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Há 25 anos – Grêmio 0x1 no segundo jogo da final da Copa do Brasil de 1995

June 21, 2020

Foto: Mauro Vieira (Folha de São Paulo)

Há 25 anos o Grêmio recebia o Corinthians no Olímpico, pela partida de volta da final da Copa do Brasil de 1995. Infelizmente o tricolor não conseguiu reverter a derrota sofrida no primeiro jogo  no Pacaembu.

Nessa noite aconteceu uma das coisas mais sensacionais que eu presenciei em um estádio de futebol: quando, apesar de ainda faltar alguns minutos para o fim do jogo, ficou claro que o título havia escapado, a torcida começou a cantar o hino do Grêmio, reconhecendo o empenho e o espírito de luta da equipe (no vídeo da transmissão é possível ouvir isso por alguns segundos, na minha memória esse momento foi um tanto mais longo).

É interessante ressaltar que a Copa do Brasil foi a competição na qual o Grêmio teve a maior média de público 37.997 (31.653 pagantes) na temporada de 1995 (e na história do clube nessa competição, no quesito público total só deve ficar atrás da Copa do Brasil de 1989)

Foto: José Doval (Zero Hora)

Fonte: UOL

CORINTHIANS LEVANTA A TAÇA NO OLÍMPICO

O jogo foi tense desde o começo, com marcação dura, mas o time paulista aproveitou a chance contra o Grêmio

O Olímpico coloriu-se, lotou, preparou-se para uma grande festa ontem à noite. Era para ser uma das maiores festas da história gremista. Era. Mas deu Corinthians na final da Copa do Brasil, 1 a 0, gol de Marcelinho. A tristeza desabou sobre o estádio, sobre o time e sobre todo o povo tricolor, exatamente às 22h52min, quando o árbitro Márcio Rezende de Freitas apitou o final.

Foi uma partida que começou tensa. O Corinthians de tanto ouvir falar que o Grêmio seria violento, tomou a decisão de disparar o primeiro gesto de rispidez: uma rasteira de Viola em Arílson, aos 20 segundos. Desaforo. A resposta veio 40 segundos depois, quando Jardel atropelou Ronaldo e recebeu cartão amarelo. Se antes da decisão alguém tinha dúvidas da disposição dos dois times de buscar a vitória a qualquer preço, ela se desfez no primeiro minuto.

Sobrava disposição ao Grêmio, mas faltava controle emocional e melhor definição da tática ofensiva. Ponteiros inexistiam. Arilson entrava em diagonal, da esquerda para a direita, enquanto Paulo Nunes fazia o inverso, na outra ponta. A bola não chegava à linha de fundo. Nenhum cruzamento, apenas chutões de longa distância, encontrando o imbatível Célio Silva sempre atento.

A torcida tricolor só não chegava a se assustar tanto porque o Corinthians também não tinha presença ofensiva. Perigo, só nos escanteios de Marcelinho, buscando o gol olímpico. E assim o jogo chegou à metade, sem chances claras de gol e com sete cartões amarelos distribuídos por um árbitro à altura da decisão.

Sem alternativa, o Grêmio arriscou tudo no segundo tempo. Adiantou Dinho, Goiano, Gélson, e uma chance desperdiçada por Dinho, aos 12 minutos, deu a impressão de que a mudança traria resultados. O problema é que a defesa ficou desguarnecida e a velocidade de Marcelinho, Viola e Marques passou a render oportunidades melhores para os corintianos.

Marques perdeu um gol, Marcelinho outro, e a torcida foi aos poucos afundando nas arquibancadas. Afundou de vez aos 27 minutos, quando em mais um contra-ataque, a bola foi lançada para Viola no meio da área e aliviada para a esquerda, onde Marcelinho entrava sozinho. Ele chutou rasteiro, no meio do gol, e saiu a agitar os braços, como se fossem hélices, como se quisesse alçar vôo.

O sonho do Grêmio acabou ali. Depois, só desespero, brigas, duas expulsões, invasão de campo e muitas lágrimas de decepção.” (Nico Noronha, Zero Hora, 22 de junho de 1995)

O DESEMPENHO DAS EQUIPES (Zero Hora, 22 de junho de 1995)
Tempo corrido 54´03″
     – – – – –
GRÊMIO
CORINTHIANS
Conclusões a gol
10
4
Escanteios a favor
9
4
Impedimentos
1
3
Faltas
28
35
Quem mais bateu
Arilson – 6
Bernardo -7
Quem mais apanhou
Arilson – 9
Souza – 7
Bolas roubadas
12
13
O maior ladrão
Arilson – 6
Bernardo – 5

TORCIDA CANTA O HINO, MESMO COM A DERROTA
A torcida do Grêmio deu uma das maiores demonstrações de amor pelo seu clube ontem à noite no Olímpico. Faltando quatro minutos para terminar a partida, os mais de 50 mil gremistas começaram a cantar o hino do clube, mesmo sabendo que o time não ganharia o tão esperado título pela terceira vez. Àquela altura da partida o Corinthians ganhava por 1 a 0 e a derrota tricolor era quase certa. Quando o árbitro mineiro Márcio Rezende de Freitas apitou o final, os gremistas, ao invés de vaiar, aplaudiram a equipe reconhecendo o esforço do novo campeão da Copa do Brasil […]” (Alexandre Corrêa, Zero Hora, 22 de junho de 1995)

Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

CORINTHIANS CONQUISTA O TÍTULO
Com gol de Marcelinho Carioca, vence o Grêmio por 1 a 0 e é campeão da Copa do Brasil

Ontem à noite, em pleno estádio Olímpico, diante de mais de 50 mil atônitos gremistas, o Corinthians conquistou o título de campeão da Copa do Brasil 95. Venceu o jogo por 1 a 0, quando bastava o empate, e terminou a competição invicto, jogando com a mesma aplicação do Grêmio, mas com técnica superior nas jogadas de ataque.

O Grêmio começou avassalador, encurralando a equipe paulista em seu campo. O time treinado por Luiz clipe exagerou nos lançamentos pelo alto para Jardel, o que acabou consagrando Celio Silva. Apesar da pressão, foram raros os lances de gol. No melhor deles, aos 26 minutos, Paulo Nunes desviou e Ronaldo saltou para trás e fez a defesa.

No segundo tempo, o Grêmio passou a trabalhar mais a bola, mas encontrou o Corinthians ainda mais recuado. Aos 12 minutos, Arilson (o melhor do Grêmio) deixou Dinho livre para marcar. O chute saiu rasteiro para fora.

A torcida continuava incentivando o lime. Aos 18, numa jogada ensaiada, Marques ficou sozinho à frente de Danrlei, que impediu o gol. Um minuto depois, outra vez Danrlei salvou, disputando com Viola. Na sequência, Marcelinho cabeceou e Danrlei voltou a brilhar.

