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Eleição para Presidente – 2016

November 16, 2016

No sábado, dia 12 de novembro, aconteceu a eleição para a Presidência do Grêmio.  6.602 sócios votaram (2.101 presencialmente e 4.501 pela internet). O resultado foi o seguinte:

– A Chapa 1 de Romildo Bolzan Jr obteve 5.605 votos (85,3%)
– A Chapa 2 de Raul Mendes da Rocha obteve 963 votos (14,7%)
– Foram registrados 6 votos em branco e 28 votos nulos.

Assim Romildo Bolzan Jr terá mais três anos de mandato, tendo como seus vices Adalberto Preis, Claudio Oderich, Duda Kroeff, Marcos Herrmann, Paulo Luz e Sergei Costa.

Apenas como curiosidade: Romildo Bolzan fez 87,4% contra 12,2% de Raul nos votos pela internet. E nos votos presenciais Romildo fez 79,4% contra 19,7% de Raul.

Mais uma vez o baixo número de votantes chamou a atenção. Apesar do menor número de habilitações de votos pela internet (7.500 em setembro contra 6.400 em novembro), houve um leve aumento (de 0,3% ou de 147 votantes)  no comparecimento  na comparação com a eleição para o Conselho Deliberativo realizada em setembro. Mas o comparecimento foi menor, tantos em termos percentuais como também em números absolutos, do que as eleições para Presidente em 2012 e 2014 e do que a eleição para o Conselho Deliberativo de 2013 (quando não havia voto por internet).

Resta saber se este baixo número  de votantes se justifica pelo “desinteresse” em geral pela política (que se verifica até na eleição para Presidente dos Estados Unidos da América) ou se explica por alguma característica própria do processo democrático do clube.

Eleição sem debate

November 11, 2016

A Chapa 1 se mantém afastada dos debates eleitorais como forma de garantir a harmonia indispensável ao clube neste dias que antecedem a disputa em campo

É irrelevante daqui para frente fazermos debates que possam comprometer a qualidade da preparação para a final. Daqui para frente, qualquer conceito não será debater o clube publicamente

A ausência de debates vai contra os interesses do clube. Se não querem debater, não deveriam nem marcar a eleição

Estranho muito essa fuga do debate do presidente. Faço o desafio para que ele venha debater para que os conselheiros sejam esclarecidos

É clara a diferença de entendimento entre as duas primeiras e as duas últimas frases transcritas acima. Mas elas foram ditas por pessoas que integram a mesma Chapa na eleição do próximo sábado.  As duas primeiras são do Presidente Romildo Bolzan, em 2016 e as duas últimas são do Vice-Presidente Adalberto Preis, em 2000 (quando então era candidato a presidente pela oposição).

Entendo que eventual mudança de entendimento possa ser encarada como algo salutar, desde que acompanhada de alguma justificativa concreta e não por mera conveniência. A pertinência ou não de debates me parece ser uma questão essencialmente conceitual, sendo difícil imaginar quais seriam as circunstâncias que explicariam uma mudança neste tema. Eu acho que o debate é tão ou mais importante hoje do que era no 2000.

Tenho a impressão que as discussões no Grêmio, de um modo geral, são bastante rasas. Não é raro que argumentos mais elaborados sejam atropelados por sofismas e falácias. A supressão de debates em períodos eleitorais, com base na tese infundada de “não atrapalhar o time” , só tende a piorar esse cenário.

O momento na cidade, no estado, no país e no mundo, é complicado para falar em política. Entendo o cansaço e a desilusão que muitos tem com o processo democrático, mas acredito que a frase de Churchill de que “a democracia é a pior forma de governo, com exceção de todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempo” segue sendo válida. E democracia não pode se resumir a realização de eleições. E uma eleição não pode se resumir em uma votação para referendar mandatos. A importância do debate vai muito além da possível influência no resultado da votação.

O debate é a melhor oportunidade de um diálogo direto entre os candidatos. Um boa oportunidade também de diálogo entre os eleitores e os candidatos. Uma oportunidade da situação fazer um balanço das suas ações, de mostrar seus avanços e também ter um pouco de autocrítica. Uma oportunidade da oposição ser ouvida em suas críticas e sugestões. Uma oportunidade dos candidatos assumirem alguns compromissos públicos. Sem debate, todas essas oportunidades serão perdidas.

Ocorreram debates entre os candidatos a presidência do Grêmio em todas as eleições desde que foi implementada a votação direta para presidente em 2004. É uma pena que essa tradição seja rompida. É uma pena que não teremos discussões sobre check-in, sobre valores de ingressos e mensalidades, sobre o tratamento dispensado ao sócio torcedor, sobre as promoções que privilegiam o não-sócio, sobre a queda nas receitas de marketing, sobre a falta de investimento na base, sobre transparência, sobre o excesso de personalismo na comunicação do clube, sobre o fato de informações oficiais do Grêmio serem divulgadas antes (quando não somente)  em contas pessoas de dirigentes, sobre política de futebol. É uma pena.

Atualização sobre as reuniões do Conselho Deliberativo

November 10, 2016

Ocorreram 3 reuniões desde a eleição que renovou a metade do Conselho Deliberativo no dia 24 de setembro.

A primeira foi realizada no dia 18 de outubro, para eleição e posse do Presidente e do Vice-Presidente do Conselho Deliberativo.”Carlos Biedermann, candidato representante da Chapa 2, tendo Alexandre Bugin ao seu lado, como vice-presidente, obteve 164 votos contra 154 de Gabriel Fadel, candidato da Chapa 1, com Juliano Ferrer como vice“. Votei na chapa 2, de Biedermann e Bugin, por entender que era a mais capacitada para enfatizar a função de fiscalização, transparência e governança do Conselho Deliberativo.

