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Atualização sobre as reuniões do Conselho Deliberativo

November 10, 2016

Ocorreram 3 reuniões desde a eleição que renovou a metade do Conselho Deliberativo no dia 24 de setembro.

A primeira foi realizada no dia 18 de outubro, para eleição e posse do Presidente e do Vice-Presidente do Conselho Deliberativo.”Carlos Biedermann, candidato representante da Chapa 2, tendo Alexandre Bugin ao seu lado, como vice-presidente, obteve 164 votos contra 154 de Gabriel Fadel, candidato da Chapa 1, com Juliano Ferrer como vice“. Votei na chapa 2, de Biedermann e Bugin, por entender que era a mais capacitada para enfatizar a função de fiscalização, transparência e governança do Conselho Deliberativo.

A segunda reunião aconteceu no dia 25 de outubro e tinha a finalidade de “aprovação prévia das chapas concorrentes à eleição do Conselho de Administração“. Duas chapas estavam inscritas.  A chapa 1 é encabeçada por Romildo Bolzan Jr. como presidente, tendo como vices  Adalberto Preis, Claudio Oderich, Duda Kroeff, Marcos Herrmann, Paulo Luz e Sergei Costa. A chapa 2 é encabeçada por Raul Mendes da Rocha como presidente, tendo como vices Adalberto Aquino Filho, Airton Ruschel, Fabio Koff Junior, Jorge Bastos, Omar Selaimen e Pierre Gonçalves. A chapa 1 fez 160 votos (56,9%), enquanto a  Chapa 2, fez 117 votos (41,6%). Foram registrados ainda dois votos nulos e dois votos em branco. Eu sigo entendendo que não deveria existir esse primeiro turno dentro do conselho. Continuo sendo contrário a forma que a cláusula de barreira funciona nas votações do Grêmio. Em função disso e por entender que é fundamental a existência de contraditório no clube eu votei na Chapa 2. Entendo que a gestão Romildo está longe de ser uma unanimidade e não conseguiu fazer o que propunha. Da mesma forma entendo que a atual gestão não teve êxito em agregar pessoas diferentes e congregar esforços para o clube, tendo inclusive perdido parte da sua base de apoio inicial, sendo demasiadamente refratária as ideias que vem “de fora” (quando não agressiva com que tenta propor ideias). Assim acredito ser fundamental que algumas discussões sejam feitas através da eleição e que o sócio tenha uma alternativa de escolha no dia da votação.

A terceira reunião aconteceu em 31 de outubro e tinha como ordem do dia “Examinar os demonstrativos contábeis e financeiros do terceiro trimestre de 2016“. E aqui entra uma questão complicada. A notícia publicada no site do clube sobre essa reunião é por demais incompleta. E não é a primeira vez que isso acontece. Nestas reuniões, os números são apresentados pelo presidente do clube e pelo CEO. Na sequência é apresentado o parecer do Conselho Fiscal  (lido por um dos seus integrantes) e um relatório da Comissão de Finanças (também apresentado por um dos seus integrantes). Não há menção a estes relatórios ou as pessoas que fizeram estas apresentações, mas estranhamente as presenças dos vice-presidentes, chefe de gabinete e dos secretários da presidência do clube são referidas. Os números apresentados na notícia são poucos, quase aleatórios, insuficientes para preencher qualquer critério de transparência. Não há esclarecimento se a receita do quadro social está acima ou abaixo do orçado para o período. Não há referência se as despesas do futebol estão acima ou abaixo do orçado. Não há referência se as luvas recebidas pela renovação com o contrato com a Rede Globo influenciam ou não no resultado do período. Vou cobrar e trabalhar para que a comunicação do Conselho Deliberativo  seja mais eficiente.

Eleição para o Conselho Deliberativo 2016

September 27, 2016

Neste último sábado, dia 24 de setembro de 2016, ocorreu a eleição para a renovação da metade das cadeiras do Conselho Deliberativo do Grêmio.

Foram “1902 votos presenciais e 4553 votos pela internet […] totalizando 6455 associados participantes“.