Superado o susto, o Grêmio foi para cima de novo. Em outro contra-ataque, aos 27 minutos. Marques avançou, tocou para Viola entre os zagueiros. Na disputa. Adilson afastou, mas a bola ficou nos pés de Marcelinho Carioca. Ele não perdoou, chutando com categoria na saída de Danrlei: 1 a 0. Aos 32 minutos, confusão. Paulo Nunes e Silvinho são expulsos. Na raça, com a torcida cantando o hino composto por Lupicínio Rodrigues, e Grêmio buscou o gol, que não saiu.” (Correio do Povo, 22 de junho de 1995)

Foto: Pisco del Gaiso (Placar)

CORINTHIANS É O PRIMEIRO PAULISTA A CONQUISTAR O TÍTULO DA COPA DO BRASIL
Time de Eduardo Amorim resiste à pressão do Grêmio e vence seu primeiro campeonato em cinco anos

Corinthians é o primeiro paulista a conquistar a Copa do Brasil.
A equipe chegou ao título ao derrotar ontem o Grêmio no estádio Olímpico, em Porto Alegre.
O único gol foi marcado pelo atacante Marcelinho, aos 27min do segundo tempo.
Eduardo Amorim venceu o primeiro campeonato como técnico.
Com o resultado, o time quebrou um jejum de cinco anos sem títulos -o último havia sido o Campeonato Brasileiro de 90.
Garantiu, também, vaga na Taça Libertadores (principal torneio sul-americano interclubes) de 96.
O Corinthians terminou invicto a Copa do Brasil. Em dez jogos, oito vitórias e dois empates.
Os atacantes Marcelinho e Viola foram os artilheiros corintianos. Cada um marcou seis gols.
O time iniciou a partida de ontem com a vantagem do empate -ganhara o primeiro jogo das finais, em São Paulo, por 2 a 1.
A necessidade da vitória levou o Grêmio a pressionar o rival logo no início do confronto de ontem, principalmente por meio de cruzamentos para o atacante Jardel.
A primeira chance de gol gaúcho aconteceu aos 14min. O atacante Paulo Nunes chutou para fora após uma rebatida deficiente do volante Bernardo.
Aos 26min, Ronaldo defendeu chute de, de novo, Paulo Nunes.
No segundo tempo, Amorim pôs Viola na armação e liberou Marcelinho e Marques ao ataque.
A mudança tática deu certo.
Aos 27min, o meia Souza lançou Marques, que tocou para Viola. Este rolou para Marcelinho abrir o placar: 1 a 0.
Daí para frente, o Corinthians se defendeu e o Grêmio partiu para a violência. Aos 32min, Paulo Nunes e Silvinho foram expulsos.
Um dirigente do Grêmio invadiu o gramado e tentou agredir o juiz Márcio Resende de Freitas.” (Mário Moreira, Folha de São Paulo, 22 de junho de 1995)

´BLITZ´ FRACASSA E GRÊMIO SE DESCONTROLA

Equipe gaúcha não consegue marcar no começo, se desespera e cede espaços para contra-ataques corintianos

O Grêmio não conseguiu realizar os prometidos 20 minutos de blitz inicial contra o Corinthians. Seus jogadores se enervaram e facilitaram a vitória corintiana.
A equipe, que tentava o bicampeonato da Copa do Brasil, precisava de uma vitória por 1 a 0.
O time confiava na tradição de não perder jogos decisivos em casa -triunfara nas duas finais da Copa do Brasil que disputara no Olímpico, 89 e 94.
Apesar da pressionar, a equipe gaúcha não conseguiu articular jogadas de perigo.
Sua melhor chance foi no primeiro tempo, numa bola rebatida e chutada por Paulo Nunes. Ronaldo fez boa defesa.
“O Corinthians marcou bem, mas tivemos quatro oportunidades claras e não aproveitamos”, lamentou o lateral paraguaio Arce.
O Grêmio reclamou um pênalti em Paulo Nunes, não marcado pelo juiz. O meia penetrou na área corintiana pela direita e foi desequilibrado pelo lateral Silvinho.
No segundo tempo, o técnico Luiz Felipe avançou ainda mais o Grêmio, retirando o volante Dinho para a entrada do meia Alexandre.
Suspenso, o treinador dirigiu a equipe das arquibancadas.
A alteração não surtiu efeito ofensivo. O Grêmio chegava à área corintiana ainda menos do que no primeiro tempo.
A troca, sobretudo, enfraqueceu a defesa, criando brechas para o contra-ataque da equipe paulista.
Duas vezes, o goleiro Danrlei teve de desarmar atacantes corintianos. Foi justamente em um contra-ataque que Marcelinho marcou.
Depois do gol, o time gaúcho se desesperou. Seus jogadores passaram a cometer faltas duras.
Aos 32min, Arílson acertou uma cotovelada em Célio Silva.
Houve tumulto e invasão de campo. Paulo Nunes e Silvinho foram expulsos.
Ao final, o Grêmio conseguiu algumas jogadas pelo alto com Jardel, o lance mais temido pelo Corinthians. As bolas pararam, porém, nas mãos de Ronaldo.
“Perdemos para uma grande equipe, que soube jogar futebol e está de parabéns”, disse Jardel.” (Carlos Alberto de Souza,  Folha de São Paulo, 22 de junho de 1995)

PAULISTAS BATEM MAIS NA ´GUERRA DO SUL´
Contrariando a expectativa de jogo violento por parte do Grêmio, os corintianos cometeram mais faltas na decisão de ontem.
Segundo o Datafolha, a equipe paulista cometeu 37 faltas, contra apenas 28 do time gaúcho.
As faltas corintianas, no entanto, foram leves, já que o juiz Márcio Rezende de Freitas mostrou mais cartões amarelos aos jogadores gremistas.
O Corinthians recebeu três amarelos (André Santos, Bernardo e Zé Elias), enquanto o Grêmio foi advertido em cinco oportunidades (Jardel, Gélson, Rivarola, Paulo Nunes e Arilson).
Cada equipe teve um jogador expulso: Paulo Nunes, pelo Grêmio, e Silvinho, pelo Corinthians, aos 32min do segundo tempo, por agressão mútua.
A equipe paulista já liderava em faltas ao final do primeiro tempo (20 contra 17).
O nervosismo da decisão fez os jogadores cometerem mais faltas ontem do que na primeira partida,
Na semana passada, em São Paulo, foram cometidas 62 faltas, contra 65 no jogo de Porto Alegre.
Ontem, a falta mais comum da equipe paulista foi o empurrão (21). O Grêmio apelou mais para os chutes por trás (11), o que explica o número de cartões.
O volante corintiano Bernardo foi o jogador mais violento do Corinthians nas finais. Cometeu 6,5 faltas em média, por partida.
Já o atacante Marcelinho foi o corintiano mais “caçado”, sofrendo também 6,5 faltas por jogo.
Para os campeões, porém, a violência no Sul foi menor do que a esperada.
“O jogo foi menos violento do que se anunciava. Os dois times procuraram mais a bola”, disse o zagueiro Célio Silva.” (Folha de São Paulo, 22 de junho de 1995)

Foto: Antônio Gaudério (Folha de São Paulo)

Grêmio 0 x 1 Corinthians

GRÊMIO: Danrlei, Arce, Rivarola, Adílson e Carlos Miguel; Dinho (Alexandre), Gélson, Luís Carlos Goiano e Arílson; Paulo Nunes e Jardel.
Técnico: Luiz Felipe Scolari

CORINTHIANS: Ronaldo, André Santos, Célio Silva, Henrique e Silvinho; Zé Elias, Bernardo e Souza; Marcelinho Carioca, Viola e Marques (Tupãzinho).
Técnico: Eduardo Amorim

Copa do Brasil 1995 – Final – Jogo de volta
Data: 21/06/1995, Quarta-feira, 20h45min
Local: Estádio Olímpico (Porto Alegre-RS)
Público: 56.600 (47.352 pagantes)
Renda: R$ 740.415,00
Árbitro: Márcio Rezende de Freitas (MG)
Auxiliares: Marco Martins e Marco Gomes
Cartões Amarelos: Jardel, Rivarola,Gélson, Adílson, André Santos e Bernardo
Cartões Vermelhos: Paulo Nunes e Silvinho
Gol: Marcelinho Carioca, aos 26 minutos do 2º tempo

Há 25 anos – Corinthians 2×1 Grêmio no primeiro jogo da final da Copa do Brasil de 1995

June 14, 2020

Há 25 anos, o Grêmio perdia o primeiro jogo da final da Copa do Brasil para o Corinthians no Pacaembu.  Acho que o fato mais “folclórico” desta partida foi o fato de Viola ter atuada com chuteiras vermelhas (era o único atleta em campo com chuteira colorida).