A segunda reunião aconteceu no dia 25 de outubro e tinha a finalidade de “aprovação prévia das chapas concorrentes à eleição do Conselho de Administração“. Duas chapas estavam inscritas.  A chapa 1 é encabeçada por Romildo Bolzan Jr. como presidente, tendo como vices  Adalberto Preis, Claudio Oderich, Duda Kroeff, Marcos Herrmann, Paulo Luz e Sergei Costa. A chapa 2 é encabeçada por Raul Mendes da Rocha como presidente, tendo como vices Adalberto Aquino Filho, Airton Ruschel, Fabio Koff Junior, Jorge Bastos, Omar Selaimen e Pierre Gonçalves. A chapa 1 fez 160 votos (56,9%), enquanto a  Chapa 2, fez 117 votos (41,6%). Foram registrados ainda dois votos nulos e dois votos em branco. Eu sigo entendendo que não deveria existir esse primeiro turno dentro do conselho. Continuo sendo contrário a forma que a cláusula de barreira funciona nas votações do Grêmio. Em função disso e por entender que é fundamental a existência de contraditório no clube eu votei na Chapa 2. Entendo que a gestão Romildo está longe de ser uma unanimidade e não conseguiu fazer o que propunha. Da mesma forma entendo que a atual gestão não teve êxito em agregar pessoas diferentes e congregar esforços para o clube, tendo inclusive perdido parte da sua base de apoio inicial, sendo demasiadamente refratária as ideias que vem “de fora” (quando não agressiva com que tenta propor ideias). Assim acredito ser fundamental que algumas discussões sejam feitas através da eleição e que o sócio tenha uma alternativa de escolha no dia da votação.

A terceira reunião aconteceu em 31 de outubro e tinha como ordem do dia “Examinar os demonstrativos contábeis e financeiros do terceiro trimestre de 2016“. E aqui entra uma questão complicada. A notícia publicada no site do clube sobre essa reunião é por demais incompleta. E não é a primeira vez que isso acontece. Nestas reuniões, os números são apresentados pelo presidente do clube e pelo CEO. Na sequência é apresentado o parecer do Conselho Fiscal  (lido por um dos seus integrantes) e um relatório da Comissão de Finanças (também apresentado por um dos seus integrantes). Não há menção a estes relatórios ou as pessoas que fizeram estas apresentações, mas estranhamente as presenças dos vice-presidentes, chefe de gabinete e dos secretários da presidência do clube são referidas. Os números apresentados na notícia são poucos, quase aleatórios, insuficientes para preencher qualquer critério de transparência. Não há esclarecimento se a receita do quadro social está acima ou abaixo do orçado para o período. Não há referência se as despesas do futebol estão acima ou abaixo do orçado. Não há referência se as luvas recebidas pela renovação com o contrato com a Rede Globo influenciam ou não no resultado do período. Vou cobrar e trabalhar para que a comunicação do Conselho Deliberativo  seja mais eficiente.

Eleição para o Conselho Deliberativo 2016

September 27, 2016

Neste último sábado, dia 24 de setembro de 2016, ocorreu a eleição para a renovação da metade das cadeiras do Conselho Deliberativo do Grêmio.

Foram “1902 votos presenciais e 4553 votos pela internet […] totalizando 6455 associados participantes“.

CHAPA 1 – O GRÊMIO QUE EU QUERO – 880 votos (13,63%)
CHAPA 2 – GRÊMIO FORTE E CAMPEÃO – 1.272 votos (19,71%)
CHAPA 3 – MAIS GRÊMIO – 1.280 votos (19,83%)
CHAPA 4 – JUNTOS SOMOS GRÊMIO – 3.012 votos (46,66%)
6 votos em brancos (00,09%)
5 votos Nulos (00,08%)

Uma vez que a Chapa 1 não ultrapassou a cláusula de barreira de 15% prevista no artigo 57, §3º do Estatuto, as cadeiras no conselho ficaram assim distribuídas:

Chapa 4 – 54,00% das vagas (81 conselheiros e 16 suplentes)
Chapa 3 – 23,33% das vagas  (35 conselheiros e 7 suplentes)
Chapa 2 – 22,67% das vagas (34 conselheiros e 7 suplentes)

Eu concorri e fui reeleito pela chapa 3. Fico muito contente com isso e sigo ciente da responsabilidade envolvida. Lamento que muitos companheiros de chapa, que certamente contribuiriam  para a renovação e qualificação do Conselho, não foram eleitos. Mas em relação ao resultado da eleição só nos caber fazer análises, e não fazer questionamentos diretos a sua legitimidade (muito embora eu permaneça convicto de que não deveria existir cláusula de barreira para o conselho)

Chamou atenção o baixo número de votantes (16,98% é o menor percentual de comparecimento desde 2010), uma vez que 38 mil sócios estavam aptos a votar. A partir disso, uma parte da torcida iniciou a fazer uma série de manifestações negativas sobre a eleição realizada no sábado. Fiquei um pouco incomodado com algumas questões colocadas nessas manifestações.

Nos dias anteriores e posteriores a votação se repetiu, sem nenhum pudor, a tese (infundada) de que as eleições atrapalham o rendimento do time. Parece haver uma confusão nos conceitos. Os eventuais excessos nas disputas políticas do Grêmio são um sintoma, e não a causa, da falta de títulos do clube. E mesmo clubes vitoriosos passam por processos eleitorais acirrados (como o Grêmio entre 1981 e 1983, ou o Barcelona entre 2009 e 2011).

Ainda mais preocupante me pareceu a tentativa feita por muitos de usar o baixo número de votantes para justificar um ar blasé ou de desdém com as eleições no clube. Apesar dos pesares, a eleição para o Conselho do Grêmio teve o dobro de votantes do que as últimas eleições para PRESIDENTE do Flamengo e do Corinthians. A realização da votação custa muito dinheiro para o clube, que se obriga a contratar uma série de serviços e  mobiliza mais de uma centena dos seus funcionários para trabalhar no dia do pleito. A isto tudo se somam ainda diversas pessoas que contribuem de forma voluntária para o processo ( e aqui me incluo como Secretário do Conselho).

Sei que a abstenção é uma forma válida de participação no processo democrático. Mas ao contrário do que andam apregoando, não é uma forma revolucionária de participação. Nada no clube vai ser alterado ou aprimorado por meio de abstenção.

Entendo que as pessoas tenham restrições e queixas à forma que é feita a eleição. Mas estas queixas só podem ser atendidas através do diálogo e da participação. Nunca é demais lembrar até 2004 não havia eleição direta para presidente do Grêmio. Até 2007 a eleição para o conselho não era proporcional. A cláusula de barreira, depois de uma tentativa frustrada em 2009, foi reduzida de 30% para 20% em 2011. E foi mais uma vez reduzida, de 20% para 15%, em 2015. Em 2012 foi instituído o voto por correspondência e em 2014 foi implementado o voto pela internet. Nesse ano, sem que haja nenhum proibição nesse sentido, deixamos de ver a repetição das mesmas pessoas em mais de uma chapa. Ou seja, ocorreram significativos avanços e aprimoramentos no processo democrático, ainda que não  tenham acontecido na velocidade que muitos esperavam.