CHAPA 1 – O GRÊMIO QUE EU QUERO – 880 votos (13,63%)
CHAPA 2 – GRÊMIO FORTE E CAMPEÃO – 1.272 votos (19,71%)
CHAPA 3 – MAIS GRÊMIO – 1.280 votos (19,83%)
CHAPA 4 – JUNTOS SOMOS GRÊMIO – 3.012 votos (46,66%)
6 votos em brancos (00,09%)
5 votos Nulos (00,08%)

Uma vez que a Chapa 1 não ultrapassou a cláusula de barreira de 15% prevista no artigo 57, §3º do Estatuto, as cadeiras no conselho ficaram assim distribuídas:

Chapa 4 – 54,00% das vagas (81 conselheiros e 16 suplentes)
Chapa 3 – 23,33% das vagas  (35 conselheiros e 7 suplentes)
Chapa 2 – 22,67% das vagas (34 conselheiros e 7 suplentes)

Eu concorri e fui reeleito pela chapa 3. Fico muito contente com isso e sigo ciente da responsabilidade envolvida. Lamento que muitos companheiros de chapa, que certamente contribuiriam  para a renovação e qualificação do Conselho, não foram eleitos. Mas em relação ao resultado da eleição só nos caber fazer análises, e não fazer questionamentos diretos a sua legitimidade (muito embora eu permaneça convicto de que não deveria existir cláusula de barreira para o conselho)

Chamou atenção o baixo número de votantes (16,98% é o menor percentual de comparecimento desde 2010), uma vez que 38 mil sócios estavam aptos a votar. A partir disso, uma parte da torcida iniciou a fazer uma série de manifestações negativas sobre a eleição realizada no sábado. Fiquei um pouco incomodado com algumas questões colocadas nessas manifestações.

Nos dias anteriores e posteriores a votação se repetiu, sem nenhum pudor, a tese (infundada) de que as eleições atrapalham o rendimento do time. Parece haver uma confusão nos conceitos. Os eventuais excessos nas disputas políticas do Grêmio são um sintoma, e não a causa, da falta de títulos do clube. E mesmo clubes vitoriosos passam por processos eleitorais acirrados (como o Grêmio entre 1981 e 1983, ou o Barcelona entre 2009 e 2011).

Ainda mais preocupante me pareceu a tentativa feita por muitos de usar o baixo número de votantes para justificar um ar blasé ou de desdém com as eleições no clube. Apesar dos pesares, a eleição para o Conselho do Grêmio teve o dobro de votantes do que as últimas eleições para PRESIDENTE do Flamengo e do Corinthians. A realização da votação custa muito dinheiro para o clube, que se obriga a contratar uma série de serviços e  mobiliza mais de uma centena dos seus funcionários para trabalhar no dia do pleito. A isto tudo se somam ainda diversas pessoas que contribuem de forma voluntária para o processo ( e aqui me incluo como Secretário do Conselho).

Sei que a abstenção é uma forma válida de participação no processo democrático. Mas ao contrário do que andam apregoando, não é uma forma revolucionária de participação. Nada no clube vai ser alterado ou aprimorado por meio de abstenção.

Entendo que as pessoas tenham restrições e queixas à forma que é feita a eleição. Mas estas queixas só podem ser atendidas através do diálogo e da participação. Nunca é demais lembrar até 2004 não havia eleição direta para presidente do Grêmio. Até 2007 a eleição para o conselho não era proporcional. A cláusula de barreira, depois de uma tentativa frustrada em 2009, foi reduzida de 30% para 20% em 2011. E foi mais uma vez reduzida, de 20% para 15%, em 2015. Em 2012 foi instituído o voto por correspondência e em 2014 foi implementado o voto pela internet. Nesse ano, sem que haja nenhum proibição nesse sentido, deixamos de ver a repetição das mesmas pessoas em mais de uma chapa. Ou seja, ocorreram significativos avanços e aprimoramentos no processo democrático, ainda que não  tenham acontecido na velocidade que muitos esperavam.

Igualmente compreendo que nem todos consigam captar plenamente quem são os agentes que participam das eleições e quais suas efetivas bandeiras, visto que muito dos materiais de campanha parecem ser feitos de maneira propositalmente genérica ou contraditória. Mas a resposta para tal fato é exigir uma melhor comunicação dos conselheiros, dos movimentos políticos e do próprio clube com o associado (Eu sempre pautei minha atuação no conselho por exigir mais transparência e melhor comunicação, e esta foi uma das propostas defendidas pela chapa que eu integrei). A tentativa de colocar todos os integrantes e todos os concorrentes numa vala comum de desprezo é, no mínimo, injusta.

É preciso entender que o Grêmio não tem dono e ninguém tem o direito divino de comandar o tricolor. A administração do clube é feita pelos próprios sócios, escolhidos pelos seus pares para representar a totalidade do quadro social nos órgãos da entidade (seja no Conselho de Administração, seja no Conselho Deliberativo). Diante disso, o processo democrático no Grêmio deve ser sempre alvo de zelo pelos gremistas e não de menosprezo.

