Archive for the ‘Campeonato Brasileiro 2008’ Category

Público e Renda

December 21, 2008

Obs:

Série B :1º) Corinthians/SP – 23.786(19) ; 2º) Vila Nova/GO 12.404 (19)
Série C :1º) Santa Cruz/PE – 19.894 (06) ; 2º) Remo/PA – 13.366 (6)

Seleções do Campeonato

December 20, 2008

A minha:

Victor (Grêmio); Vitor (Goiás); Fábio Luciano (Flamengo), Réver (Grêmio) e Juan (Flamengo); Rafael Carioca (Grêmio), Ramires (Cruzeiro), Hernanes (São Paulo) e Wagner (Cruzeiro); Borges (São Paulo) e Keirrison (Coritiba).

Prêmio Craque Brasileirão 2008

Goleiro:
1º Victor (Grêmio)
2º Rogério Ceni (São Paulo)
3º Marcos (Palmeiras)

Lateral-direito:
1º Leo Moura (Flamengo)
2º Vitor (Goiás)
3º Elder Granja (Palmeiras)

Zagueiro pela direita:
1º Thiago Silva (Fluminense)
2º André Dias (São Paulo)
3º Fábio Luciano (Flamengo)

Zagueiro pela esquerda:
1º Miranda (São Paulo)
2º Ronaldo Angelim (Flamengo)
3º Réver (Grêmio)

Lateral-esquerdo:
1º Juan (Flamengo)
2º Leandro (Palmeiras)
3º Kleber (Santos)

Volante pela direita:
1º Hernanes (São Paulo)
2º Rafael Carioca (Grêmio)
3º Pierre (Palmeiras)

Volante pela esquerda:
1º Ramires (Cruzeiro)
2º Guiñazu (Inter)
3º Diguinho (Botafogo)

Meia-direita:
1º Diego Souza (Palmeiras)
2º Tcheco (Grêmio)
3º Ibson (Flamengo)

Meia-esquerda:
1º Alex (Inter)
2º Wagner (Cruzeiro)
3º Lucio Flavio (Botafogo)

Primeiro atacante:
1º Kléber Pereira (Santos)
2º Guilherme (Cruzeiro)
3º Keirrison (Coritiba)

Segundo atacante:
1º Alex Mineiro (Palmeiras)
2º Nilmar (Inter)
3º Kléber (Palmeiras)

Treinador:
1º Muricy Ramalho (São Paulo)
2º Vanderlei Luxemburgo (Palmeiras)
3º Celso Roth (Grêmio)

Craque:
1º Hernanes (São Paulo)
2º Kléber Pereira (Santos) e Alex (Inter)

Alguns problemas:
– Marcos entre os goleiros
– Réver atrás de Ronaldo Angelim
– Alex pode ter sido o melhor jogador da Sulamericana, no Brasileirão não passou nem perto.
– Alex Mineiro e Kléber disputando posição, sendo que formam uma dupla em seu time.
– Wanderlei Luxemburgo na frente de Roth (e Adílson Batista)

Bola de Prata Placar:

– Goleiro: Rogério Ceni (São Paulo)
– Lat.Direito: Vitor (Goiás)
– Zagueiro: André Dias (São Paulo)
– Zagueiro: Miranda (São Paulo)
– Lat. Esquerdo: Juan (Flamengo)
– Volante: Hernanes (São Paulo)
– Volante: Ramires (Cruzeiro)
– Meia:Wagner (Cruzeiro)
– Meia: Tcheco (Grêmio)
– Atacante: Borges (São Paulo)
– Atacante: Nilmar (Internacional)

Bola de Ouro: Rogério Ceni

Problemas da eleição da Placar:
– Sou fã do Tcheco, mas ele não foi o melhor meia do campeonato.
– William Magrão e Rafael Carioca não estão nem entre os 5 melhores volantes.
– Edno, da Portuguesa, está entre os meias. Jogou o campeonato como atacante.
– Ceni melhor goleiro? Ceni melhor jogador do campeonato?

Sérgio Xavier, editor da Placar, tenta fazer um comparação entre seu prêmio e o da globo e acaba fazendo um “mea culpa” sobre a escolha de Ceni (que claramente se fez pelos motivos errados):

Como podemos ver, apenas quatro jogadores atuam nas duas seleções: Miranda, Juan, Hernanes e Ramires. Sobre eles, não falaremos, portanto. Mais interessante é nos debruçarmos nas diferenças. A questão aí é conceitual.