Igualmente compreendo que nem todos consigam captar plenamente quem são os agentes que participam das eleições e quais suas efetivas bandeiras, visto que muito dos materiais de campanha parecem ser feitos de maneira propositalmente genérica ou contraditória. Mas a resposta para tal fato é exigir uma melhor comunicação dos conselheiros, dos movimentos políticos e do próprio clube com o associado (Eu sempre pautei minha atuação no conselho por exigir mais transparência e melhor comunicação, e esta foi uma das propostas defendidas pela chapa que eu integrei). A tentativa de colocar todos os integrantes e todos os concorrentes numa vala comum de desprezo é, no mínimo, injusta.

É preciso entender que o Grêmio não tem dono e ninguém tem o direito divino de comandar o tricolor. A administração do clube é feita pelos próprios sócios, escolhidos pelos seus pares para representar a totalidade do quadro social nos órgãos da entidade (seja no Conselho de Administração, seja no Conselho Deliberativo). Diante disso, o processo democrático no Grêmio deve ser sempre alvo de zelo pelos gremistas e não de menosprezo.

 

 

 

 

Eleição para o Conselho Deliberativo 2013

September 30, 2013

Neste sábado, se encerrou a eleição para a renovação da metade das cadeiras do Conselho Deliberativo do Grêmio. Segundo o site do clube, os números finais do pleito foram os seguintes:

 4.670  sócios votaram por correspondência e 3.854 sócios compareceram na Arena no dia 28 para votar, totalizando assim 8.524 votos, distribuídos da seguinte forma:

Chapa 01 – Grêmio do Prata – 804 votos (9,5%)
Chapa 02 – Faixa no Peito – Unido e Vencedor – 2509 votos (29,5%) 
Chapa 03 – Nação Tricolor – 462 votos (5,4%)
Chapa 04 – Juntos pelo Sócio – 1.122 votos (13,2%)
Chapa 05 – Grêmio Maior – 1.354 votos (15,9%)
Chapa 06 – Somos Grêmio – 454 votos (5,3%)
Chapa 07 – #VemproGrêmio – 1.790 votos (21,1%) 

Apenas as chapas 2 e 7 superaram a a cláusula de barreira, que é de 20%. A chapa 2 elegeu 88 conselheiros titulares e 18 suplentes, enquanto a chapa 7 elegeu 62 conselheiros titulares e 12 suplentes.
Como já disse aqui, fiz campanha para a chapa 7. Estive durante todo o sábado na Arena, e o clima que vi lá era muito bom. Talvez o mesmo não se possa dizer em relação a outros debates feitos, especialmente na internet (em focos bem localizados), mas com certeza houve uma significativa melhora em relação a eleições anteriores.
Era imaginado que com o grande número de chapas poucas delas conseguiram superar a cláusula de barreira. O que é uma pena. E não digo isso por casuísmo, mas sim por sempre defendi a inexistência desse tipo de norma. Entendo que até possam existir mecanismos para impedir as chamadas “candidaturas aventureiras”, mas não parece que seja correto e justo descartar votos dos sócios nesse processo. Na prática é isso que acontece. Contudo é preciso reconhecer que já houve uma evolução, o percentual que foi reduzido de 30% para 20% em 2011. A marca anterior não foi ultrapassada por nenhuma das chapas que concorreram nessa ocasião. Acho salutar que sejam feito debates nesse sentido, mas sem casuísmos, populismo e oportunismo.
Outro dado que me chama a atenção é o comparecimento dos sócios na eleição. Num total de mais de 37 mil sócios aptos a votar, cerca de 8.500 exerceram o seu direito, o que dá um comparecimento de 22, 7%. Não é um número de todo o ruim na comparação com o histórico de comparecimento de sócios. Contudo é preciso considerar que, assim como em 2012, havia a facilidade da votação pelo correio. Eu entendo algumas dificuldades, mas não posso deixar de considerar que há algum descaso de grande parcela do quadro social do clube com o processo democrático. E creio que a abstenção consciente, como forma de protesto, não funciona e não colabora com o futuro do Grêmio. Mas vou continuar com essa e outros considerações sobre as eleições em um outro post.

Iniciada a eleição do Conselho do Deliberativo

August 17, 2013
Encerrou ontem o prazo para inscrições de chapas para a eleição que renovará a metade das cadeiras do conselho deliberativo do Grêmio. 7 chapas foram inscritas. Num primeiro momento tal número pode parecer exagerado. É de se questionar se há tanta variedade de ideias/discurso para justificar tamanha pluralidade. Mas há também como encarar tal cenário de forma otimista. O grande número de postulantes é um indicativo claro de que há forte interesse dos sócios em fazer parte da política do clube e o clube vem se mostrando bem mais aberto a participação democrática.
É uma questão de abertura e de uma certa proporcionalidade. Em 2004 havia 6 mil sócios aptos a votar, e eram 2 as chapas concorrentes. Em 2007 foram registradas 3 chapas para um universo de 10 mil aptos a votar.  3 chapas  também foram inscritas em 2010, quando o eleitorado era de 28 mil sócios. Para a eleição do dia 28 de setembro, teremos mais de 37 mil sócios aptos a votar. Era de se esperar  que o número de candidatos acompanhasse o crescimento que o quadro social teve nos últimos anos.
Eu tenho posição firme e aberta nessa eleição. Sigo apoiando a ideia de que é preciso se distanciar do dualismo personalista que vem dominando o Grêmio nos últimos anos. Creio que não há mais espaço para tanto. Para isso acredito que é preciso criar alternativas, mas alternativas viáveis, responsáveis, que tenham a inteligência, capacidade e maturidade para fazer as mudanças necessárias na mentalidade do clube. Foi isso que busquei fazer em 2012, ao colaborar com a candidatura de Homero Bellini Junior para a presidência. Fico feliz que em 2013 mais grupos e mais pessoas tenham se filiado a essa ideia. Por isso votarei e trabalharei pela chapa “Grêmio de Todos” na eleição do dia 28 de setembro.
Não sou maniqueísta e reconheço virtudes e acertos em diversas outras chapas. Mas as divergências, as diferenças (por mais que possam tentar ser disfarçadas) existem, e por isso a disputa se faz presente. E não vejo mal nenhum em termos uma disputa.
Não consigo concordar com algumas pessoas que tentam atribuir toda a culpa dos insucessos futebolísticos do Grêmio nos últimos anos a disputa política. Temos várias maneiras de administrar um time de futebol, e entre elas se destacam duas formas: Uma é a do clube com dono ( Ex: Milan, Chelsea, Manchester United), que coloca o seu dinheiro e assim pode mandar e desmandar no time. Outra seria a do clube composto por sócios (Ex: Barcelona, Bayern de Munique, Boca Juniors) que elegem seus representantes para gerir o time. Não há e nunca houve nenhuma notícia de que o Grêmio pudesse ser vendido para um dono, assim é possível encaixar o tricolor nesse segundo “modelo” de clube.
Nunca é demais lembrar que o Barcelona, paradigma de sucesso no futebol nos últimos anos, vive intensa disputa eleitoral. Joan Laporta, sofreu uma “moção de censura” que visava afasta-lo da presidência do Barça em 2008. No ano seguinte ele permaneceu no comando e o time ganhou todos os títulos que disputou. Ainda assim, ele não conseguiu eleger o seu sucessor, sendo derrotado por Sandro Rossel, que conquistou o título mundial em 2011. Como se vê, disputa política não afasta o Barcelona dos troféus. Devem ser poucos os barcelonistas que reclamam das eleições. E aqueles que não gostam de exemplos tão longínquos e costumam achar “que a grama do vizinho é sempre mais verde” precisam se ater ao fato de que a última eleição do co-irmão teve nada menos do que 6 chapas concorrendo as vagas do conselho deliberativo
É certo que as eleições não são um fim si mesmo, mas tenho séria desconfiança de quem tem ojeriza a elas. Qual a alternativa que estes propõem? Será que desconhecem a célebre frase de Churchill: “A democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos”