 

 

 

 

Eleições para Presidente 2014 – Primeiro Turno

October 11, 2014

 Na última terça-feira, ocorreu o primeiro turno da eleição para a Presidência do Grêmio para o próximo biênio. 291 conselheiros votaram. Foram três votos em branco e um nulo. Os demais votos ficaram assim distribuídos:

Chapa 01 – Grêmio Novo –  Presidente: Jorge Eduardo Bastos – 20 votos
Conselho de Administração: Rodrigo Karan, Sérgio Bombassaro, João Burzlaff, Lucas Thadeu da Luz, Donato Hubner e Milton de Mello
Chapa 02 – Projeto Grêmio – Presidente: Pierre Gonçalves – 10 votos
Conselho de Administração: André Luís Morini, Rafael Hansen de Lima, Leandro Bortolini, Giuliano Vieceli, Cristiano Machado Costa e Leandro Vidal Nogueira
Chapa 03 – Somos Grêmio – Presidente: Nilton Cabistani – 10 votos
Conselho de Administração: Ricardo Gothe, Paulo Grings, Maurício Lacerda,  Renato Vieira, Diego Luz e Roger Ritter 
Chapa 04 – Nossa Casa Novas Conquistas Nosso Futuro – Presidente: Romildo Bolzan Jr – 140 votos
Conselho de Administração: Adalberto Preis, Antônio Dutra Jr., Claudio Oderich, Marcos Herrmann, Odorico Roman e Sergei Ignacio da Costa 

Chapa 05 – Grêmio Por Todos  – Presidente: Homero Bellini Jr. – 107 votos
Conselho de Administração: Airton Ruschel, Eduardo Magrisso, Émerson Rosa, Fernando Hackmann, José de Jesus Camargo e Juarez Aiquel

Conforme consta no site do clube: “Assim, as duas chapas, as únicas a obterem pelo menos 20% dos votos entre os 291 conselheiros que participaram do pleito, disputarão a preferência dos associados no dia 18 de outubro, em Assembleia Geral.”
Ainda que possa parecer óbvio para muitos, considero importante deixar claro que eu votei na Chapa 05, por entender que a atual administração não é satisfatória, por ter participado da elaboração do projeto de gestão do Homero Bellini e por acreditar que ali está a melhor opção para comandar o clube nos próximos anos.

Apesar de ser uma tarefa cansativa e muitas vezes pouco recompensadora, eu me empenho em defender a democratização no Grêmio. Fico feliz em ver mais uma eleição acontecendo, apesar de entender que ainda são necessárias algumas correções no nosso processo democrático. Já disse inúmeras vezes aqui no blog que não gosto desse formato de primeiro turno dentro do conselho, especialmente com a cláusula de barreira. Mas esse é apenas um descontentamento meu com as regras e o formato da eleição. De resto eu me incomodo muito mais com a postura e atitudes de alguns participantes desse processo. E quanto a este aspecto é difícil sugerir mudanças que não sejam as de consciência.

O grande número de chapas concorrentes espanta não só quem acompanha de longe como também quem milita na política gremista. É evidente que existem diferenças nas ideias, nas maneiras que se acredita que o clube deve ser administrado. Mas essas divergências não são tão variadas ao ponto de justificar cinco chapas distintas. Essa pluralidade se explica muito mais pela disputa por espaço do que pela disputa por ideias. A busca pura e simples por poder, cargos e colocações, sem qualquer ideologia por trás, não faz o menor sentido pra mim. Tento me esforçar para não julgar ou tentar deslegitimar quem pensa o contrário, mas é bastante complicado presenciar algumas coisas como, por exemplo, ver um conselheiro que concorreu por uma chapa se engajar de maneira enérgica na campanha de outro candidato antes mesmo da  votação no 1º turno se encerrar.

Me parece que a ânsia pelo poder não pode justificar uma série de incoerências  que temos visto por aí (a insistente crítica a inserção da política partidária no clube foi esquecida agora?). Aliás, a ânsia pelo poder deveria somente servir como motivação para o aprimoramento na apresentação dos projetos que se tem para o Grêmio. Mas isso não é tão fácil, porque quem efetivamente está interessado em introduzir ideias para o cenário do clube como um todo, pensando grande mas com os pés no chão, acaba perdendo uma quantidade absurda de energia tentando refutar propostas fantasiosas ou tentando desestimular debates irresponsavelmente baixos, cheios de terrorismos baratos (“se A ganhar o Fulano sai”; “se B vencer tal coisa irá acabar“)  e falsas ilações e associações (“tal grupo está ligado em Beltrano, porque lá em 19XX…“). E por mais essa discussão típica de “recreio de colégio” possa ser iniciada de  maneira inconsciente, sem segundas intenções,  ela fatalmente acaba desviando o foco dos assuntos realmente importantes e relevantes.