Por falar em chuteiras vermelhas, confesso que até hoje eu nunca entendi muito bem por que o Matinas Suzuki Jr. tinha tanto espaço/moral no jornalismo esportivo. Para mim as suas colunas eram sempre de um pedantismo sem sentido. A sobre este jogo, transcrita abaixo, se encaixa bem nessa categoria (a tradução mais apropriada de chuteiras vermelhas seria “red boots” e não  “red shoes“).

Vale lembrar que o Grêmio tinha uma séria de desfalques para essa decisão (Arílson, por exemplo, estava cumprindo um inexplicável terceiro jogo de suspensão pela expulsão contra o Palmeiras, ainda nas oitavas de final), o que acabou fazendo com que Felipão se visse obrigado a “desmanchar” o seu meio de campo.

Também não custa apontar que a falta que deu origem ao segundo gol do Corinthians é bem questionável. A crônica do Correio do Povo afirmou que a arbitragem de Antônio Pereira da Silva foi “confusa e com visível favorecimento ao Corinthians“.

Por derradeiro, é importante registrar que esse jogo marcou a estreia da marca das Tintas Renner na camisa tricolor (patrocínio que durou até a estréia do Grêmio na Libertadores de 1998).

Foto: Ricardo Chaves (Zero Hora)

DANRLEI MANTÉM O GRÊMIO VIVO
Time perdeu para o Corinthians por 2 a 1 com goleiro evitando uma diferença maior

O Grêmio manteve suas chances de chegar ao tricampeonato brasileiro ao perder por 2 a 1 para o Corinthians, ontem à noite no Pacaembu, gols de Viola, Marcelinho e Luís Carlos Goiano. O gol de Goiano tem a mesma importância que o gol de Jardel, nos 2 a 1 para o Flamengo, no Maracanã. Na próxima quarta-feira, no Olímpico, o Grêmio poderá mais uma vez jogar pelo 1 a 0, resultado que vale o título da Copa do Brasil.

Não fosse a atuação de Danrlei, a derrota poderia ser por uma diferença maior, o que praticamente colocaria o Corinthians (joga agora pelo empate) com lima mão na taça. A pressão no primeiro tempo foi Intensa, com Danrlei salvando o time. Aos 30 minutos, Dinho saiu lesionado, piorando as coisas Aos 41 minutos, Marcelinho Carioca cruzou uma bola na medida, no espaço entre o goleiro e a zaga. Viola aproveitou e cabeceou no canto esquerdo: 1 a 0.

A vitória era justa para o Corinthians, já que o Grêmio estava muito encolhido. No segundo tempo. a equipe, que tinha Mazaropi (Luiz Felipe está suspenso e trabalhou na arquibancada: munido de um telefone celular) à beira do gramado, voltou com um posicionamento mais adiantado. Já aos 5 minutos, quase Paulo Nunes marcou. Aos 15, Luciano cabeceou e Ronaldo salvou para escanteio. Quatro minutos depois, Danrlei brilhou num arremate de cima, de Viola. No contra-ataque, Arce aparou rebote e a bola sobrou para Goiano, que desviou de Ronaldo e empatou o jogo.

Quando o Grêmio estava melhor em campo e os jogadores corinthianos demonstravam desespero, aconteceu o gol de desempate. Aos 26 minutos. Marcelinho Carioca cobrou falta com perfeição, deixando Danrlei estático no meio da goleira: 2 a 1. A arbitragem confusa e com visível favorecimento ao Corinthians acabou por determinar a expulsão de Mancini, aos 39 minutos, após um desentendimento fora de campo com Bernardo e Marcelinho Carioca.” (Correio do Povo, quinta-feira, 15 de junho de 1995)

GOLEIRO SUBESTIMOU COBRANÇA

O goleiro Danrlei acha que vai ser difícil o Corinthians aguentar a pressão da torcida no Olímpico, em relação ao que foi encontrado pelo time do Grêmio no Pacaembu. “O resultado poderia terminar em igualdade, não fosse eu subestimar a cobrança de falta do Marcelinho Carioca”, justificou. O atacante da equipe paulista colocou a bola por cima da barreira ao fazer os 2 a 1.

O autor do único gol do Grêmio, Luiz Carlos Goiano, garante que no Olímpico o espirito de luta do time será maior. “Estaremos em casa e com o apoio da massa”, lembra o meio-campista. Já o lateral Carlos Miguel credita o resultado negativo à violência imposta pelo Corinthians: “Eles batem muito. Agora, tocando mais a bola no jogo de volta e com a força do torcedor, chegaremos lá”. Apático esteve o atacante Jardel, sem concluir contra o gol de Ronaldo uma única vez: “Me fizeram marcação cerrada. Mas não tem nada, nós vamos ganhar em casa”.  (Correio do Povo, quinta-feira, 15 de junho de 1995)

 “FÁBIO KOFF IRRITADO

O presidente Fábio Koff taxou Marcelinho Carioca de “pipoqueiro” e acredita que “ele vai arrumar uma contusão para não vir ao Sul, no jogo decisivo”. Koff diz que o número sete só realiza “palhaçadas”, tendo merecido receber cartão vermelho do árbitro António Pereira, que foi chamado de “incompetente e mal-intencionado”, pelo vice Luiz Carlos Silveira Martins.

Emocionado, o presidente Koff definiu o resultado favorável ao Corinthians como justo. O dirigente entende que será possível reverter o quadro no Olímpico.” (Correio do Povo, quinta-feira, 15 de junho de 1995)

ARÍLSON RETORNA

O meio-campista Arílson tem vaga assegurada no jogo de volta diante do Corinthians, dia 21, no Olímpico. Ontem, o jogador cumpriu seu terceiro jogo de suspensão imposta pelo Tribunal Especial da CBF, por sua expulsão contra o Palmeiras, ainda pela segunda fase da Copa do Brasil. Quem fica fora mesmo, dia 21, no Olímpico, é o lateral Roger, que foi penalizado pelo Tribunal em dois jogos de suspensão, um deles já cumprido. O técnico Luiz Felipe, mais uma vez, deverá improvisar na esquerda entre Carlos Miguel e Arílson.” (Correio do Povo, quinta-feira, 15 de junho de 1995)

KOFF:´QUEREMOS O TÍTULO EM CAMPO´
Presidente do Grêmio indignado com o clima de guerra criado pela imprensa paulista

O presidente Fábio Koff continua indignado com o comportamento de setores da imprensa paulista, que, segundo ele, tenta criar “um clima de guerra para a decisão da Copa do Brasil”. O dirigente disse que o Grêmio está trabalhando para permitir que o jogo contra o Corinthians transcorra dentro da normalidade. ‘Queremos o título brasileiro dentro de campo”, sentenciou Koff.

Atacado por jornais de São Paulo por suas declarações fortes após o jogo do Pacaembu. Fábio Koff reconhece que se exaltou, mas que em nenhum momento procurou estimular a violência ou o revanchismo. “Uma pessoa só entra para dirigir clube de futebol por três razões: por ser torcedor, por querer projeção política ou fazer negócios. Eu sou um torcedor. Se um dia eu não me emocionar mais com uma vitória ou uma derrota do Grêmio, eu vou para casa”, comentou Koff.

