumbi nos ônibus da Portuguesa, chegaram no fim do primeiro tempo. (Folha de São Paulo)

“OS DESEMPENHOS
Portuguesa 08 –CHUTES A GOL– 12 Grêmio
Portuguesa 01 – CONCLUSÕES DE CABEÇA– 01 Grêmio
Portuguesa 06 –ESCANTERIOS CEDIDOS– 03 Grêmio
Portuguesa 21 –FALTAS COMETIDAS – 18 Grêmio
Portuguesa 05 –IMPEDIMENTOS – 05 Grêmio”
(Zero Hora – 12 de dezembro de 1996)

“O ÁRBITRO
O sergipano Sidrack Marinho dos Santos usou cartões amarelos para colocar ordem no jogo. Errou ao expulsar Marco Antônio, pois quem cometeu a falta em Alex Alves foi Rivarola. Inverteu algumas faltas e falhou em marcações laterais no segundo tempo.“(Zero Hora – 12 de dezembro de 1996)

FRASES 1

”O Grêmio bateu demais.”
Rodrigo, meia-atacante

”No começo do segundo tempo vacilamos.”
Clêmer, goleiro

”O Grêmio, apesar da derrota, mostrou que é forte. No Sul, vamos ter que nos preparar, porque vai ser duro.”
Gallo, volante

”Não tomei cartão amarelo e vou jogar a final.”
idem

”Este time já entrou para a história.”
Capitão, volante (Folha de Sã0 Paulo)

”O Sidrack está aprontando. Pergunte a ele a razão da expulsão do Marco Antônio.”
Luiz Felipe, técnico

”O Gallo está de parabéns. Ele bateu bem a falta, sem chances de defesa. É difícil, mas podemos vencer em casa”
Danrlei, goleiro

”Dá para reverter o resultado. É só o juiz não apitar da mesma maneira que o Sidrack apitou”
Paulo Nunes, atacante (Folha de São Paulo)

https://i.imgur.com/jSrSKF7.png


PORTUGUESA: Clemer; Valmir, Émerson, Marcelo e Roque; Capitão, Gallo, Zé Roberto e Caio; Rodrigo (Tico 44 do 2º) e Alex Alves (Flávio 45 do 2º)
Técnico: Candinho

GRÊMIO: Danrlei, Marco Antônio, Rivarola, Adílson e Roger; Dinho (Mauro Galvão 44 do 2º), Goiano, Émerson (João Antônio 37 do 2º) e Carlos Miguel (Aílton 24 do 2º); Paulo Nunes e Zé Alcino.
Técnico: Luis Felipe Scolari

Campeonato Brasileiro 1996 – Final – jogo de ida
Data: 11 de dezembro de 1996, 21h40min
Ingressos: R$ 10,00 (arquibancada) R$ 25,00 (numerada superior)
Local: Morumbi, São Paulo
Público: 29.359 pagantes
Renda: R$ 363.550,00
Juiz: Sidrak Marinho dos Santos (SE)
Auxiliares: Antônio Hora Filho e Luis Eduardo Souza
Cartão Amarelo: Roger, Adílson, Émerson e Valmir
Cartão Vermelho: Marco Antônio
Gols: Gallo aos 38 do 1º e Rodrigo Fabri aos 15 do 2º tempo

Brasileirão 1996 – Grêmio 2 x 2 Goiás

December 11, 2011

Depois da grande vantagem conquistada no Serra Dourada, o Grêmio recebia o Goiás no Olímpico podendo perder por até dois gols de diferença que ainda assim se garantiria na final.

Isso e o calor absurdo que fazia naquela tarde fez com o que a atuação do time tricolor não fosse tão brilhante como de costume. Ainda, claramente havia o temor de que o Goiás repetisse a façanha feita na última partida da primeira fase.

O Grêmio saiu atrás e teve que buscar o empate em duas vezes. Dois gols do Capitão Adílson. Com o 2×2 o time garantiu não só a vaga na final, como também, trouxe a segunda partida da decisão para o Olímpico, com a vantagem de jogar por resultados iguais (O que foi motivo de festa na arquibancada nos minutos finais do jogo).