Apesar de todas essas constatações, eu ainda tenho esperança de ajudar a aumentar nível e a profundidade do debate. A razão final da disputa política dever ser sempre a melhora do clube.

Eleição para a presidência do Conselho Deliberativo

October 27, 2013

Na última terça-feira (dia 22 de outubro de 2013) ocorreu a eleição para a presidência do conselho deliberativo do Grêmio. Foi a primeira reunião com a nova composição do conselho. Ao contrário do que aconteceu na última vez, não houve consenso e dois candidatos disputaram o cargo. No total, 295 conselheiros compareceram e assim distribuíram seus votos:
– Chapa 1: Milton Camargo ( Vice Jorge Bastos)  151 votos
– Chapa 2: César Pacheco ( Sergei  da Costa) 138 votos
– 3 votos nulos e 3 votos em brancos. 
Eu votei no Milton. Porque acho que era o candidato mais qualificado para o cargo e também porque acho que era certo dar alguma continuidade ao trabalho que Raul Régis fez na presidência do conselho (Milton foi vice no segundo mandato do Régis). 
Eu sei que o tema é polêmico mas defendendo que os conselheiros deveriam abrir seus votos. O ideal seria que todos fundamentassem para os sócios interessados suas decisões no conselho, mas isso talvez seja um exagero. Entendo que os conselheiros são representantes dos sócios (e não de si mesmos) e por uma questão de transparência, o mínimo que deveriam fazer era informar a maneira que votam dentro do conselho.

Eleição para o Conselho Deliberativo 2013

September 30, 2013

Neste sábado, se encerrou a eleição para a renovação da metade das cadeiras do Conselho Deliberativo do Grêmio. Segundo o site do clube, os números finais do pleito foram os seguintes:

 4.670  sócios votaram por correspondência e 3.854 sócios compareceram na Arena no dia 28 para votar, totalizando assim 8.524 votos, distribuídos da seguinte forma:

Chapa 01 – Grêmio do Prata – 804 votos (9,5%)
Chapa 02 – Faixa no Peito – Unido e Vencedor – 2509 votos (29,5%) 
Chapa 03 – Nação Tricolor – 462 votos (5,4%)
Chapa 04 – Juntos pelo Sócio – 1.122 votos (13,2%)
Chapa 05 – Grêmio Maior – 1.354 votos (15,9%)
Chapa 06 – Somos Grêmio – 454 votos (5,3%)
Chapa 07 – #VemproGrêmio – 1.790 votos (21,1%) 

Apenas as chapas 2 e 7 superaram a a cláusula de barreira, que é de 20%. A chapa 2 elegeu 88 conselheiros titulares e 18 suplentes, enquanto a chapa 7 elegeu 62 conselheiros titulares e 12 suplentes.
Como já disse aqui, fiz campanha para a chapa 7. Estive durante todo o sábado na Arena, e o clima que vi lá era muito bom. Talvez o mesmo não se possa dizer em relação a outros debates feitos, especialmente na internet (em focos bem localizados), mas com certeza houve uma significativa melhora em relação a eleições anteriores.
Era imaginado que com o grande número de chapas poucas delas conseguiram superar a cláusula de barreira. O que é uma pena. E não digo isso por casuísmo, mas sim por sempre defendi a inexistência desse tipo de norma. Entendo que até possam existir mecanismos para impedir as chamadas “candidaturas aventureiras”, mas não parece que seja correto e justo descartar votos dos sócios nesse processo. Na prática é isso que acontece. Contudo é preciso reconhecer que já houve uma evolução, o percentual que foi reduzido de 30% para 20% em 2011. A marca anterior não foi ultrapassada por nenhuma das chapas que concorreram nessa ocasião. Acho salutar que sejam feito debates nesse sentido, mas sem casuísmos, populismo e oportunismo.
Outro dado que me chama a atenção é o comparecimento dos sócios na eleição. Num total de mais de 37 mil sócios aptos a votar, cerca de 8.500 exerceram o seu direito, o que dá um comparecimento de 22, 7%. Não é um número de todo o ruim na comparação com o histórico de comparecimento de sócios. Contudo é preciso considerar que, assim como em 2012, havia a facilidade da votação pelo correio. Eu entendo algumas dificuldades, mas não posso deixar de considerar que há algum descaso de grande parcela do quadro social do clube com o processo democrático. E creio que a abstenção consciente, como forma de protesto, não funciona e não colabora com o futuro do Grêmio. Mas vou continuar com essa e outros considerações sobre as eleições em um outro post.