Comparecimento Eleições – 2004 à 2016

October 23, 2012
No domingo tivemos a maior eleição da história do Grêmio. Achei que seria válido atualizar o levantamento sobre o número sócios aptos a votar e o número de sócio que efetivamente votou em cada eleição no clube desde 2004.
 Além de ter tido um grande número de votantes, a eleição de 2012 também teve o maior comparecimento desde 2004. Votaram 40,86% dos mais 33 mil sócios aptos para tanto. Tamanho crescimento pode também ser atribuído a opção do voto por correspondência. A comparação mais óbvia a ser feita é com a última eleição no co-irmão, que adotou uma sistemática parecida e teve um número total de votantes maior mas com um comparecimento um pouco inferior (36%).
Ainda assim, eu reitero que sempre fico surpreso com grande número de pessoas que não exerce seu direito de voto no clube.

2016 – Presidente

São esperados cerca de 10 mil votos, entre presenciais e online.“(Zero Hora –  11/11/2016)

Aptos para votação: 38.201 sócios
– Esperados: 10.000 sócios
Votaram: 6.602 sócios (17,28%)

2016 – Conselho Deliberativo

Segundo o presidente do Conselho Deliberativo, Milton Camargo, dos 38 mil sócios aptos a votar, 7500 podem efetuar o seu voto pela internet. A expectativa é de que 9 mil associados participem da eleição do Conselho Deliberativo.“(Zero Hora –  24/09/2016)

Aptos para votação: 38.000 sócios
– Esperados: 9.000 sócios
Votaram: 6.455 sócios (16,98%)

2014 – Presidente

Mais de 39 mil associados estão aptos a votar, mas o clube espera entre 12 e 15 mil gremistas na Esplanada da Arena, ” (Zero Hora17/10/2014)

Aptos para votação: 39.000 sócios
– Esperados: 12.000 sócios
Votaram: 9.013 sócios (23,11%)

2013 – Conselho Deliberativo

Estão aptos a votar 37,7 mil associados para renovar 150 conselheiros do clube.“;” São esperados pelo menos 10 mil votos, entre presenciais e por correspondência” (Zero Hora –  21/09/2013)

Aptos para votação: 37.700 sócios
– Esperados: 10.000 sócios
Votaram: 8.524 sócios (22,61%)

2012 – Presidente

Das 33,1 mil cartas enviadas aos associados, em que aparecem os nomes de Fábio Koff, Homero Bellini Júnior e Paulo Odone, 2,093 mil já haviam sido devolvidas até ontem. Com base nesse dado, Moesch estima que 12 mil gremistas votem por correspondência, com a maior parte das cartas chegando ao Olímpico dia 16, véspera do encerramento do prazo. Cerca de oito mil são esperados para votar nas urnas eletrônicas instaladas no Quadro Social. – Projeto cerca de 20 mil votos. Será a a maior eleição da história do clube –  diz Moesch.” (Zero Hora08/10/2012)

Aptos para votação: 33.154 sócios
– Esperados: 12.000 sócios
Votaram: 13.547 sócios (40,86%)

2010 – Conselho Deliberativo

São cerca de 28 mil sócios aptos para votar, e a expectativa é que aproximadamente 10 mil compareçam ao estádio até as 17h.” (Zero Hora11/09/2010)

Aptos para votação: 28.000 sócios
– Esperados: 10.000 sócios
Votaram: 4.624 sócios (16,51%)

2008 – Presidente

Atualmente 20 mil sócios estariam aptos para votar. A direção espera que 6 mil comparecem às urnas.” (O Sul – 10/10/2008)”

A estimativa da direção é que dos 22 mil sócios aptos a votar atualmente, 6 mil deverão comparecer. ” (Correio do Povo – 18/10/08)

Aptos para votação: 22.000 sócios
– Esperados: 6.000 sócios
Votaram: 5.365 sócios (24,39%)

2007 – Conselho Deliberativo

O presidente do Conselho Deliberativo do Grêmio, Mauro Knijnik, estima que, entre os 10 mil sócios do clube aptos a votar, apenas quatro mil irão às urnas neste sábado.” (ClicRBS – 26/09/2007)

Aptos para votação: 10.000 sócios
– Esperados: 4 mil sócios
Votaram: 3.063 sócios (30,63%)

2004 – Presidente

Menos de um terço dos associados deve comparecer à votação que hoje decide o novo presidente do Grêmio. A previsão é do presidente do Conselho Deliberativo, Mauro Knijnik, que espera o comparecimento de no máximo 3 mil sócios de um universo de 11,6 mil aptos a participar do pleito” (Correio do Povo, 16 de Dezembro de 2004)