Ele continuou: “Após o jogo eu dei entrevista a uma emissora de rádio paulista e critiquei a arbitragem que caiu na farsa do Marcelinho. E chamei o jogador de pipoqueiro, dizendo que ele arrumaria uma lesão para não vir a Porto Alegre. É claro que ele vem. Já velo antes e até fez gol em nós. Critiquei, também, as três invasões de campo do banco corintiano e disse que aqui isso não irá acontecer”.

Fábio Koff salientou que durante a entrevista os profissionais da emissora paulista insistiram em chamar o Grêmio de violento: “Aí, eu citei os jogadores que temos lesionados, como o Magno, por exemplo. E falei que os paulistas têm a mania de achar que são o centro de tudo, inclusive do futebol. Eu os desafiei dizendo que Grêmio e Inter têm mais títulos nacionais que os oito principais clubes deles, proporcionalmente. Critiquei, ainda, o fato de ter saído de lá com RS 66 mil de um jogo decisivo por falta de estádio. Então, lembrei que a dupla Grenal possui estádio próprio, afirmando que são dois clubes, enquanto lá só tem times de futebol. Eles ficaram furiosos”, reconheceu o dirigente.

Koff também foi provocado por um repórter, que citou declarações ofensivas do presidente do São Paulo, Fernando Casal del Rei, a respeito do incidente nos camarotes do Olímpico. ‘tu falei, entre outras coisas, que Jamais me preocupei em responsabilizar a direção do São Paulo pelas mortes ocorridas no Morumbi. Aí, um dos meus entrevistadores, sempre em tom agressivo, disse que havia me dado nota dez em um programa de TV e que agora me dava nota zero. Eu respondi que não o conhecia e que não me sensibilizava nem com o dez e menos ainda com o zero. Irritado, o chamei de ratão e saí do ar”, contou Koff.” (Correio do Povo, segunda-feira, 19 de junho de 1995)

GRÊMIO JOGA POR VITÓRIA DE 1 A 0
O Corinthians largou na frente e venceu a primeira partida da decisão do título por 2 a 1

No primeiro jogo das finais da Copa do Brasil 1995, o Grêmio perdeu para o Corinthians por 2 a 1 (gols de Viola. Marcelinho e Goiano), ontem à noite, no Pacaembu, em São Paulo e agora, com uma vitória simples (1 a 0) na partida em Porto Alegre, no dia 21, garante a conquista do tricampeonato. O empate serve ao Corinthians. […]” (Zero Hora, quinta-feira, 15 de junho de 1995)

OS DESEMPENHOS (Zero Hora, 15 de junho de 1995)
CORINTHIANS GRÊMIO
Conclusões a gol 16 6
Escanteios a favor 3 1
Faltas cometidas 28 29
Impedimentos 3 1


CORINTHIANS BATE GRÊMIO E FICA A UM EMPATE DO TÍTULO

O Corinthians venceu o Grêmio-RS por 2 a 1 ontem à noite no Pacaembu, na primeira partida das finais da Copa do Brasil. Marcelinho e Viola marcaram para o time paulista. Goiano fez o gol gaúcho.
Com o resultado, o Corinthians precisa só de um empate em Porto Alegre, na próxima quarta, dia 21, para sagrar-se campeão.
Ao Grêmio, basta uma vitória por 1 a 0. Caso vença por 2 a 1, a decisão será por pênaltis.
Caso haja empate em pontos e número de gols, vence quem tiver mais gols marcados fora de casa. Assim, caso o Corinthians perca por 3 a 2, ainda leva o título.
A Copa do Brasil vale uma vaga na Taça Libertadores, o principal torneio interclubes sul-americano.
O Corinthians dominou completamente o primeiro tempo da partida. Jogando com o meio-campo e a defesa muito recuados, o Grêmio dava espaço para o Corinthians armar suas jogadas de ataque.
Isso permitia a Marcelinho e Souza criar com tranquilidade pela intermediária. Viola, que se movimentava bem, era opção para lançamentos. Vítor também se apresentava para receber pela direita.
Aos 12min, justamente Vítor recebeu na área e tocou para trás. Marcelinho chutou rente à trave.
Aos 23min, Viola, lançado pela esquerda, foi ao fundo e cruzou. Danrlei espalmou e a defesa tirou, quando a bola ia entrando.
Aos 33min, num lance parecido, Viola recebeu lançamento de Souza na área e chutou rasteiro, cruzado. Danrlei conseguiu tocar na bola e desviar para escanteio.
Aos 40min, Viola finalmente acertou. Marcelinho fez bom cruzamento da direita e o atacante marcou de cabeça.
Nessa etapa, o ataque gaúcho foi inofensivo. Jardel, fixo na área, praticamente não participou do jogo. Paulo Nunes se movimentava mais, mas jogava isolado.
Goiano, único meia de ligação com o ataque, estava bem marcado e não conseguia criar jogadas.
No segundo tempo, o panorama da partida mudou. O Grêmio avançou a marcação e diminuiu os espaços para o Corinthians.
A equipe gaúcha passou a dominar e conseguiu seguidos lances de perigo contra o gol de Ronaldo.
Aos 4min, Paulo Nunes recebeu livre na entrada da área, mas se atrapalhou com a bola e perdeu boa chance, chutando fraco.
Aos 15min, Jardel conseguiu sua única boa jogada aérea. Venceu a defesa corintiana de cabeça e obrigou Ronaldo a boa defesa.
Aos 18min, Bernardo dominou na área e quase marcou de bicicleta, num belo lance.
A torcida corintiana levou um susto aos 20min, quando Goiano dominou um chute sem direção e, com um toque sutil, acertou o canto esquerdo de Ronaldo.
O silêncio no Pacaembu durou até os 26min. Marcelinho cobrou falta frontal ao gol, deslocando Danrlei, marcando o segundo gol do Corinthians.
Aos 39min, Wagner Mancini foi expulso, após dar uma cotovelada em Marcelinho. “(Folha de São Paulo, quinta-feira, 15 de junho de 1995)

MARCELINHO RECLAMA DA VIOLÊNCIA GREMISTA

O meia-atacante Marcelinho disse que seu gol de falta foi uma resposta à violência do time do Grêmio na partida de ontem.
“Eles têm raiva de mim porque sempre faço gol contra eles”, disse o jogador.
“Vou à polícia registrar queixa contra o cara que me deu o soco”, disse, referindo-se a Wagner Mancini. Marcelinho sofreu um corte no lábio em virtude da agressão.
O presidente do Grêmio, Fábio Koff, disse que Marcelinho é “pipoqueiro” (jogador que foge dos lances mais ríspidos).
“Ele passou o tempo todo se atirando no chão e pressionando o árbitro contra nós”, afirmou.
“Em Porto Alegre, vamos jogar como equipe da casa, mas não faremos essas coisas para ganhar.”
Marcelinho disse que não se impressionava com as palavras do dirigente. “Não é isso que vai me intimidar para o segundo jogo. Isso é coisa de quem está desesperado porque perdeu uma partida e pode ter perdido o título.”
“Eu nunca disse que o Grêmio era violento, mas, nesta partida, eles foram desleais”, confirmou o volante Marcelinho Souza.
Para ele, a arbitragem terá que ser “firme” em Porto Alegre.
“Violência por violência, os dois times foram iguais”, afirmou o meia gremista Goiano.
O técnico do Corinthians, Eduardo Amorim, considerou “excelente” a atuação de sua equipe no primeiro tempo.
“Recuamos no segundo. Mas isso não vai acontecer no sul. Vamos atacar o tempo inteiro.”
Para o goleiro Danrlei, do Grêmio, a partida mostrou que seu time sabe jogar sob pressão.
“Se tivéssemos que tremer, seria hoje (ontem)”, disse. “Em casa, tudo será a nosso favor.”
O Corinthians terá que arcar com o custo de 50 assentos que foram arrancados no setor amarelo, onde se encontrava a torcida organizada Gaviões da Fiel.” (Arnaldo Ribeiro e Mário Moreira, Folha de São Paulo, quinta-feira, 15 de junho de 1995)