Iniciada a eleição do Conselho do Deliberativo

August 17, 2013
Encerrou ontem o prazo para inscrições de chapas para a eleição que renovará a metade das cadeiras do conselho deliberativo do Grêmio. 7 chapas foram inscritas. Num primeiro momento tal número pode parecer exagerado. É de se questionar se há tanta variedade de ideias/discurso para justificar tamanha pluralidade. Mas há também como encarar tal cenário de forma otimista. O grande número de postulantes é um indicativo claro de que há forte interesse dos sócios em fazer parte da política do clube e o clube vem se mostrando bem mais aberto a participação democrática.
É uma questão de abertura e de uma certa proporcionalidade. Em 2004 havia 6 mil sócios aptos a votar, e eram 2 as chapas concorrentes. Em 2007 foram registradas 3 chapas para um universo de 10 mil aptos a votar.  3 chapas  também foram inscritas em 2010, quando o eleitorado era de 28 mil sócios. Para a eleição do dia 28 de setembro, teremos mais de 37 mil sócios aptos a votar. Era de se esperar  que o número de candidatos acompanhasse o crescimento que o quadro social teve nos últimos anos.
Eu tenho posição firme e aberta nessa eleição. Sigo apoiando a ideia de que é preciso se distanciar do dualismo personalista que vem dominando o Grêmio nos últimos anos. Creio que não há mais espaço para tanto. Para isso acredito que é preciso criar alternativas, mas alternativas viáveis, responsáveis, que tenham a inteligência, capacidade e maturidade para fazer as mudanças necessárias na mentalidade do clube. Foi isso que busquei fazer em 2012, ao colaborar com a candidatura de Homero Bellini Junior para a presidência. Fico feliz que em 2013 mais grupos e mais pessoas tenham se filiado a essa ideia. Por isso votarei e trabalharei pela chapa “Grêmio de Todos” na eleição do dia 28 de setembro.
Não sou maniqueísta e reconheço virtudes e acertos em diversas outras chapas. Mas as divergências, as diferenças (por mais que possam tentar ser disfarçadas) existem, e por isso a disputa se faz presente. E não vejo mal nenhum em termos uma disputa.
Não consigo concordar com algumas pessoas que tentam atribuir toda a culpa dos insucessos futebolísticos do Grêmio nos últimos anos a disputa política. Temos várias maneiras de administrar um time de futebol, e entre elas se destacam duas formas: Uma é a do clube com dono ( Ex: Milan, Chelsea, Manchester United), que coloca o seu dinheiro e assim pode mandar e desmandar no time. Outra seria a do clube composto por sócios (Ex: Barcelona, Bayern de Munique, Boca Juniors) que elegem seus representantes para gerir o time. Não há e nunca houve nenhuma notícia de que o Grêmio pudesse ser vendido para um dono, assim é possível encaixar o tricolor nesse segundo “modelo” de clube.
Nunca é demais lembrar que o Barcelona, paradigma de sucesso no futebol nos últimos anos, vive intensa disputa eleitoral. Joan Laporta, sofreu uma “moção de censura” que visava afasta-lo da presidência do Barça em 2008. No ano seguinte ele permaneceu no comando e o time ganhou todos os títulos que disputou. Ainda assim, ele não conseguiu eleger o seu sucessor, sendo derrotado por Sandro Rossel, que conquistou o título mundial em 2011. Como se vê, disputa política não afasta o Barcelona dos troféus. Devem ser poucos os barcelonistas que reclamam das eleições. E aqueles que não gostam de exemplos tão longínquos e costumam achar “que a grama do vizinho é sempre mais verde” precisam se ater ao fato de que a última eleição do co-irmão teve nada menos do que 6 chapas concorrendo as vagas do conselho deliberativo
É certo que as eleições não são um fim si mesmo, mas tenho séria desconfiança de quem tem ojeriza a elas. Qual a alternativa que estes propõem? Será que desconhecem a célebre frase de Churchill: “A democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos”