‘Exibição’ frustra torcedores do Grêmio

Gaúchos empatam em 2 a 2 com o Goiás; resultado foi o suficiente para garantir o time na final do Brasileiro

O Grêmio decepcionou sua torcida e apenas empatou, em 2 a 2, com o Goiás. O resultado serviu para ratificar a passagem do Grêmio à final do Brasileiro.
O que era para ser ”exibição” tornou-se uma verdadeira tortura para as pessoas que lotaram o estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS). O time gaúcho sempre esteve atrás no placar.
”Jogamos mal. Temos que nos concentrar muito para a partida contra a Portuguesa. A vantagem que temos é enganosa”, disse o goleiro Danrlei.
O técnico do Goiás, Paulo Gonçalves, começou a partida com uma surpresa tática. Necessitando da vitória, escalou o meia Túlio no lugar do atacante Dill.
Com isso, Gonçalves posicionou o meia Lúcio, um dos destaques do Brasileiro, no ataque, ao lado de Alex. A modificação fez o ataque do Goiás mais ágil, levando preocupação aos defensores gaúchos.
Para tentar conter a principal jogada do Goiás na partida de quinta-feira, o apoio do lateral-direito Índio, o técnico do Grêmio, Luiz Felipe, posicionou o atacante Zé Alcino no setor do jogador goiano.
Com isso, o Goiás centralizou suas jogadas ofensivas pelo meio, sendo facilmente interceptadas pela defesa gaúcha. Mas, sem Carlos Miguel e Dinho _suspensos_ o Grêmio não conseguiu armar contra-ataques.
A marcação do Grêmio se mostrou eficiente até aos 22min. O meia Evandro lançou Lúcio no meia da zaga do Grêmio, que dividiu a bola com o goleiro Danrlei e marcou o primeiro gol da partida.
Depois do gol, Luiz Felipe deslocou Zé Alcino para o lado direito do ataque do Grêmio, servindo como um suporte para os avanços do lateral Arce.
Aos 45min, Arce bateu um escanteio e Adílson escorou de cabeça, empatando a partida: 1 a 1.
Segundo tempo
O Grêmio começou a segunda etapa tentanto decidir a partida logo nos primeiros minutos.
Em menos de dez minutos, em duas faltas batidas, respectivamente, por Goiano e Arce, o time gaúcho quase chegou ao gol.
Mas o Grêmio continuou tendo problemas na criação das jogadas ofensivas. O time centralizava suas jogadas pelo meio campo.
O Goiás não conseguiu manter o mesmo ímpeto ofensivo do primeiro tempo. Mas aos 36min, numa falha da defesa do Grêmio, Evandro marcou, de cabeça, o segundo gol de seu time.
Mas o sofrimento da torcida do Grêmio não durou muito. Aos 40min, Paulo Nunes sofreu um pênalti. Adílson cobrou e fez seu segundo gol na partida: 2 a 2.
A diretoria do Grêmio vai pedir que os paraguaios Arce e Rivarola não sejam convocados para a partida que o Paraguai faz no dia 15, contra a Bolívia, pelas eliminatórias da Copa da França. (Folha de São Paulo, ALEXANDRE GIMENEZ e LÉO GERCHMANN)

Grêmio leva susto, mas está na final.
O empate em 2 a 2 com o Goiás foi obtido à custa de muito sacrfício. A decisão será contra a Portuguesa.

Na hora da decisão, valeu a liderança e a personalidade do Capitão América. Com um gol de cabeça e um de pênalti, Adílson garantiu o empate em 2 a 2 com o Goiás, ontem à tarde no Estádio Olímpico, e, o mais importante, a presença do Grêmio nas finais do Campeonato Brasileiro, contra a Portuguesa de Desportos. Mas ainda: o resultado levou a segunda partida da decisão para Porto Aelgre.
Mas não foi fácil. A resistência do Goiás foi firme e inesperada. Tocando bem a bola, envolvendo o meio-campo do Grêmio, o Goiás mostrou qualidade e esteve duas vezes com vantagem no placar. Os meis Lúcio e Evandro e os laterais Índio e Augusto não deram sossego à defesa do Grêmio e demonstraram por que o Goiás chegou às semifinais.” (Zero Hora – 9 de dezembro de 1996)

Zero Hora – O Jogo: Com a vantagem de perder por até dois gols de diferenças, o Grêmio entrou em campo descomprometido com a vitória. O desleixo propiciou ao Goiás o contrle do jogo e a vantagem no placar em duas oportunidades. Adílson foi o grande destaque, marcndo os dois gols do Grêmio.
Placar -O JOGO: O Grêmio podia perder por até dois gols de diferença. Limitou-se a administrar um resultado que o levasse às finais. Mesmo jogando mal, conseguiu o que queria.

“A atuação na partida de ontem mereceu algumas críticas de Luiz Felipe. Em sua avaliação, a equipe não esteve bem e só conseguiu o resultado na base da força física. A apatia do Grêmio diante da precisa marcação dos goianos também não agradou Koff. Segundo ele, a vantagem provocou um certo relaxamento na equipe. “os jogadores atuaram de sangue doce”, opinou o presidente”. (Zero Hora, 9 de dezembro de 1996)


“Luiz Felipe explicou a decisão de tirar Roger na metade do segundo tempo pelo cansaço que o lateral sentiu. “Ele não tinha mais condições nem de dar um pique”, afirmou.