Como funciona a Bola de Prata? Jornalistas da Placar (ou convidados) precisam estar no estádio em todos os 380 jogos do Brasileiro. Dão notas de 0 a 10 para todos os jogadores e as melhores médias vencem.

Como funciona o prêmio da CBF? 500 pessoas, jogadores e jornalistas, escolhem a sua seleção. É uma eleição. Não precisam estar no estádio nem necessariamente ter visto algum jogo. O caso, por exemplo, dos jogadores da Seleção Brasileira, que votam na Granja Comary. Como a maioria mora na Europa, a turma vota ser ter visto. De preferência, nos amigos. No São Paulo, o volante Jean votou em seu companheiro de meio-campo Hernanes. Hernanes retribuiu a gentileza. Votou em Jean. A chamada escolha “técnica”.

O resultado dos dois sistemas é simples. Placar tem correspondentes de Porto Alegre ao Recife. Em cada rodada, dez cérebros diferentes dão notas em dez partidas diferentes. Assim, o prêmio fica mais impessoal, menos sujeito às opiniões particulares. É prêmio de regularidade, não basta um brilhareco em algum momento do campeonato. Não adianta ser famoso, é preciso jogar bem muitas vezes.

O prêmio da CBF é um extrato do senso comum. Fama, aqui, vale muito. Kléber, lateral do Santos, fez uma temporada lamentável. Ele reconhece isso. Na Bola de Prata, 12 jogadores do Santos acabaram com médias melhores do que o 5,36 de Kléber. É exatamente isso. Doze (ou “douze” pelo dieleto carioca) jogadores de um time que já não foi grande coisa em 2008 superaram Kléber. Mas o lateral santista estava entre os três melhores no prêmio da CBF. Quem votou nele? Algum míope que não entende nada de futebol? Não, provavelmente alguém que não viu um único jogo do Santos e votou pela carreira de Kléber. O jogador fez bonito em temporadas passadas, não nessa. A fama, aí, garantiu a boa votação.

Poderíamos falar de Elder Granja, lateral de campanha opaca em 2008. Poderíamos falar de Ronaldo Angelim, do Flamengo, de Diguinho, do Botafogo. Todos indicados na CBF. Diego Souza chegou a ganhar o prêmio. André Dias, que por pouco não ganha a Bola de Ouro da Placar, não venceu nem na posição de zagueiro da CBF. Sinceramente, um absurdo. É claro que como diretor da Placar sou suspeitíssimo para falar de Bola de Prata x CBF. Nossas notas também merecem discussão, claro. Victor fez uim campeonato sensacional, tanto que foi a terceira melhor nota entre todos os jogadores de todas as posições. Mas não ganhou Bola de Prata porque Ceni levou. Ceni, além de goleiro, foi armador, líbero e artilheiro. Qual deveria ser premiado? Pergunta difícil, as duas alternativas merecem ser respeitadas. Mas não se deixe levar pelas opiniões, apenas pelos argumentos. Qual prêmio reflete melhor o que aconteceu no Brasileirão 2008?

Caso Madonna-Tardelli II

December 10, 2008

Surpreendentemente o STJD toma atitudes acertadas na investigação da denúncia:

“STJD “quebra” sigilo telefônico

Tribunal requer contas de telefones de São Paulo e FPF por denúncia sobre arbitragem do Nacional

Constituição prevê o sigilo de dados telefônicos a todos os cidadãos, o que só pode ser quebrado pela Justiça comum em casos criminais