Minhas impressões sobre a reunião do conselho de 11 de junho de 2013

June 12, 2013
Deixo aqui algumas das minhas impressões e considerações sobre a reunião do conselho deliberativo realizado ontem. Tentarei fazer um relato mais detalhado e objetivo sobre a sessão em outro post.
A condução dos negócios da Arena é um assunto que tem ocupado muito do noticiário gremista. Eu estava bastante chateado com a forma que a coisa vinha se encaminhando, por isso fui um dos conselheiros que assinou um requerimento exigindo um reunião do conselho para tratar do tema. Como já é sabido, a reunião chegou a ser marcada para o dia 15 abril, mas acabou sendo adiada a pedido da direção do clube. Passou-se certo tempo e por fim foi designada a data de 11 de junho para uma nova reunião, tendo a “Alteração nas relações contratuais” na ordem do dia. 
Muito se ouvia falar da renegociação entre Grêmio e OAS, mas eram raras as manifestações oficiais. Mais raras ainda eram as informações disponíveis para os conselheiros. Diante disso, eu (juntamente com outros colegas conselheiros) requeri acesso aos documentos referentes a nova negociação. Até agora não obtive resposta. Aos poucos alguns detalhes do novo contrato eram divulgados, e esses revelavam sérias mudanças nas bases do negócio. Ainda assim a matéria só foi apresentada as comissões do conselho na noite da segunda-feira, prejudicando a análise das mesmas.
Diante disso eu considerava que seria extremamente complicado tomar qualquer tipo de decisão na noite de ontem, mas achei por bem esperar para ver o que a atual administração tinha para apresentar. Pois bem, o presidente Fábio Koff e conselheiro Irany Santana Jr. introduziram a apresentação do trabalho realizado pela consultoria Quantitas, feita por Wagner Salaverry. A apresentação foi longa e visava demonstrar a necessidade de se renegociar o contrato firmado entre Grêmio e a OAS. Depois da apresentação eu consegui entender um pouco melhor quais eram as mudanças pretendidas pela atual diretoria do Grêmio, mas eu ainda estava longe de poder firmar convicção sobre o tema. Não duvido que o trabalho tenha sido fruto de um longo estudo, mas discordo de algumas premissas que vi ali e da forma que alguns números foram contabilizados/dimensionados/considerados. Não poderia, somente com base naquela apresentação, concordar (ou mesmo discordar) com as mudanças pretendidas.
Os debates que aconteceram durante a noite mostraram que eu não era o único a ter dúvidas em relação ao que foi apresentando. Decidiu-se portanto em adiar a reunião para a próxima segunda-feira, ficando o contrato a disposição dos conselheiros e das comissões do órgão deliberativo. Me parece que fica melhor assim, tal situação é mais condizente com a forma que vem sendo conduzido o projeto Arena e mais condizente com os princípios de transparência e governança que, creio eu, devem orientar o clube.
A reunião foi um tanto tensa. Por vezes as discussões se acaloraram e o tom foi elevado. Creio que tal situação é natural, tendo em vista o longo período de espera para discutir o tema. Acho melhor que os assuntos sejam discutidos no conselho, ainda que lá ocorram alguns excessos. Me parece que uma conversa franca, de peito aberto e olho no olho é mais salutar do que uma discussão feita por aspones, declarações anônimas e notícias plantadas. Acho que o encaminhamento dado, depois de ouvidas a grande maioria dos representantes políticos gremistas, foi acertado.
Por fim, deixo um exemplo de como as coisas as vezes fogem do controle quando o debate é disperso: Ontem, correligionários do presidente Koff se manifestavam em redes sociais ridicularizando e/ou considerando uma heresia um eventual pedido de mais prazo para apreciação da matéria. Na reunião, após feitas as apresentações a manifestações, conselheiros da situação (entre eles Renato Moreira, vice-presidente do clube) também se associaram aos pedidos de prorrogação da decisão, no que concordou o presidente.

1º turno da eleição para Presidente

September 26, 2012

Ontem, no Conselho Deliberativo, ocorreu o primeiro turno da eleição para a presidência do Grêmio em 2013/2014. Participaram do pleito 314 conselheiros, sendo 22 suplentes, um quórum recorde na história do Clube“. O resultado foi o seguinte. 

Chapa 1 – Fábio Koff: 93 votos (29,71%)
Chapa 2 – Eldir Antonini 2 votos (0,63%)
Chapa 3 – Homero Bellini Jr: 67 votos (21,40%)
Chapa 4 – Paulo Odone: 151 votos (48,24%)
 e 1 voto nulo.