MATINAS SUZUKI JR. – E VIOLA DECIDE USANDO OS “RED SHOES”
Meus amigos, meus inimigos, a Suvinil venceu a Renner na primeira batalha das tintas que decide a Copa Brasil, também chamada de Copa Gaúcha -dada a hegemonia daquele Estado até aqui.
A abertura das cortinas já foi difícil para o Grêmio: um time voluntarioso sente a ausência do comando na linha de combate. E o técnico Luiz Felipe, o estimulador dos guerreiros, estava no celular.
O time “black and blue” entrava em campo sem o lateral-esquerdo Roger, que fez falta e também fará na próxima quarta-feira. Logo depois perdeu o blitz-man Dinho e então a marcação desandou.
Além dessas dificuldades, a fileira meio-campista do Grêmio se perfilou muito próximo à linha defensiva, deixando todo um sistema solar com estrelas e galáxias para o Corinthians se armar.
E entre as estrelas e galáxias o time “black and white” tinha com total liberdade para criar na intermediária: Souza, Marcelinho e o Viola de “red shoes”, o homem do sapato vermelho.
(O time do Milan, por exemplo, com a sua marcação exemplar, faz exatamente o oposto: avança a retaguarda que, ela sim, se aproxima do meio-campo, diminuindo o espaço para o ataque adversário.
O combate à criação do inimigo é feito logo no meio-campo. Os atacantes, com a defesa avançada, ficam espremidos pela lei do impedimento e longe do gol adversário. A coisa é inteligente).
No primeiro tempo, o alvinegro soube trabalhar nos espaços oferecidos e beijou uma vez o gol de Danrlei, mas poderia ter beijado mais como pede rei Charles.
Além disso, o time do Corinthians era o time com a cobiça, ganancioso, pretensioso, sedento da alegria: era o arco teso da promessa, mas que não conseguia vazar o arco retesado do grande Danrlei.
No segundo testamento, o Corinthians, não se sabe por que razão divina, entrou cabisbaixo e cometendo o mesmo erro tático do adversário: colocou o meio-campo na linha da grande área.
Deu espaço a quem não veio procurar espaço (perder de um a zero não era o pior dos mundos para o time “black and blue”). Desconfio que o alvinegro pensou que o adversário estava liquidado.
Mas o galope dos pampas em campo aberto é soberbo: pegou a defesa do Corinthians e o cão de guarda São Bernardo tomando chimarrão. O bom para os gaúchos ficou melhor ainda. Um a um.
Aí entra a diferença entre os dois times: o Grêmio é fogoso, arisco, maverick indomável. Ganha na força o que perde em precisão. Mas tem poucas alternativas táticas e humanas para decidir.
O Corinthians tem duas: Viola e Marcelinho. Na primeira decisão, Marcelinho assistiu Viola que, qual um Shaq em vôo no garrafão adversário, só enterrou.
No segundo, Viola sofreu a falta e o Marcelinho chutou da linha de três pontos. Pegou o Danrlei na contradança, no contrapelo, embarcando na canoa errada.
E então o Pacaembu viu o eliscóptero, os braços abertos para o êxtase.” (Matinas Suzuki Jr. Folha de São Paulo, quinta-feira, 15 de junho de 1995)

ALBERTO HELENA JR.- CONQUISTA GREMISTA SERIA UM MAL PARA O FUTEBOL

Foi assim que o Grêmio desclassificou o Flamengo, na fase semifinal da Copa do Brasil: levou um vareio no Maracanã; perdia de 2 a 0, mas fez o golzinho salvador, que lhe permitiria pular às finais no Olímpico. Sim, porque ontem o Grêmio, apesar da violência incontrolável, que explodiu na expulsão de Mancini, conseguiu escapar do Pacaembu também com uma derrota de 2 a 1, diante do Corinthians, o que lhe dá a vantagem de ganhar lá pelo mínimo, o indigente 1 a 0.
Sem nenhum regionalismo, que isso é burrice, e reverenciando o espírito guerreiro do Grêmio, um dos atributos básicos do campeão, comparando-se os dois times, seria um mal para o futebol a conquista gremista.
Não que o Corinthians seja o paradigma do futebol-arte, longe disso. Mas o Grêmio é a própria síntese daquele pragmatismo quase borgiano: o veneno que assegura o poder. Marca muito bem, bate muito mais, e, de vez em quando, arrisca-se a um contragolpe rápido com Paulo Nunes, ou a um cruzamento alto na área para o gigante Jardel.
É pouco no instante mágico que vaza o futebol brasileiro.
Já o Corinthians, ao menos, tem o menino Souza, cheio de dengos, com aquela canhotinha esperta. Tem Marcelinho e seus tiros e centros traiçoeiros. Ao atirar, colheu o goleiro adversário no contra-pé e assegurou a vitória. Ao centrar, colheu Viola na área, a seta negra, para se contrapor a Di Stéfano, “la saeta rubia”. E tem Viola, um sarro. Queremos o sarro.” (Alberto Helena Jr. Folha de São Paulo, quinta-feira, 15 de junho de 1995)

Fonte: Meu Timão

Corinthians 2 x 1 Grêmio

CORINTHIANS: Ronaldo, Vítor, Célio Silva, Henrique e Silvinho; Marcelinho Paulista, Bernardo (Ezequiel), Marcelinho e Souza; Viola e Fabinho (Elivélton)
Técnico: Eduardo Amorim

GRÊMIO: Danrlei, Arce, Rivarola, Luciano e Carlos Miguel; Dinho (Gélson), Adílson, Luís Carlos Goiano e Alexandre; Paulo Nunes (Vágner Mancini) e Jardel
Técnico: Luís Felipe Scolari

Copa do Brasil de 1995 – Final – Jogo de ida
Data: 14 de Junho de 1995, Quarta-Feira, 21h00min
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo-SP
Público: 29.692 (25.281 pagantes)
Renda: Cr$ 415.212,00
Árbitro: Antônio Pereira da Silva (FIFA/GO)
Auxiliares: Raimundo Araújo Aguiar e Nilson Justino Pereira
Cartões Amarelos: Silvinho, Célio Silva, Marcelinho Paulista,Carlos Miguel, Rivarola, Luciano e Adílson
Cartão Vermelho: Vágner Mancini
Gols: Viola aos 40 do 1º Tempo; Luís Carlos Goiano aos 20 e Marcelinho aos 26 do 2º Tempo.

Brasileirão 2019 – Grêmio 0x0 Corinthians

October 7, 2019

Gremio x Corinthians

O Grêmio pressionou o Corinthians durante 90 minutos, mas pressionou sem muita velocidade e intensidade e assim não conseguiu sair do 0x0.

O lance em que o juiz não marcou pênalti na bola que bate no braço de Fagner foi tão faltoso quanto o lance em que foi marcado pênalti de Geromel no jogo contra o Bahia no primeiro turno.

O público de sábado foi o mais baixo da história dos confrontos entre Grêmio e Corinthians pelo Brasileirão na Arena.