RODRIGO MATTOS
DA REPORTAGEM LOCAL

Em ato inédito, o STJD reivindicou dados telefônicos dos envolvidos na denúncia da FPF (Federação de Paulista de Futebol) de suposta tentativa de manipulação nos resultados no jogo final do Brasileiro. Foram pedidos dados de correspondência e as contas de telefones fixos e celulares da entidade e do São Paulo, no inquérito que investiga o caso.
Só que o tribunal esportivo não tem essa prerrogativa. A Constituição Federal determina que o sigilo de correspondências e ligações é inviolável. Só podem ser quebrados por ordem da Justiça comum.
Os pedidos de dados telefônicos foram feitos em despacho do presidente do tribunal, Rubens Approbatto, que é ex-presidente da OAB Nacional.
Queremos ver se houve realmente essas conversas entre secretárias. Quem não deve não teme. Se não cumprirem, vamos ver o que fazer“, disse.
Os envolvidos estão ameaçados de punição por não cumprir decisão do tribunal. As penas são multa ou suspensão.
O caso iniciou-se quando o presidente da FPF, Marco Polo Del Nero, denunciou à CBF que o São Paulo enviara à entidade envelopes com ingressos de shows da Madonna. O cartola disse que, em conversa com secretária da federação, uma funcionária são-paulina informou que alguns eram para o árbitro Wagner Tardelli, que apitaria o jogo entre São Paulo e Goiás.
O juiz foi afastado do jogo pela CBF. O São Paulo negou mandar bilhetes ao árbitro, mas confirma o envio à FPF.
Em seu despacho, Approbatto, que alegou não saber os números, não especifica quais contas de telefones celulares e fixas devem ser entregues. Pede as de São Paulo e as da FPF dos sete dias antes do jogo.
Em processos criminais, as quebras de sigilo são autorizadas por um juiz em números certos. “Acho que isso não cabe. Só um juiz pode pedir o sigilo. É como o sigilo bancário”, afirmou o vice jurídico do São Paulo, Kalil Rocha Abdala, que decidirá com sua diretoria se atende o pedido do tribunal.
A assessoria de imprensa da federação informou que não iria se pronunciar sobre o caso.
Ainda são reivindicados ao São Paulo à FPF protocolos de correspondências, documentos, convites ou envelopes.
Foram convocados para depor Del Nero, o vice da FPF, Reinado Carneiro Bastos, Tardelli e as secretárias Lilian Cardoso (FPF) e Maria Estela (do São Paulo) e o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio.
Será analisado se houve infrações de pessoas ao CBJD por dar ou prometer vantagens a árbitro ou a dirigente. E também se houve falsa comunicação de crime à CBF. As penas vão de suspensões a exclusão.”

(Folha de São Paulo, 10/12/08)

Presidente promete rigor:

“Caso Tardelli: STJD promete rigor na investigação
Rubens Approbato, presidente do STJD, garantiu que a investigação será levada a sério e o futebol, desta vez, dará exemplo. ‘Vamos fazer uma apuração minuciosa’, prometeu. ‘Não será uma investigação superficial. No Brasil, costumam falar que as denúncias não dão em nada, mas desta vez será diferente.” (Correio do Povo, 10/12/2008)

Mas…

PRESIDENTE DE TRIBUNAL TEM AMIZADE COM UM DOS INVESTIGADOS
“Tenho uma relação de amizade com ele.” É assim que o presidente do STJD, Rubens Approbatto, define seu laço com o presidente da FPF, Marco Polo Del Nero, um dos investigados no processo de suposta tentativa de manipulação de arbitragem no Brasileiro. “Mas vou apurar a verdade. E não tenho um impedimento. Não tenho esse problema”, afirmou. Ele vai julgar o caso no pleno do tribunal. Disse que, se alguém alegar que ele não deve julgar o caso, o próprio STJD vai analisar seu impedimento. (Folha de São Paulo, 10/12/08)

Não sei qual a posição atual do Grêmio sobre o assunto. Única informação que achei foi a seguinte:

IRMANDADE. Na festa de encerramento do Brasileiro, anteontem, no Rio, o caso Tardelli foi o assunto principal dos cartolas. Sem provas, palmeirenses, corintianos e gremistas diziam que o São Paulo é culpado. ” (Coluna Painel FC – Folha de São Paulo, 10/12/08)

Caso Madonna-Tardelli

December 9, 2008
Infelizmente, como era de se imaginar, está se varrendo a sujeira para debaixo de tapete.

Obviamente que todos são inocentes até que se prove o contrário. Mas por que a pressa em descartar as denúncias, em minimizar o caso?

Já comentei que achava estranho que, quando ainda nem se sabia de onde teria partido a suposta tentativa de suborno, muita gente se antecipou e já saiu em defesa do São Paulo. Inclusive o próprio clube, que se dizia o maior prejudicado. Será que foi mesmo? (Lembrando que o São Paulo não queria Tardelli no seu jogo)

Alguns cronistas dizem que o São Paulo é indiscutível. Essa precipitação beira o mau-caratismo. Talvez, daqui a um mês, se possa fazer categoricamente tal afirmação. Hoje não. O episódio todo ainda é muito nebuloso. Algumas considerações:

Por que só o árbitro foi trocado? por que os bandeirinhas permaneceram escalados?

Houve de fato o telefonema entre as duas secretárias? Por que não quebrar o sigilo telefônico da federação? Teria sido um trote, como agora diz o presidente da FPF?

Que história era aquela inicialmente divulgada por Tardelli que “foi informado pelo presidente da Comissão de Arbitragem, Sérgio Corrêa, que o Ministério Público identificou uma pessoa que estaria tentando “vender” em nome dele a partida entre Goiás e São Paulo“?