Disse em inúmeras ocasiões que julgo ser inadequada essa forma de votação em primeiro turno dentro do conselho. Até entendo que os conselheiros possam fazer algum tipo de controle (ou aval) sobre as candidaturas, mas não concordo com a idéia do conselho decidir sozinho a eleição.
Mas essa é a regra e temos que obedecer. Em razão do acima exposto, eu fui um dos conselheiros que assinou a inscrição da Chapa 2 do Grêmio do Prata. Infelizmente eles não conseguiram votos suficientes para disputar a eleição junto ao associado. 
Já tinha aberto o meu voto em Homero Bellini Jr. E não é novidade para ninguém que sou integrante do Movimento Grêmio Independente. Tenho motivos objetivos e subjetivos para justificar a minha escolha, mas em suma digo que considero o Homero o candidato mais adequado para o momento e para o futuro do clube. Acho que é dele a candidatura que tem a chapa mais heterogênea e mais capacitada e que possui o projeto mais factível para o Grêmio. Mas respeito as opiniões divergentes e vejo virtudes em todas outras candidaturas.
Foi um noite bem fria no Olímpico ontem, com algumas pessoas ocupando o pátio (entre os quais muitos ex-conselheiros). O conselho em si estava bem cheio, contando com a presença de muitos membros que não costumam aparecer nas sessões ordinárias. Mas o clima era bom, cordial e a eleição transcorreu de forma pacífica e organizada.
Acho importante ressaltar como foi importante a redução da cláusula de barreira de 30% para 20%. Não tivesse sido promovida essa alteração (em duas ocasiões ela não foi) nós não teríamos eleições no pátio.
Outro dado importante é que a votação serviu para desmentir uma série de inverdades repetidas nos últimos anos. A principal delas talvez seja aquela frase irresponsável que afirma que o “presidente Odone domina/controla o conselho”.
Eu fiquei feliz com o resultado. Teremos 3 candidatos no pátio. Acho importante que a escolha seja feita pelo sócio. Se o sócio vai escolher sabiamente aí já é uma outra história, mas isso faz parte da democracia.

Reunião do Conselho – 30 de Julho de 2012

August 3, 2012


A pauta da reunião do conselho de 30 de julho de 2012:

Em regime ordinário:
1) Examinar os demonstrativos contábeis e financeiros do segundo trimestre de 2012;

Em regime extraordinário:
1) Apreciar e deliberar sobre proposta de reforma estatutária objetivando implantar a categoria de “Conselheiro Jubilado”, a ser inserida no capítulo pertinente ao Conselho Deliberativo (art.63 e seguintes do Estatuto Social);

2) Apreciar e deliberar sobre proposta de concessão do título de “Atleta Laureado” ao associado e ex-atleta Danrlei de Deus Hinterholz;

3) Apreciar e deliberar sobre proposta de antecipação, para a segunda quinzena do mês de setembro (dia 25), da sessão de aprovação das chapas concorrentes aos cargos de Presidente e Vice-Presidentes do Grêmio na eleição deste ano.

Foi uma sessão extensa, bastante cansativa. Antes do inicio da pauta propriamente dita, o conselheiro Paulo Luz fez um relato do trabalho do Fórum de Debates e entregou um relatório, assinado pela imensa maioria dos movimentos, ao presidente Raul Régis.

O presidente Paulo Odone falou sobre a prorrogação do contrato com a Globo, sobre as luvas recebidas e afirmou que o Grêmio foi o 12º dos 18 clubes que já firmaram tal prorrogação. Mencionou ainda a questão da migração e das receitas do quadro social.

O executivo geral do Grêmio, Cristiano Koehler, apresentou os números do segundo trimestre, detalhando valores das vendas de atletas (Mário Fernandes, Misael e Victor). Falou também sobre os valores da folha do futebol e sobre a rescisão de Caio Jr.

A leitura do parecer do Conselho Fiscal foi feita pelo conselheiro Jeferson Thomas e na sequência o conselheiro Donato Hubner apresentou a manifestação da comissão de finanças. A palavra foi colocada a disposição e sobre este temas os conselheiros Leandro Vidal Nogueira, Pierre Gonçalves, José Paulo Aráujo, Irany Sant´anna Junior, Nilton Mello, Afonso de Morais, Antonio Frizzo, Edson Berwanger, Nestor Hein, Gustavo Schmitz, Eduardo Magrisso, Marco Scapini e Diego Casagrande fizeram perguntas e/ou manifestações.