Aptos para votação: 11.600 sócios
– Esperados: 3.000 sócios
Votaram: 2.427 (20,92%)

2004 – Conselho Deliberativo

Mesmo com cálculos da secretaria do clube mostrando um eleitorado de mais de 6 mil associados, a previsão feita pelo presidente do Conselho Deliberativo, Oly Fachin, é que 2 mil sócios do Grêmio compareçam ao pleito deste domingo” (Correio Do Povo, 26 de Setembro de 2004)

Aptos para votação: 6.000 sócios
– Esperados: 2.000 sócios
Votaram: 2.435 sócios (40,58%)

2º turno da eleição para Presidente

October 22, 2012
Ontem tivemos o tão aguardado desfecho da eleição para a presidência/conselho de administração que comandará o Grêmio em 2013/2014. Eram mais de 33 mil associados aptos a votar. Nesse universo, contou-se com o voto de “13.547 sócios, sendo 7.964 presenciais e 5.583 pela votação por correspondência“. O resultado foi o seguinte:
Chapa 01 – Fábio Koff – 7969 votos – 57,5%
Chapa 03 – Homero Bellini Jr. – 843  votos – 6,25%
Chapa 04 – Paulo Odone – 4951 votos – 36,7%
Eu participei ativamente dessa eleição. Como apoiador da chapa liderada por Homero Bellini Jr. e como fiscal/ representante da chapa no recebimento dos votos por correspondência, na votação presencial e na contagem dos votos que chegaram pelo correio. 
Foi uma tarefa bem cansativa, mas que fiz por gosto e termino essa etapa bastante orgulhoso. Contudo tenho duas pequenas “frustrações”:
– A primeira é da caráter mais objetivo. Sempre ouvi falar na necessidade de democratização do clube. E obviamente sempre concordei com isso. Mas nem todo mundo dá a devida importância para essa ideia. De fato essa foi a maior eleição do clube, mas o comparecimento foi de 40,86%. Mais da metade dos 33 mil sócios aptos a votar sequer exerceu seu direito de voto (que nessa eleição consistia em colocar uma carta no correio). Eu lamento, mas também sou obrigado a reconhecer que não-participação pode ser uma escolha consciente no processo democrático, muito embora acredite que este não é o melhor caminho.
– A segunda é de caráter mais subjetivo. Parecia existir um consenso na torcida sobre a necessidade de pacificação e renovação do Grêmio. A pacificação restou inviabilizada antes da eleição e renovação foi pouco prestigiada no processo. Mas talvez a maioria tenha razão em entender que não era o momento para tanto e talvez o aguardado embate entre Koff e Odone fosse efetivamente necessário para encerrar um ciclo.
Nunca é demais lembrar que essa foi apenas a terceira eleição para presidente do Grêmio com voto dos sócios. A primeira que contou com três candidatos. Os avanços são lentos, mas acontecem. O clima no Olímpico ontem me pareceu muito bom e o resultado da votação é justo e inquestionável.
Gostaria muito de ver toda a energia e todo o zelo no trato das coisas relacionadas ao Grêmio canalizados para o bem do clube durante toda a gestão, não só no período de campanha. Espero que a próxima gestão comande o clube com sabedoria, mantendo avanços, fazendo as correções necessárias nesse período de transição, se valendo da inclusão e não de revanchismo, sabendo respeitar e dialogar com a oposição e com a torcida em geral. Não é uma tarefa simples.

Eleições 2012 – Questionário – Chapa 03

October 9, 2012

Em razão da eleição do dia 21 de outubro o BloGrêmio elaborou um questionário  e enviou para as 3 chapas concorrentes.

Por sorteio hoje são publicadas as respostas da chapa 3:

1) Nominata da chapa (Presidente e CA)
Homero Bellini Junior – Presidente
Alexandre Bugin – vice-presidente
Antônio Carlos Maineri – vice-presidente
Edson Berwanger – vice-presidente
Elizabeth Pedrosa Ribeiro – vice-presidente
Fernando Hackmann Rodrigues – vice-presidente.
Marcelo Wais – Vice-Presidente
2) Está vinculado formalmente a algum Grupo Político? Tem apoio de algum? Qual?
Movimento Grêmio Independente
4) Como avalia o atual momento do clube?
É inegável que o clube evoluiu como instituição nos últimos anos. Todavia, o Conselho de Administração não funciona como tal, faltando-lhe um pouco mais de autonomia para a tomada de atitude. Além disso, falta representação política daqueles abnegados para suporte aos departamentos do clube. É necessário, também, estabelecer metas mais claras para os executivos de todas as áreas  do clube e que essas metas tornem-se de conhecimento do Conselho Deliberativo, o que garantiria maior transparência de gestão. O Grêmio ainda vive uma gestão PERSONALISTA, centrada na FIGURA DO PRESIDENTE. Isso para uma empresa que quer modernizar seus processos de gestão não é recomendável.
5) Em relação a Arena, quais seus Planos e ideias? E como se encaixam no modelo de administração buscado pela sua gestão?
 Defendemos o projeto Arena desde o seu início. Hoje felizmente o novo estádio é um consenso entre os diversos grupos do clube e motivo de orgulho para torcida. É uma conquista de todos e deve seguir sendo assim.
A Grêmio Empreendimentos está bem estruturada, o contrato está firmado e será cumprido. Entendemos que a gestora do estádio  deve ter seus cargos ocupados por critérios técnicos e políticos. Na GE, defendemos a participação de todos os grupos políticos do clube, sem exclusões, e temos que cuidar para não reproduzirmos uma visão personalista também na GE. Vamos priorizar a indicação de técnicos para composição da Grêmio Empreendimentos, bem como nas vagas destinadas ao Clube na Arena Porto-Alegrense. Devemos manter o que vem sendo feito com excelência. Tal indicação será submetida à homologação do Conselho Deliberativo.
Precisamos ter um cuidado redobrado no primeiro ano de funcionamento da arena em razão da mudança de paradigmas na nova casa, com a re-adequação do quadro funcional do clube. Tal período pode ser de grande valia para implementar processos mais profissionais e adotar as medidas sugeridas pelo Planejamento Estratégico, pelo Relatório do Fórum dos Movimentos e pelos trabalhos das consultorias internacionais contratadas para planejar a transição do clube como um todo.
6) Possui alguma medida “emergencial” que julgue necessário a ser implementada no dia seguinte a posse? Qual?
Sim, negociar a permanência do volante Souza. Queremos um time forte.
7) Tendo em vista o planejamento de Marketing da sua eventual gestão, qual a posição do candidato sobre a interação com a torcida gremista? E como pensa o Quadro Social nesse projeto?
O clube atualmente tem o problema sério de comunicação com seu torcedor. O Grêmio possui mais de 50 mil sócios e nem sempre consegue ouvir e atender aos anseios e desejos da sua torcida. É preciso implementar ações para que o sócio sinta-se peça importante na vida do clube, desvinculando aos resultados do futebol. Precisamos redobrar esforços na modernização na estrutura de atendimento aos sócios, já que há indicativo de majoração no número de sócios na ARENA.
8) Como pensa em levar o Grêmio para o topo dos clubes mais fortes internacionalmente, visto que, tem-se ai a questão populacional (quantidade de torcedores) e geográfica (está fora do eixo Rio-São Paulo)?
Muito embora o Brasil seja sempre referido como o país do futebol há uma notória dificuldade dos times nacionais em obter projeção perante os seus pares de outros continentes. Hoje o Grêmio não foge dessa realidade. Contudo, tendo em vista as nossas características únicas, de história, estilo de jogo e torcida, entendemos que o Grêmio pode sim ganhar maior destaque no cenário mundial.
 Nosso projeto contempla  a criação da a área de Marketing Global para implantação do Projeto Blue Squade do Projeto DNA Tricolor. Para chegar ao topo o Grêmio não pode nunca perder o foco do futebol. É preciso que o time esteja permanentemente disputando e conquistando torneios internacionais.
 O clube deve também compreender o cenário no qual está incluído, trabalhando para fortalecer o futebol gaúcho e brasileiro como um todo, valorizando especialmente a “marca” do campeonato nacional;
9) É viável conseguir isto em um país com tantas desigualdades e carências em que é difícil para a esmagadora maioria pagar R$ 26 reais para ser sócio e mais os custos de 50% do ingresso e despesas para ver um (ou 4) jogo?
É plenamente viável, o Grêmio pode aumentar consideravelmente as suas receitas se melhor entender e explorar os diversos nichos econômicos e setores sociais que atinge. Para isso é necessária uma mudança na forma do clube tratar seu torcedor e de enxergar seu patrimônio. O Grêmio não possui somente um perfil de torcedor. Possui vários e pode contemplar todos eles nas suas ações.
Em tempo: Em razão dos termos da pergunta é forçoso esclarecer que na atual modalidade associação do Grêmio a mensalidade de R$ 26,00 (Sócio torcedor ouro) dá direito somente a preferência na compra de ingressos (e desconto na compra antecipada pela internet). O plano que dá direito a pagar 50% do ingresso é o sócio torcedor diamante, que tem o custo de R$ 45,00 mensais.
10) É a favor da profissionalização REAL de todo o departamento de futebol? Como fazer para que isto não mude a cada eleição? Qual o papel da Base?
Temos como base do nosso projeto a profissionalização dos setores do clube. No futebol, a razão de ser do clube, não seria diferente. Entendemos que é  fundamental a liderança de uma diretoria institucional, com visão de médio e longo prazo, como elo de ligação entre a equipe, comissão técnica, clube e torcida. Tal diretoria institucional tem também a função de proteger o patrimônio imaterial do Grêmio das atribulações políticas, das cobranças por resultados a curtíssimo prazo e da inevitável pressão dos apaixonados pelo tricolor.
No comando de toda a estrutura profissionalizada do departamento de futebol entendemos que se faz necessária a figura de um vice de futebol. Para responder pelo clube e dar respaldo ao executivo e todo o setor.
A base é fundamental para o fortalecimento do clube e merece ênfase especial no nosso projeto de gestão. A proposta de profissionalização também abrange tal departamento, com planejamento, metas de resultados de campo e de aproveitamento das categorias de base e de jogadores contratados, com definição de métricas de avaliação e adoção de softwares especializados de análise de desempenho como ferramenta de gestão dos atletas.
Pretendemos adotar um esquema tático padrão em todas as categorias de base, o que auxilia no crescimento dos atletas na mudança de categoria. Da mesma forma, se faz necessária a uniformização de treinamento e filosofia desde a primeira categoria até a última, inclusive com aulas teóricas sobre a história do clube, seus grandes atletas e suas conquistas.
11) Como fazer esse projeto de gestão dar certo sem comprometer as finanças e pagando dívidas históricas?
Com a implementação da Gestão financeira totalmente profissional; O MGI pretende a implementação de princípios de gestão financeira, fundamentada em três pilares:
– O controle salarial e de transferência dos jogadores;
– A maximização de receitas; e
– Gestão de receitas patrimoniais, com a exploração de seu patrimônio (ARENA, Eldorado, Cristal, Ilha), visando à gerar receita o ano todo sob diversas formas.
Estes três pilares demonstram a estratégia e procura equilibrar os interesses de todos no ambiente operacional do clube (sócios, torcedores, imprensa, patrocinadores e jogadores)
O controle salarial tem o papel de equilibrar os resultados, já que se identificou que o gasto com salários de jogadores é a principal despesa do clube.
12) Qual o seu projeto para o Grêmio e seus diferenciais?
O projeto pode ser livremente acessado no site http://www.homeropresidente.com.br/nossa-proposta/. O principal diferencial reside no fato de ser uma alternativa ao personalismo que se vê no Grêmio hoje. Não queremos discutir nomes, queremos discutir idéias. E as idéias da nossa proposta têm como base a participação (democratização/renovação), o profissionalismo e a transparência.

Eleições 2012 – Questionário – Chapa 04

October 9, 2012
Em razão da eleição do dia 21 de outubro o BloGrêmio elaborou um questionário  e enviou para as 3 chapas concorrentes.