São Paulo costuma mandar ingressos para membros de federação e árbitros?

Interessante a informação trazida pela Folha de São Paulo:
Do peito. Personagens da denúncia que agitou o Brasileiro, Reinaldo Carneiro Bastos e Wagner Tardelli são amigos de longa data.

Por que Paulo Schmitt, o procurador do STJD, sem sequer nem ter recebido o caso já se precipitou em dizer que “chance de o São Paulo ser punido com a perda de pontos, mesmo que fique provada uma eventual culpa do clube no caso da suposta “manipulação de resultado”, é praticamente nula, já que o fato, pela substituição do árbitro, não se consumou.”? Estranho não? ainda mais quando o CBJD e o Código Disciplinar da Fifa tipificam a tentativa.

Qual a razão do sigilo pedido pelo presidente do STJD, Rubens Approbato? como as partes interessadas acompanharão o caso?

Inversão do Mando de Campo – Goiás x São Paulo

December 9, 2008

Blog Paulo Sant´ana:

“Como tanto adverti no rádio e na televisão e uma vez nesta coluna, a troca de mando de campo do jogo do Goiás contra o São Paulo foi imoral.

Obrigou-se o Goiás a jogar em Brasília, onde ontem 95% da torcida era favorável ao São Paulo. Uma vergonha!

Nunca vi uma troca de mando de campo prejudicar um terceiro, no caso o Grêmio, e favorecer vergonhosamente um segundo, no caso o São Paulo. Sem punir o faltoso, o Goiás.

Uma vergonha.

Caiu do céu para o São Paulo o jogo marcado para Brasília: nas duas últimas rodadas, o time paulistano jogou em “sua” casa, no Morumbi e, ontem, no estádio do Gama. A troca foi feita para garantir ao São Paulo dois locais propícios para sua festa.

Onde estão a igualdade e o equilíbrio do campeonato? “

Folha de São Paulo:

“O endurecimento do Goiás diante do São Paulo, que se esperava dentro de campo, ocorreu minutos antes do início da partida. Já contrariados por terem perdido o vestiário número um, que deveria ficar com o mandante, os dirigentes goianos fizeram questão de sentar no banco do mandante -aquele situado próximo a um dos bandeirinhas. O problema é que o São Paulo também se julgava no direito de ocupar o mesmo lugar. Foi o suficiente para que ocorresse uma cena inusitada no Bezerrão. O time paulista enviou um de seus seguranças para “guardar” o banco. “Foi ordem vinda de cima. Só posso sair se o São Paulo não quiser mais o banco”, disse o segurança. Os goianos contra-atacaram. Por ordem do diretor administrativo, Marcelo Segurado, membros da delegação do Goiás começaram a ocupar o banco um. “Vai ser a primeira vez que os dois times vão ficar no mesmo banco”, ironizou Segurado. O São Paulo, então, reforçou sua posição com mais seguranças. A confusão só foi desfeita quando o quarto árbitro entrou no gramado. Nilson Carrijo decretou: “O Goiás ficará com o banco”.”

Regulamento Geral das Competições CBF: Artigo 13, §2º.

Regulamento da Competição – Campeonato Brasileiro Séria A:
Artigo 24

Brasileirão – Classificação Final ?

December 9, 2008
Colocação Time PG J V E D GP GC SG %
São Paulo 75 38 21 12 5 66 36 30 66%
Grêmio 72 38 21 9 8 59 35 24 63%
Cruzeiro 67 38 21 4 13 59 44 15 59%
Palmeiras 65 38 19 8 11 55 45 10 57%
Flamengo 64 38 18 10 10 67 48 19 56%
Internacional 54 38 15 9 14 48 47 1 47%
Botafogo 53 38 15 8 15 51 44 7 46%
Goiás 53 38 14 11 13 57 47 10 46%
Coritiba 53 38 14 11 13 55 48 7 46%
10º Vitória 52 38 15 7 16 48 44 4 46%
11º Sport 52 38 14 10 14 48 45 3 46%
12º Atlético-MG 48 38 12 12 14 50 61 -11 42%
13º Atlético-PR 45 38 12 9 17 45 54 -9 39%
14º Fluminense 45 38 11 12 15 49 48 1 39%
15º Santos 45 38 11 12 15 44 53 -9 39%
16º Náutico 44 38 11 11 16 44 54 -10 39%
17º Figueirense 44 38 11 11 16 49 73 -24 39%
18º Vasco 40 38 11 7 20 56 72 -16 35%
19º Portuguesa 38 38 9 11 18 48 70 -22 33%
20º Ipatinga 35 38 9 8 21 37 67 -30 31%