A média de público dos Grêmio em casa contra o Corinthians pelo Brasileirão na era de pontos corridos é de 30.113 (25.741 pagantes)

Nos 7 jogos disputados na Arena contra o Corinthians pelo Brasileirão a média é de 33.147 (30.470 pagantes)

– Média de Público do Grêmio no Brasileirão 2019:
19.294 (17.103 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Arena na atual temporada:
25.435 (23.127 pagantes)

– Média de público do Grêmio como mandante em 2019:
24.726 (22.460 pagantes)

Gremio x CorinthiansFotos: Lucas Uebel (Grêmio FBPA)

Grêmio 0x0 Corinthians

GRÊMIO: Paulo Victor; Léo Moura (Pepê, 32/2ºT), David Braz, Kannemann e Cortez; Maicon (Thaciano, 28/2ºT), Matheus Henrique, Alisson, Luan e Everton; André (Diego Tardelli, 22/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Gil, Manoel e Danilo Avelar; Ralf, Mateus Vital (Janderson, 42/2ºT), Sornoza, Pedrinho e Clayson (Boselli, 17/2ºT); Vagner Love (Jadson, 32/2ºT)
Técnico: Fábio Carille

Data: 05/10/2019, sábado, às 19h00min
Local: Arena Grêmio, em Porto Alegre
Público: 16.542 (14.596 pagantes)
Renda: R$ 554.822,00
Árbitro: Bruno Arleu de Araújo – RJ
Auxiliares: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa e Thiago Henrique Neto Correa Farinha -RJ
VAR: Carlos Eduardo Nunes de Braga – RJ
Cartões amarelos: Maicon, Matheus Henrique, Everton; Sornoza

Brasileirão 1973 – Grêmio 0x0 Corinthians

October 4, 2019
1973 gremio 0x0 corinhtians paulo sergio rivellino cp

Foto: Correio do Povo

Eu ainda não criei um nome para essa série sobre alguns dos posts que tenho feito aqui no blog. Tinha pensado em “Partidas (não tão) Aleatórias”, onde posto matérias sobre jogos com o mesmo adversário do próximo compromisso do Grêmio, pelo mesmo campeonato, com o mesmo mandato, mas num jogo que não teve nenhum aspecto particularmente memorável.

No de hoje, posto sobre um 0x0 entre Grêmio e Corinthians pelo Brasileirão de 1973 no Olímpico.

1973 gremio 0x0 corinhtians guaiba

EMPATE FOI PRÊMIO PARA DUAS GRANDES EQUIPES

Grêmio e Corintians não mereciam perder, ontem à noite, na mais empolgante partida que a torcida gremista assistiu, no Olímpico, no atual campeonato Nacional. O jogo foi bom, foi rápido, emocionante, dois times bem organizados, o público viu vários lances emocionantes. O empate foi um prêmio justo para os dois grandes adversários. Grande público assistiu à partida que teve a presença ilustre de Emílio Garrastazu Médici, presidente da República.

O Grêmio encontrou um adversário forte, bem colocado na defesa, adiantando a zaga para deixar o ataque em impedimento e muitas vezes conseguindo. O Corintians procurou no primeiro tempo — e conseguiu — tirar todo o espaço para a jogada do Grêmio em profundidade. E partindo com segurança nas organização da jogada, o Coríntians conseguiu, no primeiro tempo, as melhores oportunidades para marcar.

A primeira foi quando Paulo Borges passou a bola para o lateral Zé Maria, na grande área, centrar forte e Picasso defender. O rebote foi apanhado por Roberto que cabeceou no canto oposto mas o goleiro do Grêmio foi bem no lance e agarrou a bola. Logo depois houve o choque de Mazinho com Roberto, Mazinho saiu com suspeita de fratura na perna esquerda entrando Humberto Ramos. Ainda no primeiro tempo a segunda chance do Coríntians: Rivelino entrou para marcar e Beto calçou na hora mas Roberto apanhou rebote novamente e outra vez Picasso salvou o Grêmio.

SEGUNDO TEMPO — Tarciso, a pedido de Froner, ainda conseguiu jogar 10 minutos depois entrou Oberti, sem reflexos mas tentando acertar. O jogo nos primeiros minutos do segundo tempo não teve o mesmo ritmo do primeiro tempo e o Grêmio cresceu mas custou a criar as chances de golo. A meia-cancha, sem espaço, retinha a bola e quando o mesmo surgia — Tabajara deu piques, três vezes — nem Humberto, nem Paulo Sérgio conseguiam a visão do lance para soltar a bola. O Corintians trocou Vaguinho por Lance mas nada conseguiu porque a defesa do Grêmio esteve perfeita, com Beto sendo o melhor dos zagueiros. A partir dos 30 minutos o Grêmio manteve o mesmo ritmo e aproveitou a queda de produção do Corintians e aí a equipe de Froner ganhou a melhor oportunidade. Cláudio projetou-se pela direita e levantou para a área quando Carlinhos cabeceou.

O goleiro Ado saiu mal e a cabeçada de Carlinhos bateu no poste direito. O Grêmio continuou pressionando mas o jogo era de zero a zero, nenhum time merecia perder no excelente Grêmio e Corinthians. ” (Correio do Povo, 15 de novembro de 1973)

1973 gremio 0x0 corinhtians jb

GRÊMIO 0x0 CORINTIANS

Porto Alegre (Sucursal) — Numa partida emocionante e bem disputada, que teve inclusive a presença do Presidente Mediei, Grêmio e Corintians empataram de 0 a 0 no Estádio Olímpico. O time gaúcho foi melhor no segundo tempo quando, graças ao seu excepcional preparo físico, esteve sempre criando chances de gol.”  (Jornal do Brasil, 15 de novembro de 1973)

GRÊMIO: Picasso, Cláudio, Ancheta, Beto e Jorge Tabajara; Carlos Alberto e Paulo Sérgio; Carlinhos, Mazinho (Humberto Ramos), Tarciso (Oberti) e Loivo
Técnico: Carlos Froner

CORINTHIANS: Ado, Zé Maria, Laércio, Vagner e Vladimir; Tião c Rivelino; Paulo Borges, Roberto, Vaguinho (Lance) e Adãozinho
Técnico: Yustrich

Campeonato Brasileiro 1973
Data: 14 de novembro de 1973
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Renda: Cr$196.749,00
Juiz: Armando Marques
Auxiliares: Hernani José de Castro e José Carlos Bezerra

Brasileirão 2019 – Corinthians 0x0 Grêmio

May 15, 2019

2019 sergio barzaghi gazeta Cori26-1024x682

Empate fora de casa com o Corinthians não é mau resultado. O problema é a campanha pregressa do Grêmio.

Eu não acho que o lance em que o Everton tentou cruzar e foi bloqueado por Fagner tenha sido pênalti. Para mim o lateral corinthiano não tocou “deliberadamente” a bola com a mão. Contudo, em lances semelhantes, vários juízes tem assinalado a penalidade máxima.

Como bem salientou o jornalista Tiago Maranhão, não foi observado o protocolo do VAR. Era um lance de interpretação. Não houve um erro claro e óbvio” ou um “incidente grave não percebido.

O juiz viu o lance com clareza dentro do campo. E usou o VAR para “reinterpetar” a jogada (o que não é a finalidade do VAR).

Por falar em VAR esse foi o terceiro jogo, em 4 rodadas, que Rodrigo Carvalhaes de Miranda foi árbitro de vídeo em um jogo do Grêmio.

Gremio x Corinthians

O Grêmio voltou a usar a meia azul de 2017. O que mostra como foi “errado” não lançar uma meia azul em 2018 (e como seria útil lançar uma meia azul para 2019).