Por sorteio hoje são publicadas as respostas da chapa 4:

1) Nominata da chapa (Presidente e CA)
A chapa é composta pelo Presidente Paulo Odone, candidato a reeleição, e composta pelos seguintes Vice Presidentes: Eduardo Antonini, Ricardo Vontobel, Claudio Oderich, Marco Antonio Scapini, Rodrigo Karan e André Gutierres.
2) Está vinculado formalmente a algum Grupo Político? Tem apoio de algum? Qual?
Nossa chapa é uma composição dos movimentos Grêmio Novo, Grêmio Sem Fronteiras, Grêmio Menino Deus, Grêmio da Trocida e Grêmio Democrático.
3) Como avalia o atual momento do clube?
Podemos fazer uma analogia. O Grêmio está cruzando pelo Cabo da Boa Esperança. Está saindo das marés ruins, dos mares revoltos e de tudo que atrapalhava a sua navegação que rumava às Índias. Com uma boa navegação, o Grêmio vai chegar aos seus objetivos muito em breve, mas precisa de pessoas que saibam lidar com as adversidades que podem aparecer e que conhecem as características do seu navio.
Nossas finanças estão melhorando, o processo de gestão está cada vez mais maduro, a Arena está prestes a ficar pronta, temos um grande técnico e um time competitivo. Isso tudo não existia até alguns anos atrás. Aliando estes fatores à nossa torcida, iremos muito longe.
4) Em relação a Arena, quais seus Planos e ideias? E como se encaixam no modelo de administração buscado pela sua gestão?
A Arena é um caso de sucesso pleno dentro do Grêmio. Seu projeto foi amplamente discutido dentro do Conselho Deliberativo, com todos os grupos politicos.
Ela possui um plano de negócios que foi muito bem elaborado, protegendo o clube de ríscos e voltado para potencializar de forma exponencial as receitas.
Nosso objetivo é fortalecer ainda mais a relação existente entre a gestão do Grêmio e a Grêmio Empreendimentos com os gestores da Arena. Desta forma, conseguiremos fazer a parceria render mais frutos (patrocinadores, investidores) tanto para a Arena, quanto para o próprio Grêmio.
5) Possui alguma medida “emergencial” que julgue necessário a ser implementada no dia seguinte a posse? Qual?
Hoje, graças a uma gestão forte e profissionalizada que foi implementada, não existe uma demanda emergencial dentro do Clube.
Nossa principal medida é dar continuidade ao trabalho que vem sendo feito ao longo de seis anos, quando pegamos o Grêmio em uma situação falimentar e devolvemos a ele a grandeza que o pertence. Estamos trabalhando focados na transição para a nossa Arena que já está gerando impactos muitos profundos no processo de gestão do Grêmio, tornando-o ainda mais competitivo, aspecto essencial para qualquer clube de futebol que deseja se manter entre os maiores do mundo.
6) Tendo em vista o planejamento de Marketing da sua eventual gestão, qual a posição do candidato sobre a interação com a torcida gremista? E como pensa o Quadro Social nesse projeto?
Vamos trabalhar muito a parte estratégica do marketing.
A gestão da marca é um dos pontos. Vamos focar em parcerias estratégicas, tanto para patrocinadores, como fornecedores e licenciados. Ainda sobre gestão da marca, iremos trabalhar a inserção do Grêmio em feiras, eventos e workshops sobre futebol e esportes. O mercado esportivo e futebolístico tem crescido cada vez mais, e nestes eventos é que se encontram as maiores referências, onde iremos trocar conhecimentos, know-how sobre todos os aspectos ligados ao futebol. Também vamos aproveitar para expor o que temos de melhor.
A gestão da marca está muito ligada a área de inteligência que projetamos. Ela vai ser a mola propulsora da marca, criando e estimulando os relacionamentos potenciais citados acima e também o relacionamento direto com clubes, gerando intercâmbios de conhecimento.
A comunicação também será otimizada. Queremos estreitar a relação do Grêmio com seu torcedor em primeiro nível, mas também com outros públicos como a imprensa, p.ex.. Um melhor processo de comunicação deve fazer com que o Grêmio esteja praticamente dentro da casa de qualquer gremista, mesmo que more a quilômetros de distância de Porto Alegre. A ideia é que ele saiba tudo o que acontece no Grêmio, utilizando tanto as mídias tradicionais, como radio, televisão, jornais e internet, mas principalmente potencializando as redes sociais e mídias do Grêmio (site, newsletter, TV e Rádio, Facebook, twitter, aplicativo de celular etc.). O torcedor tem que ter as notícias do Grêmio no momento que quiser, onde ele estiver.
Em relação ao Quadro Social, estamos sempre buscando parceiros para oferecer vantagens ao torcedor, para que ele tenha diversos benefícios por ser sócio do Grêmio. Isto é o reflexo de um trabalho iniciado em 2005 e que fez o Grêmio, de cerca de 6 mil sócios, passar a ter 70 mil agora em 2012.
Além das vantagens, vamos trabalhar muito os jovens gremistas. Os grandes clubes da Europa com grande número de sócios valorizam muito este segmento. A ideia é valorizar a criança gremista desde antes do seu nascimento, trabalhando junto às mães gremistas com ações focadas às gestantes. Depois, trabalhar o sócio quando bebê e em seguida o infantil.
O segmento feminino é outro que vamos dar muita atenção. O número de gremistas associadas vem crescendo a cada dia e não podemos deixar passar em branco a oportunidade de ter as mulheres como parceiras do Clube. A mulher é muito fiel ao que ela gosta e admira. Vamos dar motivos para elas aumentarem a fidelidade com o Clube, trabalhando ações específicas para este público.
7) Como pensa em levar o Grêmio para o topo dos clubes mais fortes internacionalmente, visto que, tem-se ai a questão populacional (quantidade de torcedores) e geográfica (está fora do eixo Rio-São Paulo)?
O Grêmio já é um clube muito conhecido nacional e internacionalmente. A melhor maneira de fortalecer a marca Grêmio é disputando títulos internacionais e ganhando-os. E com esta estrutura toda que montamos, temos hoje chances reais de ganhar títulos relevantes que novamente projetem o Grêmio no cenário mundial. Além disso, mesmo estando fora do eixo Rio-SP, temos uma torcida muito fiel e apaixonada. Conseguimos manter índices de ocupação de estádio acima da grande maioria dos times de lá, assim como o número de sócios. É a paixão do torcedor que faz o Grêmio ter força, ser grande e é ela que vai fazer o Grêmio crescer ainda mais no Brasil e em níveis Globais.
8) É viável conseguir isto em um país com tantas desigualdades e carências em que é difícil para a esmagadora maioria pagar R$ 26 reais para ser sócio e mais os custos de 50% do ingresso e despesas para ver um (ou 4) jogo?