ARTILHEIROS

21 gols
Keirrison (Coritiba)
Washington (Fluminense)
Kléber Pereira (Santos)

19 gols
Alex Mineiro (Palmeiras)

18 gols
Guilherme (Cruzeiro)

16 gols
Borges (São Paulo)

14 gols
Paulo Baier (Goiás)
Nilmar (Internacional)
Hugo (São Paulo)

13 gols
Felipe (Náutico)
Edmundo (Vasco)

12 gols
Cleiton Xavier (Figueirense)
Iarley (Goiás)

11 gols
Ibson (Flamengo)
Roger (Sport)
Leandro Amaral (Vasco)

10 gols
Alan Bahia (Atlético-PR)
Alex (Internacional)
Adeílson (Ipatinga)
Jonas (Portuguesa)

Brasileirão – Grêmio 2 x 0 Atlético-MG

December 8, 2008


Uma tarde muito, mas muito quente no Olímpico. Tarde nervosa também.

Hélder voltava a ala-esquerda. No papel, Souza seria o ala-direito. No papel, pois na prática Souza jogou solto, e foi esse um dos grandes trunfos do Grêmio na partida.

Apesar de precisar do resultado o Tricolor não se jogou para cima do adversário. Teve volume, mas nada muito elaborado. Nenhuma grande jogada ou troca de passes. As situações surgiam em iniciativas pessoais dos jogadores, que iam para o ataque carregando a bola. Mas o time empacava na completa inefiência do ataque. Algumas opurtunidades surgiram. Chutes de Souza de fora da área. Boa jogada de Souza na linha de fundo que Marcel não conseguiu concluir. Um chute de esquerda de Perea, que foi desviado. Uma jogada enrolada de Willian Magrão, que ingressou a dribles na área, mas teve seu cruzamento cortado pela zaga atleticana. Disse que Souza era o trunfo do Grêmio, mas passou a ser problema, quando o Galo passou a explorar o espaço deixado por ele. Por ali César Prates e Élton faziam boas descidas, Por vezes Renan Oliveira somava-se a eles para fazer boas triangulações. Daquele setor surgiram dois lances que foram corretamentes parados pela marcação de impedimento. Atlético jogava com seus atacantes bem abertos, buscando atrair os zagueiros gremistas para fora da área. Ao final do primeiro tempo, Castillo fez linda jogada e estaria marcando um golaço não fosse a espetacular defesa de Victor (ilustrada nas duas fotos abaixo).


A notícia do placar desfavorável em Brasília, que já era sabida nas arquibancadas, obviamente deve ter chegado aos ouvidos dos jogadores no intervalo. Time aparentemente sentiu o golpe e voltou mal para o segundo tempo. Atlético parou de ameaçar, interessou-se pelo empate e passou a valorizar a posse de bola. Grêmio ameaçava em chutes de fora da área. Roth foi ousado. Tirou Rafael Carioca e colocou Mattioni (segundo ele para jogar em cima de um “cansado” César Prates). Ouviu algumas vaias. Minutos mais tardes, Hélder saiu para o ingresso de André Luís. Aos 16 Mattioni fez ótima jogada pela ponta direita, pedalou, entrou na área e foi derrubado por César Prates (olhem na foto abaixo como o atleticano usa o braço e perna para calçar o adversário). Pênalti bem marcado.


A cobrança de Tcheco foi magistral (foto acima): Goleiro de uma lado,bola rente a trave no outro.

Gol tranquilizou e encaminhou a vitória. Grêmio passou a ter a posse de bola no campo de ataque, Roth manteve o time ofensivo. Algumas boas chances sugiram, Édson espalmou boa parte dos fortes chutes que foram disparados contra seu gol. Grêmio já era merecedor de uma maior vantagem. Aos 37 falta em Mattioni. Atlético mal posicionado, Souza cobra, a bola entra baixa e Soares se abaixa para fazer o 2×0 definitivo.


Jogo encerrado no Serra Dourada. São Paulo Campeão. No Olímpico a torcida aplaude efusivamente o time que ainda jogava. Emocionante.

Réver e Victor foram espetaculares. Qualquer seleção do campeonato sem esses dois é uma palhaçada. Felipe Mattioni também entrou muito bem, inegavelmente mudou o jogo.

Não sei se o Atlético tinha alguma motivação extra, mas foi um adversário valoroso, com postura muito digna. Jogou a valer.