[…]

“Conforme o treinador, a equipe está desgastada pela maratona de jogos. A partida de ontem à tarde foi a de número 84 do Grêmio nesta temporada. “Quero que alguém me aponte um time que jogou mais vezes neste ano”, desafiou” (Zero Hora – 9 de dezembro de 1996)


“O desgaste físico dos jogadores do Grêmio é a principal preocupação do técnico Luiz Felipe Scolari para as duas partidas finais do Campeonato Brasileiro. “Disputamos nossa 87ª partida e vários jogadores estão atuando na base do sacrifício”, afirma o técnico, citando Adílson, Émerson e Paulo Nunes como os mais prejudicados. Ele usa o desgaste para explicar o desempenho apenas regular na partida de ontem, contra o Goiás. “Fomos razoáveis”, avalia. “Fazíamos ligações diretas da defesa com o ataque e perdemos muitos rebotes”.”
(Correio do Povo, 9 de dezembro de 1996)

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youtube http://www.youtube.com/watch?v=j4XfdMwa3N8%5D

https://i.imgur.com/jSrSKF7.png

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Adílson e Roger (André Silva 13 do 2º); Goiano, João Antônio, Émerson (Mauro Galvão 33/2º) e Aílton; Paulo Nunes e Zé Alcino (Zé Afonso 24/2º)
Técnico: Luis Felipe Scolari

GOIÁS: Kléber; Índio, Sílvio Criciúma, Richard e Augusto; Romeu, Reidner, Túlio (Dill 37 do 2º) e Lúcio; Evandro e Alex (Maurílio, 20 do 2º)
Técnico: Paulo Gonçalves

Campeonato Brasileiro 1996 – Semifinal – jogo de volta
Data: 8 de dezembro de 1996, domingo, 17h00min
Local: Olímpico, Porto Alegre
Público: 51.604 (40.917 pagantes)
Renda: R$ 403.761,00
Juiz: Cláudio Vinícius Cerdeira (RJ)
Auxiliares: Aristeu Tavares e Nilton Moutinho
Cartão Amarelo: André Silva, Arce, Rivarola, Adílson, Émerson, Zé Alcino, Zé Afonso, Augusto, Sílvio Críciuma, Índio, Lúcio e Dill
Gols: Lúcio aos 22 e Adílson aos 45 do 1º; Evandro aos 35 e Adílson (pênalti) aos 40 d0 2º tempo

Brasileirão 1996 – Goiás 1 x 3 Grêmio

December 6, 2011

No dia 5 de dezembro de 1996, o Grêmio iniciava a briga por um vaga nas finais do Campeonato Brasileiro de 1996. O adversário era o Goiás, que já havia surpreendido o tricolor na última rodada da fase de classificação.
Com uma campanha superior a do Goiás na soma de todas as fases, o Grêmio tinha a vantagem de decidir em no Olímpico e de jogar por resultados iguais. Contudo a classificação foi praticamente definida já no Serra Dourada.

O goiano Paulo Nunes convocou a torcida do Vila Nova, seu time do coração, para ajudar o Grêmio na arquibancada. No campo, o tricolor freou o entusiasmo esmeraldino e construiu o placar numa atuação madura, com direito a golaço de Arce.

Abaixo algumas matérias da Folha de São Paulo, Correio do Povo e Zero Hora.

Correio do Povo: “Émerson desequilibrado no lance contra o lateral Índio. Zé Alcino apenas observa a jogada (TELEFOTOS/SÉRGIO MOREIRA)

Grêmio derrota Goiás, amplia a vantagem e é virtual finalista

O Grêmio venceu ontem, em Goiânia, o Goiás, por 3 e 1, e aumentou sua vantagem na série semifinal do Campeonato Brasileiro disputada entre as duas equipes.
Agora, o Grêmio pode até perder por dois gols de diferença no próximo domingo, em Porto Alegre, que garantirá sua classificação para a final do campeonato.
A postura tática adotada pelo técnico Luiz Felipe, do Grêmio, deu resultado.
O treinador colocou seu time na defesa, deixando apenas o atacante Paulo Nunes na frente para tentar contra-ataques. Após o primeiro gol do Grêmio, o time goiano deu mostras de um bom futebol, concentrando as jogadas pelo lado direito do seu ataque, com o apoio constante do lateral Índio.
Mas os atacantes falharam muito nas finalizações. O segundo gol do Grêmio, que surgiu de uma falha de marcação da zaga do Goiás, praticamente acabou com o ímpeto dos goianos.
O Grêmio reforçou seu perfil defensivo no segundo tempo e contou com uma mais uma falha da defesa goiana para marcar o terceiro gol. O Goiás só conseguiu marcar seu gol nos descontos, quando não tinha mais chances de reverter o placar. (Folha de São paulo)