Sem dúvida. Hoje temos 8 milhões de gremistas espalhados pelo Brasil e pelo Mundo. Não podemos trabalhar somente o benefício de assistir ao jogo dentro do estádio. Cabem só 60 mil pessoas dentro da Arena. E o resto dos gremistas não vai torcer e nem consumir o Clube? Claro que sim! O futebol mostra que quando o time tem força, ele conquista seguidores que o consomem de diferentes formas em todas as classes sociais. Se ele não for sócio, mas assistir o jogo do Grêmio, o valor da marca já estará crescendo, devido à audiência na televisão, que gera milhões de Reais em receita. Podemos ter como exemplo os grandes clubes da Europa, que quase não possuem sócios no Brasil por exemplo, mas vendem camisas e têm grande audiência nos canais aberto e a cabo.
9) É a favor da profissionalização REAL de todo o departamento de futebol? Como fazer para que isto não mude a cada eleição? Qual o papel da Base?
Com certeza. O futebol do Grêmio hoje é 100% profissionalizado. Tem seu executivo e todos os profissionais contratados com alta capacidade. Hoje não tem como ser diferente. O futebol hoje é uma atividade que exige dedicação integral e de pessoas competentes e capacitadas. O clube que não pensar assim, deixará de ser competitivo.
Para não haver mudanças na estrutura do futebol quando houver eleições, a maturidade dos gestores políticos deve ser muito grande. Eles devem medir os resultados, o que está sendo feito e não o nome dos profissionais, de quem ele é amigo, por quem ele foi indicado. Este é o grande problema que deve ser trabalhado. Uma política de governança corporativa rígida e estruturada, regida pelo Conselho Deliberativo pode ajudar a solucionar esta questão.
O papel da Base é de vital importância para a formação de um time vencedor. Na nossa gestão em 2011-12 investimos R$ 12 milhões nas Categorias de Base e conquistamos vários torneios, destacando a Taça BH neste ano. Antes, em 2008 o investimento também tinha alcançado esta marca, assim como os títulos das categorias também estavam acontecendo, apesar de que a principal função da Base é formar jogadores com qualidade técnica e tática para serem utilizados no time profissional. Os títulos da Base são consequência de um belo trabalho. Por isso investimos pesado na infraestrutura, estruturamos o CDD da Categoria de Base e contratamos profissionais de altíssima competência. O princiapal executivo, atual coordenador da área, possui referência muito forte no mercado e sua qualidade pode ser vista no dia a dia de quem está no Grêmio.
10) Como fazer esse projeto de gestão dar certo sem comprometer as finanças e pagando dívidas históricas?
Nós já quitamos o Condomínio de Credores que onerava terrivelmente o Grêmio em função de dívidas trabalhistas. Era uma folha de pagamentos extra que agora não existe mais. Temos ainda as dívidas com tributos federais que vão sendo abatidas com as receitas da Time Mania. Nossa gestão criou uma estrutura profissional consistente que vem executando um belo trabalho no clube. E ela melhora a cada dia, pois o processo de gestão está amadurecendo e se enraizando dentro da administração. Não existe mais espaço para pessoas incompetentes.
Cabe ressaltar que um fundo de investimentos para saldar o passivo (FIDC) ainda está em fase final de elaboração e vai ajudar a saldar dívidas. Também vamos criar um processo rígido de controladoria, visando racionalizar toda e qualquer atividade financeira e operacional dentro do Grêmio.
Tudo isso está muito alinhado. Tivemos o apoio de grandes consultorias para fazer este trabalho dar certo. A Quality Inn, referendada pelo Dr. Jorge Gerdau trabalha a gestão da rotina e de projetos dentro do Clube. Hoje, todas as áreas possuem metas e indicadores. São mais de 200 e todos funcionários tem conhecimentos deles e o seu trabalho é cobrado através dele. A PwC fez todo o trabalho de reestruturação administrativa do Grêmio. Quando formos para a Arena nos próximos dias, nossa gestão já vai estar totalmente orientada para um novo formato, racional e eficaz, eliminando excessos e ineficiências, otimizando os processos gerenciais e operacionais. Cabe ressaltar o trabalho de certificação ISO nas áreas de apoio, padronizando procedimentos e atividades. O conhecimento de como se faz as coisas está registrado no Clube e não mais na cabeça das pessoas.
11) Qual o seu projeto para o Grêmio e seus diferenciais?
Quando assumimos o Grêmio em 2005 nós estávamos na Série B, tínhamos uma dívida de mais de R$ 100 milhões, apenas nove jogadores eram do clube e diagnosticamos que levaríamos 10 anos para voltar a conquistar títulos relevantes, tamanho o caos em que o Grêmio se encontrava. Sete anos depois temos chances reais de título, ou seja, três anos antes do que tínhamos previsto. Mesmo assim, já estavamos disputando títulos antes, em 2007 e 2008. Por isso o nosso projeto é dar continuidade ao trabalho de recuperação que tem sido feito desde 2005. Nós arrumamos a casa, quitamos o Condomínio de Credores, otimizamos a estrutura administrativa e estamos entregando no fim do ano um time com uma base muito boa, com um excelente técnico e o melhor estádio da América Latina que será nossa Arena. E este é nosso principal diferencial: nós não ficamos no campo das ideias. Arregaçamos as mangas e conseguimos recuperar o Grêmio. Nós fomos lá no Barcelona ver como eles faziam a gestão do seu quadro social e trouxemos pra cá a ideia. O resultado foi o melhor possível, pois hoje temos 70 mil sócios. Também fomos visitar os principais times da Europa para aprender com eles a gerir uma Arena multiuso igual a que nós teremos no fim do ano. Também contratamos empresas de consultoria e auditoria mundialmente renomadas para passar um pente fino no Clube e nos ajudar na transição para a Arena. Buscamos o que existe de melhor em termos de centros de treinamento para montar o nosso, ao lado da Arena, que será de referência mundial. Fomos no Real Madrid, Milan, Barcelona, Benfica, Porto, entre outros, para entender tudo o que eles fazem de certo e descobrimos também o que foi feito de errado e que tiveram que consertar. Nosso CT da Categoria de Base seguirá os mesmos níveis. O futebol não se faz mais com 11 jogadores e um técnico, assim como as empresas não são apenas feitas de operários qualificados.
Ou seja, o diferencial é a evolução que o Clube vem tendo conosco a frente da gestão, e agora que arrumamos toda a casa e conseguimos montar um time qualificado, competitivo e com a cara do Grêmio, queremos voltar a trazer muitas conquistas para dentro dela. E podemos afirmar: O Grêmio está pronto para isso. E nós estamos prontos para levar o Grêmio aos grandes títulos.