Foi colocada em apreciação a proposta dos conselheiros jubilados, tendo o conselheiro Clodoaldo da Silveira feito uma rápida apresentação dos motivos da mesma. Os conselheiros Afonso de Morais, Antônio Cruz e Hermes Duarte Jr falaram, tendo o último sugerido que os conselheiros jubilados também tivesse garantido o direito a voto. Nisso o presidente Raul Régis disse que tal acréscimo contrariava o espírito da mudança proposta, mas que o conselheiro poderia encaminhar tal pedido posteriormente. A proposta foi aprovada.

Foi colocada em discussão a proposta de láurea ao ex-goleiro Danrlei. O conselheiro Rui Costa do Santos apresentou o relatório da uma comissão designada para analisar o caso, composta pelos conselheiros Ney Fontana Feijó, Sergei Ignácio Assis da Costa, Mlton Kuelle, Sérgio Beckelli e Rui Costa. O parecer era favorável a láurea. A palavra foi colocada a disposição e os conselheiros Antônio Cruz, Mario Bernd, Nestor Hein, José Paulo Aráujo, Nilton Mello, Adalberto Preis, Clodoaldo da Silveira, Alberto Brentano, Roberto Sommer, Rafael Vallandro, José Mickelberg, Fernando Di Primio, Homero Belini Jr, Antonio Frizzo e Denis Abrahão. A concessão do título foi aprovada.

É importante referir que o presidente Raul Régis esclareceu que a láurea NÃO subsitui os requisitos para o sócio se candidatar a presidência do clube.

Por último, foi abordada a sugestão de antecipação da data do “primeiro turno” da eleição de 2012. O conselheiro Francisco José Moesch explicou a necessidade de tal mudança, em função da nova sistemática de votação por correio e do uso de urnas eletrôncias do TRE no segundo turno. Os conselheiros Antonio Carlos Maineri, Leandro Vidal Nogueira e Pierre Gonçalves fizeram uso da palavra.

Reunião do Conselho – 25 de Junho de 2012

June 26, 2012


A ordem do dia da reunião do Conselho Deliberartivo era a seguinte:

” Tomar ciência do andamento do Projeto Arena pela Grêmio Empreendimentos, com a apresentação de relatórios referentemente à migração dos associados, à evolução das obras e às conclusões da Comissão de planejamento da transição do Olímpico para a Arena”

A reunião começou com Eduardo Antonini fazendo um detalhamento do andamento do processo de migração dos sócios. Foi dito que 15 mil sócios já fizeram a migração (sendo mais de 4 mil via web e mais de 10 mil via presencial no quadro social). Nesse processo foram feitas 2 mil novas associações e 1300 regularizações. Alguns outros dados interessantes:

– Em cerca de 55% das migrações os sócios optaram por lugares “melhores/mais caros” do que ocupam hoje.

– Até o momento, o setor da geral tem menos de 20% de ocupação. Já as cadeiras altas de R$ 169,00 são as mais procuradas, havendo a possibilidade de se converter alguns setores de R$ 120 em de R$ 169,00 (Na minha opinião, pesa a questão do lugar marcado)

– Pelos números apresentados na reunião, cerca de 50% dos sócios do Grêmio são da modalidade sócio torcedor (sendo 36% Sócio torcedor diamante e 14% sócio-torcedor ouro)

Depois disso foi apresentado, por Jerri Ribeiro, o trabalho da Price sobre a processo de transição para a arena. As informações passadas foram classificadas (pela PWC) como sigilosas.

Por último, sócio diretor da Muse & Mather Emilio Roca fez a apresentação de um projeto para o memorial a ser desenvolvido na arena. Explicou que a área do atual memorial é de 765 metros quadrados, passando para 1505 na Arena (Um setor de uniformes, por exemplo, teria espaço de 70 metros quadrados). Foi defendida a idéia de um museu “vivo”, interativo, com luz, voltado também para o público infantil.

Pelo o que eu entendi da explicação do Presidente Paulo Odone, a decisão de investir no museu ainda passará pelo crivo do conselho deliberativo.

A palavra foi colocada a disposição e os conselheiros José Pedro Goulart, Carlos Gerbase, Antonio Carlos Azambuja, Onélvio Paes, Fábio Andretta, Roberto Sommer, Edson dos Reis e Rubem Franco fizeram manifestações/questionamentos. Destaco a pergunta do conselheiro Edson dos Reis, sobre uma possível limitação de opçoes para quem é socio-torcedor.