ZERO HORAContra o cerco: o meia Emerson, autor do segundo gol, enfrenta dois adversários ao tentar organizar um dos ataques do Grêmio” (Foto: Cacalos Garrastazu)

“Goiano de nascimento, era natural que Paulo Nunes fosse o mais visado pela torcida do Goiás. As brincadeiras protagonizadas por ele durante a semana ampliaram a fúria do adversário. Prometer um gol para a torcida do Vila Nova, o grande inimigo do Goiás, convenhamos, foi a superema provocação. O mais odiado dos últimos dias, o mais assediado durante o dia de ontem, o mais xingado a cada toque na bola. Paulo Nunes acabou cometendo também o supremo desaforo. Fez o “gol Vila Nova”, o terceiro do Grêmio, comemorou com a coreografia de uma música de Leandro e Leonardo, e mandou embora boa parte dos torcedores. Aquilo fora demais para eles.

“Todo o povo de Goiás está em meu coração”, afirmou ao final da partida, enquanto tentava livras-se da briga por sua camiseta que envolveu até integrantes do policiamento” (Eliziário Goulart Rocha, Zero Hora , 6 de dezembro de 1996)

ZERO HORA: “Disputa: Carlos Miguel fica prensado entre o goleiro Cléber (D) e o lateral Índio (E)” (Foto: Cacalos Garrastazu)

A voz embargada denunciava tudo aquilo que o técnico do Goiás, Paulo Gonçalves, procurava esconder depois da derrota de 3 a 1. Ainda perplexo com a a marcação implacável do Grêmio, Gonçalves estava desolado, sem esperanças em uma vitória por diferença de três gols no Estádio Olímpico. “Mas ainda faltam 90 minutos”, lembrou, desanimado.

Para o técnico goiano, predmoniou a experiência e o aspecto coletivo do Grêmio na partida. Ele enalteceu a a marcação exercida pelos gaúchos, principalmente no primeiro tempo, que anulou as investidas dos rápidos Lúcio e Evandro. “Nesse aspecto, o Grêmio é a melhor equipe do Brasil”, elogiou” (Zero Hora – 6 de dezembro de 1996)


“Na primeira cobrança de Arece a casa caiu. Aos 6 minutos, Émerson recuperou o primeiro de um balaio de passes errados do Goiás e sofreu falta de Índio. O goleiro Cléber colocou a barreira em um canto e foi para o outro. Foi um erro fatal. O paraguaio fez a bola colar na trave direita de Cléber. Era o 1 a 0.” (Zero Hora , 6 de dezembro de 1996)

 ZERO HORA: “Determinação: o meia Émerson (C) tenta o avanço mesmo diante da falta iminente de Índio (D), enquanto Sílvio Criciúma (E) observa” (Foto: Cacalos Garrastazu)

Placar – O JOGO: O Goiás partiu para cima desde o início, acertando duas bolas na trave. Porém, esbarrou num adversário experiente e mortal nos contra-ataques. Muito bem armado pelo técnico Luiz Felipe e com Paulo Nunes em noite inspirada. (Placar)

Zero Hora – O jogo: O Grêmio entrou na semifinal com a vantagem de ser uma equipe mais madura que o Goiás. E isso foi fundamental. Eufóricos, os goianso foram surpreendidos pelo Grêmio e desmoronaram já no primeiro gol, em uma bela cobrança de Arce. A vitória de 3 a 1 no Serra Dourada garantiu a vaga na final.

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GOIÁS: Kléber; Índio, Sílvio Criciúma, Richard e Augusto; Romeu, Reidner, Lúcio e Evandro; Alex (Maurílio 25 do 2º) e Dill (Jacques 25 do 2 º)
Técnico: Paulo Gonçalves

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Carlos Miguel (João Antônio 33 do 2º) e Émerson (Aílton intervalo); Paulo Nunes (Rodrigo Gral 30 do 2º) e Zé Alcino.
Técnico: Luis Felipe Scolari

Campeonato Brasileiro 1996 – Semifinal – jogo de ida
Data: 5 de dezembro de 1996, quinta-feira, 21h40min
Local: Serra Dourada em Goiânia
Público: 38.126
Renda: R$ 569.540,00
Juiz: Carlos Elias Pimentel (RJ)
Cartão Amarelo: Romeu, Lúcio, Dinho, Rodrigo Gral, Paulo Nunes, Aílton e Goiano
Gols: Arce aos 6 e Émerson aos 40 do 1º; Paulo Nunes 21 e Evandro 47 do 2º tempo