Muito boa a arbitragem de Luis Antônio Silva Santos. Talvez tenha se excedido nos cartões dados por reclamações aos atleticanos, mas esse seria o seu único erro.

Neste post tentei abordar exclusivamente os assuntos do jogo entre Grêmio e Atlético.

Fotos: Grêmio.net , Agência Free Lancer e ClicRBS

Grêmio 2 x 0 Atlético Mineiro
Tcheco 62´
Soares 82´

GRÊMIO: Victor, Leo, Jean e Réver; Souza, Rafael Carioca (Felipe Mattioni, 12’/2ºT) , Willian Magrão, Tcheco e Hélder (André Luis, 15’/2ºT); Perea e Marcel (Soares, 36’/2ºT).
Técnico: Celso Roth

ATLÉTICO-MG: Édson, Sheslon, Welton Felipe, Leandro Almeida e César Prates; Nen, Elton (Beto, 31’/2ºT), Marcio Araujo e Renan Oliveira; Castillo (Jael, 22’/2ºT) e Pedro Paulo.
Técnico: Marcelo Oliveira

38ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2008
Data: 07/12/2008, domingo às 17h00min
Local: Olímpico, Porto Alegre (RS)
Público: 46.135 (44.427 pagantes)
Renda: R$ 836.276,75
Árbitro: Luis Antônio Silva Santos (RJ)
Auxiliares: Hilton Moutinho Rodrigues (RJ) e Dibert Pedrosa Moisés (RJ)
Cartão Amarelo: Willian Magrão (GRE); Leandro Almeida, Nen, Édson (ATL)
Gols: Tcheco, 17’/2ºT ; Soares, 37’/2ºT

Caso Tardelli

December 7, 2008

Fato
A CBF recebeu neste sábado pela manhã uma denúncia de que estava sendo planejada uma tentativa de manipulação do resultado da partida São Paulo x Goiás deste domingo, 7 de dezembro, no Estádio Bezerrão, decisiva do Campeonato Brasileiro de 2008.

Em conseqüência, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, determinou ao presidente da Comissão de Arbitragem, Sérgio Corrêa, que tomasse as providências cabíveis, entre elas a de realizar um novo sorteio para a partida em questão.

(TRIO SORTEADO)
ÁRBITRO: JAILSON MACEDO FREITAS/BA (ASP-FIFA)
ASSISTENTE 1: ALESSANDRO ROCHA MATOS/BA (FIFA)
ASSISTENTE 2: MILTON OTAVIANO DOS SANTOS/RN (FIFA)” (CBF – 06/dezembro/2008)

Razões – “Boato” nº1

” Segundo informações da TV Bandeirantes, ingressos para o show da Madonna, que se apresenta no Morumbi nos próximos dias 18, 20 e 21 de dezembro, teriam motivado a mudança na escala da arbitragem do jogo deste domingo entre Goiás e São Paulo, que irá decidir o campeão Brasileiro.

De acordo com a rede de TV, na última sexta-feira, a secretária do presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, ligou para a secretária do presidente da FPF, Marco Polo Del Nero, para confirmar nomes de dirigentes da entidade para entregar envelopes que conteriam ingressos para o show da cantora. Entre os nomes citados pela secretária estava o do árbitro Wagner Tardelli. Aparentemente, a secretária do mandatário são-paulino não sabia que Tardelli era árbitro e o confundiu com um dirigente.

Ao saber da história, o presidente da FPF teria então procurado uma autoridade para saber o que fazer neste caso e foi orientado a avisar a CBF. Neste sábado, a entidade soltou nota oficial comunicando a alteração do árbitro da partida entre Goiás x São Paulo alegando ter recebido denúncia de tentativa de manipulação de resultado. Na nota da CBF não há qualquer menção sobre o ‘episódio Madonna” (Lance – 6/12/08)

Razões – “Boato” nº 2

“De acordo com o próprio Tardelli, uma pessoa usou seu nome para oferecer a alteração do resultado da partida. Para evitar problemas e preservar a imagem do juiz, a entidade resolveu fazer um novo sorteio para decidir o árbitro do confronto.

“O Ministério Público comunicou que a pessoa estava usando meu nome para oferecer benefícios. Não tem envelope nenhum e eu não denunciei nada, foi uma pessoa que usou meu nome indevidamente”, disse Tardelli ao canal Sportv, descartando a versão de que recebera um envelope com dinheiro” (UOL – 6/12/08)

Enfim, qual o motivo do afastamento?

Por que, quando ainda nem se sabia qual seria o suposto subornador, já tinha gente se antecipando e defendendo o São Paulo?