Por falar em meia azul, Kanneman e Geromel jogaram com uma fita/esparadrapo azul royal acima do tornozelo.
2019 sergio barzaghi gazeta Cori26-1024x682bFotos: Sergio Barzaghi (Gazeta Press) e Lucas Uebel (Grêmio.net)

Corinthians 0x0 Grêmio

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Manoel, Henrique e Danilo Avelar; Ralf, Ramiro (Junior Urso, 23’/2ºT), Mateus Vital e Sornoza (Régis, 35’/2º); Clayson e Boselli (Vagner Love, intervalo)
Técnico: Fábio Carille

GRÊMIO: Paulo Victor; Leonardo Gomes, Geromel, Kannemann e Juninho Capixaba; Michel, Matheus Henrique; Montoya (Thaciano, 15/2ºT), Luan (Pepê, 37/2ºT) e Everton; André (Felipe Vizeu, 33/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

04ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2019
Data: 11/05/2019, sábado, às 19h00min
Local: Arena Corinthians, em São Paulo (SP)
Público: 36.624 (36.360 pagantes)
Renda: R$ 1.581.235,00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (FIFA/RJ) e Silbert Faria Sisquim (RJ)
Árbitro de vídeo: Rodrigo Carvalhaes de Miranda (RJ)
Assistentes do VAR: Pathrice Wallace Corrêa Maia (RJ) e Daniel do Espirito Santo Parro (RJ)
Cartões amarelos: Mateus Vital, Ramiro (COR); Juninho Capixaba, Leonardo, Michel, Kannemann (GRE)

Brasileirão 2018 – Grêmio 1×0 Corinthians

December 4, 2018

2018 marcelos campos corinthians

2018 jael corinthians fabiano do amaral cp

A vitória tricolor foi mais tranquila do que o magro 1×0 no placar indica. Jael marcou cedo e o Grêmio sempre esteve com o jogo sob controle. É óbvio que deve se levar em conta que o único objetivo aparente do Corinthians era cumprir tabela.

O fato do Grêmio ter terminado em quarto lugar, dezesseis pontos atrás do Campeão, é digno de nota, especialmente considerando a forma que o clube encarou esse campeonato na temporada. O campeão Palmeiras usou bem mais os seus principais jogadores no Brasileirão, mesmo tendo um número de compromissos bem parecido com o do tricolor em 2018.

2018 corinhtians lucas uebel (1)

O Grêmio “poderia” ter jogado com calção branco e meia azul, uma vez que houve, antes da partida, uma justa homenagem aos 35 do título mundial sobre o Hamburgo (e bem que a Umbro “poderia” ter feito uma meia azul pro Grêmio em 2018)

A média de público dos últimos 10 jogos do Grêmio em casa contra o Corinthians pelo Brasileirão é de 30.910 (28.157 pagantes).

Nos 6 jogos disputados na Arena contra o Corinthians pelo Brasileirão a média sobe para 35.914 (33.116 pagantes)

2018 corinhtians lucas uebel (2)

Fotos: Marcelo Campos, Fabiano do Amaral (Correio do Povo) e Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 1×0 Corinthians

GRÊMIO: Paulo Victor; Léo Moura (Matheus Henrique, 23’/2ºT), Michel, Kannemann e Cortez; Maicon (Douglas, 27’/2ºT) e Cícero; Ramiro, Alisson e Everton; Jael (André, 37’/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Léo Santos, Henrique e Carlos Augusto; Gabriel (Douglas, 17’/2ºT) e Thiaguinho; Pedrinho (Danilo, 27’/2ºT), Jadson e Romero; Mateus Vital (Clayson, 39’/1ºT)
Técnico: Jair Ventura

38ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2018
Data: 02 de dezembro de 2018, domingo, 17h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Público: 41.330 (38.974 pagantes)
Renda: R$ 1.450.578,00
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)
Auxiliares: Guilherme Dias Camilo e Sidmar dos Santos Meurer
Cartões amarelos: Jael ; Leo Santos, Henrique, Carlos Augusto, Romero
Gol: Jael, aos 11 minutos do primeiro tempo

Brasileirão 2018 – Corinthians 0x1 Grêmio

August 19, 2018

2018 corinthians marco galvao estadao1bclance2018 corinthians ge rs

Foi uma vitória importante, uma amostra de reação imediata após a eliminação na Copa do Brasil. Com o 1×0 em Itaquera o Grêmio se mantém no topo da tabela e de quebra afasta o Corinthians briga pelas primeiras posições.

Cícero e Jailson funcionaram bem como dupla de volantes. Leonardo Gomes e Jael talvez estejam assumindo a titularidade das suas respectivas posições. E Luan e Everton foram decisivos mais uma vez.

Vou  insistir que, contra o Corinthians fora de casa, o Grêmio deveria sempre usar calção branco com meia azul.

daniel augusto agencia corinthiansFotos: Marco Galvão (Jovem Pan), Anderson Rodrigues (Lance), GloboEsporte RS e Daniel Augusto (Corinthians)

Corinthians 0x1 Grêmio

CORINTHIANS: Walter; Fagner, Pedro Henrique, Henrique e Danilo Avelar; Gabriel e Ralf (Mateus Vital, aos 29’/2ºT); Pedrinho (Emerson Sheik, aos 37’/2ºT), Jadson (Jonathas, aos 17’/2ºT), Araos e Romero
Técnico: Osmar Loss

GRÊMIO: Bruno Grassi; Leonardo Gomes, Pedro Geromel, Kannemann e Cortez; Jailson, Cícero; Ramiro (Alisson, aos 31’/2ºT), Luan e Everton (Pepê, aos 46’/2ºT); Jael (Thaciano, aos 36’/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

19ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2019
Data: 18 de agosto de 2018, sábado, 19h00min
Local: Arena Corinthians, em São Paulo-SP
Público: 32.848 (32.583 pagantes)
Renda: R$ 1.621.165,44
Árbitro: Wagner Reway (FIFA-MT)
Assistentes: Alessandro Á. Rocha de Matos (FIFA-BA) e Eduardo Gonçalves da Cruz (MS)
Cartões amarelos: Pedro Henrique (Corinthians); Cortez (Grêmio)
Gol: Éverton, aos nove minutos do segundo tempo

Brasileirão 2017 – Corinthians 0x0 Grêmio

October 19, 2017

corinhtians 2017 ge
2017 Marcelo Machado de Melo Fotoarena Lancepress

O jogo entre o líder e o vice-líder acabou sendo bem morno, terminando num merecido 0x0.

O Grêmio mostrou considerável melhora no seu nível de atuação em relação ao que apresentou nos últimos jogos. Muito disso se deve ao retorno de Luan, que devolve uma maior dinâmica ao meio campo tricolor. O problema é que o camisa 7 gremista ainda não está 100% e o time se viu obrigado a jogar no ritmo que Luan pode jogar. Com isso o Grêmio não conseguiu sair do empate com o Corinthians, apesar de ter tido uma leve superioridade em relação aos mandantes.

()  SPO

Kannemann jogou demais. Acertou todos os carrinhos que deu.

Everton entrou bem no jogo. As duas melhores chances do Grêmio no segundo tempo passaram por ele (Foi ele que sofreu a falta cobrada por Edilson no travessão e foi dele o cruzamento para cabeçada de Jael).

E no fim das contas o Presidente Romildo Bolzan chamou mesmo o Heber de “careca vagabundo paranaense“, apesar da estranha negativa da turma do “apoio incondicional” (Apoio incondicional ao time eu até entendo, mas apoio incondicional pra dirigente é algo que me parece muito estranho). Por sorte o Heber teve uma das atuações “menos” vagabunda do seu histórico no apito de jogos “decisivos” do Grêmio.