E a pressão que estão fazendo sobre este “novo” árbitro? por que só se fala da arbitragem dele em Grêmio e Figueirense? Como ele apitará amanhã? Pelo bem ou pelo mal, não estará condicionado?

No meu modo de ver só existe uma medida possível: O adiamento da rodada (ou dos dois jogos pelo título)

Porque se deixar a investigação para depois, nada será feito.

Aquela velha história de “Bicho no bolso, faixa no peito, taça no armário”.

Final? Mando de campo?

December 3, 2008

Goiás x São Paulo em Brasília.

A origem do problema é um problema antigo, as perdas de mando de campo impostas pelo STJD. Inicialmente ficava vetado o estádio. Passou-se a ser necessário jogar a uma distância de 150km da base do time. Depois a medida foi os portões fechados em outro estádio, Mais tarde portões fechados no próprio estádio. Agora voltamos a situação inicial. Na minha opinião, esta confusão se explica pelo fato de não se definir quem se pretende punir: O Clube? A torcida? O estádio?

Na reta final do Brasileirão, Goiás foi punido por uma briga entre alguns de seus torcedores e algumas torcedores do Cruzeiro, nas arquibancadas do Serra Dourada.

Cumpriu a primeira partida da pena, vitória sobre o Botafogo, em Itumbiara (200 km distante de Goiânia).

A CBF interviu, conforme O diretor de competições da CBF, Virgílio Elísio, no blog do PVC:

O Goiás queria levar o jogo para Itumbiara. O estádio bom, a cidade é boa, mas com todo o respeito a Itumbiara, eu não poderia levar a decisão do campeonato para o interior de Goiás. Considerei Cuiabá, mas o incômodo seria maior. Falaram em Maracanã, mas aí haveria a inversão da região. O Goiás jogaria no Sudeste, região do São Paulo. Aí, sim, haveria inversão de mando de campo. O Mané Garrincha está em obras. Logo, a solução era o Bezerrão. Eu, pessoalmente, tomei a decisão

Claramente a CBF tomou partido de um dos clubes que disputa o título do Campeonato Brasileiro. Isso não sou causou um desequilíbrio técnico, como lembrou Paulo Sant´ana, como também fere o regulamento do campeonato, conforme denuncia Mauro Cezar Pereira em seu Blog:
O regulamento do Campeonato Brasileiro especifica no artigo 24 que não é permitida a inversão do mando de campo. No entanto, na prática é o que teremos no domingo. No Distrito Federal o São Paulo tem muito mais torcedores do que seu adversário da última rodada. Um absurdo.

O jogo sequer será no Estado de Goiás, como deveria segundo o artigo 23, que deixa uma brecha para o, digamos, ajuste. Embora o regulamento defina que as partidas devam ocorrer no limite da jurisdição da federação do clube mandante, a CBF pode ignorar tal item em “situações excepcionais”.

Ora bolas, o que tem de excepcional essa situação? Tal argumento só faria sentido se nenhum outro estádio goiano fosse capaz de abrigar a partida. Mas o próprio Goiás recebeu o Botafogo em Itumbiara.

Acuado e sem torcida, o Goiás fixou os ingressos em supostos 400 reais. O diretor administrativo do Goiás, Marcelo Segurado explica:
Tínhamos outros locais até em Brasília que nos ofereceram para receber o jogo sem cobrar pelo jogo. Foi determinado o local e o Bezerrão tem capacidade de 19.400. Estamos cobrando para jogar em Brasília porque os encargos são elevados. Nos cobraram R$ 135 mil para jogar no estádio, fora outras despesas. O ingresso inteiro custará R$ 400 e a meia R$ 200. Mas quem levar alimentos ou roupas para ajudar na campanha beneficente pagará meia

Diante de uma perplexidade, O vice-presidente do Goiás, Edmo Pinheiro explica os valores:
O Goiás não consegue entender o motivo de o jogo ter sido marcado para o Bezerrão. Entendíamos que a CBF poderia ter nos procurado. O jogo foi marcado na segunda-feira passada, antes do julgamento do nosso recurso no STJD, na quinta, em que o clube foi punido por uma briga de torcedores na arquibancada. Estávamos negociando com o Uberlândia e até em Brasília, mas num estádio maior, e a CBF marcou o jogo para um estádio com capacidade para 19. 400 pessoas. Agora, só para entrar nos detalhes dos custos, no Bezerrão nós precisamos pagar R$ 135 mil para jogar. São cobrados 10% da arrecadação, mais 5% para a Federação do Distrito Federal, que nem é a nossa, além do INSS – informa.”