()  SPO
Fotos: Marcos Ribolli (Globo Esporte), Daniel Augusto Jr  (Ag. Corinthians) e Marcelo M. de Melo (Fotoarena/Lancepress)

Corinthians 0x0 Grêmio

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Balbuena, Pedro Henrique, Guilherme Arana; Gabriel (Fellipe Bastos, aos 30’/2ºT) e Maycon; Jadson (Clayson, aos 18’/2ºT), Rodriguinho e Romero (Marquinhos Gabriel, aos 25’/2ºT); Jô
Técnico: Fábio Carille

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Edilson, Pedro Geromel, Kannemann e Cortez; Arthur, Jailson, Ramiro, Luan (Everton, aos 29’/2ºT) e Fernandinho (Beto da Silva, aos 30’/2ºT); Lucas Barrios (Jael, aos 37’/2ºT).
Técnico: Renato Portaluppi

29ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2017
Data: 18/10/2017, quarta-feira, 21h45min
Local: Arena Corinthians, em São Paulo-SP
Público: 40.008 pagantes
Renda: R$ 2.231.124,40
Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC)
Auxiliares: Carlos Berkenbrock (SC) e Thiaggo Americano Labes (SC)
Cartões amarelos: Fagner (COR), Barrios (GRE)

Brasileirão 2017 – Grêmio 0x1 Corinthians

June 26, 2017

2017 gremio 0x1 corinthians eurico quadros guaiba
O resultado foi justo. O Grêmio não fez uma má partida, mas o Corinthians foi mais eficiente na sua proposta de jogo. O tricolor teve mais iniciativa, teve mais posse de bola, trocou mais passes e concluiu mais vezes, mas o Corinthians sempre pareceu mais confortável com o que acontecia em campo. Os visitantes, mesmo se posicionando mais atrás e atacando com poucos atletas, tiveram as chances mais claras. No primeiro tempo, Paulo Roberto arrancou, passou por vários defensores e só não fez o gol porque Marcelo Grohe conseguiu desviar para escanteio com as pontas dos dedos. Mas no segundo tempo, o mesmo Paulo Roberto aproveitou o passe mal dado por Luan, passou em velocidade por Geromel e cruzou para para trás. Jô não alcançou, mas Jadson concluiu de pé esquerdo, chutando em cima do Marcelo Grohe, e a bola passou pelo meio das pernas do arqueiro gremista. O Grêmio buscou o empate, mas desde o primeiro tempo já demonstrava ter menos movimentação entre os jogadores de frente (Barrios ficou “preso” entre os zagueiros e Ramiro quase não ingressou na área adversária) e um toque de bola mais lento do que o visto nas partidas anteriores. Assim acabava esbarrando na bem postada defesa corintiana ou na segura atuação de Cássio. E quando teve um pênalti marcado a seu favor, acabou desperdiçando-o através da cobrança mal executada por Luan.

Ademais, num jogo entre líderes, que muitas vezes é decidido nos detalhes, é muito improvável que o time que leva um frango e erra um pênalti consiga sair de campo sem ser derrotado.

2017 gremio 0x1 corinthians diego ribeiro globo esporte2017 gremio 0x1 corinthians lucas uebel (1)

Luan é o melhor jogador do Grêmio e o melhor jogador em atividade no Brasil, mas não é bom batedor de pênaltis. O clube não pode se dar o luxo de ignorar as estatísticas. Não no ano de 2017.  Não depois de ter cometido esse mesmo erro em um passado bem recente.

Como regra, Renato costuma proteger seus atletas quando fala para a imprensa. Acho uma atitude louvável. Mas é evidente que Marcelo Grohe falhou no gol de Jadson. Mas antes disso, Luan errou no início das jogada (a bola naquele setor do campo precisa ser jogada com mais segurança) e Geromel poderia (ou deveria) ter derrubado Paulo Roberto quando este ainda estava longe da meta gremista.

Mas também é importante lembrar que além desses erros, o Grêmio também levou um certo azar na partida. Jô admitiu que não tentou dar um corta-luz para Jadson. E Jadson admitiu que chutou “errado”. E também não podemos esquecer que Cássio foi um dos melhores, se não o melhor jogador em campo.

O público foi muito bom. Superior a média dos confrontos anteriores contra o Corinthians e a média do Grêmio no Brasileirão.
2017 gremio 0x1 corinthians lucas uebel (2)
Fotos: Diego Ribeiro (GloboEsporte), Eurico Quadros (Rádio Guaíba) e Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 0x1 Corinthians

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Edilson (Everton, aos 33/2ºT), Pedro Geromel, Kannemann e Cortez; Michel, Arthur (Fernandinho, aos 22/2ºT),Ramiro; Luan e Pedro Rocha (Gastón Fernández, aos 29/2ºT); Lucas Barrios
Técnico: Renato Portaluppi.

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Paulo Roberto (Camacho, aos 33/2ºT) e Maycon; Jadson, Rodriguinho (Marquinhos Gabriel, aos 27/2ºT) e Romero (Clayson, aos 37/2T); Jô
Técnico: Fábio Carille

10ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2017
Data: 25/6/17, domingo, às 16h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Público: 54.022 (50.116 pagantes)
Renda: R$ 2.093.208,00
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (FIFA-GO)
Assistentes: Bruno Raphael Pires (FIFA-GO) e Leone Carvalho Rocha (GO)
Cartões amarelos: Kannemann, Geromel, Edilson (Grêmio), Rodriguinho, Romero, Jô e Cássio (Corinthians)
Gol: Jadson, aos seis minutos do segundo tempo

Confrontos Grêmio Vs. Corinthians pelo Brasileirão em Porto Alegre

June 24, 2017

A média de público dos últimos 10 jogos do Grêmio em casa contra o Corinthians pelo Brasileirão é de 28.234 (25.330 pagantes). Nos 4 jogos disputados na Arena contra o Corinthians pelo Brasileirão a média sobe para 30.034 (27.401 pagantes). Vale lembrar que, até hoje, o tricolor fez 77 jogos na Arena pelo Brasileirão, com uma média de público nesses jogos é de 24.384 (21.199 pagantes).

Aproveitando o ensejo, postei mais algumas fotos de confrontos históricos do Grêmio contra o Corinthians pelo Brasileirão no Tumblr, e as posto aqui também.

As duas primeiras (retiradas da Zero Hora) são de Iura superando o goleiro Tobias e marcando o primeiro gol da vitória por 3×0 pelo Brasileirão de 1976. O público foi de 20.842 pagantes.

1976 a1976

A foto abaixo é de Nico Esteves da Placar, onde se vê De León na vitória por 1×0 no Brasileirão de 1981. O público foi 20.900 torcedores

1981 corinthians de leon Nico Esteves Placar

Abaixo vemos Tarciso marcando o terceiro gol (foto da Folha da Tarde) na vitóra por 3×1 na semifinal do Brasileirão 1982. O público foi de 42.912 pagantes.

1982 gremio 3x1 corinthians tarciso ft (2)

Abaixo temos uma foto de Rubens Borges da Zero Hora, de Osias, Agnaldo, Pingo e Danrlei no jogo Grêmio 0x1 Corinthians no Brasileirão 1994. O público foi de 24.128 (18.850 pagantes).

1994 brasileirao gremio 0x1 corinthians rubens borges b

As últimas são (do site oficial do Grêmio) de Alessandro marcando o primeiro gol do jogo em cima do goleiro Johnny Herrera na vitória do tricolor por 2×0 no Brasileirão de 2006. O público foi de 31.016 (26.368 pagantes).

2006 corinthians gol alessandro22006 corinthians gol alessandro