Novamente, tomando partida a CBF interferiu, e através de um acordo com o Goiás e o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM) os preços foram reduzidos. Paulo Calçade questiona essa redução em seu blog:
Na prática, os bilhetes iriam custar R$ 200,00 mais um quilo de alimento não perecível. Sem a tal “promoção” e com um “acordo” que teve a participação do governador Arruda, os novos preços vão de R$ 150,00 a R$ 250,00.”

No meio de tudo isso, um dos interessados, o Grêmio, ainda que tardiamente se mexeu. Primeiro com uma medida um tanto inócua:
“O Grêmio ingressa hoje no STJD para impedir que São Paulo e Goiás joguem no Estádio Bezerrão, no Gama, em Brasília. A pedido do presidente Paulo Odone, os advogados do clube encaminham liminar para levar a partida para Itumbiara, a 210 quilômetros de Goiânia, ou para o Maracanã.” (Zero Hora, 03/12/08)

Outra medida é bem mais eficaz, é mais engraçada também:
Distante 2 mil quilômetros do Olímpico, gremistas de Brasília pretendem ir ao Bezerrão secar o São Paulo, no domingo.Cerca de mil torcedores aguardam definição sobre a confirmação do local do jogo. A idéia é pedir ajuda oficial do clube para ir à cidade-satélite do Gama torcer pelo Goiás. O grupo vem sendo chamado de camicase pelo consulado gremista.
– Até a pé nós iremos. A gente seca o São Paulo lá e, pelo rádio, torce pelo Grêmio – diz o cônsul-adjunto do clube em Brasília, o auditor do Banco Central Danilo Martins.
Desde o final do empate entre São Paulo e Fluminense, uma legião de gremistas de Brasília se articula para a última rodada por meio de comunidades no Orkut e trocas de e-mails.
Integrantes da torcida Geral DF pediram ingressos para o jogo à similar goiana Força Jovem. O consulado gremista na Capital Federal também pediu uma subvenção oficial ao presidente Paulo Odone.
Se o Goiás ganhar, faço até churrasco de graça para o time – garante Paulo Telpes, assador de aluguel conhecido em Brasília como Doutor Picanha.” (Zero Hora, 03/12/08)

Elogiável a disposição de gremistas como o Dr.Picanha.

Enfim acho que não fui nem um pouco original neste post, mas o assunto valia o registro aqui.

Brasileirão – 37ª Rodada – Classificação

December 2, 2008
Colocação Time PG J V E D GP GC SG %
São Paulo 72 37 20 12 5 65 36 29 65%
Grêmio 69 37 20 9 8 57 35 22 62%
Palmeiras 65 37 19 8 10 55 44 11 59%
Cruzeiro 64 37 20 4 13 55 43 12 58%
Flamengo 64 37 18 10 9 64 43 21 58%
Internacional 54 37 15 9 13 47 44 3 49%
Goiás 53 37 14 11 12 57 46 11 48%
Coritiba 53 37 14 11 12 52 44 8 48%
Botafogo 50 37 14 8 15 50 44 6 45%
10º Vitória 49 37 14 7 16 46 44 2 44%
11º Sport 49 37 13 10 14 44 42 2 44%
12º Atlético-MG 48 37 12 12 13 50 59 -9 43%
13º Fluminense 44 37 11 11 15 48 47 1 40%
14º Santos 44 37 11 11 15 44 53 -9 40%
15º Náutico 43 37 11 10 16 44 54 -10 39%
16º Atlético-PR 42 37 11 9 17 40 51 -11 38%
17º Figueirense 41 37 10 11 16 46 72 -26 37%
18º Vasco 40 37 11 7 19 56 70 -14 36%
19º Portuguesa 38 37 9 11 17 47 66 -19 34%
20º Ipatinga 34 37 9 7 21 36 66 -30 31%

ARTILHEIROS

21 gols
Kléber Pereira (Santos)

20 gols
Keirrison (Coritiba)
Washington (Fluminense)

19 gols
Alex Mineiro (Palmeiras)

18 gols
Guilherme (Cruzeiro)

15 gols
Borges (São Paulo)

14 gols
Paulo Baier (Goiás)
Nilmar (Internacional)
Hugo (São Paulo)

13 gols
Felipe (Náutico)
Edmundo (Vasco)

12 gols
Iarley (Goiás)

11 gols
Cleiton Xavier (Figueirense)
Ibson (Flamengo)
Roger (Sport)
Leandro Amaral (Vasco)